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Quatro aspectos que devem ser abordados em uma discussão inteligente sobre desigualdade econômica

Como sempre ocorre todos os anos às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, a entidade Oxfam publica um relatório denunciando a "injusta" distribuição de riqueza mundial.

O relatório deste ano foi especialmente barulhento, pois a entidade afirmou, com um estrondo já costumeiro, que 1% da população detém 48% da riqueza mundial, e que, "caso nada seja feito", já em 2016, esse 1% deterá mais de 50% da riqueza mundial. 

E concluiu, obviamente, que os governos devem tomar medidas em conjunto — leia-se: tributar ainda mais e redistribuir esse dinheiro entre seus grupos favoritos — para reverter esse cenário.

Muitos alegam que todos nós deveríamos ficar alarmados pela desigualdade econômica porque ela impede que haja uma ascensão social dos mais pobres.  Já outros afirmam que, dado que a riqueza está distribuída tão desigualmente, seria uma questão de justiça e de bom senso criar um esquema de redistribuição de renda.

Ausente em todas estas agitações está o debate sobre o que realmente é riqueza, como ela surge, como seria uma distribuição "justa" e se há realmente uma "injustiça" nesse processo de criação e distribuição de riqueza.

Comecemos pela mais básica das abordagens, que é a questão da proporção da distribuição da riqueza.

A lei de Pareto

Esse é um argumento que certamente não terá grande apelo perante aqueles que utilizam a emoção em vez da razão, mas que ainda assim nunca foi refutado: a lei de Pareto.

A lei de Pareto foi descoberta pelo economista-sociólogo Vilfredo Pareto no final do século XIX.  Ele estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias.  Já àquela época, ele descobriu que aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação.  Após essa descoberta, ele decidiu aplicar o raciocínio até o topo da pirâmide.

Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital.  Isso de fato se mostrou verdadeiro.

E prosseguiu.  Se 4% detém 64%, então aproximadamente 1% (20% de 4%) deverá deter aproximadamente 50% (80% de 64%).  E isso também se comprovou verdadeiro. 

Portanto, 1% deter aproximadamente 50% da riqueza mundial é um fenômeno que já havia sido previsto por Pareto ainda no século XIX.

Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

Aliás, o que é realmente perturbador é que a regra 20-80 de Pareto se aplica a todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com distribuição de riqueza.

Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial fazem 80% das prisões. Aproximadamente 20% de uma determinada classe social consomem 80% dos produtos destinados àquela classe.  Aproximadamente 20% de um grupo fazem 80% do trabalho. Aproximadamente 20% da população são responsáveis por 80% de toda a produção econômica. Aproximadamente 20% daqueles que assinaram uma revista renovam a assinatura ao final do primeiro ano. Aproximadamente 20% dos que recebem uma e-letter gratuita de fato a lêem.  E por aí vai.

Ou seja, quem se assusta com a "descoberta" da Oxfam está na realidade protestando contra algo que, longe de ser uma novidade, é uma proporção há muito já estabelecida pela natureza.

Mas vamos adiante.

O que é justiça?

Em que realmente consiste uma distribuição justa e sensata de riqueza?  Isso é algo que vem sendo debatido há séculos.  Na melhor das hipóteses, as concordâncias ocorridas neste quesito são evasivas.  No entanto, qualquer discussão inteligente sobre justiça e igualdade econômica tem de reconhecer que os resultados conhecidos de um processo não servem para determinar se houve ou não justiça e sensatez.

Peguemos um exemplo extremamente simples.  Suponha que Paulo, Pedro e João se reúnam semanalmente para jogar pôquer.  E, em 75% das vezes, Paulo vence.  Pedro e João vencem, respectivamente, 15% e 10% das vezes.

Simplesmente conhecer estes resultados dos jogos não nos permite dizer absolutamente nada sobre se houve ou não justiça e sensatez nos jogos.  As desproporcionais vitórias de Paulo podem ser o resultado de ele ser um jogador astuto ou de ser um vigarista esperto.

Para determinar se houve justiça nos jogos é necessário perguntar sobre o processo do jogo.  Houve desobediência às regras neutras do jogo?  Havia cartas marcadas?  Houve trapaça no embaralhamento das cartas?  Houve algum jogador que foi coagido a jogar?  Se as respostas forem negativas, então houve justiça nos resultados, independentemente de qual tenha sido os resultados.  O fato de Paulo ter vencido 75% das vezes é um fato que tem de ser aceito.  

Da mesma maneira, a renda de uma pessoa é o resultado de algo.  Saber que a renda anual de uma pessoa é de $ 500.000 e que a renda de outra pessoa é de $ 12.000 é algo que não nos diz absolutamente nada sobre justiça econômica e social.  Para determinar se realmente houve injustiça econômica e social é necessário fazer perguntas sobre o processo de enriquecimento.

A maioria das pessoas que faz pontificações sobre desigualdade econômica — inclusive economistas, para vergonha geral — simplesmente não reconhece, ou não deixa explícito, que a renda é resultado de algo.

Sendo assim, um determinado resultado não pode ser utilizado para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez.  Para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez é necessário ir além dos resultados e examinar o processo econômico como um todo.

Onde entram a criatividade, a engenhosidade e a inteligência?

Em primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza.

Por que, durante a Revolução Americana, George Washington não utilizou mísseis teleguiados para combater o exército britânico?  Por que ele não utilizou um telefone celular para se comunicar com suas tropas?  Todos os recursos físicos necessários para fazer mísseis e celulares já existiam naquela época.  Aliás, esses recursos físicos já existiam desde a época do homem das cavernas.  Por que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para interagir com seus semelhantes via Facebook? 

A resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda não era engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares, mísseis, computadores e internet.

Uma concepção errônea, mas extremamente popular, é a de que o estudo da ciência econômica serve para capacitar alguém a prever os rumos da bolsa de valores ou a fazer investimentos rentáveis.  Errado.  A economia é um estudo sistemático sobre causa e efeito, e serve para você entender as relações de causa e efeito.  O estudo da economia ajuda a entender o que acontece quando você faz coisas específicas de maneiras específicas. 

O caminho para entender resultados econômicos é examinar as consequências das decisões tomadas e quais foram os incentivos que levaram a essas decisões.

E isso nos permite entender como a riqueza é criada.

O que é riqueza?

Comecemos pelo básico: riqueza é tudo aquilo que gera uma fonte de renda futura.

Não é a riqueza que dá valor à renda, mas sim a renda que dá valor à riqueza.  O valor de um terreno não depende do terreno em si mesmo, mas sim do valor de todos os serviços que ele permite.  Um pedaço de terra em uma cidade inglesa tem mais valor que um pedaço de terra no Zimbábue porque suas possíveis utilizações na Inglaterra (residenciais, industriais, comerciais etc.) são mais úteis para o conjunto da sociedade do que no Zimbábue. 

Por outro lado, se a Inglaterra for devastada por uma guerra e Zimbábue se tornar um centro internacional de negócios, as terras do Zimbábue passarão a ser muito mais valiosas do que as da Inglaterra, ainda que, fisicamente, não tenha havido alteração nenhuma na composição destas terras. 

É por isso que o preço do metro quadrado hoje em Hong Kong ou Cingapura é infinitamente superior ao valor de 50 anos atrás.  As terras são as mesmas, mas a utilidade da terra melhorou (aliás, a qualidade da terra em si pode até ter se degradado), pois o valor que subjetivamente se atribui às utilizações que o terreno proporciona se multiplicou.

Em uma sociedade formada por bilhões de pessoas, onde os recursos físicos possuem variados usos alternativos, a imensa maioria das rendas não advém automaticamente dos recursos materiais, mas sim do uso que se faz destes recursos materiais.  Isso significa que a capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente destes recursos do que da disponibilidade dos mesmos.

É exatamente por isso que a Google (e tantas outras empresas) conseguiram crescer e enriquecer mesmo tendo sido criada em uma garagem e utilizando apenas recursos próprios; e também é exatamente por isso que os governos, mesmo tendo à sua disposição muitos mais recursos (confiscados) do que qualquer empresa, não conseguem gerar nada de proveitoso.

Um poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos.  No entanto, seu dono hoje será incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que gerava há 100 anos.

O que se pode dizer com certeza é que, em ordens sociais livres e complexas, a maior parte da riqueza de uma sociedade estará na forma de sistemas organizacionais geradores de bens e serviços (renda), isto é, de empresas que produzam bens e serviços valiosos para os consumidores; e continuará nesta forma apenas enquanto estes sistemas empresariais seguirem gerando valor para o consumidor.  São famosos os casos de megaempresas que se tornaram totalmente descapitalizadas em decorrência do simples fato de que seus bens e serviços deixaram de ter valor para o consumidor (o recente ocaso da Kodak é o mais famoso de todos).

Conclusão

Não é a intenção deste artigo abordar algumas das causas atuais da desigualdade econômica.  É fato que há várias pessoas que enriqueceram em decorrência de fartos subsídios governamentais, e de tarifas protecionistas e onerosas regulamentações que impediram o surgimento de concorrência e garantiram uma renda exclusiva para esses plutocratas.

É também fato que a maneira como funciona o atual sistema monetário e bancário é propícia a uma distribuição desigual de riqueza.

E também é fato que a desigualdade começou a crescer na década de 1970, justamente quando os governos aboliram o que restava do padrão-ouro e, consequentemente, deram liberdade total aos seus Bancos Centrais para inflacionarem sem qualquer restrição.  (A inflação gerada a partir da década de 1970, e a consequente redistribuição de riqueza — mecânica essa explicada em detalhes aqui — afetou severamente a distribuição de riqueza).

No entanto, um debate que desconsidere coisas simples como o que realmente é riqueza, como ela é gerada, como ela é distribuída, e o que define uma distribuição injusta é um debate meramente emotivo, e não racional.

O mais irônico de tudo é que, quando a distribuição de renda é realmente injusta, isso ocorre por causa das interferências, das regulamentações e dos gastos governamentais.  E o que entidades como a Oxfam sugerem para corrigir essa injustiça gerada pelas intervenções do governo é justamente mais interferências, mais gastos e mais regulamentações governamentais.

Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída.

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Leia também:

Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza

A igualdade de oportunidade e a opressão do politicamente correto

A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico

O luxo de alguns e a desigualdade de riqueza e de renda


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Autores:

Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Maxi Muneyoshi  11/02/2015 14:01
    "Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída."

    O problema é que parece que elas entendem muito bem essas coisas, e por isso mesmo que se joga dessa forma. Primeiro lança-se a falácia de que a desigualdade por si só é algo ruim - como se fosse desejável que pessoas com aptidões diferentes tirassem da economia o mesmo para si, apesar de esforços distintos - depois de ter conquistado o coração das pessoas com uma mentira, apresenta-se o Estado com poderes quase messiânicos para resolver o "problema". E resolver o problema significa retirar a riqueza dos setores econômicos produtivos e relevantes e distríbuí-los para o governo, incluindo as pessoas físicas que o compõe, além dos inescrupulosos que rezam dessa cartilha nefasta.
  • Thiago Diniz  11/02/2015 14:51
    Muito bom texto. Concordo com tudo.

    Porém o que acha se onde ha desigualdade social(extrema e péssima condição de vida para uma classe) o governo tem de intervir belo bem comum até que coloque pelo ou menos numa linha minima de renda(coisa que não acontece no Brasil onde o salario minimo é infimo comparado ao seu custo de vida que é influenciado pelo gordo/improdutivo governo) ?

    O texto abordou uma passagem importante, como ja li em um livro, a diferença de riqueza é mais local(dentro de paises) do que global, provando o quanto os governos são responsaveis por isso, protegendo grupos e interesses.

    Abraços!
  • Roberto  11/02/2015 15:18
    Essa intervenção do governo já acontece. Ela pode até impedir que algumas pessoas não morram de fome -- algo que toda e qualquer doação voluntária e caritativa também faria --, mas não faz com que ninguém enriqueça e prospere.

    Esse é o desafio.
  • Andre  11/02/2015 16:08
    Porém o que acha se onde ha desigualdade social(extrema e péssima condição de vida para uma classe) o governo tem de intervir belo bem comum até que coloque pelo ou menos numa linha minima de renda(coisa que não acontece no Brasil onde o salario minimo é infimo comparado ao seu custo de vida que é influenciado pelo gordo/improdutivo governo) ?

    Só há pobreza extrema justamente onde o governo interfere de forma extrema na economia.
    Em qualquer país extremamente capitalista com enorme liberdade econômica há pouquíssima pobreza.



    Logo mais governo não vai resolver NADA.
    Já menos governo torna possível que as pessoas saiam da pobreza.

    Donde concluí-se que o Brasil continuará com pobreza por MUITO tempo ainda.
    Já que o povo ADORA pedir uma ajudinha pro governo para "tirá-los da pobreza", como se isso fosse possível.
  • Morete  11/02/2015 15:36
    Leandro, quando o governo tira dos mais ricos e dá para os mais pobres, isto no final das contas não produziria o mesmo efeito que se o governo simplesmente imprimisse mais dinheiro e saísse distribuindo para estes mesmos pobres?
  • Leandro  11/02/2015 15:53
    Não, de maneira nenhuma. É totalmente diferente.

    O segundo caso é inflacionário. Está havendo aumento da quantidade de dinheiro na economia. Como consequência, os preços subirão e essa carestia provocará uma nova rodada de redistribuição de renda às avessas, anulando todos os efeitos iniciais do seu esquema de redistribuição via impressão de dinheiro (veja os links contidos na "Conclusão" do artigo).

    Ambos os esquemas destroem capital, mas o segundo é ainda mais perverso, pois, além de destruir capital, priva os pobres de acesso aos bens de consumo por causa da carestia.
  • Morete  11/02/2015 18:33
    Bom, mas no caso de tirar dinheiro do rico e dar para o pobre, também estaria criando inflação no médio e longo prazo, afinal de contas você estaria direcionando dinheiro para alguns setores específicos (em especial comida, saúde, educação, roupas e bens de consumo básico) e ao mesmo tempo estaria privando estes setores de receber investimentos (que muitas vezes viria do dinheiro do rico que foi desviado para o pobre). No médio e longo prazo, estes setores iriam elevar seus preços, também gerando inflação ao passo que cada vez mais será menor a fonte de onde vem este dinheiro (renda dos ricos cada vez menor). É errado pensar assim?
  • Gilles  11/02/2015 18:54
    O dinheiro que está indo para um determinado setor e aumentando os preços ali está sendo retirado de outro setor e, logo, gerando uma pressão deflacionária naquele setor. Nesse arranjo, por si só, não há por que haver aumento generalizado de preços.

    É claro, no entanto, que tal cenário purista não existe, pois a quantidade de dinheiro na economia está sempre aumentando, o que impede qualquer possibilidade de equilíbrio de preços.
  • Morete  12/02/2015 12:03
    Mas se você retira dinheiro que seria usado para investimento (dinheiro do rico) e passa a aplicar este dinheiro apenas no consumo, o aumento do consumo não conseguirá acompanhar o aumento da demanda, e no médio e longo prazo isso irá gerar inflação de preços. Além disto, a partir do momento que você começa criar ainda mais barreiras contra o enriquecimento, você passa a gerar pelo menos 02 situações: Uma é fuga de capital. Outra é a perda de incentivo para se criar riqueza.
    Enfim, no longo prazo vejo que tanto aumentar excessivamente a tributação sobre grandes fortunas quanto imprimir dinheiro e distribuir aos mais necessitados, teriam ambos resultados desastrosos.
  • Alexandre  11/02/2015 18:57
    Leandro, pelo que tenho lido sobre inflação e distribuição de renda, acho que a melhor forma de diminuir esta concentração é com políticas de deflação no longo prazo. Ou estou errado?
  • Leandro  11/02/2015 19:53
    Só se for por meio de uma deflação natural de preços, do tipo que ocorre no mercado de eletroeletrônicos.

    Qualquer outra forma de deflação forçada, principalmente por meio da redução da oferta monetária, pioraria tudo.

    Mises dizia que gerar uma deflação para tentar reverter os efeitos de uma inflação era o equivalente a dar marcha-à-ré em cima de uma pessoa após tê-la atropelado para ver se isso irá reverter os efeitos do atropelamento.
  • Gustavo  22/01/2016 20:00
    Mas Leandro, uma deflação não é justamente o efeito de se deixar uma economia caminhar com as próprias pernas? Como o que aconteceu em 1929, no caso ocorreu deflação entre 30 e 33 e economistas como Milton Friedman culparam o FED por não continuar inflacionando a economia.

    Poderias explicar melhor o que seria uma deflação forçada?

    Obrigado.
  • Leandro  23/01/2016 00:07
    "Mas Leandro, uma deflação não é justamente o efeito de se deixar uma economia caminhar com as próprias pernas?"

    Essa é a deflação de preços natural, como aquela que ocorre quando há um aumento de produtividade ou uma inovação tecnológica.

    Já deflação forçada ocorre quando o governo acintosamente retira dinheiro da economia (normalmente via confisco de contas bancárias) ou quando há uma quebra bancária generalizada e os depósitos somem.

    "Como o que aconteceu em 1929, no caso ocorreu deflação entre 30 e 33 e economistas como Milton Friedman culparam o FED por não continuar inflacionando a economia."

    Os historiadores econômicos já mostraram que isso é incorreto.

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

    Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. Consequentemente, o crédito se contraiu (o que levou à queda dos agregados monetários). Nesse quesito, o Fed não pode ser culpado. Ele de fato nada podia fazer.

    Sua culpa estava, isso sim, no boom creditício da década de 1920, que gerou a febre da bolsa de valores.

    E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu.
  • Archimedes  11/02/2015 16:38
    Se 20% da população tem 80% da renda, então 4% detém 64% da renda? Por favor me ensina essa estatística!
  • Pitágoras  11/02/2015 17:31
    Antes de tudo, você tem de saber o básico de matemática. Se ainda não tiver concluído a oitava série, fica um pouco complicado.

    Vamos lá:

    a) Há 100 pessoas e 1.000 bananas.

    b) Entre estas 100 pessoas, há 20 pessoas (20% de 100) que têm 800 bananas (80% de 1.000).

    c) Logo, por definição, as outras 80 pessoas restantes têm, conjuntamente, 200 bananas.

    Tá conseguindo acompanhar até aqui, ou já tá dando curto?

    Pois bem. Se mantivermos a mesma proporção, teremos o seguinte:

    d) Entre aquelas 20 pessoas que têm 800 bananas, há simplesmente 4 pessoas (20% de 20 pessoas) que têm 640 bananas (80% de 800 bananas).

    Embananou?

    Em um universo de 100 pessoas e 1.000 bananas, há 4 pessoas que detêm 640 bananas. As outras 96 pessoas ficam com 360 bananas.

    Deu tilt?
  • Quico  11/02/2015 19:00
    Eu sabia essa com maçãs...
  • Maxi Muneyoshi  12/02/2015 12:16
    Nossa, quanta arrogância na resposta. Bastava dizer que o cálculo se baseia na premissa de que a proporção se mantém constante.
  • Yoda  12/02/2015 08:42
    20 % pessoas = 80% renda

    20% de 20% das pessoas = 80% de 80% da renda

    20% de 20% = 0,2 × 0,2 = 0,04 = 4%

    80% de 80% das pessoas = 0,8 x 0,8 = 0,64 = 64%

    Portanto 4% possuem 64%.

    Matemática demandada: 8a série do fundamental
  • Matias  12/02/2015 12:42
    continuando...
    20% de 4% = 0,8% que detém 51,2% da riqueza (80% de 64%)
  • Pedro Mundim  11/02/2015 17:08
    Esta indignação quanto à desigual distribuição de renda origina-se de uma concepção simplória do próprio conceito de riqueza, que é concebida como algo material, finito em quantidade, que não é criado nem destruído, apenas distribuído de diferentes maneiras, assim como os bombons em uma caixa, onde quem pega muitos para si deixa poucos para os outros. A partir daí traça-se um falso paralelo entre o salário do trabalhador e o capital do patrão, como se esse último fosse prontamente conversível em mercadorias da mercearia da esquina, tal como o operário faz assim que recebe seu salário.

    Quando de afirma que 1% da população mundial detem 48% da riqueza mundial, o que se quer dizer é que o valor somado de todos os ativos, ações, empresas e imóveis em nome desses 1% corresponde a 48% do produto bruto do planeta. Eles não consomem em suas pessoas físicas esses 48%, eles administram esse patrimônio. Se a posse desses 48% fosse retirada daqueles 1% e dividida entre os 99% restantes, eles não poderiam coloca-lo debaixo do braço e ir até o mercado da esquina troca-lo por arroz, farinha, camisas, livros, remédios e tudo o mais do que necessitam. Eles tão somente assumiriam o encargo de administrar esse patrimônio, o que atualmente é feito por aqueles 1% da população mundial.

    Fica a pergunta: e eles seriam capazes de administrar o patrimônio que lhes será repassado tão eficientemente a ponto de materializar todos os ítens de consumo de que necessitam, cuja falta faz a diferença entre a pobreza e uma vida digna? Dificilmente! Porque se houvesse uma maneira de aumentar a produção até satisfazer toda a demanda, os burgueses atualmente proprietários dos meios de produção já o teriam feito, pois eles não têm interesse nenhum em restringir o consumo da população - ao contrário, quanto mais vendem, mais lucram. Se não é possível produzir em quantidade suficiente para todos, isso se deve a limitações físicas, ambientais e tecnológicas alheias à vontade dos produtores. Essas limitações continuam a existir se a propriedade for distribuída a muitos. Na prática, a produção vai é cair, como mostram as muitas experiências de fábricas administradas por seus próprios trabalhadores.

    Uma distribuição de renda muito desigual é apenas o sintoma de um alto centralismo na gestão dos modos de produção existentes. Isso não é intrinsecamente mau para os trabalhadores, pois o que importa para estes é o absoluto, e não o relativo. Em outras palavras, o trabalhador está preocupado com o que pode comprar com o seu salário no fim do mês, e a desigualdade da distribuição de renda é apenas uma curiosidade estatística. De fato, há mesmo uma tendência em aumentar a concentração de renda em tempos de expansão da economia. Nos anos trinta, a distribuição de renda nos EUA era muito menos deigual do que hoje, e nem por isso os americanos têm saudades daquela época.
  • kiabo  12/02/2015 02:45
    "Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída." Não entendo como isso pode ser concluído.. o artigo traz um certa explicação sobre o que é justiça, riqueza, sobre a criatividade e fala sobre a lei de Pareto, que sinceramente, não significa nada. Pois sendo assim, segundo ela podemos concluir que 1% dos policiais efetuam 50% das prisões (dado que desconheço, mas duvido muito que seja verdadeiro).

    Se a distribuição de renda no seculo XIX era e 50 / 1, é porque desde aquela época a desigualdade social já era enorme. Ponto. Se esta desigualdade persiste até hoje, é porque desde aquela época, em menor ou maior grau existe um problema social.

    Concordo com o que foi dito que o excesso de intervenção governamental atrapalha o andamento da carroça. Mas a questão aqui é a oportunidade. Quem possui dinheiro, tem infinitesimalmente mais oportunidades do que quem não tem. Isto em todos os sentidos, tanto no enriquecimento financeiro, como cultural ou em qualquer outro tipo de valor do ser humano. E isto amplia a desigualdade. Então não da para contar somente com a auto-regulação do mercado. Quem ta passando fome, ta passando fome. Quem precisa comprar remédio e não tem dinheiro, contínua precisando comprar remédio. E ai entra a responsabilidade do governo. Mesmo porque, pelo que sei, Justiça é tratar o desiguais de acordo com suas desigualdades, e não todos da mesma forma.

    Isso aqui não é uma critica ao capitalismo, mas uma critica a tentativa de justificar a desigualdade através de uma óptica.
  • Jiló  12/02/2015 13:58
    "Se a distribuição de renda no seculo XIX era e 50 / 1, é porque desde aquela época a desigualdade social já era enorme. Ponto. Se esta desigualdade persiste até hoje, é porque desde aquela época, em menor ou maior grau existe um problema social."

    Ué, qual o problema social? Por que essa desigualdade na distribuição de riqueza é um "problema social"? Por acaso a criação de riqueza é equânime?

    Você ajudou Steve Jobs a criar a Apple? Você deu ideias a ele? Você desenhou os produtos dele? Então por que você quer ter uma riqueza próxima à dele?

    É engraçado como as pessoas simplesmente dizem coisas sem pensar. Todo mundo quer ter riqueza mas ninguém quer ser esforçar para criá-la.

    "Concordo com o que foi dito que o excesso de intervenção governamental atrapalha o andamento da carroça. Mas a questão aqui é a oportunidade. Quem possui dinheiro, tem infinitesimalmente mais oportunidades do que quem não tem."

    Infinitesimalmente? Concordo.

    Aliás, a experiência prática mostra isso.

    "Isto em todos os sentidos, tanto no enriquecimento financeiro, como cultural ou em qualquer outro tipo de valor do ser humano."

    Ou seja, segundo você, quem dá cultura e moralidade é o dinheiro. Logo, deste seu raciocínio depreende-se que pobres são ignorantes e pessoas sem escrúpulos.

    "Quem precisa comprar remédio e não tem dinheiro, contínua precisando comprar remédio. E ai entra a responsabilidade do governo."

    Ué, o governo já dá remédio gratuito para as pessoas. E, pelo visto, não ajudou muito (tanto é que você tá reclamando),

    "Mesmo porque, pelo que sei, Justiça é tratar o desiguais de acordo com suas desigualdades, e não todos da mesma forma."

    Ah, é? Que lindeza moral sem fim.

    Então, quer dizer que, se um pobre mata um pai de família porque precisava de dinheiro, a justiça tem de ser mais complacente do que quando um rico mata o amante da mulher?

    O pai de família que foi assassinado pelo pobre vale menos que o amante da mulher rica?

    Que nojo desses relativistas morais.

    "Isso aqui não é uma critica ao capitalismo, mas uma critica a tentativa de justificar a desigualdade através de uma óptica."

    Não, é uma apologia da imoralidade mesmo.
  • kiabo  13/02/2015 03:50
    Cara, sei que me expressei mal.. mas enfim, respondo aos dois comentários:

    1º É logico que a criação de riqueza não é equânime.

    2º Não falei que a desigualdade de riqueza é um problema social. "...Se esta desigualdade persiste até hoje, é porque desde aquela época, em menor ou maior grau existe um problema social." Bom, como pode ser lido novamente, afirmei que a desigualdade de riqueza é consequência de um problema social.
    E qual é esse problema? Acho muito difícil definir exatamente, mas de acordo com alguns, podemos afirmar que este problema é causado pela má gestão econômica, onde o governo intervem excessivamente na economia. Certo? Pelo menos nos tempos de hoje.

    3º Não ajudei o Steve jobs. Ele fez tudo só com os amigos dele mesmo. E não sei você, se é sua experiencia pessoal ou de onde você tirou este dado, mas o que tenho, consegui com meu esforço mesmo e acho que geralmente as pessoas conseguem as coisas da mesma forma. Só gostaria de ressaltar aqui um porém: Steve Jobs é uma exceção. Não te apresentarei dados, mas espero que tenha bom senso e compreenda que não é todo dia que alguém que não terminou a faculdade tem uma sacada genial e fica milionário. Geralmente, as pessoas que não terminam a faculdade vão trabalhar, e vão trabalhar cedo. E logicamente que quem termina a faculdade, vai trabalhar depois também. E isto, este esforço, não necessariamente resulta em riqueza. Pelo menos não desta riqueza que estamos discutindo de 50/1. Grande ilusão meu amigo, você pensar que se trabalhar muito muito muito duro vai chegar no patamar destes caras. Essa história vem de tempos, essa elevação da meritocracia.

    4º E ai, "Mas a questão aqui é a oportunidade. Quem possui dinheiro, tem infinitesimalmente mais oportunidades do que quem não tem. Isto em todos os sentidos, tanto no enriquecimento financeiro, como cultural ou em qualquer outro tipo de valor do ser humano." E novamente "Mas a questão aqui é a oportunidade." Lembrando que o objeto da discussão aqui são sobre os extremos, 1% da população. Afirmei que quem tem dinheiro tem infinitamente mais oportunidades. OPORTUNIDADES. Oportunidades do que? Vamos la "...tanto no enriquecimento financeiro, como cultural ou em qualquer outro tipo de valor do ser humano." (e ai eu vacilei, achei a outra palavra mais bonita :/). Não vou nem mais argumentar sobre esta afirmação, vou interpretar que você argumentou com ma fé mesmo.

    5º "Quem ta passando fome, ta passando fome. Quem precisa comprar remédio e não tem dinheiro, contínua precisando comprar remédio. E ai entra a responsabilidade do governo. Mesmo porque, pelo que sei, Justiça é tratar o desiguais de acordo com suas desigualdades, e não todos da mesma forma" e finalmente meu jovem, reitero minha critica a sua visão estreita de ver o mundo. Tentei exemplificar, de forma bem simplória eu confesso, que o mundo não é tão simples como você anda pensando ("Ah, é? Que lindeza moral sem fim. Então, quer dizer que, se um pobre mata um pai de família porque precisava de dinheiro, a justiça tem de ser mais complacente do que quando um rico mata o amante da mulher? O pai de família que foi assassinado pelo pobre vale menos que o amante da mulher rica? ") não é relativismo moral. Mas será que em determinadas situações, onde o risco de morte de famílias é constantemente iminente o governo não deve intervir? Deixa que o "deusmercado" se auto regule? Onde esta sua moralidade agora? As coisas não são assim simples não cara, solução fácil você só encontra em livro de auto-ajuda. Desigualdade de riqueza existe cara, e ela gera desigualdade de oportunidades, e essa desigualdade de oportunidades gera sim novamente a desigualdade de riqueza. Não me venham com argumentos chulos defendendo suas ideias, me falando em meritocracia e lei furada de pareto.

    E Rodrigo Amado, a minha critica serve para você também. E cara me fala onde que você achou essa fonte de sabedoria "Persiste até hoje e vai persistir para TODO O SEMPRE" , "A desigualdade não precisa ser justificada, ela é algo natural e é simplesmente IMPOSSÍVEL de ser eliminada. IMPOSSÍVEL!!!" ta sabendo tudo, até sobre o futuro. Me conta mais sobre o que vai acontecer porque sou um cara curioso :)))
  • Rodrigo Amado  12/02/2015 14:53
    "Se a distribuição de renda no seculo XIX era e 50 / 1, é porque desde aquela época a desigualdade social já era enorme. Ponto. Se esta desigualdade persiste até hoje, é porque desde aquela época, em menor ou maior grau existe um problema social.".

    Persiste até hoje e vai persistir para TODO O SEMPRE. É a lei de Pareto.
    Se os ricos ficaram ricos de forma honesta não há problema social algum.

    "Concordo com o que foi dito que o excesso de intervenção governamental atrapalha o andamento da carroça. Mas a questão aqui é a oportunidade. Quem possui dinheiro, tem infinitesimalmente mais oportunidades do que quem não tem."

    Trocando infinitesimalmente por infinitamente, eu digo que é o próprio governo que causa a pobreza.

    "Isto em todos os sentidos, tanto no enriquecimento financeiro, como cultural ou em qualquer outro tipo de valor do ser humano. E isto amplia a desigualdade."

    O que amplia a desigualdade é o governo.

    "Então não da para contar somente com a auto-regulação do mercado."

    Dá pra contar sim, nos países onde o governo menos interfere há menos pobreza, e mesmo os pobres de lá tem um padrão de vida invejável por uma pessoa de classe média do Brasil, por exemplo.

    "Quem ta passando fome, ta passando fome. Quem precisa comprar remédio e não tem dinheiro, contínua precisando comprar remédio. E ai entra a responsabilidade do governo."

    Sim, é responsabilidade do governo pois ele que causa essa pobreza e impede os pobres de melhorarem de vida.
    É só ele parar de se meter que melhora.

    "Mesmo porque, pelo que sei, Justiça é tratar o desiguais de acordo com suas desigualdades, e não todos da mesma forma.".

    Então no seu mundo justo as pessoas que estudaram para sere, por exemplo, médicos, devem ganhar o mesmo salário de quem nunca estudou e só sabe fazer coisas triviais como varrer o chão e ser caixa de supermercado, por exemplo?
    Saiba que se tal condição for imposta pelo governo a mediocridade, a miséria e a pobreza imperarão.
    Exceto, como sempre, para os governantes. Que sempre vivem na opulência.

    "Isso aqui não é uma critica ao capitalismo, mas uma critica a tentativa de justificar a desigualdade através de uma óptica.".

    A desigualdade não precisa ser justificada, ela é algo natural e é simplesmente IMPOSSÍVEL de ser eliminada.
    IMPOSSÍVEL!!!
    Portanto eu digo que resistir é inútil, aceite a desigualdade, ela está presente em TODOS os lugares do mundo e nunca foi nem será eliminada ou sequer reduzida para níveis aceitáveis pelos guerreiros da justiça social.

    OBS: Estou abstraindo aqui a hipocrisia dos guerreiros da justiça social que dizem que Cuba, por exemplo, é um lugar bom por ter pouca desigualdade, mas nunca querem ir morar lá e ignoram que os governantes de Cuba vivem na opulência e a população na miséria.
  • Eduardo  11/02/2015 17:42
    Outro problema deste "estudo" da Oxfam é a forma que ele faz comparações completamente sem sentido.

    Imagine pegar uma amostra Suíça e Etiópia (com 10x a população da Suíça). Avaliar a "desigualdade" de uma amostra dessa mostraria uma concentração de riqueza, mas e daí? Esta informação só pode ser melhor entendida separando cada país, não em conjunto.

    A maioria das baboseiras sobre desigualdade usam a narrativa de um sistema único vigente no mundo inteiro (o capitalismo) que concentra renda, e portanto falhou.

    Ora, não é o mesmo sistema vigente na Suíça, na Etiópia, na Libéria, na Alemanha, etc.
    O que a Suíça fez que deu certo? O que a Etiópia fez que deu errado?

    Redistributivistas acreditam em um mundo de fantasias em que todos estão igualmente sujeitos a um único sistema injusto que concentra renda para alguns, e que bastaria, com a facilidade de apertar um botão mágico e distribuir tudo, corrigir e redistribuir os recursos.

    A realidade é que existem uma série de ações e valores humanos que promovem o enriquecimento, e sociedades mais pobres são justamente as que tem as políticas econômicas mais insanas e demais conjuntos disfuncionais de valores.

    Um Zimbábue da vida que desapropria fazendeiros, queima plantações, causa inflação de milhões porcento jamais poderia esperar ter os mesmos resultados de uma Suíça descentralizada, com direitos de propriedade privada e moeda forte.

    Redistributivistas querem saquear os _RESULTADOS_ de políticas, ações, valores culturais que funcionam melhor, e entregar para sociedades que nunca prosperaram por terem valores disfuncionais.

    Eles não entendem que sociedades miseráveis (não só financeiramente) precisam também mudar seus valores e ações para obterem resultados similares aos obtidos por países que "deram mais certo".
  • Gil  11/02/2015 17:43
    Penso em fazer TCC sobre EA. Será que eu poderia mostrar como os setores mais afastados do consumidor final tem um desempenho melhor no mercado de ações usando gráficos deste indice?

    https://eresearch.fidelity.com/eresearch/markets_sectors/sectors/sectors_in_market.jhtml
  • Vinicius  11/02/2015 17:57
    Sua banca keynesianista vai lhe dar uma nota medíocre, comprometendo uma vaga para mestrado ou doutorado, universidade é fácil, esquerdou passou.
  • Raposa  20/03/2015 13:27
    Também pensava assim, Vinicios.

    Fui descobrir a EA somente na metade da graduação em Economia em uma universidade particular.

    Quase que a totalidade dos professores que tive na Economia eram Mestres e Doutores com formação pela UFRGS, ou seja, esquerdopatas de carteirinha que levavam um balde de vômito a cada aula.

    Isso sem falar nos professores de outros departamentos (História, Geografia, Relações Internacionais e Sociologia) que davam aula na Economia. Esses são a escória.

    E - pasmem - alguns deles andavam com carros de 100k. Socialista, si. Pero no mucho.

    Minha estratégia foi a seguinte: em trabalhos escritos individuais, eu tentava ser imparcial. Deixava somente lampejos liberais aflorarem. Entretanto, em seminários e apresentações de trabalhos, meu objetivo era refutar o professor diante da classe. Qualquer tentativa de réplica era arrasada pela lógica libertária.

    Já na banca, fiquei receoso, confesso. Porém, nos comentários, sabe o que me foi dito por um PhD?

    - Eu nunca ouvi falar disso em toda minha vida.

    Minha Nota: 9.5

    Todo indivíduo que não seja um psicopata e entenda minimamente de lógica irá em algum momento se encontrar com autores como Mises, Block, Hayek e Soto.



  • saoPaulo  20/03/2015 17:20
    Parabéns pelos colhões!
  • lorivaldo  11/02/2015 18:40
    Sempre haverá desigualdade,pois as pessoas são diferentes. Infelizmente esse raciocínio simples não entra na cabeça dos "intelectuais" e governantes que querem que as pessoas sejam iguais, não pelo crescimento do "inferior", mas pelo rebaixamento de quem está acima.
  • Pedro  11/02/2015 19:19
    Pra quem ainda não viu, segue um outro bom argumento derrubando estas teses sobre desigualdade..
    mercadopopular.org/2015/01/esqueca-o-noticiario-pessimista-desigualdade-esta-caindo-e-o-mundo-nunca-foi-tao-rico/
  • Andre Bernardes  11/02/2015 20:55
    Alguém tem sugestão de artigos ou estudos mostrando a aplicação estatística da lei empírica de Pareto na distribuição de renda de diversos países e nas demais situações mencionadas no texto?
  • Henrique  11/02/2015 21:02
    Excelente artigo da revista The Economist sugerindo o aumento da carga tributária aos países em desenvolvimento.
    www.economist.com/news/finance-and-economics/21642199-behavioural-argument-higher-taxes-no-representation-without-taxation

    Ela nota que em vários países da África, os governos arrecadam de 10% a 15% do PIB, enquanto na Europa, a média é de 40% do PIB. E isto porque estamos falando de uma revista liberal.

    Abraços
  • Meirelles  11/02/2015 21:45
    Ou o seu inglês é bem ruim, ou você leu o resumo dessa matéria em algum site de esquerda e acreditou piamente.

    O artigo é, acima de tudo, uma crítica às políticas de ajuda externa aos países africanos, o que serviu apenas para enriquecer seus ditadores. Essa questão sobre quão nefastos são os auxílios internacionais, aliás, já foi muita debatida aqui no IMB.

    De resto, a carga tributária do Brasil já está próxima de 38% do PIB, e os gastos governamentais estão em 40% do PIB. Nível europeu.

    Tá bom pra você ou você ainda quer dar mais dinheiro para Eduardo Cunha e Joaquim Levy?
  • breno  11/02/2015 22:07
    Se as ajudas externas entrarem no calculo que compõe o PIB, esse PIB não serve para nada. O mesmo vale para impostos e gastos do governo.

    Meirelles

    "o que serviu apenas para enriquecer seus ditadores."

    Esse é o menor dos males! Como no caso de Cuba, as ajudas internacionais prolongam as ditaduras.

    ________

    Uma pergunta.

    Com o embargo os Estados Unidos podiam ajudar financeiramente Cuba?
  • Brant  11/02/2015 23:04
    Pelo que eu entendi da matéria o argumento do digníssimo é que para um governo funcionar de forma mais eficiente é preciso aumentar os impostos, isso tornaria os cidadãos mais engajados em política o que geraria uma pressão para que o estado funcionasse melhor e isso tornaria o país mais rico. (???)


    É triste saber que pessoas assim dão aula em universidades.



  • anônimo  12/02/2015 13:58
    >Revista liberal

    Você quer ser levado a sério?
  • Nathan  11/02/2015 22:05
    Fiquei em dúvida sobre esse artigo publicado na exame.
    O poder de compra dos brasileiros realmente tem aumentado?

    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/salario-minimo-atinge-maior-poder-de-compra-em-50-anos
  • Leandro  11/02/2015 23:14
    Essa notícia mostra bem por que a imprensa brasileira -- ao menos a seção de economia -- está na latrina. A "fonte" da notícia é um "press release" do Banco Central, o qual é aceito sem qualquer questionamento.

    O salário mínimo atual compra 7 gramas de ouro. O salário mínimo de meados de 2008 comprava 9 gramas de ouros. O mesmo valor do final de 2005, que aliás foi o mais alto do governo Lula.

    O maior valor do real foi o do final de 1998, quando ele comprava 13 gramas. Daí a fácil reeleição de FHC, mesmo com um desemprego relativamente alto à época (gerado, obviamente, pelo alto salário mínimo da época).
  • Nathan  12/02/2015 00:00
    Interessante, mas mesmo considerando a questão da moeda fiduciária monopolizada, e da elevada adoção do câmbio flexível em âmbito internacional, medir o poder de compra de uma moeda com base na quantidade de ouro passível de ser comprada é o mais acertado?
  • Leandro  12/02/2015 11:50
    Não só é o mais acertado, como também é o melhor mensurador disponível. E isso vale para qualquer moeda.

    Veja o que aconteceu com o dólar durante a década de 2000. Todos os índices de inflação computados pelo governo americano indicavam que tudo estava indo supimpa. Segundo as estatísticas oficiais do governo, a inflação de preços mensurada pelo "núcleo inflacionário" (core inflation) nunca havia estado tão bem comportada.

    Não havia nem sinal de qualquer tipo de bolha imobiliária.

    No entanto, a disparada do preço do ouro ocorrida de 2001 a 2008 indicava perfeitamente como o dólar estava sendo destruído àquela época.

    O ouro, portanto, é o melhor indicador disponível para mensurar a destruição do poder de compra de uma moeda. Sempre foi. É uma commodity de oferta relativamente estável (sua oferta aumenta a uma taxa de 2% ao ano, quando muito) e é para ela que investidores e especulares correm quando veem a depreciação da moeda. A variação do preço do ouro hoje -- que é instantânea -- indica como será a inflação de preços futura, cuja disseminação é bem mais lenta e nem sempre é captada pelos institutos de pesquisa, cuja metodologia é falha.
  • Nathan  12/02/2015 13:37
    Entendi. Valeu Leandro.
  • anônimo  12/02/2015 02:01
    Tinha que ter o Leandro no meio para sair um artigo sensacional desses!
  • Pedro F.  12/02/2015 03:23
    Logo no início da abertura política (anos 80), uma espécie de debate/entrevista na tv, de que participou João Paulo dos Reis Veloso e um politico. O politico lastimava a concentração de renda e dizia que o povo só poderia ter uma vida melhor se a renda fosse melhor distribuída. Veloso fez a ele disse a ele que no Brasil havia um estado onde a concentração de renda era muito menor que em um outro estado, aduzindo a seguinte questão: Em qual dos dois estados o povo estava em melhor condição? O politico não titubeou e respondeu que o povo estaria em melhores condições, como lhe parecia óbvio,no estado onde a concentração de renda era substancialmente menor. Veloso obtemperou: O estado de maior concentração era São Paulo, o de menor, o Piauí.





  • amauri  12/02/2015 09:31
    Bom dia!
    A inflação passou do teto da meta. Quanto da inflação eh por conta do aumento de preços, que foram congelados no passado, e quanto da inflação eh por conta da impressão de moeda?
  • Eduardo  12/02/2015 15:00
    "Um poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos. No entanto, seu dono hoje será incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que gerava há 100 anos".

    Alguém pode explicar-me melhor essa passagem, por favor? Não sou economista, mas me interesso pelo assunto. A minha dúvida é: já vi por aí que um dólar no começo do século XX valia mais dólares do começo do século XXI, talvez por causa que seguia o padrão-ouro, não sei ao certo. Então, se "um dólar" antigo vale mais que o "dólar novo", o cidadão dono de um poço de petróleo no começo do século XX seria mais rico, não?

    Friso novamente que não sou economista, que apenas gostaria de uma explicação, e me desculpe por algum absurdo cometido.

    Obrigado.
  • Cunha  12/02/2015 15:09
    Você confundiu perda do poder de compra da moeda com utilidade de uma mercadoria.

    O petróleo é muito mais útil e demandado hoje do que era no início do século XX. Sendo assim, quem tinha um poço de petróleo em 1901 teria menos pessoas para quem vender sua mercadoria do que tem o dono de um poço de petróleo hoje. Ponto.

    Já o poder de compra do dólar -- assim como o poder de compra do real e de qualquer outra moeda de papel e sem nenhum lastro -- cai ano após ano. R$ 100 em 1994 compravam muito mais coisas do que compram hoje. Com 100 reais em 1994 você praticamente comprava um supermercado inteiro. Hoje, com 100 reais você não compra nem duas postas de picanha.

    Isso se chama inflação da moeda, o que gera perda do poder de compra.

    O dono de um poço de petróleo em 1901, ao vender seu produto, ganharia uma quantidade de dólares que, em termos nominais, comprava muito mais coisa naquela época do que compra hoje. No entanto, o volume de petróleo que ele vende é hoje é infinitamente maior do que ele vendia em 1901, o que faz com a quantidade de dinheiro que ela ganha vendendo petróleo hoje lhe permite comprar muito mais coisas do que poderia em 1901.
  • Eduardo  12/02/2015 15:14
    Muito obrigado. Faz muito sentido.
  • Eduardo  12/02/2015 15:17
    Apenas complementando, para ver se eu entendi mesmo: trocando em miúdos, "dá para fazer" mais dinheiro com um poço de petróleo hoje do que no passado.
  • Orlando  12/02/2015 15:36
    Seguindo a lei de Pareto de tudo que o Estado arrecada 20% retornam em serviços aos cidadãos e 80% vão para o ralo.
  • um maluco no pedaço  13/02/2015 02:51
    Olá! Eu acho que é meio off topic, mas vamos la.

    Algum de voces poderia me explicar o que o autor nesse site diz sobre o FED? www.financialsense.com/contributors/matthew-kerkhoff/qe-printing-money-inflation

    Ele fala que, na verdade, o FED nao imprime dinheiro e, sim, "cria" digitalmente. Tendo isso em mente, o governo não estaria sendo responsavel pela inflação, afinal só teria inflação se os bancos emprestarem o tal dinheiro criado. Ai no final ele fala que essa atitude é boa em questoes a longo prazo, onde aumentariam as reservas e as quantidades de investimentos com esse dinheiro.

    A questão que eu faço é: onde está o furo nessa política? No final o dinheiro nao vai ser bom para a economia? Por que?

    Obrigado desde ja!
  • Leandro  13/02/2015 10:26
    Nonsense.

    No atual arranjo monetário e bancário, o Fed (bem como o Banco Central brasileiro) não injeta dinheiro diretamente na economia; ele injeta dinheiro apenas nos bancos, e os bancos é que decidem se irão despejar este dinheiro na economia (por meio da criação de crédito).

    Se não houver demanda por empréstimos, ou se os bancos estiverem mais rigorosos na concessão de empréstimos (que é o caso nos EUA, dado que os bancos ficaram assustados após os calotes que levaram à crise de 2008), este dinheiro não entra na economia americana, e consequentemente os preços não são pressionados.

    O fato de o Fed estar entupindo os bancos com reservas não faz, por si só, com que esse dinheiro automaticamente entre na economia. Para que esse dinheiro realmente entre na economia, as pessoas e as empresas têm de estar dispostas a se endividar.
  • um maluco no pedaço  13/02/2015 14:42
    Então, nesse artigo, o autor quis livrar o FED da culpa pela inflação? Por que, de qualquer jeito, os bancos só terão dinheiro para emprestar se o FED continuar criando dinheiro, certo?

    Por que os keynesianos acham essa atitude valida? Digo, o retorno que essa ação traz, será que vale a inflação?
  • um maluco no pedaco  14/02/2015 12:36
    Leandro e Toledo, Obrigado!
  • anonimo  14/02/2015 11:42
    Riqueza é tudo aquilo que gera uma fonte de renda futura...
    A capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente destes recursos do que da disponibilidade dos mesmos...
    Várias pessoas que enriqueceram em decorrência de fartos subsídios governamentais...

    Acrescento a minha reflexão: no Brasil devido a interferência governamental e populista, um ignorante ganha mais que uma pessoa inteligente, e que a Inteligência é medida por um suposto diploma, encontramos dois extremos.

    www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130607_cancer_uk_2020_fl


    'Metade da população' da Grã-Bretanha deve ter câncer em 2020


    Prefira o milho do Zimbábue...só um vermezinho...
  • oneide teixeira  18/02/2015 12:52
    Em termos econômicos a comunidade "Mises" e perfeita, não tenho nada a criticar sobre a sua ação nesta área.
    Agora em termos de guerra politica, ou seja, conquistar corações e mentes, estão bem atrasados.
    Não existe conversa inteligente, vocês acham que estão lidando com que tipo de gente?
    Não repararam que lhes foram dados apenas o "direito" de falar apenas sobre economia, quando na verdade e sobre politica que deveria se desenvolver a coisa.
    E esse o papel de vocês na vida, ficar falando sobre economia.




  • Emerson Luis  18/02/2015 13:16

    O problema não é a desigualdade em si, mas sim a existência de miséria. Os "progressistas" só olham para a diferença relativa entre os mais ricos e os mais pobres, em vez de focar as melhorias em termos absolutos que os mais pobres tiveram ou poderiam ter.

    Sua ânsia em recriar o mundo ignora fatos fundamentais (como p/ex. que os seres humanos são indivíduos únicos, intrinsecamente diferentes uns dos outros) e só resultam em empobrecer a classe média, tornando [quase] todos igualmente pobres. E não erradica a desigualdade, pois sempre há uma elite do partido, apenas impede os pobres de melhorarem sua situação.

    Quem nos salvará de nossos "salvadores"?

    * * *
  • Gunnar  18/02/2015 13:34
    "O relatório deste ano foi especialmente barulhento, pois a entidade afirmou, com um estrondo já costumeiro, que 1% da população detém 48% da riqueza mundial, e que, "caso nada seja feito", já em 2016, esse 1% deterá mais de 50% da riqueza mundial."

    Creio que tudo começa por utilizar os verbos corretos. 1% não detém coisa nenhuma. 1% PRODUZ 48% da riqueza mundial (exceto, claro, algumas exceções, como no caso de governos e bandidos). Só aí já se esvai praticamente toda a (falaciosa) base do argumento distributivo.
  • saoPaulo  26/02/2015 01:56
    Igualdade econômica é simplesmente impossível por causa disto:

  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 00:12
    Pretender a igualdade das pessoas é de uma burrice gigante ou de uma hipocrisia interesseira (estatal). Todo ser humano é único. Não há poder neste mundo capaz de mudar esse fato. Aceitem!
  • Igor Souto Maior de Gusmão Vasconcelos  30/03/2015 01:03
    Eu gostaria de fazer uma pergunta. Umas, na verdade.

    Peço que ponham entre parênteses pressuposições a meu respeito, porque não tenho opiniões secretas e inalteráveis por trás. Busco cultivar a mente aberta, praticar o multiperspectivismo nietzscheano et cetera. Nem gostaria de ocupar o tempo de vocês me explicando.

    Se já houver um artigo discutindo esse tópicos, por favor só me indiquem. Agradeceria.
    Gostaria bastante de lê-lo.


    Já houve mercado livre após a Revolução Industrial? Com zero intervenção estatal?
    Já houve realidade factual comprovando que a ordem natural do mercado, deixado sob o princípio absoluto da livre concorrência, vai trazer inevitavelmente mais prosperidade a mais gente?
    (Não, não me confundam com os pseudomoralistas da igualdade, refiro-me ao aumento de riqueza geral.)
    Se não, qual é o país menos intervencionista de todos? Onde o mercado é mais livre pra agir?
    Que consequências, ensinamentos, exemplos foi possível extrair?

    Dito de modo simples: há estatísticas que apoiam a noção de que o livre mercado (e digo livre mesmo, tal como é preconizado por vocês) fará mais bem - em termos materiais - a um maior número de pessoas?

    Ou, em última instância, é uma aposta? Que leva em consideração todos os fartos dados disponíveis a respeito da experiência de tensão existente com o Estado Burocrata-Corrupto-Intervencionista, and so forth and so on, e diz "deixe-nos navegar para ver o que acontece".

    A propósito, nada tenho contra apostas.
    Mas, como estou gostando do caráter científico do site (simplesmente sinto meus neurônios morrerem quando me deparo com discursos muito ideologizados), assim vos pergunto.
  • Diego M  01/04/2015 19:31
    Amigos,

    Vejam esse recente artigo citando que o Estado brasileiro não seria grande em comparações, resguardada as proporcionalidades, com outros países no mundo.

    brasildebate.com.br/nao-o-estado-brasileiro-nao-e-grande/

    Fica a dica para um maior debate ou artigos com maiores dados nesse sentido.

    Abraços.
  • Vega  01/04/2015 22:44
    O critério dele é tosco e incompleto. Os dois principais determinantes do tamanho de um estado são 1) os gastos do governo e 2) a abrangência de suas regulações.

    Há vários artigos sobre isso. Recomendo estes dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=271

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049


    P.S.: No que mais, com as seguidas alterações na metodologia do cálculo do PIB feitas pelo ridículo IBGE (foram 3 alterações nos últimos 15 anos), as quais elevam abruptamente o PIB a cada alteração, a razão dos gastos e das receitas do governo em relação ao PIB caem magicamente. Já foi de 40%; hoje está em 34,4%. E tudo só na canetada.

    P.S.2: esse artigo que você linkou é apenas uma clara tentativa de justificar novos aumentos de impostos e mais concursos públicos. O sujeito é um vagabundo moral.
  • anônimo  22/06/2015 23:20
    E faltou uma parte importante: aproximadamente 20% dos homens transam 80% das mulheres. Isso não é só na espécie humana, mas na maioria das espécies mamíferas ocorre o mesmo. Os machos alphas são os preferidos e os escolhidos pelas fêmeas.


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