A redistribuição é uma ideia economicamente insensata

Redistribuição de renda
Todas aquelas pessoas que falam com assombrosa desenvoltura sobre redistribuição de renda normalmente agem como se os indivíduos de uma sociedade fossem meros objetos inertes, os quais podem ser comandados e controlados como peças em um tabuleiro de xadrez, com o objetivo de servirem de peões para a realização de algum projeto grandioso.

Porém, se considerarmos que os seres humanos são dotados de livre-arbítrio e têm respostas instintivas e particulares a toda e qualquer política adotada pelo governo, então simplesmente não faz sentido pressupor que as políticas do governo terão o efeito pretendido.

A história do século XX está repleta de exemplos de países que se propuseram a redistribuir riqueza e acabaram redistribuindo pobreza. Os países comunistas foram um exemplo clássico, mas não são de modo algum o único exemplo.

De acordo com a teoria defendida pelos adeptos da redistribuição de renda, confiscar a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas e redistribuí-la para os mais pobres fará com que toda a sociedade se torne mais próspera. Entretanto, quando a União Soviética confiscou a riqueza de fazendeiros bem-sucedidos, os alimentos se tornaram escassos e o resultado foi a inanição.  Sob o regime de Stalin, durante a década de 1930, o número de mortos de fome foi praticamente igual ao número de mortos no Holocausto de Hitler na década de 1940.

Por que isso acontece?  Realmente, não é nada complicado.  No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento.  Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Os agricultores da União Soviética, tão logo perceberam que o governo iria confiscar uma grande parte da colheita futura, simplesmente reduziram a quantidade de tempo e esforço investidos no cultivo de suas plantações.  Eles passaram a abater e a comer animais ainda jovens, os quais, em circunstâncias normais, seriam mantidos e alimentados até se tornarem prontos para a venda.

Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país.  O russo Igor Sikorsky, pioneiro da aviação de seu país, pôde levar a sua experiência para os EUA e, com isso, produzir seus aviões e helicópteros a milhares de quilômetros de distância de sua terra natal.  Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.

No que mais, se as políticas confiscatórias podem produzir repercussões contraproducentes em uma ditadura, elas são ainda mais difíceis de lograr algum êxito em uma democracia.

Uma ditadura pode repentinamente se apossar do que quiser.  Já uma democracia — pelo menos nas mais avançadas, nas quais as instituições são fortes — exige que primeiro haja discussões e debates públicos. Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.

Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de "capital humano".  Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país — seja voluntariamente, seja por causa de governos hostis ou por causa de multidões bárbaras que foram intelectualmente excitadas por demagogos que exploram a inveja —, haverá um estrago duradouro na economia desse país.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás.  Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado.  Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel.  A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano.  A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Todos nós já ouvimos o velho ditado que diz que dar a um homem um peixe irá alimentá-lo por apenas um dia, ao passo que ensiná-lo a pescar irá alimentá-lo por toda a vida.  Os partidários da redistribuição querem dar a cada indivíduo um peixe para assim deixá-lo dependente do governo, sempre à espera de mais peixes no futuro.

Se esses "redistribucionistas" realmente fossem sérios,  o que eles iriam querer distribuir seria a capacidade de pescar, ou a capacidade de ser produtivo de outras maneiras.  O conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para todas as pessoas sem que isso reduza o montante detido por algumas.

Isso serviria perfeitamente aos interesses dos pobres.  Mas não serviria aos interesses de políticos que querem exercer o poder, e que recorrem à redistribuição para obter os votos de pessoas que maliciosamente se tornaram dependentes deles.

Para as várias pessoas que não querem pensar mais detidamente, a redistribuição é uma política humana e decente.  E gera muitos votos.


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SOBRE O AUTOR

Thomas Sowell
, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Eliseu Moreira  17/11/2014 13:23
    O site não irá comentar sobre a polêmica do Julien Blanc? É importante os liberais tomarem posição. www.observatoriodarede.com/julien-blanc-e-o-relativismo-moral-do-ocidente/
  • Pedro João  17/11/2014 13:34
    O governo brasileiro disse que não vai tolerar que venha ao país um homem que trata mulheres como pessoas submissas. E esta foto demonstra a coerência de nossos adorados dirigentes. São uma gente inacreditável.
  • Andre  17/11/2014 16:16
    Além de demonstrar a coerência dos dirigente mostra também a coerências da feminazis.
    Banir o filme e o livro 50 tons de cinza elas não querem, vai entender.
    Deve ser porque o personagem principal é rico e poderoso, e não uma PUA qualquer.
  • Silvio  17/11/2014 19:18
  • Felipe  17/11/2014 17:41
    Acho que levar uma questão dessa a nivel nacional demonstra nossa decadência moral.

    Pouco me importa o que ele ensina, e que fique a vontade quem quer pagar por isso.

    É problema deles.

    Não estão desrespeitando a liberdade de ninguém,
    Na verdade é eles que estão sendo violado pelo estado e parte da sociedade hipocrita.
  • anônimo  17/11/2014 19:22
    se as pessoas não querem ele no país, por que ele deveria ser autorizado a entrar? Até onde eu sei ninguém se manifestou a favor da entrada dele no Brasil.
  • Felipe  17/11/2014 19:44
    Ninguém se manifestou por que a maioria ta mais preocupada com seus próprios problemas do que com esse assunto.

    Só esses bando de desocupados estão protestando contre a entrada dele.
  • Gustavo  17/11/2014 13:29
    Thomas Sowell, o maior intelectual do nosso tempo.
  • Ralf Pearl Rand  22/05/2015 18:24
    Realmente ele é um grande intelectual,
    um orgulho para a escola austríaca e para Stanford!
    Sintético e sem vocabulário rebuscado como mises.
  • bruno  25/05/2015 11:26
    Excelente.
  • Daniel   17/11/2014 13:35
    Interessante como o ser humano fala de si como se observando em um experimento, uma lâmina de microscópio, um tubo de ensaio.
  • Jakson  17/11/2014 13:59

    Ótimo artigo, como sempre!

    minha parte favorita:
    "Se esses "redistribucionistas" realmente fossem sérios, o que eles iriam querer distribuir seria a capacidade de pescar, ou a capacidade de ser produtivo de outras maneiras. O conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para todas as pessoas sem que isso reduza o montante detido por algumas.".


  • João  17/11/2014 14:27
    Depois de alcançada a igualdade completa tudo é liberado e começa o jogo de novo? É tipo um "reiniciar" dos vídeo games? Ou se alguém ganhar um pouco a mais tem que devolver aquele (es) que ficaram com um pouco a menos? Não entendo como seria essa tal sonhada igualdade...
  • soulsurfer  17/11/2014 16:21
    Boa tarde a todos,
    E qual seria a opinião sobre a redistribuição de renda por meio de impostos? Antes da primeira guerra mundial, o nível de concentração de renda e de patrimônio (sendo que o 1% mais rico em alguns países europeus chegaram a deter 90% do estoque de capital) era altíssimo principalmente na Europa. Foi nesse caldo social de extrema desigualdade que foi possível que ideias como a de Marx prosperasse. Foi nessa época também que clássicos da literatura mundial sobre a desigualdade (como os Miseráveis ou Oliver Twist) foram escritos.
    Nessa época, quase inexistia impostos. Assim, gostaria de saber se há algum exemplo histórico factível onde não havia qualquer redistribuição de renda, onde o bem-estar geral de todos os humanos de uma sociedade foi alto.
    Os países nórdicos (antes de citarem aqui artigos do próprio Mises eu já li alguns deles sobre a opinião sobre esses países) são países onde a liberdade econômica (apesar da Noruega não estar nas primeiras colocações do ranking) é estimulada, mas há uma grande distribuição de renda. Não é á toa também que são os países com a maior carga tributária.
    São os países mais felizes do mundo e com maior IDH. Essa para mim são as métricas mais importantes ao se analisar um país, se a população encontra-se saudável, educada e feliz com seu próprio destino.
    Assim, é claro que a liberdade humana em geral, e a econômica em especial, deve ser respeitada e estimulada, mas há muito mais coisas do que isso para um ser humano se sentir completo.
    A nossa própria biologia e evolução enquanto espécie são provas disso. Uma das diferenças entre crianças de pouca idade e Chimpanzés (nosso primo biológico mais próximo) é que os Chimpanzés são capazes de cooperar numa tarefa em comum visando os seus próprios interesses (visão muito defendida por alguns), porém as crianças humanas são capazes de cooperar numa atividade comum mesmo quando o seu auto-interesse já esteja satisfeito. Há inúmeras pesquisas nessa direção.
    Assim sendo, talvez fosse interessante se voltar mais sobre o que a ciência está dizendo sobre o ser humano, e não se ater com tanta fé e força ao que ideias platonizadas sobre pretensamente o que ser humano é.

    Abraço a todos!
  • BodySurfer  17/11/2014 16:41
    "E qual seria a opinião sobre a redistribuição de renda por meio de impostos?"

    Exatamente a mesma do artigo, que fala sobre redistribuição de renda por meio de impostos.

    "Antes da primeira guerra mundial, o nível de concentração de renda e de patrimônio (sendo que o 1% mais rico em alguns países europeus chegaram a deter 90% do estoque de capital) era altíssimo principalmente na Europa. Foi nesse caldo social de extrema desigualdade que foi possível que ideias como a de Marx prosperasse. Foi nessa época também que clássicos da literatura mundial sobre a desigualdade (como os Miseráveis ou Oliver Twist) foram escritos."

    E foi nessa época que ocorreu o maior avanço em termos de prosperidade per capita na história do mundo. Foi nessa época que massas de miseráveis passaram a ter acesso amplo e irrestrito a bens de consumo a preços cada vez menores.

    Os ricos se tornavam mais ricos, e os pobres também se tornavam mais ricos.

    Por que a obsessão com desigualdade -- algo absolutamente inato e inevitável -- e a total desconsideração para com a melhora da qualidade de vida dos mais pobres? Jamais vou entender por que vocês estão mais preocupados em empobrecer os ricos do que em enriquecer os pobres.

    "Nessa época, quase inexistia impostos."

    Daí a prosperidade ampla e difundida. Após a elevação da carga tributária, os pobres sofreram.

    "Assim, gostaria de saber se há algum exemplo histórico factível onde não havia qualquer redistribuição de renda, onde o bem-estar geral de todos os humanos de uma sociedade foi alto."

    EUA, de 1865 a 1913 (que é quando foi criado o Imposto de Renda). Essa foi a época dos maiores avanços em termos de riqueza da sociedade norte-americana.

    "Os países nórdicos (antes de citarem aqui artigos do próprio Mises eu já li alguns deles sobre a opinião sobre esses países) são países onde a liberdade econômica (apesar da Noruega não estar nas primeiras colocações do ranking) é estimulada, mas há uma grande distribuição de renda. Não é á toa também que são os países com a maior carga tributária."

    Devagar no andor. O que sustenta a Suécia e a Dinamarca é exatamente o livre e desburocratizado ambiente empreendedorial destes países. A carga tributária sobre pessoas jurídicas é baixa (bem menor que a dos EUA), há pleno respeito aos contratos, há segurança jurídica, há respeito à propriedade privada, as tarifas de importação são insignificantes e não há nem salário mínimo.

    O nível de desregulamentação das economias escandinavas é bastante alto. Você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado.

    Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.

    Vamos replicar isso no Brasil?

    "São os países mais felizes do mundo e com maior IDH."

    Mais felizes? E as famosas altas taxas de suicídio da Suécia?

    "Essa para mim são as métricas mais importantes ao se analisar um país, se a população encontra-se saudável, educada e feliz com seu próprio destino."

    Gostaria das fontes que indicam que os escandinavos -- especialmente os suecos -- estão entre os mais felizes do mundo. Acredito mais na felicidade de um colombiano e de um mexicano do que na de um sueco.


    Já o resto de sua postagem -- comparando crianças a chimpanzés, e chegando a uma conclusão sem pé nem cabeça -- dispensa comentários.

  • soulsurfer  17/11/2014 17:26
    Olá, colega!
    a) Não creio que esteja correto. A formação de uma grande classe média veio pós segunda guerra mundial, não no século 19. O conceito de classe média é tão importante que ele é usado (claro que para os contextos daquelas época e não na nossa acepção atual de classe média) por Aristóteles e Confúcio. Ambos os pensadores já reconheciam a distorção que uma sociedade muito desigual pode ocasionar;
    b) Eu não entendi o pronome usado "vocês", foi apenas eu que escrevi a mensagem. Pelo contrário, não é "obsessão" com a desigualdade e desconsiderar o avanço das pessoas mais desafortunadas. Não posso falar por outras pessoas (em relação ao termo "vocês") o meu interesse, até porque não tenho força para enriquecer ou empobrecer quem quer que seja é apenas entender melhor o mundo em que eu vivo, sob diversas perspectivas;
    c) Colega, cite dados. Qual era essa prosperidade ampla e difundida se a expectativa de vida humana, se o grau educacional eram bem piores do que mundo atual, apenas para citar alguns exemplos?
    d) Claro, concordo plenamente. Creio que deveríamos tentar replicar no Brasil. Acho todos esses aspectos discorridos por você importantíssimos e creio que deixei claro na minha mensagem. Porém, isso é apenas um lado da moeda. O outro lado da moeda é que esses países estão entre os menos desiguais do mundo, e isso se deve muito, claro ao avanço produto e a liberdade econômica, mas também a uma redistribuição de renda;
    e) Sobre esse tema, há um relatório da ONU sobre o tema. Se quiser uma visualização por infográfico aqui exame.abril.com.br/mundo/album-de-fotos/os-50-paises-onde-as-pessoas-sao-mais-felizes-segundo-a-onu#5. Já tive o prazer tanto de conhecer a Colômbia e o México, e realmente o povo lá é bem receptivo e parece ser bem feliz. Porém, se não estou enganado, a pesquisa da ONU avalia o grau de satisfação subjetiva das pessoas com a sua vida. A correlação entre IDH alta e índice de felicidade é muito alto;
    f) Não deveria dispensar comentários. Muito pelo contrário, amigo. Não sei se já leu livros como "A Ilusão da Alma" do Gianneti ou "Rápido e Devagar" do Nobel de economia Khaneman, ambos são apenas exemplos de como a ciência está descortinando como o cérebro humano funciona e como nossas atitudes perante o mundo são afetadas por mecanismos inconscientes de origem evolutiva. O exemplo de crianças e chimpanzés, apesar de você achar sem comentários, para mim é maravilhoso. Mostra que dentro de nossa evolução enquanto espécie, não apenas a liberdade individual ou auto-interesse nos moldou enquanto espécie (a ideologia preponderante e parece que não questionada sob nenhuma hipótese por alguns colegas), mas também evoluímos para ser altruístas e cooperarmos em sociedades. Logo, o que a Ciência vem demonstrando, ao contrário de ideologias abstratas sobre o que o ser humano é ou dever ser que não são nem um pouco científicas, é que o ser humano é uma espécie complexa que evoluiu sobre o efeito de características eminentemente egoísticas e outras não-egoísticas.


    Abraço!
  • BodySurfer  17/11/2014 19:11
    a) Não estou falando de classe média. Em momento algum sequer mencionei o termo "classe média". Estou falando de enriquecimento das massas mais pobres, e não de meras distribuições de rótulos.

    b) Tá.

    c) A pessoa revela sua indigência intelectual quando compara o nível de riqueza atual com o nível de riqueza vigente duzentos anos atrás, e acha que está provando algum ponto.

    O cúmulo ignorância é querer comparar as condições de hoje com as condições de 350 anos atrás. É o óbvio ululante que, sob esse prisma, a época atual é um paraíso comparado àquela época.

    Ignorantes em economia têm esse grave problema de lógica. Eles m que a economia é uma coisa estática, e que o mundo hoje só não é igual ao de 350 anos atrás por causa das legislações e intervenções do governo.

    Realmente, para quem está acostumado com todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XIX pareciam "sub-humanas".

    Mas a questão é: a qualidade de vida dos trabalhadores no XIX era melhor ou pior do que era no século XVIII? As coisas evoluíram ou pioraram? No século XVIII, as pessoas viviam melhor do que no século XIX? A comparação tem de ser esta.

    Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos passados tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos. Era simplesmente impossível ter nos séculos passados a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje. Era impossível, portanto, ter a mesma expectativa de vida humana e o mesmo grau educacional de hoje.

    De resto, sobre quem realmente melhorou a vida das pessoas (expectativa de vida e educação) sugiro os artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1421

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1153

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1139

    Por outro lado, se você quer acreditar as legislações trabalhistas foram as únicas responsáveis por todos esses benefícios, beleza. Não vou discutir com fanáticos.

    d) As duas sociedades menos desiguais do mundo são Coréia do Norte e Cuba (desde que, é claro, você ignore a total pujança da burocracia que controla estes países). Lá, a distribuição de renda (de novo, ignorando os políticos, que pertencem a uma classe superior) é quase perfeita. Não há nenhum rico e todo mundo é pobre. Fosse você mais intelectualmente honesto incluiria esses exemplos nessa sua afirmação de que redistribuição de renda gera avanços econômicos.

    De resto, sigo no aguardo de alguma teoria que explique como a redistribuição de renda gera riqueza para todos.

    e) Pedi dados sobre a Suécia e não sobre a Dinamarca. Por favor, não tente me fazer de bobo.

    f) Não tive o interesse de ler.
  • soulsurfer  17/11/2014 21:30
    Bodysurfer ,
    a) A formação de uma grande classe média foi fenômeno do século 20, não do século 19. Foi no século passado que as "grandes massas" de pobres tiveram fatias cada vez maiores de participação tanto na renda como no estoque de capital. Na beira da primeira guerra mundial, como dito, a concentração de renda e de estoque de capital era brutal no percentil superior. Apenas no século 20 que houve o estabelecimento de uma classe média forte ao redor do mundo;
    b) Certo;
    c) Olha, eu não sei se assim se vê a ignorância, mas com a sua resposta se pode medir o grau de educação e cordialidade num ambiente de troca de idéias. Isso tem profundos impactos na maneira como as pessoas tomam decisões pretensamente conscientes, chama-se "priming". Colega, irei ignorar as falácias ad hominem e me concentrar nos argumentos. Não, em nenhum momento disse que se pode fazer a comparação pura e simples. Porém, em sua mensagem inicial você disse textualmente (são suas palavras): "Daí a prosperidade ampla e difundida. Após a elevação da carga tributária, os pobres sofreram." Primeiramente, não havia prosperidade (você agora mesmo diz na sua mensagem, pois não havia estoque de capital suficiente, no que eu concordo) e muito menos difundida. Segundo, os dados não corroboram a sua segunda parte sobre a piora de vida dos mais pobres e o aumento dos tributos. Foi neste contexto que eu perguntei para você mostrar dados, e disse que a vida humana era muito melhor no século 20. Uma pessoa desavisada que só olhasse a sua frase ""Daí a prosperidade ampla e difundida. Após a elevação da carga tributária, os pobres sofreram", acharia que teria havido um decréscimo na qualidade de vida das pessoas, o que não ocorreu pelo contrário.
    Por fim, adiciona legislação trabalhista que em nenhum momento foi abordada, e ainda termina com fanático. Definição de fanático: "Excesso de admiração (cega e veemente) demonstrada por algo ou por alguém (sistema, doutrina, partido político, religião, ídolos etc.) (Etm. do francês: fanatisme)". Olha, que talvez você esteja, de maneira inconsciente, nada mais refletindo a ampla e conhecida teoria do espelho;
    d) Caramba, nem quando eu concordo contigo e digo: "Claro, concordo plenamente. Creio que deveríamos tentar replicar no Brasil. Acho todos esses aspectos discorridos por você importantíssimos e creio que deixei claro na minha mensagem", você continua num tom agressivo. Influência do meio? Isso é interessante também. Como em alguns meios a agressividade é mais latente e em outros a cordialidade (mesmo quando há discordância) mais acentuada. Sempre os exemplos de Cuba e Coréia do Norte. Ai, ai, ai. Não estávamos a falar de países escandinavos, o que duas ditaduras têm a ver com isso, meu amigo? Como resposta, cito trecho de apresentação do relatório da ONU de como eles medem grau de felicidade de um lugar (prestem atenção que eles dão importância, olha só!, a Liberdade, assim como eu): "The World Happiness Report 2013 reveals fascinating trends in the data judging just how happy countries really are. On a scale running from 0 to 10, people in over 150 countries, surveyed by Gallup over the period 2010-12, reveal a population-weighted average score of 5.1 (out of 10). Six key variables explain three-quarters of the variation in annual national average scores over time and among countries. These six factors include: real GDP per capita, healthy life expectancy, having someone to count on, perceived freedom to make life choices, freedom from corruption, and generosity (Table 2.1)." Portanto, é claro que o ser humano para se sentir bem precisa ser livre, ou ao menos ter essa perspectiva. Assim, o seu exemplo de Coréia do Norte e Cuba é meio sem pé nem cabeça, além do mais eu tendo concordado que a liberdade econômica é uma condição importante de prosperidade e bem-estar humano;
    e) Olha, se você pegar o mouse e clicar na seta à sua esquerda, irá perceber que vai aparecendo os países por ordem de felicidade, sendo que realmente a Dinamarca é o primeiro, e a Suécia é o quinto. Porém, se você não concorda com a metodologia (se entrar no site da ONU você pode baixar em PDF são 200 páginas de relatório) tenho certeza que a ONU ficará satisfeita em ouvir críticas construtivas;
    f) Não teve interesse de ler sobre o homem que atacou o mito de escolhas econômicas racionais e hoje é referência em estudos sobre mercados financeiros, neuromarketing, comportamento humano? Hum, olha a definição "Excesso de admiração (cega e veemente) demonstrada por algo ou por alguém (sistema, doutrina, partido político, religião, ídolos etc.) (Etm. do francês: fanatisme)". Talvez saiba, ou deveria saber, que a ciência não trabalha com viés confirmatório (aliás isso é um viés de julgamento muito bem retratado na economia comportamental). Quando a ciência é bem-feita, procura-se brechas e falhas na teoria proposta é assim que a ciência evolui e é por isso que ela é maravilhosa. Sendo assim, fechar-se ao conhecimento de outras formas de ver o mundo não é uma conduta das mais sábias.

    No mais, amigo, tente ser mais cordial em outras respostas. Abraço!
  • CORSARIO90  23/05/2015 11:51
    Soul, em relação a suécia, acho que ela já teve uma taxa SELIC de 500% e que teve que tomar medidas radicais de abertura de mercado, baixar impostos para corrigir danos causados por socialismos as avessas. Acho que um cara que estava dirigindo a economia morreu sem querer rsr. Segue o link: en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Sweden. O que eu particularmente que os efeitos de medidas capitalista ou de viés socialista impactam a sociedade para o bem ou para mal respectivamente. Ou seja, a Suécia produziu tanta riqueza que agora fica tendo que distribuir. Mas nada lá são tudo flores. Leia sobre o sistema de saúde sueco neste link outro link www.thelocal.se/20150127/swedens-health-care-is-a-shame-to-the-country.
    Em relação a concentração de riqueza na mão de 1% da população, não posso afirmar que 90% estava na mãos de poucos, mas PARETO já explicou isso por observação de um fenômeno natural. O IMB já deu um exemplo disso. Só lembro do artigo. Acho que a relação é de 1% para 64%. Na boa, não quero distribuir meu dinheiro para cara que não quer trabalhar. A secretaria aqui em casa sustenta o filho e o marido que não quer trabalhar. Falei sobre bolsa família e ela me disse: Isso é coisa de vagabundo. PS: ela mora em comunidade.
    Não há sistema perfeito, mas o único é trabalhando duro!!! As pessoas são diferentes e a taxa de atrito de 15 a 20% de cara que não quer nada dentro da população é normal. Ae fica por conta de cada um ajudar. ABS e viva ao capitalismo!!!!
  • TeXuGo  18/11/2014 01:59
    @soulsurfer
    f)Acho melhor ler "O efeito Lucifer" para completar os estudos sobre comportamento humano. Coloque 2 pessoas em isolamento e 1 vai querer dominar a outra.
  • Silvio  18/11/2014 04:16
    Efeito lúcifer = casamento?
  • Leif  24/05/2015 15:13
    Excelente!

    Mas preciso dizer que na Suecia existe salario minimo.
  • Swen  24/05/2015 18:13
  • Andre  17/11/2014 17:06
    "Uma das diferenças entre crianças de pouca idade e Chimpanzés (nosso primo biológico mais próximo) é que os Chimpanzés são capazes de cooperar numa tarefa em comum visando os seus próprios interesses (visão muito defendida por alguns), porém as crianças humanas são capazes de cooperar numa atividade comum mesmo quando o seu auto-interesse já esteja satisfeito. Há inúmeras pesquisas nessa direção.".

    E você não passou o link de NENHUMA SEQUER.
    É a velha tática de citar pesquisas e números tirados da cartola.

    Além da velha tática de se extrapolar o comportamento das crianças para TODOS OS SERES HUMANOS e depois dizer que os seres humanos só não se comportam como as maravilhosas criancinhas por causa da "sociedade" capitalista opressora que as corrompeu.

    Mas antes mesmo que você venha citar links já adianto os meu argumentos:

    Crianças são sustentadas pelos pais, elas não trabalham para comprar a própria comida.
    Portanto elas dividem comida, que ganharam de graça, por saberem que não precisarão dessa comida no futuro.

    E elas tem tempo livre para "cooperar" sem auto-interesse pois tem tempo livre praticamente INFINITO, portanto pra elas "cooperar" é simplesmente uma diversão, não é um trabalho.

    Tanto elas "cooperam" nesses experimentos sociais feitos com elas por PURA DIVERSÃO que na casa delas dificilmente elas cooperam com a arrumação dos próprios quartos e brinquedos.
  • soulsurfer  17/11/2014 17:37

    Olá, amigo!
    a) Não é "tática", pois não estou aqui para ganhar um debate, mas sim para debater. Se quer ver um documentário bem interessante feita pela BBC sobre o tema (onde eu creio que algumas pesquisas nessa direção foram citadas)pode ver aqui www.dailymotion.com/video/x26tmxa_o-que-nos-torna-humanos-documentario-2013_tech. É um belo documentário para todos que são humanos e gosto de conhecimento assistirem;
    b) O seu parágrafo sobre sociedade capitalista que corromperia adultos é um pouco sem sentido. Em nenhum momento, foi dito nada nem remotamente parecido. Sobre extrapolar comportamento de crianças para adultos, com a devida vênia, é assim que se fazem experimentos sociais. Não são nem de longe tão precisos como experimentos feitos em física, por exemplo, mas são ao menos forma de cientistas tentarem descortinarem e compreenderem melhor diversos aspectos do comportamento humano;
    c) É um argumento. Não sei se corroborado pela ciência, mas é um argumento. O exemplo das crianças foi apenas isso. A cooperação é exemplificada por diversos outros estudos (espero que não chame isso de "tática", pois além de ser um pouco agressivo, eu realmente não sei citar todos os estudos, mas apenas lembro de várias coisas que eu já li). Tanto que uma das criticas que biólogos faziam ao clássico livro do também biólogo Richard Dawkins "O Gene Egoísta" era a pouca ênfase dada as razões biológicas do altruísmo, por exemplo.
    Abraço!
  • Andre  18/11/2014 11:38
    Mais um experimento que mostra crianças compartilhando algo que ganharam SEM NENHUM ESFORÇO.

    O objetivo desse tipo de experimento é instilar/reforçar nas pessoas a ideia de que compartilhar é o comportamento correto e guardar para si é o comportamento errado.

    Assim reforçando o apoio que as pessoas dão à cobrança de impostos para redistribuição de renda, pois ao acreditar na ideia de que compartilhar é o correto as pessoas automaticamente pensam que TODOS devem compartilhar, nem que pra isso precisem ser OBRIGADOS à compartilhar.

    Obviamente uma falha lógica na mente dessas pessoas as impede de perceber que se alguém é obrigado a compartilhar via impostos ao invés de ser convencido via propaganda ou argumentos, então esse alguém não está compartilhando nada, esse alguém está apenas sendo roubado.


    E até onde consta da minha experiência pessoal e toda a bibliografia existente sobre crianças: crianças em geral são egoístas na maioria das ocasiões.
    Logo esse vídeo é mais uma caso de Cherry Picking, pois como crianças não são egoístas em 100% das vezes, eles apenas criaram uma situação em que as crianças apresentassem um comportamento menos egoísta para poderem gravar um vídeo e assim ter o material necessário para reforçar o apoio das pessoas à "redistribuição de renda".
  • Pedro Mundim  17/11/2014 17:39
    Impostos são absolutamente inevitáveis, uma vez que o estado não produz riqueza, mas tem despesas. Mas a conceituação do imposto como uma redistribuição de renda é bastante capciosa. No fundo, se está recaindo na ilusão de redistribuir a riqueza futura, esquecido de que só é possível distribuir a riqueza realmente existente no presente, tópico que foi muito bem explicado neste artigo. Quem acredita que cobrar impostos é redistribuir riqueza, acredita que o dinheiro dos burgueses está escondido debaixo da cama, e basta o coletor de impostos ir lá e confiscá-lo para transforma-lo em escolas, hospitais, livros, roupas, casas e tudo o mais que o povo necessita.

    Mas o dinheiro do burguês não está embaixo da cama, está aplicado de várias maneiras. Se o dono deste capital percebe que seu lucro será confiscado pelo coletor de impostos, ele não terá nenhuma razão para continuar investindo. E sem investimentos, não há encomendas, financiamentos, pesquisas de novas tecnologias, ampliação das instalações existentes, geração de empregos diretos e indiretos, e, last but not least, tampouco há recolhimento de impostos. 90% de zero é zero mesmo!

    Como eu reconheci logo no início, impostos são inevitáveis. Mas não há uma fórmula mágica para determinar qual a alíquota ideal. Isso depende do grau de competência e honestidade daquele que vai administrar a receita de impostos. Por este motivo, países como os escandinavos podem permitir-se uma alta carga tributária. Mas em um país como o Brasil, onde a competência e a honestidade do governo são aquelas que conhecemos, é condição sine qua non para o crescimento econômico tornar a carga tributária a mais baixa possível.
  • Jece  17/11/2014 18:25
    Com tamanho ódio à humanidade e civilização, posso afirmar com toda a certeza que és um ambientalista.
  • soulsurfer  17/11/2014 19:13
    Pedro,
    É claro que a tributação é uma forma de se distribuir a riqueza gerada. Não entendi o seu ponto. Acho que você quis dizer que se a tributação for de tal monta, isso pode inibir o empreendedorismo e a própria geração de riqueza (argumento a la "A Revolução de Altas"). Eu creio que realmente você tem razão, se for isso que teve em mente quando escreveu.
    Do outro lado, se você não estiver disposto a dar o salto de fé de uma sociedade sem Estado (como escrevi nesse artigo pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/2014/08/reflexao-o-ato-de-fe-de-algumas-ideias.html), como aparenta não estar, então a existência de impostos parece ser uma realidade difícil de escapar.
    Também concordo que é difícil saber qual seria um limite melhor ou pior. Por isso cito os países escandinavos, pois apesar da alta carga tributária são países que conseguiram estabelecer sociedades livres, competitivas, mais igualitárias e em última instância mais felizes, algo que deveria ser o foco de qualquer sistema político e econômico.

    Abraço!
  • Magnum  17/11/2014 19:30
    Essa tara de esquerdista com a Escandinávia não é nem questão de ignorância (quero dizer, também é), mas sim de propaganda. Desde adolescentes foi-lhes martelado, por professores de colégio, que as sociedades escandinavas são o paraíso na terra. Vide esse tal soulsurfer, que acabou de dizer que lá todos são felizes e vivem sob arco-íris e cercados de ursinhos carinhosos.

    Mas vem cá: alguém aí de vocês, viajando pela Europa ou pelos EUA, já se deparou com alguma família sueca? Pois é, eu também nunca. E isso é bastante comentado nos fóruns de internet. Você simplesmente não encontra famílias suecas viajando pela Europa.

    A explicação? Simples. Elas não têm dinheiro. Dado que a carga tributária confisca até 82% do salário de um sueco (considerando todos os impostos, diretos e indiretos), não sobra dinheiro para viajar. Aliás, não sobra dinheiro para nada. O endividamento da população sueca é um dos maiores do mundo. Comparado a eles, os americanos são sovinas.

    Isso é padrão de vida? Isso é invejável?

    Querem viver num país assim? Good Riddance. Aproveitem que tal sociedade já existe e piquem a mula pra lá. Aliás, a imigração sueca é bem branda. Não há desculpa nenhuma para não fazerem as malas.
  • Tom Selleck  17/11/2014 21:00
    Nunca tinha pensado nisso, mas creio que você está certo. Não vejo uma família sueca rodando por aí desde que o ABBA parou de fazer turnês. E isso já tem uns 30 anos.
  • Perry Mason  17/11/2014 21:08
    Família sueca viajando é algo mais raro que petista honesto e inteligente.

    Simplesmente não sobra dinheiro para eles fazerem isso. Eu viajo pra Europa todo ano, alugo carro e rodo vários países. Nunca vi uma família sueca. Aliás, nunca vi nem sequer um sueco fazendo turismo.
  • soulsurfer  17/11/2014 21:44
    Olá, Magnum!
    Quando colocamos a palavra "tal" associado a um nome (nem que seja um nick como o meu) é algo um tanto rude. Porém, prossigamos.
    Cite textualmente onde eu disse que na Suécia: "que acabou de dizer que lá todos são felizes e vivem sob arco-íris e cercados de ursinhos carinhosos", pois senão o seu argumento incide em erro de fato.
    Pelo que me recordo, basta conferir as mensagens, eu disse países escandinavos. Foi o colega BodySurf que citou textualmente a Suécia.
    Também citei um relatório da ONU. Afinal, descortinarmos o que acontece com a realidade não se precisa de dados? O fato foi sobre índice de felicidade. E comentei sobre alta correlação entre felicidade e IDH. Métricas que podem sofrer críticas, claro que podem, mas são ao menos tentativas de quantificar o que torna uma sociedade mais satisfeita com a própria vida.
    Olha, uma das coisas que gosto de fazer é viajar, já viajei bastante mesmo para os mais variados países do mundo. E realmente não há muitos Suecos. Também não há muitos Dinarmaqueses (conheci apenas um casal nas Filipinas), nem Finlandeses (conheci apenas alguns na Tailândia) tampouco Noruegueses (conheci uma menina em Morro São Paulo - Bahia). A explicação mais intuitiva é que são poucos habitantes nestes países, assim a chance maior é encontrar alemães, franceses, etc.
    Não posso dizer se podem ou não viajar. Porém, a sua fonte é supostos Forum de Internet, que eu duvido um pouco da relevância estatística para testar uma hipótese, porém se para você está bom, ok.
    É mesmo, a imigração sueca é branda? Tem mais informações sobre isso? Interessante, não sabia.
    Agora se tiver algum comentário objetivo sobre a correlação entre IDH e Índice de Felicidade (partindo do pressuposto que a sensação de bem-estar subjetivo seja importante para você, às vezes não o é, aí realmente perde um pouco o sentido).
    Por fim, sério colega, "esquerdista"? Vai usar um termo inventado na Revolução Francesa para definir quem sentava à esquerda ou à direita da "mesa diretora" da Assembléia para o contexto muito mais complexo do planeta terra no século 21? Deveria rever os seus conceitos.
    Visite pensamentos financeiros, e verá que escrevo prioritariamente sobre finanças(Fundos Imobiliários em especial onde há pouquíssima informação de qualidade na internet) e perceberá que talvez seja difícil me qualificar na sua visão de "esquerda" ou direita", aliás isso nada mais é do que erro de julgamento e simplificação da realidade, o ser humano se sente mais confortável vendo o mundo em "framing", o seu sistema 2 agradece.

    Abraço!
  • Felipe  17/11/2014 18:35
    "Assim sendo, talvez fosse interessante se voltar mais sobre o que a ciência está dizendo sobre o ser humano, e não se ater com tanta fé e força ao que ideias platonizadas sobre pretensamente o que ser humano é."

    Não há como estuda um ser humano num laboratorio.

    E mesmo que faça de nada valerá esses dados, são dados passado que só importam para aquele momento e não para o todo.

    A unica maneira é estuda o comportamento humano através da nossa própria mente.

    O que a teoria austriaca diz é que o ser humano age para sair de uma situação menos satisfatoria para uma mais satifatoria.
    Seu objetivo é estudar as consequência dos meios usado para atingir certo fim, estando limitado a alocação de recursos escassos.

    Por que escolheu certo fim não importa para a economia, é problema da psicologia dizer o por que e da filosofia dizer ser é moral ou não.

    Estudar crianças e macacos num laboratório não irá agregar em nada o conhecimento sobre a economia.
  • soulsurfer  17/11/2014 19:22
    Olá, colega.
    Não concordo. O que se mais faz hoje é estudar o ser humano em laboratório, principalmente pela inovação tecnológica de equipamentos capazes de medir e quantificar exatamente o que está acontecendo no nosso cérebro quando nos vemos diante de um doce, de uma injustiça ou temos que tomar decisões sobre incerteza.
    O que a Ciência vem dizendo sobre o ser humano nos últimos 30 anos, principalmente a neurociência, é espetacular em minha opinião.
    Defina-me mente. A própria existência de uma "mente" dissociada de um "cérebro" está sendo colocada em xeque. Essa é uma forma "planotonizada" como diria Taleb (autor de vários livros entre eles "A Lógica do Cisne Negro", achar que o comportamento humano só pode ser estudado no mundo das ideias, e não no que realmente acontece no mundo.
    Entendo. Eu creio que não existem disciplinas separadas, isso é uma forma de se categorizar o conhecimento que não existe na realidade.
    Acho que agrega muito conhecimento sobre nós mesmos e sobre o mundo que vivemos (ah, macacos são primatas, não macacos), talvez não tanto sobre economia, apesar de eu achar que existem inúmeras implicações.

    Abraço!
  • Pedro Ivo  18/11/2014 12:28
    soulsurfer, respondendo sua pergunta em termos de artigos e livros com exs. históricos, recomendo estes:

    ARTIGOS

    - O que causou a grande depressão do século XIV
    - A fome na Ucrânia - um dos maiores crimes do estado foi esquecido
    - O melhor presidente do século XX
    - 1920 - a última depressão na qual um governo não se intrometeu foi também a mais rápida
    - Quer saber tudo sobre a Grande Depressão americana? Leia mais este lançamento do IMB
    - Abraham Lincoln I
    - Abraham Lincoln II
    - Abraham Lincoln III
    - Abraham Lincoln IV
    - Abraham Lincoln V
    - A Revolução Americana foi um erro
    - A Era Relativamente Liberal na Argentina
    - História Argentina
    - Entendiendo Argentina
    - Como o laissez-faire enriqueceu a Suécia

    LIVROS

    - A grande depressão americana
    - Crimen organizado
    - O que o governo fez com o nosso dinheiro?
    - "Tempos Modernos: o mundo dos anos 20 aos 80" e "A History of American People" de Paul Johnson

    agora soulsurfer, respondendo sua pergunta em termos de subsídios teóricos em artigos e livros com a teoria austroliberal da Ética, Direito e Economia, recomendo estes:

    ARTIGOS

    - Monopólio e livre mercado - uma antítese
    - As falências são o verdadeiro estímulo econômico
    - Introducción a la segunda edición de Hombre, economía y estado
    - Fundamentos de la acción humana I
    - Fundamentos de la acción humana II
    - Fundamentos de la acción humana III
    - Fundamentos de la acción humana IV
    - Fundamentos de la acción humana V
    - Fundamentos de la acción humana VI
    - quaisquer dos artigos de von Mises disponíveis no IMB
    - quaisquer dos artigos de Rothbard disponíveis no IMB

    LIVROS

    - Por uma nova liberdade - O Manifesto Libertário
    - A ética da liberdade
    - Governo e Mercado
    - A Tragédia do Euro





  • Eduardo Maal  18/11/2014 13:01
    Soulsurfer, voce esta pegando exemplos extremadamente complexos e tentando simplificar a "redistribuicao ou nao redistribuicao"

    Os países nórdicos sao muito ricos sim, mas nao por causa da redistribuicao. Tambem, 97% dos humanos que existiram na historia viveram em extrema miseria, nao por falta de redistribuicao, mas por falta de capacidade de criar valor. Antes da Revolucao Industrial, as pessoas eram pobres simplesmente porque nao podiam produzir o suficiente para viver melhor. Nao tinham capacidade produtiva. Uma pessoa quanto tempo demorava para preparar uma colheita, sem tratores? Quanto tempo demoravam para construir uma casa, sem as ferramentas modernas e tecnologia da construcao? Voce consegue imaginar como seria na epoca dos Egipcios? Em Hollywood, vemos os Emperadores, Reis, etc. todos vivendo no luxo. Eles viviam pior do que uma pessoa vive hoje. Claro, tinham muitos escravos, servos, o que voce queira chamar, mas nenhum tinha televisao, nem celular, nem carro, nem medicina moderna, nem 99% das coisas com as quais voce conta hoje.

    A unica coisa que traz riqueza é a inovacao. O que significa que algo seja mais barato para produzir? Significa que se usaram menos recursos, que a producao foi mais eficiente, e portanto mais pessoas podem ter acesso a esse produto.

    Voltando ao exemplo dos países nórdicos, nao sei de onde voce tirou que sao os mais felizes. Repetidas vezes, o país mais feliz do mundo tem sido a Colombia, um país mais pobre que o Brasil, em meio a uma guerra civil com grupos terroristas, e com um índice de miséria altíssimo. Enquanto isso, na Noruega, há um índice altíssimo de outra coisa: suicidios. E por que eles sao ricos? Porque 1) Eles tem petroleo, 2) Sao países pequenos onde há maior proximidade entre povo e Governo (isso é melhor do que países como o Brasil onde o Governo está distante do povo, mas difícilmente é uma prova de que um Governo é uma coisa boa).

    Nada que eu disse aqui é difícil de encontrar no Google, o resto foi preenchido com simples lógica.

    Voce infelizmente comete varias falácias de lógicas, a mais evidente é achar que existe evidencia anecdotal. "Um amigo meu faz X e o resultado foi Y." Usualmente, essas "evidencias" trazem resultados equivocados, porque voce esta pegando duas variaveis e dizendo que sao essas que foram decisivas, quando na realidade voce nao sabe que mais seu amigo fez, o quanto é verdade a historia dele e o quanto é mentira, se realmente durou Y, se Y é desejavel, etc. Sim, os países Nordicos sao ricos. Mas qual é a historia deles? E finalmente, você mesmo disse, sao paises considerados bastante livres nos indices de liberdade mundial, mas eles redistribuem. Repara que sao muito livres. Todos os países do mundo tem Governos muito grandes, muito intervencionistas, etc. Os mais livres sao os que estao melhor, os menos livres estao pior. É como dizer "treinar te fará melhor em um esporte, repara que quem treina mais, é melhor neste grafico", e voce responder "Sim, o Ronaldo treina mais horas que a maioria dos outros, mas repara que ele nao treina na Quarta feira as 4 da tarde. Ou seja, nao deveriamos treinar na Quarta feira as 4 da tarde, porque Ronaldo nao treina a essa hora.", mas pouco sabe você o motivo pelo qual ele nao treina a essa hora, provavelmente porque tem algum compromisso pessoal, nada a ver com sua capacidade esportiva.
  • Pedro  19/11/2014 00:32
    Eduardo, agradeço pela resposta cortês ao colega. Assim fica mais fácil e agradável de se analisar os argumentos contrários à idéia exposta. Respostas agressivas como as anteriores enfraquecem o debate.
  • TeXuGo  19/11/2014 15:36
    Concordo com o Pedro e apoio a resposta do Eduardo.
    Não tenho nenhum argumento intelectual para apoiar o artigo.
    Só posso dizer que concordo com o mesmo e adiciono o seguinte:

    A redistribuição de renda através de impostos obriga até quem não concorda com o tipo de "caridade" que será feita com este dinheiro a contribuir. Acho que isso causa uma grande insatisfação nestas que não se beneficiam desse dinheiro e/ou o vêem sendo aplicado de uma maneira que elas não concordam.

    Acredito que não seja necessário essa distribuição compulsória, pois as próprias pessoas podem se reunir, sem governo ou imposição de impostos, para efetuar tais empreitadas de ajuda e caridade. Acredito que quando essa iniciativa parte das próprias pessoas, sem obrigar ninguém a participar, é muito mais eficiente, pois não se faz necessário criar órgãos fiscalizadores (que consomem mais impostos ainda) para ver se o dinheiro está sendo bem empreendido, não depende de votar em fulano ou sicrano contando com a promessa de que ele vai levar a cabo projeto social X ou projeto social Y. Nada disso seria necessário porque as pessoas estariam em uma empreitada que elas mesmas organizaram e que estam fazendo de coração.

  • soulsurfer  19/11/2014 19:51
    Pedro Ivo,
    Obrigado pela lista imensa de links. Vou olhar alguns com o tempo, pois assim de antemão parece-me difícil dizer qual objetivamente é o ponto levantado. Porém, apenas pelo título dos links parece ser artigos sobre temas interessantes. Mais uma vez grato.

    Eduardo Maal,
    a) Eu concordo plenamente que a inovação é uma força que leva os seres humanos para frente. Também acredito que incentivos financeiros são importantes nesse processo. Também concordo que a liberdade é algo extremamente importante não só para o homem individualmente, mas como para a sociedade como um todo. Sendo assim, creio que em linhas gerais concordamos em boa parte;
    b) Em nenhum momento, se tiver paciência, pode ler os meus comentários, que os Estados Escandinavos ficaram ricos por meio da distribuição de renda. Essa é uma informação que eu não fiz, e nem teoria condições técnicas de fazê-lo. Também expressamente concordei que a liberdade econômica é essencial e ela se faz presente em larga escala nos países escandinavos. Acredite, colega, eu queria bem menos burocracia no nosso país. Eu gostaria de poder abrir uma empresa em dois dias como na Nova Zelândia. A liberdade econômica, o respeito aos contratos, o apoio à inovação são condições sim para o avanço tecnológico e econômico de uma sociedade (e aqui eu acho que concordamos, e estamos na linha de argumentação aqui desse espaço). Porém, eu acho que essa não é a história toda.
    c) A minha indagação inicial foi sobre impostos e redistribuição de riqueza. Indaguei por qual motivo países escandinavos conseguiram se manter competitivos, enriquecer e ter os melhores índices de IDH (que para mim é uma métrica muito melhor do que PIB) apesar de uma altíssima carga tributária. Pode-se argumentar que eles podem fazer isso porque são ricos, luxo que nós não poderíamos. E eu concordaria parcialmente. Porém, o fato é que os países escandinavos são os de melhor IDH e os mais felizes. Então, se essas sociedades são saudáveis, educadas e felizes (o que parece ser algo muito bom), acho que deveríamos prestar mais atenção no que elas fazem ou fizeram, não para imitar, mas para perceber o que pode ou não ter aplicação para nós. Sobre o índice de felicidade, já respondi num comentário acima, mas eu cito novamente o link e os critérios da ONU para medir felicidade. "The World Happiness Report 2013 reveals fascinating trends in the data judging just how happy countries really are. On a scale running from 0 to 10, people in over 150 countries, surveyed by Gallup over the period 2010-12, reveal a population-weighted average score of 5.1 (out of 10). Six key variables explain three-quarters of the variation in annual national average scores over time and among countries. These six factors include: real GDP per capita, healthy life expectancy, having someone to count on, perceived freedom to make life choices, freedom from corruption, and generosity (Table 2.1)" (exame.abril.com.br/mundo/album-de-fotos/os-50-paises-onde-as-pessoas-sao-mais-felizes-segundo-a-onu#5)
    d) Segundo esse relatório da ONU, os países escandinavos estão entre os países mais felizes, segundo a métrica. Eu li um pouco relatório, alguns países mais pobres como a Colômbia realmente podem ter pessoas muito felizes, mas as perguntas sobre felicidade também abrangem perspectivas futuras sobre a sua vida e própria felicidade e nesses critérios os países mais pobres costumam ter índices muito mais baixos de sensação de satisfação subjetiva com a própria vida. Veja que para a ONU é importante para ser feliz ter liberdade, ou pelo menos pensar que possui, para tomar decisões. Porém, outros critérios como "alguém que se pode contar", "generosidade" são métricas da análise, e eles estão corretos em colocar;
    e) Estão corretos, pois o ser humano é muito mais complexo e amplo, e não pode ser definido apenas pela sua liberdade. Basta ver, eu que já tive várias vezes na Ásia, que o nosso conceito de liberdade ocidental é muito diferente do que eles entendem. Foi por isso também que citei brevemente pesquisas sobre o que a Ciência vem mostrando sobre o ser humano. Somos egoístas, mas também altruístas. Evoluímos com essas duas características. Portanto, definir o ser humano apenas por um viés ou outro me parece pobre intelectualmente, e errado cientificamente;

    Grato pela resposta!
  • Deilton  20/11/2014 21:11
    "Somos egoístas, mas também altruístas."

    Se somos altruístas, então não precisa o estado redistribuir nada, os indivíduos mesmo farão isso.
  • Wellington Kaiser  22/05/2015 18:50

    Soulsurfer, se os caras são ricos e tem boas condições para continuar produzindo riquezas (coisa que você concorda), qual a dificuldade de entender o IDH alto deles?
  • Thiago Valente  23/05/2015 02:34
    Eu iria responder a mesma coisa: se o tal estudo demonstra que as crianças e os seres humanos cooperam mesmo satisfeita sua vontade, o Estado é inútil e serve apenas para determinados grupos manterem seu status quo.
  • Jose Carlos  21/06/2015 17:57
    Caro soulsurfer 19/11/2014 19:51:15,

    Parece que estou comentando com um pouco de atraso...rsrsrs

    Li os seus comentários anteriores com as reflexões sobre redistribuição, IDH, impostos, livre iniciativa, etc. Devo dizer que partilho a maior parte das suas opiniões e dúvidas (as pessoas parecem ter dificuldade em entender e aceitar que possam existir dúvidas e questionamentos honestos...).

    Também quero agradecer por ter mantido a capacidade de argumentar e defender seu ponto de vista, mesmo quando algumas respostas foram agressivas e não argumentativas.

    Leio os artigos no site e vejo que os comentários (como em outros sites!) certas vezes refletem dificuldade de aceitar opiniões contrárias. Eles se baseiam nos textos (que são bem escritos, coerentes, com argumentos, por sinal...) mas se esquecem de que o contraponto é sempre necessário para se refinar qualquer teoria ou experimento.

    Não tenho grau de conhecimento técnico e histórico para afirmar categoricamente, mas tenho a impressão de que a experiência do liberalismo absoluto (desculpe, não achei termo melhor...) nunca foi demonstrada plenamente, e por um período de tempo suficiente, para que possamos afirmar que esse é um sistema perfeito e que não necessita de correções.

    Portanto, abrir espaço (e a mente!!) para questionamentos como o seu é extremamente importante, sob pena de, no caso contrário, o fórum virar um espaço de pessoas que pensam da mesma forma, defendem as mesmas ideias, e que, intelectualmente, restringem suas possibilidades. Em outras palavras, um espaço de pregação para convertidos.

    Vivam a iniciativa individual, a capacidade de debater e a preocupação voluntária com o próximo!

    Abs.
  • Carlos Antônio  21/06/2015 21:26
    "as pessoas parecem ter dificuldade em entender e aceitar que possam existir dúvidas e questionamentos honestos... [...] mas se esquecem de que o contraponto é sempre necessário para se refinar qualquer teoria ou experimento [...] abrir espaço (e a mente!!) para questionamentos como o seu é extremamente importante"

    Prezado José Carlos, não se trata de "dificuldade em entender e aceitar que possam existir dúvidas e questionamentos honestos". Trata-se, isso sim, de questionar a premissa básica de vocês: por que vocês acham que é correto e moral tomar a renda de quem trabalha e redistribuí-la para quem vocês decidem?

    Esse roubo não tem nada de "contraponto". Revidar -- de maneira às vezes agressiva -- ideias imorais, como espoliação, não tem nada a ver com "dúvidas e questionamentos honestos".

    O ônus da prova é seus. São vocês quem têm de provar que o roubo é belo e moral, e que os "reacionários" que se revoltam contra isso estão errados e "devem abrir a mente para questionamentos". (Aceitar ser roubado agora virou mera questão de "abrir a mente").

    Na visão de vocês, algo imoral como o roubo deixa de ser imoral quando chancelado pelo estado. Mas como pode algo que é considerado imoral quando feito individualmente se tornar moral quando feito coletivamente? Será que a simples legalização basta para estabelecer a moralidade? A escravidão era legal; os confiscos stalinistas e maoístas eram legais; a perseguição dos nazistas aos judeus era legal; o apartheid na África do Sul era legal. A legalidade tornava esses atos morais? Claramente, a estipulação da legalidade não justifica esses crimes. A legalidade, por si só, não pode ser o talismã das pessoas morais.

    Por último, faço-lhe essa proposta:

    Eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?

    Enquanto você não responder a essa pergunta não há debate.
  • Giovanni Sponhardi  17/11/2014 17:04
    Ótimo artigo, me lembro da Argentina, há 13 anos atrás eu lembro, quem ia para a Argentina era chique, os Hermanos se achavam a EUROPA na América Latina, hoje 3 presidentes depois, esta uma merda
  • Daniel  17/11/2014 18:17
    Discordo, não está merda coisa nenhuma. Os argentinos continuam orgulhosos de serem argentinos, como sempre. Interessante é o brasileiro, que adora falar mal dos países vizinhos, mas não cuida do próprio quintal.
  • Silvio  17/11/2014 19:13
    Ora, só porque o roto fala mal do esfarrapado não significa que o esfarrapado não esteja assim de fato.

    "O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios".
    Santo Agostinho
  • Lucas  18/11/2014 01:32
    Bá, se a argentina tá bem...
  • Estevam  17/11/2014 18:27
    alguém ainda tem dúvida de que socialismo não passa de um plano de poder?
    não se deve leva-los a sério, deve-se desmascara-los por conspiradores que são.
  • Felipe  17/11/2014 19:49
    Estive pensando num fato que demonstra um crescimento da pobreza com o aumento do estado.

    Durante boa parte da historia da humanidade e no começo do capitalismo, a maioria das mulheres e crianças tinham que trabalhar para ajudar no sustento da familia.

    depois, no fim do século XIX e mais da metade do século XX, boa parte das mulheres, principalmente de classe média, não precisava trabalhar, apenas o trabalho do marido valia o sustento.

    E hoje novamente a mulher da classe média tem que voltar a trabalhar para ajudar no sustento.

    Qual o motivo?
    Seria um maior empobrecimento devido ao crescimento do estado?
  • Silvio  17/11/2014 20:55
    Vejo como possíveis problemas que obrigam a mulher a voltar a trabalhar:

    a) a destruição da família tradicional. Hoje é muito comum simplesmente a ausência da figura do pai. Logo, se não tem pai, a tarefa dele sobra para a mãe. E, mesmo quando o ex paga pensão, dificilmente seu valor pode cobrir todas as despesas da casa;

    b)o endividamento das famílias. Embora o salário do pai (quando houver pai) até dê para sustentar uma família, graças ao estímulo ao envidamento e ao retardamento crônico do brasileiro médio, não há dinheiro que chegue para se manter as despesas do lar, afinal, além dos gastos normais, há a parcela do carro, da casa, da TV de LED etc. (e haja etc. aí);

    c) a própria pressão social. A mulher que não trabalha para fora e fica em casa para cuidar melhor da família é vista como idiota, tapada, trouxa, besta, tonta (ah, você entendeu). Logo, mesmo que ela não esteja muito afim de trabalhar, para não ser vista como Amélia e demonstrar para os outros que é uma mulher independente e moderna, ela descola um trampo assim mesmo.

    É claro que isso não é um estudo científico, é apenas um chute meu baseado no que vejo por aí.
  • Eduardo  17/11/2014 23:00
    Olha, não acredito que mulheres saindo para trabalhar indicam que exista empobrecimento.
    Inicialmente acredito porque a sociedade mudou e a pressão para se formar uma família diminuiu. Já ouvi muitas garotas (em torno de 16/17 anos) dizerem que nem pensam em casar e constituir família porque consideram que isso atrapalharia suas carreiras profissionais - e só para constar, elas não eram feministas malucas que lutam contra o patriarcado.

    Então, creio eu, que agora a mulher não se sente mais tão confortável apenas sendo dona de casa e queira almejar objetivos maiores, não necessariamente porque ocorreu um empobrecimento nas famílias.

    Claro que o estado pode interferir, o Brasil é um exemplo perfeito, incentivando o parcelamento e endividando famílias, que depois tem que se virar para pagar tudo.
  • Felipe  18/11/2014 00:03
    Acho que o principal motivo seja o uma maior custo de vida hoje, causado por 2 motivos -

    1-) Aumento significativo da carga tributária nas últimas décadas, cada vez mais temos que sustentar mais parasitas.

    2-) Maior a quantidade de bens mínimos exigidos para manter uma vida social.
    Esse item embora seja positivo, acarretou num maior custo de vida. Hoje precisamos para manter um certo padrão social: tv a cabo, internet, carro, academia, inúmeros eletrodomesticos, e etc..
    Além disso alguns serviços importantes tem se tornado ainda mais caro nas últimas décadas, que são - Mensalidade de escola, universidade, planos de saúde, valor da casa. E boa parte desse aumento de valor é culpa do estado, que aumenta as exigências sobre esses serviços

    Silvio,

    Também acho válido os itens A) e C) sobre o motivo das mulheres voltarem ao mercado trabalho.

    Mas discordo do item b), que para mim é fruto de um maior custo de vida.
  • DAMASSA  17/11/2014 19:50
    BELO TEXTO......
  • Alexandre  17/11/2014 21:51
    Thomas Sowell, brilhante como sempre.
  • Igor Aguiar  18/11/2014 00:03
    Artigo bastante lúcido e nos traz informações úteis.

    Parabéns
  • Lucas Dantas  18/11/2014 03:54
    O site infelizmente é péssimo para ler via leitor digital, por exemplo o FEEDLY. Ficaria bastante satisfeito se fosse possível ler os posts do IMB, diretamente no aplicativo. Abs
  • Fagner  18/11/2014 15:35
    Essa ideia focar o montante arrecadado pela tributação de impostos e praticar uma redistribuição de renda para aqueles que não tem condição de gerar renda, a principio gera uma movimentação da economia gerando assim certo retorno do montante investido, mas impacta diretamente em quem está gerando a renda, quem mais contribui acaba por se decepcionar pois vê seu salário cada vez mais rápido escoando e não vê o retorno que o governo deveria dar.
    Esse modelo econômico gera também um novo paradigma na sociedade afinal quando se pensa em uma maior tributação da suposta "Elite" não se esqueça que para muitas pessoas de classes sociais menos favorecidas você é a "Elite" e para esse mesmo grupo de pessoas eles também são a elite para alguém menos favorecido. esse contexto não se mantem, oque precisa é um maior desenvolvimento e dar oportunidades para o Brasil crescer economicamente como um todo e não somente nas grandes metrópoles, afinal para existir distribuição de renda tem que existir alguém que gere essa renda.
    Os conceitos de esquerda e direita que que trabalhar em harmonia se pende muito para um lado nenhum deles é sustentável.
  • PiNCa  18/11/2014 19:50
    Excelente artigo, mas é difícil de encarar a realidade brasileira e negar a relação do assistencialismo estatal, (sim! o bolsa família) com a extinção da fome no país. Onde trabalho, tenho contato com muitas casas miseráveis, e é triste de ver que tem sim gente que vive só de bolsa, mas tem gente que vive com seu trabalho e usa a bolsa como um auxilio de renda, também existem milhões de casos que recebem bolsa família e não precisam (ainda bem, por que 1/4 do país recebendo bolsa família seria trágico demais.)
    Como negar a importância do bolsa família e dizer que ele não é importante para a população miserável? (ainda não encontrei nenhum artigo sobre o programa no site)
  • Anarca da floresta  18/11/2014 21:32
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1202
  • PiNCa  20/11/2014 18:15
    Não entendi a relação entre o bolsa família e as janelas quebradas do artigo.

    A minha duvida é a seguinte, se acabar com o bolsa família, muita gente vai voltar a passar fome no Brasil, como lidar com esse problema, que aparentemente está sanado no Brasil. (mas com a volta da inflação e o crescimento economico pifio, pode voltar com todas as forçar??)
  • anarca da floresta  20/11/2014 19:41
    Você vê o bolsa família.

    O que você não vê?
  • Silvio  20/11/2014 19:56
    Poxa, o dinheiro do bolsa-família vem de algum lugar. Para conseguir esse dinheiro, você precisa roubar muita gente. O que não se vê é o melhor uso que poderia ser feito com aquele dinheiro que o governo roubou para manter o bolsa-família.
  • Good way to understand  20/11/2014 21:11
    Pinca,

    De acordo com esse site:
    bolsafamilia.net/bolsa-familia-2014-reajuste-valor-bolsa-familia-2014.html
    "A média do valor do benefício do Bolsa Família 2014 é de R$ 97,00"

    Ora bolas, não é mais fácil, já que a pessoa está desempregada, conquistar um emprego, ou criar suas próprias oportunidades?
    Hoje vi uma vaga bem simples que não exigia NADA para restaurante de 2700 reais/mês. O que é melhor? ganhar 97 do governo e ficar limitado na carteira de trabalho (o bolsa família impõe limites) ou 2700 e ser independente, livre? Por que não uma vaga de 400 (abaixo do salário mínimo)? Ganhar bolsa do governo para não fazer nada é mais correto do que o indivíduo ser valorizado e conquistar seu espaço? Por que uma pessoa pode ganhar 97 para não fazer NADA, e as leis proibem essa mesma pessoa de ganhar 97 para trabalhar?

    Além do mais, de onde vem o bolsa família? Você acha que cai do céu? Não, ele vem de tributação. A tributação retira a capacidade do indivíduo de gerar mais oportunidades, diminui a oferta de empregos, além de condicionar o indivíduo não a atender a outros indivíduos e conquistar seu espaço, mas sim em ficar dependente, miserável, nas mãos de políticos que nem sequer conquistaram o dinheiro que distribuem.

    Então, para que serve o bolsa família? O próprio teórico liberal Lula denuncia:
  • PiNCa  26/11/2014 17:02
    Obrigado pelas respostas, concordo plenamente com vocês, a tributação é absurda no brasil e as regulamentações exageradas freiam a competição empurrando pequenas empresas para fora de mercados explorados por poucos monopólios, devastando assim grandes possibilidades de emprego, mas a extinção do bolsa família não deveria ser uma das ultimas coisas a se lutar contra? começando pela liberação do mercado e abertura de concorrência em vários setores (combustível, energético, telefônico, e etc) que empurrariam o país para frente, pois na teoria, o bolsa família é um programa barato para a população, (entendo ainda que é uma doença econômica, pois a cada 100 reais que o governo "dá" a alguém, ele precisa tirar 200 de algum lugar, seja da sociedade ou roubando poder da moeda)... Mas custa menos ao País que inúmeros aumentos de salário de funcionários públicos de todos os setores, desde cozinheiros até deputados e senadores, militares e etc...

    Entendo que em uma sociedade mais liberal e eficiente, com um governo menos inchado, nossas ideias fazem todo o sentido. Mas no Brasil... de onde o liberalismo deve começar? o que eu penso é que na situação atual, se houvesse um corte do bolsa família, a miséria (que ja esta nos rondando novamente) iria voltar a galopes, minando assim totalmente o governante que lutasse por essa bandeira.
  • João  18/11/2014 21:12
    E quem é que se importa com a renda média do seu país?

    Que que eu tenho a ver com essa cifra?

    Esse papo de analisar as misérias da sociedade e falar da natureza humana como causa direta dela é a coisa mais sórdida que existe. O que devemos fazer então é analisar tudo que há de ruim, explicá-lo, e dessa maneira aliviar nossa consciência pois todos os males da humanidade ou são naturais ou devem ser naturalizados por algum teórico chato.
  • Emerson Luis, um Psicologo  20/11/2014 17:05

    Sempre falam em "distribuição de renda", nunca em "produção de riqueza". Ou seja, tirar à força de quem produz para dar de graça a quem não produz.

    O dicionário define "renda" como "quantia recebida regularmente por trabalho realizado ou como resultado de investimentos, aluguel de imóveis etc."

    Ou seja, "distribuição de renda" é eufemismo para "roubo".

    * * *
  • Geraldo  23/11/2014 21:24
    A Etiópia é um dos países menos desiguais.
  • Higor  22/12/2014 02:31
    Essa capacidade de "pescar" que todos sempre citam é muito mal difundida aqui no Brasil. É claro que é isso que todos querem. Acontece que quando vc diz que o importante é "ensinar a pescar, e não dar o peixe", vc esquece que não adianta "só" ensinar a pescar num rio que está seco. Ou seja, se vc não consegue garantir O MÍNIMO para uma família que vive na beira da miséria tenha condições de sobreviver, os integrantes dela não terão uma chance sequer de ascender na vida.

    O problema dos críticos da redistribuição aqui no Brasil é que eles esquecem ou não entendem que por aqui não existe igualdade de oportunidades para as diferentes classes sociais.

    Por exemplo, temos um garoto "rico" e outro "pobre" em que ambos passaram num curso de universidade federal de engenharia, que vai durar 5 anos e tomará tempo integral dos estudantes até a conclusão.
    Enquanto o "rico" poderia cursar as aulas com relativa tranquilidade quanto a estabilidade econômica de sua família, o "pobre" talvez tivesse de trancar o curso ou não poderia nem iniciá-lo devido a eventuais problemas financeiros que sua família viesse a passar (e nesse aspecto eu nem estou considerando os gastos que ele teria quanto a sua locomoção, alimentação e gastos com material durante os tempos de aula), o que faria com que ele optasse por arrumar um trabalho de baixa qualificação para complementar a renda dela.

    Agora, imagine várias situações parecidas numa escala macro em nosso território. Essa falta de "redistribuição" só vai perpetuar ainda mais a desigualdade existente por aqui.

    Saudações.
  • Cavalera  22/12/2014 11:28
    Como é que é, Higor?!

    Para você, se um pobre tiver de trabalhar ao mesmo tempo em que cursa uma universidade (ao passo que um adolescente rico não precisaria de trabalhar), isso representa uma odiosa desigualdade de oportunidades?! Só porque o pobre tem de trabalhar? É isso?

    O que você defende então, que o pobre pare de trabalhar? Ou que o adolescente rico seja forçado a trabalhar? Não há terceira alternativa.

    Por que tamanho ódio ao trabalho? Trabalhar é bom e inclusive ajuda os mais pobres a desenvolverem importantes habilidades que tornarão sua mão-de-obra mais produtiva e mais demandada. Mas você, por amor a eles, quer proibi-los de trabalhar, pois acha que o trabalho é degradante.

    É com homens da sua fibra que se desenvolve uma nação.
  • anônimo  22/12/2014 12:00
    Qual parte de 'E TOMARÁ O TEMPO INTEGRAL' que vc não entendeu?
  • Felipe  22/12/2014 12:41
    Higor,
    "se vc não consegue garantir O MÍNIMO para uma família que vive na beira da miséria tenha condições de sobreviver, os integrantes dela não terão uma chance sequer de ascender na vida."


    Primeiro, o que levou um homem a formar uma família sem o mínimo para sobreviver?

    Ele tinha alguma renda que permitiu crescer e procriar, mas insuficiente para alimentar mais pessoas. Então não seria um equivoco da própria pessoa ter tido filhos sem nenhuma condição? Logo, obrigar alguém, que nada tem haver com isso, a fornecer dinheiro para seus filhos, seria algo justo?

    Segundo, o que impede uma pessoa de crescer num sistema capitalista?

    Não seria o governo que cria salários mínimos dificultando o primeiro emprego para muitas pessoas?
    Não seria o governo que taxa o consumo e a renda, empobrecendo a população?
    Não seria o governo que cria inflação empobrecendo a população?
    Não seria o governo que taxa os lucros diminuindo os investimentos e a demanda por mão-de-obra?
    Não seria o governo que obriga a todos a comprar produtos nacionais caros e ruins?
    Não seria o governo que cria inúmeros custos trabalhistas e burocracias dificultando o progresso do pequeno empresário?
    Não seria o governo que cria inúmeras exigências educacionais que encarece os estudos?
    Não seria o governo que cria a obrigatoriedade do diploma para muitos cargos, dificultando o acesso do pobre?

    Vou acabar por aqui. Mas a lista poderia ser maior.
  • Luis Gustavo  22/12/2014 13:12
    Desculpe, mas esse argumento, que é base para o desenvolvimento da ideia, me parece absurdo:

    "No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada."

    Explicando:

    O que é confisco? É a retirada coercitiva de propriedade do particular pelo Estado. Se dá em razão de um ato ilícito, ao menos em nosso ordenamento jurídico.

    O que é tributo? Também, a retirada coercitiva de propriedade do particular pelo Estado. Se dá em razão de um ato lícito, como ter propriedade de um imóvel.

    Entendo que, para a ECONOMIA, pelo menos, ambos são a mesma coisa: não interessa o porquê, que é assunto reservado ao direito, mas apenas que haverá uma redução na relação final de crédito e débito do produtor.

    Estabelecemos, então, uma premissa: economicamente falando, confisco é igual tributo.

    Pois bem, assim sendo, tanto é possível o confisco de riqueza futuro, como todos os empresários produzem, sabendo que terão de retirar uma parcela da produção para dar ao Estado; o trabalhador trabalha meses no ano, sabendo que destinam-se apenas a pagar o Estado; não obstante, produzem e trabalham, pois assim ainda lhes é mais interessante.

    A redistribuição é necessária, sempre foi, sob pena de voltarmos às mazelas da revolução industrial. Mas não pode ser exagerada, a ponto de onerar quem trabalha e beneficiar quem nada faz. Há de se encontrar um ponto de equilíbrio, apenas para impulsionar aqueles que realmente não tem condições de se erguer, sem derrubar os que escalaram com esforço.
  • Aracy Balabanian  22/12/2014 13:47
    Luis Gustavo, você até começou bem, mas sua conclusão não seguiu de suas premissas. Se o governo estipular que haverá um aumento da carga tributária (que você próprio consentiu em chamar de confisco) de 100% sobre a produção, por que as pessoas iriam continuar produzindo? Muito mais racional seria mandar o dinheiro para o exterior e viver de juros.

    No que mais, você desonestamente editou o trecho do texto que você colou, o qual deve exemplos práticos dessa teoria. Isso configura desonestidade intelectual de sua parte. O autor citou exemplos práticos dessa ideia.

    Os agricultores da União Soviética, tão logo perceberam que o governo iria confiscar uma grande parte da colheita futura, simplesmente reduziram a quantidade de tempo e esforço investidos no cultivo de suas plantações. Eles passaram a abater e a comer animais ainda jovens, os quais, em circunstâncias normais, seriam mantidos e alimentados até se tornarem prontos para a venda.

    O russo Igor Sikorsky, pioneiro da aviação de seu país, tão logo se deu conta dessa política, foi para os EUA e, com isso, produziu seus aviões e helicópteros a milhares de quilômetros de distância de sua terra natal.

    Você não refutou essa parte.

    De resto, dizer que "A redistribuição é necessária, sempre foi, sob pena de voltarmos às mazelas da revolução industrial" é de uma mendacidade sem fim.

    É o cúmulo ignorância querer comparar as condições de hoje com as condições de 260 anos atrás. É o óbvio ululante que, sob esse prisma, a época atual é um paraíso comparado àquela época.

    Pessoas que não entendem de economia têm esse grave problema de lógica. O sujeito acha que a economia é uma coisa estática, e que o mundo hoje só não é igual ao de 260 anos atrás por causa das legislações do governo.

    Realmente, para quem está acostumado com todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

    Mas a questão é: a qualidade de vida dos trabalhadores no século XVIII era melhor ou pior do que era no século XVII? As coisas evoluíram ou pioraram? No século XVII, as pessoas viviam melhor do que no século XVIII? A comparação tem de ser esta.

    Falar que a qualidade de vida e de trabalho era ruim no século XVIII tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos.

    Era simplesmente impossível ter no século XVIII a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Ainda assim, se você realmente acredita ser perfeitamente lógico comparar século XVIII com século XXI, ignorando toda a evolução no conforto que o capitalismo gerou ao longo desses mais de 260 anos, e quer acreditar as legislações trabalhistas foram as únicas responsáveis por todos esses benefícios, beleza. Nada posso fazer por você.

    Você dá a entender que as pessoas viviam no paraíso e na opulência, até que veio a revolução industrial e as levou para o inferno.

    Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

    A revolução industrial e as minorias oprimidas
  • Felipe  22/12/2014 14:37
    "A redistribuição é necessária, sempre foi, sob pena de voltarmos às mazelas da revolução industrial."

    Só por esse comentário você demonstrou toda sua ignorância sobre economia, e, portanto, deveria se abster de comenta assuntos relacionados a tal ciência.

    Vão algumas lições para você:

    Primeiro: não se compara um período de mais de 200 anos com hoje.

    A revolução industrial comparada ao período anterior foi uma benção a muitos miseráveis que não tinham nenhuma condição de sobreviver no campo.

    Segundo: Redistribuição piora a vida de todos no longo prazo.

    O aumento da produção de bens materiais depende do aumento de bens de capital (Máquinas e ferramentas). Para que uma empresa adquira novos bens de capital é necessário acumulo de capital (Leia-se: poupança voltada pra investimento). E quanto mais um governo confisca a renda, menor a capacidade de acumular capital.

    Portanto, quanto maior o oonfisco, pior a vida de todos no longo prazo.

  • Andre  22/12/2014 16:42
    "A redistribuição é necessária, sempre foi, sob pena de voltarmos às mazelas da revolução industrial.".

    Você fala como se as coisas fossem MELHORES antes da revolução industrial e a revolução industrial tivesse tornado a vida das pessoas PIOR do que era antes.

    É engraçado.
  • Luis Gustavo  22/12/2014 14:18
    Cara Aracy Balabanian,

    porquê tenho sempre a impressão de que estou debatendo com discípulos de Olavo de Carvalho quando leio jargões como "óbvio e ululante", entre outros, neste espaço de discussão? Ou será, em verdade, que o grande filósofo é o único que escreve aqui e, na verdade, só estou discutindo com ele? Seria um tanto frustrante... mais interessante seria se cada contribuinte de ideias usasse o próprio nome e disponibilizasse o e-mail... não se preocupem, não sou comunista, nem vou atrás de vocês. Meu nome é Luis Gustavo, meu e-mail é lgmoura8@gmail.com. Mas vamos lá.

    Por favor, você disse que sou um desonesto intelectual por ter editado o trecho que citei. O trecho está no 5º parágrafo, pode me dizer qual palavra foi suprimida ou alterada?

    De qualquer forma, sobre o que você alegou: se um governo adotasse 100% de carga tributária, concordo que seria o incentivo à não-produção. Mas isso não ocorreria. Voltando ao conceito jurídico, o tributo, ao menos em nosso ordenamento, não pode ser confiscatório. Alíquotas de 50% já bastariam para caracteriza-lo como confiscatório, quiçá de 100%. A Constituição não permitiria.
    Caso o Estado eleve alíquotas à 100%, estarei lá com você na revolta armada que tomará o Brasil.

    Eu não refutei os exemplos dados na União Soviética pois não discordo que foram políticas erradas, como costuma ser no comunismo. Isso porquê o Comunismo prevê uma economia radical, assim como o liberalismo, e acredito que nenhuma das duas seja ideal. São extremos que devem encontrar seu ponto de equilíbrio.

    Quanto ao mais, acho extremamente simplista concluir que a relação trabalho-capital no século XVIII era justa porque no século XVII era pior. Havia sim exploração de mão-de-obra, lucro exagerado e pessoas morrendo. Os industriais não eram os responsáveis pela miséria do povo, tampouco eram santos acolhedores como reza o texto que você mencionou.

    E jogar a culpa toda no Estado? Ora, quem é o Estado, senão o povo que o constitui? Se os empresários tinham maiores condições de pagar um salário melhor, férias, DSR, porquê não obrigá-los, em prol da solidariedade humana, já que pelo lucro jamais o fariam?

    Afinal, todos os direitos trabalhistas que temos hoje são frutos dos fatos que ocorreram nessa época. E você, assim como os pensadores deste instituto, pretendem abolir tais direitos? Acho que serão vozes solitárias, ao menos assim espero.
  • Andre  23/12/2014 15:02
    "Se os empresários tinham maiores condições de pagar um salário melhor, férias, DSR, porquê não obrigá-los, em prol da solidariedade humana, já que pelo lucro jamais o fariam?"

    Na Europa existem vários países onde não existem leis de salário mínimo e as pessoas ganham MUITO BEM.
    Pois os empresários são gananciosos, e a única forma deles satisfazerem sua ganância é contratando pessoas, só que em um livre mercado existem outros empresários gananciosos competindo pela mesma mão de obra, quem pagar mais leva.
    Portanto não é necessário nenhuma lei de salário mínimo.
    Aliás a lei de salário mínimo é uma lei cruel, pois ela diz:
    "Se a pessoa é POBRE e não tem qualificação para conseguir negociar com alguém um salário de pelo menos X dinheiros então essa pessoa deve ser impedida de trabalhar e permanecer na POBREZA."

    É muita bondade mesmo!

    "Afinal, todos os direitos trabalhistas que temos hoje são frutos dos fatos que ocorreram nessa época. E você, assim como os pensadores deste instituto, pretendem abolir tais direitos? Acho que serão vozes solitárias, ao menos assim espero.".

    Se fossem abolidos TODOS os direitos trabalhista e o mercado fosse liberado os brasileiros teriam um padrão de vida MUITO SUPERIOR.
    Pois em qualquer país RICO os trabalhadores possuem BEM MENOS direitos trabalhistas e ganham MUITO MAIS do que os pobres coitados protegidos trabalhadores brasileiros.

    Por fim a lei do salário mínimo é inútil. O ideal seria abolir essa lei e deixar que cada um defina o seu próprio salário mínimo.
    Fulano quer ganhar no mínimo dez mil por mês? Ótimo! Recuse todas as ofertas de emprego que paguem menos.
    Cicrano é pobre e prefere trabalhar ganhando só 500 por mês!? Ótimo para ele, assim ele não fica desempregado e vai ganhando experiência para depois poder conseguir empregos cada vez melhores.

    Enquanto isso os defensores do salário mínimo estão pouco se lixando para os pobres desempregados, pra eles o importante é reduzir a concorrência mantendo-a no desemprego! Seja passando fome ou tendo que se humilhar pedindo esmola pro governo.
    Quanta bondade!

    Fico aqui imaginando, se o governo atual quer mesmo ajudar o trabalhador o que ele está esperando para colocar o salário minimo do brasil igual à 10 vezes o salário médio da Europa!? Imagino que se tal golpe de caneta fosse desferido milhões de brasileiros ficariam super felizes!!!
    Até serem demitidos no próximo dia útil.
  • Gabriel  23/12/2014 15:59
    ''porquê tenho sempre a impressão de que estou debatendo com discípulos de Olavo de Carvalho quando leio jargões como "óbvio e ululante", entre outros, neste espaço de discussão? Ou será, em verdade, que o grande filósofo é o único que escreve aqui e, na verdade, só estou discutindo com ele? Seria um tanto frustrante... mais interessante seria se cada contribuinte de ideias usasse o próprio nome e disponibilizasse o e-mail... não se preocupem, não sou comunista, nem vou atrás de vocês. Meu nome é Luis Gustavo, meu e-mail é lgmoura8@gmail.com. Mas vamos lá.''

    Nossa! Como você soube que somos ''discípulos'' de Olavo de Carvalho? Realmente, gostamos tanto dele que usamos jargões que ele criou segundo você ''óbvio e ululante'' são palavras usadas apenas por Olavo e escritas unicamente pelas olavetes, é muita astúcia para pouca pessoa...


    Onde que Olavo de Carvalho defende o libertarianismo cidadão? De onde você tirou que somos ''discípulos'' do mesmo? Qual é a diferença de usar nome verdadeiro ou um pseudônimo? Quantos ''Luiz Gustavo'' existem no Brasil? E-mail? Eu posso criar um falso agora postar aqui e falar que é verdadeiro.

    Garanto-lhe que não é o Olavo de Carvalho que está respondendo suas postagens --eu também não sou ele--, são pessoas que ainda tem paciência em responder as suas bobagens.
  • K  24/12/2014 19:30
    Excelentes comentários, caro companheiro Luis Gustavo! Suas críticas jeniais simplesmente reduziram o texto a nada. Muito bom!

    Como você, tambem cheguei a conclusão de que TODOS os comentários deste sítio são feitos por discípulos do Grande Satã, Olavo de Carvalho, ou pelo próprio sujeito! Afinal é de conhecimento comum que o uso da expressão "óbvio ululante", que tanto lhe chamou a atenção, foi patenteada pelas olavetes e apenas elas e ninguém mais podem utilizá-lo. Sagaz observação, meu jovem =)

    Também defendo que o certo é buscar a implantação de um meio-termo entre o liberalismo e o comunismo! Afinal, o homem não nasceu para ser plenamente livre, e sempre haverá a necessidade do chicote estatal para estimular a consciencia social no ser humano e a contrucão de um mundo melhor. Como voce mesmo falou, as vezes é necessário obrigar as pessoas a agir de certa forma em prol do nosso ideal de solidariedade. E, claro, o uso de violencia é preciso para que todos se comportem da maneira correta. O medo do chicote é o pai da VERDADEIRA SOLIDARIEDADE! Essa estorinha de que só existe solidariedade voluntária nada mais é que balela de reacionário.

    Não poderia concordar mais que o glorioso e supremo ESTADO somos nós mesmos! Inclusive todos aqui do Mises, ingratos, também fazem parte do Estado! As atitudes do Estado não são nada menos que a magnífica manifestacão da vontade do povo na Terra! Exemplo claro se dá no caso de perseguições e exterminios étnicos perpetrados pelo Estado. Ao contrário do que os reaças daqui acreditam, tais atitudes são reflexo da vontade geral do povo, inclusive dos próprios perseguidos, que tambem são parte do Estado, uma vez que TODOS SOMOS ESTADO. Na verdade, o Estado sabe mais sobre o que queremos que nós mesmos, individualmente! É uma lógica que só os pobres coxinhas daqui não conseguem acompanhar...

    Também espero que aqueles que clamam pela tal "liberdade" - velho preconceito burguês, claro - não sejam mais que vozes solitárias. E cabe a paladinos da justica e da intelijência como você e eu fazerem de tudo para que ideias subversivas como as defendidas por este sítio não se espalhem, companheiro. LIBERDADE NAO PASSARÁ! =)

    Saudações
  • TeXuGo  26/12/2014 02:40
    K: "Suas críticas jeniais..."

    Não seria "geniais"?



    K: "Afinal, o homem não nasceu para ser plenamente livre, e sempre haverá a necessidade do chicote estatal para estimular a consciencia social no ser humano e a contrucão de um mundo melhor. Como voce mesmo falou, as vezes é necessário obrigar as pessoas a agir de certa forma em prol do nosso ideal de solidariedade. E, claro, o uso de violencia é preciso para que todos se comportem da maneira correta."

    Para responder isso colo um trecho do "A Lei" de Frédéric Bastiat, escrito em 1850:

    "Recebemos de Deus um dom que engloba todos os demais. Este
    dom é a vida — vida física, intelectual e moral.
    Mas a vida não se mantém por si mesma. O Criador incumbiu-nos
    de preservá-la, de desenvolvê-la e de aperfeiçoá-la.
    Para tanto, proveu-nos de um conjunto de faculdades maravilhosas.
    E nos colocou no meio de uma variedade de recursos naturais.
    Pela aplicação de nossas faculdades a esses recursos naturais, podemos
    convertê-los em produtos e usá-los. Este processo é necessário
    para que a vida siga o curso que lhe está destinado.
    Vida, faculdades, produção — e, em outros termos, individualidade,
    liberdade, propriedade — eis o homem. E, apesar da sagacidade
    dos líderes políticos, estes três dons de Deus precedem toda e qualquer
    legislação humana, e são superiores a ela.
    A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato
    de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a
    liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados
    a fazer as leis."





    K: "O medo do chicote é o pai da VERDADEIRA SOLIDARIEDADE! Essa estorinha de que só existe solidariedade voluntária nada mais é que balela de reacionário."

    www.tecmundo.com.br/bill-gates/35936-bill-gates-vai-doar-us-750-milhoes-ao-fundo-global-de-luta-contra-a-aids.htm

    exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/820/noticias/o-inimigo-numero-1-da-caridade-m0041667


    Para finalizar:

    https://www.youtube.com/watch?v=AEuO0q9d-4U

    em 1:20


    E mais um trecho de Bastiat:

    "Presentemente, os escritores, especialmente aqueles da escola de
    pensamento socialista, fundamentam suas diversas teorias numa hipótese
    comum: eles dividem a espécie humana em dois grupos. As
    pessoas em geral — excetuando-se o escritor — formam o primeiro
    grupo. O escritor, sozinho, forma o segundo e o mais importante grupo.
    Certamente esta é a ideia mais estranha e mais presunçosa que
    possa ter saído de um cérebro humano!

    Com efeito, esses autores modernos começam por supor que as pessoas
    não trazem em si nenhuma motivação para agir, nenhum meio de
    discernimento. Pensam que as pessoas são desprovidas de espírito de
    iniciativa, que são matéria inerte, moléculas passivas, átomos sem espontaneidade,
    em suma, vegetais indiferentes à sua própria forma de existência.
    Pensam que as pessoas são suscetíveis de adotar, por influência da
    vontade e das mãos de outrem, uma quantidade infinita de formas mais
    ou menos simétricas, artísticas e acabadas. Além disso, nenhum desses
    autores hesita em imaginar que ele próprio — sob os nomes de organizador,
    revelador, legislador ou fundador — é esta vontade e esta mão,
    esta força motivadora universal, este poder criativo cuja sublime missão
    é reunir em sociedade esses materiais dispersos que são os homens.

    Estes autores socialistas olham para as pessoas da mesma maneira que
    o jardineiro olha para suas árvores. Assim como o jardineiro dá caprichosamente
    às árvores a forma de pirâmides, guarda-sol, cubos, vasos,
    leques e outras coisas, da mesma forma procede o escritor socialista.
    Segundo sua fantasia, ele talha os seres humanos, dividindo-os em
    grupos, séries, centros, subcentros, alvéolos, ateliês sociais e outras
    variações. E tal qual o jardineiro, que necessita de machados, serras,
    podadeiras e tesouras para moldar suas árvores, cada socialista precisa
    de força para moldar os seres humanos, o que ele somente encontra
    na lei. Com esse objetivo, ele inventa a lei das tarifas aduaneiras, dos
    impostos, da assistência social e das escolas."
  • Ironia   26/12/2014 15:31
    O comentário do K foi claramente uma ironia , "jeniais" foi um erro proposital com o intuito de ofender o Luis Gustavo.
  • TeXuGo  26/12/2014 19:30
    Para K e Ironia,
    Desculpe meu erro, acho que não estou conseguindo mais diferenciar ironias dos argumentos dessa galera.

  • anônimo  26/12/2014 10:07
    'E jogar a culpa toda no Estado? Ora, quem é o Estado, senão o povo que o constitui? '

    Então diga aí, se o povo que o constitui quiser cortar pela metade a quantidade de deputados ele pode? Se quiser diminuir o salário de um vereador analfabeto ele pode?
  • Luis Gustavo  24/12/2014 22:41
    Caro K,

    Que bom que pude abrir um pouco seus horizontes. Mas não diria que reduzi nada, apenas acrescentei. É assim que funciona em qualquer debate acadêmico, caso você tenha ou já teve a oportunidade de frequentar uma academia, sabe que todas as opiniões são sempre aceitas (a máxima é que "não existe perguntas burras" e ousaria dizer que nem respostas). Isso porque esses temas são de extrema complexidade, simplesmente afirmar algo categoricamente, sem dar espaço a outros pensamentos é, isso sim, burro.

    Quanto ao último parágrafo, deixo uma frase célebre que pode responder sua ironia: "Em toda sociedade em que há fortes e fracos, é a liberdade que escraviza e é a lei que liberta" (Lacordaire)

    Bom natal, amigos.
  • TeXuGo  26/12/2014 12:21
    Caro Luis Gustavo,

    Eu prefiro a definição de Bastiat para a Lei:

    "Portanto, nada é mais evidente do que isto: a lei é a organização do
    direito natural de legítima defesa. É a substituição da força coletiva
    pelas forças individuais. E esta força coletiva deve somente fazer o
    que as forças individuais têm o direito natural e legal de fazerem: garantir
    as pessoas, as liberdades, as propriedades; manter o direito de
    cada um; e fazer reinar entre todos a JUSTIÇA."

    Seria muito bom se fosse assim, uma força coletiva que impede injustiças.

    Atualmente, no Brasil, a definição de lei passa longe do que o Bastiat pregava. É até difícil para as pessoas entenderem o propósito dela, pois quando se fala em injustiças, as pessoas incluem as chamadas injustiças sociais, uns tem mais e outros tem menos. Daí começam a usar a lei com desculpa de fazer filantropia quando na verdade estão efetuando um espólio permitido por lei, e no final das contas estão transferindo riqueza de uma classe para outra. E garanto que a classe beneficiada é sempre a dos legisladores.
  • Felipe  26/12/2014 12:22
    Luis Gustavo,

    Não adianta vim com essas frases socialistas aqui não.

    Se quer afirmar que a liberdade nos levará a escravidão então você prove por A + B ao invés de papagaiar o que outros disseram.

    A propriedade privada (incluindo nosso corpo) é um direito de cada individuo, está acima de qualquer decreto governamental.

    Se você acha certo fica submisso a alguns burocratas por que teme a liberdade é problema seu. E apenas admita que você é um covarde.
  • Rodrigo Amado  26/12/2014 12:42
    "Quanto ao último parágrafo, deixo uma frase célebre que pode responder sua ironia: "Em toda sociedade em que há fortes e fracos, é a liberdade que escraviza e é a lei que liberta" (Lacordaire)"

    Mas quem aplica a lei é sempre o mais forte.
  • Rodrigo Amado  26/12/2014 12:31
    "caso você tenha ou já teve a oportunidade de frequentar uma academia, sabe que todas as opiniões são sempre aceitas".

    É muito engraçado ver você dizer que na academia "todas as opiniões são aceitas".
    Ou você vive no mundo da fantasia ou você mente descaradamente. Não há outra opção.

    Nesses vídeos abaixo vemos pessoas da academia agindo feito animais para impedir opiniões divergentes de serem proferidas.
    Veja que esses animais não estão apresentando nenhum argumento:

    Estudantes com raivinha do professor que emitiu opiniões que eles consideram machistas:


    Estudantes pedindo "a liberdade de expressão e o fim da opressão machista", sendo que eles querem é IMPEDIR que quem tem opiniões machistas possa se expressar, é claro:


    Argumentando como animais estudantes invadem a reitoria, pois como seus argumentos não convenceram eles precisam usar a FORÇA ANIMALESCA:


    Opa, mais animais protestando aqui:


    Opa, algumas feministas aqui querendo impedir opiniões divergentes de serem proferidas, ora, vejam só que coisa mais animalesca:


    E para um exemplo mais claro e cristalino, nesse vídeo um cara vai em uma universidade em momentos distintos proferir
    opiniões divergentes, mas somente uma das opiniões é recebida com xingamentos e afirmações contrários, mas NENHUM ARGUMENTO:


    Se eu acreditar em você nessa piada de que na academia "todas as opiniões são sempre aceitas", eu rio sempre que leio isso,
    e for em alguma universidade apresentar alguma opinião divergente das opiniões que esses animais estúpidos permitem eu posso
    me dar muito mal.

    Que tal ir em uma universidade e pedir licença para entrar em uma aula de sociologia, história, ou outro curso de humanas,
    para convidar os alunos para uma palestra em defesa do capitalismo, dos direitos do homem, em defesa da heterossexualidade,
    da superioridade da cultura europeia que criou as civilizações mais avançadas que existem, em defesa do homem branco que segundo
    estatísticas comete bem menos crimes que os negros... para ver se os alunos da academia irão aceitar a existência dessas
    opiniões sem ficarem bem nervosos e espumando de raiva de você, mesmo você sendo apenas um mensageiro anunciando uma palestra?

    O palestrante então... esse eles vão querer impedir de falar usando muitos urros e gritos, exatamente como animais irracionais.

    É por essas e por outras que eu só profiro minhas opiniões na internet. Pois não quero ser atacado por essas bestas selvagens que habitam a academia.
  • anônimo  26/12/2014 15:15
    academy.mises.org/courses/right/

    'Post-war conservatism abandoned laissez-faire and a foreign policy of peace in favor of an interventionist State, essential for the pursuit of an aggressive Cold War strategy '

    O que tem a ver com o ISIS? Tudo.
  • anônimo  26/12/2014 15:33
    Rodrigo, vc está certo em quase tudo.Só precisa estudar um pouquinho mais pra ver como o ISIS e um monte desses 'grupos terroristas' foram criados pelos EUA.Mas no resto, impecável, o ambiente universitário é esse mesmo.
  • Luis Gustavo  26/12/2014 13:14
    Caro Rodrigo Amado,

    Você está certo em repudiar essas expressões de vandalismo, que não passam mesmo disso.

    Mas você vai encontrar disso em absolutamente todo o lugar do mundo. Mas na Universidade, bem ou mal, é o melhor lugar para se tentar encontrar um bom lugar para a discussão. Olavo de Carvalho mesmo já foi à USP debater com o Professor Alaor Café. E, em que pese os discípulos de Olavo acharem que ele humilhou o professor no debate, não vi mais do que ele esbravejar e elencar os males que a União Soviética causou, sem conseguir um argumento lógico para sustentar suas ideias.

    Sim, a Universidade é o melhor lugar que você encontraria para não ser agredido por suas ideias... salvo a internet, mas apenas por conta do manto do anonimato e distância que ela proporciona... na vida real, não há outro lugar público.

    O problema seria, por exemplo, seus argumentos serem aceitos... comosustentar que negros são mais agressivos que brancos por sua natureza? E não pelo meio e condição social a que são submetidos?

    Não é por ignorância ou falta de boa vontade em ouvir seus argumentos, mas já estão tão superados e já ouvimos tanto e tantas vezes na história, que acabam em descrédito mesmo antes de ouvi-los. Faz-nos parecer que você está apenas querendo ser "do contra" ou então está a defender seus próprios interesses.

  • Tom Cavalcante  26/12/2014 15:38
    "Sim, a Universidade é o melhor lugar que você encontraria para não ser agredido por suas ideias..."

    De que galáxia você está teclando? Quero muito ir praí. Como faço? Aqui no Brasil, qualquer debate acadêmico que envolva a mera defesa do liberalismo econômico ou de políticas sociais politicamente incorretas, como a extinção das cotas, acaba em assédio moral ao palestrante. Vide o que acontece com Ali Kamel.
  • Rodrigo Amado  26/12/2014 18:15
    "Sim, a Universidade é o melhor lugar que você encontraria para não ser agredido por suas ideias..."

    Você pode até não ser agredido fisicamente, na maioria das vezes, mas será ameaçado e impedido de falar dependendo da sua opinião.
    Portanto é falso afirmar que "todas as opiniões são sempre aceitas" na academia.

    "O problema seria, por exemplo, seus argumentos serem aceitos... comosustentar que negros são mais agressivos que brancos por sua natureza? E não pelo meio e condição social a que são submetidos?".

    Isso não está sendo discutido. Eu apenas citei isso como exemplo de opinião que não seria aceita na academia.
    Além do mais no exemplo que eu usei:
    "em defesa do homem branco que segundo estatísticas comete bem menos crimes que os negros..."
    Não está sendo dito o PORQUÊ dos negros cometerem mais crimes.
    Você é que assumiu, não sei porque, que nesse exemplo o argumento usado pelo portador da opinião seria "sua natureza".
    E com relação à "condição social" saiba que também existem brancos pobres. E eles cometem menos crimes.

    As estatísticas não indicam que pobreza causa criminalidade, isso é apenas um mito propagado por esquerdistas,
    com o objetivo de tirar a culpa dos criminosos para que estes cometam mais crimes e as pessoas aceitem dar mais
    poder ao estado para conter os crimes.

    "Não é por ignorância ou falta de boa vontade em ouvir seus argumentos, mas já estão tão superados e já ouvimos tanto e tantas vezes na história, que acabam em descrédito mesmo antes de ouvi-los. Faz-nos parecer que você está apenas querendo ser "do contra" ou então está a defender seus próprios interesses.".

    Eu não defendi nenhum argumento. Eu apenas citei opiniões que não seriam aceitas na academia.
    E demonstrei, com vídeos, que determinadas opiniões quando apresentadas na academia não são aceitas.
    E os acadêmicos, animalescos, tentam calar os portadores dessa opinião NO GRITO E NA MARRA.

    Enfim, não é relevantes se os acadêmicos vão agredir ou não o portador da opinião que eles odeiam.
    O simples fato deles ficarem protestando e gritando como animais já mostra que eles não aceitam opiniões divergentes.
  • Luis Gustavo  26/12/2014 23:26
    Caro Rodrigo,


    "Não está sendo dito o PORQUÊ dos negros cometerem mais crimes. Você é que assumiu, não sei porque, que nesse exemplo o argumento usado pelo portador da opinião seria "sua natureza"."

    Bem, se assumi incorretamente, então POR QUE você gostaria de discutir que "o homem branco" comete menos crime que o "homem negro", se não por sua natureza?? Se você não está discutindo a natureza de ambos, então não haveria o menor motivo para dizer "branco" ou "preto"... desculpe, mas minha assunção não foi por falta de lógica. Sua esquiva do óbvio é que é covarde.

    De qualquer modo, há coisas que não são meras opiniões, mas já são crimes tipificados. Tenho certeza que ninguém aqui gostaria de apologia ao crime, não se trata de opinião.

    Mas qual seria sua ideia, então? Abolir as Universidades? Boa sorte neste país sem médicos, engenheiros e advogados que quer construir. Ou seria apenas a modificação delas, para que passem a adotar os ideais propagados pelos liberalistas? Aí, mais uma vez, se tornaria o lugar que você tanto odeia: que não aceita opiniões contrárias.
  • Forever  27/12/2014 23:43
    Mas qual seria sua ideia, então? Abolir as Universidades? Boa sorte neste país sem médicos, engenheiros e advogados que quer construir. Ou seria apenas a modificação delas, para que passem a adotar os ideais propagados pelos liberalistas? Aí, mais uma vez, se tornaria o lugar que você tanto odeia: que não aceita opiniões contrárias.

    A resposta para essa dúvida está aqui:Educação

    Mais uma vez você perde o seu tempo em abrir outra discussão pedindo respostas que estão no site em forma de artigos, se você espera que todos tirem suas dúvidas numa simples área de comentários, paciência.

    Ninguém por aqui defende ''modificações para que passem só os ideais propagados pelos liberalistas'', o que defendemos é que continuem ensinando Karl Marx, Friedrich Engels, Keynes e porcarias afins, mas que também apresentem aos alunos Mises, Rothbard, Hayek entre outros. Defendemos o livre pensar, o aluno deve ser livre para conhecer o oposto sem ser criticado/tachado. E não ser massacrado com apenas um lado da história como acontece hoje em escolas e universidades, isso é cerceamento da liberdade, coisa que você parece ignorar.


    Pelo menos dessa vez tenha a decência de ler os artigos antes de responder.
  • Rodrigo Amado  28/12/2014 12:10
    '
    Bem, se assumi incorretamente, então POR QUE você gostaria de discutir que "o homem branco" comete menos crime que o "homem negro"
    '

    Eu não quero discutir isso. Apenas citei isso no meio de vários outros exemplos de opiniões que não são aceitas na academia.

    " , se não por sua natureza??"

    O portador dessa opinião poderia ter outras explicações, como por exemplo questões culturais ou religiosas.

    "Se você não está discutindo a natureza de ambos, então não haveria o menor motivo para dizer "branco" ou "preto"..."

    E eu não estou discutindo isso mesmo.
    Eu apenas citei exemplos de opiniões que não são aceitas na academia.
    Se alguém for na academia expressar a opinião de que a maioria dos brancos é racista essa opinião seria aceita.
    Só pra citar um exemplo antagônico.

    "desculpe, mas minha assunção não foi por falta de lógica. Sua esquiva do óbvio é que é covarde."

    Não foi falta de lógica, foi invencionisse.
    Não há nada óbvio nisso, tanto que você mesmo veio alegar que o motivo dos negros cometerem mais crimes poderia ser "condição social".
    Assim como eu posso afirmar que os japoneses são mais inteligentes e não usar como explicação a sua "natureza", posso usar como explicação o fato de que a cultura japonesa valoriza muito mais os estudos e o esforço individual.

    "De qualquer modo, há coisas que não são meras opiniões, mas já são crimes tipificados. Tenho certeza que ninguém aqui gostaria de apologia ao crime, não se trata de opinião."

    Nenhum dos exemplos que eu dei se classifica como apologia ao crime. Não sei porque você citou isso.

    "Mas qual seria sua ideia, então? Abolir as Universidades? Boa sorte neste país sem médicos, engenheiros e advogados que quer construir."

    A solução seria apenas multar ou prender todos que cerceiam a liberdade de expressão alheia, pois coagir é crime.
    Foi lá urrar para impedir alguém de falar? Mandar sair, não obedeceu? Multa. Continuou desobedecendo? Prisão. Simples assim.

    "Ou seria apenas a modificação delas, para que passem a adotar os ideais propagados pelos liberalistas? Aí, mais uma vez, se tornaria o lugar que você tanto odeia: que não aceita opiniões contrárias."

    Se eu estou criticando a não aceitação de opiniões contrárias é claro que eu não proporia uma solução que impedisse a aceitação de opiniões contrárias.
    E o que você falou não faz sentido, pois até onde eu sei os liberalistas aceitam perfeitamente a presença de opiniões contrárias.
  • Luis Gustavo  28/12/2014 15:26
    Caro Rodrigo,

    "O portador dessa opinião poderia ter outras explicações, como por exemplo questões culturais ou religiosas."(...) "Assim como eu posso afirmar que os japoneses são mais inteligentes e não usar como explicação a sua "natureza", posso usar como explicação o fato de que a cultura japonesa valoriza muito mais os estudos e o esforço individual.


    Então, bastaria citar como exemplo de debate que não seria aceito em universidades: "diferenças entre cultura ou religião A e B". Ainda não entendi o motivo de dizer defesa do "homem branco" em relação ao "homem negro". Desculpe, mas não convenceu.

    Ao se referir aos japoneses, é evidente que está se referindo a cultura e à nação, tanto que não se refere a japoneses no Brasil. Ao contrário de dizer "homem branco" comete menos crimes que "negros", não há o menor invencionismo em concluir o que você afirma: em iguais condições sociais e de criação, você acredita que negros serão mais violentos. Do contrário, não haveria sentido em falar "branco" ou "negro".


    Se quer debater religião ou cultura, a cor é totalmente irrelevante.

    "Nenhum dos exemplos que eu dei se classifica como apologia ao crime. Não sei porque você citou isso."

    Tentar sustentar que brancos praticam menos crimes que negros em razão da cor seria apologia ao crime, por isso não poderia ser debatido em academia, não disse que o que você fez foi apologia ao crime. Apesar de, pela lógica, ser a única conclusão possível ao tentar se estabelecer diferenças de taxa de criminalidade entre negros e brancos.



    "A solução seria apenas multar ou prender todos que cerceiam a liberdade de expressão alheia, pois coagir é crime.
    Foi lá urrar para impedir alguém de falar? Mandar sair, não obedeceu? Multa. Continuou desobedecendo? Prisão. Simples assim."

    Uma solução válida, embora não concorde que a criminalização da conduta seja adequada. De qualquer forma, atingiria os baderneiros... até aí, nada de errado com a ideia de Universidade em si, então.





  • Rodrigo Amado  29/12/2014 16:00
    Deixe-me lembrar do que eu disse.

    Eu disse que se A então B.
    Mais precisamente eu disse que se fosse feita uma tentativa de divulgar determinadas opiniões na academia elas não seriam aceitas.

    Mais precisamente ainda eu disse que se você for um uma universidade anunciar uma palestra cujo tema fosse "em defesa do homem branco que segundo
    estatísticas comete bem menos crimes que os negros" então os alunos da academia iriam querer impedir que a palestra ocorresse.

    E poderiam ficar tão furiosos que poderiam até xingar o mensageiro que foi anunciar tal palestra.

    Em nenhum momento eu disse que concordo com tal opinião hipotética.

    Foi só um exemplo de uma opinião cuja divulgação na academia não seria aceita.

    Só porque eu citei a possível existência de determinada opinião hipotética isso não significa que eu tenha essa opinião.
    E não significa também que eu tenha sequer pensado em qualquer justificativa para justificar essa opinião HIPOTÉTICA.

    Vou citar outro exemplo:

    Se alguém for na universidade defender a opinião de que 2 mais 2 é igual a 5, essa pessoa não seria rechaçada e impedida de falar.
    Seria apenas chamada de louca ou de comediante.

    Mas veja que só porque eu acabei de citar a possibilidade de alguém defender a opinião de que 2 mais 2 é igual a 5 isso não
    significa que eu acredite que 2 mais 2 seja igual a 5.
    E também não significa que eu acredite em qualquer justificativa que possa ser usada para validar a opinião de que 2 mais 2 seja igual a 5.

    Resumindo:

    Quando alguém cita uma possível opinião hipotética isso não significa que esse alguém acredite nisso e nem que acredite em QUALQUER justificativa para a possível opinião hipotética que foi citada.
  • Andre Cavalcante  22/05/2015 15:02
    Caras, é fato que os negros cometem mais crimes que os brancos, no Brasil. E isso é fácil de ver. Me permitam uma TESE:

    Já tive vários amigos negões deste os tempos de 1º grau (hoje fundamental) e 2º grau (hoje médio). Quase todos tinham as seguintes características marcantes: 1º tinham boa voz para cantar; 2º tinham um ritmo "dá hora" (não é a toa que preto tem samba nas veias); 3º tinham um excepcional físico (não dava pra ficar dividindo ombro-a-ombro com eles no futebol, que geralmente eu perdia). E é claro que existem negões que não tem nada disso, é apenas uma generalização (por tanto relevem a caricatura, é apenas um apelo dramático ao texto :)) que quase todos vão concordar.

    A questão cultural não é que eles sejam diferentes dos brancos: eles o são. A questão é: como a "sociedade" aproveita essa habilidades? Por exemplo, a habilidade musical geralmente denota igualmente uma habilidade matemática (musica é simetria temporal, muito útil no campo da matemática). Igualmente uma habilidade física geralmente denota uma inteligência espacial (muito útil na engenharia, por exemplo). Afora as óbvias vantagens em relação à geração de material cultural (a música propriamente dita) e esportes (não é a toa a recente "invasão" de negros africanos em gramados europeus, ou a liga de basquete do EUA, ou mesmo a nossa seleção de futebol recheada de negros e pardos).

    Agora, se você é fisicamente mais forte (o que pode implicar em mais tendencias agressivas) se não direcionada para certas áreas (talvez porque seja proibido trabalhar nessas áreas), advinha em que o indivíduo vai usar sua capacidade? Em coagir os outros, isto é, no crime é claro.

    Sabe como "resolver" este "problema": deixe as pessoas livres para fazer o que devem fazer para a sua sobrevivência, desde que respeitem a liberdade dos demais, i.e., usem do princípio de não agressão (viva e deixe viver, conviva!) e, implante-se uma cultura de individualismo, na qual as pessoas são valorizadas pelo que elas são e fazem na sociedade e não por um rótulo qualquer coletivo (preto, branco, asiático, índio, homem, mulher, gay, etc.)

    Abraços

  • anônimo  23/05/2015 09:43
    'Caras, é fato que os negros cometem mais crimes que os brancos, no Brasil.'
    Fato coisa nenhuma, pode até ser nos EUA mas aqui? Mesmo SE raças existissem, não existem negros nem brancos aqui, aqui todo mundo é misturado. Negro mesmo só se for esses haitianos que o governo está botando pra dentro à força.
  • Matheus  22/05/2015 21:05
    Qual a posição da EA sobre restrição de migrações? Qualquer pessoa poderia migrar independente da situação financeira ou criminal?
  • anônimo  23/05/2015 12:13
    A EA não faz juízo de valor sobre nada, agora pela filosofia libertária vc é livre pra morar em qualquer lugar, contanto que seja baseado num arranjo voluntário, que é justamente o que NÃO acontece no mundo de hoje.Na prática os imigrantes são 'empurrados' pelo governo, geralmente são gente que não oferece muita coisa além de trabalho braçal, que buscam welfare state e sempre votam no partido mais esquerdista possível, que mais esmolas oferecer.
    Gente assim não busca se integrar na sociedade que os acolhe, eles acham que os outros devem algo pra eles e o que deve acontecer é o contrário, são os europeus, por ex, que devem aceitar sem reclamar quando os imigrantes criam seus bairros onde os nativos são proibidos de entrar.
    Grande parte dos libertários acha que num mundo livre haveria migração generalizada, Rothbard lá pelo fim da vida notou que não ia ser nada disso. Até porque sem um governo pra mentir e pra propagar o tal 'multiculturalismo', ia ser difícil esconder o aumento das taxas de crimes e estupros relacionadas com a imigração.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  23/05/2015 00:14
    O governo é o maior ladrão que existe. Deve ser ELIMINADO PARA SEMPRE.
  • Marcus  23/05/2015 02:22
    KKKKKK Olhem o nivel de desespero dos Marxistas e sua falha argumentação
    www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/democracia-mercado-eleitoral.html
  • Felipe  03/06/2015 14:38
    Não entendo por que raios os defensores da escola austríaca seriam contra o bolsa-família.

    Pois utilizando a lógica é tranquilamente viável defender tal política. Ainda que o custo do programa seja uma redução no consumo e na poupança do setor produtivo, esta redução é ínfima. O beneficio para quem recebe é enorme, e não só pelo aumento no seu padrão de vida, mas porque tem como meta manter os filhos na escola, tirando a necessidade dos filhos ter que trabalharem para ajudar em casa. Além disso, o incentivo para alguém deixar de trabalhar por conta do bolsa-família é também baixo, pois o valor do beneficio é baixo, algo em torno em torno de 100 reais.

    Ao meu ver o único motivo para ser contra é se apegando aquela baboseira de ética libertária. "ninguém pode agredir ninguém"
    legal, isso é válido até você está passando fome.
  • Neto  03/06/2015 14:56
    De qual bolsa-família você está falando? Sim, pois há 3 no Brasil.

    Há o bolsa-família para o grande empresariado, cujo dinheiro vem de todos os pagadores de impostos.

    Há o bolsa-família para os funcionários públicos, cujo dinheiro vem de todos os pagadores de impostos.

    E há o bolsa-família para os pobres, cujo dinheiro vem de todos os pagadores de impostos.

    O libertário é contra as três -- mesmo porque seria uma baita incoerência ser contra duas e a favor de uma.

    Logo, qual a sua dificuldade? "Por que raios" você não conseguiu entender algo tão trivial?


    P.S.: só uma coisinha: "defensores da escola austríaca" não podem ser, por definição, contra ou a favor qualquer política. A escola austríaca estuda a ciência econômica, e o estudo da ciência econômica é algo que deve ser feito sem juízo de valor.

    A economia é uma ciência positiva e não normativa. A economia simplesmente explica como as coisas são (positiva), mas ela não faz juízo de valor sobre determinadas políticas (normativa).

    Quem faz juízo de valor é a filosofia (normativa), e não a ciência econômica (positiva). Logo, ser contra ou a favor qualquer uma das três bolsas-famílias não é o escopo da escola austríaca, mas sim da filosofia libertária.

    Não mais faça essa confusão daqui pra frente.
  • anônimo  04/06/2015 06:15
    É óbvio que ele está falando da bolsa pobre.
    Apelando pra essa besteira de 'passar fome' como se a gente ainda estivesse na idade média
    planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/obesidade-mata-mais-gente-do-que-fome-737584.shtml
    E mesmo que estivesse, a solução pra sair disso pra um mundo de riqueza com comida abundante e barata é o livre mercado e não esmola estatal



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