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A moralidade da descriminalização das drogas

Somos donos do nosso corpo. A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.  Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada

O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime.  No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.

Usar drogas não agride outrem.  Logo, não pode ser considerado um crime. Pode levar à ruína pessoal, mas uma pessoa não é verdadeiramente livre sem a liberdade de errar.

Atender à demanda do consumidor voluntário produzindo e vendendo algo que não causa danos a terceiros não é uma agressão.  É isso que um vendedor de drogas faz.

Afirmar que um comerciante de ecstasy está agredindo uma pessoa que voluntariamente lhe procura e pede o fornecimento de seu produto faz tanto sentido quanto afirmar que a AmBev agride alcoólatras.  

Impedir o livre comércio de drogas, por outro lado, gera guerras e leva à chacina de inocentes.  Os mercados proibidos ou fortemente regulamentados são infestados de ofertantes inescrupulosos e violentos.

Empiricamente, já deveria estar mais do que óbvio que a violência anda de mãos dadas com os mercados que sofrem de ampla proibição estatal.  Traficantes de drogas não são (completamente) imprudentes; eles operam pelo dinheiro.  Para compensar o alto risco de se operar em um mercado que foi proibido pelo estado, os retornos monetários do comércio de drogas têm de ser astronômicos.  Por isso, o benefício de se ganhar uma fatia de mercado no comércio de drogas é enorme.  Cada novo cliente pode significar um lucro extra de milhares de dólares por mês. 

Consequentemente, para os traficantes, faz sentido ficar rondando portas de escola, vendendo seus produtos para adolescentes, ou até mesmo dando amostras grátis para novatos.  Ao passo que você nunca vê representantes da Kellogg's vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as crianças, pois o cliente adicional não compensa o custo, para um traficante tal estratégia faz perfeito sentido.  Conquistar novos clientes, nem que seja apenas um, é algo muito mais valioso e lucrativo para quem opera nas indústrias proibidas do que para quem opera no setor livre. 

É por isso que matar um rival — e com isso ganhar acesso a seus clientes — é muito mais lucrativo nos setores proibidos.  As disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas grandes cidades são decorrência da proibição das drogas.  Essas disputas não ocorrem, como pensam alguns, porque o comércio de cocaína seja algo intrinsecamente "louco" ou "insensato".

A repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os preços dispararem. O aumento do potencial de lucro atrai pessoas com habilidades criminosas e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.  

Quando o estado ameaça prender os produtores de um determinado bem, ele acaba alterando os incentivos de mercado, de modo que a violência passa a ser muito mais lucrativa para essa indústria.  Consequentemente, aquelas pessoas que têm predisposição para ser assassinas cruéis ganham um incentivo adicional com a política de ilegalidade de certos mercados, o que permite que elas prosperem e se tornem muito ricas em uma sociedade cujas leis antidrogas são rigorosas. 

A indústria impedida é então dominada por quadrilhas, e a inevitável consequência são os conflitos armados entre os concorrentes.  A criminalidade vai se alastrando por toda a sociedade. 

Logo, as leis antidrogas acabam por fazer com que sociopatas possam ganhar milhões por ano vendendo drogas — sendo que com esse dinheiro ele agora poderá comprar armas automáticas, contratar capangas, subornar policiais e se tornar o rei das ruas.

Com a Lei Seca (1920 — 1933), quando a produção e a venda de bebida alcoólica foram banidas nos EUA, homicídios dispararam.  Em 1929, a máfia de Al Capone metralhou homens do concorrente Bugs Moran em uma disputa por mercados de álcool em Chicago.  Hoje, é inimaginável que a Budweiser mande explodir a Heineken.  Por outro lado, vemos a brutalidade dos narcocartéis no México, onde há 8 mil homicídios anuais ligados à guerra contra as drogas.

A pobreza aumenta, tanto por culpa dos impostos que financiam o aparato repressor, quanto pelo menor influxo de investimentos nas áreas tomadas pelo crime organizado.

Há quem diga que o usuário de drogas sobrecarrega a saúde pública[1]. Tal argumento abre perigosos precedentes a autoritarismos espartanos, uma vez que o mesmo poderia ser dito de obesos, fumantes, sedentários, promíscuos, aposentados e trabalhadores de risco.  De qualquer forma, é a descriminalização o que minimizaria os danos à saúde do usuário e sua propensão ao consumo.

Proibir ou regular causa elevação dos preços e impõe barreiras à entrada, levando os usuários a buscar alternativas baratas no mercado clandestino.  Surgem assim drogas mais pesadas ou adulteradas, fabricadas sem nenhum parâmetro de segurança e qualidade.  Isso explica as perigosas bebidas misturadas vendidas durante a Lei Seca.

A metanfetamina, chamada de "cocaína dos pobres", é fruto da proibição da cocaína, assim como o oxi, que é subproduto do crack (o qual, por sua vez, é subproduto da cocaína). O "Opium Act" de 1878, por meio do qual os britânicos regulamentaram o comércio de ópio na China, contribuiu para difundir o vício em heroína.[2]

O aumento de preços resultante da crescente repressão estatal não inibe o desejo do viciado, mas exaure os recursos que ele poderia investir no próprio tratamento. É por isso que nos EUA as mortes por overdose de drogas ilícitas aumentaram 540% entre 1982 e 1996.[3]  Foi em 1982 que os militares e a CIA se engajaram no combate ao tráfico.

Houve uma época em que todas as drogas já eram liberadas. Heroína era vendida nas farmácias da Belle Époque como antitussígeno alternativo à morfina.  Havia tônicos e analgésicos à base de cocaína ou ópio, mas o vício era raro.  O terror que conhecemos hoje resulta da interferência estatal.  

Em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras, disputariam certificados de qualidade de empresas privadas e estariam sujeitos a processos judiciais em caso de fraude ou defeito.  Estes selos privados teriam credibilidade porque estariam concorrendo no mercado e dependendo de sua reputação para sobreviver.  Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência. 

Quando o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções.  O indivíduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido.  A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.

É temerário delegar escolhas morais ao agente coercitivo estatal, cuja campanha repressiva apenas aumentou o índice e a gravidade do vício. Nos estados americanos onde vigorou a Lei Seca, o consumo de ópio era 150% maior que o dos outros.[4] Na Holanda, a política de "não-aplicação da lei anti-droga"s, que levou a uma descriminalização de facto da maconha, diminuiu a proporção de usuários jovens de 28% para 21%.[5]

Onde houver demanda haverá alguém disposto a ofertar, o que reduz as abordagens definitivas ao problema das drogas a apenas duas: a primeira é a de Mao Tsé-Tung, que condenou os usuários à morte (nenhum ser humano com um mínimo de decência apoiaria tal barbárie); a segunda é a total liberação.

___________________________________

Robert Murphy contribuiu para este artigo.



[1] Uma das várias vantagens da total privatização da saúde é que isso eliminaria o problema da socialização dos custos e seu consequente risco moral

[2] Dikötter, Frank, Lars Laamann, and Zhou Xun. Narcotic culture: a history of drugs in China. Chicago: University of Chicago Press, 2004. Pág 9

[3] Substance Abuse and Mental Health Services Administration. Dados do Drug Abuse Warning Network (DAWN): Annual Medical Examiner Data, [1992-1997]

[4] Thornton, Mark. 1991. The Economics of Prohibition. University of Utah Press. Pág 61

[5] Travis, Alan (2007). "Cannabis use down since legal change". London: The Guardian (UK). http://www.theguardian.com/society/2007/oct/26/drugsandalcohol.homeaffairs


1 voto

autor

Paulo Kogos
é um anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

  • Morete  19/02/2015 13:48

    Meu receio é quanto ao Brasil. Caso fosse liberado a comercialização no país, como este item seria taxado? Se pegarmos como exemplo o cigarro, onde a taxa de imposto são aproximadamente 80% do valor do produto, e juntarmos com isto todos os custos para se manter uma industria produtiva no país e o fato de que o Brasil faria questão de obrigar a produzir o conteúdo no país ou aplicaria ainda mais impostos sobre a importação, o máximo que veríamos era um enfraquecimento de alguns traficantes, mas certamente o tráfico ainda iria existir... Basta ver o grande aumento de tráfico de cigarros que tem ocorrido nos últimos tempos.
    As drogas seriam apenas mais um dos milhares de produtos tupiniquins de baixa qualidade e com preço elevadíssimo, brigando para concorrer com os traficantes e outros importadores.
    Rapidamente iriam culpar os concorrentes externos de produção desleal e mais um monte de bla bla bla.
  • Rodnei Cardozo Moreira  19/02/2015 14:38
    Por isso que não defendemos a regulamentação e taxação, como o cigarro.
    O que defendemos é a desregulamentação e descriminalização, extinguir toda e qualquer lei referente a entorpecentes.
    Plantar um pé de maconha, fosse para uso próprio, ornamentação ou para venda a terceiros deveria ser algo tão banal quanto é hoje plantar uma bananeira para vender seus frutos na feira.

    Regulamentar e taxar vai causar com as drogas exatamente o mesmo efeito que causa com os cigarros, mas mesmo essa "legalização" com taxação seria benéfica, pois o benefício do uso da violência pelos traficantes diminuiria.
    O tráfico de cigarros só é lucrativo porque a carga tributária sobre ele é alta, então vale a pena contrabandear, mas já não vale tanto usar a violência.
    Eu não vejo notícias sobre a guerra dos cigarros, somente uns pobres coitados azarados que foram pegos pela polícia ao cruzar a fronteira. E a Souza Cruz vai muito bem, obrigado.

    Sobre a qualidade, sem regulamentação ela tenderia a ser altíssima, e mesmo com regulamentação ela ainda seria boa, porém com preços bem mais elevados.
    Praticamente nenhum país do mundo tem uma produção de drogas a nível industrial, justamente por causa da repressão.
    Então qualquer agricultor com um mínimo de tecnologia seria capaz, se deixado em paz, de produzir quantidades enormes de drogas a preços muito baixos, em um mercado praticamente sem concorrentes.
    Maconha cresce como mato.
  • Morete  20/02/2015 10:30
    Concordo plenamente, mas por aqui em Banania a última coisa que vão deixar de fazer é cobrar impostos...
  • Edo  19/02/2015 13:55
    Concordo, não é proibindo ou retalhando que os indivíduos nao utilizarào mais drogas. E a política midiática de demonizaçao das drogas creio que mais atrapalha do que educa a sociedade.
  • Rennan Alves  19/02/2015 14:00
    A Holanda é um país curioso. Depois que o ministro da justiça Ivo Opelstein regulamentou uma lei que proíbe a venda de maconha para estrangeiros no início de 2013 (felizmente, cabe aos municípios aplicá-las), o número de traficantes só aumentou, como observado em Maastricht. Pelo que pesquisei, tal fato não ocorre em Amsterdã, dado que o prefeito preferiu manter a liberação.

    Seria esta uma constatação prática de que proibir drogas simplesmente não funciona?
  • Rafael Ristow  20/02/2015 18:31
    Rennan, interessantíssimos esses dados. Onde você conseguiu?
    Sempre me pareceu lógica a argumentação do artigo, mas, é sempre bom reforçar nossas convicções com fatos.
  • Andre Cavalcante  20/02/2015 19:41
    É só clicar no link que ele passou da notícia do globo.
    Mais atenção na próxima,

    Abraços
  • Rennan Alves  20/02/2015 19:58
    Coloquei o link junto ao nome "Maastricht". Aqui vai o link completo:

    oglobo.globo.com/mundo/restricao-venda-de-maconha-faz-trafico-crescer-na-holanda-12032822

    Como não encontrei nada sobre o aumento do trafico de maconha em Amsterdã, creio que lá, por não adotarem esta nova política, não há este problema (apesar dos surtos de apreensão e trafico de cocaína, droga que continua proibida).

    PS: Vale lembrar que as políticas progressistas da Holanda, assim como no Uruguai, são de regulamentação (defendida pela esquerda moderada), não liberalização (defendida pelos libertários). O estado controla a quantidade produzida e quem deve produzir, bem como os tributos incididos sobre a droga.
  • Leonardo  19/02/2015 14:27
    Tenho minhas ressalvas quanto a liberação das drogas no Brasil.Nosso país sofre com a impunidade. Aqui o álcool é legal, podemos consumir no meio da rua , na frente de crianças e tudo liberado, mas quantas vítimas de trânsito por embriagues ao volante temos por ano e quantos vão parar na cadeia?
  • Rodnei Cardozo Moreira  19/02/2015 14:50
    De quem é a rua? De quem é a praça?
    Ah sim, são públicas, são do estado.
    Qualquer coisa dita pública quer dizer, na verdade, que não é de ninguém, e que qualquer um pode usar o quanto quiser.
    Não é crime dormir todo cagado na sarjeta, (apesar disso ser repugnante), o bebum não vai preso e não paga nada pra ficar jogado por lá.

    Se as ruas e praças fossem privadas, o(s) dono(s) certamente não autorizaria(m) um bêbado nojento dormindo por ali. Ele seria enxotado de lá, teria que procurar outro lugar pra incomodar.
    Com TUDO sendo privado e provavelmente com todas as ruas negando o acesso a bêbados nojentos e motoristas embriagados (cada dono poderia impôr a condição que quisesse aos motoristas e pedestres que quisessem trafegar por ali), o cidadão não teria outra opção que não fosse ir beber e incomodar em sua própria casa ou em algum cantinho isolado da cidade que aceitasse tipos como ele.

    Como se vê, tudo se resolve com propriedade privada (à exceção talvez de alguns problemas amorosos).

  • OnLine  19/02/2015 20:24
    Argumento erado: "Qualquer coisa dita pública quer dizer, na verdade, que não é de ninguém"

    Na verdade, a coisa dita pública que dizer que é de todos nós e não o contrário.

    O argumento do autor também é falho:
    "Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada".

    Por essa lógica a eutanásia em pessoas sadias e na plenitude da vida deveria ser aceita e estaríamos violando a mais sacrossanta dádiva de Deus. E as epidemias? O Estado pode exigir uma vacinação? As pessoas podem ter o direito de ficarem doentes e continuar a disseminar doenças, inclusive com novas cepas mais resistentes à antibióticos? Percebe? São pontos de vista nada simples... vivemos em comunidade, é necessário certas regras de convívio ou no final eu posso ser atingido devido à um ato de outrem.

    "Usar drogas não agride outrem. Logo, não pode ser considerado um crime".

    Como não atingem? Eu não quero respirar maconha enquanto eu estiver esperando o meu ônibus.
    E se o cara ficar doidão com o crack e sair alucinado com o carro causando um acidente?
    Imagine o cara viciado, um viciado vai vender tudo para ficar na boa, inclusive os bens da família, imagine ele destruir a vida da família e no final começar a roubar para manter o vício (algo "normal" para qualquer viciado, inclusive em jogos de azar) aí ele estará me agredindo!!! É SÓ QUESTÃO DE TEMPO – quem não acredita nisso, vem passear aqui no centro de SP.

    A cultura de um povo é aceita na elaboração de leis e em processos judiciais, e qual o entendimento da nossa cultura sobre esse tema? Por que que temos que seguir Holanda ou o Uruguai? Novamente vivemos em uma sociedade e temos nossa cultura. Por muda-la? Só para agradar uma minoria? Assistam Tropa de Elite (o trecho da passeata).

    No mais, creio que fazer um EXPERIMENTO com 190 milhões de habitantes NÃO é algo SENSATO.

    Vejam Diadema/SP o número de crimes diminuiu após o município por lei fechar os bares as 10h00, vivemos em uma sociedade.

    E a droga foi proibida porque em algum momento causou mais danos que virtudes, deixem que os outros façam experimentos com os países deles.
    Para que forçar a criação de leis para mudar o que existe hoje? E se for para mudar por que não discutir uma lei igual à Indonésia? Por que que se discute só mudar a lei para descriminalizar e não para ENDURECER a lei?

    Temos que tomar muito cuidado ao criar premissas equivocadas e a partir delas criar deduções lógicas viciadas.

    Vou parar por aqui porque o texto tem várias outras premissas equivocadas e aqui não é lugar para ficar perdendo tempo em uma discussão sem fim que não vai levar nada a lugar nenhum.
    (Aqui é um país livre, sintam-se a vontade de responder, mas não vou perder meu tempo respondendo).
  • Marcelo  23/02/2015 19:43
    Dá pra derrubar todos seus argumentos facinho, facinho, vamos lá:

    1 - se a pessoa quiser se matar, ela está no seu direito SIM.
    2 - a pessoa seria obrigada a se vacinar/medicar sim, afinal ela estaria colocando terceiros em risco. Lembre-se, você tem liberdade de fazer o que quiser com você mesmo, não contra terceiros
    3 - as pessoas só roubam e cometem crimes para comprar drogas, porque elas são extremamente caras e inacessíveis. Libere-as e todo mundo poderá compra-las, e até mesmo produzi-las, como a maconha.

    por último, nunca defenderíamos aqui que o governo se intrometa mais, regule mais, controle mais. Isso fere tudo que um libertário pensa!
  • Padre  23/02/2015 20:12
    "2 - a pessoa seria obrigada a se vacinar/medicar sim, afinal ela estaria colocando terceiros em risco. Lembre-se, você tem liberdade de fazer o que quiser com você mesmo, não contra terceiros"

    Opa, opa, epa, opa! Não é assim que a coisa funciona, não! O risco de pegar uma doença existe para todos. Se a pessoa não quer estar sujeita a esse risco, que se imunize. No entanto, ninguém pode obrigar pessoa alguma a inocular em seu corpo variantes de uma doença ou mesmo anticorpos.

    Você pode proibir que pessoas não imunizadas tenham acesso à sua propriedade privada, mas você não pode agarrar ninguém a força e fazer com que ela tome um medicamento. Isso é agressão, ninguém tem a autoridade para fazer uma loucura dessas. Esse negócio de "saúde pública" é tão aberrante quanto a "função social da propriedade". Ninguém pode ter sua propriedade relativizada para atender aos anseios de uma entidade abstrata chamada "sociedade" e nem para elidir um risco abstrato de agressão.
  • Enrico  19/02/2015 14:50
    Então proibir o álcool seria sua sugestão para reduzir acidentes?

    Os fins não justificam os meios, só para avisar.
  • gabriel  19/02/2015 15:34
    A soluçao de qualquer problema pro brasileiro medio é, proibir ou obrigar todas as pessoas de um territorio a fazer alguma coisa contra sua vontade.

    Nao vem dado muito certo, mas é só pq infelizmente alguns ainda tem vontade própria
  • Giancarlo  19/02/2015 23:13
    Gênio!

    Obviamente tu te considera entre aqueles acima da média?

    Em que aspecto a tua vontade própria é diferente da dos demais que tu acha coerente ignorar?
  • Fisichella  20/02/2015 00:23
    Mio caro ragazzo, vedere l'ironia, cazzo!
  • gabriel  20/02/2015 02:13
    Opinião média, não creio que uma opinião pode estar acima ou abaixo da média, continua uma opinião, me refiro a moda(que mais aparece numa amostragem) das opiniões se lhe deixa melhor essa definição.
    A minha é diferente porque ela não é referente a obrigar ninguém a segui-lá, já cansei de ouvir gente concordar comigo nesse ponto pra dois minutos depois falar que algo deveria ser proibido/obrigatório.
    Caso não tenha percebido minha frase foi irônica no que tange a infelicidade das pessoas terem vontade própria. Não tenho nada contra outras vontades diferentes, apenas contra obrigar terceiros a seguir ordens contra suas próprias vontades.
  • Nilo BP  23/02/2015 01:46
    O problema é que o "brasileiro médio" se acha acima da média e no direito de mandar nos outros (pelo "bem comum", claro). Aliás isso não é problema exclusivo dos brasileiros.

    Nesse sentido, uma pessoa que está ciente do mal causado pelos mandos e desmandos do Estado, e que portanto se abstém de pedir por proibição disso e obrigação daquilo, faz, sim, parte de uma elite. Como dizem por aí, o mais sábio é aquele que conhece as próprias limitações.

    O problema não é a existência de uma elite. Obviamente existem pessoas e grupos superiores a outros em certos aspectos. O problema é que, no atual arranjo estatista, a elite se mantém no topo participando de um esquema de extorsão.
  • Dalton C. Rocha  19/02/2015 14:38
    O artigo é obviamente enviesado. Parece até, que legalizar drogas em tempos atuais seria uma boa coisa. Plantar coca é plenamente legal, na Bolívia do narcoíndio Evo Morales. O ópio foi plenamente legal, na China das décadas finais do século XIX e décadas iniciais do século XX; a sociedade chinesa foi arruinada e empobrecida, com tal droga legalizada. A vizinha Colômbia, menos de vinte anos atrás deu parte de seu território para as FARC administrarem e plantarem drogas à vontade, mas abandonou tal desastrosa política.
    Por sinal, no site www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=31773&cat=Artigos&vinda=S , eu escrevi há mais de dez anos, estas sentenças: "Esta nova proposta, de legalizar as drogas, vem dos mesmos que aprovaram as desastrosas leis. Todas com nobres suposições. E todas com o resultado de aumento do crime. Uma mídia cúmplice, se nega a falar alguma verdade sobre este assunto.
    Para começo de conversa, não foi por acaso que se proibiram as drogas. Vale lembrar que tanto no Brasil, como nos USA, cocaína era plenamente legal em 1910. A coca-cola em sua fórmula original, continha cocaína. Sigmund Freud era um usuário conhecido da cocaína. Cármen Miranda também.

    A cocaína e demais drogas, foram proibidas não para incentivar o consumo nos morros ou aumentar o crime. As drogas foram proibidas, com o fim de proteger a saúde física e mental da sociedade. Os recentes casos de drogados que mataram os próprios pais, bem mostram o que a droga faz em certas mentes. Fato mais comum é o consumo de drogas, por parte de menores abandonados.

    Tanto faz se as drogas são legais ou não. O efeito delas no organismo é o mesmo. Admito que há pessoas, nas quais as drogas ditas ilegais, não tem grande efeito maléfico. Na maioria dos casos, elas são um desastre.

    É fato conhecido o sucesso de drogados na política (FHC, Fernando Gabeira, etc.) e no mundo das artes (Elvis Presley, Raul Seixas,etc.). Tanto na arte como na política, deve-se fingir o que não é, não se cumprem horários, etc. Nos demais trabalhos, os drogados são um desastre total. Quando se deve cumprir horários e ser verdadeiro, o drogado é um desastre total. Caso duvide, converse com a família de um drogado e veja o seu desempenho nos estudos e trabalho.

    Além do efeito maléfico sobre a sociedade, a droga legalizada terá um efeito ainda mais maléfico sobre a política brasileira. Ora, é evidente que tendo cocaína a US$1 aqui no Brasil, e a mesma quantidade de cacaína custando US$100 nos USA, haverão pessoas fazendo tráfico internacional de drogas. Com um negócio tão lucrativo, eles vão financiar campanhas políticas, para terem acesso ao poder. Já está acontecendo. É notório o financiamento de traficantes a políticos. Em outras palavras, tão logo as drogas sejam legalizadas, os traficantes serão o único poder no Brasil. Eles simplesmente vão nos governar. O objetivo nacional número um será manter a droga sendo exportada para o exterior. Todo o resto será secundário ou esquecido. Caso duvidem disto, vejam a situação da "Farclândia" na vizinha Colômbia. Aonde estão o bem estar social, a paz ou o progresso? Toda a riqueza e o poder da Farclândia estão na mão dos traficantes. O povo vive na miséria e quem reclamar da situação, sabe que será morto de imediato. Algo similar ocorre nos morros cariocas, desde a primeira administração de Brizola (1983-1987).

    Eu concluo aqui dizendo, que esta "solução" de legalizar a droga, é apenas mais um desastre esquerdista. A legalização da droga colocará o Brasil, ainda mais nas mãos dos traficantes de drogas. Ela semeará apenas a desgraça e a miséria, como tem feito tanto na Colômbia, quanto nos morros cariocas. Legalizar as drogas irá apenas beneficiar os traficantes e seus áulicos políticos. Para todo o resto, apenas restará ainda mais desgraça."

    Eu sei que muita gente vai duvidar, que uma vez legalizadas as drogas, o Brasil ficará (totalmente) nas mãos dos narcotraficantes. Foi exatamente o que ocorreu no Peru de Alan Garcia, lá nos anos 1980. Também na Bolívia do narcogeneral Garcia Mesa, lá nos anos 1970. Convém lembrar também do Afeganistão dos talebães, menos de 20 anos atrás. Tal e qual as FARC da Colômbia, os talibães são uma narco-guerrilha. Não acho sinceramente, que a China dos anos 1860 a 1930 ou a Bolívia de Garcia Mesa ou o Afeganistão do Mulá Omar ou qualquer outra narcocracia (governo de narcotraficantes) do passado ou atual seja um modelo de progresso, honestidade ou desenvolvimento a se seguir.
  • Edo  19/02/2015 15:51
    Discordo totalmente do dito. Legalizar as drogas no mercado interno não implica a possibilidade de revender a droga em mercado externo, a nao ser que o país alvo da venda seja liberal também.
    E quanto a questao do poderio dos traficantes eu discordo plenamente. Conheço diversos usuários esporádicos de maconha, os quais se tivessem a possibilidade de mesmo pagando um preço superior prefeririam comprar em algum lugar seguro a se expor a narcotraficantes.

    Seu texto tem consistencia, só nao concordo com o termo drogado que é utilizado. Na concepçao do texto, tem-se a impressao que qualquer usuário de drogas é alguem fadado a desgraça etc. Quando que na realidade temos um enorme número de usuários esporádicos, que utilizam a droga como meio recreativo e nao prejudicam sua vida social, pessoal e profissional.
  • Samuel Lemos  03/10/2016 13:27
    Meu caro, pode ter certeza que esse seu "enorme número" não é nada comparado às centenas de milhares cujas vidas foram destruídas pela droga, juntamente com as vidas de suas famílias. A expectativa de quem clama pela descriminalização total das drogas é de que todos os usuários se tornariam, magicamente, um sem-número de "Fernandos Gabeiras", intelectuais pseudo-progressistas (no fundo, apenas esquerda caviar), mas na verdade, o que teríamos seria uma explosão de "Suzanes von Richthofen", notória consumidora de drogas segundo seus cúmplices no assassinato dos próprios pais.

    Hoje a maioria dos crimes é cometida por usuários de drogas, e cabe ressaltar que muitas vezes o usuário não é apenas usuário, mas também traficante, entrando no "negócio" para assim conseguir sustentar seu próprio consumo. O mito do traficante engravatado e de boa aparência que não consome o que vende pode até existir, mas, longe de ser a via de regra, trata-se de uma rara exceção na vida real.

    Não, não é apenas no Brasil que a descriminalização das drogas é uma péssima ideia: a espécie humana como um todo jamais deveria considerar essa hipótese.

    dp-mt.jusbrasil.com.br/noticias/2550719/pesquisa-69-dos-crimes-sao-cometidos-por-usuarios-de-drogas

    www.gazetadopovo.com.br/especiais/paz-tem-voz/droga-causa-77-dos-homicidios-9dgb4ldc3wfdvvkce6rztqtzi

    g1.globo.com/brasil/noticia/2012/04/75-dos-jovens-infratores-no-brasil-sao-usuarios-de-drogas-aponta-cnj.html
  • Leonardo Barbosa  19/02/2015 16:06
    Perfeito, Dalton C. Rocha.
    Na verdade artigos como este servem para demonstrar a cegueira dos libertários e anarco-capitalistas.
    Eles ao defender a descriminalização das drogas estão defendendo a mesma bandeira que os esquerdistas estatólatras defendem, falo de grupos como o PSOL do Jean Wyllys.
    É incrível como os libertários não se perguntam o porque de haver um movimento no ocidente a favor das drogas e da sua descriminalização que é encabeçado por setores da mídia, do show business, partidos e ongs políticas todos coincidentemente de esquerda ou de extrema-esquerda.
    Ai vão lá os liberais, especialmente os libertários, carregar essa mesma bandeira contribuindo para os objetivos da esquerda. Ou agora vocês vão me dizer que a esquerda "discute" a proposta da descriminalização das drogas porque eles são contra a intervenção estatal na vida privada das pessoas? Ou então vocês acham que os socialistas ao promoverem a legalização das drogas não tem planos para quando isso acontecer? E estes planos entrando em ação com a legalização, fortaleceriam ou enfraqueceriam a hegemonia marxista na cultura e aumentariam ou diminuiriam o poder político e financeiro dos movimentos, partidos e governos socialistas?
    Seria interessante os libertários pensarem sobre isso.
  • Gabriel  19/02/2015 17:11

    ''Eles ao defender a descriminalização das drogas estão defendendo a mesma bandeira que os esquerdistas estatólatras defendem, falo de grupos como o PSOL do Jean Wyllys.''

    Jean Wyllys e a esquerda em geral defendem a regulamentação e a taxação da droga, nós libertários defendemos a desregulamentação e descriminalização, tirando o estado da jogada. Ou seja, não estamos ''defendendo a mesma bandeira do que eles''.

    ''Ai vão lá os liberais, especialmente os libertários, carregar essa mesma bandeira contribuindo para os objetivos da esquerda. Ou agora vocês vão me dizer que a esquerda "discute" a proposta da descriminalização das drogas porque eles são contra a intervenção estatal na vida privada das pessoas? Ou então vocês acham que os socialistas ao promoverem a legalização das drogas não tem planos para quando isso acontecer?''

    Agora defender liberdades individuais é ''contribuir com a esquerda''? Como eu disse: o que defendemos é bem diferente do que a esquerda defende.

    Já está na hora de ''desmontar'' esse mito de que só a esquerda é defensora dos direitos individuais -- coisa que ele não é, e só defende por conveniência.

    ''E estes planos entrando em ação com a legalização, fortaleceriam ou enfraqueceriam a hegemonia marxista na cultura e aumentariam ou diminuiriam o poder político e financeiro dos movimentos, partidos e governos socialistas?''

    Não entendi. Houve uma época em que todas as drogas eram legalizadas, e curiosamente justo nessa época a família era mais forte e a religião mais presente na vida das pessoas. Logo se você for conservador (não um neoconservador) você deveria defender a total liberação das drogas.

    ''Seria interessante os libertários pensarem sobre isso.''

    Seria interessante se as pessoas conhecessem as ideias defendidas pelos libertários antes de jogarem todos como ''defensores da esquerda''.
  • Wolmar  19/02/2015 19:25
    Ou agora vocês vão me dizer que a esquerda "discute" a proposta da descriminalização das drogas porque eles são contra a intervenção estatal na vida privada das pessoas? Ou então vocês acham que os socialistas ao promoverem a legalização das drogas não tem planos para quando isso acontecer? E estes planos entrando em ação com a legalização, fortaleceriam ou enfraqueceriam a hegemonia marxista na cultura e aumentariam ou diminuiriam o poder político e financeiro dos movimentos, partidos e governos socialistas?

    Questões super pertinentes. Sempre que eu via alguem defendendo a descriminalização das drogas eu pensava: lá vem um viciado querendo fumar seu baseadinho sossegado sem ter que se incomodar com a polícia. Mas essa teoria não tem nada de "conspiratória".

    Outro ponto a ser discutido: Já não temos problemas suficientes com a CACHAÇA, para agora virmos querer liberar TODO o resto???

    Em nossa sociedade faz-se de tudo para inibir/coibir/proibir o uso do fumo e também do álcool, enquanto que por outro lado trata-se do uso de drogas ilícitas como um problema de saúde pública. E agora como um exercício de liberdade! A liberdade de atentar contra a própria saúde. Não. Penso diferente. Ao ser humano não é dada essa liberdade.


  • Gabriel  19/02/2015 20:32
    ''Questões super pertinentes. Sempre que eu via alguem defendendo a descriminalização das drogas eu pensava: lá vem um viciado querendo fumar seu baseadinho sossegado sem ter que se incomodar com a polícia. Mas essa teoria não tem nada de "conspiratória". ''

    E o que você tem contra o ''viciado querendo fumar seu baseadinho''? Por acaso ele está te incomodando?

    ''Outro ponto a ser discutido: Já não temos problemas suficientes com a CACHAÇA, para agora virmos querer liberar TODO o resto??? ''

    Então vamos proibir o álcool é isso?

    ''Em nossa sociedade faz-se de tudo para inibir/coibir/proibir o uso do fumo e também do álcool, enquanto que por outro lado trata-se do uso de drogas ilícitas como um problema de saúde pública. E agora como um exercício de liberdade! A liberdade de atentar contra a própria saúde. Não. Penso diferente. Ao ser humano não é dada essa liberdade.''

    Como não é dada essa liberdade? Quem é você? Deus?

    É cada um que aparece...
  • Wolmar  19/02/2015 21:53
    [i]E o que você tem contra o ''viciado querendo fumar seu baseadinho''? Por acaso ele está te incomodando? [\i]

    Nada contra não. Só me incomoda maconheiro querendo posar de bom moço

    [i]Então vamos proibir o álcool é isso? [\i]

    Não. Nem uma coisa nem outra. Nem proíbe o álcool nem libera as outras drogas. Não há termos de comparação dos efeitos do álcool com o das outras drogas.

    [i]A liberdade de atentar contra a própria saúde. Não. Penso diferente. Ao ser humano não é dada essa liberdade.''
    Como não é dada essa liberdade? Quem é você? Deus?[\i]

    HAHAHA Não. Não sou Deus não. Mas bem que eu podia ser agente de segurança do trabalho. Se eu visse um trabalhador sem os devidos equipamentos de segurança eu fazia ele usar. Um trabalhador não pode acordar de manhã e dizer: "Hoje eu vou exercer minha liberdade de colocar minha vida em risco e não vou usar esses malditos equipamentos de segurança!"
    Por que com as drogas pode ser diferente? Infelizmente a liberdade não está limitada somente ao prejuízo de terceiros.

  • Gabriel  19/02/2015 23:51
    ''Nada contra não. Só me incomoda maconheiro querendo posar de bom moço.''

    Então para você se uma pessoa é usuária de maconha ela é automaticamente má? Interessante.

    ''Não. Nem uma coisa nem outra. Nem proíbe o álcool nem libera as outras drogas. Não há termos de comparação dos efeitos do álcool com o das outras drogas.''

    Claro. Vamos continuar torrando tubos de dinheiro em uma guerra que já começa perdida.

    O estranho é que no artigo há um hyperlink que cai nesse texto que mostra que todas as drogas já foram liberadas e comercializadas em farmácias e mercearias normalmente no fim do século XIX e inicio do XX.

    Não teve nenhum surto de dependentes, a criminalidade era mais baixa e a família era mais unida --é por isso que os conservadores verdadeiros defendem a total liberação. Já que a proibição é um fenômeno recente, ou seja, progressista.

    ''Hoje eu vou exercer minha liberdade de colocar minha vida em risco e não vou usar esses malditos equipamentos de segurança!"
    Por que com as drogas pode ser diferente? Infelizmente a liberdade não está limitada somente ao prejuízo de terceiros.
    ''

    Gostaria de entender o porquê você acredita que sabe o que é melhor para as outras pessoas? Vamos supor que o seu vizinho é usuário de alguma droga ilícita, o que isso muda na sua vida? Absolutamente nada.

    Mas o problema aqui não é esse, o problema é que você quer enfiar sua moral nas outras pessoas coercivamente (pelo estado).

    Sabe o que é mais interessante? Metade das pessoas que estão poluindo esse artigo é a favor da total liberação das armas, mas é contra a liberação das drogas. Nonsense total.

    É aquela velha frase: ''concordo com a liberdade quando ela está de acordo com aquilo que eu acho, senão sou a favor do governo descer o cassetete.''

    Pelo que vejo essa mentalidade está enraizada na cabeça do brasileiro médio.
  • Sven  02/06/2015 22:57
    Excelente comentario!

    As pessoas agem de forma conveniente( e incoerente )
  • Felipe  19/02/2015 16:28
    "As drogas foram proibidas, com o fim de proteger a saúde física e mental da sociedade. Os recentes casos de drogados que mataram os próprios pais, bem mostram o que a droga faz em certas mentes. Fato mais comum é o consumo de drogas, por parte de menores abandonados."

    Pela sua lógica você deveria proibir bebidas alcoólicas e cigarros também. Drogados que matam os pais já sofrem de alguns distúrbios mentais. Está longe de a droga ser a única culpada.

    Agora o que você não diz, e o texto trata logo no inicio, é que ao proibir, você retira a liberdade de cada um fazer sua escolha própria, seja para o bem ou mal da própria pessoa.

    "Nos demais trabalhos, os drogados são um desastre total. Quando se deve cumprir horários e ser verdadeiro, o drogado é um desastre total."

    A questão é i daí?. Se um drogado falta no trabalho que seja demitido e aprenda com seus erros.

    O que você faz constantemente é ignora que a responsabilidade por erros individuais é do próprio individuo, e não da sociedade. Você tem uma visão da sociedade como um corpo só, e isso é o que torna seus argumentos o que são.

    "Caso duvide, converse com a família de um drogado e veja o seu desempenho nos estudos e trabalho."

    Eu tenho experiência própria com um membro da família que já foi um usuário.
    A primeira coisa que lembro é que, as drogas já eram proibidas, e ainda assim essa pessoa usava.

    Segundo, que a responsabilidade e a culpa era toda dela. Hoje é ela quem enfrenta as consequências por isso.

    "Além do efeito maléfico sobre a sociedade"

    E os efeitos maléficos da proibição? O empobrecimento da população para financiar toda essa guerra e a morte de inúmeros inocentes. E tudo isso para nada, pois as drogas continuam sendo vendidas.

    "a droga legalizada terá um efeito ainda mais maléfico sobre a política brasileira. . Com um negócio tão lucrativo, eles vão financiar campanhas políticas, para terem acesso ao poder... os traficantes serão o único poder no Brasil"

    Você simplesmente esquece que com as drogas legalizadas não haverão mais traficantes, e sim empresários como qualquer outro. Por acaso o dono da Ambev domina o país?

    "Eu concluo aqui dizendo, que esta "solução" de legalizar a droga, é apenas mais um desastre esquerdista. A legalização da droga colocará o Brasil, ainda mais nas mãos dos traficantes de drogas."

    Péssima conclusão, é justamente a legalização que vai tirar o brasil das mãos dos traficantes.
  • Philip  19/02/2015 22:37
    "Péssima conclusão, é justamente a legalização que vai tirar o brasil das mãos dos traficantes."

    Péssima conclusão, a legalização NUNCA vai tirar o Brasil das mãos dos traficantes. Somente a completa desregulamentação vai.
  • Felipe  20/02/2015 11:28
    Tu julga minha conclusão como péssima simplesmente porque eu não especifiquei que legalizar também inclui desregulamentação completa ou parcial?
  • Vagner  19/02/2015 17:17
    Assim como aconteceu com a holanda, eua, portugal? O cara não leu um linha do texto para dizer tamanha besteira.
  • Philip II  19/02/2015 23:16
    Wagner, não seja afoito em me julgar. Leia esse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=440

    Perdão se não me fiz claro. Quando disse "completa desregulamentação", quis dizer isso mesmo. Completa desregulamentação da economia, não apenas das drogas.
  • Rennan Alves  20/02/2015 00:15
    A resposta do Vagner foi para o Dalton (lembro de ter a visto mais cedo).

    Por algum motivo ela está sempre em último.
  • Vagner  20/02/2015 12:12
    A resposta foi para o Dalton.
  • Philip III  20/02/2015 15:29
    Certo, my bad. Bem, pelo menos ficou a dica do artigo linkado.
  • Hugo  20/02/2015 02:35
    Dalton você tem certeza mesmo que liberar as drogas vai fazer o BR ficar em mãos de traficantes,e que o mercado de drogas é naturalmente muito lucrativo?

    Rapaz,a proibição das drogas dá implicitamente o poder de monopólio pra grandes quadrilhas,consequentemente os traficantes se aproveitam disso e botam o preço extremamente alto num produto que custa muito barato para se cultivar,gerando taxas de lucro surreais de mais de mil porcento,que como explicado pelo texto possibilita as quadrilhas infiltrarem o sistema jurídico e policial pelo suborno,sem contar que eles não pagam impostos e enriquecem do dia pra noite nesse mercado negro. Você acha que os traficantes são a favor da legalização,que faria eles terem uma taxa de lucro bem raquítica de livre mercado,perderem a influência deles no governo e em favelas e ainda os obrigaria a pagar impostos e terem acumulação de capital muito mais lenta?

    Se você é contra grandes quadrilhas e traficantes,então defenda a liberalização,traficantes querem mais é que o mercado fique bem proibido mesmo!
  • amauri  19/02/2015 15:28
    Meu ponto de vista eh: quem quer consumir drogas consumira de pontos de venda legal ou ilegal, deste ponto de vista legalizar não mudaria a situação. Quem garante que se legalizada o crime diminuirá? ou que os efeitos colaterais diminuirão? Ou que não haverá o mercado negro? Quem ja teve alguem querido que eh viciado sabe que, o vicio não destrói apenas o viciado. A família sofre demais, mesmo que o viciado seja só viciado e não entre no crime.
  • Felipe  19/02/2015 16:39
    "Quem garante que se legalizada o crime diminuirá?"

    Pelo simples fato de que traficantes do rio não mais poderão se financiar com a venda de drogas.

    "ou que os efeitos colaterais diminuirão?"

    Ué, quem venderá estará sendo fiscalizados por instituições privadas ou públicas, ao invés de laboratórios clandestinos. O que você acha mais seguro?

    "Ou que não haverá o mercado negro?"

    Isso dependerá se haverá muitas regulações, como o mercado de cigarros, ou não. Tudo dependerá de como será esta legalização

    "Quem ja teve alguem querido que eh viciado sabe que, o vicio não destrói apenas o viciado. A família sofre demais, mesmo que o viciado seja só viciado e não entre no crime."

    A responsabilidade é do indivíduo, e da família. Além disso, a proibição as drogas de nada tem funcionado para impedir isso.
  • Wolmar  19/02/2015 18:53
    "Quem garante que se legalizada o crime diminuirá?"

    Pelo simples fato de que traficantes do rio não mais poderão se financiar com a venda de drogas.

    Pois a criminalidade aumentaria assustadoramente. Com essa possibilidade, os traficantes ao verem seu mercado desaparecer seriam "obrigados" a buscar outras formas de financiamento. E por acaso vc acha que eles se tornariam trabalhadores honestos após a liberação das drogas???

    "ou que os efeitos colaterais diminuirão?"

    Ué, quem venderá estará sendo fiscalizados por instituições privadas ou públicas, ao invés de laboratórios clandestinos. O que você acha mais seguro?

    Mais seguro??? Não se trata de drogas que se compram em drogarias fabricadas por laboratórios idôneos e extremamente regulados. Estamos falando de drogas psicotrópicas e de alto poder viciante. Não há nenhuma segurança nisso. Afinal de contas: Por que mesmo que essas substâncais foram proibidas, hem?

    "Ou que não haverá o mercado negro?"

    Isso dependerá se haverá muitas regulações, como o mercado de cigarros, ou não. Tudo dependerá de como será esta legalização

    Entendi. Basta que não haja nenhuma regulamentação que não existirá "mercado negro". Ou seja, ele será todo negro. É isso?

    "Quem ja teve alguem querido que eh viciado sabe que, o vicio não destrói apenas o viciado. A família sofre demais, mesmo que o viciado seja só viciado e não entre no crime."

    A responsabilidade é do indivíduo, e da família. Além disso, a proibição as drogas de nada tem funcionado para impedir isso.

    [i]Será que não? Tem certeza? Será que o poder repressor e a clandestinidade não reduzem nem um pouquinho a demanda por drogas ilícitas? Será que TODO e qualquer indivíduo que queira usar uma droga ilegal, a tem à disposição livre de qualquer embaraço alem do aparato repressor? Talvez seja este o viés. Caso a resposta seja positiva, realmente todo este gasto e toda essa "guerra" seriam um imenso desperdício de recursos. Caso a proposta de liberação tenha por objetivo comprovar essa tese, seria extremamente arriscado coloca-la a teste. Os resultados podem ser desastrosos


  • Felipe  19/02/2015 19:57
    "os traficantes ao verem seu mercado desaparecer seriam "obrigados" a buscar outras formas de financiamento. E por acaso vc acha que eles se tornariam trabalhadores honestos após a liberação das drogas??? "


    Eles podem tentar o que quiserem, secando a fonte vai diminuir substancialmente seu poder de fogo,e por consequência, toda violência da guerra as drogas.
    Metralhadoras e capangas custam caro, sabia.


    "Mais seguro??? Não se trata de drogas que se compram em drogarias fabricadas por laboratórios idôneos e extremamente regulados. Estamos falando de drogas psicotrópicas e de alto poder viciante. Não há nenhuma segurança nisso. Afinal de contas: Por que mesmo que essas substâncais foram proibidas, hem? "

    Não estou falando que é segura, apenas que será mais segura do que fabricadas em laboratórios clandestinos.

    "Entendi. Basta que não haja nenhuma regulamentação que não existirá "mercado negro". Ou seja, ele será todo negro. É isso? "


    Oi?

    Você não entendeu nada. Se o governo taxa significativamente as drogas e cria um monte de regras, a ponto de deixar seu preço lá em cima, fará com que consumidores procurem o mercado negro.
    Caso ele não regule tanto, seu preço não irá ficar tão alto, assim ninguém precisará recorrer ao mercado negro.

    Isso acontece com os cigarros.

    "Será que o poder repressor e a clandestinidade não reduzem nem um pouquinho a demanda por drogas ilícitas?"

    A questão é olhar custo e beneficio.

    O custo da proibição é o empobrecimento de toda população que tem que financiar toda a guerra as drogas, e também a morte de milhares de civis.

    O beneficio é uma pequena (sim, pequena) dificuldade para adquirir drogas.

    E ai, vale a pena?
  • Wolmar  19/02/2015 22:14
    [i]Eles podem tentar o que quiserem, secando a fonte vai diminuir substancialmente seu poder de fogo,e por consequência, toda violência da guerra as drogas.
    Metralhadoras e capangas custam caro, sabia.[\i]

    Ninguem precisa de metralhadoras para assaltar. Precisa para matar policiais. E ninguém precisa COMPRAR uma metralhadora para assaltar, basta alugar uma, sabia?

    [i]O custo da proibição é o empobrecimento de toda população que tem que financiar toda a guerra as drogas, e também a morte de milhares de civis.[\i]

    O custo da legalização é o empobrecimento de toda população que tem que financiar todo o tratamento de saúde e todo prejuízo que a morte de milhares de civis por overdose vai trazer

    [i]O beneficio é uma pequena (sim, pequena) dificuldade para adquirir drogas.[\i]

    Pois é, que guerra sangrenta contra as drogas é essa que só dificulta um pouquinho a aquisição de drogas? Se for assim mesmo é melhor que essa guerra comece a ser melhor travada, por que até agora só morreram policiais militares (229 ano passado) mais algumas pessoas vitimas de "balas perdidas". Antes da sociedade abrir as pernas pras drogas, que tal combate-las de forma mais eficiente?
  • João Paulo  20/02/2015 05:09
    Só a indústria do tráfico tem capital suficiente para a manutenção de um arsenal pesado. Armas são apreendidas pela polícia a todo momento. Bandidos não irão conseguir repor fuzis apenas roubando casas e carros. Facções criminosas não irão dominar territórios nem se praticassem assaltos a bancos, já que não conseguiram arcar com o custo de manter uma milícia fortemente armada.
  • amauri  20/02/2015 10:16
    Quem disse a voce que a responsabilidade de um viciado eh dele e da família? A dele sim, excluindo quando se vicia na pre-adolescência e adolescência. Voce acha que um jovem com família estruturada e com boa educação não usa drogas?
    Voce acredita que o Brasil tem condições de liberar drogas?
    Que o governo desregulamentara ?
    Droga eh nociva pura ou batizada, talvez a pura demore um pouquinho mais para destruir o jovem.
    Um pais onde a população respeite o próximo e as regras pode ter um resultado positivo a liberação. Países como o Brasil sou absolutamente cético.
  • Felipe  20/02/2015 11:37
    "Quem disse a voce que a responsabilidade de um viciado eh dele e da família?"

    Oras, é de quem então? Me aponte o responsável. Quem foi procurar o traficante? quem pegou o dinheiro do pai e foi comprar maconha? Tudo isso requer ações voluntárias do individuo.

    "Voce acredita que o Brasil tem condições de liberar drogas?"

    Vocês socialistas ou moralistas sempre pensando na sociedade como um corpo só.

    Eu não estou nem ai para o brasileiro se capaz ou não de lidar com a legalização das drogas, apenas não quero financiar todo o sistema policia para combater traficantes bem armados que são financiados pelo venda ilegal de drogas.
  • amauri  20/02/2015 13:12
    Voce acha que a liberação e desregulamentação econômica resolve todos os problemas. E antes de dar seu juízo de valor a alguém, leia com mais atenção. Para você quem não se alinha ao seu juízo de valor eh socialista ou moralista.
  • amauri  20/02/2015 17:22
    Os campeões liberacionistas de drogas no Brasil são parceiros políticos das Farc, e voce vem dizer voces socialistas e moralistas. Que socialista eh contra a liberação de drogas? Quem disse que os libertários não tem nada em comum com comunistas e terroristas? Se estes pro-totalitarismo querem drogas livres, tem um motivo. Qual?
  • Felipe  20/02/2015 11:26
    Para você um ladrão de carga pode ter o mesmo poder de fogo que um traficante?

    Vou tentar apenas uma última vez. Um traficante chamado Playboy, lá no rio, fatura cerca de 1 milhão por mês. Com esse dinheiro ele consegue pagar policiais, pagar capangas e manter todos bem armados.

    Sem esta fonte todo seu poder esvazia, mesmo que ele roube nunca chegará a ganhar o que ganha hoje, podemos imagina que chegue a 50 mil roubando cargas. Reparou alguma diferença?

    Não poderá mais comprar policiais e metralhadoras, seu poder de fogo foi substancialmente reduzido, sua capacidade de cometer crimes também, a guerra com policiais e rivais será menos violenta.


    "O custo da legalização é o empobrecimento de toda população que tem que financiar todo o tratamento de saúde e todo prejuízo que a morte de milhares de civis por overdose vai trazer"

    Claro, para você é a mesma coisa um drogado morrer por overdose e um civil morre por bala perdida. Bela lógica.

    Não vou me dá o trabalho de discuti a diferença sobre o custo da saúde pública e de financiar todo um sistema policial para guerrear com traficantes bem armados.
  • anônimo  20/02/2015 11:41
    'podemos imagina que chegue a 50 mil roubando cargas. Reparou alguma diferença?'

    Quem é podemos? BTW, reparei que você tem uma imaginação fértil, não tem nada que indique que vai ficar só nisso.Ou que se passar pra outros crimes como sei lá, sequestro, não seja capaz de ganhar muito mais.
  • Felipe  20/02/2015 13:10
    "reparei que você tem uma imaginação fértil, não tem nada que indique que vai ficar só nisso.Ou que se passar pra outros crimes como sei lá, sequestro, não seja capaz de ganhar muito mais"

    Se você acha mais lucrativo sequestrar do que traficar basta me apontar grandes sequestradores milionários, ou grupos poderosos que vivem apenas do sequestro.

    O dinheiro que rola no tráfico é fichinha perto do que rola com sequestro ou roubos de carga e bancos.
  • Felipe  20/02/2015 13:28
    Corrigindo a frase: O dinheiro que rola com sequestro ou roubos de carga e bancos é fichinha perto do que rola no tráfico.
  • Wolmar  20/02/2015 12:22
    Vou tentar apenas uma última vez. Um traficante chamado Playboy, lá no rio, fatura cerca de 1 milhão por mês. Com esse dinheiro ele consegue pagar policiais, pagar capangas e manter todos bem armados.

    Ah bom, então tá. Você quer dizer que com a legalização das drogas toda essa dinheirama que o playboy arrecada (pode me dizer aonde vc viu esses números?- so não me mande pesquisar ok?) iriam para algum empresário honesto do ramo de venda de drogas alucinógenas psicotrópicas e viciantes. E o estado ainda sairia ganhando com a arrecadação de impostos. Que bela lógica a sua! E esse empresário nem precisaria gastar para comprar o sistema de justiça. Seu poder de fogo seria muitíssimo maior. Acho que o mundo seria bem melhor assim. Mas uma pergunta: Será que esse dinheiro todo gasto com drogas não poderia ter uma melhor destinação?
    E eu respondo: Não. O usuário tem todo direito de usar seu dinheiro na forma que desejar, mesmo que seja da forma mais estúpida, arruinando-se a si mesmo e entregando tudo a um traficante, ou melhor, a um comerciante honesto

    Claro, para você é a mesma coisa um drogado morrer por overdose e um civil morre por bala perdida. Bela lógica.

    É a mesmíssima coisa meu caro! Ambos saem mortos! Ou é melhor morrer no "barato"? Ah sim é moralmente mais aceitável para vc talvez que alguém morra usando drogas

    Não vou me dá o trabalho de discuti a diferença sobre o custo da saúde pública e de financiar todo um sistema policial para guerrear com traficantes bem armados.

    Claro que não
  • Felipe  20/02/2015 13:27
    Wolmar,

    " pode me dizer aonde vc viu esses números?- so não me mande pesquisar ok?"

    Claro: veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-bandido-e-seu-labirinto

    "Que bela lógica a sua!"

    Segundo sua lógica, não tem diferença entre temos um acionista da ambev ou um Beira-mar.

    "Acho que o mundo seria bem melhor assim."

    Com certeza.


    "Ah sim é moralmente mais aceitável para vc talvez que alguém morra usando drogas"

    Claro, um usou por que quis, sabia dos riscos. A morte de um civil inocente é outra historia, foi morto por que pessoas como você lutam para financiar todo um sistema que provocam uma guerra interminável e levam a morte desses inocentes
  • Wolmar  20/02/2015 16:10
    Claro, um usou por que quis, sabia dos riscos. A morte de um civil inocente é outra historia, foi morto por que pessoas como você lutam para financiar todo um sistema que provocam uma guerra interminável e levam a morte desses inocentes

    Como é que é? Quer dizer que se o sujeito quiser se entupir de drogas e o estado quiser intervir e impedi-lo, isso é uma violência inaceitável, mas se esse mesmo cara morrer depois de se encher de drogas é bem feito para ele que se entupiu de drogas mesmo sabendo dos riscos que corria?

    Sua lógica é encantadora de tão bela
  • Felipe  20/02/2015 17:24
    Como é que é, eu que digo! Acabou de me mostrar que não tem caráter nenhum, ao defender descaradamente que um burocrata tem o direito sobre o corpo de outras pessoas.
  • Forever  20/02/2015 17:34
    ''Como é que é? Quer dizer que se o sujeito quiser se entupir de drogas e o estado quiser intervir e impedi-lo, isso é uma violência inaceitável''

    Sim.

    ''mas se esse mesmo cara morrer depois de se encher de drogas é bem feito para ele que se entupiu de drogas mesmo sabendo dos riscos que corria?''

    Ué, se o cara sabia dos riscos que tal droga causaria e mesmo assim usou de quem é a culpa? ''Entupiu-se'' de drogas por que quis.

    Ou será que apontaram uma arma na cabeça dele para ele se drogar?

    ''Sua lógica é encantadora de tão bela''

    Já a sua lógica é meter o governo em responsabilidades individuais. Muito ''bela''.
  • Silvio  20/02/2015 15:27
    "É a mesmíssima coisa meu caro! Ambos saem mortos! Ou é melhor morrer no "barato"? Ah sim é moralmente mais aceitável para vc talvez que alguém morra usando drogas

    Mesmíssima coisa o cacete! Pela mãe do guarda, não tem nada de talvez, mas é claro que é moralmente mais aceitável que alguém morra usando drogas! Perdão pelas palavras, mas que merda de ser humano é você que não consegue ver a gritante diferença entre um ser humano que enche seu próprio rabo de drogas até morrer e um ser humano que é assassinado sem ter feito absolutamente nada fez para merecer isso?

  • Wolmar  20/02/2015 17:51
    Cacete! Voces libertários me assustam! Voce e o Felipe poderiam dar o braço a Goebels ou a Pol Pot. Quer dizer então que o nome do jogo é: liberem as drogas, encham o C#*Ú de drogas e MORRAAAMMM SEUS DESGRAÇADOS!! A vida de um drogado viciado maconheiro não vale um décimo da vida de um trabalhador inocente abatido nessa maldita guerra contra as drogas. A ideia talvez seja boa mesmo. No espaço de uma ou duas gerações a sociedade sairá mais limpa depois de expurgada desses degenerados!
    Se não for para isso me digam:
    PARA QUE MESMO LIBERAR AS DROGAS?
    Se não for para exercer o sacrossanto direito de se destruir é para que? Deve ser para aqueles que o exercerem deixarem o caminho livre e pacificado para todos os outros.
    As FARC e o Foro de Sao Paulo agradecem os serviços prestados
  • Silvio  21/02/2015 12:59
    Você só pode estar de palhaçada.

    Você se esquece de que o preço de tentar impedir esse imbecil de se matar por drogadição é agredir inocentes duplamente: primeiro se rouba seu dinheiro para manter o aparato coercitivo que tentará afastar o drogado das drogas e depois, por causa dessa guerra às drogas, sua vida é desnecessariamente colocada em risco.

    Mas você não liga para que inocentes sejam mortos, desde que isso seja feito para alcançar um belo e justo objetivo moral, que é o de manter o drogado longe das drogas. Por causa desse objetivo santo, é aceitável que alguns (ou mesmo muitos) inocentes morram. E depois sou eu que deveria dar o braço para Goebbles ou Pol Pot, não é mesmo?

    Oras bolas, vá catar coquinho!
  • gabriel  21/02/2015 16:39
    É muito engraçado mesmo ver que existem conservadores que ainda acreditem que estejam ajudando alguém lhes impondo o padrão moral via força bruta, me faz pensar como talvez grandes ditadores podem ter levado uma vida totalmente satisfatória acreditando piamente estarem ajudando a humanidade de alguma forma.
    Me deixou também um pouco triste ver que grandes atrocidades podem surgir das melhores intenções. Sempre achei que se tinha completa consciência das consequências do que se pratica.


  • Wolmar  21/02/2015 16:42
    É voce sim o nazista que divide o mundo entre inocentes e drogados, e acha lícito que estes últimos queimem no forno das drogas. Porém voce se esquece que ninguém nasce uma coisa ou outra e que o drogado de hoje um dia foi um inocente. Eu não quero manter o drogado longe da droga. Eu quero manter a droga longe de todos, e se voce abrir as portas do inferno voce nunca vai saber quantos irão sair de um grupo para entrar no outro.
    Mas tudo bem. Voce acha que este é um mal menor comparado ao inferno da guerra às drogas, em nome do livre-arbítrio e do livre dispor do próprio corpo e da segurança das "pessoas de bem". Mas pensa como os franceses antes da invasão alemã. Se a guerra está vencida, una-se ao inimigo e entregue-se às drogas.
  • Victória  21/02/2015 23:16
    Até onde eu sei, ele não disse que acha bom que os drogados se queimem nas drogas (ou qualquer outro dos seus ad hominem, como dizer que a "sociedade vai estar melhor sem esses degenerados" e o ad hitlerum, numa argumentação incrivelmente falaciosa e emotiva, bem a lá esquerda), mas sim que morrer por usar drogas é diferente de ser assassinado. Porque, sinceramente, eu não sei você, mas eu acharia melhor morrer ACIDENTALMENTE porque fiz uma escolha errada (seja usar drogas, praticar um esporte radical sem equipamento adequado ou ser morbidamente obeso), do que ser ASSASSINADA. E além disso, sinceramente, você age como se, ao proibir as drogas, você conseguisse manter o usuário longe delas, o que não é verdade. Em países que permitem o uso de drogas, esse uso não é maior do que nos que não permitem, e, melhor ainda, a criminalidade diminui. Além disso, as próprias mortes por overdose tendem a diminuir também. Até porque, de verdade, se a pessoa se mantiver usando só drogas leves ou puras farmacologicamente - como elas tenderiam a ser se fossem liberadas, por exigência do consumidor e regulamentação - a chance de que ela morra é pequena. Basta ver que, em um mundo de 200 milhões de consumidores de maconha, praticamente ninguém morre de overdose dessa droga, assim como pouquíssima gente, em um universo de bilhões de usuários, morre de overdose de álcool - apenas, no máximo, em decorrência de acidentes de carro causados por dirigir embriagado. Porque? Porque a maconha é uma droga leve, e o álcool, embora seja uma droga pesada, é de boa qualidade e fabricado por empresas confiáveis. Ou seja, se mais drogas fossem assim, teríamos menos mortes.
  • Silvio  22/02/2015 08:10
    Excelente comentário, Victória. No entanto, gostaria de fazer um reparo: não existe nenhum caso documentado de overdose por maconha. Não que ela não tenha efeitos negativos, mas é um erro dizer que essa droga em particular á capaz de matar.
  • Silvio  22/02/2015 07:59
    "É voce sim o nazista..."

    Até onde eu saiba, quem era entusiasta de regras proibindo o consumo de substâncias em prol da "saúde pública" (seja lá o que isso signifique ao certo) era o Adolfo. Se ele estivesse acompanhando essa discussão, certamente estaria do seu lado, não do meu.

    "...que divide o mundo entre inocentes e drogados, e acha lícito que estes últimos queimem no forno das drogas. Porém voce se esquece que ninguém nasce uma coisa ou outra e que o drogado de hoje um dia foi um inocente"

    Você está se contradizendo. Diz que ninguém nasce inocente ou drogado e que o drogado de hoje é o inocente de outrora. Por favor, decida-se sobre seu próprio ponto de vista. Há inocentes ou não? Antes que você desfaça a sua confusão mental, dou-lhe minha opinião a respeito: somos todos pecadores (embora esteja generalizando, estou bem certo de que ninguém vai discordar disso) mas, apesar disso, não somos culpados por tudo quanto é problema. Que culpa tenho eu se uma pessoa cai no vício se eu próprio sou radicalmente contrário ao consumo das chamadas drogas recreativas? E é tão moralmente aceitável que seja eu uma baixa na guerra às drogas quanto uma pessoa que morreu ao escolher deliberadamente pelo consumo de entorpecentes? Falta-lhe realmente o senso das proporções necessário para ver a diferença entre uma morte e outra?

    "Eu não quero manter o drogado longe da droga. Eu quero manter a droga longe de todos..."

    Que lindo jogo de palavras! O mais engraçado é que foi você quem disse que eu poderia dar o braço a Goebbles... Oh, ironia, quão doce e amarga tu és! Embora reconheça que a frase seja de efeito, ela não faz qualquer sentido. Não é necessário manter a droga longe de quem não quer saber dela. Só faz sentido empreender o esforço de afastar a droga das pessoas que têm interesse por ela, o que nos leva ao comentário a seguir.


    "... e se voce abrir as portas do inferno voce nunca vai saber quantos irão sair de um grupo para entrar no outro"

    Esse seu catastrofismo é puro apelo à emoção, é claro que temos como saber. Em 99% da história humana não havia estado proibindo as drogas, embora as substâncias alucinógenas acompanhem a humanidade há milênios, quiçá desde o seu começo. E a surpresa (para você, não para mim) é que, desde que o mundo é mundo, a esmagadora maioria das pessoas prefere não viver chapada, afinal, para a maioria, a vida é mais do que ficar doidão até morrer.

    "Mas tudo bem. Voce acha que este é um mal menor comparado ao inferno da guerra às drogas..."

    Acho não, tenho absoluta certeza. Até porque não há qualquer bem em arrancar dinheiro de todas as pessoas para expô-las a graves riscos numa guerra desnecessária, cujo objetivo é manter um grupo de pessoas afastadas do que elas querem.

    "...em nome do livre-arbítrio e do livre dispor do próprio corpo e da segurança das "pessoas de bem"

    Por que "pessoas de bem"? Você acha que não existem pessoas de bem? Por acaso aquela pessoa que acorda às 6 da matina, enfrenta trânsito, trabalha pra burro o dia inteiro, enfrenta trânsito de novo e chega em casa esbagaçada todo santo dia não é uma pessoa de bem? Acha que pessoa de bem é um construto puramente teórico e que na prática ninguém se encaixa na categoria? Fiquei curioso, por que usou pessoa de bem entre aspas?

    "Mas pensa como os franceses antes da invasão alemã"

    Bem, os franceses sempre foram muito entusiásticos ao esquerdismo e foi por isso que eles não se preparam devidamente contra os alemães, justamente porque eles eram muito simpáticos à ideologia nazista. Em decorrência disso, os nazistas entraram na França como entraram e conseguiram instaurar e manter um governo colaboracionista. Enfim, se quiser se manter longe dos nazistas, faça como os suíços e não como os franceses, até porque a história demonstra que o povo que esquerda sempre toma na cabeça.

    "Se a guerra está vencida, una-se ao inimigo e entregue-se às drogas"

    Não é uma questão de a guerra estar vencida, ela não tem como ser vencida. Essa guerra (mais do que as outras) é coisa de lunáticos. Pior do que as outras guerras, a guerra às drogas nunca terá fim, pois sempre haverá pessoas que desejarão consumir e fornecer narcóticos. Por isso, quem defende a guerra às drogas não passa de um imbecil, pois não percebe que está a advogar pela guerra permanente.
  • Wolmar  22/02/2015 14:21
    E é tão moralmente aceitável que seja eu uma baixa na guerra às drogas quanto uma pessoa que morreu ao escolher deliberadamente pelo consumo de entorpecentes?
    Agora voce colocou seu discurso na perspectiva correta. Evidente que a sua morte decorrente da guerra contra as drogas é inaceitável diante da morte de alguém que a procura. E voce ainda se revolta por ter que financiar esta guerra. Logo voce, que jamais usaria destas substâncias. Voce além de advogar em causa própria ainda se coloca como parâmetro para todo o resto. Se todos fossem iguais a voce que maravilha... não precisaria de guerra contra as drogas e os não-drogados dormiriam tranquilos. Só que a verdade, voce sabe, não é essa.
    Depois, tem que ser muito ingênuo para acreditar que a liberação de drogas psico-ativas de alguma maneira alijaria os atuais atores do mercado. Ora voce acha mesmo que o PCC e a FARC, que já possuem montada toda uma cadeia produtiva e de distribuição clandestina simplesmente desapareceriam frente a concorrência de laboratórios legalizados? Ou voce acha que essas organizações iriam se legalizar para pagar impostos e poderem também vender seus produto? Além disso tem uma outra questão (vide post abaixo): Se para homologar um remédio -eu disse um remédio, algo para curar uma doença, um laboratório farmacêutico tem que cumprir uma série de exigências e testes exaustivos para provar que esse remédio é inócuo para a saúde; como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?
    Mas danem-se os drogados. Minha segurança vem em primeiro lugar. Finda-se essa guerra alucinada!
    PS1- Me explique direito que drogas alucinógenas foram utilizadas desde que o mundo é mundo e por todas as civilizações? E se for mesmo assim, como é que a maioria da população não tem o menor interesse em usar drogas?
    PS2- O usa das aspas em "pessoas de bem" teve mesmo por objetivo relativizar (um pouco) a equação: DROGADO=VAGABUNDOPS3- Existem muitas guerras a serem travadas, todas sem fim mas nem por isso perdidas, como a guerra contra a corrupção ou a guerra contra a criminalidade
  • Silvio  22/02/2015 20:39
    "Voce além de advogar em causa própria ainda se coloca como parâmetro para todo o resto"

    Mas que divertido. Se a pessoa usa drogas e defende a liberação isso não conta porque ela advoga em causa própria. Se a pessoa não usa drogas e defende a liberação isso não conta também porque ela advoga em causa própria. O que você não se dá conta é que a questão das drogas foi socializada pelo estado e, portanto, ela diz respeito a todos, inclusive àquelas pessoas que não usam e nem querem saber de usar drogas. Todo mundo, inclusive você, está advogando em causa própria, assim sendo, não venha dar uma de abnegado defensor da humanidade.

    Sobre o me colocar como parâmetro para todo o resto, digo que isso é muito melhor e muito mais realista do que me colocar acima dos outros. Por falar nisso, colocar-se acima dos outros é característico de um certo grupo de pessoas que você já deve fazer idéia de quem seja.

    "Se todos fossem iguais a voce que maravilha... "

    Ao contrário, se todos fossem iguais a mim o mundo seria um inferno. Todo mundo igual é o sonho dos comunistas. Quero que cada um leve a vida a seu modo, desde que não encha o saco dos outros.

    "Ora voce acha mesmo que o PCC e a FARC, que já possuem montada toda uma cadeia produtiva e de distribuição clandestina simplesmente desapareceriam frente a concorrência de laboratórios legalizados?"

    Sobre essa discussão, por favor, leia esse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=440. Já te adianto que, com as drogas totalmente liberadas, os traficantes jamais terão como competir com empresários normais, sendo que mudarão seu foco de atenção para outras áreas de consumo fortemente controladas pelo estado.

    "Se para homologar um remédio -eu disse um remédio, algo para curar uma doença, um laboratório farmacêutico tem que cumprir uma série de exigências e testes exaustivos para provar que esse remédio é inócuo para a saúde; como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?"

    E sobre essa discussão, por favor, leia esses artigos: www.mises.org.br/Article.aspx?id=292 e www.mises.org.br/Article.aspx?id=356. Adiantando o assunto de novo, quem foi que disse que o governo tem que homologar qualquer coisa? E se você estiver preocupado com os antibióticos, leia a seção de comentários do primeiro artigo.

    "Mas danem-se os drogados. Minha segurança vem em primeiro lugar. Finda-se essa guerra alucinada!"

    Não disse para os drogados se danarem. Disse que não é certo eu ser roubado e ter minha vida colocada em risco para proteger a vida de alguém que quer se drogar. O que você ignora é que as drogas podem (e são) melhor combatidas fora do estado. Qualquer igreja evangélica faz um serviço melhor de prevenção ao consumo e recuperação de viciados do que qualquer órgão público. E sim, minha segurança em primeiro lugar, desde que isso não implique na agressão de inocentes.

    "PS1- Me explique direito que drogas alucinógenas foram utilizadas desde que o mundo é mundo e por todas as civilizações? E se for mesmo assim, como é que a maioria da população não tem o menor interesse em usar drogas?"

    Em rápida googleada achei essa link: revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT1120198-1706-2,00.html. Sobre sua pergunta, a resposta é extremamente simples e ela já foi dada no comentário anterior.

    "Existem muitas guerras a serem travadas, todas sem fim mas nem por isso perdidas, como a guerra contra a corrupção ou a guerra contra a criminalidade"

    A guerra contra a corrupção é uma guerra com fim, pois tem inimigo determinado. Acabe-se com o estado e se acaba com o problema da corrupção. E a criminalidade só é um problema catastrófico por causa do estado, o qual fica reprimindo condutas que não são crimes e impede sistematicamente o cidadão de bem (sem aspas) de se defender.
  • Silvio  21/02/2015 17:00
    Só uma errata, uma vez que escorreguei na concordância. Em vez de "...sua vida é desnecessariamente colocada em risco", o trecho deveria ser "...suas vidas (dos inocentes) são desnecessariamente colocadas em risco".
  • saoPaulo  25/02/2015 22:50
    "O custo da legalização é o empobrecimento de toda população que tem que financiar todo o tratamento de saúde e todo prejuízo que a morte de milhares de civis por overdose vai trazer"

    Libertários execram a ideia de "saúde pública, grátis e de qualidade", e qual argumento o sujeito vem usar? Que a liberalização das drogas empobrecerá a sociedade pois esta terá que arcar com o tratamento de saúde de dorgados. Face palm!

    Sem falar que ele desconsidera os custos com a saúde daqueles envolvidos com a violência criada pelo combate a este crime sem vítimas. Todo o desvio de recursos com inteligência, investigação, fiscalização, prisão, julgamento, encarceramento, e tudo mais, somente porque idiotas resolvem consumir substâncias que neoconservas consideram maléficas.

    Além disso, tal tipo de raciocínio abre precedentes para qualquer abuso em nome da "saúde pública". Hóstias? Não, elas contém glúten e são nocivas à saúde: proibidas! Vinho? Álcool causa milhares de acidentes, além de destruir famílias: proibido! Carne de porco? Nao, a bancada islâmica já discorreu ostensivamente sobre seus malefícios à saúde da população: proibido! E assim por diante.

    "Pois é, que guerra sangrenta contra as drogas é essa que só dificulta um pouquinho a aquisição de drogas? Se for assim mesmo é melhor que essa guerra comece a ser melhor travada, por que até agora só morreram policiais militares (229 ano passado) mais algumas pessoas vitimas de "balas perdidas". Antes da sociedade abrir as pernas pras drogas, que tal combate-las de forma mais eficiente?"

    Mais uma pérola! A guerra contra as drogas há anos só faz aumentar a violência e o poder dos traficantes. E qual a saída? Mais Estado! Mais guerra! Mais recursos desviados para um crime sem vítimas.
  • saoPaulo  25/02/2015 21:58
    "os traficantes ao verem seu mercado desaparecer seriam "obrigados" a buscar outras formas de financiamento. E por acaso vc acha que eles se tornariam trabalhadores honestos após a liberação das drogas??? "

    Adoro ver este tipo de argumento: "Mas se liberarmos as drogas, os bandidos que hoje as traficam amanhã se tornarão sequestradores ou assaltantes."

    O que não passa pela cabeça destes neoconservas é que, seguindo tal lógica, seria ótimo proibir o comércio de botijões de gás, uma vez que o tráfico de tal produto desviaria sequestradores e assaltantes para o novo mercadom de tráfico de botijões de gás, e traficar eles é menos danoso que sequestrar ou assaltar!!! Jenial...

    Se dependesse de gente assim, o álcool ainda seria proibido nos EUA.
  • PESCADOR  19/02/2015 15:37
    Ótimo artigo, Paulo Kogos. Foi dito tudo sobre a moralidade de descriminalizar as drogas. Pena que pessoas amorais, como por exemplo socialistas e conservadores, não conseguirão entender e compreender o fato de que PROIBIR um cidadão de usar o que quiser em seu corpo é moralmente errado.
    Nunca debato sobre o assunto "drogas" com meus amigos esquerdistas, pois eles não têm capacidade mental e honestidade intelectual para argumentos sérios. Já com meus amigos conservadores, que pelo menos têm a capacidade mental, não costumo usar argumentos morais, pois falta certo senso de moralidade para esse pessoal. No entanto, tenho conseguido relativo sucesso em convencer alguns conservadores usando puramente argumentos utilitaristas, baseados no fato de que o tráfico de drogas internacional é controlado, em sua maior parte, por crápulas comunistas do tempo da KGB. Seja na América Latina, EUA, África e Leste Europeu, os grupos criminosos todos têm ligações com organizações e pessoas da era soviética. E os conservadores sabem disso. Sabem também que boa parte do dinheiro do tráfico é usado para comprar influência midiática, políticos e financiar o movimento comunista ao redor do mundo. Isso precisa acabar e o único jeito é a total descriminalização das drogas e desregulamentação de seu comércio.
  • Eloy Seabra Jr.  19/02/2015 16:41
    Bem, eu me considero um conservador e diria que a resposta para esse problema é simples: usar drogas é errado por atentar contra a própria liberdade ao se expor a um vício. A maior parte dos liberais hoje em dia não parece compreender que alguém possa atentar contra a própria liberdade. Porém temos que compreender que existe um enorme abismo entre algo ser errado e dever ser proibido, imagina uma lei contra a preguiça, por exemplo, não imagino algo que não seja absurdo.
  • Vagner  19/02/2015 17:23
    HAHAHAHAHAHAHA, olha a mentalidade de um conservador: "usar drogas é errado por atentar contra a própria liberdade (?)". Olha que engraçado... O conserva sabe o que é melhor para a pessoa que usa droga. Para o conserva se um cara usa droga é porque ele é um viciado e não porque ele gosta, sente prazer e tem uma qualidade de vida melhor.

    Ai, depois desse pensamento, qual a solução do conversa? "oras, se ele está atentando contra sua propria liberdade (através de meu pensamento subjetivista), vamos acabar com a liberdade dele metendo ele na cadeia, torturando-o, matando-o".

    Obrigado pro alegrar meu dia, conserva.
  • Kender  19/02/2015 18:53
    Aha? Uma coisa é um consumidor de drogas acreditar que não é viciado outra é ele de fato não ser. E consumindo não há como ter certeza ANTES do consumo que você não ser tornará viciado/ dependente... Existem pessoas que bebem álcool "socialmente" e de forma recreativa e que não possuem uma dependência E existem os alcoólatras (isso não tem nada a ver com o fato de alguém ser conservador ou liberal). A questão que as pessoas podem abandonar vícios a adotar vícios... E que ALGUMAS vezes conservadores veem um vício como um desvio de caráter confundindo um pouco uma argumentação (não me pareceu ser esse o caso).
  • amauri  20/02/2015 10:20
    Quem usa drogas, licita ou nao, perde toda sua liberdade. Um viciado eh livre? ele eh escravo de seu vicio. Portanto, perde sim a liberdade, e ele nem sabe disto.
  • Rennan Alves  19/02/2015 19:05
    "Atentar contra a própria liberdade" p%$# mer#@!

    O usuário escolhe a droga que vai comprar, escolhe o local e o vendedor, escolhe consumir a droga e a conclusão que se tira é que ele esta atentando contra a própria liberdade!

    Como seria isso? A mão dele estaria possuída como no filme Evil Dead? Ela apontaria uma arma na cabeça dele, obrigando-o a consumir a droga? Melhor distribuir motoserras aos policiais!

    Os neocons se superam a cada dia.
  • Eloy Seabra Jr.  19/02/2015 20:06
    O bom da discussão das drogas é que ela mostra o quanto muitos liberais são ainda imaturos, defender a liberdade implica necessariamente defender a liberdade para errar, como o autor do texto reconhece.

    "Usar drogas não agride outrem. Logo, não pode ser considerado um crime. Pode levar à ruína pessoal, mas uma pessoa não é verdadeiramente livre sem a liberdade de errar."

    A tese que o Vagner e o Renan parecem defender é de que usar drogas não é errado, o que (mesmo segundo o autor do texto) nos levaria a concluir que expor uma pessoa a ruína pessoal não é errado.

    Fora isso, não sou a favor da criminalização do uso de drogas (nem a favor de tortura e morte a quem quer que seja!).
  • Vagner  20/02/2015 12:11
    Não Eloy, não é errado. Errado é você querer usar a força contra indivíduos pacíficos. A vida é minha. Se eu quero usar drogas, isso é problema meu. Unico capaz de saber o que é melhor para minha vida sou eu e não um conservador déspota como você.
  • Eloy Seabra Jr.  20/02/2015 16:11
    Você está confundindo ser livre com ser dono da verdade, qualquer pessoa pode saber o que é melhor ou pior para qualquer outra pessoa (isso é uma questão de conhecimento), mas ninguém tem o direito de obrigar ninguém a fazer nada contra sua vontade. Não fosse isso este site nem precisava existir, afinal de contas se a verdade é subjetiva o liberalismo econômico é só mais uma ideia arbitrária que não tem nenhuma autoridade sobre qualquer outra e tudo o que nós estamos fazendo aqui é tentar através da nossa força impor o liberalismo, o que nos torna profundamente incoerentes.
    Para ficar mais concreto se alguém vai ao médico é pq acredita que o médico tem algum conhecimento de algo que é melhor para ele e, concordando com o tratamento, se submete ao conhecimento do médico. Não há nada de anti-liberal ou imoral nisso.
    Agora, no seu discurso parece que conhecer o que é certo dá autoridade de obrigar as pessoas a fazer o que é certo, mas eu não defendo essa ideia (pq acho que a crença em algo como certo ou errado é extremante pessoal).
  • anônimo  20/02/2015 20:29
    qualquer pessoa pode saber o que é melhor ou pior para qualquer outra pessoa (isso é uma questão de conhecimento)

    Isso é verdade mesmo? Sempre achei que melhor ou pior fosse subjetivo e dependesse de cada um pra isso. Eu posso saber o que eu acho que seria melhor pra alguém, mas você afirma que existe realmente uma fórmula? Se sim, porquê as pessoas reagem diferente a mesmos estímulos?

    O que sempre gostei no liberalismo econômico é que ele não prega uma formula mágica a ser seguida para termos um paraíso na terra, ele não fala que existe uma verdade sobre quanto de cada coisa deve ser produzida e essa fórmula trará o melhor a todos. É admitido que essas informações estão espalhadas com cada indivíduo e a relação entre eles e seus conceitos de 'melhor' que irá definir o que será melhor para ser produzido e a que quantidade. Você pode com conhecimento pontuar que a ação x resultará em y, agora se y é desejável ou não é subjetivo
  • Eloy Seabra Jr  21/02/2015 01:40
    Bem se vc está falando sobre a definição do símbolo "melhor" vc esta certo pq a definição de melhor é arbitrária, porem uma vez definido o significado qualquer um pode conhece-lo, confirmo o que eu disse.
    Algo parecido acontece, por exemplo, com a palavra mãe ela só tem seu significado se determinarmos um indivíduo, uma vez determinado o indivíduo qualquer um pode conhecer a mãe dele, porém nesse caso há uma definição geral, no caso de "melhor" não há essa definição.
    Logo, basta manter segredo a sua definição de melhor e vc é o único a saber o que é melhor para vc, não pq os outros não possam saber, mas pq não sabem.
    Mas acho que estamos fugindo da questão de se usar drogas é certo ou errado, pq o que é certo e o que é melhor para alguém são coisas diferentes, o melhor para um assassino pode ser não ser punido, por exemplo.
  • Goncalves Pereira  19/02/2015 17:15
    O problema dos libertários é a mania de expandir os corretíssimos princípios econômicos da escola austríaca para as teorias sobre a justiça. Resultado: o mesmíssimo sonho anarquista dos socialistas.

    Oliver Wendell Holmes, Russel Kirk e Thomas Sowell poderiam ter mais espaço neste site dos libertários ungidos, afinal, Mises e Hayek não são iguais a Ron Paul e Rotbarth.
  • Rennan Alves  20/02/2015 00:13
    "O problema dos libertários é a mania de expandir os corretíssimos princípios econômicos da escola austríaca para as teorias sobre a justiça."

    A Escola Austríaca trata apenas de economia, ela não possui juízo de valor.

    O Libertarianismo é uma filosofia política onde a lei proíbe a iniciação de violência contra pessoas inocentes (tanto as que não cometeram crimes quanto as que querem apenas empreender) e contra sua propriedade. Ponto.

    A escola austríaca é um complemento econômico para o libertarianismo, dado que ela é a verdadeira ciência econômica.

    "Resultado: o mesmíssimo sonho anarquista dos socialistas."

    Os "anarquistas" socialistas querem que o estado esteja no controle de tudo, inclusive sobre as drogas (seja regulando sua distribuição através de leis e impostos, seja proibindo sua comercialização).

    Como duas teorias completamente opostas possuem o mesmo sonho?

    "Oliver Wendell Holmes, Russel Kirk e Thomas Sowell poderiam ter mais espaço neste site dos libertários ungidos"

    Oliver Wendell Holmes? Qual deles, o Jr. ou o Sr.?

    Russel Kirk? O que afirmou "o verdadeiro conservadorismo – o conservadorismo de Edmund Burke – foi totalmente contrário ao capitalismo irrestrito e à ideologia egoísta do individualismo"? Site errado.

    Thomas Sowell? Há uma seção inteira com artigos do Tomas Sowell neste site. Aliás, o mesmo também é a favor das liberalização das drogas.

    "afinal, Mises e Hayek não são iguais a Ron Paul e Rotbarth."

    Não entendi bulhufas o que isso quer dizer.
  • Chateubriand  20/02/2015 16:02
    "Resultado: o mesmíssimo sonho anarquista dos socialistas"

    Sim, o mesmíssimo. Só que não. Os socialistas têm o sonho totalitário segundo o qual os seres humanos se tornarão um exército de zumbis, enquanto que os libertários sonham com um mundo em que cada ser humano possa se autodeterminar. Esses sonhos são iguais do mesmo modo que o preto é igual ao branco.

    "...Thomas Sowell poderiam ter mais espaço neste site dos libertários ungidos..."
    e
    "Thomas Sowell? Há uma seção inteira com artigos do Tomas Sowell neste site. Aliás, o mesmo também é a favor das liberalização das drogas"

    HEADSHOT!
  • Vagner  19/02/2015 17:19
    Incontestável. Ninguém tem o direito de impedir-me de ingerir qualquer substância. Quem não concordo com essa afirmação, não passa de um déspota que deveria se envergonhar de tamanha barbárie.
  • Kender  19/02/2015 17:49
    Gostei muito de ler sobre a descriminalização das drogas do ponto de vista de mercado (é muito mais inteligente e racional do que a velha discussão do "eu concordo porque é bom" e que todos deveriam ter liberdade para tudo porque isso é bonito...).
    É possível traças paralelos para outros mercados? O mesmo se aplica ao aborto (seria melhor legalizar, assim quem busca por esse procedimento não pagaria preços exorbitantes? Mas não pagar preços exorbitantes banalizaria a decisão?). E a venda de órgãos? Se fosse liberado tudo legalizado como ficaria? No Brasil prostituição não é crime mas cafetinagem é na sua opinião, como deveria ser feito neste mercado em específico? Se fosse permitido ocorreria mais ou menos exploração dos profissionais do sexo?
  • Kender  20/02/2015 12:40
    Matias, grata pelos links.

    O texto sobre comércio de órgãos simplesmente desconsidera o "mercado negro" existente hoje em dia onde pessoas são mortas para fornecer órgãos ou que fazem viagens para outros países (para fazer uma cirurgia de retirada de um rim, pex) para vender no "mercado negro". A compra de órgãos de pessoas mortas seria suficiente para suprir a demanda? Ou poderiam existir pessoas que voluntariamente venderiam o próprio rim?

    O texto sobre aborto: desconsidera totalmente a existência de clinicas clandestinas, de que hoje o aborto é praticado mundialmente seja permitido ou não com técnicas seguras ou que podem provocar a morte materna apenas para proferir a opinião pessoal e completamente deslocada do autor, do que ele acha certo ou errado, de que o ponto de vista dele de quando começa uma vida está certo, de que toda gestação indesejada seria fruto de irresponsabilidade (e não de falha de métodos contraceptivos pex, ou de estupro, ou se indesejada por estar originando uma criança com problemas que os pais não conseguem lidar...). Achei esse texto medíocre e mal embasado, pois não avalia nada além da postura pró-vida de seu autor (que só olha para o próprio umbigo e não para o que acontece na realidade). Queria um texto que usasse dados da realidade e não do mundo interior de um autor qualquer...

    O texto sobre os prostíbulos é bastante confuso e se eu entendi bem, faz uma proposta de não proibir mas não legalizar... Seria algo como deixar proibido mas não fiscalizar deixando que os locais não legalizados funcionassem sem punir. Isso para mim parece a coisa mais ilógica qualquer um possa fazer pois não traz as vantagens reais de acabar com a ilegalidade das transações mas também não coíbe aquilo que ainda seria ilegal (apesar de não reprimido). Muito estranho...

    O livro lerei quanto tiver um pouco mais de tempo.

    Grata,
  • Vitor Assis  19/02/2015 18:53
    Nossa Senhora, e vocês ainda querem chamar este site de Mises.org?! Quando foi que o Vermelho.org invadiu essa redação?

    Por acaso alguém já viu um bandido, por mais fuleiro que seja, dar um gole de cafezinho, fumar um charuto ou acender um incenso antes de assaltar alguém? Por acaso alguém tá fingindo que não conhece a parceria PT-Farc, PT-PCC, PT-Comando Vermelho, PT-Teologia da Libertação, PT-Qualquer tipo de bandidagem desde a sua fundação há mais de trinta anos, o Foro de São Paulo, a estratégia gramsciana, as fronteiras de pernas abertas daqui etc. etc?

    A única coisa certa nesse artigo foi esta:

    "A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas."

    Algo assim já foi dito há muito tempo atrás pelo Olavo de Carvalho, quando ele explicou que o fator que deve controlar o capitalismo é a sociedade, a cultura.

    Agora me respondam uma coisa: Numa sociedade entorpecida pela cultura do funk, cultura do rap, enfim, pelo culto de embelezar e querer tornar arte toda expressão marginal, fruto de décadas de deterioração dos valores morais e estéticos, vocês realmente acham que não haverá nenhuma proliferação espontânea e em larga escala no consumo de drogas, um consumo que, por natureza se auto incentiva, transformando-se em vício, e que será muito mais incentivado por se tornar autorizado, diminuindo, ó milagre, nas favelas e, por consequência, diminuindo a criminalidade, que na cabeça do autor do artigo parece existir somente no campo de narcóticos e que não se relaciona com mais nada neste mundo? Vocês realmente acham que a civilidade e moralidade aqui reinantes da Rede Globo, da CNB do B, do comando das Forças Mal-Amadas, da Comissão da Verdade, da Folha de S.P., da Editora Primeiro de Abril, da Ancine, do Porta dos Fundos, do Jean Willys, da Beija-Flor Equatorial etc. etc., ou, inclusive, a do Sr. Paulo Kogos, se encarregará de inibir alguma coisa?

    Quem for fã de séries como The Walking Dead, filmes como Resident Evil, ou jogos como The Last of Us terá um prato cheio de realidade, como, aliás, a tem na Cracolândia.
  • Vagner  20/02/2015 13:01
    Chegou a Olavate-Bolsonarete maluca.

    "Quem for fã de séries como The Walking Dead, filmes como Resident Evil, ou jogos como The Last of Us terá um prato cheio de realidade, como, aliás, a tem na Cracolândia"


    HAHAHAHAHAHAHAHAHA.


    O cara ta comparando apocalipse zumbi com liberação de drogas.
  • Vitor Assis  20/02/2015 22:09
    E vc ta tão dorgado que chegou com um dia de atraso. Mas os 7 mil no fim do mês do MAV, esses não atrasam.
  • Carlos  24/02/2015 04:46
    Nossa Senhora, e vocês ainda querem chamar este site de Mises.org?! Quando foi que o Vermelho.org invadiu essa redação?

    Por acaso alguém já viu um bandido, por mais fuleiro que seja, dar um gole de cafezinho, fumar um charuto ou acender um incenso antes de assaltar alguém? Por acaso alguém tá fingindo que não conhece a parceria PT-Farc, PT-PCC, PT-Comando Vermelho, PT-Teologia da Libertação, PT-Qualquer tipo de bandidagem desde a sua fundação há mais de trinta anos, o Foro de São Paulo, a estratégia gramsciana, as fronteiras de pernas abertas daqui etc. etc?


    Leia Mises e Rothbard, receio que, se já os leu, não conseguiu captar as mensagens destes dois autores.

    Quanto aos pontos levantados: O Estado é o maior incentivador da ilegalidade do comércio de drogas. Como já disse Chodorov: o Estado é o criador de escassez que, de outra forma, ninguém realmente daria a menor bola. É muito bom, para o Estado, que o comércio livre de drogas e entorpecentes seja proibido, com isso ele pode justificar tantas e quantas intervenções ele bem quiser nos direitos individuais de qualquer um. Não bastasse isso, essa ilegalidade basta para que ele, Estado, mantenha mercenários na sua folha de pagamento, pagos com o butim tributário, para tangir o gado no rumo que bem desejar, "para o próprio bem" das vacas leiteiras.

    Não é sensacional? O Estado nos impede de exercer nossa liberdade, mantendo um aparato coercitivo que é pago com toda a riqueza que ele confisca de todos nós em primeiro lugar! Nenhum Estado que se preze vai largar essa boca livre.

    A extirpação completa do Estado do comércio de drogas, ao contrário do que você pensa, bastaria para reduzir a influência das farc, senão acabar com elas de vez. O mesmo vale para todos os grupos violentos que só existem por conta dessa repressão à liberdade individual.


    Já as fronteiras são linhas arbitrárias, decididas por burocratas, para impedir que o gado leiteiro (todos os que não fazem parte da corja estatal) tente ir pastar em áreas mais verdes - leia-se: com tributação menor ou nenhuma tributação. O Estado não tolera a diminuição do seu butim afinal de contas.

    A única coisa certa nesse artigo foi esta:

    "A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas."

    Algo assim já foi dito há muito tempo atrás pelo Olavo de Carvalho, quando ele explicou que o fator que deve controlar o capitalismo é a sociedade, a cultura.


    Não cabe à nenhum dos coletivos empregados. Cabe ao ostracismo que sofrerá o indivíduo consumidor de drogas, caso os outros indivíduos com quem ele se relacione o joguem "para escanteio", justamente por praticar uma conduta que desaprovam. Tal indivíduo passará a se relacionar com outras pessoas, que partilhem os mesmos valores, i.e. que aprovem o uso de drogas. Reparou que ninguém precisou enfiar o cacete em ninguém e que cada macaco foi para o seu galho?

    E esse mecanismo de auto-regulação entre indivíduos não é outra coisa que não a operação da teoria subjetiva do valor. Funciona nos mercados e funciona no dia a dia.

    Diga-se de passagem que o Olavo é um fumante inveterado. E o cigarro mata como qualquer outra droga mal utilizada pelo seu consumidor. Sendo assim, o que diferencia o cigarro do crack? Os dois podem matar, um a longo prazo, outro no curtíssimo prazo.

    É isso então que define a droga aceitável? A velocidade do suicídio?

    Agora me respondam uma coisa: Numa sociedade entorpecida pela cultura do funk, cultura do rap, enfim, pelo culto de embelezar e querer tornar arte toda expressão marginal, fruto de décadas de deterioração dos valores morais e estéticos, vocês realmente acham que não haverá nenhuma proliferação espontânea e em larga escala no consumo de drogas, um consumo que, por natureza se auto incentiva, transformando-se em vício, e que será muito mais incentivado por se tornar autorizado, diminuindo, ó milagre, nas favelas e, por consequência, diminuindo a criminalidade, que na cabeça do autor do artigo parece existir somente no campo de narcóticos e que não se relaciona com mais nada neste mundo? Vocês realmente acham que a civilidade e moralidade aqui reinantes da Rede Globo, da CNB do B, do comando das Forças Mal-Amadas, da Comissão da Verdade, da Folha de S.P., da Editora Primeiro de Abril, da Ancine, do Porta dos Fundos, do Jean Willys, da Beija-Flor Equatorial etc. etc., ou, inclusive, a do Sr. Paulo Kogos, se encarregará de inibir alguma coisa?

    Quem for fã de séries como The Walking Dead, filmes como Resident Evil, ou jogos como The Last of Us terá um prato cheio de realidade, como, aliás, a tem na Cracolândia.


    A "sociedade" é apenas o coletivo de diversos indivíduos. "Sociedade" não tem cérebro, não tem moral, não tem gosto nem desgosto, não tem vontade própria. É apenas um recurso linguístico para sintetizar um fato: agrupamento de indivíduos. Não existe a "vontade geral" rousseauniana.

    Outrossim, por mais que eu também desgoste dos batidões, existe mercado para ele. Se existe mercado, é porque existem indivíduos que dão valor a isso. E como há pessoas que dão valor à musica clássica, ainda temos apresentações das obras de Mozart, Beethoven, Bach, etc. São em menor número, com certeza. Mas indivíduos dentro dessa mesma "sociedade" podem, e normalmente têm, gostos diametralmente opostos.

    E o livre-mercado, que não julga, que não quer saber de imputar aos outros qualquer veneta de moralidade ou sua ausência, trata de providenciar tudo isso, para todas as pessoas, gostem elas do "Batidão" ou da Sonata nº 32 do surdinho de Bonn.


  • PAULO EDUARDO  19/02/2015 18:57
    "Somos donos do nosso corpo":
    Não somos donos do nosso corpo, nós "SOMOS corpo e Alma". Este argumento implica em dizer que somos objetos e podemos comercializar desde crianças, jovens até idosos, podemos nos ferir sem atingir a nossa dignidade de seres humanos.

    "Usar drogas não agride outrem":
    O vício atinge as famílias e por consequência a sociedade. Basta ver o sofrimento das crianças filhas de pais viciados, o sofrimento de dos pais, irmãos, amigos; isto é fato! basta participar uma única vez de um encontro da Pastoral da sobriedade da Igreja Católica esta afirmação se esvai.

    "Em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras": todos sabemos que a maioria das pessoas iniciam pelas drogas menos potentes só que quando o organismo não reage mais a ela a contento o individuo busca drogas mais poderosas. Drogas recreativas!!! Não se brinca com veneno! Não podemos nos tornar uma sociedade hedonista que busca somente o prazer, acredito que o trabalho dos Austríacos é no sentido contrário em que a pessoa seja levada a maior responsabilidade perante a vida. Como podemos nos dizer Austríacos e defender algo que fere a liberdade individual do um ser humano (Quantos dependentes querem deixar o vício mas estão escravos dele e não conseguem sair). Por isso sito São João Paulo II.

    São João Paulo II, na encíclica Centesimus Annus, esclarece:

    "Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil?"

    "A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por 'capitalismo' se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de 'economia de empresa', ou de 'economia de mercado', ou simplesmente de 'economia livre'. Mas se por 'capitalismo' se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa."
  • Wolmar  19/02/2015 19:50
    [I]Somos donos do nosso corpo.[/I]

    A frase acima tras em si uma contradição. Se alguem é dono de seu próprio corpo é porque esse alguem é outra entidade que não seu próprio corpo. Só faz sentido se esse alguem se julga um ente espiritual (ou uma consiência) apartada de sua contraparte material. Um ateu não pode proferir essa frase sem ter que admitir que possui outra natureza diversa da visível e palpável

    A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.

    Mais uma vez encontra-se implícita nesta frase a dualidade do ser humano. Mas ao ser humano não é dado o direito de dispor de suas partes nem de atentar contra sua vida ou contra sua segurança, assim como não é dado o direito de cometer esses mesmos atos contra outrem. Ocorre que aí não se trata de violações ao direito de propriedade, mas sim contra a vida humana, mesmo que seja a própria. Quem diz tal heresia valora sua vida como a dos animais.

    [i]Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada [/I]

    Como foi dito acima: Não se trata de direito de propriedade, mesmo que "reflexiva", onde o agente e o sujeito da propriedade confundem-se num só. Trata-se, sim, da defesa da vida humana, terreno onde é aceitável a interferencia estatal.
  • anônimo  19/02/2015 20:21
    Quanta complicação, para quase nada... A mente psicológica é a consciência que decide fazer o corpo físico usar ou não usar drogas.
  • Wolmar  19/02/2015 22:24
    Ficou complicado? Então tá. A mente psicológica pode até decidir que drogas o corpo físico vai usar, mas ela não é sua proprietária
  • anônimo  19/02/2015 22:56
    Quem ou o que, é o proprietário(a) do corpo físico então?
  • Wolmar  20/02/2015 00:04
    OK. Eu podia colocar Deus na equacao, mas vc provavelmente nao acredita Nele. Ocorre que a propriedade tem que ser adiquirida de alguma forma, nem que seja por doacao. No caso da vida humana, e do ponto de vista religioso o doador e Deus. Do ponto de vista meramente secularista, um individuo nao pode ser "dono" de si mesmo (por que vc nao se "recebeu" de ninguem). E nem pode ser visto como mercadoria. Voce nao pode se vender a outra pessoa nem vender partes de seu corpo. Nao existe mercdo para isso, embora por seu livre arbitrio vc ate possa em ultima instancia vender um rim por ex. Mas isso seria tao ou mais errado que vender drogas, e pior, essa pratica iguala o ser humano as demais criaturas como os animais.
  • leandro90  20/02/2015 13:13
    Lembre-se: Jesus transformou água em vinho e nem por isso foi considerado um incentivador de drogas.
    Livre arbítrio é a maior riqueza que nos foi dada.
    A livre disposição do corpo é um direto natural e pronto.
    A descriminalização permite a transparência de quem está usando ou não e é possível ajudar de imediato, que também é uma decisão individual.
    O consumo vai existir, independente do estado permitir ou não. Melhor que descrimine e desregulamente, pois será mais transparente, mais barato e menos violento.
    Se um drogado não tiver capacidade de ter um emprego ou de autodeterminação problema é dele. Ele sabe dos riscos. Cada um com os seus problemas.
    Daqui a pouco o estado vai proibir ou regular a quantidade de doce que eu como pois pode gerar diabete, a quantidade de raio solar que tomo na praia, pois gera câncer, etc.


  • PAULO EDUARDO  19/02/2015 20:11
    Só alguns conceitos, pois usamos a palavra liberdade como sinônimo de livre-arbítrio, só que elas não são sinônimos.

    li.ber.da.de:sf (lat libertate) 1 Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2 Poder de exercer livremente a sua vontade.


    Livre-arbítrio ou livre-alvedrio são expressões que denotam a vontade livre de escolha, as decisões livres.

    Ou seja uma pessoa tem o livre-arbítrio de usar drogas (escolha), mas a partir do momento que ela o escraviza ela perda sua liberdade (estado), independente de sua vontade (livre-arbítrio) ela não pode deixar de consumir pois está presa ao vício e não livre. Os vícios escravizam as pessoas já as virtudes as deixam livres.
  • anônimo  19/02/2015 21:44
    Acredito que é inevitável que dentro de algumas décadas as drogas estarão liberadas na maior parte do mundo livre (ao menos algumas delas).

    O mundo entrou na "guerra às drogas" e foi derrotado. Tenho a impressão de que cada vez mais pessoas enxergam isto.

    É claro que é inútil falar de forma prática sobre uma possível legalização das drogas no Brasil. A liberação, é óbvio, não irá começar aqui.

    Quando as drogas (sendo a maconha a primeira delas) forem largamente legalizadas nos EUA, aí sim mudanças irão começar em outros países.


    Para os conservadores: a liberação das drogas traria problemas?
    Resposta: com certeza. Mas os defensores da legalização acreditam que estes problemas são muito (mas muito) menores que os efeitos negativos da proibição.
  • Felipe Lange  19/02/2015 22:10
    O seu artigo resume bem o que você disse em vídeo, Paulo Kogos!

    Pessoal, por recomendação, vejam a série de vídeos que ele fez sobre isso no YouTube, só pesquisarem pelo canal "Paulo Kogos".
  • anônimo  19/02/2015 22:33
    É preciso quebrar alguns mitos, vi aqui ainda tem gente achando que o indivíduo que usa alguma substância fica dominado por ela, se torna um criminoso ou um zumbi. Não se esqueçam que até vocês usam remédios. Cocaína, heroína, morfina e anfetamias são usados em hospitais e para determinados tratamentos e não me parecem se preocupar com esse uso. Muito provavelmente vocês conhecem usuários mas que, obviamente sabendo de sua opinião não lhe falarão nada.
    Se a questão é o vício fica complicado, praticamente qualquer coisa, comer, trabalhar, ingerir açucar, café, tudo pode viciar alguém. Eu particularmente tenho dificuldade de definir o que seria um vício, afinal em última instância você que decide, pode ser uma decisão díficil ou não, mas é uma decisão.

    Sou usuário esporadico de maconha, já usei algumas vezes cocaina, lsd e dmt e não tenho uma vontade incontrolavel por nada disso, não mais do que eu tenho por uma boa macarronada. Cocaína por exemplo usei algumas vezes e nem gostei de seu efeito, de forma que não chego perto nem se me pagarem, não sei como isso se diferenciaria de uma comida que eu não gosto. Acho que a questão do vício é muito mais de pessoas que tenham essa pré-disposição e daí pode se viciar em qualquer coisa, e qualquer coisa é viciante, mas aí o vício em si que é o problema e não o que/em que a pessoa se viciou.

    No mais perfeito artigo apenas gostaria de expor meu ponto/experiência, nem por isso sou um zumbi, na verdade sou considerado uma pessoa produtiva, tenho meu trabalho, me sustento e não agridiria de forma alguma um inocente. Não espero menos do que ataques em resposta a esse comentário, mas pode ter certeza que existem muitas pessoas por aí nessa mesma situação (honestas, trabalhadoras e que não aparentam usar nada), mas a nós não é interessante se expor dessa maneira justamente pela reação que receberei das pessoas.
  • Vitor Assis  20/02/2015 00:49
    Maconha, cocaína, lsd, heroína, crack etc. alteram o estado mental de quem as consome, em um grau imediato, geralmente o guiando aos seus instintos mais animalescos. Numa escala alta de consumidores, isso só pode ter um único efeito na sociedade, com ou sem liberação: criminalidade. Chamar uma coisa dessas de recreação é um ato de mendacidade criminosa, por ser feito conscientemente.
  • anônimo  20/02/2015 03:19
    Também já acreditei nisso, mas ela não explicou minha experiência pessoal.
    Se sua resposta foi direcionada mesmo ao meu comentário, foi como me dizer pra ignorar tudo que eu experienciei e vivi e passar a acreditar em algo só porque você está dizendo.
  • Vitor Assis  20/02/2015 22:47
    Bom, com todo o respeito, se a sua experiência pessoal ou de outros não lhes trouxeram nenhum dano, isso não me interessa, me interessa a experiência geral, óbvia, e consequente da própria natureza dessas drogas na sociedade do mundo inteiro. Não há termo de comparação com vício em comida, em bebida, em jogatina etc., pois não se trata de um conceito de vício, abstrato e solto no ar. Se trata puramente do elemento "drogas", de um elemento em si prejudicial ao corpo humano em uma tal escala que se transformou em ilícito ao consumo e proibido a comercialização. Há um motivo para elas terem sido proibidas desde muito cedo e de forma independente em quase todos os países. E não é também uma coincidência que ela seja naturalmente hostil à segurança e ao bem-estar social, sem lobby e movimentações por parte de nenhuma entidade. Ou seja, não é primeiro porque ela é hostil à sociedade que ela foi proibida, mas sim porque ela tem um grau de dano ao corpo humano igual a um veneno, e, tanto por dedução, quanto mais por uma efetiva experiência coletiva mundial, só se pode esperar um efeito gravemente negativo na sociedade.
  • Gabriel  21/02/2015 18:41
    ''Há um motivo para elas terem sido proibidas desde muito cedo e de forma independente em quase todos os países.''

    Desde muito cedo? Não é isso que esse artigo mostra: quando as drogas eram vendidas livremente.

    Nele você irá descobrir que as drogas eram liberadas e que a proibição é um fenômeno recente. Sem contar que a criminalidade era mais baixa e que não houve nenhum surto de dependentes na época.

    P.S.: Esse texto que linkei está no artigo, você não o viu ou ignorou mesmo?

    Saudações.
  • Eloy Seabra Jr.  20/02/2015 11:25
    Fico feliz pela sinceridade, e não acho que as pessoas queiram te atacar, mas a questão é que cocaína, heroína, morfina, anfetamias, comer, trabalhar, açucar, café, nada disso é bom por si mesmo e como vc disse tudo isso pode viciar alguém. Em especial algumas coisas são mais viciantes que outras (pelo menos para algumas pessoas) e por isso se precisamos defender uma conduta (ou seja, se nos propomos uma reflexão moral sobre ela) é melhor NÂO usar drogas a usar, compreende? Como nosso amigo Vitor Assis observou as drogas "alteram o estado mental de quem as consome, em um grau imediato" como a liberdade exige responsabilidade por nossas ações, qualquer coisa que nos dificulte exercer essa liberdade responsável nos será ruim.
    Se no seu caso as drogas não te causam nenhum vício menos mal, ainda assim te recomendo atividades recreativas menos perigosas.
  • Luis Gustavo Schuck  19/02/2015 23:23
    Concordo em muito com a liberação, porém em alguns casos acho que a violência pode aumentar.

    Por exemplo ao dirigir um carro um usuário pode estar com sentidos comprometidos e causar danos a terceiros.

    Isto ocorre hoje com o álcool e este é livre...

    Mas concordo principalmente com a profissionalização do fornecedor. É melhor consumir uma "porcaria" de qualidade do que qualquer coisa...

    Só não gosto de pensar em um filho em um ambiente onde a coisa é livre, pode acabar facilitando o acesso... Enfim pode ser um pensamento conservador, mas quando se trata de pessoas que pensamos em preservar (filhos especialmente) a coisa complica um pouco.. Eu acho que este é o grande debate de hoje (que deveria ser feito).
  • Um observador  20/02/2015 00:13
    Luis,

    Por exemplo ao dirigir um carro um usuário pode estar com sentidos comprometidos e causar danos a terceiros.

    Isto ocorre hoje com o álcool e este é livre...


    E isso também já ocorre hoje com os motoristas que usam drogas, mesmo com ela sendo proibida. A proibição não impede esse problema que você falou. O problema já existe, entende?

    Se você quer dizer que o fim da proibição iria AUMENTAR a quantidade de usuários, e com isso aumentar a chance de um acidente com um motorista drogado, aí é outra discussão completamente diferente.
  • Luis Gustavo Schuck  22/02/2015 01:17
    Um Observador

    É mais neste sentido que me refiro. Acho que teríamos um aumento do número de usuários com a liberação e se isto não ocorrer pelo menos vai permitir que as pessoas usem em mais lugares e em diversos horários aumentando o risco pois momentos sob efeito serão mais vezes cruzados com momentos dirigindo por exemplo.

    Schmuck, lerei os artigos. Obrigado.

    Rennan, quando uma pessoa está sob efeito de alguma droga e colidi um veículo com um inocente eu considero como violência e não acidente. Mas enfim ambos os termos servem para descrever o que comentei. Concordo que alguém poderia bater em outra pessoa ou até matá-la apenas por raiva, stress, etc, mas estamos falando de chances/probabilidades, então acho que o risco aumenta, especialmente se você for considerar a capacidade de estrago que um veículo pode ter. Aquela velha história que o veículo pode ser uma arma...

    Aproveito para deixar claro que minhas opiniões sobre o assunto ainda estão em formação e até por isto postei aqui pois no dia a dia não consigo falar com pessoal mais liberal...(acho que todos entendem o que quero dizer). Meu objetivo é debater até mesmo para poder ter uma opinião formada com mais critérios...

    Como sempre o site traz conteúdo de qualidade, em pauta e relevantes. Parabéns.
  • Rennan Alves  22/02/2015 15:14
    "Rennan, quando uma pessoa está sob efeito de alguma droga e colidi um veículo com um inocente eu considero como violência e não acidente. Mas enfim ambos os termos servem para descrever o que comentei. Concordo que alguém poderia bater em outra pessoa ou até matá-la apenas por raiva, stress, etc, mas estamos falando de chances/probabilidades, então acho que o risco aumenta, especialmente se você for considerar a capacidade de estrago que um veículo pode ter. Aquela velha história que o veículo pode ser uma arma..."

    Violência e acidente são conceitos distintos que descrevem ações e cenários diferentes.

    Violência é o uso intencional da força para agredir outrem. Um ato será violento se, e somente se, o indivíduo em questão estiver disposto a agredir alguém.

    Um indivíduo que entra no carro para atropelar outras pessoas ao seu bel prazer configura um cenário de violência, independente dele estar sóbrio, estressado, bêbado, drogado, etc.

    Acidentes são cenários ocasionados pelo acaso. Um indivíduo sobre o efeito de entorpecentes ao entrar no carro não possui intenção de atropelar alguém (a menos que se prove o contrário).

    Afirmar que um acidente sobre estas condições seja considerado uma violência é o equivalente a afirmar que pessoas fora de seu juízo mental (stress, depressão, problema de saúde, sono) estão intencionadas a cometer atos criminosos.

    O que podemos afirmar, como você bem observou, é que um indivíduo sobre o efeito de entorpecentes ao pegar no volante aumenta consideravelmente as chances de causar um acidente. Neste caso, a punição poderia ser maior em comparação a um indivíduo sóbrio.
  • Schmuck  20/02/2015 00:16
    Sugiro a enriquecedora leitura desses artigos: www.mises.org.br/Article.aspx?id=115 e www.mises.org.br/Article.aspx?id=1146.
  • Rennan Alves  20/02/2015 00:37
    "Concordo em muito com a liberação, porém em alguns casos acho que a violência pode aumentar.

    Por exemplo ao dirigir um carro um usuário pode estar com sentidos comprometidos e causar danos a terceiros.

    Isto ocorre hoje com o álcool e este é livre..."


    No seu cenário você confunde "acidente" com "violência".

    O cenário mais plausível para o seu argumento seria "um usuário poderia, com seus sentidos comprometidos, ter um ataque de fúria e espancar seus filhos e sua esposa".

    Ainda assim, o mesmo cenário também ocorre sem a presença de entorpecentes, com pessoas estressadas, com pessoas atrasadas em seus compromissos, com pessoas deprimidas ou em depressão, etc, etc, etc.

    Só não gosto de pensar em um filho em um ambiente onde a coisa é livre, pode acabar facilitando o acesso... Enfim pode ser um pensamento conservador, mas quando se trata de pessoas que pensamos em preservar (filhos especialmente) a coisa complica um pouco.. Eu acho que este é o grande debate de hoje (que deveria ser feito)."

    Genuínos conservadores lutam moralmente contra o uso de drogas através da família e da religião (faço isso em casa diariamente). Usar o estado para proibir o uso e o comércio de drogas é uma política recente criada pelos progressistas que foi abraçada pelos estúpidos neocons, com o apoio de alguns conservadores ainda mais estúpidos.


  • Sérgio  19/02/2015 23:44
    Não existe moralidade alguma na descriminalização de todas as drogas.

    Turista britânico que teria consumido droga "canibal" é detido em Maiorca após tentar morder banhistas

    Isso é incompatível com a civilização.

    As drogas transformam as pessoas em monstros. É como se o cérebro delas se desconectasse do resto do corpo.
  • Tannhauser  20/02/2015 10:44
    Você está mostrando um exemplo de droga criada em um ambiente de criminalização e atribui à legalização? Não faz sentido nenhum.

    É o mesmo que proibir a venda de água e, quando aparecessem pessoas intoxicadas com águas de péssima qualidade vendidas clandestinamente, tentar justificar a criminalização da mesma.

    Supondo um mundo em que as drogas são legalizadas, estas seriam fabricadas e comercializadas por grandes marcas. Estas marcas estariam preocupadas com sua imagem perante os consumidores e não iriam vender drogas tão pesadas como essa da reportagem.

    Esse tipo de droga somente existe devido à criminalização.

    A realidade é que as drogas são proibidas e ainda sim as pessoas as consomem. A criminalização, que ocorreu para resolver um problema, não resolveu nada e acabou gerando um problema maior ainda.

    Ser a favor da descriminalização não é ser a favor do consumo.
  • Adelson Paulo  20/02/2015 00:13
    O uso de drogas não implica que o usuário torne-se necessariamente um viciado incontrolável. A grande maioria da humanidade já experimentou bebidas alcoólicas mas apenas uma minoria torna-se alcoólatra, muito mais em função de aspectos pessoais do que do álcool em si. O álcool é a droga mais devastadora de nossa sociedade, causando dependência, alteração de personalidade, violência doméstica, acidentes de trabalho, degradação física e intelectual. Mas seria um contra-senso defender a proibição do álcool (apesar de muitas correntes religiosas o proibirem), como bem ilustrado pela experiência da Lei Seca nos Estados Unidos.
    Todas (insisto: todas) as sociedades humanas usaram drogas. Os Incas, os Maias, os indígenas amazônicos, os árabes, os chineses, o vinho está presente em toda a Bíblia.
    Como bem ilustrado no artigo, a guerra contra as drogas foi perdida, só gerou violência e corrupção. Depois de anos de combate feroz, o consumo não se reduziu, novas drogas sintéticas surgiram, e as cadeias estão cada vez mais cheias de traficantes. Os Estados Unidos têm 2,3 milhões de presidiários, e uma grande proporção por crimes associados a tráfico de drogas. Imaginem o impacto destas prisões na sociedade e nas famílias: praticamente todos os negros e hispânicos pobres nos Estados Unidos têm algum parente na cadeia. O Brasil já tem 550 mil encarcerados (além de 170 mil condenados em prisão domiciliar), nas condições que conhecemos.
    Colocar um jovem por anos na cadeia porque vendeu alguns quilos de maconha é de uma completa estupidez, além de um contra-senso econômico. Uma vida praticamente perdida, uma família desestruturada, e um custo altíssimo para a sociedade na manutenção (precária) deste preso. Um traficante que participa de uma organização criminosa e assassina deve ser preso por toda a vida, mas ele só existe porque seu negócio é altamente lucrativo.
  • IRCR  20/02/2015 01:16
    O problema dos conservadores que eles pensam que todo usuário de drogas ilícitas são viciados que estão definhando na droga.
    Seria a mesma coisa dizer que usuários de drogas licitas são todos viciados e alcoólatras que estão definhando na bebida.
  • Jarzembowski  20/02/2015 11:14
    Do ponto de vista da moralidade eu acredito que as drogas sejam uma verdadeira abominação - no entanto, concordo plenamente com o que foi dito no texto: A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.
    Só que, pra que exista a mais remota possibilidade de combate moral do uso de drogas através das instituições fundamentais(família, igreja, comunidade local) é preciso que o Estado ao descriminalizar as drogas não se torne um arauto do seu uso irrestrito. Considerando especificamente a realidade da América do Sul, onde os principais cartéis de drogas são aliados das organizações de esquerda, eu não consigo vislumbrar um cenário onde o governo não venha a fazer precisamente isso: assumir o controle da propaganda pró-drogas após a descriminalização.
    Além disso, existe um outro fator muito contundente: a existência de uma estrovenga chama SUS.
    Eu não consigo pensar um minuto sequer em descriminalização de drogas sem antes imaginar o que fazer com a pressão que o aumento do consumo de drogas irá gerar sobre um sistema que já é falido por natureza - me parece evidente que, a partir do momento em que as drogas forem descriminalizadas, seus efeitos vão se tornar parte do planejamento estatal de saúde publica, e CERTAMENTE vamos acabar pagando via impostos por seringas, pipes, seda pra baseados, e claro, por droga em si, porque os viciados em sua abstinência serão pacientes com direito a um tratamento adequado e doses periódicas de drogas, o que o governo não terá dificuldade em justificar, alegando que essas pessoas se tornariam um problema social caso ficassem sem o objeto do seu vício.
    Em suma, eu concordo com o cerne do texto: a guerra as drogas é um erro, e um erro que custa caro, em dinheiro e em vidas humanas - porém, não me parece prudente descriminalizar sem antes tratar de algumas questões adjacentes pra evitar que os resultados sejam piores do que o problema que se quer resolver.


  • sandro lima  20/02/2015 15:52
    Eu acho, que o governo quando pegar drogas apreendidas deveria "doar" para os drogados.
    Caso resolvido!
    Eles se matariam de tanto consumir drogas, prejuízo pros traficantes em dobro, porque criaria um "concorrente" impossível de se competir.
    Mas, tem interesses muito mais sombrios do que o "bem estar" do drogado e a segurança da sociedade...
  • Reginaldo  21/02/2015 11:28

    "Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada."

    Se eu for atropelado e morto por um cidadão que estiver dirigindo sob o efeitos de drogas, ele não estará se apossando da minha "sacrossanta propriedade privada"? Será que a liberdade desse cidadão está acima do meu direito à vida?

    Se o cidadão deseja usar qualquer tipo de droga, sendo lícita ou não, essa é uma opção dele, pois ele tem total direito sobre seu próprio corpo, mas e esse ato resultar em danos para outras pessoas? Não estou falando somente das drogas ilícitas, falo do álcool também.

  • gabriel  21/02/2015 16:13
    E se vc for atropelado por um cidadao que nao estava sob o efeito de drogas?
  • Adelson Paulo  21/02/2015 13:30
    Não entendo esta justificativa para proibir as drogas, exposta por vários comentários aqui, de que um drogado poderia cometer crimes ou atropelar alguém caso esteja sob efeito de drogas. A mim parece evidente que caso isto aconteça, ele estará cometendo um crime e deverá ser punido por isto! Em qualquer país civilizado, dirigir sob efeito de álcool implica em punições severas, mesmo que não ocorra algum acidente, e caso ocorra algum acidente, a presença de drogas no sangue do motorista é um agravante para o delito, e não um atenuante!
    Qualquer pessoa que dirigir um automóvel, ou que cometa algum delito, sob efeito de drogas, tem que ser severamente punido! Mas isto não pode ser justificativa para proibir alguém de usar drogas dentro de sua residência, ou em uma festa com amigos, ou em um show de rock.
    Legalizar as drogas não implica que as pessoas possam utilizá-las em qualquer ambiente ou situação. O cigarro é permitido, mas não se pode fumar em ambientes fechados pois isto causa prejuízos a terceiros.
  • Silvio  21/02/2015 17:08
    Qualquer pessoa que dirigir um automóvel, ou que cometa algum delito, sob efeito de drogas, tem que ser severamente punido!

    Adelson, por favor, leia esses artigos: www.mises.org.br/Article.aspx?id=115 e Se beber, dirija?
  • Wolmar  21/02/2015 13:52
    Para um laboratório farmacêutico liberar uma droga "do bem", ou seja, um remédio que faz bem à saúde, ele vai precisar de no mínimo uns dez anos de testes exaustivos, primeiro em cobaias, depois em seres humanos voluntários, até ficar provado que essa droga não faz mal à saúde ou que pelo menos seus efeitos colaterais sejam compensados pelo benefício que ela vai trazer e ela possa finalmente ser colocada à venda. Relação custo/benefício sacou?
    Pois bem. Eu agora sou a favor da liberação das drogas. Com um porém: se um laboratório qualquer quiser lançar no mercado uma droga "recreativa", essa droga terá que passar pelos mesmos testes que um novo remédio tem que passar até que fique provado que ela não faz mal à saúde ou que seus benefícios (que benefícios?) superem os danos causados.
    E aí como é que fica?
  • Enrico  21/02/2015 16:17
    Você não defende a liberação então. Defende apenas uma instituição criminosa chamada ANVISA.

    mises.org.br/Article.aspx?id=356
    mises.org.br/Article.aspx?id=292
  • Wolmar  21/02/2015 16:45
    E voce defende a mais idônea de todas as instituições: O PCC
  • Adelson Paulo  21/02/2015 17:51
    Quais os benefícios do álcool que superam os danos causados pelo alcoolismo? Quais os benefícios do cigarro que superam os danos causados pelo seu consumo?
  • anônimo  21/02/2015 21:27
    Nenhum. Mas se o idiota quer se lascar, problema dele.
  • Wolmar  22/02/2015 12:40
    Vcs so estão esquecendo de um detalhesinho pequenininho: NEM CIGARRO NEM ÁLCOOL SÃO DROGAS!
    Animais
  • Curioso  22/02/2015 15:48
    Não são? Poderia nos iluminar com a sua sapiência e dizer o que eles realmente são?

    P.S.: Utilizar o Caps Lock e ofender leitores só porque discordam do seu ponto de vista mostra desespero e falta de argumentos.
  • Cat  21/02/2015 22:34
    Pergunta pra quem consome oras.
  • Pobre Paulista  21/02/2015 20:48
    Ser "A favor da descriminalização das drogas" significa ser alguém que aceita a autoridade do estado para regular o que pode e o que não pode ser utilizado por um cidadão qualquer. Eu sou contra a "descriminalização das drogas" simplesmente porquê acredito que quem quer consumir deve consumir independentemente da opinião do estado.

    Qualquer um que entre nessa discussão de ser "contra ou a favor da descriminalização das drogas" está simplesmente fortalecendo e corroborando a intromissão estatal. É uma discussão extremamente imbecil.
  • Rogério Amaral Silva  21/02/2015 21:42
    Vocês aparentemente são exatamente o oposto do marxismo coletivista; liberalismo individualista puro.
    Como disse, são "aparentemente", por quanto na verdade, as revoluções liberais pós-idade média propiciaram as revoluções animadas pelo marxismo. Portanto, um é conseqüência do outro no curso da trágica revolução mundial de destruição da ordem legítima.
    Mas, o mais interessante, é ver como o liberalismo, libertarianismo (ou o nome que se de à ideologia fundada na supremacia da vontade individual) converge com a forma mais intelectual e menos cruenta do marxismo: o gramscismo e a sua revolução cultural. Em nome da mesma liberdade individual sem freios; liberais promovem a agenda gramscista: aborto, divórcio, homossexualismo, promiscuidade e também o uso das drogas, esta última sendo promovida com os mais falaciosos argumentos.
    O cúmulo do absurdo é comparar um copo de cerveja, cachaça (ou a bebida alcoólica que seja) com um baseado de maconha. E outra, será que os traficantes estarão dispostos a entrar na legalidade, pagando justos salários? Não vou nem entrar no mérito dos impostos, pois sei que vocês argumentarão contra a alta carga tributária, mas o que é mais fácil: gerir um negócio com mão-de-obra desqualificada e, pior, escrava (ou vocês acham que as drogas não escravizam?) e um mercado consumidor formados por pessoas que venderiam até o que não possuem para sustentar o vício ou gerir uma empresa sob as regras das leis de mercado respeitando até mesmo o concorrente e com um mercado consumidor que, ainda que não racionalizem totalmente seus gastos, tornando-se escravos do consumismo capitalista; não podem ter o seu ímpeto consumista ser comparado ao vício de um toxicômano?
    Meus caros, o ser humano não é dono de si; se não, não haveria os loucos, esquizofrênicos, alcoólatras... Quanto mais o ser humano afirmou a sua autossuficiência, mais se tornou escravo de fatores externos à sua individualidade.
    Liberar os uso das drogas, mesmo que apenas a maconha, é abrir fábricas de esquizofrênicos, como disse um psiquiatra (https://sites.google.com/site/jornalpimentasnews/maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra citando notícia do UOL, que está fora do ar).
    O ser humano só irar resolver os problemas da humanidade, quando negar a sua autossufiência e a soberania de sua vontade. Os mesmo jovens que justificam o uso das drogas por absoluta falta de opção recreativa ou reflexiva negada pela sociedade, são os mesmos que não querem contribuir com a própria sociedade a oferecer razão de viver para os homens e mulheres desta mesma sociedade. Preferem ficar na "lombra" de um "baseado", e que se dane a sociedade, ela é que tem a responsabilidade de servi-los com algo de bom. Se o vício das drogas se universalizassem, faltariam até mesmo pessoas disciplinadas pela sanidade e sobriedade para poder produzir a maldita droga. É como o homossexualismo: se toda a humanidade caísse nesse vício horroroso, a humanidade estaria fardada à extinção.
  • Pobre Paulista  22/02/2015 11:41
    Vc vem aqui dizer as suas regras favoritas para as outras pessoas e ao mesmo tempo acusa os libertários de serem exatamente iguais aos marxistas?

    Esse foi um post de humor, né?
  • Forever  22/02/2015 14:58
    ''Meus caros, o ser humano não é dono de si; se não, não haveria os loucos, esquizofrênicos, alcoólatras... Quanto mais o ser humano afirmou a sua autossuficiência, mais se tornou escravo de fatores externos à sua individualidade. ''

    O ser humano não é dono de si? Mais um que acha que o estado deve ''guiar a população''.

    E os libertários é que são os marxistas...

    ''O ser humano só irar resolver os problemas da humanidade, quando negar a sua autossufiência e a soberania de sua vontade.''

    Sim, vamos repassar a responsabilidade individual de cada um para o ''papai'' estado.

    E os libertários é que são os marxistas...

    ''são os mesmos que não querem contribuir com a própria sociedade a oferecer razão de viver para os homens e mulheres desta mesma sociedade. Preferem ficar na "lombra" de um "baseado", e que se dane a sociedade, ela é que tem a responsabilidade de servi-los com algo de bom''

    Acho que você precisa se informar só um pouquinho: 10 visionários da ciência e tecnologia que usaram drogas .

    Essas pessoas não ajudaram a sociedade? Ou será que elas ficaram só na ''lombra de um baseado''?

    P.S.: Não sou a favor de nenhum tipo de drogas que fique bem claro, mas sou contra a proibição. Não me acho um ser dotado de uma moral suprema para forçar as pessoas a fazerem aquilo que eu acho certo.
  • Jefferson  22/02/2015 02:01
    Ainda sou defensor do direito de cada um escolher o melhor para si desde que não prejudique aos seus em sua volta. Mas, gostaria de ajudar um pouco nesta excelente discussão. A imagem que acompanha o título do artigo pode nos ajudar muito neste respeito. Sem dúvida, poderíamos (se não o for) considerarmos as duas como sendo o contraste entre Brasil (proibida) e Holanda (liberada). Como primeiro exemplo, vou citar os portos. São liberados nos dois, mas há uma imensa diferença, se utilizarmos, também, imagens dos portos nestes países. Segundo exemplo; o cigarro é liberado e, também, super taxado tornando-o caro. Logo, criou um comercio paralelo, que gera milhões para os contrabandistas, são nocivos para a saúde do usuários (agrotóxicos e etc), e que custa muito para que o governo fiscalize. Logo, sem entrar muito a fundo no assunto, além de não acabar com uso do cigarro criou mais uma indústria do crime.
    Desta forma, não consigo encontrar exemplos de sucesso na liberação do uso que possam ser usados para aqueles de nós que a defendem. Ou seja, no Brasil não dá. Alguns pontos de reflexão:
    - Suponhamos que a venda fosse em uma farmácia ou um ponto autorizado. Ou o tráfico organizado se apropriaria do ponto, ou mais mortes na luta por espaço.
    - Se houverem taxas altas, ainda sim haveria a busca por produtos mais baratos.
    - Se houver o controle mínimo de qualidade, o que o encarece, ainda haveria busca por produto de qualidade inferior mais barato.
    - Inicialmente com a liberação mais pessoas teriam acesso. Se algumas delas, mesmo que pequena em percentual, precisasse de ajuda média ou psicológica não a teriam.
    - Imagine uma demanda razoável pelo produto, sem condições para todos comprarem, ou teríamos um grande aumento nos "pequenos assaltos", por exemplo, ou teríamos mais um bolsa "drugs" e etc.
    Citei alguns exemplos apenas para afirmar meu ponto de vista que no Brasil e da forma com é e etc. NÃO TEM CONDIÇÕES DE ACONTECER SEM DANOS PARA A SOCIEDADE. Um abraço a todos!
  • Victoria  22/02/2015 21:56
    Uma coisa estranha que noto nos comentários da maioria dos conservadores sobre este artigo é que, para eles, utilizar drogas = ser viciado, quando isso está distante da verdade. A utilização esporádica de drogas para fins recreativos e sociais raramente leva à dependência, basta ver pelo fato de que a maioria das pessoas, apesar de beberem socialmente, não é alcóolatra. Em sociedades antigas é amplamente documentado o uso de drogas em rituais sociais e religiosos, seja na forma de folha de coca, maconha ou mescalina (entre sociedades indígenas), do qat e do ópio (entre as civilizações do Oriente), e bebidas alcóolicas fermentadas e cogumelos (Europa). Assim, podemos concluir que, durante um período esmagador de tempo, usar drogas não só não era crime, como também fazia parte dos costumes sociais das pessoas, de sua religião, de suas famílias e de suas amizades. E nem por isso temos notícias de muitos casos de vício nas sociedades antigas; muito pelo contrário, foi com o advento da proibição que a droga se afastou de sua função social original - de causar prazer em ocasiões especiais - para passar a ser uma forma de fuga da realidade e demonstração de rebeldia, tornando-se bem mais potente para cumprir esses papéis. Por isso as drogas antigas eram bem mais leves que as atuais drogas sintéticas, farmacologicamente alteradas. Logo, não se pode dizer que a droga em si seja ruim. Até porque a maior parte dos remédios tem os mesmos princípios ativos delas, só que em quantidades diferentes. O que é ruim é o vício, a dependência - mas dependência tem muito mais a ver com famílias desestruturadas, falta de perspectivas e baixa autoestima do que com liberação ou não liberação de drogas. De fato, uma pessoa que fica viciada em maconha, por exemplo - que é uma droga que não causa dependência química, só psicológica - poderia facilmente ficar viciada em computador, sexo ou comida (lembram-se dos comedores compulsivos?) mesmo se a droga fosse tirada. E, antes que alguém venha me xingar, não uso e nunca usarei drogas - nem legais nem ilegais. Não gosto de coisas que alterem meu raciocínio, que possam me levar a magoar os outros e cometer erros. Mas conheço vários usuários esporádicos que não são viciados, usam por diversão, e alguns deles inclusive já suspenderam o uso quando notaram alteração significativa de comportamento. Sinceramente, acho que usar drogas é uma perda de tempo e que o risco não vale a pena, mas, como um amigo meu me disse: "Eu sou vegetariano. Você gosta de comer carne. Eu não como nada com glúten, açúcar refinado ou lactose. Você come de tudo. Eu fumo maconha. Você não fuma. Nada que alguém faz é 100% saudável.". E eu concordo com ele. E, de verdade, acho que seu estilo de vida é até mais saudável que o meu. E aí, será que deveriam me proibir de comer carne e comida industrializada em prol da minha saúde?
  • Wolmar  23/02/2015 15:20
    utilizar drogas = ser viciado, quando isso está distante da verdade. A utilização esporádica de drogas para fins recreativos e sociais raramente leva à dependência, basta ver pelo fato de que a maioria das pessoas, apesar de beberem socialmente, não é alcóolatra.
    PelamordeDeus... lá vem o velho sofisma de comparar álcool e drogas e ainda comparar os cracudos das cracolandias fumando socialmente suas pedras com famílias bebendo vinho nos almoços dominicais

    Em sociedades antigas é amplamente documentado o uso de drogas em rituais sociais e religiosos, seja na forma de folha de coca, maconha ou mescalina (entre sociedades indígenas), do qat e do ópio (entre as civilizações do Oriente), e bebidas alcóolicas fermentadas e cogumelos (Europa).
    Beeemmm... o que foi que aconteceu com essas sociedades mesmo,heim? Eu acho que elas desapareceram... Agora se voce acha lindo tomar um chá de cogumelo num ritual xamânico, voce pode se mude para uma aldeia celta e virar uma sacerdotisa; mas não queira nossa cultura venha adotar esses valores.

    E nem por isso temos notícias de muitos casos de vício nas sociedades antigas;
    Voce está falando do que? De relatórios médicos ou de estatísticas policiais?

    as drogas antigas eram bem mais leves que as atuais drogas sintéticas, farmacologicamente alteradas. Logo, não se pode dizer que a droga em si seja ruim.
    Ah tá!Ruins são só as drogas sintéticas. Então é para liberar o que, a ahayauasca e o cogu ou é para liberar geral?

    O que é ruim é o vício, a dependência - mas dependência tem muito mais a ver com famílias desestruturadas, falta de perspectivas e baixa autoestima do que com liberação ou não liberação de drogas.
    Então vamos combinar o seguinte? No dia em que tivermos uma sociedade com famílias bem estruturadas e indivíduos plenos de auto-estima e cheios de perspectiva de vida a gente libera as drogas, ok?

    E aí, será que deveriam me proibir de comer carne e comida industrializada em prol da minha saúde?
    Voce agora fez uma pergunta pertinente, que por princípio é válida, mas em um sentido latu perde o sentido porque não se tratam das mesmas coisa. Schoppenhauer deve ter falado sobre esse. Drogas e alimentos NÃO são a mesma coisa. E bebidas alcoólicas (mesmo aquelas com teor mais alto), refrigerantes e energéticos estão enquadradas na categoria de alimentos, em termos de exigências de rotulagem e de produção, por ex.
    Voce pode pinçar casos esporádicos de usuários bem sucedidos, embora eu acredite que seu amigo se limite ao uso da maconha; mas o que vale para um não vale necessariamente para todos (ibidem sobre Schoppenhauer). Essa postura libertária, onde o indivíduo pode fazer o que quiser consigo mesmo, abre caminho para outros mercados, digamos polêmicos, como o de órgãos humanos ou de fetos para pesquisas
  • gabriel  23/02/2015 18:39
    Acabo de ler que alcool, uma das drogas mais tóxicas não é droga? Aposto que remedios tambem você não considera droga. Ironicamente a maioria das drogas proibidas hoje eram remédios a pouco mais de um século.
  • Wolmar  23/02/2015 19:01
    corrigindo antes que me corrijam.
    Errata 1- (...)voce pode se mudar para uma aldeia celta... mas não queira que nossa cultura adote esses valores
    Errata 2- Onde se lê: "em um sentido latu perde o sentido". Leia-se: em um sentido latu perde a validade
    Errata 3- Schoppenhauer deve ter falado sobre esse sofisma
    Acho que estava sob o efeito de drogas quando escrevi o post
  • Victoria  23/02/2015 23:19
    Wolmar, "comparar o álcool a drogas" não é um sofisma. O álcool É uma droga. Aqui vai a definição atual do que é droga: www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-922-4872-,00.html. "São consideradas drogas psicotrópicas todas as substâncias (farmacêuticas ou não) usadas para alterar o sistema nervoso.". O álcool altera o sistema nervoso - logo, é uma droga psicotrópica. O fato de ele ser tolerado em nossa cultura não quer dizer, necessariamente, que seja melhor que nenhuma outra droga. E é incorreto dizer que as culturas das quais você fala tenham desaparecido; elas simplesmente foram incorporadas na cultura ocidental. Ou você acha que os orientais, inventores do papel-moeda, de algumas das maiores proezas matemáticas, da arquitetura e das cidades e civilizações como as conhecemos não contribuíram para nossa cultura? De fato, há influências de todos os lados na nossa cultura, seja dos celtas, como você falou (embora não, obrigado, eu não queira ser uma sacerdotisa, embora ache a mitologia celta bem legal), africanos, orientais e árabes. E, sendo que fomos influenciados por eles em tantos aspectos (até mesmo nas drogas, que, até o início do século XX, eram permitidas na cultura ocidental), você certamente não pode afirmar que eu estou querendo comprometer nossa cultura ao querer liberar as drogas. Na verdade, estou apenas querendo liberar o uso, não obrigar as pessoas a usarem; se elas irão ou não usar é da conta delas. A sociedade, a cultura, as pessoas, não são minha propriedade, nem sua, para que as formatemos segundo nossos valores e desejos. Não desejo impor nada sobre a cultura ocidental, somente garantir que um de seus valores mais essenciais se mantenha: a liberdade. Quanto à questão das sociedades antigas não terem grandes epidemias de vício, por favor. Logicamente, não temos as estatísticas exatas, mas praticamente todas as pragas que elas sofreram, desde tempestades de gafanhotos, secas, guerras e escravidão foram relatadas, assim como seus valores morais, o respeito pelos pais, a honra e a fidelidade (valores que nós precisamos muito resgatar hoje em dia, diga-se de passagem). Você não acha que, se tivesse havido uma grande epidemia de drogas e muitas pessoas morressem, ou pelo menos ficassem dependentes, teríamos documentos falando sobre isso? A própria Bíblia tem passagens falando sobre os males do álcool. Porque não nas outras drogas? Elas já existiam, e eram abundantes nos povos que circundavam os hebreus. Mas, como não eram uma epidemia, não foram registradas pelos escribas da época. E, calma aí, antes que alguém fale alguma coisa, não estou dizendo que a Bíblia permite drogas. Levando-se em conta que mesma diz que "o corpo é o templo do Espírito Santo", isso seria algo altamente improvável. Só estou dizendo que as drogas, embora legais, passaram despercebidas durante a maior parte da história da humanidade. A nossa histeria com elas hoje em dia e seu atual poder de fogo (sintético, pois as drogas que você mesma citou, ainda que potentes - não sei, não tenho muito conhecimento sobre elas - não são nem de longe endêmicas na sociedade, ao contrário de oxi e crack, que aliás, advieram da proibição da cocaína) governamentalmente criado. A proibição das drogas fere inocentes - usuários e não usuários - ao impedir que exista um controle de qualidade sobre elas, aumentar o número de homicídios e gerar drogas ainda mais potentes e perigosas que as que visa impedir. Ela deve acabar - e essa é minha opinião. Posso estar errada? Posso. Assim como você. Mas tanto a minha opinião quanto a sua foram testados ao longo da história, e, antes da proibição, drogas estavam longe de ser uma das maiores preocupações e causadoras de mazelas da sociedade.
  • anônimo  22/02/2015 23:10
    Vou encerrar minha participação, mas pense sobre isso. A experiência pessoal é irrelevante e pode ser descartada, o que importa é a experiência geral... O que é a experiencia geral se voce ignorar as experiências individuais que a formam?

    O que quis expor pois me parece que muitos ainda crêem, é que QUALQUER usuário de alguma droga automaticamente é uma pessoa improdutiva na sociedade, viciada e que coloca a droga como sua prioridade, o que não é verdade. Dificilmente pessoas assim se expôe, justamente porquê é mais cômodo manter as aparencias, as pessoas que em sua maioria irão se expor são as que realmente tem problemas e abusam, e são as mais expostas em mídias, fazem mais 'barulho'. Então a dúvida é, qual será a quantidade de pessoas que usam e não tem problemas com drogas?
  • anônimo  23/02/2015 06:00
    Algumas notícias sobre os efeitos das drogas "inofensivas":

    Usuário de crack mata estudante universitária em Luziânia

    De acordo com testemunhas, o suspeito do crime, Francisco Wellington Freire, estaria sob o efeito do entorpecente e tentou matar o pai, sem sucesso. Francisco então teria saído de casa e atingido, com um facão, a primeira pessoa que encontrou.

    A vítima, Vitória Maria Veloso Casimiro, 18 anos, aguarda a van para levá-la à faculdade, quando recebeu um golpe de facão na região superior do abdômen. A jovem chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Luziânia, mas não resistiu ao ferimento.



    Sob efeito do crack, homem mata mãe

    O venda e o consumo liberado dessas drogas não viola o PNA?
  • Silvio  23/02/2015 14:55
    Você está mesmo usando o crack para invalidar a liberação das drogas? Well, bem-vindo ao liberalismo, bem-vindo ao libertarianismo, bem-vindo à Escola Austríaca de Economia e bem-vindo ao site.

    Sobre seu questionamento, leia esse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1013
  • anônimo  23/02/2015 23:19
    conte mais sobre as pessoas,que usam drogas e não matam ninguém?
  • Adelson Paulo  28/02/2015 15:13
    Então temos que proibir a fabricação de automóveis potentes pois muitos deles causam acidentes fatais quando dirigidos por pessoas imprudentes.
  • André Neves  25/02/2015 04:06
    Caraca... Eu realmente tentei ler todos os comentários, mas minha mente ficou em loop quando vi o argumento de que havia menos violência no início do século passado porque as drogas eram liberadas. Ok, o argumento não foi bem assim, mas a conclusão foi.

    Sério, este foi um dos piores argumentos que eu já me deparei e estou decepcionado de vê-lo aqui.

    O sujeito parte do pressuposto de que se no século passado as drogas eram liberadas e havia menos violência e menos tráfico, então a legalização (ou a desregulamentação, que seja) além de não aumentar os índices, também os diminuiria.

    Preciso repetir de trás pra frente pra que fique óbvio o erro?

    Quem leva isso a sério não se atenta pra densidade demográfica dos grandes centros, pro sentido das migrações em massa e principalmente... principalmente... pro fato de que tem mais de 100 anos desde então e que nos últimos 100 anos a sociedade mudou completamente. Preciso trazer dados de que os índices de violência são proporcionalmente escandalosos nas capitais lotadas? Preciso dizer que são nesses centros que os traficantes se ajuntam? Preciso dizer que no interior, onde o Estado também proíbe e também senta a borracha, há menos problemas do gênero?

    Dane-se se vai melhorar ou piorar... mas comparar os tempos atuais com o passado e querer tirar conclusões sérias é piada! É como dizer que os carros em 1930 eram mais seguros porque haviam menos acidentes fatais. Ou pior, que o governo obrigar os fabricantes a colocar airbag e abs causará mais mortes porque na Europa do século passado morriam menos pessoas que hoje com airbag. Fato "curioso": haviam muito menos carros e carros muito mais lentos em 1930. E lamento informar que no passado o Estado regulava muito mais quem dirigia: Apenas homens ricos ou homens empregados de ricos.

    Longe de defender a intervenção, estou apenas mostrando como o argumento é fraco.
    E dizer que cada um é responsável por si é ser tão utópico quanto um socialista. Não, as pessoas comuns infelizmente não projetam as consequências. Se perderem o emprego e forem parar na rua, se venderem a mãe e não conseguirem se manter, inevitavelmente, irão apelar pra criminalidade. E aí eu vou ter que pagar 10 pro Estado (que detém o poder de polícia) investir 3 e não resolver o problema. E ainda, como sempre haverá um Estado e como sempre haverão benefícios estatais, meu pouco dinheiro vai parar em clínicas superfaturadas mantidas pelo Estado que ajudam, mas não resolvem.
  • gabriel  26/02/2015 00:24
    Verdade, o melhor exemplo que eu conseguiria correlacionar de como a proibição aumenta a violência só pode ser comparando mesmos espaços temporais e regiões.
    Pra isso a proibição do álcool nos EUA e posterior revogação da lei seriam o melhor exemplo, e aí alguém se habilita a pesquisar esses dados? Saber como andavam as coisas antes da lei seca, durante e depois em relação a criminalidade? O artigo cita que houve uma disparada de homicídios, existem dados documentados sobre essa época?

    Confesso que nunca fui atrás dessas informações apesar de acreditar que de fato houve um aumento na criminalidade, irei pesquisar sobre isso quando me sobrar um tempo e possivelmente traga os dados aqui. Caso alguém já tenha se dado esse trabalho de pesquisa ou souber onde existem fontes confiáveis de dados fico grato!
  • Adelson Paulo  28/02/2015 15:16
    A consequência mais evidente da Lei Seca nos Estados Unidos foi o fortalecimento da Máfia.
  • André Neves  25/02/2015 04:23
    A solução, ao meu ver é educação... ha-ha-ha Não aquela financiada, padronizada, integralizada e manipulada pelo Estado.
    Educação familiar que é coisa rara e que o Estado insiste em destruir.
    Por pior que seja a cabeça do homem médio (e isso é uma premissa de esquerda, mas verdadeira), a moralidade, o medo do "lá fora", a religião, os bons costumes, as aparências, a lei, a polícia... tudo isso prega contra o consumo de drogas e contra a associação com pessoas de má índole como traficantes (premissa minha mesmo, mas sem objeções, espero).
    Coincidentemente, meus filhos terão educação integral com professores marxistas defensores do relativismo moral que prega que se ele quiser usar drogas, deve ter sua vontade respeitada sem interferência paternal, religiosa, policial e etc. Pois a interferência familiar é pior que todas as consequências ditas mínimas do uso de drogas.

    Desculpem-me, mas se quiserem resolver os problemas, me ajudem a manter meu filho em casa sem que o Estado puna por não mandá-lo para ser instruído e educado por marxistas. Isso sim seria interessante! Legalizar as drogas é um tiro no escuro por enquanto.

    Agora a moda é falar mal de escola conteudista. Bem que eu queria uma escola assim, se existisse. Eu pagaria pra ensinar conteúdo mesmo! Se fosse pra ensinar bobagem, eu ensinava em casa, sem nenhuma pedagogia. Na pior das hipóteses, ele teria uma educação intermediária, mas crítica e liberal. Não uma educação porca, deficiente e marxista: bancada por mim pelo dobro, mas de graça e que eu não iria querer nem se me pagassem.
  • Alexandre  25/02/2015 16:20
    Kogos, eis a resposta que um colega meu - super católico - me mandou para o seu texto:


    Catecismo da Igreja Católica www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

    n. 2211. A comunidade política tem o dever de honrar a família, de a assistir e de nomeadamente lhe garantir:
    – a Liberdade de fundar um lar, ter filhos e educá-Los de acordo com as suas próprias convicções morais e religiosas;
    – a protecção da estabilidade do vínculo conjugal e da instituição familiar;
    – a liberdade de professar a sua fé, de a transmitir, de educar nela os seus filhos, com os meios e as instituições necessárias;
    – o direito à propriedade privada, a liberdade de iniciativa, de obter um trabalho, uma habitação e o direito de emigrar;
    – consoante as instituições dos países, o direito aos cuidados médicos e à assistência aos idosos, bem como ao abono de família;
    – a protecção da segurança e da salubridade, sobretudo no que respeita a perigos como a droga, a pornografia, o alcoolismo. etc.;
    – a liberdade de formar associações com outras famílias e de ter assim representação junto das autoridades civis (9. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 46: AAS 74 (1982) 137-138).
    n. 2291. O uso de drogas causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. A não ser por prescrições estritamente terapêuticas, o seu uso é uma falta grave. A produção clandestina e o tráfico de drogas são práticas escandalosas, e constituem uma cooperação directa, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral.
  • Wolmar  26/02/2015 13:11
    Pegando um gancho no comentário acima, e fazendo um apanhado do que foi dito na área, eu gostaria de fazer um resumo geral das premissas que sustentam a tese da liberação das drogas

    1) Drogas tradicionalmente vendidas em farmácias foram proibidas criando um mercado negro semelhante ao criado pela Lei Seca
    Existem falhas nessa proposição. Não se tem notícia de em nenhum momento ter havido uma guerra na disputa pelo mercado de xaropes de ópio ou balas de cocaína. Depois ninguém se perguntou por que tais medicamentos foram proibidos em primeiro lugar. Esse tema foi abordado em artigo publicado neste site www.mises.org.br/Article.aspx?id=383. Infelizmente o artigo só diz que o governo proibiu o seu uso, mas não oferece as explicações necessárias para a tomada dessa decisão, nem a partir de quando ela foi tomada. Inclusive, a busca por aqueles remédios proibidos (que jamais fizeram falta, diga-se de passagem) diferencia-se da demanda por outras drogas de uso meramente "recreativo". Aliás, existe alguma relação entre o consumo de drops de cocaína para dor de dente e cheirar cocaína numa rave, além da compulsão causada pelos efeitos "secundários" da droga? Sem se falar que o consumo continuado desse remédio fatalmente faria cair os dentes da gurizada.
  • Nilo BP  01/03/2015 03:39
    Então, o que você está dizendo é que antes de as substâncias serem proibidas, elas eram vendidas em farmácias como remédios. Depois da proibição, não temos mais os remédios, mas temos variantes "recreativas", mais potentes e perigosas, vendidas por traficantes violentos, e consumidas pelos jovens sem conhecimento de suas famílias.

    Tem certeza de que você está tentando argumentar A FAVOR da proibição?

    Você diz de passagem, como se fosse um ponto tão óbvio que não vale a pena discutir, que os remédios proibidos "não fizeram falta". Como você sabe? Qual fonte é essa sua, que é mais confiável que as decisões das pessoas que compravam esses remédios antes de serem proibidos?

    Por último, você reclama que o artigo falando dos remédios não explica por que o governo os proibiu. Um ponto justo. Faltou uma exposição de como os progressistas socialistas foram a força política por trás da proibição na primeira metade do século XX, como parte do seu programa de usar o Estado para criar a sociedade perfeita.

    Tempo estranho em que vivemos, não? Os esquerdistas defendem políticas trabalhistas fascistas, e os auto-intitulados conservadores defendem políticas progressistas de engenharia social.
  • Wolmar  02/03/2015 15:37
    Então, o que você está dizendo é que antes de as substâncias serem proibidas, elas eram vendidas em farmácias como remédios. Depois da proibição, não temos mais os remédios, mas temos variantes "recreativas", mais potentes e perigosas, vendidas por traficantes violentos, e consumidas pelos jovens sem conhecimento de suas famílias. Tem certeza de que você está tentando argumentar A FAVOR da proibição?

    Não. O que eu estou querendo dizer é que proibir a venda de medicamentos baseados em narcóticos tem pouco a ver com a busca por entorpecentes visando a mera "diversão", como quer fazer crer o tal artigo mencionado.

    Você diz de passagem, como se fosse um ponto tão óbvio que não vale a pena discutir, que os remédios proibidos "não fizeram falta".

    E vale mesmo a pena discutir? A indústria farmacêutica não conseguiu uma infinidade de outros medicamentos "drugs-free"? Houve alguma crise medicamentosa, seja lá onde for, com a proibição? Se houve, enriquecerá em muito meu ponto de vista sobre o assunto se você me disser aonde.

    Qual fonte é essa sua, que é mais confiável que as decisões das pessoas que compravam esses remédios antes de serem proibidos?

    Tudo bem, não tenho fonte nenhuma. Só me lembrei dos índios mascadores de coca quando vi que a droga era usada em drops para dor de dente

    Por último, você reclama que o artigo falando dos remédios não explica por que o governo os proibiu. Um ponto justo. Faltou uma exposição de como os progressistas socialistas foram a força política por trás da proibição na primeira metade do século XX, como parte do seu programa de usar o Estado para criar a sociedade perfeita.

    War on Drugs was started by the agitation of racists, bigots, religious fanatics, believers in eugenics, extremist politicians, and power hungry diplomats. In other words, Mr. Chairman, the average ordinary American.


    Mas esse não é o pessoal do Tea Party?
  • saoPaulo  02/03/2015 16:45
    "medicamentos 'drugs-free'"

    Haha, drogas sem drogas, essa foi boa!
  • gabriel  02/03/2015 18:18
    Wolmar, obviamente estmos confusos. Que tal começarmos do principio e definir o que são drogas? Os locais que se compra remedios são chamados drogarias por um motivo, vendem drogas. Parece-me então que sua definiçao de drogas não é a mesma do dicionário, seria producente explicar qual seu conceito de drogas, porque desse jeito fica impossível um diálogo minimamente coerente.
    Poderia colocar sua definição de droga?
  • Wolmar  02/03/2015 18:34
    Voce deve estar falando do ato falho do drogas drugs-free. Foi só uma brincadeira, se não eu não teria posto em itálico e entre aspas. Acho que dá pra sacar o sentido. Falo de remédios sem opiácios e derivados da coca ou algum outro entorpecente. Só isso. OK?
  • Wolmar  26/02/2015 13:14
    2) Os traficantes jamais terão como competir com empresários normais, em um mercado legal de drogas
    Ainda não vi nenhum argumento que comprove essa tese além da sugestão da leitura deste artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=440. Nele lê-se o seguinte:
    No Carnaval de 2008, faltou consumidor na "boca" da Mangueira (zona norte). Para se capitalizar, traficantes roubaram um caminhão de cerveja e avisaram os donos das biroscas da redondeza de que só podiam vender as deles quando acabassem as do "patrão".
    Três fenômenos explicam o fato de parte da classe média do Rio ter deixado de "subir o morro" para obter drogas: o aumento da violência, com incursões policiais mais frequentes e traficantes mais truculentos; o aumento do uso de drogas sintéticas, como o ecstasy; e o tráfico operado pela própria classe média, com opção de pedir por telefone a entrega da droga.

    Conclusão: Traficantes de classe média surgidos em decorrência da violência e da repressão policial competem com traficantes do morro. Perfeito. Então vamos acabar com a guerra às drogas, a polícia para de subir o morro para matar inocentes, os traficantes ficam pobres e desarmados e vamos viver felizes para sempre. É muito wishfullthinking! Até parece que toda a cadeia de produção, distribuição e venda de drogas ilícitas resume-se à sua venda nos morros e "bocas-de-fumo. Isso é somente a ponta do iceberg. Depois, esse argumento se baseia na premissa de que no dia seguinte à legalização das drogas eu poderei ir a uma farmácia comprar meu papelote de cocaína ou minhas pedrinhas de crack e ir no boteco comprar meu "Holliwood Verde". Como se houvesse um monte de produtores honestos de maconha prontos para colocar seu produto no mercado e a indústria farmacêutica já tivesse todo um pool de drogas seguras esperando somente a sua legalização para serem vendidas. Não. Quem possui todo esse aparato logístico são os cartéis já existentes. E para eles abrirem empresas de fachada para atuarem no mercado legal é só um pulo. E ainda. Quem disse que neste cenário drogas clandestinas, ditas "sujas", deixariam de ser vendidas nos morros? Quem disse que drogas ilegais, de baixo custo e de péssima qualidade, deixariam de ser vendidas à população mais pobre, especialmente nos próprios morros? Quem disse que o Playboy iria perder seus fornecedores e seus clientes? Voces por acaso combinaram com ele? Lembremo-nos que sem a repressão policial, os custos tendem a cair e o consumo a aumentar e só o aparato repressor do estado pode evitar essa situação. Em um cenário possível os morros se transformariam em verdadeiras cracolândias e os progressistas e bleedinghearts estariam a clamar pela intervenção do estado para impedir esse descalabro. Ou voces acham que algum empreendedor idôneo ia se arriscar a abrir seu ponto de venda em um local tradicionalmente dominado pelo tráfico? Mas isso tudo é futurologia. A ciência mais inexata de todas.
  • Wolmar  26/02/2015 13:16
    3)A guerra contra as drogas está vencida
    Acho muito apressado esse decreto. Se pensarmos na guerra de um exército brancaleônico, mal armado, mal treinado, pobre, dispondo de um orçamento infinitamente inferior ao do inimigo, com um poder de fogo infinitamente inferior ao do inimigo, morrendo em uma proporção de pelo menos 200 para 1 (alguém pode me dizer o número de traficantes mortos ano passado?) e sem ter o menor respaldo da sociedade; podemos sim falar em guerra perdida. Porém, ocorre que quem diz isso na verdade não está é nem um pouco interessado que ela seja travada. Aqui, a "direita" libertária, que não quer financiar o aparato de segurança do estado sob a acusação de violar o direito humano básico de destruir o próprio corpo, se une à esquerda progressista que tem verdadeiro horror de punir criminosos e grasna um mantra como os patos na fazenda dos bichos: Drogas são um problema de saúde pública, não de polícia!
    E enquanto drogas e armas pesadas entram livremente no país, medidas simples e eficazes como bombardeio de pistas clandestinas e a lei do abate há muito deixaram de ser aplicadas. Implantaram-se dezenas de UPPs nos morros do Rio, mas o tráfico continua livre, leve e solto e praticando tiro-ao-alvo nos policiais dessas unidades. Quem assistiu pela TV a fuga cinematográfica dos bandidos do morro do Alemão? Eu assisti. E me perguntava o tempo todo: Como é que não prendem esse pessoal??? E hoje o secretário de segurança do Rio soltou esse desabafo: "Hoje policial é babá de bandido" (oglobo.globo.com/rio/beltrame-hoje-policial-baba-de-bandido-15419516). Guerra contra as drogas? Me conte outra.
    No mesmo artigo mencionado acima também se lê:
    As drogas continuam nominalmente proibidas, porém o estado passa a fazer "corpo mole" para o tráfico, liberando-o na prática e desviando o efetivo policial para combater crimes reais, como assaltos, sequestros e a investigação de homicídios.
    Nesse cenário, embora tudo continuasse legalmente proibido, não haveria repressão ao plantio, cultivo, distribuição e consumo. O que ocorreria?

    Ocorreria não. É exatamente isso que ocorre.
    Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores.
    A mera liberação vai mudar essa situação? Como eu já disse antes: para essas organizações partirem para a legalidade requer um esforço mínimo. E eu aposto que elas desejam muito se livrar do peso de operar ilegalmente no mercado. Não que eles (os grandes traficantes) sejam pessoas morais, mas simplesmente porque os custos exigidos para legalizar o dinheiro obtido com o tráfico superam em muito possíveis impostos e custos que o mercado legal lhes exigiria
    Como elas operam um empreendimento à margem da lei, os novos produtores que seriam atacados não poderiam recorrer aos tribunais para fazer valer seus "direitos".
    Ahammm... pra quem mesmo que esses empreendedores iam ter que recorrer heim? Ah sim! Ao estado!
  • Wolmar  26/02/2015 13:26
    Para finalizar, eu havia lançado a seguinte questão: "Se para homologar um remédio -eu disse um remédio, algo para curar uma doença, um laboratório farmacêutico tem que cumprir uma série de exigências e testes exaustivos para provar que esse remédio é inócuo para a saúde; como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?"
    A resposta veio sob a forma de um ótimo artigo escrito pelo Rodrigo Constantino (www.mises.org.br/Article.aspx?id=356). Mas ele responde em parte a questão. Aliás a existência de uma instituição fascista não invalida a existência de protocolos de segurança. Todo mundo se lembra do trauma da talidomida e a liberação da produção de drogas comprovadamente danosas à saúde será um duplo homicídio. O primeiro direto, pois se estará liberando a venda de venenos de ação lenta e letal para pura recreação. E o segundo tiro se dirigirá contra a pesquisa de novos medicamentos, que ou deixará de ser praticada, pois não será mais exequível exigir os mesmos testes para medicamentos enquanto outras drogas serão vendidas sem a mesma cautela, ou transformará os possíveis usuários em cobaias, eliminando a segurança no uso de qualquer remédio novo que venha surgir no mercado. Mas isso tudo é exercício de futurologia. E uma última palavra para quem acredita que toda violência emana do estado. Para que exista "Estado de Direito", é preciso que antes exista algum estado.
  • Felipe  26/02/2015 20:01
    Wolmar não desiste mesmo, vou apenas comentar alguns comentários que você fez acima:

    "Ou voces acham que algum empreendedor idôneo ia se arriscar a abrir seu ponto de venda em um local tradicionalmente dominado pelo tráfico? "

    Meu deus, se as drogas estão ilegais então acabou o tráfico, o perigo será apenas o que todo o comerciante passa em lugares mais periféricos.

    "Acho muito apressado esse decreto. Se pensarmos na guerra de um exército brancaleônico, mal armado, mal treinado, pobre"

    O que me diz da policia americana então? Você mostra novamente que desconhece sobre o assunto. O problema da guerra não é os traficantes em si, esses morrem ou são presos o tempo todo. O problema é a existência de uma demanda para as drogas, que será uma mina de ouro para quem quiser participar. E quanto mais a policia combater as drogas, mais caras elas se tornarão, mais lucrativo e mais gente participará do jogo. É uma guerra sem fim.

    "Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores."

    Cacete, você vive em outro mundo. Me diz o que aconteceu com o fim da lei seca nos EUA? As máfias impediram o surgimentos das grandes empresas cervejeiras? Me diz apenas um setor legal em que criminosos ofertam esse produto? ou algum empresário que ameace seus clientes? Não existe, para de viajar. Com a legalização haverá empresários e não bandidos.

    "como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?"

    Você ainda não entendeu que isso é problema do consumidor. A única coisa que pode-se dizer é que, se legal, os consumidores poderão exigir drogas menos danosos. E quem iria fiscalizar? Agências privadas.

    Cara abra sua mente e para de repetir baboseiras de pessoas imorais que defendem uma instituição corrupta e agressiva.
  • Felipe  26/02/2015 20:21
    Corrigindo: "se as drogas estão LEGAIS então acabou o tráfico"
  • anônimo  26/02/2015 21:12
    "Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores."

    Cacete, você vive em outro mundo. Me diz o que aconteceu com o fim da lei seca nos EUA? As máfias impediram o surgimentos das grandes empresas cervejeiras? Me diz apenas um setor legal em que criminosos ofertam esse produto? ou algum empresário que ameace seus clientes? Não existe, para de viajar. Com a legalização haverá empresários e não bandidos.

    Ve se le direito antes de esculachar. Não fui eu quem disse a frase entre aspas. Ela faz parte do artigo mencionado. E com a legalização os bandidos é que virarão empresários. Cerveja e whisky sempre foram produzidas por pessoas honestas. A lei seca tirou-as da legalidade. A revogação dela devolveu-as ao mundo legal. Com as drogas é isso que acontece? Algum cervejeiro produz cocaína? A Souza Cruz produz cigarros de maconha? Quem é que voce acha que será legalizado? Quem é que voce acha que vai vender coca legal na farmácia?

    Você ainda não entendeu que isso é problema do consumidor. A única coisa que pode-se dizer é que, se legal, os consumidores poderão exigir drogas menos danosos. E quem iria fiscalizar? Agências privadas.

    Ah sim, legal. Só me diz a quem o consumidor vai exigir drogas menos danosas? As agencias privadas de regulação? Depois sou eu que vivo em Marte
  • André  28/02/2015 02:36
    huahuahauhua foi mal galera do mises mas ri tanto que até chorei....
    Só um comentario para o amigo anonimo de cima. Atualmente a cannabis é legalizada ( e regulada, para o bem e para o mal depende da escola de pensamento) em varios países do mundo ( EUA medicinal ou recreativa depende do estado, holanda ( nao realmente legalizada mas tolerada) portugal, espanha, Korea do Norte ( isso mesmo até parece piada mas não é) entre outras). O que eu acho mais cômico de tudo, que se somente cartéis ja instalados forem os novos entrantes neste mercado legal, o estado do oregon ( EUA) com seu mercado de cannabis com menos de 2 anos e já tem proximo de 1 bi de giro anual, com até as primeiras multinacional sendo feitas no colorado( EUA) são todas de fachada para cartéis???

    Po amigo, desculpa, sem querer ofender mas voce esta tirando com a minha cara, so pode ser, podemos até debater, mas não me venha com esse argumento falacioso , me lembra até a falácia da janela quebrada e eu tentando explicar para os comunas de economia da UFRJ que agressão não gera riqueza.....

    Em meu ponto de vista, podemos ate falar de pensamento dentro da construção moral do cristianismo e sua supressão do prazer e supervalorização do corpo ( que tem alguma lógica, mesmo que validada para o sec 0), mas mais uma falácia não por gentileza.

    Desculpem minha sinceridade. Abraços.
  • anônimo  01/03/2015 00:58
    Só a título de curiosidade mesmo, a souza cruz muito possivelmente já teve pretensão de produzir cigarros de maconha e largaria anos luz a frente da produção que traficantes pois já tem todo um sistema de distribuição legal preparado pra ser usado. Já havia mesmo até registrado uma marca chamada 'marley' a qual nunca foi usada (se pretendia ser usada para cigarros de maconha ou não não foi explicado, mas pelo nome em si, o fato de não ter sido usada até a marca já estar extinta nos faz pensar).

    https://gru.inpi.gov.br/pPI/servlet/MarcasServletController?action=detail&codProcesso=760629

    Mas seu comentário tem um que de dois pesos duas medidas, primeiro relata acertadamente que antes da lei seca os produtores eram legais, mas antes da proibição das drogas em geral os produtores não eram também legais? Você parece presumir que as drogas que não álcool e tabaco sempre foram ilegais desde que o mundo é mundo...
  • Leonardo  28/02/2015 21:49
    Quando existe uma proibição estatal, o objetivo principal desta, nunca é atingido. É sempre o efeito contrário que acontece, ou seja, nesse caso, maior consumo, maior violência e mais viciados propensos a overdose.

  • anônimo  01/03/2015 09:14
    'Para os moradores e comerciantes da região, o programa não alterou em nada a presença de viciados e traficantes na região. O vendedor Robério Aguiar, de 32 anos, que trabalha em uma loja de instalações próxima ao "fluxo", avaliou que o projeto só "enxugou gelo". "A cada dia só aumenta o número de drogados. Não adiantou nada. Os clientes, quando aparecem, entram aqui com cara de que saíram de uma zona de guerra"'

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/hoteis-da-cracolandia-o-retrato-de-um-programa-que-nao-deu-certo
  • Roger Z  04/03/2015 19:37
    Particularmente penso que liberar as drogas é um retrocesso em nome da liberdade.

    Explico.

    Tenho que a liberdade só faz sentido se usada para promoção do bem, individual ou coletivo. Significa dizer que quem dela faz uso para o mal, para causar prejuízo a si ou a outrem, desvirtua o fim para o qual se destina. Por óbvio, o uso de tais drogas nada contribui para a saúde do usuário, além de seus reflexos sociais negativos que a todos afetam.

    Em outras palavras, a liberdade não deve servir de meio para se alcançar um fim danoso.

    Ilustro.

    É o que ocorre com uma arma de fogo. O objeto em si é moralmente neutro, pode ser usado para a legítima defesa e também para o cometimento de crimes. Em ambos os casos os sujeitos usarão de suas liberdades, tanto para o bem quanto para o mal.

    Ora, ninguém condenaria um indivíduo por usá-la na primeira hipótese, mas todos serão contrários ao seu uso na segunda situação. Por quê?

    A liberdade por si só não é o único alicerce que nos mantém. Precisamos de freios, contrapesos, limites, restrições, ordem, disciplina, etc para que a vida em sociedade seja possível. E precisamos que alguém exerça a função de controle. Aqui entra a figura do Estado sim, ainda que desejavelmente mínimo. Imaginar que o Estado se ausente de todas as questões é invocar o caos, jogar dados com a inimaginável gama de convicções individuais, crendo que, desse verdadeiro enxame de ideologias, surja um perfeito senso comum que estabeleça paz e harmonia entre todos. Utopia. Nem que houvesse um país habitado exclusivamente por libertários isso daria certo.

    Com isso, reafirmo a necessidade de se refutar a descriminalização e a liberação das drogas. É sensato melhorar as condições de convivência. Não vejo o descaracterizar um crime de seu caráter delituoso como um progresso. Olho no sentido inverso: educar na prevenção, reprimir o consumo, combater o tráfico com energia, majorar penas, apertar o cerco.

    Liberar é jogar a toalha, assumir uma postura derrotista frente a um problema que merece ser tratado com vistas para o bem, seja do usuário, seja da coletividade. Não regridam em nome da liberdade.
  • Carlos  04/03/2015 22:03
    A sua interpretação do que é o "bem" não é a régua moral do mundo. Você está querendo imputar ao resto do mundo a sua versão pessoal do que é o bem.

    E quando as drogas serem absolutamente maléficas lhe convido a esquecer os quadros de Warhol, as músicas dos Doors e todo mundo de Woodstock, as sinfonias de Beethoven, ébrio habitual, a poesia de verlaine e tantos outros.

    Eu, particularmente, encheria o bucho de qualquer um com toneladas de vinho, garantia de uma cirrose, se fosse do gosto do compositor e eu tivesse os meios. Além de bebum e surdo Beethoven nos deu um dos maiores hinos à humanidade uma ode não só à alegria de estar vivo, mas de ser livre.

    Você não é, repito, a régua moral do mundo.
  • Roger Zengo  05/03/2015 03:20
    Carlos,

    Não desejo imputar a minha versão do bem. O bem é o bem, não cabe aqui relativismo moral. Destruir uma família não é o bem. Construir uma sim, é o bem. Afundar-se no consumo de drogas não é bom, é ruim, mesmo que a liberdade seja destacada, continua sendo algo mal em si. A coisa é objetiva. Só deixa de ser se você assume não existir um bem, o que certamente é absurdo, pois o bem existe, é perceptível, discernível. De outra feita, não existisse um valor absoluto norteador de bem e mal, tudo seria ao mesmo tempo bem e mal, certo e errado. Novo absurdo.

    Portanto, na questão em tela, um dos lados necessariamente abraça o bem e o outro o mal. Um dualismo inescapável. Camuflar o mal sob o manto da liberdade, coisa boa per si, não retira dele sua maldade.

    Corro para o bem, uma vida livre de drogas e destruição, e para a liberdade, por usá-la no sentido correto, eis que, ainda que livre para praticar o mal, opto pelo bem.

    Não às drogas. Sim à liberdade.

  • Roger Waters  05/03/2015 14:05
    Concordo com todo o seu comentário, sem tirar nem pôr.

    No entanto, se existe o bem e o mal (e eu creio nisso), pergunto: é certo fazer um mal para tentar fazer um bem? Os fins, desde que sejam bons em si, justificam certas maldades?
  • Rogerio Amaral Silva  05/03/2015 01:15
    Roger, falou tudo. Liberdade, sem freios e contrapesos, vira estado de anomia (desconfio que os libertários ou liberais são adeptos dessa tese, principalmente, quando escuto falar em desconstrução do "status quo").
    E diria que comparar o consumo de bebida alcoólica ao consumo de drogas é uma disparate ímpar.
    Primeiro, porque o álcool não age no sistema nervoso central; o contrário das drogas que atuam diretamente nas sinapses nervosas.
    É interessante a explicação de um hepatologista sobre a ação do álcool no organismo; em excesso, ele faz com que o fígado pare de metabolizar a glicose, que é o combustível das células. A ausência do açúcar causa depressão em todas as células, dentre estas, as do sistema nervoso central. Claro que se a pessoa neste estado não fizer cessar a ingestão do álcool, acabará sucumbindo numa coma alcoólica. (noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/03/02/exagerar-na-ingestao-de-alcool-pode-causar-parada-respiratoria.htm)
    Já as drogas agem diretamente no sistema nervoso central causando até mesmo a dependência química. Não por acaso, psiquiatras condenam a sua descriminalização (noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/05/legalizar-maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra.htm).
  • Silvio  05/03/2015 13:56
    "Liberdade, sem freios e contrapesos, vira estado de anomia"

    Tradução: blá blá blá

    Ou seja, são palavras ajuntadas que parecem quer dizer alguma coisa (profunda até) mas que, na realidade, não querem dizer nada com nada.

    "Primeiro, porque o álcool não age no sistema nervoso central; o contrário das drogas que atuam diretamente nas sinapses nervosas"

    Não sou médico, nem químico, nem biólogo, nem nada no gênero, mas acho muita esquisita essa informação aí, até porque o álcool altera nosso comportamento e causa dependência. Se isso não é agir no sistema nervoso central, não sei o que é então.
  • Rogerio Amaral Silva  05/03/2015 14:46
    Então leia o artigo do UOL que cita as palavras de um Hepatologista. Não quero pontificar verdade para ninguém, mas o assunto é complexo. Portanto, sugiro que leia o artigo.
  • Andre Cavalcante  05/03/2015 15:50
    Rogério,

    Cuidado com o que escreves:

    "E diria que comparar o consumo de bebida alcoólica ao consumo de drogas é uma disparate ímpar"

    Vejamos...

    "Primeiro, porque o álcool não age no sistema nervoso central; o contrário das drogas que atuam diretamente nas sinapses nervosas."

    Então:

    "A ausência do açúcar causa depressão em todas as células, dentre estas, as do sistema nervoso central"

    Alhos e bugalhos? O álcool não age no SNC, mas deprime todas as células, inclusive os do sistema nervoso central... Interessante o raciocínio, ou melhor, a falta dele, não!?

    Álcool é droga.

    E sou contra o uso de drogas, quaisquer que elas sejam, a não ser em casos que se comprove que o benefício (e.g. medicamentos que curam alguma doença) é maior que o malefício (e.g. as reações adversar que um medicamento pode trazer), e apenas o uso por determinado tempo (para o tratamento).

    Mas não sou contra outros pensarem diferente de mim e encherem a cara a cada fim-de-semana, desde que isso não provoque problemas para os semelhantes.

    Exemplo: um pedreiro passa o fim-de-semana bebendo. Na segunda-feira chega meio sóbrio, meio bebum no trabalho. Resultado, não conseguirá trabalhar devidamente na obra. Consequência: será sumariamente demitido!

    A mesma coisa para todas as outras drogas...

    Abraços
  • Rogerio Amaral Silva  05/03/2015 16:15
    Pelo visto a ausência de raciocínio está em você. Ou foi excesso de raciocínio? Ou não quis ter o trabalho de ler o texto?
    O texto deixa claro que há um limite de ingestão de álcool para que o fígado consiga metabolizá-lo e produzir o açúcar. Portanto, não é a ingestão de álcool a causa direta da alteração no SNC.
    E a maconha? O corpo apresenta um limite para ação dela no SNC? Maconha só faz mal em excesso? Não é o que os psiquiatras dizem.
    Se a ausência de açúcar pela ingestão EXCESSIVA de álcool permite considerar as bebidas alcoólicas como droga, então quem faz dieta eliminando totalmente o carboidrato (arroz, pão, etc...) estaria se drogando? Fiz esse tipo de dieta e sei como ela provoca tonturas pela falta nutrientes nas células.
    E quem faz jejum? Pelo visto os religiosos em geral estariam se drogando segundo o seu EXCESSO de raciocínio.
    E eu que achava que só ausência de raciocínio fazia mal.
    Ou será que, quando tu leu meu comentário, você tinha acabado de fumar um "beck", ou é excesso de cachaça?
  • Anarca da floresta  05/03/2015 16:54
    É esse o nível dos comentaristas no círculo conservador moralista?

    O anarca novamente deixa aqui seu lamento.
  • Silvio  05/03/2015 18:47
    Você está querendo dizer que o álcool não é uma droga porque até certo limite ele é metabolizado pelo organismo. Então isso significa que até certa quantidade o álcool é indiferente, sendo que se torna uma droga a partir de um consumo X.

    Mas isso simplesmente não faz sentido. Se não há razão para se proibir uma droga porque ela só te prejudica a partir de um certo consumo, não há razão para se proibir praticamente toda e qualquer substância. Muitas drogas proibidas atualmente, inclusive a cocaína e a heroína, têm seus limites seguros de consumo, tornando-se prejudiciais só quando consumidas em excesso.

    Corrija-me se estiver enganado mas, se for esse mesmo o raciocínio, temos mais um argumento para a liberação das drogas.
  • Rogerio Amaral Silva  06/03/2015 00:41
    Em nenhum momento eu disse que a partir de certa dose, o álcool se torna uma droga. Leia direito o meu comentário.
  • Silvio  06/03/2015 15:34
    Bem, você até pode não ter dito explicitamente que o álcool é uma droga, mas você está convenientemente se esquecendo de que esse não é o único efeito do álcool. Ele não apenas prejudica a metabolização do açúcar, ele também altera o comportamento pessoa e pode viciá-la. Aliás, ninguém bebe álcool pensando em prejudicar a metabolização do açúcar, esse é seu efeito colateral.

    "Se a ausência de açúcar pela ingestão EXCESSIVA de álcool permite considerar as bebidas alcoólicas como droga, então quem faz dieta eliminando totalmente o carboidrato (arroz, pão, etc...) estaria se drogando?"

    Sobre esse trecho, respondo que tecnicamente não, pois a pessoa não estaria ingerindo substâncias. Todavia, é fato bem conhecido que uma fome acentuada faz com que pessoas fiquem alucinadas. Se a pessoa fica de jejum propositalmente para alcançar esse estado alucinatório, por que não dizer (na falta de expressão melhor) que ela estaria se drogando? E, nesse caso, seria lícito forçá-la a ingerir alimentos para que não ficasse 'chapada'?
  • Andre Cavalcante  05/03/2015 19:41
    Rogério,

    Novamente, cuidado com o que tu escreves... Só!

    Anarca,

    Me junto a você no lamento...

    E o pior... como diria o outro companheiro, isso vota!
  • Anarca da floresta  05/03/2015 21:09
    Ao ver esse tipo de gente você entende como que os esquerdistas no
    Brasil, que já são uma raça idiota, conseguiu dar uma surra tão
    estrondosa nos conservadores ao longo de décadas. Não foi mérito da esquerda, foi simplesmente resultado da enormidade da incompetência dos moralistas da direita.
  • Roger Z  06/03/2015 14:58
    Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade. Equivale a dizer: "vejam, vou saltar desse precipício, sou livre como uma pomba bêbada!"

    Intrigante também é o desdobramento do raciocínio libertário que imputa às drogas o êxito de músicos, artistas, etc, como se esses elementos em si fossem capazes de produzir coisa benéfica. Ora, quem é virtuoso: a droga ou o sujeito criativo? Resta provarem que foi a droga o fator determinante da criação.

    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que julga isso lindo por causa da "liberdade". Não troco minha alma por esta liberdade-zumbi.

    No mais, encerro, se ser conservador é defender os bons costumes e rejeitar os absurdos que afrontam a moral cristã, então serei até o fim, com orgulho e altivez.
  • Rogerio Amaral Silva  06/03/2015 17:46
    Sem contar, que não vemos notícias de que "fulano roubou e matou para sustentar o vício do álcool".
    O mais comum é abrir os jornais e ler os milhares de crimes cometidos em nome da droga, o pior é escutar os "caras, os doutos" falar que isso vai acabar com a descriminalização.
    O Brasil está condenado mesmo à falência.
    Só Deus para tirar o país da da estrada rumo ao precipício.
  • Anarca da floresta  06/03/2015 19:41
    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando
    por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que
    julga isso lindo por causa da "liberdade". Não troco minha alma por
    esta liberdade-zumbi.


    Sua força é tão inexistente que treme frente a coisas. Seu deus se
    ajoelha frente a moleques com um violão que cheiram pó e fuma maconha.

    Sua ânsia de esmagar, controlar, punir, é só mais um desdobramento da
    sua fraqueza, da sua falta de confiança na sua fé e em si mesmo frente
    a exposição.

    Homens não apenas aceita a o combate honesto, eles o procuram pois
    sabem que é a única forma de validar a si mesmos. Se seus costumes são
    tão sólidos, por quê não sujeitá-los a competição aberta com outros
    costumes?

    Por isso que apanham tanto da esquerda, pois são covardes e
    fracotes. Merecem a surra que tomam, como todo valentão borra botas.

    Ainda mais patético é uma retórica guerreira vindo de um rapazote
    amedrontado. Por razões estéticas, peço que fiquem quietos, e só
    voltem a se manifestar quando tiverem a capacidade pra tal.
  • anônimo  06/03/2015 22:55
    Anarca tá dando piti a toa, lendo com atenção você vai ver que o Z não falou no uso da força hora nenhuma.
    Sim, tendo liberdade você é livre até pra comer m____, e sim, é intrigante que tenha gente que queira comer m____ só pra falar que é livre.
    Onde é que ele disse aí que quer obrigar alguém a alguma coisa?

    'Por isso que apanham tanto da esquerda, pois são covardes e
    fracotes. Merecem a surra que tomam, como todo valentão borra botas.'

    Aí já é projeção demais pro meu gosto.
  • Anarca da floresta  09/03/2015 12:54
    Anarca tá dando piti a toa, lendo com atenção você vai ver que o Z não
    falou no uso da força hora nenhuma.


    Vejamos, como que será que o nobre comentarista interpretaria as
    seguintes frases:

    Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha
    feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade.


    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando
    por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que
    julga isso lindo por causa da "liberdade".


    Conservadores deveriam ser mais machos e assumirem suas posições, e
    não ficarem de kafkatraping que nem feministas. Ao menos seriam
    debatedores mais interessantes.

    Sim, tendo liberdade você é livre até pra comer m____, e sim, é
    intrigante que tenha gente que queira comer m____ só pra falar que é
    livre.


    Claro, pois essa é a posição das pessoas aqui. Bater em espantalho é
    fácil. Sabe por quê? Veja essa vídeo:



    Aí já é projeção demais pro meu gosto.

    Deixa eu ver algumas características dos círculos conservadores
    moralistas :

    * medo de concorrência com seu estilo de vida

    * medo de concorrência com suas idéias

    * medo de assumir essas posições explicitamente

    * retórica guerreira

    * surras homéricas levadas de moleques universitários com raso
    conhecimento de marxismo e um violão.

    Projeção? Deixo aos leitores o julgamento.
  • Silvio  07/03/2015 02:36
    Ora, mas não seja por isso:
  • Opinador  06/03/2015 18:58
    Meu amigo sou libertário e nunca nem fumei nem cigarro meu amigo.

    Odeio fumaça até de churrasco...rs

    E acredito que praticamente nenhum usa.

    Não misture critica de combate as drogas com apologia as drogas.

    Só concordamos que nem eu, nem você e nem os estado deve se meter na vida alheia.

    Por acaso eu vou ficar verificando o que você come ou bebe. Não não é problema meu.

    A propósito que que tem de pastor barrigudo e beberrão não está escrito...rs

    Só que seu nível analítico é medíocre e não tem capacidade para analisar e separar as coisas.

    Agora se você é tão cristão assim se esqueceu do mandamento: "Não levantar falso testemunho". rs



  • Silvio  07/03/2015 03:11
    "Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade"

    Mais intrigante ainda é a sua má-fé. Qual o libertário que diz ser moral e louvável alguém fumar maconha? Essas são atitudes imorais e reprováveis, assim como dizer mentiras numa seção de comentários num certo site também é, mas nem num caso como no outro vamos enfiar alguém na cadeia por semelhantes bobagens.

    "Intrigante também é o desdobramento do raciocínio libertário que imputa às drogas o êxito de músicos, artistas, etc, como se esses elementos em si fossem capazes de produzir coisa benéfica. Ora, quem é virtuoso: a droga ou o sujeito criativo? Resta provarem que foi a droga o fator determinante da criação"

    Mais intrigante deve ser encontrar um libertário que pensa assim, porque, se houver, certamente é um grandessíssimo idiota, caso digno de estudo. Se for se defender a droga no processo criativo, o melhor curso de raciocínio seria dizer que a droga serve para potencializar a criatividade de uma pessoa já criativa. Defender algo diverso á admitir que a droga transforma em gênio qualquer viciado. Se assim fosse, a Cracolândia seria uma reprodução de Viena em fins do século XIX e começo do século XX.

    "Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas..."

    Esse trecho bem que poderia servir de autocrítica, afinal, você é que está defendendo um estado totalitário, que tem dentre suas funções prescrever o que as pessoas devem ou não devem consumir. Você é que defende a manipulação do indivíduo a qualquer custo para o seu próprio bem (a ambiguidade é intencional).

    "...e que julga isso lindo por causa da 'liberdade'"

    Como disse, libertários não acham lindo alguém se matar só para demonstrar que é livre e pode fazer o que bem entender. Isso é loucura da sua cabeça.

    "Não troco minha alma por esta liberdade-zumbi"

    Mais uma vez, esse trecho pode servir de autocrítica, afinal, você estupidamente troca de bom grado a sua liberdade por um punhado de regulações estatais arbitrárias. Eu é que não troco minha liberdade real por essa sua liberdade-zumbi.

    "...se ser conservador é defender os bons costumes e rejeitar os absurdos que afrontam a moral cristã, então serei até o fim, com orgulho e altivez"

    Se ser conservador é isso, então pode apostar que a maioria dos libertários é mais conservadora do que você.
  • Wolmar  06/03/2015 20:25
    Esse pessoal só conhece uma regra:

    "Faz o que quiseres, há de ser tudo da lei."
  • Silvio  07/03/2015 02:30
    Já que é pra citar o Aleister Crowley, vamos citar essa:

    "O Fascismo feroz, o Comunismo cacarejante, fraudes iguais, zanzam loucamente por todo o globo"
  • Carlos  06/03/2015 21:04
    Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade. Equivale a dizer: "vejam, vou saltar desse precipício, sou livre como uma pomba bêbada!"

    Não creio que todo libertário pense assim. A única moralidade que interessa à quase totalidade dos libertários é a observância ao princípio da não agressão. Se este é observado, os julgamentos morais posteriores são irrelevantes. Em outros termos, fumar maconha, em si, é moralmente irrelevante.
    Já fumei maconha no passado, hoje não a consumo mais, não porque falte oferta, mas porque eu não aprecio mais a "onda" como antes. Mas isso sou eu, não posso falar por ninguém mais. E não procurei drogas mais fortes também.

    E sim, não devemos proteger ninguém de suas más escolhas. Se o usuário de drogas estiver numa viagem tão louca que se julgue transmutado em uma penosa, que tente alçar vôo e desafie a gravidade. Será uma morte idiota, decerto; infeliz para aqueles que gostam desse sujeito, mas para todo o resto será uma bela piada.

    Intrigante também é o desdobramento do raciocínio libertário que imputa às drogas o êxito de músicos, artistas, etc, como se esses elementos em si fossem capazes de produzir coisa benéfica. Ora, quem é virtuoso: a droga ou o sujeito criativo? Resta provarem que foi a droga o fator determinante da criação.

    Faça menos generalidades, por favor. Falei apenas para esqueçer as obras daqueles artistas, dado que muitas de suas obras foram, sim, efetuadas sobre efeitos de entorpecentes. Foram a causa necessária e suficiente para tanto? Eu não sei, nem ninguém pode afirmar com absoluta certeza que elas em nada contribuíram. O que se pode afirmar, com absoluta certeza, é que foi uma mescla do talento individual e da liberdade que tiveram para externar tal talento, seja com o auxílio de entorpecentes ou não. Ser livre para praticar qualquer conduta não implica, necessariamente, que tal conduta ocorrerá. Fica a critério do indivíduo decidir se vai ou não consumir, mas roubar-lhe a possibilidade de escolha é de uma violência atroz.

    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que julga isso lindo por causa da "liberdade". Não troco minha alma por esta liberdade-zumbi.

    Você certamente deixou transparecer sua visão. Agora ao invés de ver a quantidade de possíveis drogados no futuro, a destruírem suas vidas por conta dessa liberdade que você condena (o que, a longo prazo, se retirada a proibição, será muito menor do que é hoje) porquê não contabiliza, com afinco, a enorme pilha de cadáveres que se perderam (e serão perdidos) pela arrogância de uns insistirem em dizer o que é melhor para os outros e os matarem caso tenham a temeridade de discordar?

    Outro ponto: você está confundindo a igualdade acerca de UM ponto, com a subscrição integral de uma pessoa a uma ideologia. Se é "esquerdista" querer a liberação completa das drogas, disso não decorre que, tal qual um esquerdista, eu advogue a destruição da propriedade privada, saia por aí dizendo que a religião é o ópio do povo, ou que brade, a plenos pulmões, acerca da exploração do proletariado. Não é porquê um dos fins que persigo seja também desejado por um esquerdista, que eu seja um marxista-trotskista-leninista bufando com foice numa mão e martelo na outra.

    Um outro ponto que, sinto, precisa ser abordado é que ninguém ignora que o uso é deletério para o corpo humano. As consequências são, objetivamente, destrutivas. Mas, como somos donos do nosso próprio corpo, muitos de nós preferem agir irracionalmente, preferindo o prazer da "onda" a uma sobrevida conseguida pela abstinência do consumo de tais substâncias.

    É uma escolha "idiota"? Se por idiota vamos definir uma pessoa que não consiga ligar causa a consequência, então NÃO. Tal pessoa liga os pontos, sabe que de A decorrerá B. Mas mesmo assim, opta pela conduta que maltrata o corpo, mas satisfaz o espírito. Não é diferente, na essência, de um devoto da Opus Dei, que usa o cilício, danificando o corpo, em busca da purificação d'alma.

    Abraços libertários,

    Carlos.

  • Emerson Luís  17/03/2015 16:13

    A proibição das drogas é economicamente prejudicial e moralmente reprovável, pois não se pode obrigar as pessoas a serem virtuosas, não se pode impor a outros uma concepção de virtude se não estiverem prejudicando a terceiros e é arbitrário proibir algumas drogas e não outras.

    Porém, poderá ser muito complexo desmontar todo o aparato socioeconômico construído em torno dessa proibição.

    * * *
  • Augusto Castro  20/03/2015 00:07
    Eu entendo algumas bases da ideologia libertária e acho interessantes o bastante pra nesse cenário político brasileiro atual oferecer o meu voto e até fazer campanhas pelo mesmo, mas!... Eu não gosto da ideia de seguir cegamente um ideal que se assemelha a qualquer outro seja ele: de esquerda, direita como se fossem religiões daquele tipo "siga o grupo, não questione além das respostas dadas e perguntas dadas e seja como nós ou será automaticamente como eles".

    Qualquer artigo científico aceitável se baseia em "teoria, aplicação, efeito e prática" (ou algo parecido com isso) então é certo dizer que " E=MC²(forma resumida) sendo usada para calibrar o seu GPS (apenas um dos milhares de exemplos) equaliza os cronômetros internos do gadget GPS e os Satélites em órbita e torna a navegação mais precisa pois sem essa teoria aplicada a margem de erro do seu gadget GPS seria de até 10 quilômetros por dia (meio NERD mas foi a forma mais simplória de um exemplo de aplicação prática para o que vem a seguir...). Eu sei que por um breve momento dentro de sua cabeça você deve ter imaginado que física teórica e sociologia são como um alienígena de 8 braços e uma pedra de sal ambos a galáxias de distância (eu iria usar a Teoria da Relatividade e a Mecânica quântica como exemplo mas vamos evitar mais nerdice) e quase que imaginando seus pensamentos você deve ter pensado "nada a ver uma coisa com outra", pois bem, em relação a ideia que a liberação de qualquer substância atualmente considerada droga no brasil sendo utilizada para diminuir os índices de criminalidade e homicídios (entre diversas outros benefícios) ocausionaria o desmantelamento das organizações milionárias ilegais com suas administrações sanguinárias à margem da lei teria como se constata na PRÁTICA..." essa é o ponto que queria chegar: o funcionamento prático de uma atitude sociológica não precede a mesma lógica de uma equação matemática porque as sentenças e fórmulas utilizadas na matemática não tem tantas variáveis quanto cada ser humano em individual dentro da equação de "aplicação prática" de uma atitude como essa no meio humano.

    O que pretendo dizer é que sendo extremamente realista só se conseguiria alcançar TALVEZ! um ideal libertário, de direita, de esquerda e etc se todas as pessoas fossem aniquiladas e criadas apenas sobre este ponto de vista ideológico dentro de um local completamente inabitado o suficiente para se criar uma nova lei e uma nova sociedade.

    Sabendo que isso seria um crime (além de ser completamente insano mas seguindo a realidade atual) fica completamente utópico afirmar que o resultado de uma ação sociológica como "a liberação das drogas" no Brasil teria como a obtenção de um convívio harmonioso geral e melhor para a nação.

    Voltando a ser realista: então para se chegar ao mais próximo do real resultado dessa afirmação de "liberar as drogas no Brasil" seria interessante avaliar as variáveis da sentença que sera: a legislação vigente sobre aspectos de pós consumo e comércio individual perante toda a cultura comportamental em individual e em grupo do brasileiro e seus hábitos.

    A gente tem dentro da legislação fatores que transformaram um "drogado/viciado" em um "problema de saúde pública" e não mais um "problema de segurança pública" como era há alguns anos atrás (vide bem os deveres do Estado em relação a direitos PÚBLICOS! em ambos problemas citados).
    A legislação também abre diversas brechas em alívio de pena em casos de "distúrbios psicológicos" e adivinha o que qualquer droga faz mesmo que momentaneamente?
    O sistema carcerário brasileiro é uma instituição falida porque não consegue recuperar o detento e nem mesmo mantê-lo preso por culpa de incrementações horrendas na constituição em relação aos "direitos humanos" e outros fatores.
    Eu citaria uma livro inteiro de exemplos mas vamos a outro ponto tão terrível quanto:

    A cultura comportamental do brasileiro individual, em grupo e todos os seus hábitos. Eu me refiro a esmagadora maioria então não se sinta ofendido, apenas veja o resultado das últimas eleições, o nível de conhecimento sobre política ou a maioria dos seus vizinhos e até amigos (se você faz parte da maioria não precisa se envergonhar).
    Esse aspecto também levaria muito tempo para detalhar sobre uma suposta "liberação de drogas no Brasil" mas fica também fácil você entender mais ou menos o que é ligando a TV e vendo como a massa se comporta em lugares de culturas do sul, sudeste, nordeste, centro oeste e norte do Brasil ou apenas fique observando os determinados grupos que se formam em sua escola ou até mesmo no seu bairro pra se chegar a conclusão de como o brasileiro em maior número se comporta em grupo. Agora imagine qualquer substância ilegal sendo liberada aqui no Brasil e me diga que você e a sua família não será afetada fisicamente com isso que eu te digo: You know nothing Jhon Snow!

    Então só finalizando: Eu sou a favor da liberação das drogas no Brasil, mas dentro de uma realidade mais ligada a falta de estrutura legislativa e punitiva ligada ao comportamento comum típico da massa eu não acho que este é o momento certo para se fazer isso. É necessário preparar o terreno para se plantar e não semear insistentemente sobre um terreno infértil.

    Ficou brutalmente enorme... devaguei e duvido que alguém leia...
  • Um observador  03/06/2015 15:39
    Augusto,

    Não há problema algum em você dizer: "sou a favor da liberação das drogas, mas acho que existem outras coisas mais importantes a serem feitas primeiro".

    Se tivéssemos mais pessoas pensando dessa forma no Brasil, já seria muito melhor do que a situação atual, em que muitos (maioria?) nem sequer admitem que as drogas possam ser liberadas.

  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  28/03/2015 23:26
    A liberação das drogas, assim como a de outros setores dominados pelo estado, pouparia muitos recursos e esforços das pessoas. Menos regras e mais produtividade também.
  • JAIR BOLSONARO  27/04/2016 01:34
    Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: "Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara" Link da petição aqui: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502
  • Direitista que ainda possue Cérebro.  21/05/2016 14:17
    Querem se drogar? Seus bostas, façam isso a vontade, ver essa droga destruindo vcs é sempre divertido.
  • Edujatahy  22/05/2016 20:31
    É, deu para noter que voce ainda "possue" cérebro mesmo.
  • Dieta Dukan Passo a Passo  23/05/2016 02:06
    Acredito que não deva ser liberada a comercialização, regulamentação e taxação sobre entorpecentes, esta atitude não irá reduzir a produção e consumo.


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