O argumento em defesa da liberdade, para o que der e vier

Um dos temas mais importantes para aqueles que se importam com o avanço da liberdade é como o argumento em prol da liberdade pode ser feito melhor, e o que ele deveria incluir. Recentemente, uma controvérsia surgiu entre alguns amigos da liberdade sobre se o argumento em defesa da liberdade deveria ser "denso" ou "estreito". Isto pode parecer esotérico ou distante das questões políticas do cotidiano. Mas, de fato, é algo muito importante para uma sociedade livre e para o sucesso do liberalismo clássico no longo prazo.

Libertarianismo "Estreito" e Não-Agressão

Os que advogam em prol da versão "estreita" de uma defesa da liberdade argumentam que a questão primária e essencial refere-se ao princípio e à lógica da "não-agressão". Isto é, o liberal clássico ou o libertário basicamente deveria preocupar-se com um e somente um assunto: o caso moral e prático a favor da abolição da coerção em todas as relações interpessoais e nos assuntos humanos, na maior extensão que for possível.

O libertário "estreito" não deve se preocupar, por si só, a respeito de como e sobre qual base os indivíduos agem e se comportam em suas vidas pessoais e em suas relações privadas e voluntárias uns com os outros.

Não importa, argumentam, se aquele indivíduo privado é um racista que pensa que alguns grupos étnicos são "inferiores", ou que considera que o lugar adequado para as mulheres é no lar, "grávida e de pés descalços", ou que expressa visões negativas sobre qualquer orientação sexual que não seja heterossexual e que não envolva a posição "papai e mamãe".

Esses liberais clássicos ou libertários deveriam preocupar-se e focar somente na abolição de todas as intervenções, controles e regulamentações políticas e governamentais sobre os assuntos voluntários e pacíficos dos cidadãos.

Em todos os outros assuntos que dizem respeito às ações e associações humanas, o liberal clássico ou libertário pode ter seus próprios valores e preferências "subjetivas" sobre como as pessoas deveriam agir em suas vidas privadas e em suas interações sociais, mas elas estão fora do escopo do caso a favor da liberdade e da sociedade livre.

Uma Suposta Ladeira Escorregadia na Direção do Paternalismo

Em todas essas questões os advogados da liberdade devem ser "agnósticos" ao apreciarem e julgarem as ações dos outros. Quem somos nós para louvar ou condenar as crenças, condutas e escolhas dos demais, já que fazer isso arrisca a colocar o nariz de camelo da intervenção do governo para dentro da tenda do discurso político?

Primeiro, você questiona os pontos de vista racistas, anti-feministas ou sexuais dos outros e, antes de que você se dê conta, o liberal clássico ou libertário caiu na "ladeira escorregadia" de abrir a porta para os outros que argumentam a favor da intervenção, regulamentação e controle do governo para impor coercitivamente os valores e as relações humanas preferidas através do poder do estado.

Não é assim que o antigo liberalismo clássico acabou transformado na versão mais moderna do liberalismo sob o qual o governo assume o papel de paternalista político tentando "engendrar" os arranjos sociais e econômicos sob os quais as pessoas devem agir e interagir?

Primeiro, você condena ideias racistas e, antes de dar-se conta, você tem ações afirmativas compulsórias e integração coagida. Você questiona a visão tradicional da mulher no lar e logo você vê regulamentações banindo os clubes "somente para homens" e insistindo sobre quantas mulheres estão sendo apontadas para ocupar posições nos conselhos de administração corporativos. Você questiona a exclusividade dos relacionamentos heterossexuais e, em um piscar de olhos, fotógrafos profissionais "heteros" são obrigados a fotografar casamentos "gays".

Argumenta-se que o liberalismo de governo limitado é transformado, passo a passo, no liberalismo de grande governo, com seus braços compulsórios envolvendo todos os pormenores da existência humana. Não é assim que o individualismo político transforma-se no coletivismo social?

Libertarianismo "Denso" e o Individualismo Respeitoso

O liberal clássico ou libertário "denso" também defende que o princípio da não-agressão em todas as relações humanas é o valor político central para todos os advogados e defensores da liberdade. Mas eles questionam se esse princípio, por si só, seria capaz de estabelecer e manter uma sociedade de pessoas livres.

Qual é a probabilidade de que direitos iguais perante a lei sejam respeitados e mantidos em uma sociedade na qual muitos tomam como certo que alguns seres humanos são racialmente "superiores", enquanto outros são "inferiores"? As mulheres serão suficientemente respeitadas e ficarão livres das ações agressivas de homens predadores em um mundo no qual as mulheres são vistas por um grande número de homens como meros objetos sexuais, destinadas a servir o sexo "mais forte"?

E pode uma sociedade livre ser suficientemente livre da intolerância e do comportamento agressivo quando um grande número de "heteros" adotam a atitude de que "gays" e "homos" são caça legal para serem ridicularizados e mesmo para o abuso físico?

Em outras palavras, o princípio político da não-violência em todos os assuntos humanos não existe e não pode existir em um vácuo social. O caso a favor da liberdade do poder e do controle político exige estar situado em um cenário filosófico e ideológico mais amplo, que contempla a natureza, a santidade e até mesmo a sacralidade do ser humano individual.

Muitos avanços para libertar as pessoas do controle político e para afirmar o reconhecimento de que elas possuem direitos individuais às suas vidas, à liberdade e à propriedade honestamente adquirida surgiram primeiramente de uma mudança de atitudes a respeito dos seres humanos e do que era correto e justo na conduta que as pessoas adotam umas para com as outras.

O Fim da Escravidão Começou com Uma Nova Visão do Homem

Por todo o registro histórico, uma das instituições humanas mais antigas e persistentes foi a escravidão. A presunção do direito de um ser humano de possuir, usar e mesmo abusar de outra pessoa foi dado como certo em praticamente todas as culturas e civilizações ao redor do mundo. Isso só começou a mudar no século dezoito, na Grã Bretanha, quando homens profundamente conscientes de sua fé cristã formaram um movimento anti-escravidão para abolir essa instituição, em um esforço social e político que finalmente triunfou com a abolição da escravidão no Império Britânico em 1834, por meio de um ato do Parlamento.

Eles argumentaram que todos os homens são criações de Deus, feitos à Sua imagem, e todos são iguais aos Seus olhos. Decerto era um pecado, uma abominação aos olhos de Deus que homens, meros mortais, presumam-se senhores sobre outros seres humanos e brinquem de Deus na prática da escravidão, ao passo que há somente um Senhor no céu, e somente Ele possui a todos nós e tem jurisdição sobre nossos destinos.

Isto, por sua vez, tinha surgido das primeiras explicações filosóficas e argumentos a favor da ideia de que todos os seres humanos individuais têm um "direito natural" à sua própria vida e liberdade, dadas ao homem por Deus, ideia também demonstrável pela razão, se o homem deveria ter a habilidade de sustentar sua vida e prosperar.

Cada ser humano como um indivíduo distinto e único, portanto, deveria ser tratado com respeito e dignidade, e não considerado como um mero "objeto" a ser utilizado coercitivamente como "meios" para os fins de algum senhor de escravos.

É difícil imaginar como a tradição do individualismo e o ideal político dos direitos individuais, que é a fundamentação do princípio da não-agressão nas relações humanas, poderia ter emergido se esta concepção mais ampla de homem, da sua natureza, e das suas necessidades para sobreviver e prosperar não tivesse começado primeiro a tomar controle das mentalidades das pessoas com relação aos demais seres humanos.

O Racismo é Inconsistente com o Espírito da Liberdade

Atitudes e crenças racistas são o anátema de qualquer filosofia da liberdade individual. Equivale a afirmar que o indivíduo não existe em separado dos traços biológicos e genéticos de um grupo coletivo ao qual ele pertence; que ele não tem significado ou identidade que seja distinta dessas características tribais, e que quaisquer "direitos" ou "privilégios" que ele possa possuir baseiam-se nesta coletividade ou na posição e status do grupo na sociedade.

Em uma sociedade livre, são os indivíduos livres para acreditar e sustentar quaisquer pontos de vista sobre os seres humanos que eles escolham ter, sem serem maltratados ou sofrerem opressão política? É óbvio que são, inclusive os racistas.

Mas o amigo do individualismo e do liberalismo clássico não deve tolerar e nem concordar com tais opiniões. Um liberal clássico ou libertário não é honesto para com seus próprios princípios e sua defesa, se ele permanecer silencioso diante de, por exemplo, um nazista argumentando sobre a inferioridade dos judeus, negros ou eslavos, e defendendo que, enquanto "sub-humanos", eles deveriam ser escravizados ou erradicados para o bem de alguma "raça superior".

Os Direitos Iguais para as Mulheres Começaram com a Liberdade Comercial

Novamente, durante a maior parte da história humana as mulheres, em diversas civilizações e sociedades, foram vistas como propriedade de seus pais, a serem transferidas para um marido através de casamentos arranjados para servir a algum suposto benefício para a família como uma unidade coletiva.

Uma mulher muitas vezes não podia possuir ou herdar propriedade; ela não podia entrar em contratos ou exercer um emprego fora do lar sem o consentimento e a permissão do pai ou do marido; e tudo o que era dela era, na verdade, possuído pela autoridade masculina.

Isso começou a mudar somente com a emergência do capitalismo comercial no final do século dezoito e nas primeiras décadas do século dezenove. Oportunidades de empregos nos centros de manufaturas em desenvolvimento deram às mulheres a primeira chance verdadeira para libertar-se da dominação legal masculina. Os novos industriais e empresários estavam interessados somente em encontrar empregados dispostos a operar as máquinas e os processos de produção na quantidade crescente de fábricas e centros de negócios orientados para o mercado.

Assim como muitos homens, mulheres também deixaram as áreas rurais da sociedade e correram para as cidades e comunidades urbanas em expansão para encontrar trabalhos com remuneração melhor e em condições mais atrativas do que a agricultura ao ar livre, do amanhecer ao anoitecer, em condições físicas severas.

Com o tempo, descobriu-se que as mulheres, como uma questão prática cotidiana, eram tão trabalhadoras, confiáveis e laboriosas quanto os homens, em muitas possibilidades de empregos. Ganhando seu próprio caminho, elas passaram a ter renda para gastar, poupar ou investir. Independentemente das sutilezas legais, elas começaram a celebrar contratos, a adquirir propriedade e a deixar dinheiro e outras riquezas para seus entes queridos.

Esta mudança nas circunstâncias práticas das mulheres na sociedade comercial e industrial moderna lentamente começou a transformar as atitudes das pessoas para com elas. Em um número crescente de maneiras, as mulheres passaram a ser vistas como iguais aos homens, e isto levou a reflexões sobre a razoabilidade e a lógica de estender os direitos legais e políticos individuais também às mulheres.

Assim, por exemplo, o grande liberal clássico britânico do século dezenove, Herbert Spencer, em seu livro de 1851 defendendo a liberdade, Estatística Social, dedicou um capítulo aos "Direitos da Mulher". Ele apontou que, dadas a sua natureza, qualidade, características e pontencial enquanto seres humanos, era tão somente razoável e justo que a sociedade reconhecesse isso formalmente, estendendo às mulheres os mesmos direitos individuais que cada vez mais homens estavam desfrutando.

A mudança nas atitudes sociais e pontos de vista sobre as mulheres na sociedade e em relação aos homens levaram a um status mais igualitário das mulheres perante a lei. Com isto, ao longo do tempo vieram juntamente as atitudes a respeito de que as mulheres, assim como os homens, não devem mais ser abusadas ou molestadas.

Por quê? Porque tendo "direitos naturais", uma mulher, assim como um homem, "possuía" a si mesma e tinha propriedade privada sobre sua própria mente e seu corpo, e tinha o direito concomitante aos frutos do seu próprio trabalho.

O Desrespeito para com as Mulheres é Inconsistente com o Individualismo

Agora, mesmo em países ocidentais esclarecidos, demorou um longo tempo para que isto fosse totalmente reconhecido, respeitado e aplicado. Mas a extensão legal e política dos direitos individuais iguais às mulheres teria sido muito mais difícil ou até mesmo impossível se as sociedades comerciais e orientadas para o mercado não tivessem emergido, dando oportunidades para que as mulheres pudessem escapar da ordem tradicional das coisas na qual elas eram consideradas propriedade de seus pais e maridos.

Em uma sociedade livre, os homens, evidentemente, podem manter quaisquer atitudes que escolherem com relação ao "sexo frágil", e eles podem ter qualquer relação voluntária e consensual que desejarem com um membro do sexo oposto.

Mas um amigo da liberdade, eu sugeriria, mostra desrespeito e desconsideração pela dignidade da metade feminina da população humana, um desrespeito e desconsideração por elas como seres humanos individuais, se ele passa em silêncio quando algum outro refere-se a elas em termos sexuais degradantes, vulgares e quase animalescos.

Como pode a ideia da não-agressão com relação a outros seres humanos ser mantida quando alguns homens vociferam e expressam sua concepção de uma mulher como uma cadela ou uma vaca quanto ao seu uso e abuso para o prazer alheio, sem enfrentar dissenso ou discordância sincera?

Até este ponto, eu esperaria que muitos, senão a maioria dos leitores já terão ou concordado, ou ao menos simpatizado com a ideia de que uma sociedade politicamente livre, na qual a não-agressão é um princípio fundamental, depende do individualismo filosófico e social complementar que considera que a liberdade não pode sustentar-se em um ambiente cultural coletivista de concepções racistas e sexistas vulgares amplamente sustentadas por alguns membros da sociedade.

A Orientação Sexual na Sociedade

O tema da orientação sexual e seu reconhecimento legal será provavelmente visto por alguns sob uma luz menos compreensiva. É uma questão social e política muito nova para ser pensada da mesma maneira desapaixonada e razoável que a escravidão ou a negação de direitos individuais iguais para as mulheres.

É um fato biológico inegável que a espécie humana, assim como praticamente todas as outras formas de vida desenvolvidas sobre a Terra, divide-se em dois sexos, cuja associação íntima é necessária para a procriação. A relação heterossexual, portanto, tem logicamente parecido ser a "natural" para a existência humana.

Mas também é o fato de que para alguma porcentagem da espécie humana, durante todo o registro histórico, têm havido tendências homossexuais. Seja pela "natureza", pela "criação" ou por alguma combinação quantitativamente incomensurável dessas duas, ela tem estado tão presente nas circunstâncias humanas quanto a relação homem-mulher.

A pessoa profundamente religiosa pode estar certa de que Deus criou o homem e a mulher para propósitos distintos, o que torna o relacionamento homossexual "não-natural", ou um secularista pode estar firmemente convencido de que a estabilidade e a continuidade cultural requerem uma estrutura familiar predominantemente heterossexual na sociedade.

A Orientação Sexual e a Sociedade Livre

No entanto, como amigo da liberdade, o liberal clássico e o libertário, em concordância com o individualismo filosófico sobre o qual baseia seu princípio da não-agressão, deve ser polidamente respeitoso e tolerante a respeito das livres escolhas que os demais fazem com relação às suas opções de parceiros íntimos.

Isto não requer "aceitar" ou "concordar" com a escolha do outro neste assunto. Tomamos como certo que o crente fortemente cristão pode estar absolutamente certo de que o budista ou o judeu, por não aceitarem Jesus como seu Senhor e Salvador, poderão enfrentar a condenação ou a separação de Deus em uma outra vida.

Mas, em uma sociedade livre, nós esperamos que esse cristão respeite a decisão pacífica e não-coagida daquela outra pessoa de seguir seu próprio outro caminho. Qualquer cristão amigo da liberdade deve esperar de si mesmo a coragem e a determinação para falar contra qualquer tentativa de negar à força a um indivíduo a liberdade de escolher seu próprio caminho nesta questão fundamental, mesmo que a escolha feita não seja a escolha cristã.

Da mesma maneira, o amigo da liberdade pode, pessoalmente, em bases religiosas ou socioculturais, acreditar fortemente no valor e importância dos relacionamentos heterossexuais. Mas se ele é um defensor da liberdade, ele deve respeitar e defender o direito de qualquer indivíduo a fazer sua escolha sexual, sem um ambiente de grosseria, crueldade ou agressividade física.

Em uma sociedade livre, qualquer um está em sua liberdade para ser rude, bruto ou cruel em suas palavras e comportamento, desde que não viole o direito de qualquer outra pessoa à sua própria vida, liberdade e propriedade. Mas o amigo da liberdade não deve ser mais tolerante ou silencioso diante de tal comportamento quando este se expressa a respeito da orientação sexual escolhida por uma pessoa, do que quando se expressa por um racista para humilhar e desmerecer um membro de algum grupo étnico ou racial.

O Espírito do Individualismo para a Preservação da Liberdade

O liberal clássico ou libertário "denso" entende, deixe-me sugerir, que a preservação dos direitos individuais e o princípio da não-agressão nos assuntos humanos repousa e somente pode ter sucesso e ser sustentado no longo prazo em um ambiente social no qual as pessoas acreditam, respeitam e praticam a cultura e o espírito do individualismo em todas as esferas e aspectos da vida.

Ao contrário de alguns liberais clássicos ou libertários "estreitos", o liberal clássico ou libertário "denso" não tem medo de que expressar "juízos de valor" sobre os tipos de condutas e atitudes que temos estado discutindo levará à temida "ladeira escorregadia" do liberalismo paternalista moderno.

Isto aconteceu nos séculos XIX e XX devido à transformação peculiar da ideia de "direitos naturais" em um utilitarismo particular sob o qual alguns afirmaram que certos resultados "sociais" desejáveis deveriam tomar precedência, pelo bem da "sociedade como um todo", sobre os direitos do indivíduo. E, como tal, foi considerado aceitável encurtar várias liberdades individuais em nome deste bem coletivo "mais elevado".

Qualquer amigo da liberdade que permaneça ancorado e leal à ideia dos direitos inalienáveis que pertencem ao indivíduo, como raciocinaram os Pais Fundadores americanos, não precisa temer cair na armadilha de que um suposto "bem social" vem antes do bem e dos direitos do ser humano individual.

Direitos Naturais e Liberdade Natural

Esta ideia e espírito de direitos e liberdade individual foi expressa clara e sucintamente pelo filósofo escocês do século dezoito, Francis Hutcheson (1694-1746), que ensinou na Universidade de Glasgow e foi professor de Adam Smith.

Em seu Sistema de Filosofia Moral (1737), Hutcheson explicou o conceito e significado de "direitos naturais", quando disse que:

"Os seguintes direitos naturais de cada indivíduo parecem ser do tipo perfeito: um direito à vida, e àquela perfeição do corpo que a natureza tem dado, pertence a todo homem . . . Este direito é violado por assaltos injustos, mutilação, e assassinato.

"Assim como a natureza implantou em cada homem o desejo de sua própria felicidade . . . é evidente que cada um tem um direito natural para exercer suas capacidades, de acordo com seu próprio julgamento ou inclinação, para esses propósitos, em todas as indústrias, trabalhos ou divertimentos, desde que não causem dano aos outros em suas pessoas ou bens . . .

"A este direito nós chamamos de liberdade natural. Cada homem tem um senso deste direito, e um senso do mal ou da crueldade na interrupção desta alegre liberdade dos outros . . ."

Mas não acontece de outros homens às vezes seguirem cursos de ação e modos de vida que podem ser considerados não sábios, equivocados e possivelmente prejudiciais para eles? Hutcheson prontamente admite isto.

Mas, se cada pessoa deve estar segura em seus direitos naturais neste sistema social de liberdade natural, então qual avenida está aberta àqueles que desejam assistir esses indivíduos mal orientados, para que se redirecionem para caminhos mais esclarecidos e melhores?

Hutcheson afirma que o único caminho aberto que é consistente com o respeito aos direitos individuais das outras pessoas é o caminho da razão e da persuasão. Hutcheson disse:

"Deixe que os homens instruam, ensinem e convençam seus companheiros o quanto eles puderem a respeito da utilização adequada de suas capacidades naturais, ou que os persuadam a se submeterem voluntariamente a alguns planos sábios do poder civil onde seus importantes interesses possam estar seguros. Mas até que isto seja feito, os homens devem gozar de sua liberdade natural contanto que eles não sejam prejudiciais [violando os direitos individuais dos outros].

"Este direito à liberdade natural não é somente sugerido pelas partes egoístas de nossa própria constituição, mas por muitos afetos generosos . . . tal como a grande dignidade e perfeição de nossa natureza."

O pináculo da moralidade social, portanto, na visão de Hutcheson, é respeitar cada indivíduo para que viva sua vida tal como ele pacificamente escolher, sem molestação privada ou política, desde que ele respeite os direitos iguais de todos os demais. E o princípio ético adequado para estender aos outros as concepções a respeito de uma vida melhor é o uso da razão, da persuasão e do exemplo dado pela nossa própria vida.

Hutcheson concluiu que "A igualdade natural dos homens consiste principalmente nisto, em que esses direitos naturais pertencem igualmente a todos . . . As leis de Deus e da natureza . . . proíbem que os maiores e mais sábios da humanidade inflijam qualquer miséria nos mais medianos, ou os privem de quaisquer de seus direitos naturais, ou aquisições inocentes, quando nenhum interesse público assim o requer [devido à violação dos direitos de outrem]."

Uma Fundamentação "Densa" para a Liberdade

O mundo tem se afastados do princípio político da não-agressão em todos os aspectos dos assuntos humanos porque perdemos nossa compreensão, apreciação e prática daquele individualismo liberal-clássico mais amplamente embasado filosoficamente. Não mais o seguimos em nosso pensamento, atitudes e ações, tanto na vida cotidiana quanto na política.

Sem esta fundamentação "densa" para nossos argumentos e defesas da liberdade, um libertarianismo meramente "estreito" pode não ser suficiente para resistir e impedir a propagação rastejante contínua do coletivismo político e social.

Uma defesa filosoficamente fundamentada dos direitos individuais em conjunto com a cultura e o espírito do individualismo em nossas atitudes e ações em tudo o que fazemos na sociedade são, talvez, a melhor base e esperança para restaurar e aprimorar a ordem social liberal clássica que nos deu qualquer liberdade que foi difícil de conquistar no passado.

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SOBRE O AUTOR

Richard Ebeling

leciona economia na Northwood University de Midland, Michigan, é um scholar adjunto do Mises Institute e trabalha no departamento de pesquisa do American Institute for Economic Research.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Li  19/06/2014 20:43
    Tradução do link que o Fernando passou:
    Aliás, quem escreveu? Christopher Catwell.

    Extratégia de libertarianismo denso não ajuda o libertarianismo

    Esquerdistas, agora fugindo do termo sua conotação anti propriedade, e chamando a si mesmos de "libertários densos", diz-nos que nós precisamos "expandir" nossa filosofia. Eles nos dizem que precisamos fazer isso, porque isso fará nosso movimento ser mais popular. Eles nos dizem que há uma grande quantidade de área cinza no sprecto Voluntário Vs coercitivo. Que se nós não nos alinharmos com os tempos e começarmos a tratar as pessoas especiais por causa de sua raça e gênero, não somente seremos sucedidos, como seremos racistas.
    Os impróprios ataques ad hominen deverão ser suficientes repudiar esses tolos totalmente. Infelizmente, há uma grande quantidade de pessoas que são suficientemente estúpidas para cair nesse truque, mesmo hoje, e mesmo nos círculos libertários. Apenas diga "racista" e todo mundo diz "Racistas? Onde???? Eu odeio racistas!" sem levar dois segundos para mesmo identificar que racismo é, considerar se isso importa ou não, e se o alvo do ataque está realmente engajado nisso. Esse insulto para a inteligência humana é realmente suficiente para explicar o estatismo em si mesmo. Se você cair nisso, cairá em qualquer coisa. Violência do Estado não é nem mesmo necessário, se você é tão estúpido, o engano é o suficiente para escravizá-lo.
    Se a nossa tática é então levar vantagem de pessoas ignorantes e com falta de inteligência, então deixe-nos imaginar que tipo de pessoas maravilhosas nós podemos esperar agregando o libertarianismo.
    Se nós caimos na isca e prometemos a igualdade que tipo de pessoas entrarão em nosso movimento? Bem, nós não temos que imaginar isso. Nós já vimos isso repetidamente com o partido democrático e occupy Wall Street.

    E não é tudo

    Mas aquilo nem mesmo é a capa do problema. Não somente essas pessoas dizem que nós devemos levar a escória da sociedade mostrada acima, nós demos boicotar e banir "Racistas" como Lew Rockewell, Ron Paul, e Murray Rothbard. Como se pouco importasse que libertários densos como Cathy Reisenwitz classificam a crítica negativa como uma coerção injustificável. Coerção tem um monte de área cinza para essas pessoas acima de tudo, portanto podemos aplicar a "coerção injustificável" para "racistas"(pessoas que não ligam sobre raça), e não sobre raças. A menos claro que a raça seja branca e especialmente se a dita pessoa branca é do sexo masculino, porque elas tem algum "privilégio" que é inaceitável para visionários do Libertarianismo Denso, e que esse autor em particular tem que buscar esse "privilégio" por si mesmo.
    Portanto se libertarianismo deveria Banir Ron paul e Murray RothBard e Lew Rockwell mas ele deve acolher o tipo de pessoa que faz os protestos ocuppy ao redor do mundo então deixe-nos imaginar o que isso se parece.

    A campanha de Ron Paul

    Bem, desde que Ron Paul é racista e o libertarianismo rejeita o racismo, nós não podemos muito bem ter Ron Paul como parte do movimento libertário. De acordo com Reisenwitz, a campanha de Ron Paul foi uma coisa terrível para o libertarianismo. Celebrando esse terrível homem velho racista e tudo. Nós deveríamos ter sido muito mais focados sobre igualdade de casamento e se aprofundar nas notícias dos últimos 40 anos a respeito disso.
    Não importa o fato do Ron Paul tenha sido um grande boost para o libertarianismo na história do libertarianismo do mundo, especialmente entre pessoas jovens. Isto foi um trágico passo para trás e nós deveríamos ter realmente ter gasto mais tempo falando para os apoiadores do Obama.

    O Ludwig von Mises Institute

    Se Rockwell e Rothbard são racistas e libertarianismo rejeita racismo, bem então nós realmente vamos ter que renunciar esse infeliz incidente para a lata de lixo da história. Vamos varrer esse erro trágico do instituto Ludwig Von Mises para debaixo do tapete e fingir que nada aconteceu.
    Sim, eu sei que isso pode ser difícil para alguns de compreender, como nós podemos fazer para ficar longe da maior fonte de economia austríaca do planeta, mas é o preço que o igualitarismo demanda. Nós precisamos abandonar as milhares de horas de audio e vídeo, milhares de livros gratuitos de literatura,juntamente com a execução completa dos periódicos raros e maravilhosos, biografias e bibliografias de grandes economistas, uma livraria ativa com títulos em circulação, bem como gravatas e camisas, e uma comunidade completa com fóruns, bate-papo, blogs de usuários e muito mais.

    LewRockwell.com

    Desculpe racistas, o site número 1 do planeta terra, que tem hospedado milhares de escritores libertários desde 1999, aquilo terá que acabar também. Há muito privilégio masculino e branco acontecendo por lá.

    Isso soa como medonhamente substituir libertarianismo com alguma outra coisa

    É claro tonto. você pensa que o objetivo é ajudar o libertarianismo? Esquerdistas vem fazendo isso em movimentos políticos por centenas de anos. Por que está tão surpreso?
    Essa é a coisa imaginável mais previsível e óbvia, e o fato é que pessoas que chamam a si mesmas de libertárias caem nisso apenas destroi minha fé na humanidade.
  • Pablo  01/07/2014 04:07
    É imprescindível para o desenvolvimento de um mundo livre a superação de divergências religiosas, raciais entre outras. Além do mais é básico no conhecimento de genética que quanto maior o espectro e diversidade de genes disponíveis maior o número de combinações possíveis e a possibilidade de evolução, não faz sentido então a idéia de que eliminar algumas raças e por consequencia, alguns genes, melhora a genética humana.
  • Andre  17/06/2014 10:39
    "A mudança nas atitudes sociais e pontos de vista sobre as mulheres na sociedade e em relação aos homens levaram a um status mais igualitário das mulheres perante a lei.".

    Eu diria "um status mais superior", já que as mulheres são mais donas dos seus próprios corpos do que os homens.
    Pois os homens tem que se submeter à escravidão por um ano ao completarem 18 anos, na esmagadora maioria dos países.
    E em muitos países os homossexuais também estão dispensados da escravidão aos 18 anos.
    Obviamente não quero que eles também sejam escravizados, isso iria apenas reduzir a liberdade geral, quero apenas que os homens não sejam escravizados, para maximizar a igualdade perante a lei e a liberdade.
  • Andre  17/06/2014 10:40
    Excelente artigo!
  • Emerson Luis, um Psicologo  17/06/2014 13:04

    Defender a liberdade de pessoas fazerem X é diferente de defender ou praticar X.

    Podemos defender a liberdade de fazerem X e ao mesmo tempo sermos contra e combater X.

    Para compreender esse aparente paradoxo é necessário um intelecto suficientemente desenvolvido.

    * * *
  • Victor  17/06/2014 19:21
    Caros amigos, gosto bastante dos artigos aqui do site. Gostaria de saber como fica o princípio da não agressão diante de regimes opressores , existe algum papel a ser exercido em países em que pessoas inocentes são massacradas? Pode em algum momento um pais ajudar na libertação do povo de um outro pais?
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/06/2014 12:30

    O PNA não é um pacifismo incondicional que exclui a autodefesa.

    * * *
  • Marcos  17/06/2014 13:17
    Muito bom, excelente...
  • Gustavo  17/06/2014 20:52
    Assim como o protozoário da toxoplasmose e algumas variedades de fungos, o feminismo moderno tem demonstrado essa tendência de infiltrar movimentos diversos, tomar o controle de seu "sistema nervoso central", e por fim subverter completamente seus propósitos em nome da própria causa. Foi assim com o movimento ateu (vide o tal Atheism "Plus", que de pensamento crítico e livre não tem absolutamente mais nada)e se nós não tomarmos cuidado, em breve vai ser assim com esse tal "liberalismo denso". Daqui a pouco os artigos do Mises Institute vão começar a vir com "trigger warnings", referências a "cis"-alguma coisa, e por fim o princípio da não agressão vai ser redefinido de maneira tão ampla, que basicamente tudo poderá ser visto como agressão, tornando o termo inútil e trivializando agressões reais.
  • DiegoR  17/06/2014 22:05
    Discordo e muito desse artigo! A ladeira escorregadia não é suposta, mas sim real. Quem põe outra causa antes ou aparentemente "em igual prioridade" à não-agressão acaba aceitando a agressão para defender essa outra causa, ou seja, qualquer adjetivo adicionado ao libertarianismo, seja "denso" ou "humanista", "igualitário", "de esquerda" etc. transforma a ideologia em algo que não é o verdadeiro libertarianismo.

    Para quem entende inglês, recomendo:

    https://www.lewrockwell.com/2014/05/lew-rockwell/the-future-of-libertarianism/
  • Pedro   17/06/2014 22:12
    Gostei do texto, mas achei ele "discrônico"

    Várias coisas que o autor cita como sendo conquistas obtidas do século XVIII são na verdade retomadas neste século. Muitas delas já haviam sido obtidas na Idade Média, sobretudo a partir do século X, e começaram a perder força com o Renascimento que exagerou em querer seguir a risca o direito romano.
    A renomada medievalista francesa, Regine Pernoud, é enfática ao dizer que na Idade Média quase não se ouviu falar de escravidão, ao menos nos países cristãos. O endosso a isso é, ao contrário do que muitos pensam, as sucessivas bulas condenando a escravidão por papas, já bem antes do séc. XVIII.
    O conceito de pessoa e liberdade são também conceitos desenvolvidos sobretudo na Idade Média, em grande parte pelos escolásticos, para sustentar os dogmas da Santíssima Trindade (Três pessoas em um Deus) e do livre-arbítrio. Antes disso não havia sido preocupação dos filósofos.
    Com relação à mulher, no livro "Those terrible middle ages!" também de Pernoud, no capítulo chamado "a mulher sem alma" ela fala a respeito de mulheres que votavam já na Idade Média, que trabalhavam fora de casa, e que governavam, citando exemplos como Eleonor de Aquitânia e Branca de Castela.
    Enfim, reforço o elogio ao texto, apenas ressaltando estes pontos temporais e espaciais que ficaram um pouco fora de ordem cronológica.
  • Homem Verde  17/06/2014 22:23
    O autor menciona Deus, mas esquece que na própria Bíblia(Sua Palavra) há a condenação do homossexualismo. A questão da suposta "libertação" da mulher é muito discutível, pois, na própria Bíblia, há menção a tarefa da mulher: Ajudar o homem. Ou seja, o homem é o chefe da mulher. Ponto final.
  • Homem Verde  17/06/2014 22:30
    O autor é muito parcial em suas afirmações ou, na melhor das hipóteses, "inocente". Procura influenciar o leitor de maneira "sutil", mas demonstra claramente seu viés rebelde. Fico feliz em informar que não deu certo o que tentou fazer. Esse texto só convence crianças do jardim de infância.
  • Sergio S C Silva  18/06/2014 00:22
    Outro dia comentei um artigo publicado por um fulano qualquer, qu enão me interessei em guardar o nome, vociferando contra tudo e contra todos, menosprezando as opiniões de pessoas que começam a ter contato com o Libertarismo, resumido na pérola: "o fato é que nós libertários sinceramente não estamos nem aí para o que você realmente pensa sobre nós ou sente por nós."

    É evidente que mesmo sendo este o sentimento mais íntimo no princípio Libertário, esta talvez seja uma verdade "espiritual",um mantra que não se verbaliza, pois ao fazê-lo, aquele caminho para o nirvana libertário, escalado nas encostas etéreas do "ser" e não do "dizer ser", se dissolve, materializando uma outra "ladeira escorregadia", que o autor daquela postagem caiu tão espetacularmente: A vaidade.

    Todo este comentário a respeito daquela postagem infeliz foi para contrapor ao elogio que quero fazer a este artigo.

    Consistente e polêmico, quando confrontado com as realidades ideológicas mais difundidas na nossa sociedade atual, o artigo constrói novamente a tal parede impalpável que nos permite subir um patamar na compreensão de nós mesmos, do Libertarismo e daquilo que buscamos para as nossas relações sociais e políticas.

    Confesso que não sou um Libertário convicto, mas um "paquerador" de ideias Libertárias. Do desejo carnal até o amor haverá um longo caminho, mas aqui existe uma moça receptiva para uma relação. Lá naquela postagem o buço e os pelos no sovaco da moça espantaram!
  • Li  18/06/2014 01:20
    Aquele artigo na minha opinião só diz a verdade. Não sei pq tanto espanto. As pessoas querem ser tratadas tão bem, interessante, porém na hora de obrigar um empresário a pagar salário mínimo, CLT, férias de 1 mês, aí elas deixam de ser educadinhas e se tornam em perversas, na hora de criar sindicatos que batem nos empregados que querem trabalhar, na hora que inventam classes trabalhistas, conselhos de profissão se tornam pessoas imprestáveis. Na hora de impedir extrangeiros de criar empresas viram pessoas de um nível bem baixo, se tornam monstras. Na hora de aceitar leis que taxam milhonários apoiam com seus dentinhos afiados esperando obter sua fatiazinha.
    E agora, vem com uma carinha de cordeirinho dizer que ficou assustadinho com um artigo? Ah... por favor...esse papinho de que ficou assustado não engana a mim. Talvez você não entenda porque um libertário por muitas vezes é mal educado (como eu poderia ser interpretado nesse momento) porque nunca foi impedido de trabalhar, porque nunca sofreu ameaças, porque nunca teve que precisar de um serviço publico monopolizado, porque nunca teve que lidar com conselhos, porque nunca teve suas relações contratuais invadidas pelo governo, OU porque participa de tudo isso e comemora.
  • Sergio S C Silva  18/06/2014 03:02
    Você pode querer entender o que eu disse ou pode querer bater no peito como o outro aí embaixo e simplesmente dizer: "Olha como eu sou bad boy! Não sou o máximo?"

    Parecem uns adolescentes que fazem mais questão de ser mau encarados do que efetivamente ser Libertários.

    Acho vocês engraçados e também não dou a mínima para vocês.

    A questão é: Um Instituto foi criado, vídeos estão sendo produzidos, podcasts aos borbotões, palestras, convidados vindos do exterior, ou seja, um extenso e profundo investimento na construção de um programa de atuação e dufusão das ideias Libertárias. Se todo este investimento está sendo realizado, não é por diletantismo ou por diversão, é pelo objetivo de ver crescer e se multiplicar o ideal Libertário e assim, quem sabe um dia, ver tais ideias suplantando o ideário estatista das esquerdas.

    Para que isso aconteça é preciso ser minimamente palatável aos que não são "raça pura", é preciso não ser idiota ao ponto de chutar pra fora da sala de aula as pessoas que ainda não sabem exatamente o qu evem pela frente. Helio Beltrão não fez o mea culpa porque é bonzinho ou porque não pensa intimamente como vocês, ele o fez porque tem o interesse de tornar Mises mais acessível, é um pouquinho mais inteligente do que vocês e sabe que depende de audiência para não falar no vazio.

    Mas é só uma opinião, não propuz uma discução sobre isso, apenas aproveitei o gancho para dizer qu econsidero esta postura mais acessível do que aquela. Não precisa concordar, discordar, nem discutir.

    Comente o artigo originário que você faz melhor do que voltar a discutir o outro post.
  • Li  18/06/2014 06:01
    Cara, se você precisa de carinho para ler um texto, o problema não é o texto, o problema é voc?.
  • Sergio S. C. Silva  18/06/2014 14:21
    Sabe, Li, me chateiam mais os errinhos de português da minha falta de revisão às 03h:00m da manhã nos meus comentários do que o comportamento de articulistas.
    Eu os leio da mesma forma, porém não consigo indicar algumas dessas leituras para 99% das pessoas na minha lista de amigos.

    Hoje saiu mais um interessante artigo sobre "Mercado" no Mises.

    Só haverá "Mercado" para as ideias de Mises no Brasil se houverem "Compradores" dessas ideias, do contrário teremos apenas uma fonte pura e imaculada de teóricos jorrando conceitos igualmente puros, mas que, no final, seguirão seu curso anônimo e irão se perder no oceano de ideias estúpidas, possivelmente envolvendo um flutuante cocô ideológico de esquerda na baía de Guanabara.

    Mas, veja, todos os gênios aqui têm total liberdade de anarquizar o meu comentário e de seguir em frente na verborragia. Enfrento esse tipo de reação diariamente nas discussões com PTistas inflamados, portanto, fique à vontade, não precisa ser educadinho comigo.

  • Jeferson  18/06/2014 13:06
    Sérgio, excelentes colocações.

    Li, se você está com raiva do mundo por ser como é, bata com a cabeça ou dê socos na parede até ela passar, mas não abra a boca (ou no caso, não tecle). Muito ajuda quem não atrapalha, e de inimigos e obstáculos à causa libertária, já basta o estado, que é enorme e muito poderoso.
  • Li  18/06/2014 19:37
    O argumento do "se você está com raiva do mundo por ser como é, bata com a cabeça ou dê socos na parede até ela passar" poderia ser aplicado a você. Eu poderia dizer que ao defender o Sérgio está com raiva do mundo. Você consideraria isso imbecil? Eu também.
    Para mim, esse cara veio na malícia, e isso pode ser detectado com:
    um "paquerador" de ideias Libertárias. Do desejo carnal até o amor haverá um longo caminho,
    Quem é honesto mesmo já de cara quando entra nesse site se identifica, mesmo os do estado mínimo, mas tudo bem, o cara vem, diz que acha graça de todo mundo, chama dois membros de bad boy, e vem um cara pra defender.
  • Sergio S. C. Silva  18/06/2014 21:57
    Você é um cara engraçado mesmo, Li.

    Você anda de skate? Curte dar umas bandinhas por aí? Paquera o esporte? Pois bem, um dia desses vou querer levar você para andar de skate, downhill speed em uma Ladeira Chamada Teutônia no RS, onde a velocidade da descida atinge 110 a 115 km/h, sopra ver se você é capaz de ter amor carnal logo de cara.

    Eu não sou irresponsável e não vou sair apoiando francamente um assunto que ainda não tive a oportunidade de conhecer direito. Tenho acompanhado as postagens desde o final do ano passado, mas não posso me dizer um Libertário. Se você tem contato com isso há 3 meses e já é um libertário convicto, há grandes chances de ser mesmo é um grande idiota. Mas tenho a esperança de que você não seja, que seja um dos fundadores do instituto no Brasil e que fale tudo isso com uma propriedade que eu ainda não sou capaz de ter.

    No mais, apenas acho estranho pessoas que pregam a liberdade total serem sempre tão refratárias a quaisquer ideias diferentes das suas. Aliás, acho que era disso mesmo que tratava o artigo, não?

    Encerro aqui a minha participação neste post por que acho que nenhum dos outros que estão acompanhando o post merecem um bate-boca tão inútil.

    Dei a minha opinião e está aí para quem quiser concordar ou discordar.

    Abraço!
  • Li  19/06/2014 00:41
    Você vem, chama um autor que só diz verdades de "fulano qualquer".
    Se faz de tremendamente sonso, infantil e vítima dizendo "Lá naquela postagem o buço e os pelos no sovaco da moça espantaram!". Caramba hein, realmente Christopher Cantwell é um monstro!
    Na verdade isso é malícia, o Christopher Cantwell não é um fulano qualquer e não fez absolutamente nada demais a não ser dizer a verdade. O máximo que você pode fazer é criar mais adjetivos e rotulações recheadas de maldade em uma tentativa desesperada de calar quem denuncia isso.

    "No mais, apenas acho estranho pessoas que pregam a liberdade total serem sempre tão refratárias a quaisquer ideias diferentes das suas. Aliás, acho que era disso mesmo que tratava o artigo, não? "
    Na verdade não. O artigo diz em resumo:

    Uma defesa filosoficamente fundamentada dos direitos individuais em conjunto com a cultura e o espírito do individualismo em nossas atitudes e ações em tudo o que fazemos na sociedade são, talvez, a melhor base e esperança para restaurar e aprimorar a ordem social liberal clássica que nos deu qualquer liberdade que foi difícil de conquistar no passado.
    Ou seja, a liberdade de expressão que você tem é uma questão de direito, mas em conjunto com uma cultura de respeito nas palavras seria o ideal. E se você já chegou chamando o autor Christopher Cantwell de fulano qualquer na tentativa de eliminá-lo, é porque nem sequer entendeu o artigo dele, e muito menos esse atual, que aliás você elogiou.
  • Li  19/06/2014 03:46
    Ok, desculpa, eu levei na malícia algo que nem foi malícia. A culpa foi minha. Errar é humano. Desculpa de verdade. Prometo não atrapalhar mais.
  • Sergio S C Silva  19/06/2014 05:07
    Li, não me referi ao artigo criticamente. Ao contrário, eliminei mesmo o comentário aos artigo, propositalmente, pois senão estaria discutindo nos comentários do próprio artigo. Quando usei as figuras do buço, do sovaco, não estava falando do autor e muito menos do significado do artigo

    Estou o tempo todo admitindo, e isso você demonstra total falta de compreensão, que não tenho as bases necessárias para julgar o conteúdo de maneira consistente, porém a forma sim. O meu comentário, bem pouco importante para a análise do conteúdo, é relevante para aqueles que têm o ofício de difundir as ideias de Mises no Brasil,e foi no intuito de alcançar estas pessoas que comentei, pois representa talvez a opinião de um grande contingente de pessoas interessadas em alternativas ao pensamento convencional, que estão dispostas a ouvir e a avaliar criticamente esses novos conceitos, mas não estão muito dispostos a trocar uma saudável discussão onde os questionamentos fundamentais são desenvolvidos por aqueles que detém maior conhecimento específico, por uma conversa rasa com moleques que ficam atirando pedras e achando você ridículo porque ainda não tem o manual do Libertário decorado.

    Em muitas dessas discussões eu posso até não ter uma visão aprofundada de determinado assunto. Concordar é cômodo, ser obediente não causa desconfortos, mas somente os questionamentos vão fazer meras informações se transformarem em conhecimento. Discordar com coerência pode ser a melhor maneira de conhecer a estrutura do pensamento que culminou naquelas "verdades" que nos são apresentadas. Defender uma ideia antagônica com unhas e dentes, apenas para ver qual a lógica dos argumentos contrários daqueles que estão imersos na cultura, é um exercício muito interessante e permite daí tirar as primeiras conclusões sobre o assunto.

    A questão que levantei foi absolutamente fora dos conteúdos e se resume a:
    - O Instituto Mises Brasil tem interesse em ampliar o seu alcance e aprimorar a sua relação com a sociedade? Aqui que me encaixo hoje no meu atual nível de conhecimento ou ignorância;
    ou,
    - O Instituto pensa apenas em ampliar a profundidade dos temas tratados, dissecando-os como em autópsia, sem se importar com a adesão ou compreensão de estranhos eventualmente abertos a novas ideias? Aqui sou um completo ignorante e o seu hermetismo vai me manter assim.

    Alcance X Profundidade, esta é a questão que se apresenta para o "mercado" e as formas de abordar o "mercado" são diametralmente opostas em função desta opção.

    Espero que tenha compreendido agora a intenção do meu comentário original.

  • Paulo  01/07/2014 12:14
    Sérgio, é bom ver gente inteligente e que se expressa tão bem aqui.

    Li, reflita um pouco, com humildade intelectual.
  • Roberto Markkuse  18/06/2014 01:16
    Acessem




    www.portaldebateliberal.com.br/site/

  • Ali Baba  18/06/2014 01:49
    É sério isso? Sei que o IMB abre espaço para o controverso, mas esse artigo é uma malfadada tentativa de vestir o libertarismo com as cores do "politicamente correto". Esse autor deve ser um esquerdista frustrado.

    Desculpe, mas vou continuar com a minha estreiteza...
  • Nilo BP  18/06/2014 23:14
    Falou tudo. "Libertário denso" = esquerdista querendo pegar o bonde do libertarianismo. Uma espécie ainda mais odiosa que os esquerdistas comuns, que pelo menos têm a decência de se assumirem esquerdistas.
  • Occam's Razor  19/06/2014 14:26
    Considerando o poder imensamente maior de propaganda que os socialistas tem, meu palpite é que o termo "libertário" terminará por ser usurpado pela esquerda. Sabem quem é o mais novo representante de uma tal de "esquerda libertária"? Ninguém menos que Jean wyllys! Isso mesmo!
  • Ali Baba  18/06/2014 13:43
    @Sergio S C Silva 18/06/2014 03:02:13

    Você pode querer entender o que eu disse ou pode querer bater no peito como o outro aí embaixo e simplesmente dizer: "Olha como eu sou bad boy! Não sou o máximo?"

    Não é bem assim. Essa estratégia de qualificar alguma coisa com um adjetivo pretensamente significativo para alterar o seu significado original é velha conhecida. Libertarismo é libertarismo. Qualquer coisa diferente de libertarismo não é libertarismo. Querer vesti-lo com roupas do "politicamente correto" só o perverte, uma vez que dada a escolha entre o "politicamente correto" e a defesa do PNA o libertário que se qualifique como "denso" tem de escolher defender o primeiro. Nesse caso perdeu-se o libertário.

    Ademais, esses adjetivos são maniqueisticamente escolhidos a dedo: se dizer "denso" dá o ar de que você tem mais conteúdo, é mais "espesso" do que aquele que se diz "estreito". É uma estupidez que libertários caiam nesse conto e se deixem classificar como "estreitos" e "densos". Se você não é libertário, não é libertário. Se dizer "libertário denso" é querer vender uma ideologia que nada tem a ver com libertarismo. E enquanto alguns legítimos libertários possam fazê-lo honestamente (o que seria um erro honesto, uma "boa fé") é muito mais provável que os propagadores dessa adjetivação sejam apenas desonestos querendo recrutar incautos para sua causa.
  • Wanderson  18/06/2014 19:06
    LIBERTY AND THE NEW LEFT - livro de MN ROTHBARD que poderia ser traduzido pelo Mises.ber
    Só enxergo uma única diferença entre o libertarianismo e o comunismo.
    O libertarianismo acredita que o egoísmo do governo destrói as estruturas do empresariado, o comunismo acredita que o egoísmo dos empresários destrói as estruturas do governo.
    Fora isso, tudo igual: o direito é uma organização opressora, o Estado deve deixar de existir, não existem valores morais e nem religiosos a serem considerados na organização social, a economia é o fundamento da organização social, a democracia não presta, o ser humano é dotado de valores que surgirão espontaneamente quanto ninguém impor valores a ninguém e coisas do tipo.
    Libertarianismo é a versão esquerdista da direita.
    Não é de se estranhar por que alguns libertários (achando que são de direita) se perguntam por que os comunistas são tão estatizantes numas coisas e tão liberais em outras como liberação das drogas e da prostituição. É que libertários e comunistas partem de princípios idênticos.
    O blog esquerda libertária traz informações muito esclarecedoras.

    Murray Rothbard fundou "Left and Right: A Journal of Libertarian" (entenderam o trocadilho?)

    Tenho a mais alta estima por von Mises e F Hayek por isso estes devem ser sobrepor a tudo de útil que foi escrito por libertários como M Rothbard e liberais mais no estilo de Ayn Rand.
  • Nilo BP  19/06/2014 03:06
    @Wanderson: bonitinha sua compilação de afirmações "veja só como os libertários são comunistas!". Vejo que você estava sem tempo de explicar cada uma delas, por isso vou fazer esse favor para você. Não precisa agradecer.

    O direito é uma organização opressora
    Um arranjo em que o árbitro só pode ser julgado por ele mesmo é opressor praticamente por definição. A contra-proposta libertária mais comum são serviços de arbitragem que concorrem entre si, competição sendo vital para que qualquer mercado funcione bem. Agora, se você quer uma instituição monopolista que julgue a tudo e a todos imparcial e indiscutivelmente, sugiro que você busque a justiça divina, porque as alternativas disponíveis na Terra infelizmente vão deixar a desejar.

    O Estado deve deixar de existir
    Esse é o ideal, sem dúvida. Existem libertários mais pessimistas que dizem que o melhor que podemos conseguir é uma sociedade sem Estado coexistindo com sociedades estatistas.

    Não existem valores morais e nem religiosos a serem considerados na organização social
    Hmm, libertarianismo estranho esse. Recomendo que você cheque suas fontes, meu amigo. De qualquer forma, vou resumir para você: nossa posição é que o único valor comum a todas as sociedades libertárias é a não-agressão. Os outros aspectos das interações humanas serão regulados pelas crenças dos indivíduos e seu direito de discriminar.

    A economia é o fundamento da organização social
    Calma, calma. Você está trocando as bolas. O que ocorre é que tudo nesta Terra precisa obrigatoriamente levar em conta o aspecto econômico, até mesmo as facetas mais íntimas da vida. Essa é a nossa sina: suor do próprio rosto e tal.

    A democracia não presta
    Nada de errado em votar, a princípio. O problema é quando chegam uns loucos dizendo que eleições têm a propriedade mágica de tornar legítimos o roubo, o assassinato, a intimidação... se essa mágica é o que você chama de democracia, corretíssimo: não presta.

    o ser humano é dotado de valores que surgirão espontaneamente quanto ninguém impor valores a ninguém
    Doutrinação certamente existe, como até mesmo os estatistas conservadores podem confirmar. Eu conheço professores que declaram em alto e bom som que estão preparando os seus alunos de 8a série para serem bons revolucionários. Apesar disso, não conheço nenhum libertário que sofra da ilusão de que as suas idéias conquistariam o mundo espontaneamente se os esquerdistas de repente fossem todos abduzidos (cruzemos os dedos). Mudar a cabeça das pessoas dá trabalho, é fato.

    Agradeço sua paciência até o momento, mas gostaria de adicionar outra diferença fundamental entre libertários e comunistas: os comunistas são uma seita, com livros sagrados, pecado original, escatologia e tudo mais. Eles têm fé.
    Por outro lado, eu já vi muitas esquisitices se passando por libertarianismo na internet, mas nunca alguém dizendo que o fim do Estado foi profetizado em Rothbard 4:35 ou no capítulo 15 de Human Action.
  • Mr. Magoo  19/06/2014 02:16
    Ali Baba, acho que ouve um mal entendido. Ebeling afirma que (o "estreito") -" ... Pode não ser suficiente para ... (contrastar a espansão do coletivismo)"-
    Entendeu? "pode não ser" e não "não é".
    Esplica que a opção de espressar juízo de valores (no caso sobre a escravidão) provocou um debate que deu a base, os fundamentos do Libertarianismo ; os Direitos Naturais, as Liberdades Naturais o Individualismo dentro da PNA.
    Uma sociedade o indivíduo que agride os Direitos Naturais, as Liberdades Naturais o Individualismo, agride a PNA, por ser, estos, manifestações sociais da PNA.
    Sugere que uma sociedade o indivíduo que fere os Direitos acima, de alguma forma passa uma mera ilusão de Liberdade, a qual, o autor afirma que pode ser questionada por ser inconsistente.
    Sem medo de caírem no paternalismo.
    Cairia-se no paternalismo (no sentido de "da boca pra fora") se não se oferta-se fundamentos.
    E fundamentos é o que não falta.
    O autor não sugere que o "estreito" não tem conteúdo, sugere que não o usa.

  • Ali Baba  23/06/2014 11:59
    @Mr. Magoo 19/06/2014 02:16:34


    Ali Baba, acho que ouve um mal entendido.


    Eu também acho. Ebeling não entendeu que adjetivar o libertarismo é tudo o que os estatólatras queriam. Como escreveu o Occam's Razor (19/06/2014 14:26:31) acima, o poder de propaganda dessa escória é infinito. Tudo o que eles precisam é de uma cisão do nosso lado, especialmente uma que utilize termos tão carregados de significado quanto "denso" e "estreito", para se apropriar do movimento.

    Ebeling afirma que (o "estreito") -" ... Pode não ser suficiente para ... (contrastar a espansão do coletivismo)"-
    Entendeu? "pode não ser" e não "não é".
    Esplica que a opção de espressar juízo de valores (no caso sobre a escravidão) provocou um debate que deu a base, os fundamentos do Libertarianismo ; os Direitos Naturais, as Liberdades Naturais o Individualismo dentro da PNA.
    Uma sociedade o indivíduo que agride os Direitos Naturais, as Liberdades Naturais o Individualismo, agride a PNA, por ser, estos, manifestações sociais da PNA.
    Sugere que uma sociedade o indivíduo que fere os Direitos acima, de alguma forma passa uma mera ilusão de Liberdade, a qual, o autor afirma que pode ser questionada por ser inconsistente.
    Sem medo de caírem no paternalismo.
    Cairia-se no paternalismo (no sentido de "da boca pra fora") se não se oferta-se fundamentos.
    E fundamentos é o que não falta.
    O autor não sugere que o "estreito" não tem conteúdo, sugere que não o usa.


    Não duvido das intenções do Ebeling. Só acho que é a estratégia errada. Para chamar as pessoas para a nossa causa, a vestimos com a aparência do "politicamente correto"? E de quebra ainda damos munição para a propaganda estatólatra?

    Como escrevi acima, continuo com a minha estreiteza, obrigado. É uma pena, no entanto, que gente do calibre do Ebeling tenha derrapado nesse engodo... Mas seria uma pena maior ainda se nós o seguíssemos.
  • Mr. Magoo  23/06/2014 14:17
    Ali Babá. Entendido. E concordo que se aventurar fora do "estreito" pode ser perícoloso sim.


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