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A descoberta da realidade e do liberalismo

Certo dia, quando eu tinha uns 14 ou 15 anos de idade, minha mãe me chamou para me mostrar no jornal uma matéria sobre uma manifestação contra as escolas particulares. Eu aparecia numa foto.

Sobre a mesa, havia uma pilha de papéis. "Isso aqui são contas que eu preciso pagar todos os meses para manter a escola. Antes de pensar em comprar qualquer coisa para vocês e para nossa casa, eu preciso pagar funcionários, encargos sociais, sindicatos, impostos e diversos outros gastos que você nem imagina. Então, pense direito se você acha certo ir para a rua protestar contra o trabalho que te sustenta", ouvi de minha mãe, que mantinha uma pequena escola que nunca teve mais que 60 alunos, mas que sempre teve mais de 10 funcionários.

Nunca senti tanta vergonha na vida.

Apesar de nunca ter ouvido nada sobre política dentro de casa, a partir daquele dia passei a prestar atenção no assunto e especialmente na luta (não há outra palavra) de minha mãe para sustentar os filhos sendo uma micro-empresária. A época era de caos econômico e da ascensão política de Lula, que se fazia presente quase todos os dias na televisão.

A violência de suas palavras, sempre cobrando que o estado se apropriasse de toda e qualquer propriedade privada, criava em mim um sentimento de que, seja lá o que fosse aquilo que ele representava, não era boa coisa.

Passaram-se os anos até que entrei na faculdade de arquitetura, primeiro em uma instituição particular, depois em uma federal.

Os intervalos entre as palestras da Conferência da Escola Austríaca, que ocorreu no fim de semana dos dias 6 e 7 de setembro, foram preenchidos justamente pelas lembranças daquela época: o ambiente acadêmico, as revoltas, o comportamento e as iniciativas minhas e de meus amigos de faculdade nos Encontros de Estudantes de Arquitetura e nos eventos da UNE dos quais participávamos em todo o Brasil.

Na faculdade, principalmente na federal, havia um consenso sobre o descaso, sobre o desleixo e até sobre a preguiça tanto de funcionários quanto de professores. Revoltava-nos o desperdício de dinheiro público entrelaçado às carências mais básicas, como o histórico problema com o bebedouro do curso — entrei e saí da faculdade sem vê-lo funcionar por mais de uma semana. Tanto desleixo administrativo avalizava o desleixo da maioria dos alunos, que literalmente levava o curso nas coxas.

Porém, sempre havia duas dúzias de alunos que se organizavam individualmente ou coletivamente para compensar o que a faculdade não nos oferecia. Promovíamos palestras, exposição, viagens, publicação de livros, pesquisas e até pequenas reformas do edifício onde estudávamos. Conseguíamos dinheiro para nossos projetos por meio de doações e de festas. Participando dos Encontros de Estudantes, exercíamos nossa potência de forma ainda mais intensa: sem estarmos sob qualquer autoridade, cada participante tinha a liberdade de fazer o que bem entendesse. Podia-se passar o dia nas atividades (palestras, oficinas e trabalhos nas favelas) ou no bar. Podia-se passar a noite na festa ou dormindo. Usava-se a roupa que quisesse. Transava-se com quem quisesse. Usava-se a droga que quisesse. Cada indivíduo era visto e tratado como indivíduo, não como membro desse ou daquele grupo.

Mesmo na ausência de qualquer autoridade formal, havia um completo respeito mútuo. Nos 55 Encontros de que participei, nunca houve sequer uma briga! Nunca houve a ostentação de uma única bandeira de partido político! Entre nós, o respeito era uma manifestação voluntária, não um dever.

O oposto acontecia nos eventos da UNE, quando presenciávamos verdadeiras guerras, com os militantes de partidos de esquerda se comportando como selvagens, agredindo uns aos outros verbal, moral e até fisicamente o tempo todo na tentativa de cada grupo (grupo!) de impor suas ideias aos demais.

Ao contrário dos nossos Encontros, aqueles eram eventos bancados com dinheiro público, com festas embaladas por artistas famosos. Meus amigos e eu víamos aquele ambiente como mais um símbolo da podridão da política, do quanto o estado e o dinheiro público era usados para fins ideológicos.

Pois bem.  Do que nos serviu todas aquelas experiências?

Um dia desses, um amigo daqueles tempos, diante de meu empenho em divulgar o liberalismo, provocou-me dizendo (quase debochando) que eu estava apenas deslumbrado com essa "nova descoberta". Sim, é uma novíssima e deslumbrante descoberta!

É sim motivo de alegria e orgulho descobrir que existe um movimento sério que tenta fazer as pessoas enxergarem que a sociedade deve ser moldada em função das liberdades e das potências individuais, diante da comprovação histórica de que a busca por objetivos individuais gera benefícios públicos, assim como fazíamos na faculdade — tentando melhorar nossa própria condição de estudo, acabávamos promovendo ações que agraciavam até aqueles que eram contra nós.

Mesmo após todos os anos de faculdade imersos naquela realidade, nem eu e nem meus amigos tínhamos sequer a noção do que éramos ou do que representávamos. Hoje, consigo ler aquele período afirmando com toda certeza de que éramos libertários do mais alto grau! Rejeitávamos qualquer coisa parecida com estado porque sabíamos que tínhamos condição de discernir sobre o que era bom para cada um de nós e como deveríamos realizar nossos projetos, fosse trabalhando em equipe, fosse cada um quieto em seu canto.

Éramos poderosos, autônomos e livres. Mas, naqueles tempos, tanto por inocência quanto por ignorância, enxergávamos apenas as alternativas esquerda ou direita, com a primeira sendo apenas "menos ruim" do que a segunda.

E então? Do que nos serviu todas aquelas experiências?

Hoje, a quase totalidade daqueles amigos se posiciona a favor justamente daquilo que lhes causava repulsa. Aqueles libertários que comprovavam através de si mesmos a eficiência da iniciativa privada agora enxergam a mesma iniciativa privada como uma desgraça e que toda solução deve vir do estado. Aqueles indivíduos que se orgulhavam da liberdade que exerciam agora acreditam que o estado deve formatar as pessoas em um único arquétipo intelectual. Aqueles estudantes autônomos que, em vez de esperar pela providência estatal, resolviam seus problemas por si mesmos, agora acreditam que o pobre é um ser incapaz, tão incapaz que deve ser mantido dependente dos humores dos arrecadadores de impostos. Aqueles indivíduos que antes se empenhavam voluntariamente (voluntariamente!) em trabalhos sociais agora creem que a caridade deve ser uma obrigação de todos, sob formas e custos arbitrados pelo governo.

Eu, provavelmente por meu distanciamento ao vir morar sozinho em outro estado e também pelo tempo que meu trabalho como artista plástico me oferece, pude me dedicar à literatura filosófica, que acabou me levando a descobrir, há poucos anos, o liberalismo e os autores da Escola Austríaca de Economia.  E, nos dois dias em que estive na Conferência de Escola Austríaca organizada pelo Instituto Mises Brasil, tive uma certeza: a de que se tivéssemos tido, naqueles anos de faculdade, contato com esse movimento e com essas ideias, hoje não apenas eu me apresentaria como liberal, mas também muitos daqueles meus colegas.

Certo da idoneidade de cada um deles, também tenho a certeza de que se abrigaram sob o discurso fácil e "heróico" do socialismo por causa do recalque filosófico que ficou daqueles anos de faculdade — a perda da esperança em uma sociedade livre. Só me cabe lamentar.

Olhando para frente, o que eu gostaria de ver é o pensamento liberal sendo apresentado a outros círculos sociais e acadêmicos além do econômico, o que certamente ofereceria uma terceira alternativa a muitos jovens que adorariam encontrá-la.


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autor

João César de Melo
é arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro Natureza Capital.


  • Felipe  16/09/2014 15:26
    Desde do ínicio precisavamos interagir com outras pessoas para sobreviver, e essa interação gerava conflitos e também beneficios mútuos. Uma organização era necessário para se colocar ordem nas coisas, e assim foi se formando as tribos.

    Tribos que eram mais organizadas dominavam aquelas tribos mais frágeis. E com o tempo as tribos se tornavam maior, e formavam o que se chama hoje de estado, esses estados passaram a conflitar entre si e aqueles mais organizados e avançados dominavam os outros.

    Durante muitos anos, e em geral, os chefes eram escolhidos pelo berço e dominavam o povo pela força. Hoje eles são escolhidos pela própria sociedade, e dominam o povo pela demagogia.

    O que eu quero dizer com isso? O processo do estado é algo natural. O problema dele? são os políticos. A solução? o voto.

    Abraços
  • Marcio Cajado  16/09/2014 16:12
    e vc acredita em voto? acredita que ele tem alguma validade?
  • Andre Cavalcante  16/09/2014 16:29
    Felipe,

    Não é bem assim... No início, as primeiras tribos não eram mais que famílias grandes. Neste contexto, quem mandava era o pai (o patriarca) - tribos com a mulher sendo chefe também aconteceram, mas esporadicamente.

    Até aí, nada de mais. Não há governo propriamente falando, porque tudo tinha um único dono: o pai, exatamente como nas casas de hoje. Se alguém na tribo não estava contente, arrumava suas coisas e ia embora. Se houvesse um crime, o Pai julgava e dava uma punição. Às vezes a punição era a morte. Todos trabalhavam para a manutenção do lugar (e.g. faziam a própria roupa, plantavam, caçavam etc., atividades de subsistência)

    A medida que começaram a acontecer interações com outras tribos/famílias, ocorreu duas coisas: uma foi o aumento da qualidade de vida (mínima, se comparada com os dias modernos) das pessoas e a outra foi o aumento dos conflitos.

    O aumento da produção devido às iterações, permitiu o surgimento de pessoas que podiam fazer mais que simplesmente se preocupar com o que vão comer no jantar. Como a propriedade privada precisa ser respeitada e defendida para que ela cumpra o seu papel de solucionadora dos conflitos, apareceram os primeiros grupos armados.

    Daquelas primeiras tribos/clãs/famílias para este os grupos armados, vão-se séculos de história.

    Aí o chefe desse grupo, naturalmente por causa de seu egoísmo e orgulhos natos, começou a centralizar as decisões de tudo na tribo e usar de sua força militar para resolver os conflitos (em vez da propriedade privada). Se tornou o primeiro escroque da história e usou o seu poder militar para subjugar a tribo. Lógico que, para poder fazer tudo isso, obrigava as pessoas a bancar tudo isso, afinal tinha o poder militar. A sua justificativa era a segurança. Aí sim podemos dizer que há um governo e um estado. Naturalmente, se queria mais poder, passou também a subjugar outras tribos. É o nascimento do escravagismo.

    Mais uns séculos...

    Para reforçar a segurança, o líder ergueu muros, pagos por todos seja com recursos, seja com o próprio trabalho. Foi o nascimento das primeiras cidades. Para manter-se e continuar subjugando os outros teve que inventar uma justificativa moral, se não as pessoas não engoliriam isso. É o nascimento dos impérios baseados na religião, onde o senhor é o rei/imperador/deus encarnado. Claro que, para mostrar que era "diferente" dos demais, erguia para si mesmo, a custa dos outros (é claro), a figura de semideus. É o nascimento das "obras públicas faraônicas" (estádios de futebol para a copa do mundo são apenas a vertente moderna disso)

    Então, não, não é "natural" o nascimento do estado. É preciso um indivíduo que se ache acima dos outros para realizar tal tarefa. E esse indivíduo não respeita os outros como indivíduos.

    E é essa uma das maiores falhas de do coletivismo: para que todas as pessoas sejam "iguais" (o sonho do coletivista), todas as pessoas teriam que ser governo. Como isso é impossível, sempre haverá quem se ache "maior" que os outros (mais sábio, mais forte, melhor em algo...), que fará às vezes do estado, simplesmente quebrando a premissa do coletivo.

    Nós não somos formigas, cujo coletivo, o formigueiro, pode ser encarado como uma única entidade. Nós somos seres humanos e, apesar de animais gregários, somos passíveis de vontade própria, portanto, individualidade e como tal que devemos nos analisar e à sociedade que formamos.


  • Estevam  16/09/2014 17:07
    Eu estava pensando hoje:

    É muita cara de pau dos estadistas e burocratas falarem em nome da sociedade, pois a sociedade é a resultante de diversas interações individuais espontâneas, enquanto qualquer ação estatal é resultado de uma única deliberação individual restrita, centralizada e coerciva.

    Completando seu comentário, saí de casa concluindo que a única relação do Estado com a sociedade está na sua existência permitida pelo consentimento dos governados. A única resultante social de diversas ações individuais é sua sincronizada resignação.
  • anônimo  16/09/2014 17:10
    "A solução? o voto"

    Hmmm não.

    Boa leitura:

    Artigos sobre o assunto 'Democracia'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • anônimo  16/09/2014 17:12
    Belo texto João. Eu também vejo a descoberta do liberalismo como um divisor de águas na minha vida. A ilustração no começo do texto retrata bem a situação.

    Abraços!
  • Mohamed Attcka Todomundo  16/09/2014 17:16
    caramba!! como me enxerguei nesse depoimento. so q tive + sorte: quando começei no geografia a qase 5 anos, tb descobri m IMB.
  • marcos  16/09/2014 17:18
    excelente depoimento, seria ótimo as ideias/ideiais libertários avancarem além da Economia (que é a parte mais fácil até)

  • Marconi  16/09/2014 17:31
    É sim motivo de alegria e orgulho descobrir que existe um movimento sério que tenta fazer as pessoas enxergarem que a sociedade deve ser moldada em função das liberdades e das potências individuais, diante da comprovação histórica de que a busca por objetivos individuais gera benefícios públicos, assim como fazíamos na faculdade — tentando melhorar nossa própria condição de estudo, acabávamos promovendo ações que agraciavam até aqueles que eram contra nós.

    Perfeito!

    Só uma correção ao Autor do texto.. você é um liberal, como eu, não um libertário.

    "éramos libertários do mais alto grau!"

    Não não, vocês eram (são) liberais!


    "Todo indivíduo está continuamente esforçando-se para achar o emprego mais vantajoso para o capital que possa comandar. É sua própria vantagem, de fato, e não a da sociedade, que ele tem em vista. Mas o estudo de sua própria vantagem, naturalmente, ou melhor, necessariamente, leva-o a preferir aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade."

    "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter."


    Sir. Adam Smith



  • Estevam  16/09/2014 17:33
    Eu gostaria de saber:

    O que é uma direita estatizante?
    Não há uma convenção a respeito disso. Apenas todos sabemos que a esquerda é socialismo, mas aparentemente tudo o que se opõe ao socialismo é jogado na lixeira da direita: positivismo, capitalismo, fascismo, nazismo, "neoliberalismo", conservadorismo, até a social democracia no Brasil.

    Eu simplesmente não vejo muito sentido no diagrama de Nolan a não ser no que tange medir um posicionamento autoritário ou não, mas não sobre o tamanho do Estado, pois não há Estado maior que o Comunista (consequentemente autoritário na amplitude/abrangência da ação).

    Lendo libertários (e eu mesmo sou um) só pude concluir, como muitos conservadores, que os libertários se portam como uma extrema direita que pedem menos ainda do que o Estado mínimo.

    Li a respeito das demais ideologias e percebi que sairam todas do socialismo utópico: o positivismo, o progressismo, socialismo científico (comunismo), nazismo e fascismo. Todas influenciadas ou discensões, portanto só faz sentido serem todas esquerda.

    É necessário decidir: se capitalismo é direita, logo todos os demais tipos de socialismo que chamo de plano B não podem ser direita.

    A anarquia pela direita é obtida pela redução total do Estado, enquanto que pela esquerda, segundo Marx, pelo seu aumento total.

    Não obstante a esquerda tem maiores tendencias globalistas enquanto direita sesseções.

    É fato que a esquerda sempre usou a direita como bode expiatório para seus próprios pecados, assim como o socialismo para com o capitalismo.

    A despeito de os jacobinos se sentarem à esquerda e esta origem da discussão, é um fato que Trótsky chamou de oposição de esquerda a quarta internacional, refletindo o que eu batizei de Ejeção à Esquerda, que é um fenômeno relativo em que nunca se é socialista o bastante reforçando o magnífico texto de Mises: "Políticas conciliatórias levam ao socialismo"; assim como "UMA CRÍTICA
    AO INTERVENCIONISMO".

    Portanto não vejo outra justificativa para libertários repudiarem a direita que não seja covardia de confrontar os muitos anos de deseducação produzida pelos socialistas.

    Mas eu estou aqui para aprender, portanto repito a pergunta:
    O que é uma direita estatizante?
  • Mr. Magoo  16/09/2014 22:42
    Direita estátizante, leia-se coletivismo vertical.
  • Rennan Alves  16/09/2014 22:43
    "O que é uma direita estatizante?"

    Eu diria que são os neocons e os neoliberais.
  • Ali Baba  17/09/2014 11:29
    @Estevam 16/09/2014 17:33:39

    Mas eu estou aqui para aprender, portanto repito a pergunta:
    O que é uma direita estatizante?


    Qual é a relevância disso?

    Cuidado para não cair na falácia do reducionismo. Não existe somente direita e esquerda e o uso desses termos foi mudando conforme o tempo foi passando. É praticamente um consenso hoje que tudo o que se refere a um estado em crescimento pertence à esquerda e tudo o que se refere a um estado em redução pertence à direita, mas também um milhão de outras ideologias vestem uma e outra carapuça ao sabor dos ventos. Sob esse prisma, direita estatizante é um oximoro.

    De qualquer forma, eu realmente gostaria de saber qual é a relevância dessa redução toda. Sê libertário, como dizes que és, e quando te perguntares apenas reafirme seus valores.
  • Estevam  17/09/2014 19:37
    Eu concordo com vocês, mas eu ainda percebo que "neoconservadores" não são tão estatistas quanto comunistas. Se separássemos em um único eixo de estatismo eles estariam à nossa esquerda.

    Esse é o problema do que eu chamo de relativismo político que define muito mal as coisas.
    Eu prefiro que elas sejam chamadas pelo nome.

    Não sou eu quem é reducionista, mas as pessoas preguiçosas que tentam limitar conceitos de forma tão simples, eu apenos tento resignificar de forma mais coerente esta discussão.

    Quanto ao comentário de Dom Comerciante no fim:

    Eu discordo que haja libertários ou liberais socialistas, ou de esquerda, isto é apenas o nome, pois não faz sentido nenhum. Estão sempre denunciando a opressão da família tradicional, da Igreja e do Estado Mínimo (sobretudo a polícia). Mas na prática defendem o assistencialismo coercivo que depende do mesmo Estado Mínimo para ser colocado em prática.
    O feminismo, o movimento LGBT e ações afirmativas, com suas artificiais lutas de classe, não são pela liberdade, se fossem não seriam um assunto político. Não demandariam soluções estatais, não acionariam tanto o judiciário e banalizariam tanto o uso da força.
    Ou se é liberal ou socialista.

    Se um conservador tenta legislar conforme seu padrão moral eu o considero como um socialista conservador. No diagrama de Nolan sim, ele estaria na direita estatizante.
    Para mim o debate econômico é socialismo vs liberalismo, já o debate moral é progressismo vs conservadorismo. Variáveis diferentes.

    Acho que esse texto da wikipedia informa bem a respeito do que seria a liberdade com viés de esquerda, porém este debate simplesmente não existe no meio políco:

    pt.wikipedia.org/wiki/Livre_associação_(comunismo_e_anarquismo)

    Graças a isso acabei "expropriando" socialistas do termo Livre Associação.

    O problema na prática não é o coletivismo, apenas na propriedade. Pois um avião apesar de ser propriedade privada é de uso coletivo. Transporte coletivo não é a mesma coisa que transporte público. Uma coisa é o uso, outra é a propriedade. Nós tomamos algumas medidas coletivas como cooperativas, consórcios ou seguros, nem por isso dependemos do Estado ou somos socialistas.

    Esse argumento do reducionismo não faz sentido, pois o diagrama de Nolan, ao tentar ser mais complexo, ainda assim continua reduzindo para os leigos o muito que precisamos ler dos autores de todo o espectro. Por que não chamam Nolan de reducionista também?

    O fato é que socialistas adoram chamar o nazismo de direita, capitalismo de direita, logo nazismo é capitalismo, livre mercado é fascismo, e Mises recebe uma pixação de suástica como foi descrito neste último podcast 136, "Menos Marx, Mais Mises".

    Como desmentir este absurdo? Para quem tem dissonância cognitiva deve-se usar gravurinhas mesmo. É o cérebro preguiçoso, fanático e apegado que nos trás a essa discussão.
  • Victoria  22/09/2014 01:13
    Na verdade, acho que "direita estatizante" são grupos que defendem valores conservadores, mas que querem impô-los através da coerção estatal. Tipo pessoas que querem proibir as drogas, fazer imperialismo com dinheiro público, etc.
    Eu só discordo com o Estevam sobre não haverem libertários de esquerda. Podem sim, assim como há libertários conservadores, haverem libertários progressistas. Afinal de contas, para ser libertário basta que você não queira impor sua visão de forma estatal sobre os outros. Por exemplo, vamos supor que haja uma mulher muito feminista. Agora, vamos supor que, mesmo assim, ela não queira impor sua visão através do Estado, e prefira mostrar o seu feminismo trabalhando voluntariamente em um abrigo para mulheres que sofreram violência doméstica e escrevendo um blog na internet divulgando a importância da causa feminista. Essa pessoa é uma libertária, mesmo que tenha valores que são identificados com as causas dos socialistas. Isto porque ela não se utilizou de meios estatais para coagir outros. Ela pode até mesmo reclamar dos comerciais televisivos que considera machistas, desde que seja clamando por um boicote dos consumidores às marcas que os fizerem, e não por uma regulação estatal que os proíba.
    Ser um libertário, portanto, é somente acreditar que o Estado não deve ser seu lacaio pessoal, lutando pelos seus valores e pela sua ideologia. É cuidar dos seus negócios e tentar ter uma boa vida assim. Ponto.
  • anônimo  22/09/2014 12:11
    'Eu concordo com vocês, mas eu ainda percebo que "neoconservadores" não são tão estatistas quanto os comunistas.'

    E é por esse motivo que eles são mais desprezíveis que os comunistas.O comunista pelo menos é um escroto autêntico, já o neocon é o escroto dissimulado, que te joga na prisão falando que luta pela tua liberdade
  • Felipe  16/09/2014 19:26
    Deveriamos separar o real do ideal, e assim discurtir soluções REAIS para os nossos problemas.

    O ideal seria não haver estado, mas a realidade é que há

    E dado que existe estado qual a melhor solução para diminuir o tamanho dele ou torna-lo mais eficiente
  • Andre Cavalcante  16/09/2014 20:20
    "Deveriamos separar o real do ideal, e assim discurtir soluções REAIS para os nossos problemas."

    Ok. Guarde isso!


    "O ideal seria não haver estado, mas a realidade é que há"

    Não, o ideal é acabar com a ideia do estado.



    "E dado que existe estado qual a melhor solução para diminuir o tamanho dele ou torna-lo mais eficiente(?)"

    Vou assumir que se trata de uma questão.

    É impossível tornar o estado mais eficiente. Não há mecanismo para isso, por uma questão econômica: o estado não produz nada e não vende nada, logo não tem lucro, nem prejuízo, logo, qualquer serviço que ele se julgue capaz de fazer será feito sem a informação básica do preço real envolvido naquele serviço, sejam custos de produção, seja no quanto será cobrado pela realização do serviço (até porque o preço será sempre 0 (gratuito), certo?). Isso simplesmente impossibilita o cálculo econômico, vai estimular o uso "infinito" do serviço, o que vai colocar os custos no "infinito" também. Então, não, não como deixar o estado eficiente.

    E também tornar o estado mínimo é quase impossível. Naturalmente o estado tende a se agigantar. A única forma de tornar o estado mínimo é através de uma revolução, isto é, trocar um estado grande, que colapsou por qualquer motivo (e.g. econômico) por um outro, menor, por meio da força. Entretanto é impossível mantê-lo mínimo por muito tempo.

    O certo é retirar a ideia de estado da cabeça das pessoas.

    Soluções reais:

    1. Não depender do estado para "quase" nada. Exemplos: educação, saúde, moradia, transporte - tudo privado. E, se possível, se unir com vizinhos e tomar conta da sua rua e das calçadas.

    2. Sonegar impostos no que puder e quando puder. Exemplos: enviar din-din pro exterior (via bitcoins, por exemplo), a fim de não ter que pagar IR. Fazer contratos amplos, de serviço, para não pagar a infinidade de impostos sobre a renda. Claro, vais ter que fazer poupança por contra própria (aplicações em ouro ou outros ativos, por exemplo).

    3. Divulgar as ideias de liberdade e responsabilidades individuais para todos os amigos e, em especial, para crianças e adolescentes.

    4. Votar NULO ou não votar. Se recuse a participar desse teatro que são as eleições.

    5. ... (Dê a sua ideia)

  • Marcio Cajado  17/09/2014 23:58
    amigo na minha realidade nao consigo ver uma pessoa que dependa desse item 2 citado por vc, e o incrível é que as pessoas que eu convivo acreditam que de fato devem pagar mesmo não utilizando esses serviços, em prol dos pobres, eu tento repassar o conhecimento que adquiri e estou adquirindo com a riqueza do conteúdo ddo IMB, mas cansa ter que lutar contra todo esse condicionamento estatal, e continuemos lançando as ideias de liberdade
  • André Luiz S. C. Ramos  16/09/2014 20:34
    João, parabéns pelo belíssimo depoimento.
    Que muitos outros sigam o seu caminho.
  • Cristiano  16/09/2014 21:15
    Excelente artigo. Espalhem a mensagem!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  16/09/2014 21:30
    Concordo com o autor. Assim como ele, também tive as duas experiências de ensino(público e particular) e posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que a realidade de ambas são completamente diferentes. A pública é um descaso total com o dinheiro dos impostos e a particular, sendo dinheiro de proprietários privados, é mais bem administrada e competente. Infelizmente, para a maioria do povo brasileiro, não há opção de escolha, devido aos baixos salários e impostos incrivelmente e DESCARADAMENTE, altos.
  • Silvio  16/09/2014 21:34
    Como os pais sofrem com um filho esquerdista!
  • Mr. Magoo  16/09/2014 22:33
    Estevam; Direita e esquerda são uma coisa só. Não são duas filosofias. Só a representam em duas maneira diferente. Fonte das duas é o coletivismo. Libertarianismo se assenta no individualismo.
  • anônimo  17/09/2014 09:49
    Um moleque de 15 anos não tem muita coisa na cabeça,se ele estava num protesto desses claro que foi influenciado por alguém, provavelmente pelos professores de história.Então a culpa é dos pais que não prestam atenção na educação do filho e ainda pagam pra um professor desses botar um monte de mentiras na cabeça dele.
  • anônimo  17/09/2014 13:45
    Existem várias matrizes.
    Depois que vc descobre isso tudo, que entende a vantagem do capitalismo acontece o que vem acontecendo no brasil recente: a direita neocon tenta se apropriar da causa da defesa da liberdade e do livre mercado, empurrando junto no pacote as coisas da agenda dela.

    Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho e suas olavetes, Luciano Ayan...tudo neocon.

    Acho que o IMB devia bater mais nessa tecla, é bom ter argumentos pra esse pessoal também, se não vai ter gente iludida achando que está lutando pela liberdade, mas na real está lutando por outra prisão.
  • Dom Comerciante  17/09/2014 18:35
    Ainda a pessoas que insistem em enquadrar o Libertarianismo na direita, a direita está distante de ser anti-estatista, assim como os infinitos movimentos libertários socialistas são todos anti-estatistas mas são de esquerda. O que acontece é que todo mundo aí visa coletivismo em um maior ou menor grau. Liberais e Libertários por outro lado, visam a ausência ou a presença mínima do estado e não se encaixam nem na esquerda nem na direita, que não passa de uma classificação restrita e reducionista do que é coletivismo e o que é individualismo.
    Concluindo. Libertários são só libertários, não são direita e nem esquerda, assim como acho coerente Liberais estritos não se considerarem parte de um espectro político insignificante.
    Para mim, o Diagrama de Nolan continua sendo o único realista.
  • Luciano Rocha  17/09/2014 22:07
    Me identifiquei muito com esse depoimento, diria que o meu despertar para os ideais liberais foram de certo modo muito parecidos como o que ocorreu com o autor.
    Quando vivenciei meu primeiro congresso da UNE, ainda como um leigo em politica e economia, vi que algo estava errado, sai de lá sem aprender nada, vendo membros de partidos aliados conflitando, com demagogias do tamanho do mundo.
    Quando comecei a buscar a fundo o porque os produtos e impostos no Brasil tem valores tão altos e os serviços publicos tão ineficientes, me esbarrei com o empecilho que o estado impõe a nossa economia e desenvolvimento, e atrelei tudo isso aos ideias do governo vigente, no caso o PT, juntei a pratica populista, mais os ideais utopicos que os governantes prmetem com a nossa realidade e com a realidade de nações que prosperaram, traçando um comparativo, e me senti revoltado com essa descoberta.
    Enfim, excelente texto!
  • Jailson Cardone Júnior  18/09/2014 02:11
    Gostaria de compartilhar os meus pensamentos com vocês a respeito de nossa sociedade.
    Assim como surgiu o capitalismo e seu oposto o socialismo ou seu genérico comunismo em que o Estado é dono de tudo e de todos ferindo os indivíduos em suas liberdades transformando todos em um grande organismo não pensante, venho dizer que ainda não existe um modelo de sociedade "alternativa" que agrade a gregos e troianos, acredito que deveríamos assim como Platão pensou em A Republica, construir uma proposta de modelo de sociedade, baseada na liberdade, mas que nesse liberalismo não existam classes sociais que tenham o poder de dirigir os destinos da coletividade enquanto outras classes sociais fiquem de fora das decisões e só participem da construção da mesma sociedade alternativa com sua força de trabalho. Sei que é difícil no presente e muito menos de uma hora para outra criar um sistema de Governo que acabe com a exclusão social até porque se assim existisse qualquer modelo de igualdade, liberdade , fraternidade e justiça social, seria eliminado pelas nações e os milhares de indivíduos que hoje representam a elite que comanda o nosso mundo, essas famílias cujo poderio econômico vem de longas datas jamais deixariam que o modelo atual fosse extinto embora elas mesmas sabem que o capitalismo nos moldes de hoje esta com os dias contados. Estas elites pretendem criar um sistema globalizado com um só governo e sem fronteiras ou restrições econômicas e com politica imperialista, onde os pobres serão como sempre os trabalhadores que ergueram as suas piramides.
  • Ricardo Souza  18/09/2014 12:36
    Descobri o IMB recentemente, a partir de alguns estudos de economia para concursos (sou biólogo de formação e não fazia ideia desses assuntos antes). Já li uns 5 livros da biblioteca virtual e muitos artigos do blog, e fui definitivamente "fisgado" pelas verdades que encontrei.
    O texto do João César de Melo está muito bom, e o final coincide com o que tenho pensado nos últimos dias: "... gostaria de ver é o pensamento liberal sendo apresentado a outros círculos sociais e acadêmicos além do econômico, o que certamente ofereceria uma terceira alternativa a muitos jovens que adorariam encontrá-la.".
    Como a maioria dos "movimentos", o nosso sofre com o problema de "pregar aos convertidos". Ora, é muito bom encontrar pessoas que pensam parecido, mas acho que o mais importante é tentar expandir esse círculo, conquistar novos adeptos.

    Nesse ponto, a esquerda mundial sempre deu um banho. Eles conquistaram corações e mentes, popularizaram conceitos como "luta de classes", "exploração", "burguesia", se apropriaram indevidamente da palavra "trabalhador", demonizaram o capitalismo, liberalismo, e tudo que lembre "direita". Ora, se eles conseguiram tudo isso com mentiras e falácias, será que não podemos virar o jogo com verdades?

    Os livros que o von Mises traduz e/ou publica são excelentes, mas convenhamos.. quem vai lê-los? Já são pessoas que estão "prontas" pra esse conhecimento, gente que se interessa por economia e política, e que tem paciência pra ler livros (gente rara na atual geração Twitter). Gostaria de ver o conhecimento verdadeiro que encontrei nesses livros "adultos" sendo incorporado em livros mais populares, livros infantis, histórias em quadrinhos, etc. Alguém conhece iniciativas desse tipo?

  • Emerson Luis, um Psicologo  21/09/2014 15:47

    Esse artigo me lembra duas afirmativas:

    1- Muitos militantes socialistas usufruem do conforto que só o capitalismo pode oferecer.

    2- "Quem não é socialista com 20 anos não tem coração; quem é socialista com 40 anos não tem cérebro".

    A segunda afirmativa é inexata: há pessoas de bom coração que nunca foram socialistas e muitos socialistas de 40 anos ou mais possuem bom intelecto, mas desacompanhado de coerência e ética.

    Porém, de modo geral, indivíduos maduros, de boa índole e bem informados rejeitam o socialismo.

    * * *
  • sandro lima  23/09/2014 18:28
    Acredito, que quanto maior o nível educacional das pessoas, menor o envolvimento com o socialismo, a menos que seja preguiçosa, o socialismo cria parasitas.
  • sandro lima  23/09/2014 18:12
    Para mim, tudo depende da posição que você se encontra atualmente na sociedade.

    Se o indivíduo é um lascado, sem $, sem futuro, sem nada, bem provável que vá optar pelo socialismo.

    Muitas pessoas do seu tempo, não tiveram a oportunidade que você teve, não teve pai/mãe micro empresário.

    "pense direito se você acha certo ir para a rua protestar contra o trabalho que te sustenta".(Traduzindo: você está puxando a corda do lado errado).

    Quem conseguia entrar em faculdade antigamente, eram somente os mais abastados, ou quem realmente desde pequeno, tinha um pai/mãe com um mínimo de estrutura que forçasse o filho a estudar decentemente.

    A maioria dos brasileiros tinham os pais analfabetos ou no máximo a 4ª serie.

    Hoje temos os analfabetos funcionais, que tem o 2º grau completo, são os filhos dessas pessoas que por terem os pais analfabetos, não tiveram uma base escolar boa, e um punhado desses sofreram/sofrem para se graduar em faculdade de baixa qualidade.

    Parece ruim, mas poderia ser pior.

    Quando era assalariado, o regime que optei com o meu antigo patrão era um acordo a parte: meritocracia e participação em resultados da empresa.

    Só que nos tempos de vacas gordas, ele chorava e fingia de morto, nos tempos de vacas magras ele chorava e mostrava em vermelho.

    Resumindo: Saí da empresa e com o conhecimento montei uma concorrente, e quebrei ele.

    Só fiz isso porque era novo, solteiro e sem filhos.

    Quem tem dependentes, acaba se sujeitando a muita coisa por medo de passar fome.







  • Faria Lima  23/09/2014 18:25
    "Para mim, tudo depende da posição que você se encontra atualmente na sociedade. Se o indivíduo é um lascado, sem $, sem futuro, sem nada, bem provável que vá optar pelo socialismo."

    Conversa fiada. É só estudar o histórico eleitoral do Brasil. Nas eleições de 1989, 1994 e 1998, os pobres e aqueles que não foram além do ensino fundamental votaram maciçamente em Collor e Fernando Henrique. Lula e Brizola, por outro lado, eram o voto da elite e de quem tinha maior formação.

    Entre no site do Datafolha para comparar as intenções de voto por faixa de renda e por escolaridade.

    Os pobres mudaram de lado com o tempo por dois motivos: (1) foram cooptados por bolsas; (2) os padrões éticos e morais hoje são outros.
  • anônimo  24/09/2014 16:59
    E vc acha que Fernando Henrique NÃO é socialista, por acaso? O bolsa esmola do PT, quem criou foi ele.
  • Bernardo  25/09/2014 16:30
    As ideias liberais estão sendo melhor divulgadas ultimamente graças a liberdade que a internet proporciona
  • Danielle  27/09/2014 12:57
    Para quem ainda não se identificou ou entendeu o liberalismo, o individualismo... Que devemos formular nossos próprios princípios morais e que nossas ações devem ser voluntárias e racionais, que ninguém, além de nós mesmos, deve dizer o que pensamos, sugiro a leitura do livro "A Revolta De Atlas". Boa Leitura!
  • Rafael Ristow  13/02/2015 19:10
    Parabéns ao autor pelo depoimento!

    Cheguei neste artigo depois de passar raiva numa roda de colegas, quando a conversa entrou na questão da crise energética (trabalho no setor elétrico). Alguns defendiam mais Estado, outros mais regulação, e assim por diante. Fui taxado de louco por defender um setor totalmente desregulado, sem Estado.

    Aí a conversa entrou nas burradas da Dilma, que a solução era votar melhor. Quando falei que a democracia é tão autoritária quanto uma ditadura, e que é imoral ter que se submeter a um governo eleito pela maioria. Fui taxado de louco de novo! Disseram: "Cara, é a democracia!". Como se ela fosse inquestionável, um deus.

    Acho que muitos já tiveram experiências parecidas.


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