clube   |   doar   |   idiomas
Tarifa zero, liberdade zero, injustiça máxima

Você quer agressão estatal ou liberdade individual?

"Amanhece no Brasil.  Quais liberdades o governo nos tirará hoje?"

Esta pergunta, adaptada de uma propaganda americana, nem sempre tem uma resposta óbvia. A eliminação diária das nossas liberdades pelo governo é certa como o nascer do sol, mas a maneira de fazê-lo pode ser tão sutil e ardilosa, que a maioria das vítimas não conseguirá nem sequer correlacioná-la a essa perda.

Em outras palavras, alguns atos do governo subtraem nossas liberdades de maneira menos aparente do que outros. O valor dessa estratégia repousa na ignorância econômica da população e permite ao governo expandir seu poder com uma mínima perda de capital político. Ou até mesmo com ganho.

É o modus operandi do populismo: angariar apoio das mesmas pessoas que são diretamente agredidas por uma medida estatal, explorando sua desinformação. O governo se alimenta da mentira.

Um gritante exemplo de medida populista é a PL 1/2015, sancionada pelo governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.  Esta legislação concede isenção de tarifas no metrô, nos trens operados pela CPTM e nos ônibus da EMTU aos estudantes da rede pública e da rede privada que comprovarem baixa renda.

Os responsáveis por esta medida a anunciam como a bem-aventurança dos estudantes, uma vitória para a educação e a salvação da juventude paulista.

Esta falsa soteriologia laica, que insinua ao povo que o governo é capaz de salvá-lo, é uma das principais características do populismo, conforme nos explica o politólogo francês Pierre-André Taguieff em L'Illusion populiste: de l'archaïque au médiatique (A Ilusão Populista: do arcaico ao midiático):

A combinação do populismo-retórico com o populismo-legitimação carismática encarna-se na figura do demagogo ou do tribuno do povo, personagem que é, ao mesmo tempo, expressão, guia e salvador do povo, e que se apresenta como homem providencial e realizador de milagres — ou de um porvir maravilhoso.

O demagogo em questão é Geraldo Alckmin e ele está tirando a liberdade dos paulistas.  E, não se preocupem, isso rapidamente vai se espalhar para outros estados.

À luz da sólida ciência econômica, pode-se contemplar com horror alguns dos possíveis e nefandos efeitos sócio-econômicos dessa imposição.

1) Injustiça social

Os custos de operação dos sistemas de transporte não podem ser alterados por uma canetada mágica dos burocratas — logo, terão de ser cobertos pelos usuários que não gozam da isenção.

Os preços das tarifas aumentarão para todas essas pessoas.

Teremos, portanto, a bizarra situação em que um operário, um aposentado, uma empregada doméstica ou um desempregado terão de arcar com os custos da passagem de um rico estudante de medicina da USP, que prefere o ônibus ao carro para poder jogar Candy Crush no trajeto.

Se um militante marxista quisesse escrever um libelo sobre uma distopia elitista "da direita neoliberal" (SIC), talvez lhe faltasse imaginação para conceber tal cenário.

Lembremos também que os preços das tarifas aumentarão muito mais do que qualquer pessoa poderia prever.  O motivo é que, com a tarifa zero, a demanda dos estudantes por transporte público crescerá desenfreadamente, aumentando também os custos de operação.  Este aumento de despesas será repassado às faxineiras e auxiliares de escritório.

Há também aquele idoso que pega o ônibus para fazer hemodiálise, e aquela costureira grávida de 6 meses, com dois empregos pra sustentar os outros 4 filhos.  A bengala e a barriga serão obrigadas a disputar espaço com as hordas de mochilas dos estudantes, na sua nova modalidade de rolezinho motorizado.  Talvez eu não precise mencionar as carteiras de estudante falsificadas ou os assaltos para roubar as verdadeiras.

2) Distorção do setor educacional

Adiar o ingresso no mercado de trabalho possui custos de oportunidade para um indivíduo.  Mas com o privilégio da isenção nos transportes, eles serão mitigados à custa dos trabalhadores.  Os alunos terão incentivos para prorrogar o tempo de formação, aumentando os custos do ensino.  Os estudantes cursarão menos disciplinas por semestre e terão maiores índices de reprovação.

Haverá ainda aqueles que se matricularão nas faculdades públicas apenas para gozarem da tarifa zero.  Ou pior: aqueles que ingressarão em escolas privadas diversas todo semestre, não pagando uma mensalidade sequer.

É inegável que haverá um aumento artificial da demanda por matrículas.  Nas escolas privadas, o resultado será o encarecimento das mensalidades e a redução da oferta de bolsas.  O impacto financeiro sobre os pobres será devastador.  Nas escolas públicas haverá aumento artificial da concorrência por vagas, prejudicando aqueles que realmente estavam em busca do diploma para poder trabalhar.

3) Diminuição da prosperidade

A legislação imposta por Alckmin impõe ao próprio governo a necessidade de implementar mecanismos de controle.  Será necessário verificar quem é estudante, quem está na rede pública e quem possui baixa renda. Este aparato possui custos, que serão arcados por todos os pagadores de tributos.

Como se isso não bastasse, a necessidade de comprovar baixa renda para os alunos da rede privada alimenta o banco de dados da receita.  Isto não só diminui a privacidade financeira das famílias em questão, como aumenta a capacidade do fisco de cobrar tributos.

O setor produtivo da sociedade, que é o setor privado, será ainda mais espoliado pelo setor parasitário, que é o setor público.  Com uma maior extração de impostos, haverá menos acúmulo de capital e menos incentivos ao trabalho honesto.  A perda de produtividade resultante será refletida em menores salários e aumento de preços. O padrão de vida da população cairá (ou deixará de aumentar).

4) Expansão do leviatã estatal

Este é, invariavelmente, o objetivo de todas as políticas públicas.  Por conivência dos governados iludidos, os governantes costumam ser muito bem sucedidos em cumpri-lo.

Por mais deslumbrante que sejam os discursos, é a concentração de poder o grande incentivo dos membros do estado.  Como nos lembra o dramaturgo Friedrich Dürrenmatt: "as ideologias são desculpas para nos aferrarmos ao poder ou pretextos para nos apoderarmos dele".

A tarifa zero para estudantes possui um apelo populista inerente.  Alheios aos efeitos acima expostos e doutrinados pelo próprio ensino público que lhes confere isenção, os estudantes idolatrarão ainda mais o governo.  E não se trata apenas de venerar o PSDB, mas a própria instituição do estado.  

Assumindo que H.L. Mencken estava correto ao afirmar que um homem decente envergonha-se do governo sob o qual vive, teremos uma diminuição da decência.

O atual governo estadual gozará não só da formação de um curral eleitoral favorável dentre os estudantes, mas principalmente dentre os oligopólios que controlam a emissão de carteirinhas estudantis, e que terão lucros exorbitantes.  A medida de Alckmin não deixa de ser, portanto, um suborno político.

A legislação aumenta também o controle estatal sobre o setor de transportes.  Valendo-se da mesma retórica demagógica utilizada para sancionar a medida, o governo irá impedir uma hipotética privatização do transporte coletivo.

Conclusão

Desestatizar completamente o setor e privatizá-lo — refiro-me a torná-lo sujeito à livre concorrência e não ao atual regime fascista de concessões, que apenas entrega um monopólio a empresas privadas e as protege de qualquer concorrência — é a única solução ética, funcional e eficiente para o problema do deslocamento de pessoas.

O transporte urbano é um serviço escasso, sujeito às mesmas leis econômicas que vigoram no resto do Universo. Portanto, deve ser provido pelos empreendedores no livre mercado e não por burocratas e seus asseclas corporativistas.

_________________________________________

Leia também:

Transporte coletivo e privado

O transporte público e o alto preço das passagens 

O cartel dos taxistas contra os aplicativos para carona


1 voto

autor

Paulo Kogos
é um anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

  • Mr Citan  25/02/2015 14:17
    Tallin, na Estônia, é a primeira cidade da União Européia a implementar transporte público grátis aos moradores.

    citiscope.org/story/2014/free-public-transit-tallinn-hit-riders-yields-unexpected-results

    Isto faz um ano, e acho que até agora, só fez crescer o número de moradores.
    www.eltis.org/discover/news/one-year-free-public-transport-tallinn-estonia-0
  • Afranio  25/02/2015 14:59
    Você ao menos leu seu próprio link? Em primeiro lugar, está escrito lá:

    "The plan took effect January 1, 2013. Tourists still have to pay €1.60 to ride. But for Tallinn residents, a deposit of €2 gets a smart card that allows limitless travel within the city . Residents do need to swipe the card over a reader when boarding and exiting buses and trams. They also must carry an identification card proving that they are a registered resident of Tallin."

    Ou seja, o "gratuito" deles está longe de ser realmente gratuito. Aliás, é bem menos "gratuito" que o de São Paulo (e lembrando que 2 euros são mais de R$6,50).

    Em segundo lugar, a parte reveladora:

    "The most closely watched was Hasselt, Belgium. After Hasselt made its buses free in 1997, ridership increased more than tenfold. Ultimately, that wasn't sustainable. Facing budget problems last year, Hasselt reintroduced fares of €0.60, although young people, seniors and those receiving public benefits can still ride for free."

    Ou seja, a única cidade que realmente implantou um sistema gratuito quebrou e voltou a cobrar tarifas.

    Óbvio. As pessoas teimam em acreditar que é possível subverter a realidade. Transporte gratuito funciona tanto quanto saúde gratuita.
  • Mr Citan  25/02/2015 23:45
    Sim, eu li o link, mas pelo jeito você leu e não entendeu direito o procedimento que é feito naquela cidade, para uso da gratuidade.

    Dou um desconto, pois o autor não explicou com detalhes como a gratuidade em Talin funciona. Então deixa eu te explicar:

    - Em Talin (Estônia), o Smart Card usado no transporte coletivo, mais conhecido como "Ühiskaart" pode ser comprado por qualquer um, desde turistas até estonianos e estonianos residentes em Talin.
    - O "Ühiskaart" é como se fosse o cartão tipo o "Bilhete único" Em São Paulo.
    - O preço deste cartão é de € 2,00, e é de uso ilimitado. Ou seja, a pessoa não precisa comprar vários cartões. Basta comprar um cartão e fazer recargas.
    - O Smart Card, além de ser usado para uso no transporte coletivo, pode ser usado também como "carteira eletrônica" para pagamento de ingresso de algumas atrações municipais, como o Zoológico, Museu e o Jardim Botânico.
    - Para pessoas não-residentes em Talin, a pessoa pode usar este cartão através de recargas feitas em postos credenciados. Os postos mais comuns para recarga são os da rede de lojas de conveniência "R-kioski"
    - As pessoas residentes em Talin, que desejam a gratuidade, devem cadastrar o Smart Card, munidos de documentos que provam a residência da pessoa. Provavelmente deve entrar no processo de validação, o uso da Identidade Eletrônica, mas não tenho certeza.
    - Em Talin, os meios de transporte coletivo usados são o ônibus, o trólebus, e o Tram (tipo de bonde).
    - Em Talin, a pessoa para fazer uso do cartão, deve embarcar, encostar o cartão no validador eletrônico, e esperar a luz verde do validador para validar a passagem.

    Uma coisa que eu achei bacana por lá, é que é raro alguém ludibriar o validador. O pessoal entra pela porta da frente ou de trás da condução, já tira o cartão e passa no validador. Tudo bem que para os residentes é gratuito, mas vi que usam conforme as regras.

    Opinião pessoal: Acredito que a gratuidade atrapalhe a longo prazo a prefeitura, na questão de manutenção, principalmente nos trams, que são da época em que a Estônia pertencia a URSS. Um jeito que eles conseguiram receita extra, é apelando para a propaganda nestes veículos.


  • Manoel Barroso  26/02/2015 01:25
    Fazer recarga? Não entendi. O negócio não é gratuito? Pra que fazer recarga em algo que é gratuito?

    Se ele é como o "bilhete único" (palavras suas), então ele não tem nada de gratuito. Ele apenas permite mais viagens por um mesmo preço. Mas gratuito não é.
  • Mr Citan  26/02/2015 05:18
    Não, não.
    A recarga no qual eu falei, só é pra quem não é da cidade, por exemplo os turistas.
    A gratuidade só vale para os munícipes.
  • Paulo  25/02/2015 22:54
    Eu estive em Tallin, a capital da Estônia. É a maior cidade do mundo que "adota" o passe livre.
    Bom, esse passe livre funciona para as pessoas que somente moram em Tallin, os turistas, devem pagar a passagem. O preço da passagem é mais caro, criando assim o que podemos chamar de subsídio turístico.
    Tallin é do tamanho de Jundiaí, minha cidade, só que recebe mais turistas do que o Brasil inteiro por ano.Assim, temos uma situação diferente daquela que os defensores do passe livre defendem. Que o preço dos impostos da cidade consegue subsidiar a tarifa de ônibus.
    Porém, muitos podem dizer que esse subsídio turístico funcionaria no Brasil.
    Eu duvido, poucas cidades do mundo se enquadram na categoria de Tallin, tamanho reduzido e grande número de turistas em relação a população.
    Falando nas cidades médias brasileiras, fica claro que nenhuma consegue chegar nem perto desse sistema.Jundiaí, por exemplo, e bem menos interessante que a cidade medieval de Tallin
    O maior exemplo da bandeira dos defensores do passe livre, passa ao largo daquilo que eles acreditam e defendem.
    Quando eles acham que estão acertando, ainda sim eles estão errando .....
  • Silvio  26/02/2015 03:29
    Toda essa discussão só serviu para se constatar o óbvio, ou seja, que as leis econômicas valem do mesmo modo, seja no Brasil, seja na Cochinchina, ou melhor, na Estônia. Transporte público gratuito é um embuste, há sempre alguém pagando pelo serviço. Sempre. Fato é que uns são onerados para bancar a boa vida de outros.

    Discutiu-se se isso é sustentável ou insustentável economicamente, mas o que ninguém discutiu é se isso é certo ou errado*. E, se por acaso alguém tiver dúvidas, já indico que isso não é errado. É errado pra caralho**.

    "As pessoas residentes em Talin, que desejam a gratuidade, devem cadastrar o Smart Card"

    Mas não é o filho de Deus (para não dizer de outrem) que se bacaneia que deve manifestar o interesse pela gratuidade. Quem tem de consentir é justamente aquele cujo dinheiro está sendo usado para pagar essa brincadeira de mau gosto.


    *sei que a EA não faz juízo de valores, que análise econômica não se confunde com o libertarianismo ou anarcocapitalismo, mas, pelo amor de Deus, como tratar desse assunto sem se bradar aos quatros ventos que isso, acima de tudo, é uma puta falta de sacanagem?

    **para quem não entendeu a referência, v. trecho dos 5:50 em diante desse vídeo
  • Carlos Mello  25/02/2015 14:33
    PArabéns pelo texto.
    Está perfeito. Nota 10.
  • Apenas um curioso  25/02/2015 14:37
    Excelente texto! Muito bem escrito. É lamentável a ignorância das pessoas em relação a esse específico assunto. Outro dia ouvi um colega de faculdade culpando o capitalismo pela péssima qualidade do transporte coletivo. Sequer me dei ao trabalho de corrigi-lo.
  • Fabio  26/02/2015 15:02
    Logo os trabalhadores perceberão que a molecada ouvindo funk e rindo alto tomarão seu lugar no banco do ônibus no dia que ele estará mais cansado e acabará esta ignorância. Este pais não é sério. Ganha quem grita mais alto.
  • Brasileiro  25/02/2015 15:04
    Como alguém pode ser contra esta lei?

    Vocês não veem que é um direito de todos os estudantes da rede pública ou de baixa renda poderem se locomover gratuitamente pela cidade? Não veem os benefícios sociais que serão gerados com esta medida?

    Muitos estudiosos já falam que os novos custos serão supridos pelos benefícios. Afinal, haverá mais matrículas, as universidades vão ganhar mais dinheiro, a papelaria venderá mais cadernos, os bares perto das faculdades venderão mais bebidas. Estudantes também irão frequentar mais museus e exposições culturais, já que antes o único motivo de ninguém ir era o preço da passagem, assim teremos uma população mais culta. Aquela vida dura dos estudantes acabou.

    Portanto, acho mais do que justo que a população trabalhadora pague por este direito.
  • Eric  25/02/2015 15:46
    Falácia da janela quebrada.
  • Pobre Paulista  25/02/2015 15:58
    Ainda prefiro o Típico Filósofo original.
  • Astolfo Ferrini Neto  25/02/2015 20:51
    "os bares perto das faculdades venderão mais bebidas."

    É difícil viver num país em que a imagem de um universitário é ias ligada a grupos de barzinho do que grupos de estudo.
  • Felipe  25/02/2015 15:35
    Ironia?
  • Eric  25/02/2015 15:39
    Só não entendi uma coisa no texto:

    "Esta legislação concede isenção de tarifas no metrô, nos trens operados pela CPTM e nos ônibus da EMTU aos estudantes da rede pública e da rede privada que comprovarem baixa renda."

    Depois o autor afirma:

    "Teremos, portanto, a bizarra situação em que um operário, um aposentado, uma empregada doméstica ou um desempregado terão de arcar com os custos da passagem de um rico estudante de medicina da USP, que prefere o ônibus ao carro para poder jogar Candy Crush no trajeto."

    Se essa medida é para quem comprovar baixa renda, como que o rico estudante de medicina da USP vai usufruir dessa medida?

    De resto, concordo com todo o texto.
  • Hobsbawn  25/02/2015 16:10
    Porque ele é aluno da USP. Logo, é também um oprimido pelo sistema.

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/12/1567867-passe-livre-nos-onibus-tambem-vale-para-alunos-da-usp.shtml
  • Um observador  25/02/2015 16:19
    Então o projeto de lei ainda precisa ser ajustado... Porque no texto disponível pelo link apresentado neste artigo, só os alunos de baixa renda (para curso superior) é que teriam direito à gratuidade.
  • Uspiano  25/02/2015 16:35
    Por quê?

    Está escrito lá na matéria: "O beneficio é direcionado a alunos da rede pública e a joves da rede privada que comprovarem renda famliar (...)"

    A USP é rede pública.
  • Um observador  25/02/2015 17:08
    Sim, mas o inciso II do Artigo 2° do projeto de lei diz que para estudantes de nível superior (pública ou privada) é necessário comprovar baixa renda para ter direito ao benefício.

    Ou seja, existe uma discrepância entre o que diz a matéria e o projeto de lei disponível no site da assembléia de SP. Só isso.

    Como o colega disse abaixo, o bom mesmo seria que a lei fosse revogada.
  • Atento  25/02/2015 17:30
    E como é que uma pessoa comprova renda dentro de um ônibus? Utilizar uma carteirinha para comprovar que estuda na USP é fácil, mas como ele comprova que é de baixa renda? Utilizando outra carteirinha especialmente emitida para este fim?

    Se o mecanismo for esse, então pode esperar pelo florescimento de mais uma indústria de falsificação. Todo mundo vai ter carteirinha de pobre.

    É incrível como legisladores realmente acham que é possível resolver tudo com uma canetada.
  • Marcos  26/02/2015 12:40
    Provavelmente a pessoa deve ter que se cadastrar em algum local e receber um cartão especial para utilizar o benefício. Não é possível fazer a comprovação dentro do ônibus, seria inviável.


    E sim, a lei realmente limita a alunos de faculdades públicas que sejam pobres. Se é fácil ou não falsificar isso eu não sei. Se tiver que apresentar declaração de imposto de renda da família creio que não seja tão fácil assim.
  • Outro observador  25/02/2015 16:38
    Essa lei precisa ser ajustada mesmo. Tal ajuste se chama revogação.
  • Silvio  25/02/2015 16:13
    Eu tinha visto essa notícia da tarifa zero dia desses no Facebook. Como a comunidade que veiculou o post era de zoeira, achei que tudo não passasse de uma notícia-piada ao estilo do Joselito Müller ou do Sensacionalista. Não consigo descrever qual é a minha surpresa agora ao constatar que isso se tratava de piada alguma.

    PQP, os políticos têm um dom de nos surpreender com suas idiotices que é simplesmente inacreditável.
  • Ricardo  25/02/2015 16:32
    Os politicos são simpes reflexos de seus eleitores. E não foram estes que pediram isto nas manifestações que aconteceram?
  • Tio Patinhas  26/02/2015 16:43
    Tb vi algo que achei que fosse brincadeira: Venezuela trocando petróleo por papel higiênico.

    internacional.estadao.com.br/noticias/geral,trinidad-e-tobago-dara-papel-higienico-por-petroleo-venezuelano,1640213
  • Rodrigo  25/02/2015 16:37
    Pô, ia ser legal ver algum petista aqui defendendo o Alckmin. Cadê eles?
  • Constantino  25/02/2015 17:24
    Uma medida dessas dá curto-circuito na cabeça de um petista, portanto, eles não vão aparecer tão cedo, pois agora estão todos na assistência técnica (aka fontes de 'informação' aprovadas pelo partidão) recebendo conserto (aka discurso padronizado). Assim que estiverem consertados, pode apostar que aparecerão por aí enchendo o saco com alguma conversa fiada que só faz sentido na cabeça oca deles.
  • Lopes  25/02/2015 17:32
    Dirão que a iniciativa foi empurrada como uma vitória popular e em seus documentários, a incluirão como uma conquista da juventude esquerdista patrocinada pelo partido - tal qual como o PSOL faz; infame por vender qualquer manifestação como algo pelas causas deles em qualquer produto - vide um manifesto contra a corrupção em Brasília há uns dois anos. Talvez uma atualização da estratégia nazista de colocar alguns dos seus bem uniformizados ao meio de cada protesto e fazer parecer algo deles.

    Este pessoal é muito bom no que faz e não será politicagem de outros partidos que os abalará.
  • Kender  25/02/2015 16:54
    Passe livre não existe assim como almoço grátis, mas o texto é um tanto exagerado... Supor que uma grande quantidade de pessoas irá deixar d se formar p continuar com passe livre ou que isso vá realmente causar uma distorção tão grande do setor educacional. Serão os mesmo babacas de sempre que farão uso do benefício os desocupados, com montanhas de tempo livre para ficar perdendo no transporte público que já demora demais que já vivem de bolsas mil neste país. O problema mais sério de medidas como essa não é incentivar mais um pouco aqueles que só tungam a sociedade, mas sistematicamente desincentivar aqueles que produzem nela.
    Com tarifas de água, luz e transportes mais caros (por conta do aumento dos combustíveis) somado a recessão que já está instalada entraremos em um ciclo vicioso de baixo crescimento e inflação que parece será tão ruim quanto ao retorno aos anos 80...
  • zanforlin  25/02/2015 17:01
    Apenas um pequeno reparo na parte do texto que diz:

    "A eliminação diária das nossas liberdades pelo governo é certa como o nascer do sol, mas a maneira de fazê-lo pode ser tão sutil e ardilosa, que a maioria das vítimas não conseguirá nem sequer correlacioná-la a essa perda."

    É o governo nem está mais sendo sutil, veja-se o nome de uma secretaria do distrito federal (com minúscula mesmo): SECRETARIA DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E TRANSFERÊNCIA DE RENDA" (em letras "gritantes" mesmo).

    Ora, o que é isso de transferência de renda sem o consentimento do "transferido"?
  • Rhyan  25/02/2015 17:19
    Ótimo texto!

    Mas quem tem mais de 65 também não paga, certo?

    Aproveitando, qual o site oficial dos artigos do Peter Schiff? só acho o site do radio dele.
  • Lopes  25/02/2015 17:22
    Para uma economia de aproximadamente 150 reais ao mês (3,50 [tarifa atual] vezes 20 [estimativa de 'saídas de casa'] e vezes 2 ao levar em conta ida, volta e apenas um meio de transporte coletivo para ambos os processos [em SP, tende-se a requisitar mais, porém], passar em um curso menos requisitado de uma universidade pública é mais do que vantajoso; principalmente considerando quão fácil é fazê-lo. Será mais um almoço grátis universitário, que no RJ, tendem a comer por menos de 2 reais graças ao dinheiro público - o que atrai inclusive cursantes já formados e trabalhando.

    É mister mencionar também que tal "passe-livre" se transformará em um "direito". E como tal, configurar-se-á como uma injustiça às pseudo-castas que ainda não o tem - em especial aquelas com força sindical e política. Melhor já adicionarmos às contas que professores, funcionários públicos e mais estarão na fila para receber o benefício "negado" a eles pelo "arranjo conservador e opressor". Idem aos estados "reacionários" que ainda não adotaram a iniciativa.

    Preparem as carteiras.
  • IRCR  25/02/2015 18:29
    Pq não passe livre nos supermercados, um absurdo pagar os preços cobrados, sendo que alimentos é essencial para a vida, é um direito de todos comerem bem.
  • IRPF  25/02/2015 20:12
    Meu Deus, pare de dar idéias.
  • Luiz Gabriel Correia  25/02/2015 19:36
    Excelente texto. Mais uma vez ajudando a entender as consequências das medidas populistas. A verdadeira riqueza não é o valor que se paga ou deixa de pagar, porém a verdadeira qualidade dos bens e serviços e a sustentabilidade desse padrão. Isso é o que a maioria das pessoas não entendem, e ficam com essas exigências desmedidas. A democracia infelizmente nos conduz a esses resultados estúpidos. Vamos estudar! Recomendo a leitura do livro "Além da democracia", disponível na biblioteca do Mises Brasil.
  • Juliana  25/02/2015 20:47
    É uma hipocrisia daqueles que ganharam carro do papai reclamarem desta lei.

    Vocês não sabem o que um estudante da periferia passa para poder estudar, muitas vezes tem que ficar sem comer para poder pagar a condução.

    Acho corretíssimo esta lei, cujo objetivo principal será diminuir a desigualdade de renda e de oportunidade, parabéns aos estudantes que lutaram por isso.

    E vale lembrar que além de tudo, tal medida é constitucional (Informem-se por favor):

    "Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais"

    "Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,"

    "Art. 205. I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;"

  • Paes  25/02/2015 21:14
    "É uma hipocrisia daqueles que ganharam carro do papai reclamarem desta lei."

    Mas aqueles que ganharam carro do papai são justamente os que agitaram para aprovar essa lei e que mais irão se beneficiar com ela. Em vez de irem pra facul de carro (com essa gasosa cara!), agora vão de busu e de grátis, jogando Candy Crush e ouvindo MP3 do Iron Maiden.


    "Vocês não sabem o que um estudante da periferia passa para poder estudar, muitas vezes tem que ficar sem comer para poder pagar a condução."

    Troque estudante de periferia por empregada doméstica, diarista, faxineira ou cozinheira, e o efeito será exatamente o mesmo. A sua "justiça social" é bem seletiva. Óbvio, pois você é universitária e agora poderá se locomover ao cinema e às baladas de grátis.

    "Acho corretíssimo esta lei, cujo objetivo principal será diminuir a desigualdade de renda e de oportunidade, parabéns aos estudantes que lutaram por isso."

    Você quis dizer aumentar a desigualdade de renda, né? Pois o playboy da USP agora terá seu bilhete de ônibus financiado pelo pedreiro. Esse deve ser um novo modelo de justiça social...

    "Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,"

    Essa parte foi a melhor. Não sabia que obrigar um pedreiro a pagar o bilhete de um estudante de medicina da USP era uma forma de "educação".

    De fato, vivemos em novos tempos.
  • Brant  26/02/2015 02:29
    Resumo do post da juliana.

    1 Como ousa nao concordar comigo seu burguês!

    2 Você por acaso não sabe que existem pessoas passando fome pela ausência desta lei seu insensível desalmado!

    3 Tudo que eu quero é um mundo melhor e mais justo! A moral e racionalidade econômica de vocês os impedem de ver isso!

    4 Cito aqui uma carta estatal criada pelo estado que autoriza o estado a aumentar o tamanho do estado. Estudem mais

    Fim
  • Pobre Paulista  25/02/2015 21:47
    Para sua informação, as reuniões do MPL são aos Domingos à tarde. Todos vão de carro.
  • Típico Filósofo  25/02/2015 22:09
    Como defender a Medida X do Estado:

    1º) Você cria um espantalho de seu adversário intelectual e destaca seu desconhecimento ou discrepância para com os beneficiados pela medida X. Ataque o espantalho (transforme seu oponente em um milionário e o faça sentir vergonha de ser quem o é através de uma lógica Griffithiana) e abale seu direito de argumentar através de uma segunda falácia lógica; evita de tocar seus argumentos porque não é para isso que discussões servem - use a emoção para afastar-se da toxicidade da razão.

    2º) Derrube de vez seu oponente ao fazê-lo bater de frente com outro espantalho - desta vez, do beneficiado pela Medida X. Oculte quaisquer beneficiados que não sejam esse. Não discuta argumentos. Qualquer custo possível da Medida X deve ser omitido. Bastará a canetada e a realidade se alterará como magia - a resistência a isso é puro conservadorismo terrorista.

    3º) Mencione todos os benefícios possíveis da Medida X que você consiga pensar. "Mate todos os humanos! - Haverá restauração ambiental como nunca previsto na história da humanidade!" Jamais mencione qualquer custo, em curto ou longo prazo, deste benefício. Muito menos questione a lógica ou ouse perguntar sobre como tal medida será implementada. "Vamos banir a propaganda infantil! Porque as crianças não quererão mais comprar nada desde que não exista propaganda para tal! Esqueçamos produtos licenciados completamente!"

    Está concluso:
    Funciona a qualquer medida. Quem não apoiar a medida "Comida Gratuita", por exemplo, é porque devora banquetes à regalias e é simplesmente contra que os outros tenham o mesmo benefício - que só será possível através da Medida. Não debata como, 'e se's ou lógica; se o Estado afirmar X, a realidade tratará de moldar-se a tal propósito.
  • Anonimo  26/02/2015 00:23
    Art. 206. A partir de hoje a Lei da Gravidade está revogada.

    Conte-me mais como palavras sem nexo escritas em um papel será maior que forças naturais ou/e lógicas
  • Carlos  26/02/2015 02:31
    Prezada Juliana,


    É uma hipocrisia daqueles que ganharam carro do papai reclamarem desta lei.

    Os seus sentimentos com relação a fatos que podem ou não acontecer foram registrados. Mas, é bom lembrar, emoção não é argumento.

    Vocês não sabem o que um estudante da periferia passa para poder estudar, muitas vezes tem que ficar sem comer para poder pagar a condução.

    Por quê, então, ao invés de ir para um centro de lavagem cerebral (escola pública), ele não procura um emprego? Ah, é porque o Estado o impede de trabalhar se ele for "di menor". Logo, quem causa a fome do pobre estudante é o Estado, concorda?

    Acho corretíssimo esta lei, cujo objetivo principal será diminuir a desigualdade de renda e de oportunidade, parabéns aos estudantes que lutaram por isso.

    Eu também acho muitas coisas. Acho que uma machadada no meio da testa do Lula seria maravilhoso. Acho que se aquela arrogante da Maria da Conceição Tavares sofresse uma embolia pulmonar fruto do seu hábito de fumar um cigarro atrás do outro e passasse a comer capim pela raiz eu soltaria rojões de tanta felicidade.

    Achismo não é argumento. O que você ou eu "achamos" é irrelevante.

    Para a sua informação, não existem "estudantes" no Brasil. Existem idiotas úteis, que regurgitam a catilinária coletivista e são absolutamente incapazes de argumentar, como você bem demonstra.

    O estudante verdadeiro só aprende fora dos estabelecimentos de "ensino", porque estes, como já dito, não ensinam patavina alguma.

    E vale lembrar que além de tudo, tal medida é constitucional (Informem-se por favor):
    ...


    Ser constitucional ou legal é uma coisa. Ser real é outra, bem diferente. Todas as normas, especialmente as programáticas, contidas na Excrecência de 1988 são devaneios psicóticos cometidos pela quadrilha que se autodenominou "Assembleia Constituinte".

    Se você realmente quer resolver o problema do transporte, especialmente para os mais pobres, mande o Estado catar coquinhos.

    Se você realmente quer um ensino de qualidade, mande o Ministério dos Estúpidos e Ciclotímicos para onde judas perdeu as botas.

    Agora, se você tem raiva dos ricos por serem mais bem sucedidos do que o resto(não me refiro às empresas fascistóides que tem o Estado ao seu lado), se detesta a paz oriunda de trocas voluntárias e prefere a violência que corrobora os seus achismos, você já sabe o que fazer.

    Permaneça desinformada e vote.
  • Tio Patinhas  26/02/2015 13:18
    Artigos maravilhosos da Constituição:

    "XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

    XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;"

    Isso quer dizer que não tem propriedade.

    "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição"

    Eu tenho direito a trabalho e a lazer, quem tem o dever me fornecer? Posso escravizar alguém para isso?

    Mas vou parar por aqui, logo no artigo 6°, afinal de contas são 250 artigos que se dividem em inúmeros parágrafos e incisos, isso sem contar as disposições transitórias.

    Obrigado.

  • Vander  26/02/2015 00:17
    Gente: enquanto tivermos cretinos e cretinas que se escondam atrás de leis e regulamentos para acobertarem suas ações predatórias contra a propriedade privada, jamais haverá nada que os defenda, mesmo que seja da própria consciência deles (sei que alguns não a possuem).

    Ou seja: todo e qualquer tolo que queira almoço grátis, deverá plantar os seus legumes, matar o seu frango e cozinhar no seu prato: ou seja, TRABALHAR. Qualquer coisa fora disso é roubo descarado, mesmo sendo amparado por lei ou não. Obviamente nada impede que eu faça uma caridade, mas só quando EU quiser.

    E qual a diferença entre a reivindicação do passe-livre e do tolo que quer almoço grátis? Nenhuma. Ambos querem algo que pertence a outros. E esses energúmenos podem evocar a lei, parágrafo, artigo que for. Ética e moralmente nada conseguirá defender ou amparar o ato funesto e monstruoso que é o objetivo deles.
  • Davi  26/02/2015 00:43
    Olha, esse é um dos texto mais esquizofrênicos que eu já li nesse site. É de uma desconexão com a realidade que chega a dar pena.

    Vamos a um relato pessoal: na minha época de estudante, no Rio de Janeiro, todos os alunos de escola pública (ensinos fundamental e médio) tinham direito ao passe livre. Sem dúvidas, se não existisse esse benefício, eu não poderia ter me formado na escola em que me formei. Certamente teria estudado em numa outra escola pública muito ruim, próxima à minha casa, onde eu não precisasse arcar com os ~R$ 8 diários com passagens. Consequentemente, eu teria de cursar uma faculdade bem inferior à que fiz e viveria uma realidade muito distante da minha atual. Ou seja, o passe livre permitiu que eu ascendesse na vida e tivesse acesso a coisas que a renda dos meus pais jamais conseguiria me proporcionar. Isso é a realidade.

    É claro que eu não pegava ônibus gratuitamente apenas para ir pra escola. Incontáveis vezes eu usufruí do benefício para ir a museus, palestras, atividades extra-classe. Me dava até ao luxo de ir ao cinema - obviamente contando os centavos e pagando meia entrada nos dias mais baratos. E dou um doce pra quem me mostrar quantas faxineiras, pedreiros e atendentes tiveram a vida prejudicada por conta disso. O contrário, aposto que muitas faxineiras, pedreiros e atendentes - ou os filhos destes - usufruíram desse benefício e conseguiram galgar posições melhores no mercado de trabalho e da sociedade. Mais uma vez, isso é a realidade.

    É triste ver que estudantes de escolas de primeira linha, como você, que possuem acesso a infindáveis fontes de informação, tenham uma visão tão limitada. Sei que este é um site radicalmente liberal, então esperar algum tipo de meio-termo (ou bom senso até) é pedir demais. Mas eu estudei numa escola muito parecida com a sua - fui bolsista, graças a meus méritos e a programas governamentais. Conheço os autores que você cita, tenho grande afinidade com este mindset, sou entusiasta da liberdade social e econômica, mas isso tudo que você falou é irreal.

    Espero que você possa amadurecer, ver outras realidades, conhecer novas visões e possa dialogar com diferentes públicos e opiniões. Saia da sua bolha, veja de perto a realidade de pessoas que são beneficiadas e possuem a vida melhorada pelo governo. Isso vai fazer um bem danado pro seu - e nosso - futuro.
  • Xinuo  17/10/2017 15:15
    @Davi, eu não vou contrapor todos os seus argumentos, mas...

    1 - geralmente as pessoas que têm vantagem não gostam de perdê-las, como a vantagem não é vantagem se for para todos, a maioria vai estar em desvantagem pois pagará a mais para cobrir as vantagens dos outros.
    2 - é fato de que se alguém não paga, outro está pagando.
    3 - então vários pedreiros, faxineiras, operários e pessoas pobres que não usufruem do benefício pagam a mais para financiar aqueles que não pagam (ou que pagam com descontos), certamente existem mais pessoas pobres usando o transporte público, do que figurões e pessoas que ganham bem ou muito bem.
    4 - para comprovar o item 2, imagine-se na tarefa de contratar um ônibus para alguma excursão no seu condomínio, escola, trabalho, etc.. Ao pegar o custo total da contratação e dividir igualmente pelo número de vagas, digamos que dê o valor X. Ao adicionar uma variável como a meia passagem, vc verá que, se não há limite de número de acentos a serem vendidos com esse desconto de meia passagem, poderá haver falta de dinheiro para a contratação do ônibus, então a inteira (o valor X) deverá ser maior para cobrir o dinheiro que não entra devido aos descontos (digamos que esse valor adicional seja A). O valor de A será maior ainda, se for concedido gratuidade para alguns. Só com o caso da meia passagem, para prevenir a falta de dinheiro, vc teria que cobrar o valor de X igual ao de A, ou seja, a inteira pagaria o dobro, para cobrir a hipótese de que só pessoas com direito a meia passagem queiram fazer o passeio, é o que acontecia nos shows e no cinema. Para dar previsibilidade, foi criada uma lei que limita em shows, o número de meias entradas, 40% do total. Como no transporte público não há esse limite, pode-se imaginar que a população pagante, paga um A bem maior para prever todo o dinheiro que não entra com os descontos. Quanto maior o uso do transporte por usuários que têm descontos, ocupando acentos de pessoas que estão pagando o valor integral, menor será a arrecadação. Imagine uma situação hipotética onde a grande maioria dos usuários não pagam, então ou o valor de A será bem grande ou as empresas responsáveis falirão e não haverá interesse de novas empresas quererem realizar o serviço. Ao ficar o serviço inteiramente na mão dos governos, haverá inchamento da máquina pública, com mais funcionalismo público, tudo isso implicando em maiores impostos para todos. Mesmo aqueles que têm vantagem terão que gastar com comida, vestuário, aluguel, etc. etc. pois não há meia entrada nesses casos.
  • pedro  26/02/2015 02:44
    Aquele paulista que está lá na roça, sem grande assistência, ao comprar um quilo de feijão ou qualquer outro ítem necessário, estará pagando o imposto que possibilita essa farra. Não há nada que seja realmente gratuito. Alguém sempre pagará, até quem não pode mas não tem o poder de berrar em praça pública.
  • Rodrigo Amado  26/02/2015 12:10
    Tarifa zero pros outros pagarem a passagem, com um gordo lucro pro governo.

    Por falar nisso esses caminhoneiros que pararam as estradas também pedem MAIS intervenção governamental:

    www.gazetadopovo.com.br/economia/entenda-quais-sao-as-reivindicacoes-dos-caminhoneiros-que-tem-fechado-rodovias-4ugi9xg0yadwu1d4r5j0fljly?ref=relacionada

    Eles querem:

    Subsídios no preço do Diesel para que os outros paguem o Diesel deles.

    Regulação de preços dos fretes para expulsar do mercado os caminhoneiros que cobram menos.

    Pagar menos juros AINDA MENORES do que já pagam pelos empréstimos que receberam do governo, ou seja, os outros é que vão pagar os juros deles. Ainda mais, pois já estavam pagando.

    Estradas melhores para eles. Pois nem lhes passa pela cabeça terem estradas privadas.

    Pagar menos impostos. Mas não querem que o governo cobre menos impostos de todo mundo, só deles.

    Enfim, não sei se essa lista que eu peguei é exaustiva, mas acho que seria interessante ter um artigo sobre esses caminhoneiros que querem privilégios às custas dos outros.
  • myself  26/02/2015 13:31
    OFF-TOPIC: Hoje o representante dos funcionários da Petrobras no conselho de administração da empresa declarou que o governo deveria comprar ações da empresa usando as reservas internacionais (>300 bilhões de dolares).

    Claro que considero essa uma ideia ridícula, mas fiquei com duas dúvidas:

    1- Como o BC adquire essas reservas? Ele apenas cria reais do nada para comprar dolares ou ele tem que captar esses reais de alguma forma?

    2- Uma compra de ações dessa forma seria permitida legalmente?
  • Leandro  26/02/2015 14:02
    1- Primeira opção.

    2- Desconheço a legislação, mas tecnicamente é totalmente possível.
  • Lopes  26/02/2015 14:07
    1- Através das exportações. Quando uma Empresa X exporta um produto, ela recebe tal dinheiro na forma de dólares e deposita em sua conta bancária. Então, os dólares em posse do sistema bancário são comprados pelo Banco Central e são utilizados para política cambial (valorização da moeda) OU são utilizados para a compra de títulos de dívida do país emissor da moeda (os EUA, no caso dos dólares). É por tal razão que a China, por exemplo, costumava deter uma parcela impressionante dos títulos de dívida dos EUA.

    2- É provável. Mas as reservas internacionais não estão, que eu saiba, em posse do Tesouro - mas sim do BACEN. Mas como o BACEN topa qualquer coisa com uma cara emburrada do Ministro da Fazenda, como já estabelecido pelo magérrimo Tombini, não duvido que seja possível - mas não significa que seja provável. Se o BACEN detonar o último recurso útil da economia brasileira em títulos de estatais corruptas, meu passaporte estará em mãos.
  • Luiz Silva  26/02/2015 13:42
    Olhem a situação de Goiânia: "Passagem de ônibus vai aumentar para R$ 3,30 na Grande Goiânia" g1.globo.com/goias/noticia/2015/02/passagem-de-onibus-vai-aumentar-para-r-330-na-grande-goiania.html
  • Douglas  26/02/2015 14:38
    Texto perfeito.
  • Gustavo S.  26/02/2015 14:50
    Pedir um serviço público gratuito e esperar que este tenha "qualidade" é tão ridículo que só uma mente estragada pelo "educação" estatista consegue defender tal arranjo. Qual ideologia política foi mais refutada pelos fatos da realidade que o socialismo? É trágico que essa bandeira ainda tenha tanta força em plena era da informação.
  • Carlos  02/03/2015 11:55

    Nada é tão ruim que não se possa piorar.
    Além disso o Alckmin veio na esteira do Haddad que aprovou o passe livre para estudantes nos ônibus municipais, é um campeonato de esquerdismo e populismo, tudo para manter o rebanho eleitor e permancer no poder, e enquanto durar essa mentalidade esquerdista no Brasil as coisas só piorarão.
  • Evandro  02/03/2015 21:18
    De maneira geral eu concordo com a desrulamentacao e liberacao do mercado para aumentar a concorrencia e o nivel geral de bem estar da populacao. Acho que houve exagero nas cores com que alguns efeitos foram pintados. Dificil imaginar alguem que deixe de trabalhar e ganhar dinheiro para continuar ad eternum estudante so para poder andar de metro a vontade. Nao faz muito sentido, pois apesar de existente, o incentivo a postergacao da entrada no mercado de trabalho e' irrizorio comparado com a recompensa do trabalho.
    Mas acho que uma pergunta importante ficou sem resposta. Amanha de manha, quando o filho do auxiliar de escritorio for pegar o metro para ir pra escola publica, a passagem que ele vai pagar vai representar num mes algo como 10% da renda do pai dele. E se, Deus impeca, ele tiver 2 filhos, serao 20%. Como se resolve isso? Manda os dois a pe? Castra o pai para ele nao ter mais filhos? Acaba com a escola publica assim filhos de pobres nao precisam mais estudar e podem portanto trabalhar e pagar pela sua passagem?
    De novo, acho que no longo prazo ha sim beneficios da liberalizacao, mas no longo prazo estaremos todos mortos. Nao da pra virar as costas a quem nao tem nada, ou tem muito pouco. Como faz?
  • Tio Patinhas  03/03/2015 12:59
    E se ele tiver 10 filhos? Eu que tenho que pagar? Não seria melhor se cada um fosse responsável pelas próprias decisões?

    Já pensou que acabar com o mec e ensino público, pode na verdade ser melhor para o pobre?

    Tem alguns artigos sobre educação (mises.org.br/Article.aspx?id=1078), mas na verdade o pobre está pagando e muito.

    Acho que mesmo no curto prazo a liberalização é ótima, basta ver que os países da África que optaram por fazer isso melhoraram a vida da população.

    Obrigado.
  • Emerson Luís  18/03/2015 16:39

    E ainda chamam o PSDB de "neoliberal"!

    As pessoas gostam de novos direitos positivos (que implicam obrigações para terceiros) e não percebem os custos ocultos. Podíamos já ser um país desenvolvido, mas continuamos pobres e em crise.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  26/03/2015 20:36
    E segue o plano do governo de extinção do povo. Só não entende quem não quer.
  • JAIR BOLSONARO  27/04/2016 01:34
    Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: "Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara" Link da petição aqui: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.