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Mises ou Marx? O jogo

A Pequena Grande Crise 3: A Queda do Gigante é a terceira edição da franquia de jogos que tem como alvo as principais crises mundiais. Nesta edição, o jogador assume o comando da política econômica no Brasil em 2011 e, desta vez, conta com uma dupla inusitada de conselheiros: Carlos Max e Milton Mises.

Aumentar ou reduzir os gastos do governo? A Petrobras deve alinhar o preço da gasolina com o mercado internacional? Congelar preços? Utilizar contabilidade criativa nas contas públicas? Utilizar recursos públicos nas obras da Copa do Mundo? Aumentar o papel do estado na economia? São umas das várias questões abordadas ao longo do jogo.

A cada decisão uma consequência, a qual pode ser desde a redução da inflação e crescimento da economia, a hiperinflação e uma série de protestos populares por todo país. E no momento da decisão é possível consultar as opiniões de Mises e Marx. Mises nos ensinou que a economia praxeológica é uma ciência de causa e consequência. Ela se limita a dizer que, se a medida X for adotada, ocorrerá, ceteris paribus, Y; mas não diz nada sobre se Y é desejável ou não.

Mises é apenas um conselheiro do governo, e não possui o poder de fazer tudo que quer — as opções são limitadas. Por exemplo, em certa etapa do jogo, quando perguntado sobre qual deveria ser a taxa de juros fixada pelo governo, Mises diz que essa taxa deveria ser decidida pelo mercado e que se dependesse dele, o Banco Central nem existiria, mas deve-se escolher uma porcentagem para segui o jogo. E para os que conseguirem fazer com que o final do jogo seja um Brasil próspero, terão uma surpresa no encerramento com uma consideração do conselheiro Marx sobre o "Y" alcançado.

Além dos três finais possíveis, outro grande diferencial é que os principais dubladores do país, como Marcio Seixas, Gilberto Baroli, Miriam Fisher, emprestaram suas vozes aos personagens. Mas o surgimento de um jogo de economia extremamente bem produzido como este em que Mises é um dos personagens não é fruto do acaso.

Em janeiro deste ano, o vice-presidente do Mises Brasil relatou em um artigo que percebia que há alguma coisa acontecendo. Ele escreveu:

É possível perceber que já há algo de diferente na atmosfera intelectual.  Não é exagero dizer que já respiramos um ar diferente.  São vários os sintomas que me levam a encarar desta maneira otimista a nossa realidade.

. . . é a irradiação das ideias que irá influenciar o potencial de cada indivíduo em determinado campo.  Quando houver um número significativo de intelectuais conhecedores dos fundamentos das ideias da liberdade, e quando a ideia já estiver disseminada de forma abrangente a ponto de estar em contínuo debate, aí sim a potencialidade dos indivíduos alcançará seu paroxismo em cada campo.

Somente então os empresários entenderão os benefícios e a justiça da liberdade influenciando suas organizações e seus pares, os quais sofrem diariamente com o esbulho estatal.  Produtores culturais colocarão a criatividade a serviço das ideias da liberdade.  Oradores e aglutinadores de talento surgirão como opção política tendo sua formação influenciada pelas ideias da liberdade.  E aí finalmente a mudança na sociedade será sentida e os frutos da liberdade poderão ser vivenciados por todos.

As ideias de liberdade estão ganhando momento e já começam a ser refletidas em iniciativas como estas. Mises ser ouvido pelo governo, mesmo que seja em um jogo virtual, já é uma novidade muito bem vinda deste novo ambiente de conhecimento que começa a tomar forma. Mises ou Marx, os conselhos de quem você irá seguir? O jogo está disponível de forma gratuita no site http://www.pgc3.com.br/.

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2 votos

autor


  • Josias Luna  03/04/2014 19:50
    Excelente! Vou começar agora.
  • Cristiano  03/04/2014 20:02
    Ganhei!
  • Carlos  03/04/2014 20:55
    Que vacilo, congelei os preços e o jogo simplesmente acabou! Isso parece distorção e alienação de neoliberal...
  • Lucas Silva  03/04/2014 22:39
    O jogo acaba porque economia planificada acaba com qualquer país, olha a venezuela por exemplo, se você acha que ela é uma grande nação, vá pra lá!!
  • Carlos  04/04/2014 14:41
    Nada, é que fascistas neoliberais criaram o jogo cheio de regras enviesadas mesmo. O que há de errado em congelar os preços para os mais pobres poderem comprar? Vou dizer o que há de errado: os burgueses opressores nazifascistas imperialistas sionistas e neoliberais, que só pensam no lucro e não no pobre e prefere ver este morrer de fome do que vender seus produtos mais baratos.



    [/sarcasm]
  • Lucas Silva  06/04/2014 21:35
    Hahahahaha, pensei que estava falando sério quando reclamou que congelou os preços e o jogo acabou! heheh
  • Alex  28/05/2014 00:19
    Se o estado intervém muito cria um povo pacato e sem vontade de trabalhar e superar limites. Basta ver a notícia: O Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará foi orientado a montar um curso juntamente com o SENAI para preparar costureiras. O curso foi oferecido a 500 mulheres cadastradas no programa Bolsa Família, do governo federal. No final, todas receberam certificados.

    O papel do Sinditêxtil era empregar as novas costureiras, já que falta mão de obra. As 500 mulheres foram chamadas para trabalhar, mas nenhuma quis ser funcionária da indústria têxtil, optando pelo dinheiro do Bolsa Família. A desculpa para a recusa: "o bolsa família é pra sempre".
    E agora, meu caro, aumenta o bolsa família e eu e você teremos que começar a trabalhar mais, pagar mais imposto para mais gente se manter na mamata. A única coisa que tira uma pessoa da pobreza é o trabalho, não o assistencialismo. Ensina-se o povo a pescar, dá a vara e a isca, mas quem tem que pescar e fritar o peixe é o próprio povo, e no fim do percurso deixe que busque uma vara e uma isca melhor por conta própria. Aí sim você vai ter justiça social. Ademais somente com educação, mas não com o modelo educacional que temos atualmente no Brasil, este modelo socialista, baseado em vigotski, valon, freire, marx, kant e essa bandalheira toda. Bom para isto, enterra o pt, o pv, o pcdob, o pmdb, o psdb, e começa a criar outro partido com pessoas com o mesmo ideal e vontade, partido este? PD Partido de Direita.
  • anônimo  04/04/2014 10:17
    Pois é, quem diria que fazer isto, apesar de amplamente testado e reprovado em todos os cantos do planeta, seria como dar um tiro na própria cabeça, não?
  • Rhyan  03/04/2014 21:33
    Hhahahaha, os outros jogos da série também são liberais?
  • Felipe  03/04/2014 23:01
    Não, o primeiro jogo é da crise 2008 , se Você não salvar os bancos, o mundo entra em uma grande crise, o primeiro jogo é keynesiano
  • Rhyan  03/04/2014 23:43
    Agora não lembro se joguei na época. Talvez seja esse o jogo, liberais do orkut mandavam emails pra ele explicando que a economia funcionava assim como no jogo. Se for o mesmo, os emails funcionaram, hehehe. Obrigado!
  • Richard Rytenband  03/04/2014 23:46
    O primeiro jogo foi feito com total ironia! Veja do começo ao final e fique atento principalmente ao final "bom" e perceberá a sutileza.
    Este jogo foi feito em 2008, e mesmo na época foi levantada esta questão, mas alguns rapidamente perceberam a ironia do jogo e a dura crítica as formas de intervenção que só criam mais distorções e bolhas na economia!
  • Karlyzian  04/04/2014 00:36
    Excelente Iniciativa!!!
  • Lopes  04/04/2014 03:24
    Extremamente divertido e todos os envolvidos merecem tributos pelo belo trabalho escrito e grande valia gráfica.

    Entretanto, receio que o 'Típico Filósofo', quer dizer; Carlos Max, fosse substituído por uma caricatura de Gesell, Keynes ou Samuelson. Se sua função é aproximar quem o assiste, substitui-lo-ia por Stálin, FDR, Hitler ou Mussolini. Apesar de Marx compor a leitura de travesseiro da tradição econômica brasileira e os comunistas latinos serem estupidamente apaixonados pela bandeira marxista (vide os trabalhos petistas para justificar suas políticas com termos marxistas, como 'Acúmulo de Capital e Reformas Neoliberais' - perdoe-me se já esqueci o nome da pérola), o Karl Marx original, creio eu ao menos, não chegaria a abraçar a agenda desesperada de motor estatal de desenvolvimento, gastos sociais (que apenas atrasam o grandioso sacrifício revolucionário) e protecionismo.

    Caso apareça um comunista da mais velha intelligentsia, ele poderá contra-argumentar frente à caricatura. Apesar de ser virtualmente impossível que a típica massa de manobra universitária verifique uma contradição em seu próprio arcabouço argumentativo.

    Pesquisando, há um bom artigo do Leandro a respeito de Marx VS Keynes e os outros jargões esquerdistas do Carlos Marx:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1608
  • Carlos  04/04/2014 13:34
    Talvez um Keynesson Marx fosse melhor. Também achei que Keynes representasse melhor o personagem.
  • Típico Filósofo  04/04/2014 03:57
    Sentei-me a jogar por horas e após inúmeras tentativas, afirmo: Está quebrado.

    Decidi distribuir o jogo entre colegas da repartição da pública de onde trabalhamos pela melhora do país. Submeteram-se ao jogo os melhores: profissionais concursados que passaram horas de serviço a explorar as opções do jogo e decifrar o consultor reacionário; ex-radialistas universitários, sindicalistas praticantes do funcionalismo público (que por boa ventura do destino revolucionário-dialético, estavam em greve todos ao mesmo tempo), professores de economia com grande renome entre as federais e Unicamp além de amigos do meio artístico que militam há décadas contra o grande capital (seus fundos advém do poder público para fins de valorização da cultura nacional).

    E após horas, nenhum de nós obteve resultados positivos! Serve-nos de evidência de que o jogo está claramente mal codificado (devido à ausência de fiscalização do poder público entre seus patrocinadores, é evidente).

    Como pôde o gasto público gerar empobrecimento da população? E quanto ao efeito multiplicador da macroeconomia? Data venia, é absurdo que não tenha sido implementado.

    Por que o aumento do funcionalismo público e concessão de subsídios não gera acúmulo de capital básico? É absurdo que em pleno século XXI ainda exista o erro de crer ser falho não punir a incompetência e ao financiar profissionais que não dependem de que seus serviços funcionem para que seus cargos existam. A lógica capitalista de lucros e prejuízos é absurda.

    Como pode não haver a opção de culpar os EUA e a especulação do grande capital pelo fracasso do congelamento de preços para que criemos paz social e prossigamos com a estratégia dialética (ao livrar a população de futilidades impostas pela brutal lógica capitalista de produção, vide o papel higiênico)?

    Permaneço no aguardo de que o autor logre corrigir os erros presentes no programa.
  • Daniel Ribeiro  04/04/2014 15:35
    Então, eu achei o jogo bem divertido. Joguei por algumas horas para tentar descobrir todos os finais possíveis, e se me permite, gostaria de discutir alguns deles:

    1) Final feliz: Sempre que perguntado, eu mantinha as Receitas, reduzia o gasto com Pessoal, mantinha o gasto com investimentos e reduzia o gasto com programas sociais. Ao longo do jogo, eu recusei as ideias do Mantena e dos artistas, e aceitei o plano da Petronas para aumentar o combustível. Recusei a ajuda para a Copa do mundo e Mantive a taxa de juros sempre em 10% e não intervia para mudar o câmbio.

    O final é a sociedade produzindo muito e todos felizes.

    2) Final triste: Sempre que perguntado, eu mantinha as receitas, pessoal, investimentos e programas sociais. Aceitei os planos do Mantena e recusei o da Petronas. Mantive a taxa de juros sempre em 4%. Aceitei a proposta dos artistas, do mais médicos área 51 e da copa, e intervi algumas vezes, hora para valorizar a moeda, hora para desvalorizar. A inflação, fora de controle. Então o Carlos Max sugere congelar os preços e eu aceitei.

    O final é os supermercados sem produtos básicos e a sociedade quebrada.

    3) Final que eu não entendi: Sempre que perguntado, eu reduzia as receitas, pessoal e programas sociais, e aumentava investimentos. Não aceitei os planos do Mantena, aceitei o da Petronas, nunca intervi no câmbio e coloquei a taxa de juros em 20%.

    No final, parece que o povo virou zumbi (???), e o Mises (sim, é o Mises, não o Max) se transforma em um diabo, dizendo algo como "quanto mais pobres ficam, mais precisam de nós", e sai dando uma risada maléfica.

    Eu realmente não entendi esse final... Alguém ai pode me explicar?
  • Guilherme  04/04/2014 15:56
    Sobre o item 3, certamente era Marx e não Mises.
  • Daniel Ribeiro  04/04/2014 17:49
    É verdade... Eu me confundi. Joguei de novo e realmente, quem vira o diabo é o Carlos Max, não o Mises.
  • Carlos  04/04/2014 16:31
    Eu consegui o final 3 de um jeito diferente. Mas no apocalipse zumbi Marx vira um diabo. Ele está num bunker junto com alguém que me lembro ser o Mantena.
  • Daniel Ribeiro  04/04/2014 18:50
    Então, mas a dúvida sobre o terceiro final ainda continua.

    Se eu reduzi os gastos (e aumentei os investimentos), e mantive a taxa básica de juros bem alta (20%), porque é que a sociedade ficou "pobre"?

    No total as despesas diminuíram e os investimentos aumentaram. Se as receitas também diminuíram (impostos mais baixos), então todos deveriam estar felizes, não?

    E os gastos com investimentos ficaram altos, o que geralmente é uma coisa boa.

    Mises prega a pura e simples austeridade? Simplesmente fechar o bolso e pronto?
  • Schumpeter  04/04/2014 19:52
    Lembre-se que investimento do governo é gasto puro e simples. Sendo assim, como ficaram seus déficits? Você disse que cortou impostos mas aumentou gastos com investimentos. Creio que seu déficit deve ter aumentado bastante.

    E a questão dos subsídios (esporte, cultura, assistencialismo, saúde etc.)? E a intervenção no câmbio?
  • Marcos  09/04/2014 17:02
    Você olhou se estava diminuindo o déficit? Baixar impostos é bom, mas é necessário cortar despesas em um patamar superior a diminuição na receita, senão a conta não fecha.


    Cortei receitas e despesas e todo mundo ficou feliz. Mas o diabo continuou aparecendo no final hehehe

    Mantive a taxa de juros em 9% e depois em 14%. Não fazia a menor idéia de onde fixar, já que não tinha noção da taxa praticada pelo mercado.
  • Lopes  05/04/2014 01:23
    O final 'estranho' é uma alegoria ao 'mais do mesmo', à Cuba e ao Foro de São Paulo. Verifique o seguinte:

    - Os médicos do 'Mais Médicos Área 51' são marcianos. No fim, é revelado que Mantega e Carlos Max colaboram junto aos marcianos, já que pela janela é possível vê-los a torturar brasileiros. Trata-se de uma alegoria mordaz ao Foro de São Paulo (que são representados como conspiradores ligados aos marcianos), à influência dos burocratas de Cuba (os marcianos) e às conexões entre os partidos comunistas pela América Latina; que é revelada apenas neste final, em que Carlos Max e Mantena conspiram. É simplesmente um 'mais do mesmo', em que o ciclo recomeça; o deficit e a inflação voltaram a crescer, o plano de resgate do Mises foi esquecido e as circunstâncias retornaram ao ponto de partida. Trata-se do ciclo de estatismo latino.

    Basta notar que o planeta que surge ao fim do jogo neste final não é a Terra, porém Marte (que seria o equivalente à Cuba), evidente de que no fim de tudo, com o fim de qualquer iniciativa, o Brasil se tornará uma outra Cuba.
  • Elias  05/04/2014 19:13
    Reduzi tudo: receita, gastos com pessoal, investimentos e programas sociais. Deixei os juros sempre em 20% e não intervi na taxa de câmbio. Mas ainda teve o final do Marx virando diabo.

    Não sei se entendi direito, mas interpretei como uma alegoria ao fato de que, não importa o quanto sejamos desenvolvidos, a inveja é indestrutível.
  • Guilherme  05/04/2014 19:37
    Correto. Marx sempre vira diabo no final, pois, não importa quão boa a economia esteja, ele sempre estará advogando o confisco de renda.
  • Marcelo Werlang de Assis  05/04/2014 21:04
    Muito legal!

    Fantástico!
  • Rafael Micheviz  12/04/2014 18:57
    Genial!!!
  • Eduardo  27/04/2014 04:04
    Excelente iniciativa e excelente material. Sugiro todos divulgarem ao máximo para inundarmos a sociedade com o conhecimento economico de Mises.
  • anônimo  06/08/2014 18:31
    Governo pagará até R$ 100 mil por apps e games 'sérios'

    Veja só como até a comunidade gamer está antenada:

  • anônimo  07/08/2014 09:29
    Vamos dar LIKE e ajudar a divulgar
  • luiz claudio martins reis  14/08/2014 18:43
    É possível comprar esse jogo, ou os outros? Como eu faço para tê-los ou usar em sala, na aula sobre Liberalismo x Intervenção Estatal?
  • Lopes  14/08/2014 19:47
    Para usá-los em sala, creio que apenas indo ao site por um computador e jogar. São gratuitos, mas apenas esta edição traz conhecimento da escola austríaca. As outras são puramente intervencionistas.


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