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Alerta de um cubano: tomem cuidado com os estímulos morais do socialismo

O socialismo — ou seja lá como você queira chamar o modelo social sob o qual o povo cubano vive há mais de meio século — não é digno de ser imitado por qualquer outro povo.  Basta olhar para a realidade cubana atual e observar nossa penúria para perceber isso.

O mínimo que podemos fazer quando sofremos uma experiência trágica de vida, seja ela qual for, é alertar os demais — caso contrário, seríamos culpados pelo sofrimento alheio e, assim, assassinos tácitos e criminosos de nossa própria espécie.

É por esta razão, e como uma necessidade impiedosa de minha própria consciência, que me disponho a alertá-los — tomando como referência a experiência cubana — sobre os sutis métodos psicológicos que podem ser utilizados por aqueles que pretendem fazer do socialismo o modelo de esperança e de bem-estar das comunidades.  É importante que não caiam no erro fatal de serem cativados por um modelo social muito astuto, que emana da natureza bárbara do homem.

Eis o recado: tomem cuidado com os estímulos morais do socialismo.

Desde os primeiros anos de poder, o governo revolucionário cubano tinha como prioridade a criação de um novo homem, o qual seria qualitativamente superior.  Neste sentido, iniciou-se em Cuba a ideia de inculcar na população a convicção de que os estímulos morais deveriam estar irreparavelmente acima dos estímulos materiais.

poverty-in-cuba.jpg

Sendo assim, coisas meramente simbólicas, como um diploma, uma medalha, uma carta de agradecimento para os vizinhos, o reconhecimento público ao coletivo de trabalho, ou apenas um aperto de mão de um chefe, constituíam uma honra irreparável.  Por outro lado, dar uma gratificação a um garçom que nos oferecesse um excelente serviço em um restaurante passou a ser imoral, e quem se dispusesse a fazê-lo estaria incorrendo em uma grave ofensa.

Ato contínuo, tornou-se relativamente comum ver pessoas nas ruas ostentando  medalhas e prêmios pendurados em suas camisas.  Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas sofriam junto com suas famílias a carência de produtos básicos para a subsistência.

O ápice dos incentivos morais passou a ser representado por uma única atitude: "trabalhos voluntários não-remunerados", os quais eram realizados geralmente nos dias de descanso do povo.  Só que esses trabalhos nada tinham de voluntários, pois uma eventual não-participação excluía o indivíduo da classificação de "homem novo" e automaticamente o excomungava, relegando-o aos confins do inferno do socialismo.

Atualmente, os "trabalhos voluntários" evoluíram e estamos vivenciando em um estágio superior dessa forma moral de exploração: as horas de trabalho não-remunerado realizadas por cada trabalhador são contabilizadas para que, ao final do ano, os mais aguerridos tenham a possibilidade de optar por um televisor, um ferro elétrico ou uma bicicleta, para citar apenas três exemplos.

Só que, como em um regime socialista tudo é escasso, as consequências geradas por esse arranjo são dolorosas.

Eis o que acontece: para um povo mergulhado na pobreza, qualquer item destes é um sonho, e talvez seja essa a única oportunidade de obtê-los.  Só que há apenas 5 destes itens para serem distribuídos para 500 funcionários de uma mesma estatal. Sendo assim, o leitor pode imaginar quantas discussões, quantas brigas e quanto rancor são gerados quando se determina qual trabalhador foi o escolhido para ser agraciado com esses utensílios.  As amizades destruídas pelo ódio e por essa divisão semeada pelo governo entre os cubanos são irreparáveis.

Apesar disso, o ingênuo, nobre e fiel povo de Cuba ainda não percebeu que esses mesmos apologistas dos "incentivos morais" estão recheando seus cofres pessoais — e não apenas com medalhas e condecorações.  Em Cuba, cada vez mais pessoas têm menos e cada vez menos pessoas têm tudo. 

E paradoxalmente, como recompensa de tantos anos de trabalho e sacrifício, os trabalhadores contam apenas com essas medalhas que empunham com orgulho, e também com uma miséria humilhante, resultado dos estímulos morais do socialismo.  Já os poderosos que controlam o regime ficam com tudo, inclusive com os aplausos da intelectualidade ao redor do mundo.

Mas, graças a Deus, meu amado povo de Cuba parece estar abrindo os olhos.  Prova disso são as crescentes deserções de atletas e médicos cubanos ao redor do mundo, que não acreditam mais nesses estímulos e decidem fugir desta sociedade de escravos.

Por isso, caro leitor, não se engane: a primazia dos estímulos morais em contraposição aos estímulos materiais não tem outra finalidade senão a de criar um novo homem, conscientemente identificado com a miséria, e pacientemente à espera das migalhas que lhe oferecem seus deuses protetores e eternos, aos quais devem estar eternamente agradecidos.  É disso que se trata o socialismo.

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autor

Nelson Rodríguez Chartrand
é um advogado cubano, libertário do Club Anarcocapitalista de Cuba, e escreve, de Havana, para a página do Liberzone e do Spotniks.


  • Raphael   26/11/2014 13:11
    Ótimo artigo! Representa de fato um cuidado que deve ser tomado. No entanto, não é o caso de considerar que há em Cuba uma primazia dos valores morais em detrimento dos materiais, e sim uma deturpação do que seriam naturalmente valores morais. A moral real não se subordina a diplomas e medalhas, sequer abomina a atribuição de valor monetário ao trabalho bem feito (ao contrário, necessita desse valor). A moral natural, e por isso real, necessita de valores, é assim que ela distingue o joio do trigo. O povo cubano, e todos os demais povos, ganharão muito ao parar de abominar a atribuição de valor aos atos e pensamentos.
  • Donatello  26/11/2014 13:18
    Fale isso para quem comanda o regime. Aqui, ninguém discorda dessa sua definição.
  • Alex  26/11/2014 16:56
    É óbvio que aqui, juntar a palavra moral com Cuba em uma mesma frase em que não sejam opostos é uma impossibilidade, e um dia foi assim também em Cuba, mas foi preciso um regime assassino para acabar com todas as vozes discordantes, tal idéia tão estúpida só foi aceita pois quem ousava manifestar-se contra foi sumariamente morto, um inimigo da revolução, pensar sempre foi ser inimigo da revolução, da mesma maneira que o Khmer Vermelho matava as pessoas de óculos por apenas parecerem com pensadores.

    Os prêmios são os mesmo que o nazismo dava a quem denunciava judeus, as mesmas medalhas que se dá aos que lotam trens para o abatedouro de pessoas. E é bom que estes prêmios gerem discordâncias, traições entre amigos e inveja, um povo assim dividido não se une para combater seus tiranos, melhor ainda se forem pobres no limite da necessidade, pois vendem-se baratos, com um televisor você compra cinqüenta.

    Mas se armas e morte foram as armas para calar os discordantes dessa imbecilidade de moral revolucionária, hoje a ferramenta é o domínio cultural, em pleno século 21 temos cubanos escravos vivendo entre nós! Temos leis trabalhistas rígidas que não são aplicadas, e quem discorda é calado, felizmente a internet veio a dar voz ao povo, isolar as vozes da moral e da razão dos jornais e rádios não é mais eficaz, ficou mais difícil calar o cidadão.

    Mas se a tática das medalhas e diplomas cubanos nos parece ridícula e óbvia, é preciso ver que há uma parte da população que é intencionalmente deixada na necessidade, na mais absoluta pobreza, sem educação para entenderem minimamente o mundo em que vivem, é esse o povo do bolsa família. As medalhas e os diplominhas agora tem uma nova roupagem, a bolsa dos pobres, que precisam ser mantidos pobres, sem a saúde estatal, sem a educação estatal, sem a segurança estatal, muito mais caras que uma bolsa. Pagamos por saúde, educação e segurança, nada recebemos, apenas uma desculpa, e esse povo paupérrimo que teria direito a estes serviços, sem eles é deixado na mais abjeta pobreza para que fiquem gratos ao receber uma bolsa miserável sem trabalhar, e ficam gratos, bovinamente gratos dão seus direitos aos mesmos bandidos que vivem no luxo sobre os corpos destes que padecem.

    O discurso é diferente, mas será que estamos muito longe de Cuba?
  • Raphael  26/11/2014 17:54
    Ah, pode ter certeza que discorda sim, e muito! Não saber o que é moral e encarar o tema com sentimentalismo não é "privilégio" dos cubanos e demais socialistas/comunistas. Fiz questão de escrever aquele comentário para deixar a reflexão à disposição de quem lesse o artigo, justamente por saber que as pessoas só caem nessa de "moral elevada" porque ainda deturpam o que significa moral.
  • Jeferson  26/11/2014 17:46
    Se pensar, a gente já deu alguns passos nesse sentido. Aqui, uma pessoa que tenha mestrado e/ou doutorado em um assunto, mesmo que seja um bosta profissionalmente, é mais respeitada que um empresário bem sucedido daquele setor. Ou seja, alguém que leu muitos livros a respeito da coisa recebe dos outros mais autoridade do que alguém que trabalha com aquilo, vive aquilo, transforma a realidade à sua volta a partir daqui, e é reconhecido financeiramente pelo sucesso dos seus produtos.

    Absurdo!
  • mauricio barbosa  26/11/2014 13:15
    Uma coisa eu não entendo,se em Cuba é proibido criticar o regime elitista do partido único por que então é permitido Yoni Sanches crítica-lo e não ser punida e existir esse bastião de liberdade que é o club anarcocapitalista de Cuba,será que Fidel está ficando bonzinho ou eu estou fazendo um juízo exagerado e equivocado do que seja liberdade de expressão ou o pior regime da terra continua sendo a Coréia do norte bastião da bestialidade humana em sua forma de governo totalitarista?
  • Ricardo  26/11/2014 13:28
    Yoani Sánchez não é punida porque ela é uma celebridade mundial. Seria um péssimo negócio para a imagem do governo cubano fazer algo contra ela. Já o Club Anarcocapitalista de Cuba, coitados; não incomodam ninguém. Se o regime o atacasse, aí sim é que daria notoriedade a esses bravos.

    De resto, essa sua postura de "achar muito estranho o regime permitir a manifestação dessas pessoas" serve apenas para fortalecer a imagem do regime como um defensor ferrenho da liberdade de expressão. Você está jogando o jogo dos Castro.
  • mauricio barbosa  26/11/2014 13:55
    Não estou jogando nada nem bancando o inocente útil,só estou querendo entender a realidade como ela é e não com achismos e preconceitos espalhados por ai exemplo quem me garante que o povo norte-coreano e cubano está insatisfeito com o regime totalitarista de Pyongyang e Havana e se tudo isso não passa de intriga da "imprensa golpista" e por ai vai lembro-me que antes da existência da internet a desinformação era tanta que eu achava que a Índia só tinha miséria e pobreza e se alguém me falasse que lá existe 15 bolsa de valores eu duvidava do tal e achava que ele estava fazendo hora com a minha cara,a África eu só achava que tinha habitantes primitivos e analfabetos e no entanto o que vejo em minhas pesquisas na internet é que lá como cá fervilham empreendedores que são atrapalhados pela burocracia bestial de nossos fiscais e por ai vai,enfim só gosto de informações verídicas e detesto informações tendenciosas tipo políticos em época de campanha aquele show de bobagens que nós todos já sabemos que é "me engana que eu gosto".Viva a verdade nada mais que a verdade sempre..
  • Adriano  26/11/2014 15:08
    Maurício,

    Não é que o regime "permita" esse tipo de manifestação, o que está ocorrendo é que o regime está tão apodrecido que nem a repressão funciona mais como antes. Mesmo aqueles que são encarregados da censura (no fundo, de modo não assumido) já não creem mais no sistema.

    Os censores e outros encarregados pela repressão também tem filhos que moram em Cuba e o futuro que os espera não é nada promissor a continuar como está.

    Por outro lado, os irmãos Castro são obrigados a conviver com um mínimo de liberdade para realizar negócios com exterior e fins de explorar o turismo. Não dá para desligar a internet.
  • Blah  26/11/2014 19:27
    Não acho que o regime cubano tenha recursos para manter um aparato de repressão, que demanda uma quantidade assombrosa de recursos. Cuba, antes do comunismo, era um país relativamente bem desenvolvido, com indicadores sociais razoáveis. Depois da ascensão do comunismo em Cuba, o país perdeu praticamente toda a sua produtividade. A agricultura desmoronou. A economia foi se deteriorando. Os motivos são óbvios para qualquer um que não viva no campo de distorção da realidade da fantasia comunista: o comunismo só destrói riqueza.

    Com o desmoronamento da economia, Cuba passou cada vez mais a depender de mesadas da URSS. A URSS conseguiu, à custas de alguns milhões de mortes, sugar os recursos de outros países, o que deu um certo fôlego ao regime soviético. O problema é que, como todo país comunista, uma hora a URSS acabou definhando. O seu próprio aparato de repressão foi minguando junto com o restante do país. O país foi definhando cada vez mais, mas, como comunistas não são lá muito afeitos ao bom uso das faculdades mentais, esse fato passou despercebido. Recentemente, com a ascensão de Hugo Chávez, Cuba voltou a receber mesadas, desta vez da Venezuela. Porém, novamente, a Venezuela, como todo país que se aproxima do comunismo, está se esfacelando. E, novamente, Cuba continuará minguando. O seu maior produto de exportação são os seus médicos da década de 70 (com uma roupagem "humanista" para disfarçar a obsolescência).

    Você pode imaginar que eu exagero quando falo sobre os custos de um aparato de repressão. Porém, você precisa ter em mente que não basta treinar milhares de soldados, guardas, construir prisões, etc. O aparato de repressão precisa ser acompanhado de uma sofisticada rede de proteção. Como você imagina que a URSS passou décadas assassinando dissidentes a torto e a direito sem que o mundo desse lá muita importância a isso?
  • Wanderson  26/11/2014 14:58
    Como era Cuba antes do comunismo: https://www.youtube.com/watch?v=sVSCTxxny5o
  • Silvio  26/11/2014 16:06
    Há muitos outros registros de Cuba pré-hecatombe socialista. E esse é o meu preferido:



    Para os socialistas que ainda teimam em defender a ditadura cubana, aí vai uma frase de Marx:

    Você prefere acreditar em mim ou em seus próprios olhos?
    Grouxo Marx
  • Silvio  26/11/2014 23:03
    Caçando no Youtube, achei mais um vídeo interessantíssimo de Cuba pré-Fidel. Apesar do áudio não estar lá essas coisas, praticamente todas as tomadas são coloridas, o que nos dá um certo senso de atualidade.

    Muita atenção para a tomada que começa aos 4:43. Desde então em Cuba nunca mais se viu um supermercado com tantas variedades (e os cubanos não voltarão a ver tal cena por aquelas bandas tão cedo):



    PS1: ops, errei no comentário anterior. A grafia correta é 'Groucho Marx';
    PS2: é, Cuba se Fidel. E com Guevara.
  • Felipe  27/11/2014 02:06
    excelente video, mas confesso que fiquei triste.
  • Coerente  27/11/2014 13:06
    Tem que se levar em conta que todas essas benesses que somente o dinheiro poderia trazer, eram privilégio de 1% da população.

    Cuba nunca foi nenhuma maravilha. A melhor fase foi quando era colonia da Espanha. Depois da guerra ianque-espanhola, Cuba foi aos poucos se tornando um prostíbulo a céu aberto.

    Os negócios feitos em Cuba se baseavam em cassinos, bananas e prostíbulos. Tinham um caudilho autoritário como presidente.
  • Divergente  28/11/2014 17:55
    1%? Provavelmente o senhor tirou esse número do comitê que era encarregado das estatísticas na URSS.

    Cuba nunca foi nenhuma maravilha mesmo, sobretudo depois da revolução. Aí sim que Cuba se tornou uma ilha tão boa para se viver quanto a ilha de Krakatoa.

    Ah sim, a Espanha, sendo o país mais rico dos séculos XIX e XX, tinha muito capital para investir na ilha, fazendo com que Cuba vivesse seu apogeu sob a coroa espanhola. Pena que os ianques malditos expulsaram os prósperos espanhóis e cortaram esse enorme fluxo de capitais que beneficiava Cuba, transformando esse país num miserável prostíbulo a céu aberto.

    Com certeza os negócios cubanos se baseavam nesse tripé. Tudo o mais que havia na ilha não passava de uma farsa criada em Hollywood pelos imperialistas estado-unidenses.

    Sem defender o Batista, que era um escroto mesmo, muito melhor ter um caudilho autoritário do que um ditador totalitário.

    Depois dessa, apenas deixo minhas saudações proletárias, camarada.
  • Dioner Segala  26/11/2014 19:18
    O que eu acho mais interessante, é que os defensores do Socialismo sempre criticam o Capitalismo pela sua "distribuição desigual da riqueza", e que o livre-mercado gera concentração de renda.

    Daí tu olha para os países socialistas do mundo, e 80, 90% da população vive na miséria, com cupons de racionamento para poder comer uma misera refeição, e os lideres do partido, seus burocratas, andam com seu carros importados, palácios, sem precisar entrar em nenhuma fila para implorar por comida...

    Imagina se o Socialismo gerasse desigualdades sociais como eles dizem que o Capitalismo gera.

    Tenho vontade de visitar Cuba só pra poder dizer que vi com meus próprios olhos a desigualdade social que essa ilha tem.
  • Mr. Magoo  27/11/2014 01:32
    Distribuição desigual de riqueza se deve à distribuição desigual de capitalismo.
  • Felipe  27/11/2014 02:17
    Desigualdade no sistema capitalista é uma coisa boa, a igualdade do homem só existe no seu estado natural, em que todos nascem sem nenhum recurso.
    Uns vão produzir mais que os outros, mas todos ganham com isso.
    Quando um empresario investe novos recursos, além de ofertar novos bens, ele cria empregos que não existia.

    Quem critica a desigualdade não passa de um invejoso e ignorante sobre economia.
  • Blah  27/11/2014 10:06
    Uma resposta comum é a seguinte: "Mas é diferente, é outro modelo de sociedade".
    Não que eu me importe com as ideias de socialistas. Eu é que não perco meu tempo discutindo política e economia com quem ainda não saiu da puberdade intelectual.
  • Felipe  27/11/2014 11:34
    Nem perca tempo mesmo, como todo bom esquerdista, ele irá ignorar qualquer coisa que você falar e ainda irá vomitar as baboseiras socialistas na sua cara.
  • Coerente  26/11/2014 22:41
    É fácil determinar qual país é melhor quando se compara um país europeu ou qualquer democracia avançada com Cuba. No entanto, é dificil saber se o Brasil é tão melhor assim que Cuba. O brasil também tem muitíssimos miseráveis, talvez ainda mais que Cuba.
  • Honesto  26/11/2014 23:10
    "O brasil também tem muitíssimos miseráveis, talvez ainda mais que Cuba"

    Em termos nominais, sim. Afinal, aqui são 200 milhões de pessoas contra menos de 12 milhões em Cuba.

    De resto, ambas as economias são fortemente reguladas e controladas pelo estado. A pouca liberdade econômica que existe aqui foi o suficiente para fazer com que nossa classe média tenha uma vida de rei quando comparada à "classe média" cubana, se é que existe tal coisa.
  • Coerente  27/11/2014 13:21
    Mas a nossa classe média é mínima. Considerando que a classe C não seria considerada uma típica classe média, pois não possui o nível cultural compatível para tal.

    Sobre a classe média B, essa sim, possui um padrão de vida nababesco, compativel com a da elite burocrática cubana. Aliás, a nossa classe B também é formada por burocratas do Estado.



  • Felipe  26/11/2014 23:33
    Só o fato de hoje no Brasil qualquer um poder entra na internet para fala asneira demonstra que somos melhores que Cuba.


    exame2.com.br/mobile/tecnologia/noticias/so-metade-dos-computadores-de-cuba-tem-conexao-a-internet
  • Renato  28/11/2014 16:41
    Só não vi uma linha comentando do embargo econômico sofrido por uma Ilha, que por anos foi Cassino do vizinho abonado, sob julgo de um ditador alinhado com o mesmo; tampouco comentou-se sobre os índices de educação e saúde quase milagrosos diante do embargo. Curioso, economistas liberias só recorrem à história por conveniência. Detalhe, Fidel tornou-se pseudo-socialista por necessidade; sempre foi um nacionalista. Comentar a pobreza cubana como mote para criticar o socialismo (que de fato nunca existiu) é, no mínimo, covardia.
  • Hermes  28/11/2014 17:22
    Castristas fanáticos não se dão ao mais mínimo trabalho de pesquisas nada. Aliás, não seriam castristas se pesquisassem.

    Tá aqui seus artigos sobre o embargo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1911

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1792
  • Dioner Segala  28/11/2014 17:27
    Quer dizer então que o livre-mercado ao mesmo tempo é culpado, por dois lados, de (1) deixar milhões (ou até bilhões) de pessoas mundo afora com fome, miséria, sem possibilidade de crescimento; e (2) a falta de livre-mercado (através do embargo) também é culpada das mesmas coisas na Ilha de Cuba?

    Interessante.

    Acho o máximo esquizofrenia.
  • Pobre Paulista  28/11/2014 18:18
    Catch-22. Burocratas amam.
  • Felipe  28/11/2014 17:43
    Renato,

    "Só não vi uma linha comentando do embargo econômico sofrido por uma Ilha"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1911

    "que por anos foi Cassino do vizinho abonado, sob julgo de um ditador alinhado com o mesmo"

    Cassino? era uma região promissora, tinha empregos e bens em abundância (certamente não faltava papel higiênico como hoje). Turistas americanos de fato adoravam ir lá gastar seus dólares e você acha isso ruim?

    "tampouco comentou-se sobre os índices de educação e saúde quase milagrosos diante do embargo"

    mises.org.br/Article.aspx?id=350

    "Fidel tornou-se pseudo-socialista por necessidade; sempre foi um nacionalista. Comentar a pobreza cubana como mote para criticar o socialismo (que de fato nunca existiu) é, no mínimo, covardia."

    Primeiro você chama Fulgencio Batista de ditador mas o Fidel não, qual seu critério para classificar alguém de ditador?

    Sim cuba é socialista, sua economia toda é controlada por um burocrata, então é socialista.

    E não tem nada de covardia comentar a pobreza cubana, Fidel já está lá há mais de 50 anos, a situação atual de Cuba é culpa sim do Fidel e do modelo socialista.
  • Embargo  28/11/2014 19:52
    Só não vi uma linha comentando do embargo econômico sofrido por uma Ilha, que por anos foi Cassino do vizinho abonado, sob julgo de um ditador alinhado com o mesmo.

    Vamos colocar um ponto final nesse embargo? De fato ele existe,mas só entre EUA e Cuba,ou seja a ilha Castro pode fazer livre-mercado com qualquer outro país do globo (Japão,Coreia do Sul,Suíça,Nova Zelândia etec.)

    tampouco comentou-se sobre os índices de educação e saúde quase milagrosos diante do embargo

    Quais índices? Aqueles que a ilha fornece? Sério que você acredita? Para o governo cubano é muito fácil falsificar esses índices.Se Cuba tem uma educação tão elevada porque nenhuma novidade tecnológica é fabricada por lá? Ah é lembrei, todos são miseráveis (ou ''iguais'' como vocês socialistas gostam de falar)

    Curioso, economistas liberias só recorrem à história por conveniência.

    A história não está contra os liberais,e sim contra vocês. Pergunte a uma pessoa se ela quer morar em Cuba ou na Suíça.

    Comentar a pobreza cubana como mote para criticar o socialismo (que de fato nunca existiu) é, no mínimo, covardia

    Claro que você ia terminar a postagem com a velha desculpa das viúvas do comunismo,para vocês a ''grande'' ideia de Karl Marx nunca foi testada.Quem está recorrendo à história por conveniência agora?

  • Emerson Luis, um Psicologo  30/11/2014 21:59

    Os socialistas querem impor a virtude pela força da lei. O resultado sempre é ressentimento, hipocrisia, arrogância, desconfiança mútua, corrupção, etc.

    É possível obrigar pessoas a terem comportamentos considerados corretos, mas é impossível obrigar as pessoas a terem atitudes virtuosas que só podem surgir quando elas têm liberdade.

    * * *
  • saoPaulo  01/12/2014 13:11
    "que por anos foi Cassino do vizinho abonado"

    Tipo Las Vegas? Diz aí qual cubano nao trocaria a maravilhosa ilha por aquela decadente regiao no deserto?
  • Renato  01/12/2014 16:54
    Cuba "era uma região promissora, tinha empregos e bens em abundância (certamente não faltava papel higiênico como hoje). Turistas americanos de fato adoravam ir lá gastar seus dólares e você acha isso ruim?"

    Promissora pra quem? Emprego em abundância? Que tipo de emprego? Cuba era a Ilha da prostituição (feminina e masculina)...Las vegas? Não para os cubanos...

    Fosse a Ilha o paraíso que acenaram acima, não haveria participação popular pra tirar Fulgêncio do poder. Novamente, analisem história à luz do contexto, e não com o fígado. Não nego a ditadura castrista, só tento analisá-la pelo seu contexto histórico; e manter os índices de educação e saúde diante do embargo é sim um autêntico milagre. Insisto, experiência socialista autência apenas ocorreu, de fato, nos primeiros anos das revoluções. Com exceção da antiga Iugoslávia, que manteve um moldelo misto de socialismo/democrático, o que se sucedeu foram ditaduras dos respectivos partidos socialistas, falhos até a raíz. O que não impede de se pensar o socialismo de maneira crítica, inclusive suas virtudes; afinal, o liberalismo também apresentou históricamente falhas (que obviamente serão minimamente assumidas aqui), ainda assim merece debate, não?
  • Aragão  01/12/2014 17:21
    "Promissora pra quem? Emprego em abundância? Que tipo de emprego? Cuba era a Ilha da prostituição (feminina e masculina)...Las vegas? Não para os cubanos..."

    Informe-se. Antes da Revolução, Cuba tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo.

    Em 1958, Cuba tinha uma renda per capita maior que a da Áustria e do Japão. Os trabalhadores da indústria cubana recebiam o oitavo maior salário do mundo. Na década de 1950, os estivadores cubanos ganhavam mais por hora do que seus equivalentes em Nova Orleans e em São Francisco.

    Cuba já havia estabelecido a jornada de 8 horas diárias em 1933 — cinco anos antes de Roosevelt e seu New Deal imporem a mesma regra. E mais: um mês de férias pagas. As tão aclamadas (pela esquerda) socialdemocracias da Europa só conseguiram implementar esse sistema 30 anos depois.

    A mortalidade infantil em 1958 era a 13ª mais baixa — não da América Latina ou do Ocidente, mas do mundo. O analfabetismo já estava quase erradicado. Cuba era o país que mais gastava (23% do orçamento) com educação pública em toda a América Latina. Mais ainda: os cubanos não eram apenas alfabetizados; eram também cultos. Podiam ler George Orwell e Thomas Jefferson, bem como a arrebatadora sabedoria e cintilante prosa de Che Guevara.

    Após a revolução, Cuba se transformou em uma nação que causa repúdio até nos haitianos. E isso mesmo após receberem abundantes subsídios dos soviéticos, cujo total foi igual a dez Planos Marshall (isso para uma nação de apenas 6,4 milhões de habitantes) — um feito econômico que desafia não somente as leis econômicas mas que também parece desafiar a física.

    "Fosse a Ilha o paraíso que acenaram acima, não haveria participação popular pra tirar Fulgêncio do poder."

    E, de fato, não houve participação popular. A rebelião anti-Batista foi liderada e composta predominantemente por membros da classe média cubana, principalmente da classe média alta. Em agosto de 1957, o movimento rebelde liderado por Fidel organizou uma "Greve Nacional" contra a ditadura de Batista — e ameaçou matar os trabalhadores que aparecessem para trabalhar. A "Greve Nacional" foi completamente ignorada.

    Outra greve foi organizada para o dia 9 de abril de 1958. E novamente os trabalhadores cubanos ignoraram solenemente seus "libertadores", comparecendo em massa para trabalhar.

    A rebelião anti-Batista estava apinhada de universitários e profissionais liberais. Advogados desempregados abundavam (Fidel Castro, por exemplo). Observe a composição do primeiro gabinete da "revolução camponesa", composta pelos líderes do movimento anti-Batista: 7 advogados, 2 professores universitários, 3 estudantes universitários, 1 médico, 1 engenheiro, 1 arquiteto, 1 ex-prefeito e coronel que desertou do exército de Batista. Um grupo notoriamente "burguês", como poderia dizer Che.

    Já em 1961, entretanto, operários e campesinos formavam a grande maioria dos rebeldes anti-Castro, principalmente as guerrilhas das montanhas Escambray. Quem é que já ouviu falar de camponeses pobres lutando contra seus benfeitores Fidel e Che?

    "Não nego a ditadura castrista, só tento analisá-la pelo seu contexto histórico; e manter os índices de educação e saúde diante do embargo é sim um autêntico milagre."

    Manter a saúde? Você chama isso de saúde?

    "O que não impede de se pensar o socialismo de maneira crítica, inclusive suas virtudes; afinal, o liberalismo também apresentou históricamente falhas (que obviamente serão minimamente assumidas aqui), ainda assim merece debate, não?"

    Cite-as, pois. Mas tem de ser falhas do liberalismo, e não falhas do intervencionismo travestido de liberalismo.


    P.S.: todos os fatos acima citados sobre Cuba podem ser encontrados em abundancia de detalhes nestes livros.

    www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0895260433/

    www.travessa.com.br/O_VERDADEIRO_CHE_GUEVARA_E_OS_IDIOTAS_UTEIS_QUE_O_IDOLATRARAM/artigo/23f96004-2903-4fc4-a3ec-d8828fdd257c
  • Renato  02/12/2014 18:18
    "Cuba tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo". E essa satisfeita classe média liderou a revolução... O que significa participação popular pra vc? Centenas, milhares?
    Saúde? Sim, sobretudo a medicina preventiva.
    Por que então apoiar uma revolução, por que revolucionar um país tão promissor e autônoma quanto esse? O excesso de intervencionismo norte-americano (ou ele não existia?), como em toda a América Latina, certamente impulsionou a insatisfação. Esses números que vc apresenta refletem um verdadeiro paraíso na Terra, pelo título do texto que vc indica é nítida a imparcialidade de quem o escreveu...imaginemos esse paraíso, e vc vive nele, qual seu desejo então? Tomar o poder para transformá-lo em um arremedo de país, lógico! E todos os recursos, infraestrutura, legislação trabalhista avançada, empreendedorismo; enfim, todas as beneces desse paraíso se perderam de uma ano pro outro graças à tirania malévola dos monstros Fidel e Che...
    Ninguém duvida da precária situação de Cuba, mas culpar o modelo político (de maneira maniqueísta, já que travestia-se de socialismo) em detrimento do embargo é por demais simplista.
    Quanto às consequências históricas do liberalismo: as crises da déc. de 30 e 2008, a primeira Grande Guerra (e outras), Imperialismo sobre a África e Ásia, a concentração absurda de renda, desigualdade social, formação de cartéis, sonegações, corrupção ativa, austeridade, desemprego ...
  • Leandro  02/12/2014 19:27
    "E essa satisfeita classe média liderou a revolução... Por que então apoiar uma revolução, por que revolucionar um país tão promissor e autônoma quanto esse?"

    Você, pelo visto, nunca estudou história. Todas as revoluções ocorridas na história do mundo -- todas!, sem exceção (e no sentido de tomada de poder) -- ocorreram em países que estavam enriquecendo, e não em países que estavam empobrecendo.

    Revolução Francesa, Revolução Russa, Revolução Chinesa, Revolução Coreana, Revolução Cubana, as revoluções no sudeste asiático, e até mesmo as recentes "revoluções" na Bolívia e na Venezuela ocorreram em sociedade que estavam enriquecendo.

    E o motivo é simples. Sociedades que estão empobrecendo não fazem revolução; pessoas que estão empobrecendo não têm dinheiro nem recursos para financiar uma revolução (que é algo caro e exige muita logística); uma sociedade que está empobrecendo apenas definha. Ela não tem forças pra fazer uma revolução e tomar o poder. Vá ver se há revoluções populares na África Subsaariana ou na Coréia do Norte.

    "O excesso de intervencionismo norte-americano (ou ele não existia?), como em toda a América Latina, certamente impulsionou a insatisfação. [...] Ninguém duvida da precária situação de Cuba, mas culpar o modelo político (de maneira maniqueísta, já que travestia-se de socialismo) em detrimento do embargo é por demais simplista."

    Traduzindo: antes de 1959, o problema de Cuba era o excesso de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos.

    E o sujeito fala isso e nem se toca de sua genialidade.

    "Quanto às consequências históricas do liberalismo: as crises da déc. de 30"

    Causada pela expansão do crédito orquestrada pelo Fed e acentuada pelo intervencionismo do governo americano.

    Pode ler tudo aqui: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=37

    "e 2008"

    Fed, Fannie Mae, Freddie Mac (para-estatais), decreto CRA, imposição de acao afirmativa para empréstimos, e monopólio das agências de classificação de risco.

    Pode ler todos os detalhes aqui:

    Como ocorreu a crise financeira americana

    "a primeira Grande Guerra (e outras), Imperialismo sobre a África e Ásia,"

    Como é que é? Governos de países distintos fazem guerra entre si e isso é culpa do livre mercado?! Um governo de um país manda bomba na população de outro país e isso é sinônimo de liberalismo?!

    É mais sensato afirmar que Fidel Casto é CEO da Adidas.

    As consequências ignoradas da Primeira Guerra Mundial

    Não à intervenção na Líbia

    "a concentração absurda de renda, desigualdade social, formação de cartéis, sonegações, corrupção ativa, austeridade, desemprego ..."

    Liberou o caminhão de clichês. Sem problemas. Há vários artigos refutando cada uma destas alegações tão "embasadas e profundas" que você faz.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Sobre as reformas "neoliberais" na América Latina e por que elas fracassaram


    Muita leitura, hein?
  • Marcelo Monteiro  03/12/2014 16:51
    Impressionante a surra que esses paraquedistas tomam diariamente neste site e, mesmo assim, provando que esquerdismo é um desvio mental patologico, continuam vindo aqui nos mostrar seu diminuto conhecimento sobre qualquer assunto que nao tenha sido citado na Carta Capital.

    Mantenham-se na caixa de comentários dos blogs chapa branca antes que sua auto-estima evapore. Ou sejam honestos pelo menos uma vez na vida e leiam os artigos do Instituto Mises. Só cuidado na possível depressão que terao depois ao se tocarem que desperdiçaram anos de suas vidas lendo e acreditando em bobagem por ai. A queda é brava.
  • Renato  03/12/2014 16:53
    Leandro,
    Sou formado em História pela Unicamp, ingressei em 2000 e me formei em 2005 e vc, também tem formação em História? Pela sua última indicação de leitura vinda deste mesmo site, claro, ou de artigos escritos sempre por quem compartilha de sua visão, certamente não é bibliografia sua referência, me desculpe meu caro!
    Me considero centro-esquerda e estou em um site liberal-conservador para debater e aprender, economia sobretudo. Pode deixar que referência em história não me falta.
    "Todas as revoluções ocorridas na história do mundo -- todas!, sem exceção (e no sentido de tomada de poder) -- ocorreram em países que estavam enriquecendo, e não em países que estavam empobrecendo"
    O que é Revolução pra vc? Não é apenas tomada de poder, isso é golpe. Respondo: Revolução é subversão da ordem social, econômica e política; com participação popular. Não há subversão da ordem se a maioria está satisfeita e todas as revoluções que vc listou teve ampla participação social, por isso é Revolução. Sempre, sem exceção, inicia-se em momentos de crise ou insatisfação aguda: Revolução Francesa (fome, abusos da monarquia), Russa (permanência de um modelo agrário com servidão e abusos da nobreza), Mexicana (situação rural e urbana caótica, com intervencionismo norte americano), Venezuela (um dos piores indicadores sociais da América do Sul, juntamente com Peru e Bolívia à época) e assim vai...o gatilho sempre se dá por algum episódio ou contexto que inflama uma insatisfação pré-existente, segue-se uma sublevação social caótica, geralmente violenta e posteriormente um grupo de vanguarda assume e concretiza a mesma, que geralmente resulta em ditaduras de curto, médio ou longo prazo.
    "Traduzindo: antes de 1959, o problema de Cuba era o excesso de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos". Concordo: exploração sofrida justamente pelo excesso de intervencionismo americano e posteriormente deterioração econômica pelo embargo norte americano.
    Afirmar que a crise de 30 não tem ligação com o modelo capitalista vigente à epoca (liberalismo ou já havia keinesianismo?), com o excesso de estoque industrial, aliado à especulação na bolsa de NY (outra prática nefasta do neoliberalismo) é distorcer a realidade para se adequar ao seu paradigma.
    Concentração de renda e desigualdade social progressivas não tem relação com modelo liberal de economia? Por favor meu caro!
  • Leandro  03/12/2014 18:04
    "Sou formado em História pela Unicamp, ingressei em 2000 e me formei em 2005 e vc, também tem formação em História?"

    Sou formado em economia, mas nunca propaguei isso. Tenho vergonha de assumir qualquer formação de humanas no Brasil. Sempre estudei autonomamente, e nunca recorri a materiais da Unicamp. Daí eu ser mentalmente são.

    "Pela sua última indicação de leitura vinda deste mesmo site, claro, ou de artigos escritos sempre por quem compartilha de sua visão, certamente não é bibliografia sua referência, me desculpe meu caro!"

    Tradução: "Não li, não vou ler, e nem quero saber do que se trata. Quero apenas vociferar, pois assim dá a impressão de que venci o embate".

    E eu aqui perdendo meu tempo...

    "O que é Revolução pra vc? Não é apenas tomada de poder, isso é golpe. Respondo: Revolução é subversão da ordem social, econômica e política; com participação popular."

    Sem problema. Essa definição também permite a minha conclusão.

    "Não há subversão da ordem se a maioria está satisfeita e todas as revoluções que vc listou teve ampla participação social, por isso é Revolução."

    "Ampla"?! Defina "ampla". Uma Revolução, por definição, não é feita por urnas, mas sim por marchas e violência. E a violência é contra as forças policiais do governo, que, em termos populacionais, é ínfima. É simplesmente impossível que 50,01% da população saia marchando às ruas e saia quebrando tudo.

    Revoluções são feitas por minorias bem financiadas, bem dirigidas e bem municiadas. Por definição, é impossível financiar uma maioria. Não há recursos para isso.

    Uma minoria barulhenta e bem financiada toma o poder e instaura uma nova ditadura. Para tomar o poder, basta vencer as forças policiais do governo. Se os revolucionários tiverem o apoio das Forças Armadas, então a tarefa é ainda mais fácil e exige ainda menos gente.

    Cite aí um exemplo de uma tomada de poder feita por uma multidão de pé-rapados e famintos.

    "Sempre, sem exceção, inicia-se em momentos de crise ou insatisfação aguda:"

    Insatisfação da parte de quem? De gente que quer o poder? Isso não é insatisfação; isso é ganância no pior sentido do termo. Isso é ânsia de dominação, algo comum a todos os revolucionários.

    O gozado é que essa "insatisfação aguda" nunca é levada a cabo por quem realmente está por baixo. Todas as revoluções foram lideradas pela classe média e por pessoas que nem na mais remota hipótese podem ser classificadas de "agudamente insatisfeitas". Revoluções, repito, são feitas por pessoas bacanas. Mao Tsé-Tung era filho de um fazendeiro riquíssimo. Lênin era de uma rica família de classe média. Pol Pot estudou em Paris.

    Agora, se você não quer aceitar isso, e prefere acreditar que revoluções são feitas por descamisados e pé-rapados, tudo bem. Eu tenho mais o que fazer.

    "o gatilho sempre se dá por algum episódio ou contexto que inflama uma insatisfação pré-existente, segue-se uma sublevação social caótica, geralmente violenta e posteriormente um grupo de vanguarda assume e concretiza a mesma, que geralmente resulta em ditaduras de curto, médio ou longo prazo".

    Exato. E isso envolve "ampla participação social"? O que seria "ampla"? Sem tal definição, suas palavras são vápidas.

    As manifestações de junho de 2013 também foram inflamadas por um episódio pontual e por uma insatisfação pré-existente. E daí? Quem foi para a rua eram pessoas de classe média, gente de boa vida. Pobre queria ordem e sossego para poder trabalhar.

    "Concordo: exploração sofrida justamente pelo excesso de intervencionismo americano e posteriormente deterioração econômica pelo embargo norte americano."

    Abstenho-me. Se não percebeu contradição aí, não serei eu quem irá corrigir isso.

    "Afirmar que a crise de 30 não tem ligação com o modelo capitalista vigente à epoca (liberalismo ou já havia keinesianismo?), com o excesso de estoque industrial, aliado à especulação na bolsa de NY (outra prática nefasta do neoliberalismo) é distorcer a realidade para se adequar ao seu paradigma."

    Afirmar isso é estar bem-informado sobre todos os detalhes ocorridos à época, algo que certamente não ocorre com acadêmicos da Unicamp.

    A recessão gerada pelo crash da bolsa não deveria ter durado mais do que um ano, assim como a de 1920, quando houve uma recessão idêntica. Só que, ao contrário de 1920, o governo americano não permitiu a liberdade de preços e salários, de modo que estes se adequassem à nova realidade da oferta monetária. Mesmo keynesianos ortodoxos hoje já reconhecem o fracasso do New Deal, que nada mais foi do que um conjunto de políticas de controle de preços, controle de salários, aumento das tarifas de importação, aumento de impostos, aumento de gastos, aumento do déficit, e de arregimentação sindical e de empresários incentivados pelo governo a não reduzirem seus preços.

    Resultado: a recessão foi prolongada por 15 anos.

    Porém, como você próprio, jubiloso de sua própria ignorância, deixou claro que não leu nada e nem lerá, pois tem alergia ao conhecimento que desafia suas crenças ideológicas, não vejo como pode ser edificante para mim eu continuar perdendo meu tempo com você. Gosto de discutir apenas com gente com quem posso aprender algo.

    "Concentração de renda e desigualdade social progressivas não tem relação com modelo liberal de economia? Por favor meu caro!"

    Esse é o seu argumento? E eu realmente perdi meu tempo com você? Vaza. Volta pro DA da Unicamp.
  • Felipe  03/12/2014 18:43
    É engraçado que nas revoluções é que todos afirmam está lutando pelo "povo", mas o povo nunca participa e sempre se ferra depois da revolução.

    Basta vê o que fizeram com os camponeses depois da revolução russa e chinesa.

    O povo é tão pacifico e pobre, que nem momentos vitais ele se levantou para lutar, que diga o holodomor.

    O que o Leandro disse faz todo sentido, revoluções só podem vim de uma minoria bem abastada.

    Renato infelizmente você foi doutrinado, ou você abra sua mente ou continue vivendo em Nárnia.
  • Anonimo  23/03/2016 05:33
    Muito bom, Leandro. Somente agora vi sua ótima resposta.
  • Jarzembowski  03/12/2014 18:46
    Não sabe nem separar o vocativo.
    Típico analfabeto regurgitado diretamente do glorioso ambiente acadêmico brasileiro.
  • Felipe  01/12/2014 18:33
    "Com exceção da antiga Iugoslávia, que manteve um moldelo misto de socialismo/democrático, o que se sucedeu foram ditaduras dos respectivos partidos socialistas, falhos até a raíz"

    Claro, e Tito era o que se não um ditador?
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:34
    Cuba morreu com o socialismo. E o Brasil que se cuide.
  • Gabriel C Lopes  23/03/2016 02:02
    Podia copiar o trabalho voluntário não remunerado para os legislativos municipais. Os petistas vereadores com certeza ficariam satisfeitos, muito satisfeitos em contribuir dessa forma.
  • Fernando  23/03/2016 02:19
    Os políticos de Brasília recebem o mesmo valor dos ingleses, canadenses e americanos.

    A melhor solução seria eguer um muro ao redor de Brasília.

  • Ex-microempresario  13/05/2017 19:32
    Fanáticos esquerdistas são chatos como todo fanático, mas os fãs do comunismo cubano e de Fidel passam desse limite e se tornam asquerosos, desumanos, ao propagar seu wishful thinking. Milhões estão passando fome, mas o importante para eles é defender seu ídolo, mesmo à custa da lógica mais básica.

    Para não entrar na aborrecida guerra de citações, vou citar apenas informações de "primeira mão" que ouvi de um parente meu que já visitou muitos países, incluindo Cuba, e que não tinha nenhum interesse (político, ideológico, econômico ou qualquer outro) em distorcer os fatos que me contou. Seu relato sobre Cuba foi:

    - Todas as casas parecem um cenário pós-guerra, pouco mais que ruínas, sem qualquer sinal de que algo seja feito para conservá-las, como pintura. As exceções são os hotéis, lojas e restaurantes reservados aos turistas.

    - Há não apenas praias como bairros inteiros reservados à elite local e estrangeira, com acessos vigiados pela polícia.

    - Mais da metade das mulheres com quem ele falou ofereceram-se sexualmente, incluíndo adolescentes de treze ou quatorze anos.

    Fidel Castro não se contentou em transformar Cuba em um prostíbulo: incorporou ao prostíbulo a pedofilia escancarada.


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