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A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico

Em uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a potencial concorrência de novos entrantes, um empreendedor só conseguirá enriquecer e acumular uma grande fortuna se ele conseguir satisfazer de maneira contínua os desejos e necessidades de seus consumidores.

Para acumular sua fortuna, este empreendedor terá de conseguir obter uma alta taxa de retorno sobre seus investimentos e sobre seu capital.  E, para conseguir isso — e também para se manter neste mercado à frente de sua concorrência —, ele terá de reinvestir continuamente a maior parte de seu lucro. 

Neste mercado competitivo, há duas maneiras deste empreendedor conseguir um grande lucro: criando produtos e serviços cada vez melhores, ou então produzindo os mesmos produtos e serviços a custos cada vez menores.  Com o tempo, no entanto, a concorrência inevitavelmente irá imitá-lo e abocanhar sua fatia de mercado, o que fará com que os lucros deste empreendedor sejam reduzidos.

Para que ele volte a aumentar seus lucros, ele terá de iniciar um novo ciclo de inovação.

Por exemplo, para manter seus lucros, a Apple teve de, repetidas vezes, aprimorar seus produtos e inventar vários outros.  Caso a Apple tivesse se acomodado, seus produtos — que inicialmente eram muito lucrativos — teriam se tornado obsoletos pela concorrência, e hoje estariam sendo vendidos com grande prejuízo.

Neste cenário concorrencial, os altos lucros obtidos por empreendedores têm necessariamente de ser reinvestidos nos meios de produção utilizados para produzir estes próprios produtos nos quais são feitas as inovações — por exemplo, os lucros da Apple são reinvestidos para aprimorar e expandir a produção de produtos da Apple. 

Desta maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas fortunas.  As fortunas se originam nos lucros e são utilizadas como capital.  Em ambos os casos, elas servem ao público consumidor.  Elas também servem para pagar salários.

A existência de fortunas sob o capitalismo beneficia a todos nós, seja na condição de compradores de produtos, seja na condição de vendedores de mão-de-obra.

Isto é um arranjo moral por natureza.

Sendo assim, o desejo de se impor uma igualdade de renda — ou, colocando mais suavemente, o desejo de se reduzir a disparidade de renda originada desta maneira — requer necessariamente o confisco dos lucros.  Tal medida não apenas iria abortar a criação de fortunas, como também iria suprimir todo o progresso econômico.  Defensores da igualdade de renda não entendem absolutamente nada de lucros, inovação, investimentos e capital.  Eles genuinamente acreditam que riqueza é simplesmente um amontoado de bens de consumo.  Os capitalistas, a quem eles desprezam, supostamente detêm uma grande fatia deste amontoado de bens de consumo.  Logo, uma parte deste amontoado tem de ser confiscada e redistribuída para as massas famintas.

Como consequência direta deste raciocínio, a imposição da igualdade de renda nada mais é do que uma política de confisco.  O capital de uma parte da população deve ser confiscado, redistribuído e consumido — trata-se de um caso em que comer a semente dos cereais irá matar a todos de fome. 

Proponentes desta igualdade são deliberadamente ignorantes em economia.  Eles são movidos pela inveja e pelo ressentimento, e não percebem que estão mordendo a mão que os alimenta.  As bases de sua filosofia são o socialismo e o comunismo.  Stalin e Mao são seus heróis.  Inanição, campos de trabalho forçado, e democídio são o seu legado.

Igualdade econômica imposta pela força não passa de assalto a mão armada, e termina necessariamente em escravidão.  Imagine um país com 200 milhões de pessoas.  Se a produção tivesse de ser igualmente dividida por esses 200 milhões de cidadão, qualquer indivíduo que duplicasse seus esforços iria receber apenas 1/200 milionésimos a mais.  E qualquer pessoa que simplesmente parasse de produzir passaria a receber apenas 1/200 milionésimos a menos.  É óbvio que, mediante estes incentivos invertidos, as pessoas iriam parar de produzir.  E, para obrigá-las a voltar a produzir, o governo teria de impor quotas mínimas de produção sob a ameaça de severas penalidades (como foi feito na Ucrânia e na China de Mao). 

Por estas razões, igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel.

Dado que as pessoas são naturalmente desiguais em quesitos como inteligência, ambição, ambiente familiar e disposição para o trabalho duro, elas jamais serão economicamente iguais.  A igualdade econômica, vale a pena repetir, só pode ser alcançada se for imposta pela força, na forma de roubo e escravidão. 

Portanto, não basta apenas dizer que "igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel."  É necessário dizer que a igualdade econômica é um objetivo inerentemente imoral e cruel porque só pode alcançado por meio da coerção, da violência e da escravidão.  Não há outra maneira.

Proponentes da igualdade econômica, tanto os conscientes quanto os inconscientes, são defensores da maldade.  Seu objetivo é maléfico.  Eles devem ser implacavelmente desmentidos ao dizerem que suas intenções são boas e nobres.  É impossível haver boas intenções quando o objetivo almejado é perverso e nocivo.

"Boas intenções" da parte de comunistas são tão sensatas e nobres quanto "boas intenções" da parte de assassinos e estupradores.  Pelo menos, e ainda bem, nenhum apologista alega "boas intenções" de assassinos e estupradores quando eles cometem seus crimes.  Mas "boas intenções" sempre são alegadas por comunistas quando eles assassinam suas centenas de milhões de vítimas.

Nesta época amoral em que vivemos, aquilo que é perverso passou a ser visto como algo nobre.  Dizer que você ama os pobres e quer fazer com que ricos e pobres sejam economicamente iguais é uma postura que lhe garante o certificado de pessoa sensata e bondosa.

No entanto, o que de fato é alcançado por qualquer programa que imponha a espoliação dos ricos em prol dos pobres é a perpetuação da pobreza e criação de ainda mais pobres.  Alegar amor aos pobres como justificativa para campos de trabalho forçado, inanição e chacinas é algo que vem ocorrendo há milênios.  Já passou da hora de um basta.

O bem para todos só é possível quando cada um cuida de sua própria vida e faz o bem para si mesmo, por meio da produção e das trocas voluntárias.  Em uma troca voluntária, o vendedor beneficia não apenas a si próprio mas também o comprador.  E o comprador beneficia não apenas a si próprio mas também o vendedor.

A liberdade econômica é o único arranjo capaz de eliminar a pobreza.  A liberdade econômica substitui a pobreza por uma criação contínua de riqueza.  Mas a liberdade econômica jamais eliminará a desigualdade.  É impossível abolir a desigualdade, pois se trata de uma característica inata.  Cada indivíduo nasce diferente e, ao longo da vida, aperfeiçoa aptidões distintas.  A igualdade só pode ser alcançada por meio da violência.  E seu legado é a escravidão, a inanição e o democídio.

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Para entender as reais causas das grandes disparidades de renda existentes no Brasil e em outros países do mundo, recomendamos os seguintes artigos:

O estado gera as desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver

A tragédia da inflação brasileira - e se tivéssemos ouvido Mises?

Sobre a não neutralidade da moeda


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autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • André  12/02/2014 15:30
    Igualdade de renda é o que querem todos os invejosos.
    Pois morrem de inveja de quem tem algo à mais, seja inteligência, bondade, beleza, ou até recursos materiais mesmo.
    Daí pra não dar na vista que morres de inveja, ao invés de dizerem que querem destruir as pessoas melhores que eles em alguma coisa usam essa desculpa de que querem igualdade.
    Pois querem que todos que são melhores sejam rebaixados ao seu nível.

    Só não falam de igualdade dos outros atributos, como inteligência e bondade, pois não são "transferíveis". Mas se fossem...
  • PESCADOR  12/02/2014 16:04
    Mais um ótimo texto. E os artigos recomendados no final são tão bons quanto esse.
  • Don Comerciante  12/02/2014 16:33
    Enquanto a elite intelectual atual não entender a diferença entre leis naturais e comportamento propositado, todos os governos do mundo irão continuar categoricamente a ignorar a livre iniciativa e o progresso individual do homem, tanto economico como social.
  • Emerson Luis, um Psicologo  12/02/2014 18:11

    O verdadeiro problema não é a "desigualdade" em si mesma, mas sim a miséria. E a miséria em um país é diretamente proporcional ao grau de intervencionismo e socialismo.

    A verdadeira solução não é a "distribuição" de renda e sim a criação de renda.

    * * *
  • Gredson  12/02/2014 18:24
    Talvez por isso seja esse o carater violento do movimento blackblocs?
    Pelo que eu vi eles odeiam a propriedade privada, tanto é que que recomenda destruir bancos e grandes empresas..

    Visitando uma página dos blackblocs no Facebook, eu me deparei com está imagem:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1423179134589675&set=a.1390585311182391.1073741829.1390435374530718&type=1&theater

    Essa é a visão deles para o livre mercado. Eu acredito que esse assunto é bem amplo e merece um artigo. é preciso deixar claro, no que eles acreditam e quais as consequencias.Eles adoram dizer que são anarquia, mas tudo indica que esta anarquia irá se transforma em autoristarismo quando chegar ao poder. o ódeio pela propriedade privada deixa isso bem claro.
  • Pedro  12/02/2014 19:29
    Não existe anarquia de fato sem propriedade privada, pois sem a mesma quem irá decidir o que deve ser produzido e como essa produção deverá ser distribuída? Não tem como todo o mundo decidir sobre tudo, inevitavelmente uma autoridade central irá emergir e logo voltaríamos a velha ditadura stalinista, ou é claro, a velha e boa propriedade privada (algo que esses sujeitos não querem).

    Todos esses "anarquistas" de esquerda querem uma "anarquia" onde eles mesmos irão tomar todas as decisões por todo o resto.
  • marcos  12/02/2014 19:24
    Por que não distribuir igualitariamente o Amor? Pq alguém pode namorar a Gisele Bundchen e eu não?!?!?

    Vamos socializar a Gisele, pô!!!

    Ainda por cima se casou com um agente do imperialismo internacional

    Nossas riquezas estão indo embora
  • Occam's Razor  13/02/2014 02:35
    Parece que você está assimilando bem o pensamento revolucionário

    O comunismo puro

    Outro importante motivo por que Marx não quis publicar estes manuscritos foi justamente a sua descrição franca e sincera da sociedade comunista no ensaio "Propriedade Privada e Comunismo". Além de apresentar um conteúdo totalmente filosófico, em vez de econômico, Marx descreveu uma etapa horripilante — porém supostamente necessária — de como seria a sociedade imediatamente após a violenta e necessária revolução mundial do proletariado, e antes de o comunismo supremo ser finalmente alcançado. Seria a sociedade da etapa de transição. Esta sociedade pós-revolucionária de Marx — aquela do comunismo "puro", "cru" ou "grosseiro" — não era exatamente um tipo de sociedade que estimularia as energias revolucionárias de seus fieis.

    Mais notavelmente, Marx reconhecidamente concordava com a descrição feita pelo francês mutualista e anarquista Pierre-Joseph Proudhon e pelo monarquista conservador e hegeliano Lorenz von Stein a respeito de como seria essa primeira etapa da sociedade pós-revolucionária, a qual Marx concordou com Stein em classificar de "comunismo grosseiro". Tanto Proudhon quanto Stein eram ácidos críticos do comunismo. Proudhon chegou a denunciar essa ideologia como "opressão e escravidão". Em particular, a descrição de Stein, com a qual Marx concordava, era que o comunismo grosseiro se degeneraria em uma tentativa de impor o igualitarismo por meio do confisco e da expropriação selvagem e cruel da propriedade privada, seguida de sua destruição. Adicionalmente, as mulheres seriam coercivamente coletivizadas, bem como toda a riqueza material. Com efeito, a avaliação de Marx sobre o comunismo grosseiro, a etapa da ditadura do proletariado, não era muito romântica e era ainda mais pesada do que aquela feita por Stein:

    Esse movimento que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva e abjeta. Pode-se dizer que essa idéia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito. Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade...

    A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx

  • marcos  13/02/2014 17:17
    A gente percebe que a coisa ta bem feia no Braza quando postamos um texto ironico demonstrando o absurdo do igualitarismo e alguns acham que era sério

    Mas naturalmente que não estou condenando quem achou. Afinal a esquerda é tão louca, tão totalitária que poderia muito bem sugerir a nacionalização da Gisele

    Continuemos com a boa defesa das idéias liberais

    Sempre que vejo alguem defendendo o igualitarismo eu digo para nao pensarmos pequeno, e avançarmos para distribuir comunisticamente o que realmente importa: o amor, o carinho de uma mae afetuosa, etc....

    Aos poucos a ficha dos coletivistas vai caindo

    I Mises tem feito um ótimo trabalho

    Acho que onda está virando

    Abs
  • marcos  13/02/2014 17:23
    Esse negocio de virgindade, de regular mixaria é coisa de burguesinha

    Venha pro socialismo, aqui pelo menos vc consegue papar alguém, mesmo sendo desempregado profissional e limitado intelectualmente

    ps. ironic mode on
  • Caroline  08/12/2014 15:58
    O Marx estava criticando isso, chamando de "comunismo vulgar e irrefletido". Pegar frases isoladas e distorcer para usar como argumento não dá né... Segue o trecho:

    "Por fim, essa tendência a opor a propriedade privada em geral à propriedade privada é expressa de maneira animal; o casamento (que é incontestavelmente a forma de propriedade privada exclusiva) é posto em contraste com a comunidade das mulheres, em que estas se tornam comunais e propriedade comum. Pode-se dizer que essa idéia de comunidade das mulheres é o segredo de Polichinelo desse comunismo inteiramente vulgar e irrefletido. Assim como as mulheres terão de passar do matrimônio para a prostituição universal, igualmente todo o mundo das riquezas (i. é, o mundo objetivo do homem) terá de passar da relação de casamento exclusivo com o proprietário particular para a de prostituição universal com a comunidade. Esse comunismo, que nega a personalidade do homem em todos os setores, é somente a expressão lógica da propriedade privada, que é essa negação. A inveja universal estabelecendo-se como uma potência é apenas uma forma camuflada de cupidez que se reinstaura e satisfaz de maneira diferente. Os pensamentos de toda propriedade privada individual são, pelo menos, dirigidos contra qualquer propriedade privada mais abastada, sob a forma de inveja e do desejo de reduzir tudo a um nível comum; destarte, essa inveja e nivelamento por baixo constituem, de fato, a essência da competição. O comunismo vulgar é apenas o paroxismo de tal inveja e nivelamento por baixo, baseado em um mínimo preconcebido. Quão pouco essa eliminação da propriedade privada representa uma apropriação genuína é demonstrado pela negação abstrata de todo o mundo da cultura e da civilização, e pelo retorno â simplicidade inatural (IV) do pobre e indigente que não só ainda não ultrapassou a propriedade privada, mas nem ainda a atingiu."

    Por fim, vocês tem que começar a entender quando um comentário é irônico (irônico quer dizer que a pessoa nao condorda com o que está falando, só está "tirando sarro"). Fica meio feio entrar num site onde todo mundo se acha tão inteligente mas nao entende ironia e também nao consegue interpretar textos.

    Vamo lá galera, quero discutir com liberais mais qualificados.
  • Nilo BP  15/12/2014 23:34
    O Marx não está "criticando" nada; ele está descrevendo o estágio inicial "vulgar" do socialismo, que se contrapõe ao capitalismo burguês, e que apenas então (dialeticamente, sacomé) dá lugar ao comunismo "evoluído." Como isso vai acontecer, ele não se dignificou a explicar, como de hábito; só alguns resmungos místicos sobre as "leis da história."

    Você realmente acha que Marx, aquele "pragmático", com toda a sua retórica apocalíptica, acreditava que a transição para o capitalismo ia ser só flores e beijos? Depois dos capitalistas, o grupo contra o qual ele mais adorava fazer insinuações esnobes eram os "socialistas utópicos," e não por acaso.

    Os horrores comunistas no mundo real não foram "deturpações" da visão de Marx; foram tentativas de implementá-la de acordo com o plano: revolução violenta. O Marx paz-e-amor dos artistas e intelectuais está beeem longe do Marx de verdade.

    Eu recomendo fortemente o texto que o Occam's Razor linkou. Qualquer um que absorver aquilo vai ter dificuldade em levar Marx a sério.
  • Renato Souza  13/02/2014 11:40
    Marcos

    Você brinca, mas Marx chegou a falar exatamente isso. Ele propôs REALMENTE que as mulheres fossem "socializadas". Descreveu isso como torna-las todas prostitutas. Como muitas delas poderiam não concordar, acrescento que isso implicaria necessariamente em estupros aos montes. Ele disse que, embora isso fosse mal, seria apenas uma fase da história, o "socialismo grosseiro", que inevitavelmente algum dia daria lugar ao "futuro gloriosos".

    Nenhuma surpresa, socialismo é isso mesmo, alguém faz uma proposta monstruosa, de maldade incrível, e para se justificar diz que isso é uma passo da história no caminho de um "futuro glorioso". O discurso perfeito para qualquer psicopata...
  • Dam Herzog  13/02/2014 00:48
    Ora Marcos, você tem que mudar de time. Seu time do socialismo só pode trazer miséria e desgraça a humanidade, pois a ditadura do proletariado já matou milhões de pessoas, leia sobres os crimes dos social-nacionalismo desde Hitler, Stalin, Mao tse tung, Fidel Cuba, trabalho escravo "Mais Medico ou Maus Medicos, e Guevara (galeria dos assassinos do seculo).Socialismo significa agressão. Hayek já dizia que um dia as teorias de Freud e o socialismo serão consideradas simples supertições. Queremos você no time do Libertárianismo, pois este tem como principio a não agressão, é errado agredir os não agressores. O libertárianismo não mata ninguém e ninguém mata em seu nome. Adotamos por principio as trocas voluntarias dentro de um processo chamado mercado livre. É um mercado de soma diferente de zero, onde os agentes das trocas sairão sempre ambos ganhando, isto é, as trocas criam riquezas. Estas riquezas podem ser acumuladas por quem quiser, quem não quiser pode consumir tudo. Os que querem acumular o excesso apos o consumo, geram capital, que por sua vez é investido para produzir novas riquezas e serviços, possibilitando contratações no mercado, que proporciona a melhoria de vida dos que não acumularam e precisam garantir a sua sobrevivência. O Capitalismo salvou o proletariado da fome e inanição, e faz isto até hoje. A divisão do trabalho onde cada um pode em total liberdade fazer o que faz melhor, com máxima perfeição e no menor espaço de tempo nos conduz a noção de produtividade. Afinal o capitalismo é o unico sistema onde os capitalistas são recompensados ou punidos pelo satisfação maior ou menor que os agente economico satisfazem os desejos dos bilhões de cidadãos. Desculpe-me de a Gisele Bundchen ter discriminado você e também a mim, se casando com outro. Foi uma troca voluntária e boa para os dois, os dois sairam ganhando, por isto esta troca voluntária tornou esta união possível. Porque o Neymar consegue na sua arte ganhar mais do que um professor de fisica nuclear? Ora o conjunto de pessoas participantes do mercado mostram maior interesse pelas coisas que o Neymar faz do que as coisas que o fisíco faz e assim o mercado decide a favor do Neymar, ou para uma cantora como a Lady Gaga, ou mesmo preferem o Neymar ao Papa. O capitalistas são comerciantes pacíficos onde detestam a agressão e a guerra.Quem trabalha mais deve ganhar mais. Agradeço ao Steve Jobs por se esforçar tanto e por não querer ser igual a mim. Estou satisfeito por ser desigual em relação ao Steve e agradeço a ele pela produtividade que o meu iPad me proporciona, e lamento que os socialista dos Estados Unidos tenha o feito ir produzir na China enxotado pelos altos impostos , pois imposto é roubo. O produto de meu trabalho deve pertencer a mim. Venha para cá, Marcos para o turma do bem. Um abraço.
  • anônimo  13/02/2014 10:38
    off topic:
    não sei se é só comigo, mas a formatação do site está mostrando uns defeitos, a parte onde tem comentários recentes, conecte-se, etc, está desalinhada com o resto da pagina
    Estou usando google chrome

    E por falar em site, e o fórum cadê? Acho que vocês precisam contratar um web designer melhor.Sério, isso não é tão difícil, já existem vários fóruns feitos pela internet, é só copiar o código.
  • Guilherme  13/02/2014 11:31
    Normal aqui pra mim. Também estou no Google Chrome. Tente aumentar o seu zoom (CTRL +). É provável que ele esteja baixo.
  • Pobre Paulista  13/02/2014 11:41
    Sério, isso não é tão difícil, já existem vários fóruns feitos pela internet, é só copiar o código.

    Então você mesmo pode criar um. Aliás esses dias apareceu alguém aqui promovendo um fórum que tinha criado. E pelo nível de exigência do seu comentário eu presumo que você é um mantenedor sênior do instituto. Só faltou perguntar se é do interesse do instituto criar e manter um fórum.
  • Admin do fórum  13/02/2014 12:28
    Aqui vai o link, de novo.

  • anônimo  13/02/2014 17:52
    Pobre Paulista, eu só perguntei pelo fórum porque, caso vc não saiba, o próprio IMB falou que estava sendo providenciado.
    Não tem como comparar um fórum aqui, com a quantidade de gente que já frequenta o site, com um fórum num site que ninguém conhece, de um leitor.
  • gredson  13/02/2014 19:24
    é verdade por melhor que seja intenção do usuario criador do forum. e eu não duvido disso.
    mas confiria muito mais em um forum oficial do mises brasil.
  • Felipe  13/02/2014 16:57
    Me chamem de louco, mas eu não compro nada de grandes corporações. Não encontrou outra maneira melhor de beneficiar o meu próprio país consumindo e beneficiando produtores do nosso país!Há porem, muitas marcas internacionais que, apesar de produzir no brasil, não deixa de ser estrangeira.
    Me pergunto, como as pessoas podem defender marcas de países que provocam guerra e espionagem? Como ninguém pensa em estar promovendo o socialismo ditador e escravista chinês a preços e produtos baratos!
    Desculpe amigo, com esse pensamento egoísta você construiu uma favela em sua cidade. Defendo o capitalismo,mas dou muito valor a quem trabalha de maneira honesta para levar comida a sua mesa. Quando você diz q o mundo é do mais forte imagino um troglodita das cavernas sem senso de humanidade e respeito. O seu mundo é o Brasil, onde vive. E comparar pessoas trabalhadoras a desigualdades de âmbito egoísta e imoral a estupradores é muita demagogia para mim.
    Conscientize-se, comece a pensar em pequenas empresas, empresas heroínas e resistentes a oligopólios massacrantes. Ainda espero que as pessoas comece a ver a importância da igualdade, do trabalho.
    Promova o consumo economicamente consciente e estará fazendo um bem muito maior. Notei uma certa crítica indireta ao assistencialismo do governo, saiba que isso de certa maneira traria uma circulação maior de dinheiro, aumentaria o consumo e erradicaria a pobreza. Mas como isso aconteceria, se o dinheiro fica com as grandes empresas ou vão para fora.
    O Brasil precisa de consciência, na hora de comprar, de comprar e, principalmente de admirar e dar bola para quem pisa em cima de nossas cabeças.
  • Doutrinador  13/02/2014 17:14
    Comprar apenas as porcarias nacionais fabricadas por essas mesmas "grandes corporações" que você tanto critica? Corporações essas que recorrem ao governo para que ele desvalorize a moeda e eleve as tarifas de importação para nos obrigar a comprar apenas os seus lixos?

    Ora, se você quer ser o otário disposto a bancar a boa vida da FIESP, fique à vontade. Apenas não me obrigue a ser tão otário quanto você.

    No mais, há três países que seguem exatamente esta sua ideia de praticamente só comprar coisas nacionais (embora façam isso por total falta de condição de importar): Coréia do Norte, Cuba e Haiti.

    De resto, essa passagem é primorosa: "saiba que [o assistencialismo do governo] de certa maneira traria uma circulação maior de dinheiro, aumentaria o consumo e erradicaria a pobreza. Mas como isso aconteceria, se o dinheiro fica com as grandes empresas ou vão para fora."

    Genial. Acabo de descobrir que, além de ser a "circulação maior de dinheiro" o que gera riqueza (e não mais a produção de bens e serviços), a solução para o enriquecimento do país está em o governo fazer todo mundo virar funça com salário de ministro do STF. Viraríamos a Suíça da noite para o dia.

    Lembrem-se: gente como esse Felipe vota.
  • Caio-SP  13/02/2014 17:26
    Duvida Felipe: Como você não compra nada de grandes corporações e está conseguindo escrever e ser lido por todos nós aqui no site?
  • Andre  14/02/2014 11:14
    "Duvida Felipe: Como você não compra nada de grandes corporações e está conseguindo escrever e ser lido por todos nós aqui no site?"

    Também fiquei com essa dúvida, afinal de contas nenhuma empresa brasileira fabrica:
    processadores, memória, placas mãe, etc...

    Como você conseguiu esse milagre, Felipe?
    Estou curioso.

    E que tal fazer melhor, não comercialize com nenhuma empresa/pessoa de fora do seu estado.
    Quando você ver sua vida melhorar aí você vai pro nível seguinte:
    Não comercialize com nenhuma empresa/pessoa de fora da sua cidade.
    Quando você ver sua vida melhorar aí você vai pro nível seguinte:
    Não comercialize com nenhuma empresa/pessoa de fora do seu bairro.
    Quando você ver sua vida melhorar aí você vai pro nível seguinte:
    Não comercialize com nenhuma empresa/pessoa de fora da sua rua.
    Quando você ver sua vida melhorar aí você vai pro nível seguinte:
    Não comercialize com nenhuma empresa/pessoa de fora da sua casa.
    Quando você ver sua vida melhorar aí você vai pro nível seguinte:
    Não comercialize com nenhuma empresa/pessoa.

    Pronto!
    Depois conte-nos como foi sua experiencia de isolacionismo, usando o computador que você
    vai fabricar em casa, sozinho e usando apenas a matéria prima do seu quintal.

    Afinal de contas, pelo que eu entendi, você acredita que:

    "O comércio apenas empobrece quem compra e enriquece quem vende. Portanto se o Brasil
    proibisse todas as importações e permitisse apenas exportações nos tornaríamos o país
    mais rico do mundo! Pois país rico é aquele que envia todos os seus produtos pra fora
    e só deixa entrar pedacinhos de papel colorido (também conhecido como "dinheiro") de volta."

    Certo?

    Só falta agora explicar porque Cuba não está nadando na opulência...
  • marcos  14/02/2014 11:50
    genial!

  • anonimo  14/02/2014 12:43
    Você fabrica seu próprio sabonete? E sua pasta de dentes? E sua escova de dente? E se precisar de um remédio, fabrica em casa? Não usa celular? Como vc cozinha (imaginando que vc use gás)?

    Apenas poucos exemplos.

    Obrigado.
  • Élide Júlia  13/02/2014 21:34
    Inspirada por uma discussão sobre Cuba, a partir de um post, fui levada a fazer uma analogia entre um Estado socialista radical e ditatorial e um lar comandado por um pai autoritário, controlador e neurótico pelo poder.
    Vou versar sobre o óbvio. Já que o óbvio é desconsiderado exatamente por sua obviedade.
    Imaginem um sujeito que resolva constituir uma família, baseado numa ideologia que, teoricamente, promoveria a justiça, a solidariedade, o progresso coletivo e o bem estar social.
    Estabelece, em seu lar, uma norma inicial: - Nenhum de seus membros será conspurcado pelas "más" influências externas. Seus filhos permanecerão confinados à casa, diuturnamente controlados, para que não sejam contaminados por "esse mundo devasso e egoísta de seus vizinhos".
    Sua saúde, sua educação formal, seu aprendizado acadêmico, tudo será feito a domicílio por profissionais treinados nas crenças do Chefe, de forma a garantir a imunidade contra os vírus vindos do exterior.
    Seus brinquedos, leituras e palavras deverão sempre obedecer aos critérios do pai, que orientará sobre a pertinência de cada uma e todas as coisas.
    Conviver e interagir com a vizinhança, nem pensar! Apenas poderão brincar entre eles e dentro dos muros. Visitantes só terão acesso desde que obedeçam às regras da casa e não extrapolem ao permitido.
    Tudo isso para preservar a saúde, a segurança, a integridade física e mental e os elevados ideais de seus filhos. Tudo, inclusive a vida privada de cada um, será monitorado por esse pai provedor, cuidadoso e justo.
    Ao atingirem a idade de trabalhar, o farão nas empresas do pai, que designará a cada um sua função, segundo seus sábios critérios. Afinal, o incontestável progenitor sempre sabe o que é melhor para sua cria.
    Os proventos desse trabalho coletivo deverão ser entregues ao pai, que os distribuirá segundo as necessidades de cada um. Assim, independente de competência ou produtividade, todos serão atendidos em suas necessidades básicas, sem que, para isso, haja um critério de mérito, mas sim de justiça social.
    Sendo uma só família, todos os seus membros subalternos terão direito ao mesmo quinhão e, em caso de penúria, seja causada por que motivos for, dividirão irmãmente sua miséria.
    Ao Chefe da Família caberá o maior quinhão, tendo este, como mentor e administrador da casa, direito aos melhores aposentos, à melhor alimentação, gozando ainda de todas as liberdades e privilégios negados aos seus filhos.
    E deverá ser respeitado e ouvido quando, em longas conversas, mostrar à sua prole todas as vantagens do sistema vigente em sua casa, o qual favorece igualmente a todos, em contrapartida ao caos que reina na vizinhança, onde seus chefes que se apegam a princípios egoístas e gananciosos, ao mesmo tempo que não dão limites a seus filhos, que gozam de liberdade tal que os levam aos mais baixos instintos, exploram uns aos outros e vilipendiam as necessidades básicas dos desfavorecidos.

    Os componentes dessa família que se mostrarem mais inteligentes, trabalhadores, ou competentes jamais deverão desfazer de seus irmãos desvalidos "pela natureza" dessas virtudes. Todos devem ser respeitados como iguais e acolhidos no seio dessa sociedade, sem atitudes elitistas e de segregação.

    Influenciados por esse discurso manipulador de suas mentes, alguns filhos se dobrarão à vontade do pai e reconhecerão nele seu guia e protetor. E viverão felizes suas vidas medíocres, sem questionarem nada.
    Outros se rebelarão, farão de tudo para fugir dos tentáculos paternos, mesmo correndo os piores riscos, em busca de sua liberdade de se expressar e de viver plenamente.
    Talvez aqueles irmãos inteligentes, competentes e produtivos cheguem a questionar os direitos iguais dos outros acomodados, preguiçosos e estúpidos, por usufruírem das benesses que eles proporcionam com seu empenho.
    Outros, talvez instados pelo discurso paterno, se convençam que eles, em sendo privilegiados, têm o dever moral de ajudar o coletivo e se orgulhar de poder faze-lo pelo bem de todos e pela paz da família.
    Alguns, quem sabe, se sintam desestimulados e optem por se empenhar menos, dispensando suas habilidades e suas competências em favor de um desempenho mais medíocre, para não se sentir explorado.
    Os irmãos "antiça" ( mistura de anta com bicho preguiça ) defenderão sempre o sistema, já que este os favorece, sem que eles tenham que se empenhar para garantir seu sustento e seus direitos.
    Tudo bem nivelado por baixo, terá o pai um poder vitalício e inquestionável. Bom, não é? .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
    Agora, algumas perguntas:
    - Você gostaria de pertencer a uma "família" dessas?
    - Você considera correta a atitude desse pai que, para preservar seus filhos das mazelas do mundo, os condene à mediocridade, sequestre suas liberdades e decida tudo por eles?
    - Você é solidário aos seus irmãos "antiças" e acha justo dividir irmãmente o produto de seus esforços com eles?
    Se vc respondeu sim às 3 questões, vc é um autêntico socialista radical ( ou comunista, como quiser ). E se não for um esquerdista de carteirinha, talvez seja apenas aquele irmão "antiça".
  • marcos  14/02/2014 11:32
    brilhante Élide!!!!!

    O intrigante/desesperador é que o mundo tá cheio de antiças

    Esse modelo é extramente vendável e nefasto
  • Vive la liberte!  14/02/2014 17:22
    Muito bom, quase uma A Revolução dos Bichos. :)
  • Social Democrata  09/12/2014 16:42
    Muito boa alegoria. A busca artificial da igualdade comprova a natureza comunista, sem dúvida. A tentativa de controle a qualquer custo é caro à diversos regimes totalitários. Impor qualquer modelo de cima pra baixo já comprovou ser inócuo.
    Agora vamos imaginar as outras famílias, ditas "livres". Serão mesmo livres? Também não o são, de certa forma, doutrinados? Vejamos:
    Os pais das outras famílias, que também deterão a maior parte das benesses produzidas, certamente também tentarão controlar seus filhos, à despeito de uma aparente "liberdade". Horário pra sair, horário pra voltar, não consumir produtos "inadequados" e cuidado com as companhias "inferiores" (que não sejam da mesma "classe"). Provavelmente seus emails serão vasculhados, para sua "segurança" e em busca de fatos que possam, digamos, provocar embaraço familiar.
    Como os pais certamente pregam a vida como uma "carreira" a ser planejada, com constantes vitórias (a derrota financeira é motivo de vergonha), passarão todo o dia fora de casa e o trabalho pesado de limpar a casa, bem como parte da criação dos rebentos, ficarão à cargo de alguém visto pela família como "empregado", sem que faça parte desse circulo abençoado.
    Como os pais depreenderam muitos dias do ano em busca desenfreada por sucesso financeiro (para dar exemplo de como "vencer" na vida), ficaram muito ausentes da criação dos filhos, compensando a mesma com presentes ao fim do ano, ensinando-as que a plenitude da vida consiste em acumular presentes por toda vida - quanto mais , melhor, mesmo que sejam presentes iguais com roupagens diversas e aparentemente diferentes.
    Essa modus operandi foi assim ensinado ao longo dos anos, promovendo assim constante competição entre os filhos, durante toda a vida; nada impede, por exemplo, que o "vencedor" entre eles, por ter o carro maior e de última linha, faça chacota dos demais, renegados ao ostracismo por terem carreiras profissionais de remuneração discreta, já que privilegiaram outras aspectos da vida que não o financeiro apenas.
    Pergunta: alguém se identifica, ou conhece alguém que tenha uma família assim? Se você vive no Ocidente, certamente sim, porque não há outra opção. Você nasceu e certmamente morrerá nessa família. Coagido a ser sempre um "vencedor" em uma família "livre" e "feliz".
  • Rodrigo Amado  30/12/2014 14:19
    Você está criticando o fato de que os seres humanos são influenciados por outros seres humanos.
    Os seres humanos esquerdistas, progressistas, comunistas... também são influenciados por outros seres humanos exatamente da mesma forma.

    Sua crítica é tão relevante quanto à critica ao fato dos seres humanos respirarem. Ou quanto ao fato deles existirem.

    E existe uma diferença brutal entre ser influenciado por pressão social e ser "influenciado" por ameças de violência e morte sob a mira de uma arma.
    A Ausência deliberada de senso de proporções é um tipico truque esquerdista, que você usou para tentar fazer parecer que "ninguém é livre":
    lucianoayan.com/2013/08/23/jogo-esquerdista-ausencia-deliberada-de-senso-de-proporcoes/
  • Gustavo  14/02/2014 22:56
    Esse texto parte do pressuposto que no capitalismo existe um conceito chamado concorrência perfeita... Onde todos podem entrar no mercado e obter sua fatia. Bem, esse tipo de concorrência não existe. Existe uma tendência do sistema a formar monopólios, que criam barreiras para a entrada de novas firmas, mesmo que estas entrem, os monopólios podem comprá-las (ex: hoje é muito dificil ver bebida engarrafada que não seja da coca: del valle, schweppes, crystal... e outra, porque o Brasil não possui fábrica de carros, se já é capaz de fabricar aviões??). Segundo, essas ideias consideram que o crescimento econômico deve ser infinito. Porque sempre há inovação, sempre tem gente querendo mais lucro.. É uma ideia absurda: não há como crescer infinitamente num planeta finito. Terceiro, na formação de monopólio, a liberdade do consumidor é restringida, tanto em produtos quanto em preço. Quarto, já é provado que quanto maior a desigualdade social maior os problemas que se desencadeiam tanto social quanto economicamente (isso afeta pobres, ricos e classe média). A estrutura institucional do nosso país ainda por cima permite muitos abusos do setor privado, as empreiteiras que o digam...A igualdade de renda realmente é dificil, se não impossível, mas esse argumento é fajuto quando até os empresários mais arrojados e políticos mais malandros sabem que a sociedade tem que ser equilibrada pra não irromper em crises.
  • Procurador  14/02/2014 23:50
    Mais um...

    Prezado Gustavo, em primeiro lugar, ninguém acredita em concorrência perfeita. Gentileza informar-se minimamente sobre uma teoria antes de atacá-la.

    As definições corretas de monopólio e concorrência - e por que a concorrência perfeita é ilógica

    De resto, sobre monopólio, você simplesmente inverteu as relações de causa e efeito. Quem tende a favorecer as grandes empresas e criar monopólios é justamente um estado intervencionista e regulador. Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Sobre as reformas "neoliberais" na América Latina e por que elas fracassaram
  • Alberto Giovanni   15/02/2014 01:55
    Sobre o artigo "A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico", só faltou o autor falar uma coisa: que esses lucros excelentes obtidos pelos empresários, só são dessa forma porque os mesmo pagam salários indignos aos seus funcionários. É como o salário das pessoas que terabalham em telemarketing para grandes empresas bem sucedidas: ganham salários péssimos e trabalham bastante. Então, que tipo de benefícios eles recebem dessa forma econômica tão entusiasticamente enaltecida pelo autor? E devo esclarecer que não sou anarquista, e que tenho uma forte repulsa pelo comunismo ou pelo socialismo mediocre e metiroso, porque sei dos campos de trabalho forçado na China, do desrespeito à vida e da banalização da morte em nome da manutenção do sistema comunista, da destruição da cultura refinada e da religiosidade etc. Mas, o capitalismo tem igualmente massacrado pessoas devido ao excesso de lucros dos empresários e dos consequentes péssimos salários pagos à mão-de-obra contratada, tem criado guerras em nome dos lucros obtidos com a venda de armas, tem destruido o meio ambiente devido ao consumismo irrefreável etc. Isso não é verdade? Os povos e culturas tradicionais que não pertencem ao mundo globalizado - e, portanto nem ao socialismo e nem ao capitalismo - têm suas próprias configurações culturais, sociais e econômicas e vivem coerentemente, com boa organização social, boa distribuição material, apresentam ótima cooperação e uma excelente qualidade de vida. Lhes faz falta o capitalismo? O comunismo? O socialismo? Ou o anarquismo? As teorias econômicas e políticas servem apaenas para defender interesses daqueles que as criaram. Ou não?
  • Cansado da mediocridade  15/02/2014 02:20
    Será que algum dia alguém virá aqui apresentar uma crítica minimamente original? Só um pouquinho? Ou será que estaremos condenados a diariamente sermos bombardeados com este festival de clichês e lugares-comuns que não impressionam nem militante de DCE?

    Quer entender por que os salários são baixos no Brasil? Quer saber de quem é a culpa? Leia este texto:

    O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil

    Quer falar de meio ambiente, de conservação e de destruição? Ótimo, leia estes artigos:

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Propriedade privada significa preservação

    Guerras? Até onde se sabe, quem faz guerras são governos. E contra outros governos. Da mesma maneira, quem permite destruição de florestas é o proprietário delas, o governo.

    Gentileza apresentar mais originalidade e menos clichês em suas afetações de indignação e em suas efusões de lamúrias.
  • Renato Souza  20/02/2014 02:15
    Alberto

    Você se engana sobre os motivos de baixos salários.

    Veja, você rejeita o socialismo/comunismo, mas rejeita também o livre mercado, então suponho que você defenda o intervencionismo. Será essa uma boa saída? Em que países você encontra enorme grau de intervencionismo? Na maioria dos países da América do Sul e África. E qual o resultado? Pobreza, desigualdade, estagnação, desemprego.

    Em que países o intervencionismo é menor? Nos tigres asiáticos. Qual o resultado? rápido crescimento econômico, centenas de milhões de pessoas tiradas da miséria em poucas décadas, prosperidade crescente.

    Deixo um tema de estudo para você: Um dos pilares da atual doutrina intervencionista (keynesianismo) é a contínua inflação. Mas inflação provoca concentração de riquezas nas mãos de poucos. Essa é uma das grandes causas do imensa concentração de riquezas no Brasil. Durante muitos anos, grande parte da população foi sistematicamente surrupiada pelo imposto inflacionário, e boa parte dessa grana foi parar na mão de operadores do mercado financeiro (e outra parte nas mãos do governo, isto é, nas mãos de burocratas muito mais ricos que a média da população). Não contente com toda as agressões à liberdade das pessoas, o atual governo brasileiro luta agora por aumentar mais e mais a inflação. Veremos logo a pobreza aumentar nesse país. Lembra-se do que Guido Mantega disse quando assumiu a pasta da fazenda? "Um pouco de inflação não faz mal". Quando eu li essas palavras, logo imaginei o que vinha pela frente. Começamos agora a sentir os efeitos dessa política...
  • DD  18/02/2014 11:57
    Certamente os dois lados dessa discussão tem suas razões de ser. O deboche e desrespeito, de ambos os lados, só servem para perpetuar a desinformação. Os livros das prateleiras são maiores que os artigos que lemos por aqui pq eles abordam os assuntos que tratam com certa profundidade. Nos espaços que estão disponíveis aqui, e na internet em geral, raramente consegue-se aprofundar uma questão o suficiente para não haver margem de discussão.
    Um bom exemplo dessa possível discussão (se não haver deboche e sarcasmo, pq daí já "tacou o foda-se", e ai, foda-se):
    O escritor "Cansado da mediocridade" diz: "Guerras? Até onde se sabe, quem faz guerras são governos. E contra outros governos. Da mesma maneira, quem permite destruição de florestas é o proprietário delas, o governo."
    Os aviões da Luftwaffe, por exemplo, precisavam de insumos produzidos por grandes empresas americanas para voar. Você pode dizer, claro: mas a empresa não tem nada que ver com isso. Mas fica muito fácil então. As empresas fazem parte da sociedade, têm seu papel na forma como ela se desenvolve assim como os governos, assim como os cidadãos.
    Outra frase aberta para debate, e sem mediocridade.
    O governo é proprietário das florestas? Inclusive daquelas que estão nas propriedades do, digamos, Grupo André Maggi? E se o governo não fiscalizar as florestas dentro da propriedade do Grupo, tudo bem o Grupo botá-las abaixo? E se o governo fiscalizar e o Grupo já as tiver cortado? O governo pode, digamos, surrupiar a mesma área de floresta cortada em área produtiva?
    O que me cansa nessas discussões são desqualificações do debate do gênero: isso é socialismo! Isso é comunismo! E, do outro lado, isso é capitalismo! Isso é mercado!
    Putz grila! Falta criatividade, falta inovação. Não, não quero "voltar", pq ninguém volta. Mas querer imaginar que mundo viveremos daqui a cinquenta anos, e nesse mundo não ter nada além de capitalismo, socialismo ou comunismo... isso sim é mediocridade.
    Capitalismo nos trouxe uma série de soluções e inovações. Mas não resolveu todos os problemas do mundo. Sites como esse me parecem bons locais para discutirmos isso, formas de resolver estes problemas, mas apenas se tivermos criatividade e capacidade de inovação e, talvez acima de tudo, respeito pelo outro.
  • Leandro  18/02/2014 15:04
    Prezado DD, não confunda mercantilismo e privilégios corporativistas com livre mercado. Empresas que fornecem máquinas e equipamentos para governos (seja para guerras ou seja para simples obras públicas) não estão operando em um mercado livre e concorrencial. Elas estão operando, isso sim, em um regime privilegiado, no qual os lucros são garantidos e os prejuízos, praticamente impossíveis.

    Este site condena veementemente este arranjo. Foi provavelmente por isso que o leitor acima fez a ironia. Empresas que fornecem equipamentos para governos fazerem guerras não é um arranjo capitalista de livre mercado. E isso não é questão de ideologia; é uma questão de definição.

    Quanto à questão das florestas, não há erro nenhum em dizer que o governo é sim o dono das florestas. Agora, quanto às reservas que estão sob controle privado, temos vários artigos sobre isso neste site, e a leitura deles é sempre recomendada. Você não pode exigir que um assunto deste porte seja debatido de maneira profunda em uma simples seção de comentários.

    Faço coro ao leitor acima e recomendo os seguintes artigos:

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Propriedade privada significa preservação

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349 (item 12)
  • DD  18/02/2014 17:08
    Leandro,
    obrigado pela resposta e pelas sugestões de artigos, vou lê-los.
    Veja, não exijo profundidade no debate, apenas peço (e não exijo) cordialidade, dado exatamente que não podemos nos aprofundar sobre o assunto - e por isso deixamos margem para ambiguidades. Cordialidade não por ser, digamos, politicamente correto, mas apenas por ser uma estratégia útil se estamos debatendo para tentar encontrar algum solo comum.
    Essa questão dos termos, livre mercado, mercantilismo e privilégios. Se for uma questão de definição concordamos ao menos no fato de que o arranjo que temos hoje não é o ideal. Quer dizer, eu identifiquei o fato de uma empresa vender para estados fazerem guerra com o capitalismo. Você me corrigiu e apontou que nesse caso não estamos falando de livre comércio, mas de mercantilismo e privilégios corporativistas. Estamos falando, então, de um estado de coisas que pensamos não ser ideal para a sociedade. E isso que me causa espanto: muitas vezes vejo pessoas discutindo aqui que concordam com o fato de que do jeito que vai vai mal. Mas mesmo concordando com o essencial, não conseguem achar um campo comum de discussão...



  • Eduardo Bellani  18/02/2014 18:33
    Você escreveu quase 200 palavras pra dizer que

    * Gosta que as pessoas sejam cordiais com você.

    * Se surpreende que as pessoas que concordam em X discordam em Y.

    Me lembrou uma máxima, controle a gramática em que as pessoas se expressam,
    e o resto vem junto.
  • DD  18/02/2014 20:06
    Me surpreende que as pessoas que concordam em X façam tanta questão de discutir apenas sobre aquilo que discordam.
    Se você tivesse lido exatamente o que escrevi, e as vezes é necessário escrever muito para se fazer entender (mesmo correndo o risco de as pessoas não te lerem, e ai não adianta mesmo), saberia que não quero que as pessoas sejam cordiais comigo. Apresentei os motivos para a cordialidade no comentário acima. Aliás, a pessoa não cordial não o foi para comigo, nenhum motive tendo eu para exigir cordialidade. Ninguém em foi "descordial".
    Agora, não entendi: controle a gramática? Por favor, explore.
  • Eduardo Bellani  19/02/2014 12:26
    Agora, não entendi: controle a gramática? Por favor, explore.

    Gramática, em termos gerais, é o conjunto de símbolos, seus
    significados e suas conexões válidas que compõem uma linguagem.

    Uma linguagem não apenas é a forma como o pensamento racional se
    expressa, ela *é* a base do pensamento racional (as outras duas partes
    subsequentes são a lógica e a retórica, formado o trivium clássico na
    ordem correta).

    Se você controla a gramática que uma pessoa usa, você controla o
    pensamento dela, no sentido de limitar o que ela consegue pensar.

    Sobre a razão que eu fiz esse comentário sobre seu parágrafo longo e
    confuso, eu associei seu parágrafo com a objetivo de nosso sistema de
    educação e mídia, objetivo esse que é docilizar e confundir a
    população através da difusão em massa de uma gramática confusa e
    empobrecida.

    Para uma ilustração do que eu argumentei, assista:

  • DD  19/02/2014 16:15
    Certo Eduardo, entendi o sentido que queres dar para o termo "gramática". Certamente deves saber que essa palavra possui algumas acepções diferentes, por isso minha pergunta.
    De qualquer forma, se deveria tirar algo de bom do seu comentário (tenho minhas dúvidas se ele tinha esse objetivo, acrescentar algo de bom), é que eu devo procurar ser mais conciso. Correndo o risco de ser julgado como tendo um pensamento "docilizado" e "confuso" se não o for.
    Em relação ao vídeo, ele fala exatamente da confusão - as vezes deliberada - que certos termos trazem para o debate. Foi o que aconteceu quando eu falei em capitalismo, e o Leandro me corrigiu, lembrando que mercantilismo e privilégios corporativistas não são a mesma coisa que livre-mercado (a confusão destas três ideias através do termo 'capitalismo' foi o meu engano).
    Ps. se o objetivo não era acrescentar nada, furte-se a responder, não vale a pena.
  • Eduardo Bellani  19/02/2014 17:58
    De qualquer forma, se deveria tirar algo de bom do seu comentário
    (tenho minhas dúvidas se ele tinha esse objetivo, acrescentar algo de
    bom), é que eu devo procurar ser mais conciso. Correndo o risco de ser
    julgado como tendo um pensamento "docilizado" e "confuso" se não o
    for.


    O que eu pretendia demonstrar, usando seu exemplo, é a manipulação, na
    minha opinião intencional, da gramática para fins políticos. Uma quantidade
    excessiva de palavras é, em geral, um sintoma de uma confusão em
    relação a termos fundamentais. Um dos exemplos no seu caso foi a
    palavra 'capitalismo'.

    Em resumo, minha intenção foi levantar a seguinte pergunta:

    "Se isso acontece com uma palavra tão importante quanto capitalismo,
    com quais outras palavras isso acontece?"

    A resposta a essa pergunta é vital para nossa liberdade.
  • DD  19/02/2014 20:17
    Certamente economia não é um tema que domino e a utilização de muitas palavras as vezes é necessário, exatamente por esse desconhecimento. Então, no meu caso você está certo, precisei usar várias palavras, pois de fato desconheço muitos "termos fundamentais" da economia. Que bom que outro leitor me corrigiu para que, então, pudéssemos de fato dialogar a partir de uma base comum.
    A confusão de termos, ou diferença na acepção de termos, quando a conversa é travada com pessoas que não sabemos exatamente quem são, qual seu 'background', é "comum". E é um pouco por isso que a cordialidade é importante. Pq as vezes a discordância não está na forma como duas pessoas interpretam um fato, mas na forma como elas comunicam essa interpretação para outras. Se todos os diálogos pararem por uma confusão de termos, não vamos muito longe.
    Respondendo sua pergunta, acho que isso acontece com muitas outras palavras, e se formos nos preocupar em apontar "você não sabe!" ao invés de explicar "isso que você está dizendo chamamos de outra coisa, não o termo que você usou", perdemos muito tempo discutindo coisas que talvez não merecessem tanta energia.
    Em relação a utilização da linguagem - e de outras formas de expressão - como meio para dominação, isso é difícil contrariar, vide Foucault, Bordieu e outros.
    Você não poderia ter deixado claro sua intenção no início? Pq pareceu que você quis apenas ser sarcástico, quando na verdade sua intenção era discutir algo.

  • Lineker  20/02/2014 13:24
    Lendo este artigo me lembrei de um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, escrito por Allan Kardec em 1864.

    Desigualdade das riquezas
    8. A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente
    se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira
    questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos
    todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem
    igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes
    para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e
    insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco
    tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que,
    supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o
    resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem
    para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido
    desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os
    homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a
    concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade
    suficiente, de acordo com as necessidades.
  • M. Smmohier  28/02/2014 13:53
    Esta fase grosseira do socialismo está mais pra Anarquia ..
  • Eu  08/12/2014 01:09
    "Desta maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas fortunas. As fortunas se originam nos lucros e são utilizadas como capital. Em ambos os casos, elas servem ao público consumidor. Elas também servem para pagar salários."
    Muita mentira nesse texto. Cadê produtos com preços baratos? Cadê os salários altos? A realidade é a mais-valia. Pagam muito pouco por nossa força de trabalho e ganha-se muito com ela.
    Das duas uma: ou não estamos no capitalismo ou esse texto é uma falácia.
  • Leandro  08/12/2014 12:04
    "Cadê produtos com preços baratos? Cadê os salários altos?"

    À sua volta. Se você analisar o que ocorreu ao longo das últimas décadas com itens como tecnologia, alimentação e vestuário, verá que houve uma queda dramática nos preços, quando mensurados em termos de horas de trabalho necessárias para se adquirir a mesma quantidade de cada item e uma sensível melhora na qualidade dos produtos.

    A concorrência reduziu os custos.

    Hoje trabalhamos em média apenas dois terços do que se trabalhava em 1914 -- 40 horas de trabalho por semana ao invés de 60. Assim, com apenas dois terços do trabalho realizado em 1914, hoje é possível adquirir dinheiro suficiente para comprar 10 vezes a quantidade de bens que se comprava àquela época.

    Ou, colocando de outra forma, um simples décimo daqueles dois terços -- ou 6,66% -- é hoje suficiente para comprar bens equivalentes ao padrão de vida médio de 1914. Isso significa que, na média, graças à ganância de empreendedores e capitalistas, houve, desde 1914, uma queda nos preços reais da ordem de 93,33%!

    Os preços nominais só não caem porque a quantidade de dinheiro na economia só faz aumentar. Mas, ainda assim, o fato é que, hoje, você gasta menos tempo de trabalho para obter os mesmos bens de uma década atrás. Que dirá um século.

    Nos países em que se permite que haja um mínimo de capitalismo, há uma queda progressiva nos preços reais de todos os produtos. (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por causa da inflação monetária praticada pelo sistema bancário em conjunto com o Banco Central).

    "A realidade é a mais-valia. Pagam muito pouco por nossa força de trabalho e ganha-se muito com ela."

    O único problema é que mais-valia é um conceito contraditório e que, na prática, não existe.

    "Das duas uma: ou não estamos no capitalismo ou esse texto é uma falácia."

    A primeira alternativa é bem verdadeira. Há diferentes graus de capitalismo ao redor do mundo. Já a segunda cabe a você comprová-la refutando o artigo.
  • Tio Patinhas  08/12/2014 14:07
    " Cadê produtos com preços baratos?"

    Apenas para citar um exemplo: celular. Custava muito, atualmente é bem barato.

    " Cadê os salários altos?"

    Com os impostos retira-se dinheiro do setor produtivo, dinheiro esse que poderia ir para os salários.

    "ganha-se muito com ela."

    Nem tanto, a margem de lucro pode ser bem pequena (3 ou 5%), além do mais e no caso de uma empregada doméstica? Alguém está lucrando muito com ela?
    Deveria tentar abrir uma empresa no Brasil, daí veria que não é essa maravilha que vc acha.

    Obrigado.
  • Felipe  08/12/2014 14:45
    "A realidade é a mais-valia. Pagam muito pouco por nossa força de trabalho e ganha-se muito com ela."

    Você certamente é uma pessoa que traz muito retorno a sua empresa, mas seu chefe simplesmente está se aproveitando disso e pagando uma miséria, correto? Então você certamente não terá nenhum problema para encontrar outros chefes que irão disputar sua "mais-valia", esse site deve ter ajudar.

    Caso não consiga nada melhor, então o problema é outro, e aqui você encontrará o meio de ganhar mais.

    Caso você ainda considere o sistema injusto por que ele não reconhece caracteristicas nobres e ocultas que você tem, então esse livro é para você.



  • Felipe R  08/12/2014 17:42
    Bom texto. Faltou dizer que a desigualdade não pode ser eliminada, mas a pobreza absoluta, sim! E o capitalismo é o melhor caminho conhecido!
  • Rennan Alves  09/12/2014 03:39
    Alguém não leu o último parágrafo.

    "A liberdade econômica é o único arranjo capaz de eliminar a pobreza. A liberdade econômica substitui a pobreza por uma criação contínua de riqueza. Mas a liberdade econômica jamais eliminará a desigualdade. É impossível abolir a desigualdade, pois se trata de uma característica inata. Cada indivíduo nasce diferente e, ao longo da vida, aperfeiçoa aptidões distintas. A igualdade só pode ser alcançada por meio da violência. E seu legado é a escravidão, a inanição e o democídio."
  • saoPaulo  09/12/2014 09:30
    E lembrando que a ideia de que "somos todos iguais (perante Deus)" se refere à igualdade de poder, na qual nenhum homem tem poder algum sobre outro homem, não podendo (teoricamente) forcá-lo a fazer nada contra sua vontade. A verdadeira igualdade é a de poder. Obviamente a igualdade de capacidade é impossível, assim como a de resultados.
  • Pietro Utto  11/12/2014 13:27
    "Em uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a potencial concorrência de novos entrantes" - Aí você acorda do sonho e encontra o Coelhinho da Páscoa.
  • Pietro Beretta  11/12/2014 13:42
    Ou você pode sair da cama e trabalhar para que isso aconteça -- ou, ao menos, se aproxime disso.

    Qual postura você adota?
  • Diogo  14/12/2014 16:17
    Texto extremamente superficial.
    Opiniões preconceituosas apresentadas como leis da natureza.
    Inserção de questões de funcionamento da economia de forma simplista, sem contextualizações espaciais ou temporais.
    "As fortunas se originam nos lucros"?? Não podem ser originadas de outras formas, como, por exemplo, com base em lucros exagerados possibilitados pelo pagamento de baixíssimos salários aos empregados?
    Na minha opinião não é possível discutir esse assunto sem falar do problema da exploração da mão-de-obra, tema que o autor sequer cita.
    Não é problema nenhum um empreendedor ou uma empresa ter lucros. Mas como se faz quando esse empreendedor ou empresa passa a explorar além dos limites os seus trabalhadores?
    O autor realmente acredita que as grandes fortunas do mundo foram construídas a partir do lucro de empresas que garantiam boas condições de trabalhos e justos salários a seus funcionários?
    Será que o autor não reconhece que diversas das grandes fortunas do mundo, que permanecem protegidas até hoje, foram construídas em épocas em que a escravidão era permitida? Ou seja, com base em trabalho escravo?

    Não sou partidário de regimes socialistas, e sim, reconheço a importância da livre iniciativa.
    Reconheço que os seres humanos são diferentes entre si e têm objetivos diversos em suas vidas e seus trabalhos podem refletir isso.
    Reconheço que a igualdade de renda é um conceito utópico pois os seres humanos não possuem habilidades e aspirações iguais entre si.

    Mas acredito também que para vivermos em um mundo justo onde a liberdade seja um direito de todos, precisamos criar regras. Regras que garantam condições de trabalho, de convivência, etc. Pois, precisamos sempre lembrar, não estamos "pensando no mundo em que queremos viver" a partir do zero. Precisamos construir esse mundo no qual queremos viver a partir do que já existe hoje. A partir dos contextos históricos, espaciais, culturais e temporais que existem hoje.

    Assim como me entristece ver pessoas tão cegamente deslumbradas com os conceitos utópicos socialistas, também me desanima na mesma medida perceber pessoas tão ferozmente defensoras de regimes ultra-liberais que não prezam pelo respeito e pela garantia de direitos iguais e, principalmente, pela garantia de liberdade e de "boa convivência" entre todos os seres humanos.

    Nem lá, nem cá. Eu fico no meio-termo, tentando encontrar o ponto de equilíbrio.
  • Mainardi  14/12/2014 21:26
    "Opiniões preconceituosas apresentadas como leis da natureza."

    Cite exemplos. Cole aqui trechos do artigo que sustentem essa sua acusação.

    "Inserção de questões de funcionamento da economia de forma simplista, sem contextualizações espaciais ou temporais."

    Cite exemplos. Cole aqui trechos do artigo que sustentem essa sua acusação.

    ""As fortunas se originam nos lucros"?? Não podem ser originadas de outras formas, como, por exemplo, com base em lucros exagerados possibilitados pelo pagamento de baixíssimos salários aos empregados?"

    Duh! Percebeu como você se contradisse? Primeiro ironizou que as fortunas se originam dos lucros. Aí, imediatamente em seguida, disse que as fortunas se originam de outras formas, como por exemplo "lucros exagerados".

    E eu aqui perdendo meu tempo com um analfabeto funcional.

    Mas prossigamos, porque a coisa melhora.

    "Na minha opinião não é possível discutir esse assunto sem falar do problema da exploração da mão-de-obra, tema que o autor sequer cita."

    O autor tem um texto específico (e bem longo) voltado exclusivamente para esse assunto. Está aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241

    Caso você não fosse tão afobado para xingar, e ao menos se dispusesse minimamente a pesquisar -- atividade essa à qual 95% são infensos --, não passaria essa vergonha.

    "Não é problema nenhum um empreendedor ou uma empresa ter lucros. Mas como se faz quando esse empreendedor ou empresa passa a explorar além dos limites os seus trabalhadores?"

    Caso isso ocorra, os trabalhadores são perfeitamente livres para pedirem demissão e procurarem outro emprego. Caso não façam isso, então de três uma: ou eles se sabem incapazes de outro emprego melhor, ou eles não estão sendo explorados, ou eles têm preguiça de deixar um emprego e ir procurar outro. Não há quarta hipótese.

    "O autor realmente acredita que as grandes fortunas do mundo foram construídas a partir do lucro de empresas que garantiam boas condições de trabalhos e justos salários a seus funcionários?"

    Você parece saber de muita coisa. Compartilhe aqui com a gente. Cite aí exemplos comprovados -- com documentação e tudo -- de fortunas que foram construídas sobre condições de trabalho péssimas e salários injustos.

    Esse tema me interessa bastante por um motivo muito simples: se um sujeito realmente ficou milionário pagando "salários injustos" e dando "péssimas condições de trabalho para seus empregados", então ele refutou toda a ciência econômica.

    A teoria ensina que é impossível haver alta produtividade e produtos de ótima qualidade sob estas duas condições. Logo, é impossível obter altas receitas vendendo estes produtos. Se houve um sujeito que conseguiu realizar tal proeza -- aliás, segundo você dá a entender, houve milhares de pessoas que enriqueceram assim --, então a ciência econômica está refutada.

    "Será que o autor não reconhece que diversas das grandes fortunas do mundo, que permanecem protegidas até hoje, foram construídas em épocas em que a escravidão era permitida? Ou seja, com base em trabalho escravo?"

    De novo: compartilhe aí o que você sabe. Quais são as grandes fortunas construídas sobre a escravidão? Qual o magnata brasileiro que se beneficia disso até hoje?

    Aliás, vocês precisam afinar seus discursos. O senhor Piketty disse que a riqueza é oriunda da aplicação de dinheiro no mercado financeiro. Já você diz que a riqueza é oriunda da escravidão.

    Qual a verdade?

    "Mas acredito também que para vivermos em um mundo justo onde a liberdade seja um direito de todos, precisamos criar regras. Regras que garantam condições de trabalho, de convivência, etc."

    Essas regras já existem. Não entendi por que você está lamuriando. E o presente artigo nada fala sobre regras trabalhistas. Isso é devaneio seu. O que você realmente quer, mas não teve a coragem de falar, é que Sarney, Renan Calheiros, Dilma, Collor e Lula é criem estas regras.

    "Pois, precisamos sempre lembrar, não estamos "pensando no mundo em que queremos viver" a partir do zero. Precisamos construir esse mundo no qual queremos viver a partir do que já existe hoje. A partir dos contextos históricos, espaciais, culturais e temporais que existem hoje."

    Blá-blá-blá. Todo mundo quer arco-íris, banho de sol e sorvete para todos.

    "Assim como me entristece ver pessoas tão cegamente deslumbradas com os conceitos utópicos socialistas, também me desanima na mesma medida perceber pessoas tão ferozmente defensoras de regimes ultra-liberais que não prezam pelo respeito e pela garantia de direitos iguais e, principalmente, pela garantia de liberdade e de "boa convivência" entre todos os seres humanos."

    Chegou aqui agora, né? Cite aqui, dando exemplos práticos, "pessoas tão ferozmente defensoras de regimes ultra-liberais que não prezam pelo respeito e pela garantia de direitos iguais e, principalmente, pela garantia de liberdade e de "boa convivência" entre todos os seres humanos."

    Todo o liberalismo tem como pilar o respeito e a garantia aos direitos individuais, e a garantia da liberdade. Ao falar que quem defende o liberalismo é justamente contra isso, você mostra que não tem a mais mínima ideia do que critica.

    "Nem lá, nem cá. Eu fico no meio-termo, tentando encontrar o ponto de equilíbrio."

    Ou seja, você fica na zona cinzenta fazendo especulações sem comprovações, e atribuindo conceitos totalmente equivocados a teorias sobre as quais você nada sabe.
  • Nilo BP  15/12/2014 01:57
    Você vem num site chamado mises.org, estufa o peito, e diz que defende o "meio do caminho." Seria legal pelo menos dar uma olhada no que Mises diz sobre o tal meio do caminho.

    Também é interessante você falar de regras. Concordo plenamente que, para existir uma sociedade minimamente funcional, devem existir certas regras básicas, como por exemplo: não roubar. Imagine só uma sociedade (chamemos ela de Goverlândia) em que as pessoas, ou um grupo de pessoas, se declarassem no direito de se apossar de mais de 40% do que os outros ganham. Seria horrível, não?

    Outra coisa básica é não forçar pessoas inocentes a fazerem coisas que não querem. Imagine você que o mesmo grupo criminoso hipotético descrito acima decreta que todas as pessoas do sexo masculino dentro de uma certa idade têm o dever de matar e morrer pelo dito grupo, e caso se recusem, estão sujeitas a serem presas ou até executadas.

    Realmente, você está certo. Uma sociedade sem o mínimo de regras para um convívio pacífico seria um lugar infernal.
  • Eduardo R., Rio  15/06/2017 20:41
    Igualdade ou morte, por Hélio Schwartsman.


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