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O funcionalismo público, a drenagem dos cérebros, e os efeitos deletérios sobre a iniciativa privada

N. do E.: um dos principais motivos da queda do governo Dilma foi a desorganização das contas do governo.  As consequências do descalabro fiscal foram recessão, inflação alta, desemprego e desindustrialização.

O atual governo havia prometido um maior compromisso com o equilíbrio orçamentário. A nomeação de Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda seria uma indicação de maior rigidez nessa área. 

Duas semanas depois, o que se vê é apenas uma continuação do governo Dilma, com lamentáveis recaídas ao populismo.

Os reajustes salariais dos funcionários públicos, aprovados ontem pela Câmara dos Deputados, foram um tapa na cara dos mais de 11 milhões de desempregados que, além de não terem salários, terão de pagar ainda mais impostos para bancar os marajás.  Após um aumento explosivo no número de falências, os empreendedores que ainda conseguem se manter no mercado, mas que mal estão conseguindo pagar suas contas, ainda serão obrigados a bancar essa humilhação.

A farra com o dinheiro público permitida pelo atual governo é coisa para Lula nenhum botar defeito.  A brincadeira custará R$ 58 bilhões nos próximos quatro anos.

Se estivessem realmente comprometidos com equilíbrio fiscal, Temer e Meirelles teriam de ser os primeiros a gritar contra essa aberração.  No entanto, ambos deram consentimento ao descalabro.  E voltam a falar em CPMF, com cada vez mais frequência.  

Ao mesmo tempo em que fazem esbórnia com o dinheiro que tomam de impostos, políticos e burocratas insistem em dizer que o grande problema do Brasil são os aposentados da iniciativa privada, que ganham R$ 880 por mês.

Eis a democracia em ação: o governo — qualquer governo — sempre está interessado apenas em obter o apoio de poderosos grupos interesse, e faz isso adotando medidas populistas que sempre geram tragédias no futuro.

O artigo a seguir ilustra as consequências que os privilégios dados ao setor público geram na mentalidade do país.

_____________________________________________________

Vejam esta lista. Nela encontram-se divididos os vencedores dos prêmios Nobel por país.  Os Estados Unidos lideram com 355.  O Reino Unido tem 120.  A Alemanha, 105.  A França, 67.

Chile, Colômbia, Peru, Guatemala, México e até mesmo Venezuela também têm ganhadores.

Nossos vizinhos argentinos já somaram cinco.  

Até a Islândia, com uma população menor do que Piracicaba, já arrematou um Nobel.

Já o Brasil não tem nenhum.  Zero.  Conjunto vazio.  

As razões para a irrelevância brasileira nas ciências são muitas e de difícil medição, mas há uma tendência que nos mantém em ponto morto: o fato de que "os empregos estatais transformaram-se em objeto de cobiça dos melhores cérebros do País".

A frase não é minha.  Aparece em uma reportagem ainda de 2010 da revista Isto É, que comemora o fato de muitos dos brasileiros mais capazes intelectualmente não estarem na academia nem liderando o empreendedorismo, mas dentro de uma repartição pública.

A drenagem dos cérebros pela máquina pública só tende a piorar. De acordo com a revista:

Ao todo, entre abertas, temporárias e programadas, são quase 400 mil vagas de emprego no serviço público, com salários iniciais variando entre o mínimo e os desejados R$ 20,9 mil oferecidos a juízes substitutos dos Tribunais Regionais do Trabalho. "Hoje em dia, em média, um servidor público federal ganha o dobro dos seus congêneres na iniciativa privada", diz o professor de relações do trabalho da Universidade de São Paulo, José Pastore, deixando claro por que os concursos públicos têm atraído tantos candidatos. "Nos últimos oito anos os salários públicos da União tiveram um aumento real de 75%, enquanto os do setor privado, de apenas 9%."

Isso foi em 2010.  De lá para cá, tudo piorou.

Esta matéria da Revista Exame, de setembro de 2015, sintetiza a situação:

Salários gordos e cargos vitalícios, o doce serviço público

[...] como o desemprego está aumentando e o Brasil está caminhando para a pior queda desde a Grande Depressão [...] conseguir um emprego público é como ganhar na loteria.

Ele vem com um salário desproporcional, estabilidade vitalícia e benefícios que podem incluir motoristas e voos gratuitos.

"O setor público oferece estabilidade: você passa no concurso e tem um emprego para o resto da vida", disse Guilherme Alves, 21, que estava estudando o entorpecedor juridiquês em Brasília em um das centenas de cursinhos dedicados a preparar alunos para passar em um concurso estatal. "É ótimo".

O salário médio dos secretários no governo central do Brasil é 49% maior, em relação ao PIB per capita, que o do México e quase o dobro que o dos países que pertencem à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

O funcionário típico do governo brasileiro ganhou 42% a mais no ano passado do que o trabalhador comum. [...]

Isso exacerbou fortes distorções na economia: os brasileiros pagam impostos surpreendentemente altos para financiar um setor estatal inchado que oferece serviços públicos deficitários. O setor privado também ficou sufocado.

"Nós não conseguimos pagar o aparato estatal que construímos", disse Gil Castello Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas, que supervisiona os gastos do governo. [...]

Por enquanto, juízes e parlamentares podem chegar a ganhar 30 vezes o salário médio do setor privado, além de regalias. [...]

No ano passado, o governo federal gastou 20,6 % do PIB em salários, benefícios e despesas administrativas, restando apenas 1 % para investimentos, de acordo com a Associação Contas Abertas. [...]

Tudo isso distorceu fortemente as condições do setor privado, de acordo com José Pastore, ex-professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e ex-membro do Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho.

Seguindo a furada Cartilha do Politicamente Correto, a imprensa chama funcionário público de servidor. Eu vou chamar de funcionário, por desobediência.

E por causa da imprecisão do termo.  Afinal, todos nós somos servidores públicos.  O engenheiro que passa da iniciativa privada para o cargo público não se transmuta num ser altruísta.  Ele continua priorizando sua carreira, seu "polpudo salário" e sua estabilidade.  O rapaz que vende coco na praia está servindo ao público, os pedreiros que construíram os prédios da sua cidade estavam servindo ao público, os engenheiros que conceberam a tela em que você está lendo este artigo estavam servindo ao público.

Só porque o sujeito extrai sua renda do imposto que você paga, e não do produto que você compra, isso não significa que ele serve mais ao público do que seu semelhante da iniciativa privada.

Na verdade, são exatamente os funcionários públicos, os burocratas, que menos servem ao público.   Como não produzem, mas sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo da sociedade.   Ao passar do setor produtivo para o estatal, o profissional competente está passando do numerador para o denominador da economia: extraindo mais recursos do que criando.

O burocratismo ainda tem outros problemas menos aparentes.  O empregado do governo também é um eleitor do governo: participa do processo político que lhe favorece.  Quando ele olha para o orçamento, o que você acha que ele prioriza: a responsabilidade fiscal ou o aumento de seu salário? Quando vai às urnas, qual a sua mentalidade?  A consciência do bem comum ou a garantia de estabilidade?  O jogo aqui é de soma zero.

O que o burocrata toma da sociedade é em geral transferência de recursos.  E para fortalecer a defesa de seus interesses profissionais, os funcionários públicos se fundem em grupos de interesse.  A sociedade como um todo sai perdendo, mas a categoria profissional consegue tornar ainda mais atraente a matrícula em seu grupo de interesse. Isso atrai mais candidatos, criando mais demanda por concursos e, por conseguinte, políticos dispostos a suprir essa demanda.

No início do Século XIX, Charles Dunoyer percebeu esse ciclo na França pós-revolucionária. Em L'Industrie et la morale [A indústria e a moral], Dunoyer aponta para a burocracia como a substituta da aristocracia derrubada.  A "paixão pelos cargos" levara à criação de uma classe de pessoas cujo principal interesse era a expansão da oferta dos empregos públicos.  E não eram apenas os empregos que se multiplicavam, notava Dunoyer, mas também o poder da administração estatal, que precisava se inflar para acomodar a crescente demanda.

No século seguinte, o economista Ludwig von Mises observou como que a ruína das repúblicas européias no início do século XX estava associada ao inchaço do funcionalismo público.  A razão é compreensível: se os membros do congresso não mais se consideram mandatários dos pagadores de impostos, mas procuradores daqueles que recebem salários, pagamentos, subsídios, auxílios e outros benefícios do tesouro, a democracia se torna insustentável.

[N. do E.: o Banco Mundial criou um indicador próprio que calcula a carga tributária total que incide sobre as empresas de cada país.  Esse indicador mensura o total de impostos diretos e de contribuições obrigatórias pago pelas empresas de cada país — após as deduções e isenções permitidas — em relação ao seu lucro.  O indicador desconsidera imposto de renda de pessoa física e impostos indiretos (como ICMS, IPI, II etc.).

O Brasil é nada menos que o 11º colocado.  Só está melhor que Comores, Argentina, Eritréia, Bolívia, Tajiquistão, Palau, Mauritânia, Argélia e República Centro-Africana.  Está praticamente empatado com a Colômbia, embora esta venha em forte trajetória da queda da carga tributária.

No Brasil, as empresas pagam 69,2% de impostos em relação aos seus lucros.  A social-democrata Dinamarca, por exemplo, cobra apenas 24,5%.

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Isso acentua ainda mais as injustiças.  Dado que é justamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público, é impossível haver bons salários na iniciativa privada.  Toda essa carga tributária sobre as empresas, que coloca o Brasil na 11º posição mundial e que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus salários magnânimos, pagos pelos trabalhadores da iniciativa privada.  E estes ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.

Com uma carga tributária escorchante como essa, como exigir que as empresas contratem mais e paguem melhor?

A esquerda, que se diz "defensora dos trabalhadores", faz um silêncio ensurdecedor.]

Conclusão

O burocratismo e os privilégios à casta de funcionários públicos são, portanto, uma doença sociopolítica que pode levar à falência das próprias instituições de um país. Enquanto isso não acontece, é a falência da produção intelectual que continua vitimando alguns de nossos melhores cérebros.

Pedir às pessoas para mudar seu comportamento, e não seguir a carreira do funcionalismo, é ilusão.  Enquanto essa estrutura de incentivos não for alterada, o Brasil continuará vítima da elefantíase burocrática.  E os trabalhadores da iniciativa privada — que é quem emprega os mais pobres — continuarão com os salários achatados.  Isso se tiverem emprego.


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autor

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com

  • Vive la liberté!  24/01/2014 13:52
    Está aí um autor que cada vez me chama mais a atenção, o grande Diogo Costa. Textos simples, interessantes e com bons argumentos.
    Parabéns.
    Sou empregado público, mas concordo plenamente com tudo que foi dito acima.
    Sobre um líder que possa fazer tal mudança, eu acho isso difícil de acontecer no futuro próximo. Quando o partido Líber (ou até mesmo o Novo) for autorizado, talvez haja mais chances. Porém, ainda assim, seria necessária uma maioria representativa para aprovar, ou melhor, abolir!, leis que tornem nosso país mais livre.

    Abraços.
  • Lg  24/01/2014 17:29
    É bom saber que o bandido que me assalta também acessa o site =D
    Sinceramente não sei como pessoas que leem o mises tem coragem de falar que são servidores públicos, pelo menos tenha vergonha.
  • Engenheiro  24/01/2014 19:52
    "É bom saber que o bandido que me assalta também acessa o site =D
    Sinceramente não sei como pessoas que leem o mises tem coragem de falar que são servidores públicos, pelo menos tenha vergonha."

    Você é um invejoso, não muito diferente dos comunistas praticando luta de classes. Não vai ser o funcionário público que vai mudar o jogo. Alguns de boa intenção já eram funcionários públicos antes de conhecer as idéias da Escola Austríaca.

    talvez não chegamos a 0,0001% dos funcionários públicos que devem conhecer esse site.
    Eu várias vezes ainda em 2011 me perguntava e conversava com outros colegas como tirar o poder do estado e acabar com a corrupção...a gente não via saída. Até eu conhecer a EA há poucos meses.
    Que que você quer?
    Que a gente largue o emprego público e vá disputar mercado?
    Que mercado cara pálida se a maioria das empresas de engenharia - por exemplo- servem o estado?
    Trabalhar lá ou aqui é a mesma coisa o estado manda na empresa, na obra, na licitação, em tudo.
    Tem que lutar para as pessoas entenderem que todos problemas vem do gigantismo do estado...isso não vai mudar do dia pra noite, pode passar gerações, precisa talvez de um caos total na economia pra idéia Austríaca quem sabe ser mais ouvida, e formar uma nova geração que permitam as trocas voluntárias.

    Se existisse um arranjo compensatório ninguém ia pro estado, então a culpa não é do funcionário que estuda e passou no concurso, mas do politico que agiganta o estado e mata o mercado.
    E como preza o capitalismo você sempre vai buscar o lucro, a satisfação pessoal....dá uma de altruísta, querer que o funcionário público largue seu emprego e vá para o mercado (estatizado) é o cúmulo da idiotice e não ataca o cerne do problema.
  • Edson  24/01/2014 22:22
    O anarcocapitalista é mais utópico que o comunista. E tão ignorante quanto. Não é a toa que o Liber, o candidato a partido (hein? anarco querendo entrar para o Estado?) deles, colheu pouco mais de 6 mil assinaturas em 8 anos de existência rs

    Ainda precisam aprender muita coisa antes de quererem ditar as regras da sociedade...
  • Guilherme  25/01/2014 11:35
    Um sujeito que diz que anarcocapitalista quer "ditar as regras da sociedade" ainda nem sequer começou a entender o básico sobre a filosofia. Postura bem típica de embusteiro: ouviu alguma coisa, não gostou, e já saiu atribuindo rótulos estapafúrdios.
  • anônimo  25/01/2014 11:55
    "Que que você quer?"

    Que vá produzir algo de útil para a sociedade. Se você gosta mesmo do IMB, leia os artigos que falam sobre governo e economia, e irá entender o porquê da revolta contra quem é funcionário público. Você irá ver que acusar os outros de serem "invejosos" é pura soberba e infantilidade sua.
  • anônimo  28/01/2014 13:11
    Se trabalhar para Marcos Camacho sou oque?

    Bandido.

    Se trabalho para o governo sou?

    Servidor publico, errado.

    Empregado do estado, Servidor do estado.

    O mesmo estado que usa do roubo e da coerção para existir.

    Ou seja, bandido.
  • Lafa  24/02/2014 20:36
    'Que que você quer?
    Que a gente largue o emprego público e vá disputar mercado?'

    queremos que vcs vagabundos trabalhem decentemente e saibam se por nos seus devidos lugares, que é SERVIR AO PÚBLICO, e não o contrário. Vcs se acham grandes coisas por passarem numa prova e acham que quem critíca é invejoso, incompetente, gente que não consegue passar. Agora deixa eu te perguntar, se fosse o contrário, vc teria competência pra chegar num cargo que pagasse 10 mil na iniciativa privada? Eu duvido e muito. Qualquer zé pode ficar anos estudando até o conteúdo entrar por osmose na cabeça e passar numa provinha que não avalia competência nem nada, só avalia o quanto o cara decorou os artigos de direito ADM, constitucional, financeiro, etc. Aí o cara que nunca trabalhou na vida cai de para quedas num cargo o qual em qualquer lugar do mundo a pessoa teria que ralar anos pra subir na iniciativa privada. E o pior, se acha o supra sumo e fica se vangloriando, pq acha que ter passado numa prova faz dele um ser superior e que merece uma estrela dourada, só que se esquece que teoricamente, ele tem DEVERES e não somente benefícios. Repetindo, grandes m***** passar numa prova de concurso. Gente como vc não duraria 3 meses na iniciativa privada com essa cabecinha. E não adianta falar que a culpa não é do servidor, porque É SIM. Enquanto tiver gente encostada que acha que 'já passei na prova, ralei demais, agora vou curtir e ficar sem fazer nada após ter ganho a estabilidade', o brasil não vai pra frente.
  • Marcos  03/02/2016 14:34
    Um professor, servidor público concursado, se mata de trabalhar todos os dias, corre o risco de apanhar dos alunos em sala de aula ou de seus pais, adoece em razão do trabalho, perde seus finais de semana em função de seu ofício e, quando entra neste site, se depara com um energúmeno o chamando de vagabundo e mandando-o realmente servir ao público! Você não sabe do que fala, rapaz!Servidores públicos existem, pois são necessários, e não podem trabalhar de graça. Você quer que o salário deles venha de onde? Cada centavo que um professor, por exemplo, recebe é pouco para o que ele passa em sala de aula. Você acha que eu recebo sem fazer nada, ingênuo? O que te faz pensar isso? O dinheiro que recebo é fruto do meu trabalho, sim! E, não, ele não é seu e nem de ninguém aqui; é meu! Se você tem 100 reais fruto do seu trabalho, ele é seu. Agora, se eu lhe presto um serviço no valor de 100 reais, essa nota continua sendo sua? Não. Ela passa a ser minha. Eu tenho direito de tê-la, pois trabalhei por ela. Então, como dizem por aí, melhore, rapaz. Ah, se quiser, eu te empresto uns materiais para você estudar e passar no próximo concurso!!! Tem cada um!!!!
  • Rocha  04/02/2016 19:47
    "Um professor, servidor público concursado, se mata de trabalhar todos os dias"

    Qualquer trabalhador da iniciativa privada também. Ou você acha que trabalha mais que um peão de obra?

    "corre o risco de apanhar dos alunos em sala de aula ou de seus pais, adoece em razão do trabalho, perde seus finais de semana em função de seu ofício"

    Um motorista de ônibus também.

    "Você quer que o salário deles venha de onde? Cada centavo que um professor, por exemplo, recebe é pouco para o que ele passa em sala de aula."

    Pois então peça demissão!

    Já que você é tão bom e tão competente, não terá dificuldade nenhuma em encontrar outro emprego mais relax e que lhe pague muito melhor.

    Ah, mas você não quer fazer isso. E eu sei por quê: porque você sabe que não se estabeleceria. É mais cômodo ficar nesse emprego que não lhe cobra desempenho nenhum, que não tem risco de demissão, e que não tem risco de falência.

    "O dinheiro que recebo é fruto do meu trabalho, sim! E, não, ele não é seu e nem de ninguém aqui; é meu!"

    Seu dinheiro vem dos impostos que eu pago. E eu não me lembro de ter lhe contratado para fazer nenhum serviço para mim. Portanto, sim, o dinheiro do seu salário foi confiscado de mim à força, contra a minha vontade e sem o meu consentimento.

    "Se você tem 100 reais fruto do seu trabalho, ele é seu. Agora, se eu lhe presto um serviço no valor de 100 reais, essa nota continua sendo sua? Não. Ela passa a ser minha. Eu tenho direito de tê-la, pois trabalhei por ela."

    Viu só? De novo: eu não lhe contratei para nada. Em momento algum pedi o seu serviço. Em momento algum demandei seus préstimos. Em momento algum pedi para você trabalhar para mim. Por que então você tem direito a confiscar o meu dinheiro de mim? Você se acha um ser superior dotado de direitos superiores?

    "Ah, se quiser, eu te empresto uns materiais para você estudar e passar no próximo concurso!!!"

    Eu não. Eu tenho ética. Jamais conseguiria viver bem comigo mesmo se eu soubesse que o meu salário advém do dinheiro que o governo confisca dos desdentados.
  • Bruno  04/02/2016 20:13
    Observe o trecho abaixo:

    "se mata de trabalhar todos os dias, corre o risco de apanhar dos alunos em sala de aula ou de seus pais, adoece em razão do trabalho, perde seus finais de semana em função de seu ofício"

    Mais um que confunde mérito com criação de valor. Aqui cai como uma luva a expressão: "E eu com isso?"

    Se o Marcos quiser tentar entender por que eu (e todos aqueles que não usufruem de seus serviços) não estou nem aí com o sofrimento dele:

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054

    Ironicamente é um professor da rede pública que escreve o texto acima.
  • Desiderata  05/02/2016 13:06
    O senhor trabalha, produz riqueza, valor. Acusam o senhor de não trabalhar, de nada produzir e de ser um vagabundo parasita. O senhor concorda com a acusação, e está certo? Mais um que acredita que em nome dos ideias anarquistas - capitalistas pode-se tudo...
  • Desiderata  05/02/2016 12:55


    "Qualquer trabalhador da iniciativa privada também. Ou você acha que trabalha mais que um peão de obra?"

    "Um motorista de ônibus também.".

    "Pois então peça demissão!".

    Que mente pequena, cara! Que visão limitada! Para vocês, tudo se resolve desta forma: não está feliz? Peça para sair! Acha que está sendo explorado de forma injusta? Rua! Se não quiser, tem quem queira etc..

    Façam-me rir. Sabe quando é que este pensamento medíocre vai levar à melhora de qualquer coisa nesse sistema? Nunca. Um professor passa por tudo isso e, seguindo seus conselhos, pede demissão. Vai para outra escola, seja no setor privado ou público, viver a mesma situação. Adianta? Não. Então o senhor Rocha o aconselha a procurar outro emprego, em outra função. Só esquece de duas coisas: o ex-professor passará por situações insalubres afins na nova profissão como empregado (mas tudo bem é só pedir demissão de novo, né?!),e que o cargo de docente deixado será ocupado por outra pessoa que passará pelas mesmas situações e, assim, ad infinitum...

    Eu não disse que pego no pesado mais que outros ou que sofro mais que qualquer trabalhador da iniciativa privada. Toda a minha opinião tem como ideia central o combate da preposição claramente presente em muitos comentários aqui, de que o servidor público ganha sem trabalhar, resumidas nestas minhas palavras:

    "se depara com um energúmeno o chamando de vagabundo e mandando-o realmente servir ao público".

    E quem disse que você não contratou meus serviços? Digo que o fez e o fez não por vontade, mas por necessidade. O senhor morrerá, virará uma mera ossada humana, depois um fóssil e ainda continuará contratando meus serviços. Quem vai educar e instruir seus filhos? Você?! Não. Você não tem competência para isso. Você terá que contratar o professor, e este profissional sou eu; esteja eu não escola pública ou privada. Inocente...



  • Acusador Intolerante  07/06/2016 11:35
    esse papinho de meritocracia já cansei de ouvir na iniciativa privada, cansei de ver cara ter condições de SOBRA para subir numa empresa e ser substituido por filho ou amante dos sócios;

    só pagar salário e benefício melhor que consegue tirar o caboclo do poder público
  • Replicador  07/06/2016 12:31
    De novo mais um que vem com isso de "meritocracia". Só aqui nessa seção de comentários 27 pessoas já vieram falando que libertários defendem isso. E em todas as 27 vezes foram refutados.


    Portanto, vamos lá, pela 28ª vez:

    O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais.

    Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la.

    O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

    É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

    Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

    Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

    Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

    O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança seja para cima.

    Leia mais em:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054
  • Malaquias   07/06/2016 13:58
    E vou dizer pela 28ª vez:

    essa sua "explicação" - bem como esse artigo linkado - incorre na falácia de adotar um significado ERRADO de "meritocracia".

    Atenção: meritocracia vem de mérito, e mérito tem a ver com merecimento, e merecimento tem a ver com critérios de merecimento, e o "esforço" é (ou pode ser) apenas UM dos critérios de merecimento.

    Tomar "meritocracia" como sinônimo de "recompensa pelo esforço" é, repito, adotar um significado errado do termo (ou então é incorrer na falácia de tomar a parte pelo todo).

    Destarte, meritocracia é premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo, e o sujeito que cria valor para consumidores no mercado TEM O MÉRITO de fazer justamente isso: criar valor para terceiros no mercado. Mérito não é o mesmo que "esforço"; existem diversas formas de mérito, e criar valor no mercado para terceiros é uma delas. A empresa que satisfaz consumidores no mercado tem o mérito de satisfazer consumidores no mercado (ou seja, tem o mérito de ser eficiente), ainda que ela se "esforce" menos do que as concorrentes. Ou seja, o mérito dela não está no esforço, e sim na satisfação dos consumidores.

    Veja: eu concordo com vc quanto àquilo que realmente importa: a criação de valor para terceiros no mercado.

    Todavia, vc erra em insistir em dizer que "mérito = esforço"; vc pega um dos significados como se fosse o único significado.

    Perceba: vc diz que "o sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor".

    Pois bem, mas o valor não vem do nada; alguém cria valor. E quem cria valor no mercado tem um mérito (o mérito de criar valor) que outro que não cria não tem. Quer perceber isso? Pois veja: uma empresa que satisfaz consumidores (portanto, cria valor) recebe lucros; a que não satisfaz (não cria valor) tem perdas. A que recebe lucros tem o mérito de ser mais eficiente.

    Mérito é: "aquilo que faz com que uma pessoa seja digna de recompensa"; nesse caso, o que a empresa eficiente faz com que seja digna de recompensa (lucro)? A criação de valor; a criação de valor é o mérito: é aquilo que faz com que essa empresa seja digna de recompensa (lucros).

    Lembre-se: "meritocracia" NÃO É aquilo que a esquerda diz que é; as palavras não deixam de ter seus reais significados pelo fato de serem "apropriadas" pela esquerda.

  • Salles  07/06/2016 14:54
    Prezado Malaquias, desculpe-me, mas você criou um conceito próprio para meritocracia. Aí não vale. Eis a definição clássica de meritocracia:

    Meritocracia é um sistema ou modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo.

    A origem etimológica da palavra meritocracia vem do latim meritum, que significa "mérito", unida ao sufixo grego cracía, que quer dizer "poder". Assim, o significado literal de meritocracia seria "poder do mérito".

    De acordo com a definição "pura" da meritocracia, o processo de alavancamento profissional e social é uma consequência dos méritos individuais de cada pessoa, ou seja, dos seus esforços e dedicações.

    As posições hierárquicas estariam condicionadas às pessoas que apresentam os melhores valores educacionais, morais e aptidões técnicas ou profissionais específicas e qualificadas em determinada area.

    Este termo foi utilizado pela primeira vez por Michael Young, no livro "Rise of the Meritocracy" ("Levantar da Meritocracia", em português), publicado em 1958.

    No entanto, neste livro de Young, o mérito é entendido como um termo pejorativo, pois estava relacionado com a narração de uma sociedade que seria segregada tendo como base dois principais aspectos: a inteligência (QI elevado) e um grande nível de esforço.

    Outra crítica desferida sobre a meritocracia neste contexto seria o método eficaz de avaliação destes "méritos".

    O sistema de recompensamento meritocrático é amplamente aplicado por empresas e organizações privadas, que valorizam e premiam os profissionais que apresentam melhores produções, seja com aumentos de salário ou oferta de cargos superiores.

    A meritocracia nas empresas é uma forma de motivar os funcionários, que se dedicam em suas funções em busca de alcançar melhores oportunidades como consequências dos méritos apresentados.

    www.significados.com.br/meritocracia/


    Portanto, tomando como base a definição clássica acima, a afirmação do leitor (ou melhor, sua crítica) Replicador, bem como o artigo por ele linkado, estão corretos. Meritocracia não está necessariamente ligada à criação de valor para terceiros. É um conceito muito mais ligado a hierarquias do que à satisfação dos desejos dos consumidores.

    Mas, não serei eu quem irá se esforçar (mérito?) para tentar fazer você mudar de ideia. Cada um deve ser livre para pensar erroneamente. Isso não me afeta.
  • Malaquias  07/06/2016 15:35
    Desculpe meu caro, mas quem está inventando um significado próprio de "meritocracia" é vc. Vc insiste em dizer que "mérito=esforço". E isso é falso.

    Te mostro mais uma vez:

    Em primeiro lugar, vc copia e cola o significado de meritocracia que CONFIRMA o que eu disse. Ora, vc concorda que "meritocracia é um sistema ou modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo", e mérito pessoal é MAIS AMPLO que "esforço". Mérito pessoal não significa, necessariamente, recompensa pelo esforço. Eu posso ter mérito em virtude de uma ação que não exigiu qualquer esforço. Mas a ação pode ser meritória mesmo assim.

    Vc mesmo conclui:

    "Meritocracia não está necessariamente ligada à criação de valor para terceiros. É um conceito muito mais ligado a hierarquias do que à satisfação dos desejos dos consumidores".

    Ora, vc mesmo diz que meritocracia não está "necessariamente" ligada à criada de valor para terceiros. Logo, se não é ligada "necessariamente", significa que PODE estar ligada à criação de valor para terceiros.

    Da mesma forma, meritocracia não está "necessariamente" ligada a esforço. Pode estar. Mas não necessariamente. E aí está seu erro: vc acha que meritocracia está necessariamente ligada a esforço. E isso é falso.

    Com efeito, "esforço" é apenas UMA modalidade de mérito. Eu posso, perfeitamente, ser recompensado no mercado pelo mérito de criar valor para terceiros, independentemente de esforço. E minha ação de criar valor para terceiros no mercado é uma ação meritória (justamente por isso: por criar valor para terceiros no mercado).

    As próprias premissas austríacas mostram que vc está errado: ora, a criação de valor no mercado não decorre "do nada". Ela advém de uma ação humana. Precisa existir um ser que aja, criando valor para terceiros.

    Seu ponto de vista implica que vc nega que criação de valor no terceiro seja decorrente de ação (humana) meritória. E isso é um absurdo: se há criação de valor para terceiros é pq há alguém que criou valor para terceiros por meio de uma ação, e essa ação é meritória pelo fato de ter criado esse valor, independentemente de ter havido ou não "esforço".

    Logo, vc (e o artigo do Joel Pinheiro) incorre na falácia de tomar a parte (ou seja, um dos possíveis significados de mérito) pelo todo (o significado de mérito). Ou por outra: vc toma um dos critérios de mérito como se fosse O único critério de mérito. Esforço é um critério de mérito? É. Mas não é o único. Eu posso ter mérito em ser eficiente no mercado (satisfazendo consumidores), independentemente de esforço.

    E isso está mais do que estampado na sua própria conclusão: "Meritocracia não está necessariamente ligada à criação de valor para terceiros".

    Ora, se não está necessariamente ligada à criação de valor para terceiros (ou seja, pode estar ligada à criação de valor), dizer que meritocracia está necessariamente ligada a esforço é uma falácia.

  • Malaquias  09/06/2016 16:58
    Meu caro, eis que, por acaso, me deparo com um artigo, publicado no site do Instituto Atlantos, que mostra bem o erro que vc (e o artigo do Joel Pinheiro) comete - o erro de achar que mérito significa apenas "esforço" ou "trabalhar duro" -, corroborando o que eu disse sobre o significado de meritocracia, ou seja, corroborando que criar valor no mercado (satisfazendo consumidores) é uma modalidade de mérito, constituindo um erro conceitual, pois, achincalhar o conceito de meritocracia (fazendo uma errônea contraposição entre esse conceito e a criação de valor) com base numa associação necessária entre "mérito" e "esforço" ou "trabalhar duro" ou "hierarquias"(?):


    "Em meados de 2014, discussões acerca do conceito de meritocracia se propagaram amplamente nas redes sociais. Lembro que nessa época circulou uma tirinha em quadrinhos contando a rotina de um padeiro e de um catador de latinhas. A tirinha mostrava o padeiro levantando às 4 ou 5 horas da manhã e, em seguida, esforçando-se para preparar os pães a serem vendidos em seu estabelecimento. Logo depois, a imagem de um catador de latinhas puxando seu carrinho. Ao final da tirinha, constava a frase: 'se a questão fosse só esforço, todo padeiro e catador de latinha morreriam milionários'.

    ?Qualquer liberal que ousasse rebater esses argumentos ou refutar o que dizia a tirinha era automaticamente acusado de detestar os pobres, de não entender as dificuldades que as pessoas mais carentes enfrentam, de viver em um mundo paralelo onde basta se esforçar para subir na vida por mérito. Não se deram conta, contudo, que esse último argumento é justamente a principal linha argumentativa liberal quando se fala em meritocracia.

    De fato, somente esforço não basta. Todo liberal tem ciência disso. É um erro muito comum crer que meritocracia é sinônimo de esforço, que basta se esforçar para ser premiado. Nada mais falso. Mérito e esforço não são sinônimos, motivo pelo qual meritocracia não pode ser traduzida em esforçar-se para prosperar. O que constitui o mérito são um conjunto de fatores, como competência, dedicação, inteligência, visão de mercado e até mesmo sorte, sendo o esforço apenas mais um dos atributos que constituem o significado de mérito. Em outras palavras: se esforçar não lhe garantirá prosperidade, motivo pelo qual não se analisa o conceito de mérito levando em consideração somente esse fator isolado.
    Tendo esclarecido esse erro comumente repetido pelas redes
    , é possível explicar o conceito de meritocracia sem os vícios a ele atribuídos ao longo dessas discussões. Continuemos com o exemplo do padeiro para melhor ilustrar a questão (o mesmo raciocínio pode ser aplicado ao catador de latinhas): meritocracia não consiste no número de horas que ele trabalha ou na quantidade de pães que produz. Seu esforço, conforme explicado, não se traduzirá em mérito automaticamente. Não é relevante se o padeiro acorda às 4h da manhã e trabalha o dia todo. Desse modo, o mérito não está somente em ralar pra caramba, mas sim em também conseguir enxergar os flancos existentes no mercado e oferecer algo que faça a diferença na vida de muitas pessoas. Será premiado pelo mérito aquele que melhor satisfaz os interesses da população – seja por meio de muito esforço, por meio de uma ideia de sorte que deu certo, ou por meio de sua estrita competência profissional.

    Como todo mundo sabe, muitos já exercem a atividade de padeiro e padarias existem aos montes. A população compra pão com a maior facilidade do mundo, bastando adentrar qualquer mercadinho de esquina para encontrar pão bem quentinho todas as manhãs. Desse modo, se você, por exemplo, resolver abrir uma padaria e produzir pães trabalhando como padeiro, não fará a mínima diferença, para fins de enriquecimento, se você trabalhar das 6h às 18h todo santo dia. Isso pode significar apenas que você terá uma produção maior e maior quantidade de seu produto para oferecer aos clientes, mas não significa que necessariamente todo esse esforço fará de você um milionário, como sugere a tirinha. Deve-se considerar outros fatores além do esforço, nesse caso ao menos. Se os demais padeiros fazem exatamente a mesma coisa, atendendo a demanda dos consumidores do mesmo modo que você, é impossível, ou pelo menos extremamente difícil, que você se torne um milionário nesse ramo, apesar de todo o esforço empreendido para realizar tal atividade.

    No entanto, é perfeitamente possível que um desses tantos padeiros decida inovar produzindo também, por exemplo, pães de sabores variados e com ingredientes mais refinados a preços acessíveis de modo a se diferenciar dos demais e atrair mais consumidores que agora poderão escolher dentre tipos variados de pães que mais agradam seu paladar. Supondo que todos os demais padeiros só fornecessem pão francês aos consumidores, é lógico concluir que aquele que conseguiu se destacar colherá mais frutos que os demais, graças ao seu próprio mérito em conseguir enxergar o que muitos não enxergaram, oferecendo um produto inédito a muitas pessoas e fazendo a diferença na vida de cada uma delas. E esse mesmo raciocínio aplicado ao exemplo do padeiro se estende a todas as demais profissões ou ocupações informais existentes no mercado.

    Nesse sentido, meritocracia se traduz no diferencial e na inovação, em construir e agregar valores. O mérito está em conseguir enxergar além e fazer aquilo que os outros ainda não fizeram, ou então ao menos ser melhor do que os demais em determinado ramo. Em outras palavras: quem melhor satisfazer os interesses dos consumidores será premiado. O que deve ser analisado para que se compreenda o real significado de meritocracia é o valor que você, através de sua atividade ou empreendimento, agrega ao mercado e às pessoas, seja facilitando suas vidas com produtos inovadores ou simplesmente atendendo os interesses do público de forma mais eficiente que os demais. A meritocracia premia, portanto, aqueles que, por mérito próprio, se diferenciam dos demais e constroem valores agregáveis e significativos à vida de milhares de indivíduos.
    "

    www.atlantos.com.br/artigos/explicando-a-meritocracia

    Eis aí; mais claro impossível.
  • Santiago  09/06/2016 17:32
    Esse artigo para o qual você linkou fala absolutamente a mesma coisa que o do Joel. Sem tirar nem pôr.

    A única diferença, no entanto, é que a autora fala do "mérito em criar valor" como se isso fosse sinônimo de meritocracia. Não é. (E vejo que você também comete esse mesmíssimo erro).

    Como observador externo, digo apenas o seguinte: caso seja aceita a definição de meritocracia colada pelo Salles acima, então quem estaria correto é o Joel. Afinal, se meritocracia é um sistema ou modelo de hierarquização, então ela por definição se aplica apenas a empresas e instituições.

    Ela não se aplica a pessoas no mercado, pois não há hierarquização no mercado.

    Como sempre explicou Mises, mesmo o mais rico empreendedor continua sendo um empregado do consumidor, que é mais pobre do que ele. Se os consumidores pobres pararam de consumir seus produtos, o rico empreendedor quebra. Isso não é hierarquia. E, se não é hierarquia, o termo meritocracia não se aplica.


    P.S.: sou totalmente simpático a esse seu esforço em tentar evitar que determinados termos sejam deturpados pela esquerda (que é o que foi feito, por exemplo, com o termo "austeridade"). Mas, nesse caso, realmente não há o que fazer. Utilizar o termo "meritocracia" como sinônimo de "criar valor no livre mercado" não faz sentido.
  • Malaquias  09/06/2016 19:58
    Eu sei que é difícil admitir um erro, meu caro. E pelo visto vc não vai mesmo admitir. Mas vc continua insistindo no erro.

    "A única diferença, no entanto, é que a autora fala do 'mérito em criar valor' como se isso fosse sinônimo de meritocracia. Não é."

    Ora, se existe diferença, significa que os artigos não falam "absolutamente a mesma coisa". E é justamente nessa diferença que está o seu erro e o erro do artigo do Joel Pinheiro. Mérito pode significar criar valor no mercado: quem cria valor para terceiros tem o mérito de criar valor para terceiros, e ao negar isso o artigo do Joel Pinheiro (assim como vc) comete um erro conceitual.

    Outrossim, você claramente deturpa o que a autora do artigo diz: ela não diz que "mérito em criar valor" é "sinônimo de meritocracia".

    Ela escreve:

    "O que constitui o mérito são um conjunto de fatores, como competência, dedicação, inteligência, visão de mercado e até mesmo sorte, sendo o esforço apenas mais um dos atributos que constituem o significado de mérito. (...) O mérito não está somente em ralar pra caramba, mas sim em também conseguir enxergar os flancos existentes no mercado e oferecer algo que faça a diferença na vida de muitas pessoas. Será premiado pelo mérito aquele que melhor satisfaz os interesses da população."

    Então, meritocracia é o sistema que premia o mérito, e mérito pode ser constituído por competência ou eficiência ou visão de mercado, etc. Logo, ninguém disse que "mérito em criar valor" é "sinônimo de meritocracia". O que se disse é que mérito é um gênero, e criar valor é uma espécie (de mérito). Você é inteligente o bastante para perceber a diferença.

    Vc diz: "meritocracia não se aplica a pessoas no mercado, pois não há hierarquização no mercado"

    Com todo respeito, é uma afirmativa absurda, e sem suporte nenhum.

    Em primeiro lugar, dizer que meritocracia é "um sistema ou modelo de hierarquização" é dizer nada. Sob tal "conceito", qualquer coisa pode ser "meritocracia", inclusive um formigueiro.
    Em segundo lugar, esse seu "conceito" é inventado por vc; não consta nem no dicionário:

    "Meritocracia:Predominância dos que possuem méritos; predomínio das pessoas que são mais competentes, eficientes, trabalhadoras ou superiores intelectualmente, numa empresa, grupo, sociedade, trabalho etc.
    Modo de seleção cujos preceitos se baseiam nos méritos pessoais daqueles que participam: conseguiu o trabalho por meritocracia.
    Método que consiste na atribuição de recompensa aos que possuem méritos: foi eleito o funcionário do mês por meritocracia
    " (www.dicio.com.br/meritocracia/)

    Veja: não há nenhuma referência à "hierarquização". E, conforme está no dicionário, mérito pode dizer respeito à competência ou eficiência, "numa empresa, grupo, sociedade, trabalho, etc." Logo, dizer que "se não é hierarquia, o termo meritocracia não se aplica" é equivocado, pq essa associação entre "hierarquia" e "meritocracia" é inventada por vc.

    Então dizer que meritocracia "não se aplica a pessoas no mercado" é simplesmente uma invenção sua.

    Vc insiste: "utilizar o termo 'meritocracia' como sinônimo de 'criar valor no livre mercado' não faz sentido"

    Como eu disse, ninguém afirmou que "meritocracia" é "sinônimo" de "criar valor no mercado". O que se disse é que mérito é gênero em relação ao qual criar valor é espécie: criar valor no mercado é um tipo de mérito (justamente, o mérito de quem cria valor no mercado). Não significa que o único critério de mérito seja esse. Mas no livre mercado é o critério determinante.

    Destarte, o que não faz o mínimo sentido é sustentar que meritocracia "não se aplica a pessoas no mercado". É inclusive absurdo sustentar isso, com todo respeito.

    E não faz sentido nem pelo dicionário, nem pela própria teoria econômica austríaca.

    Com efeito, conforme afirma Rodrigo Saraiva Marinho,
    "segundo Ludwig von Mises, 'a economia de mercado tem sido denominada democracia dos consumidores, por determinar através de uma votação diária quais são suas preferências.' Isso, claramente, é mérito.
    Entender o que o mercado procura, ter, nas palavras de Kizner, de acordo com sua obra 'Competição e Atividade Empresarial', a função empresarial, ou seja, o estado de vigilância necessário para saber o que o consumidor quer, quais os seus desejos e como isso deve satisfazê-lo, é o maior mérito que pode existir. (...) Essa função de estar alerta é o que torna o empreendedor tão ligado à necessidade do mérito – o mérito de atender a vontade do consumidor, de satisfazer seu desejo, o mérito fantástico de agradar o outro, seja um empresário ou um empregado que precisa demonstrar ao seu empregador o seu mérito. (...) Valor não pode e não deve se dissociar de mérito e entender a demanda das pessoas é o grande mérito, seja a demanda da esposa, da noiva ou da namorada.
    Não vivemos isolados numa ilha e, obviamente, só quem pode lhe dar o mérito é o outro. Meritocracia é exatamente entender esse valor e buscar satisfazer as necessidades das pessoas
    ". (liberzone.com.br/em-defesa-da-meritocracia/)


    P.S.: acho louvável a sua insistente tentativa de defender o texto do Joel Pinheiro, inclusive pq sei que o texto é bastante linkado aqui no site. Mas sua tentativa apenas deixa ainda mais evidenciado o erro conceitual do texto.

    P.S.2: apenas para deixar claro: eu e Rodrigo Marinho concordamos com o Joel Pinheiro quanto ao fato de ser a criação de valor aquilo que realmente importa no sistema de livre mercado. Mas o texto do Joel Pinheiro incorre no erro conceitual de dizer que "criar valor" não é "mérito" de quem cria valor. Dizer que a criação de valor para consumidores não é uma ação humana meritória (de quem cria valor) - ou por outra: negar que ter sucesso (ou ser eficiente) no mercado não seja mérito - é claramente equivocado. Ora, criar valor decorre de uma ação humana, e quem cria valor age com um mérito (satisfazendo consumidores) que outros (que não criam valor, não satisfazendo consumidores) não têm:
    "the ultimate source of profits is always the foresight of future conditions; those who succeeded better than others in anticipating future events and in adjusting their activities to the future state of the market reap profits because they are in a position to satisfy the most urgent needs of the public" (Ludwig Von Mises, mises.org/library/ultimate-source-profit-and-loss-market)

    P.S.3: não se trata (apenas) de evitar deturpação pela esquerda; se trata de evidenciar a deturpação conceitual feita no texto do Joel Pinheiro e por vc.

    Abço.





  • Celle  22/05/2017 15:41
    PROFESSORES SOFREM PQ ADORAM O GOVERNO E FAZEM TUDO O QUE ELE MANDA.
    Seja no conteúdo ministrado, seja na gestão escolar ou qualquer área da educação os professores são adoradores do estado. So brigam por salário e a maioria aceita as pautas sindicais. Por isso o professor vai continuar sofrendo eternamente nesse país.
    EDUCAÇÃO AUTÔNOMA E LIVRE É O QUE VAI ALIVIAR A BARRA DE VOCÊS .
  • Vive la liberté!  25/01/2014 12:07
    Eu sou empregado público porque ainda que eu condene o que eu mesmo faça, eu também sou egoísta o suficiente para olhar para o meu umbigo e procurar o que há de melhor para mim mesmo. Eu não levo jeito para empreender e os amigos que se aventuraram no mundo privado tiveram péssimas experiências, especialmente lidando com seus empregados.

    Mas, também tenho uma defesa em minha parte, rs. :)
    Com um pouco de reflexão, não sou tão mau... se eu optasse por largar o setor público, amanhã teria outro em meu lugar. A minha atitude de rebelia isoladamente seria apenas um protesto inócuo. Pior ainda, a pessoa que me substituisse poderia ser mais empreendedora ou criativa do que eu, um desperdício de talento.

    Eu também me recuso a participar de greves. Acho um absurdo que um comitê de diretores decida sobre aumento salarial da minha classe quando o povo, que é quem realmente paga, nem sequer foi consultado a respeito. Aposto que se o aumento salarial fosse por votação popular, então a maioria dos salários públicos estariam congelados, com exceção talvez os dos professores, médicos ou policiais.

    Além do mais, eu contribuo divulgando as ideias libertárias entre os colegas. Convidei vários para assistirem a palestra na Livraria Cultura aqui em BSB. Alguns foram, gostaram e estão até lendo o site com certa frequência. Estou querendo levar artigos e posições do IMB para a próxima reunião do Conselho Regional de Economia. Temos que espalhar as ideias. Já distribuí também formulários de apoio aos Partidos Líber e Novo, mas o pessoal não demonstrou interesse.

    Sinceramente, eu gostaria MUITO que a iniciativa privada fosse mais atrativa. Se fosse, eu não pensaria duas vezes em largar o serviço público, mas nas condições atuais, com os preços de Brasília (sei que a culpa é nossa) e os baixos salários inciais da iniciativa privada, uma migração não é muito viável.

    Abração. :)
  • anônimo  25/01/2014 13:29
    Você conhece Ayn Rand? Sugiro a você a leitura de sua obra A Revolta de Atlas. Ela faz um discurso fantástico sobre a moralidade do seu tipo de pensamento, e a consequência de tal para a sociedade.
  • anônimo  25/01/2014 13:30
    'Sinceramente, eu gostaria MUITO que a iniciativa privada fosse mais atrativa. Se fosse, eu não pensaria duas vezes em largar o serviço público'

    Sinceramente, eu gostaria MUITO que não roubar fosse mais atrativo.Se fosse, eu não pensaria duas vezes em largar o roubo
  • Nego Tula  07/06/2016 13:03
    agora paga logo seu imposto que to querendo comprar um PS4
  • Arnaldo  28/02/2017 20:29
    Exatamente! hahaha
  • Eduardo Bellani  25/01/2014 13:45
    Imagine um guarda de um gulag falando o seguinte:

    Com um pouco de reflexão, não sou tão mau... se eu optasse por largar o *gulag*, amanhã teria outro em meu lugar. A minha atitude de rebelia isoladamente seria apenas um protesto inócuo. Pior ainda, a pessoa que me substituisse poderia ser mais empreendedora ou criativa do que eu, um desperdício de talento.

    Se você acha que os guardas do gulag não falaram isso, recomendo o livro 'The gulag archipelago'. Você vai ouvir as mesmas justificativas. E elas vão continuar sendo mentiras que as pessoas contam pra si mesmas pra justificar seu comportamento vil.

  • felipe filho  26/01/2014 02:19
    Fazer analogia entre vigia de gulag e um indivíduo isolado que precisa ponderar sobre sua situação financeira não é muito certeiro. Sejamos mais maduros ao invés de sair exigindo uma espécie de correção ultra-rigorosa dos ideais nos quais acreditamos. A primazia do funcionarismo está longe de nos apetecer, mas ele, o funcionarismo, não é um sistema originado de um regime extraordinário qualquer, pois que sempre convivemos com sua presença dentro dos mais variados estados modernos, e até dos antigos.
  • Vive la liberte!  26/01/2014 20:34
    Certamente, Eduardo. Talvez em um futuro não muito distante, uma comissão da verdade me conderá por ter seguido a via pública, rs. Sério, mesmo. Vai que acontece? A moral varia no tempo. O que é considerado correto hoje pelo poder dominante, pode ser considerado amanhã como um crime hediondo, como por exemplo a escravidão.

    É fácil julgar o guarda do Gulag sem estar nos sapatos dele.
    Imagine uma situação hipotética: Se o guarda do Gulag se recusasse a fazer parte do regime, então ele seria condenado por oposição ao regime. Ele estaria colocando a sua vida e de sua família em risco. Ele pode dar uma de herói, recusar-se a praticar o ato vil. Nesse caso, ele é considerado um traidor, matam ele e a família dele. Dia seguinte, tem um outro guarda lá. O que ele conseguiu com isso, além de morrer com a conscência tranquila? Ele certamente não mudou o destino dos detentos e ainda condenou a família dele.

    Em outro cenário, o guarda do Gulag topa exercer o ofício. Porém, ele tenta ser o menos cruel possível, ajuda alguns prisoneiros a escapar, tenta mudar a visão dos seus colegas de trabalho a respeito do regime soviético até eventualmente conseguir um suporte substancial para colocar o sistema em evidência.

    Eu acho que ele poderia dizer "eu não sou tão mau"... mas enfim, ainda que os detentos o defendam, ele será julgado e condenado por ter recebido dinheiro público enquanto trabalhava como guarda. Cada crime com seu tempo. :)
  • Eduardo Bellani  27/01/2014 01:40
    Ele pode dar uma de herói, recusar-se a praticar o ato vil. Nesse caso, ele é considerado um traidor, matam ele e a família dele. Dia seguinte, tem um outro guarda lá. O que ele conseguiu com isso, além de morrer com a conscência tranquila? Ele certamente não mudou o destino dos detentos e ainda condenou a família dele.

    Em outro cenário, o guarda do Gulag topa exercer o ofício. Porém, ele tenta ser o menos cruel possível, ajuda alguns prisoneiros a escapar, tenta mudar a visão dos seus colegas de trabalho a respeito do regime soviético até eventualmente conseguir um suporte substancial para colocar o sistema em evidência.


    Falso dilema. Não eram essas as únicas escolhas dos guardas dos gulags, e,
    seguindo a analogia, passar fome e morrer ou ser funça não são as suas únicas.
    Isso é mais uma forma que você encontrou de justificar perante si mesmo seus vícios.

    Abraços.
  • O MESMO de SEMPRE  04/06/2016 15:01
    É melhor um guarda do Gulag liberal e mais concensioso com os prisioneiro do que um verme maníco pela ideologia.

    Estivesse eu numm Gulag e eu preferiria que o guarda fosse um sujeito cordial e não um maníaco SÁDICO.

    Os integrantes dos Gulags certamente agradeciam que alguns guiardas fossem mais comedidos em vez de maníacos ideológicos.


    ...Se todos os guardas dos Gulags fossem contrarios ao sistema, certamente que os prisioneiros sofreriam menos. ENTÃO QUE OS CONTRÁRIOS AO SISTEMA TOMEM AS VAGAS dos MANÍACOS FAVORÁVEIS!!!
  • Heber  28/02/2014 18:43
    Esses ataques ao funcionário público são besteira. O próprio Mises foi funcionário público e criticava o governo. É claro, ele também viveu em um país cheio de restrições geradas pelo Estado. Várias profissões foram monopolizadas pelo Estado. Além disso o Estado tem grandes amigos no setor privado que patrocinam boa parte dos seus interesses.
  • anônimo  28/02/2014 21:32
    "Esses ataques ao funcionário público são besteira."

    É, ele é só uma vítima da sociedade.
  • Rogério  02/05/2014 14:35
    Excelente comentário.
    Funcionários públicos também são assaltados pelo Estado. Insinuar que alguém é desonesto, tomando por base seu empregador, não passa de "canhotice aguda".
  • Eduardo Bellani  02/05/2014 17:03
    Funcionários públicos também são assaltados pelo Estado.

    1 pergunta:

    * O dinheiro que o funcionário público recebe (e paga parte pra
    impostos) advém de onde?
  • Rogério  16/05/2014 12:44
    O meu, do meu bolso e, mesmo assim, parcialmente.
  • Eduardo Bellani  16/05/2014 15:51
    O meu, do meu bolso e, mesmo assim, parcialmente.

    Assumindo que realmente seja ignorância seu comentário, vou tentar
    esclarecer um pouco:

    Funcionários públicos recebem seu dinheiro de impostos (sejam eles
    diretos ou indiretos, como a inflação). Ao "pagar" impostos, um
    funcionário público está apenas pegando menos do butim que foi
    extraído da população realmente produtiva. Seria o mesmo que ele
    receber menos do governo e não ter que pagar impostos.

    Em suma, é só um truque contábil pra manter o rebanho de pagadores de
    impostos sob a impressão que funcionários públicos não são uma casta
    privilegiada na sociedade. Deixo pra você a tarefa de analisar se
    o truque funciona ou não.

    Abraços.
  • Gutemberg Feitosa  27/01/2016 10:46
    Funcionários públicos brasileiros são isentos dos impostos?
    Funcionários públicos brasileiros, ao fazer compras no supermercado, recebem descontos referentes aos impostos recolhidos (ICMS,IPI,...)?
    Funcionários públicos brasileiros são dispensados de declarar o IRPF?
    Funcionários públicos brasileiros são submetidos à uma tabela de IRPF diferenciada?
  • Magno  27/01/2016 11:20
    Correto. Funcionários públicos não pagam impostos.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos. Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado.

    Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.
  • Valdemir  09/06/2016 19:46
    Tudo isso é muito ridículo...
    Eu sou empregado público, ganho meu salário dos impostos de todos, mas também pago as escolas, médicos, advogados, produtos feitos pela iniciativa privada, portanto também pago o salários destes empregados da iniciativa privada.
    A discussão é pagar o valor certo por um bom serviço prestado, seja ele público ou privado.
  • Thomás   09/06/2016 20:29
    É impossível que você não tenha percebido a incoerência do que escreveu.

    Se o seu salário é integralmente pago por meio de impostos, então, por definição, é impossível você pagar o salário daqueles que pagam os impostos que pagam o seu salário. Na prática, você está apenas devolvendo um pouco do dinheiro que foi roubado.

    Pela sua lógica, se um assaltante rouba o dono de uma padaria e, no dia seguinte, compra pão lá, esse assaltante está gerando renda para o dono da padaria.

    Sensacional, né? Você criou o mofo-perpétuo da renda. Quando mais alguém é roubado, mais rico ele fica.

    Sim, o seu salário advém 100% de impostos. Qualquer coisa que você consumir, você estará apenas devolvendo uma fatia do roubo.
  • O MESMO de SEMPRE  04/06/2016 14:55
    Viva la Liberté você esta certo!!!

    Eu não quis pegar boca rica no estado por excesso de purismo, mas percebi que errei no julgamento.

    Eu poderia e DEVERIA ter pego a vaga de um parasita socialista que ocupa o Estado e ainda o defende por interesse.

    Muito melhor que no Estado houvesse liberais tomando a vaga dos vadios socialistas. Com certeza os socialistas se rebelariam contra o estado que não os privilegiasse. Um bando de parasitas invejosos que não conseguisse uma boquinha no estado ajudaria muito a que se derrubasse essa quadrilha.

    Muito melhor que liberais tirem as vagas dos socialistas no estado!!!!

    Socialistas sem vaga no Estado seriam ferozes adversários do estado. Dado que são invejosos e se não conseguissem viver explorando os liberais da iniociativa privada se revoltariam contra o próprio Estado.

    ...e uma coisa que não se pode negar é que estes MANÍACOS atormentados pela inveja que os faz socialistas SÃO OBSTINADOS e implacáveis em suas causas safadas.
  • Rogerio  22/04/2014 00:46
    O bandido que te assalta não passou em concurso público, mas sim pelas urnas. Abraços a todos.
  • anônimo  22/04/2014 10:21
    Todos dois me assaltam.É o meu trabalho que sustenta todos dois.
    Vocês irão até o fim do inventando desculpas pra ficar com a consciência limpa, mas não tem jeito.
  • anônimo  22/04/2014 12:28
    "O bandido que te assalta não passou em concurso público, mas sim pelas urnas. Abraços a todos."

    Isso, mas o bandido que executa as ordens e leva a cabo o assalto, este sim passou em concurso público.
  • 4lex5andro  03/02/2017 13:42
    Se fosse assim estaria menor o problema do roubo pelos impostos. Do quadro estatal (federal e em alguns estados o percentual é maior) grande parte é não-concursado, são cargos comissionados, os chamados cabides.

    Por incrível que pareça, quase 2020 e ainda existe emprego no estado por indicação.
  • anônimo  27/01/2016 11:46
    O que passou pelas urnas é o chefe do que passou em concurso público.

    E então?
  • SOU SERVIDOR   28/02/2016 14:33
    Para ter raiva de funcionário público, você deve ter sido corno para um funcionário público... faça-me um favor, apoie-se em argumentos e não em ofensas. Aliás seria proibido acessar este site porque "cara pálida"?
  • anônimo  02/05/2016 00:15
    Não é uma questão de 'raiva', só não quero ter que trabalhar quase metade do ano pra sustentar vcs e os seus privilégios.
  • SOU SERVIDOR  25/05/2016 22:45
    Sr. Anônimo fique sabendo que por ser um excelente funcionário público, fique tranquilo que seu suado dinheiro (pelo menos comigo) está sendo bem gasto... Ganho pouco (10k) para o grau de responsabilidade e dedicação que tenho. Tenho 40 anos, casado e 02 filhos, não sou e nunca fui "comuno-socialista", vim da classe baixa, fui empreendedor com 19 anos, mas devido as dificuldades desse país e não ter capital (e nem papai pra me ajudar) desisti de ser empresário, paguei minha faculdade particular (essas uni's da vida...) a fim de mudar de área e voltar ao mercado privado... sabe o que encontrei? Discriminação por ter sido empreendedor, por ter me formado tarde (32 anos), etc... sabe onde pude encontrar emprego? Estudando para concurso... Passei em vários concursos e já trabalhei em 03 órgãos públicos, onde com atuo e atuei em níveis gerenciais com menos de 02 anos de exercício... Temos problemas? sim. Servidores vagabundos e incompetentes? sim. Temos muitos servidores como eu que trabalham para caralho e dão o "sangue"... Infelizmente muitos colegas confundem a estabilidade dada para nós servidores, a fim de nos contrapormos a interferências políticas e termos autonomia administrativa, para não fazerem porra nenhuma, mas tem barnabés sim, que você paga (no caso deles) salários e privilégios que não merecem.
  • O MESMO de SEMPRE  06/06/2016 15:07
    Este assunto é EXCELENTE e devo, como efeito colateral, comentar umartigo do também EXCELENTE e BRILHANTÍSSIMO João Cesar que esqcreve no IL.

    O post é sobre os "DIREITOS ADQUIRIDOS" que valem apenqas para direitos adquiridos por funcionários do governos e de alguns que assim o Estado escolhe ARBITRÁRIAMENTE. Afinal, o Estado não considera que o DIREITO de PROPRIEDADE seja um DIREITO ADQUIRIDO e por tal inviolável. Somente FUNÇAS e alguns PARASITAS privados podem ser aquinhoados com "imexíveis" DIREITOS ADQUIRIDOS. Esse é um INCONTESTÁVEL PONTO SOBRE A ARBITRARIEDADE ESTATAL e JURIDICA. Vivemos de fato sob uma DITADURA ABSOLUTISTA de uma organização hierarquizada, não um ditador, mas uma organização de ditadores.

    Vejamos:
    João Cesar menciona acertadamente que os salários dos funcionários ESTATAIS (erroneamente chamados de "servidores públicos" ou "funcionários públicos") é bem maior do que na iniciativa privaqda. ESTA CERTÍSSIMO.

    - Mas aí a senvergonhice de um expertex que see aproveita da TOLICE até do brilhante João, MATREIRAMENTE saca um ARGUMENTO FALACIOSO:

    Um tal de Bruno afirma ser tal fato um mito. Baseia sua afirmação ao malandramente citar o juiz SÉRGIO MORO que ganha menos do que os advogados que defendem os corruptos.

    Claro que na sequência um outro expertex concorda e o próprio João Cesar ingenuamente admite em parte, pois CAIU NA FALÁCIA do EMPULHADOR MATREIRO ao falar do Juiz Moro, que é uma unanimidade em simpatia.

    Vejamos:
    - O argumento é FALACIOSO porque os advogados não são assalariados e sim AUTÔNOMOS, não possuem carteira assinada por patrões.

    - Inexistem juizes privados. Contudo existem advogados estatais que poderiam ser comparados a advogados que recebem salário em escritórios famosos. Porém, é provavel que os advogados estatais ganhem mais e se não, isso não invalida a questão. Posto que as atividades estatais remuneram bem melhor que na iniciativa privada em proporção absurda. VAI DAÍ que TANTOS OPTAM POR CONCURSOS PÚBLICOS e não é por conta de um MITO que assim se procede.

    - O tal Bruno se regozijou com a ingenuidade de João Cesar e não seria para menos. Afinal, se Bruno se valeu de uma FALÁCIA (falsa lógica ou argumento impróprio) para argumentar, estivesse o João Cesar mais atento, NÃO CAIRIA no EMBUSTE do BRUNO.

    Como Bruno citou um caso isolado através de uma FALSIFICAÇÃO de argumento, o JOÃO poderia ter citado um outro caso específico que não é regra, como o falacioso exemplo do Bruno. Assim, João derrubarioa a idiotice do tal Bruno citando que um SERVIDOR de CAFÉZINHO da camara ou do SENADO pode ganhar mais até do que o salario do juiz Moro. Sim, existe!

    Ou seja, na camara e no senado há assessores e até servidores de cafezinho e motoristas que ganham mais que engenheiros supervisores, gerentes e até mais do que empresários bem sucedidos que ganham menos de 30 mil por mês.

    No caso, se João Cesar não se deixasse ludibriar pela falácia do tal Bruno, poderia ter sido mais esclarecedor.
    No mais, como Eliana Calmon ha ANOS ATRAS DESCOBRIU, há desembargadores que chegavam a ter no contracheue a REMUNERAÇÃO de R$ 592 mil Reais.

    Eu duvido que exista algum assalariado, por mais qualificado que seja, que consiga, como advogado, ganhar um pequeno percentual de tal remuneração que se atualizada ficaria ainda maior.

    Ou seja, Bruno malandramente se referiu a um juiz específico, e não ao cargo, EXATAMENTE COM A INTENÇÃO de CONSTRANGER o JOÃO CESAR que caiu em sua EMPULHAÇÃO.

    Se o emprego ESTATAL não fosse vantajoso, SIMPLESMENTE NÃO SERIA TÃO PROCURADO e PORTANTO em todas as abordagens possíveis se pode AFIRMAR COM ABSOLUTA CERTEZA que o EMPREGO ESTATAL É MAIS VANTAJOSO do que o EMPREGO PRIVADO e mesmo mais vantajoso do que a quase totalidade das atividades privadas. SEJA POR GARANTIR uma REMUNERAÇÃO MAIS ELEVADA strictu senso e/ou por GARANTIR UMA REMUNERAÇÃO MAIS ELEVADA EM VISTA DO ESFORÇO NECESSÁRIO PARA EXERCER A FUNÇÂO.


    LAMENTO PROFUNDAMENTE que JOÃO CESAR de MELO tenha caído na EMPULHAÇÃO do tal Bruno lá no artigo do IL (sacristia maçônica-católica).

    Faltou-lhe ímpeto para por abaixo a falaciosa argumentação do expertex Bruno que escolheu um caso isolado, falso e ainda impróprio para a questão.
  • Ricardo SI  06/06/2016 21:07
    Bom... Primeiramente, não sou funcionário público... Sou funcionário de empresa privada. E futuro empreendedor.

    Mas acho um erro absurdo acusar funcionários públicos... Então, se em algum momento da minha carreira, eu trabalhar para para uma empreiteira, e/ou qualquer empresa que tenha mantido relações com o Estado eu seria ladrão?

    Se eu for pobre e usufruir de um ensino público, ter nascido em um hospital público, ter meus filhos em hospitais públicos (e tudo isso foi construído com dinheiro ROUBADO de outras pessoas (porque minha renda, até aquele momento, não cobriria minhas despesas)... Isso faz de mim um ladrão?).

    Ou ainda, se eu não fiz isso, mas contrato pessoas para trabalhar na minha empresa, que já fizeram isso... Eu ajudo ladrões a sobreviver e se procriar (logo sou cúmplice)? Que história maluca é essa?

    Se eu fizer uso do procon (um orgão público), eu estou incentivando sua existência, logo, estou incentivando o crime?

    Eu concordo que o arranjo estatal é muito ineficiente... Compreendo, a causa defendida pelos libertários e todo o ódio ao Estado (ainda não que não concorde), mas daí a derivar, que todos seus funcionários são ladrões... É algo absurdo... Se você trocasse o nome "ESTADO" por qualquer empresa privada desonesta, ficaria bem esquisito...
  • O MESMO de SEMPRE  07/06/2016 02:14
    O problema não é ser funcionário DO GOVERNo ou FUNCIONÁRIO ESTATAL.

    Todos trabalham para o PÚBLICO, pois que trocam seu trabalho por trabalhop alheio. Somente o Estado EXPROPRIA pela AMEAÇA de VIOLÊNCIA ou AMEAÇA de CAUSAR um MAL AINDA MAIOR doq eue AQUELE INICIALMENTE EXIGIDO da VÍTIMA.

    O problema que REVELA o CANALHA é o SUJEITO DEFENDER o ESTADO por dele se beneficiar.

    O funcionário do Estado que defende a ESCRAVIZAÇÃO da SOCIEDADE PAGADORA de IMPOSTOS por de tal COVARDIA se BENEFICIAR, É UM VERME, UM CANALHA.

    Porém pertencer ao estamento estatal por si só, reconhecendo a IMORALIDADE da ESCRAVIZAÇÃO, não faz do funcionário estatal alguém menor.

    Vermes são aqueles que se tornam socialistas por ambição de se beneficiarem da ESCRAVIZAÇÃO da sociedade. Defendendo o Estado totalitário por INVEJA, RECALQUER ou OPORTUNISMO. Estes são vermes e não merecem respeito algum: são escravocratas.
  • Paulo Matheus  10/06/2017 15:49
    Bom, realmente temos uma administração pública precária e usurpadora de nossos impostos e não é por menos que todo mundo quer uma boquinha do sistema público já que a iniciativa privada paga tão mal vide à alta carga tributária que assola do micro ao grande empresário, mas continuando... Li em um artigo da OAB que nosso país atualmente concentra mais da metade das faculdades de Direito do MUNDO, isso não é motivo de se orgulhar em nenhum ponto, mas fazer o que? enquanto USA, China, Japão e etc valorizam ciências e engenharia, quem vai perder "tempo" nesse paiseco fazendo engenharia?? Aqui se valoriza o burocrata, aquele que não produz riqueza mas que suga, enfim eu msm que escolhi cursar eng. civil já não sei mais o que fazer da vida, ir embora deste país, mas como sem dinheiro? investir em cursinho pra concurso? Já não sei se tenho tanta motivação em optar pela a iniciativa privada, Vejo meu pai como exemplo, o cara passou 18 anos ralando, subindo aos poucos para enfim conseguir ter um salário "bom" e hj possuir uma vida digna, enquanto isso técnicos de tribunais(só ensino médio) tiram "brincando" o que ele ganha na primeira remuneração...É desse jeito, esse país não vai pra frente tão cedo....
  • Carlos Marcelo  24/01/2014 14:09
    Quem dera esse sistema fosse uma soma zero. Quando se tira dinheiro através de impostos pra pagar funcionalismo estatal ou subsidiar amigos do rei, os recursos deixam de ser alocados pela demanda voluntária e passam a ser geridos por uma meio dúzia de burocratas "iluminados", que financiarão algo que é menos demandado. A economia estatista é, de fato, uma soma negativa.
  • Marcos Rosa  24/01/2014 14:17
    Congelamento de salários ou reajuste menor do que o usual e, principalmente, fim da estabilidade. Quem sabe assim isso possa melhorar.
  • Fábio  24/01/2014 15:05
    O governo fhc pode não ter sido maravilhoso e era semi esquerdista, mas temos q observar as reformas que ele fez na economia. Vocês viram o q aconteceu? Os lixos q trabalham p o estado td votaram no PT com medo de perderem suas boquinhas. O Brasil nao tem jeito mesmo.

      
  • Marx contra o Golias capitalista  24/01/2014 15:07
    No artigo anterior, dei-lhes uma pequena aula sobre Mais-valia, Mais-valia relativa e mais-valia absoluta, provando cabalmente a importância do papel do Estado para proteger o explorado trabalhador. Neste presente artigo, abordarei o conceito de Marx sobre a "queda tendencial da taxa de lucro".

    A tecnologia, ou seja, o constante avanço tecnológico, de certa forma, aumenta drasticamente a desigualdade social, ainda mais nos países chamados subdesenvolvidos, como é o nosso caso.

    Negar isso é querer por em xeque uma das proposições mais polêmicas do Karl Marx, aquela da chamada "Queda tendencial da taxa de lucro".

    Mas, para responder melhor, vou voltar à Roma Antiga:

    Na Roma escravista a mão de obra responsável pela produção era a escrava. O sistema produtivo era fundamentado na díade proprietário-escravo. Quem não pertencia a nenhuma destas classes ficava de fora.

    A população de homens livres que não eram proprietários (e por isso estava fora do Sistema) não parava de crescer e as revoltas ficavam cada vez mais iminentes. A política do Pão e do Circo foi criada para estes que ficavam de "fora" do sistema.

    O "bolsa-família", pelo bem ou pelo mal, é completamente diferente. O constante desenvolvimento tecnológico (e aqui estamos chegando na questão de fato), ao mesmo tempo em que não deixa cair a taxa de lucro do patrão, "expulsa" o trabalhador do sistema. O dinheiro do Bolsa-Família vai para esse trabalhador – eventual pagador de impostos –, enquanto ele fica na "fila".

    Temos assim que enquanto no primeiro caso o "beneficiado" estava fora do sistema, no segundo caso o beneficiado foi expulso.

    Explico melhor a questão da tecnologia:

    É aquilo que se convencionou, a partir de Marx, chamar de "mais valia".

    A taxa de lucro do patrão tende a cair. Para que isso não aconteça, já que não se pode mexer muito nas horas de trabalho, ele melhora a tecnologia. Um exemplo.
    Uma fábrica de fios tinha 30 trabalhadores. Tais funcionários utilizavam uma máquina que produzia determinado produto em determinado tempo. Porém, o dono do negócio busca uma tecnologia melhor que produzirá quase o mesmo número de produto no mesmo número de tempo. Porém (e aqui temos a resposta que procuramos), ao invés de trinta funcionários, precisará apenas de três. E penso que isso pode sim ser chamado de "aumento drástico das desigualdades sociais".

    Estes três trabalhadores são aqueles que continuaram se especializando. Os outros 27, mesmo os que também procuraram se especializar, não tiveram a mesma sorte dos outros… Para eles, o "bolsa família" até que possam voltar para o matadouro, ops, para o "mercado".

    É por isso que nossos avós, só com a 4ª série, já conseguiam um trabalho e se aposentavam nele. E é por isso que daqui algum tempo nem os que tiverem diploma de doutor estarão garantidos.

    Até a próxima, pequenos gafanhotos. E que a sabedoria de Marx os ilumine.
  • Bezerra  24/01/2014 16:47
    E dai que há desigualdade? Sempre houve e sempre haverá desigualdade. Nos regimes socialistas era maior que nos regimes livres, pois o politburo controla tudo e as todos. Tudo em um país socialista está a disposição da classe política, enquanto o resto da população não passa de servos/escravos dessa elite política dominante. Não conheco maior desigualdade maior que essa.

    Incrível como há ainda marxitas na América Latina que acreditam nos ensinamentos econômicos de Marx, enquanto na Europa os próprios marxistas jogaram essa droga fora, mas manteram o restante do lixo marxista, trocando a economia marxista pela economia keynesiana. Ou seja trocaram o péssimo pelo ruim.
  • CARLOS GARCIA  24/01/2014 18:28
    Não vi argumento nenhum no seu comentário, seo Marx. Só o monopólio da virtude e a desqualificação da oposição a que já estamos acostumados. "Aumento da tecnologia aumenta a desigualdade" porquê... porquê... porquê sim e quem discordar é mulher do padre. Seu argumento dos 30 vs 3 empregados simplesmente se esquece de que baratear custos de produção é bom para os consumidores, e que se estes desempregados não conseguem ser absorvidos com dignidade pelo mercado de trabalho é por culpa dos impostos e regulações que travam a criação de empregos. Mais-valia já foi refutada e re-refutada, basta criar uma empresa gerida totalmente por seus funcionários, repartindo lucros, do jeitinho que o socialistas gostam, e esperar a empresa crescer e precisar contratar mais gente. Quero ver quem dos investidores iniciais vai ficar feliz em dividir lucros igualmente entre esses meio funcionários meio sócios que entram sem necessitar de injetar investimentos.
  • anônimo  22/04/2014 19:08
    E daí se a mecanização vai diminuir o número de empregados? Esse marx esquece também que a indústria não é o motor da economia.Vários países liberais são ricos, podre de ricos, sem ser nenhuma china em termos de indústria.
  • Sociologo da USP  21/11/2015 16:27
    Li esse texto enquanto fazia miçangas e fumava ''umzinho'' aqui no horário de trabalho. Lágrimas caíram dos meus olhos, mas lágrimas de orgulho.

    Num âmbito de burgueses capitalistas achei um amigo de ''lucha''.

    Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!!!
  • O MESMO de SEMPRE  05/06/2016 16:17
    Na Roma antiga havia escravos, sim, mas não para o trabalho produtivo como regra. Essa já foi a primeira asneira onde esta confundindo ROma antiga com o FEUDALISMO. Neste, sim, os SERVOS faziam o trabalho produtivo na terra e os serviçais vinham das glebas e os bastardos se dedicavam a trabalhos diversos, mas não eram escravos. Os servos de gleba deviam obediência ao Senhor feudal, como se este fosse o governador, já que só depois que os Feudos tornaram-se hereditários e de fato propriedades.

    Na Roma pagava-se IMPOSTOS e havia comerciantes com estabelecimentos e trabalhadores diversos entre eles alguns escravos particulares.

    Na Roma antiga o trabalho de produção não era exclusivo para escravos, que mais serviam a seus senhores pessoalmente como serviçais.

    No Feudalismo, sob a ideia de não haver proprietários de terras inventou-se o Senhor Feudal que, teoricamente protegeria os Servos com suas tropas. Tudo bem acochado, mudando o que deve ser mudado, com as idéias de Platão e sua republica. Onde os magiostrados eram "feitos de ouro", os guerreiros eram "feitos de prata" e os trabalhadores de outros metais menos nobres. Essa é a idiotice de Platão sobre as aptidões que "valor natural" dos indivíduos. Ou seja, os "de ouro" deviam governar, os "de prata" servir como guerreiros ou "policiais" e os demais feitos "bronze" deviam trabalhar para sustentar a CORJA GOVERNANTE parasitária que VIVERIA DO PODER e NÃO do TRABALHO.

  • Rhyan  24/01/2014 15:26
    Vocês viram uma notícia que diz que o Brasil tem poucos funcionários públicos comparando com outros países? Algo em torno de 10% da força de trabalho, não achei o link pra colocar aqui.

    Imagino que o estado brasileiro não seja capaz de sustentar volumes de funcionários públicos de países mais ricos.

    Há outras explicações por um número baixo?
  • Guilherme  24/01/2014 17:04
    Public-sector pay in Brazil - Shaming the unshameable

    www.economist.com/node/21556916
  • Pedro  24/01/2014 19:13
    Temos menos funcionários públicos, mas nosso gasto com eles é maior que a média da OCDE. E isso acontece pelo simples motivo de que o Brasil é um dos países onde a discrepância salarial entre a iniciativa privada e o funcionalismo público é das maiores do mundo.

    Os esquerdopatas sempre se esquecem desse detalhe quando criticam a desigualdade e a suposta falta de funcionários públicos.
  • Marcelo  24/01/2014 19:27
    Além disso, os números da The Economist (creio que foi a ela que Rhyan se referiu) desconsideram os aposentados do setor público, que são numericamente expressivos e cujos salários são, estes sim, típicos de marajás. Todos os funças que se aposentaram até meados da década de 1990 têm aposentadorias de sultões.
  • Pobre Paulista  24/01/2014 15:33
    Um pequeno relato - que pode parecer arrogante.

    Eu já quase virei um funcionário público, uns 10 anos atrás, na época em que estava me graduando em Engenharia Mecânica. Na época se não me engano o salário inicial da carreira era cerca de 2,5 mil, e prestei um concurso que pagava 8 mil. Nada mal, ainda mais para quem estava com 21 anos começando a vida profissional.

    Acontece que passei e fui aprovado. No entanto a convocação demorou um ano e meio, e nesse período tive bastante tempo para repensar se era isso que queria da minha vida. Eu já era "meio anarquista" na faculdade mas acreditava que "já era hora de crescer" e parar com essa besteira. Além do mais tenho diversos familiares próximos que são funcionários públicos, todos honestos e compromissados, e posso afirmar categoricamente que a carreira pública é um lixo, especialmente para quem trabalha direito.

    No final das contas, acabei desistindo da vaga e indo "encarar o mercado", mesmo indo ganhar menos da metade do que eu ganharia na carreira pública. Na época (e na verdade até hoje), a maioria dos meus amigos ficou inconformada, me chamaram de louco e etc, mas felizmente sempre estive 100% seguro da minha decisão de me manter livre.

    Em 2011 conheci o Mises Brasil e pude finalmente compreender que meus ideais sempre foram anarco-capitalistas, eu só não sabia disso nem nunca tinha formalizado dessa maneira. Já estou bastante "crescidinho", tenho família e 2 filhos, e continuo sendo o "anarquista" da época da faculdade, só que agora com um embasamento teórico muito mais sólido para "defender" minha posição quando necessário.

    Ah claro, ainda não ganho tanto quanto ganharia na carreira pública, mas isso não é um incômodo para mim. No longo prazo ainda posso superar os tetos salariais da carreira pública, e eu dependo apenas de mim mesmo para isso. Claro que estamos falando da carreira pública honesta. Sou livre, não tem remuneração que me faça abrir mão disso.

    Enfim, esse relato foi apenas para dizer que essas forças de drenagem de cérebros não são tão irresistíveis assim.
  • Jaja  06/06/2016 18:11
    Bacana seu relato. Parabéns pela coragem!

    Abraços!
  • 4lex5andro  03/02/2017 14:42
    Parabéns por esse relato, mas dado a formação do estado Brasil, é uma ilha no oceano.

    Tal é verdade pela descrição da reação de seus brothers, sentenciando-o simplesmente de 'louco'.
  • Romilson  24/01/2014 15:58

    Privatização. Ganharia meu voto o candidato a presidente disposto colocar a PND p/ andar novamente.

    Programa Nacional de Desestatização pela Lei nº 8.031, de 1990

    Até+,
  • Julio Heitor  24/01/2014 19:11
    Bacana seu relato. Parabéns pela coragem!

    Abraços!
  • Aspone  24/01/2014 16:10
    Sou funça. Vcs não tem nem idéia.... a coisa é muito pior.

    Pra quem tiver curiosidade, aqui está meu blog sobre o dia da asponice tupiniquim:

    www.aspone.blog.com

    Juro que é tudo verdade.
  • Flávio Guardiano de Souza  24/01/2014 21:19
    Muito bom esse blog do Aspone.
  • anonimo  24/01/2014 22:12
    É repartição federal, estadual ou municipal? (muito bom o blog, pensei em fazer a pergunta lá, mas o sistema de comentário não é o que gosto mais).

    Obrigado.
  • Aspone  28/01/2014 18:42
    Não posso falar nada que indique onde eu trabalho.

    Eu seria perseguido.

    Alguém conhece algum outro sistema que permita comentários de maneira mais fácil??

    Realmente o qeu eu uso não é dos melhores...
  • Freedom-newbie  25/01/2016 20:00
    É engraçado o blog, mas também da raiva pois sabemos que isso é realidade em varios orgaos publico.
  • 4lex5andro  03/02/2017 14:52
    Um bom sistema de comments é o disqus.
    E sim esse blog aspone pode ser divulgado, é informação que nem os jornais ou reportagens mainstream fazem questão de explorar melhor.
  • Rodrigo Garcia de Vargas  24/01/2014 16:26
    Sou funcionário público e concordo com todo o pensamento, mas fico em dúvida quanto à conclusão. Essa liderânça sairá de onde? E sem apoio de numerosos eleitores esclarecidos poderá fazer o quê? O trabalho de mostrar a realidade, que vocês fazem, talvez seja a melhor coisa a fazer no momento. De futuro, com uma parcela imensa da sociedade compreendendo os fatos, creio que se possa formar uma resistência política. Agora não. Culturalmente, o que impera é a mentalidade descrita acima. Só culturalmente para começar a mudar.
  • anônimo  24/01/2014 19:48
    "Essa liderânça sairá de onde?"

    Pode ser de você mesmo. Já que concorda com o texto, distribua-o no seu "trabalho". Convença as "melhores mentes" a arranjarem empregos de verdade. E, claro, para não parecer hipócrita, largue o funcionalismo público e vá para a iniciativa privada. Apesar de ser cômodo esperar sentado que outros tomem a iniciativa, lembre que o dinheiro que paga o seu salário foi tirado a força de outra pessoa que suou para isto - e num país pobre como o nosso, com certeza a pessoa de quem este dinheiro foi tirado precisa dele muito mais do que você.
  • Marconi Soldate  24/01/2014 16:28
    Sou SERVIDOR público e trabalho em benefício do polvo brasileiro. É preciso aumentar os impostos dos super-ricos, rentistas safados, e gastar para o bem do sofrido polvo brasileiro.
  • césar tito  24/01/2014 16:58
    polvo brasileiro = Lula Molusco.
  • Robson  24/01/2014 17:12
    Rentistas safados? O cara que tem uma grana e abre mão de gasta-la para aplicar em uma empresa ou emprestar dinheiro pro governo gastador em vez de gastar com o que quer que seja é safado?

    Aumentar impostos dos super-ricos? Você Marconi só pode querer mais parasitismo. Governo não cria riqueza como um industrial rico. Governo não é empresa, não aufere lucro, só gasta. Gasta o dinheiro do mais rico ao mais pobre com impostos e taxas e ainda dificulta a vida de quem não quer ser parasita e quer abrir uma empresa, criar riqueza e emprego.

    Aproveite que tem tempo de sobra aí no expediente e leia mais textos aqui do Mises, pelo menos estará fazendo algo útil que pode fazer você ao menos não comentar besteiras aqui.
  • Marconi Soldate  24/01/2014 20:08
    Eu fui um tanto quanto irônico na resposta.. veja que falei do "polvo" brasileiro!

    Mas em relação aos super-ricos rentistas, tenho sim uma certa restrição a esse povo. Muitos "libertários" são isso aí, ou seja, super-ricos que só querem viver de renda.

    Em relação ao estado gastar, aí é pura lorota minha mesmo.. sou liberal e acredito na livre iniciativa. Estado é lixo mesmo, mas tem de existir e ser mínimo.

    Minhas crenças:
    1) capitalismo -> livre-iniciativa
    2) estado mínimo (exército, polícia, justiça e pouquíssimas coisas mais)
    3) renda mínima

    Viva os liberais! Somos os libertários com bom senso! Viva o Novo!




  • Angelo Pasquali  24/01/2014 16:35
    Amigo,

    cá entre nós, confesse seus medos, para qual concurso da magistratura o nobre autor não logrou êxito?

    De outra banda, opino, o problema não se encontra nos salários da iniciativa pública e sim na falta de valorização dos profissionais da iniciativa privada somados a "burrocrácia" e aos altos impostos a que são submetidos todos aventureiros (infelizmente esse é o termo adequado) da livre iniciativa.

    A culpa não é do setor público, mas sim da falta de política públicas que motivem os jovens a buscar salários dignos na iniciativa privada ou "abrir o próprio negócio" sem medo de rumar para a lógica do mercado - fechar as portas!

    Reclama-se muito da prestação dos serviços públicos, mas cá entre nós, na iniciativa privada é diferente? Somos bem tratos por médicos, dentistas ou engenheiros. Confias no teu mecânico? Já comprastes um apartamento de alguma construtora e teve a unidade entregue na data prometida e de acordo com o especificado no contrato. Garanto, sem conhecê-lo, que não.

    Portanto, "os burocratas, que menos servem ao público" devem ser os mesmos que prestam os serviços na iniciativa privada com ineficiência, inclusive, dentro da sala de aula de Universidades particulares e ou na mão de obra pouco qualificada de um azulejista.
  • Doutrinador  24/01/2014 16:50
    É batata. Sempre que há um artigo criticando os privilégios do funcionalismo público, um funça exaltado vem aqui dizer que a crítica se deve apenas ao fato de o crítico não ter passado em um concurso público... A mentalidade obtusa desta gente é aterradora.

    Aí o parasita pondera com aquela superioridade forçada, típica dos burocratas tupiniquins, e sem perceber que seu Tico não está ligado ao Teco:

    "o problema não se encontra nos salários da iniciativa pública e sim na falta de valorização dos profissionais da iniciativa privada somados a "burrocrácia" e aos altos impostos a que são submetidos todos aventureiros (infelizmente esse é o termo adequado) da livre iniciativa."

    Ou seja, o cidadão genuinamente acredita que não há absolutamente nenhuma ligação entre os altos impostos sobre a livre iniciativa, os altos salários do setor público e os baixos salários do setor privado. Ele genuinamente acredita que os altos impostos sobre o setor privado nada têm a ver com os altos salários do setor público. Ele genuinamente acredita que são fenômenos completamente separados e sem nenhuma ligação.

    E conclui triunfantemente:

    "A culpa não é do setor público, mas sim da falta de política públicas que motivem os jovens a buscar salários dignos na iniciativa privada ou "abrir o próprio negócio" sem medo de rumar para a lógica do mercado - fechar as portas!"

    De novo: ele genuinamente acha que, para se ter salários mais altos na iniciativa privada, basta "motivar os jovens a buscar salários dignos".

    Como disse esse artigo:

    Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público. E essa gente não está satisfeita, pois os políticos seguem à procura de novas vacas com tetas suculentas das quais sugar ainda mais recursos para fartar seus cofres.
  • Angelo Pasquali  24/01/2014 17:42
    Cara debatedor Anônimo (Doutrinador?)!

    O Blog promove a troca de ideias ou devemos apenas nos conformar com a opinião estreita do autor e seus seguidores?

    Não entrarei no mérito do "funça exaltado" ou "parasita" ou qualquer outro elogio proferido a minha pessoa. O bom foi que ao menos conquistei um expectador para minhas palavras e opiniões não serem jogadas ao vento.

    A ligação entre os altos impostos é questão complexa que passa não só pelos salários necessários para movimentar a máquina pública como tantos outros fatores econômicos, culpar apenas os salários do sevidor público é negligênciar o todo. Essa é o grande celeuma da discussão que proponho.

    Quanto ao "o cidadão genuinamente acredita que não há absolutamente nenhuma ligação entre os altos impostos sobre a livre iniciativa" e "ele genuinamente acha que, para se ter salários mais altos na iniciativa privada, basta "motivar os jovens a buscar salários dignos", em nenhum momento manifestei essas conclusões. Releia.

    Lembre-se o tema do artigo é "O funcionalismo público e a drenagem dos cérebros" correlacionado ao fato de não haver "vencedores dos prêmios Nobel" em nosso país. Achei sensacional essa temática e a criatividade do autor. Lembro que as nossas universidades públicas são compostas por professores, que por sua vez são servidores públicos, e na minha humilde opinião, são os nossos grandes cérebros.

    Dessa premissa se conclui que os grandes cérebros do nosso pais, a massa pensante, que como diz o texto "ganham salários magnânimos" (visto que generalizou o funcionalismo público quanto aos super salários), não conquistaram o tão sonhando Prêmio Nobel. Logo, não é a drenagem de cérebros nem o fato de receber bons ou maus salários que impede o Brasil de conquistar essa "megasena da virada" que é o Prêmio Nobel, muito menos o fato de grandes mentes serem funcionários públicos, o motivo é outro, e passa longe do funcionalismo público.

    Por fim, os grandes cérebros devem estar em todos os setores tanto publico como privado, para o bem do desenvolvimento do pais.

    Deixo as seguintes questões: queremos ser administrados por gestores públicos ou julgados por juízes com cérebros menos favorecidos? Qual a vantagem disso? O que o prêmio Nobel tem a ver com os salários dos servidores? Para ser funcionário é preciso ganhar o Nobel, no nosso caso acredito que teria quer ser o da Paz? Seria positivo um policial federal sem estabilidade e desprovido de inteligência investigando as máfias das empresas (do setor privado!) que sugam o dinheiro público em licitações?

    Seja bem vindo a discussão, que como o próprio Blog preconiza: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado".
  • John  06/06/2016 19:41
    Consigo escutar daqui o barulho da sucção; É igual um chiqueiro, a porca deita e os leitões vem mamar nela, nenhum que largar a teta, se vc tentar retirar um leitão, ele grita bem forte.

    A única forma é acabar com a porca, assim talvez os leitões desgrudem dela;

  • Junior  24/01/2014 17:52
    Doutrinador: "Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada"

    Que segurança você poderia ter ao afirmar isso?
    Quem garante que se houvesse a redução drástica dos impostos "o empresariado"
    não converteria isso em lucro, ao invés de incrementar a renda do trabalhador?
    Ou você acredita mesmo que o empresariado só não investe mais no trabalhador por conta da alta carga tributária?
    Balela...
    Não tenho a menor dúvida disto, digo por tirocínio, por já ter frequentado os dois lados...
    O empresario só pensa em lucro, não importando de onde virá, seja sonegando imposto, reduzindo a jornada de trabalho/vencimento, ou através dos famigerados programas de demissão voluntária.
    Dai dizer que o óbice para os aumentos salariais na iniciativa privada são os impostos, é pouco provável..
  • Doutrinador  24/01/2014 18:11
    "Quem garante que se houvesse a redução drástica dos impostos "o empresariado"
    não converteria isso em lucro, ao invés de incrementar a renda do trabalhador?"


    Não há garantia nenhuma disso, e eu jamais afirmei que isso ocorreria, pois não sou ignorante em economia. O que eu disse, e reafirmo, é que com uma alta carga tributária, uma alta burocracia, e um alto custo regulatório é impossível você pagar altos e crescentes salários para as pessoas.

    Discorda? Se sim, substancie suas afirmações.

    "Ou você acredita mesmo que o empresariado só não investe mais no trabalhador por conta da alta carga tributária?"

    De novo: alta carga tributária, uma alta burocracia, e um alto custo regulatório. Essas três coisas em conjunto com uma moeda desvalorizada e com altas tarifas de importação, impedem o acumulo de capital e a aquisição de bens e máquinas que ajudariam a tornar o trabalho mais produtivo, que é exatamente um dos fatores que permitem aumentos salariais.

    Discorda destes fatos? Argumente.

    "Balela... Não tenho a menor dúvida disto, digo por tirocínio, por já ter frequentado os dois lados... O empresario só pensa em lucro, não importando de onde virá, seja sonegando imposto, reduzindo a jornada de trabalho/vencimento, ou através dos famigerados programas de demissão voluntária."

    Gozado. Você começa dizendo que "empresário só pensa em lucro". Isso é tão lógico quanto eu dizer "trabalhador só pensa em salário". Ou você acha que as pessoas trabalham de graça e por amor ao próximo? Já entendi: o mundo inteiro é ganancioso e patife, menos você, que é desapegado e altaneiro, e que certamente bate ponto em varias instituições de caridade espalhadas por sua cidade e em troca de um mero pedaço de pão (pois qualquer coisa além disso é ganância).

    Outra coisa: sonegar imposto é um ato de heroísmo. Apenas pessoas de mentalidade completamente torpe podem defender que uma fatia do dinheiro que eu ganho com o suor do meu rosto deve ser repassado para Sarney, Calheiros, Collor, Maluf, Dilma, Lula et caterva.

    Mais outra coisa, e essa é engraçada: você "acusa" empresários de reduzirem a jornada de trabalho das pessoas. Gozado, a briga histórica dos sindicatos sempre foi justamente pela redução da jornada de trabalho, ao passo que os capitalistas eram acusados de explorar os trabalhadores fazendo-os trabalhar 20 horas por dia. Decida-se.

    Por último: qual a sua birra com o programa de demissão voluntária? Prefere coisas coercivas?

    "Dai dizer que o óbice para os aumentos salariais na iniciativa privada são os impostos, é pouco provável.."

    Você ainda está muito cru e caindo em tolas contradições. Informe-se melhor antes de sair palpitando em público sobre coisas das quais claramente não entende.
  • Felipe  24/01/2014 18:23
    O que você acha que o malvado empresário faria com o seu novo lucro?

    a) Gastaria em Ferraris, mansões em Malibu e coisas do tipo?

    b) Esconderia todo o dinheiro e construiria um bunker subterrâneo pós-apocalíptico?

    c) Investiria em maquinário, mão de obra e produção, empregando mais gente e aumentando a produtividade, consequentemente aumentando a renda do trabalhador?
  • botafogo  25/01/2014 01:56
    Sinceramente não acredito que este seja o principal problema do Brasil. No orçamento da união quase 65% é destinado a pagamento de aposentadorias, e é neste ponto o maior problema, em especial, a aposentadoria dos militares(representa mais de 30% do total gasto). Existem milicos que se aposentam com 42, 43...anos de idade e depois ainda tem as pensões para esposas e filhas. Na maior parte dos países desenvolvidos o militar recebe uma indenização quando chega aos 40 e um abç, aposentadoria só com 65 anos(mais ou menos). Isto vale também para os demais funcionários públicos. A aposentadoria pelo teto da iniciativa privada para todo mundo(deputado, juiz, almirante, general etc ...). Quanto ao pessoal da ativa não vejo nada demais ganharem salários acima da media.
  • Pedro  24/01/2014 20:23
    ""Que segurança você poderia ter ao afirmar isso?
    Quem garante que se houvesse a redução drástica dos impostos "o empresariado"
    não converteria isso em lucro, ao invés de incrementar a renda do trabalhador?""

    Ele pode afirmar isso com 100% de segurança, caso compreenda o básico sobre economia, e por vários motivos:

    1- Uma queda na carga tributária (que incluiria uma redução ou a eliminação do IR)reduziria os impostos pagos pelos funcionários da livre iniciativa, automaticamente elevando sua renda liquida.

    2- Uma queda nos impostos sobre bens de consumo e sobre as empresas em geral reduziria os custos de produção dos empresários, fazendo com que os mesmos pudessem reduzir os preços sem reduzirem suas margens. Com preços reduzidos a renda real do trabalhador (que é consumidor) sobe, as vendas aumentam e maiores vendas com a mesma margem implica em maiores lucros. Tanto empresário quanto trabalhador ganham.

    3- Com maiores lucros há mais dinheiro a ser reinvestido em máquinas e capital fixo em geral, o que eleva a produtividade e consequentemente a renda real dos trabalhadores.

    4- Com menos impostos há mais investimento estrangeiro que por sua vez eleva a produtividade e a renda. E por ai vai...
  • anonimo  24/01/2014 22:19
    Boa noite.

    "Reclama-se muito da prestação dos serviços públicos, mas cá entre nós, na iniciativa privada é diferente? "

    É diferente sim, meus pais falam que quando a telefonia era estatizada, vc tinha que entrar em fila de espera para conseguir linha de telefone e tinha gente que vivia de alugar essas linhas. Hj é muito melhor, bem mais barato e isso que é uma área altamente regulamentada e com ingerência do governo, se não fosse por isso seria muito melhor.

    Outra coisa, já foi em um bandejão do governo? E em um por kilo privado? Percebeu a diferença, eu percebi.

    Já usou os correios? E a FEDEX? E o motoboy da esquina? Usei os 3 e achei bastante diferente, sendo que o setor privado foi muito melhor.

    Posso ficar a noite inteira escrevendo, mas vou parar por aqui...
  • daniel  27/01/2014 06:07
    "o problema é a falta de politicas publicas"
    sempre que alguem fala isso, ja entendo que o sujeito nao entende nada ou quase nada do que esta falando. Pelo jeito esse imbecil nem sequer leu o artigo direito pra estar bostejando assim.

    "Reclama-se muito da prestação dos serviços públicos, mas cá entre nós, na iniciativa privada é diferente?"
    so pode estar brincando. ja viu alguma pessoa que tenha um pouco de dinheiro frequentar hospital publico? ou escola publica? aposto que vc mesmo nao faz isso. e totalmente diferente da sua mamata, a iniciativa privada nao depende do roubo pra se sustentar, ou ela sobrevive no mercado ou vai a falencia. ja sua mamata, o estado, pode contratar quantos funcionarios inuteis quiser, e paga-los quanto bem entender, afinal, têm milhoes de cidadaos produtivos trabalhando pra sustenta-los...
  • MArcio  28/01/2014 20:46
    Universidades públicas no BRASIL são muito melhores que qualquer universidade (faculdade) privada. Alguém discorda disso?
    Sinceramente, ácredito que 95% de pesquisa que seja feita no Brasil venha das unviersidades públicas (Quem investe em pesquisa e desenvolvimento no Brasil!??!).
    Mesmo que diminuissem os impostos no Brasil, vocês acham que grandes empresas (multinacionais) desenvolveriam tecnologia no Brasil, e abririam mão de desnvolver estas tecnologias em seus países de origem?
    Aonde estão os grandes centros (países, cidade, etc..) de pesquisas da iniciativa privada?
    Montar fábrica em outros países não é desenvolvimento de tecnologia.
  • Magno  28/01/2014 21:45
    São melhores porque atraem os melhores cérebros. Os melhores cérebros se preparam desde cedo para ingressar nas universidades públicas porque são atraídos por sua "gratuidade". Comportamento totalmente racional.

    Sobre multinacionais desenvolver tecnologia no Brasil, por que elas fariam isso se o ambiente em seus países de origem é muito melhor e sua população acadêmica, mais preparada? No Brasil, não há um Nobel sequer em ciências.
  • anônimo  29/01/2014 01:06
    "Alguém discorda disso?"

    Essa visão é muito simplista. Nem toda universidade pública é USP. E mesmo nesta existe muita besteira sendo ensinada. Pode se fazer a divisão entre ciências exatas e humanas, onde as públicas levam vantagem nas exatas por contarem com mais recursos, enquanto que na área das humanas, existem muitas particulares que levam vantagem, pois o que conta é o conhecimento em si, não necessariamente o material de ensino.

    Quanto a parte da pesquisa, para haver R&D é preciso haver capital poupado. Ninguém, em sã consciência, pega dinheiro emprestado para colocar em pesquisa. E num país como o Brasil, onde não há condições de se poupar, devido a alta carga tributária e as políticas inflacionistas, fica praticamente impossível uma empresa juntar dinheiro suficiente - quando junta, ela usa para repor maquinários, aumentar a produção, outras coisas. R&D é a última coisa que o empresário brasileiro pensa justamente por isto.

    Chega a ser ridículo criticar a iniciativa privada por causa disso. Aqui no Brasil, as empresas lutam, dia a dia, para sobreviverem. Aquelas empresas que dão lucro são em setores que não é necessário inovação, basta que se siga o básico - montar um produto e revender, mesmo porque, com os altos impostos de importação, elas não precisam se renovar para enfrentar a concorrência. Veja o caso dos carros, onde a KIA e a Hyundai começaram a vender carros modernos aos montes, e as empresas nacionais foram correndo ao governo pedir para o imposto ser aumentado.

    Criticar a iniciativa privada brasileira por não ser inovadora é atestar a própria ignorância do assunto.
  • gabriel  29/01/2014 20:31
    Mesmo que diminuissem os impostos no Brasil, vocês acham que grandes empresas (multinacionais) desenvolveriam tecnologia no Brasil, e abririam mão de desnvolver estas tecnologias em seus países de origem?

    Engraçado a ideia geral que as pessoas tem ainda é tão nacionalista. Porque então empresas seriam multinacionais? se não pra oportunidades de negócios? Vai me dizer que os investidores estrangeiros, isso não só brasil mas mundial percebem e reagem a oportunidades, logo entram e saem investidores dos países também levando em conta os impostos (mas não apenas isso, segurança aos contratos e a propriedade também atraem investidores, bem como políticas contrarias a esses pontos acaba com a temida 'fuga de capital' comentada tanto na imprensa). Muitas empresas de grande porte focam no seu país justamente por ter um grande lobby com o governo, retire as vantagens do lobby e investidores colocarão o capital e a pesquisa nos locais mais favoráveis a isso, o que infelizmente não passa perto das politicas brasileiras
  • Noelson Cavalcanti  24/01/2014 16:50
    Soma-se a isso, o fato que a burocracia, tão mal fafada e discutida, veio para corrigir o maldito patrimonialismo (ainda presente nos dias de hoje: cargos em comissão. Ocupados por despreparados, sem critérios técnicos, apenas na base do "toma lá, dá cá"). A burocracia nasceu como combate a essas práticas nefastas de corrupção decorrente do patrimonialismo que impera desde o Brasil Colônia e, tentou-se dar um fim com a Revolução de 30 com Getúlio Vargas, por exemplo, com a criação do instututo do concurso público e, consequente, meritocracia, sem conchavos. Infelizmente, isso se deve ao fato do Brasil ser tão desigual (à época do Brasil Império, 90% da população era analfabeta), trabalhar para o governo era única opção. Agora, que culpa temos nós, servidores, se alguns para aparecerem criticam a máquina pública porque não tem mérito de passar em um concurso para ingressar nela. Prefere ficar com os conchavos políticos desde a Política dos Governadores a encarar um concurso. Lamentável! Pura Inveja!
  • Doutrinador  24/01/2014 16:54
    "Agora, que culpa temos nós, servidores, se alguns para aparecerem criticam a máquina pública porque não tem mérito de passar em um concurso para ingressar nela. Prefere ficar com os conchavos políticos desde a Política dos Governadores a encarar um concurso. Lamentável! Pura Inveja!"

    Mais um! Tô falando...

    A mentalidade desta gente é tão torta que, daqui a algum tempo, quem criticar político corrupto estará fazendo isso por "pura inveja".

    Que funças nós temos...
  • Eduardo Bellani  24/01/2014 17:19
    Cara, pra você ter consciência do nível da ignorância (sempre mais
    fácil ser ignorante quando seu salário depende disso) eu já conversei
    com uma pessoa que tentou me convencer que existe livre mercado no
    funcionalismo público, por quê as pessoas competem pelas vagas.

    Ignorância, medo, covardia, preguiça e vaidade.

    A própria noção de virtude é alienígena pra essas pessoas. Tudo o que
    sobra é a vaga idéia do que eles são merecedores dos salários
    claramente desmerecidos pois executaram o ritual sagrado do
    concurso. São como crianças, achando que merecem o video game por quê
    arrumaram a cama. E da-lhe tarja preta pra acordar, pra dormir, pra
    viver. Vaidade das vaidades, ainda acham que são a solução para algum problema no mundo.

    Sombras patéticas de homens, abraçando-se a seus símbolos sagrados no
    lugar da própria alma.
  • Eduardo Bellani  24/01/2014 17:52
    por quê -> porque
  • anônimo  24/01/2014 17:22
    Se eu ganhasse um centavo cada vez que escuto essa besteira de 'quem critica o funça é porque não tem capacidade de passar num concurso' eu estaria mais rico que o Bill Gates

    O funça é o maior incompetente de todos, ele sabe que não tem capacidade pra ganhar o mesmo dinheiro na iniciativa privada, se tivesse, não precisaria ser funça

  • Noelson Cavalcanti  24/01/2014 18:01
    Responder a esta questão, é como responder outra: Quem é o corrupto? O político patrocinado pela iniciativa privada com caixa 2 em campanha eleitoral e depois altos ganhos devidos aos favores como ganhos em licitação, por exemplo ou o eleitor que vende o seu voto (uma espécie de bolsa-família eleitoral). Portanto, não são os servidores concursados POR MÉRITO, o X da questão. E, sim, os que patrocinam os políticos de hoje. Os servidores são os empregados da Nação. E os políticos são os patrões postos pela iniciativa privada visando obter lucro (afinal, não é esse o fim da iniciativa privada?). A diferença é que hoje, ao invés de trabalhar no governo, você pode bancar os "postes" visando os seus interesses permanecendo no anonimato. Se quiseres participar do governo, filia-se a um partido político e contribua para a campanha de um candidato. Talvez você seja lembrado depois em algum cargo.
  • anônimo  24/01/2014 17:26
    'por exemplo, com a criação do instututo do concurso público e, consequente, meritocracia, '

    Concurso público não tem nada a ver com meritocracia.Ninguém se torna merecedor de nada por decorar um monte de besteiras inúteis, alguém só é merecedor quando faz algo pros outros, os outros reconhecem o valor daquilo e pagam VOLUNTARIAMENTE.
    Não tem 'mérito' nenhum quando os outros são obrigados a te pagar. Isso se chama roubo.
  • Noelson Cavalcanti  24/01/2014 19:36
    Então, pregue o fim do Estado e voltaremos em viver em tribos como as sociedades primitivas, na qual impera a lei da natureza: Só os mais fortes sobrevivem. Repito: Estude a história brasileira e confirmarás o que estou dizendo. Talvez você pense assim pois para ascender na vida precisse de ajuda dos outros. Eu, não! O concurso público é meritocracia sim, pois não dependi de você nem de ninguém para chegar onde cheguei. Sou da época que não tinha bolsa A, B, etc. e não vim de "tradicional classe média". Portanto, trabalho, cumpro meus horários regularmente, e não é nenhum roubo, pois nem relógio trabalha de graça! Se queres expor tua opinião, fique a vontade pois vivemos em uma democracia (de araque com voto e serviço militar obrigatórios), mas sem ofender.
  • Marcelo  24/01/2014 21:06
    "Então, pregue o fim do Estado e voltaremos em viver em tribos como as sociedades primitivas, na qual impera a lei da natureza: Só os mais fortes sobrevivem."

    Tá por fora, hein, cidadão? Consequência inevitável de se fazer parte da máquina estatal e viver como um parasita.

    O arranjo que leva à sobrevivência apenas dos mais fortes (ou, mais especificamente, à prosperidade apenas dos mais bem conectados politicamente) é justamente o arranjo estatal. Ou você nunca ouviu falar de um cara chamado Eike?

    "Repito: Estude a história brasileira e confirmarás o que estou dizendo."

    Fiquei curioso. Após o ano de 1500, o Brasil já vivenciou períodos de ausência de estado? Quando? Ilumine-nos, por favor.

    "Talvez você pense assim pois para ascender na vida precisse de ajuda dos outros."

    Falou o funça, justamente o cara que come com o dinheiro que o governo rouba dos outros -- e, no caso do Brasil, dinheiro majoritariamente dos pobres.

    "Eu, não! O concurso público é meritocracia sim, pois não dependi de você nem de ninguém para chegar onde cheguei."

    Você depende de mim e de toda a população que trabalha na iniciativa privada para pagar seu salário, seu mal agradecido. Sem o dinheiro que o governo rouba de nós para repassar a você, você estaria hoje passando fome. Portanto, mostre mais gratidão e respeito. Você só come por minha causa.

    "Sou da época que não tinha bolsa A, B, etc. e não vim de "tradicional classe média". Portanto, trabalho, cumpro meus horários regularmente, e não é nenhum roubo, pois nem relógio trabalha de graça!"

    Rouba sim, só que passivamente. Aliás, para se mais específico, você é receptador de dinheiro roubado. Quem rouba é a receita, mas você de muito bom grado recebe este dinheiro roubado.

    "Se queres expor tua opinião, fique a vontade pois vivemos em uma democracia (de araque com voto e serviço militar obrigatórios), mas sem ofender."

    Quem está ofendendo os outros é você, que vive com o dinheiro roubado de terceiros e ainda tem a pachorra de sair dizendo que não depende de ninguém -- não; depende só de toda a população trabalhadora e espoliada deste país.
  • Drplease  11/03/2014 15:03
    Não vejo porque estaria, ja que isso é consequencia do seu voto na politica, então é o dever dizer que o responsavel pelo roubo é o próprio eleitor.
  • anônimo  11/03/2014 18:15
    Non sequitur primário. Se eu te vendo uma faca, que você usa para assaltar alguém, quem é o culpado pelo assalto?
  • Nilo BP  25/01/2014 15:53
    Mesmo que prova de concurso fosse algo útil - e não é - não daria direito de viver de dinheiro roubado dos outros. Pense num trombadinha que tem que fazer um "serviço" pra provar sua lealdade e competência, e assim ser promovido a membro pleno da gangue. Não deixa de ser uma meritocracia. Viva a meritocracia?
  • mogisenio  24/01/2014 16:52
    Pode ter a certeza de que se os tais "funcionários públicos" pudessem extrair suas respectivas rendas dos "impostos" estariam realmente muito felizes.
    Com o devido respeito, mas há vários equívocos no presente texto.

    Ora, funcionário público não extrai nada de ninguém. Ao contrário, recebe pelo seu trabalho. Agora a pouco foi publicado um texto sobre o Estado no qual podemos , ai sim, extrair informações que podem apontar, por exemplo, diversos equívocos deste texto.
    O agente público, e especificamente, o servidor público estatutário( antigo funcionário público) é pago de acordo com a LEI. Esta sim, permite que uma certa categoria de receita pública seja direcionada para uma despesa com vencimentos, subsídios etc.

    Evidentemente, na iniciativa privada ninguém tem o objetivo de servir ao outro. Pelo contrário, serve a si próprio e , consequentemente, gera benefício para "os outros".

    O autor se refere a "emprego público, salário, funcionário público( termo ultrapassado) misturando termos que não se misturam, não devem se misturar e, mais ainda desejável, inda bem que não se misturam.


    O rapaz que vende coco na praia está "servindo" aos interesses próprios e não ao interesse público. Consequentemente, prospecta cliente e realiza contratos onerosos, bilaterais ou sinalagmáticos de compra e venda.

    Noutra linha, o termo burocracia tem sido amplamente usado de forma equivocada e aqui estamos diante de mais um destes equívocos.
    Que o excesso de procedimentos limitadores da criatividade é ruim, não há o que discordar.
    Todavia, a dominação da qual tratou Max Weber , passa muito longe destas imprecisões.
    Ademais, o precitado autor é reconhecido por estudar e compreender o próprio desenvolvimento da livre iniciativa num dos maiores "mercados" do mundo, através de sua famosa obra sobre a ética protestante.

    Não obstante, nem precisamos ir muito para afirmar a ampla e irrestrita utilização da burocracia pelas próprias organizações capitalistas a partir do início do século passado.
    Ainda é possível concluir que o "Estado" não é o principal "cliente" da burocracia. Ao contrário, foi exatamente nas grandes CIAs, nas quais Taylor, Fayol , Ford entre outros atuaram que a burocracia pôde prosperar e ainda prospera, inclusive, servindo de exemplo para a própria organização hierarquizada estatal.

    A título de exemplo, o Japão , tido como uma economia desenvolvida não se furtou dos ensinamentos de Deming para "qualificar" toda a sua produção. Sua capacidade de gestão por PROCESSOS o elevou rapidamente a um grande potência mundial.( é claro que há outros fatores)

    Inúmeros outros exemplos podem ser elencados para apontar os incríveis equívocos no presente texto.

    Inchaço do Estado não deve ser confundido com Burocracia a não ser que se queira perpetuar este incrível equívoco.
    Por último, meus votos são para que não apareça nenhum líder isolado e sobretudo, político, para implementar qualquer coisa. Já chega de absolutismos contrários à tão importante liberdade que todos desejamos.

    Quanto à drenagem de supostos cérebros para a administração pública só temos a discordar. A administração pública tem seus excelentes agentes, não há dúvida. Mas querer "extrair" dai a informação de que não teríamos um único prêmio Nobel porque nossos cérebros foram e estão sendo drenados para a administração pública é raciocínio raso e falacioso.

    É certo que temos vários vencedores espalhados pela nossa sociedade que, por uma razão ou outro, só não foram reconhecidos, ainda.

    Aqui mesmo neste sítio deve aparecer de quando em vez um destes candidatos.


    Saudações

  • Doutrinador  24/01/2014 17:03
    "Ora, funcionário público não extrai nada de ninguém. Ao contrário, recebe pelo seu trabalho."

    Meu, é cada incapaz que surge aqui...

    Quer dizer então que o dinheiro que o funça recebe não apenas não foi extorquido da população por meio de impostos, como na realidade foi voluntariamente dado pela própria população?

    Quer dizer então que a população voluntariamente dá R$25 mil mensais para os auditores da Receita Federal? Quer dizer então que a população voluntariamente dá R$20 mil mensais para os bibliotecários dos Tribunais de Contas estaduais?

    Você é uma piada de péssimo gosto, Molibdênio.
  • Marcelo Werlang de Assis  24/01/2014 17:35
    Esse Mosigênio é parecido com aqueles internautas chamados Ortigão, Corgosinho e Cesar Ramos. É cada maluco que aparece...!
  • Robson  24/01/2014 17:38
    Advogados de corruptos também não recebem seus pagamentos com dinheiro de ilícitos dos próprios clientes...

    A verdade é que há um inchaço muito grande na maquina pública, de forma que temos cargos e órgãos totalmente inertes mas com um gordo salário. Meu pai é funcionário público aposentado e me conta histórias inacreditáveis como a de um "servidor" que rodou todos os departamentos do Bacen porque não sabia fazer nada e mesmo assim não podia ser demitido... A nossa maravilhosa estabilidade.

    Cargos públicos são criados não segundo a demanda da população, e sim segundo a demanda do governo. Interessante é ressaltar que os serviços públicos quase sempre são ineficientes e insatisfatórios, mas o pagamento do funcionário é certo e quase sempre acima da média salarial do mercado. Quem não vê a relação entre ineficiência e estabilidade é cego.
  • mogisenio  24/01/2014 18:17
    Olá Robson,
    você trouxe alguns pontos importantes, mas, para casos específicos. Nesse sentido, não há como discordar de seus argumentos.

    Deve existir alguma pessoa, atuando como advogado, que recebe dinheiro de um corrupto qualquer , certamente.
    Há advogado que , inclusive, participa da própria corrupção de acordo com o que se publica constantemente na imprensa.

    Há pessoas que realmente não prestam um bom serviço na administração pública.
    Eu também conheço casos assim.

    Este caso que você citou sobre os relatos de seu pai - que foi funcionário público - e que, na ativa, pôde ver de perto problemas na administração publica, especificamente, ali no BACEN, também serve de prova para o seu argumento específico. Mas, note que há casos em que isso não acontece. Seu pai, por exemplo, não deve ter sido um destes funcionários incapazes e ineficientes que se apoiava apenas e tão somente na estabilidade para se manter no cargo, certo ou não?

    De toda forma, eu também conheço inúmeras pessoas muito capacitadas atuando na administração pública, bem como na iniciativa privada que realizam excelentes projetos. Enfim, se somos "livres" então cada um escolhe o seu caminho de acordo com as regras do jogo.

    Todavia, quanto a cargos públicos e estabilidade não há como concordar com o seu argumento.

    Digo lhe mais ainda. Há cargos que superam a tal "estabilidade". São vitalícios.
    Mesmo assim, todos podem sofrer sanções administrativas, penais e civis.

    O Estado esta aí com todas as suas regras e , como cidadãos, parece que não sabemos usá-lo adequadamente.

    Nossos serviços públicos realmente deixam a desejar em muitos casos. você está certo. Mas este problema não se trata apenas de eficiência ou falta dela. A título de exemplo pode-se dizer que há problemas históricos, inclusive, de atuação do poder executivo nos mais de 6000 entes espalhados pela república, que contribuiu e ainda contribui para a ineficácia relativa estatal.

    O Estado acaba refletindo a sua sociedade. Se ele é eficiente é porque sua sociedade também o é. Se ele é ineficiente, sua sociedade é diretamente responsável por isso.

    Saudações
  • Juliano  24/01/2014 18:24
    Quanto à drenagem de supostos cérebros para a administração pública só temos a discordar.

    Só como exemplo, na minha família tem um engennheiro que largou o emprego para virar atendente de telefone do Banco do Brasil. Está na função temporariamente, pois o objetivo final é virar auditor da Receita (que saudades da época que cobrador de impostos era mal visto na sociedade). O saldo é um engenheiro a menos e um burocrata a mais. Pelo menos por enquanto ele só está sendo pouco aproveitado, se passar no concurso que quer vai conseguir ser mais uma força a favor do poder de confisco do governo.

    A propósito, ele se formou em uma universidade Federal. Ou seja, além de tudo, ainda pagamento para ele ter o diploma que não vai usar.

  • mogisenio  24/01/2014 19:30
    Olá Juliano,

    na auditoria do fisco federal há inúmeros profissionais: Músicos, dentistas, filósofos, administradores, economistas, contadores, psicólogos, advogados. Tive notícias de até biólogos, médicos etc.

    Todos sopesam sua suposta atuação como particular, comparam suas condições, seus recursos, talentos etc e optam por aquilo que será melhor para si. Seu primo como engenheiro, certamente, deve ter refletido suficientemente bem ( para ele) a ponto de não querer atuar como engenheiro, principalmente como empregado.

    Por outro lado, nada nos obriga a se dedicar ao estudo superior e muito menos aplicar nossa força de trabalho exatamente de acordo com o curso superior outrora escolhido.

    Saudações
  • K  25/01/2014 00:21
    Viva! mogisenio, O Mestre, está de volta, e mais sábio do que nunca!
    É uma honra e uma grande diversão contar novamente com a presença de alguém de tal nível de intelijência neste humilde sítio. Continue assim =)

    Saudações
  • anônimo  24/01/2014 17:14
    O brasil não tem nobel não é por que os 'melhores' cérebros estão mamando nas tetas do governo.O brasil não tem nobel porque o povo brasileiro é BURRO.
    Não existe nada de genial em decorar um monte de besteiras inúteis pra passar num concurso.Qualquer um com QI de papagaio consegue.
  • Eduardo Bellani  24/01/2014 19:33
    povo brasileiro é BURRO

    O espelho andou lhe contando algumas verdades?
    Fale por si, e não projete suas angústias nos outros.
  • anônimo  25/01/2014 23:15
    O espelho andou lhe contando algumas verdades?
    Interessante que ao invés de trazer argumentos você vem com esse ataque gratuito digno de um moleque de treze anos de idade.Parece que a carapuça serviu.

    Fale por si, e não projete suas angústias nos outros.
    Falando por mim, curso engenharia numa universidade pública, resolvo problemas muito mais difíceis que essa matemática de criança que vocês encaram na economia. É VOCÊ que está vendo projeção então...de novo, a carapuça serviu.

  • dw  26/01/2014 05:23
    A sua suposta superioridade matemática não refuta nenhum comentário econômico. A grande maioria dos engenheiros sejam eles, mecânicos, químicos, civis e etc., tem a grande mania de se acharem superiores as demais áreas, por supostamente serem superiores em matemática. O engraçado, no entanto, é que retira-se destes as suas respectivas calculadoras científicas, e até mesmo aquela "matemática de criança que vocês encaram na economia" se torna extremamente complexa e indecifrável.
  • anônimo  26/01/2014 11:09
    'A sua suposta superioridade matemática não refuta nenhum comentário econômico.'
    E quem é que falou de comentário econômico, cara pálida? Raciocínio lógico não é o seu forte, hein? Até um relógio quebrado acerta duas vezes por dia.
  • Eduardo Bellani  26/01/2014 15:21
    Interessante que ao invés de trazer argumentos você vem com esse
    ataque gratuito digno de um moleque de treze anos de idade.Parece que
    a carapuça serviu.


    Argumentos são usados como respostas a outros argumentos, e não como
    respostas a opiniões (educadas e que contribuem para a discussão) como

    O brasil não tem nobel porque o povo brasileiro é BURRO.

    ...

    Falando por mim, curso engenharia numa universidade pública,
    resolvo problemas muito mais difíceis que essa matemática de criança
    que vocês encaram na economia. É VOCÊ que está vendo projeção
    então...de novo, a carapuça serviu.


    Você está vaidoso por sua obediência em resolver, entendendo ou não,
    problemas desconectados de qualquer tipo de implicação real a outro
    ser humano? Isso tudo ao comando de um burocrata que em troca lhe concederá
    símbolos vazios (10, A, muito bom com estrela)? Isso ainda em uma
    organização que tira seu sustento a força de pessoas inocentes?

    E sobre problemas matemáticos, que tipo de manipulação simbólica
    matemática você acha que as pessoas que estudam economia austríaca
    fazem ao praticar essa economia?

    Em suma, e me repetindo, não projete suas deficiências e
    angústias. Seja mais homem e menos uma adolescente histérica. Você, e
    o mundo, serão melhores por isso.
  • Bruno RM  24/01/2014 17:35
    A solução, creio, passa por um elemento muito simples: a iniciativa privada passar a pagar salários e benefícios que satisfaçam a expectativa dos profissionais. O que eu vejo por aí - por exemplo - de engenheiro e arquiteto contratado como "analista", de forma que a empresa não tenha que pagar o piso salarial da categoria.

    Além do mais, pessoal liberal tem esta idéia errada de que aqueles que procuram "estabilidade no emprego" apenas o querem para poderem vagabundear, trabalhar pouco e mal sem receber penalização alguma. Não vou negar que existam aqueles que assim o desejam, mas a grande maioria apenas não quer ir para o olho da rua apenas por que a empresa perdeu algum contrato, não ganhou alguma licitação ou simplesmente quer "cortar gastos". Fora as demissões movidas por questões puramente pessoais...

    Enfim é isso: sejam um pouco menos ideológicos e mais empáticos com as pessoas "normais", que apenas querem ter alguma segurança financeira para construir seus projetos e famílias.
  • Doutrinador  24/01/2014 17:49
    Prezado Bruno RM, ser ideológico é justamente essa sua postura de sair dizendo que é "muito simples" a iniciativa privada "passar a pagar salários e benefícios que satisfaçam a expectativa dos profissionais."

    De novo, como disse esse artigo:

    Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.
  • Bruno RM  24/01/2014 18:24
    Você acredita que uma rede como McDonalds ou Walmart realmente não poderia pagar um salário maior que 1000 reais aos seus empregados? Acha que realmente o excesso de impostos é o grande impeditivo para tal?

    Outro ponto que não foi tocado nem no artigo nem nos comentários: há um decréscimo substancial da média salarial do serviço público como um todo. Com base na minha experiência pessoal, relatos e algumas consultas aos portais da transparência, digo que o salário de quem ingressou na esfera pública no 2o mandato do Lula para cá é cerca de 50% menor de quem entrou dentro do governo FHC, havendo os intermediários. Fora, claro, a exigência muito maior em termos de qualificação. Se mesmo com essa redução ainda há tal disparidade entre setor público e privado, com certeza há algo a se pensar sobre esse último.
  • Doutrinador  24/01/2014 19:10
    "Você acredita que uma rede como McDonalds ou Walmart realmente não poderia pagar um salário maior que 1000 reais aos seus empregados? Acha que realmente o excesso de impostos é o grande impeditivo para tal?"

    Não sei. Pra começar, não tenho acesso aos livros contábeis, logo não sei a relação entre despesas e investimentos, e receitas e lucros. No que mais, não vejo por que empregado do McDonald's deveria ganhar salário de CEO. Talvez você possa me explicar. Emprego do McDonald's sempre teve este propósito bem definido: porta de entrada para o mercado de trabalho; lugar para se adquirir experiência. Ninguém em sã consciência pode querer sustentar uma família com um mero salário de atendente do McDonald's. Aquilo não é uma instituição de caridade.

    "Outro ponto que não foi tocado nem no artigo nem nos comentários: há um decréscimo substancial da média salarial do serviço público como um todo. Com base na minha experiência pessoal, relatos e algumas consultas aos portais da transparência, digo que o salário de quem ingressou na esfera pública no 2o mandato do Lula para cá é cerca de 50% menor de quem entrou dentro do governo FHC, havendo os intermediários."

    Hein? Essa realmente é nova pra mim, pois não apenas vai contra tudo o que vivencio e ouço ao meu redor, como também vai contra toda a gritaria dos funças contra FHC. Quer dizer então que os salários dos funças durante a gestão do temível FHC era melhor do que os do segundo mandato de Lula, justamente quando os cofres foram arrombados? Fiquei curioso. Mande suas fontes, por favor.

    "Fora, claro, a exigência muito maior em termos de qualificação. Se mesmo com essa redução ainda há tal disparidade entre setor público e privado, com certeza há algo a se pensar sobre esse último."

    Insisto, mande as fontes, por favor. Fiquei bem curioso quanto a isso. E mande também para os blogs progressistas. Vamos ver se eles publicam e fazem um mea culpa quanto a FHC.
  • Bruno RM  26/01/2014 01:58
    As fontes sao bastante acessiveis; editais de concursos publicos e os portais de transparencia, que divulgam os salarios dos servidores dos mais diferentes orgaos. Existe tambem um documento no site do MPOG que expoe as tabelas de progressao salarial de todas as carreiras da esfera federal.
  • Joao  05/04/2015 20:16
    Caro doutrinador, o gasto público com servidores públicos (ativos e inativos) é estável como proporcao do pib desde 1991. A fonte é a secretaria do tesouro nacional.
  • Doutrinador  05/04/2015 21:00
    E você sabe o que isso significa? Que houve aumentos anuais muito acima da inflação (pois o PIB nominal, que é o utilizado para fazer a relação salário/PIB, cresce sempre e por definição a taxas maiores que a inflação). Ou seja, os funças são, de longe, a categoria mais beneficiada do Brasil.

    Obrigado por, involuntariamente, fortalecer ainda mais os meus pontos.
  • Juliano  24/01/2014 18:17
    Pode parecer óbvio, mas é bom explicar: para cada R$1,00 que o governo extrai da população para pagar seus funcionários, existe R$1,00 a menos na iniciativa privada para pagar salários. Para cada funcionário que a iniciativa privada precisa contratar para atender às regulações estatais, existe um funcionário a menos para atender aos interesses do público. Para cada empresa que o governo contrata para lhe atender, existe uma empresa a menos atendendo ao público.

    Os recursos do governo não são produzidos, são confiscados. Os salários baixos da iniciativa privada são causados pelos gastos do governo. O governo extrai recursos, suga qualidade e direciona esforços para seus fins, desviando dos clientes.
  • Vinicius  13/03/2015 14:09
    Eu vejo bem que o pessoal malha o funcionalismo público, apesar do mesmo estar cada vez mais parecido com a iniciativa privada. Mas o que me deixa realmente preocupado é sobre quem realmente ganha dinheiro com o funcionalismo público e privado os maiores salários de verdade no funcionalismo publico na sua maioria são ocupados por cargos em comissão e funções de confiança podem pesquisar verão que é verdade, já no funcionalismo privado estão entre a galera que chamamos de QI (quem indica) mais da metade das vagas regulares de emprego segundo este artigo: veja.abril.com.br/noticia/educacao/metade-dos-profissionais-e-contratada-por-indicacao-aponta-pesquisa
    Em nenhum dos dois casos há comprovação de mérito e esses cargos e empregos são a grande parte do problema. Deveriam focar mais nesse tipo de problema porque os serviços no Brasil tanto público quanto privado são uma grande MERDA.
  • O MESMO de SEMPRE  05/06/2016 16:42
    Os salários não são meramente um referencial monetário a ponto de sempre poderem consumir o seu valor de estampa.
    Vejamos:

    - Salário é consumo e os bens e serviços úteis produzidos ficam disponíveis para distribuição entre consumidores.

    Portanto, se o governo CONFISCA, sob ameaça de violência, valores em moeda adquiridos através da troca por bens e serviços, na verdade ESTA CONFISCANDO BENS E SERVIÇOS DISPONÍVEIS e REPASSANDO A SEUS FUNCIONÁRIOS.

    Se o mercado privado aumentar os salários dos funcionários de menor renda e renunciando ao lucro e investimentos, SIMPLESMENTE PROVOCARÁ UM AUMENTO NO CONSUMO DAQUELA FAIXA SALARIAL e COM ISSO:
    Irá gerar uma elevação dos preços para adequar OFERTA á DEMANDA. ...e com isso o salário NOMINAL aumentado irá decair ante o aumento dos preços dos bens e serviços disponíveis. LOGO o RESULTADO do AUMENTO NOMINAL SERÁ NULO ou próximo disso para mais ou para menos conforme questões de tributação sobre a empresa e salarios com suas "contribuições".

    O FATO dio ESTADO COBRAR IMPOSTOS NÃO SE DEVE A NECESSIDADE de MOEDA, pois o Estado pode CRIAR MOEDA do NADA.

    O ESTADO COBRA IMPOSTOS PARA IMPEDIR QUE AQUELES QUE PRODUZEM, somados patrões, empregados e autônomos, POSSAM, juntos, CONSUMIR TODOS O MONTANTE QUE PRODUZIRAM.

    Afinal, se não houvesse impostos e o governo/Estado fabricasse dinheiro apara adquirir os bens e serviços postos à disposição, os produtores teriam para si em moeda o preço de todos os bens e serviços produzidos - teóricamente poderiam consumir tudo ao trocar por moeda - mas os FUNÇAS do Estado também disputariam estes bens e serviços com os produtores, pois que o Estado lhes concede MOEDA que produziu. Logo, HAVERIA MAIS MOEDA do que BENS e SERVIÇOS DISPONÍVEIS e isso levaria a um AUMENTO GENERALIZADO DE PREÇOS AFIM de REDUZIR o PODER de COMPRA dos PRODUTORES em BENEFÍCIO dos RECEBEDORES de MOEDA ou FUNÇAS.

    Portanto levaria a ELEVAÇÃO GENERALIZADA DOS PREÇOS para, assim, REDUZIR o PODER de COMPRA dos PRODUTORES de BENS e SERVIÇOS ÚTEIS e por tal TROCÁVEIS. Isso para que os FUNÇAS PUDESSEM CONSUMIR SEM A NECESSIDADE DE DAR NADA EM TROCA.

    ESSA É A CAUSA DOS IMPOSTOS: REDUZIR O PODER DE COMPRA DOS PRODUTORES DE BENS E SERVIÇOS ÚTEIS, mas não a necessidade de numerário em moeda por parte do Estado, póis este pode produziu o MEIO de TROCA (dinheiro) NA QUANTIDADE que DESEJAR e COM ISSO CAUSAR ELEVAÇÃO GENERALIZADA de PREÇOS desvalorizando a MOEDA que mantém seu valor de FAC, MAS NÃO de TROCA.
  • Mr Mercado  24/01/2014 17:46
    Uma pessoa q santifica o estado é tão alienado quanto a q santifica a industria privada. É como falo e com conhecimento de causa, pois tenho uma empresa, vcs não sabe como é o mercado, vcs tem a ingênua idéia de q as empresas competem entre si só com preço e qualidade rs... Não, competem com carteis, subornos, vendas casadas, sabotagens etc... E isso só faz DIMINUIR qualidade e AUMENTAR o preço, por isso, o estado deve proibir tais práticas. Viu como é racional? Se algo diminui qualidade e aumenta preço, deve ser proibido, já vcs não analisam, já dizem por um dogma q o estado não pode proibir nada rs.. Analisem primeiro.

    Há casos onde o estado intervem q são benéficos.
  • Leandro  24/01/2014 18:00
    O sujeito chega hoje pela primeira vez a este site -- que já existe há 6 anos pela -- e já sai vaticinando que o site não fala sobre determinados assuntos.

    Por exemplo, cartéis e oligopólios. Quem realmente gera cartéis e oligopólios? Quem realmente protege os consumidores?

    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Sobre as reformas "neoliberais" na América Latina e por que elas fracassaram


    Agora, por gentileza, nos diga: quais são os "casos em que o estado intervém de forma benéfica"? Já que você disse que eles são abundantes, cite tais exemplos práticos.
  • Andre Cavalcante  24/01/2014 19:30
    CTRL+C, CTRL+V da semana passada. Aja paciência... É impressionante, não!?

    Sugestão, arruma um FAQ pro site e a gente só precisa colocar o link do FAQ, dá mesmo trabalho.

    Abraços
  • César Tito  24/01/2014 20:07
    o Bolsa Família por exemplo é benéfico e é o estado que dá. KKKKKKK to zuando tbm to esperando a resposta =p
  • O MESMO de SEMPRE  04/06/2016 18:29
    O sujeito MENTE desavergonhadaMENTE!!!

    Ele diz que fala com conhecimento de causa por ter uma empresa. ...rsrs

    Ele já começa mostrando que mente ao dizer que "tem uma empresa" quando um empresário diria "sou empresário".

    Ou seja, o vagabundo quer conquistar credibilidade mentindo burramente.

    Depois ele fala que os empresários fazem carteis, combinam preço ... ...e fazem "vendas casadas" ...e só por esse "vendas casadas" já se pode notar, NITIDAMENTE, que o pobre diabo deve ser um PRÉ adolescente papagaiando o papo de seu professorzinho esquerdinha ou é um RETARDADO.

    Fora isso, esse tipo de coisa é característica de grandes conglomerados e não de lojistas ou empresas de pequeno porte. Logo o paspalho seria um "grande empresário que participa de cartéis e faz "venda casada" (cruruuuzesss!!!)

    Enfim, teriamos um sujeito grande empresário, envolvido em tramóias com seus pares e reclamando da ganâncuia da burguesia que faz até "VENDAS CASADAS" para se dar bem imoralmente. ...PQP!!! ...ele acha que venda casada é algo terrível e deve achar que dar descontos também seja pratica imoral e discricionaria.

    ...Me admira vocês do IMB não terem percebido o muquirana maluquete tentando concquistar credibilidade com uma tremendsa conversa fiada. PQP!!! ...é no máximo um adolescente ainda, se muito, iniciando o segundo grau.

    Prestem atenção nestes BOCÓS falastrões. Basta prestar atenção aos CLICHÊS, slogans e BESTEIROL sob medida para aborrecentes ignorantes e abestados repetirem como papagaios e ACREDITANDo que seu professorzinho semi alfabetizado da favela é um gênio. ...rsrsrs

    Me admira vocês do Site cairem nesta patacoada deste BOCÓ!!!! ...rsrs
  • Andre Cavalcante  24/01/2014 19:50
    Srs.

    Sendo bem racionais... Não dá pra concorrer.

    Por exemplo, um professor universitário na iniciativa privada ganha (exceto em alguns poucos casos) 60% a 70% do que ganha um professor numa universidade pública (olha só a tabela de remuneração nesse edital). Com a vantagem que o cara pode entrar com Mestrado, quando não só com a graduação, e dificilmente não chega até o doutorado (pago pelo estado, claro).

    Cê acha que o cara que quer seguir a carreira acadêmica não vai ao menos tentar entrar na universidade pública? E isso não tem nada a ver com a moral do cidadão.

    Resumo: enquanto o estado for gigante, vai atrair mais gente e se tornar mais gigante ainda.
  • umcaraí  24/01/2014 20:31
    Sou servidor público e ratifico tudo escrito no texto: aqui é uma legião de gente parasita que mal trabalha, aí chega você, disposto a trabalhar, e encontra toda uma repartição pública, quase parada...devagar devagar....

    pq sou funcionário público? pq trabalhar na iniciativa privada nesse país é uma loucura...escravidão quase certa...

    infelizmente nosso país está no modo salve-se quem puder.

    Não dá para colocar a culpa naqueles que tentam não se prejudicar nessa grande zona chamada Brasil.

    Solução? reduza o tamanho do Estado, tire-lhe funções e deixe-o somente com aquelas estritamente necessárias que sejam feitas pelo Estado (eu considero todas aquelas baseadas no poder extroverso) e acabe também com a tal "estabilidade"...

    Dá para ser eficiente no serviço público, pelo menos minimamente...desde que criem condições para isso: tirem daqui os inúteis parasitas folgados que nem trabalhar querem, é errado isso de pensar que todos aqui estão querendo apenas parasitar, tem gente com a real intenção de tentar fazer valer o seu salário com bons serviços prestados...
  • anônimo  24/01/2014 20:32
    Alguém já ouviu falar ou leu os trabalhos de Arye L. Hillman?
  • anônimo  24/01/2014 21:12
    Quem trabalha para uma empresa pública como a Petrobras pode ser considerado um parasita também?
  • Marcelo Werlang de Assis  24/01/2014 21:42
    É óbvio que sim, Anônimo.

    O marido de uma amiga do meu pai, que é um tipo de engenheiro, nos contou que foi contratado pela Petrobras para realizar um trabalho para o qual havia, sim, funcionários especializados. Os caras simplesmente não queriam trabalhar (ou simplesmente não sabiam fazer o trabalho com um mínimo de competência).

    Como a empresa pública não visa o lucro, então pode torrar grana à vontade, pois os rombos são "consertados" com o "dinheiro público" (advindo dos tributação, da inflação ou do endividamento).
  • Marcelo Werlang de Assis  24/01/2014 21:57
    Recomendo-lhe a leitura deste artigo, cujo autor é o genial economista Murray N. Rothbard:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1754.
  • Marcelo Werlang de Assis  25/01/2014 00:56
    Eu me esqueci de transformar o endereço eletrônico em um link:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1754.

    Amplexos!
  • augusto  24/01/2014 21:38
    Eu gostaria de sugerir ao comitê do prêmio nobel que o prêmio de medicina fosse dado às irmãs do salão de beleza J. Sisters de Nova Iorque.

    style.time.com/2013/01/16/good-news-bikini-waxing-is-killing-crabs/

    Milhões e milhões de dólares economizados com consultas médicas, melhor higiene e, fantástico, tudo feito sem um centavo de bolsas do governo!

    Imaginem o primeiro premio nobel do Brasil para esse grupo?
  • Nill  24/01/2014 21:42
    Coisas horrorosas que acontece no Brasil,hoje. Como o funcionalismo público se tanto"bem" e levando vantagens sobre o restante da população explicam a GRAVE CRISE DE CREDIBILIDADE que o Brasil agora enfrentam. A Credibilidade ou melhor a falta dela está se transformando no problema número UM do Brasil.

    Vejam está noticia : Dilma nega crise e vende Brasil 'cor de rosa' em Davos
    Numa tentativa de melhorar a imagem do país, presidente disse que a inflação e as contas públicas 'estão sob controle'
    veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-nega-crise-e-vende-brasil-cor-de-rosa-em-davos

    'É ver para crer', diz investidor sobre discurso de Dilma

    Megainvestidor paquistanês afirma que discurso da presidente requer confirmação prática
    veja.abril.com.br/noticia/economia/e-ver-para-crer-diz-investidor-sobre-discurso-de-dilma

    Agora vejam se algum investidor estrangeiro vai por seu dinheiro no Brasil sabendo de coisas como; O Governo gastar fabulosas quantias de dinheiro para pagar funcionários públicos que são a mesmo tempo seus empregados,aliados e eleitores. Pode-se acreditar em que possa haver austeridade numa situação destas.

    Como pode haver CREDIBILIDADE numa nação vendo coisas como estas ?

    O resultado disto é a total falta de credibilidade e confiança primeiramente por parte dos estrangeiros,depois por parte dos nacionais.
    O Diabo é conhecido por ser enganador justamente por tentar sempre enganar a todos. O Governo Brasileiro vai na mesma sina do Diabo e já é conhecido por seu lado enganador. Por quanto tempo o restante da população brasileira vai ser enganada pelo funcionalismo público ? O dia que souber que os funcionários não estão recebendo em dia porque os impostos não dão dinheiro suficiente !!!!! A Credibilidade está acabando não por poca coisa,não !!!!
  • Rhyan  24/01/2014 21:51
    Desculpem, vou fazer uma pergunta que não tem relação com o artigo.

    Estava pensando que há 4 dados sobre o pib e 3 dados sobre a ipca. O dado do ipca que falta é a média dos 12 últimos dados da inflação de 12 meses.

    Esse dado existe na economia para alguma utilidade? O que ele significa?

  • anonimo  24/01/2014 22:09
    Boa noite.

    Acho que no final do texto deveria ter sido colocado link para esse texto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=627

    Obrigado.
  • Julio  24/01/2014 22:23
    Em relação ao prêmio Nobel não podemos esquecer que há anos existe muito lobby. Porém, é lógico que aqui no Brasil há deficiência de cérebros. Não se vê mais 'Ruys Barbosas', 'Oswaldos Aranhas', 'Machados de Assises','Cé