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As perspectivas para a secessão estão animadoras

Mesmo tendo perdido nas urnas, a recente campanha pela independência da Escócia deveria animar os defensores dos vários movimentos secessionistas que estão ganhando força ao redor do globo.

Nas semanas anteriores ao referendo escocês, as pesquisas indicavam que a maioria da população da Escócia iria votar pela separação do Reino Unido.  Para reverter essa situação e evitar a derrota no referendo, a elite política britânica veio a público com carga total.  Não apenas ela cooptou as várias forças secessionistas prometendo conceder maior autonomia à Escócia, como também fez uma maciça campanha de terrorismo para convencer os escoceses de que uma eventual secessão iria afundar o país em uma profunda depressão econômica.

O povo da Escócia chegou até mesmo a ser ameaçado de que a secessão iria afetar severamente o mercado internacional de uísque, que é a principal exportação dos escoceses.

Considerando todas as táticas utilizadas, toda a estratégia do medo e todo o ímpeto com que os oponentes se mobilizaram para desacreditar a secessão, chega a ser surpreendente que 45% da população escocesa ainda tenha votado a favor da secessão.

O resultado do referendo escocês não conseguiu desestimular outros movimentos secessionistas que estão se difundindo pela Europa, em países que vão desde a Noruega até a Itália.  Apenas alguns dias após o referendo escocês, a população da Catalunha decidiu fazer por conta própria um referendo para mensurar o apoio da população à secessão da região em relação à Espanha.  Com 80% dos votos favoráveis à secessão, o governo de Madri prontamente anunciou que não reconhecia o resultado.

O apoio à secessão também está crescendo nos EUA.  De acordo com uma recente pesquisa, um em cada quatro americanos defende que seu estado se separe do governo federal.  Movimentos e organizações que defendem que os governos estaduais se separem do governo federal, que os governos municipais se separem dos governos estaduais, ou que os governos municipais se separem tanto do governo estadual quanto do governo federal, estão surgindo por todo o país. 

Este ano, mais de um milhão de californianos fizeram um abaixo-assinado para que haja um referendo sobre a dissolução da Califórnia e sua subsequente separação em seis estados.  Embora a proposta não tenha conseguido ir à votação, pois não cumpriu todos os pré-requisitos burocráticos necessários, o esforço para se dividir a Califórnia continua ganhando apoio.

Vale ressaltar que os americanos que defendem a secessão estão agindo de acordo com uma grande tradição americana.  A Declaração de Independência nada mais foi do que uma declaração de secessão, e foi escrita para justificar a secessão em relação à Grã-Bretanha. 

Defensores da liberdade deveriam se regozijar com o crescimento do apoio à secessão, uma vez que a secessão representa a rejeição suprema ao centralismo governamental e às ideologias keynesianas, assistencialistas e militares.

Somente a aceitação maciça dos princípios da secessão pacífica e da autodeterminação dos povos poderia solucionar vários conflitos atuais.  Por exemplo, permitir que as populações do leste da Ucrânia e do oeste da Ucrânia decidam por conta própria se querem ou não se separar em duas nações pode ser a única maneira de resolver pacificamente suas diferenças.  Funcionou muito bem para a União Soviética e para a Iugoslávia, que se desmembraram em 22 nações.  E também funcionou para a antiga Tchecoslováquia.

A possibilidade de que uma população sempre possa se separar do governo central é uma das mais eficazes ferramentas de controle sobre o crescimento e a opressão do governo federal.  Não é nenhuma coincidência que a transformação dos EUA, que deixou de ser uma república limitada e hoje é um estado militarista e assistencialista, coincidiu com uma campanha de descrédito contra a secessão, que não mais é vista pela mídia como uma resposta adequada a um governo excessivamente intervencionista.

Dissolver um governo em unidades menores promove o crescimento econômico.  Quanto menor o tamanho do governo, menor seu poder para tolher a livre iniciativa com impostos e regulamentações.  E menos protecionista e mais aberta terá de ser economia. [Nota do IMB: vide os exemplos de Hong Kong, Cingapura, Mônaco e demais micropaíses; se suas economias não fossem abertas, sua população morreria de fome. Quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.]

O fato de as pessoas não quererem viver sob um mesmo governo federal não significa que elas não queiram ou não possam praticar um comércio mutuamente benéfico.  É justamente ao eliminar os conflitos políticos — e as tensões internas geradas por discordâncias políticas — que a secessão pode deixar as pessoas muito mais interessadas e dispostas a comercializarem entre si.  Você provavelmente não gostaria de viver sob o governo chinês, mas não vê problema nenhum em comprar produtos baratos da China.

A descentralização do poder do governo federal tende a promover o livre comércio e a acabar com o atual arranjo de "comércio controlado" por burocratas, políticos e grupos de interesse empresariais, os quais decidem em conluio quais as tarifas de importação que você irá pagar sobre cada produto estrangeiro.

A dissolução do poder federal em níveis menores de governo também tende a facilitar a escolha da moeda pelos indivíduos.  Em vez de serem obrigados a utilizar uma moeda desvalorizada imposta por um poderoso Banco Central e pelos políticos que o controlam, indivíduos de entidades autônomas poderão escolher a moeda que mais lhe aprouver, principalmente as mais robustas em termos de poder de compra.

O crescimento do apoio à secessão deveria entusiasmar todos os defensores da liberdade, uma vez que a dissolução de um poder centralizado e sua transferência para unidades menores de governo é uma das mais eficazes maneiras de garantir a paz, a propriedade e a liberdade — e até mesmo um uísque mais em conta.


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autor

Ron Paul
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.


  • cristian william  11/12/2014 13:46
    Sou muito favorável á secessão, sou de São Paulo, Capital, e acredito que ela seria muito mais prospera se fosse autônoma.

    Penso que, um país gigante como o Brasil, com uma geografia tão complexa, favorece e muito a incompetência administrativa, bem como a corrupção.

    É isso.
  • Kleiton  08/06/2015 05:57
    Estou morando no Piauí há dez anos. Torço para que isso não ocorra. Caso contrário, estaremos fodidos por aqui.
  • Marco de Tropoje  02/07/2016 13:14
    Sou de MG,e gostaria também que o meu estado se separasse da União.
  • Eduardo Topam  11/12/2014 13:54
    Prezado,

    E quais são os reais motivos para o Paraguai e Panama não transformarem a livre iniciativa em desenvolvimento sócio-economico?

    Estes são sem dúvidas os dois países com as economias mais abertas da AL, porém, os indicadores sociais ainda estão distantes de países mais fechados e keynesianos.

    Panama e Paraguai são dois exemplos de países "abertos" que não se pode comparar com Hong Kong, Cingapura e Mônaco, por que?

  • Ricardo  11/12/2014 14:11
    Em primeiro lugar, você está bem defasado sobre o Panamá.

    Dos países da America Central, ele é de longe o mais desenvolvido. Seus indicadores estão bem acima dos de todos os outros. E olha que ser desenvolvido na América Central é um feito e tanto. Aliás, em relação à própria América Latina, o Panamá tem vários indicadores invejáveis.

    Dá pra você começar a entender por que ao ler este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1279

    De resto, não entendi nada do motivo de o Paraguai ter se tornado parâmetro para a secessão (aliás, nem o Panamá).

    O Paraguai, apesar dos baixos impostos, apresenta uma economia amarrada e burocratizada, que só encontra oxigênio na informalidade. Não há instituições, não há segurança jurídica, não há moeda forte, não há respeito à propriedade (tudo isso tarefa do governo). Obviamente, não há eficiência. Por que o Paraguai deveria ser modelo para alguma coisa? Não entendi.

    "Estes são sem dúvidas os dois países com as economias mais abertas da AL, porém, os indicadores sociais ainda estão distantes de países mais fechados e keynesianos."

    Quais são os países "fechados e keynesianos" que possuem indicadores sociais invejáveis? Fiquei curioso.
  • Felipe  11/12/2014 15:07
    De onde você tirou que esse são os dois países mais abertos da AL?

    Segundo o ranking de competitividade do fórum econômico, o país mais aberto é o Chile.

    Paraguai nem sequer está entre os 10 primeiro da America Latina.

    Nem sei por que citou o Paraguai, é um país burocrático e cheio de problemas institucionais.

    Chile é um bom exemplo, além de ser primeiro no ranking do fórum econômico, está em 7° no raking heritage (índice de liberdade econômica).

    E não por coincidência que o Chile é o 1° em termo de PIB per capita da America latina.

    Agora me fale mais sobre os indicadores sociais da Argentina e do Brasil.
  • Levym Levou  11/12/2014 15:21
    Eduardo, não entendi sua confusão de Panamá e Paraguai com economias livres. O chile é o país latino americano com maior liberdade econômica. Sugiro que procure mais informações na Heritage Foundation, eles possuem um ranking de liberdade econômica. www.heritage.org/index/country/chile
  • Bezerra  11/12/2014 21:28
    Muitas pessoas citam o Paraguai como exemplo liberal fracassado, pois este (se não me engano) possui uma das menores cargas tributárias da região (algo em torno de 10% do PIB) e não há muita restrições às importações.

    No entanto, o país não tem moeda forte (1 real vale 1.745,00 guaranis, moeda paraguaia). Aparentemente a tributação do país é por meio da inflação. O que ao meu ver, esconde um estado maior do que aparenta. Outro exemplo para mim seria a carga tributária brasileira que antes do plano real que girava em torno de 25% do PIB e foi pra um terço ou mais após o Governo Federal reduzir o uso da inflação monetária como forma de financiamento estatal.

    Outro fato é o índice de corrupção no Paraguai que é altíssimo. Para se ter uma ideia, o Brasil, que fica em 72º no Índice de Percepção de Corrupção, está muito melhor do que o Paraguai, que ocupa a 150º posição. A minha hipótese é que o estado paraguaio é tão corrupto que os paraguaios preferem pagar propina aos funcionários públicos para não pagar impostos. Portanto a propina que vai para o bolso do corrupto não entra na estatística de carga tributária. O estado propriamente não arrecada, mas o custo do estado para os cidadãos permanece em forma de propina.

    A inflação e a corrupção, causas estatais, são os fatores que fazem o Paraguai permanecer um país atrasado, até mais que o Brasil, apesar do seu pretenso liberalismo. Claro que isso é tudo hipóteses, não sou estudioso do Paraguai. O Paraguai merece ser estudado pelos liberais para refutar essa história que o país é liberal.
  • carlos alberto  11/12/2014 21:35
    leiam mais sobre o Paraguai pó-lugo!
    está a crescer adoidadamente!
    Mais de 12% aa.
    Atualizem suas informações obre o Paraguai.
  • carlos alberto  11/12/2014 21:36
    delírio do médico;
    ñ haverá secessão!
    E a Escócia é diferente.
  • Tiago RC  11/12/2014 22:14
    Esse lance da corrupção no Paraguai eu pude ver pessoalmente. Passei só um dia no país e vi 3 exemplos de corrupção: um funcionário de uma empresa de ônibus que tentou me cobrar por um serviço gratuito, um outro funcionário da mesma empresa que tentou arrancar dinheiro de uns bolivianos alegando mentiras sobre imigração, e uma boliviana que teve que pagar uma "taxa" (ilegal) ao agente de imigração. Tudo isso num período de 24h apenas...

    Dito isso, nos últimos anos o Paraguai é um dos países cujo PIB per capita mais tem crescido no mundo. Ainda são muito pobres, mas parece que estão melhorando. E um detalhe importante: o Paraguai é o único país na América do Sul que pratica tributação territorial. Isso significa que se você é residente fiscal paraguaio, toda renda que obter fora do país será isenta de impostos. Isso é uma vantagem fiscal considerável no mundo de hoje, com todas as oportunidades de trabalho remoto que se abrem graças à internet.
  • Giovani Facchini  11/12/2014 14:15
    Esse artigo é animador.

    Eu realmente espero que isso aconteça na Espanha. A separação da Catalunha por ser o gatilho necessário para outros movimentos.

    No Brasil os gaúchos falam muito sobre separação, mas mais em termos nostálgicos (Guerra dos Farrapos). Imaginem quanto São Paulo se beneficiaria ao se separar de Brasília! Eles poderiam atingir quase nível Europeu de renda em poucos anos...
  • Amazonense  11/12/2014 15:40
    Qualquer estado brasileiro, do ponto de vista de tamanho é bem maior que a maioria dos países europeus. Logo, não é bem assim que se São Paulo se divide do Brasil hoje, amanhã estará nadando em vinho... São Paulo é suficientemente grande para que haja a formação de um verdadeiro governo centralizado e corrupto, que feche as fronteiras e inunde de impostos os empreendedores da região, e o desenvolvimento pretendido simplesmente não ocorreria.

    Sou do Amazonas. Em termos de área somos tão grande quanto a Península Ibérica + França + Grã-Bretanha juntos - ou seja, não adiantaria muito o Amazonas sair do Brasil (mesmo com impostos a favor) e ficar grande como está.

    Idem para o RS, PR e SC.

    O ideal, talvez, seja a secessão das várias microrregiões, o que forçaria a todos os governos que lá surgissem - pra muita gente isso ainda é necessário - a não se fechar. Esse é o ponto!

  • Dom Comerciante  11/12/2014 19:06
    Seu comentário me fez mudar um pouco minha perspectiva sobre as secessões que poderiam ser feitas no Brasil nas próximas décadas. Penso agora que uma secessão estadual seria imprudente! Se quisermos mesmo garantir que uma secessão dê frutos a população, precisamos defender secessões de municípios ou coligações entre municípios, especialmente em se tratando de um país continente como o nosso. Por exemplo: seria muito mais sensato defender a secessão somente da região metropolitana de São Paulo, excluindo o restante do estado - não vejo outra região mais preparada e econômicamente respeitada do país que essa para se separar do governo federal - Talvez a idéia de separar o Estado em várias partes primeiro como é dito no artigo sobre a Califórnia seja o melhor caminho.
    E digo mais, não serão a maioria desses países que temos hoje no mundo que aceitarão as idéias libertárias, mas sim países menores que se separarão deles em algum momento na história futura.
  • Renato  11/12/2014 20:39
    Eu particularmente acho que para começar a convencer os brasileiros de uma secessão é convencê-los primeiramente a abolir grandes cargos políticos, começando com o cargo de Presidente da Republica (Governo Federal); depois abolir os cargos de governadores (governos estaduais).

    TEMPORARIAMENTE seria mantido os cargos de Prefeitos (governos municipais), mas esses teriam pouco poder já que os prefeitos teriam um único mandato sem direito de elaborar leis que aumente impostos.

    Querer convencer as pessoas de uma secessão assim do nada, amedrontaria as pessoas que iriam preferir ficar do jeito que está.
  • anônimo  12/12/2014 00:17
    Mas meu amigo, vc se esqueceu que o Amazonas è formado por amazonenses e Sao Paulo pelos PAULISTAS!!
  • anônimo  13/12/2014 22:01
    Grande porcaria.Paulistas que hoje votam no tiririca, que ontem votavam no Maluf e que anteontem se achavam grandes merdas porque entravam nos matos pra escravizar uns indiozinhos
  • Paraguai  11/12/2014 15:25
    Ricardo. Vc se esqueceu de mencionar que a burocracia paraguaia e feita pelo governo,além disso os funcionários públicos de lá sao altamente corruptos, se vc entrar lá com carro de placa brasileira, os guardas( funcionário do governo) te para e aplica uma multa e pede propina. Se você abrir uma loja dentro do Paraguai e vender mais que um paraguaio, vc corre serio risco de vida, pois o concorrente te mata e a policia por ser amiga ou receber do comerciante, faz vista grossa. Tem inclusive os sem terra paraguaio,esquerdista como os nossos que estão tentando expulsar brasileiros da terra que foi comprada a uns anos atras honestamente. A esquerda so nao avançou mais no Paraguai porque os próprios parlamentares paraguaios nao deixaram.
  • leo siqueira  11/12/2014 15:26
    Não concordo com esta visão do Ron Paul. O problema ao meu ver não esta no tamanho do Estado mas sim na formação moral e ideologica daqueles que dominam o governo e o utilizam ou não para oprimir o restante da população .
    Se fosse assim Cuba, Venezuela e tutti quantti seriam uma maravilha.
    A união faz a força. É muito mais complicado dominar um pais gigantesco e com grandes diferenças socias e culturais do que a um Pais minusculo.
  • Ethevaldo  11/12/2014 15:45
    "Se fosse assim Cuba, Venezuela e tutti quantti seriam uma maravilha."

    Ué, por quê? Que salto de lógica foi esse?

    Ah, só pra constar, antes de suas respectivas ditaduras, Cuba e Venezuela de fato eram muito ricas. Cuba, em especial, tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo. Em 1958, Cuba tinha uma renda per capita maior que a da Áustria e do Japão. Os trabalhadores da indústria cubana recebiam o oitavo maior salário do mundo. Na década de 1950, os estivadores cubanos ganhavam mais por hora do que seus equivalentes em Nova Orleans e em São Francisco.
  • leo siqueira  11/12/2014 17:48
    Pois é, estes paises eram uma maravilha,e por serem pequenos foram facílmente dominados por um bando de celerados.
  • Magno  11/12/2014 17:52
    Cuba e principalmente Venezuela nada têm de "país pequeno". Não no nível citado pelo artigo.

    Esperando sentado ver isso que você citou acontecer com Hong Kong, Cingapura, Liechtenstein, Mônaco, Andorra, San Marino etc.
  • Carlos  21/12/2014 20:08
    Falso. Suíça é igualmente minúscula e não foi dominada por ninguém desde sua independência.
  • Felipe  11/12/2014 16:05
    "Não concordo com esta visão do Ron Paul"

    Acho que você não entendeu nada sobre a visão do Ron paul.

    Ele não diz que um país pequeno será rico, diz que um país pequeno tem mais necessidades para se abrir economicamente do que um país grande.

    um país pequeno tem mais dificuldade para ser auto-suficiente do que um país grande, sendo assim, um país pequeno tem mais necessidade para se abrir ao mundo do que um país grande.

    Mas de nada adianta um país ser pequeno se um ditador resolver isolar toda a população num pedacinho de terra.

    E assim você entende por que Cuba dependia da ajuda da URSS para se manter e foi obrigada hoje a abrir um pouco mais a economia para não morrerem de fome.
    Você entende por que as pessoas da coréia do norte precisam recebe donativos dos EUA de vez em quando para também não morrerem de fome.
    Por que na venezuela está faltando papel higienico.


    Entendeu agora?
  • leo siqueira  11/12/2014 17:33
    Voce que não me entendeu. Estou afirmando que o problema esta nas pessoas e não no tamanho do estado. O estado não é um ente.
    entendeu agora?
  • Malthus  11/12/2014 17:51
    Piorou. Quer dizer então que um estado semelhante ao norte-coreano não é problema nenhum, desde que seus gerenciadores sejam éticos e honestos.

    Prefiro um estado do tamanho de Hong Kong, gerido por um crápula qualquer (pense num petista típico), do que um estado norte-coreano gerido por anjo reencarnado.
  • Mr. Magoo  11/12/2014 18:13
    leo Siqueira,

    Eu entendi sua crítica.

    Mas você tem que entender claramente o que Ron Paul está dizendo sobre a secessão.

    E isso independe das pessoas que estão gerindo o estado, seja elas más ou boas.

    O fato é que um mal governante terá mais dificuldade para fechar a economia num país pequeno do que num país grande.

    Em outras palavras, um país pequeno, é uma forma de frear o tamanho do governo.

    Entendeu?
  • Forever  11/12/2014 16:52
    Se fosse assim Cuba, Venezuela e tutti quantti seriam uma maravilha.

    No artigo: os exemplos de Hong Kong, Cingapura, Mônaco e demais micropaíses; se suas economias não fossem abertas, sua população morreria de fome. Quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.

    A economia venezuelana é aberta? Não. A economia cubana é aberta? Não.

    A união faz a força.

    Força pra quem? Força para um Estado gigante e interventor? Dispenso.

    É muito mais complicado dominar um pais gigantesco e com grandes diferenças socias e culturais do que a um Pais minusculo.

    É esse tipo de discurso nacionalista cego que abre brecha para os populistas que estão no poder de vários países latino-americanos.
  • Amazonense  11/12/2014 17:17
    Países estes que são gigantes, em sua maioria, e que estão totalmente dominados. Mui dificil, eihm!

  • anônimo  16/12/2014 10:27
    'Não concordo com esta visão do Ron Paul. O problema ao meu ver não esta no tamanho do Estado '

    Vc não entendeu nada.O tamanho é uma condição necessária mas não suficiente.
  • Mr Citan  11/12/2014 17:04
    Não entendi qual o relação da dissolução da Califórnia em 6 Estados, com a idéia de secessão.
    Afinal, a busca da secessão não seria a autonomia do governo central?

    Se a California se desmembrar em 6 Estados, ao meu ver, isto só vai servir para colocar mais 10 senadores e toda máquina burocrática relacionada, na conta dos pagadores de impostos americanos.

    É igual a idéia que separação do Estado do Pará, que foi feito alguns anos atrás.

    Para mim, a relação está equivocada.

  • Dom Comerciante  11/12/2014 19:17
    Sim, mas se essas seis regiões da Califórnia poderiam se separar do governo federal mais tarde.
  • Mr. Magoo  11/12/2014 17:43
    Mr citan,

    Acontece que lá os estados tem mais autonomia, e a California é um estado bem grande e diversificado, tornando maior a quantidade de conflitos envolvidos na política, e assim, mais inchado o estado.

    Leia esses 2 trechos da exame sobre este caso para entender melhor:

    "Para ele os novos seis estados romperiam com as atuais dificuldades burocráticas que as empresas e a população encontram em Sacramento na hora de empreender e tomar iniciativas, o que, entre outras coisas, fomentaria a criação de novos negócios."

    "Na nova proposta, a tecnológica região de Vale do Silício seria, com grande margem, o estado mais rico, enquanto a Califórnia Central, majoritariamente agrícola, seria o mais pobre."

    exame.abril.com.br/mundo/noticias/investidor-apresenta-proposta-que-dividiria-california-em-6-pequenos-estados
  • Mr Citan  11/12/2014 20:21
    Mr Magoo,

    ainda não vejo sentido em haver uma secessão de um Estado, para pertencer a uma mesma esfera federal, e com isto "punir" os pagadores de impostos de outros Estados, para que sustentem os novos políticos e máquina estatal, que estes novos Estados irão gerar.

    A justificativa de que "irá melhorar a gestão administrativa" é ao eu ver uma grande falácia, visto que novos burocratas não são sinônimos de melhorias ou performance para resolução de problemas em determinada região.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  11/12/2014 20:08
    Parem de sonhar. NUNCA irá acontecer isso.
  • felipe  11/12/2014 21:49
    Sentado no chão da senzala, um garoto olha para fora da janela e vê um passarinho pousado. Um sorriso se abre em seu rosto e passa alguns minutos se imaginando como um. Em algum momento pensa no por que não pode ser como um passarinho, por que é obrigado a está naquela senzala. Então o garoto exclama em voz alta "Basta!, vamos fugir, vamos lutar, não podemos mais aceitar isso, é errado".

    Os demais ao ouvirem soltam uma gargalhada, alguns lhe chamam de louco, outros de imaturo. Um escravo mais velho olha com pena do garoto e diz "Meu caro, o mundo assim mesmo, meus pais, meus avós, todos foram escravos. Não há nada que possamos fazer, isso nunca irá mudar".

    O garoto ao ouvir isso expressa um olhar de tristeza, não quer acreditar naquilo, mas após alguns minutos passa a se conformar. Seu olhar se desviar da janela para as correntes onde passa a vê como algo natural.
  • Carlos  11/12/2014 21:52
    Amarílio, assista a este vídeo. Ele demonstra como isso aconteceu, acontece e continuará a acontecer: https://www.youtube.com/watch?v=uxDyJ_6N-6A
  • Pobre Paulista  11/12/2014 23:50
    A escravidão jamais será abolida.
    O homem jamais andará na lua.
    É impossível conversar com alguém do outro lado do mundo em tempo real.

    E por aí vai.
  • Italiano  12/12/2014 02:55
    Sou totalmente a favor da secessão de São Paulo. Mas, como a maioria dos cristãos, tenho lá minhas ressalvas quanto ao homem verdadeiramente ter andado na Lua. Os astrônomos não pareciam muito à vontade ao darem entrevistas, e mais: não fizeram juramento com a mão sobre a bíblia.
  • anônimo  13/12/2014 04:34
    Eu tenho certeza que o homem não pisou na lua.
  • Amazonense  17/12/2014 01:20
    É cada um que aparece aqui!
    Revise as suas crenças: pt.wikipedia.org/wiki/Evid%C3%AAncias_independentes_das_miss%C3%B5es_lunares
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/12/2014 11:34

    "Mas, como a maioria dos cristãos, tenho lá minhas ressalvas quanto ao homem verdadeiramente ter andado na Lua."

    Maioria? Com que base diz isso? Fale apenas por si mesmo!

    * * *
  • Pedro Ivo  19/12/2014 14:12
    Qual o vínculo entre cristianismo e não crer o homem ter pisado na Lua?
  • anônimo  08/06/2015 09:56
    Nenhum, mas pior ainda é a quantidade de gente que perde o foco e não consegue compreender o contexto real em que isso foi dito.
  • Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon  12/12/2014 02:02
    Você fez a afirmação. O ônus da prova agora recai sobre você. Por que jamais deixaremos de ser subjugados por uma gangue de criminosos? O que há de tão poderoso e inexorável numa quadrilha que a torna eterna e invencível?
  • Pedro Ivo  19/12/2014 14:10
    Imperador, o Sr. ressuscitou?
  • anônimo  12/12/2014 02:06
    "O homem jamais andará na lua."

    Correto. Ele nunca andou e jamais andará.

    "A escravidão jamais será abolida."

    Parcialmente correto. Depende do que é escravidão para você, por decreto jamais será abolida, aliás foi restituída graças aos liberais.

    "É impossível conversar com alguém do outro lado do mundo em tempo real."

    Falso. Mais isso se dá por fibra óptica não por satélite.
  • Tano  15/12/2014 17:28
    Não importa o tamanho do Estado, portanto a Secesao nao é a solucao
  • Ana Maria de Jesus Ribeiro  16/12/2014 00:30
    Bom saber disso! Muito me alegra saber que os movimentos secessionistas mundo afora tenham mantido sua efervescência, mesmo com a recente derrota nas urnas escocesas.

    Entretanto, devo confessar que não acho muito harmônico ver o direito à secessão - uma ideia que atualmente está no âmago da liberdade mais do que qualquer outra coisa nesse mundo - ser promovido, avaliado e decidido sob os critérios de uma democracia. Essa não me parece ser uma combinação muito apropriada. Secessão deveria ser discutida em caráter universal e irrestrito; e estar bem distante de qualquer ligação com as amarras e limitações que são próprias e inerentes a um processo democrático.

    Mas, enfatizo, nem por isso deixo de juntar-me à legião que apoia entusiasticamente qualquer movimento que vise a secessão. Inclusive porque sei que as coisas não caem perfeitas do céu. Elas levam tempo até amadurecerem, melhorarem e encontrarem sua melhor forma. E justamente este é mais um motivo para se festejar qualquer movimento por secessão, mesmo na forma pouco aprimorada como eles acontecem hoje. São eles que suscitam as mais variadas e abrangentes discussões a respeito da liberdade. E por si só, isso já é fenomenal.

    Agora, animador também é esse artigo do Ron Paul. Apesar de breve, ele conseguiu enumerar algumas das vantagens da secessão, e que de tão amistoso que foi, até mesmo quem é contra deveria começar a reconsiderar sua posição. Se as discussões sobre o assunto forem levadas a esse nível, a secessão em qualquer lugar do mundo que for, já estará feita.

    Abraços!
  • Eraldo Simões  21/12/2014 16:01
    Tentar adivinhar o futuro é sempre uma coisa onde errar é o mais provável!

    Vejo um processo, que apenas décadas me mostrarão, de secessão neste imenso território brasileiro.

    Norte e Nordeste são muito diferentes de Sul e Sudeste.


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