clube   |   doar   |   idiomas
A ética do trabalho e a geração que não quer trabalhar

A maioria das pessoas diz que um emprego serve para ganhar dinheiro.  Sendo assim, se você não precisa de dinheiro, qual o objetivo de ter um emprego?

Aparentemente, boa parte dos jovens ao redor do mundo pensa assim.  A geração "nem-nem", que não estuda nem trabalha, está crescendo a taxas assustadoras. [No Brasil, 20% dos jovens em idade ativa não estudam nem trabalham].

Nos EUA, que sempre foram o país de vanguarda em termos de empreendedorismo e que sempre prezaram por uma forte ética do trabalho, a situação vem degringolando ano após ano.  Estatísticas compiladas pelo The Wall Street Journal quase me fizeram cair da cadeira.  No ano 2000, 33% dos adolescentes americanos entre 16 e 17 anos de idade tinham um emprego.  Atualmente, este número é de 15%.  São cifras estupefacientes.  Porém, olhando em retrospecto, posso dizer que já vivenciei vários indícios casuais que confirmam estes números.

Recentemente, palestrei para um grupo de aproximadamente 200 adolescentes que ainda cursavam o ensino médio (não irei revelar o nome da escola nem sua localização).  Perguntei casualmente quantos deles já haviam trabalhado em um ambiente varejista, tendo de lidar diretamente com clientes e consumidores.  Absolutamente nenhuma mão se levantou.  Espantado, fiz uma pergunta mais ampla: quantos deles já haviam tido um emprego remunerado?  De novo, nenhuma mão se levantou.

Conversando com os pais, descobri que eles adotaram uma nova postura: seus filhos não devem trabalhar.  Eles devem ficar apenas na escola.  Eles devem aproveitar seu tempo livre praticando esportes e estudando.  Trabalhar é para as classes mais baixas.  Qual a vantagem de trabalhar?  Colocar os filhos para trabalhar implica que os provedores da família não estão conseguindo sustentar seus rebentos.  No que mais, o que seus filhos fariam com o dinheiro que ganhariam?  Comprariam mais iPhones?

E há também o problema das legislações trabalhistas e das restrições legais criadas pelos governos ao redor do mundo.  A partir do momento em que há uma lei que impõe um salário mínimo, fica difícil para um adolescente de 16 anos — ainda sem experiência e com baixa produtividade — encontrar um emprego cujo salário mínimo valha sua produtividade.  Nenhum empregador irá escolher um adolescente em detrimento de um adulto experiente e disposto a efetuar o mesmo trabalho pelo mesmo valor salarial.  No que mais, está cada vez mais difícil demitir as pessoas que você contrata, o que faz com que poucos empregadores estejam dispostos a se arriscar contratando adolescentes.

Por outro lado, o mundo digital fornece hoje enormes oportunidades para contratos autônomos de trabalho.  No mundo digital, ninguém dá a mínima para tolices como idade e salário mínimo.  Idealmente, um garoto se aproveitaria dessa "brecha" e entraria com tudo no mercado de trabalho propiciado pela internet.  O problema é que, sem aquela formação de caráter que leva as pessoas a adquirirem habilidades para usá-las lucrativamente, isso não irá acontecer.  Tornar-se um autônomo na era digital é algo que só ocorre quando uma ética do trabalho já está enraizada na pessoa.

Tendo de lidar com todas essas barreiras legais, a cultura simplesmente se adaptou.  Dado que nenhum pai voluntariamente toma uma decisão com o intuito de prejudicar seus filhos, os pais simplesmente decidiram que trabalhar é algo apenas para os filhos dos outros, e não para os seus.

Consequentemente, cada vez menos pessoas estão familiarizadas com a ética do trabalho.  Os jovens de hoje apenas se sentam em bancos de escolas e universidades, na maioria das vezes fazendo mais de um curso, e ficam nesta rotina até completarem 25 anos de idade, quando finalmente irão se apresentar, com um diploma, a empregadores que supostamente irão dar-lhes dinheiro como recompensa por terem permanecido tanto tempo na escola e na universidade.

E quando tal empregador não surge, a frustração pelo tempo perdido toma conta da pessoa, que tende a desistir da vida.

Por isso, falemos um pouco sobre o que poderia ter sido aprendido caso os jovens procurassem um emprego desde cedo, mas que não foi aprendido justamente porque não houve esta busca pelo emprego.

Como dito, há a tal "ética do trabalho", um termo que sempre foi utilizado ao longo dos tempos.  Mas o que isso realmente significa?  Não dá para resumir em poucas palavras; você tem de trabalhar para adquirir esta ética.  Como vários titãs da segunda metade do século XIX tentaram nos alertar, nenhum indivíduo nasce querendo trabalhar.  Sendo assim, como então você adquire esta ética e passa a prosperar por meio dela?

Ter uma "ética do trabalho" significa estar disposto a passar por vários tipos de desconforto com o objetivo de realizar um trabalho com excelência.  Isso é algo que não surge naturalmente.  Tem de ser incentivado.  Nesse quesito, os pais são os principais modelos de comportamento a serem observados.  A tendência "natural" do ser humano é deixar de fazer aquilo que se está fazendo quando tal ocupação começa a se mostrar desconfortável, ou quando ela passa a exigir mais do que você imaginava.  O problema é que tal postura não leva ninguém a lugar nenhum.  Com efeito, se essa for a sua postura, você irá se acomodar cada vez mais, até chegar ao ponto em que se tornará um preguiçoso que só quer saber de ficar deitado no sofá — algo que descreve perfeitamente a atual geração.

Lembro-me muito bem de quando eu tinha 10 anos e estava trabalhando no telhado de uma casa com meu saudoso tio.  Era o auge de um verão escaldante.  Nós dois tínhamos de nos equilibrar sobre um telhado negro e acentuadamente inclinado, martelando pregos.  Após aproximadamente 30 minutos, pensei que iria morrer.  Ainda assim, continuamos trabalhando lá em cima por várias horas seguidas.  Finalmente, meu tio disse que era hora de fazermos um intervalo.  Rapidamente, corri para a mangueira do jardim, esguichei vários litros de água na minha cara e bebi uns dois litros.  Já meu tio simplesmente tomou uma xícara de café.  Aquilo foi inspirador.

Outra memória de minha infância foi quando meu irmão conseguiu seu primeiro emprego na construção civil.  O trabalho era pesado.  Ao final do primeiro dia, ele voltou para casa parecendo um zumbi.  Conversávamos com ele, mas ele não conseguia articular nenhuma palavra.  Ele foi para o seu quarto escorando-se nas paredes e capotou na cama.  Durante semanas, esta foi a sua rotina.  E então, com o tempo, ele foi entendendo o funcionamento da coisa até finalmente pegar o jeito.  E aí ele se tornou uma máquina.  Aquele verão lhe forneceu a ética do trabalho que ele carregaria consigo para sempre.

Outras lembranças de meus primeiros empregos incluem: perfurar poços artesianos sob sol escaldante; esfregar os resíduos de mel das mesas de um restaurante em que trabalhei como auxiliar de garçom; recolher pratos de papel de 500 mesas após o almoço distribuído por uma empresa que fornece comidas e bebidas, a qual havia me contratado para tarefas gerais; administrar os ânimos de um enxame de pessoas que brigavam entre si para conseguir comprar as calças de $10 que estavam em promoção e que haviam virado moda em uma rede de varejo; sentir o terror de que o piano que eu tinha de carregar escada acima iria cair em cima de mim e me esmagar; recolher pequenos alfinetes no chão de provadores em uma loja de departamentos; aprender a manusear a enceradeira em uma loja de porcelanas e, mais tarde, ter pesadelos em que eu derrubava uma prateleira inteira de cristais finos.

Em qualquer emprego — e especialmente naqueles que pagam pouco —, você rapidamente descobre que trabalhar é algo que fatiga, tanto fisicamente quanto mentalmente.  Você tem de se concentrar intensamente no que faz, e por muito mais tempo do que você realmente quer.  Você tem de fazer coisas das quais não gosta.  Você irá encontrar várias desculpas para se desconcentrar e se distrair, mas não poderá fazê-lo porque há tarefas que têm de ser efetuadas.  E, se você não fizer a sua parte corretamente, todos os seus colegas que dependem da sua parte irão descobrir que a parte deles ficou mais difícil por sua causa, e por isso todos irão odiar você.

Se você limpa banheiros de uma loja ou de um restaurante, você tem de se certificar de que sempre haverá papel higiênico ali, caso contrário os clientes ficarão furiosos.  Se você frita peixes, você tem de saber como administrar a quantidade de gordura, caso contrário você irá destruir o empreendimento.  Se você está instalando um cercado, você tem de saber cavar buracos profundos, caso contrário ela cairá em seis meses.  Se você lava carros, terá de aprender a fazer um bom serviço utilizando a quantidade mínima de água, sabão e cera, caso contrário você perderá dinheiro.  Você só aprende a evitar essas catástrofes de uma única maneira: completando sua tarefa.

Ninguém já nasce sabendo que há uma relação direta entre aquilo que fazemos e suas consequências.  Muito pelo contrário: a própria definição de imaturidade é a incapacidade de assumir responsabilidades (como nossos pais sempre dizem).  E como aprendemos essa relação entre nossas ações e seus resultados?  Não há maneira melhor do que pelo mercado trabalho.  Trabalhamos, vemos o resultado, e somos pagos por isso.  É algo direto.  É algo bonito.  É algo que faz nosso cérebro enaltecer a relação entre ações e resultados.

A escola nem sempre nos ensina isso.  Aliás, a "ação" na escola é algo bem limitado.  Tudo se resume a estudar, o que, na maioria das vezes, significa apenas imitar tudo o que a autoridade designada ordena.  No mundo real do trabalho, você tem de ser criativo.  Você tem de saber improvisar.  Você exercita um controle volitivo sobre o seu corpo, sobre o que ele faz, e então vê os resultados.  E os resultados não são abstrações como notas em um boletim escolar, mas sim algo muito concreto: salário na forma de dinheiro, o qual será utilizado para adquirir coisas que você quer.  E essa recompensa é oriunda do fato de que você se entregou por completo a uma atividade produtiva.

O trabalho é como uma universidade — uma verdadeira universidade que molda o caráter de uma pessoa e faz dela alguém melhor do que seria sem esta ocupação.

O que você leva de um trabalho depende daquilo que você traz a esse trabalho, e o que você traz tem de ser mais valioso para seu empregador do que aquilo que você irá levar dele.  Lembro-me de um vadio com quem trabalhei décadas atrás resmungando: "Sem chance que eu vou ajeitar gravatas por um salário mínimo!".  Uma perspectiva muito interessante.  Ele queria mais dinheiro para fazer mais trabalho.  Mas não é assim que funciona.  A relação é inversa: você tem de trabalhar mais para ganhar mais dinheiro.  Se o seu intuito é prosperar, você tem de fornecer um valor maior do que aquele que você pode extrair.

O trabalho (e aqui eu devo especificar que me refiro exclusivamente ao trabalho no setor privado) é a melhor maneira de aprender esta lição imensamente valiosa, e carregá-la consigo por toda a sua vida.  Esta certamente é uma característica distintiva daquilo que chamamos de ética do trabalho.

Uma parte disso significa adquirir um senso de necessidade de servir ao próximo com o objetivo de ganhar algo em troca de seu serviço.  Essa é a essência intrínseca de um emprego, seja ele fritar batatas, catar papel ou lavar carros.  Você está fazendo algo para outra pessoa.  Se você fizer muito disso e adquirir excelência, você fará com que essa necessidade de servir ao próximo passe a fazer parte de sua mentalidade. 

E aí você pode dizer: ah, todo esse mundo comercial é uma farsa.  Aquelas pessoas que fornecem seus serviços apenas fingem que gostam de seus clientes, pois o que elas realmente querem é apenas o seu dinheiro.  E o cliente, por sua vez, também apenas finge que está satisfeito com o provedor, mas na realidade está desgostoso por ter de pagar pelo serviço. 

De fato, é possível pensar assim, mas considere o seguinte: se nos comportarmos de uma determinada maneira durante vários anos, com o tempo chegaremos a um estado em que nossa mente já estará condicionada a seguir este padrão.  Consequentemente, tornamo-nos sinceros em nossas atitudes.  Começamos a valorizar os outros por aquilo que eles fazem e por aquilo que nos fornecem.  Aprendemos a ter um bom um relacionamento com as pessoas, a valorizar as diferenças entre as pessoas, a observar qualidades únicas em cada pessoa, e a distinguir o mérito de cada uma delas.

Não há arranjo mais ético e mais justo do que esse.  Este é o arranjo ideal.  É o arranjo no qual as reais virtudes são aprendidas e apreciadas.

Alguém certa vez disse que uma sociedade capitalista é uma sociedade amigável.  Nada mais verdadeiro, dado que a essência do capitalismo é a cooperação voluntária, os serviços mútuos, e as transações comerciais que têm por objetivo a melhora de seus participantes.  Fazer parte disso é algo que nos transforma e nos remodela.  Faz de nós pessoas melhores.

Compare isso à existência entediada e despreocupada do indolente deitado em um sofá ou de um burocrata do serviço público que passa seus dias atrás de uma mesa.  É o setor privado e o seu espírito comercial que nos fornece aquilo de que mais necessitamos: a constante busca pelo auto-aprimoramento.

O que imediatamente nos impressiona em todos os empregos no setor comercial é como eles são necessariamente voltados para o futuro.  Leva algum tempo para se acostumar a isso.  Se você teve um dia ruim, sem muitos clientes e vendas, sempre haverá o dia seguinte.  Se você teve um dia ótimo, sempre haverá o próximo dia, e jamais é possível saber quão bom ele será.

E assim você aprende a viver em um mundo no qual "o que passou, passou" e o futuro sempre será incerto, mas possivelmente melhor.  No comércio, não há rancores e ressentimentos, pois o aparente inimigo de hoje pode vir a ser o seu cliente de amanhã, ou mesmo o seu colega de trabalho ou sócio.  O passado é meramente um conjunto de dados efêmeros; é no futuro que a ação e o entusiasmo estão.  E, dessa maneira, um emprego no setor comercial é completamente diferente do mundo da preguiça e da burocracia, no qual nem o passado e nem o futuro importam.  E é também muito diferente do mundo escolar e universitário, onde o passado é armazenado e jamais desaparece.

Com um emprego no comércio, ou mesmo empreendendo em qualquer outra área, você está continuamente ativo.  Você tem de estar antenado a todas as mudanças que ocorrem nos interesses e nos valores sociais.  Você está atuando em algo que passa a incorporar suas próprias características, algo que dá a você o direito de se gabar de sua competência, algo que conecta você aos outros.  Você se torna determinado, habilidoso, capacitado, útil e experiente.  Você passa a ter histórias para contar e dicas para dar.  Você se liberta das estruturas autoritárias que você herdou desde o nascimento, e passa a adotar as novas que você próprio escolheu.

Agora, tendo em mente tudo isso, faça a si próprio a seguinte pergunta: adolescentes realmente estarão em melhor situação caso não trabalhem?  Um recente estudo demonstrou que, no geral, a aposentadoria "leva a um aumento de 5 a 16% nas dificuldades associadas à mobilidade e a atividades do dia a dia, a aumento de 5 a 6% nas enfermidades, e a um declínio de 6 a 9% na saúde mental, tudo isso ao longo de um período de apenas 6 anos após a aposentadoria".  E isso após toda uma vida de trabalho.  Os efeitos sobre a mente são muito piores para o jovem que nunca desenvolveu os hábitos mentais fornecidos apenas pelo trabalho.

Será que realmente devemos negar tudo isso a toda uma geração e em seguida esperar que essas pessoas simplesmente adentrem o "mundo real", com 25 anos de idade, e já plenamente formadas e capacitadas?  Elas não estarão formadas.  Elas não estarão capacitadas.  Elas serão menos úteis, menos habilidosas, menos produtivas, menos moldadas em seu caráter, e menos preparadas para ser livres e responsáveis. 

Lamento, mas procrastinar e fingir que se está estudando não são substitutos para os reais desafios da vida.


0 votos


  • Jonathan David  24/04/2014 14:09
    Não é bem assim, é claro que é necessário trabalhar, mas cada caso é um
    caso. Tem gente que realmente tem dom para o estudo e esse estudo pode permitir mundos imensos. O importante é saber se a pessoa realmente esta estudando, podendo aplicar tanto num emprego, num trabalho ou até independente em casa. Às vezes tem gente que demora mais pra
    decolar, porém quando decola faz um sucesso maior. Sei
    que muitos dos jovens não fazem nada que preste, mas também há jovem que trabalha e ten emprego e continua sendo uma porcaria de ser humano.
  • Marcos  24/04/2014 15:01
    "Tem gente que realmente tem dom para o estudo e esse estudo pode permitir mundos imensos."

    O artigo em momento algum nega isso.

    "O importante é saber se a pessoa realmente esta estudando, podendo aplicar tanto num emprego, num trabalho ou até independente em casa."

    Apenas estudar não ajuda. Se você não tem um emprego no qual adquirir e moldar uma ética do trabalho, você não saberá como colocar em prática o que você aprendeu na teoria.

    O sujeito pode ter se formado em administração ou em medicina com as melhores notas de sua classe. Se ele não dominar a prática de como lidar com pessoas, algo que só ocorre no mercado de trabalho, que tipo de profissional ele será? Como ele lidará com clientes, fornecedores, doentes e pacientes?

    "Às vezes tem gente que demora mais pra decolar, porém quando decola faz um sucesso maior."

    E quantos decolam sem ser por meio de realizações profissionais? Desconheço um único caso.

    "Sei que muitos dos jovens não fazem nada que preste, mas também há jovem que trabalha e tem emprego e continua sendo uma porcaria de ser humano."

    E como esta "porcaria de ser humano" se sai em seu trabalho? Duvido muito que seja alguém que tenha a verdadeira ética do trabalho.

    O artigo fala de pessoas que se superam e demonstram excelência em sua profissão, qualquer que seja ela. Ser apenas um zé-ruela qualquer que só quer saber de bater o ponto não faz de ninguém um parâmetro de comparação.
  • Andre Henrique  11/05/2016 10:30
    Jonathan David,
    QUALQUER estudo é mais produtivo e rapidamente absorvido se você o testa simultaneamente na prática... e qual a melhor forma de praticar que não trabalhando?
    Ai você irá dizer que alguns cursos são em período integral, mas vamos lá, nem que você trabalhe 4 horas por dia, já valerá a pena.
    Abç,
    AHR
  • Gustavo Leal  24/04/2014 14:54
    Sendo sincero, meus pais nunca deixaram eu e meus irmãos trabalharem. Fui arrumar meu primeiro emprego realmente com 25 anos (antes fui bolsista de universidade e estagiário em empresa). E, mesmo antes de ler este artigo, já falei à minha namorada que, com certeza, colocarei meus filhos para trabalharem desde cedo para aprenderem sobre a vida, sobre atendimento ao cliente, sobre o valor do trabalho e ganhar seu dinheiro suado. Parabéns pelo artigo!
  • aspone  24/04/2014 22:22
    É que no nosso país - no mundo, na verdade - ainda há muito incentivo pras pessoas ficarem no sofá. Eu fiquei até os 23. Antes, só fiz estágios aqui e acolá e estudei mecanicamente o que me era passado até passar no concurso público.

    Quem fizer o mesmo que eu tem muitas chances de ser considerado bem sucedido, a despeito de não fazer nada de útil em seu "trabalho".
  • Mr. Magoo  24/04/2014 23:06
    Aconselho: Segurança versus liberdade -- ânsia pela primeira pode nos deixar sem a segunda.-- A. Hayek. Aqui no site. Leitura esclarecedora!
  • Lucas  24/04/2014 15:03
    Bravo!
  • Otan  24/04/2014 15:04

    Uma dúvida: quem trabalha em empresa estatal é um "parasita" (para quem não tem costume é assim que quem trabalha no serviço público é tratado por aqui)?
  • Philipe  24/04/2014 18:32
    Na minha opinião, geralmente, sim.
  • Wanessa  25/04/2014 01:40
    Philipe, é realmente uma pena você pensar que todo funcionário público é um parasita. Sou Engenheira, servidora de Instituto Federal de Educação (antigas Escolas Técnicas Federais), trabalho muito, mas muito mais do que as teóricas 8h regulamentares e graças ao trabalho de uma equipe de míseros 4 engenheiros conseguimos (sim, 4 engenheiros é pouquíssimo quando se tem o olhar macro da infraestrutura) expandir a rede federal de educação tecnológica em nosso estado, interiorizando e levando a educação a municípios extremamente abandonados, de uma forma geral.
    Só estou te escrevendo, não para ofender, não é esta minha intenção, mas como forma de alerta para que não estereotipes e caia no grande erro da maior parte da população que é falar sem ter conhecimento do que se fala.
  • Mr. Magoo  25/04/2014 03:22
    Infelizmente Wanessa a vida nunca fui e nunca será um "faz de conta"; cai na real, você é parasita sim.
  • Rennan Alves  25/04/2014 04:33
    Para mim, um funcionário público só tem utilidade quando o mesmo oferece seus serviços para todo o país e se, somente se, TODA a população concordar. Afinal, já que o roubo dar-se entre toda a população do país, nada mais justo do que toda a população brasileira receber o serviço.

    Ademais, conheço várias pessoas (eu incluso) que também trabalham muito além do expediente, tendo que muitas vezes levar o trabalho para dentro de casa, passando madrugadas a finco trabalhando.

    A diferença, é que o fruto do nosso trabalho vem através da livre troca entre bens e serviços, enquanto o do funcionário público é através da do espolio alheio para com a população. Entre estas duas opções, eu fico com a primeira. Questão de ética.
  • Philipe  25/04/2014 12:29
    Wanessa,

    Não me ofende de maneira nenhuma :)

    Talvez vc seja uma exceção mas, como disse, ainda acredito que os funcionários públicos em geral são parasitas.

    Fiz estágio na prefeitura da minha cidade (Belo Horizonte) e vi a maioria das pessoas não cumprindo o horário de trabalho, ou o cumprindo no facebook, fazendo mtas horas de almoço, estudando para outros concursos durante o serviço, etc.

    Sem falar nos funcionários que fazem serviços de auxiliares administrativos e recebem 5 mil reais por mês por terem benefícios, anuênios, etc. Recebem mais que o triplo do que receberiam pelo mesmo serviço em empresas privadas, e isso com o dinheiro retirado coercitivamente da população.

    Infelizmente isso cria uma grande distorção, onde muitas pessoas que conheço ( amigos e família) "sonham" em se encostar em um cargo público e se aposentar por lá.

    Sugiro esse artigo do professor Diogo Costa : www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787&comments=true

    Realmente espero não ter ofendido. Acho que é válida essa nossa conversa :)
  • Philipe  25/04/2014 12:55
    O link do artigo que tentei enviar era esse www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787
  • Eduardo Bellani  25/04/2014 12:57
    Olá.

    2 perguntas:

    * O dinheiro que você ganha advém de pessoas que voluntariamente lhe
    pagam? Ou vem de uma imposição de um grupo armado a outras pessoas?

    * Se está tão difícil pra você, e você é tão talentosa como acha, por
    quê não pede demissão?

    Abraços.
  • Gustavo Sauer  25/04/2014 13:18
    todos os funcionário públicos são parasitas. juízes, professores, policiais, todos são parasitas. o único trabalho que não é parasitário é aquele ofertado voluntariamente no mercado e pago voluntariamente. se o pagamento do seu trabalho é realizado através do roubo (impostos), então você, por definição, é um parasita.
  • Otan  25/04/2014 12:12
    E vigilante (e outras profissões que nada produzem efetivamente) e aposentados, são parasitas?
  • Ricardo  25/04/2014 13:39
    Não, cidadão. Essa não é a definição de parasita ("não produzir nada efetivamente"). Parasita é aquele cujo salário é extorquido da população sem o consentimento dela. Parasita é aquele que utiliza o governo para tomar dinheiro da população e encher o próprio bolso.

    Segundo essa definição, não são apenas funças que são parasitas. Qualquer investidor que compre títulos públicos -- os quais serão pagos via impostos -- também é parasita.

    Da mesma maneira, empresários que recorrer ao governo para adquirir subsídios, empréstimos do BNES (que utiliza dinheiro público), ou até mesmo para tarifas protecionistas também são parasitas.

    Qualquer um que disser que este site critica apenas funcionários públicos é um caluniador que não leu mais do que três textos daqui. Este site também critica ferozmente todos os grandes empresários que recorrem ao BNDES, que pedem tarifas protecionistas, que defendem regulamentações que irão impedir o surgimento de concorrentes, e que querem subsídios. Há fartos artigos sobre isso.

    Hoje mesmo foi publicado um artigo desancando os taxistas.
  • Otan  25/04/2014 14:06
    Não é tão simples assim.

    A maioria dos brasileiros aceitaria voluntariamente pagar impostos caso a pergunta lhes fosse feita.

    Isso pode parecer mentira, mas se mostra como verdade se você pensar que a maior parte dos brasileiros depende das transferências de renda feitas pelo Estado e dos serviços, mesmo de má qualidade, que ele oferece.

    Entre educação, saúde, aposentadoria, pensões, seguro-desemprego, licença maternidade, bolsa família e vários outros programas do governo o brasileiro comum tem um nível de vida pelo qual não poderia pagar sozinho, precisando por isso de impostos cobrados de outras pessoas.

    Ou seja, a quantidade de pessoas que pagam, em termos líquidos, impostos é pequena na comparação com aqueles que não pagam (ou recebem mais benefícios do que pagam de impostos).

    Posto isso, devemos adicionar ao grupo dos beneficiários líquidos dos impostos os servidores públicos, os detentores de títulos públicos direta ou indiretamente e todos aqueles que apesar de pagarem mais impostos do que recebem de retorno ainda concordam com o pagamento porque preferem uma sociedade mais estável socialmente ou porque possuem parentes e amigos que se enquadram nas outras duas categorias.

    Juntando todos esses grupos eu te garanto que a quantidade de pessoas que se recusariam a pagar impostos é mínima em comparação com a população. Prova disso é que ninguém nunca foi eleito com base em propostas anarco-capitalistas e o partido Liber simplesmente não consegue nem ser criado (em mais de 8 anos não conseguiu reunir nem 10 mil assinaturas). No Brasil a relação da maioria com o Estado é tão forte que nos últimos 20 anos nem mesmo candidato que queira reduzí-lo um pouco tem votos suficientes para ser eleito.

    Se a maioria, em uma democracia, escolher as regras pelas quais todos devem se comportar essas regras serão sempre legítimas? Não necessariamente, correm-se alguns riscos usando esse sistema, mas ele é o único que permite mudanças no país de maneira pacífica, sem revoltas ou revoluções.

    Concluindo, a nossa sociedade majoritariamente concorda com o pagamento de impostos e não o classificaria como "roubo", por conseguinte, não chamariam de parasitas nenhum dos grupos que os anarco-capitalistas gostam de chamar assim.

    Por vivermos em uma democracia a quem não concordar com as conclusões acima ainda são dados dois direitos: tentar convencer os outros através de argumentação (inclusive na internet) ou então procurar um país mais alinhado com seus ideais.

    Agora, achar que sair denegrindo as pessoas por ai só para defender a sua ideia vai conseguir convencer alguém é muita estupidez e tem o efeito oposto ao desejado.

    Eu, assim como muitos outros que passam pelo site, acho que é preciso maneirar a linguagem usada se o objetivo for convencer alguém e atrair pessoas para a sessão de comentários para que elas possam se aprofundar no tema. Eu mesmo passei meses só lendo artigos e sem vir nos comentários por não ter estômago para as barbaridades dos "liberais respeitadores dos outros indivíduos e da opinião alheia" que pretendem extinguir o Estado e viver num mundo sustentado pela virtude moral humana mas não conseguem nem mesmo respeitar pessoas que pensem ou se comportem diferente.
  • Philipe  25/04/2014 15:17
    Vigilante não produz nada? oO

    serio ?
  • Daniel  24/04/2014 23:31
    Geralmente sim, pois boa parte das empresas estatais são deficitárias, não geram algum e só consomem fundos públicos. Uma boa parte dos empregos também é inútil.
  • Pedro  25/04/2014 01:57
    No geral, quem trabalha para o governo vive as custas do dinheiro obtido à força da população (impostos) e na imensa maioria dos casos, não produz nada além de ainda mais burocracia que trava o desenvolvimento econômico.

    Logo, nesse sentido sim, tal funcionário é um parasita, pois ele parasita no bolso de quem é espoliado pelo estado. Porém isso não significa que essa pessoa seja mau caráter, mesmo porque muitas dessas pessoas são pessoas bem intencionadas, que realmente acham que fazem algo útil à sociedade, mas, por ignorância na área econômica não se dão conta de que fazem justamente o oposto disso.

    Mas pessoalmente penso o seguinte: é melhor ter um libertário recebendo dinheiro público (especialmente um politico) do que um marxista, pois pelo menos o libertário trabalharia para diminuir a espoliação, ao passo que o marxista sempre quer mais.
  • Edson Vergilio  25/04/2014 19:02
    SIM É. Principalmente aqueles que acham que o paraíso existe e que riquezas e dinheiro brotam milagrosamente dos pisos das repartições públicas, estatais e autarquias só porque o salário aparece de qualquer jeito no ATM no final do mês, independente do camarada trabalhar para produzir pelo menos o mínimo necessário para pagar pelo sagrado direito de existir.
  • Marcio L  28/04/2014 12:42
    Pergunta: Um professor de uma universidade estatal que defenda as idéias da EA também deve ser considerado um parasita?
  • Mendes  28/04/2014 13:17
    Chega a ser histérica a sina dos parasitas em justificar seu parasitismo. Chegam até a apelar para a EA para justificar suas idéias parasitárias.

    Enfim meu jovem, mesmo que o seu professor parasita funcionário público defenda a EA, continuará a ser um parasita.

    Eu sempre digo para os meus alunos: estudem biologia, principalmente a vida de seres parasitas. Ali vocês encontrarão os maiores exemplos de como o universo desenvolveu uma forma maligna de se viver as custas dos outros.
  • Philipe  30/04/2014 17:54
    Marcio L,

    Um funcionário público que entende as ideias defendidas pela Escola Austríaca deveria, no mínimo, ter vergonha de dizer que é funcionário público.
  • Otan  30/04/2014 19:58
    Você quem está dizendo isso. Os principais autores autríacos (Mises e Hayek) não concordariam com você.

    A escola austríaca é maravilhosa de economia, são os libertários que acabam com o nome dela ao associá-la a um extremismo digno de marxistas do sinal contrário.
  • Mr. Magoo  01/05/2014 10:38
    Ser ajustado a uma sociedade profundamente doente não é sinal de saúde.
  • anônimo  01/05/2014 15:42
    Otan, você quer dizer que Mises e Hayek eram comparáveis aos funças brasileiros? Sério que você tá querendo fazer essa comparação para usar como argumento?
  • aspone  30/04/2014 20:47
    Vergonha por que meu amigo? Vc não sabe como é bom!
  • Philipe  02/05/2014 13:01
    Vergonha de viver com o meu dinheiro
  • mauricio barbosa  30/04/2014 23:45
    Um erro não justifica o outro,todo funcionário público simpatizante a causa libertária é bem-vindo,mas isso não significa apoio a função pública que ele exerce,agora petistas patrulheiros ou não e críticos de plantão amantes do estado como são saibam que o IMB numca lhes apoiará e seus comentários são bem-vindos para nós rebater-mos com lógica e argumentos empíricos que falam por si sós,exemplo empírico: Mulheres oferecidas são descartáveis por serem altamente desvalorizadas,agora mulheres lindas são altamente valorizadas por serem desejadas e amadas por todos os homens,resumo simples da lei da oferta e procura(Só lembrando que este exemplo empírico vale para as mulheres pois elas também tem a mesma visão em relação a esse assunto)que vale para tudo que é transacionado livremente pelo mercado etc,portanto suas críticas não invalidam o grande trabalho de conscientização e seriedade deste maravilhoso instituto MISES.Então baixem a bola e sejam objetivos...
  • Paulo  24/04/2014 16:05
    Isso tudo vale para a plebe. Aqui no Brasil, o negócio é fazer parte da nobreza. Ou seja, ser servidor público. Para isso, os jovens brasileiros vêm se preparando desde cada vez mais cedo. Os mais empreendedores já terminam a faculdade em condições de serem aprovados em concursos de primeira linha e ingressarem ainda bem jovens na nobreza. Como nobre, o jovem não precisará trabalhar nunca e terá sempre seu sustento e de sua família garantido. Terá tranquilidade e qualidade de vida impossíveis para os integrantes da "plebe ignara". E tudo isso sem precisar da tal ética do trabalho ou outras qualidades do mundo real. Só precisa "estudar". Sinto, mas essa é a realidade.
  • Rene  24/04/2014 16:08
    Eu sempre fui um dos melhores estudantes da classe nos tempos de escola. Na minha primeira experiência no trabalho, que aconteceu por volta dos meus 18 anos, o choque de realidade que eu tive foi muito forte. As habilidades que te fazem ser bem sucedido na escola não são, necessariamente, as mesmas habilidades que te fazem ser bem sucedido no mercado de trabalho. Na escola, você precisa memorizar sem questionar uma porção de coisas inúteis para sua vida, com o intuito de fazer uma prova e passar, ou se você for um estudante preguiçoso, arrumar um nerd que lhe passe cola durante a prova. Como eu sempre conseguia excelentes notas, acontecia com frequência de eu conseguir a nota para passar de ano antes do fim do ano letivo, que me permitia passar os últimos meses de aula sem entregar trabalhos que valiam nota, sem me preocupar em estudar um pouco mais se não tivesse entendido a matéria, e assim por diante. Os alunos abaixo da média também acabavam fazendo isso, só que de maneira invertida: Começavam o ano folgando bastante, mas intensificavam os estudo no final.

    No mercado de trabalho, é exigido competência em todos os momentos possíveis. O fato de você ter tido um semestre com excelentes resultados não é desculpa para se tornar omisso no segundo semestre do ano. Aliás, a própria noção de ano letivo não é aplicável, a menos que você seja um professor. Perceber que as habilidades que você adquiriu durante os tempos de escola não são mais requeridas no mercado de trabalho dão uma estranha sensação de que você foi enganado quando te diziam que a escola está te preparando para a vida.

    No Brasil atual, com este sistema de que os alunos não podem mais reprovar de ano, que sempre é possível dar um jeitinho para burlar o sistema caso o teu desempenho seja medíocre, e ainda sem a possibilidade de aprender essas habilidades no único lugar que realmente pode ensina-las, vão intensificar cada vez mais os problemas do mercado de trabalho brasileiro.
  • Mr. Magoo  24/04/2014 19:25
    Na Prática, a Teoria é outra!
  • Gredson  24/04/2014 16:29
    Poxa excelente artigo, uma verdadeira lição.
    Eu estudo engenharia e faço um curso de inglês, mas confesso que me senti mal, por não trabalhar, agora depois de ler este artigo.
  • Lucas  24/04/2014 18:07
    Tenho uma dúvida não relacionada ao artigo, visto o atual cenário econômico do Brasil, vale a pena comprar Euros, Dólares ou Ouro para proteger o poder de compra da inflação?
  • Deilton  24/04/2014 18:46
    A longo prazo acho que o ouro é uma boa opção. Se o objetivo é só se proteger da inflação, títulos públicos também é uma boa opção.
  • aspone  24/04/2014 22:23
    Isso se não mexerem nos índices que remuneram os títulos...
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/04/2014 18:27

    Em contraste, uma sociedade socialista é uma sociedade hostil, dado que a essência do socialismo é a inveja, o comodismo, o colher o que outros plantaram, a negação da individualidade e da autonomia. Fazer parte disso torna as pessoas piores.

    * * *
  • Philipe  24/04/2014 18:39
    Comecei a trabalhar aos 15 anos como menor aprendiz ganhando 350 reais por mês. Pode parecer uma grande furada pelo valor mas hoje entendo como foi importante.

    Agora com 21 anos, na faculdade, vejo alunos com ótimas notas mas completamente despreparados para a realidade. Apenas decoram os conteudos e, infelizmente terão um triste surpresa quando não receberem "problemas prontos" e respostas fáceis.

    O texto comprova o que vivi e vivo. O trabalho realmente agrega muito para o crescimento (pessoal e profissional). Excelente artigo.
  • J. Tavares  24/04/2014 22:57
    Permita-me discordar.

    O texto da ênfase exagerada aos "blue collar jobs" dai, por inferência, se tira que o trabalho mais "honrado e bonito" é aquele fisicamente extenuante.
    Uma falácia perigosa, haja vista a induzir algo nefasto, a glamourização do sub-emprego.

    Ninguém mentalmente e fisicamente apto deseja exercer trabalho braçal, não é bonito nem glorificante chegar em casa exausto, com dores musculares e calosidades nas mãos.
    Vivemos a era da hiperespecialização, será cada vez mais comum para a elite, que se entre no mercado de trabalho com ~25-27 anos ou mais, a depender da área e da condição dos pais como provedores, pois educação de elite custa caro e demanda grandes aportes financeiros que só os pais(excluindo-se bolsas/programas estatais etc) podem prover.
    Trabalhos elitizados, de ponta, com alta remuneração não são e nem nunca serão para todos.
    Esse fenômeno nada guarda relação com a geração baby boomer criada via welfare state. São fenômenos completamente diferentes.

    Outro erro é comparar a realidade dos EUA com a do brasil, lá os jovens trabalham menos na época da faculdade pois os empregos "no skill" de 5-6U$/H, caixas de fast-food e etc foram tomados por imigrantes. Tais empregos, que guardam relação com o tópico frasal do texto, antes considerados ritos de iniciação para classe média americana se transformaram em fontes de renda para prover famílias, seguem links para melhor compreensão:
    www.theguardian.com/world/2013/dec/05/fast-food-workers-strike-minimum-wage
    www.usatoday.com/story/money/business/2013/12/05/fast-food-strike-wages/3877023

    No brasil, em termos de classe média/média-baixa o caso é bem pior, houve uma explosão de cursos superiores sem qualidade por 250-300R$/MÊS sendo claramente impossível que o mercado acolha e remunere bem esses jovens, há poucas vagas para os formados nesses cursos e os salários na iniciativa privada são incapazes de gerar renda suficiente que permita a esses jovens recém formados formarem família e saírem de casa(o famoso assumir a responsabilidade), os que podem estudam para concursos públicos e moram em casa, os demais, enganados pela pérfida propaganda do diploma=emprego tendem ficar em casa parasitando até serem obrigados por força maior a trabalhar, normalmente em sub-empregos e com baixos salários mas sem sair de casa.
    Empregos de ponta com alta remuneração no brasil(excluindo-se lobby e politicagens) são infinitesimais e não entram nas estatísticas.

    Para os realmente pobres, os empregos braçais tiveram súbita e infelizmente insustentável valoração secundária a escassez de mão de obra criada pelo binômio assistencialismo + melhora(insustentável) da renda da classe baixa, fazendo-a migrar para classe média baixa com poder financeiro capaz de sustentar os filhos nos cursos superiores sem qualidade acima citados, criando uma legião de pobres almas iludidas.

    O castelo do PT, erguido com seus alicerces de areia, expansão irracional de crédito, assistencialismo, dependência do preço das commodities, sucateamento da indústria, BNDES, ausência de reforma tributária e trabalhista, ufanismo patético populista, maquina pública leviatãnica, marxismo cultural doutrinário nos meios de comunicação demonizando o empreendedorismo e o lucro, fisiologismo e corrupção em todas as esferas da administração pública criaram um zumbi bem vestido e maquiado que aos poucos foi perdendo a carne e agora já podemos ver o esqueleto.

    Para resumir, o inverno chegou e as cigarras já estão parando de cantar.
  • Justiceiro  24/04/2014 23:55
    "O texto da ênfase exagerada aos "blue collar jobs"

    Cidadão, pelo amor à humanidade, vá se alfabetizar e se informar minimamente antes de falar asneira. Blue collar jobs são trabalhos na indústria pesada, majoritariamente metal-mecânica, fabricação, mineração, construção , mecânica, manutenção e reparação, ou instalações técnicas. são profissões qualificadas cujos empregados NÃO lidam diretamente com o consumidor final.

    O artigo, por sua vez, é explícito em sua ênfase no setor COMERCIAL, cujos empregados TÊM de lidar diretamente com o público. É este setor que o autor recomenda para jovens, e não o industrial, cuja qualificação tem necessariamente de ser maior.

    Da próxima vez, ao menos leia o texto e seja menos afobado ao sair contando ao mundo sua opinião.
  • Lauro  25/04/2014 03:55
    O autor fala em Ética, mas usa termos altamente depreciativos e com alvo muito bem definido: "vadio", "indolente", "burocrata", "parasita", "jovem tem baixa produtividade"... É assim que ele pretende incentivar os jovens?

    Só pra constar: o trabalho é importante, mas por que não complementá-lo com o estudo? Pra que servem cursos de especialização, pós-graduação, "meetings", palestras, etc...?

    Quanto ao serviço público: ele conhece o trabalho de um delegado? Acaso estes não têm que estudar e entender (muito) de Direito para realizar seu trabalho? E a atividade de um policial militar, acaso não é braçal, mas ainda assim exige compreensão dessas leis? Que falar então dos professores de escolas públicas, cujas condições lamentáveis só são superadas com admirável força de vontade e amor ao trabalho (mais do que apenas "ética")!

    Ao colega "Justiceiro": por que um jovem tem necessariamente que começar sua carreira no setor comercial para ser considerado digno do mercado de trabalho? Já ouviu falar em SENAI, SENAC e suas parcerias?

    Responsabilidade, Caráter, Valores, Esforço, Mérito, etc... quantos de nós realmente servimos de exemplo para esses jovens? Quando é que mostramos que é possível fazer melhor, independente da profissão, idade, gênero, partido, país? Será que estamos ocupados demais com trabalho braçal, e à noite apenas caímos na cama e não temos tempo de ensinar essas coisas a nossos filhos?
  • anônimo  25/04/2014 00:25
    ...ninguém mentalmente e fisicamente apto deseja exercer trabalho braçal... Tem um amigo meu feliz da vida e muito procurado jardineiro; você acha que preciso aconselha-lo para um tratamento psiquiátrico urgente?
  • Boers  25/04/2014 00:48
    Algumas pessoas costumam projetar no resto do mundo suas indolências...

    Eu mesmo prefiro trabalho braçal a trabalho mental. Trabalho braçal é possível de ser feito mesmo quando se está cansado e mal-dormido. Já o trabalho mental só é exeqüível quando se está totalmente descansado e bem-dormido.
  • Paulo  25/04/2014 11:51
    Releve as ofensas, por favor. Seu ponto de vista é adequado à realidade local.
  • Renato Souza  27/04/2014 05:42
    J.Tavares

    A ênfase do texto não é tanto sobre aquisição de conhecimento, é sobre preparação para a vida. Meu pai e minha mãe trabalharam desde muito novos, mas nós, seus filhos, não, e digo que me fez falta. Se eu pudesse voltar no tempo, teria pedido para os meus pais para que me permitissem trabalhar desde os 14. Teria me feito muito bem. Meu filho com certeza trabalhará como aprendiz.

    Perceba que esse tipo de trabalho pode não ter nada a ver com o ramo em que a pessoa trabalhará futuramente. Um filho de classe média-alta poderá trabalhar em empregos que exigem muito mais conhecimento, mas penso que trabalhos de baixa especialização na adolescência podem mostrar o mundo para a pessoa, mudar sua perspectiva da vida. Até o aprendizado da faculdade pode adquirir um significado mais profundo para alguém que tenha passado pela experiência de trabalhar cedo.

    Muitos dos filhos das classes mais altas freqüentemente tem defeitos de caráter que levam para a sua vida profissional. Muitos deles destroem as empresas de seus pais, outros se tornam homens de negócio absolutamente anti-éticos. Um banho de realidade na adolescência teria salvo muitos deles de se tornarem assim.

    Ritos de passagem não são rituais ocos. Na maioria dos casos, tem seus motivos, e nesse caso com certeza.
  • Edson  02/06/2014 20:01
    Eu concordo com suas palavras. Dois são os elementos que estão sustentando a geração dos nen nen: as commodities e a tecnologia. O Brasil é organismo vivo que se alimenta da tecnologia vinda do exterior pagando com o ouro das nossas commodities. Na década de 70 um televisor custava 12 vezes mais caro do que hoje e a commoditie tinha pouco valor.Hoje a commoditie continua barata, mas os objetos que melhoram a nossa qualidade de vida também ficaram muito baratos. Os EUA sempre produziram commodities e tecnologia, e quando países como a China e outros por não terem commodities resolveram gerar riqueza com tecnologia, tornou o resultado dessa tecnologia, também barata. Por incrível que parece, hoje vale a pena trocar grão por televisão.

    O resultado é que graças a commoditie que nós temos e à tecnologia que os outros tem, temos um montão de montadoras, construtoras, etc de bens de consumo no Brasil, que se utilizando dessa tecnologia, não desenvolvida no Brasil, pode utilizar mão-de-obra de baixa qualificação, justificando a absorção no mercado de trabalho desse monte de profissionais ridículos (fingem que aprenderam) vindos desse montão de faculdades ridículas (fingem que ensinam) que são autorizadas pelo Ministério da Educação.

    O resultado é que graças a commoditie que nós temos e à tecnologia que os outros tem e apenas um pouquinho de dinheiro a mais na renda de uma família, já não existe necessidade do filho se sujeitar a ser faxineira, servente de pedreiro, pintor e outros, trabalhos que no Brasil sempre foram sinônimos de humilhação.
  • Marcelo Almeida  25/04/2014 00:07
    Excelente! Meus sinceros parabéns ao autor. Tenho um filho de 16 anos cursando o ultimo ano do ensino médio e preparando-se para o vestibular. Ate ler esse magnifico texto, tinha a duvida se deixaria ou não meu filho trabalhar. Ele mesmo me questionou querendo arrumar um emprego. A princípio fui contrário, mas depois desses esclarecimentos voltei no tempo e enxerguei-me no passado com a mesma idade dele e já trabalhando. E o autor me fez refletir. Sou muito elogiado hoje pelo meu trabalho, e isso, realmente devo em grande parte aos primeiros empregos simples, repetitivos, de baixa remuneração, porém que me moldaram para a vida profissional. Mais uma vez, parabéns pelo texto.
  • leitor  25/04/2014 01:55
    Belo texto. Há um erro nesse trecho:
    "Ele queria mais dinheiro para fazer mais trabalho. Mas não é assim que funciona. A relação é inversa: você tem de trabalhar mais para ganhar mais dinheiro."

  • Disciplinador  25/04/2014 04:22
    Erro nenhum.

    Leia com mais atenção e identifique corretamente a relação de causa e efeito em cada uma das frases.
  • Marconi  25/04/2014 02:39
    O negócio é se preparar bem pra um concurso bom logo de cara. Tipo um técnico da camara federal e depois passar pra analista ou consultor lá dentro.
  • Nilo BP  25/04/2014 02:48
    Pois é, a mitologia da "educação" está lá no topo da lista das idiotices populares, fazendo companhia a nomes ilustres como ambientalismo, regulação, rico-mau-pobre-bom, etc. Se eu tivesse um real pra cada vez que escuto "estude, filho, estude que faz bem", com aquele tom de sabedoria profunda...

    Aqui no Brasil, pôr a mão na massa é "coisa de pobre" desde os primórdios. Gente decente é bacharel. Um aspecto cultural que provavelmente não ajuda muito a construir uma sociedade amigável e próspera.
  • Marcos  25/04/2014 14:24
    Faço curso de Direito, formo este ano, e digo para vocês, de uma sala de 40 alunos 33 querem concurso público, sou o único "DOIDO" que pretende trabalhar por conta, aplicando meu conhecimento no dia a dia, mais infelizmente a máfia da OAB ainda rouba um salário meu anual para isto. Tudo bem, não irá mudar, mais é importante promover estas discussões.
  • Paulo  25/04/2014 15:46
    Os números estão contra você.
  • Wasabi  25/04/2014 16:43
    Na realidade não é bem assim.
    Infelizmente o mundo que vivemos é burguês, regido por normas, tabelas de salários etc.

    Alguém que se formou na melhor faculdade, fez intercâmbio etc. Já entra na empresa ganhando um salário que muito pai de família sonha em ganhar, enquanto que quem rala não é sequer lembrado e reconhecido.

    Exército é outra merda, quem faz Rio Branco ou Ita já sai de lá como oficial e quem começou de baixo nunca será oficial.

    O governo é a mesma história, meu primo nunca trabalhou na vida, passou em um concurso e em seu primeiro emprego já tem 20 funcionários sob seu comando.


    O problema é que a maioria das pessoas que trabalham se acomodam, para de estudar, fazer planos e depois de um tempo não aprendem mais #$#@$ nenhuma. A grande verdade é que o ser humano quer que o mundo termine em barranco.



  • Lg  25/04/2014 19:48
    "Alguém que se formou na melhor faculdade, fez intercâmbio etc. Já entra na empresa ganhando um salário que muito pai de família sonha em ganhar,"

    E qual o problema disso? Só por ser "pai de família" a pessoa merece ganhar mais? Mesmo sem produzir nada em troca? Salários são definidos pela oferta e demanda, se a pessoa recém formada oferece um serviço com menos oferta e mais demanda ela vai ganhar mais, não existe nada de complicado ou injusto nisso.

    "Exército é outra merda, quem faz Rio Branco ou Ita já sai de lá como oficial e quem começou de baixo nunca será oficial.

    O governo é a mesma história, meu primo nunca trabalhou na vida, passou em um concurso e em seu primeiro emprego já tem 20 funcionários sob seu comando."

    Isso são empregos públicos, é roubo institucionalizado. Os salários no setor público dependem apenas de quanto eles querem roubar da população produtiva e não da sua própria produtividade. Qualquer pessoa pode recorrer ao roubo e aumentar os seus ganhos, é isso que o pessoal pago pelo estado faz.
  • Mr. Magoo  25/04/2014 20:13
    Benvindo no socialismo.
  • Cristiano  25/04/2014 19:11
    Artigo primoroso, obrigatório eu diria.
  • Paulo Eduardo  25/04/2014 21:55
    Concordo com o artigo quanto um trabalho na iniciativa privada ser muito melhor para a pessoa e para sociedade, mas acho que faltou lembrar que a função primeira do trabalho é o nosso sustento. Tendo isto em vista, podemos entender por que, HOJE, estudar é tão importante. O mercado privado não te remunera com um salário alto pelo simples fato de você ter um diploma, ele exige tempo, tempo em que o trabalhador, em muitas vezes, irá receber um salário baixo (no Brasil os salários são baixos, isto podemos ver no artigo "O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil"), já no setor público ele só te exige o diploma para te remunerar com salários gordos. Agora é só analisar; se você tem a opção de iniciar no mercado de trabalho ganhando muito ou pouco, qual opção você vai preferir (caso você seja ainda solteiro vivendo na casa de seus pais ainda tem possibilidade esperar para ter um salário que te dê seu sustendo). No curto prazo acho que a escolha da maioria será pelo setor público, principalmente quando você tem uma família para sustentar.
  • Disciplinador  25/04/2014 22:45
    "faltou lembrar que a função primeira do trabalho é o nosso sustento"

    Isso foi falado imediatamente no primeiro parágrafo do artigo.
  • Paulo Eduardo  25/04/2014 23:10
    "A maioria das pessoas diz que um emprego serve para ganhar dinheiro". Utilizei a palavra sustento para enfatizar que uma coisa é receber dinheiro outra é receber um dinheiro tendo em vista sua produtividade e seu sustendo (nã estamos num mundo perfeito, até proque o Estado se apropria da produção do empresário e do trabalhador).
  • Lg  29/04/2014 20:02
    Seguindo a sua lógica vou virar estelionatário ou planejar assaltos, da muito mais dinheiro que a iniciativa privada.
    O problema da escolha entre iniciativa privada x funcionário público não é apenas o valor da remuneração, é um problema moral. Uma boa pessoa jamais aceitaria ser paga com dinheiro roubado, dessa forma a iniciativa privada é a única opção você pode ganhar dinheiro sem agredir ninguém.

  • Jão  25/04/2014 22:08
    Cara, você é autista? Desde quando trabalho é algo "ético", desde quando trabalho é algo "honroso"? Deixa eu te contar um segredo, se você gosta de trabalhar, você é exceção, as pessoas não são iguais a você, trabalhar sempre foi coisa pra necessitado ou pobre, não existe glória em trabalhar em um ambiente estupido cheio de gente que quer te comer vivo e no final o patrão começar a enrolar na hora do pagamento.

    Trabalhar não é prazeroso, é uma necessidade, e se alguns jovens mais afortunados não querem, aprenda a respeitar a decisão dos outros.
  • Jorge  27/04/2014 22:14
    Agradeça a aqueles que trabalharam para você poder cuspir na cara deles agora que trabalho é coisa para necessitados.

    Agradeça ao seu pai e sua mãe que ralaram para poder parir você em um ambiente em que você não precisa enfrentar leões na floresta, não precisa se preocupar com doenças tipo malária e febre amarela, não precisa esquentar a cabeça em procurar comida todo o dia.

    ENFIM MEU JOVEM: AGRADEÇA A AQUELES AUTISTAS QUE TRABALHARAM PARA QUE VOCÊ POSSA USUFRUIR DA SUA VABABUNDICE.
  • Paulo Eduardo  25/04/2014 22:43
    Tendo em vista o trabalho ser para o sustendo, mas os salários serem baixos, será que os jogens que estudam muito em vez de estarem fungindo simplesmente do trabaho não estão tentando ecapar do trabalho que não lhes dá um sustento?

    Outra coisa interessante é que certamente os melhores profissionais são da iniciativa privada, mas a maioria dos melhores recem formados são do setor público (que com o tempo perderão a vantagem que tinham para seus concorrentes de mercado, pela própria natureza do setor público). Compare a qualidade de um recem formado contratado por uma empresa (caso esta não possa lhe oferecer um salário alto), com o recem formado aprovado num concurso do poder Judiciário.

    Mas certamente este recem formado servidor público, logo logo se tornará um improdutivo funcionário, tendo em vista que o setor público não tem os meios para desenvolver este trabalhor ao qual no setor privado seria muito melhor aproveitado.
  • Roger  26/04/2014 00:55
    Para mim é muito óbvio o porquê dessa geração "nem-nem" não trabalhar e querer ficar só "estudando": estão se "preparando" para serem funcionários... do governo.

    Os pais pensam: se ficar em casa vai ter mais tempo para "estudar". Anos de estudo. Principalmente aqueles "estudos" para passar em concursos.

    E um governo cuja intenção seja esticar suas garras em toda a vida da população vai precisar de MUITA gente...
  • trabalhador  27/04/2014 22:31
    Por que o Neymar ganha milhões, enquanto os cortadores de cana ganha menos de um salário mínimo por mês? É por que o primeiro é trabalhador e os últimos são vagabundos?
  • empreendedor  27/04/2014 22:59
    A esquerda e sua tara quase erótica -- para não dizer psicótica -- com o tal "valor-trabalho"...

    Quem foi que disse que só é moral enriquecer tendo um trabalho fisicamente extenuante? Certamente o artigo nada fala sobre isso. Ao contrário, aliás. O autor nada menciona sobre seu irmão ter ficado rico sendo operário na construção civil, ou sobre ele próprio ter ficado rico limpando banheiro de lojas. O artigo fala sobre comportamento e caráter adquirido por meio do trabalho duro -- coisa que esquerdista jamais vai entender.
  • Gunnar  29/04/2014 18:59
    Não, trabalhador. É porque o Neymar possui uma habilidade rara, uma produtividade extremamente alta (no que ele faz: jogar bola) e altamente demandada, enquanto o cortador de cana possui uma habilidade extremamente comum, uma produtividade baixa e com uma demanda proporcionalmente baixa em relação à oferta.
  • mauricio barbosa  30/04/2014 18:06
    Trabalhador você se esquece de um detalhe Neymar e mais meia duzia de craques ganham milhões enquanto a maioria esmagadora dos jogadores de futebol registrados na CBF ganham salário mínimo,essa é outra falácia papagaiada por aí ao dizer que todos os jogadores de futebol são milionários,só os craques ganham fortunas por ele serem populares e atrair público,eu mesmo adoro ver Ronaldinho Gaúcho no meu time(Galão da Massa)e detesto ver os pernas de pau que lá ainda jogam,quanto aos cortadores de cana com certeza os mais produtivos são valorizados e os ganhos deles são proporcionais a sua produtividade e posso lhe afirmar que quando a demanda por este tipo de profissional for disputada a tapas,com certeza a remuneração será maior,mas claro numca será comparável a demanda por craques de futebol pois são atividades completamente diferentes e numca um cortador de cana será milionário devido a natureza da demanda por craques ser altíssima e sua oferta raríssima afinal não se encontram eles em qualquer esquina,já a demanda por trabalhador braçal é baixíssima devido a sua altíssima oferta.
    Portanto não confunda alho com bugalho,pois são coisas distintas.
  • jonhson  30/04/2014 17:20
    Divirto-me muito lendo esses artigos de vocês.O ódio absoluto contra os servidores públicos revela um desconhecimento profundo da realidade, beirando a paranoia.O real é racional,sabiam? Se existem servidores públicos, é porque há uma razão muito importante pra isso: SERVIR O POVO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, SEXO, IDADE OU RENDA.Ao contrário da iniciativa privada(que somente oferece serviços de qualidade a pessoas ricas, brancas e bonitas), o serviço público é democrático.
  • Astolpho  30/04/2014 17:27
    Muito mais divertido foi esse seu comentário. Ele rivaliza com os melhores stand-ups de Ricky Gervais. Você tem talento, garoto!
  • Philipe  30/04/2014 17:47
    Realmente johnson, vc tem futuro com a comédia. Abandone já seu cargo público e vá para o standup!!!
  • Douglas  07/05/2014 00:13
    Essa de servir o povo da melhor maneira possível realmente foi a piada mais sem graça do mundo que eu já ouvi. Não é à toa que numa entrada de uma repartição pública se vê a placa de desacato enquanto num supermercado você vê quando entra "Bem vindo" e quando sai "Obrigado e volte sempre". Dá pra ver realmente quem é que quer servir bem o povo e não apenas o branco rico de olho azul como fala nosso ator do Watchmen, o comediante.
  • dft  05/02/2015 21:56
    O oposto é verdade já que no serviço público os pardos e negros recebem vantagens como quotas. Brancos, asiáticos, etc. são discriminados racialmente.
  • anônimo  05/02/2015 23:28
    'Ao contrário da iniciativa privada(que somente oferece serviços de qualidade a pessoas ricas, brancas e bonitas)'

    Ah tá, descobri agora que vc vai na feira do seu bairro e vê que eles só vendem laranja pra pessoas ricas brancas e bonitas.
    Que palhaço. E eu tenho que sustentar ISSO.
  • & Johnson  06/02/2015 01:06
    Eu sou servidor público e lhe digo que o pessoal do IMB é até muito bondoso e gentil com essa gente. Servidores públicos, com raras exceções, são uma raça de preguiçosos, chorões, arrogantes, autoritários e dotados de um senso de auto-importância que ultrapassa o cômico e chega a ser patético.

    E se e existem servidores públicos, é porque há uma razão muito importante pra isso: FODER COM O CIDADÃO DE BEM E AUMENTAR O PODER DA ELITE QUE CONTROLA O ESTADO SOBRE A SOCIEDADE.
  • Francisco Seixas  02/05/2015 01:48
    "jonhson 30/04/2014 17:20:46"
    "Divirto-me muito lendo esses artigos de vocês.O ódio absoluto contra os servidores públicos revela um desconhecimento profundo da realidade, beirando a paranoia.O real é racional,sabiam? Se existem servidores públicos, é porque há uma razão muito importante pra isso: SERVIR O POVO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, SEXO, IDADE OU RENDA.Ao contrário da iniciativa privada(que somente oferece serviços de qualidade a pessoas ricas, brancas e bonitas), o serviço público é democrático."


    Perdoem-me a baixaria, mas...puta que o pariu, não acredito que eu li isso.

  • Meester Marcelo  06/05/2014 01:18
    E as bolsas de valores? Fazer dinheiro em cima de dinheiro através de especulação, sobretudo dos grandes conglomerados. Também defendo a liberdade econômica, com o fim do BNDES e Banco Central, mas é preciso ter bom senso.
  • Marcondes  06/05/2014 01:36
    Ué, não entendi. Bolsa de valores é algo totalmente democrático, qualquer um pode entrar e comprar qualquer ação que quiser. Por que você acha certo proibir isso?
  • jonhson  06/05/2014 20:56
    Se trabalho duro significasse riqueza, os negros brasileiros seriam a raça mais rica do mundo, porque trabalharam pesado por mais de 300 anos sem receber nada (e ainda trabalham duro ainda hoje, recebendo migalhas)...
  • Magic  06/05/2014 21:47
    Onde está escrito que trabalho duro significa riqueza? O texto em momento algum fala disso. O texto fala apenas sobre ética, algo que, supõe-se, deveria ser o norte da vida de cada indivíduo. Certo?

    Quem só pensa em riqueza e em boa vida são os materialistas, que têm horror a uma vida de disciplina e trabalho. Não sei se você se encaixa nessa descrição, mas o seu raciocínio sim.
  • David  15/07/2014 10:42
    Gostei muito do artigo, pois reflete a minha realidade! Sou advogado recém-formado e fui aprovado no meu primeiro Exame de Ordem, ainda no nono período do curso. Até o momento, porém, e já há seis meses, ainda não exerci a minha profissão. Vou fazer 25 anos em outubro. O texto reflete a minha vida, pois nunca precisei trabalhar! A única experiência que tive foi como estagiário no TJ e no MPF. Por que ainda não trabalhei? A resposta é uma velha conhecida por todos: estou estudando para concursos. Nem mesmo procurei emprego na iniciativa privada. Se me orgulho disso? Não mais. Estou com baixa autoestima, sentindo-me covarde e fraco. Não imaginei que seis meses só em casa estudando pudesse ser tão difícil. Nem minha namorada me olha com o mesmo tesão de antes. E eu a entendo. Minha família está na expectativa da aprovação, isso é o pior de tudo. Mas não aguento mais ficar em casa só estudando! Isso está acabando comigo, sinto-me um inútil. Trabalhar é uma necessidade moral, espiritual. Não há prazer melhor do que o de sentir-se útil!
  • Matias  06/02/2015 10:23
    ai vai uma ideia

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1055

    Outro exemplo americano muito ilustrativo vem da cidade de Portland, no estado do Oregon. Robin Smith havia trabalhado como técnica jurídica em um grande escritório de advocacia por vários anos, mas estava enojada com o fato de que os advogados de seu escritório cobravam altos honorários de seus clientes por um trabalho que era todo feito por ela, e honorários que a maioria das pessoas mal podia pagar. Sendo assim, ela se demitiu e abriu um negócio próprio, a People's Paralegal, Inc (algo como Assistência Jurídica do Povo). Durante vários anos, seu empreendimento se expandiu continuamente, oferecendo a baixo custo serviços que eram amplamente demandados, tal como esboço de testamentos e papelada para divórcios. Ela sabia que tinha de fornecer serviços de alta qualidade para poder ser aprovada pelo teste que realmente importa, o teste do mercado — e assim, ela se esforçou para fazer um bom trabalho, um trabalho que satisfizesse seus clientes. E ela de fato se saiu muito bem.
  • empresario  14/10/2014 02:41
    Achei muito oportuno o artigo na atual cojuntura q o pais passa, hoje vivemos numa inversão de valores causado por esse modelo de governo, o q tem que ficar claro para o povo e que se continuar esse modelo o Brasil vai quebrar e voltaremos a algum tempo não muito distante em que os salários do funcionalismo publico atrazava 2,3,4,5 meses em fim nao ha cargos pra todo mundo e preciso investir e incentivar o empreendoderismo
  • anônimo  29/04/2015 13:17
    Me arrependo ate hoje de ter começado a trabalhar somente aos 24 anos, pois meus pais diziam que eu "tinha que estudar".
    Hoje tenho imensas dificuldades por causa disso. Mas meu filho, hoje com 17 anos, já está trabalhando como aprendiz. Não passarei essa minha dificuldade para a próxima geração
  • anônimo  30/04/2015 03:11
    Vá ver se um médico que ganha dez vezes mais que você deixou de estudar pra trabalhar.Esse é o futuro do seu filho que você está matando, parabéns.
  • Ander  01/05/2015 16:55
    Sensacional... queria ter lido isso ou ter uma mentalidade mais empreendedor em meados da minha adolescência...
  • Roberto Carrer  13/12/2015 18:45
    Comecei aos 5 vendendo alface na rua, trabalhei em dezenas de negócios e sempre aprendendo,sorte de quem trabalha duro.

    O trabalho glorifica o homem.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.