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Uma teoria geral (e libertária) sobre controle de armas

Qualquer pessoa racional consegue perceber que um químico está, em termos éticos, constantemente andando sobre um terreno minado.  Os fornos nazistas, por exemplo, possuíam atributos e propriedades criados pelos membros dessa profissão, direta ou indiretamente.

Também não se pode negar que os biólogos frequentemente têm de lidar com dilemas morais: clonagem genética e guerra biológica são exemplos que rapidamente vêm à mente.

O mesmo também vale para médicos (o Dr. Mengele e o Dr. Kevorkian são exemplos notórios), veterinários (maus-tratos aos animais) e físicos (bomba de hidrogênio e bomba atômica).

Mas o que dizer dos geógrafos?  Estariam eles protegidos desse tipo de risco?  Nem um pouco.  Eles também, junto com todos os outros acima mencionados, estão expostos às consequências nefastas de eventuais equívocos éticos cometidos por causa de suas habilidades profissionais.  Por exemplo, o Sistema de Informação Geográfica, que é oriundo deste ramo do conhecimento, é de extrema importância para a condução de guerras.  Certamente, os cientistas espaciais que ajudaram a desenvolver esse sistema agiram de uma maneira intimamente revestida de preocupações éticas, ainda que as consequências ruins pudessem ter sido previstas.  Dois milênios atrás, Estrabão disse que: "A geografia como um todo tem influência direta sobre as atividades dos generais."

Mas por que a menção aos geógrafos em um artigo sobre controle de armas?  Porque qualquer análise sensata sobre controle de armas estaria incompleta se desconsiderasse, além das questões políticas, também as questões espaciais, ambientais e geográficas.  Como será demonstrado neste artigo, questões que envolvem localidade, espaço, ambiente e geografia possuem um efeito crucial sobre as conclusões obtidas. 

Com efeito, dadas as premissas políticas e econômicas do libertarianismo — filosofia sobre a qual será construído o argumento —, não há questão que seja mais crucial do que a geográfica.

Libertarianismo

O libertarianismo é a filosofia política que seria adorada pelo Occam da Navalha de Occam.  O libertarianismo simplesmente diz que o único ato proibido é o uso — ou a ameaça do uso — da força contra uma pessoa ou contra sua propriedade legitimamente adquirida.  A propriedade só pode ser obtida, primeiro, por meio da apropriação original de algo até então sem dono, e, segundo, por meio de qualquer ato não-agressivo, como transação voluntária ou doação.  Todo o resto é apenas elaboração, explicação, implicação, esclarecimento ou justificativa.

Qual é a posição libertária sobre o controle de armas?  À primeira vista, essa filosofia não é compatível com qualquer tipo de legislação sobre controle de armas, dado que a mera propriedade e porte de um fuzil ou revólver, por si só, não constituiu nenhuma agressão ou violência contra terceiros. 

Tampouco a propriedade ou posse de uma arma configura uma ameaça, pois certamente somos capazes de distinguir entre uma pessoa que sai brandindo uma arma pelas ruas de maneira belicosa e outra que mantém sua arma dentro de uma gaveta em sua casa ou no porta-luvas do seu carro, ou mesmo que anda pacificamente pelas ruas carregando um revólver seguramente guardado em um coldre axilar ou na cintura.  De todos esses atos, apenas o primeiro viola o princípio da não-agressão.  Os outros, não.

Sim, há um potencial perigo na posse e no uso de armas, mas se formos proibir todas as ocorrências baseando-nos em riscos teríamos também de banir carros, facas, tesouras, abridores de cartas e garrafas, braços (para boxeadores), pernas (para lutadores de caratê) etc.

E aí vem a objeção irônica: se a posse ou o porte de uma pistola não representa nenhuma violação de direitos per se, então o mesmo vale para um fuzil, uma metralhadora, uma bazuca, um canhão, um tanque, um navio de guerra, um caça e, por que não, uma bomba nuclear.

A resposta libertária para isso se baseia na questão de se é possível utilizar essas armas de maneira puramente defensiva; se sim, então não pode haver objeções a elas per se

Considere uma bazuca, por exemplo.  É possível fazer com que todo o poder dessa arma seja estritamente confinado àqueles para quem ela está apontada?  Sim.  Consequentemente, ela pode ser utilizada puramente para propósitos de legítima defesa, e sua posse não configura uma violação ipso facto do código libertário.

Por outro lado, se os danos físicos gerados por um determinado armamento não podem ser estritamente limitados aos seus alvos específicos, de modo que os estragos irão necessariamente se expandir sobre terceiros inocentes, então tal armamento não pode ser incluído na categoria de armamentos defensivos.

Quando abordado dessa maneira, torna-se claro que todas as armas acima mencionadas, com a exceção dos aparatos termonucleares, de fato permitem uma mira exata, o que significa que seu poder destrutivo pode ser estritamente confinado sobre os "bandidos".  Consequentemente, seria lícito ser proprietário de todas elas, exceto da bomba nuclear.

(Poder-se-ia levantar uma objeção relacionada à acurácia da mira de cada uma dessas armas.  Obviamente, absolutamente nenhuma arma — nem pistolas, nem porretes, nem facas, e nem mesmo unhas — vem com garantia de acurácia perfeita.  Erros podem acontecer com todas elas.  Mas seria precipitado concluir que, pelo fato de todas elas serem imperfeitas, nenhuma pode ser utilizada defensivamente.  O critério que vale é: se for possível utilizar corretamente a mira de uma arma, e se for possível confinar os impactos negativos exclusivamente sobre os malfeitores, então não pode haver objeção ao seu uso.  Caso contrário, além das facas e das tesouras, carros e aviões também teriam de ser proibidos, pois seus desastres afetam terceiros inocentes).

No entanto, ainda há espaço para alguns cenários mais exóticos.  O que responder, por exemplo, ao crítico que oferece o cenário de uma arma nuclear guardada no porão da casa de alguém, que mora no meio de uma grande cidade, e que quer apenas ter uma arma nuclear para apreciá-la? 

A resposta se mantém: é impossível detonar uma bomba nuclear sem violar os direitos de pelo menos um terceiro inocente.  Mais ainda: a única maneira como uma bomba nuclear pode ser usada de maneira defensiva é em atividades espaciais, fora do planeta terra.  Sendo assim, o indivíduo que quer ter uma arma nuclear terá de ter à sua disposição os meios para lançá-la a um planeta inimigo ou a um meteoro que está se aproximando ameacadoramente da terra.  Mas dado que equipamentos desse tipo custam bilhões de dólares, apenas tal consideração já é suficiente para excluir o espectro de um aparato nuclear no porão da casa de um indivíduo.

Vale reiterar.  O libertarianismo se opõe à proibição da posse e do porte de armas comuns uma vez que tal ato, por si só, não viola nenhuma premissa básica do princípio da não-agressão.  E, quando analisamos apenas as questões terrenas — ignorando as extra-terrenas —, essa filosofia defende a proibição de armas nucleares.  Dado que não é possível confinar seu poder de destruição exclusivamente ao alvo, então armas nucleares necessariamente violam o axioma libertário da não-agressão.  No entanto, quando incorporamos todo o universo em nossa análise, bem como temas de típicos de ficção científica (invasões alienígenas e chuva de meteoros), então armas nucleares não podem ser banidas, pois passa a existir um propósito defensivo para elas.

Proporcionalidade

Essas considerações fazem surgir aquilo que pode ser chamado de tese geográfica, espacial ou de proporcionalidade.  Há uma relação inversa entre, de um lado, densidade populacional e, do outro, o poder de uma arma.  Essa relação vai determinar qual tipo de arma pode ser considerada legítima sob uma legislação libertária.

Quando se toma como base todo o universo, a densidade populacional é extremamente pequena, o que significa que, neste contexto, armamentos de destruição em massa se tornam legítimos.  Já quando se toma como base apenas o Planeta Terra, a densidade populacional se torna relativamente maior; consequentemente, armas menores ainda seriam permitidas, mas não bombas atômicas ou aparatos piores. 

O segredo para a legitimidade em ambos os casos é a capacidade de mirar com acurácia ou de limitar o poder destrutivo.  Tudo o mais constante, quanto menor a densidade populacional, mais fácil é fazer isso.  Daí a tese da proporcionalidade.

Talvez esse ponto possa ser mais bem entendido se utilizarmos uma série de exemplos em que há uma densidade populacional decrescente

Quando se toma como base todo o universo, um indivíduo pode ser o proprietário de quantas bombas de hidrogênio ele quiser, uma vez que, dentro deste contexto espacial, é certamente possível utilizar todo e qualquer tipo de arma de maneira puramente defensiva.  Suponha que Júpiter fosse habitado por apenas 1.000 pessoas, todas elas uniformemente distribuídas ao longo do planeta.  Nesse contexto, seria razoável que cada um desses indivíduos pudesse ter uma bomba atômica, e mantê-la guardada em seu porão.  Dada a ínfima densidade populacional envolvida, o poder explosivo desse aparato nuclear, inclusive suas partículas radioativas, poderia facilmente ser confinado ao inimigo, ou ao próprio dono do território, desta maneira não impondo nenhum efeito negativo a terceiros inocentes.  Dado que, neste contexto, um uso estritamente defensivo seria possível, não haveria necessariamente nenhuma violação do postulado libertário.

O próximo nível de análise, agora com uma densidade populacional um pouco menor, seria em determinadas localidades do Planeta Terra, como o deserto do Saara ou a Antártida.  Talvez não haja uma justificativa libertária para que um indivíduo possa ter uma bomba nuclear mesmo em áreas relativamente vazias como essa, pois sua detonação afetaria pelos menos algumas pessoas inocentes.  No entanto, em tais áreas desertas, um indivíduo poderia perfeitamente ser o proprietário de, por exemplo, uma grande quantidade de TNT.  Mas não em locais mais povoados do que esse.

A tese da proporcionalidade pode ser ilustrada pelo uso de um gráfico, como veremos mais abaixo.  O eixo Y descreve o poder de cada arma, com a bomba de hidrogênio na extremidade superior e as unhas da mão na extremidade inferiores.  Já o eixo X descreve a densidade populacional, com o espaço sideral sendo o local menos povoado e as cidades, o mais intensamente habitado. 

A relação entre os dois eixos pode ser ilustrada por uma curva descendente, o que indica que, quanto mais povoada for uma localidade, menos poderosa pode ser a arma permitida por meio desse critério libertário.

fig.1.png

No eixo Y, o poder de cada arma.  (De cima para baixo: bomba de hidrogênio, bomba atômica, maior quantidade de TNT, menor quantidade de TNT, tanque, bazuca, metralhadora, fuzil, pistola, faca, unha.)

No eixo X, a densidade populacional.  (Da esquerda para a direita: espaço sideral, júpiter, deserto, meio rural, meio urbano, cabine telefônica lotada.)

 

Na extremidade direita do eixo X, há o cenário de uma "cabine telefônica lotada".  Qual seria uma política apropriada de controle de armas nesse cenário extremamente malthusiano?  Novamente, a tese da proporcionalidade tem de ser o árbitro.  E, contrariamente ao que seria de se supor, uma teoria libertária levaria à proibição de armas de fogo, e por um motivo muito simples: seria virtualmente impossível utilizar uma arma de fogo em uma "cabine telefônica lotada" sem afetar terceiros inocentes (eles poderiam, na melhor das hipóteses, sofrer problemas auditivos em decorrência dos disparos).

Sempre que o poder de uma arma puder ser confinado aos malfeitores, isto é, sempre que seu propósito puder ser limitado à defesa contra uma agressão, tal arma por si só não é invasiva e, consequentemente, deve ser legitimada.  No entanto, em um hipotético mundo hiper-povoado, nem mesmo uma pistola — e talvez nem mesmo um faca — poderia ser utilizada sem impactar pessoas inocentes.  Nesse cenário, e apenas nesse cenário, seria legítima uma proibição de armas de fogo, exatamente como hoje proibimos a posse de bombas nucleares em cidades.

Esse método de analisar as situações leva a conclusões que aparentemente contradizem a teoria libertária apenas para os dois extremos do espectro da densidade populacional.  Na extremidade inferior da densidade populacional, que é o espaço sideral, é permitida a posse de aparatos termonucleares.  E, na extremidade superior da densidade populacional — que seria um mundo tão excessivamente povoado que se assemelharia a uma "cabine telefônica lotada" —, seria proibido o uso de armas de fogo e até mesmo de facas. 

Objeções

Para terminar, algumas possíveis objeções. 

Se é proibido um indivíduo ter uma bomba nuclear em casa mesmo que seja para o mero propósito de estética e contemplação, por que então não deveria ser proibida a existência de uma usina nuclear?  Afinal, quando há um acidente em uma usina nuclear, seus estragos são impossíveis de serem confinados. Logo, pela lógica, os libertários deveriam ser a favor da proibição de usinas nucleares.  Mas não são.  Qual é a diferença?

A diferença é que, no primeiro cenário, o aparato nuclear é uma arma, e no segundo cenário, não é.  Ele é apenas uma ferramenta.  No primeiro cenário, caso a arma seja utilizada, é impossível conter os danos apenas ao proprietário da bomba e ao bandido.  Se fossemos proibir todos os equipamentos e ferramentas cujos poderes, sob o pior cenário possível, não podem ser confinados apenas às pessoas que os utilizam, então teríamos de proibir todos os aviões, todos os ônibus, todos os trens e todos os laboratórios que fazem experimentos com vírus letais.  Aliás, teríamos de proibir até mesmo estádios de futebol e de beisebol que não fossem totalmente cobertos (uma bola chutada ou rebatida com força pode sair do estádio e quebrar uma janela). 

A diferença entre todos esses cenários e a bomba atômica do contemplador é que esta última é uma arma.  Já nos outros cenários temos apenas uma ferramenta.  E, se bomba for utilizada como arma, é impossível confinar os malefícios apenas ao seu proprietário e ao bandido.

Ainda assim, há espaço para uma nova crítica: e se o contemplador quiser realmente ter a bomba atômica apenas para efeitos meramente estéticos, jurando que não irá utilizá-la sob nenhuma circunstância?  Não seria uma violação de seus direitos de propriedade proibi-lo de ter um objeto estético para fins de mera contemplação?

Não, não seria.  E o ponto é que a avaliação subjetiva da vítima ameaçada, e não do agressor, é que é determinante.  Suponha que o indivíduo A venha correndo em direção ao indivíduo B brandindo uma faca de maneira ameaçadora e gritando "Vou te matar!".  Ato contínuo, B saca uma pistola, atira em A e o mata.  Mais tarde, descobre-se que A era apenas um ator que estava treinando para um papel, e que a faca era um mero objeto cênico feito de borracha.

B pode ser acusado de homicídio?  De maneira nenhuma.  Ao contrário, B não fez nada mais do que exercer seu legítimo direito de autodefesa.  Qualquer indivíduo sensato também chegaria a essa conclusão.  Similarmente, na questão da bomba atômica, se fossemos levar em conta quaisquer considerações subjetivas, não seriam as do contemplador da bomba atômica, mas sim as de seus vizinhos, os quais, presumivelmente, terão uma opinião distinta a respeito do aparato nuclear em mãos deste cidadão.

Mas então, o que dizer de aviões?  De vez em quando, alguns desses aparelhos caem e matam pessoas em terra que nada tinham a ver com a situação e que, ao contrário dos passageiros, nem sequer concordaram em correr o risco de uma viagem aérea.  No caso da vítima do ataque com a faca, não foi o agressor, mas sim a suposta vítima quem pôde determinar a realidade da situação.  Por que então não permitir que as possíveis vítimas de acidentes aéreos determinem se aviões são armas destruidoras (e o são, ao menos da perspectiva de quem morreu em terra)?  Se tal determinação fosse feita, obviamente, seria o fim dessa indústria. 

A resposta, no entanto, é que nenhuma pessoa sensata poderia chegar a essa conclusão.  Sim, aviões de vez em quando caem; no entanto, à exceção daqueles aviões utilizados por pilotos japoneses kamikazes na Segunda Guerra Mundial, aviões não podem de maneira nenhuma ser considerados armas. 

Já uma bomba nuclear localizada na mesma área geográfica de milhões de pessoas inocentes pode, sob qualquer interpretação minimamente razoável, ser entendida como um armamento de destruição em massa, não obstante qualquer protesto em contrário de seu proprietário contemplador.

Conclusão e questões ainda em aberto

De uma perspectiva macro-geográfica, a questão está dada.  Para determinar as mais apropriadas restrições sobre armas é necessário considerar todo o contexto geográfico. 

Quando se toma como base o Planeta Terra, um aparato termonuclear e "apocalíptico", capaz de destruir todo o planeta e todas as pessoas que vivem nele, é por si só homicida.  Seu poder não pode ser confinado exclusivamente aos malfeitores.  Ter uma arma dessas em casa configuraria uma agressão, e poderia corretamente ser proibida.  No entanto, se tomarmos como base toda a vastidão do espaço sideral, que é um domínio geográfico totalmente diferente, no qual os efeitos de uma explosão nuclear podem ser confinados a agressores, então a posse desse aparato deve ser permitida.

No outro extremo, se o cenário for o de um mundo ao excessivamente povoado a ponto de parecer uma "cabine telefônica lotada", até mesmo pistolas teriam de ser banidas, pois, por estipulação, seu poder e seus efeitos não podem ser confinados apenas aos malfeitores. 

Já no nosso mundo real, o porte de pistolas e revólveres poderia ser permitido em todas as cidades.  O porte de fuzis em localidades de menor densidade populacional. O porte de metralhadoras em localidades de ainda menor densidade populacional.  Já o porte de bazucas apenas no meio rural.  O porte de tanques e TNT apenas no deserto.  E o porte de dispositivos termonucleares apenas em outro planeta.

Em sua casa, você pode ter o que quiser, exceto armas nucleares e bombas de hidrogênio.

No entanto, ainda não há conclusões no que tange a determinados aspectos micro-geográficos, pois aí surge um problema de continuum.  Por exemplo, a que distância o nariz de B tem de estar do punho de A para que B possa justificadamente fazer uso de uma contramedida defensiva?  Nesse caso, e de novo, a única solução é recorrer ao contexto e à opinião do "homem sensato". 

Em termos puramente filosóficos, isso pode não ser tão satisfatório quanto uma resposta definitiva seria.  No entanto, dado que o problema advém da natureza contínua da realidade, essa é a melhor resposta que pode ser dada.


2 votos

autor

Walter Block
é membro sênior do Mises Institute e professor de economia na Loyola University, Nova Orleans.


  • Atylla   23/02/2015 14:40
    Equipe IMB, sugiro a elaboração ou indicação de um arquivo que possa ser impresso pelos leitores, dando explicações sobre o IMB, EA, inflação, intervenção estatal.Pretendo distribuir os panfletos no dia 15 de março, deveríamos fazer uma campanha Nacional para Divulgar O IMB nesse dia.
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:40
    Excelente idéia
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:35
    Perfeito...recomendo pra quem mora em São Paulo e for na "marcha" de 9 de julho junto ao movimento de separação de SP fazer o mesmo e distribuir tais panfletos sobre as ideias libertárias e qual a relação delas com a secessão, seria bacana e ajuda bastante na divulgação das ideias !
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:36
    Sempre tive dúvidas na questão do porte de armas nucleares do ponto de vista libertário, esse artigo me esclareceu bastante!
  • anônimo  23/02/2015 16:15
    Muito interessante o artigo Walter, mas gostaria de analisar um cenário diferente e compreender um pouco mais da filosofia libertária.

    O cenário que eu proponho é um País libertário em um continente onde haja um outro País potencialmente hostil que detenha a tecnologia de armas nucleares. Supondo que não haja estado no país totalmente libertário (talvez eu deveria chamar de região, e não de País uma vez que não há estado, mas releve este termo por favor) a defesa do território seria baseada puramente na dissuasão dos adversários frente à uma ferrenha resistência dos cidadãos livres e armados do país libertário.

    Entretanto o artefato nuclear muda a balança, pois os cidadãos do País libertário não possuem nenhum poder de dissuasão contra uma bomba atômica, potencialmente sendo levados a um dilema de submissão versus aniquilação por parte de um governo tirânico agressor e imoral.

    Para responder a este cenário, imagino que algumas empresas de proteção de território provavelmente seriam criadas para atender ao desejo dos cidadãos que estivessem preocupados com uma possível agressão de outras nações hostis, mas com a proibição da posse de artefatos nucleares, não há poder de dissuasão equivalente para evitar possíveis arbitrariedades de Países hostis com governos fortes e imorais. O máximo que as empresas poderiam fazer seria desenvolver escudos anti-misseis para evitar os ataques, mas isso apenas levaria a uma corrida tecnológica que fatalmente acabaria com a derrota da nação defensora.

    Acredito que a ocupação de um País com uma verdeira mentalidade libertária seja impossivel devido à infinita resistência armada e pacífica (desobediência civil) que todos os seus cidadãos exerceriam contra o governo invasor, entretanto não acho sensato uma comunidade libertária ignorar o fato de que um governo estrangeiro pode possuir o poder de aniquilar toda a população de uma região que não aceita se submeter a ele.

    Gostaria de saber o que o autor e os demais leitores do portal pensam sobre a posse de artefatos nucleares como ferramenta de dissuasão contra possíveis hostilidades.
  • Ferreira  23/02/2015 16:27
    Esse cenário já acontece hoje. Há vários países europeus (dentre eles a Rússia) e do oriente médio (como Paquistão) que têm armas nucleares. E há a Suíça, que não é aliada de ninguém, totalmente desarmada (nuclearmente).
  • Trader Carioca  23/02/2015 16:56
    Anônimo,

    Permita colocar minha visão sobre o tema. Visão essa que é primeiramente utópica, no sentido de que não há, no mundo atual, situação equivalente e portanto o que eu direi é hipotético e bem distante das possibilidades atuais até onde eu sei. Segundo, reflete minha opinião apenas, e não a de outros libertários.

    Direto ao ponto, armas nucleares devem ser proibidas? Eu creio que não. Mas possuir uma deve depender do contexto.

    Na sua própria pergunta você diz sobre a possibilidade de surgirem empresas privadas de segurança nacional. Estas empresas seriam remuneradas para garantir defesa contra, por exemplo, invasões, ataques navais ou cavalarias mecânicas (tanques e blindados). O uso de armas nucleares pequenas, chamadas de "táticas" poderia ser aceito para afundar uma esquadra invasora composta por grande quantidade de navios, ou uma grande quantidade de tanques em região despovoada. Uma bomba de pequeno tamanho, mas grande o bastante para afundar vários navios ou destruir vários tanques de uma vez só.

    Sobre disparo de armas nucleares contra cidades, o problema é a impossibilidade de separar os alvos civis. O Estado pode até ser um agressor com apoio da maioria da população, mas e a minoria que foi contrária, por exemplo? Será obliterada pelo artefato nuclear mesmo sendo contra a invasão?

    Ao invés de uma guerra direta, talvez mais eficaz do que arma nuclear, seja um ataque direto ao ditador ou governante do país atacante. Talvez não houvesse ataque nuclear ao Japão na II GM se a Operação Valquíria fosse um sucesso.

    Por fim, acredito que as soluções militares mais adequadas considerando menor dano colateral, menor custo, menor morte de civis, maior eficiência em atingir o objetivo do combate, etc etc, nem sempre serão com o uso de armas nucleares.
  • anônimo  23/02/2015 21:01
    Obrigado por compartilhar tuas opiniões Trazer carioca. Acho que o mais ético seria seguir a linha que você comentou sobre o uso de ogivas táticas contra alvos militares e do governo, limitando as baixas aos integrantes do regime. Apesar de não possuir o poder de dissuasão equivalente, seria bastante eficaz. O cenário foi utópico e propósito pois eu estou interessado na visão anarco capitalista. =)
  • Enrico  23/02/2015 17:49
    É muito difícil, depois do que se viu em Hiroshima e Nagasaki, algum país lançar uma bomba atômica noutro.

    As armas nucleares que esses países (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia) têm é para pôr medo a países com possível armamento nuclear liderados por criaturas aparentemente mentecaptas (Coreia do Norte, Paquistão).

    Elas poderiam ser usadas como sanção extrema a um país que bombardeasse ou invadisse um outro país nuclearmente armado, mas é improvável ser usada como instrumento de guerra de conquista, uma vez que o conquistador destruiria as riquezas da região e teria um território inóspito.
  • Renan Faria  23/02/2015 21:39
    Você acha, Enrico, que os russos ainda não hão de usar as bombas nucleares? Eles andam invadindo o espaço aéreo dos países bálticos, escandinavos, da Polônia, de Portugal, da Irlanda e até do Reino Unido.

    Países como Reino Unido e Estônia têm denunciado as peripécias dos russos há algum tempo.

    A posse de armamento nuclear, de fato, é por motivo de intimidação dos inimigos, mas do jeito que as coisas andam se radicalizando na Rússia e com as Forças Armadas dos Estados Unidos se desmantelando por obra e graça do traidor-em-chefe, talvez os russos se encorajem a se livrar de seus inimigos rapidamente.
  • Enrico  23/02/2015 21:53
    Se alguém ameaçar ou tentar invadir a Rússia, não tenho dúvidas de que farão.

    Porém, pense comigo. A Rússia deseja a Crimeia. Logo, ela vai precisar inevitavelmente fazer uma guerra ou persuadir o povo local a um movimento para tornar a Crimeia parte da Rússia.

    Agora, por que a Rússia jogaria uma bomba nuclear na Crimeia? Mataria os habitantes, destruiria os bens e tornaria o território inóspito. Trocando em miúdos, ela não teria nenhuma vantagem em ter um território destruído e poder sofrer um julgamento no Tribunal Internacional de Justiça.
  • anônimo  09/03/2015 01:59
    Não é bem assim. Boa parte da Criméia já falava russo e não ucraniano e era pró-rússia. Por mais que tenha sido "contra a vontade" não é como se eles estivessem muito incomodados com o Putin...

    O problema é que se fosse pra ocorrer uma secessão ou troca de territórios, que ocorresse de forma pacífica como o estado do Alaska, e não de forma armada e invasora.

    Vale mencionar que o Putin foi tão extremamente cuidadoso com isso que pra não cutucar a ONU com a vara curta fez isso logo no início do inverno. Não acho que foi coincidência.

    A verdade é que ninguém quer realmente jogar uma bomba atômica, e por dois motivos simples: um é que é pra não deixar que alguém jogue uma no seu país. Como o Enéias dizia, "não é pra jogar, é pra impor respeito" (embora atribuo a esse exclusivo fator o motivo dele ter perdido as eleições). Que se alguém jogar no seu país, vai ser olho por olho e dente por dente.
    E outro mais óbvio: se você jogar uma bomba atômica, agora você tem uma a menos. Se você ficar sem, você ficam sem a capacidade de "impor respeito".

    Esse é o maior problema da corrida armamentista, e o motivo da guerra fria. Ninguém quer atacar um ao outro, mas ambos os lados querem estar um passo a frente.
  • anônimo  18/03/2015 10:14
    'Você acha, Enrico, que os russos ainda não hão de usar as bombas nucleares? Eles andam invadindo o espaço aéreo dos países bálticos, escandinavos, da Polônia, de Portugal, da Irlanda e até do Reino Unido.'

    Os EUA invadem o espaço aéreo, marítimo, terrestre de um monte de países pelo mundo todo, será que um dia eles vão usar bomba nuclear? Não peera...
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  26/03/2015 20:57
    De onde você tirou essa idéia de que as Forças Armadas Americanas estão "desmanteladas"? Uma simples dica: veja o orçamento militar dos EUA e compare com os outros.
  • Henrique  23/02/2015 17:05
    Enquanto isso, os brasileiros pobres...
  • Teixeira  23/02/2015 17:15
    ... continuam sendo ferrados pelo governo em todas as frentes (e costas também). É desvalorização da moeda, é carestia, é proibição de importação, é regulamentação que o impede o livre empreendimento e a livre iniciativa, é perda generalizada do poder de compra. Ah, e também é proibição de comprar um mísero .38 para se defender de bandidos que querem invadir o barracão e roubar suas poucas posses.

    De fato, bem lembrado. Os brasileiros pobres continuam sendo ferrados pelo governo.
  • Ricardo Franco  23/02/2015 17:14
    "Bom mesmo seria um mundo sem armas"

    Na verdade, "bom mesmo seria um mundo sem violência" - porque qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! pode ser uma arma (como diz o texto, até minhas unhas).
    Sabemos que uma população armada representaria um potencial perigo - por mais técnica e psicologicamente preparada seja uma pessoa, somos suscetíveis ao descontrole, e uma simples discussão com o balconista da padaria ou com um colega de trabalho poderia resultar em alguém baleado.
    Mas a proibição de posse/porte de armas dá ao agressor (bandido) a certeza de que todo e qualquer Cidadão é "vítima fácil".
    Poderíamos levantar uma outra discussão: portar uma arma, legalmente (*), é muito caro; e somente os ricos teriam "poder de defesa", restando aos bandidos os pobres, "alvos fáceis", desarmados (o pai de família, com sua marmita, dentro de um ônibus, por exemplo)... mas ainda assim, o verme, digo, o bandido, hesitaria: aquele "peão" pode ter juntado umas economias, feito um crediário, sei lá, e adquirido seu instrumento de defesa (ou há outras pessoas armadas naquele ônibus).
    ---
    (*) Recentemente vimos a notícia de um comerciante que matou um vagabundo e feriu o comparsa em uma tentativa de assalto - sua mulher, que carregou a arma, foi presa e ele será também encarcerado assim que sair do hospital (ele foi baleado no confronto com o bandido). A acusação é: porte (e aquisição) ilegal de arma. Ok, cumpra-se a lei (se é crime o porte, só nos resta chorar). Mas se nossas leis estivessem a favor dos Cidadãos e não dos bandidos, talvez esse comerciante estivesse "legalmente armado" (não sei quem é, se é uma pessoa "do bem" - a reportagem diz que 'não tem antecedentes') e receberia honrarias em vez de cadeia.
  • anônimo  09/03/2015 02:14
    Sim. O que vale mencionar, é a Suíça. Em média, 50% da população anda armada nas ruas, e o país não tem um exército propriamente dito, apenas uma milícia. A consequência? Segundo país com mais baixa taxas de homicídios do mundo, perdendo somente pro Japão.
    Fora que, graças a esse fator, a Suíça foi praticamente intocada durante a segunda guerra mundial.

    A questão é que se alguém decide matar outra pessoa, ela vai matar com o que tiver: arma, faca, barbante, punhos. O ato é malévolo, a ferramenta pouco importa. Armas de fogo só tornam o processo mais eficiente.

    Eu confesso que não tenho bem certeza, mas parece que no brasil não existe "legítima defesa" fora de casa. Ou seja, se tu salvar a vida de alguém ou sua mesmo na rua matando o quase-assassino no processo, você é um assassino, e não um herói.
  • Marconi  23/02/2015 17:34
    Finalmente algum libertário chegou a conclusão que é preciso um estado mínimo pelo menos pra controlar as bombas atômicas
  • Perillo  23/02/2015 18:48
    Quem seria esse "libertário"? Certamente, não o autor do artigo. Mesmo porque seria uma total incoerência: a única entidade que já usou armas nucleares e que financiou a construção de armas nucleares foi o governo. Sem governo, não haveria quem construísse armas nucleares (quem iria pagar os exorbitantes custos)? Aliás, somente o governo já utilizou armas nucleares contra pessoas (civis inocentes).

    Logo, só um completo imbecil poderia concluir que, mesmo com todo esse histórico apavorante, só o governo pode nos livrar das armas nucleares. E o autor desse texto certamente não é imbecil (o mesmo, infelizmente, não pode ser dito sobre alguns eventuais leitores).
  • Marconi  23/02/2015 20:58
    O autor acha que armas nucleares devem ser proibidas. Proibidas por quem?
  • Perillo  23/02/2015 21:25
    Em primeiro lugar, pela associação de vizinhos. Em segundo lugar, pelos outros moradores da cidade, todos devidamente armados.

    Por que você quer que Eduardo Cunha resolva tudo?
  • anônimo  23/02/2015 18:13
    Eu morei nos USA de 1977 ate 2014. La todo cidadao tem o direito de ter porte de arma. estima-se que a populacao e' de 320 milhoes com 305 milhoes de armas. existem casos de abuso da arma? sim. porem sao raros comparados com os cidadaos que mantem a ordem e a lei. os estados com acesso livre as armas (sem necessidade de registra-las) sao os estados onde existe menos crimes. or lugares com mais crimes e mais crimes violentos ocorrem justamente onde o criminoso sabe que so ele e' que tem o poder sobre o cidadao.
    o porte de armas garante os direitos do cidadao (coisa que o brasileiro ainda nao sabe o que deveria ser). permite ao cidadao se proteger de um ataque, invasao domiciliar, estupro, etc. diga-me o nome de um outro pais onde bandidos fazem arrastao nas estradas ou restaurantes ou na praia? um cidadao armado (ou dois) COM LEIS QUE PERMITEM AO CIDADAO SE PROTEGER E PROTEGER OS SEUS PERTENCES...poria um fim nesse tipo de atividade criminal pois colocaria o criminoso no mesmo plano que a vitima e na maioria dos casos os criminosos nao veem isso como um "bom negocio".
    precisamos de novas leis? absolutamente. precisamos de Leis que protegem o cidadao e nao o elemento criminal. porem essas leis nao podem e nem vao eliminar o elemento fora da lei de cometer o crime. com todo o respeito ao herois fardados, a funcao da policia nao e' de te proteger, porem de pegar bandido e atender ocorrencias. se a maioria dos crimes ocorrem em menos de 1 minuto, invasao domiciliar pode ser feita em menos de 10 minutos, e a policia so pode chegar ao local do crime depois de quanto tempo? alguem pode ligar para a policia no meio de um assalto? o cidadao deveria ter o direito de se proteger e infelizmente o brasileiro nao tem esse direito. nem um canivete podemos usar sobre o pretesto de ser uma arma.
    quando a lei permitir ao cidadao se proteger e quando a lei proteger o cidadao no ato de se preteger TALVEZ as coisas aqui comecem a ser um pouco melhor e a populacao deixara de ser refem da classe criminosa.
  • Rennan Alves  23/02/2015 18:35
    Em tempo:

    Comerciante reage a assalto, mata um, atinge outro e termina preso

    É ou não é uma maravilha este país?
  • anônimo  23/02/2015 19:06
    "Sim, há um potencial perigo na posse e no uso de armas, mas se formos proibir todas as ocorrências baseando-nos em riscos teríamos também de banir carros, facas, tesouras, abridores de cartas e garrafas, braços (para boxeadores), pernas (para lutadores de caratê) etc";
    "Se é proibido um indivíduo ter uma bomba nuclear em casa mesmo que seja para o mero propósito de estética e contemplação, por que então não deveria ser proibida a existência de uma usina nuclear? [...] A diferença é que, no primeiro cenário, o aparato nuclear é uma arma, e no segundo cenário, não é. Ele é apenas uma ferramenta".
    Ou seja, não faz sentido comparar a proibição de armas com a proibição de carros, facas, tesouras e etc. Afinal, o primeiro é uma arma, sua finalidade exclusiva é matar, enquanto os outros são ferramentas.
  • Malthus  23/02/2015 19:36
    Errado. O argumento dos desarmamentistas é que um pai de família não pode ter um revólver em casa (e muito menos portar um nas ruas) porque ele vai matar pessoas (!). Ora, se um revólver na casa de um pai de família vai matar pessoas, então garfos e facas em um restaurante público, na mão de várias pessoas (e de possíveis lunáticos), vão gerar uma chacina incontavelmente maior. Aliás, lutadores profissionais de artes marciais são máquinas mortíferas ambulantes, e devem ser retirados de circulação o mais rápido possível, e todas as escolas de artes marciais devem se imediatamente banidas.

    Um sujeito que tem uma bomba atômica em casa não tem outra finalidade para ela que não seja sua detonação. A bomba atômica não tem outra finalidade que não essa. Não é ferramenta nenhuma. E, ao ser disparada, vai matar vários inocentes.

    Já um revólver em minha casa, ao ser eventualmente usado, está sob meu total controle. Não há por que nenhum terceiro inocente ser afetado. Eu inclusive nem preciso utilizá-lo para matar um eventual invasor. Ao ouvir alguém tentando arrombar a porta da minha casa, basta eu chegar da janela, anunciar que tenho uma arma, e dar um simples tiro para alguma direção perfeitamente segura (tipo meu quintal) para alertar o malfeitor de que ali há alguém armado. Garanto-lhe que a vontade dele de invadir minha propriedade será instantaneamente aniquilada.

    Agora, diga-me: é verdade que uma arma só serve para matar?
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:51
    Muito bem respondido Malthus.
  • Guilherme  23/02/2015 19:39
    "Ou seja, não faz sentido comparar a proibição de armas com a proibição de carros, facas, tesouras e etc. Afinal, o primeiro é uma arma, sua finalidade exclusiva é matar, enquanto os outros são ferramentas."

    Quanta imbecilidade desse anônimo! Como o Malthus acima perfeitamente exemplificou, uma arma pode ser usada apenas para alertar. Já ouvir falar em "warning shot"? Aliás, já ouviu falar em tiro esportivo, prática favorita dos suíços?

    A ignorância do brasileiro desarmamentista é avassaladora.
  • anônimo  23/02/2015 19:10
    O problema é que se o bandido sabem que vc tem uma arma ou um arsenal com várias armas, vai roubar sua arma e te matar com suas próprias armas...
  • Hickok 45  23/02/2015 19:46
    Isso de fato pode acontecer. Mas, se acontecer, bem-feito pra você. Quem mandou ser um bosta? Ter um arsenal em casa e, mesmo assim, ser rendido por um marginalzinho que vai lhe tomar tudo e usar contra você é um atestado de total incapacidade mental e física. Você não está nem qualificado para ser homem. Se isso acontecesse comigo, eu teria até vergonha de continuar vivendo.
  • anônimo  23/02/2015 21:25
    E se mais de um cara assaltar uma pessoa? Não tem arsenal que resolva... Raramente um bandido assalta sozinho...
  • Hickok 45  23/02/2015 21:39
    Pois então veja esse vídeo, que descreve exatamente esse cenário que você supôs: quatro caras armados e mascarados tentam invadir uma casa no Arizona. O dono manda bala em todos eles, que saem correndo feito virgens assustadas de uma casa de swing:



    A sorte do mundo, e dos EUA, é que ainda há homens de fibra como esse valoroso cidadão. Aqui no Brasil, nós temos gente como esse anônimo, que se borra de medo até mesmo de manusear uma faca, e quer que Renan Calheiros e José Eduardo Cardozo cuide dele.
  • Ricardo Bahia  23/02/2015 22:57
    Bandidos normalmente escolhem quem será a vítima. Não tenho notícias de policial ser assaltado em sua casa para roubar pertences. Normalmente o vagabundo olha o que é mais fácil para ele. O porte de armas a todos os cidadãos de bem não iria acabar com o roubo ou assassinatos, mas iria reduzir isso muito a níveis nunca antes visto no Brasil. Para quem gosta de estatísticas, basta comparar os índices de criminalidades de países onde o porte é permitido, contra onde o porte é proibido.
  • steveleeilikeguns  23/02/2015 20:36
    O problema é que a realidade vai de encontro à sua hipótese. Uma pessoa que gasta uma boa quantia para montar um arsenal é uma pessoa que se preocupa com segurança e sabe utilizar armas de fogo, logo, sua propriedade não é o alvo mais inteligente a ser escolhido por bandidos.

    Se bandidos quiserem ter acesso fácil a armas de fogo, muito mais fácil e inteligente é proceder ao assalto de um arsenal público ao invés de um arsenal particular, pois as armas lá presentes não são propriedade daqueles que estão vigiá-las e é muito fácil subornar os responsáveis por sua vigilância. Estou louco? Não:

    www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/04/22/interna_gerais,521271/lucro-na-venda-de-arsenal-roubado-da-central-integrada-de-escoltas-seria-de-r-258-mil.shtml

    www.estadao.com.br/noticias/geral,paiol-do-exercito-e-furtado-em-pirassununga-interior-de-sp,894763

    www.oliberdade.com.br/policia/marinha-investiga-o-roubo-de-tres-toneladas-de-cobre-em-arsenal-no-rio

    E uma internacional do lugar de onde mais se surrupiam arsenais no mundo:

    www.dgabc.com.br/noticia/187264/misseis-sao-roubados-de-arsenal-da-marinha-russa?referencia=colunas-lista
  • Ali Baba  24/02/2015 10:53
    @anônimo 23/02/2015 19:10:52

    O problema é que se o bandido sabem que vc tem uma arma ou um arsenal com várias armas, vai roubar sua arma e te matar com suas próprias armas...

    Esses esquerdinhas e suas táticas de terror.

    Não, cidadão. Tente me explicar por que o sujeito vai assaltar uma casa onde ele sabe que moram pessoas armadas para roubar essas armas quando ele pode simplesmente comprar uma arma em uma loja qualquer (ou roubar dessa mesma loja quando ninguém estiver a defendê-la)? Por acaso estamos falando de armas valiosíssimas, de coleção, que valem grosso dinheiro? Ou então de uma com alto poder destrutivo (como uma bazuca), que é igualmente cara? Não, estamos falando de um 38 comum que qualquer bandido bosta pode arrumar em qualquer boca-de-fumo.

    Por favor, cidadão. Respeito à inteligência alheia.
  • TuroKxwx  15/06/2016 19:44
    O que a defesa do porte de armas propõe não é um mundo bonitinho em que todos os bandidos serão mortos por pessoas de bem só por elas terem armas, armas realmente não são a garantia de nada, o que se propõe é a liberdade irrestrita de qualquer indivíduo ter o direito de (se ele bem entender e quiser) comprar uma arma para se defender, só..todo o resto não importa e cabe a cada um manter a sua segurança e de sua família e/ou até mesmo de sua vizinhança se ele bem quiser..
  • Dalton C. Rocha  23/02/2015 21:40
    Os políticos dizem que quem reage armado a um crime, acaba morto em 95% dos casos. O site www.airgun.com.br/forum/viewtopic.php?f=6&t=5371&start=795 tem o resultado de reações desde 1° de janeiro de 2007 até hoje. Veja qual o verdadeiro resultado do encontro de pessoa armada, com bandidos. Em sobre este negócio de desarmar os honestos, se os políticos querem tanto desarmamento, por que eles não começam desarmando seus guarda-costas, que são pagos pelos contribuintes?
  • Vander  23/02/2015 22:45
    Dalton,

    Dá pra confiar em políticos depois de tudo o que já vimos, aqui mesmo no Brasil? Dá pra confiar em gente que até a pouco tempo modificava a própria Wikipédia para mostrar a versão da "história deles"? Dá pra confiar em gente que rouba descaradamente do povo e depois vem afirmar que "já era assim antes"?

    Hoje, pra mim, qualquer uma dessas "estatísticas" governamentais é o mais puro lixo. É como confiar na raposa para cuidar do galinheiro. Para mim não resta nenhuma dúvida que o aumento da criminalidade é diretamente proporcional ao aumento do Estado. E sabe porquê? Simples: segurança pública é um dos "produtos" mais vendáveis em palanque político, depois de saúde e educação.
  • anônimo  23/02/2015 21:41
    Eu acredito que algo como isso é mais eficaz que um revolver:



    Incrível o politicamente da delegada e dos jornalistas.
  • Gustavo  18/06/2016 03:58
    Olha o nível que esse país chegou.
  • Senhor A  24/02/2015 00:35
    Mudando um pouco de assunto (perdoem-me), alguém já ouviu falar de um vilarejo anarquista do Canadá? Os moradores têm casas em rios e geralmente vivem da pesca, caça e atividades comuns aos habitantes do extremo norte do planeta.

    Eu estava a assistir alguns episódios da série "Sobreviventes do Gelo", título em português. É uma série que apresenta o estilo de vida dos "rebeldes" (como são chamados algumas vezes no documentário).

    A comunidade parece ser uma "utopia" libertária, com pessoas unidas, ativas, auto-suficientes e responsáveis.

    Infelizmente, não me é dado, neste momento, a capacidade de lembrar o nome do lugar...

    Ah, o programa passa num dos canais do Discovery.
  • Tannhauser  24/02/2015 12:42
    Gostei da abordagem cinzenta do autor.
  • anônimo  25/02/2015 17:55
    Outro argumento que os desarmamentistas usam:

    "E se o assaltante possui uma arma muito mais potente que a do cidadão. Tipo, o cidadão tem um revolvinho e o assaltante possui uma metralhadora."

    Vejam que é só argumentos usados por medrosos que tem medo da própria sombra e por isso, como disse o comentarista acima, querem que políticos como Lula e Dilma protejam ele....
  • Alexandre  26/02/2015 01:27
    Ótimos argumentos, mas ficou uma questão em aberto.

    Se armas devem ser controladas pelo aspecto geográfico, quem irá fazer esse controle?

    Mesmo que fosse associações de cidadãos, quem me garantiria que dessas associações não surgisse um segmento separado apenas para cuidar do "controle" e instalar um proto-estado (supondo tal sociedade totalmente libertária)? Seria mais ou menos o motivo porque temíamos a tal "participação popular" do decreto bolivariano de Dilma. No texto, dá a entender que todos poderiam criar um "movimento social" e "participar" dos "conselhos". Mas na prática, o que aconteceria seria exatamente o mesmo que ocorreu na Duma do Governo Provisório de 1917 na Rússia.

    A posse de armas de emprego militar pelos civis pode não parecer uma ideia muito bonita, mas é algo absolutamente necessário para equalizar as forças entre a sociedade e o poder coercitivo, seja qual forma que ele tome. Esse é o motivo porque civis, mesmo em cidades, devem ter o direito de guardar nos porões das suas casas metralhadoras pesadas e armas anticarro (vulgarmente chamadas "bazucas"), entre outros artefatos. É o mesmo espírito que tinham os americanos logo após a independência dos EUA, e que de certa forma foi o que segurou a Constituição Americana de lá até hoje. Também foi o que garantiu a liberdade na Suíça.

    Quando não há equilíbrio entre sociedade e poder coercitivo (que inevitavelmente sempre irá se formar em qualquer sociedade), abusos irão acontecer. Somente civis armados no mesmo nível do estado irão impedir que este se torne um leviatã.
  • Jafer Gomes Ferreira  16/06/2016 18:49
    É o primeiro argumento que me convence à entender como pertinente a liberação de armas de guerra para a população em geral. Defesa diante de uma invasão ou contra um governo ditatorial.
  • David  02/03/2015 14:49
    Eu não sei se é verdade, mas gostaria de saber se esta informação procede: Nos Estados Unidos, o os estados que possuem armas são os que têm maior índice de violência. É verdade isto ?

  • Hume  02/03/2015 15:29
    Não.

    Compare a coluna "gun ownership" com a coluna "gun murders". Ela conta uma história bem diferente dessa sua:

    en.wikipedia.org/wiki/Gun_violence_in_the_United_States_by_state

    Especial atenção para North Dakota (principalmente!), South Dakota, Montana, Wyoming, West Virgina, Utah, Wisconsin e Alaska de um lado, e District of Columbia (especial atenção neste!), Michigan, Pennsylvania, New México (um dos mais desarmados, ao contrário do que você disse mentirosamente) do outro.

    As únicas exceções de ambos os lados são Havaí (onde todo mundo só quer saber de surfe) e Rhode Island de um lado, e Louisiana do outro. Todo o resto segue a regra: mais armas, menos crimes. E, aliás, nos estados mais armados, a criminalidade é menor que da Europa.
  • Emerson Luis  17/03/2015 17:09

    Ficou um pouco surreal com esses exemplos, mas o artigo é interessante para refletir.

    * * *
  • anônimo  18/03/2015 19:27
    se algum membro aqui do IMB anda armado e puder me aconselhar.... estou pensando em comprar uma arma para defesa própria e tirar o porte. Qual pistola vocês indicam? Glock, Colt ou Taurus??
  • Jafer Gomes Ferreira  16/06/2016 18:18
    Glock é muito melhor. Eu uso a Taurus pt.100 .40 e digo com certeza qud é muito pesada, desconfortável, recuo grande e vive dando incidente de tiro. A Glock é leve, pouco recuo, o que facilita na visada e mira, o ferrolho é feito de polímero e dificilmente causa incidentes. O calibre recomendado para não policiais é o 380. Glock, para a maioria dos mortais sem dinheiro, é um investimento caro mas compensa bastante.
  • Dan Bilzerian  05/06/2016 17:08
    Alguém ainda acha que bandido se intimida por causa da arma. Então pq tentaram roubar o Dan Bilzerian, que é conhecido por tirar fotos com armas? Me lembro até que ele precisou chamar a polícia:

    [link]www.people.com/article/dan-bilzerian-house-broken-into-hollywood-hillslink]
  • JÁFER GOMES FERREIRA  15/06/2016 14:37
    Sou PM e afirmo, baseado tanto na experiência quanto em estudos lidos, que a maioria das agressões ocorrem numa distância de 5 metros. No máximo 10 m. A maioria dos agressores portam, no máximo, pistolas de calibres. 40 e 380. Apenas quadrilhas ligadas ao narcotráfico, ou especializadas em assaltos à carros fortes e agências bancárias, é que utilizam armamentos de grosso calibre. Geralmente, em situações de roubo e sequestro relâmpago, o agressor atua com um comparsa. Às vezes com três. Dificilmente com mais do que isso. Em grandes assaltos, ou em combates urbanos em zonas de alto risco (Como favelas tomadas por traficantes) quadrilhas especializadas e facções do nível do Comando Vermelho atuam de forma diferenciada. Suas logísticas tem que suportar varias células, cada uma com cerca de 10 integrantes, formando grandes grupos. Quanto às armas utilizadas nesses casos distintos, devemos levar em consideração o poder de parada, a capacidade de transfixação, dispersão e o alcance do projétil. Munições de cal. 38 e 380 - Que sao as mais usadas, já que 9mm e de uso exclusivo da PF e FFAA e. 40 de uso exclusivo das polícias, e se for portada por bandidos, é por aquisição ilegal - atingem cerca de 50 metros. Espingarda cal. 12 é Muito potente mas chega à 40 metros porque as esferas da munição se dispersam logo. Numa reação a uma agressão ou defesa contra um assalto, com base no que ja foi dito, uma pistola, ou um revolver, resolve o problema, desde que não seja pego de surpresa. Quando o cidadão efetua o disparo, dificilmente o projétil ira transfixar e atingir uma outra pessoa. Nos casos de enfrentamento às quadrilhas, o cidadão comum jamais irá sozinho contra um grupo fortemente armado com cerca de 30 bandidos, todos de fuzil, e ele com revólver. É doidice e suicídio. E quem realiza o enfrentamento são as unidades especializadas das polícias, com poder de fogo semelhante ou superior. Alguém já parou pra analisar o alcance de um fuzil cal. 762? Aquilo atinge uma distância de mais de 1,5km. Transfixa um carro como se fosse papel (Imagine isso com gente!) e o rombo causado é enorme. Poucos sobrevivem a um 762. Já um fuzil de cal. 556 padrão OTAN não é tão potente, mais pra ação urbana, mas pode causar muito estrago. Aí me digam os senhores, levando em consideração todos esses aspectos, qual a necessidade e funcionalidade do porte de um fuzil de assalto por um cidadão comum, já que ele não atira à longas distancias, não enfrenta milicianos ou o PCC e nem vai pra guerra? Não basta uma pistola, ou um revólver? Nem vou falar mais aqui de bazuca (Que é, na verdade, uma arma anti-tanque e de demolição usada por batalhões de engenharia das FFAA) e tanques de guerra. E pra onde vai também o povão com um fuzil. 50 barret? Furar um blindado no tiro ou explodir a cabeça de um terrorista à 4 km de distância? Só se for. Não é só ter arma por ter. Nem mesmo, sob pretexto de alto defesa, justificar a compra de qualquer armamento sem seguir critérios técnicos e operacionais. E nem podemos nos comparar à Suíça. Lá todos tem armas pesadas porque, praticamente, o povo inteiro faz parte do exército de auto-defesa. Muito diferente daqui, que possui um exército regular.
  • Steve Lee  15/06/2016 15:12
    "qual a necessidade e funcionalidade do porte de um fuzil de assalto por um cidadão comum, já que ele não atira à longas distancias, não enfrenta milicianos ou o PCC e nem vai pra guerra?"

    Concordo que não há a necessidade de o cidadão comum portar um fuzil de assalto enquanto anda pelas ruas.

    Porém, ter um fuzil dentro de sua residência ou em sua chácara ou fazenda deve ser perfeitamente legal.

    Imagino que você não seja a favor da proibição, certo? Você apenas não vê necessidade de o cara sair andando com um fuzil pela rua -- como eu também não vejo necessidade de um cara andar num Porsche conversível no Capão Redondo.

    Certo?
  • Jafer Gomes Ferreira   16/06/2016 18:04
    Vai muito além da necessidade. Encaro isso como um problema técnico.Até mesmo nós das PMs debatemos muito essa questão do uso de armas de grosso calibre. Você fez uma consideração importante sobre o uso desse tipo de armamento em ambiente rural.Isso é até analisado por doutrinadores policiais e militares. O emprego de armas de cal.762 ou superior em ambiente aberto e não urbano trás efeitos colaterais bem menores do que se utilizar em ambiente urbano. Um tiro de Fal 762 além de matar quem você precisa matar atinge quem você não pretende matar. Aquilo atravessa parede de tijolo e carro. Para moradores de zona rural, realmente a liberação,além da já liberada "escopeta" é algo a ser estudado. Nisso concordo com você.Já no ambiente urbano,pelas questões técnicas já elencadas,levando em consideração os riscos potenciais,considero mais adequado o uso de armas de calibres mais leves.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  15/06/2016 16:37
    Nada como um depoimento de alguém que vive na realidade e conhece da questão. E pelo visto, estou pensando certo e coerente.
  • A favor da demissão dos funcionários do BACEN!  15/06/2016 20:40
    Realidade do Rodrigo: 15.000 para ficar carimbando.

    Realidade dos brasileiros: média salarial de 1.700 reais sofrendo todo tipo de abusos por parte do estado.

    Definitivamente você não vive na realidade.
  • Xavier  15/06/2016 21:01
    E o parasita ainda vem aqui pregar moralidade.

    E veja os comentários do parasita sobre os mais de 15.000 em "cartões de pagamento do Governo Federal" (transparencia.gov.br/PortalCartaoFatura.asp?Ano=2015&pagOrig=rnk&idCartaoCredito=2245&CodigoOS=25000&CodigoOrgao=25201&CodigoUG=173051&Pagina=1):


    "Rodrigo Pereira Herrmann 15/06/2016 17:01:35

    ANÔNIMO:

    vinho francês, caviar russo, bacalhau norueguês e garotas de programa asiáticas."


    "Rodrigo Pereira Herrmann 15/06/2016 19:03:06

    ano passado foram mais de R$ 35.000,00.

    seríssimo, escandaloso. cadeia JÁ."
  • Rodrigo Pereira Herrmann  15/06/2016 21:03
    mais uma grana na Bolsa. daí calcule!
  • Jafer Gomes Ferreira  16/06/2016 18:20
    Grato pela consideração. Eu sou à favor da liberação mas acredito que tem muitos detalhes que precisam ser levados em conta pra não virar bagunça. Abração e fica com Deus.
  • anônimo  15/06/2016 21:14
    Ora, o cara não pode ter só porque gosta? Porque gosta de praticar o tiro?

    Que gente chata!


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