Os habitantes de Veneza votaram para se separar da Itália - o que isso significa para a Europa?

Com 89% dos votos a favor, os cidadãos de Veneza decidiriam em um referendo se separar da Itália (veja a notícia em italiano, em inglês e em português). 

Na prática, o que isso realmente significa é que os venezianos não mais estão a fim de serem obrigados a pagar impostos para sustentar Roma.  Aparentemente, os venezianos — que residem naquela que foi a histórica capital de uma das mais ricas e mais bem-sucedidas repúblicas da história da humanidade — não querem mais subsidiar os notoriamente corruptos burocratas de Roma.

O sul da Itália sempre foi considerado pelos habitantes do norte — que é mais rico, mais limpo e mais eficiente — como um sorvedouro de recursos.  Os habitantes do norte trabalham para sustentar, via impostos, o dolce far niente dos habitantes do sul.  De acordo com a reportagem do jornal The Daily Mail, já há movimentações para estender o movimento secessionista para outras áreas do norte da Itália.

Um dos organizadores do movimento secessionista é seguidor das ideias de Hans-Hermann Hoppe:

O ativista Paolo Bernardini, professor de história europeia da Universidade de Insubria, em Como, no norte da Itália, disse que 'já era hora' de Veneza voltar a ser um estado autônomo.

'Embora a história jamais se repita, estamos hoje vivenciando um forte retorno ao arranjo de pequenas nações, de países pequenos e prósperos, capazes de interagir entre si em um mundo globalizado.'

'O povo veneziano percebeu que somos uma nação digna de autonomia e que não mais deve ser abertamente oprimida por uma burocracia longínqua.  Todo o mundo está se movendo em direção à fragmentação; trata-se de uma fragmentação positiva, em que as tradições locais se misturam às trocas comerciais globais'.

Luca Zaia, membro da separatista Liga do Norte, exultou: "O desejo e o clamor pela secessão estão crescendo de forma muito robusta.  Estamos apenas no Big Bang do movimento separatista — mas revoluções são originadas de fome, e estamos muito famintos.  Veneza pode agora se libertar."

A nova Repubblica Veneta seria formada por cinco milhões de habitantes da região de Veneto.  Caso a secessão de Veneza realmente aconteça, a região da Lombadia e a província de Trento provavelmente farão o mesmo, gerando uma profunda partição da Itália.

Naturalmente, as grandes nações-estado da Europa odeiam — e estão apavoradas com — ocorrências como essa.  Porém, como bem sabe qualquer um que conheça minimamente a história da Europa, não há praticamente nenhuma "tradição" no atual formato das fronteiras europeias.  Logo, os burocratas das grandes nações simplesmente não têm argumentos para dizer que as "tradições" devem ser mantidas.  O atual formato da Itália foi desenhado por políticos, assim como o da Alemanha, que foi moldada à força por políticos autoritários como Otto von Bismarck, que obviamente odiava o liberalismo clássico e o capitalismo com todas as fibras do seu ser.

A Europa em polvorosa

Os movimentos secessionistas estão se espalhando por toda a Europa.

A ilha de Sardenha também quer se separar da Itália e se tornar uma nova Suíça.

Ao prepararem seu referendo, os venezianos foram à Escócia para observar todos os preparativos que estão sendo feitos pelo Partido Nacional da Escócia para o referendo que irá ocorrer no dia 18 de setembro deste ano.  A intenção dos escoceses é abolir o Tratado de União de 1707, e com isso se separar em definitivo da Inglaterra.

Também observando os preparativos da Escócia estavam representantes da Catalunha, que irão fazer um referendo similar no segundo semestre para se separar da Espanha.  Secessionistas do País Basco também estavam presentes na Escócia.

Em um relatório publicado recentemente intitulado de "A Europa sob julgamento", uma pesquisa feita com 20.000 britânicos descobriu que a Rússia (antes da crise com Kiev e da anexação da Criméia) era vista mais positivamente do que a União Europeia e o Parlamento Europeu.

Por uma diferença de 49 a 31, os cidadãos da Grã-Bretanha acreditam que os custos da filiação à União Europeia sobrepujam os benefícios, e estão igualmente divididos, 41-41, sobre se devem ou não sair totalmente da União Europeia.

O primeiro-ministro britânico David Cameron já marcou para 2017 um referendo sobre a continuidade da filiação à União Europeia.  Ao que tudo indica, o Partido Trabalhista britânico — até então o mais favorável à manutenção da união —, percebendo a impopularidade de UE, também parece mais aberto a alterar o tratado da UE e a fazer um referendo para se despedir da Europa caso voltem ao poder em 2015.

Por que a UE está sob esta crescente pressão centrífuga?  Por que várias nações da Europa estão no limiar da secessão?

Não há uma explicação única ou simples.

Veneza e todo o norte da Itália se sentem explorados.  "Por que temos de subsidiar um sul que é menos trabalhador e mais preguiçoso, e que consome os impostos que geramos aqui?", perguntam eles.  Vários italianos do norte acreditam terem muito mais em comum com os suíços do que com os romanos, napolitanos e sicilianos.

Na Bélgica, a região de Flandres pensa o mesmo sobre os valões.

Escoceses e catalães acreditam ter uma cultura, uma história e uma identidade totalmente distinta das nações às quais pertencem.

Por toda a Europa, há também um temor de que o caráter étnico de seus países esteja sendo alterado permanentemente, e contra a vontade de sua população.  Búlgaros, romenos e ciganos chegam em levas do Leste Europeu, buscando asilo e refúgio econômico no lado ocidental.  Migrantes desembarcam aos milhares anualmente na ilha italiana de Lampedusa e nas Canárias espanholas.  Recentemente, o The New York Times relatou um surto de 80.000 migrantes africanos buscando refúgio nos pequenos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilha na costa do Marrocos.

O objetivo dessas pessoas desesperadas?  Usufruir o rico estado assistencialista oferecidos pelos países do Velho Continente.  Pessoas reagem a incentivos e, se há o estímulo do assistencialismo, é impossível conter o desejo delas.  A culpa não é dos imigrantes, que compreensivelmente querem melhorar de vida, mas sim do generoso estado assistencialista, que utiliza os impostos incidentes sobre a população que trabalha para bancar os privilégios de quem não trabalha.  E os gastos dessa "caridade" não param de crescer.

Obviamente, aqueles que sustentam tudo isso já estão previsivelmente fartos, e buscam na secessão uma maneira de preservar suas riquezas.

Os filhos da Europa estão hoje se rebelando contra as consequências daquilo que seus pais, paralisados pelo temor do politicamente correto, se recusaram a atacar.

Era previsível, foi previsto, e vai acontecer.

O futuro

No caso específico de Veneza, será interessante ver o que Roma irá fazer.  Será que seus burocratas mandarão um exército para coletar seus impostos?  Talvez irão apenas fazer uma guerra cultural e recorrer a algum tipo de campanha de ódio contra os venezianos, apelando a um suposto patriotismo italiano.  Essas coisas quase sempre funcionam.

Dado que Obama recentemente declarou que todos os movimentos de secessão são ilegítimos (exceto aqueles apoiados pelo governo americano, é claro), ainda não dá para prever qual será o apoio que Veneza pode esperar da comunidade internacional.

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Em uma entrevista concedida em 2004, Hans-Hermann Hoppe falou sobre as vantagens de um arranjo formado por países pequenos e independentes:

Ao contrário, a maior esperança para a liberdade vem justamente dos países pequenos: Mônaco, Andorra, Liechtenstein, e até mesmo Suíça, Hong Kong, Cingapura, Bermuda etc.  Quem preza a liberdade deveria torcer e fazer de tudo pelo surgimento de dezenas de milhares destas entidades pequenas e independentes.  Por que não uma Istambul e uma Esmirna livres e independentes, que mantêm relações cordiais com o governo central da Turquia, mas que não têm de pagar impostos e nem receber repasses, e que não mais reconhecem as leis impostas pelo governo central, pois têm as suas próprias?

Os apologistas de um estado forte e centralizado alegam que tal proliferação de unidades políticas independentes levaria à desintegração econômica e ao empobrecimento.  No entanto, não apenas a evidência empírica contradiz esta alegação — todos os pequenos países citados acima são mais ricos que seus vizinhos —, como também uma reflexão teórica mostra que tal alegação não passa de mais um mito estatista.

Governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias.  Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas.  Toda e qualquer interferência governamental sobre o comércio exterior leva a um empobrecimento relativo, tanto no país quanto no exterior. 

Porém, quanto menor um território e seu mercado interno, mais dramático será esse efeito.  Se os EUA adotarem um protecionismo mais forte, o padrão de vida médio dos americanos cairá, mas ninguém passará fome.  Já se uma pequena cidade, como Mônaco, fizesse o mesmo, haveria uma quase que imediata inanição generalizada.

Imagine uma casa de família como sendo a menor unidade secessionista concebível.  Ao praticar um livre comércio irrestrito, até mesmo o menor dos territórios pode se integrar completamente ao mercado mundial e desfrutar todas as vantagens oferecidas pela divisão do trabalho.  Com efeito, seus proprietários podem se tornar os mais ricos da terra.  Por outro lado, se a mesma família decidir se abster de todo o comércio inter-territorial, o resultado será a pobreza abjeta ou até mesmo a morte.  Consequentemente, quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.

Por fim, irei apenas mencionar, mas sem no entanto adentrar em detalhes explicativos por pura falta de espaço, que a secessão também promoveria uma integração monetária e levaria à substituição do atual sistema monetário baseado em moedas fiduciárias nacionais — que flutuam entre si e se desvalorizam diariamente — por um padrão monetário baseado em uma commodity totalmente fora do controle dos governos.  Em suma, o mundo seria formado por pequenos governos liberais e seria economicamente integrado por meio do livre comércio e por uma moeda-commodity internacional, como o ouro.  Seria um mundo de prosperidade, crescimento econômico e avanços culturais sem precedentes.

______________________________________

Participaram deste artigo:

Ryan McMaken, editor do site do Ludwig von Mises Institute dos EUA

Patrick Buchanan, co-fundador e editor da revista The American Conservative, e também autor de sete livros, dentre eles Where the Right Went WrongA Republic Not An Empire, e o polêmico Churchill, Hitler, and the Unnecessary War

Hans-Hermann Hoppe, membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society.  Recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha.  É o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"O Warren Buffett tem uma frase que para mim é sensacional, certa vez ele disse que "você deve confiar o seu dinheiro apenas a única pessoa que você tem certeza que nunca irá lhe passar a perna, você mesmo!".

Se for para investir em fundos ou qualquer outra aplicação gerida por terceiros prefiro ficar na renda fixa mesmo."

Isso me deixou curioso. Pelo que eu saiba o Warren Buffett investe em fundos de ações.

E mais, muitos empresários(ou trabalhadores que ganham muito) quando tem uma rentabilidade que deixa uma margem para investimentos pessoais, ele não o faz sozinho e sim por meio de holdings familiares apenas e exclusivamente para isso, e essas holdings são geridas por terceiros ou as mesmas se associam com um private banking de um banco ou vários bancos.
Pego exemplo o Abílio Diniz, ele tem a Península Participações, onde por meio desse fundo ele investe em outros fundos, ações, títulos e etc. Aliás os próprios banqueiros fazem isso, eles não colocam todo o dinheiro em seu próprio banco para investir, e investe parte dele em fundos de investimentos.
Os empresários que venderam recentemente suas empresas parece ser a regra, a grande maioria deles investem em fundos de invetimentos ou private banking porque não conhecem ou não sabem como gerir o dinheiro que auferiram na venda de sua empresa.

Portanto fica as seguintes perguntas: O private banking(clientes ricos) acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?
Investir em um fundos de investimentos acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?

Obs: Se a resposta for sim em todas as respostas, então vocês deveriam falar isso para os bilionários do private banking e dos fundos de investimentos que eles estão fazendo errado em confiar seu dinheiro em terceiros e começar a agir diferente, investir sozinho seus próprio dinheiro. E o que falar dos bancos de investimentos? Era para o UBS já ter ido a falência, porque obviamente os bilionários não são burros.
Sr. Capital Imoral

O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

" Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
e liberdade".

Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





13 horas

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • me  27/03/2014 14:24
    Existe conteúdo para falar sobre este assunto no Brasil?
  • Secessionista  27/03/2014 14:29
    Não. A simples menção do assunto faz com que o cidadão seja imediatamente tachado de racista e preconceituoso. Aí, com medo, ele se cala.

    No entanto, no Facebook, é possível encontrar comunidades sobre secessão, majoritariamente de paulistas e gaúchos. A secessão do RS, em particular, seria excelente para o restante do país: eles manteriam os petistas gaúchos -- os piores do país -- confinados em suas fronteiras em vez de mandá-los para Brasília para criar leis e regular nossas vidas.
  • anônimo  27/03/2014 16:33
    Por outro lado, perderíamos excelentes liberais e libertários gaúchos, que não são poucos. Ao menos na via política.
  • Odai  28/03/2014 02:08
    Acabou de falar em preconceito mas praticou preconceito contra os petistas gaúchos kkk
    não sou petista pra ficar defendendo só achei que vc se contradisse
  • Cacau  28/03/2014 20:58
    Verdade o que vc disse, sou separatista mas por razões óbvias, o Brasil dividido em 5, tem muito mais chance de haver 5 países desenvolvidos e não 1 grande país subdesenvolvido. Mas a limitação dos brasileiros é o pior entrave.

    Na cabeça deles se separar eles não conseguem nem imaginar países com suas novas leis, tributações, etc. Afinal existem diversos países na Europa com menos recursos físicos e são altamente desenvolvidos. Não enxergam que se abre literalmente um mundo de opções para o comércio, turismo etc.

    Acredito que tudo isso se dê pelo fato do Brasil ser um país tão ruim, mas tão ruim que para eles o Brasil ter proporção continental é uma coisa boa, uma vantagem.

    As 2 maiores economias do mundo tem territórios gigantescos, grande população e ideologias opostas, e como podemos ver nenhuma delas consegue nivelar o país. Existem estados/províncias pobres e ricas.
  • Occam's Razor  27/03/2014 17:49
    Não li o artigo todo mas gostaria de dizer que fico muito feliz em ver que a rejeição à centralização política ainda tem força no mundo. Muito bom!
  • Occam's Razor  27/03/2014 20:29
    Oops! Esse comentário não era para ser postado como resposta a outro comentário e sim como opinião geral relacionada ao artigo. Minhas desculpas.
  • Diego  28/03/2014 16:22
    Aqui no Brasil, basta não idolatrar Marx que você já é racista, reaça, misógino e essas outras palavras que praticamente só existem no vocabulário dos comunas. De qualquer modo, não dá pra comparar Itália com o Brasil.
  • mauricio barbosa  27/03/2014 14:43
    Existe no âmbito regional grupos querendo a separação entre estados tais como,estado do Triângulo e São Francisco em Minas Gerais,Tapajós e Solimões no Pará,esses casos eu conheço,agora separação de fronteiras até hoje não.
  • Leonardo Faccioni  27/03/2014 15:19
    Mauricio, o problema dos supostos movimentos secessionistas intra-estaduais é que sua motivação é diametralmente oposta àquelas dos movimentos propriamente separatistas. A criação de novas unidades federativas mediante desmembramento das atuais é sonho burocrático: dividem-se os estados para que multipliquem-se as estruturas administrativas, com a geração de milhares de novos empregos estatais, de senadores e deputados a mordomos e faxineiros dos necessários paços governativos. Adviriam novo Executivo, nova Assembleia, novos tribunais de justiça e de contas, nova Receita, novas secretarias..., tudo a se somar às já existentes, que permanecerão hígidas nos estados originários. Uma orgia para a população concurseira e um desastre ao contribuinte, eis que tantos novos aparelhos serão instalados mediante repasses federais renovados.
  • mauricio barbosa  27/03/2014 19:30
    Leonardo Faccioni a proposta de dividir estados não é tão ruim como você pensa é claro que aumentaria a burocracia e outros gastos,mas aproximaria o eleitor a capital, diminuindo a distância que existe hoje,por exemplo os norte-mineiros estão a 450 KM de Belo Horizonte e os triangulinos a 700 KM,ou seja a criação de novos estados nessas regiões aproximaria-nos do poder e isso os governos centralizadores não querem de jeito nenhum pois sabem que esta divisão propiciara a queda deles num futuro vindouro...
  • Leonardo Faccioni  27/03/2014 20:25
    Compreendo, Maurício, e em princípio concordo com o seu postulado. Como o próprio Hoppe sugere (com muito mais propriedade, dispensável dizer), quanto menor a circunscrição territorial abrangida por um aparato político, melhor: seja pela limitação dos meios à sua disposição; seja pela facilitação de sua fiscalização (observar os atos do vizinho dispensa intermediários); seja - e por isso invoco Hoppe - pela possibilidade de concorrência entre administrações próximas.

    Ocorre que todas essas virtudes trazem, como condição de sua possibilidade, a autonomia dos corpos políticos reciprocamente considerados. Quando menos, devem obedecer ao antigo princípio católico (cujo paradigma é a Idade Média) de subsidiariedade, que, resumidamente, estabelece como competência dos corpos menores tudo aquilo que sejam capazes de bem executar sem interferência dos corpos maiores.

    O modelo federativo brasileiro opera, na prática, com a inversão do princípio de subsidiariedade. Nesse contexto, estados e municípios não são verdadeiros entes políticos, mas simples delegados do poder central, onde os recursos e as decisões efetivamente confluem. Sob a configuração administrativa atual, repartir territórios que serão submetidos a regimes legais compulsoriamente idênticos não implica qualquer "empoderamento" das populações locais, e sua única conseqüência real é a necessidade de sustentar, com a metade dos contribuintes, o dobro dos burocratas.
  • Daniel  28/03/2014 08:21
    O princípio federalista no pais é uma fachada imensa, aliás é inexistente.

    Dado a cultura do pais eu sou mais pela extinção da UF Estado, mantendo apenas a União e Município. Não faz nenhum sentido as federações estaudais no pais. Não possuem nada de autonomia e só se prestam a criar a malfadada estrutura burocratica-estatal.

  • anonimo  27/03/2014 20:29
    Moro no Tocantins e o Leonardo está correto. O estado inteiro gira em torno do funcionalismo público, creio que tem um dos maiores cabides de emprego "per capta" do brasil (depois de Brasília, obvio), e mesmo que a separação trouxe sim avanço para região, não há argumento econômico para tal feito, pois com duas décadas de estado ainda nos encontramos mamando na teta do estado sem geração de riqueza. Digo de minha experiencia pessoal que o Tocantins é um roubo de todos os Brasileiros que pagam impostos.
  • Diones Reis  27/03/2014 15:23
    Estas separações que você mencionou, ao meu ver são as piores possíveis, pois separações de regiões, visando ser novos estados numa mesma federação (Brasil), só vai ter como resultado o aumento do número de políticos e burocratas, que deverão ser recompensados com verbas vindas de Brasília.
    Taí o exemplo de Tocantins e Mato Grosso do Sul, e se depender de muita gente oportunista, não vai parar por aí.
  • Rafael Franca  28/03/2014 12:33
    Dione o MS recebe 3% a mais do que contribui em tributos federais, uma simples enxugada nas contas o torna "solvente", e de qqr forma não é uma distorção bruta como a que alguns estados do norte e nordeste recebem. abs!
  • Eduardo  27/03/2014 14:49
    É um movimento positivo. Espero que ganhe forças e comece a ser praticado.

    O voto com os pés é um caminho muito mais claro em direção a mais liberdade do que o ridículo e grotesco voto nas urnas em nome de camadas em cima de camadas de um governo gigante e centralizado sobre o qual os tolos eleitores não têm qualquer controle (e já começam a perceber isso).

    As críticas ao separatismo nunca têm qualquer fundamento.
    Todo o comércio, turismo e relações com o resto do mundo continuariam do mesmo jeito (ou mais livres e eficientes).

    A diferença básica é que se trocaria a ridícula representatividade por um governo que está brutalmente distante (veja o Sul do Brasil que fica a quase um continente de distância de seus supostos representantes / governantes em Brasília) por uma representatividade local, mais sensível ao que quer a população local, e mais fácil de obedecer o que demanda a população local.
    Experimente um sulista demandar algo como redução de impostos do governo federal.

    Se trocaria um governo gigantesco com programas bilionários mirabolantes por governos menores e com programas mais modestos, menos destrutivos e mais direto ao ponto (menos deficientes do que são hoje).

    Se trocaria um calhamaço de legislações que afogam o cidadão e são aprovadas na velocidade de uma metralhadora por poderes distantes por uma quantidade modesta de leis que tenham a ver com a população local. Deixa de ser algo aprovado à força bruta por megalomaníacos controladores que aprovam todas essas leis porque uma população à mercê de governos centralizados são impotentes para impedí-las.

    Não dá para entender por quê o pessoal acha que separação implica cancelar o comércio, cancelar o turismo e se isolar do mundo. Haja ingenuidade para criar cenários horrendos que justifiquem continuar sendo o gado da fazenda de governos centralizados predatórios e fora de controle.

    Por fim, é curioso que aqueles que insistem em viverem como gado do governo ocasionalmente chamam de nazistas quem defende a separação. Logo o nazismo era violentamente e abertamente contra a descentralização e se propôs a centralizar o poder.
  • Julio Heitor  27/03/2014 14:52
    "Talvez irão apenas fazer uma guerra cultural e recorrer a algum tipo de campanha de ódio contra os venezianos, apelando a um suposto patriotismo italiano. Essas coisas quase sempre funcionam."

    Porque sempre funcionam? O sentimento de exploração é menor que o medo de estar sendo contra o patriotismo?
  • Ricardo  27/03/2014 14:59
    Não é isso. (Quase) sempre funcionam no sentido de realmente instar o ódio do restante do país e, com isso, incitar o governo central (que está preocupado com os votos do restante do país, bem como com a perda de arrecadação que secessão geraria) a tomar medidas punitivas e violentas contra qualquer tentativa de secessão. O caso mais clássico é a guerra civil americana e seus 750 mil mortos.
  • Julio Heitor  27/03/2014 15:06
    Entendi.

    Obrigado Ricardo.
  • Eduardo Luiz Menezes Santana  27/03/2014 15:04
    Um grande exemplo de que o encampamento de um Estado menor empobrece o mesmo é o caso do extinto Estado da Guanabara, onde eu nasci em 1974 (sua fusão com o Estado do Rio de Janeiro foi dada em 1976). A Guanabara era, na ocasião, o Estado com a maior renda per capita do Brasil, e abrigava apenas um município (Rio de Janeiro), o que consumia muito pouco de seus recursos. Era um Estado rico e próspero. A sua fusão com o Estado do Rio de Janeiro foi a derrocada para que ele passasse a ser esquecido na década de 80, o que contribuiu para o aumento da pobreza e da violência ao longo do tempo.
  • Leonardo Faccioni  27/03/2014 15:30
    Seria possível que a "cidade-estado" carioca usufruísse, ainda àquela época, os benefícios de sua prévia condição como ponto fulcral do erário nacional? Diversas das estruturas da burocracia federal não haviam completado sua transferência à nova capital planaltina. O butim que hoje nutre os altos padrões de uma Brasília radicalmente improdutiva, cercada pela miséria do Distrito Federal, era [então] até a pouco privilégio do Rio de Janeiro, ainda que este (à diferença do DF contemporâneo) possuísse outras fontes de renda.
  • Eduardo  27/03/2014 16:43
    Com certeza não é justo que um Estado seja absorvedor privilegiado de recursos da União, mas o que agravou a situação econômica do município do Rio de Janeiro pós-1976, que era praticamente o antigo Estado da Guanabara, foi justamente a fusão com o Estado do Rio de Janeiro. Mesmo perdendo a condição de capital federal em 1960, ainda sim era um Estado próspero, não dependia tanto de sua estrutura burocrática, que só servia pra atrasar o nosso desenvolvimento. Ficamos na condição de sustentar todo o Estado até hoje, mesmo ganhando a condição de capital política deste. Pouca coisa mudou de lá para cá. Sou a favor da secessão.
  • Marcos  27/03/2014 21:32
    Eu sei que todos os meus conterrâneos cariocas acreditam nesse mito sobre o esvaziamento econômico , o aumento da violência e o auge do populismo terem vindo a partir da fusão.
    Mas trata-se apenas de um mito porque:

    1) o petróleo do pós-sal e do pré-sal, responsável hoje por quase 50% da arrecadação estadual e pelo setor econômico de maior dinamismo, encontra-se inteiramente em águas do antigo Estado do Rio, e não da Guanabara. Se não houvesse a fusão, estaríamos chupando o dedo;
    2) a favelização acelerada e o aumento da violência foram fatores quase que inteiramente endógenos da antiga Guanabara. Ou seja, a população das favelas cariocas cresceu por aumento vegetativo. O que houve de imigração veio do Nordeste do Brasil. Ou seja, o Estado do Rio teve culpa zero nisso;
    3) é absurdo culpar o antigo Estado do Rio pela política de baixíssima qualidade. De fato, Brizola teve seu grande reduto eleitoral na Baixada Fluminense (que era antigo Estado do Rio, embora território limítrofe com a Guanabara) e Garotinho veio de Campos. Porém, o próprio Brizola , e depois Benedita e hoje os partidos de esquerda, sempre foram hegemônicos na capital.

    Compreendo a nostalgia da Guanabara por conta do legendário governo de Carlos Lacerda. Mas o fato é que o maior prejudicado com a fusão não foi a Guanabara, e sim o antigo Estado do Rio.
  • Roberto Alencar  28/03/2014 21:59
    Mas, hoje em dia, a coisa virou, meu caro! Se não fosse a indústria do petróleo, que não está na Guanabara, o RJ seria apenas um estado falido, com sua legião de aposentados de Copacabana.
  • Leonardo Faccioni  27/03/2014 15:08
    Estamos a caminho - ainda não da Idade Média, que, ainda que somente em meus escritos, traz consigo conotação inteiramente positiva e ares de ideal - mas, quando menos, de uma já bem-vinda Renascença.

    A Idade Média, explico, precede a formação do Estado tal como hoje entendido. As relações ditas políticas eram, fundamentalmente, vínculos pessoais naturalmente traçados pela conformação das propriedades e por um bem disseminado "common ground" nos direitos natural e consuetudinários. A Renascença, ao contrário, traz em si o Leviatã embrionário - um Leviatã, todavia, que a nós, hoje, assustaria menos que um travesso Leprechaun. O estado moderno não é simples diabrete, é Legião, e reduzi-lo novamente a duende seria conquista tremenda da civilização.
  • Marcelo Cerri  27/03/2014 15:49
    Pessoal,
    Vi num jornal italiano que há forte indícios de que a pesquisa no Veneto foi fraudada. Parece que o site no qual foi realizada a votação teve somente 100 mil acessos no período, portanto seria impossível conyabilizarem mais de 2 milhões de votos. De qualquer forma, quando estive lá, a família que me hospedou dizia que a população do norte não suportava mais trabalhar para sustentar o Sul.
  • Enzo Bernini  27/03/2014 15:51
    Não. Esse boato já foi desmentido. Aliás, era bastante previsível que tais rumores fossem criados -- ou você acha que os estados aceitariam impávidos tudo isso?

    Aqui uma declaração de Paolo Bernardini sobre esse boato:

    The vote did indeed happen. International agencies are working to certify the numbers of voters and the results. Once certified, and if and only if no fraud whatsoever will be detected, we will formally ask (in the legal capacity of provisional government of the Veneto) the UN and other international agencies to formally recognize the Venetian Republic, according to the binding principle of the UN 1966 Declaration, art. 1, or the principle of self-determination of the nations.

    The UN declaration became an Italian law in 1977 and 1978, in a two-step legal process, while the Italian law recognizes the status of "people" (popolo) to the Venetian nation, with a national law of 1971 never repealed.

    So, there is no legal ground to deny the self-determination of the Venetian people, although I suspect there will be a number of international arbitrations immediately after independence. (The same will happen for Scotland, should she become independent, for instance, as for the disputed ownership of a number of platforms in the Northern sea, and the relevant rights of exploitation of oil and natural gas).
  • Erick V.  27/03/2014 15:14
    Existe outro caso de secessionismo na Itália além dos mencionados no artigo, cuja análise é extremamente interessante. Trata-se da província autônoma de Bolzano/Bozen, também no norte do país, que foi anexada pela Itália após a 1ª Guerra Mundial -- a região é conhecida como "Südtirol" (Tirol do Sul, em referência à região austríaca). A maior parte da população de lá é de origem germânica e tem o alemão como língua nativa. Essa província faz parte de uma região maior, chamada Trentino Alto-Adige, onde a parte "italiana" da população também pensa em se separar do país (o que é mencionado no texto, btw).

    Há pelo menos dois partidos separatistas atuantes nessa província, os quais atualmente ocupam 9 das 35 cadeiras do "Consiglio della Provincia" (espécie de Assembleia Legislativa local) -- tendo obtido, juntos, 25,1% dos votos nas últimas eleições. Além disso, esses dois partidos ocupam 10% (7 de 70 cadeiras) do "Consiglio Regionale do Trentino Alto-Adige" -- o que, dado o fato de que para esse órgão também vota a metade "italiana" da região, não deixa de ser uma porcentagem significativa.

    O ponto realmente interessante aí é o programa defendido pelos partidos separatistas. Um deles se chama "Freiheitlichen", palavra alemã cuja tradução é "libertários". E, embora ele se enxergue proeminentemente de um partido populista de direita, grande parte da sua pauta reflete tendências realmente libertárias - o "programa de princípios" disponível no site fala em "não esperar nada do estado", "menos estado na mídia", "livre concorrência de ideias" na educação, etc. Eles chegam até ao ponto de falar no programa que "a proteção do meio ambiente precisa de mais economia de mercado"!

    Fica o registro. Se a possível secessão do Veneto já criaria um precedente extremamente interessante na Europa, a do Südtirol, se levada a cabo por aqueles que já estão conduzindo o processo, traria uma nova Liechtenstein.
  • Heisenberg  27/03/2014 15:18
    Acho que a FIFA é contra esse separatismo todo, daria muito trabalho para prganizar e lucrar com a copa do mundo. Quanto ao BR, vejam que nossa história é recheada de movimentos separatistas, inclusive vários estados do nordeste tinham esse sonho.
  • Andre  27/03/2014 15:31
    Desejo sucesso à todos os Secessionistas.
    E que eu consiga também a minha secessão individual!
  • Tiago RC  27/03/2014 15:52
    Que notícia boa! Depois de ler sobre a aprovação do marco civil e das cotas em concursos no Brasil, ao menos essa notícia inverte um pouco os ânimos. Seria muito legal ver a Europa se dividindo em pequenos estados.

    Imagine uma Sardenha independente e com um governo liberal feito o Suíço? Seria fantástico. :-)

    Esperemos que esse referendo traga resultados práticos reais.

    Um pequeno parênteses, esse artigo me lembrou desse outro texto: Is the United States Too Big to Succeed?
  • Neto  28/03/2014 08:52
    Cota em concurso é uma coisa boa.
    Concurseiro é tudo esquerdista, essa raça tem mais que provar do próprio veneno.
  • Fernando Chiocca  27/03/2014 15:54
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/03/2014 16:31

    Seria um precedente interessante: os novos países não teriam que se submeter mais às políticas esquerdistas que estão estragando a Europa e o continente poderia se recuperar a tempo.

    Quanto ao Brasil, seria bom se os municípios e regiões obtivessem maior autonomia e fôssemos uma federação de fato, aplicando o princípio da subsidiariedade.

    * * *
  • Bruno D  27/03/2014 17:26
    O melhor modelo para o Brasil, deveria começar com um federalismo ferrenho e gradualmente para o verdadeiro separatismo mesmo, regiões autônomas cultural (de fato) e politicamente (de direito).

    Não existe outra saída a não ser por esta.
  • Bruno  27/03/2014 19:23
    Se os venezianos se perguntam "Por que temos de subsidiar um sul que é menos trabalhador e mais preguiçoso, e que consome os impostos que geramos aqui?", aqui no Brasil, os sulistas, os paulistas e até mesmo alguns fluminenses se perguntam o mesmo. Claro, substituindo "sul" por norte/nordeste.
  • Celso Freire  28/03/2014 01:56
    E quem disse que o sul/sudeste sustenta o nordeste no Brasil?
  • Jorge Pizarro  28/03/2014 04:00
    Bem, dados recentes (de 2012 se não me engano) mostram que SP arrecadou 204 bilhões em tributos para o governo federal, recebendo como repasse 22,7 bilhões, ou seja, apenas 11,1% desta arrecadação.

    Vamos agora para alguns grandes estados do NE. A BA arrecada 9,8 bi e recebe 17,3% de repasses, ou seja, 75% a mais do que gerou para o governo. Para PE temos respectivamente 7,2 e 11,0 bilhões, ou seja, o governo recebe cerca de 50% a mais de tudo que arrecada. Indo para estados mais pobres da mesma região, como o PI temos 0,9 bi de arrecadação contra 5,3 bilhões de repassem, ou seja, cerca de 6 vezes mais do que arrecadam.

    Estratificando por região do país temos:

    SUL - 57,1 / 23,7
    SE - 340,7 / 59,5
    CO - 9,0 / 12,2
    N - 10,7 / 25,7
    NE - 29,4 / 34,3

    Celso, portanto essas informações corroboram a hipótese de que o S/SE sustenta o restante do país, já que as outras regiões são deficitárias no que tange sua arrecadação vs repasses.

    Mas antes de discussões sobre federalismo e separatismo, vejo um grande problema na representatividade dos cidadãos brasileiros. Eleitores de estados mais populosos como SP e grande parte dos outros do S/SE, em geral, possuem um voto menos "valioso" do que eleitores de estados menores. Ou seja, uma menor população elege proporcionalmente mais deputados. Com isso propostas que beneficiem estados geradores de receitas contendo essa "sangria" de recursos são sumariamente reprovadas pelo congresso nacional.
  • Occam's Razor  28/03/2014 11:12
    Aparentemente funcionários públicos do sudeste sustentam o agricultor do nordeste. Bem coerente, de fato.
  • Eduardo Bellani  28/03/2014 12:54
    Se você usar repasses federais como métrica, o sul leva o nordeste nas costas, como demonstra esse artigo.
  • Occam's Razor  28/03/2014 17:55
    Esse artigo também demonstra que o Distrito Federal (em termos per capita) é o que mais carrega o peso dos outros estados nas costas. É só comparar os déficits e as populações.

    Meu ponto é: nenhum estado carrega outros nas costas, apenas indivíduos podem carregar outros nas costas (e considerando todos os benefícios cruzados, em alguns casos até isso pode ser difícil de determinar). Por isso deu o exemplo do funcionário público do sudeste x agricultor do nordeste.

  • ohlala  28/03/2014 13:20
    Bem, a conta é simples, some o PIB e arrecadação de tributos do Sudeste e Sul, e compare com o nordeste, que nunca investiu em políticas econômicas efetivas (longe de que as aplicadas no Sudeste sejam ideais), onde tudo é na base da oligarquia e do cabresto eleitoral, sem incentivos reais para diminuir a pobreza e desigualdade. Enfim, para manter a máquina nordestina o dinheiro tem de sair de alguma teta não é?
  • Marcos  27/03/2014 21:54
    Se Veneza, Catalunha e Escócia se separarem mas, logo em seguida, aderirem à União Europeia, tudo isso me parece sem sentido. Seria trocar estados nacionais por um estado supranacional ainda mais opressivo. Qual a chance de eles se tornarem realmente independentes como a Suíça ?
  • Tiago RC  28/03/2014 14:04
    Eu concordo que a União Européia é uma desgraça e eles deveriam evitá-la, mas discordo da sua conclusão. Haveria muito mais flexibilidade, mesmo embaixo da UE, do que como estão na situação atual. Por exemplo, todo o aspecto fiscal (algo importantíssimo!) é por enquanto definido no nível dos países membros, a UE não pode por exemplo forçar Luxemburgo a tributar com a mesma agressividade que a França. Leis trabalhistas, códigos penais, civis etc. Tudo definido no nível dos países.

    Mesmo se essas regiões saíssem da Itália para entrar na UE, seria um ganho de autonomia considerável. Mas claro, você tem razão no sentido de que seria melhor para eles conseguir a autonomia total + integração com a Europa, como a Noruega e a Islândia por ex. (não sei se a Suíça continuará sendo um bom ex. depois que eles votaram essa imposição de cotas imigratórias... essa mediada autoritária do eleitorado suíço poderá anular uma série de acordos que eles tinham com a UE).
  • Augusto Petri  27/03/2014 22:43
    Eu até entendo a vontade dos movimentos separatistas, porem esses movimentos podem ser legítimos, mas são INCONSTITUCIONAIS. Pelo menos no caso da Itália. A república italiana é única e indivisível. Basta ir conferir no artigo 5 da constituição italiana.
    Em relação a liga norte, penso que este é um partido que não tem uma argumentação bem definida, muito pelo contrário são políticos com mentalidades escrotas e defendem coisas absurdas, além disso usam o mecanismo ''Fale sem pensar e sem parar'' pois este é o único mecanismo de defesa que eles tem.
  • Paul Kersey  28/03/2014 00:55
    "porem esses movimentos podem ser legítimos, mas são INCONSTITUCIONAIS. Pelo menos no caso da Itália. A república italiana é única e indivisível. Basta ir conferir no artigo 5 da constituição italiana."

    E daí? Quem escreveu a constituição italiana foram políticos. Logo, sua validade e ética são nulas. Ela não tem por que ser vinculante.

    Dizer que leis inventadas por políticos devem ser vinculantes é o cúmulo da sabujice.

    Sobre você achar que a Liga do Norte não tem "uma argumentação bem definida" e é formado por "políticos com mentalidades escrotas e [que] defendem coisas absurdas", isso é irrelevante. Eu pessoalmente acho que todos os partidos políticos têm essa mesmíssima característica, e é exatamente por isso que quero me ver livre deles.

    Mas aí vem um sujeito como você e diz que eu tenho de ser proibido de me separar e de viver longe do jugo de quem não quero. Quem você pensa que é?

    Entre um totalitário como você, e os "escrotos" da Liga do Norte, estes últimos certamente têm mais moral, pois ao menos defendem o direito de pessoas trabalhadoras usufruírem os frutos de seu trabalho. Já você quer obrigá-las a sustentar derrotados.
  • Eduardo Bellani  28/03/2014 20:39
    Paul,

    Acho que você não prestou atenção que nosso amigo escreveu INCONSTITUCIONAIS.
    Notou a caixa alta? Isso é evidência de um argumento inquestionável, e você se
    tentar rebater tal argumento impecável é sinal de déficit de capacidade intelectual de sua parte.

    /sarc

    Abraços.
  • Carlos Schimidt  30/03/2014 18:30
    Única e indivisível? Quem disse que a Constituição agora é a Bíblia? A constituição do Brasil fala na mesma baboseira, mas também fala contra a corrupção e que vivemos num sistema federalista, o que não é verdade...rasgue-se a constituição de 1988 e vamos separar o Brasil em 5 ou 6 países governados independentemente...quem sabe essa esquerda parasita some daqui se ficarem confinados apenas aos votantes do Bolsa Família de Miseráveis...Brasil, um país de todos, todos os corruptos e ladrões da América Latina, Brasil, o país marsupial...não vive sem bolsa...
  • Anderson Teixeira Gonçalves  27/03/2014 23:23
    E o Rio Grande do Sul também pode, basta a gauchada acordar.
    O RS é um país invadido pelo Braziu. Mandamos 70% dos impostos para a "União" e muito pouco retorna ao Estado.
    O Braziu é hoje o 85º no ranking mundial de desenvolvimento. O Uruguay, nosso visinho, co-irmão, da nosso mesmo Povo Gaúcho, é o 48º. E se o RS fosse independente, seria o 35º, segundo o IDH/ONU.
    É simplesmente matematicamente desvantajoso o RS continuar invadido pelo Braziu, que é um falso país, sequer uma nação, mas uma junção forçada e artificial de povos sem nenhuma identidade cultural entre si, uma instituição criada para manter o poder nas mãos de elites regionais corruptas.
  • Antonio Henrique  27/03/2014 23:58
    Discordo da separação.
    Não porque seja contra.
    Acho que o problema está na carga elevada e na distribuição desigual dos impostos.
    Por diversos motivos os Estados contemporâneos ao se formarem refletiam a superação de problemas do passado.
    Por exemplo, como fariam as cidades-estado diante de uma agressão ao estilo Átila ou Gengis Khan.
    A europa foi, durante séculos, dominada por invasores árabes.
    A formação do Estado moderno contribuiu para a expulsão do invasor exógeno.
    E sempre haverá ameaça, seja amarela, vermelha ou sob outras bandeiras.
    A Índia é outro bom exemplo. Foi subjugada, justamente por que era rica, mas não era unida nem poderosa no mar.
    Um grande Estado em território não é o problema.
    O problema é a grande carga tributária em benefício de milhares de prefeituras de cidades que não geram sequer 5% de seu custo.
    Só o estado de Minas Gerais tem mais de novecentos municípios, cuja absoluta maioria são deficitários.
    Isto em um estado que é o segundo ou terceiro do país em PIB. Imagine o resto.
    Cada estado deve ficar absolutamente com o que arrecada, após pequena contribuição para a União.

  • Marcos  28/03/2014 00:43
    Eu, hein? Não percebeu sua incoerência?

    Você fala que é perigoso haver territórios pequenos, pois eles correm o risco de serem invadidos, mas todas as invasões que você citou ocorreram em países enormes. A Índia por acaso é pequena? A Europa?


    Por outro lado, ainda estou aguardando invasões a Mônaco, Andorra, Liechtenstein, Hong Kong, Cingapura, Santa Helena, Ilhas Maurício e, por que não?, Suíça.
  • Bruno  28/03/2014 18:27
    Vai invadir a Suíça? Boa sorte!
  • Carlos Garcia  28/03/2014 14:48
    Esse é o argumento dos minarquisras:

    Roubo pode, desde que seja só um pouquinho.
  • anônimo  28/03/2014 16:56
    Vocês anarco perdem credibilidade assim, mentindo descaradamente desse jeito.
    Não é roubo se você escolhe morar voluntariamente naquela terra, e se esse governo começar a se meter demais na sua vida vc tem toda a liberdade de escolher outro lugar pra morar.Alias tem direito até de declarar secessão, como disse Mises.

    Não faz o menor sentido gente diferente obedecendo leis diferentes e vivendo no mesmo lugar.Não sei porque é tão difícil os anarcos verem isso.
  • James Braddock  28/03/2014 18:21
    "Vocês anarco perdem credibilidade assim, mentindo descaradamente desse jeito."

    Qual mentira? Vejamos.

    "Não é roubo se você escolhe morar voluntariamente naquela terra,"

    Já começou mal.

    Utilizando esse seu mesmíssimo argumento, um cidadão pagador de impostos que se muda para um bairro de alta criminalidade não tem nenhum direito de reclamar dos crimes ali cometidos, pois, afinal, ele se mudou voluntariamente para lá. Logo, toda vez que ele for assaltado e sua mulher for estuprada, ele tem de pensar: "Não tenho nenhum direito de reclamar de nada. A vida é assim".

    "e se esse governo começar a se meter demais na sua vida vc tem toda a liberdade de escolher outro lugar pra morar."

    Parcialmente correto. Mas a sua real intenção aqui é dizer que o cidadão não tem absolutamente nenhum direito de tentar resistir a essa intrusão estatal. Segundo você, ou o sujeito aceita ser enrabado sem reclamar ou ele se muda. Oferecer resistência? Não pode, você acha que é errado.

    "Alias tem direito até de declarar secessão, como disse Mises."

    Ué, então pronto. Que ótimo que você pensa assim. No entanto, vale notar que essa sua ideia está em total contradição com tudo o que você disse até então. Declarar secessão é um ato de resistência, e é totalmente contrário à passividade covarde que você defendeu.

    "Não faz o menor sentido gente diferente obedecendo leis diferentes e vivendo no mesmo lugar."

    E quem é que defende isso? Se você acha que o anarcocapitalismo defende leis heterogêneas e de vinculação opcional, então você não entendeu absolutamente nada da teoria. Uma coisa é discordar de algo; outra, completamente distinta, é inventar mentiras e caluniar aquilo de que se discorda. Tal postura depõe severamente contra sua honestidade intelectual.

    "Não sei porque é tão difícil os anarcos verem isso."

    Não sei por que é tão difícil encontrar uma única pessoa que seja, ao mesmo tempo, honesta, inteligente e anti-liberdade. Você é apenas mais um a engrossar esta lamentável estatística.
  • anônimo  28/03/2014 20:52
    Morar num bairro perigoso não tem nada a ver com pagar um monte de impostos em um país que vc escolheu morar.
    A diferença é meio óbvia: quando vc mora num bairro perigoso e é assaltado, o cara aponta um revólver e leva seu dinheiro vc querendo ou não. Já num país onde vc [/b]escolhe morar, antes[b] de morar lá o governo te mostra um monte de papéis e fala:'olhe sr fulano de tal, vc vai ter que pagar isso, pagar aquilo, etc, se vc quer, assine, se não quer, adeus' e pronto.Se vc não quiser, os caras não ficam com nem um centavo seu.
  • James Braddock  29/03/2014 00:10
    Ah, tá, agora entendi. Segundo você, se o crime for pré-anunciado, então está tudo jóia; ele deixa de ser crime.

    Se um grupo terrorista anunciar que haverá um atentado na próxima semana, e cumprir a ameaça, então o ato deixa de ser crime e se torna uma mera "política de aceitação voluntária".

    Sem mais.
  • anônimo  29/03/2014 01:36
    Nope, não entendeu nada. E ainda continua com a lógica circular.
    Se um grupo terrorista anunciar que vai fazer um crime, ele faz e isso afeta tua vida independentemente de vc querer ou não.
    Se um país onde vc escolhe morar falar que pra morar lá vc tem que pagar X, e vc não quer pagar, nenhum negócio é feito e vc não perde nem um centavo.
    Não tem nada a ver com anunciar, tem a ver com ser um acordo voluntário.
  • Ricardo  29/03/2014 16:33
    Esse negócio de "acordo voluntário" faz sentido apenas quando se analisa superficialmente. Porém, quando se faz uma análises mais detalhada, a coisa simplesmente não se sustenta.

    Por exemplo, você diz que o governo, ao anunciar antecipadamente sua tributação, está fazendo um acordo voluntário tanto com a população quanto com propensos imigrantes. Ora, isso é muito fácil. Se o governo brasileiro anunciar que, após a Copa, elevará a carga tributária para 70% do PIB, você, segundo sua própria lógica, será o primeiro a sair em defesa dele. "Não reclamem do governo! Vocês não têm direito nenhum de fazer isso! Ele anunciou com antecedência! Foi tudo voluntário! Os únicos que podem escapar são os que estavam pensando em imigrar para cá; nós, habitantes, não temos por que reclamar. Se estamos vivendo aqui, é tudo voluntário! Aceitemos!"

    Em suma: pelo seu raciocínio, fazem parte desse acordo voluntário apenas o governo e os propensos imigrantes. Quem já mora no país, com família constituída e moradia fixa, não participa dessa acordo. Apenas é notificado.
  • anônimo  29/03/2014 22:06
    'Se o governo brasileiro anunciar que, após a Copa, elevará a carga tributária'

    Primeiro, a minarquia que eu acredito é como a que Mises fala, ou o sistema de micropaíses que o Hoppe descreve. MICRO países, nada a ver com brasil nenhum.
    Depois, numa situação como essa nada do que eu disse serviria pra justificar esse aumento do governo. Se o governo disse que não ia aumentar mas aumenta, ele descumpriu o contrato e portanto o povo não tem obrigação moral nenhuma de cooperar com esse governo, o povo tem o direito de secessão, de ir embora ou até mesmo de derrubar esse governo, se tiver as bolas pra isso.

    você, segundo sua própria lógica, será o primeiro a sair em defesa dele. "Não reclamem do governo! Vocês não têm direito nenhum de fazer isso! Ele anunciou com antecedência! Foi tudo voluntário!

    Acho que você tem um problema de interpretação de textos.Fala uma besteira dessas mesmo depois de eu desenhar mostrando que anunciar não tem nada a ver com acordo voluntário nenhum.
  • Ricardo  29/03/2014 23:33
    "mostrando que anunciar não tem nada a ver com acordo voluntário nenhum."

    Ah, tá, agora finalmente entendi: tudo se resume a "anunciar". Ou seja, se a carga tributária vigente hoje é de 70% do PIB, então tá tudo jóia, pois o fato de algo já existir mostra que a coisa foi voluntariamente aceita. Agora, se o governo anunciar que amanhã a carga subirá para 70,01%, ah, aí não; aí já virou espoliação e tudo deixou de ser voluntário.

    Realmente, não há argumentos contra tamanha lógica. Você venceu.
  • anônimo  30/03/2014 00:09
    Ricardo, é muito difícil pra vc entender as coisas. Vamos por partes então.
    Qual parte de:
    'a minarquia que eu acredito é como a que Mises fala, ou o sistema de micropaíses que o Hoppe descreve. MICRO países, nada a ver com brasil nenhum.'
    ...que vc não entendeu?

    'pois o fato de algo já existir mostra que a coisa foi voluntariamente aceita.'

    Claro que não, essa é a falácia do espantalho, vc inventa uma coisa que eu nunca disse pra atacar uma coisa que só existe na sua cabeça.Hora nenhuma eu disse isso, mas com o problema da sua falta de leitura fica difícil, eu já tinha dito várias vezes que o contexto é a competição entre micropaíses como o Hoppe descreve.Eu achei que vc já conhecia a idéia dele dos textos daqui do Mises, mas estava enganado.Então pra esclarecer o óbvio, nesse contexto de MICRO países, não existiria esse negócio de começar com um estado inchado já cobrando 70% de impostos.

    Então vamos lá, isto dito agora não adianta mais distorcer tudo (de novo) e botar porra de brasil na conversa.A não ser que vc não entenda o que significa MICRO país

    E agora... contagem regressiva pro próximo espantalho.
  • Leonardo Couto  01/04/2014 01:04

    Anônimo, você não entendeu que o ponto é que "o governo" (na verdade, alguns políticos) não têm o direito de violar a riqueza de um indivíduo, não importa o quanto ele prenuncie isto.

    Por que seria legítimo um grupo de indivíduos estabelecer pagamentos periódicos compulsórios sobre a propriedade de terceiros? Que vínculo de controle eles têm para com a vida dos outros?

    Quem pode estabelecer cláusulas para contratos são os donos das propriedades envolvidas nele.

    Você parece partir do princípio de que as propriedades dos indivíduos, incluindo o chão de suas casas, na verdade são propriedades estatais, cuja apenas a posse é cedida, sendo garantido o direito do estado de exercer a sua vontade sobre as tais, ainda sob a recusa de quem misturou seu trabalho a elas (de seus donos).

    Note que de acordo com sua lógica, seria lícito que seu vizinho lhe desse a chance de "escolher": ou você lhe cede metade de sua renda mensalmente ou vai embora de sua casa. "Se você não quiser, ele não fica com nenhum centavo seu".

    Violar a liberdade é algo errado não importa quantas versões de coerção o agressor lhe permita escolher, nem quantas vezes ele prenuncie sua violência.

    O única versão de minarquia que é legítima (legítima, não necessariamente eficaz) é a que defende a secessão individual; isso se aplica a qualquer versão de "estado voluntário" seja ele minarquista, neoliberal, social-democrata, fascista ou comunista. Isto é, a única versão legítima de "estado" é a que ele se descaracteriza de sua própria definição.
  • anônimo  01/04/2014 11:14
    'Anônimo, você não entendeu que o ponto é que "o governo" (na verdade, alguns políticos) não têm o direito de violar a riqueza de um indivíduo, não importa o quanto ele prenuncie isto.'

    Entendi sim, tanto que ainda falei que é legítimo o povo se revoltar caso eles o façam.
    E você parece que pegou a mesma doença do outro cara lá, fica repetindo essa besteira de 'prenuncie' mesmo depois de eu já ter falado mil vezes que a questão não tem nada a ver com anunciar antecipadamente.

    Então, pra quem tem problema de interpretação de textos, vou repetir: não é questão de anunciar, contrato é contrato, um crime anunciado ocorre independentemente da sua vontade, já um contrato voluntário que vc não concorda ninguém tira nem um centavo do teu bolso.

    Só um imbecil completo vai ler isso e achar que isso justifica um décimo do que o brasil por ex, faz.Ninguém me perguntou se eu concordo em dar dinheiro pra sustentar o salário nababesco de um funça, ou sustentar cotas ou MST ou qualquer uma das merdas que esse governo inventa. Tem gente aqui que parece que não sabe o que é contrato.

  • Leonardo Couto  01/04/2014 18:15

    Pela segunda vez: Quem pode estabelecer cláusulas para contratos são os donos das propriedades envolvidas nele.

    Contrato requer controle sobre o que se está tratando. Um grupo de indivíduos que se denomina estado não pode interferir em um assunto, por exemplo, entre um imigrante que deseja comprar minha casa e eu, e colocar requisitos para que ele tome posse de uma propriedade que tenha comprado legitimamente.

    Poderia estabelecer um contrato sobre algo que não é meu? Você está partindo de pressupostos que mencionei sem se dar conta disso. Você precisa conhecer o significado de contrato.

    Tente justificar por que o exemplo que dei de seu hipotético vizinho seria ilegítimo. Acho o caminho mais rápido para você entender.

    Sem ofensas...
  • anônimo  01/04/2014 21:44
    E pela décima vez, porcarias como brasil não tem nada a ver com o sistema que eu tô falando, e vcs continuam metendo brasil e cia pelo meio.
    Ora, se num sistema de MICRO países o cara tem o direito de se livrar até de 100% do governo, via secessão, é óbvio que ele também teria o direito de se livrar do 1 ou 2% do governo que supostamente teria a ver com a venda dessa casa aí.Esse também é um problema que não tem nada que não possa ser resolvido por contratos voluntários, se ele concordou que o governo tem algo a ver com a venda da casa, ele tem, se não concordou, não tem. Você tira não sei de onde a idéia de que um micro país sempre vai querer se meter onde ele não tem contrato nenhum, ou seja, continua metendo porcarias como brasil na história.Quando eu digo micro é micro mesmo, não só geograficamente mas também nas funções e no grau de interferência na vida das pessoas.

  • Leonardo Couto  02/04/2014 15:02

    Então você está de acordo que o "estado" pode ser perfeitamente ignorado e que a ele não se deve obediência compulsória alguma, seja qual for a sua dimensão.

    Por isso se entende que seus comentários foram uma imensa perda de tempo e tremendamente despropositados, já que você só apareceu para contestar a frase "roubo pode, desde que seja só um pouquinho" que o leitor Carlos Garcia atribuiu ao minarquismo - você deveria saber que o sentido comum de minarquismo, principalmente quando em contraste com o anarcocapitalismo, é o de um modelo cuja adesão a ele é compulsória.

    E eu pensando que estava ajudando um minarquista que defende a adesão compulsória a seu modelo de organização, como você muito deu a entender...

    Tente falar apenas se tiver algo bom a dizer, meu amigo, e tire esse ódio do coração (hehe) - eu nenhuma vez sequer toquei no assunto Brasil...
  • anônimo  04/04/2014 00:45
    'Por isso se entende que seus comentários foram uma imensa perda de tempo e tremendamente despropositados, já que você só apareceu para contestar a frase "roubo pode, desde que seja só um pouquinho" que o leitor Carlos Garcia atribuiu ao minarquismo - você deveria saber que o sentido comum de minarquismo, principalmente quando em contraste com o anarcocapitalismo, é o de um modelo cuja adesão a ele é compulsória.'

    Não não, não foi perda de tempo nenhuma porque mostrou bem como os ancaps não pensam muito antes de falar besteira. Eu mostrei com vários exemplos que o minarquismo NÃO é um modelo de adesão compulsória,(só um maluco total pra conciliar compulsório com direito de secessão), como você continua distorcendo, não sei se por má fé, ou ignorância, ou os dois.
    Resumindo, é você que deveria saber o sentido comum de minarquismo.
  • anônimo  29/03/2014 16:17
    Acordo voluntário virou crime agora? Você só vai morar no país lá e dar seu dinheiro pra eles se quiser, essa é a principal diferença, não cabe comparar com ser assaltado num bairro violento porque o ladrão leva seu dinheiro vc querendo ou não

    E outra coisa, não tem essa de 'vc quer justificar a opressão do governo'.Hora nenhuma eu disse que o governo tem O DIREITO de ficar inchado e opressor, se isso acontecer as pessoas tem o direito de se revoltar e derrubar esse governo na marra.

  • Renato Souza  03/04/2014 21:09
    Discordo que um governo (monopolista da lei e do direito em determinado território) seja por natureza ilegítimo. Já coloquei aqui muitas vezes isso. Tribos se formaram por processos legítimos, normalmente um grupo que voluntariamente se separou de outro grupo maior. Legitimamente escolheram líderes para cuidar do direito, da presença de estrangeiros e da organização da defesa comum, legitimamente ocuparam áreas novas. Era portanto legítimo que as pessoas que quisessem permanecer com a tribo, tivessem de seguir as regras da tribo. Ao se estabelecerem por muito tempo num local, acabaram formando vilas e cidades. Portanto, estas tem a legitimidade original das tribos.
  • Leonardo Couto  04/04/2014 22:39

    Quase perfeito, Renato Souza.

    Só o final, para deixar o sentido mais claro e evitar confusões:

    Essas organizações mais avançadas só herdariam a legitimidade das organizações primitivas se herdassem também as características que as tornam legítimas. Uma delas é a soberania individual da relação. Na medida, por exemplo, em que houvesse discordância em relação ao uso que determinada organização faz dos direitos que seus membros a ela delegam, haveria também, claro, a possibilidade de secessão do indivíduo e dos bens a ele vinculados, suas propriedades.

    Acho que isto pode inclusive estar de acordo com seu pensamente, Renato Souza; mesmo assim, só considero importante frisar que não importa o escopo e a intensidade da ação de uma organização, estar submetido a seu controle forçadamente é ilegítimo.

    Violação de direitos dos outros é imoral e ilegítima, não importando sua magnitude.
  • Renato Souza  05/04/2014 09:50
    Leonardo

    É ai que começa a nossa discordância. Se não, vejamos: A separação de um grupo a partir de uma tribo nômade era coisa mais simples. Não haviam propriedades fixas, tudo o que uma pessoa tinha era móvel. Os discordantes, em vez de mover-se junto com a tribo, moviam-se para outro lado, e estava tudo resolvido. Numa tribo semi-nômade, com agricultura básica, geralmente essa as roças são da comunidade, então não há perda. Há a dor da separação, mas tribos de origem comum mantinham certa ligação, se consideravam aliados, muitas vezes celebravam festas juntos, a separação não era total. As nações mais primitivas eram comunidades de mesma cultura e língua (ou bem semelhantes), a saída era relativamente simples, e não era necessário andar muito para mudar de tribo ou vila. Em cada caso, o território ocupado pela tribo, seja provisoriamente (no caso das nômades) seja permanentemente, é regido pela lei da tribo. Isto é um aspecto notável. Em todo mundo, nas imensa maioria dos casos, tribos, vilas e cidades se comportavam como condomínios. Elas nasceram assim, foram concebidas assim, e funcionavam assim. Haviam espaços comuns, regras comuns e segurança comum. Quem não quisesse participar, teria de sair (o que significava, na maioria dos casos, uma pequena jornada de poucos quilômetros, até a próxima vila)

    O surgimento das cidades é um desenvolvimento das vilas. Vilas muitas vezes tinham paliçadas que eram estruturas comuns de defesa. As cidades tinham muros, que eram estruturas bem mas caras, e muito mais permanentes. Note que, como a vila, a cidade era concebida como um condomínio. Seu sistema de defesa (muro) é indivisível, ou muito dificilmente divisível, o que dá na mesma. Não se conceberia uma administração múltipla, pelo menos da defesa, e nos casos históricos em que isso aconteceu, simplesmente estavam em meio a distúrbios, guerras e revoluções.

    Mas qual a situação hoje? Há pequenos países que não tem a menor condição de defesa, mas confiam totalmente na relativa estabilidade de vizinhos maiores. Não teria sentido existir um ministério da defesa em Mônaco ou Andorra. Em outros casos, o garantidor nem precisa estar perto. Se não contassem com os EUA, os sul coreanos estariam armados até os dentes, ou estariam permanentemente aceitando a chantagem de seu vizinho belicoso. Mas note que essa situação de estabilidade implica na existência de estados maiores (ou pelo menos federações de estados ou territórios pequenos).

    Qual tamanho torna um território defensível, nas condições de hoje? Primeiramente, defensível contra o que? Contra uma superpotência ou contra uma potencia média? A Finlândia se defendeu contra o maior exército do mundo, na época, mas dificilmente este feito seria igualado hoje. Em parte confia-se na relativa estabilidade e medo mútuo entre as superpotências. Mas muitos países tem de se garantir regionalmente. A disposição do povo e o tipo do terreno contam muito. Tomar a Holanda seria um passeio para qualquer potência média, tomar a Suíça seria possivelmente um inferno. Imagine que você tenha (ou administre) um território cuja dimensão mais estreita fosse de 16km, com terreno apenas moderadamente acidentado. Você chama contrata um general extremamente competente, e lhe diz: "Garanta a defesa deste território contra um ataque total de uma potência média". Ele vai tremer nas bases, mesmo que você forneça ampla quantidade de armamentos sofisticados. Já, 30 ou 40km, a situação seria muito diferente. Se a menor dimensão fosse 100km, em terreno acidentado, profundidade estratégica não seria um problema grave, mesmo contra uma potencia média respeitável, desde que você estivesse muito bem armado com equipamentos de última geração, economia muito forte para garantir a substituição de equipamentos, seus soldados extremamente motivados, e a maioria da população estivesse bem familiarizada com armas.

    Um território de 20km de "diâmetro", ou menos, permitiria a secessão de uma parte? Em primeiro lugar, porque tal secessão aconteceria? Você pode simplesmente se mudar e continuaria extremamente perto de seus amigos e parentes, e até emprego, possivelmente morando num lugar de mesma língua e cultura. Se as pessoas não gostassem da forma de administração ao das leis, e não conseguissem mudar o governo, não haveria um movimento separatista, mas um movimento migratório. Não há grandes disputas políticas no Mônaco, as pessoas simplesmente decidem morar lá ou não morar lá. Mas em termos militares, se uma parte quisesse se separar, seria irrelevante, um território desde tamanho só existe independente por um equilíbrio entre países maiores. Um país de 50 ou 100km de "diâmetro" permitira uma secessão? Depende, se a garantia da sua existência fosse uma situação geopolítica razoavelmente estável, possivelmente sim, provavelmente tentando vincular algum acordo de defesa comum. Se estivesse cercado de países agressivos, muito provavelmente não.
  • Leonardo Couto  08/04/2014 20:24

    Vazio. Nada foi dito sobre o direito que certas pessoas têm sobre outras.

    O direito de alguém não pode variar de acordo com a análise de um terceiro sobre a conveniência que o uso deste direito por parte de tal pessoa tem para este.

    E claro, este pensamento não tem lógica. Ele assume que um país é uma entidade que age, que quer "se defender de um invasão externa". Na realidade, existem indivíduos. Indivíduos que, por exemplo, consideram a entrada de homens armados em sua casa, e o confisco de seus bens, em si, uma invasão. E que, se quiserem, podem se associar com outros indivíduos "estrangeiros" e não enxergar nisso uma entrega de território, por exemplo.

    Você está citando a análise "geopolítica" dos indivíduos no poder do estado, no controle sobre outros, que analisam o mundo e os homens, mulheres e crianças que nele vivem como se fossem peças em seu tabuleiro de xadrez. Tudo sob seu prisma distorcido, objetivando fins próprios, alcançados esmagando os direitos dos outros.

    O ímpeto de proteção pode emanar de forma brilhante sem a menor necessidade de coerção - seria até contraditório. Os indivíduos percebem que é muito mais vantajoso canalizar suas ações de forma coordenada, visando objetivos comuns. Veja, ausência de coerção não configura impedimento à cooperação; pelo contrário, a liberdade na escolha de suas ações as conduz a um nível de cooperação inimaginável em cenários desprovidos da liberdade individual dos membros de um feito conjunto.

    Acho que você concorda que é do interesse das pessoas se proteger, sendo assim, suas ações livres as encaminharam para mais próximo deste objetivo.

    Um cenário livre vai conceber, caso necessário, a ascensão de um grande exército.
  • Felix  28/03/2014 00:23
    Se você falar em seceção aqui vai preso
    isso já aconteceu no sul
  • Ed  28/03/2014 03:05
    sonho meu, transformar cada microrregião brasileira (pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Microrregi%C3%B5es_do_Brasil) no equivalente a um cantão suiço, com o máximo de autonomia e auto-determinação.
  • Mateus  28/03/2014 03:16
    O autor deste texto foi genial, quem dera haver uma consciência política e econômica deste nível nos líderes políticos, como o mundo seria melhor! Gostaria imensamente que este tipo de raciocínio fosse aplicado na nossa Constituição de 1988, mas infelizmente o legislador constituinte não associou as vantagens da livre concorrência entre as empresas ( que ele mesmo eleva a status de princípio da ordem econômica no inciso iv do artigo 170) aos benefícios da livre concorrência aplicada aos pequenos Estados,entre as soberanias de uma determinada região optando por um Estado centralizador, explorador, demasiadamente intervencionista e assistencialista.
    Eu sou a favor de uma zona política e econômica com uma livre circulação de pessoas dentro desta,e que possua vários pequenos Estados por dentro, justamente para atingir a qualidade de vida através da livre concorrência.
  • Júnior  28/03/2014 06:23
    Acho engraçado paulistas e até gaúchos falarem que sustentam o país. Sustentam em que? Cada estado brasileiro, por mais rico que seja, depende de seu ente federativo para poder "sobreviver". O RJ é o estado que paga mais impostos per capita do Brasil, é o maior produtor de petróleo do país(do qual SP depende muito para fazer valer a sua condição de locomotiva), a 2ª economia do Brasil(por favor mineiros, não tentem manipular os fatos, vocês ainda são a 3ª economia do país). O RJ é somente o 24º estado do Brasil em retorno de impostos. E não venham falar que na época, quando era capital , o rio de Janeiro se beneficiava somente pelo erário estatal que isso não é correto. Ao contrário de Brasília hoje, o Rio de Janeiro capital possuía um mercado privado forte também, procurem saber na internet. Outra, durante o império, o Rio de Janeiro possuía 70% do PIB brasileiro( era muita coisa e nem SP conseguiu até hoje chegar devido o estado ser o maior produtor de café, sua economia um dia foi forte, rica e financiava praticamente todas as obras públicas do país, leiam na internet, é só procurar. Mas depois houve a decadência da produção do café no estado e aí começou a era paulista. E para finalizar, qual foi a mão de obra que ajudou a construir os estados mais ricos do país? Sim, eles mesmos, os nordestinos. O que eu quero dizer é que, aqui no Brasil não há estados ou províncias autônomos, como na Europa ou EUA. Todos os estados brasileiros por mais ricos que sejam, iriam a falência e não conseguiriam se sustentar, porque dependem dos seus entes federativos. Que os gaúchos leiam bem a história sobre a Guerra dos Farrapos e procurem saber, quando eles conseguiram se separar do Império, o que aconteceu, leiam!
  • anonimo  28/03/2014 13:37
    Bom eu prefiro 27 Suiças ou 500 Singapuras do que um grande Brasil ou uma grande China.

    Parece que sempre que se fala em separar as pessoas de determinada região se sentem pessoalmente ofendidas, mas já pensou que dividir seria melhor para todo mundo?

    Obrigado.
  • Bruno D  28/03/2014 14:38
    Boa!!
  • Diogo  28/03/2014 15:13
    A secessão não vai impedir que um estado negocie com outro, se fosse assim não haveria economia mundial, e ao contrário do que você afirma a região vai ficar mais rica e não ir a falência, pelo simples fato de não mandar milhões em recursos para o governo central.

    Aqui na minha cidade já fomos roubados em quase R$100mi pelo governo federal apenas neste começo de ano, e nosso querido prefeito fez um empréstimo de quase R$70mi junto ao BID, para fazer sua obra faraônica no centro da cidade, não sou a favor da obra, mas se fôssemos uma cidade-estado teriamos mais recursos que o emprestimo feito.

    Por que diabos nosso dinheiro tem que ir para Brasilia!
  • Felipe  29/03/2014 17:25
    Se São Paulo se separar, por exemplo, nada impede que exista livre comércio com o restante de estados, a não ser é claro, o mamute federal.
  • anônimo  28/03/2014 08:49
    Ótimo artigo, boa sorte pra eles
    Agora um porém: como assim não é culpa dos imigrantes quererem se aproveitar do welfare state? Se o cara quer se aproveitar de dinheiro roubado, e ainda se revolta quando as pessoas não querem mais ser roubadas, ele é tão sem vergonha quanto o ladrão.

    Ele só não teria culpa se fosse algum tipo de doente mental que não entende de onde o dinheiro vem.
  • Yonatan Mozzini Rosa  28/03/2014 14:25
    Gostei do artigo.
    No entanto, em nosso caso brasileiro, não seria necessário criar uma secessão para que obtivéssemos maior soberania e liberdade em nossos estados ou microrregiões. Seria necessário promulgar uma nova constituição, semelhante àquela dos EUA, dando uma enorme autonomia aos estados - tanto no sentido político quanto econômico. Acabar de vez com impostos federais, ou reduzi-los a uma porcentagem ínfima. Mas para que isso ocorresse, deveria haver uma verdadeira revolução cultural e intelectual em nosso povo, pois somente ele teria força para exigir isso dos políticos. Talvez isso pudesse ocorrer só daqui uns cem anos...
  • Diego  28/03/2014 16:40
    Não dá pra comparar Itália com Brasil. São problemas e situações muito diferentes. a Itália já é um país relativamente pequeno e mesmo tendo as diferenças Norte e Mezzogiorno (sul da Itália) estas não são tão grandes. O sul e o norte são considerados desenvolvidos, falam o mesmo idioma, são da mesma raça, enfim são bem parecidos. Vale dizer que mesmo o mais rico europeu, a Alemanha, tem diferenças enter Oriental e Ocidental. Acho que no caso italiano o mais correto seria manter como um Estado grande (o que permite ter grande poder na U.E. e não ser tão submissa a ela) e buscar desenvolver e integrar o sul como o Mussolini fez. Se for o caso, diminua o envio de verbas para o sul para agradar ao norte.
    Quanto ao Brasil, as diferenças entre regiões são muito grandes e alguns estados são, de fato, totalmente sustentados pela União; sendo incapazes de se virarem por contra própria e ainda tem a questão de que as diferenças aqui não são apenas econômicas. E pra piorar, criou-se (graças ao PT) uma política assistencialista estúpida que ao invés de levar avanços, leva atrasos. Tudo voltado pra fazer uma compra de votos branca, limpa.
  • Pedro  29/03/2014 15:09
    A Itália possui diferentes dialetos entre suas regiões. Porém, com a unificação (nos idos de 1860), foi estabelecida como língua oficial o dialeto da Toscana (Florença). Existe uma língua própria na região de Veneza, qual seja o Veneto.
  • Luciano  28/03/2014 17:14
    Se o Brasil se tornasse uma federaçao de fato, muitos problemas poderiam ser diminuidos ou solucionados. Hoje a tendencia politica da esquerda no poder e de fortalecer ainda mais o controle e a centralizaçao.
    Por outro lado, valia a pena fazer uma reflexao sobre a experiencia federativa da primeira republica, de 1889 a 1930. No final das contas a descentralizaçao foi apenas um arranjo entre as oligarquias regionais, e tal coisa ainda que com as devidas diferenças merece ser tomado em consideraçao. Nossa cultura politica sempre prezou pelo paternalismo e isso e um grande empecilho para medidas liberais. Eu torço pela maior autonomia...
  • Paulo  28/03/2014 17:36
    Concordo plenamente. Sou de Brasília e acredito que o DF, que tem o maior IDH e PIB per capita do país, deveria se separar do Brasil. Seríamos a Suíça do cerrado!
  • Paul Kersey  28/03/2014 18:05
    Excelente piada!

    O DF é rico simplesmente porque é formado por parasitas que sugam o dinheiro de todos os outros estados da federação. Se o DF se tornasse um país independente, sua população estaria morrendo de fome em menos de um ano -- afinal, a fonte de sua renda estaria extinta e seus habitantes parasitas não teriam competência para empreender em nenhum setor da economia privada, pois têm experiência apenas no parasitismo.
  • Felix  29/03/2014 00:00
    que isso rapaz!
    podemos exportar pequi,
    ou vai me falar que você consegue viver sem comer isso
  • Bruno D  28/03/2014 20:06
    Separar.. e é só o tempo de cair do balde.
  • Jeferson  01/04/2014 14:27
    Concordo! Comecem logo o movimento separatista de Brasília e se declarem um país independente! E deixem o Brasil pros brasileiros! Hahahaha!!
  • facto  29/03/2014 14:32
    Atualmente, a seguinte falácia perambula nos meios populares e acadêmicos: Se a Crimeia votou pela separação da Ucrânia, por quê não poderia qualquer outra região ou estado- membro do mundo também se separa-se de seu país?Não seria também o exercício do direito internacional publico da "autonomia dos povos"?Resposta : Não, tendo em vista a especificidade histórica e cultural da Crimeia, que até na Ucrânia era considerada como um Estado autônomo e sempre foi fortemente vinculada a Rússia.Até uns tempos atrás, a Crimeia fazia parte da Republica Socialista da Rússia,mas foi "doada" para a Republica socialista da Ucrânia.
    Então,como já era uma região com plena autonomia jurídica,a sua dissociação da Ucrânia e anexação à Rússia, se exercida dentro dos sistemas democráticos, é amparada pelo direito internacional publico,diferentemente do que ocorreria, por exemplo, na Veneza, que, embora já tenha sido um Estado independente,com a unificação da Itália passou a integrar definitivamente ao Estado italiano e, dentro dele, nao tinha qualquer autonomia.

  • Contra-facto  29/03/2014 16:16
    Meios acadêmicos defendem secessão?! Gostaria muito de saber em qual galáxia você vive.
  • Ex-microempresario  20/03/2017 18:11
    "...passou a integrar definitivamente..." até quando não integrar mais...

    A Gália e a Hispânia integraram "definitivamente" o Império Romano.
    A América Central e o Caribe integraram "definitivamente" o Império Espanhol.
    A Romênia e a Bulgária integraram "definitivamente" o Império Austriaco

    Resumo: nada na história é definitivo.
  • Oscar  29/03/2014 15:17
    Que o digam países pequenos e super-ricos como Haiti, Gâmbia, Suazilândia, Lesotho e São Tomé e Príncipe né?
  • Leandro  29/03/2014 16:23
    Tamanho nada a tem a ver com geração de riqueza.

    O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Todos esses países que você citou fizeram justamente o contrário de tudo isso. Não de se surpreender seu baixo desenvolvimento.
  • Felipe  29/03/2014 17:18
    Leandro, você é budista? Haja paciência pra responder para esses imbecis que aparecem de vez em quando...
  • W L Guerreiro  29/03/2014 16:46
    Como quase todo paranaense, sou separatista de coração.
    Mas quando vejo os movimentos globalistas, seja o ecogaianismo, o socialismo ou até mesmo o imperialismo russo e chinês, sou obrigado a escolher um mal menor.
    Se com um país grande que pode se tornar forte já estamos potencialmente ameaçados, dispersos em pequenas unidades é que seremos sim presas fáceis.
    Se o Rio Grande fosse independente, por exemplo, já teria se tornado outra Cuba.
  • Luciano  30/03/2014 22:02
    Ola perdoem-me o desvio do assunto, mas permanecendo na questão da Europa, teriam vocês no forno algum artigo analisando a situação da Ucrânia? Obrigado!
  • Andre  01/04/2014 04:30
    Países pequenos como Suiça, hong kong e Singapura são desenvolvidos por que um dos fatores é seu tamanho? WUT? Lituania, Letonia, Servia, Hungria, Romênia, sem falar em países sul americanos como Paraguai, Uruguai e etc são pequenos e de 3º mundo. Qualquer país pequeno tem pouca força política e acabam sendo submissos as grandes potencias. Esse Hoppe merece um Nobel.
  • Ramiro  01/04/2014 05:38
    "Países pequenos como Suiça, hong kong e Singapura são desenvolvidos por que um dos fatores é seu tamanho?"

    Onde está escrito isso? Procurei no texto (várias vezes) e não encontrei.

    "Qualquer país pequeno tem pouca força política e acabam sendo submissos as grandes potencias."

    Verdade. Suíça, Luxemburgo, Mônaco, Liechtenstein, Andorra, Hong Kong e Cingapura são paus mandados do Canadá, da Rússia e da China, certo? E o Paraguai, a Bolívia e o Equador apanham do Brasil, confirma?

    "Esse Hoppe merece um Nobel."

    Concordo. E você precisa urgentemente de um Mobral.
  • Felipe  01/04/2014 10:19
    Liechtenstein humilhou a ONU ao aumentar os poderes ao monarca, apos um referendo aprovado pela maioria da populacao, apesar dos latidos dos burocratas da ONU. So de ter humilhado esse orgao(esse sim, lacaio dos interesses dos membros do Security Council) criado por ideia de Stalin, ja deveria colocar o principado como um dos maiores paises do mundo, pelo menos moralmente.
  • Tiago RC  01/04/2014 08:18
    Países pequenos como Suiça, hong kong e Singapura são desenvolvidos por que um dos fatores é seu tamanho?

    No caso de HK e Singapura, provavelmente o tamanho influencia sim. Suíça tem outras razões, entre elas a alta descentralização e autonomia dos cantões.

    Lituania, Letonia, Servia, Hungria, Romênia, sem falar em países sul americanos como Paraguai, Uruguai e etc são pequenos e de 3º mundo

    Os países bálticos, embora não sejam cidades-estados, estão se virando razoavelmente bem em comparação a seu vizinho gigante, principalmente se levarmos em conta que já foram comunistas.

    Os outros não são tão pequenos assim, e pelo visto você sequer entendeu o princípio: cidades-estados têm que ser melhores que seus vizinhos devido a alta competição. Um cidadão monegasco descontente com Mônaco pode facilmente se mudar para a França ou mesmo para a Itália, sem ter que cortar nenhuma raiz. É como mudar de cidade. Muito mais simples que uma verdadeira imigração a outro país, com outra cultura/língua, longe da família e amigos etc.

    Ou seja: o ponto é a competição. Qual a competição que jurisdições como Paraguai e Uruguai enfrentam?


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