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Os pobres, o livre mercado, e a moralidade deste arranjo

Se uma determinada atividade econômica sempre foi socializada, praticamente todas as pessoas concluem que é assim que tem de ser e que não poderia ser de outra maneira.

Com efeito, à primeira vista, imaginar como o livre mercado faria funcionar um setor até então estatizado é difícil.  Décadas de doutrinação estatista nas escolas (públicas e privadas) geraram essa incapacidade de raciocínio.  Murray Rothbard certa vez comentou que se o governo fosse o único fabricante de sapatos, a maioria das pessoas seria incapaz de imaginar como o mercado poderia ser capaz de produzi-los.  Disse ele:

Se o governo, e somente o governo, tivesse o monopólio da fabricação de sapatos e fosse o dono de todas as revendedoras, como será que a maioria das pessoas iria reagir a quem advogasse que o governo saísse do setor de calçados e o abrisse para empresas privadas? Sem dúvida nenhuma as pessoas iriam bradar: "Como assim? Você não quer que as pessoas, e principalmente os pobres, usem sapatos! E quem iria fornecer sapatos ao povo se o governo saísse do setor?  Quais pessoas? Quantas lojas de sapato haveria em cada cidade?  Em cada município?  Como isso seria definido?  Como as empresas de sapato seriam financiadas?  Quantas marcas existiriam?  Qual material elas iriam usar? Quanto tempo os sapatos durariam?  Qual seria o arranjo de preços?  Não seria necessário haver regulamentação da indústria de calçados para garantir que o produto seja confiável?  E quem iria fornecer sapatos aos pobres? E se a pessoa não tiver o dinheiro necessário para comprar um par?"

Troque a expressão "fabricação de sapatos" por qualquer outra e o raciocínio continua idêntico.  Sem uma educação socializada, como os pobres conseguiriam pagar por seus estudos?  Se os Correios não fossem estatais, como as pessoas que moram naqueles rincões mais afastados receberiam suas cartas?  Sem a Previdência Social estatal e compulsória, os idosos morreriam na miséria!  Se o sistema elétrico não estivesse sob o controle do estado, milhares de famílias estariam hoje às escuras!  Se a extração de Petróleo não fosse de competência do estado, não haveria gasolina e diesel nas bombas!

Pavorosamente, quando se aceita a "necessidade da socialização", a ideia do absolutismo estatal passa a ser vista com naturalidade.  Afinal, se o estado é visto como essencial em várias áreas, por que ele deixaria de ser essencial em outras? 

Para entender essa confusão mental não é necessário muito esforço. 

Tão logo uma atividade foi socializada, torna-se impossível demonstrar, por meio de exemplos práticos, como os indivíduos agindo em um mercado livre e irrestrito poderiam efetuar esta mesma atividade de maneira mais eficiente, mais abundante e mais barata.  Por exemplo, como seria possível comparar os Correios estatais a um Correio privado quando a existência deste último é proibida por decreto estatal?  Como explicar que o mercado de telefonia seria melhor caso a entrada de concorrência estrangeira fosse liberada, quando sempre tivemos o estado regulando o setor e especificando quem pode e quem não pode entrar?

É como tentar explicar para um povo que sempre viveu na escuridão como as coisas seriam caso houvesse luz.  A única coisa que você pode fazer é recorrer a construções imaginárias.

Para ilustrar esse dilema: durante as últimas décadas, homens e mulheres praticando trocas livres e voluntárias (isso se chama livre mercado) descobriram como fazer a entrega da voz humana ao redor do globo em bem menos de um segundo; descobriram como transmitir um evento, como uma partida de futebol ou uma corrida de automóveis, e exibi-lo ao vivo e a cores na casa de qualquer pessoa em qualquer ponto da terra; descobriram como transportar mais 300 passageiros de um continente a outro em questão de horas; descobriram como transportar gás de uma mina remota ao aconchegante lar de alguém em outra cidade a preços inacreditavelmente baixos e sem subsídio; descobriram como entregar vários barris de petróleo do Golfo Pérsico ao oeste americano — meia volta ao mundo — por menos do que o governo cobra para entregar uma carta de 50 gramas ao outro lado da rua!

No entanto, e ainda assim, esses e tantos outros fenômenos rotineiros que o livre mercado nos proporciona ainda não são capazes de convencer a maioria das pessoas de que "os Correios" poderiam ficar a cargo da livre concorrência sem que isso causasse sofrimento aos usuários.

Agora, imagine este outro cenário: suponha que o governo federal, desde seu surgimento, tenha decretado uma lei ordenando que todos os meninos e meninas, desde o nascimento até a maioridade, recebam sapatos e meias "gratuitamente" do governo federal.  Imagine que essa prática de receber "sapatos e meias gratuitamente" estivesse em prática desde o descobrimento do país.  Por fim, imagine que um de nossos contemporâneos — alguém que acredite nas maravilhas que podem ser alcançadas quando as pessoas são livres para empreender — dissesse: "Não creio que dar meias e sapatos para as crianças deveria ser uma responsabilidade do governo.  Isso deveria ser uma responsabilidade das famílias.  Tal atividade jamais deveria ter sido socializada.  Ela seria muito mais adequadamente efetuada pelo livre mercado".

Quais seriam as reações a essa declaração?  Baseando-se em tudo o que ouvimos tão logo uma atividade é estatizada — mesmo que apenas por um curto período de tempo —, a resposta-padrão a essa desestatização seria algo assim: "Ah, mas aí você traria sofrimento para as crianças pobres, que ficariam completamente descalças!"

No entanto, neste exemplo, como se trata de uma atividade que ainda não foi estatizada, somos capazes de mostrar que as crianças pobres estão mais bem calçadas naqueles países em que sapatos e meias são de responsabilidade da família do que naqueles países em que sapatos e meias são responsabilidade do governo.  Somos capazes de demonstrar que as crianças pobres estão mais bem calçadas em países que são mais livres do que em países que são menos livres.

Sim, é verdade que o livre mercado ignora os pobres — só que ele ignora os pobres justamente porque ele não reconhece os ricos.  O livre mercado não é um "respeitador de pessoas".  O livre mercado é simplesmente uma maneira organizacional de criar bens e serviços por meio da livre concorrência.  Ou seja, trata-se de um arranjo em que a entrada na arena da produção e da comercialização é livre, não dependendo de autorizações ou permissões estatais.  Trata-se de um arranjo que permite que milhões de pessoas cooperem e compitam sem que seja necessário exigir autorizações preliminares de pedigree, nacionalidade, cor, raça, religião ou riqueza. 

Livre mercado significa transações voluntárias; significa uma justiça impessoal na esfera econômica.  Livre mercado não tolera protecionismo, subsídios e favores especiais concedidos por aqueles que estão no poder.  Por isso, o livre mercado é, em sua essência, contra a coerção, a espoliação, o roubo e todos os outros métodos anti-mercado criados por governos para privilegiar alguns poucos poderosos em detrimento de todo o resto.  O livre mercado é o único arranjo que permite que qualquer indivíduo possa concorrer em qualquer área da economia (mas que não dá garantia nenhuma de sucesso).  O livre mercado, por fim, permite que os mortais ajam moralmente porque eles são livres para agir moralmente.

Sim, é necessário admitir que a natureza humana é defeituosa, e que essas imperfeições muitas vezes serão refletidas no mercado (e muito mais no governo, setor cujos integrantes detêm o poder e não estão submetidos à concorrência).  Porém, o livre mercado é o único arranjo que possibilita a cada indivíduo agir de acordo com sua melhor moral e ser recompensado por isso, ao passo que o estatismo e a abolição da concorrência é o arranjo que premia (ou não pune) os imorais e desleixados.

Nenhum defensor do livre mercado nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter.  E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

Por outro lado, quanto maior for a regulamentação estatal sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos.  Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

Não há absolutamente nenhum motivo para crer que homens dotados com o poder da coerção — como são os políticos e os empresários que atuam em um mercado fechado pelo governo — irão se comportar mais moralmente do que as pessoas em um ambiente de livre concorrência.

Por isso, o livre mercado é a única opção moral concebível.


6 votos

autor

Leonard Read
foi o fundador do instituto Foundation for Economic Education -- o primeiro moderno think tank libertário dos EUA -- e foi amplamente responsável pelo renascimento da tradição liberal no pós-guerra.

  • Vagner  14/07/2014 14:41
    Excelente artigo. O livre mercado fica muito mais fácil de justificar quando consideramos o aspecto moral e não prático, justamente pelo problema que foi mostrado no texto... As pessoas simplesmente não conseguem imaginar outra pessoa oferecendo estradas, correios, energia elétrica etc. que não sejam por meio do estado.

    Sempre faço a seguinte pergunta quando encontro alguém que se opõe ao capitalismo, ao livre mercado: "Você é a favor da iniciação da violência contra pessoas pacificas?". A resposta é automática: "NÃO, CLARO QUE NÃO!!". Ai eu digo: "Então você tem que ser a favor do livre mercado ou estará apoiando a coerção". Simples.
  • Felipe Lange  14/07/2014 19:00
    Excelente argumento.
  • Maverique  25/10/2015 15:59
    Lembro claramente de ter visto um documentário, onde uma entrevistada comentava essa nossa profunda relação com o "estado-babá". Infelizmente isso pode se dizer que é largamente difundido em toda a america latina.
    A verdade que se vive, e claro se difunde de forma profunda essa ideologia que o estado nos proverá tudo. As consequências são óbvias, acredito que agora vivemos o maior resultado deste tipo de idealização estatal.
  • cmr  26/10/2015 12:03
    Aí o comunista dirá: "Não concordo !!"
  • Andre B.  14/07/2014 14:44
    Perfeito! Simplesmente perfeito!
  • anônimo  14/07/2014 14:50
    Com esmola, se faz mendigo. Com pão, se mata a fome. Com conhecimento, se ganha um inimigo, o estado. Estou certo?
  • Silvio  17/07/2014 21:58
    Se o pão for dado como esmola, faz-se mendigo pelo pão também.
  • anônimo  23/07/2014 08:38
    Se o conhecimento for dado como esmola, faz-se mendigo pelo conhecimento também?
  • Guilherme  23/07/2014 11:15
    Comparação sem pé nem cabeça.

    Nenhum conhecimento é adquirido de maneira fácil. É impossível o conhecimento ser forçado para dentro da cabeça de alguém. A pessoa só aprende quando o impulso para se obter o conhecimento é genuíno; ela só aprende quando realmente se esforça para aprender. O conhecimento nunca ocorre por osmose.

    Já a esmola vem fácil e vai fácil. Não requer nenhum esforço, nenhuma superação.
  • anônimo  23/07/2014 11:25
    Não é sem pé nem cabeça, basta pensar nas cotas.
    Cotas nas universidades são exatamente isso, uma esmola estatal só que uma esmola bem grande, pra gente que está sim disposta a fazer algum esforço pra aprender.
    Eu convivo com cotista, a maioria quer ser professor ou ter um emprego público, é comum uma certa aversão à iniciativa privada, então acho que tem um fundo de verdade sim, de certa forma se cria um dependente de esmolas estatais
  • Egito  25/07/2014 16:23
    Engraçado, tenho amigos que não são cotistas e só pensam em concurso publico. Porque será?

    Será que a iniciativa privada não oferece salários dignos?

    Será que a iniciativa privada não tem garantias de emprego? Claro que não, ela tem
    garantias de exploração da mão de obra, quando conclui que o cara não serve mais, joga ele à margem da sociedade pra que seja um empreendendor individual, ganhe um valor risível e ainda seja mais explorado com esse subemprego.

    Concordo com o texto em parte pois não dispensa-se o estado da regulação do mercado, no caso dos sapatos, se o mercado não oferece sapatos a baixo custo, o estado deve oferecer meios para o pobre ter acesso ao sapato comercial ou ele mesmo fabricar o sapato do pobre, o prouni e as cotas são exemplos de sapatos para pobres.

    A ideia de deixar o homem aprender a pescar é muito fragil, o homem pode não ter acesso ao meio, e se tiver, não ter acesso ao rio. E aí? Vamos deixar morrer porque é economicamente inviável? Tenham santa paciência!!!
  • Síria  25/07/2014 16:40
    "Engraçado, tenho amigos que não são cotistas e só pensam em concurso publico. Porque será?"

    Não entendi nada. O que tem a ver as meias com as cuecas?

    "Será que a iniciativa privada não oferece salários dignos?"

    No Brasil, não. E o motivo foi explicado neste artigo: as empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

    Por exemplo, vejamos os impostos incidentes sobre as empresas. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%. Porém, aqui as coisas são mais avançadas. Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    Adicionalmente, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 678 gere um custo final total de R$ 1.369 para o empregador.

    Desse jeito, realmente, não há como trabalhadores serem beneficiados. Os trabalhadores brasileiros são cheios de "direitos sociais" (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões); só que, para terem esses direitos, seus salários ficam cada vez mais achatados. Não há, afinal, almoço grátis.

    "Será que a iniciativa privada não tem garantias de emprego?"

    Garantia de emprego? Como assim?! Se eu contrato um cara para pintar meu apartamento, deveria eu ser obrigado a fornecer emprego vitalício para ele?

    O mesmíssimo raciocínio se aplica a qualquer empresa. Você vive no mundo do conto de fadas.

    "Claro que não, ela tem garantias de exploração da mão de obra, quando conclui que o cara não serve mais, joga ele à margem da sociedade pra que seja um empreendendor individual, ganhe um valor risível e ainda seja mais explorado com esse subemprego."

    É tanta merda num parágrafo só, que nem dá ânimo para responder. Um gerente de banco (mão-de-obra como qualquer outra) é explorado? Um pipoqueiro, que é um patrão, é um explorador do seu ajudante? O gerente de banco é a vítima e o pipoqueiro é um opressor?

    E se "o cara não serve mais", por que ele deveria continuar recebendo um salário? Por acaso empresas são instituições de caridade?

    Felipão foi demitido. Ele por acaso está "à margem da sociedade"?

    Por fim, decida-se: um empreendedor é um explorador (como no caso do dono de uma empresa) ou é alguém que "ganha um valor risível" e está "subempregado"?

    "se o mercado não oferece sapatos a baixo custo, o estado deve oferecer meios para o pobre ter acesso ao sapato comercial ou ele mesmo fabricar o sapato do pobre, o prouni e as cotas são exemplos de sapatos para pobres."

    E por que parar em sapatos? Por que não comida, roupas, carros, casas, lazer, viagens etc? Tudo isso é tão imprescindível quanto tênis da Nike. Por que não colocar Sarney no comando de toda a produção nacional?

    "A ideia de deixar o homem aprender a pescar é muito fragil, o homem pode não ter acesso ao meio, e se tiver, não ter acesso ao rio. E aí? Vamos deixar morrer porque é economicamente inviável?"

    Hein? O cara não é capaz de aprender absolutamente nada? Então esse ser humano que você acabou de relatar é um completo mongolóide, incapaz de aprender até mesmo a pedir esmola no sinal. Esse tipo de incapaz não será ajudado nem mesmo se ganhar na mega-sena,

    "Tenham santa paciência!!!"

    Eu tive muita com você. Vamos ver qual será a recompensa dos céus para mim.
  • mauricio barbosa  25/07/2014 17:18
    Síria esse Egito ou é um inocente tipo aquele do comercial "inocente sabe nada",ou então é mais um querendo justificar o injustificável ou seja é mais um burocrata raivoso sem argumentos soltando emocionalismos baratos que só convencem trouxas desavisados ou parasitas(Está parecendo)que nem ele e parabéns pela resposta e desafio o tal Egito a mandar a tréplica bem argumentada, pois se vier com ofensas pessoais estará perdendo seu precioso tempo,papudo!!!
  • Marcos  25/10/2015 18:08
    Parabéns. Realmente teve muita paciência! Espero que o tal Egito pense duas vezes antes de escrever tanta baboseira. Um abraço, Síria
  • Sylvio José  26/10/2015 12:05
    Cara parceira, só uma observação pequena: Mesmo para os que foram tradicionalmente chamados de mongolóides, e, mais recentemente, de portadores da Síndrome de Down, a capacitação em trabalhos compatíveis com suas características e limitações é caminho de construção de autoestima, orgulho e perspectiva de vida. Sem depender do Estado....rsss.... Grande abraço a todos!
  • anônimo  26/10/2015 13:05
    Se até alguém com limitações é capaz de trabalhar e se sustentar, o que achar daquela mulher forte com 20 e poucos anos encostada no bolsa família?
  • Patrick Wiens  26/10/2015 13:41
    Deixe-me fazer um adendo, o pessoal esquece que pro funcionário público ter um "salário digno" muitas empresas tem que "explorar" seus trabalhadores para poder pagar impostos que sustentarão estes mesmos "salários dignos". O povo acha que esse "salário digno" cái do céu, enquanto o estado não produz nada, apenas confisca. Deste modo a culpa de uma empresa pagar pouco é dela mesma ou é do estado?
  • Alexandro Zambrana  27/10/2015 04:54
    Faça só um exercício de imaginação. Pense de onde viria o dinheiro se todos os funcionários fossem funcionários públicos com "salários dignos" e me diga onde isso deu certo.
  • Steven Grenier  09/10/2016 17:43
    Em caso do estado não intervir na economia:
    Os salários serão mais altos, pois com a livre mercado, haverá mais empresas que irão disputar por funcionários "e não o contrário", diminuirá o desemprego, haverá também uma queda dos preços devido a concorrência e melhora no fornecimento de serviços e bens de consumo, a retirada desta "responsabilidade" do governo, irá diminuir a carga tibutária aumentando ainda mais o padrão de vida do TABALHADOR.
    Pode-se exigir que o trabalhador seja obrigado a ter uma aposentadoria, mas esta pode ser no livre mercado onde o trabalhador escolha a empresa a contratar baseado no lucro do investimento desse dinheiro por essa empresa, aos invés de ser coagido por um monopólio estatal que não rende nada ao trabalhador e faz de tudo para não pagar. Além emprestar o dinheiro a países que não devolverão.
    A descentralização do poder e seu impedimento de interferir no livre mercado só tende a gerar a diminuição dos monopólios e a melhora do IDH da população. Isso não impede que haja assistência social, mas esta deve ser vigiada, o programa deve recuperar cidadão, não torná-los escravos do sistema, a iniciativa privada faz mais social que qualquer governo. Os professores da rede pública certamente teriam salários mais importantes na rede privada pois se o estado não interferir "quem pode, quem não pode e o que deve estar no conteúdo". o número de escolas seria maior e a concorrência aumentaria seus salários. Se cotas não existissem haveria mais igualdade social e mais dinheiro no bolso do trabalhador para pagar seus estudos e com maior qualidade.
  • Ricardo  14/07/2014 14:51
    Pedir o intervencionismo estatal para amparar o mercado é reconhecer-se como retardado mental incapaz de tomar boas decisões, incapaz de distinguir os bons concorrentes dos maus, é achar que sem o Estado não há justiça, quando a justiça quem faz é o próprio consumidor, com consciência naquilo que consome. Por isso não se deve regular por lei o que o McDonalds, por exemplo, coloca em seu sanduíche, mas sim informar e conscientizar a pessoa de que aquilo faz mal, e naturalmente a lanchonete vai se adequar ao mercado.
  • Leninmarquisson da Silva  17/07/2014 23:17
    O que eles colocam no lanche? oO
  • Bruno  14/07/2014 15:39
    Acho que é bem simples imaginar como seria ter coisas como o fornecimento de água, eletricidade, correios, saúde e outros essenciais não mãos da iniciativa privada sem regulação. Empresas só visam lucro e não ofereceriam esses serviços onde não fosse lucrativo. Quantas lojas de sapatos existem no interior de um estado pobre? E levar sapatos é almo extremamente barato. Empresas não arcariam com o custo de criar a infraestrutura necessária para esses serviços básicos. Outra coisa são as relações de trabalho. Não quero nem imaginar o que meus chefes fariam comigo sem a proteção das leis trabalhistas. Já é absurdo o que acontece com toda essa regulação.
  • Marrone  14/07/2014 15:58
    E surge o primeiro gênio.

    "Empresas só visam lucro e não ofereceriam esses serviços onde não fosse lucrativo."

    Se há uma demanda, então há uma necessidade a ser satisfeita. Logo, haverá um preço a ser cobrado pela satisfação desta necessidade. Bem-vindo ao mundo.

    "Quantas lojas de sapatos existem no interior de um estado pobre?"

    Várias. Tanto é que, por mais pobre que seja a cidade, seus habitantes estão calçados (quando querem, é claro; alguns preferem ficar descalços mesmo).

    Ou você por acaso conhece cidades (estou falando de cidades, e não de uma casinha isolada do mundo no meio da caatinga, algo que nem deveria estar lá) cujos habitantes são todos involuntariamente descalços?

    "E levar sapatos é almo extremamente barato. Empresas não arcariam com o custo de criar a infraestrutura necessária para esses serviços básicos."

    Deve ser por isso que todas as cidades brasileiras são excepcionalmente bem servidas pelos serviços que são monopólios estatais, como saneamento básico, água, eletricidade e estradas.

    Aliás, essa reportagem é bem interessante:

    Casas têm mais TVs e menos rede de esgoto em 11 Estados do Brasil

    "Outra coisa são as relações de trabalho. Não quero nem imaginar o que meus chefes fariam comigo sem a proteção das leis trabalhistas. Já é absurdo o que acontece com toda essa regulação."

    Não há dúvidas de que quem lhe protege de ser seviciado pelo seu patrão é Sarney. Aliás, não fosse Getulio Vargas, você já estaria no cadafalso. Fico imaginando os espasmos que você terá ao descobrir que os países escandinavos nem sequer têm salários mínimos e os sindicatos não têm poderes coercitivas (como na Dinamarca).
  • Carlos  15/07/2014 07:05
    O cara só tentou argumentar educadamente, não há necessidade de ofender ele ironizando a palavra gênio. Isso só te deixa a imagem de que libertários são ignorantes e extremistas.

    Sobre os argumentos, o primeiro tu cometeu um erro lógico, ele disse que onde não vale a pena o investimento (onde não há retorno suficiente) nenhuma empresa vai investir. Isso é fato, não é só a demanda que diz se uma empresa vai ou não investir num local, mas o retorno que essa demanda vai gerar.

    Tu pode argumentar que esse povo não devia estar tão isolado do "mundo" e por isso merecem não receber tais serviços da iniciativa privada mas tu se esquece que eles t~em a liberdade para morar onde quiserem, se eles estão morando isolados é porque há um motivo para isso, vai ver são tão miseráveis que nem dinheiro para locomoção têm.
  • Camacho  15/07/2014 11:57
    "ele disse que onde não vale a pena o investimento (onde não há retorno suficiente) nenhuma empresa vai investir. Isso é fato, não é só a demanda que diz se uma empresa vai ou não investir num local, mas o retorno que essa demanda vai gerar."

    Sim, e isso é uma realidade da vida. Vivemos em um mundo de escassez e não poderemos ter tudo o que queremos de "mão beijada". Se o cidadão mora onde Judas perdeu as botas, ele irá sofrer com isso. Ele não terá shopping centers, postos de gasolina, padarias e nem mesmo mercearias. Não terá concessionárias de veículos e nem oficinas mecânicas. Terá, no máximo, uma estradinha de terra por onde trafegarão alguns bois e cavalos. Essa é a realidade.

    Agora, o que vocês dois querem defender -- mas não têm a hombridade de falar explicitamente -- é que o estado tome meu dinheiro e o dinheiro da minha família para levar asfalto e demais comodidades a este cidadão que mora nos confins da terra (e que, por isso mesmo, tem a vantagem de estar longe da poluição e da violência dos grandes centros urbanos).

    "Tu pode argumentar que esse povo não devia estar tão isolado do "mundo" e por isso merecem não receber tais serviços da iniciativa privada"

    Ao contrário de vocês, eu não faço juízo de valor. Jamais diria algo como "este cidadão não merece" ou "este cidadão merece muito". O que está em jogo é a moralidade, e é sobre isso que vocês estão tergiversando. Por isso, reitero o desafio: qual é a moralidade de apontar uma arma para minha cabeça e tomar o meu dinheiro para aumentar o conforto deste cidadão? Por que vocês próprios não se mobilizam voluntariamente para levar conforto a ele? Crie uma corrente no Facebook, coloque anúncios nos jornais. Virem-se. Tenham iniciativa.

    É muito fácil posar de bonzinho e preocupado, mas só utilizando o dinheiro alheio.

    "mas tu se esquece que eles t~em a liberdade para morar onde quiserem,"

    Ó! Eu sou a primeira pessoa a dizer isso. No que depender de mim, eles têm a mais plena liberdade para morar onde quiserem. E devem ter também a responsabilidade de arcar com esse livre arbítrio.

    O que você realmente quer -- e, de novo, não tem a coragem de vocalizar -- é que tais pessoas devem ter apenas direitos e nenhum dever. Eles devem ter a liberdade de escolher onde querem morar, mas devem estar isentas de arcar com estas consequências.

    "se eles estão morando isolados é porque há um motivo para isso, vai ver são tão miseráveis que nem dinheiro para locomoção têm."

    Creia-me: isso não é problema meu. Eu não tomei o dinheiro delas, não votei nos políticos que os deixaram nesta situação e não sou funcionário público. Logo, se tem alguém que é realmente inocente nessa história sou eu.

    Portanto, e pela terceira vez: já que você está genuinamente preocupado, saia dessa inércia e vá fazer alguma coisa. Comece a agitar para arregimentar voluntários que irão doar dinheiro para sua causa. Comece uma corrente no Facebook. Fale com seus familiares, amigos e vizinhos. Aja.

    Mas não tente tomar o meu patrimônio e confiscar a minha propriedade para satisfazer a sua (falsa) causa.

    "Isso só te deixa a imagem de que libertários são ignorantes e extremistas."

    Canto e ando para a "imagem" que os outros têm de mim. Agora, eu realmente ficaria preocupado se as pessoas pensassem que sou um ladrão e um safado que quer tomar o dinheiro dos outros para satisfazer meus carpichos. Aí sim eu teria vergonha de mim mesmo.
  • Hernandez  22/07/2014 12:21
    Camacho, eu também concordo que a maioria dos integrantes desse blog agem da mesma forma que o governo atual, e não me admiraria caso estivessem no comando, não tomassem as velhas formas de repressão do povo. Se num simples diálogo vocês não conseguem respeitar a opinião alheia, o que diria do dinheiro, privacidade ou liberdade.

    Quanto à não levar estradas ao rincão porque o cara escolheu ficar fora da sua civilização, talvez devêssemos deixar lá a produção dele e deixar você ir lá buscar pra colocar comida na sua mesa. Pois você é um exemplo de iniciativa.

    Ofender e ridicularizar as pessoas é o jeito de muitos aqui afirmarem que estão certos. Engraçado que vocês criticam o oligopolismo da esquerda.

    A liberdade de expressão aqui também é limitado, e já fui censurado diversas vezes em comentários. Fazer o que né! Estamos no blog da liberdade, esquisito ne?

    Gostei do artigo e acredito que muitas, quase todas as coisas deveriam estar nas mãos da iniciativa privada mesmo, porém tem algumas coisas que ainda não consegui visualizar e resolver como poderia funcionar... Espero algum dia poder ver menos governo, pq me dá asco essa forma de pagar caro e ser mal tratado.
  • Lucas  28/07/2014 18:40
    Não.

    Vide Hawai, vide Alaska. Entre outros tantos. Nesses 2 citados os alimentos são caros, eletricidade e esgoto também.
    É uma escolha e como toda escolha na vida, há uma renúncia, há consequência.
  • anônimo  14/07/2014 19:27
    Se você não gosta do seu chefe, peça demissão ora.Se você fica lá querendo, a culpa é sua.Se você não pede demissão com medo de não arrumar outro emprego, a culpa também é sua de não se qualificar melhor a ponto de ser um profissional disputado.

    Mas em geral o povo brasileiro todo é assim, ninguém quer aprender a fazer nada bem feito, só querem fazer um serviço porco enquanto sonham com um emprego público.
  • Victor  26/10/2015 11:31
    Ah claro!
    Porque eu escolhi nascer no meio do mato mesmo... Sim, tenho a liberdade de sair, após certa idade, visto que dependo dos meus familiares para minha sobrevivência. Porém, nem sempre é possível, pois não quero abandonar minha família.

    Bom, pode não parecer, mas sou pró libertários. Gostaria de Estado mínimo também... mas como foi dito no artigo, as vezes é difícil imaginarmos certas situações sem o Estado, por pior que ele seja.

    Outro ponto... gente arrogante e que não respeita opinião alheia existe por tudo e de várias ideologias, infelizmente. Só acho que o respeito é algo fundamental e todos deveriam ter, só traria benefícios.
    As vezes, por pura teimosia/orgulho, não aceitamos a ideia de outra pessoa justamente por essa se mostrar arrogante. Sejam mais humildes!

    Infelizmente ainda sou leigo no assunto de economia e política, porém, espero melhorar seguindo esse blog.

    Obrigado.
  • João Ricardo   14/07/2014 16:02
    Boa tarde,


    Gostaria de saber o que acham da teoria da "Criação do valor compartilhado" de Porter.

    Obrigado
  • Ali Baba  15/07/2014 11:04
    @João Ricardo 14/07/2014 16:02:59

    "Gostaria de saber o que acham da teoria da "Criação do valor compartilhado" de Porter."

    Um nome bonitinho para uma prática privada válida e que, desde que não seja imposta, mas adotada livremente pelas empresas, não tem problema algum.

    Criar valor em conjunto com a sociedade, ou visando o bem estar da sociedade, é o que todo o empreendedor faz (ou deveria fazer) desde a aurora dos tempos. É um certo absurdo, na minha opinião, ter de dar um novo nome para isso. Mas entendo que, com o mercado regulado com o qual somos obrigados a conviver desde que o fascismo se instalou como a única forma de organização econômica e social, a maquiagem de contabilidade se tornou uma atividade corriqueira também para as empresas e que um balanço bem maquiado substitui uma empresa que serve bem seus consumidores. Então, talvez valha a pena darmos um novo nome para o empreendedorismo... um que o desvincule dessas praticas.

    Sei lá. A minha resposta para "o que você acha da teoria da criação do valor compartilhado?" é que não há nenhuma novidade nisso.
  • Gustavo  14/07/2014 16:09
    Acompanho o Mises há meses e concordo com praticamente tudo o que aqui está escrito. No entanto, este artigo me fez pensar em uma questão: doenças negligenciadas. Sabemos que vacinas são desenvolvidas por entidades privadas e que, por conta disso, milhares de pessoas morrem em países pobres por contraírem doenças que não são economicamente atraentes para estes laboratórios.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas com relação à esta questão e se este não seria um indicativo de que outros serviços intrinsecamente deficitários prestados pelo Estado também não deixariam de ser prestados, caso passassem a ser responsabilidade da iniciativa privada.

    Reforço que, pessoalmente, não acho que problemas economicamente inviáveis devam ser resolvidos, mas confesso que me sinto "frio" quando penso assim.


    Abs a todos
  • Alexandre Melchior Rodrigues Filho  14/07/2014 17:27
    Milhares de pessoas demandam um produto?

    Isso já é um indicativo de que essa demanda pode ser lucrativa.

    O que vc tem que se perguntar é o que está atrapalhando pessoas livres de oferecerem um produto pra essa demanda??
  • Gustavo  14/07/2014 18:31
    Alexandre,

    O simples fato de existirem milhares de pessoas demandando seu produto não torna o seu projeto potencialmente lucrativo! No caso da malária, por exemplo, são milhões de interessados. O problema é que a grande maioria não tem um centavo no bolso para comprar a sua vacina!


    Juliano,

    Bacana o seu comentário - e concordo completamente com ele. Mas, voltando para o caso das vacinas, o que fazemos? Deixamos as pessoas morrerem até que a atividade se torne lucrativa (seja com uma redução drástica dos custos de produção, distribuição,... ou aumento do poder aquisitivo do público-alvo)?


    Abs
  • Carlos  14/07/2014 18:51
    Acho que você deveria se informar melhor sobre a malária. Ela já estava completamente extinta, até que um decreto estatal a fez voltar com tudo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1605

    Dica: por trás de grandes surtos, sempre há grandes corporações em conluio com o estado. Eles causam a doença para depois vender a cura. Vide o caso do vírus A-H1N1, causado pelo governo americano em conluio com grandes farmacêuticas.
  • Gustavo  14/07/2014 20:12
    Carlos,

    Especular a respeito destes conluios, que mais me parecem teorias da conspiração, nos tomaria muito tempo e, talvez, jamais nos traria à alguma conclusão - pois receio que nunca saberemos o que de fato acontece.

    O fato é que milhões ainda morrem de malária e a vacina não está disponível - argumenta-se; por não ser economicamente viável.
  • Carlos  14/07/2014 21:14
    Oi?! Não há teoria da conspiração nenhuma em dizer que o DDT acabou com a malária e que a proibição do DDT voltou com a malária.

    O próprio artigo que fala sobre isso está recheado de links para pesquisas científicas que comprovam este fato.

    Estou tendo a impressão de que você não quer aceitar um fato apenas porque ele vai contra uma crença pré-estabelecida sua.
  • Gustavo  15/07/2014 04:24
    Carlão,

    Eu me referia à sua dica, um tanto quanto generalista, olha só:

    "Dica: por trás de grandes surtos, sempre há grandes corporações em conluio com o estado...".

    Como sugestão, tire o foco das pessoas ("vc deveria se informar melhor...", "você não quer aceitar um fato...") e foque nos argumentos! Vai aumentar seu poder de persuasão e evitar que uma discussão se torne pessoal!


    Juliano,

    Excelentes pontos e parabéns pelo exemplo do seu avô! Tenho uma história muito parecida em minha família, da qual me orgulho muito - tenho certeza que você sente o mesmo pelo seu avô e imagino o quanto isso lhe faça feliz!


    Alexandre e Jayme,

    Espero poder estar vivo para testemunhar uma sociedade organizada sobre um novo arranjo, onde tudo aquilo em que acreditamos possa ser colocado em prática! Veremos o que o futuro nos reserva...
  • Juliano  14/07/2014 20:41
    Voltando para o caso das vacinas, o que fazemos? Deixamos as pessoas morrerem até que a atividade se torne lucrativa (seja com uma redução drástica dos custos de produção, distribuição,... ou aumento do poder aquisitivo do público-alvo)?

    Claro que não. Sempre existirão pessoas que precisam de caridade. É super válido fazer uma organização para levantar fundos para levar medicamentos a quem precisa. Talvez fosse até melhor criar estruturas capazes de receber essas pessoas, já que normalmente o ambiente em que elas vivem é horrível. O mundo está cheio de exemplos desses. O que não dá pra defender é que alguém seja obrigado a participar desse projeto. A participação de qualquer projeto de caridade deve ser sempre voluntária.

    Outro ponto importante é que, com muita freqüência, as instituições existentes nesses lugares são as principais responsáveis pela pobreza. Aqui no Brasil, por exemplo, temos um Estado que consome perto de 50% do que as pessoas produzem e trabalha muito pra deixar a vida de todos mais cara e com menos oportunidades. O Estado se orgulha de manter homens armados nas fronteiras para que produtos não entrem e mexam com os interesses dos empresários bem conectados. Também é bem eficiente em garantir, por meio da violência, o monopólio de alguns setores. Além disso, ainda faz uma "caridade" extremamente cruél, pois cria incentivos para que as pessoas troquem de emprego com mais freqüência e penaliza alguns passos importantes. Imagine o custo para uma pessoa pobre que, se ganhar um pouco mais, deixa de receber uma bolsa do governo?!

    Um exemplo pessoal: meu avô saiu de casa com 14 anos. Analfabeto, só escrevia o próprio nome e fazia contas básicas, trabalhou muito duro, por longas horas, até que aprendeu a consertar sapatos. Com o tempo, conseguiu alugar um espaço e passou a trabalhar por conta própria. Com isso criou cinco filhos, três com diploma de curso superior, um com PHD e era pró reitor de uma das maiores universidades do país. Imagine a vida dele se o governo tivesse, lá no começo, proibido alguém de contratá-lo em função de sua idade?! Ou ainda se o governo ficasse criando custos para seu empregador, ficasse inventando riscos de processo nesses contratos? O que teria acontecido? E se houvesse uma "Oganização dos Sapateiros do Brasil" que exigisse uma licença caríssima para poder trabalhar na área?

    Sempre existirão pessoas que precisam de caridade, não há dúvida. Mas, para uma grande maioria dos casos, a pobreza é institucional. A "caridade" governamental, além de imoral, acaba criando regulações e problemas que sempre serão desculpa para mais regulações e envolvimento estatal. O final é uma sociedade engessada que cria muito menos riqueza, que é a única cura para a pobreza.



  • Juliano  14/07/2014 18:52
    Olá Gustavo,

    O Estado não consegue fazer nada além de deslocar recursos à força. No caso específico das vacinas: elas existem porque foram criadas por alguém. Existem duas alternativas: as pessoas que se preocupam podem negociar com o fabricante e fornecer essas vacinas aos necessitados via caridade ou poderiam usar força para obter recursos para fazer esse atendimento. Poderiam roubar o fabricante ou ainda roubar terceiros para dar dinheiro ao fabricante e, assim, fazer o fornecimento dos medicamentos. Qual modelo você acha que seria mais moralmente adequado?

    Outro ponto é que o Estado cria distorções. Quando ele se propõe a distribuir casas populares para vítimas de uma enchente, ele encoraja pessoas a repetirem os erros anteriores e construírem em áreas de risco. No final das contas, existe um "prêmio" para quem fez isso no passado. De forma similar, é público o conhecimento que, em áreas onde pessoas serão desabrigadas e posteriormente indenizadas, começa a surgir um mercado de ocupações para garantir um lugar na lista dos beneficiados. Outro exemplo é da época das vacinas, acredito que no começo do século passado, onde o governo passou a remunerar as pessoas que matassem ratos e os entregassem. Imediatamente passaram a criar ratos, já que era rentável. E olhe que nem estou entrando no aspecto da corrupção, desmandos, favorecimentos, rent-seeking, etc.

    O ponto principal é que se uma atividade é economicamente inviável, ela não é assim por acaso. Isso significa que na atual configuração, não faz sentido que recursos sejam alocados daquela maneira. Pode ser que uma família precise se mudar para ficar mais próximas de outros serviços, pode ser que pessoas precisem aprender novas técnicas, procurar outras condições. Não faz sentido criar gado, um animal que precisa de 50 litros de água por dia, em uma região árida, né? Ou a pessoa tem recursos pra ir contra a natureza e faz as adaptações necessárias ou precisa mudar de ideia e passar a fazer outra coisa. O subsídio estatal, além de obrigar terceiros a financiar essa atividade, ainda acaba encorajando mais pessoas a ingressarem nessa área, piorando todo o cenário.

    Abraços,
    Juliano
  • Alexandre Melchior Rodrigues Filho  14/07/2014 21:33
    Gustavo, por isso que eu disse que "pode" ser lucrativa.

    E temos que lembrar também que nem sempre quem paga pelo produto é quem o utiliza.

    As pessoas que acham que é lucrativo correr atrás de uma vacina para malária podem fazê-lo com dinheiro oriundo da caridade.

    Eu tenho certeza que muito ricaço por aí adoraria financiar um projeto desses.

    Acredito também que muitas empresas gostariam de ter seu nome vinculado a um projeto que acaba com uma doença.

    Mais uma vez, repasso a pergunta: o que será que está atrapalhando que esse arranjo voluntário chegue a algum lugar??

    Uma vez, li aqui no IMB que o exército da salvação foi contra uma medida estatal nos EUA que obrigaria as pessoas a financiarem uma ajuda para necessitados. O argumento foi o de que a obrigatoriedade tiraria o voluntarismo e que este era a grande fonte para a instituição.
  • Jayme  15/07/2014 03:07
    Vale lembrar que existem varias instituições filantrópicas que fazer campanhas e arrecadam de maneira voluntaria verba para o combate de algumas doenças. O próprio Rotary Internacional é o responsável pela eliminação da polio no mundo.
  • Yuri  15/07/2014 05:50
    Prezado Gustavo,

    Infelizmente os comentários em resposta ao seu não responderam a sua pergunta de forma pertinente, mas desviaram-na para outros assuntos, o que mostra que ela é bem feita.

    O livre mercado não está livre de distorções e elas continuarão a ocorrer. A existência de grandes corporações causa isso mesmo: pesquisas científicas direcionadas.

    Acredito que as grandes corporações existem por deficiências no livre mercado (mercado não 100% livre, ou com alguma dificuldade de entrada de concorrência) e essa existência de poucas empresas muito grandes acaba causando negligência em alguns setores.

    É nesse ponto que os governos "poderiam" atuar, fornecendo recursos a instituições de caridade que pudessem atuar em áreas onde não há mercado. O grande risco é saber definir o que foi e o que não foi negligenciado pelo mercado, que é o que ocorre hoje: O governo diz que ninguém quer investir em energia elétrica para cidades minúsculas, mas restringe o desenvolvimento livre através de impostos abusivos que poderiam resultar em geração local de energia. Quem disse que tem que ser conectado à hidroelétrica?
    Portanto, o risco nesse caso é de crescimento estatal por achar que tudo é negligenciado ou estratégico.

    Respondendo agora à sua pergunta, mesmo em um mercado com grandes corporações que podem não ter interesse em atender a certos setores, há solução: não há apenas empresas que visam ao lucro.

    Por exemplo, a ONG Médicos sem Fronteiras suporta uma empresa de pesquisas médicas de doenças negligenciadas, claro exemplo de empreendedorismo privado atuando em áreas negligenciadas.


  • Gustavo  15/07/2014 15:15
    Yuri,

    De fato, este é um bom ponto... Sempre existirão organizações privadas que não visam o lucro, que podem abraçar essas causas!

    Como havia dito anteriormente, espero estar vivo para poder ver tantas ideias boas em prática!


    Abs
  • anonimo  14/07/2014 17:07
    No livro "Liberdade e a Lei", de Bruno Leoni, ele cita que na europa (quando ele escreveu o livro), todas as redes de televisão são estatais e as pessoas não conseguem entender como funcionariam se fossem privadas...

    Ele diz que tenta falar que em outros lugares são assim, mas que as pessoas não conseguem entender como algo assim pode ser possível...
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/07/2014 17:11

    Conforme o texto explicou, quanto mais se pratica o socialismo, mais se aprofunda o modo de pensar socialista em um círculo vicioso.

    * * *
  • Vinicius  14/07/2014 19:32
    "Conforme o texto explicou, quanto mais se pratica o socialismo, mais se aprofunda o modo de pensar socialista em um círculo vicioso."

    Verdadeiramente uma cultura.
  • Felipe Lange  14/07/2014 19:19
    Me dá prazer ler estes textos do Instituto Mises.

    A solução para o Brasil é o LIVRE MERCADO!

    Tudo quanto é tipo de serviço, privado, concorrido e com imposto baixíssimo. E sem o Estado se metendo.

    Obrigado autores e tradutores de todo o Instituto, por me fazer mudar os meus pensamentos.

  • Yonatan Mozzini  14/07/2014 20:07
    Sempre há essa questão implícita quando se tenta argumentar com um defensor do estado. A pessoa sempre insinua: 'Mas o que seria dos pobres?.. e blá blá blá'. Nesse caso, se a lógica não funciona muito(se for com esquerdistas, a lógica não funciona mesmo; para eles toda ação do mercado se resume em 'opressão ao trabalhador'), então é bom usar exemplos históricos: o que ocorreu com o consumo de serviços de telefonia quando houve a privatização nos anos 90, por exemplo? Antes só 'mauricinho' tinha telefonia fixa. Se for investigar o consumo de coisas tão básicas quando do fim da Alemanha Oriental, ou União Soviética mesmo, deve haver milhares de exemplos.
    Mesmo que não houvesse muito acesso a determinados bens/serviços a toda a população, ainda existiria a questão da caridade privada.
    No longo prazo, nada justifica a necessidade do Estado para fornecer quaisquer bens/serviços.
  • Gunnar  14/07/2014 21:16
    Lembrando que nosso mercado de telecomunicações não foi realmente privatizado. Virou um cartel mantido e protegido pelo governo. Mas só esse pezinho no privado já provocou essa revolução na qualidade. A Guatemala serve de exemplo ao que seria possível alcançar com uma retirada ainda mais expressiva do estado desse setor.
  • Mauricio.  14/07/2014 21:53
    Pessoal, sou leitor assíduo, quase que diário, do Mises Brasil. E ultimamente tenho me perguntado: como fazer pra aplicar isso na prática? Sou empreendedor e, de certa forma, já faço isso. Mas tem se mostrado insuficiente. O que eu mais vejo é empresário querendo "mamar" no governo, querendo um subsídio, uma cota ou taxa pra importação de produtos concorrentes, ou seja, o mercado cada vez mais fechado.

    Alguma ideia? Formar um grupo de estudos libertários? Praticar a caridade (pra demonstrar que não precisamos de Estado)? Mas aí vem outro problema: a grande maioria das ONGs no Brasil é dependente do Estado (sempre ele).
  • Lucas Silva  15/07/2014 03:02
    Por favor, respondam essa interessante pergunta de Maurício.

    Na prática, como sairemos deste ciclo ?
  • Malthus  15/07/2014 03:12
    Não tem solução. Tudo tem de partir deles próprios.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1876

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1154
  • Um observador  15/07/2014 04:55
    Não tem nada que possa ser feito no curto prazo. Essa é a mais pura verdade.
    Infelizmente nós não viveremos para ver um livre mercado na prática.

    Tudo o que pode ser feito é ir tentando diminuir o tamanho do Estado aos poucos, da forma que for possível.

    A melhor forma de fazer isso é difundindo as ideias libertárias... Quanto mais gente parar para pensar que o governo deveria ser muito menor do que é hoje (ou que nem deveria existir), melhor.

    Tem gente que acredita que alguma coisa pode ser feita na política (e por isso está em tramitação a criação de partidos libertários/liberais, vide Liber e Novo). Muitos libertários consideram isso errado. Eu, pessoalmente, não vejo nenhum problema. Se pudermos ter políticos libertários, pior que está não vai ficar.

    Existe gente pensando em outras soluções criativas, como desenvolver cidades livres em ilhas artificiais(acesse www.seasteading.org/).

    Outros acham que os libertários devem viver suas vidas com o maior afastamento possível do governo - não ocupando cargos públicos, utilizando apenas bancos privados, cursando apenas faculdades privadas, não pegando financiamento no BNDES, não fazendo negócios com o governo, etc. E por aí vai.

    Mas - e isso é muito triste - não tem nada que possa ser feito para mudar alguma coisa rapidamente. Se outros países ainda estão patinando nisso, mesmo aqueles com um nível de educação médio muito maior do que o nosso, imagina o quanto ainda vai demorar para algo acontecer no Brasil...
  • Gustavo  15/07/2014 16:31
    Pessoal,

    Vocês conhecem o Thrive Movement (www.thrivemovement.com)? Sei que é um projeto bastante abrangente - e, para ser bem sincero, não sei quão séria é a proposta - mas o fato é que um dos setores em que eles focam (economics) vai bastante de encontro com algumas das propostas da EA e eles permitem que qualquer um registre-se no site e crie um "Solution Hub", um local onde pessoas com o mesmo interesse possam se encontrar para debater ideias e, quem sabe, colocar algo mais palpável em prática!

    Vejo diversas iniciativas parecidas decolando, mas pouco alinhamento entre elas. Creio que teríamos muito mais força se os líderes de cada uma dessas iniciativas entrassem em contato entre sí e montassem uma estratégia conjunta.

    O "outro lado" do tabuleiro é bem mais organizado e unido...
  • Claudio  15/07/2014 04:21
    Certo dia um colega me perguntou e não soube responder. E quanto a guerra? Serviço militar obrigatório? Como isso seria realizado sem um estado ou com um estado mínimo?
  • Elias  15/07/2014 13:19
    Não seria. Libertários são visceralmente contra o serviço militar obrigatório.

    E quanto à possibilidade de uma guerra, um estado mínimo provavelmente não abriria mão da defesa nacional. E numa sociedade ancap, há a possibilidade de contratar-se um exército privado ou lançar mão da autodefesa (vale lembrar que uma guerra contra uma sociedade sem estado envolveria necessariamente um conflito ombro-a-ombro com cada proprietário desse território).
  • anonimo  15/07/2014 13:28
    Mas pq tem que existir guerra? Ou serviço militar obrigatório?
  • Novinho  15/07/2014 14:00
    Sem estado não haveria guerras. No máximo uma briguinha entre valentões de vila.
  • Brasileiro Nato  15/07/2014 21:32
    Sei que não é esse o assunto deste artigo, mas alguem poderia me responder se agressões verbais como chingamentos ferem o PNA?
    Como isso é visto pelo liberalismo?

    Obrigado!
  • anônimo  16/07/2014 00:49
    Procure na biblioteca pelo livro do Walter Block.

    Já respondendo a princípio não fere, porque não retira a propriedade física. O que pode fazer é diminuir o valor, mas o valor não pode ser protegido sem que a propriedade privada seja ferida. Se o valor for protegido a liberdade de expressão fica em perigo, além da concorrência.
  • Tiago RC  16/07/2014 08:01
    Não. Censura de qualquer tipo só seria possível via contratos, ou via decisão dos proprietários dos locais/veículos onde a informação a ser censurada é emitida.

    Por ex., veículos de imprensa que queiram assegurar sua credibilidade face a seus leitores/ouvintes/telespectadores, poderiam voluntariamente se submeter a uma "certificação anti-calúnia", algo como a ISO já faz para diversos setores. Eles poderiam perder a certificação e/ou serem multados pelo organismo certificador se esse decidir que eles estão propagando mensagens caluniosas. A certificação poderia até ir mais longe e proibir coisas mais subjetivas, como difamação por ex. Mas tudo isso teria que ser voluntário. Nenhum organismo pode ser obrigado a obter a tal certificação.
  • Brasileiro Nato  17/07/2014 00:31
    Acho que entendi o ponto da censura.
    No caso, eu poderia chingar outras pessoas ou, até mesmo, ser racista (ou valer de qualquer discurso de ódio ou de assédio moral)? Pois qualquer tentativa de me impedirem de fazer isso seria um atentado a minha liberdade, certo? E se a vítima sofrer por causa disso e tentar, sei la, suicídio?
    Deveria existir algum meio da pessoa que recebeu meu ataque se defender, ou, entao, ela poderia me processar?


    Ainda não li esse livro, anonimo. Pretendo lê-lo em breve!

  • Tiago RC  17/07/2014 09:39
    E se você terminar com a sua namorada e ela sofrer por causa disso e tentar, sei lá, suicídio?
    E se um filho único emigrar pra longe da mãe e ela sofrer por causa disso e tentar, sei lá, suicídio?
    E se um funcionário super comprometido for demitido e sofrer por causa disso, e tentar, sei lá, seppuku?

    Acho que você percebeu aonde eu quero chegar. Nem precisamos ser tão dramáticos e falar em suicídio. Pessoas emocionalmente perturbadas podem provocar acidentes de trânsito por ex.
    É inevitável, nós vivemos em sociedade e sem dúvida que nossas ações podem provocar reações emocionais fortes em outros. Mas é dever de cada um controlar suas emoções. É parte do que significa ser adulto, responsável por si próprio. Não podemos limitar a liberdade de indivíduos sob o pretexto de proteger as emoções de pessoas sensíveis - e no processo, tornar as pessoas cada vez mais frágeis!

  • Pobre Paulista  17/07/2014 12:03
    Sou da linha que defende que não é sequer possível definir o que seja uma "agressão verbal". Pra mim isso é tão sólido quanto "propriedade intelectual", não faz sentido algum.

  • Tiago RC  17/07/2014 13:09
    Sim, tem razão, não dá pra definir de maneira objetiva.
  • Brasileiro Nato  17/07/2014 23:45
    OK, muito obrigado por me explicarem, entendi como deve se analisar esses casos e gostei do video.

    Se não for muito aborrecimento, vocês poderiam me dizer o que pensam sobre permitir que grupos que almejam acabar com a liberdade dos outros (comunistas, nazistas, etc) poderem se reunir e se organizarem com o objetivo de colocar seus planos em prática?
  • Krop  21/07/2014 06:57
    Saudações,
    É minha primeira participação por aqui. Estou começando a estudar o liberalismo. Peço permissão e rogo paciência com minhas considerações e dúvidas.
    Considerei o artigo interessante, mas o seu argumento principal é algo que poderia ser usado por qualquer tipo de proposta ideológica. Na verdade, já é usado. É, por exemplo, o argumento que muitos socialistas/comunistas usam: "até hoje não foi possível chegar ao comunismo de fato, então não se pode comparar com nada que existe hoje, pois não conseguimos conceber o mundo sem o capitalismo".
    Esse é o perigo quando imaginamos paradigmas diferentes: eles podem parecer muito melhores do que realmente seriam. E qualquer imperfeição não prevista antes pode ser explicada com a contaminação dos resquícios do paradigma anterior. A verdade é que a realidade é muito mais complexa do que os nossos modelos. Mas, de qualquer forma, é muito útil explorá-los e estudá-los.
    Fica então a minha dúvida: por que a argumentação é válida para o cenário defendido e não para outros?

    Abcs.
  • Juliano  21/07/2014 14:17
    Olá Krop,

    Qual é o argumento principal, que pode ser usado por qualquer tipo de proposta ideológica?

    Pra mim, o argumento principal é que um ambiente de trocas livres é moralmente superior a um ambiente com coersão. Que em um cenário onde todos ficaram condicionados a esperar algo de uma "autoridade", a idéia da liberdade pode parecer perigosa, inviável.

    O argumento não é que "o liberalismo nunca existiu em sua plenitude" (de fato, nunca existiu).

    Abraços,
    Juliano
  • Marcondes  21/07/2014 14:22
    Também não entendi absolutamente nada deste comentário do Krop.
  • JoaoB  22/07/2014 22:49
    Ha um caso pratico mto importante..a area de informatica ou IT , Information Techonnolgy, como eh conhecida ou TI em portugues

    Nao existe em nehum lugar do mundo nenhum tipo de regulamento de governo

    Conseguem imaginar a  vida sem computadores?
     
    Pois eh...e nessa atividade não há QUALQUER REGULAMENTO, NÃO EXISTE CREA OAB CRM....NADA..num tem sindicato ....num tem greve...num tem governo
     
    A coisa e tão livre que tivemos que inventar um tal de "  modelo de governança de ti" ...mas isso veio da comunidade..veio do mercado  não veio de Brasilia..nem da ONU
     
    Nos os " computeiros" fizemos tudo sem necessidade de alvarás...existe alguma lei que obriga um banco a tirar backup?
     
    Não
     
    A única lei que nos governou foi a  segunda lei que move o mundo
     
    O MEDO DE PERDER O EMPREGO
     
    E ai fizemos nossos erros e acertos
     
    ai esta a maravilha de Internet  livre..livre   livre  
     
    nenhum profissional de TI precisa fazer exame numa OAB da vida...ninguem precisa mandar para Brasília, Washington ou Bruxelas o desenho do seu sistema de TI e pedir autorização para um sumo sacerdote
     
    e funciona..da uns "paus" de vez em qdo..mas se auto corrige...e castiga os incompetentes e premia os bons

    Falo com certa autoridade..em 40 anos na area desenvolvi junto com meus chefes e colaboradores centenas de aplicacoes, ou seja, milhares de programas de computador nas mais diversas limguagens, desde o Assembler do IBM 360 ate JAVA nos tempos atuais e jamais tive que pedir permissao ao governo para fazer nada..simplesmente o cliente,tambem conhecido como usuario era convidado VOLUNTARIAMENTE a pagar a conta, ou seja, nossos salarios e os equipamentos...e tudo so era feito se tivesse um beneficio economico, isto eh, alguem iria ganhar dinheiro, certamente mto mto mto mais que nossos salarios..e isso jamias nos incomodou...qdo nao,estva satisfeito por agum motivo, mudava de emprego.....qdo meu empregador nao estava contente, me demitia..e assim viivi a maior parte dos anos mto feliz..paguei mimhas contas, criei tres filhos, hoje todos adultos e nao recebi um centavo de heranca..guardei uns trocos para minha velhice...que esta chegando

    Agora tente fazer um empreedimento imobiliario..a insanidade burocratica eh imensa..nao comento mais nada pq tenho medo...
    Abs a todos...
     
  • Krop  23/07/2014 06:29
    JoaoB,

    Permita-me discordar de algumas de suas colocações.

    A coisa e tão livre que tivemos que inventar um tal de " modelo de governança de ti" ...mas isso veio da comunidade..veio do mercado não veio de Brasilia..nem da ONU

    Grande parte dos modelos de governança corporativa foram criados por governos. Os modelos de governança de TI são posteriores e surgiram baseados nos modelos de governança corporativa, mas também tiveram influência dos governos. ITIL, por exemplo, que é largamente utilizado, foi criado pelo governo britânico. É fácil comprovar isso com uma pequena busca no Google. Os EUA desenvolveram vários frameworks de governança com o objetivo de alinhar as ações do governo, das agências e posteriormente para ter maior controle sobre as atividades privadas, principalmente após os inúmeros escândalos financeiros causados por fraudes em grandes companhias na década de 90. Quando se fala em Governança, uma função que tem bastante destaque é a função reguladora e normatizadora, geralmente imposta por governos. Veja acordos como o da Basileia que foi criado pelos Bancos Centrais de vários países.

    ai esta a maravilha de Internet livre..livre livre
    A Internet foi criada pelo departamento de defesa do governo dos EUA. A WWW foi criada basicamente por Tim Berners-Lee no CERN, que é um centro de pesquisas financiado por governos de diversos países. Se você pesquisar um pouco, vai ver que existe muito padrão de criptografia largamente utilizado, entre outras commodities de tecnologia que foram criadas por organizações governamentais.

    Então, eu questiono: "Será que os governos só prejudicam as sociedades?". Não é uma pergunta retórica, eu realmente questiono-me sobre isso. É claro que existe um excesso de interferência estatal muitas vezes. Mas o fato é que às vezes penso que dificilmente teríamos muitos dos benefícios que hoje temos se não fosse pelos governos. A sociedade civil sozinha, muitas vezes, não consegue se organizar para coisas simples. Eu percebo isso no cotidiano, como no condomínio onde moro. E não é por causa de burocracia do governo. É falta de capacidade de iniciativa e organização.

    Se você já estudou os modelos de governança corporativa, já deve ter visto que existem sugestões de modelos utilizados para tomada de decisões. Em geral, são utilizados nomes de regimes/sistemas de governo, como ditadura, democracia, etc. Cada tipo de decisão numa organização tem um ou mais modelos adequados e outros não adequados. Em algumas decisões tem que usar de ditadora, outros já pode consultar um "parlamento" e por aí vai. Eu tendo a acreditar nisso: extrair o melhor que cada sistema tem para oferecer em determinada circunstância.

    Talvez os governos sejam um mal necessário muitas vezes. Ainda questiono-me sobre isso.

    Forte abraço.
  • Juliano  23/07/2014 14:23
    Defender o governo é defender o uso da força. Dizer que algo só pode ser criado com a ajuda do governo significa dizer que as pessoas devem ser obrigadas a obedecer a alguém para realizar aquele projeto, que algo só seria possível se pudéssemos tirar dinheiro à força e obrigar os demais a nos servir.

    Sim, muitas coisas foram criadas pelo governo. Da mesma forma que o artigo cita a fabricação de sapatos. Os governos monopolizam uma série de atividade e, obviamente, são especialistas em impor regras. A existência de regras não é propriedade exclusiva de um governo, é um requerimento de vida em sociedade. A peculiaridade do governo é que ele se coloca no direito de não respeitar a autonomia individual.

    Apesar do fato de que os protocolos e uma infraestrutura básica da internet ter tido participação de órgãos governamentais, seu poder só foi conquistado quando ela se tornou um espaço para colaboração. O governo confiscou uma quantidade absurda de recursos da sociedade e qualquer coisa que saia dali é tido como mérito estatal? E se os recursos não tivessem sido confiscados, o que poderia ter surgido se cada um pudesse viver a sua vida? Se o governo monopolizasse a produção de sapatos imaginaríamos que os sapatos não existiriam sem governos?

    Pior do que o confisco em si, ainda tem a completa inversão de valores. Pegando o exemplo brasileiro, ao invés de ter profissionais preocupados em atender aos demais, em criar valor, temos um exército estudando para passar em concursos e atender à burocracia. Inovação, no Brasil, é perguntar para o governo o que ele quer como inovação e tentar concorrer para ganhar uma grana em um edital. A produção cultural é completamente ditada pelo que o Estado deseja. O maior mal que o governo faz é perverter completamente a mentalidade da sociedade, direcionando seus esforços a agradar aos burocratas e não às demais pessoas. Cria-se uma multidão de rente-seekers, cada um buscando uma boquinha pra se sustentar à custa dos demais.
  • Krop  23/07/2014 18:22
    Oi, Juliano.
    Meu ponto não foi dizer que a Internet, modelos de governança, etc só poderiam ser criados pelo governo. Longe disso. Meu ponto foi mostrar que o governo também cria coisas úteis em colaboração com a sociedade livre. Existe uma certa simbiose, apesar de existir parasitose também. Mas qualquer sistema têm falhas e elas serão exploradas.

    Só para colocar mais fogo na fogueira, segue um vídeo sobre o empreendedorismo estatal.

    longnow.org/seminars/02014/mar/24/entrepreneurial-state-debunking-private-vs-public-sector-myths

    Saudações.
  • Juliano  28/07/2014 13:21
    Krop,

    Claro que o governo pode criar coisas úteis, tais quais os sapatos mencionados pelo artigo. Sapatos não são úteis? Claro que são.

    A questão é que TUDO que o governo faz é amparado na violência. Não dá pra comparar com os relacionamentos feitos no livre mercado, onde o que impera é o respeito pela opinião de cada indivíduo. O governo é o oposto: é a obrigação, é a ameaça.

    O governo está em tudo porque ele se mete em tudo. Ele se torna necessario por meio da força, da imposição. Ele cria um banco pra estimular a economia cobrando taxas de juros abaixo do mercado e, obviamente, quase todas as empresas passam a depender das bençãos estatais. Ele é o maior financiador de cultura e, assim, vira o maior mecenas. Tudo passa pelos políticos e burocratas. Isso significa que o governo foi fundamental pra qualquer uma dessas atividades? Justifica a intervenção governamental? Claro que não. Ele quebra as pernas e nos mostra as muletas dizendo: tá vendo como sou importante?

    Abraços,
    Juliano
  • Guilherme  23/07/2014 19:12
    Governo inventar a internet?! Ainda há quem acredita nisso?

    Quem realmente inventou a internet?
  • Krop  24/07/2014 15:48
    Guilherme,
    De fato, talvez não tenha inventado tudo, mas deu contribuições importantes sim. Nada se faz sozinho, mesmo no livre mercado. O meu ponto foi tentar argumentar que existe colaboração entre governo e (quase)livre mercado. É claro que a Internet depois de "privatizada" cresceu muito. Essa é a grande contribuição do livre mercado, até porque os interesses dos Estados são outros (alguns escusos, é verdade). Ainda não li totalmente o artigo que você indicou, mas com uma rápida passa de olhos, percebo que cita Vint Cerf e Tim Berners-Lee. Ambos trabalhavam para empresas financiadas por governos ou mesmo diretamente para governos (Vicent para a DARPA e Berners-Lee para o CERN). Vou ler com mais calma depois. Obrigado pela indicação.
    Abcs.
  • JoaoB  23/07/2014 20:34
    Krop, como vai?..obrigado pelos comentarios...
    Alguns esclarecimentos...o fato importante nos modelos de governanca nao eh quem os inventou, mas sim que sao adotados livremente por empresas e pessoas sem imposicao violenta de governo..Por isso disse " veio da comunidade"

    Algumas " invencoes" tiveram algum tipo de influencia de governo, especialmente qdo obtidas via fundos investidos em universidades...mas somente se transformaram em coisas praticas pela acao empreendedora do mercado livre...leia o artigo sobre Internet mencionado pelo Guilherme

    Super abs
  • Rodrigo  28/07/2014 00:02
    Entendi perfeitamente o argumento: "Não conseguimos imaginar como seria um serviço num mundo liberal, uma vez que ele, mesmo que por um curto espaço de tempo tenha sido estatizado." Fui convencido que, realmente, quando o mercado é livre, é sempre melhor. Pois bem, vamos aplicar o o que esse artigo nos ensina. Vamos desestatizar a segurança e a justiça! Deixemos os homens inteligentes se entenderem, resolverem seus problemas sozinhos e defenderem seus domínios sem qualquer interferência de Estado algum. Que mundo maravilhoso seria! Ah, talvez preciso dizer: "Que mundo maravilhoso seria!" é uma ironia.
  • Ramalho  29/07/2014 14:50
    Já eu fui totalmente convencido (e convertido) por sua ironia, Rodrigo.

    Realmente, quando o estado está no controle, tudo é melhor. O judiciário estatal é rápido, eficiente, e totalmente imparcial (jamais advoga em prol dos mais ricos e do próprio estado). Os mais pobres sempre são tratados com isonomia.

    Já a segurança, quando no comando do estado, é completa: desde que o estado tomou minhas armas e assumiu o monopólio da minha segurança, inclusive o da segurança da minha propriedade e da minha rua, minha integridade física passou a ser plena. Nunca fui assaltado, nunca fui ameaçada e nunca ouvi caso nenhum de invasão de domicílio seguida de estupro.

    Esse arranjo que você defende é realmente super, e é inacreditável que haja pessoas que tenham a cara-de-pau de criticá-lo. São uns ingratos e merecem nosso total desprezo.
  • Rodrigo  29/07/2014 18:21
    Como tu podes criticar o arranjo que eu defendo, se eu nem propus arranjo algum? Tu agora adivinhas o que eu penso?

    Sobre genrealização:
    quem fez foi o texto:
    "Troque a expressão "fabricação de sapatos" por QUALQUER OUTRA e o raciocínio continua idêntico."
    e tu (ironicamente):
    "Realmente, quando o estado está no controle, tudo é melhor."

    Eu não estou dizendo que tudo é melhor quando está no controle do Estado. O fato é que o Estado é SIM indispensável e essencial, o que podemos discutir é apenas o limite de sua atuação. Dizer que a interferência do Estado é SEMPRE ruim e que nós apenas não conseguimos enxergar isso, como o texto afirma, é uma estupidez sem tamanho. Não entendeu, basta considerar o exemplo que eu dei no meu post anterior.
  • Ramalho  29/07/2014 23:44
    Rodrigo em 2 atos:

    1º ato:

    "eu nem propus arranjo algum"

    2º ato:

    "O fato é que o Estado é SIM indispensável e essencial, o que podemos discutir é apenas o limite de sua atuação."

    Pergunto: dizer que o estado é "indispensável e essencial", e que devemos apenas nos restringir a discutir sua atuação não seria a proposição de um arranjo?

    Como uma pessoa se contradiz assim e aí tem a pachorra de sair dando lições de objetividade em alguém?

    "Dizer que a interferência do Estado é SEMPRE ruim e que nós apenas não conseguimos enxergar isso, como o texto afirma, é uma estupidez sem tamanho."

    Por quê? Substancie suas poderosas afirmações. Você é daqueles simplórios que acham que basta utilizar uma expressão aparentemente forte ("estupidez sem tamanho") para se ganhar uma discussão. Pode até ser que em suas páginas de Facebook você consiga intimidar algum coitado utilizando essa tática; aqui você vai conseguir apenas ser escarnecido.

    "Não entendeu, basta considerar o exemplo que eu dei no meu post anterior."

    Que exemplo? Li e reli várias vezes seu relincho. Não tem nada de substantivo ali. Você apenas fez ironia de boteco. Agora, se você acha que aquilo é um "exemplo", então seu nível intelectual é de fato latrinário.
  • anônimo  29/10/2014 10:25
    'Vamos desestatizar a segurança e a justiça! Deixemos os homens inteligentes se entenderem, resolverem seus problemas sozinhos e defenderem seus domínios sem qualquer interferência de Estado algum. '

    Como se estados também não criassem conflitos entre si.
  • Rodrigo  30/07/2014 16:49
    Eu não propus arranjo no primeiro post, no segundo post tu criticou (elogiando ironicamente) algo que eu nem havia mencionado.
    O Estado ser indispensável não é opinião, é uma constatação. Basta considerar os exemplos que dei no primeiro post: segurança e justiça. Aqui não acho que seja necessário qualquer explicação: faz um exercício de raciocínio, para e pensa antes de vomitar algo aqui só para me contrariar.
  • Eduardo  28/10/2014 17:08
    Rodrigo, existem exemplos historicos de ambos serem realizados de modo cooperativo. Mesmo que nao houvesse, que tipo de argumento e esse de que algo que nunca existiu e impossivel de existir? Escravos? Impostos? Carros? Ademais, vc nao argumentou qual a grande impossibilidade de agentes privados prestarem esse serviço. Só disse q e indispensavel e ponto. Isso nao vai te fazer ganhar nenhuma discussao aqui.
  • Carlos Henrique  25/10/2015 12:58

    "Sim, é necessário admitir que a natureza humana é defeituosa, e que essas imperfeições muitas vezes serão refletidas no mercado (e muito mais no governo, setor cujos integrantes detêm o poder e não estão submetidos à concorrência)."

    Se a natureza humana é defeituosa, a não existência do governo resolveria o problema da natureza humana?

    No mesmo parágrafo tem a resposta, segundo o autor:

    "Porém, o livre mercado é o único arranjo que possibilita a cada indivíduo agir de acordo com sua melhor moral e ser recompensado por isso, ao passo que o estatismo e a abolição da concorrência é o arranjo que premia (ou não pune) os imorais e desleixados."

    Então tá. Já que o governo não me possibilita agir de acordo com a minha melhor moral então que tal agente se juntar e começar a roubar e enganar os outros, como certos políticos fazem?

    Uma pessoa defender esse tipo de raciocínio é assumir a sua incompetência como indivíduo; acha que só pode ser bom se houver um cenário favorável para a sua boa ação.

    Vamos nos negar a participar do governo então, já que participar do governo é imoral. E enquanto isso, os bandidos tomam conta dos cargos públicos e fazem a festa com o nosso dinheiro. Aí, quando houver um mundo sem governo, eu vou pensar no que fazer.
  • Schroeder  25/10/2015 13:46
    "Se a natureza humana é defeituosa, a não existência do governo resolveria o problema da natureza humana?"

    Em momento algum o texto fala isso. Ele diz apenas que, se a natureza humana é defeituosa, a imposição de um governo -- formado por seres humanos defeituosos e cujas ações não estão expostas à concorrência e nem ao escrutínio do mercado -- não tem como melhorar as coisas.

    "Então tá. Já que o governo não me possibilita agir de acordo com a minha melhor moral então que tal agente se juntar e começar a roubar e enganar os outros, como certos políticos fazem?"

    Não apenas seu analfabetismo é patente ("agente"), como também você é completamente desprovido de qualquer raciocínio minimamente lógico. Qual o sentido da sua frase acima? De onde foi derivada tal conclusão? Qual o silogismo por trás de tão sublime concatenação de idéias?

    "Uma pessoa defender esse tipo de raciocínio é assumir a sua incompetência como indivíduo; acha que só pode ser bom se houver um cenário favorável para a sua boa ação."

    Isso nem sequer é comentável, pois é impossível entender como opera sua mente conturbada. Nem sequer é possível dizer se você está certo ou errado, tão obtuso e desconexo é o seu "raciocínio".

    "Vamos nos negar a participar do governo então, já que participar do governo é imoral. E enquanto isso, os bandidos tomam conta dos cargos públicos e fazem a festa com o nosso dinheiro. Aí, quando houver um mundo sem governo, eu vou pensar no que fazer."

    Ué, o governo está aí, e, a cada ano que se passa, só se descobrem cada vez mais ladroagens, em níveis cada vez mais inacreditáveis. Sigo no aguardo da sua solução para resolver essa epidemia. Não me diga que você é daqueles que dizem que "Ah, basta elegermos as pessoas certas. Nossa arma é a urna!"
  • Carlos Henrique  25/10/2015 16:15
    "Em momento algum o texto fala isso. Ele diz apenas que, se a natureza humana é defeituosa, a imposição de um governo -- formado por seres humanos defeituosos e cujas ações não estão expostas à concorrência e nem ao escrutínio do mercado -- não tem como melhorar as coisas."

    Se não tem como mudar o arranjo atual porque os seres humanos são defeituosos, defender outro tipo de arranjo não passa de utopia. Mas tudo bem, até que faz sentido defender uma utopia,a esquerda conseguiu a hegemonia na políca assim. Só que eles foram muito competentes pelo menos nisso.

    "Não apenas seu analfabetismo é patente ("agente"), como também você é completamente desprovido de qualquer raciocínio minimamente lógico. Qual o sentido da sua frase acima? De onde foi derivada tal conclusão? Qual o silogismo por trás de tão sublime concatenação de idéias?"
    "Isso nem sequer é comentável, pois é impossível entender como opera sua mente conturbada. Nem sequer é possível dizer se você está certo ou errado, tão obtuso e desconexo é o seu "raciocínio"."

    Me parece que você é desses que não conseguem compreender nada que não for explicado pela teoria econômica.

    "Ué, o governo está aí, e, a cada ano que se passa, só se descobrem cada vez mais ladroagens, em níveis cada vez mais inacreditáveis. Sigo no aguardo da sua solução para resolver essa epidemia. Não me diga que você é daqueles que dizem que "Ah, basta elegermos as pessoas certas. Nossa arma é a urna!"

    Não só a urna, mas a mídia e o sistema de ensino. O confronto político é inevitável.
  • Principiante em Economia  25/10/2015 15:47
    Olá!!!

    Tem alguma(s) obra(s) ou artigo(s) do Instituto Mises (independente da língua escrita)que explica a visão da Escola Austríaca a respeito da economia (Estado Rentista) praticada pelos países do Golfo Pérsico?!

    Agradeço desde já a indicação! :)

  • Zé do Caixão  25/10/2015 16:41
    Como a maioria dos alunos do governo viram auxiliar de pedreiro ou entregador de pizza, seria interessante o governo começar a ensinar assentamento de piso, tijolo e operação de betoneira. Pelo menos, os alunos do governo poderão construir suas próprias casas e não morar em favelas.
  • Eduardo R., Rio  25/10/2015 16:50
  • LUCIANO SILVA  25/10/2015 17:06
    Dois pontos importantes do início do artigo me chamaram a atenção:
    a) as pessoas se acostumam com as atividades econômicas
    sendo praticadas de uma determinada forma (comodismo), e
    b) décadas de doutrinação geraram incapacidade de raciocínio(alienação).

    Acho que os dois pontos se fundem e geram um outro pior:

    a+b) o comodismo e a alienação fazem com que as pessoas ao menos aceitem uma argumentação. Quando aceitam, querem ser convencidas com explicações simplistas (uma palavra, uma oração ou uma frase mínima). Se o libertário não for um mestre nos aforismos, existem assuntos que nem adianta perder tempo em tentar explicar.
    Aforismos em defesa da liberdade: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2204
  • Henrique  25/10/2015 17:54
    Prezados,

    Sei que a questão foge ao tema do presente artigo, mas se possível peço que desconsiderem ter fugido ao assunto principal ou que me indiquem o local adequado para fazer este tipo de pergunta.
    Ontem li o livro "Un legado de libertad: Milton Friedman en Chile" e fiquei curioso para entender melhor como era a situação econômica do Chile entre 1930-1970 e entre 1970-1990. Há algum site com informações confiáveis acerca do crescimento do PIB, IDH e outros indicativos econômicos relevantes do Chile para o referido período? De maneira geral, quais são os melhores sites para pesquisar tais dados econômicos? Conheço pouco sobre o assunto e encontrei apenas o pt.tradingeconomics.com/chile/gdp
  • maria cristina dias martins correa  25/10/2015 19:09
    Excelente artigo, Brasil e Petrobrás sao a prova viva, se nao fosse uma estatal a Petrobrás nao teria sido asaltada como foi, se o Brasil nao fosse um estado gigantesco seria realmente o pais do futuro, mas do jeito q as coisas estao é o país do passado.
  • Thiago Teixeira   26/10/2015 09:05
    Liberalismo: não promete nada aos pobres, mas disponibiliza-lhes os meios de sair da pobreza
    Assistencialismo estatal: promete cuidar dos pobres, mas na verdade piora sua situação.
  • TuroKxwx  26/10/2015 19:32
    Ótimo artigo...Tenho certeza de que se qualquer pessoa com pensamentos de esquerda se desse ao trabalho de ler tal artigo repensaria seus conceitos e buscaria procurar mais conhecimento sobre o pensamento liberal, libertário, etc...
  • anônimo  28/10/2015 15:33
    Sem os investimentos do governo, o homem não teria pisado na lua. Não teria ocorrido as Grande Navegações. Não haveria a Ponte Rio Niterói, a Usina de Itaipú...
  • anônimo  28/10/2015 17:57
    "o homem não teria pisado na lua."

    Legal né, milhões de americanos ficaram mais pobres para alguns burocratas passearem na Lua.

    "Não teria ocorrido as Grande Navegações"

    Verdade! Sem as monarquias absolutistas ninguém teria coragem de navegar e explorar.

    "Não haveria a Ponte Rio Niterói, a Usina de Itaipú"

    Você só esqueceu de dizer que ninguém que não fosse o governo tinha permissão de fazer essas obras.

    Recentemente um empresa pediu licença para construir um novo aeroporto em São Paulo, e o que seu governo querido fez? Não autorizou. Daqui a pouco o governo constrói um novo aeroporto e você vai ficar gritando por ai sobre como o governo é útil para a gente.

    Ou seja, o governo te quebra as pernas para depois lhe dá as muletas, e você, bovinamente, agradece.


    Agora diga as outras grandes obras do governo: segunda guerra mundial, bomba nuclear, holocausto, gulag, e etc....
  • anônimo  28/10/2015 18:07
    "o homem não teria pisado na lua."

    Tem certeza ?

    blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/01/27/boeing-sera-primeira-empresa-privada-levar-astronautas-estacao-espacial/

    E para quem fala que a iniciativa privada só se interessa por coisas "comerciais"...rs

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Perimeter_de_F%C3%ADsica_Te%C3%B3rica

    ringuefilosofico.blogspot.com.br/2012/08/o-fisico-surfista-garrett-lisi-e-sua.html


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