Por que parei de perder meu tempo com política - e por que você deveria fazer o mesmo

Vários de meus amigos votam.  Pessoas de quem gosto muito e respeito bastante votam.  Mas eu já desisti. 

Essa minha decisão ainda horroriza várias pessoas, mas sejamos sinceros: elas se sentem incomodadas porque essa minha postura, na prática, menospreza e de certa forma desmoraliza as escolhas delas.

Eu até entendo por que essas pessoas votam.  E realmente não as julgo e nem as desprezo por isso.  Eu mesmo já votei várias vezes em minha vida.  Eu apenas gostaria que elas parassem de sofrer por causa de política; apenas gostaria que, em vez de se irritarem e brigarem por causa de discussões político-partidárias e de resultados eleitorais, elas apenas se tornassem mais felizes.

A política é um tipo de tormento em câmera lenta.  E eu sinceramente não quero ver as pessoas — mais especificamente meus amigos — sofrendo e se irritando com isso.

Sim, estou perfeitamente ciente de que essa minha opinião parece insensata para a maioria das pessoas, mas isso só ocorre porque minha opinião se difere fragorosamente da opinião delas.  Por outro lado, se essa minha opinião for a correta, então isso significa que essas pessoas estão simplesmente perdendo tempo e energia com algo inútil — e praticamente ninguém gosta nem mesmo de imaginar essa hipótese desagradável; hipóteses como essa são automaticamente negadas por nossa mente.

Portanto, se você gosta de debater e de sofrer com política, fique à vontade.  Não irei de maneira alguma tentar acabar com esse seu prazer.  Estou apenas dizendo que gostaria muito que pessoas boas e produtivas não despendessem boa parte de seu tempo e de sua energia com essa atividade mentalmente exaustiva e improdutiva — não creio que tal atitude lhes traga qualquer benefício.

Agora, já que muitas pessoas irão contestar, vou explicar por que penso assim.

"Se não votarmos, os maus irão vencer! E aí as coisas vão piorar ainda mais!"

Esse é o argumento que eu mais escuto.  E a ele sempre respondo: "As coisas já estão ruins, estão só piorando, e nenhuma das várias eleições anteriores trouxe mudanças para melhor."

Como réplica a isso, sempre escuto as tradicionais "sim, mas...".

A verdade factual é que regimes repressivos sempre se legitimam e esmagam o povo por meio da política.  Havia inúmeros políticos e infindáveis eleições nas repúblicas soviéticas.  Aliás, a Constituição da URSS tinha alguns itens bem atraentes.  Por exemplo:

Artigo 47: os direitos de autores, inventores e inovadores são protegidos pelo estado.

Artigo 55: os cidadãos da URSS têm garantida a inviolabilidade de suas casas.  Ninguém pode, sem bases legais, entrar em uma casa contra o consentimento daqueles que nela residem.

Artigo 56: a privacidade dos cidadãos, de suas correspondências, de suas conversas telefônicas e de suas comunicações telegráficas é protegida por lei.  (Só que não.)

Artigo 57: o respeito pelos direitos individuais e a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos são o dever de todos os órgãos do estado, de todas as organizações públicas e de todos os funcionários do estado.

Obviamente, políticos e documentos escritos por políticos não ajudaram muito o povo da URSS.

No entanto, a história também já mostrou que regimes repressivos não são capazes de esmagar todas as pessoas que se recusarem a cumprir suas ordens.  Se essas pessoas se recusarem a obedecer, o regime irá se esfacelar, e bem rapidamente.

Portanto, na vida real, um regime repressivo não é restringido pelos políticos que estão em seu comando (isso, aliás, seria paradoxal); ele é restringido pela desobediência civil.

Ao fim e ao cabo, o real poder dos governantes terá exatamente o tamanho que a aquiescência de seus súditos permitir.  Se os governantes exagerarem, ou se seus súditos pararem de obedecer (no que ajuda bastante a população não estar desarmada), o regime se esfacela.

O poder — inclusive o poder político — sempre corrompe, e ele sempre irá se expandir até o limite da tolerância e da obediência de seus súditos.  É claro que você sabe que não fui eu quem descobriu isso.  O ex-escravo Frederick Douglass já havia dito isso há muito tempo:

Descubra aquilo que fará com que as pessoas se tornem submissas, e você terá descoberto a exata quantia de injustiça e ofensa que poderá ser imposta a elas. ... Os limites dos tiranos são determinados pela tolerância dos oprimidos.

O pior problema da política é que ela estimula a obediência e a submissão das massas.  Enquanto os políticos do partido azul fingem culpar os políticos do partido vermelho, e os políticos vermelhos fingem rivalidade com os políticos azuis, as massas se comportam bovinamente como líderes de torcida, prendendo a respiração a cada embate público entre esses dois times, e sempre se mantendo submissas a ambos. 

Afinal, se seu time vencer as próximas eleições, aí sim as coisas poderão finalmente melhorar!

Ou seja, não apenas a política exaure a energia de nossas vidas, como ela também torna as pessoas bem mais propensas à submissão e a seguir ordens de maneira automática. "Não gosto do partido A que está no poder; queria muito que o partido B estivesse no controle, aí sim eu estaria satisfeito".  Isso sim é realmente perigoso.

Não importa em quem você vote, o governo sempre vencerá

Quando as pessoas pensam no governo, elas normalmente imaginam um grupo de 600 pessoas na capital federal tomando algumas decisões racionais.  A verdade, no entanto, é que o governo é composto por milhões de empregados, sendo a esmagadora maioria impossível de ser demitida.  Para piorar tudo, oceanos de dinheiro passam pelas mãos dessas pessoas diariamente.  Esse arranjo é totalmente propício ao abuso de poder, e sempre será.  Trata-se de um problema estrutural, o qual não pode ser resolvido apenas "votando nas pessoas certas".

Foi Jeffrey Tucker quem melhor resumiu a situação:

Não é a classe política quem comanda as coisas.  [...] Políticos vêm e vão.  A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública.  Ela não é o estado propriamente dito.  Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições.  São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.

Ou seja, a estrutura do governo é, por natureza, corrupta e abusiva, e continuará assim até que a própria estrutura seja mudada.  Meras eleições, mesmo que "as pessoas certas sejam eleitas", não irão alterar essa estrutura.  

A política está sempre se esforçando para nos fazer crer que as coisas irão melhorar... tão logo derrotemos o partido inimigo, é claro.  Só que, independentemente de nossas esperanças, sempre vamos acabar lidando com algo chamado "governança efetiva".  Em outras palavras, nada irá mudar, ainda que as faces que aparecem na televisão sejam trocadas de quatro em quatro anos.

A política se baseia na superstição

Arraigada na prática da política está uma superstição, qual seja: se protestarmos o bastante, e da maneira correta, vamos conseguir o que queremos, e sem corrermos nenhum risco.

Em outras palavras, queremos acreditar que a política nos fornece uma solução fácil, e que nossas reclamações têm poderes mágicos.

Ora, se queremos que as coisas sejam diferentes, então temos de agir para torná-las diferentes.  Só que a política aniquila essa possibilidade ao tornar as pessoas mais passivas e ao fazê-las acreditar que meras manifestações verbais têm poderes mágicos, e que a passividade é uma virtude.

Ou seja: há milhões de pessoas decentes e capazes que podem perfeitamente resolver seus próprios problemas, sem ter de recorrer a políticos; no entanto, essas mesmas pessoas foram condicionadas a jamais agir por conta própria e a sempre acreditar que podem conseguir o que querem — sem correr nenhum risco — apenas se manifestando e utilizando as palavras corretas.

A política, portanto, criou uma mentira atraente e irresistível demais para ser ignorada: mude o mundo: sem dor, sem esforço, sem riscos.

Não apenas essa promessa é uma fragorosa superstição, como ela também desestimula as pessoas a realmente se esforçarem para mudar o mundo à sua volta.  Por que gastar sangue, suor e lágrimas se você pode apenas reclamar e obter os mesmos — ou até melhores — resultados?

A política é pré-histórica

Dediquei boa parte da minha vida estudando nosso passado, e aprendi que o sistema de homens governando homens data do ano 6.400 a.C.  Já o tipo de governança que mais se assemelha à nossa começou por volta de 5.000 a.C.  Assembléias bicamerais (como Senado e Câmara dos Deputados) já existiam em 2.500 a.C.

Ou seja, são coisas que já existiam naquele período de tempo que convencionalmente rotulamos de "pré-história".

Logo, eis a minha pergunta: por acaso há algo mais que já existia antes das pirâmides do Egito e que ainda governa nossas vidas hoje?

O homem não mais tem de lavrar a terra manualmente.  Ele não mais tem de utilizar rochas para fazer fogo.  Ele não mais tem de andar de carroças.  Ele não mais depende da tração animal.  Já aprendemos a escrever, a inventar, a navegar, a percorrer em poucas horas enormes distâncias no globo, a dirigir, a voar, a chegar à lua etc.

E, ainda assim, essa relíquia do nosso passado mais primitivo ainda permanece.  Se há uma área da vida em que os humanos fracassaram e em nada evoluíram, essa área é a política.

Portanto...

Já fiz meu ponto.  E você tem toda a liberdade para interpretá-lo como quiser.  Posso apenas lhe afiançar que, desde que me afastei da política, me tornei um indivíduo mais feliz, mais produtivo, menos amargo e menos rancoroso.  E gostaria que isso também acontecesse com você.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Paul Rosenberg
é o presidente da Cryptohippie USA, uma empresa pioneira em fornecer tecnologias que protegem a privacidade na internet.  Ele é o editor FreemansPerspective.com, um site dedicado à liberdade econômica, à independência pessoal e à privacidade individual.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Dablio  25/11/2014 13:50
    Bom dia! Sobre as informações da "origem" do Estado, em qual literatura posso encontrar? Antes desta organização, como era a relação homem-homem na sociedade? Podem ajudar? Grato.
  • Xis  25/11/2014 13:59
    Sobre como era a relação:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1037


    Sobre a origem do estado, não há datas específicas. Mas há isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=402
  • Alan  25/11/2014 17:30
    Leia John Locke, Max Weber, Karl Popper e até Thomas Hobbes. Mises também falou sobre o Estado. Não fique restrito a só este site.
  • Felipe  25/11/2014 18:30
    Algumas obras que tratam sobre a origem do estado:

    Dois Tratados sobre o Governo - John locke
    Leviatã - Thomas Hobbes
    Manifesto comunista - Karl Marx
    the state - franz oppenheimer
    Democracia o deus que está morto - Hoppe
  • Pedro Ivo  25/11/2014 18:53
    O livro "A sociedade aberta e seus inimigos" de Karl popper é muito interessante. Fala de bem + que as origens do estado (e este não é seu tema central), mas acho bem útil. Em inglês (The open society and Its Enemies) tem o PDF para baixar. Em português e espanhol você compra no sítio www.estantevirtual.com.br
  • Alan  25/11/2014 21:43
    direitasja.com.br/biblioteca/portugues/
  • Manuela  26/11/2014 02:24
    não sei como ninguém ainda falou desse livro:

    Friedrich Engels - As Origens da Família, da Propriedade Privada e do Estado

    (porque as origens de todas as três coisas são indissociáveis).

    abraços
  • Magno  26/11/2014 10:53
    Foi o primeiro a ser citado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1037
  • Walter  25/11/2014 14:05
    bom... na prática é isso... mas quando o governo está mais totalitário que de costume? o que fazer?... fechar os olhos pra roubalheira que tá acontecendo não dá... isso que eles querem
  • Marcio Cajado  25/11/2014 15:01
    ao se envolver e querer algo, brigar e discutir, vc participa, ou seja, legitima o estado, o ideal é desligar o máximo que pudermos desse aparato
  • Dom Comerciante  25/11/2014 17:23
    Nesse caso o Liber não será realmente uma boa coisa do ponto de vista anarcocapitalista, mas eu só espero que o partido defenda uma nova constituição que seja liberalizada pois essa atual é um lixo- Por essas e outras eu concordo que libertários realmente não devam se engajar na política, melhor que se engajem em projeto como o Seasteanding e ao separatismo de cidades e regiões fortemente comerciais de seus países intervencionista, sou totalmente a favor da secessão, especialmente da individual, para aqueles que não desejam se engajar na podridão política que domina esse mundo.
  • wanja costa  26/11/2014 00:13
    Não concordo, e deixar às coisas acontecerem?
  • Marcio Henrique  25/11/2014 17:22
    Parar de pagar impostos.
  • daniel  25/11/2014 18:41
    Parar de pagar impostos como? O IR já é descontado na folha, ICMS, ISS, Cofins, etc. são imbutidos nos produtos, IPVA não posso deixar de pagar se não roubam meu carro, IPTU roubam minha casa. Se fosse fácil ninguém pagaria. A máquina de roubo estatal é altamente eficaz. O máximo que podemos fazer é usar bitcoins pra comprar algumas poucas coisas ou fazer compras no exterior e torcer pra não ser pego pela RF, mas isso nem faz cócegas nos cofres do governo.
  • Alan  25/11/2014 17:34
    Eu não concordo com o autor. Eu voto em quem promete diminuir o Estado. Se, nós que queremos um estado menor, sempre nos abstermos, os que vão votar são justamente aqueles que amam o Estado, fazendo-o crescer cada vez mais. Até que um dia vamos acordar numa ditadura.
    Se ganhar um partido e ele diminuir um pouco o Estado já está bom, diminuindo aos poucos um dia ele vai ser bem pequeno.
  • Jones  25/11/2014 17:48
    "Voto em quem promete diminuir o estado"

    Onde você mora? Se fosse aqui no Brasil seria um tantinho difícil você exercer essa opção.
  • Alan  25/11/2014 21:47
    Tivemos a opção Aécio. Sei que não era lá essas coisas, mas ele prometia diminuir um tiquinho o Estado... Melhor do que o partido que ganhou. Alias se o partido da Perda Total continuar, corremos o risco é de ter uma ditadura socialista.
  • Anarca da floresta  25/11/2014 23:59
    Aécio diminuir o estado?

    No máximo diminuiria o *ritmo* de crescimento.

  • Nêmesis  25/11/2014 19:33
    resposta à Walter: " mas quando o governo está mais totalitário que de costume? o que fazer?... fechar os olhos pra roubalheira que tá acontecendo não dá... isso que eles querem " – Sonegação, economia informal, contrabando, desobediência civil, segurança e justiça privada, armar-se, criptoanarquismo, softwares e sites de compartilhamento de bens, bitcoin, letcoin, drones, tecnologias de proteção de privacidade, on-line, darknet, por aí segue. Isto ñ é fechar os olhos, mas furar os do estado.

    p/ Dom Comerciante: " Nesse caso o Liber não será realmente uma boa coisa do ponto de vista anarcocapitalista, mas eu só espero que o partido defenda uma nova constituição que seja liberalizada pois essa atual é um lixo- " – se convocarem uma constituinte, pior. A tendência é uma constituição ainda + interventora que essa.

    Daniel: " Parar de pagar impostos como? O IR já é descontado na folha (economia informal, bitcoin, trabalhar fora da CLT), ICMS, ISS, Cofins, etc. são imbutidos nos produtos, (contrabando e drones) IPVA não posso deixar de pagar se não roubam meu carro, (tem estados onde 70% dos carros ñ pagaram ipva, pesquise)[u/] IPTU roubam minha casa. Se fosse fácil ninguém pagaria. A máquina de roubo estatal é altamente eficaz. O máximo que podemos fazer é usar bitcoins pra comprar algumas poucas coisas ou fazer compras no exterior e torcer pra não ser pego pela RF, mas isso nem faz cócegas nos cofres do governo. " [u]ainda fazem cócegas. komeçe a se rebelar q pega no tranco

  • anônimo  27/11/2014 09:30
    Nêmesis, os governos só permitem o bitcoin pq ele não atrapalha em nada, na hora que começar a incomodar...lá vem regulação.
    E não pense que nada aí fura os olhos do governo, eles já tem um jeito até mesmo de burlar o anonimato do TOR (e prenderam muitos sucessores do silk road assim)
  • washington  25/01/2016 20:40
    O bom mesmo é ninguém votar nem ir lá, porém, um voto vale: um botijão de gás, um pacote de cerveja, uma cesta básica ou uma nota de 50,00, vale dizer que a maioria dos políticos são do nordeste, e pergunto como está o nordeste? baixada fluminense? subúrbio da grandiosa São Paulo? Onde estão os saudosos Mario Covas e fundador PSDB Franco Montoro, no inferno? não sei, não sei mesmo. Uma hora o sofrimento que se faz, é cobrado para aquele que faz o sofrer no Povo.
  • Felipe  25/11/2014 14:30
    Não é bem assim,

    É verdade que a tendência do governo é sempre aumentar, e para isso que os pró-mercado precisam participar da política, para frear essa tendência.

    Sempre dá para piorar, veja venezuela, parte da culpa é da própria oposição que se ausentou como forma de protesto.

    Se democracia fosse o caminho para o totalitarismo os EUA, inglaterra, Alemanha, Japão estariam fadados ao fracasso.

    Ora ai vão dizer: "Você é cego, olha os problemas econômicos deles, tudo culpa de políticas econômicas populistas"

    Verdade, mas podia está pior.

    Se a oposição saisse de cena as coisas piorariam nesses países.

    Veja os EUA, são os conservadores que estão freando as babaquices do Obama, o movimento do Tea party foi de suma importância para frear algumas medidas desse governo.

    Se no Brasil aqueles mais pró-mercado saissem de cena teriamos um maior número de representantes do PT, PSOL e outras porcarias.

    E ai sim a coisa pioraria de vez.
  • anônimo  25/11/2014 14:56
    Me enteressa esse caso da venezuela por ser proximo e ja ouvi outros comentarios. Tem noticias ou alguma informaçao sobre isso (que houve um protesto e uma grande massa não participou de eleiçoes e campanhas?)
    Nao tenho a intençao de contra dizer até pq mal conheço de lá,so quero me informar mesmo.

    Obrigado
  • Felipe  25/11/2014 15:30
    Essa noticia trata um pouco desse assunto:
    ultimosegundo.ig.com.br/mundo/oposicao+venezuelana+promete+retorno+a+assembleia+neste+domingo/n1237780208628.html
  • Joaquim  25/11/2014 14:57
    Depois que a Dilma nomeou para a Fazenda um economista bem mais ortodoxo do que Armínio e Katia Abreu para a Agricultura, percebi que realmente foi uma enorme perda de tempo e energia todos aqueles infindáveis debates sobre as eventuais diferenças econômicas e ideológicas entre os candidatos, debates esses dos quais fui militante ferrenho.
  • Andre  25/11/2014 16:22
    "Depois que a Dilma nomeou para a Fazenda um economista bem mais ortodoxo do que Armínio e Katia Abreu para a Agricultura, percebi que realmente foi uma enorme perda de tempo e energia todos aqueles infindáveis debates sobre as eventuais diferenças econômicas e ideológicas entre os candidatos, debates esses dos quais fui militante ferrenho.".

    Acho que se não tivessem ocorrido todos aqueles debates tudo ficaria na mesma.
  • Jeferson  25/11/2014 18:20
    Não foi não. Essa nomeação é pra ganhar tempo e tentar recuperar a confiança dos agentes. Caso eles tenham êxito em aprovar a lei de regulação ("controle social", "democratização", chame como quiser, na real é censura velada) da mídia, ou esses nomes mudam, ou os portadores desses nomes passam a obedecer à agenda do partido, e eles voltam a fazer o que queriam desde o princípio: acelerar o ritmo de controle e saqueamento da população através do estado, sem medo de represália de boa parte da população, que sequer vai estar a par dos fatos.

    Em meus 3-4 anos lendo os artigos do Mises diariamente e lendo alguns dos livros disponibilizados, a minha conclusão foi que, apesar do estado ser o centro e a raiz de todos os males políticos, o MAIOR problema do estado está nas ideologias que surgiram a partir do Marxismo. O estado em si é uma ameaça à liberdade, mas as ideologias de esquerda são uma ameaça muito maior, e não havendo estado, eles formam (ou tentam formar) um pra satisfazer sua sede de roubar e dominar. Em boa parte, o caso da Somália nos mostra isso. 3 grupos brigam pra formar um estado.

    Enquanto houver socialistas/progressistas no mundo, considero um estado responsável por proteger "a vida, a liberdade e a propriedade das pessoas", como disse Mises várias vezes, um mal ínfimo, e relativamente eficaz em repelir ações violentas de outros estados totalitários, geralmente socialistas. No dia em que essa ideologia for extirpada da face da terra, finalmente poderemos caminhar rumo ao nosso sonho de um mundo sem estado. Por enquanto acho mais produtivo brigar por menos estado, e atuar politicamente tentando convencer os outros de que o socialismo, bem como todas as idéias que provém dele, são males em si.
  • Cíntia  26/11/2014 09:42
    Concordo com você.

    E não sei como os demais receberam a indicação da presidenta para a Fazenda, mas eu não gostei. Aos meus olhos, mais um movimento maquiavelicamente pensado para apaziguar ânimos oposicionistas, arrumando a caminha para a sociedade repousar enquanto eles solidificam seu plano de poder.

    Nesta caminha eu não me deito.
  • Andre  26/11/2014 11:58
    "No dia em que essa ideologia for extirpada da face da terra...".

    Bom eu acredito que essa ideologia nunca deixará de existir.
    A não ser que idiotas e psicopatas deixem de existir.

    Hoje mesmo lendo as notícias sobre o caso Ferguson (caso Michael Brown) vi fotos de milhares e milhares de idiotas, que foram manipulados por psicopatas, fazendo imbecilidades como se fossem retardados mentais.
  • Freedom Fighter  25/11/2014 19:00
    Não poderia concordar mais com o Paul Rosenberg. Discutir política, principalmente num circo de horrores que é a política brasileira, é simplesmente perder tempo com uma palhaçada que não tem como ser coibida, apenas ter seus atores trocados de quatro em quatro anos.

    Let's get a life e pensar como podemos viver um pouco mais livres desses parasitas. Um bom começo seria empreender e abrir um negócio para fugir das espoliações descontadas na fonte.
  • Andre Cavalcante  25/11/2014 16:51
    Impressionante,

    Você leu o texto e parece que não entendeu!

    EUA, Inglaterra etc. poderiam estar melhores, e não piores, não fosse essa corja de políticos que vivem por aquelas paragens. Conservadores ou não, o que querem é o poder e a coisa sempre piora. As políticas anti-terror partiram de quem? A guerra às drogas, que só consomem recursos públicos sem nada de retorno, partiu de quem? De políticos, hora de um lado, hora de outro. E o povo bovinamente aceita.

    A Venezuela é bem mais fechada por isso as políticas tem repercussão mais rápida. A saída da oposição nada tem a ver com o fato de que eles tinham alguma intensão em mudar alguma coisa, mas simplesmente porque perceberam que o populismo não tinha como ser barrado, dada a natureza das pessoas que, bovinamente, aceitaram o bolivarismo. Se eles tivessem alguma chance, eles teriam brigado pra tomar o poder.

    A mesmíssima coisa aconteceu no Brasil, com o PSDB após a eleição do Lula, que assumiu justamente a política econômica do PSDB, e de forma atá mais xiita, esvaziando o discurso oposicionista, o que dura até hoje.

  • Felipe  25/11/2014 18:09
    Então a solução é o que?

    Deixa a política de lado e ser feliz conforme o autor disse?

    Isso na prática representará um aumento no poder do estado, por motivos já dito.

    Talvez uns poucos bem sucedidos ai consigam não depender do estado para nada.

    Mas a maioria assalariada, que sofre com os tributos, com a inflação, com a contribuição ao INSS, com a burocracia, sendo obrigado a só comprar produtos nacionais ruins e caros fazem o que?
  • Ricardo  25/11/2014 18:40
    "Mas a maioria assalariada, que sofre com os tributos, com a inflação, com a contribuição ao INSS, com a burocracia, sendo obrigado a só comprar produtos nacionais ruins e caros fazem o que?"

    No Brasil, essa maioria vota justamente no partido que mais promete intensificar essas coisas. Pode olhar nas pesquisas do Datafolha. As pessoas que ganham até 2 salários mínimos votam maciçamente no PT.

    Ou seja, elas gostam de ser abusadas. Sinto lhe informar, mas você nada pode fazer contra pessoas que gostam de se estrepar.
  • Jeferson  26/11/2014 13:30
    Ele está se referindo à parte dessa maioria que gostaria de viver livre do estado. A parte que quer ser explorada e espoliada não importa, o que importa somos nós, que não aceitamos a espoliação. O máximo que podemos é atuar como atores políticos para tentar reduzí-la o quanto for possível.

    Sobre extirpar a ideologia socialista, eu estava pensando mais nas vias de criar uma situação em que os psicopatas que seguem as idéias de Marx et caterva sejam relegados à sua verdadeira casta: a de psicopatas. Pra isso seria necessário ocuparmos todos os espaços que pudermos, seja na mídia, seja como educadores, até mesmo dentro do estado, em especial no MEC, e da mesma forma que as crianças vêm sendo doutrinadas para enxergarem o estado e o socialismo como coisas boas, nós teríamos que doutriná-las para entender a verdade sobre essa instituição e essa ideologia. Qualquer pessoa normal que os entenda a fundo não vai ter como não classificar quem defende essas ideologias como psicopatas. Você pode ver, por exemplo, como o mundo inteiro repudia o nazismo hoje em dia. Por que não repudiam o socialismo, que cometeu genocídios ainda maiores? Propaganda e doutrinação!

    Certamente a ideologia e seus seguidores nunca vão deixar de existir, assim como assassinos e psicopatas mas essa proposta me parece mais factível do que extirpar o estado de um golpe só, como já vi sugerirem que fosse feito aqui. Independente de quão bons seriam os resultados disso, não vai ser feito.

    Até o processo de acabar com o estado gradualmente vai depender de termos ferramentas tecnológicas que nos permitam cada vez mais driblar os meios do estado APESAR do uso ilegítimo da força, porque esse é um lado do ser humano presente em todo mundo, e ainda mais difícil de se exterminar.
  • Andre  26/11/2014 15:15
    "Você pode ver, por exemplo, como o mundo inteiro repudia o nazismo hoje em dia. Por que não repudiam o socialismo, que cometeu genocídios ainda maiores?".

    Porque existem muito mais marxistas do que nazistas, e estão espalhados por todo o planeta.

    "Até o processo de acabar com o estado gradualmente vai depender de termos ferramentas tecnológicas..."

    Também considero que as novas tecnologias serão essenciais.
    Mas acho que ainda que o estado acabe sempre existirão marxistas tentando criar um novo estado.
    Podem até não conseguir, mas sempre tentarão.
  • daniel  26/11/2014 21:17
    "Se democracia fosse o caminho para o totalitarismo os EUA, inglaterra, Alemanha, Japão estariam fadados ao fracasso"

    E todos eles estão. O declinio e até mesmo a destruição desses países é evidente para qualquer um que não esteja com a cabeça enfiada na terra.
  • Guy Fawkes  25/11/2014 14:54
    A ideia de que o homem é o lobo do homem deve ser revisitada aqui. Vejam que em uma matilha sempre haverá o lobo-lider que coordenara as ações do grupo para conseguir alimento. Outros tentarão veementemente tomar o poder e o lobo-lider perderá seu cargo assim que se tornar mais fraco que algum dos outros. Entre os homens o mesmo ocorre, você pode acabar com o Estado, Governo, Partidos políticos mas nunca tirará da natureza humana a característica de organização em grupos com funções diferentes e hierarquicas como proprietário e adquirente. Se não for o Estado o chefe-vilão poderia ser uma indústria bélica, de alimentos ou o proprietário de grandes faixas de terra e agua que dirá o que se deve ou não fazer dentro da sua propriedade, afinal não precisamos de governo para outorgar nossa vontade a terceiros.
    O site Mises é muito bom mas bate SEMPRE na mesma tecla que o Estado é mau e devemos acabar com ele, claro que este proporciona que pessoas más (ou nao)forcem outras pessoas à submissão mas sem ele a ordem seria imposta pelo mais forte e poderoso do mesmo jeito (ou você acha que sem o Estado, os megalomaníacos não iriam abusar da segunda maior força da nossa sociedade:$), apenas não teríamos nem como cobrar pois não teriamos um orgão para, supostamente, cobrarmos segurança jurídica . Gostaria de ver aqui mais artigos que fortaleçam a ideia de individualidade política com o poder de Governo sendo descentralizado e difuso entre a população local (vocês podem falar que isso não seria possível nesse sistema mas...tem certeza disso? A economia e a política mudaram absurdamente nos últimos 300 anos e, provavelmente veremos mais mudanças, né?), diferente do que temos hoje porque da mesma forma que o monopólio de mercado é, geralmente, danoso o mesmo se dá com a política. Afinal, no monopólio, não é o mercado e o capital que são maus e deverão ser destruídos mas sim as portas para o livre mercado que deverão ser abertas, porque não falar NENHUMA VEZ aqui em abrir as portas políticas? Porque os políticos não deixarão? E a desobediência civil tanto falada aqui? E o empreendedorismo? É muito reacionário falar que é ruim, tem que acabar e ponto, nossa sociedade não funciona assim, ela se adapta. Se você ainda pensa que a solução da política é o seu fim, e não a sua abertura TOTAL para os cidadãos atingidos pelas escolhas, lembre da analogia com os lobos e da básica economia clássica, ou você acha que o monopólio do petróleo, por exemplo, deveria ser resolvido com o fim do uso de gasolina por você?
  • Fox  25/11/2014 15:11
    "é muito bom mas bate SEMPRE na mesma tecla que o Estado é mau e devemos acabar com ele,"

    Gozado. O presente artigo em momento algum fala sobre "acabar com o estado". Tampouco fala sobre o "estado ser mau". Aliás, o artigo sequer fala sobre formas alternativas de governo. Não há o mais mínimo indício de defesa da abolição do estado nesse artigo (o autor pode perfeitamente ser defensor de um federalismo, de uma república constitucionalista ou de uma monarquia).

    O artigo fala apenas sobre participação política, fala sobre como o atual arranjo político é arcaico, e o autor dá seu relato sobre por que ele se tornou descrente no processo de participação política.

    Só isso.

    Pelo visto, tem gente lendo uma coisa e entendendo outra completamente distinta. E ainda vem falar que o site que "bate sempre na mesma tecla"
  • anônimo  26/11/2014 09:54
    'o presente artigo em momento algum fala sobre como acabar com o estado'

    fala sim

    'No entanto, a história também já mostrou que regimes repressivos não são capazes de esmagar todas as pessoas que se recusarem a cumprir suas ordens. Se essas pessoas se recusarem a obedecer, o regime irá se esfacelar, e bem rapidamente.

    Portanto, na vida real, um regime repressivo não é restringido pelos políticos que estão em seu comando (isso, aliás, seria paradoxal); ele é restringido pela desobediência civil.

    Ao fim e ao cabo, o real poder dos governantes terá exatamente o tamanho que a aquiescência de seus súditos permitir. Se os governantes exagerarem, ou se seus súditos pararem de obedecer (no que ajuda bastante a população não estar desarmada), o regime se esfacela.'
  • Fox  26/11/2014 13:01
    Acabar com um regime não é o mesmo que acabar com o estado, meu nobre. O regime soviético desmoronou. Mas não fiquei sabendo sobre ter acabado o estado no Leste Europeu ou na Rússia.
  • anônimo  27/11/2014 09:45
    E o que é o estado senão um regime repressivo?
    Que eu saiba essa estratégia que ele descreve nesse parágrafo é exatamente a mesma que muitos libertários já pregam (Molineux Rothbard etc) pra acabar com o estado, e de fato é a única forma racional de pensar sobre isso: ignorar, boicotar e tirar outras pessoas da matrix até que o boicote de grande parte faça o estado ruir.É a única opção.
  • Koudi Nakano  25/11/2014 15:46
    Deveras interessante, mas não acho que tenha parado de perder tempo com política, simplesmente parou com o partidarismo (o que eu concordo plenamente que todos deveríamos fazer). Ao meu ver parar com a política é o mesmo que parar de respirar, não há como viver sem ser político.

    A questão é a escala de envolvimento que queremos ou devemos ter para com a sociedade em nosso entorno, quanto menos necessidade de interação com outras pessoas tivermos menor é a necessidade de usar as nossas capacidade políticas. Assim como, o uso dessas capacidades aumenta quando almejamos cargos de poder dentro de nossas próprias organizações (família, condomínio, igreja etc). Ao meu ver, a política é tácita ao homem e por isso, desde tempos remotos acabamos nos organizando em alguma forma de estrutura política.

    Assim, se você tem uma proposta de que devemos parar de sermos políticos, isso por si só já é um ato político e o deixa num paradoxo. E piora muito quando nos incumbi de fazê-lo e ainda nos preocupemos em fazer o que podemos para melhorar nosso próprio ambiente.

    Em suma, concordo que a discussão de que esse ou aquele partido/candidato é muitas vezes vazio e inútil. O fato de nossa estrutura governamental ser gigante é, sem dúvida, um fator que facilita muito as práticas corruptas. Nunca tinha parado pra pensar nas estruturas de partido como uma maneira de controle de ânimos, e por isso agradeço. Mas não acho que exista uma maneira de abnegarmos nossas capacidades políticas em detrimento de uma vida mais produtiva, pois acho que uma vida produtiva depende de políticas, acho também que nossa atual forma de governo é falha, mas qual seria uma alternativa plausível?
  • Guy Fawkes  25/11/2014 16:05
    E qual a sua opinião com relação a isso FOX? Você considera as liberdades individuais políticas uma bandeira a ser sustentada? Ou prefere se abster e deixar esse monopólio tão danoso nas mãos de poucos? Ou prefere a utópica destruição da política e que cada um, individualmente, seja feliz em um utópico admirável mundo anarco-capitalista? (lembre-se da analogia dos lobos que escrevi)
  • daniel  25/11/2014 16:16
    Artigo interessante, porém foi escrito por um americano visando a política dos Estados Unidos. Lá realmente isso faz sentido pois os partidos na prática são todos iguais(só existem dois) e boa parte de suas liberdades ou não corre perigo ou vai ser corroída de qualquer jeito. Também a influência de ideologias de extrema esquerda ou direita é fraca ou fica apenas no discurso. Portanto, americanos pouco têm que se importar com eleições.

    No Brasil e em países de terceiro mundo é bem diferente. Olhe a Venezuela por exemplo. Se as pessoas tivessem se mobilizado para votar na oposição e denunciar Hugo Chavez hoje estariam em situação bem melhor. Se no Brasil Dilma tivesse perdido as eleições em 2010 hoje não estaríamos em crise. Em países como o Brasil as instituições políticas e econômicas são fracas e podem ser destruídas e várias gerações terem suas vidas arruinadas por causa de mudanças no cenário político. Portanto, na minha opinião é necessário ser pragmático e votar na opção que ameaçará menos a liberdade.
  • Andre  25/11/2014 16:16
    Se eu morasse nos EUA eu também não me preocuparia muito com a política.
  • Guy Fawkes  25/11/2014 16:23
    Koudi Nakano,

    Não é preciso mudar o sistema mais apenas adapta-lo. Vivemos em uma federação centralizada como uma monarquia envolta do Executivo federal. Bastaria que, enquanto federação, realmente os estados, municípios, zonas e bairros tivessem uma maior autonomia. A tecnologia pode ajudar muito com isso. Imagine poder através do celular, por exemplo, resolver as diversas questões do seu bairro, zona, grupo de interesse( família, homossexualidade, impostos) e cabendo apenas aos funcionários públicos as suas funções típicas: tornar material o que a população almeja ( não o que ele acha que almeja mas sim substancialmente o que cada grupo de interesse dispôs comprovadamente).

    Mais uma vez, esse site foca muito nas criticas e não da soluções possíveis no contexto brasileiro (aqui não é Áustria ou Suíça). Mas deixando ideologias de lado, cada indivíduo ter PODER POLÍTICO em seu celular para as questões a nível local e por grupos de interesse, cabendo aos funcionários públicos a sua concretização não é absurdo e é sim possível. Claro que se você "pedir" ao político ele não iria aceitar ( igual qualquer dono de monopólio não iria dar para os outros uma fatia do mercado por pura bondade) é necessário organização e empreendimento social para tal.

    É uma possibilidade real e possivel de aprimoramento do arcaico sistema político e mais plausível que se afastar da política, porque afinal, se ele falasse se afastar do mercado porque "ele tem falhas e gera desigualdade" eu duvido que qualquer um aqui não iria considera-lo um idiota, bem como, se afastar da política ( tão intrínseca às relações na sociedade moderna) também é imaturo, irresponsável e beneficia o totalitarismo (monopólio político).
  • gabriel  25/11/2014 20:45
    Falkes gostei de suas ponderações.
    Você parece defender ferrenhamente a secessão, que é justamente o que acredito ser o melhor caminho a ser seguido. Porém a secessão descamba no fim do estado (como o conhecemos) não?
    Liderança sempre existirá a diferença é que ela não precisa necessariamente ser coercitiva.
    Se acredito que algo é o vilão-chefe como você expôs num comentário, pessoalmente ele não seria uma entidade ou organização mas uma ideia: a coerção. Esse conceito é o pilar do estado e tudo que vejo de ruim nele.
  • anônimo  25/11/2014 16:52
    "a chegar à lua "

    O idiota já caiu na mentira do governo e não sabe hauhau

    https://www.youtube.com/watch?v=LtKbkSbe9hI
  • anônimo  26/11/2014 08:48
    media.wix.com/ugd/dd48c6_c2006c7dd9f74d9ab4eb3765299daf6f.pdf

    Fonte: www.lojamaconicamca.com/#!trabalhos/cmx5


    oops...alguém quer falar sobre isso ? Nahh...teoria da conspiração
  • Eraldo  25/11/2014 17:00
    Já faz algum tempo que procuro uma alternativa para fugir da situação política instalada em nosso território, porém como poderia me livrar da repressão financeira, impostos (sonegar não nos livra de pagar impostos uma vez que estão embutidos em tudo que consumimos), étnica, midiática etc. E sinceramente gostaria de entender esse ponto: "deixar de participar do sistema o extinguirá", como o extinguirá se o mesmo toma o fruto do meu trabalho coercitivamente, se nutre de mim sem meu consentimento e por fim pode me encarcerar ao menor sinal de desobediência civil?
  • Rhyan  25/11/2014 17:19
    Há pessoas que não votariam nem no Ron Paul. Acho uma estratégia burra. A liberdade não vai cair do céu, a política é um meio, talvez o mais ingrato, mas ainda sim deve fazer parte.

    Será por isso que o Libertarian Party US não tem sucesso?
  • Lula contra mídia golpista  25/11/2014 17:47
    Caro Paul Rosenberg,

    Você faz bem de não participar do processo politico, pois não há como evitar o inevitável.

    O companheiro Obama, longe de ser um verdadeiro representante do povo, é um mero intermediario.

    Ele representa o inicio de um processo de transição que nos levará ao verdadeiro socialismo, previsto há 150 anos pelo maior iluminado de toda a historia da humanidade, Karl Marx.
  • Vander  25/11/2014 23:22
    Artigo deveras interessante, porém sua mensagem é como um efeito placebo: finjo que o remédio que tomo NÃO é farinha de trigo, e espero que o câncer, que me devora por dentro, se evapore, como em um passe de mágica.

    Entendo perfeitamente o que o artigo quer dizer. Também pensava assim à muitos anos atrás. Porém dei-me conta que é EXATAMENTE isso o que os governos desejam. Exatamente, pois ao pensarmos assim, estamos legitimando um governo. Porquê? Voltando a analogia do meu primeiro parágrafo: é exatamente isso que um câncer espera da sua vítima, que o ignore. Que o deixe em paz, para que ele possa se multiplicar e se desenvolver.

    Ao fazerem isso, vocês só irão encontrar, no final, um mundo moribundo e destruído, onde nada mais nascerá e não haverá terra para se plantar o livre-mercado. Ou seja, vocês irão esperar pela morte do câncer, mas ele vai levar junto o paciente (o mundo).

    Indo direito ao ponto: porquê vocês não começam a se organizarem e encarar a política como uma coisa óbvia: a de que política nasceu e morrerá com a humanidade. Não entendo como uma simples constatação dessas não entra na mente de vocês. Mas é justamente por essa infantilidade que a humanidade vem presenciando mais de 10.000 anos de história onde a maior constante são tiranias e ditaduras governamentais. Lendo esse artigo vejo que provavelmente teremos ainda mais 10.000 anos de tiranias e ditaduras governamentais pela frente.

    Só existe um meio de se vencer esse câncer: se unindo à ele. Não tem outra forma. Não vai existir quimioterapia ou radioterapia que destrua o mito governo sem que se entenda o que é política. Qual o problema de libertários começarem a participar da política? Medo de assimilação? Vergonha? É natural que em conflitos alguns soldados caiam em batalha. Mas se desistiu de alguma guerra porquê se tinha medo da traição?

    Vocês libertários jamais derrotarão a instituição governo somente com a arma dos ensinamentos de economia de Mises e cia ltda. Vocês somente derrotarão o governo quando forem parte dele. Quando estiverem em seu coração: a política.

    Enfim, dei o meu recado. Não sei se as mentes mais rapidinhas (e esquentadinhas) entenderão a mensagem, mas espero que as mentes mais velhas e experientes entendam que este artigo beira a infantilidade.



    P.S.: Pelos comentários, tem alguns socialistas vibrando com esse artigo. Óbvio.
  • Guilherme  26/11/2014 00:35
    Quando o IMB publicou este artigo, vários leitores foram à seção de comentários xingar, pois, segundo eles, o artigo defendia o voto em Aécio. Curiosamente, nenhum de vocês que está aqui xingando esse artigo foram lá defender aquele artigo.

    Ou seja, são ativistas de sofá. Agem apenas em conjunto com a manada.

    E outra: pelo visto, ainda não entenderam o princípio mais básico deste instituto: a pluralidade. Há artigos anarcocapitalistas e minarquistas, há artigos left-lib e right-libs, há artigos sobre economia e sobre filosofia, há artigos que criticam a democracia e há artigos que defendem o voto em alguém.

    "Pelos comentários, tem alguns socialistas vibrando com esse artigo. Óbvio."

    Aponte quem seriam esses socialistas (mas esteja preparado para ser escarneado).
  • Liber Oz  26/11/2014 00:50
    Seria infantilidade criticar o que justamente conta nossa história ? São mais de 6000 anos do mesmo sistema, do mesmo processo, de escolhas que não mostram seus frutos. No modo prático acho que se sugere que as comunidades menores sejam autônomas, que justamente daí surja uma particição política mais franca e engajada, mais próxima do ideal que beneficia a todos. Tendo a educação como base, assim a forjar a independência do cidadão a uma máquina que está da mesma forma a milênios. Infantil ?
  • anônimo  27/11/2014 09:49
    Você estudou tanto história e nunca notou que democracia NUNCA serviu pra nada de bom, nunca diminuiu o tamanho do governo, em país nenhum ou época nenhuma.
  • Marcelo  25/11/2014 23:53
    Todos fazem parte da política. se "afastar" da política É uma decisão política. E uma péssima decisão política. Minha vontade é xingar o autor, mas em respeito ao pedido não farei.
    Mas um dos motivos de o brasil estar na merda é por que o povo não liga pra política, aí vem um caramujo desses e escreve isso!
  • Ramos  26/11/2014 00:27
    "Mas um dos motivos de o brasil estar na merda é por que o povo não liga pra política"

    É? E qual o seu critério para definir isso, resultado de eleições? É gozado isso: quando o "nosso" candidato ganha, então é porque "o povo se conscientizou". Já quando o "nosso" candidato perde, é porque o povo "é burro e não liga pra política."

    A ironia é que você está se comportando exatamente como o autor do artigo previu que você iria se comportar. Daí a sua irritação.

    Aliás, você está claramente partindo do pressuposto de que realmente há opções eleitorais decentes no Brasil. Você dá a entender que há partidos competentes e honestos, e há partidos ladrões e incompetentes. Quem realmente é o caramujo aqui!

    No que mais, é óbvio que corrupção e incompetência administrativa só ocorrem nos governos do partido vermelho, e a solução é trocar todos pelo do partido azul, que é formado por pessoas ínclitas e competentes. E, se o povo não enxerga nos azuis os nossos únicos salvadores, então é porque ele é burro.

    Parabéns, campeão. Tá sabendo direitinho.
  • aluno'  26/11/2014 10:23
    Marcelo concordo com o que você diz pois eu já cansei de ver pessoas dizerem que são a partidárias e comparar politica, religião e futebol como se tudo fosse igual, e batem no peito dizendo que não gosta nem de falar de politica, mas no dia das eleições vai lá e vota no vizinho do lado que é candidato. OU seja, é muita esquizofrenia para o meu gosto.

    Vamos pegar o exemplo do Brasil e ver que a população agora teve uma chance de alternar quem está no poder, mas não preferiu continuar e isso é uma senha de que estão achando o máximo tudo o que ai está. Se tirassem o partido que está no governo federal e colocasse o azul, na próxima idem e assim por diante as coisas iriam caminhando para um estagio de mais liberdade.
  • Professor  26/11/2014 11:09
    "Se tirassem o partido que está no governo federal e colocasse o azul, na próxima idem e assim por diante as coisas iriam caminhando para um estagio de mais liberdade."

    Jura? Eu gostaria muito de pelo menos entender essa lógica. Quer dizer então que se meramente trocarmos o burocrata que carrega a faixa presidencial, vamos ganhar mais liberdade?

    E como exatamente seria operado esse milagre? Mais ainda: por que você acha que simples alternância de poder entre dois partidos que são irmãos siameses, e que foram ambos paridos no ventre da USP, representam caminhos tão distintos para a liberdade?

    Por último: por que você acha que a eleição de um desarmamentista que é a favor do marco civil da internet, e que teria como Ministro da Fazenda um moleque de recados do George Soros, seria uma guinada rumo a mais liberdade?

    Juro que quero entender.
  • Carlos Canesh  26/11/2014 11:14
    Embora eu vote e seja um defensor do voto, sou obrigado a contragosto a concordar com o tal "Professor" acima. E digo mais: se Aécio tivesse vencido, a expansão do estado e do avanço sobre nossas poucas liberdades seria ainda mais fácil, pois ele iria contar com todo o apoio da mídia para fazer isso. Um presidente recém-eleito que conta com um love fest da imprensa e da população é um perigo para as liberdades individuais.

    Já Dilma, coitada, após a indicação do novo ministro da fazenda e de Kátia Abreu, perdeu o pouco apoio que ainda tinha. Já tem a imprensa contra, já tem mais da metade da população contra, e agora terá também a esquerda contra. Eu não gostaria de estar no lugar dela.

    É um governo que já nasceu morto. Um genuíno libertário não poderia desejar um arranjo melhor.
  • aluno'  26/11/2014 12:14
    Os marxistas ortodoxos pós Marx também pensavam em tomar a super estrutura do estado por meio de armas e deram com os burros na água. Os culturalista Gramscistas estão conseguindo melhores louros. Agora os libertários, o que tudo indica, parece que estão esperando a descida dos anjos na terra para tomar o poder de assalto! Ora, as ideias não encalacram nas cabeças por encanto ou osmose, para isso é necessário militância sim e não há outro caminho a não ser o da politica e o próprio estado. Quer combater um veneno, utiliza uma dose desse mesmo veneno como antidoto.
  • Professor  26/11/2014 13:07
    "Ora, as ideias não encalacram nas cabeças por encanto ou osmose, para isso é necessário militância sim e não há outro caminho a não ser o da politica e o próprio estado."

    Como é que é? Difundir ideias pela política e pelo próprio estado? Você, pelo visto, não entende nada de estratégia. Veja o que fez a própria esquerda: primeiro ela se encarregou de primeiro mudar a cultura; e depois, só depois, ela começou a atuar na política.

    Você quer inverter as coisas: você quer primeiro vencer na política para só então agir na cultura. Faça isso e você será massacrado.

    Mesmo que ocorra um milagre e um partido liberal chegue ao poder, se a população não estiver preparada para o liberalismo e se esse partido não possuir militância, o presidente é derrubado com um sopro.

    Vocês querem fazer numa única eleição aquilo que a esquerda fez em cinco décadas.

    "Agora os libertários, o que tudo indica, parece que estão esperando a descida dos anjos na terra para tomar o poder de assalto!"

    Agora os pragmáticos, ao que tudo indica, parecem estar à espera que uma ave azul e emplumada tome o poder para restituir nossas liberdades.
  • aluna  26/11/2014 14:01
    E como podemos fazer isto, professor?

    Também cheguei à conclusão de que devemos usar as mesmas armas que o projeto gramsciano usou, e vejo a educação e os meios de comunicação como as formas mais rápidas e eficazes para a difusão de novos valores.

    Acredito que devemos ser mais ativos neste sentido. Humor, novelas, gibis, como chegar até eles? Financiamento, mas de que forma? Criando novos meios?

    Educação: como podemos furar as exigências que o mercado faz, com relação a diplomas? Acredito no poder da desobediência civil, mas é necessário que aconteça de forma crescente, maciça.
  • Rabello  26/11/2014 14:57
    Este site está aí pra isso.
  • Cintia  26/11/2014 15:24
    Mas é preciso mais, maior alcance. Não sou da área de economia, mas convivo com pessoas que frequentaram a universidade, e ninguém conhece o Mises tampouco desconfia que haja uma escola austríaca de economia. Estão imersos neste caldo de valores politicamente corretos e têm poucas ferramentas para criticar ou pensar alternativas.

    Que dizer então desta grande - e, temo, crescente - horda de desinformados?

    Acredito que o site seja uma forma de divulgação, tanto que cheguei até aqui, mas desejo que ele também seja uma incubadora de ideias e de estratégias de colocá-las em prática.
  • Gilberto Leocadio de Souza  27/11/2014 10:43
    Poderia explicar melhor "já tem a imprensa contra"?
  • aluno'  26/11/2014 12:03
    Professor, o partido de azul é um pouco mais liberal do que o de vermelho, ou não? E adianta eu ficar de birra, o que isso vai mudar? Se eu tenho a chance de caminhar meio paço eu caminho meio paço, mas recuar nunca. Eu sei muito bem que o partido de azul é social democrata e o que isso representa para a economia, mas é melhor do que o outro que é marxista mesmo, e ainda corre o risco de fazer mais titica do que o outro.
  • Andre  26/11/2014 12:09
    "Marcelo concordo com o que você diz pois eu já cansei de ver pessoas dizerem que são a partidárias e comparar politica, religião e futebol como se tudo fosse igual, e batem no peito dizendo que não gosta nem de falar de politica, mas no dia das eleições vai lá e vota no vizinho do lado que é candidato. OU seja, é muita esquizofrenia para o meu gosto.".

    Na verdade isso me parece ser apenas analfabetismo funcional, ou incapacidade de se expressar com precisão.

    A pessoa queria dizer que não discute política com ninguém, apenas vota.
    Mas sendo um analfabeto funcional, ou um incapaz de se expressar com clareza, ele diz que não gosta "nem de falar" expressando assim que não quer se envolver de nenhuma forma, quando na verdade ele queria expressar que apenas não gosta de discutir sobre política.

    A maioria das pessoas é idiota mesmo. Basta ver a distribuição de QI de qualquer população.
  • Crivella  26/11/2014 11:02
    Dizer que se afastar de política é tomar uma decisão política é o mesmo que dizer que raspar a cabeça é fazer um novo penteado. Isso simplesmente não faz sentido.
  • Caique  26/11/2014 00:18
    De forma alguma a escolha do autor do artigo ou de quem quer que seja em não votar desmoraliza ou menospreza o ato daquele que vota. É apenas uma decisão de alguém desiludido com o sistema político e só. Achar-se moralmente superior àqueles que votam, não passa de exercício de boçalidade rasteira. Na verdade, quando pessoas como o autor deliberadamente não votam, fazem um imenso favor, pois passam a bola a quem teoricamente, ao menos, está mais disposto e preparado a escolher seus representantes ou tirá-los do poder quando estes fizerem bobagem. O sistema representativo ainda é o melhor que possuímos. A internet está cheia de narcisista bocó. Facebook demais, leitura de menos.
  • Thames  26/11/2014 01:05
    54,5 milhões de eleitores reelegeram Dilma Rousseff, mas 87,2 milhões não votaram nela.

    Conte-me mais sobre como esse seu "sistema representativo" (que, segundo você, é "o melhor que possuimos"!) está funcionando.
  • Alex  26/11/2014 04:17
    Dilma não foi eleita pela maioria dos brasileiros, isso é importante notar, qual legitimidade ela tem para governar? Nenhuma, apenas o uso das regras do jogo.

    Dilma mentiu descaradamente em sua campanha, qual legitimidade ela tem para governar? Nenhuma, a não ser que aceitemos que a mentira é uma parte válida da democracia, não é!

    Dilma usou descaradamente a máquina pública na eleição, qual legitimidade ela tem para governar? Nenhuma, e essa é a própria regra do nosso sistema que não é observada.

    Dilma e o governo não permitiram ao cidadão conferir a veracidade do voto, qual legitimidade ela tem para governar? Nenhuma, e esse é um princípio básico da democracia que é violado.

    Pelo próprio sistema democrático, Dilma tem legitimidade? Não! Assim primeiro vamos fazer valer as regras que já temos a ferro e fogo, nós temos legitimidade, ela não!
  • River  26/11/2014 10:55
    Mesmo que a maioria dos eleitores registrados tivesse votado no Dilmão, ainda assim nada justificaria a minoria ser governada por ela. É algo que volta e meia esquecemos, por isso nunca é demais lembrar: os indivíduos precisam ter suas vontades respeitadas, afinal, não existe essa coisa de maioria, existem pessoas. É preciso respeitar a vontade das pessoas, não a 'vontade' de uma abstração chamada maioria.

    Não podemos desconsiderar o indivíduo por causa de uma mera ficção jurídica.
  • Alex  26/11/2014 04:04
    Há no texto uma série de concepções erradas, distorcidas, que em vez de marcar a coisa como um protesto, tudo que faz, é afirmar a hegemonia de um sistema político pré-histórico, garantindo a aceitação do mesmo sistema como um fato onde existe a inevitabilidade, nada pode ser mais errado.

    Apesar de negar-se a votar, pela conclusão óbvia que voto nada vale, nega o mais essencial da democracia, que é a versão mais tecnológica de governo, não o perfeito, não o definitivo, mas apenas a última versão que deve ser aperfeiçoada. Governos são pré-históricos como a roda, mas o carro a motor é sua versão moderna assim como o é a democracia, e chegou-se a ela não por influência divina, mas pelo debate, criticando e aperfeiçoando os governos. Há voto em Cuba, havia voto na URSS e na antiga Atenas o voto convivia com a escravidão, a novidade aqui não é o voto, é a liberdade de expressão, o direito de dizer o que se quer, inclusive criticar o governo.

    Mesmo em um governo onde existe sufrágio universal, a idéia que o voto legitime 51% matar os outros 49% é uma idéia estúpida, e mostra que há mais coisas em um governo além do voto; legitimar o poder do voto, mesmo negando-se a votar, é aceitar esta guerra passiva onde um lado assassina outro sem protesto. É preciso ver onde está a legitimidade do voto, uma votação pode instituir a escravidão? Pode! Se é só questão de voto, facilmente a maioria decreta a escravidão da minoria, e não adianta esta minoria de 49% ter direito a voto, votando ou negando-se a votar será escravizada. Assim, o maior erro é achar que o voto pode matar, escravizar ou calar, pois ele pode ser usado para isso, assim, é por este motivo que o voto não vale nada. E hoje no Brasil menos que nada uma vez que o processo de votação é secreto, não pode ser conferido, deve-se aceitar que um grupo fechado diga os resultados sem que o cidadão possa ter modos de conferir a legitimidade do pleito, até o voto nos foi tirado!

    No Brasil hoje vive-se um momento onde os mecanismos democráticos são aparelhados para destruir a própria democracia, uma vez que a democracia não é perfeita, imutável, é preciso que ela permita a crítica a si mesma, isso é importante, mas há o perigo de usarem as instituições democráticas para acabar com a própria democracia, e para evitar isso é preciso o debate, é debatendo política que o cidadão defende a democracia, calar-se é aceitar, é o cidadão franquear o seu direito de livre pensamento ao estado, e muitos o fazem, mas alguns não, pensam com liberdade, e pior, ainda falam com liberdade, criadores de confusão para os que aceitam o estado de maneira bovina. Kant em seu texto sobre o iluminismo pede que as pessoas tenham o direito de debater, mesmo que elas sejam contra o governo, o que não era permitido na época, mas elas devem ter o direito de discordar mesmo que sejam obrigadas a aceitar a lei; debater não só é importante para a manifestação do próprio indivíduo, mas o debate educa, se não há debate não há educação. Assim negar-se a votar e não debater política é a fórmula perfeita para a aceitação tácita do que quer o governo, deseduca, emburrece, fomenta a aceitação bovina. Notem como em qualquer regime ditatorial a primeira medida é cassar o direito à palavra do cidadão, aquele que proíbe-se da própria palavra apenas por deixar de lado é o mais útil gado de curral. É preciso notar que a política partidária, escolha A ou B, democratas ou republicanos, PSDB ou PT é um tipo de debate emburrecedor, pois a verdade pode não estar nem com um nem com outro, e este é o verdadeiro e bom debate que os governos tem medo, é o poder da palavra de um único cidadão que pode iniciar um fogo que destrói governos e ideologia.

    O voto nada vale, é uma tecnicalidade que pode ser usada para o bem ou o mal, mas a liberdade de expressão, o direito de discordar e manifestar-se, argumentar, esse sim vale muito!
  • Coxinha Elitista  26/11/2014 05:48
    Se desobediência civil me salvasse do Marcola, eu enrolava uma toalha na bunda e virava o próprio Gandhi.

  • anônimo  27/11/2014 09:55
    Vocês MAVs não são muito bons em raciocínio lógico, não é mesmo? Ninguém ta falando de marcola, ta falando de estado. Pro marcola vc tem o direito de andar armado ou de contratar segurança privada.
    Se bem que o melhor mesmo é morar num país longe de todo tipo de lixo. TODO tipo.
  • aluno'  26/11/2014 10:09
    Eu fiz um caminho inverso, mas gradual. A descrença e ignorância com a politica começou muito novo, mas ultimamente tenho agido de forma pragmática em relação ao sistema politico. Eu já fui defensor do voto nulo, mas hoje eu percebo que além de não mudar nada em relação ao sistema eu acabo delegando para a minoria o poder de decidir por mim, eu enxerguei que fazia igual a avestruz.

    Eu não sou apaixonado em politica, mas ela limita a minha vida, e não adianta eu virar as costas para ela porque isso não vai diminuir em nada a sua ação sobre a minha vida, pelo contrario, quanto mais eu delegar aos outros o que eu posso fazer com a minha consciência as coisas estarão cada vez mais nas mãos dos esquerdistas e progressistas.

    Se eu penso que o ideal é um mundo sem estado, eu tenho que agir como se fosse construir uma casa e por certo terei que começar a construir pelos alicerces e ir aos poucos até concluir a obra, assim é também o estado.

    Os libertários dão pouca atenção de que os marxistas ortodoxos acreditavam na tomado do estado pela força, mas o tempo os fizeram ver que isso era muito custoso até que surgiu o Antonio Gramsci que propôs o método cultural e é por isso que estamos vivenciando o que está ai hoje em que boa parte da população, inclusive os jovens, pensam em estado o tempo todo, não tem um minimo de ideia do que seja um estado liberal, uma economia livre, etc.

    Eu não diria militância politica, mas participação nos debates políticos com ideias liberais já é um bom começo, porque se os libertários virarem as costas para a politica os socialistas irão ocupar os seus espaços e cada vez mais teremos um estado totalitário e uma economia controlada por estes governos. Prefiro um estado com um governo liberal do que um estado com um governo totalitário e opressor.







  • G10  26/11/2014 11:56
    Ou seja, não pense na realidade. Pense em como o mundo será próspero, bom, belo e justo na utópica sociedade libertária enquanto o PT fode com seu país.
  • R70  26/11/2014 16:26
    Sua idéia de estratégia adequada é jogar xadrez com o PT. Na verdade, o que deve ser feito é se levantar da mesa, tirar as peças do tabuleiro e enfiá-lo no rabo do partidão, pois só assim o PT terá o que merece e não haverá mais tabuleiro onde as peças se movem de acordo com a vontade de uma ou outra gangue de larápios.
  • Forever  26/11/2014 23:03
    A questão é que o povo brasileiro escolheu votar no atual governo federal há 13 anos (vai completar 16 com a carta branca que deram em outubro),e parece que começaram a acordar de qual é realmente o objetivo do partido? Por isso esse espanto de muitos ao ler o artigo?

    É importante salientar,a população escolheu (não vou entrar no mérito de fraude de urnas por aqui),e o governo atual vai continuar com seu projeto de poder,e cadê a oposição? Se vocês acreditam que um partido social democrata fraco como PSDB vai conseguir fazer oposição,então recomendo que pressionem as lideranças do partido.Entendam,a democracia brasileira é composta por vários tons de ''vermelho'',esperar que um partido de centro-esquerda como PSDB faça oposição ao também esquerdista PT, é no mínimo estranho.
  • Marconi  26/11/2014 14:02
    Em resumo, viva bovinamente e viva feliz!
  • anônimo  27/11/2014 10:28
    Sua definição de bovino é estar fora da matrix, então? Jenial.
  • Nemesis  27/11/2014 17:24
    na matrix nos alimentam c/ pixels e achamos q eh carne bovina: ser bovino eh estar fora da matrix
  • anônimo  26/11/2014 15:52
    Nós também não votamos:
    www.jw.org/pt/testemunhas-de-jeova/perguntas-frequentes/neutralidade-politica/
  • Eduardo  26/11/2014 21:10
    muito fraco este texto. bem abaixo da média do site, que admiro demais!
  • Estevam  27/11/2014 17:52
    Lamento muito pela baixa resiliência do autor. Faltou ele questionar para quê continuarmos a ler artigos do Instituto Mises, não podemos fazer nada, somos impotentes.

    Ao contrário do que querem acreditar, o libertarianismo é uma ideologia política sim, porém trata somente do plano ideal, enquanto muitos desistem do lado prático.

    Mais outro artigo covarde
  • Gutierrez  27/11/2014 18:09
    Ou seja, você genuinamente acredita que apertando botõezinhos na urna eletrônica -- as quais, aliás, não são utilizadas por nenhum outro país do mundo, por serem suspeitas de fraude --, o país irá mudar. Você acredita nisso e ainda se acha com moral para xingar os outros!

    Esse é o ápice da ironia.

    Meu caro, para que haja qualquer mudança política consistente é necessário antes ganhar os corações e as mentes das pessoas. É necessário mudar a mentalidade das pessoas de intervencionista e estatizante para liberal e pró-responsabilidade própria. Você acredita ser possível colocar a carroça na frente dos bois e obter alguma tração.

    Um governo libertário só será eleito quando pelo menos metade da população tiver uma mentalidade libertária. Antes disso é completamente impossível. Lide com isso.

    E a função deste site -- em conjunto com vários outros sites libertários que já existem no Brasil -- é justamente propiciar esta mudança de mentalidade. Antes da mudança, nada feito. Você vai ter de se contentar com o que há por aí. Aliás, pelo visto, isso não será problema nenhum para você, dado que você parece plenamente satisfeito com as opções partidárias atuais; tanto é que xinga que não vota.

    Vá entender...
  • Lucas  28/11/2014 13:12
    Gutierrez,

    Mas acho que a mentalidade está começando a mudar... antigamente um artigo no Mises demorava muito mais tempo para ter essa quantidade de comentários, ou seja, mais pessoas estão tendo acesso as informações.

    Além disso, partidos como o NOVO tem tido ótima aceitação das pessoas e a proposta deles é expressamente no sentido de diminuir o Estado.

    Acho que estamos caminhando em um sentido diferente do que o artigo indicou, mas não necessariamente dará errado... Vamos ver no que dá.

    Eu pessoalmente acredito mais no envolvimento político do que na abstenção, pelo menos no momento atual. Talvez com um pouco mais de liberdade conquistada, poderemos fazer o que o artigo aconselha.

    Minha opinião. Sei que vai de encontro com o que muitos pensam... continuarei lendo para ver se esse aspecto do meu pensamento também muda, como vários outros pensamentos meus mudaram depois de conhecer o site.
  • Ricardo  27/11/2014 18:10
    Para o Estevam, ao que tudo indica, o oposto da covardia e o ápice da coragem é votar no PSDB.

    Macho pra caramba esse sujeito. Que inveja.
  • Estevam  28/11/2014 16:50
    Onde foi que eu xinguei alguém? Só disse que este autor em especial é covarde, pois não suporta a tensão que é lidar com os conflitos de interesse na política.

    Onde foi que eu disse que valorizo o sistema eleitoral brasileiro? Onde eu disse que sou PSDB (parece petista que acha que quem não é petista é psdbista)? Vocês extrapolaram o que eu disse.

    Quando foi que eu disse pra alguém parar de ler Instituto Mises? Deduzi isto justamente da covardia do autor.

    Onde foi que eu falei que não se deve antes lutar por uma mudança de consciência na população para que, como você (Gutierrez) mesmo disse, viabilize um governo libertário (o qual muitos libertários pessimistas acham que não existirá e é até contraditório)? No entanto, se este autor acha que não devemos perder tempo com política, como é que vamos mudar a consciência das pessoas?
    Tudo o que estamos fazendo aqui é justamente gastando tempo com política, raciocinem.

    "plenamente satisfeito com as opções partidárias atuais; tanto é que xinga que não vota", que piada! Onde falei de voto (ah, o autor falou praticamente sobre isso, mas eu não)? Fanático irracional, sou libertário também.

    O que me parece de artigos como esse é que basta cruzarmos os braços e fingir que o Estado não existe que megalomaníacos e parasitas em geral nos deixarão em paz.

    É certo que o que o autor criticou me parece o que eu chamo de social democrata A versus social democrata B, brigando sobre qual governo foi melhor. Mas a própria crítica a isto é um assunto político. O que estou dizendo é que libertários não são apolíticos como acreditam ser. Agora se esforcem um pouquinho pra pensar. Por mais que se entenda por aqui que "O "meio político" desvia a produção para um indivíduo — ou grupo de indivíduos — parasita e destrutivo" (Rothbard, Anatomia do Estado), quando falo de política falo sobre o sentido aristotélico, a "ciência" da organização, resolução de conflitos de interesse, na qual o libertarianismo se apresenta como a ideologia mais ética por levar à risca a lei áurea e ser rigorosamente objetivo. No entanto vem se mostrando profundamente ralo quanto aos métodos de aplicação, como combater adversários trapaceiros e coercivos.
  • anônimo  28/11/2014 19:50
    'Onde foi que eu xinguei alguém? Só disse que este autor em especial é covarde, pois não suporta a tensão que é lidar com os conflitos de interesse na política. '

    E em momento nenhum vc considera que o motivo pra não querer se meter com política seja a inutilidade da mesma.O autor não é covarde, é vc que é burro.
  • anônimo  02/12/2014 12:29
    'Onde foi que eu disse que valorizo o sistema eleitoral brasileiro? Onde eu disse que sou PSDB'

    Se vc quer que a gente dependa de democracia, e se a melhor opção que a democracia oferece pra gente é o PSDB, então a conclusão é lógica
  • Fernando Chiocca  27/11/2014 18:18
    Artigo perfeito.

    Votar é para os idiotas úteis que chancelam uma autoridade inexistente nefanda, enquanto espertos ficam bilionários usando o estado, que não é nada mais de uma máquina colossal de roubo e fraude.
  • Luana  28/11/2014 15:41
    Seria bom se o autor do artigo apresentasse sugestões.
  • Luan  28/11/2014 15:50
    Há várias. Era só ter procurado:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • Selena  28/11/2014 17:16
    Luana, há na biblioteca aqui do Mises um livro inteirinho sobre o assunto. Boa leitura:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/11/2014 21:50

    Concordo em parte, mas já foi comentado. Só quero fazer uma ressalva:

    "Ou seja, são coisas que já existiam naquele período de tempo que convencionalmente rotulamos de "pré-história"."

    Ele deve ter confundido "pré-história" com "Antiguidade". A "pré-história" é chamada de "PRÉ-história" justamente porque não há registros históricos do que teria ocorrido, diferente da Antiguidade, que têm registros escassos e falhos, mas têm.

    Por isso os esquerdistas de vários tipos descrevem a pré-história como uma "Era de Ouro", na qual todos viviam em harmonia porque não havia propriedade privada [Marx] e as sociedades primitivas eram governadas pelas mulheres [feministas], até que alguém cercou uma parcela de terra e disse que era dele, dando início à sociedade corrompedora [Rousseau]... Como não há meio de provar ou refutar o que aconteceu, podem afirmar que era um paraíso socialista, assim como será quando o "progresso histórico" nos levar de volta a ele.

    * * *
  • Nill  01/12/2014 12:52




    "'Em 2014, nós vivemos a eleição mais suja da história', diz Villa
    Em uma conversa com Joice Hasselmann, o historiador e colunista de VEJA Marco Antonio Villa comenta o cenário eleitoral permeado por reviravoltas e denúncias, a vitória de Dilma Rousseff e o saldo da disputa mais acirrada desde a redemocratização do país. O novo livro de Villa, "Um País Partido", será lançado segunda-feira na Livraria Cultura, em São Paulo."
    veja.abril.com.br/multimidia/video/em-2014-nos-vivemos-a-eleicao-mais-suja-da-historia-diz-villa
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    O historiador Marco Antônio Villa está lançando o livro: Um país partido: A eleição mais suja da historia. A intenção do autor é que as futuras gerações conheçam sobre o momento histórico atual. Também lançará livro falando da Era Collor.

    Minha opinião sobre o Artigo:"Por que parei de perder meu tempo com política - e por que você deveria fazer o mesmo". Vou dar uma resposta histórica. Daqui algumas décadas as futuras gerações saberão que por causa de muitos que resolverão "parar de se preocupar com a politica e ser feliz", o país passou por os piores momentos de opressão,infelicidade,miséria e sofrimento de sua história.
    Quem viver verá !
  • Andre Cavalcante  01/12/2014 19:23
    Você parece que não leu o artigo. E, se leu, não entendeu.
    Tudo bem, é preciso bom tempo e várias leituras para não cair nestes duplipensar a que fomos doutrinados...

    Abraços
  • Rennan Alves  02/12/2014 11:56
    "Daqui algumas décadas as futuras gerações saberão que por causa de muitos que resolverão "parar de se preocupar com a politica e ser feliz", o país passou por os piores momentos de opressão,infelicidade,miséria e sofrimento de sua história."

    Tradução: a culpa não é dos idiotas úteis que elegeram os políticos, não é da democracia que garante a supremacia da maioria de imbecis sobre uma minoria, não é dos políticos e burocratas, diabos a culpa não é do governo!

    A culpa é das pessoas que não querem perder tempo com esse circo! Genial o seu raciocínio Nill! O assaltante não é o culpado, a culpa é da vítima que estava carregando itens de valor!
  • anônimo  02/12/2014 12:23
    Daqui a algumas décadas vocês democratas vão estar mendigando pra morar na terra dos ancaps.
  • Andre  04/12/2014 11:38
    "Daqui a algumas décadas vocês democratas vão estar mendigando pra morar na terra dos ancaps.".

    Isso não faz sentido, se houverem terras ancaps daqui a algumas décadas não haverá restrição à entrada de imigrantes em tais terras.
    Até porque em tais terras haveriam empresários querendo importar mão de obra barata para aumentar seus lucros.
    Além disso haveriam donos de imóveis querendo alugar ou vender seus imóveis para os imigrantes.

    Enfim, havendo terras ancaps seria fácil imigrar para lá.

  • anônimo  05/12/2014 12:06
    'Isso não faz sentido, se houverem terras ancaps daqui a algumas décadas não haverá restrição à entrada de imigrantes em tais terras.'
    Pode haver restrição sim, só que privada.

    'Até porque em tais terras haveriam empresários querendo importar mão de obra barata para aumentar seus lucros.'
    Quando esse tempo chegar ninguém sabe se vai ser assim, até porque quanto mais a tecnologia avança, menos mão de obra barata é necessária.

    Além disso haveriam donos de imóveis querendo alugar ou vender seus imóveis para os imigrantes.
    Ou, eles poderiam lucrar vendendo só pros nativos. Ninguém sabe se a terra seria abundante assim.

    As vezes vcs parecem que vivem num mundo da imaginação onde tudo que é privado resolve todos os seus problemas. Os outros não tem obrigação de resolver seus problemas não, um mundo privado não ia ser o paraíso da imigração coisa nenhuma, a xenofobia faz parte da natureza do ser humano, e vendo a bosta que é o povo brasileiro dá até pra achar que isso é perfeitamente compreensível.


  • Ricardo  02/12/2014 12:37
    Excelente insight, Rennan. É isso mesmo: os idiotas defendem democracia, defendem políticos, defendem burocratas, defendem estado, defendem essa porcariada toda. Aí, quando toda essa combinação dá merda, a culpa é de quem é contra tudo isso!
  • Vladmir Putin  02/12/2014 13:46
    Give that man a cookie!
  • ricardo mendes  01/12/2014 18:53
    concordo plenamente com o que foi dito no fundo directamente ou indirectamente o mundo tem todos os problemas que conhecemos pq somos todos cumplices.
    o mundo acaba por ser como um grafico de um activo financeiro mostra todas as somas e subtraçoes desse mesmo activo independentemente da (ir)racionalidade que demonstra.
    existe uma minoria que controla uma maioria e se um dia a maioria soubesse o que a minoria sabe ela perdia toda a razao de existir.
    o poder esta nas maos de quem a maioria acha que tem o poder e dai nasce a solidariadade e a submissao a esse mesmo poder.
    eu costumo dizer que no fundo a nossa especie é de direita e se numa sociedade moderna ha medidas sociais que se dizem de esquerda no fundo elas tambem sao de direita elas so surgem pq toda a comunidade sai beneficiada pelos vistos e como a ligaçoes sociais dos bufalos se o grupo tiver a a meaça de predadores os machos sao super unidos caso contrario travam guerras entre eles
    dito isto continuo a achar a nossa especie muito governada pelo cerebelo o que me entristece pq temos tecnologia mais que suficiente para sermos mais solidarios a nivel mundial em vez de nos comportarmos como bufalos, so em que me vez das cornadas temos misseis guiados por gps
    ASSIM SENDO SO HA UMA SOLUÇAO, UM METEORITO EM ROTA DE COLISAO COM A TERRA EM QUE SEJA NECESSARIO UM ESFORÇO CONJUNTO PARA O DESTRUIR CASO CONTRARIO SERIAMOS OS PROXIMOS DINOSSAUROS. PQ HA MUITA GENTE QUE ACHA (OU IGNORA ) QUE O SISTEMA SOLAR É IMUTAVEL .
    TIRANDO ESTE FACTO VAI HAVER SEMPRE PESSOAS MAIS ASTUTAS E COM PERFIL DE LIDERS PARA GOVERNAR OS MENOS INFORMADOS E A LEI DA SELVA VAI CONTINUAR A PREVALECER.
    EU SO QUERO SABER O SUFICIENTE PARA TER UMA FATIA DO BOLO
    PARABENS PELO SITE
  • MARAT  04/12/2014 02:46
    .
    "O preço a pagar pela tua falta de interesse na política é seres governado por quem é inferior."
    Platão.
  • Silvio  02/01/2015 17:40
    E ele também disse: "É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho" e "O ouro e a virtude são como pesos colocados nos dois pratos de uma balança, de tal maneira que um não pode subir sem que desça o outro".

    Então aquela frase seria só mais uma bobeira que ele disse. Por falar nisso:

    Típicos de Platão eram seus ataques à propriedade privada, sua louvação à propriedade comunal, seu desprezo pela instituição da família tradicional, seu pervertido conceito de justiça, sua estatista e nominalista teoria do dinheiro e, em suma, sua exortação dos ideais do estado totalitário de Esparta. Todas estas são características típicas do intelectual que se acredita superior e mais sábio do que todo o resto da humanidade, mas que, não obstante, é ignorante em relação a até mesmo os mais essenciais princípios da ordem espontânea do mercado, a qual torna possível a civilização.

    No que mais, Platão defendia os interesses do estado contra os interesses dos indivíduos, e chegou até mesmo a ir ao extremo de tentar colocar em prática seus ideais utópicos acerca do estado. Inevitavelmente, ele e seus discípulos fracassaram em todas as suas tentativas em Siracusa e no resto da Grécia.


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1418
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:36
    Texto inspirado.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.