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Uma teoria geral (e libertária) sobre controle de armas
Posso andar de tanque e portar uma bazuca na Avenida Paulista?

Qualquer pessoa racional consegue perceber que um químico está, em termos éticos, constantemente andando sobre um terreno minado. Os fornos nazistas, por exemplo, possuíam atributos e propriedades criados pelos membros dessa profissão, direta ou indiretamente.

Também não se pode negar que os biólogos frequentemente têm de lidar com dilemas morais: clonagem genética e guerra biológica são exemplos que rapidamente vêm à mente.

O mesmo também vale para médicos (o Dr. Mengele e o Dr. Kevorkian são exemplos notórios), veterinários (maus-tratos aos animais) e físicos (bomba de hidrogênio e bomba atômica).

Mas o que dizer dos geógrafos? Estariam eles protegidos desse tipo de risco? Nem um pouco. Eles também, junto com todos os outros acima mencionados, estão expostos às consequências nefastas de eventuais equívocos éticos cometidos por causa de suas habilidades profissionais. Por exemplo, o Sistema de Informação Geográfica, que é oriundo deste ramo do conhecimento, é de extrema importância para a condução de guerras. Certamente, os cientistas espaciais que ajudaram a desenvolver esse sistema agiram de uma maneira intimamente revestida de preocupações éticas, ainda que as consequências ruins pudessem ter sido previstas. Dois milênios atrás, Estrabão disse que: "A geografia como um todo tem influência direta sobre as atividades dos generais."

Mas por que a menção aos geógrafos em um artigo sobre controle de armas? Porque qualquer análise sensata sobre controle de armas estaria incompleta se desconsiderasse, além das questões políticas, também as questões espaciais, ambientais e geográficas. Como será demonstrado neste artigo, questões que envolvem localidade, espaço, ambiente e geografia possuem um efeito crucial sobre as conclusões obtidas. 

Com efeito, dadas as premissas políticas e econômicas do libertarianismo — filosofia sobre a qual será construído o argumento —, não há questão que seja mais crucial do que a geográfica.

Libertarianismo

O libertarianismo é a filosofia política que seria adorada pelo Occam da Navalha de Occam. O libertarianismo simplesmente diz que o único ato proibido é o uso — ou a ameaça do uso — da força contra uma pessoa ou contra sua propriedade legitimamente adquirida. A propriedade só pode ser obtida, primeiro, por meio da apropriação original de algo até então sem dono, e, segundo, por meio de qualquer ato não-agressivo, como transação voluntária ou doação. Todo o resto é apenas elaboração, explicação, implicação, esclarecimento ou justificativa.

Qual é a posição libertária sobre o controle de armas? À primeira vista, essa filosofia não é compatível com qualquer tipo de legislação sobre controle de armas, dado que a mera propriedade e porte de um fuzil ou revólver, por si só, não constituiu nenhuma agressão ou violência contra terceiros. 

Tampouco a propriedade ou posse de uma arma configura uma ameaça, pois certamente somos capazes de distinguir entre uma pessoa que sai brandindo uma arma pelas ruas de maneira belicosa e outra que mantém sua arma dentro de uma gaveta em sua casa ou no porta-luvas do seu carro, ou mesmo que anda pacificamente pelas ruas carregando um revólver seguramente guardado em um coldre axilar ou na cintura. De todos esses atos, apenas o primeiro viola o princípio da não-agressão. Os outros, não.

Sim, há um potencial perigo na posse e no uso de armas, mas se formos proibir todas as ocorrências baseando-nos em riscos teríamos também de banir carros, facas, tesouras, abridores de cartas e garrafas, braços (para boxeadores), pernas (para lutadores de caratê) etc.

E aí vem a objeção irônica: se a posse ou o porte de uma pistola não representa nenhuma violação de direitos per se, então o mesmo vale para um fuzil, uma metralhadora, uma bazuca, um canhão, um tanque, um navio de guerra, um caça e, por que não, uma bomba nuclear.

A resposta libertária para isso se baseia na questão de se é possível utilizar essas armas de maneira puramente defensiva; se sim, então não pode haver objeções a elas per se

Considere uma bazuca, por exemplo. É possível fazer com que todo o poder dessa arma seja estritamente confinado àqueles para quem ela está apontada? Sim. Consequentemente, ela pode ser utilizada puramente para propósitos de legítima defesa, e sua posse não configura uma violação ipso facto do código libertário.

Por outro lado, se os danos físicos gerados por um determinado armamento não podem ser estritamente limitados aos seus alvos específicos, de modo que os estragos irão necessariamente se expandir sobre terceiros inocentes, então tal armamento não pode ser incluído na categoria de armamentos defensivos.

Quando abordado dessa maneira, torna-se claro que todas as armas acima mencionadas, com a exceção dos aparatos termonucleares, de fato permitem uma mira exata, o que significa que seu poder destrutivo pode ser estritamente confinado sobre os "bandidos". Consequentemente, seria lícito ser proprietário de todas elas, exceto da bomba nuclear.

(Poder-se-ia levantar uma objeção relacionada à acurácia da mira de cada uma dessas armas. Obviamente, absolutamente nenhuma arma — nem pistolas, nem porretes, nem facas, e nem mesmo unhas — vem com garantia de acurácia perfeita. Erros podem acontecer com todas elas. Mas seria precipitado concluir que, pelo fato de todas elas serem imperfeitas, nenhuma pode ser utilizada defensivamente. O critério que vale é: se for possível utilizar corretamente a mira de uma arma, e se for possível confinar os impactos negativos exclusivamente sobre os malfeitores, então não pode haver objeção ao seu uso. Caso contrário, além das facas e das tesouras, carros e aviões também teriam de ser proibidos, pois seus desastres afetam terceiros inocentes).

No entanto, ainda há espaço para alguns cenários mais exóticos. O que responder, por exemplo, ao crítico que oferece o cenário de uma arma nuclear guardada no porão da casa de alguém, que mora no meio de uma grande cidade, e que quer apenas ter uma arma nuclear para apreciá-la? 

A resposta se mantém: é impossível detonar uma bomba nuclear sem violar os direitos de pelo menos um terceiro inocente. Mais ainda: a única maneira como uma bomba nuclear pode ser usada de maneira defensiva é em atividades espaciais, fora do planeta terra. Sendo assim, o indivíduo que quer ter uma arma nuclear terá de ter à sua disposição os meios para lançá-la a um planeta inimigo ou a um meteoro que está se aproximando ameaçadoramente da terra. Mas dado que equipamentos desse tipo custam bilhões de dólares, apenas tal consideração já é suficiente para excluir o espectro de um aparato nuclear no porão da casa de um indivíduo.

Vale reiterar. O libertarianismo se opõe à proibição da posse e do porte de armas comuns uma vez que tal ato, por si só, não viola nenhuma premissa básica do princípio da não-agressão. E, quando analisamos apenas as questões terrenas — ignorando as extra-terrenas —, essa filosofia defende a proibição de armas nucleares. Dado que não é possível confinar seu poder de destruição exclusivamente ao alvo, então armas nucleares necessariamente violam o axioma libertário da não-agressão. No entanto, quando incorporamos todo o universo em nossa análise, bem como temas de típicos de ficção científica (invasões alienígenas e chuva de meteoros), então armas nucleares não podem ser banidas, pois passa a existir um propósito defensivo para elas.

Proporcionalidade

Essas considerações fazem surgir aquilo que pode ser chamado de tese geográfica, espacial ou de proporcionalidade. Há uma relação inversa entre, de um lado, densidade populacional e, do outro, o poder de uma arma. Essa relação vai determinar qual tipo de arma pode ser considerada legítima sob uma legislação libertária.

Quando se toma como base todo o universo, a densidade populacional é extremamente pequena, o que significa que, neste contexto, armamentos de destruição em massa se tornam legítimos. Já quando se toma como base apenas o Planeta Terra, a densidade populacional se torna relativamente maior; consequentemente, armas menores ainda seriam permitidas, mas não bombas atômicas ou aparatos piores. 

O segredo para a legitimidade em ambos os casos é a capacidade de mirar com acurácia ou de limitar o poder destrutivo. Tudo o mais constante, quanto menor a densidade populacional, mais fácil é fazer isso. Daí a tese da proporcionalidade.

Talvez esse ponto possa ser mais bem entendido se utilizarmos uma série de exemplos em que há uma densidade populacional decrescente

Quando se toma como base todo o universo, um indivíduo pode ser o proprietário de quantas bombas de hidrogênio ele quiser, uma vez que, dentro deste contexto espacial, é certamente possível utilizar todo e qualquer tipo de arma de maneira puramente defensiva. Suponha que Júpiter fosse habitado por apenas 1.000 pessoas, todas elas uniformemente distribuídas ao longo do planeta. Nesse contexto, seria razoável que cada um desses indivíduos pudesse ter uma bomba atômica, e mantê-la guardada em seu porão. Dada a ínfima densidade populacional envolvida, o poder explosivo desse aparato nuclear, inclusive suas partículas radioativas, poderia facilmente ser confinado ao inimigo, ou ao próprio dono do território, desta maneira não impondo nenhum efeito negativo a terceiros inocentes. Dado que, neste contexto, um uso estritamente defensivo seria possível, não haveria necessariamente nenhuma violação do postulado libertário.

O próximo nível de análise, agora com uma densidade populacional um pouco menor, seria em determinadas localidades do Planeta Terra, como o deserto do Saara ou a Antártida. Talvez não haja uma justificativa libertária para que um indivíduo possa ter uma bomba nuclear mesmo em áreas relativamente vazias como essa, pois sua detonação afetaria pelos menos algumas pessoas inocentes. No entanto, em tais áreas desertas, um indivíduo poderia perfeitamente ser o proprietário de, por exemplo, uma grande quantidade de TNT. Mas não em locais mais povoados do que esse.

A tese da proporcionalidade pode ser ilustrada pelo uso de um gráfico, como veremos mais abaixo. O eixo Y descreve o poder de cada arma, com a bomba de hidrogênio na extremidade superior e as unhas da mão na extremidade inferiores. Já o eixo X descreve a densidade populacional, com o espaço sideral sendo o local menos povoado e as cidades, o mais intensamente habitado. 

A relação entre os dois eixos pode ser ilustrada por uma curva descendente, o que indica que, quanto mais povoada for uma localidade, menos poderosa pode ser a arma permitida por meio desse critério libertário.

fig.1.png

No eixo Y, o poder de cada arma.  (De cima para baixo: bomba de hidrogênio, bomba atômica, maior quantidade de TNT, menor quantidade de TNT, tanque, bazuca, metralhadora, fuzil, pistola, faca, unha.)

No eixo X, a densidade populacional.  (Da esquerda para a direita: espaço sideral, júpiter, deserto, meio rural, meio urbano, cabine telefônica lotada.)

 

Na extremidade direita do eixo X, há o cenário de uma "cabine telefônica lotada". Qual seria uma política apropriada de controle de armas nesse cenário extremamente malthusiano?  Novamente, a tese da proporcionalidade tem de ser o árbitro. E, contrariamente ao que seria de se supor, uma teoria libertária levaria à proibição de armas de fogo, e por um motivo muito simples: seria virtualmente impossível utilizar uma arma de fogo em uma "cabine telefônica lotada" sem afetar terceiros inocentes (eles poderiam, na melhor das hipóteses, sofrer problemas auditivos em decorrência dos disparos).

Sempre que o poder de uma arma puder ser confinado aos malfeitores, isto é, sempre que seu propósito puder ser limitado à defesa contra uma agressão, tal arma por si só não é invasiva e, consequentemente, deve ser legitimada. No entanto, em um hipotético mundo hiper-povoado, nem mesmo uma pistola — e talvez nem mesmo um faca — poderia ser utilizada sem impactar pessoas inocentes. Nesse cenário, e apenas nesse cenário, seria legítima uma proibição de armas de fogo, exatamente como hoje proibimos a posse de bombas nucleares em cidades.

Esse método de analisar as situações leva a conclusões que aparentemente contradizem a teoria libertária apenas para os dois extremos do espectro da densidade populacional. Na extremidade inferior da densidade populacional, que é o espaço sideral, é permitida a posse de aparatos termonucleares. E, na extremidade superior da densidade populacional — que seria um mundo tão excessivamente povoado que se assemelharia a uma "cabine telefônica lotada" —, seria proibido o uso de armas de fogo e até mesmo de facas. 

Objeções

Para terminar, algumas possíveis objeções. 

Se é proibido um indivíduo ter uma bomba nuclear em casa mesmo que seja para o mero propósito de estética e contemplação, por que então não deveria ser proibida a existência de uma usina nuclear? Afinal, quando há um acidente em uma usina nuclear, seus estragos são impossíveis de serem confinados. Logo, pela lógica, os libertários deveriam ser a favor da proibição de usinas nucleares. Mas não são. Qual é a diferença?

A diferença é que, no primeiro cenário, o aparato nuclear é uma arma, e no segundo cenário, não é. Ele é apenas uma ferramenta. No primeiro cenário, caso a arma seja utilizada, é impossível conter os danos apenas ao proprietário da bomba e ao bandido. Se fossemos proibir todos os equipamentos e ferramentas cujos poderes, sob o pior cenário possível, não podem ser confinados apenas às pessoas que os utilizam, então teríamos de proibir todos os aviões, todos os ônibus, todos os trens e todos os laboratórios que fazem experimentos com vírus letais. Aliás, teríamos de proibir até mesmo estádios de futebol e de beisebol que não fossem totalmente cobertos (uma bola chutada ou rebatida com força pode sair do estádio e quebrar uma janela). 

A diferença entre todos esses cenários e a bomba atômica do contemplador é que esta última é uma arma. Já nos outros cenários temos apenas uma ferramenta. E, se bomba for utilizada como arma, é impossível confinar os malefícios apenas ao seu proprietário e ao bandido.

Ainda assim, há espaço para uma nova crítica: e se o contemplador quiser realmente ter a bomba atômica apenas para efeitos meramente estéticos, jurando que não irá utilizá-la sob nenhuma circunstância? Não seria uma violação de seus direitos de propriedade proibi-lo de ter um objeto estético para fins de mera contemplação?

Não, não seria. E o ponto é que a avaliação subjetiva da vítima ameaçada, e não do agressor, é que é determinante. Suponha que o indivíduo A venha correndo em direção ao indivíduo B brandindo uma faca de maneira ameaçadora e gritando "Vou te matar!". Ato contínuo, B saca uma pistola, atira em A e o mata. Mais tarde, descobre-se que A era apenas um ator que estava treinando para um papel, e que a faca era um mero objeto cênico feito de borracha.

B pode ser acusado de homicídio? De maneira nenhuma. Ao contrário, B não fez nada mais do que exercer seu legítimo direito de autodefesa. Qualquer indivíduo sensato também chegaria a essa conclusão. Similarmente, na questão da bomba atômica, se fossemos levar em conta quaisquer considerações subjetivas, não seriam as do contemplador da bomba atômica, mas sim as de seus vizinhos, os quais, presumivelmente, terão uma opinião distinta a respeito do aparato nuclear em mãos deste cidadão.

Mas então, o que dizer de aviões? De vez em quando, alguns desses aparelhos caem e matam pessoas em terra que nada tinham a ver com a situação e que, ao contrário dos passageiros, nem sequer concordaram em correr o risco de uma viagem aérea. No caso da vítima do ataque com a faca, não foi o agressor, mas sim a suposta vítima quem pôde determinar a realidade da situação. Por que então não permitir que as possíveis vítimas de acidentes aéreos determinem se aviões são armas destruidoras (e o são, ao menos da perspectiva de quem morreu em terra)? Se tal determinação fosse feita, obviamente, seria o fim dessa indústria. 

A resposta, no entanto, é que nenhuma pessoa sensata poderia chegar a essa conclusão. Sim, aviões de vez em quando caem; no entanto, à exceção daqueles aviões utilizados por pilotos japoneses kamikazes na Segunda Guerra Mundial, aviões não podem de maneira nenhuma ser considerados armas. 

Já uma bomba nuclear localizada na mesma área geográfica de milhões de pessoas inocentes pode, sob qualquer interpretação minimamente razoável, ser entendida como um armamento de destruição em massa, não obstante qualquer protesto em contrário de seu proprietário contemplador.

Conclusão e questões ainda em aberto

De uma perspectiva macro-geográfica, a questão está dada. Para determinar as mais apropriadas restrições sobre armas é necessário considerar todo o contexto geográfico. 

Quando se toma como base o Planeta Terra, um aparato termonuclear e "apocalíptico", capaz de destruir todo o planeta e todas as pessoas que vivem nele, é por si só homicida. Seu poder não pode ser confinado exclusivamente aos malfeitores. Ter uma arma dessas em casa configuraria uma agressão, e poderia corretamente ser proibida. No entanto, se tomarmos como base toda a vastidão do espaço sideral, que é um domínio geográfico totalmente diferente, no qual os efeitos de uma explosão nuclear podem ser confinados a agressores, então a posse desse aparato deve ser permitida.

No outro extremo, se o cenário for o de um mundo ao excessivamente povoado ao ponto de parecer uma "cabine telefônica lotada", até mesmo pistolas teriam de ser banidas, pois, por estipulação, seu poder e seus efeitos não podem ser confinados apenas aos malfeitores. 

Já no nosso mundo real, o porte de pistolas e revólveres poderia ser permitido em todas as cidades. O porte de fuzis em localidades de menor densidade populacional. O porte de metralhadoras em localidades de ainda menor densidade populacional. Já o porte de bazucas apenas no meio rural. O porte de tanques e TNT apenas no deserto. E o porte de dispositivos termonucleares apenas em outro planeta.

Em sua casa, você pode ter o que quiser, exceto armas nucleares e bombas de hidrogênio.

No entanto, ainda não há conclusões no que tange a determinados aspectos micro-geográficos, pois aí surge um problema de continuum. Por exemplo, a que distância o nariz de B tem de estar do punho de A para que B possa justificadamente fazer uso de uma contramedida defensiva? Nesse caso, e de novo, a única solução é recorrer ao contexto e à opinião do "homem sensato". 

Em termos puramente filosóficos, isso pode não ser tão satisfatório quanto uma resposta definitiva seria. No entanto, dado que o problema advém da natureza contínua da realidade, essa é a melhor resposta que pode ser dada.

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17 votos

autor

Walter Block
é membro sênior do Mises Institute e professor de economia na Loyola University, Nova Orleans.


  • Atylla   23/02/2015 14:40
    Equipe IMB, sugiro a elaboração ou indicação de um arquivo que possa ser impresso pelos leitores, dando explicações sobre o IMB, EA, inflação, intervenção estatal.Pretendo distribuir os panfletos no dia 15 de março, deveríamos fazer uma campanha Nacional para Divulgar O IMB nesse dia.
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:40
    Excelente idéia
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:35
    Perfeito...recomendo pra quem mora em São Paulo e for na "marcha" de 9 de julho junto ao movimento de separação de SP fazer o mesmo e distribuir tais panfletos sobre as ideias libertárias e qual a relação delas com a secessão, seria bacana e ajuda bastante na divulgação das ideias !
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:36
    Sempre tive dúvidas na questão do porte de armas nucleares do ponto de vista libertário, esse artigo me esclareceu bastante!
  • anônimo  23/02/2015 16:15
    Muito interessante o artigo Walter, mas gostaria de analisar um cenário diferente e compreender um pouco mais da filosofia libertária.

    O cenário que eu proponho é um País libertário em um continente onde haja um outro País potencialmente hostil que detenha a tecnologia de armas nucleares. Supondo que não haja estado no país totalmente libertário (talvez eu deveria chamar de região, e não de País uma vez que não há estado, mas releve este termo por favor) a defesa do território seria baseada puramente na dissuasão dos adversários frente à uma ferrenha resistência dos cidadãos livres e armados do país libertário.

    Entretanto o artefato nuclear muda a balança, pois os cidadãos do País libertário não possuem nenhum poder de dissuasão contra uma bomba atômica, potencialmente sendo levados a um dilema de submissão versus aniquilação por parte de um governo tirânico agressor e imoral.

    Para responder a este cenário, imagino que algumas empresas de proteção de território provavelmente seriam criadas para atender ao desejo dos cidadãos que estivessem preocupados com uma possível agressão de outras nações hostis, mas com a proibição da posse de artefatos nucleares, não há poder de dissuasão equivalente para evitar possíveis arbitrariedades de Países hostis com governos fortes e imorais. O máximo que as empresas poderiam fazer seria desenvolver escudos anti-misseis para evitar os ataques, mas isso apenas levaria a uma corrida tecnológica que fatalmente acabaria com a derrota da nação defensora.

    Acredito que a ocupação de um País com uma verdeira mentalidade libertária seja impossivel devido à infinita resistência armada e pacífica (desobediência civil) que todos os seus cidadãos exerceriam contra o governo invasor, entretanto não acho sensato uma comunidade libertária ignorar o fato de que um governo estrangeiro pode possuir o poder de aniquilar toda a população de uma região que não aceita se submeter a ele.

    Gostaria de saber o que o autor e os demais leitores do portal pensam sobre a posse de artefatos nucleares como ferramenta de dissuasão contra possíveis hostilidades.
  • Ferreira  23/02/2015 16:27
    Esse cenário já acontece hoje. Há vários países europeus (dentre eles a Rússia) e do oriente médio (como Paquistão) que têm armas nucleares. E há a Suíça, que não é aliada de ninguém, totalmente desarmada (nuclearmente).
  • Trader Carioca  23/02/2015 16:56
    Anônimo,

    Permita colocar minha visão sobre o tema. Visão essa que é primeiramente utópica, no sentido de que não há, no mundo atual, situação equivalente e portanto o que eu direi é hipotético e bem distante das possibilidades atuais até onde eu sei. Segundo, reflete minha opinião apenas, e não a de outros libertários.

    Direto ao ponto, armas nucleares devem ser proibidas? Eu creio que não. Mas possuir uma deve depender do contexto.

    Na sua própria pergunta você diz sobre a possibilidade de surgirem empresas privadas de segurança nacional. Estas empresas seriam remuneradas para garantir defesa contra, por exemplo, invasões, ataques navais ou cavalarias mecânicas (tanques e blindados). O uso de armas nucleares pequenas, chamadas de "táticas" poderia ser aceito para afundar uma esquadra invasora composta por grande quantidade de navios, ou uma grande quantidade de tanques em região despovoada. Uma bomba de pequeno tamanho, mas grande o bastante para afundar vários navios ou destruir vários tanques de uma vez só.

    Sobre disparo de armas nucleares contra cidades, o problema é a impossibilidade de separar os alvos civis. O Estado pode até ser um agressor com apoio da maioria da população, mas e a minoria que foi contrária, por exemplo? Será obliterada pelo artefato nuclear mesmo sendo contra a invasão?

    Ao invés de uma guerra direta, talvez mais eficaz do que arma nuclear, seja um ataque direto ao ditador ou governante do país atacante. Talvez não houvesse ataque nuclear ao Japão na II GM se a Operação Valquíria fosse um sucesso.

    Por fim, acredito que as soluções militares mais adequadas considerando menor dano colateral, menor custo, menor morte de civis, maior eficiência em atingir o objetivo do combate, etc etc, nem sempre serão com o uso de armas nucleares.
  • anônimo  23/02/2015 21:01
    Obrigado por compartilhar tuas opiniões Trazer carioca. Acho que o mais ético seria seguir a linha que você comentou sobre o uso de ogivas táticas contra alvos militares e do governo, limitando as baixas aos integrantes do regime. Apesar de não possuir o poder de dissuasão equivalente, seria bastante eficaz. O cenário foi utópico e propósito pois eu estou interessado na visão anarco capitalista. =)
  • Enrico  23/02/2015 17:49
    É muito difícil, depois do que se viu em Hiroshima e Nagasaki, algum país lançar uma bomba atômica noutro.

    As armas nucleares que esses países (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia) têm é para pôr medo a países com possível armamento nuclear liderados por criaturas aparentemente mentecaptas (Coreia do Norte, Paquistão).

    Elas poderiam ser usadas como sanção extrema a um país que bombardeasse ou invadisse um outro país nuclearmente armado, mas é improvável ser usada como instrumento de guerra de conquista, uma vez que o conquistador destruiria as riquezas da região e teria um território inóspito.
  • Renan Faria  23/02/2015 21:39
    Você acha, Enrico, que os russos ainda não hão de usar as bombas nucleares? Eles andam invadindo o espaço aéreo dos países bálticos, escandinavos, da Polônia, de Portugal, da Irlanda e até do Reino Unido.

    Países como Reino Unido e Estônia têm denunciado as peripécias dos russos há algum tempo.

    A posse de armamento nuclear, de fato, é por motivo de intimidação dos inimigos, mas do jeito que as coisas andam se radicalizando na Rússia e com as Forças Armadas dos Estados Unidos se desmantelando por obra e graça do traidor-em-chefe, talvez os russos se encorajem a se livrar de seus inimigos rapidamente.
  • Enrico  23/02/2015 21:53
    Se alguém ameaçar ou tentar invadir a Rússia, não tenho dúvidas de que farão.

    Porém, pense comigo. A Rússia deseja a Crimeia. Logo, ela vai precisar inevitavelmente fazer uma guerra ou persuadir o povo local a um movimento para tornar a Crimeia parte da Rússia.

    Agora, por que a Rússia jogaria uma bomba nuclear na Crimeia? Mataria os habitantes, destruiria os bens e tornaria o território inóspito. Trocando em miúdos, ela não teria nenhuma vantagem em ter um território destruído e poder sofrer um julgamento no Tribunal Internacional de Justiça.
  • anônimo  09/03/2015 01:59
    Não é bem assim. Boa parte da Criméia já falava russo e não ucraniano e era pró-rússia. Por mais que tenha sido "contra a vontade" não é como se eles estivessem muito incomodados com o Putin...

    O problema é que se fosse pra ocorrer uma secessão ou troca de territórios, que ocorresse de forma pacífica como o estado do Alaska, e não de forma armada e invasora.

    Vale mencionar que o Putin foi tão extremamente cuidadoso com isso que pra não cutucar a ONU com a vara curta fez isso logo no início do inverno. Não acho que foi coincidência.

    A verdade é que ninguém quer realmente jogar uma bomba atômica, e por dois motivos simples: um é que é pra não deixar que alguém jogue uma no seu país. Como o Enéias dizia, "não é pra jogar, é pra impor respeito" (embora atribuo a esse exclusivo fator o motivo dele ter perdido as eleições). Que se alguém jogar no seu país, vai ser olho por olho e dente por dente.
    E outro mais óbvio: se você jogar uma bomba atômica, agora você tem uma a menos. Se você ficar sem, você ficam sem a capacidade de "impor respeito".

    Esse é o maior problema da corrida armamentista, e o motivo da guerra fria. Ninguém quer atacar um ao outro, mas ambos os lados querem estar um passo a frente.
  • anônimo  18/03/2015 10:14
    'Você acha, Enrico, que os russos ainda não hão de usar as bombas nucleares? Eles andam invadindo o espaço aéreo dos países bálticos, escandinavos, da Polônia, de Portugal, da Irlanda e até do Reino Unido.'

    Os EUA invadem o espaço aéreo, marítimo, terrestre de um monte de países pelo mundo todo, será que um dia eles vão usar bomba nuclear? Não peera...
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  26/03/2015 20:57
    De onde você tirou essa idéia de que as Forças Armadas Americanas estão "desmanteladas"? Uma simples dica: veja o orçamento militar dos EUA e compare com os outros.
  • Henrique  23/02/2015 17:05
    Enquanto isso, os brasileiros pobres...
  • Teixeira  23/02/2015 17:15
    ... continuam sendo ferrados pelo governo em todas as frentes (e costas também). É desvalorização da moeda, é carestia, é proibição de importação, é regulamentação que o impede o livre empreendimento e a livre iniciativa, é perda generalizada do poder de compra. Ah, e também é proibição de comprar um mísero .38 para se defender de bandidos que querem invadir o barracão e roubar suas poucas posses.

    De fato, bem lembrado. Os brasileiros pobres continuam sendo ferrados pelo governo.
  • Antonio Carlos  06/11/2017 23:19
    Bem lembrado, e os brasileiros pobres teriam direito a ter armas como defendem os libertários?
    Vocês imaginam uma situação da população pobre, periférica, privada de consumo, não raro famintas, com armas?
    Quem tem armas não passa fome! Mas vão tirar a comida de onde?
    Os libertários defendem o direito de armas para todos ou apenas para aqueles que têm dinheiro para comprá-las? Se for assim, o direito não será universal.
    Uma sociedade armada e pacífica, com estabilidade social, depende de outro elemento para o qual os libertários frequentemente torcem o nariz: mínima igualdade social.
    O crime é um um escape da tensão social. Comete-se crimes por várias razões, mas um dos principais motivadores é querer o que não se tem.
    Eu costumava argumentar, contra o armamento civil, os altos índices (relativos, lógico!) de crimes violentos nos EUA em comparação aos baixos índices no Reino Unido. Me parecia que eram países similares, ricos, tendo como diferença fundamental o direito de ter armas e, assim, imaginava que a posse de armas era o fator que tornava os EUA mais violentos, mas aí, me vinha à mente a situação da Suíça, rica e com a população armada, porém, com mínima violência. Qual elemento explicaria essa diferença entre os EUA e Suíça? Eu só enxergo a baixa desigualdade social.
    Se querem uma sociedade pacífica, tem que haver mínima igualdade social. Os excluídos nem sempre aceitarão sua exclusão.
  • Kersey  07/11/2017 00:25
    "Eu costumava argumentar, contra o armamento civil, os altos índices (relativos, lógico!) de crimes violentos nos EUA em comparação aos baixos índices no Reino Unido. Me parecia que eram países similares, ricos, tendo como diferença fundamental o direito de ter armas e, assim, imaginava que a posse de armas era o fator que tornava os EUA mais violentos"

    Tá por fora, hein, fera?

    A taxa de crimes violentos no Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA. Em 2009, houve 2.034 crimes violentos para cada 100.000 habitantes do Reino Unido. Naquele mesmo ano, houve apenas 466 crimes violentos para cada 100.000 habitantes nos EUA.

    O Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

    Anualmente, o Reino Unido tem 133% mais vítimas de assaltos e de outras agressões físicas por 100.000 habitantes do que os EUA.

    O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia.

    O Reino Unido apresenta a segunda maior taxa de criminalidade de toda a União Europeia.

  • Ricardo Franco  23/02/2015 17:14
    "Bom mesmo seria um mundo sem armas"

    Na verdade, "bom mesmo seria um mundo sem violência" - porque qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! pode ser uma arma (como diz o texto, até minhas unhas).
    Sabemos que uma população armada representaria um potencial perigo - por mais técnica e psicologicamente preparada seja uma pessoa, somos suscetíveis ao descontrole, e uma simples discussão com o balconista da padaria ou com um colega de trabalho poderia resultar em alguém baleado.
    Mas a proibição de posse/porte de armas dá ao agressor (bandido) a certeza de que todo e qualquer Cidadão é "vítima fácil".
    Poderíamos levantar uma outra discussão: portar uma arma, legalmente (*), é muito caro; e somente os ricos teriam "poder de defesa", restando aos bandidos os pobres, "alvos fáceis", desarmados (o pai de família, com sua marmita, dentro de um ônibus, por exemplo)... mas ainda assim, o verme, digo, o bandido, hesitaria: aquele "peão" pode ter juntado umas economias, feito um crediário, sei lá, e adquirido seu instrumento de defesa (ou há outras pessoas armadas naquele ônibus).
    ---
    (*) Recentemente vimos a notícia de um comerciante que matou um vagabundo e feriu o comparsa em uma tentativa de assalto - sua mulher, que carregou a arma, foi presa e ele será também encarcerado assim que sair do hospital (ele foi baleado no confronto com o bandido). A acusação é: porte (e aquisição) ilegal de arma. Ok, cumpra-se a lei (se é crime o porte, só nos resta chorar). Mas se nossas leis estivessem a favor dos Cidadãos e não dos bandidos, talvez esse comerciante estivesse "legalmente armado" (não sei quem é, se é uma pessoa "do bem" - a reportagem diz que 'não tem antecedentes') e receberia honrarias em vez de cadeia.
  • anônimo  09/03/2015 02:14
    Sim. O que vale mencionar, é a Suíça. Em média, 50% da população anda armada nas ruas, e o país não tem um exército propriamente dito, apenas uma milícia. A consequência? Segundo país com mais baixa taxas de homicídios do mundo, perdendo somente pro Japão.
    Fora que, graças a esse fator, a Suíça foi praticamente intocada durante a segunda guerra mundial.

    A questão é que se alguém decide matar outra pessoa, ela vai matar com o que tiver: arma, faca, barbante, punhos. O ato é malévolo, a ferramenta pouco importa. Armas de fogo só tornam o processo mais eficiente.

    Eu confesso que não tenho bem certeza, mas parece que no brasil não existe "legítima defesa" fora de casa. Ou seja, se tu salvar a vida de alguém ou sua mesmo na rua matando o quase-assassino no processo, você é um assassino, e não um herói.
  • Marconi  23/02/2015 17:34
    Finalmente algum libertário chegou a conclusão que é preciso um estado mínimo pelo menos pra controlar as bombas atômicas
  • Perillo  23/02/2015 18:48
    Quem seria esse "libertário"? Certamente, não o autor do artigo. Mesmo porque seria uma total incoerência: a única entidade que já usou armas nucleares e que financiou a construção de armas nucleares foi o governo. Sem governo, não haveria quem construísse armas nucleares (quem iria pagar os exorbitantes custos)? Aliás, somente o governo já utilizou armas nucleares contra pessoas (civis inocentes).

    Logo, só um completo imbecil poderia concluir que, mesmo com todo esse histórico apavorante, só o governo pode nos livrar das armas nucleares. E o autor desse texto certamente não é imbecil (o mesmo, infelizmente, não pode ser dito sobre alguns eventuais leitores).
  • Marconi  23/02/2015 20:58
    O autor acha que armas nucleares devem ser proibidas. Proibidas por quem?
  • Perillo  23/02/2015 21:25
    Em primeiro lugar, pela associação de vizinhos. Em segundo lugar, pelos outros moradores da cidade, todos devidamente armados.

    Por que você quer que Eduardo Cunha resolva tudo?
  • anônimo  23/02/2015 18:13
    Eu morei nos USA de 1977 ate 2014. La todo cidadao tem o direito de ter porte de arma. estima-se que a populacao e' de 320 milhoes com 305 milhoes de armas. existem casos de abuso da arma? sim. porem sao raros comparados com os cidadaos que mantem a ordem e a lei. os estados com acesso livre as armas (sem necessidade de registra-las) sao os estados onde existe menos crimes. or lugares com mais crimes e mais crimes violentos ocorrem justamente onde o criminoso sabe que so ele e' que tem o poder sobre o cidadao.
    o porte de armas garante os direitos do cidadao (coisa que o brasileiro ainda nao sabe o que deveria ser). permite ao cidadao se proteger de um ataque, invasao domiciliar, estupro, etc. diga-me o nome de um outro pais onde bandidos fazem arrastao nas estradas ou restaurantes ou na praia? um cidadao armado (ou dois) COM LEIS QUE PERMITEM AO CIDADAO SE PROTEGER E PROTEGER OS SEUS PERTENCES...poria um fim nesse tipo de atividade criminal pois colocaria o criminoso no mesmo plano que a vitima e na maioria dos casos os criminosos nao veem isso como um "bom negocio".
    precisamos de novas leis? absolutamente. precisamos de Leis que protegem o cidadao e nao o elemento criminal. porem essas leis nao podem e nem vao eliminar o elemento fora da lei de cometer o crime. com todo o respeito ao herois fardados, a funcao da policia nao e' de te proteger, porem de pegar bandido e atender ocorrencias. se a maioria dos crimes ocorrem em menos de 1 minuto, invasao domiciliar pode ser feita em menos de 10 minutos, e a policia so pode chegar ao local do crime depois de quanto tempo? alguem pode ligar para a policia no meio de um assalto? o cidadao deveria ter o direito de se proteger e infelizmente o brasileiro nao tem esse direito. nem um canivete podemos usar sobre o pretesto de ser uma arma.
    quando a lei permitir ao cidadao se proteger e quando a lei proteger o cidadao no ato de se preteger TALVEZ as coisas aqui comecem a ser um pouco melhor e a populacao deixara de ser refem da classe criminosa.
  • Rennan Alves  23/02/2015 18:35
    Em tempo:

    Comerciante reage a assalto, mata um, atinge outro e termina preso

    É ou não é uma maravilha este país?
  • anônimo  23/02/2015 19:06
    "Sim, há um potencial perigo na posse e no uso de armas, mas se formos proibir todas as ocorrências baseando-nos em riscos teríamos também de banir carros, facas, tesouras, abridores de cartas e garrafas, braços (para boxeadores), pernas (para lutadores de caratê) etc";
    "Se é proibido um indivíduo ter uma bomba nuclear em casa mesmo que seja para o mero propósito de estética e contemplação, por que então não deveria ser proibida a existência de uma usina nuclear? [...] A diferença é que, no primeiro cenário, o aparato nuclear é uma arma, e no segundo cenário, não é. Ele é apenas uma ferramenta".
    Ou seja, não faz sentido comparar a proibição de armas com a proibição de carros, facas, tesouras e etc. Afinal, o primeiro é uma arma, sua finalidade exclusiva é matar, enquanto os outros são ferramentas.
  • Malthus  23/02/2015 19:36
    Errado. O argumento dos desarmamentistas é que um pai de família não pode ter um revólver em casa (e muito menos portar um nas ruas) porque ele vai matar pessoas (!). Ora, se um revólver na casa de um pai de família vai matar pessoas, então garfos e facas em um restaurante público, na mão de várias pessoas (e de possíveis lunáticos), vão gerar uma chacina incontavelmente maior. Aliás, lutadores profissionais de artes marciais são máquinas mortíferas ambulantes, e devem ser retirados de circulação o mais rápido possível, e todas as escolas de artes marciais devem se imediatamente banidas.

    Um sujeito que tem uma bomba atômica em casa não tem outra finalidade para ela que não seja sua detonação. A bomba atômica não tem outra finalidade que não essa. Não é ferramenta nenhuma. E, ao ser disparada, vai matar vários inocentes.

    Já um revólver em minha casa, ao ser eventualmente usado, está sob meu total controle. Não há por que nenhum terceiro inocente ser afetado. Eu inclusive nem preciso utilizá-lo para matar um eventual invasor. Ao ouvir alguém tentando arrombar a porta da minha casa, basta eu chegar da janela, anunciar que tenho uma arma, e dar um simples tiro para alguma direção perfeitamente segura (tipo meu quintal) para alertar o malfeitor de que ali há alguém armado. Garanto-lhe que a vontade dele de invadir minha propriedade será instantaneamente aniquilada.

    Agora, diga-me: é verdade que uma arma só serve para matar?
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:51
    Muito bem respondido Malthus.
  • Guilherme  23/02/2015 19:39
    "Ou seja, não faz sentido comparar a proibição de armas com a proibição de carros, facas, tesouras e etc. Afinal, o primeiro é uma arma, sua finalidade exclusiva é matar, enquanto os outros são ferramentas."

    Quanta imbecilidade desse anônimo! Como o Malthus acima perfeitamente exemplificou, uma arma pode ser usada apenas para alertar. Já ouvir falar em "warning shot"? Aliás, já ouviu falar em tiro esportivo, prática favorita dos suíços?

    A ignorância do brasileiro desarmamentista é avassaladora.
  • anônimo  23/02/2015 19:10
    O problema é que se o bandido sabem que vc tem uma arma ou um arsenal com várias armas, vai roubar sua arma e te matar com suas próprias armas...
  • Hickok 45  23/02/2015 19:46
    Isso de fato pode acontecer. Mas, se acontecer, bem-feito pra você. Quem mandou ser um bosta? Ter um arsenal em casa e, mesmo assim, ser rendido por um marginalzinho que vai lhe tomar tudo e usar contra você é um atestado de total incapacidade mental e física. Você não está nem qualificado para ser homem. Se isso acontecesse comigo, eu teria até vergonha de continuar vivendo.
  • anônimo  23/02/2015 21:25
    E se mais de um cara assaltar uma pessoa? Não tem arsenal que resolva... Raramente um bandido assalta sozinho...
  • Hickok 45  23/02/2015 21:39
    Pois então veja esse vídeo, que descreve exatamente esse cenário que você supôs: quatro caras armados e mascarados tentam invadir uma casa no Arizona. O dono manda bala em todos eles, que saem correndo feito virgens assustadas de uma casa de swing:



    A sorte do mundo, e dos EUA, é que ainda há homens de fibra como esse valoroso cidadão. Aqui no Brasil, nós temos gente como esse anônimo, que se borra de medo até mesmo de manusear uma faca, e quer que Renan Calheiros e José Eduardo Cardozo cuide dele.
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:57
    Bandidos normalmente escolhem quem será a vítima. Não tenho notícias de policial ser assaltado em sua casa para roubar pertences. Normalmente o vagabundo olha o que é mais fácil para ele. O porte de armas a todos os cidadãos de bem não iria acabar com o roubo ou assassinatos, mas iria reduzir isso muito a níveis nunca antes visto no Brasil. Para quem gosta de estatísticas, basta comparar os índices de criminalidades de países onde o porte é permitido, contra onde o porte é proibido.
  • steveleeilikeguns  23/02/2015 20:36
    O problema é que a realidade vai de encontro à sua hipótese. Uma pessoa que gasta uma boa quantia para montar um arsenal é uma pessoa que se preocupa com segurança e sabe utilizar armas de fogo, logo, sua propriedade não é o alvo mais inteligente a ser escolhido por bandidos.

    Se bandidos quiserem ter acesso fácil a armas de fogo, muito mais fácil e inteligente é proceder ao assalto de um arsenal público ao invés de um arsenal particular, pois as armas lá presentes não são propriedade daqueles que estão vigiá-las e é muito fácil subornar os responsáveis por sua vigilância. Estou louco? Não:

    www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/04/22/interna_gerais,521271/lucro-na-venda-de-arsenal-roubado-da-central-integrada-de-escoltas-seria-de-r-258-mil.shtml

    www.estadao.com.br/noticias/geral,paiol-do-exercito-e-furtado-em-pirassununga-interior-de-sp,894763

    www.oliberdade.com.br/policia/marinha-investiga-o-roubo-de-tres-toneladas-de-cobre-em-arsenal-no-rio

    E uma internacional do lugar de onde mais se surrupiam arsenais no mundo:

    www.dgabc.com.br/noticia/187264/misseis-sao-roubados-de-arsenal-da-marinha-russa?referencia=colunas-lista
  • Ali Baba  24/02/2015 10:53
    @anônimo 23/02/2015 19:10:52

    O problema é que se o bandido sabem que vc tem uma arma ou um arsenal com várias armas, vai roubar sua arma e te matar com suas próprias armas...

    Esses esquerdinhas e suas táticas de terror.

    Não, cidadão. Tente me explicar por que o sujeito vai assaltar uma casa onde ele sabe que moram pessoas armadas para roubar essas armas quando ele pode simplesmente comprar uma arma em uma loja qualquer (ou roubar dessa mesma loja quando ninguém estiver a defendê-la)? Por acaso estamos falando de armas valiosíssimas, de coleção, que valem grosso dinheiro? Ou então de uma com alto poder destrutivo (como uma bazuca), que é igualmente cara? Não, estamos falando de um 38 comum que qualquer bandido bosta pode arrumar em qualquer boca-de-fumo.

    Por favor, cidadão. Respeito à inteligência alheia.
  • anônimo  03/10/2017 18:10
    "Não, cidadão. Tente me explicar por que o sujeito vai assaltar uma casa onde ele sabe que moram pessoas armadas para roubar essas armas quando ele pode simplesmente comprar uma arma em uma loja qualquer (ou roubar dessa mesma loja quando ninguém estiver a defendê-la)?"

    Pergunte aos bandidos que invadiram a casa do Dan Bilzerian, o que eles queriam?
  • Marcos  03/10/2017 19:17
    O que eles queriam? Não se sabe.

    Mas o que eles deixaram claro é que sabiam que não havia ninguém em casa, que é exatamente o ponto.

    Por que não tentaram invadir quando o morador estava em casa? Pois é.

    No final, invadiram uma casa sem ninguém e conseguiram levar apenas uma chave de um carro (nem o carro conseguiram levar).

    Um êxito tremendo!
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:44
    O que a defesa do porte de armas propõe não é um mundo bonitinho em que todos os bandidos serão mortos por pessoas de bem só por elas terem armas, armas realmente não são a garantia de nada, o que se propõe é a liberdade irrestrita de qualquer indivíduo ter o direito de (se ele bem entender e quiser) comprar uma arma para se defender, só..todo o resto não importa e cabe a cada um manter a sua segurança e de sua família e/ou até mesmo de sua vizinhança se ele bem quiser..
  • Dalton C. Rocha  23/02/2015 21:40
    Os políticos dizem que quem reage armado a um crime, acaba morto em 95% dos casos. O site www.airgun.com.br/forum/viewtopic.php?f=6&t=5371&start=795 tem o resultado de reações desde 1° de janeiro de 2007 até hoje. Veja qual o verdadeiro resultado do encontro de pessoa armada, com bandidos. Em sobre este negócio de desarmar os honestos, se os políticos querem tanto desarmamento, por que eles não começam desarmando seus guarda-costas, que são pagos pelos contribuintes?
  • Vander  23/02/2015 22:45
    Dalton,

    Dá pra confiar em políticos depois de tudo o que já vimos, aqui mesmo no Brasil? Dá pra confiar em gente que até a pouco tempo modificava a própria Wikipédia para mostrar a versão da "história deles"? Dá pra confiar em gente que rouba descaradamente do povo e depois vem afirmar que "já era assim antes"?

    Hoje, pra mim, qualquer uma dessas "estatísticas" governamentais é o mais puro lixo. É como confiar na raposa para cuidar do galinheiro. Para mim não resta nenhuma dúvida que o aumento da criminalidade é diretamente proporcional ao aumento do Estado. E sabe porquê? Simples: segurança pública é um dos "produtos" mais vendáveis em palanque político, depois de saúde e educação.
  • anônimo  23/02/2015 21:41
    Eu acredito que algo como isso é mais eficaz que um revolver:



    Incrível o politicamente da delegada e dos jornalistas.
  • Gustavo  18/06/2016 03:58
    Olha o nível que esse país chegou.
  • Senhor A  24/02/2015 00:35
    Mudando um pouco de assunto (perdoem-me), alguém já ouviu falar de um vilarejo anarquista do Canadá? Os moradores têm casas em rios e geralmente vivem da pesca, caça e atividades comuns aos habitantes do extremo norte do planeta.

    Eu estava a assistir alguns episódios da série "Sobreviventes do Gelo", título em português. É uma série que apresenta o estilo de vida dos "rebeldes" (como são chamados algumas vezes no documentário).

    A comunidade parece ser uma "utopia" libertária, com pessoas unidas, ativas, auto-suficientes e responsáveis.

    Infelizmente, não me é dado, neste momento, a capacidade de lembrar o nome do lugar...

    Ah, o programa passa num dos canais do Discovery.
  • Antonio Carlos  06/11/2017 23:21
    Além de livres, eles são solidários ou individualistas?
  • Tannhauser  24/02/2015 12:42
    Gostei da abordagem cinzenta do autor.
  • anônimo  25/02/2015 17:55
    Outro argumento que os desarmamentistas usam:

    "E se o assaltante possui uma arma muito mais potente que a do cidadão. Tipo, o cidadão tem um revolvinho e o assaltante possui uma metralhadora."

    Vejam que é só argumentos usados por medrosos que tem medo da própria sombra e por isso, como disse o comentarista acima, querem que políticos como Lula e Dilma protejam ele....
  • Alexandre  26/02/2015 01:27
    Ótimos argumentos, mas ficou uma questão em aberto.

    Se armas devem ser controladas pelo aspecto geográfico, quem irá fazer esse controle?

    Mesmo que fosse associações de cidadãos, quem me garantiria que dessas associações não surgisse um segmento separado apenas para cuidar do "controle" e instalar um proto-estado (supondo tal sociedade totalmente libertária)? Seria mais ou menos o motivo porque temíamos a tal "participação popular" do decreto bolivariano de Dilma. No texto, dá a entender que todos poderiam criar um "movimento social" e "participar" dos "conselhos". Mas na prática, o que aconteceria seria exatamente o mesmo que ocorreu na Duma do Governo Provisório de 1917 na Rússia.

    A posse de armas de emprego militar pelos civis pode não parecer uma ideia muito bonita, mas é algo absolutamente necessário para equalizar as forças entre a sociedade e o poder coercitivo, seja qual forma que ele tome. Esse é o motivo porque civis, mesmo em cidades, devem ter o direito de guardar nos porões das suas casas metralhadoras pesadas e armas anticarro (vulgarmente chamadas "bazucas"), entre outros artefatos. É o mesmo espírito que tinham os americanos logo após a independência dos EUA, e que de certa forma foi o que segurou a Constituição Americana de lá até hoje. Também foi o que garantiu a liberdade na Suíça.

    Quando não há equilíbrio entre sociedade e poder coercitivo (que inevitavelmente sempre irá se formar em qualquer sociedade), abusos irão acontecer. Somente civis armados no mesmo nível do estado irão impedir que este se torne um leviatã.
  • Jafer Gomes Ferreira  16/06/2016 18:49
    É o primeiro argumento que me convence à entender como pertinente a liberação de armas de guerra para a população em geral. Defesa diante de uma invasão ou contra um governo ditatorial.
  • John  05/10/2017 17:45
    Uma reunião de pessoas que pensam ter alguma autoridade sobre o indivíduo??? Conheço isso por outro nome: estado.
  • David  02/03/2015 14:49
    Eu não sei se é verdade, mas gostaria de saber se esta informação procede: Nos Estados Unidos, o os estados que possuem armas são os que têm maior índice de violência. É verdade isto ?

  • Hume  02/03/2015 15:29
    Não.

    Compare a coluna "gun ownership" com a coluna "gun murders". Ela conta uma história bem diferente dessa sua:

    en.wikipedia.org/wiki/Gun_violence_in_the_United_States_by_state

    Especial atenção para North Dakota (principalmente!), South Dakota, Montana, Wyoming, West Virgina, Utah, Wisconsin e Alaska de um lado, e District of Columbia (especial atenção neste!), Michigan, Pennsylvania, New México (um dos mais desarmados, ao contrário do que você disse mentirosamente) do outro.

    As únicas exceções de ambos os lados são Havaí (onde todo mundo só quer saber de surfe) e Rhode Island de um lado, e Louisiana do outro. Todo o resto segue a regra: mais armas, menos crimes. E, aliás, nos estados mais armados, a criminalidade é menor que da Europa.
  • anônimo  18/03/2015 19:27
    se algum membro aqui do IMB anda armado e puder me aconselhar.... estou pensando em comprar uma arma para defesa própria e tirar o porte. Qual pistola vocês indicam? Glock, Colt ou Taurus??
  • Jafer Gomes Ferreira  16/06/2016 18:18
    Glock é muito melhor. Eu uso a Taurus pt.100 .40 e digo com certeza qud é muito pesada, desconfortável, recuo grande e vive dando incidente de tiro. A Glock é leve, pouco recuo, o que facilita na visada e mira, o ferrolho é feito de polímero e dificilmente causa incidentes. O calibre recomendado para não policiais é o 380. Glock, para a maioria dos mortais sem dinheiro, é um investimento caro mas compensa bastante.
  • Renegado  04/10/2017 15:33
    Pois é, comprei uma de metal (Bersa thunder 380 plus), onde a mesma, após dois anos comigo, mesmo dentro do armário, apresentou sinais e oxidação. Por essa razão (durabilidade) acredito que a glock seja melhor por ter base polimérica.
  • Dan Bilzerian  05/06/2016 17:08
    Alguém ainda acha que bandido se intimida por causa da arma. Então pq tentaram roubar o Dan Bilzerian, que é conhecido por tirar fotos com armas? Me lembro até que ele precisou chamar a polícia:

    [link]www.people.com/article/dan-bilzerian-house-broken-into-hollywood-hillslink]
  • JÁFER GOMES FERREIRA  15/06/2016 14:37
    Sou PM e afirmo, baseado tanto na experiência quanto em estudos lidos, que a maioria das agressões ocorrem numa distância de 5 metros. No máximo 10 m. A maioria dos agressores portam, no máximo, pistolas de calibres. 40 e 380. Apenas quadrilhas ligadas ao narcotráfico, ou especializadas em assaltos à carros fortes e agências bancárias, é que utilizam armamentos de grosso calibre. Geralmente, em situações de roubo e sequestro relâmpago, o agressor atua com um comparsa. Às vezes com três. Dificilmente com mais do que isso. Em grandes assaltos, ou em combates urbanos em zonas de alto risco (Como favelas tomadas por traficantes) quadrilhas especializadas e facções do nível do Comando Vermelho atuam de forma diferenciada. Suas logísticas tem que suportar varias células, cada uma com cerca de 10 integrantes, formando grandes grupos. Quanto às armas utilizadas nesses casos distintos, devemos levar em consideração o poder de parada, a capacidade de transfixação, dispersão e o alcance do projétil. Munições de cal. 38 e 380 - Que sao as mais usadas, já que 9mm e de uso exclusivo da PF e FFAA e. 40 de uso exclusivo das polícias, e se for portada por bandidos, é por aquisição ilegal - atingem cerca de 50 metros. Espingarda cal. 12 é Muito potente mas chega à 40 metros porque as esferas da munição se dispersam logo. Numa reação a uma agressão ou defesa contra um assalto, com base no que ja foi dito, uma pistola, ou um revolver, resolve o problema, desde que não seja pego de surpresa. Quando o cidadão efetua o disparo, dificilmente o projétil ira transfixar e atingir uma outra pessoa. Nos casos de enfrentamento às quadrilhas, o cidadão comum jamais irá sozinho contra um grupo fortemente armado com cerca de 30 bandidos, todos de fuzil, e ele com revólver. É doidice e suicídio. E quem realiza o enfrentamento são as unidades especializadas das polícias, com poder de fogo semelhante ou superior. Alguém já parou pra analisar o alcance de um fuzil cal. 762? Aquilo atinge uma distância de mais de 1,5km. Transfixa um carro como se fosse papel (Imagine isso com gente!) e o rombo causado é enorme. Poucos sobrevivem a um 762. Já um fuzil de cal. 556 padrão OTAN não é tão potente, mais pra ação urbana, mas pode causar muito estrago. Aí me digam os senhores, levando em consideração todos esses aspectos, qual a necessidade e funcionalidade do porte de um fuzil de assalto por um cidadão comum, já que ele não atira à longas distancias, não enfrenta milicianos ou o PCC e nem vai pra guerra? Não basta uma pistola, ou um revólver? Nem vou falar mais aqui de bazuca (Que é, na verdade, uma arma anti-tanque e de demolição usada por batalhões de engenharia das FFAA) e tanques de guerra. E pra onde vai também o povão com um fuzil. 50 barret? Furar um blindado no tiro ou explodir a cabeça de um terrorista à 4 km de distância? Só se for. Não é só ter arma por ter. Nem mesmo, sob pretexto de alto defesa, justificar a compra de qualquer armamento sem seguir critérios técnicos e operacionais. E nem podemos nos comparar à Suíça. Lá todos tem armas pesadas porque, praticamente, o povo inteiro faz parte do exército de auto-defesa. Muito diferente daqui, que possui um exército regular.
  • Steve Lee  15/06/2016 15:12
    "qual a necessidade e funcionalidade do porte de um fuzil de assalto por um cidadão comum, já que ele não atira à longas distancias, não enfrenta milicianos ou o PCC e nem vai pra guerra?"

    Concordo que não há a necessidade de o cidadão comum portar um fuzil de assalto enquanto anda pelas ruas.

    Porém, ter um fuzil dentro de sua residência ou em sua chácara ou fazenda deve ser perfeitamente legal.

    Imagino que você não seja a favor da proibição, certo? Você apenas não vê necessidade de o cara sair andando com um fuzil pela rua -- como eu também não vejo necessidade de um cara andar num Porsche conversível no Capão Redondo.

    Certo?
  • Jafer Gomes Ferreira   16/06/2016 18:04
    Vai muito além da necessidade. Encaro isso como um problema técnico.Até mesmo nós das PMs debatemos muito essa questão do uso de armas de grosso calibre. Você fez uma consideração importante sobre o uso desse tipo de armamento em ambiente rural.Isso é até analisado por doutrinadores policiais e militares. O emprego de armas de cal.762 ou superior em ambiente aberto e não urbano trás efeitos colaterais bem menores do que se utilizar em ambiente urbano. Um tiro de Fal 762 além de matar quem você precisa matar atinge quem você não pretende matar. Aquilo atravessa parede de tijolo e carro. Para moradores de zona rural, realmente a liberação,além da já liberada "escopeta" é algo a ser estudado. Nisso concordo com você.Já no ambiente urbano,pelas questões técnicas já elencadas,levando em consideração os riscos potenciais,considero mais adequado o uso de armas de calibres mais leves.
  • anônimo  15/06/2016 21:14
    Ora, o cara não pode ter só porque gosta? Porque gosta de praticar o tiro?

    Que gente chata!
  • Engenheiro Falido  03/10/2017 18:59

    Claro, até porque todo mundo terá dinheiro para aquisição!!

    www.gunbroker.com/Barrett-50/Browse.aspx?Keywords=Barrett+50
  • Luiz Moran  03/10/2017 19:21
    Eu tenho vontade de ter um arsenal na minha chácara, qual o problema nisso ?

    Quem gosta de mim e da minha família sou eu e não o Estado, ao contrário, este é sem sombra de dúvidas o meu principal inimigo.
  • cmr  05/10/2017 23:39
    A necessidade do povo poder ter um Barret .50, tanques, e o caramba, é porque o estado NÃO DEVE JAMAIS possuir o monopólio da força.

    Quem defende que só as forças armadas e a polícia pode possuir armas de alta potência, também está, mesmo sem saber, defendendo a sua própria submissão e até escravidão.

    Eu não confio nem nas forças armadas, nem na polícia, sei que ambas podem se voltar contra o povo a mando do "estabilishment", vide a situação na Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, etc...

    Cadê o exército e ou polícia defendendo o povo naqueles países ?
  • Filipe Olegário  02/05/2017 19:15
    Este tal problema em aberto é facilmente resolvido pela praxeologia. Dado que toda ação humana é propositada, qual o propósito do indivíduo cujo punho fechado se desloca rapidamente e em rota de colisão com o nariz do amiguinho, ao empreender tal curso de ação?
  • anônimo  03/10/2017 18:02
    Quando o cidadão está armado e é assaltado, muitas vezes acontece isso.

    Fico imaginando: se um militar treinado (como é o caso citado) não consegue se defender dos bandidos, imagine um cidadão sem treinamento. A maioria vai morrer se tentar se defender.
  • Júlio   03/10/2017 19:29
    Muitíssimo agradecido pela sua sincera e caridosa preocupação, mas pode deixar que eu me viro -- ao contrário do bundão da notícia acima, que faz BO contra quem joga ovo nele e cujo filho desmaia em debate.
  • Antonio Carlos  06/11/2017 23:32
    Para uma reação bem sucedida, a vítima tem que se antecipar ao agressor, aí mora um sério risco: e se o suposto agressor não for agressor mesmo?
    A vantagem da população armada não é a possibilidade de cada indivíduo defender a si, mas a possibilidade de a comunidade defender cada indivíduo. O bairros onde mais ocorrem assaltos a transeuntes são aqueles onde a população não tem vida social fora de casa, são os bairros de classe média alta de ruas vazias e muros altos.
    Ladrão tem mais medo de povo do que de polícia. Polícia normalmente prende. Povo lincha.
  • Luiz  03/10/2017 18:30
    https://istoe.com.br/vendas-de-carros-nos-eua-ganham-forca-apos-furacoes/ Amigos, vejam isso

    Os caras estão dizendo que o Desastre possibilitou o aumento de vendas de carros... pqp
  • Tulio   03/10/2017 19:19
    Não vai me dizer que está surpreso com isso, né?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2762
  • Scheunemann  03/10/2017 20:27
    E o que há de errado nisso?
  • Giuseppe  03/10/2017 19:03
    A teoria faz sentido, mas como funciona na prática?

    O que dizem as pesquisas quantitativas com peer review (o que exclui John Lott) sobre o tema?
  • Luiz Moran  03/10/2017 19:10
    Empiricamente falando, em 1980 Brasil e EUA apresentavam o mesmo índice de homcídios por 100 mil habitantes: 10.
    Passados 37 anos, os EUA vem apresentando índices que ficam sempre abaixo de 5 enquanto no Brasil estes índices tem girado em torno de 30.
    Lá nos EUA não só a 2.ª emenda tem sido respeita, ao contrário do que o Estado brasileiro faz ao desrespeitar o referendo de 2005 onde 2/3 do povo rejeitou o estatuto do desarmamento, como tem sido desde então mais rigorosas as leis criminais em cada um dos Estados americanos.
    Em 1980 o porte e a posse de armas de fogo no Brasil eram permitidos por lei, inclusive durante todo o período do regime militar. Entretanto a partir do estatuto do desarmamento de 2003, que na prática proibe o cidadão de ter armas e até mesmo de se defender em caso de uma agressão criminosa, os casos de homicídios dispararam no Brasil e não há uma única pista sequer de que irá se reduzir.
  • Geraldo  03/10/2017 21:00
    No texto o autor fala que armas nucleares seriam proibidas mesmo num mundo libertário. Não poderíamos colocar nesse mesmo balaio outros tipos de armas de destruição em massa, como armas químicas e biológicas? Elas têm potencial de causar danos a inocentes, no mesmo nível das armas nucleares.
  • Rafael  03/10/2017 21:31
    Correto. E sempre lembrando que armas nucleares, químicas e biológicas são criações inteiramente estatais. Absolutamente 100% delas foram criadas sob financiamento estatal. Nenhuma empresa privada criaria tais armas sob ordens de cidadãos privados, pois não haveria fundos para isso. E nem muito menos mercado.

    Apenas o estado, que utiliza recursos de impostos, pode bancar a confecção destas armas.
  • Nordestino Arretado  04/10/2017 16:54
    Uma arma química ou biológica não é tão cara o quanto parece. A maioria dos componentes químicos e biológicos utilizados neste tipo de arma são encontrados facilmente na natureza. Vale lembrar que os árabes catapultavam cadáveres infectados com a peste negra contra as cidades européias na idade média, e teve aquele episódio do ataque terrorista com carbúnculo contra políticos americanos em 2001, acha que aquelas cartas foram infectadas com o material biológico desenvolvido num super laboratório? Um bioquímico pode fazer uma arma química ou biológica facilmente em seu laboratório, sem grandes esforços, e usá-la contra seu desafeto. Não fazem isso atualmente por que o governo proíbe e a fiscalização é intensa.
  • brunoalex4  04/10/2017 18:04
    Pode não ser tão difícil de cultivar. Mas é extremamente difícil de se usar como armas biológica de maneira efetiva:


    O carbúnculo pode ser facilmente obtido a partir de animais que morreram da doença.O antraz é raro nos países desenvolvidos, mas comum nos subdesenvolvidos. A cultura de esporos de carbúnculo é extremamente fácil. Um estudante de microbiologia pode fazê-lo com equipamentos muito simples. Mas a produção de carbúnculo sob a forma de aerossol, a forma mais apropriada para a guerra biológica, necessitaria de equipamentos sofisticados e pessoal altamente qualificado.

    Fonte: Wikipedia.
  • Nordestino Arretado  04/10/2017 18:19
    O problema das armas químicas e biológicas é justamente este, formas de uso seguro que atinjam somente o inimigo. Os efeitos danosos podem fugir do controle de quem usa, um exemplo perfeito disso foi o agente laranja que vitimou tropas americanas durante a guerra do Vietnã. Num eventual ataque nuclear contra a Coréia do Norte, os efeitos da radiação podem ser sentidos na Coréia do Sul devido às ações do clima.
  • Kevin  04/10/2017 18:37
    Fora que a esmagadora maioria dos "ataques" com anthrax eram falsos (hoax).

    en.m.wikipedia.org/wiki/Anthrax_hoaxes
  • Nordestino Arretado  04/10/2017 22:24
    O ataque de 2001 aconteceu mesmo:

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/2001_anthrax_attacks
  • anônimo  04/10/2017 15:13
    Paulo Kogos não curtiu este texto...
  • John  04/10/2017 20:51
    Quem teria o poder de proibir o cidadão de ter a bomba atômica? Sob qual autoridade alguém poderia proibir o cidadão de apenas "ter" a bomba?
  • Kevin  04/10/2017 21:09
    Já perguntado e respondido. Em primeiro lugar, a associação de vizinhos. Em segundo lugar, os outros moradores da cidade, todos devidamente armados.

    Em terceiro lugar, e o mais importante de tudo: não haveria bomba atômica. Bomba atômica foi uma construção do estado. Absolutamente 100% delas foram criadas sob financiamento estatal. Nenhuma empresa privada criaria tais armas sob ordens de cidadãos privados, pois não haveria fundos para isso. E nem muito menos mercado.

    Apenas o estado, que utiliza recursos de impostos, pode bancar a confecção destas armas.
  • John  05/10/2017 17:41
    hum.... tem razão sobre a possível inexistência da bomba. Mas esta completamente errado com relação ao seguinte "a associação de vizinhos... os outros moradores da cidade, todos devidamente armados."

    Não interessa o número de pessoas que estejam reunidas. Elas NUNCA teriam autoridade sobre a liberdade de um terceiro. Até parece que não estamos falando de libertarianismo. Isso é socialismo puro (travestido de democracia). "A maioria das pessoas, a vizinhança"... tudo a mesma porcaria. O Estado é exatamente isso, uma reunião de pessoas que acham que tem alguma autoridade sobre o indivíduo.

    Não vejo qualquer autoridade de quem quer que seja para proibir o cara de ter a bomba atômica. Qualquer defesa disso é defesa da existência de um Estado. Não adianta negar a palavra, o significado é o mesmo.
  • Gustavo  05/10/2017 18:21
    Entendi... Quer dizer então que se um grupo de pessoas se une para impedir um assalto, essas pessoas estariam agindo como o estado e, consequentemente, impedindo a liberdade do assaltante. Legal seu raciocínio.

    Igualmente, se um grupo de vizinhos forma um batalhão para policiar as ruas da vizinhança (voluntariamente) e assim impedir assaltos, estupros e agressões, então essas pessoas estariam agindo como o estado, impedindo a liberdade de meliantes de fazer o que quiserem. Legal seu raciocínio.

    Por essa lógica brilhante, então eu, que sou defensor desses arranjos voluntários, sou o maior estatista deste planeta.
  • Breno  05/10/2017 18:30
    É natural essa confusão feita pelo John, principalmente por quem acabou de descobrir as idéias da liberdade.

    Prezado John, deixa eu tentar explicar: uma sociedade libertária, sem estado, está longe de ser uma sociedade sem leis. Muito pelo contrário: as leis existem, são consuetudinárias e previamente determinadas.

    Portanto, se uma vizinhança libertária se juntar e estipular uma lei do tipo "nenhuma bomba nuclear será permitida nesta propriedade" (bairros são propriedade privada de seus moradores), fim de papo. A pessoa que, ciente desta lei, ainda assim desrespeitá-la, será punida de acordo (a punição para este tipo de crime já estará previamente estipulada).

    E, ao contrário de como é hoje, não há como o criminoso se associar ao estado para permanecer impune.

    É claro que podemos passar horas debatendo os detalhes e as minúcias deste arranjo, mas você dizer que ele tem as mesmas características do estado como ele existe hoje (com sua coerção, arbitrariedade e privilégios aos mais bem conectados politicamente) denota grande desconhecimento de sua parte. Isso não é errado, óbvio, mas não é recomendável sair tecendo comentários sobre algo que você claramente não domina (e nem sequer se deu ao trabalho de tentar entender).
  • anônimo  05/10/2017 18:35
    John, se um clube privado resolver multar ou expulsar um cotista cujo comportamento não esteja de acordo com as regras pré-estabelecidas do lugar, esse clube estará "agindo como o estado"? Ele estará "atentando contra a liberdade do indivíduo"?

    Se sim, então, por definição, eu posso entrar na sua casa, fazer o que quiser, e você não poderá fazer absolutamente nada contra mim. Caso contrário, você estará "agindo como o estado" e "atentando contra minhas liberdades individuais".
  • John  05/10/2017 20:58
    Gustavo: raciocínio tosco o seu, pois você esta falando obre um crime (assalto), e propriedade (de uma bomba) considerando a questão desarmamentista proposta pelo autor, não seria crime (crime de propriedade, que ideia libertária é essa?). Depois a "lógica brilhante" é minha?

    Breno: Você sim tem certa razão. Seu argumento faz muito sentido. O único ponto é que eu não disse "que ele tem as mesmas características do estado como ele existe hoje". O Estado do brasileiro é diferente do americano, do chinês, do coreano... enfim, mas não deixa de ser Estado. Não sei de onde você tirou que sou "novo" no libertarianismo. Eu deveria pensar como os leitores do site Mises para ser considerado antigão? No mais, faz bastante sentido o que você disse.

    Anônimo: Não é coerente você comparar um clube privado, que é um lugar onde as pessoas se associam por livre vontade, ciente que devem se submeter às suas regras, com a liberdade individual de propriedade justa de cada um. Vocês estão criminalizando a propriedade, não vejo como isso possa ser defendido por libertários. O crime seria usar a "bomba", e não ter uma.
  • anônimo  05/10/2017 21:20
    "Não é coerente você comparar um clube privado, que é um lugar onde as pessoas se associam por livre vontade, ciente que devem se submeter às suas regras, com a liberdade individual de propriedade justa de cada um."

    Errado. Em uma sociedade libertária, bairros seriam propriedade privada, e funcionariam exatamente como clubes. Só entra e só permanece ali quem se submete às regras. Não há absolutamente nenhuma diferença.

    "Vocês estão criminalizando a propriedade"

    Errado. Tanto o bairro quanto o clube estão determinando, por meio de regras consensuais e previamente acordadas, o que pode e o que não pode entrar ali. Se um bairro privado determina previamente que bombas nucleares não podem entrar ali, então é fim de papo.

    Aliás, substitua "bombas nucleares" por "fuzis" ou mesmo "fuscas" e tudo continua igual.

    De novo: trata-se de propriedade privada e suas regras. Só entra ali quem se adéqua.

    "não vejo como isso possa ser defendido por libertários."

    O quê? Propriedade privada impondo regras? Ué, eu é que não vejo como libertários podem ser contra isso.

    Na prática, você está dizendo que é a minha propriedade que deve se adequar ao comportamento de intrusos, e não o contrário.

    "O crime seria usar a "bomba", e não ter uma"

    O que é e o que não é 'crime' é totalmente secundário. O que impera é a regra pré-estabelecida da propriedade privada.

    Você andar pelado na sua casa não é crime; no entanto, se você andar nu na minha casa pode ter a certeza de que você será retirado dela, nem que seja à força.
  • John  05/10/2017 21:37
    Prezado anônimo (moderador), você acabou de definir Estado (novamente). A única diferença é que reduziu o tamanho dele. Uma união de pessoas que escolhem como todos vão se comportar, criam regras, etc. Daqui a pouco irão estipular imposto para poder dar continuidade às suas vontades, etc... isso é Estado meu caro. Explique para minha cabeça de peixe qual a diferença disso que você defende para Estado, por favor. Não consigo acompanhar seu raciocínio. Um bairro onde as pessoas se unem para determinar tudo, criar regras, punem os outros, é Estado meu caro. Cedo ou tarde alguém não vai concordar sobre como as coisas andam, não vai concordar com as regras criadas, com suas liberdades cerceadas, e vão chamar ele de anarquista. Simples assim.
  • anônimo  05/10/2017 22:05
    "Uma união de pessoas que escolhem como todos vão se comportar, criam regras, etc."

    Ninguém está impondo como as pessoas vão se comportar. Estão apenas ditando o que pode ocorrer dentro de uma propriedade privada específica.

    Na minha casa, quem dita as regras sou eu. No meu restaurante, idem. Quem não quiser se submeter a essas regras, é totalmente livre para não entrar ali e ir para outra propriedade, sem qualquer represália de minha parte. Não irei perseguir ninguém (ao contrário do que faz o estado).

    Agora, se, para você, esta é a definição de estado, que seja então. Nada posso fazer quanto a isso.

    "Daqui a pouco irão estipular imposto para poder dar continuidade às suas vontades, etc"

    Viu só? Quando disseram que você falava de algo sem saber, você estrilou. Mas, de novo, acabou de mostrar que é exatamente isso o que está fazendo.

    Clubes estipulam regras e mensalidades. Se você não quiser seguir essas regras ou pagar mensalidade, você não se associa. E ponto final. O clube não irá perseguir você e nem mandar você para a cadeia caso não queira se associar a ele. Você é totalmente livre para ser independente daquele clube.

    Já o estado estipula impostos e regulamentações gerais (criadas por políticos segundo a conveniência deles), dos quais você não pode escapar. Você simplesmente não tem a opção de não se associar ao estado e de viver independente de suas regulamentações (vide o que houve agora na Catalunha). Sua associação ao estado é compulsória, assim como sua obediência às regulamentações criadas por ele, mesmo não querendo viver sob ele. E se você não pagar impostos -- mesmo tendo deixado claro que não quer se associar ao estado -- vai para a cadeia. E se resistir à prisão será morto.

    Estado e clubes privados. Iguaizinhos, né?

    "Explique para minha cabeça de peixe qual a diferença disso que você defende para Estado, por favor."

    Cabeça de peixe? Tem certeza que é de peixe?

    "Não consigo acompanhar seu raciocínio."

    Acho que não era exatamente de peixe.

    "Um bairro onde as pessoas se unem para determinar tudo, criar regras, punem os outros, é Estado meu caro."

    Na minha casa eu determino quem entra e como essa pessoa se comporta. Você desconsidera isso, entra na minha casa e sai andando pelado. Ato contínuo, eu lhe expulso dela.

    Por outro lado, se você não concordar com as regras da minha casa, basta você não entrar nele. Aí absolutamente nada irá lhe acontecer.

    Eu sou o estado?

    "Cedo ou tarde alguém não vai concordar sobre como as coisas andam, não vai concordar com as regras criadas, com suas liberdades cerceadas, e vão chamar ele de anarquista. Simples assim."

    O que algumas pessoas irão fazer "cedo ou tarde", segundo seu achismo, não é argumento para nada. Nem contra e nem a favor.


    P.S.: não sou o moderador, infelizmente. Se fosse, isso aqui teria regras mais rígidas e seria realmente uma propriedade privada. Arruaceiros, por exemplo, jamais se expressariam.
  • John  06/10/2017 15:08
    Vou começar pelo final criatura: "Arruaceiros, por exemplo, jamais se expressariam." Puxa, eu nem deveria me dar ao trabalho de responder isso, senhor ditador.

    De resto, vc esta fazendo uma enorme confusão com definições de várias palavras, e como sua premissa esta completamente errada, não consegue usar sequer um exemplo forte. Vem me dizer que se eu estou em minha casa, minha propriedade justa, não posso ter uma bomba pq a associação de vizinhos não quer. E eu devo cair fora por isso? Credo, que dó de você, que se diz libertário.
    Realmente, se eu quiser ou nao me associar ao clube, ninguem tem nada a ver com isso, mas o clube não pode interferir em minha liberdade se eu não me associar. Se eu aceitar, certamente devo seguir suas regras. Mas você argumenta como se a associação de moradores fosse obrigatória. Se eu quero ter minha bomba, me lixei para a associação. Não venha me dizer que eles tem autoridade para me tirar da minha casa, pq não tem. Comparar a livre associação ao clube com minha casa, minha terra, minha propriedade, vc só pode estar maluco, ou usando algum ácido. Você realmente acredita que haveria uma associação de vizinhos cujas vontades representem 100% dos moradores? Nem em condomínio isso acontece. Nem na tua própria casa. Então, aqueles que não concordam com a maioria deveria se retirar? Você manda sua família cair fora se não concordam com algo na sua casa? Ao invés das pessoas se respeitarem elas devem impor suas vontades? Você esta muito doido se acha que isso é libertarianismo, meu caro ditador.

    As vezes sou obrigado a ouvir dos estadistas que os libertários são sonhadores, que é uma utopia... e quando vejo argumentos como os seus eu percebo como eles chegam a estas conclusões. Faz o seguinte então, reseta o mundo, quem sabe funcione.

    Por fim, arruaceiro só pode ser você, que vem cuspindo besteira, e quer pagar de machão dono da verdade. Daqui a pouco vai dizer que se quiser pode bater em quem não concorda com você. Você é ditador meu caro, e um estadista, só não percebeu isso ainda.

    Parei por aqui, estou emburrecendo com sua iluminada sabedoria. Prefiro ler as besteiras do Capital Imoral, pelo menos me fazem rir.
  • Lucas  05/10/2017 01:06
    Achei muito interessante o artigo, porém ainda fico com aquela leve desconfiança em relação a armamento muito pesado, como tanques, bazucas, caças, etc. Sim, é aquele velho pensamento popular do "e se". E se alguém com esse tipo de armamento resolvesse, por qualquer motivo, atacar o país? Quem lidaria com ele? No caso do libertarianismo minarquista seria o Estado, certo. Mas no caso de uma completa anarquia, como faria? Isso sem levar em conta que, mesmo com um Estado, até ele agir muitas vidas poderiam ser perdidas. Espero uma resposta completa e educada. Grato
  • pensador  05/10/2017 12:37
    Na minha visão o artigo é utópico e me considero um liberal clássico (porém meu ponto de vista sobre armas é um pouco diferente). Sou totalmente a favor da tal "make my day law", também que o cidadão possa portar armas em casa, em um carro também... Ainda acho o assunto muito complicado em relação a compra livre de armas - tenho muitas interrogações na cabeça. Vi em alguns comentários ali em cima e pesquisei sobre, achei algo interessante sobre a Suiça... www.armaria.com.br/suicos.htm

    Um dos pontos que traz essas interrogações, é a natureza humana. Essa mesmo que deve trazer todas as liberdades econômicas, exceto das armas. Como liberal clássico penso que um dos deveres do Estado é a segurança. Várias incógnitas por ai.
  • Antonio Carlos  06/11/2017 23:38
    Você trouxe interessantes questões e eu devolvo com outras: Como a população pobre e marginalizada se comportaria tendo armas em mãos?
    Antes de mais liberdade, não deveríamos cultivar a solidariedade social para fazer de cada ser humano um autêntico e interessado defensor da paz social?
    Até que ponto a minimização do Estado e a maximização das liberdades econômicas individuais podem agravar a desigualdade social?
    Lembrar que a Suíça é um país de baixíssima desigualdade social.
  • Paulo Henrique  05/10/2017 21:41
    Acontece que o que torna um objeto uma arma é o uso que se da a ela, e não o objeto em si. Um faca serve como instrumento para se alimentar, mas também serve como arma. Só seria possível proibir uma bomba atômica com base nesse texto caso houvesse uso como arma. Simplesmente não é possível proibir a construção de uma, mesmo que fosse para deixa-la parada ou usar para algo cientifico em algum lugar que não gere externalidade.

    Detonar uma bomba atômica gera externalidades fora do alvo. O problema é o nível de externalidade aceitável em uma teoria ética libertária. No fim, muitas coisas dependem do nível máximo para ser considerada agressão. Até mesmo a luz , o som, e outros fenômenos físicos, em certa intensidade, é uma agressão, e também geram externalidades.

    Música elevada a noite, é uma externalidade sonora, mas esta agredindo a quem? Incomodo é agressão? As ondas sonoras estão entrando na sua casa, isso é invasão de propriedade? É inviável imaginar uma sociedade onde as pessoas ficariam cuidando para nenhuma onda sonora invadir a propriedade do outro, logo, é um nível que deve ser considerado invasão.

    E se algumas pessoas permitirem som elevado e outras não? As que permitiram terão que ficar sem o som elevado para não incomodar as que não permitiram? Mais uma vez, incomodo sonoro é agressão?

    Se som elevado é uma externalidade, por que, então, não aplicar o mesmo princípio para uma rua barulhenta ao lado da casa da pessoa? Ou de um Aeroporto que foi construído perto de moradias? Em um a sociedade que leve o principio da propriedade privada ao extremo, aeroportos teriam que ficar longe das cidades e moradias? O som incomodo é invasão de propriedade?

    Me parece moralmente aceitável que exista uma lei do silêncio a noite, coercitivamente imposta a toda a cidade, para que as pessoas possam dormir em determinado horário. E eu não vejo como tal lei surgiria em uma sociedade baseada em PNA!

    É preciso leis positivas para isso! As pessoas que vivem na cidade teriam que aceitar uma regra geral naquela cidade. Mas, se elas não quiserem aceitar a regra, e ainda assim, tiverem uma propriedade privada ali? Na lógica que não devemos forçar as pessoas a seguir uma legislação, ela poderia ficar fazendo barulho ali a noite?



  • Renzo  07/10/2017 00:25
    Paulo Henrique, em relação ao cigarro, que também gera incômodo a terceiros, em Nova York é permitido a um condomínio não aceitar moradores fumantes. Aqui no Brasil isso é proibido, tendo em vista a legislação antiquada.
    O chamado direito de vizinhança aqui não vale nada. Outro dia vi uma reportagem em que a justiça demorou anos para obrigar a uma mulher a retirar dezenas de gatos dentro de seu apartamento, pois isso gerava muito incômodo aos demais moradores.
    Acho que quem não se importa em incomodar os vizinhos tem que buscar um local isolado. Infelizmente aqui no Brasil os incomodados é que se retiram. Uma vez vi no jornal que 30% das vendas/compras de apartamentos em BH são devidas aos problemas com vizinhos.
  • Lucas  07/10/2017 12:28
    "Um bairro onde as pessoas se unem para determinar tudo, criar regras, punem os outros, é Estado meu caro. Cedo ou tarde alguém não vai concordar sobre como as coisas andam, não vai concordar com as regras criadas, com suas liberdades cerceadas, e vão chamar ele de anarquista. Simples assim."

    Perfeito

    Os cara conseguem confundir clube com bairro...


    "Você realmente acredita que haveria uma associação de vizinhos cujas vontades representem 100% dos moradores? Nem em condomínio isso acontece"

    Excelente questionamento

    O que a vizinhança vai fazer se o cara quiser ter um míssil ? Expulsá-lo da propriedade legítima ?

    Só é válida uma decisão em grupo se:
    -O sujeito chegou depois
    -Há unanimidade quando já estão estabelecidos os moradores
  • Marques  07/10/2017 13:26
    "Um bairro onde as pessoas se unem para determinar tudo, criar regras, punem os outros, é Estado meu caro."

    Então, pela sua lógica, um condomínio é um estado. Um clube é um estado. Uma família dentro de uma casa é um estado.

    Com efeito, qualquer propriedade privada dentro da qual haja regras é um estado.

    De resto, desconheço alguém que queira viver em um arranjo sem regras. Isso, sim, seria a definição pejorativa de anarquismo.

    "Cedo ou tarde alguém não vai concordar sobre como as coisas andam, não vai concordar com as regras criadas, com suas liberdades cerceadas, e vão chamar ele de anarquista. Simples assim."

    Isso já foi bem abordado acima. Como uma pessoa irá se comportar "cedo ou tarde" não é tese nem contra nem a favor de nada.

    "Os cara conseguem confundir clube com bairro..."

    Já vocês dois querem viver em um arranjo de libertinagem, no qual qualquer um pode fazer absolutamente o que quiser, inclusive matar terceiros.

    "Você realmente acredita que haveria uma associação de vizinhos cujas vontades representem 100% dos moradores? Nem em condomínio isso acontece"

    Deixa eu tentar desenhar: o bairro está ali e existe antes de você. As regras dele já são predeterminadas. Se você discorda delas, você simplesmente não vai morar ali. Ao não ir morar ali, você está completamente livre para não se submeter às regras ali estipuladas, e não será perseguido por absolutamente ninguém.

    Isso é estado?

    Existem regras estipuladas pelo Club Athletico Paulistano. E eu não sou sócio. Pela sua lógica, o Club é um estado que me agride.

    Aliás, o Club proíbe a entrada de alguém portando armas. Isso faz dele um estado? no que exatamente isso me afeta dado que eu não sou sócio e não o freqüento? Gostaria muito de saber...

    "O que a vizinhança vai fazer se o cara quiser ter um míssil ? Expulsá-lo da propriedade legítima ?"

    Se a regra é anterior a ele, então ele tem de se submeter a ela. Se ele não concorda com essa regra, então ele tem de ir morar em outro bairro que permita. A propriedade dele não foi agredida em nada. Nada lhe foi confiscado. Ele simplesmente quer ter uma bomba nuclear, o que vai contra as regras pré-estabelecidas daquele bairro específico. Bairro e regras já existiam antes desse indivíduo. Para ter sua bomba nuclear, ele te de ir morar em outro bairro.

    Mesmo porque, para transportar a bomba até sua casa, ele passará por ruas privadas. Se os proprietários dessas ruas privadas não permitirem o transporte da bomba, então fim de papo. Já vocês não apenas querem que uma regra pré-estabelecida seja desrespeitada, como ainda querem usar ruas privadas para transportar algo cujos proprietários dessas ruas não permitem.

    É serio que isso é realmente tão difícil de entender?

    Eu mesmo nem sou anarcocapitalista - por questões práticas (principalmente no que tange à justiça) -, mas neste quesito que vocês estão levantando não há furo nenhum. Com efeito, ele já existe hoje em todo e qualquer condomínio privado.

    "Só é válida uma decisão em grupo se: -O sujeito chegou depois; -Há unanimidade quando já estão estabelecidos os moradores"

    Ufa! Pelo menos esse básico você entendeu. E é exatamente isso o que vocês dois querem perverter: um sujeito que chegou depois quer anular todas as regras vigentes. E, ao não conseguir, sai dizendo que o arranjo é idêntico ao de um estado totalitário...
  • Rafael Nascimento  07/10/2017 14:53
    Os artigos publicados neste site são brilhantes!
  • Lucas  11/10/2017 02:42
    "para transportar a bomba até sua casa, ele passará por ruas privadas"

    Ele pode ir de helicóptero

    "um sujeito que chegou depois quer anular todas as regras vigentes"

    Não são todos os casos (pouquíssimos, na verdade), em que o sujeito é imigrante no bairro. Teus comentários a princípio sugerem que o bairro tem poderes neste caso, o que seria uma imposição

    Aliás, jamais o bairro possui direitos sobre uma propriedade legalmente adquirida, chegando o homem ali quando for. As leis do bairro não estão acima das leis individuais. Apenas as jusnaturais estão

  • Fascistinha  17/10/2017 23:15
    Eu tenho uma pergunta séria: vamos supor que a minha cidade adira a esse "libertarismo", que considera o imposto como sendo roubo. Beleza, a manutenção das estradas, hospitais, escolas é feita a partir do Estado. Se nós tirarmos o Estado dessas funções, outro órgão terá que se incumbir de fazê-las. Esse órgão para funcionar terá que ter dinheiro, que terá que vir de algum lugar (que vai ser do povo que quer esse órgão e que vai ser beneficiado por ele pelas construções e manutenções que ele fizer). Todo mundo da minha cidade utiliza as estradas, que estão nela. 90 por cento da cidade quer o órgão A para realizar a manutenção das estradas e 10 por cento não quer que seja feita a manutenção agora, pois n querem gastar dinheiro. A manutenção delas provavelmente será feito pelo dinheiro de somente esses 90 por cento enquanto esses 10 por cento, que n pagou coisa alguma, será beneficiado. Cada um desses 90 por cento pensará o seguinte: "se eu não pago, alguém vai pagar por mim, já que a estrada é usada por todos e todos precisam dela para se deslocar." - Excelente! Certinho, o problema é que se ninguém pagar a manutenção da estrada, ela ficará inacessível! Só que lógico que as pessoas perceberão isso e logo irão começar as sanções àqueles que não contribuirem, que poderão ser desde tacar fogo em sua casa até sequestrar seus parentes, pois a força militar estará extinta por falta de o quê? CONTRIBUIÇÃO!!! Detalhe: "A nossa força militar será extinta no Libertarianismo pelo mesmo motivo da estrada, que seria achar que alguém vai arcar com o pagamento disso e, como não há sanções, não há problema deixar de pagar ou atrasar isso." Essa história é longa e acaba com muitas mortes, pois aqueles que pagam vão usar o terror para obrigar aqueles que não pagam. O final feliz dela é a volta do Estado, KKKKKK, QUE IRÔNICO!?
  • Alemão  28/10/2017 20:27
    Se o edito do site permitir, compartilho um post do meu blog sobre o assunto desarmamento:

    https://alemaoliber.wordpress.com/2017/10/28/estatuto-do-desarmamento-nao-impede-arsenais-ilegais-com-armamento-de-guerra/


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