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O cartel dos taxistas contra os aplicativos para carona

Embora ainda haja pessoas que associam o liberalismo à defesa dos interesses empresariais, a realidade mostra que o liberalismo é o principal inimigo de quase todos os empresários. 

O liberalismo defende a total liberdade de mercado, isto é, a ausência de proteções estatais e a ausência de barreiras à entrada de novos concorrentes no mercado.  Em suma, o liberalismo defende a livre concorrência absoluta. 

Esse arranjo faz com que empresas e empresários já estabelecidos em um determinado ramo do mercado percam suas vantagens competitivas sempre que surgem novas empresas concorrentes.  Sendo assim, a única maneira de esses empresários conservarem sua fatia de mercado passa a ser recorrendo ao estado para pedir regulamentações específicas e privilégios protecionistas.  E os liberais, é claro, se opõem a todas as formas de privilégio estatal.

O setor de táxis sempre foi um ótimo exemplo de mercado totalmente protegido pelo estado e blindado da concorrência.  No Brasil, os serviços de táxi são regulamentados pelas prefeituras, as quais emitem licenças que permitem que apenas determinadas pessoas realizem tal serviço.  Em quase todo o resto do mundo o funcionamento é o mesmo: só pode prestar serviços de táxi quem o estado permite.

Em linhas gerais, a regulação funciona da seguinte maneira: uma prefeitura anuncia que irá emitir uma licença — também chamada de alvará — para um serviço de táxi.  Ato contínuo, esta licença adquire um valor de mercado, o qual varia de cidade para cidade.  No Rio de Janeiro, uma licença custa cerca de R$60 mil.  Em São Paulo, o valor varia de R$70 a R$120 mil.  Se você for operar no Aeroporto de Congonhas, o valor pode chegar a R$250 mil.

Quem quer ser taxista, mas não tem dinheiro para adquirir essa licença, tem duas opções: ou ele pode alugar um táxi de outro taxista — desta maneira dividindo com ele as despesas —, ou ele pode trabalhar com um carro de frota ou de uma cooperativa e pagar aluguel.  No Brasil, o arranjo mais comum é se tornar membro de uma cooperativa.

Além do alvará, também é necessário que o veículo tenha uma licença específica, também dada pelo governo. 

Por fim, vale enfatizar que o preço do serviço é tabelado pelo governo.  Nenhum taxista pode cobrar um preço fora do estipulado pelo governo.

Ou seja, o setor de táxi sempre esteve blindado da livre concorrência.  E, como sempre ocorre em setores protegidos pelo estado, os táxis não foram capazes de se adaptar às necessidades de preço e qualidade exigidas pelos consumidores.  Os preços subiram, mas a qualidade ficou estacionada.

Tão logo adquiriram esta reserva de mercado (mais especificamente: serviços de transporte de passageiros em automóveis), e se viram protegidos contra a concorrência de provedores alternativos que os forçassem a se adaptar e a se reinventar continuamente, os táxis se acomodaram confortavelmente sob o manto estatal.

Há pouco mais de um ano, alguns aplicativos para os consumidores chamarem táxi pelo smartphone começaram a se popularizar no Brasil.  Tais aplicativos, ao localizarem automaticamente — via GPS — os táxis que estão mais próximos do consumidor, dispensava a necessidade do uso de cooperativas.  As cooperativas sentiram o baque e, como era esperado, correram para o governo implorar por regulamentação

Os taxistas, no entanto, mantiveram o monopólio do serviço de transporte de passageiros em automóveis.

Eis que agora surge um novo aplicativo que, não apenas dispensa o uso de cooperativas, como também abole completamente o uso de táxis: no resto do mundo, ele se chama Uber; no Brasil, ele se chama Zaznu.  Trata-se de um App inovador criado por um empreendedor de San Francisco que permite o contato direto entre pessoas que querem compartilhar serviços de carona a preços livremente contratados.

Veja a notícia:

No princípio era o táxi. Aplicativos de celular para chamar amarelinhos proliferaram no ano passado, seduzindo passageiros e incomodando cooperativas. Agora, a nova onda de soluções móveis para o trânsito tenta contornar taxistas por completo em busca de objetivo mais ambicioso: convencer motoristas a aderirem, de vez, às caronas.

Um dos modelos é inspirado em softwares que fazem sucesso — e barulho — em cidades como San Francisco e Nova York, a exemplo de Uber e Lyft. A primeira experiência do tipo no Brasil atende pelo nome de Zaznu (gíria em hebraico equivalente ao nosso "partiu?") e escolheu o Rio para sua estreia, em março.

Por meio do app, donos de smartphone podem solicitar e oferecer caronas a desconhecidos. Tudo começa com o passageiro, que aciona o programa para pedir uma carona. Com base na localização e no perfil da pessoa, motoristas cadastrados que estiverem nas redondezas decidem se topam ou não pegá-lo. Quando a carona é aceita pelo motorista, os dois conversam por telefone para combinar o ponto de encontro.

Para garantir a segurança dos passageiros, o Zaznu diz entrevistar os motoristas cadastrados, além de checar antecedentes criminais. Já os passageiros precisam registrar um cartão de crédito, uma vez que as caronas são pagas.

É justamente por não ser gratuito que o app desperta polêmica. Tão logo surgiu, taxistas abriram a página no Facebook "Zaznu, a farsa da carona solidária", que denuncia "o crime que é oferecer serviço de transporte em carro particular", explicou o criador do grupo, Allan de Oliveira. O sindicato da categoria no Rio concorda.

— É uma irregularidade, e iremos à Justiça se for necessário. Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo — disse o diretor José de Castro.

Em sua defesa, Yuri Faber, fundador do Zaznu, alegou que o aplicativo não constitui um serviço pago de transportes porque seus termos de uso classificam o pagamento como doação opcional. A sugestão de preço equivale a 80% do preço que seria cobrado por um táxi no mesmo trajeto. A Zaznu fica com um quinto do valor pago e o restante vai para o motorista.

— O passageiro tem todo o direito de decidir se paga, e quanto paga, ao fim da carona. O app só sugere um valor — justificou.

A polêmica é semelhante à gerada pelos similares Uber e Lyft em várias cidades do mundo. Avaliado em US$ 4 bilhões, o Uber já foi processado em diversas cidades americanas e ainda não há consenso sobre sua legalidade.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamenta o transporte rodoviário interestadual, considera ilegal angariar passageiros em redes sociais e "em troca do transporte, cobra um valor a título de passagem". Mas o órgão disse, em nota, que ainda debate "a melhor forma de se posicionar" diante do fenômeno.

Em suma: o aplicativo simplesmente permite que uma pessoa encontre outra disposta a dar carona.  Ao final da corrida, o aplicativo sugere um preço, o qual pode ser voluntariamente acordado entre motorista e caroneiro.  

O passageiro não é obrigado a remunerar o dono do carro — nem integralmente nem parcialmente, se não for de própria vontade.  Por outro lado, os motoristas poderão classificar os passageiros — e vice-versa. Com isso, os não-pagadores tenderão a ficar expostos na lista e, naturalmente, serão rejeitados pelos donos dos carros. Livre mercado pleno.

(Este vídeo ilustra bem como funciona o aplicativo.  Perceba também a reação furiosa do taxista ao ver seu monopólio sendo ameaçado pelo livre mercado.)

Em vários países do mundo, as confederações de taxistas estão exigindo a proibição imediata deste aplicativo de caronas.  Na Bélgica, qualquer cidadão que for flagrado utilizando o Uber será multado em incríveis 10.000 euros.  Na França, que nunca decepciona, taxistas simplesmente depredaram o carro de um usuário desse aplicativo.

O desdobramento de tudo isso será bastante curioso porque nenhum estado possui tamanha capacidade policial para controlar esses aplicativos.  No que mais, na maioria dos países não há nenhuma lei que proíba caronas e o subsequente compartilhamento de custos entre motorista e caroneiro.  A única função desses aplicativos é facilitar e intermediar o contato entre duas pessoas.  Os preços são livremente acordados.  Portanto, não há uma clara fronteira entre legalidade e ilegalidade.

Como não querem dizer abertamente que estão preocupados com a perda do monopólio e a consequente queda de seus lucros, os taxistas, ao pedirem a proibição desses aplicativos, recorreram à justificativa de sempre: estão apenas preocupados com a segurança dos usuários.

Segundo eles, esses aplicativos são perigosos para o cidadão comum porque os motoristas não são profissionais credenciados e homologados pela guilda.  Ou seja, em uma total inversão dos fatos, os taxistas estão dizendo que as barreiras de entrada ao mercado existem para proteger não o cartel, mas sim o consumidor, o qual, sem tais barreiras, será vítima fácil de condutores sem escrúpulos.

Essa desculpa ilustra com perfeição por que a regulamentação de serviços de táxi não tem nenhum sentido: aqueles usuários que desejarem serviços de táxi mais caros e (supostamente) mais seguros podem simplesmente escolher aqueles veículos que contam com uma licença estatal; já aqueles outros usuários que preferem correr um risco maior em troca de tarifas menores, melhor qualidade do serviço e maiores facilidades de pagamento podem simplesmente utilizar estes aplicativos de carona.  Liberdade de escolha.  Qual o problema com isso?

Não há nenhuma razão para que o estado reprima essas duas opções com o intuito de garantir os lucros de uma classe organizada.  Estamos testemunhando uma histórica inovação que veio para importunar alguns cartéis protegidos pelo estado, e esta inovação deve ser deixada livre para que possa se desenvolver em prol de toda a sociedade, sem interferência estatal.  Aqueles motoristas que gerarem maior valor para os consumidores e prestarem os melhores serviços prosperarão ao passo que aqueles que forem incapazes disso deverão se dedicar a outras profissões.

Lamentavelmente, se formos nos basear em seus antecedentes históricos, tudo indica que o estado irá ignorar o interesse geral da população e irá atender apenas aos interesses organizados do lobby dos taxistas.  Assim como ocorre com os setores de telecomunicações, aéreo, elétrico, energético e de transportes terrestres, este é mais um perfeito exemplo prático de como as regulamentações existem para proteger justamente o setor regulado e impedir que o consumidor usufrua os benefícios de uma livre concorrência.  Os regulados são os corruptores, e os reguladores são os corruptíveis. 

Regulamentações não atendem aos interesses da população consumidora, mas sim aos interesses de grupos de pressão e ao interesse eleitoral de políticos.

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Participaram deste artigo:

Juan Ramón Rallo é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Marconi  25/04/2014 13:37
    Faz muitos e muitos anos que essa atividade de taxista me deixa absolutamente perplexo.

    O cara é "dono de uma placa de taxi" e vive cobrando aluguel pelo uso da placa por um real taxista.

    Ou seja, o estado inventa um papel carimbado e dá pra um caboco, aí esse papel faz o cara viver de renda, alugando seu monopólio!

    É simplesmente ridículo!


  • Eduardo Bellani  25/04/2014 14:10
    Ou seja, o estado inventa um papel carimbado e dá pra um caboco, aí esse papel faz o cara viver de renda

    Hmm, isso me lembra a situação de certos funcionários que comentam nesse site...
  • Paulo  25/04/2014 15:42
    Eduardo, aqueles a quem você sustenta com o seu suor mandaram um beijinho no ombro pro recalque passar longe.
  • Santiago Staviski  25/04/2014 14:12
    Aqui na minha cidade a licença de taxista é hereditária.
  • Ordem dos Taxistas do Brasil.   26/04/2014 00:11
    Assista no YouTube Projeto da Ordem dos Taxistas do Brasil e terá privilégio de saber as soluções dos atuais problemas nesta profissão.
  • Mauricio.  26/04/2014 00:26
    Sem falar na absurda melhoria no trânsito em cidades grandes como São Paulo, por exemplo. Andar de transporte coletivo em São Paulo é lamentável: não cumprem horário, os motoristas são péssimamente treinados, os ônibus são assaltados com frequência, o calor no verão é infernal, nos horários de pico estão absurdamente lotados, entre muitos outros problemas. O taxi não é muito melhor que isso e custa caríssimo. Não dá. Mas eu deixaria o caro por uma carona.
  • Fernando Moreira  26/10/2014 01:35
    Não entendi seu comentário, o método de "carona" é pago, e mais caro que o táxi, não é de graça.

    E ao contrário do que você pensa, 90% da frota táxi tem menos de 4 anos de uso, no geral são carros novos ou seminovos.
  • Lucas Silva  22/04/2015 03:20
    Mentira, o preço nos aplicativos de carona é combinado ANTES da corrida acontecer, se o usuário achar caro, simplesmente não aceita e procura outro, ao contrário do serviço de táxi, que além da bandeirada e o custo/km serem fixos e tabelados, você só sabe o preço total no final da corrida, fora os taxistas malandros que sempre vão pelo caminho mais longo para no final o preço da corrida sair mais caro!!
  • Abi  28/04/2015 14:46
    Eu já tentei ser taxista, fiz o curso, gastei dinheiro, cadastrei na prefeitura de S.Paulo para conseguir concorrer a um alvará para taxi e advinhem, no dia do sorteio nao pude participar pq a máfia conseguiu no DTP proibir os que eram recem cadastrados de participar...
    Pior, conheço um ex acessor de vereador, um advogado, um caixa do B Brasil e uma mulher que nao trabalham com o taxi mas vivem realmente de alugar pra outros... No caso do advogado e do cx do BB acho pior ainda pq eles sequer alugam para outros mas usam o carro com placa especial para escapar de rodizio e conseguir comprar carros isentos de impostos. Além disso há inúmeros casos de pessoas que nao trabalham com o carro, nao usam o alvará para o fim a que se destina ou seja, prestar serviço de transporte público. A prefeitura e o DPT nao fiscalizam os que trabalham, impedem eles de colocarem mais de 1 preposto e trava o serviço para oferecer uma melhor qualidade.. Nem precisaria criar novos alvaras se quisessem, bastaria tirar dos que nao trabalham realmente na praça e dar pra quem quer trabalhar... E deveriam tbm acabar com o comercio ilegal de alvarás onde o estado nao ganha nada e fazem o que bem querem... Deveriam obrigar o possuidor ( nao proprietario pq o sujeito nao detem a propriedade ) do alvará a vender o mesmo através da prefeitura e o DPT e não a qualquer pessoa mas a quem esta cadastrado na lista de spera para ter um e que fosse o primeiro da lista....Que repassassem um valor para o possuidor do alvará e outra parte ficasse com o estado. Pronto, td se resolveria.
  • Ackel  28/04/2015 14:55
    Abi, você começou bem, mas degringolou no final. Você entendeu perfeitamente que todo esse arranjo cartelizado pelo estado é propensão à corrupção, às mamatas e às mutretas.

    Mas aí, incompreensivelmente, em vez de você pedir menos estado e mais liberdade de mercado, você simplesmente insiste no mesmo arranjo que gerou tudo: mais fiscalização do estado e mais autoritarismo.

    É interessante como algumas pessoas, mesmo com o óbvio escancarado perante seus olhos, têm dificuldades em entender o real problema, e preferem recorrer às soluções simples e comprovadamente erradas.
  • Lolado  28/04/2015 17:01
    Abi,

    É incrível mesmo seu abilolamento. Você está plenamente ciente de que esse problema é criado pelo estado e, por uma razão que a própria razão desconhece, acha que cabe a esse mesmo estado resolvê-lo. Isso me lembra da seguinte anedota:

    "Dois carregadores estão conversando e um diz:
    -Se eu fosse presidente da República, eu só acordava lá pelo meio-dia, depois ia almoçar lá pelas três, quatro horas. Só então é que eu ia fazer o primeiro carreto."


    Por favor, aprenda a pensar fora da caixa. Não é nada razoável esperar do estado a solução para os problemas que ele mesmo cria. Não devemos esperar que o assaltante, o assassino e o estuprador resolvam o problema da criminalidade. Isso é loucura.
  • anônimo  25/04/2014 13:52
    Qualquer iniciativa que vise a ampliação do bem-estar geral da sociedade encontrará barreiras por parte de poderosos lobbys.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/04/2014 14:05

    Na minha cidade, segundo me informou um taxista, é proibido alguém ter mais de um táxi e locá-lo.

    Indivíduos que dizem querer nos proteger ao nos impedir de ter acesso a informações que temos o direito de ter (e/ou a determinados serviços e produtos) com frequência ganham algo com isso e estão apenas protegendo os seus próprios interesses.

    * * *
  • Marcos  25/04/2014 14:09
    Excelente artigo, aqui na cidade a máfia dos taxistas são fortes, a quadrilha se incomoda com qualquer pessoa que visa oferecer seu carro para carona, irei instalar essa aplicativo e oferecer carona para quem precisar por um preço abaixo do mercado, e como minha cidade é pequena,posso até lucrar muito com isso.

    Ótimo Artigo.
  • Thiago  02/07/2014 00:44
    Pensem comigo, no táxi... São impostos uma vistoria como todos os carros (DETRAN), uma vistoria para o taxímetro(IPEM), para que o passageiro não seja cobrado indevidamente, ou seja qualquer táxi que você use, num mesmo trajeto, dará sempre o mesmo valor e é exigido também, uma terceira vistoria (SMTR), para avaliar o estado de conservação do mesmo. E para quem não sabe, existe um seguro que beneficia o passageiro em caso de um eventual acidente no valor de 25.000, seguro esse, obrigatório. No táxi, segundo o último estatuto, deverá ter no máximo 6 anos de uso....
    Essa é a intervenção do Estado, e no carona solidária, onde o real interesse é o lucro sem burocracia, e sem fiscalização, não haverá intervenção e nem mesmo controle, sobrecarregando o mercado,e não dando nenhuma garantia de serviço prestado por um motorista profissional devidamente regulamentado.
  • Thiago666  03/11/2014 01:08
    Caro, vamos por partes:

    Pensem comigo, no táxi... São impostos uma vistoria como todos os carros (DETRAN), uma vistoria para o taxímetro(IPEM), para que o passageiro não seja cobrado indevidamente, ou seja qualquer táxi que você use, num mesmo trajeto, dará sempre o mesmo valor

    - Primeiro que tem muito taxi pirata rodando por aí, o client teria que fazer diversas escolhas mesmo assim. Segundo, no sistema de carona a pessoa pode NÃO pagar. Veja só, dará o preço justo pelo serviço. O taxista pode dar voltas na cidade e enganar um passageiro de fora, que não poderá discutir com o taximetro (mas, o preço médio que vi na internet era outro, senhor taxista - a máquina não memte, responderá).

    e é exigido também, uma terceira vistoria (SMTR), para avaliar o estado de conservação do mesmo.

    - Um breve olhar do usuário para o carro pode cancelar o uso da carona e optar por outra, por várias maneiras, até presencial. Além das questões dos taxis ilegais, no geral, entre taxis e caronas, o sistema vai ser o mesmo.

    E para quem não sabe, existe um seguro que beneficia o passageiro em caso de um eventual acidente no valor de 25.000, seguro esse, obrigatório. No táxi, segundo o último estatuto, deverá ter no máximo 6 anos de uso....

    - Só de olhar eu posso optar pelo cara que tá me oferecendo carona num UP, pq não... Aliás, o Estado libera fusquinhas rodarem com 30 anos de idade, com gente dentro, ora, rs, dizendo, assim, que é seguro. Pq eu não poderia optar por isso? Além disso, o DPVAt atende a TODOS os envolvidos em acidentes de trânsito e serve de seguro para essas situações. A pessoa tb pode optar por fazer um seguro pessoal para qualquer situação, inclusive essa, ervilhas entaladas na garganta e muito mais, hahaha.

    Essa é a intervenção do Estado, e no carona solidária, onde o real interesse é o lucro sem burocracia, e sem fiscalização, não haverá intervenção e nem mesmo controle, sobrecarregando o mercado,e não dando nenhuma garantia de serviço prestado por um motorista profissional devidamente regulamentado.

    - No caso da carona solidária a fiscalização será a das pessoas que utilizam o serviço, que tem INTERESSE REAL em ter um serviço bom, ao contrário dos políticos e fiscais facilmente corruptíveis. A intervenção será dos usuários e o controle dos mesmos, fazendo, ao contrário o desafogamento do mercado para quem interessa, o consumidor (qualquer um que tenha visto o mínimo de marketing sabe que, hoje, o cliente é o foco das ações). Além disso, motoristas profissionais são quem? O Estado não dá uma série de restrições para se conseguir uma carteira? Então o que faria esse motorista, que o Estado diz que pode dirigir pelas ruas qualquer carro, em qualquer horário, em qualquer via, não poder levar ninguém ao lado dele? Digo que seu texto, infelizmente, defende uma ação de violência contra os cidadãos.
  • Santiago Staviski  25/04/2014 14:29
    Essas regulações só geram escassez, no Natal do ano passado a média de espera por um taxi era de 1 hora e meia, tentei pedir um taxi em 3 cooperativas diferentes, mas nenhum taxi aceitou a corrida.
  • Rômulo  27/04/2014 12:46
    Querer táxi disponível no Natal, ano novo, não conseguir e achar que o serviço é ruim por causa disso é imbecilidade, e não sei se vc sabe, mas taxista tem família, não vive no carro e também comemora Natal e Ano novo.
  • Jesuino  27/04/2014 13:35
    Esse Rômulo é outro que não entendeu nem sequer o básico do artigo.

    Rômulo, preste atenção: ninguém aqui está dizendo que taxistas devem trabalhar na noite de Natal ou Ano Novo. Por mim, que fiquem todos em casa, bebendo. Tudo o que queremos é que eles parem de usar o estado para manter seu monopólio. É tão difícil entender esse básico?

    Quer ficar em casa com a família? Ótimo. Tem todo o meu apoio. Agora, se quer ficar à toa, então ao menos tanha a decência de liberar o mercado das amarras do protecionismo estatal para que outras pessoas possam, nesta mesma noite em que você está dormindo, oferecer caronas remuneradas para quem precisa.

    É muito gostoso ficar despreocupadamente de pernas pro ar enquanto o governo garante sua fatia de mercado prendendo concorrentes...
  • Noélio  29/05/2014 20:10
    Perfeito! É isso! Até já pensei em criar algo para jovens indicando pessoas para levar para a balada, seria interessante... Hehe
  • Fabiano  27/04/2014 15:56
    Caro, imagino que vc deve ter trabalhado exaustivamente para poder gozar deste tempo com sua familia. Louvável! Mas e os outros? Por que não se faz uma escala para tais datas especiais dentro das próprias cooperativas para atender ao cidadão que necessita muito se deslocar? Não é por falta de unidades nas ruas, pois existem milhares de táxis no RJ. Prefiro acreditar que seja por falta de competência e visão empresarial das cooperativas diante de uma oportunidade gigantesca como essa para aprimorar sua visibilidade no mercado do que ousar pensar que seja comodismo da classe que trabalhou um mês inteiro rodando oficialmente em bandeira 2 (como se a demanda já não fosse enorme o suficiente) e agora, no momento em que o cidadão mais precisa, simplesmente "dane-se o cidadão", afinal, existem ônibus nas ruas rodando nestas datas.

    Nos dias 25 e 31 eu trabalhei no meu emprego (sim, tenho um emprego com carteira assinada com jornada diária de 06h e uma, eu disse UMA, folga semanal) encerrando meu expediente na Central do Brasil às 23:30h e saí diretamente para atender um cliente que precisava estar com sua familia à 00:00h em Copacabana no dia 25 e na Tijuca no dia 31. O valor cobrado? Exatamente o mesmo que cobraria em qualquer data do ano, a qualquer hora do dia ou da noite. Minha familia? Estava me aguardando ansiosamente para a ceia de natal e ano novo e juntos comemoramos muito assim que cheguei vestido de papai noel.

    Desculpe, meu caro amigo, mas no lugar da palavra "idiotice", empregada pelo senhor, eu prefiro empregar as palavras "COMPROMETIMENTO" e "RESPEITO" e desta forma, pensando e AGINDO dentro desta filosofia o negócio está se desenvolvendo e a clientela aumentando.

    Qual foi minha diferença para que este cliente abandonasse seu uso diário de táxi? Simples: eu estava disponível, com o carro limpo, sem pressa, cobrando valores justos e tratando-o com gentileza!

    Tenha uma excelente semana!
  • Ricardo Stein  10/04/2015 04:06
    Caro, imagino que vc deve ter trabalhado exaustivamente para poder gozar deste tempo com sua familia. Louvável! Mas e os outros? Por que não se faz uma escala para tais datas especiais dentro das próprias cooperativas para atender ao cidadão que necessita muito se deslocar? Não é por falta de unidades nas ruas, pois existem milhares de táxis no RJ. Prefiro acreditar que seja por falta de competência e visão empresarial das cooperativas diante de uma oportunidade gigantesca como essa para aprimorar sua visibilidade no mercado do que ousar pensar que seja comodismo da classe que trabalhou um mês inteiro rodando oficialmente em bandeira 2 (como se a demanda já não fosse enorme o suficiente) e agora, no momento em que o cidadão mais precisa, simplesmente "dane-se o cidadão", afinal, existem ônibus nas ruas rodando nestas datas.

    Trabalhei como taxista em florianópolis, da minha experiência posso afirmar que o que fode com esse sistema é justamente trabalhar para os donos de frota, que detêm o monopólio da autorização, lá o meu salário era de 30% do faturamento do dia, o dono do carro ficava com 40 % de lucro liquido e os outros 30 % eram o custo do carro ( combustivel, parcela de finaciamento, seguros e taxas)e a carga horária era de 24/24, trabalhava um dia e folgava outro, a tua vida fica toda zoada, só fica a grande maioria de motorista desqualificado que se encontram pelas praças brasil afora.
  • Jason  25/04/2014 14:34
    Não é à toa a sanha atual dos governos em controlar a internet sob o mesmo pretexto de segurança dos usuários. A internet tira poder do estado e de outros grupos organizados e dá poder ao indivíduo.
  • Wasabi  25/04/2014 15:01
    No Peru pagava algo em torno de R$ 5,00 se quisesse ir de carro, R$ 3,50 de moto e R$ 1,50 de bicicleta.
    Detalhe qualquer um podia oferecer este tipo de serviço.
  • JBALL  25/04/2014 16:05
    Muito bem lembrado!
  • Valeria  25/04/2014 16:09
    Com o marco civil da internet prevendo o fechamento puro e simples de sites que promovem "atividade ilegal", os taxistas não vão nem precisar acionar o dono do serviço judicialmente, basta pedir ao estado que aplique a lei. Tudo feito sempre para tornar mais fácil a posição do estado contra o indivíduo.
  • Gredson  25/04/2014 18:11
    Bem lembrado.
  • Yonathan Yuri Faber  08/05/2014 04:19
    Nosso servidor está hospedado em Hong Kong e o sistema de pagamentos em Luxemburgo, fiquem tranquilos que a Zaznu nunca sairá do ar por causa dos taxistas.
  • Sofista/Pos moderno  25/04/2014 16:30
    A formação de cartel acontece só pela regulamentação do estado? ou pelo acumulo de poder de qualquer entidade? Que pela perca do poder pode usar de violência ou outros "meios" para se manter no poder. Um dos fatos que talvez pouco esclarecidos da ideias de vcs para mim, como manter livre concorrência total sem uma força coercitiva? pela concientização de seus individuos? Ai não entramos de novo no marxismo e seu bom selvagem? No ideal da razão esclarecida?
  • Estagirita  25/04/2014 18:27
    "A formação de cartel acontece só pela regulamentação do estado?"

    Sim. Não há cartel duradouro em um mercado em que há total liberdade de entrada para a potencial concorrência. Isso não é nem questão de teoria. É de empiria.

    "ou pelo acumulo de poder de qualquer entidade?"

    A única entidade que tem o poder de criar regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, é o estado.

    "Que pela perca do poder pode usar de violência ou outros "meios" para se manter no poder."

    De quem você está falando?

    "Um dos fatos que talvez pouco esclarecidos da ideias de vcs para mim, como manter livre concorrência total sem uma força coercitiva?"

    Oi? A livre concorrência pode ser mantida sem força coerciva. A definição precípua de livre mercado é justamente a liberdade de entrada em um mercado. É a ausência de barreiras regulatórias, burocráticas ou tributárias. E a única entidade que pode criar essas barreiras é o estado.

    "pela concientização de seus individuos? Ai não entramos de novo no marxismo e seu bom selvagem? No ideal da razão esclarecida?"

    Não faço a mais mínima ideia do que você está falando.
  • Sofista/Pos moderno  28/04/2014 14:07
    Digamos q não há estado, e que um cartel/ou monópolio se forme, vc acha que para ele se manter com poder ele não pode até ir contra ideia de livre concorrência? Dizendo é bom proteger o nosso monópolio para o bem de vcs"imagina ficar andando com gente que não passou pelo treinamento que nossos taxistas passaram ou ser atendida por médicos que não estudaram em nossas escolas e tem nosso aval-CRM". Vc acha que muitos não compraram essa ideia? O que fazer com eles? Vc acha que as pessoas não tem medo? e que não vedem sua liberdade por qualquer ninharia? Eu acho vcs muito inocentes é isso.
  • Guilherme  28/04/2014 14:58
    O ônus da explicação é seu. Como até hoje nunca houve um cartel duradouro em setores da economia não regulados pelo estado, é você quem tem de explicar como tal cartel funcionaria e se manteria.

    Após você fazer isso, podemos então discutir esse seu cenário fictício.


    P.S.: curiosamente, esse exemplo que você forneceu sobre o que de pior poderia ocorrer no anarcocapitalismo é exatamente o arranjo que ocorre hoje no mundo com estado. Ou seja, o seu pior pesadelo num mundo sem estado é justamente aquilo que já acontece rotineiramente no atual mundo estatista em que vivemos. Chega a ser desconcertante que você não tenha percebido sua incoerência.
  • Sofista/Pos moderno  30/04/2014 19:51
    O ônus da explicação é seu. Como até hoje nunca houve um cartel duradouro em setores da economia não regulados pelo estado, é você quem tem de explicar como tal cartel funcionaria e se manteria.
    Primeiro: o que não existe é um livre mercado fora do contexto de um estado. Geralmente estes estados em que florecem o livre mercado é por que eles tem como valor o próprio livre mercado e usam de seu monopolio de poder para permanecer assim. E Segundo: como ele tentaria se manter caso seu cartel fosse ameaçado ? tentando criar regulamentações se apoiando no medo das pessoas.
    Veja propria citação do texto que Aristotélico "estagirita" me sugeriu ler do mises:"Sempre que você ouvir líderes empresariais criticando o livre mercado, esteja certo de que eles estão querendo substituí-lo por um arranjo mais propenso a garantir seus lucros." Então vc acha que ele vão fazer quando se sentirem ameaçados? Forma mais fácil criar medo nas pessoas.

    O que quis salientar é que o medo que esta na genese do estado, e não existe razão contra o medo.


    P.S.: curiosamente, esse exemplo que você forneceu sobre o que de pior poderia ocorrer no anarcocapitalismo é exatamente o arranjo que ocorre hoje no mundo com estado. Ou seja, o seu pior pesadelo num mundo sem estado é justamente aquilo que já acontece rotineiramente no atual mundo estatista em que vivemos. Chega a ser desconcertante que você não tenha percebido sua incoerência.
    O desconsertante e perceber que estado volta de qualquer forma. E substitua o apelo à igualdade, pela liberdade que temos um Marxismo disfarçado novamente.
  • Carlos Garcia  25/04/2014 19:12
    Em português, por favor, sr Sofista.
  • André  25/04/2014 16:33
    "— É uma irregularidade, e iremos à Justiça se for necessário. Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo — disse o diretor José de Castro."

    Hahahaha, esses parasitas estão se cagando de medo da concorrência.
    Espero que surjam mais aplicativos ainda pra acabar com a moleza desses parasitas.
    E que surjam apps que permitam os usuários pagarem com Bitcoin, que é quase impossível de rastrear.

    "Como não querem dizer abertamente que estão preocupados com a perda do monopólio e a consequente queda de seus lucros, os taxistas, ao pedirem a proibição desses aplicativos, recorreram à justificativa de sempre: estão apenas preocupados com a segurança dos usuários."

    Ahnnn, que fofos! Estão preocupadinhos com a segurança dos usuários!
    Sugiro então que mudem de ramo, deixem de ser taxistas e se ofereçam para trabalhar como seguranças particulares.

    Achei esse aplicativo bem interessante, pois permite que que vai de carro para o trabalho todos os dias
    possa oferecer carona para, pelo menos, reduzir o custo com o próprio transporte.
    Se der pra pagar o custo mensal de combustível já tá bom demais, e se sobrar dinheiro então, é perfeito!
  • Sergio  25/04/2014 16:40
    "já aqueles outros usuários que preferem correr um risco maior em troca de tarifas menores, melhor qualidade do serviço e maiores facilidades de pagamento podem simplesmente utilizar estes aplicativos de carona."
    Esta parte foi ironia? O aplicativo é seguro pois permite avaliar o motorista e o caronista, inclusive para o caroneiro é mais seguro do que pro taxista tradicional, se bem que agora tem aplicativos pra taxi que permite o taxista avaliar o passageiro, e vice-versa.
  • Ch  25/04/2014 17:08
    Só uma dúvida, como fica a cobrança de impostos sobre essas "caronas"? Se cobra de quem? Do motorista ou da empresa que disponibiliza o aplicativo?
  • Pedro  25/04/2014 17:22
    Que imposto, meu filho?!

    Seu eu der carona pro meu vizinho, eu tenho de dar dinheiro pra Dilma?
  • Josias Luna  25/04/2014 17:51
    Nem era para você se preocupar com a cobrança de impostos, pois ela nem deveria existir!
  • Felipe Lange  25/04/2014 22:54
    Imposto é roubo.
  • PESCADOR  25/04/2014 17:50
    Ótimo artigo. Realmente os taxistas cobram caro porque o preço é tabelado. Deveria haver um livre mercado não apenas no transporte com carros, mas também ônibus, trens, caminhões, carroças, bicicletas e qualquer outra coisa que um cidadão queira voluntariamente ser transportado em troca de dinheiro ou não. Mas o estado está ai para atrapalhar mesmo, essa é uma de suas funções. Ainda não usei esses app de taxi, mas vou dar uma olhada.
  • mauricio barbosa  25/04/2014 18:37
    A impressão que tenho é que no futuro nós libertários seremos tratados como foras da lei por opinarmos contra o estado e seus monopólios nojentos.

    O marco civil esta engatinhando nesse sentido e isso é lamentável. Não sou fatalista, as sou realista, e o futuro é sombrio; lutar contra o gigante de pés de barro (o estado) não é fácil e nunca será, infelizmente.

    Quanto ao artigo em si, em algumas cidades do interior desse brasilsão o monopólio dos ônibus rodoviários tem sido contestado por condutores autônomos que se autoproclamam taxistas e hoje em dia eles também tem sido contestados por estes caroneiros. Enfim, que estes ciclos de concorrência continuem enquanto a internet for livre, pois temo que ela irá realisticamente se tornar controlada, e aí seremos tachados de subversivos, foras da lei, criminosos e outros adjetivos idiotas que o rebanho gosta de usar para bajular os poderosos estatistas de plantão.
  • Gunnar  25/04/2014 20:23
    Já instalei e estou divulgando. Temos que aproveitar antes que o governo decida nos ajudar e proíba.
  • Mr. Magoo  25/04/2014 20:40
    Sofista; -"As definições coretas de monopólio e concorrência - e porque a concorrência perfeita é illogica."- Jesus Huerta Soto. Aqui no site.
  • Valmir A.  25/04/2014 20:49
    Outras startups que estão com processos são as que substituem alguns serviços de advogados (principalmente os trabalhistas). Uma matéria desse ano no The Economist relata alguns dados sobre o futuro de alguns empregos que poderão ser automatizados. Setor jurídicos e de contabilidade que se cuide.


    www.economist.com/news/briefing/21594264-previous-technological-innovation-has-always-delivered-more-long-run-employment-not-less


    PS: uma das startups já nem está mais no ar: www.youlaw.com.br/ a outra brasileira eu não lembro o nome.
  • Um burrinho  27/04/2014 02:20
    Gostaria de ver uma área contábil automatizada...
  • Fernando Moreira  10/04/2015 12:34
    Confirmando, existe sim um estudo mostrando quais profissões serão automatizadas e uma delas é a área contábil.

    Na verdade já está em prática, você só não percebeu ainda. O próprio governo possuim muitos serviços feitos via web.
  • Fernando Chiocca  25/04/2014 21:06
    "Em suma, o liberalismo defende a livre concorrência absoluta."

    Absoluta nada. Se for tentar concorrer no ramo de decisões judiciais os liberais vão ser contra e favorecem um monopólio nessa área.

    E todo o mal que se segue do estado, como os privilégios monopolísticos concedidos aos taxistas, é consequência natural desta defesa do monopólio de tomador de decisões finais que os liberais defendem. Nem adianta reclamar, pois a própria doutrina liberal com seus erros e contradições inerentes, é responsável pelo estado de coisas que ela critica.

    Só os libertários defendem a concorrência absoluta.

  • Felipe Lange  25/04/2014 21:47
    Tenho ódio de cartéis e monopólios.

    Os táxis baixariam de preço, se não tivessem intervenção estatal, burocracia, impostos e houvesse mais concorrência.
  • IRCR  25/04/2014 22:00
    A questão é, as regulações estatais criaram um monstro enorme, que dificilmente será derrotado. Isso me faz lembrar do setor bancário.
  • Izabella  26/04/2014 00:33
    Defender o consumidor? Preocupados com a segurança do usuário? Que segurança é essa a que os taxistas se referem? Até onde eu sei não é nada seguro andar de táxi. Muitos não têm cinto de segurança no banco traseiro, vários falam ao telefone enquanto dirigem com passageiros no carro, todos dirigem super mal (cortam todo mundo, não sabem o que é seta, correm pra caramba, avançam sinal, etc). Ah! E também dão uma de espertinhos fazendo caminho mais longo pra dar mais caro. Aqui no Rio ao entrar no táxi você tem que rezar pra chegar vivo! Fora os casos de taxistas "cadastrados" que já assaltaram ou assediaram seus passageiros.
  • Paulo  26/04/2014 03:03
    Pegar um táxi, ou carona sozinho são igualmente perigosos em certos horários. Mesmo com o uso do GPS para rastrear o veículo, tal pide ser alterado para encobrir um crime. É possível rastrear as transações no Zaznu e dificilmente haveria alteração para encobrir um crime de um usuário qualquer - alguém totalmente desconhecido para a equipe Zaznu, diferente do taxista, qual é membro da equipe(cooperativa).
  • Roger  26/04/2014 00:40
    Tem outro "serviço" que também é um misto de estatizado com privatizado (seria "concessão" a palavra correta?) e seria análogo ao cartel de táxis: cartórios.

    Cartório é outra coisa que também poderia ser coisa do passado com a tecnologia de hoje. Mas é um cartelzinho protegido à ferros pelo estado. E passa de pai para filho somente.

    Aliás, já li certa vez sobre uma ideia que me deixou com um certo "brilho nos olhos": substituir TODO o estado por um grande programa de computação (por favor, nada de inteligência artificial tipo Matrix): ou seja, em vez de deputados, senadores, presidentes, vereadores e o escambau, teríamos um sistema de informática que se basearia no voto, simplesmente. A população votaria em coisas prioritárias conforme sua região e empresas privadas se candidatariam a realização das obras. É claro que teria muita coisa a se fazer para tudo funcionar, mas enfim somente uma ideia, mas com potencial, além de forçar o populacho a se tornar mais liberto das tetas da mãe governo e quem sabe, sair da infância e entrar na fase adulta.
  • Andre Cavalcante  26/04/2014 19:26
    Roger,

    Este "serviço" de cartório poderia ser substituído com vantagens enormes por isto: namecoin.info/ ou isto: forum.namecoin.info/viewtopic.php?f=2&t=1593. Um namecoin é barato, algo como USD2.50 ou 4.93mBTC (o m significa mili, isto é 10 elevado a -3).

    Sobre o computador que substitua o governo: esta é a proposta do Movimento Zeitgeist, se trata apenas de um coletivismo levado ao extremo e ainda por cima dando toda a responsabilidade de gerir a nossa vida a uma máquina.

    Sobre a questão do voto de todo mundo, essa é a proposta da democracia direta. Eu vejo que seria melhor em uma escala municipal, por exemplo, do que o que temos hoje, mas é muito mais perigoso em uma escala regional ou nacional ou internacional.

    A proposta mais libertária seria a formação de cidades autônomas administrativamente, mas interdependentes para todo o resto: economia, pessoas, cultura etc; uma espécie de cidades-estados, dentro das quais as pessoas escolheriam como serão governadas (ou não governadas no todo), do tamanho máximo das nossas atuais regiões metropolitanas (algumas centenas de quilômetros no máximo), mas sem os muros que caracterizaram as cidades na idade média. As decisões em nível regional, nacional e internacional se daria a partir de acordos uni, bi ou multilaterais entre as cidades (da mesma forma como acontecem hoje entre países).

    Essa última alternativa é defendida mesmo por pessoas não libertárias (basta um pouco de visão pra perceber as vantagens desse modelo). Veja aqui: globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/benjamin-barber-fala-sobre-importancia-das-cidades-em-um-mundo-cada-vez-mais-globalizado/3296218/

  • Gunnar  07/11/2014 15:40
    Roger, a "gigantesca máquina de votos" para permitir aos cidadãos escolherem suas prioridades já existe: chama-se sistema de preços.
  • Thiago  26/04/2014 01:52
    Eu acho que quando eu era alienado, era mais feliz...
  • Laryssa Denes  26/04/2014 03:48
    Eu uso Uber ha mais de 1 ano nos EUA e alem de facil, o servico eh muito melhor do que qualquer taxi q eu ja peguei na vida! Nunca mais peguei taxi!
  • Marcos Eliziário Santos  26/04/2014 13:56
    O problema é que um outro princípio da economia liberal é o respeito aos contratos. Pode-se dizer que o taxista tem um contrato de concessão com o Estado que pressupõe a garantia desse monopólio. Não vamos nos esquecer que uma sociedade que não tem segurança contratual é uma sociedade que não favorece o investimento.
  • Ricardo  26/04/2014 14:10
    Contratos que garantem monopólio e fecham o mercado para uns poucos em detrimento de todo o resto implicam violência e, portanto, deixam de ser válidos pela própria doutrina liberal. Um "contrato" que fecha para um pequeno grupo e que promete jogar na cadeia qualquer pessoa que se arrever a concorrer com esse pequeno grupo nada tem de voluntário. Aliás, nem sequer deve ser vistos como contrato. Por essa sua lógica, os monopólios da Petrobras e da Telebras jamais deveriam ter sido quebrados em 1997, dado que eles representavam um "contrato" entre o estado e as estatais, e contra o povo brasileiro.
  • Douglas  27/04/2014 00:44
    Boa Ricardo!
  • Bruno  27/04/2014 06:04
    Não sabia que contrato podia ser estipulado contra terceiros. Contratos são sinalagmáticos, obrigam as partes, não terceiros.
  • Brasileiro Nato  27/04/2014 01:40
    "Em suma, o liberalismo defende a livre concorrência absoluta."

    Absoluta nada. Se for tentar concorrer no ramo de decisões judiciais os liberais vão ser contra e favorecem um monopólio nessa área.

    E todo o mal que se segue do estado, como os privilégios monopolísticos concedidos aos taxistas, é consequência natural desta defesa do monopólio de tomador de decisões finais que os liberais defendem. Nem adianta reclamar, pois a própria doutrina liberal com seus erros e contradições inerentes, é responsável pelo estado de coisas que ela critica.

    Só os libertários defendem a concorrência absoluta.


    Está correto isso?
  • Pobre Paulista  27/04/2014 19:16
    Sim.
  • Fabiano  27/04/2014 04:25
    Achei muito interessante a matéria. No ano passado recebi contato do Yuri Faber para dar start no aplicativo aqui no Rio, mas por problemas pessoais tive que interromper temporariamente meu serviço como motorista particular. Desejo sucesso!!!

    Quanto aos taxistas, a realidade é que hoje os donos das autonomias vivem em casa sob as custas de seus locatários que pagam fortunas de diárias, muitas vezes tendo que trabalhar 10/12h por dia para cumprir com seus compromissos, sem contar com as despesas do carro que, na maioria das vezes, correm por conta dos motoristas ou, no máximo, são divididas com os proprietários. Essa prática leva muitas vezes às "corridas malucas" com os "amarelinhos" avançando sinais, cortando carros e ameaçando pedestres na rua para poder garantir quantidade de corridas e assim sua féria diária. Penso da seguinte forma: quer ser taxista, TRABALHE!!! Aluguel de autonomia, sim, é que deveria ser proibido.

    Outro aspecto negativo é que a grande maioria dos "profissionais" da área aproveitam-se de grandes eventos para burlar taxímetro e, de forma criminosa, cobrar o famoso "tiro", ignorando completamente a existência do taxímetro e, sem alternativa, o usuário tem que se submeter à tal prática, ou fica a pé!!! Sem contar que, se chover, raramente encontra-se um táxi na rua, além das famosas recusas a corridas de pequenos percursos.

    Sobre o dito "profissionalismo" dos taxistas, gostaria de conhecer um, APENAS UM taxista que tenha participado de algum curso de direção defensiva ou treinamento para atuar como motorista. Até onde sei, a mesma habilitação que um taxista tem é a que tenho para dirigir carro de passeio e nenhum tipo de curso ou preparo é exigido para dirigir um "amarelinho", então que "profissionalismo" é esse que tanto pregam? Correr??? Desrespeitar o passageiro??? Recusar corridas por que o passageiro é deficiente ou vai para muito perto???

    Tudo o que disse não são obras de ficção, mas fatos que ocorrem no dia-a-dia com um familiar direto, taxista locatário. O cara sai às 06h e muitas vezes volta em torno de 23:30h com pouco mais de $50,00 já descontados a diária, o combustível, o almoço, a cooperativa e o rádio. O proprietário do carro é funcionário público estadual aposentado e ainda o obriga a levar a diária em mãos todas as noites ao fim do expediente em sua residência. O que ele faz durante o dia? NADA!!!!

    Por outro lado, presto serviço como motorista particular com serviços pontuais mediante agendamento prévio com previsão de hora de chegada ao destino, rastreamento do trajeto pelo usuário e outros que ele desejar , carro sempre limpo antes da saída e valores cobrados de forma justa, de acordo com a equação consumo x quilometragem, sem acréscimos por conta de engarrafamentos ou bagagem. Não ultrapasso o limite seguro e legal de passageiros e ofereço um automóvel sempre pronto à atender às necessidades do meu cliente, sem contar com a gentileza de abrir a porta, sondar preferências musicais e de climatização (o que é o mínimo em se tratando de atendimento ao cliente). Não ultrapasso a velocidade estabelecida por lei e, mesmo sem ser obrigado, procurei me aperfeiçoar na função INVESTINDO em cursos de pilotagem e direção defensiva. Não discrimino cliente por local ou estado físico, nem mesmo por credo, cor ou opção sexual. Ao contrário, procuro valorizar cada momento com o cliente no carro para aprender mais sobre o ser humano e suas diferenças. GOSTO DO QUE FAÇO E FAÇO COM PRAZER!!! Ganho muito menos que um taxista mesmo disponibilizando meus serviços 24h por dia e nem por isso pratico barbeiragens ou desrespeito ao cliente. Estou em busca da formalização do serviço através de CNPJ e cursos obrigatórios na área de turismo, investindo do meu bolso, sem subsídios da prefeitura ou qualquer outro órgão. Estou errado? Sou "marginal" por conta disso? Devo ser punido e ameaçado por indivíduos armados com pistola (como já aconteceu) só por querer preencher uma lacuna que estes mesmos indivíduos estão deixando de preencher? Tenho que ter meu carro arranhado só por querer trabalhar?

    Deixo claro que não tenho absolutamente NADA CONTRA TAXISTAS, apenas penso que, ao invés de reclamarem muito, deveriam investir um pouco mais em sua "profissão" melhorando a qualidade do serviço prestado (basta ter um pouco mais de educação e gentileza que já faria uma diferença enooooorme). Desta forma, certamente não estariam se lamentando através da reivindicação de medidas protetivas, pois pessoas como eu e tantos outros que seguem a mesma filosofia de trabalho, não estariam aproveitando esta brecha, esta oportunidade deixada por eles mesmos.

    Sugestão: RECLAMEM MENOS E INVISTAM MAIS NA QUALIDADE DE SEUS SERVIÇOS!!!

    Excelente semana a todos!!!
  • De Paula Araujo  27/04/2014 17:14
    Eu não tenho nada contra as caronas, ok!
    Mais jamais usaria um serviço particular disfarçado de "táxi", não correria este risco.
    Pesquisei sobre o assunto, onde em São Francisco ocorreu um atropelamento na noite do ano novo provocado por um motorista de carona. O App se eximiu da responsabilidade e o motorista tá preso, além de não ter seguros para terceiros!
  • Carlos  27/04/2014 19:00
    É direito seu poder decidir não usar. Mas para muitos o estado não permite opção de escolha.
  • Pobre Paulista  27/04/2014 19:11
    Essa é a graça do livre mercado. Se todos pensassem como você, esse App teria sumido. No entanto, não existe absolutamente nada que te obrigue a usar o App, ao contrário dos "serviços" que são monopólio do estado.
  • Fabiano  27/04/2014 20:33
    Desculpe, amigo, mas vc se refere a UM fato isolado que aconteceu nos Estados Unidos e que, claro, o aplicativo não tem nada a ver com isso (também não sou assinante do aplicativo, apesar de achar a idéia interessante e a seriedade do idealizador demonstrar ser uma pessoa bastante comprometida), afinal, como alguém pode se responsabilizar pelas atitudes de terceiros?

    Aqui no Brasil, se não conhece, temos o seguro DPVAT que é obrigatório justamente para cobrir despesas médico-hospitalares de vítimas de acidentes de trânsito e, claro, uma vez identificado o causador, o mesmo será processado pelo estado pelos danos físicos e materiais que vier a causar podendo, inclusive ser caracterizado como um réu doloso (com intenção de provocar o acidente) se for constatada imprudência ou ingestão de álcool antes de pegar no volante e, como punição, o indivíduo arca com as despesas e, sim, pode ser PRESO!!!

    Agora gostaria que me respondesse umas perguntas:

    1- Quem se responsabiliza se um taxista atropelar alguém?
    2- Qual a diferença de responsabilidade sobre um acidente de trânsito envolvendo taxista/motorista particular?
    3- Quem é mais provável envolver-se em um acidente? Táxi que roda o dia inteiro em alta velocidade arriscando-se e aos passageiros para cumprir com suas obrigações diárias para com seus locadores, como dito por mim mesmo no primeiro depoimento, ou o motorista particular que sai de forma planejada e tranquila com horário previamente acordado mediante agendamento?


    Amigo. Há um cadáver no chão e ao lado do corpo dois homens sendo um negro maltrapilho com uma faca ensanguentada na mão e outro louro executivo vestindo Armani sem sinais de sangue ou quaisquer armas em suas mãos. Quem é o potencial assassino?

    Se estiver no Rio de Janeiro, o convido a conhecer os serviços de um motorista particular e logo em seguida de um taxista. Converse com os dois, entenda os dois lados, experimente ambos os serviços e somente então tire suas conclusões.

    Tenha uma excelente semana!
  • Bernardo F  27/04/2014 23:36
    Muito bom esse artigo.
  • Carlucio  28/04/2014 16:32
    "A França, que nunca decepciona..."

    Adorei haha.
  • Leonardo Faccioni  28/04/2014 21:44
    Demonstração brilhantemente acessível de como o Estado -- e apenas o Estado -- cria escassez artificial de serviços nos quais sua ingerência é absolutamente inexplicável. Não é à toa que o segmento, nas grandes cidades de todo o mundo, é um dos mais queridos pelas máfias (stricto sensu).

    Percebam o potencial imenso não apenas de otimização do serviço de transporte privado, mas de autorresolução do inteiro problema do transporte público. Em seguida, notem o ridículo patente em que se inserem aqueles que tentam justificar o banimento dos aplicativos (mais espertos são os que simplesmente o impõem à força, sob o argumento seco e curiosamente "positivista" de sua ilegalidade).

    Tais elementos igualmente se encontram pela maioria dos sistemas de mono/oligopólios que o Estado agencia, mas, no caso em tela, fazem-se gritantemente claros para quem quiser [ou não] ver. Está aí: o Estado não [mais] existe para o bem comum, mas sim para o bem da burocracia e de seus campeões.

    Bato nesta tecla insistentemente em relação ao transporte coletivo (linhas de ônibus). Com que objetivo se criminaliza o sujeito que, habilitado a dirigir veículo de sua propriedade que se encontre em perfeitas condições, oferece livremente a outros a possibilidade de conduzi-los, querendo estes, do ponto "A" ao ponto "B" de um caminho qualquer, por tarifa com a qual todos os envolvidos concordem? Que explicação racional se sustenta para que apenas uma empresa possa levar passageiros de um bairro ao outro - ou de cidade à outra, pois o modelo de concessões intermunicipais é ainda mais escabroso -, e quem quer que se disponha a entregar serviços melhores e/ou por preços menores seja jogado na ilegalidade e caçado como ladrão e homicida?

    Para os ônibus, ao menos, discute-se o problema da alocação do espaço urbano, ou do viário. Problemas que realmente existem, embora também sua origem seja viciada pela escassez artificial ocasionada pelo próprio gestor estatal. Mas, para carros particulares (táxis inclusos), sequer essa justificativa torta pode-se levantar. Não há nada.
  • Anderson  29/04/2014 02:38
    Economia soma zero?
  • Marcos  29/04/2014 14:03
    Em um país com problemas gravíssimos de mobilidade urbana, proibir um aplicativo desses é um CRIME.

    Engraçado é que depois o governo reclama que há muitos carros na rua com apenas uma pessoa. São eles mesmos os responsáveis por isso, pois proíbem qualquer iniciativa de permitir o aproveitamento desse espaço. Para eles, qualquer solução passa necessariamente por infernizar a vida do cidadão, obrigando-o a usar transportes lentos, inseguros e desconfortáveis.

    É claro que eu gostaria de poder levar outras pessoas comigo para o trabalho e receber algum dinheiro por algo que já fazia de graça. E também gostaria de poder pagar um valor justo para poder ir ao trabalho de forma confortável sem precisar dirigir.

    Proibir isso é algo tão flagrantemente absurdo que chega a impressionar o fato da população aguentar isso calada. A preocupação com a segurança chega a ser patética. Quem nunca morreu de medo de ser assaltado no ônibus é porque nunca andou em um...
  • Marco Miranda  01/05/2014 05:51
    Se passarmos a ficar sem a regulaçao do poder publico, sob o argumento do "livre mercado", viveremos em uma anarquia.
    Além disto, a Zaznu tem um contrato em que tenta se eximir de qualquer responsabilidade, deixando tudo por conta e risco dos usuários, apesar de ser a maior beneficiária, pois ficará com 1/5 de tudo que for pago.
    Por quê vocês não publicam este contrato para todos saberem o quanto eles são "altruístas"???
  • Antônio Alves  01/05/2014 06:42
    "Se passarmos a ficar sem a regulaçao do poder publico, sob o argumento do "livre mercado", viveremos em uma anarquia."

    Deve ser exatamente por isso que a internet, que (ainda) não sofre regulação do poder público, é uma anarquia brutal onde nada funciona, ao passo que nossos setores telefônico e aéreo, que são estritamente regulados pelo poder público, funcionam que é uma maravilha, e são a inveja do resto do mundo civilizado.

    Né?

    Aliás, se quiser ver exemplos práticos da "selvageria" de uma economia sem a regulação do poder público, sugiro esse aqui e esse aqui.

    "Além disto, a Zaznu tem um contrato em que tenta se eximir de qualquer responsabilidade, deixando tudo por conta e risco dos usuários, apesar de ser a maior beneficiária, pois ficará com 1/5 de tudo que for pago."

    Ainda bem que há esse contrato! A outra única opção seria a empresa colocar um segurança em cada veículo cadastrado, o que ficaria um tantinho caro para ela, e em consequência tornaria todo o empreendimento financeiramente inviável.

    Você não entende muito de administração e de finanças, né?

    "Por quê vocês não publicam este contrato para todos saberem o quanto eles são "altruístas"???"

    E quem aqui falou em altruísmo, cidadão? Estamos falando de mercado e da busca pelo lucro. Não há uma linha sequer no artigo que fala que tal empresa é altruísta.

    Aliás, você, como taxista, faz corridas gratuitas? Se não fizer, você não passa de um hipócrita incoerente.
  • Caronista e sem carro  01/05/2014 09:02
    Prezado senhor Miranda, estou bastante comovido com sua preocupação com a segurança de minha pessoa e com a do resto do mundo. É realmente muito tocante ver alguém tão humanista e tão abnegadamente preocupado com o bem-estar alheio. É bonito mesmo.

    Mas agora, por favor, permita-me a liberdade de escolha e deixe-me utilizar o serviço que mais me aprouver. Se eu errar, o problema será só meu. E, caso eu me arrependa (cruze os dedos!), não hesitarei em voltar correndo para os seus serviços.

    Agora, se me dá licença, tô saindo da balada e chamei um carona via aplicativo. Ele chegou. (Enquanto você taí todo tranquilão na sua casa, querendo me proibir de usar tal serviço).

    Saudações.
  • eduardo  01/05/2014 16:27
    boa tarde...
    eu só queria fazer algumas perguntas?
    ? se eu quiser colocar um isopor na praia de ipanema e vender cervejas, posso?
    ? se eu quiser comprar um ônibus ou uma van, ou uma kombi e pegar passageiros nos pontos, eu posso?
    ? se eu comprar um avião com toda a documentação e manutenção em dia, e chegar no aeroporto posso oferecer vagas para passageiros que estão na fila da Gol ou da Tam?
    ? se eu quiser alugar uma loja, bonita, bem montada, confortável, com toda segurança possível e dizer que eu vou ser um cartório, eu posso?

    que cartel? que monopólio? tudo no Brasil, e quase em todo mundo, é regulado. O número de cartórios, as linhas e ônibus, as linhas aéreas, os ambulantes nas praias (pelo menos as mais badaladas) e os serviços de táxis. Paga-se várias taxas, faz-se diversas vistorias, cumprem-se diversas exigências, sofre-se inúmeras fiscalizações, para que o serviço seja regulado. O Rio de Janeiro por exemplo, possui 33 mil licenças de taxis, e os taxistas trabalham 10...12 horas por dia. Tem prestações de carros para pagarem, taxas, certidões criminais, etc... Imagina se de uma hora para outra qualquer um pudesse abrir um cartório (que tem um serviço caro demais pro que se propõe), como ficariam os atuais donos de cartório. Se qualquer um pegasse um carro e parasse no ponto de onibus e oferecesse uma carona e pedisse uma "doação". A grande verdade que os usuários não são informados é que o aplicativo foi criado para mascarar e dar um tom de legalidade aos milhares de "táxis piratas" que já prestam serviços de forma ilegal diariamente. Olha que ingenuidade: é "doação", "espontânea" e "sem valor definido", mas se o passageiro não cumprir o sugerido pelo aplicativo ou pelo motorista é classificado... KKKkkkk... Parei.. abraços a todos.
  • Antônio Alves  01/05/2014 17:41
    "Imagina se de uma hora para outra qualquer um pudesse abrir um cartório (que tem um serviço caro demais pro que se propõe), como ficariam os atuais donos de cartório."

    Nossa, que dó dos donos de cartório! De fato, são uma classe indispensável para o avanço do Brasil....

    "Se qualquer um pegasse um carro e parasse no ponto de onibus e oferecesse uma carona e pedisse uma "doação"."

    Seria ótimo! Aliás, isso já acontece para viagens municipais. Há sempre um carro que pára em frente a um ponto de ônibus intermunicipal fazendo tal proposta. Eu mesmo já utilizei esse serviço várias vezes aqui em BH para ir ao interior do estado.

    "A grande verdade que os usuários não são informados é que o aplicativo foi criado para mascarar e dar um tom de legalidade aos milhares de "táxis piratas" que já prestam serviços de forma ilegal diariamente."

    Entendi! Um americano lá em São Francisco criou um aplicativo de alcance mundial pensando exclusivamente em alguns brasileiros que trabalham no mercado informal. Como somos importantes! E como são caridosos os malvados americanos!

    "Olha que ingenuidade: é "doação", "espontânea" e "sem valor definido", mas se o passageiro não cumprir o sugerido pelo aplicativo ou pelo motorista é classificado... KKKkkkk... Parei.. abraços a todos."

    Ah, o inefável "kkk". A expressão favorita dos jumentos.

    Sobre você ser contra classificações, gostaria de ver você se manifestar contra os inúmeros sites que permitem que leitores classifiquem restaurantes, shoppings, e demais estabelecimentos comerciais. Há coisa mais "injusta"? Um restaurante faz um serviço bom e barato, mas, num dia de descuido, um garçom não é suficientemente cortês com um cliente. Esse cliente vai correndo para o site e desanca o restaurante, que então adquire má fama.

    O que dizer então de um influente crítico de cinema, que, com uma única resenha negativa, faz com que milhões de pessoas deixem de ir assistir a um filme, afetando severamente o lucro dos estúdios?

    Mundo injusto....
  • anônimo  01/05/2014 21:25
    Acredito que as praias, pontos de ônibus, ruas e aeroportos, deveriam ter proprietários e esses proprietários que deveriam estabelecer as regras do local.
  • anônimo  02/05/2014 21:12
    Voce lista um cenario ótimo e depois critica ele? Nao sei se é masoquismo ou ironia mas prefiro acreditar na segunda opçao
  • KARLA CATAO  02/05/2014 00:57
    É UM VERDADEIRO ABSURDO, DIZER QUE É UM CARTEL! CARTEL QUE PAGAMOS TAXAS, TEMOS QUE TODO ANO VISTORIAR NOSSOS VEÍCULOS! DETRAN, SMTR E IPEM ...... SE FOSSE REALMENTE UM CARTEL BURLARÍAMOS TODOS ESTES SISTEMAS NÃO É VERDADE? ACHO QUE VCS DEVERIAM FAZER UMA DOAÇÃO PARA QUE EU POSSA FAZER TODAS AS VISTORIAS SEM TER QUE TIRAR DO MEU BOLÇO ..... TRABALHO 12 HORAS POR DIA, ISSO PQ TRABALHO POUCO MAIS TEM COLEGAS, QUE PASSAM ATÉ 16 HS..... AI VCS FALAM QUE É CARTEL! PROCESSO É POUCO TEM QUE TER CADEIA! PARA APROVEITADORES!
  • Rodrigo Amado  02/05/2014 18:34
    "É UM VERDADEIRO ABSURDO, DIZER QUE É UM CARTEL!"

    Eu poderia refutar sua argumentação, onde você afirma que não é um cartel de várias formas. Mas uma só já me basta:

    É claro que é um CARTEL, tanto que todos os táxis de uma mesma cidade são obrigados à cobrar exatamente o mesmo preço, já que todos os taxímetros são regulados igualmente.
  • Ricardo Stein  10/04/2015 03:51
    E os permissionários que operam administrando frotas contrariando muita legislação municipal e sugando os motoristas, merecem o mesmo tratamento ?
  • Fabiano  02/05/2014 03:18
    Amigo, muito boa noite. Se o se trabalha de 12 a 16h por dia, me desculpe, mas isso não é excesso de trabalho, mas falta de planejamento para um trabalho mais eficaz. Tenho um sogro taxista, diarista, que trabalha cerca de 08h diárias (descontando pausas para almoço, abastecimento e preparo do carro)e, mesmo com a "extorsiva" diária devida ao proprietário da autonomia, tira a féria necessária para o sustento de sua família. Ah, sim. Esqueci de dizer que ele é cooperativado e RODA em busca de clientes, não fica parado horas a fio em pontos "estratégicos" escolhendo passageiros, como muitos outros que conheço.

    Sobre o fato do pagamento de seus tributos enquanto profissional autônomo, mais uma vez me desculpe mas a escolha de ser um empreendedor foi SUA, então não me venha chorar taxas. Imagine o Eike Batista lamentando-se em um fórum porque tem que pagar por um investimento mal feito, ou por um imposto que tem que pagar. Pense como empreendedor, afinal, você escolheu ser patrão de si mesmo. E, a propósito, a grande maioria dos motoristas particulares desejam, SIM, legalizar-se para, assim como o senhor, trabalhar honestamente pagando seus tributos, mas são impedidos pelo protecionismo à classe taxista que, ao invés de melhorar a qualidade de seus serviços evitando, assim, o surgimento de novos entrantes no mercado de transporte de passageiros (culpa exclusiva da classe), agarra-se na barra da saia governamental como crianças cujo coleguinha tirou seu brinquedinho. Fique o senhor sabendo que, para legalizar o serviço de transporte individual de passageiros, se faz necessário o cumprimento de normas, registros e CURSOS que dispendem muito mais horas e valores de investimento do que simplesmente tirar documentos para ser taxista. Qual o treinamento vocês tiveram para dirigir um "amarelinho"? Conduta profissional, ética, respeito e comprometimento com o cliente, então, passam longe...

    Sobre "prisão", meu amigo, deixo no ar a pergunta: quem merece ser preso? O cara que se disponibiliza ao cliente com valores justos no trajeto ponto-a-ponto, com horário marcado e itinerário planejado tendo investido tempo e dinheiro para garantir a qualidade de seu serviço, ou o cara que corta seus próprios colegas no trânsito colocando em risco a sua vida, a vida do colega, de seus passageiros e outros que não tem nada a ver com isso para disputar um cliente que estendeu o dedo na calçada? Ou ainda o grupo que espancou quase até a morte um colega de profissão no aeroporto só porque o passageiro não queria tomar um táxi do local, pois já conhecia as "preferências" e "passeios turísticos" habituais e resolveu extender a mão ao pobre coitado que passava por ali? Ou ainda mais, será que o taxista que me apontou una pistola no rosto me ameaçando de morte só porque reclamei de ter sido fechado e quase jogado dentro da Lagoa Rodrigo de Freitas por causa de uma redução para respeitar um sinal vermelho que o "pobre coitado" queria avançar não merecia também ir para a cadeia?

    Pare e pense, meu amigo, antes de tirar suas conclusões precipitadas. Não são os motoristas particulares que estão tirando seus clientes, são vocês que os estão dispensando.

    Ah!!! E, a propósito, "bolso" é com "S"....

    Tenha uma excelente semana...
  • Genserico  05/05/2014 03:41
    Em minha cidade umas pessoas montaram uma página no Facebook chamada "carona nome da minha cidade" com o intuito de ajudar e dividir os custos da viagem para outras cidades próximas. E o negocio funciona e muitos requisitam seus serviços, até pessoas de alto poder aquisitivo. Acho que este serviço ajuda e é bom pelo fato da praticidade, pois ir de ônibus gastaria um pouco mais e levaria o dobro do tempo para chegar ao destino.
  • Rafael  09/05/2014 18:22
    www1.folha.uol.com.br/turismo/2014/05/1450781-associacao-brasileira-de-hoteis-tenta-barrar-sites-de-locacao-de-residencias.shtml

    A mesmíssima coisa está acontecendo com o AirBnb e o setor hoteleiro. Pra quem não conhece, é um site onde pessoas disponibilizam suas casas ou seus quartos vazios para viajantes se hospedarem. Já usei o serviço algumas vezes e devo dizer que, à exceção de uma ocasião, os serviços foram iguais, se não melhores, do que os oferecidos por hotéis quatro estrelas, por um preço muito melhor. E isso sem contar a possibilidade de conhecer de mais perto como é a vida cotidiana do lugar, conseguir dicas com um morador local, etc.

    Mas quem se importa com isso? A Abih é que não.
  • Jaime  10/06/2014 02:54
    Isso é transporte ilegal de passageiros isso isso é CRIME
  • Andre  10/06/2014 16:00
    Se alguém transporta uma pessoa de um lugar para outro de graça, sem licença, não é crime.
    Se alguém transporta uma pessoa de um lugar para outro cobrando, sem uma licença, é crime.
    Se alguém transporta uma pessoa de um lugar para outro de graça, com licença, não é crime.
    Se alguém transporta uma pessoa de um lugar para outro cobrando, com licença, não é crime.

    Ou seja, a simples presença de um pedaço de papel diferencia o que é um crime do que não é um crime.
    Que mundo louco esse.

    No meu mundo um crime é um crime independentemente do criminoso ter uma licença para cometer seus crimes.
    Uma assassino é um assassino com ou sem uma licença para matar.

    Logo, um transportador de pessoas que cobra pelos seus serviços deveria ser, ou não ser, um criminoso independentemente dele ter uma licença para transportar pessoas e cobrar por esse serviço.

    O mais engraçado é que muitos defensores dizem que uma das funções do estado é impedir a formação de monopólios, ao mesmo tempo em que o estado arroga para si o monopólio de poder definir quem pode e quem não poder oferecer serviço de transportes de pessoas. Dentre muitos outros monopólios mantidos pelo estado...
  • anônimo  02/07/2014 00:36
    Galera, o texto é bonito e talvez até convincente, o problema é que uma carona solidária, não teria preço, quando há preço, deixa de ser carona e vira serviço prestado, e segundo a nossa constituição, serviço de transporte tem de ser sim controlado e regulamentado pelo Estado, para que se regulamente o número de prestadores de serviços, no Rio por exemplo existe uma lei que define um máximo de táxi por habitante, deveríamos sim, ter uma maior concorrência para que o usuário sejam beneficiado, porem uma concorrência leal, aumentando o número de táxis nas ruas, porque assim, mesmo com uma grande parte ficando em casa em datas comemorativas, sempre teria uma grande parte optando por maior lucro e ficando em casa no dia seguinte mas o governo? vejam o que ele faz ...
    [oglobo.globo.com/rio/plano-diretor-estabelece-limite-de-um-taxi-para-cada-700-habitantes-2915986]
    Se queremos concorrência, porquê não aumentar o número de táxis regulamentados,seria bom pra todos, principalmente para o cliente.


  • Rodrigo Amado  23/08/2014 16:21
    Alguém por acaso sabe qual lei permite apreender veículo por uso de um aplicativo?

    Carros são apreendidos em SP por uso do app Uber para 'caronas pagas':

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/08/carros-sao-apreendidos-em-sp-por-uso-do-app-uber-para-caronas-pagas.html
  • Fernando Moreira  26/10/2014 01:46
    Mas, se depois de tudo que expliquei o Uber conseguir um lugar ao sol no Brasil e o governo regulamentar eu deixo o táxi e vou usar o Uber.
    Afinal de contas, vocês pelo visto não estão se importando com segurança mesmo, nem tão pouco com o valor pago (que é mais caro que o táxi)
  • Felipe  30/10/2014 20:49
    Mas taxista já é uma raça chata ein, vive insistindo que é mais seguro que Zaznu é uber... Pelo que eu saiba a maioria dos táxis no RJ São ex-presidiarios.
  • Fernando Moreira  31/10/2014 14:25
    Boa tarde, não sou taxista do Rio, não sei como a prefeitura de lá atua na fiscalização.
    Em São Paulo o taxista só consegue trabalhar quando apresenta atestado de antecedentes criminais, são dois atestados, Certidão de Distribuição Criminal na Comarca da Capital;
    Certidão da Vara de Execuções Criminais na Comarca da Capital - DECRIM

    Logo não há em São Paulo taxista que foram ex-presidiários, mas fica a seu critério em criticar, até onde sei, muitos passageiros aprovam o serviço de táxis em São Paulo.

    E saliento o Uber e o Zaznu ferem o código de trânsito e transporte público, logo faça uso do serviço por sua conta e risco.
    Risco porque o motorista que estiver lhe conduzindo ao seu destino poderá ser abordado por agentes de trânsito que inclui policia militar, se constatado o transporte ilegal o carro será apreendido, o motorista multado e você ficará no meio da rua, já que o Agente de trânsito não permitirá a continuidade da viagem.
  • Moreira Franco  31/10/2014 14:54
    Obrigado pelo gentil e genuína preocupação, prezado Fernando (cujo email é fernando.taxi.sp@gmail.com).

    Agora, cuide da sua vida, que a gente cuida da nossa
  • Anarca  31/10/2014 15:04
    E saliento o Uber e o Zaznu ferem o código de trânsito e transporte público, logo faça uso do serviço por sua conta e risco.

    Muito obrigado pela preocupação, gentil senhor. Aposto, claro, que taxistas não
    dedurariam pra tais 'agentes de trânsito' uma negociação pacífica onde o único que
    corre risco é o passageiro, que escolheu esse risco?

    Ou talvez os taxistas se importem tanto com o próximo que saimbam melhor que eles
    quais riscos eles deveriam correr?

    Em outro canal, taxistas com o cú na mão pela competição do mercado negro.
    Raça fraca, covarde, em sua maioria gorda tanto de mente, espírito e corpo.
    Como todo parasita, se esperneia na hora de ser removido.
  • Fernando Moreira  31/10/2014 16:52
    Há péssimos profissionais em todos os setores do mundo, inclusive no táxi assim como há também pessoas de bem e que realizam um bom trabalho.
    Infelizmente há pessoas como o Anarca que rebaixa o profissional de táxi alegando que são gordos de mente, espírito e corpo.

    Anarca, não vou ataca-lo, nem ofender sua pessoa, posto essas informações aqui para que outras pessoas possam ler e tirar suas conclusões.

    Enfim, use e abuse do Uber, o Brasil ainda é livre.
    Os argumentos apresentados por mim é apenas para auxiliar pessoas que talvez tenham dúvidas sobre a usabilidade desse app.

    Assim como há passageiros que criticam o Uber, também há pessoas como você que o defendam.
    Só reforço, use por conta e risco lembre-se, se uma autoridade policial abordar o carro que por ventura você esteja, lamento dizer que sua viagem chegará ao fim, e o pior ficará na rua esperando um táxi ou chamará um por aplicativo.

    E Moreira Franco, a internet é livre, logo posso me expressar aqui, e felizmente não há nada que você possa fazer para mudar isso.
    Lamento por você amigo, vivemos em uma democracia.
  • Yuri  31/10/2014 21:35
    Hoje apareceu uma jovem que alega ter sofrido uma tentativa de estupro por um taxista, segue a matéria...

    extra.globo.com/casos-de-policia/mulher-acusa-taxista-de-tentativa-de-estupro-no-rio-14427549.html

    Como sempre digo, é muito difícil de confiar nesses caras!
  • Fernando Moreira  03/11/2014 12:59
    Olá pessoal, mais uma vez reforço, se o Uber se tornar legal, tenham certeza, deixo de trabalhar com táxi e passo a trabalhar com o Uber, e os motivos são vários, não pagarei mais um centavo para a prefeitura.

    Poderei colocar película protetora no carro, coisa que é proibido em táxis (apesar de haver taxistas que usam, mas é terminantemente proibido).

    Agora enquanto não for regulamentado, eu não vou me arriscar em tomar uma multa de mais de R$1500,00 reais, mais pontos na habilitação e ainda ter o carro recolhido.
    Muito investimento em um carro de aproximadamente R$ 70.000,00 mil reais para correr esse risco.

    Outra coisa, ví em várias páginas na web que muitos motoristas do Uber já foram motoristas particular de celebridades, (Declaração dada por Usuários do aplicativo)
    Será que há tantos motoristas que já foram de celebridades assim disponível para trabalhar com o Uber?
    Acredito que não, logo o que acontecerá é que muitos taxistas de frota, Segundo Motoristas e também Co-proprietário como eu faça uso do Uber também, quando o estado torna-lo legal.
  • gabriel  07/11/2014 21:41
    Olá Fernando, infelizmente seu anseio é muito improvável de ocorrer.
    Se o Uber se tornasse 'legal', o seria apenas com regulamentação de forma que as vantagens que você corretamente apontou não mais seriam possíveis.
    Gostei de uma fala sua, que apesar de óbvia, se aplicar a exatamente todas as situações da vida. Use por sua conta e risco, como qualquer coisa. Se pegar um táxi é exatamente a mesma coisa, use por sua conta e risco, bem como qualquer situação que você realize. Em qualquer uma se está a correr riscos.

    Quer sair de casa? saia por sua conta e risco.
    Informações e fatos lhe ajudam a decidir quais riscos correr, sempre se está correndo riscos a questão é decidir quais você acha que vale a pena correr.
  • Pobre Paulista  08/04/2015 16:45
    Finalmente, achei que isso não ia acontecer nunca aqui no Brasil:

    Taxistas protestam contra transporte irregular e aplicativos no Rio
  • Ricardo Stein  10/04/2015 03:44
    Já trabalhei como taxista em Florianópolis aqui vai um relato de como funciona lá e é muito parecido com outras capitais.

    Primeiramente ou vc trabalha como motorista auxiliar ou é o permissionário da placa de taxi. Os permissionários ou ganharam a licitação quando ocorre o concurso ou compraram de antigos permissionários ( que foi proibido legalmente em 2009) ou recebem de herança.
    Os donos de placas recebem de 2 a 4 mil reais se quiserem alugar seu carro/placa deperotndendo do ponto, ai o novo dono vai lá e chama "motorista auxiliar" que vai trabalhar por 30% dos valor das corridas ou de um valor por km/rodado, depende do dono da placa de como ele vai querer te cobrar, acontece que esse sistema criou os "donos placas" que variavam a epoca um deles com mais de 60 taxis e outros com 15, 12, 10, 8...
    O mais interessante no funcionamento era a carga horária do taxista auxiliar, 24/24, Vc pega o carro as 8h da manhã e entrega lavado as 8h do dia seguinte, ganhava o almoço no valor de 15 reais e o resto só a comissão ou féria como a classe gosta de chamar, na época em 2012 para se ganhar 100 reais tinha que rodar 300 km, essa carga horária deve ser única em todo o sistema trabalhista enquanto alguns agentes de segurança trabalham 24/72h ou 24/48 só para comparação.
    É nesse ponto que explica o porque dos taxista serem mal humorados , quem consegue trabalhar em uma carga horária dessa para ganhar 2 mil reais por mês e tratar todos com um largo sorriso, ninguém aguenta, só fica os mais doido, mal educados, desclassificados, xerador ou os que somem com os pertecerem quando esquecem, os trapaceiros.
    Os sistema de taxi não devia trabalhar com os donos frota ou cooperativa ou qualquer que seja a forma de uma pessoa administrar mais de um taxi, concordo que devia haver uma lei nacional que acabasse e abrisse para qualquer motorista habilitado para a função.
  • Matheus  10/04/2015 06:16
    Recentemente tenho pensado que seria excelente para as grandes metrópoles a implantação do livre mercado nos transportes.

    A maior oferta de novos ônibus e microônibus em novos e nos atuais itinerários talvez seja algo até melhor do que implantar novas linhas de metro.

    Porém, juridicamente, é possível revogar os contratos das empresas de ônibus?
  • Pobre Paulista  28/04/2015 16:37
    Isso daria mais problema que solução, por um motivo simples: As ruas e pontos continuariam sendo públicos. Assim, não haveria um meio, por exemplo, de uma empresa mais lucrativa pagar para utilizar uma faixa mais rápida. No fim o mercado continua regulamentado, só que pelas regras de utilização das vias.

    Se não me engano isso foi tentado no Chile e não deu certo. Não me lembro da fonte agora.
  • Um observador  28/04/2015 17:10
    Pobre Paulista,

    Até entendo que não seria realmente um livre mercado devido às restrições que você mencionou. Mas, ainda assim, me parece uma ótima solução. Não consigo imaginar nenhum cenário em que uma maior liberdade poderia deixar as coisas piores do que são hoje.
  • Wellington Kaiser  28/04/2015 17:20
    Não acho que daria mais problema. Basta ver o transporte alternativo no Rio de Janeiro, que é mais rápido e confortável que ônibus.
  • Um observador  28/04/2015 17:26
    Notei que o próprio IMB tem um artigo que fala sobre essa experiência do Chile:
    Transporte coletivo e privado
  • Pobre Paulista  28/04/2015 18:10
    Legal, não conhecia este artigo!

    Enfim, o artigo que li era de algum site esquerdista que um pessoal do MPL me mostrou, realmente não me lembro e nem me importo qual era. Enfim, o cerne deste tal artigo era exatamente esse aqui:

    "os relatos dos moradores de Santiago são que os motoristas de ônibus agiam como Ben-Hur na corrida de bigas, correndo para buscar o grupo de passageiros que estava à espera"

    Como o artigo daqui do Mises bem explica, este é um problema de "fácil" mitigação, mas que ainda assim depende de uma regulamentaçãozinha né ;-)
  • Eduardo R., Rio  28/04/2015 04:14
    "Taxistas uber alles", por Paulo Ferreira.
  • Eduardo R., Rio  20/05/2015 04:58
  • Jarzembowski  13/07/2015 13:06
    O que mais me mesmeriza nessa questão do Uber é a postura dos esquerdistas que beira a esquizofrenia. O sujeito passa a vida toda esbravejando contra o "grande capital" e o poder das corporações e dos mega-capitalistas, e quando aparece um modelo de negócio que é a própria antítese de tudo isso, que é o sharing economy, o mesmo sujeito acha um absurdo que "qualquer um possa simplesmente prestar tal serviço", nas palavras da esquerda americana, que é matriz de todo o lixo que vemos por aqui:

    Instead, it is a rerun of the oldest sort of business: middlemen insinuating themselves between buyers and sellers.
    All that modern technology has done is make it easier, through omnipresent smartphones, to amass a fleet of increasingly desperate jobseekers eager to take whatever work they can get.


    qz.com/312537/the-secret-to-the-uber-economy-is-wealth-inequality/

    Se o desejo da esquerda de difundir a posse de meios de produção fosse genuíno e não apenas estratégia retórica pra colocar tudo nas mãos do Estado, eles estariam batendo palmas pro Uber.


  • anônimo  02/08/2015 02:32
    Sinceramente, não me importo nem um pouco com o Uber ou com aplicativos similares...Mas isso é apenas a minha opinião;
    O início do texto já mostra que o ideal de um livre mercado pleno é uma ideia bastante utópica:

    "Embora ainda haja pessoas que associam o liberalismo à defesa dos interesses empresariais, a realidade mostra que o liberalismo é o principal inimigo de quase todos os empresários"

    Numa conversa com amigos a respeito do assunto, já ouvi a seguinte frase: "só quem gosta da livre-concorrência são os filósofos austríacos e seus simpatizantes". Concordo plenamente, e não poderia ser diferente. No mundo real, duvido que os empresários fossem seguir as regras escritas e não escritas do comércio, como se fossem crianças jogando um jogo de tabuleiro ou brincando de uma coisa qualquer...
    Considerem a realidade em que vivemos: existe um Estado regulador e, justamente por isso, várias coisas que para o direito natural não seriam crimes o são só porque "está escrito num pedaço de papel assinado por burocratas". Apesar de leis definirem certas práticas comerciais como sendo crimes (ex: lucrar fazendo uso de informações privilegiadas, no mercado financeiro, é crime porque assim dita a CVM, a SEC, e praticamente todas as reguladoras de bolsas de valores do mundo... não creio que o direito natural tipifique isso como sendo crime. Isso é uma invenção estatal), vários empresários os cometem, visando o lucro e a expansão de seus negócios, e fazem isso mesmo existindo o risco de serem multados ou presos pelo Estado. Outras práticas, consideradas crimes tanto por leis estatais quanto pelo direito natural (assassinato, roubo, chantagens, ameaças...) também já foram usadas na história um sem-número de vezes por alguns empresários em sua busca pelo lucro, novamente, apesar do risco de serem presos ou processados. Não havendo Estado e existindo o livre mercado genuíno, com concorrência plena, livre entrada de novos competidores a qualquer momento, etc. nem todos iriam simplesmente começar a seguir as "regras do bom comércio" (ou será que inexistiriam tais regras?). Como foi bem dito no início deste artigo, os próprios empresários não gostariam tanto assim de viver neste mundo. Iriam gostar, sim, do fato de poderem vender seus produtos e oferecer seus serviços à vontade, sem necessidade de alvarás, licenças, fiscalizações, selo do Inmetro, anuência da vigilância sanitária, etc. Mas, ao mesmo tempo, detestariam o fato de que outros entrariam também à vontade pela mesma porta, oferecendo os mesmos produtos e serviços e concorrendo com eles. Creio que voltaríamos ao modelo das guildas e corporações de ofício, que exerceriam controles bastante localizados. Por exemplo, eu provavelmente só poderia vender picolé na praia de Ipanema se a "associação de ambulantes" de lá assim me permitisse. Se eu simplesmente aparecesse na areia da praia vendendo meus produtos, estaria arriscado a ser ameaçado pelos outros ambulantes "mais antigos no local" e, caso eu insistisse em minha empreitada, eles poderiam me sabotar ou até mesmo me prejudicar fisicamente.Que livre-mercado seria esse? Para onde foi minha liberdade de vender meus produtos no lugar em que eu quero vendê-los? Se eu não consigo vender por não agradar os clientes, tudo bem. Mas se não consigo por que estou sendo sabotado por outros empresários, aí a história é outra.

    Reforço que isto é uma suposição e não necessariamente as coisas aconteceriam desta forma, mas esta é uma possibilidade que independe da existência do Estado. Estou escrevendo isto para mostrar que, ao contrário do que muitos escrevem neste site (principalmente nos comentários) o Estado não é a raiz de todos os males da humanidade. O homem é que é o seu próprio carrasco. Sei que os próprios anarco-capitalistas admitem que mesmo com o fim do Estado ainda haveria problemas, mas tenho que deixar bem claro que estou ciente disso para não ser tão apedrejado pelos comentaristas mais fervorosos do site. Pelo mesmo motivo, também tenho que deixar mais claro do que já está no restante do texto que de maneira nenhuma estou generalizando os empresários (eu mesmo quero me tornar um).
  • Antônimo  02/08/2015 13:51
    Traduzindo esse seu testamento:

    1) Ninguém -- nem trabalhadores nem empresários -- gostam de concorrência (nesse ritmo, sua próxima constatação é que todo mundo gosta de dormir deitado);

    2) Já que ninguém gosta de concorrência, o certo é ter um aparato regulador garantindo a concorrência;

    3) O fato de que esse aparato regulador já existe e serve justamente para tolher a concorrência -- com exemplos práticos citados aqui -- é por você ignorado;

    4) Se não houvesse esse aparato regulador e de fato houvesse liberdade de entrada, as pessoas iriam ameaçar de violência umas às outras para garantir um mercado cativo. Ora, não foi isso o que ocorreu na prática quando tal cenário de fato existiu, como relatado nos links abaixo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1999

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309
  • Schneider  02/08/2015 18:51
    Em nenhum momento eu defendi as ideias de que "Já que ninguém gosta de concorrência, o certo é ter um aparato regulador garantindo a concorrência" e que "Se não houvesse esse aparato regulador e de fato houvesse liberdade de entrada, as pessoas iriam ameaçar de violência umas às outras para garantir um mercado cativo". Tampouco ignoro que existe o "aparato regulador que já existe e serve para tolher a concorrência". Isto está bastante claro em meu comentário. Sei que a ANVISA, CVM, ANCINE, ANATEL, ANEEL, etc. prejudicam a livre concorrência, sei que inibem a entrada de novas empresas no mercado e sei que elas acabam favorecendo oligopólios.
    O meu comentário foi apenas para ilustrar o ponto de vista de que a origem de todos estes problemas está no homem. Tirando as intempéries impostas pelas forças da natureza, é o homem o responsável por seus problemas quotidianos.

    Em meu comentário, eu ilustrei a possibilidade de minha entrada no mercado ser impedida por outros empresários, e não por um governo e suas agências reguladoras (inexistentes em meu exemplo). Novamente, este é um problema que independe da existência de um Estado.Ocorre tanto em nossa realidade quanto numa outra de anarquia total e livre iniciativa. E isso é verdade porque, entre outros motivos, "Ninguém -- nem trabalhadores nem empresários -- gostam de concorrência".
  • Rob  02/08/2015 20:23
    "Em meu comentário, eu ilustrei a possibilidade de minha entrada no mercado ser impedida por outros empresários, e não por um governo e suas agências reguladoras (inexistentes em meu exemplo). Novamente, este é um problema que independe da existência de um Estado.Ocorre tanto em nossa realidade quanto numa outra de anarquia total e livre iniciativa."

    Então cite exemplos empíricos disso acontecendo. Primeiro você diz se tratar apenas de uma "possibilidade". Depois, afirma que isso já "ocorre em nossa realidade".

    Pois então: cite exemplos práticos, com fontes, de empresários fechando o mercado sem recorrer ao estado.
  • anônimo  23/01/2016 02:06
    Que ódio das pessoas estúpidas que ainda insistem em pedir por mais e mais estado. A primeira coisa que vem a mente dessas pessoas quando se fala em Uber é "tem que legalizar"... Triste


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