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As externalidades e as mudanças climáticas - a importância da subjetividade na economia

Uma das maiores contribuições da Revolução Marginalista ocorrida entre 1871 e 1874 foi o enfoque dado à subjetividade como sendo a fonte de valor.  Mais especificamente, a subjetividade de cada indivíduo é o que atribui valor a bens e serviços.  Desde então, nenhum economista digno pode dizer que o valor é algo inerente a um bem, ou que objetos possuem valor intrínseco, ou que o valor de algo é o resultado de seus custos de produção, como havia sido o caso durante milhares de anos.

Desde a Revolução Marginalista, o valor de algo passou a ser corretamente reconhecido como sendo decorrente da avaliação pessoal e totalmente subjetiva feita por um indivíduo quanto à prestimosidade que um bem teria em satisfazer uma necessidade específica sua.

No entanto, não obstante a persuasão dos argumentos apresentados há mais de 140 anos, ainda existem áreas dentro da economia que recorrem a uma concepção objetiva de valor.  Em nenhum outro lugar este erro é mais aparente do que na abordagem da questão das externalidades.

Análises sobre externalidade

Uma externalidade ocorre quando a atividade de um indivíduo afeta uma outra pessoa que se encontra próxima deste indivíduo, mas que não toma parte da ação.  A externalidade é positiva quando ela cria valor para esta pessoa inocente, e negativa se ela representar um custo imposto a ela.

No geral, economistas argumentam que, quando os custos e os benefícios são internalizados — isto é, corretamente distribuídos — os mercados são capazes de alocar bens de maneira eficiente.  Quando você aufere os benefícios de comprar um bem ou arca com os custos de produzir este bem, haverá um nível eficiente de consumo e de produção.

Supostamente, externalidades são problemáticas quando elas beneficiam outras pessoas além daquela única que está, sozinha, pagando pelo bem.  Alternativamente, também pode haver um problema quando uma pessoa que está produzindo algo não é compelida a arcar com todos os custos de produção, de modo que parte destes custos pode ser jogada sobre terceiros por meio de uma externalidade negativa.  Ambas as situações são agrupadas no termo "falhas de mercado". 

Nós economistas não devemos fazer juízo de valor a respeito das escolhas feitas por outras pessoas pelo simples motivo de que, por mais obtusas que tais escolhas possam parecer, não temos condição de saber as verdadeiras opções ou os reais conhecimentos que estão disponíveis para o indivíduo fazendo a escolha.

Do ponto de vista puramente econômico, uma redução dos preços do cigarro melhora a situação do fumante.  Não temos certeza de quais são os critérios que levaram o fumante a fazer essa opção pelo cigarro, muito embora possamos concordar que tal atitude não é a mais sábia, nem que seja porque o cigarro deixa seus lábios mais murchos.  No entanto, dado que o fumante está satisfazendo seu hábito, isso ocorre simplesmente porque, do seu ponto de vista, ele avalia que os benefícios superam os custos.  E reduzir os custos por meio de uma redução dos preços dos cigarros é algo que irá necessariamente deixá-lo em melhor situação.

Externalidades são um tanto paradoxais quando vistas por este prisma.  Externalidades são normalmente categorizadas como positivas ou negativas dependendo de se o economista as entende como sendo úteis ou nocivas.  Educação é algo normalmente citado como sendo uma externalidade positiva, uma vez que uma população educada gera efeitos colaterais benéficos para terceiros na economia — mais oportunidades de emprego são criadas por meio de suas ideias, por exemplo.  Já fábricas que geram muita fumaça são uma externalidade negativa porque impõem um custo sobre terceiros, como danos à saúde causados pela poluição.

Mas a questão é que estes exemplos acima não são tão nítidos e definidos assim.  É bem possível que uma fábrica esfumaçada cause danos decorrentes de sua poluição, mas é fato que ela também faz coisas boas, como gerar empregos e aumentar a oferta de bens na economia.  Se você trabalha na fábrica, você já é beneficiado por meio de seu salário, mas até mesmo quem está de fora pode se beneficiar.  Não é nenhum exagero dizer que muitas pessoas preferem viver em uma cidade com várias oportunidades de emprego a viver em uma cidade sem nenhum futuro.  O mal que a fábrica faz à cidade por meio de sua fumaça é talvez contrabalançado pelos benefícios que ela gera, como um futuro mais promissor para seus habitantes.

O segredo deste exemplo é admitir que simplesmente não sabemos qual é o real alcance das externalidades.  Aquelas pessoas que não ligam para a poluição irão saudar a criação de empregos; já aquelas que já possuem um emprego não irão ligar para este benefício, e estarão mais propensas a abordar as consequências negativas da poluição.  O fato é que, no final, não estamos em posição de fazer nenhum juízo de valor.  Simplesmente não sabemos qual é a externalidade relevante, e nem mesmo se ela é positiva ou negativa.

O debate sobre as mudanças climáticas

Tudo o que foi dito até agora não é apenas teoria acadêmica.  Ela tem profundas implicações no mundo real.  E os problemas só aumentam.

No debate climatológico, por exemplo, a frase "problemas climáticos" já supõe que as externalidades são todas claramente negativas.  Segundo tais pessoas, o aquecimento global antropogênico (criado pelo homem) irá elevar a temperatura dos oceanos e inundar áreas próximas ao nível do mar.  As pessoas que vivem nestas áreas não fizeram nada para gerar as mudanças climáticas, mas elas irão arcar com os custos de ter seus meios de vida profundamente alterados.

Um homem que vive na ilha de Kiribati, ao sul do Pacífico, procurou asilo na Nova Zelândia para fugir deste futuro doloroso.  Com efeito, houve relatos de que toda a nação de Kiribati estava negociando para comprar terras na Nova Zelândia com o intuito de manter o país vivo mesmo após o oceano inundar suas ilhas.  Sendo assim, os proponentes da teoria do aquecimento global perguntam: é realmente certo que a população desta pequena nação pague por sua realocação quando ela praticamente nada tem a ver com o aumento nos níveis dos oceanos?

A doutrina que é normalmente aceita sobre externalidades responderia a esta pergunta com um 'não'.  Há uma externalidade negativa sendo imposta aos residentes de Kiribati, a qual deve ser corrigida fazendo com que a pessoa que causou a externalidade tenha de pagar — mais especificamente, os cidadãos das nações desenvolvidas, os quais, segundo os defensores da tese do aquecimento global, são em grande parte os criadores das mudanças climáticas que estão gerando caos nos níveis dos oceanos ao longo de todo o globo.

Mas há externalidades positivas também...

No entanto, também há evidências de que há externalidades positivas caso de fato esteja havendo alguma mudança climática.  Este relatório argumenta que um aumento nos níveis de emissões de dióxido de carbono gera um efeito positivo sobre a produção agrícola.

O que vem a seguir não deveria ser surpresa nenhuma, mas por algum motivo provavelmente será.  A nação que é a segunda maior exportadora agrícola do mundo, depois dos EUA, é a minúscula Holanda.  E isso não ocorreu por acidente.  Os holandeses trabalham duro para retirar o máximo possível de bens da terra que Deus lhes deu e que eles próprios criaram.  Estufas construídas próximas a indústrias que emitem dióxido de carbono dão aos produtores de alimento um acesso fácil ao gás que suas plantas adoram — os agricultores bombeiam este gás para dentro das estufas de modo a acelerar o crescimento das plantas e sua produção.

Logo, aquilo pelo qual os agricultores holandeses teriam de pagar é justamente aquilo que o mundo está conseguindo gratuitamente em decorrência das emissões de dióxido de carbono.  Em vez de ser uma externalidade negativa, há na realidade um aspecto positivo nessas emissões e, segundo a teoria-padrão da microeconomia, aqueles que se beneficiam deveriam pagar para aqueles que criam a externalidade positiva.  Dado que todas as pessoas deste planeta se alimentam de comida, seria justa a imposição de um tributo sobre absolutamente todas elas com o intuito de remunerar as indústrias emissoras de dióxido de carbono.

Duvido que a sugestão acima encontre defensores ardorosos; aliás, nem eu creio nela.  Mas o motivo pelo qual não acredito nela nada tem a ver com meus sentimentos em relação aos benefícios ou aos malefícios das externalidades em questão.  Ao contrário: minha posição cética advém do simples fato de que simplesmente não é possível saber quais são as externalidades relevantes.

Conclusão

A ciência econômica adquiriu bases sólidas em decorrência de uma simples lição sobre subjetividade aprendida há mais de 140 anos.  Uma simples recapitulação desta lição já bastaria para fazer as pessoas entenderem que as coisas são menos nítidas do que imaginam, e seria suficiente para abolir esta arrogante pretensão do conhecimento que elas juram possuir em relação às ações de terceiros e seus efeitos colaterais.


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autor

David Howden
é professor assistente de economia na Universidade de St. Louis, no campus de Madri, e vencedor do prêmio do Mises Institute de melhor aluno da Mises University.


  • Caio-SP  13/11/2013 13:02
    Ação Humana, no Tempo sob condições de INCERTEZA. Bela aplicação do termo incerteza.
  • Pobre Paulista  13/11/2013 13:49
    Pelo visto, para libertar o pensamento econômico, basta o economista não querer realizar um juízo de valor em nome de um determinado agente econômico... Mas vai explicar isso para um economista para vc ver o que acontece!
  • John  13/11/2013 15:45
    Muito bom o artigo. Pena que os "ricos" esclarecidos sempre preferem o desemprego (dos outros).
  • Tiago RC  13/11/2013 17:24
    Outro efeito que ecologistas deveriam considerar benéfico é o aumento da área verde no planeta, graças ao aumento na proporção de CO2: online.wsj.com/news/articles/SB10001424127887323374504578217621593679506
  • André  13/11/2013 18:52
    Estou impressionado com a produtividade da Holanda!

    Eu já sabia que o CO² ajuda na produção das plantas, mas não imaginava que a Holanda estivesse aproveitando o CO² tão eficientemente!!!

    A Holanda é microscópica em relação aos EU e produz mais da metade do que eles produzem!!!
  • Conservador Reacionário  13/11/2013 19:57
    Há alguns anos, Olavo de Carvalho disse o seguinte em seu podcast:

    "Está cada vez mais difícil e dolorosa a tarefa de escrever para brasileiros. A cada frase que você escreve, você tem de se certificar de que está utilizando as construções mais simples e as palavras mais fáceis possíveis. Caso contrário, os coitadinhos não entendem e se embolam todos. É uma coisa medonha isso que está acontecendo no Brasil e eu sinceramente não sei como isso vai terminar, não. Acho que, no futuro, vamos todos acabar dialogando apenas na base do au-au, miau, oinc-oinc."

    Passeando pelo Facebook para ver algumas reações a este artigo, vejo que a constatação de Olavo não apenas foi precisa, como na verdade foi até bem otimista. Já estamos em estágio terminal de analfabetismo. Vejam alguns comentários a respeito deste artigo e contatem o grau de incapacidade de interpretação de texto:

    André Luis De Sousa Ribeiro: "É óbvio que não. Tributação em prol de emissores de gás carbônico em grande escala, é mole? Por favor, eu peço que vocês me surpreendam benéfica e positivamente!"

    Bruno Jardim: "Acho esse texto apelativo. Carbono é sim o que as plantas usam para crescerem, mas adicionar CO2 em um ambiente controlado é uma coisa, remunerar a poluição é outra. Dos males da poluição a emissão de CO2 é o menor dos males."

    Daniel de Oliveira: "O artigo está equivocado, pois diz claramente que a Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas. Seria interessante reconhecer o equivoco. A Holanda inteira deve caber dentro da fazenda do Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo. Essa safra o Brasil passou os EUA se tornando o maior produtor e exportador de soja do mundo."

    [Comentário meu: o cidadão, além de fazer uma piada bobinha com o tamanho da Holanda, crê que exportar soja é o mesmo que ser o mais exportador agrícola do mundo. Adicionalmente, o link que mostra a Holanda em segundo está disponibilizado no próprio artigo!]

    Felipe Cordeiro: "tributar o lixo das fábricas? fazer pagar pelo ar? nada mais melancia do que isso !"

    Teo Ebert:
    "1 - o estado recolher através de tributos um produtos de rejeito das fabricas. Qual a vertente liberalista que ja apoia isto?
    2 - o impacto geral da produção de CO2 deve ser controlado, pois o impacto na saúde e a poluição do gerada como em muitas cidades se manifesta principalmente em períodos de calor e baixa circulação atmosférica como o caso de SP deixa essa logica geral um subjetividade mais negativa que positiva."

    E agora a melhor:

    Rodrigo Ribeiro: "Ao contrário do que o artigo fala, a Holanda não é o mair produtor do mundo. Este post está totalmente equivocado. Voces estão parecendo a mídia manipuladora!!!"

    Detalhe da frase do artigo: A nação que é a segunda maior exportadora agrícola do mundo, depois dos EUA, é a minúscula Holanda.

    E vocês do IMB realmente acham que vão mudar alguma coisa por meio da palavra escrita? Aqui vocês só conseguirão algo dançando o rebolation e tocando funk. Se muito.
  • anônimo  13/11/2013 20:04
    "E vocês do IMB realmente acham que vão mudar alguma coisa por meio da palavra escrita? Aqui vocês só conseguirão algo dançando o rebolation e tocando funk. Se muito."

    Vamos pegar em armas então. Que tal? Será que a gente duraria 5 minutos num confronto direto pelo controle do palácio do planalto?

    Leia, colega conservador:

    Isaiah's Job

    by Albert Jay Nock
    archive.lewrockwell.com/orig3/nock3b.html


  • Conservador Reacionário  13/11/2013 20:19
    "Vamos pegar em armas então. Que tal? Será que a gente duraria 5 minutos num confronto direto pelo controle do palácio do planalto?"

    Mais um que lamentavelmente confirma o que Olavo disse. Veja o que eu escrevi: "Aqui vocês só conseguirão algo dançando o [i]rebolation e tocando funk. Se muito."[/i]

    Deixei claro o que deve ser feito, mas o anônimo, não tendo gostado da sugestão, inventou outra e fez parecer que era aquilo que eu defendia. Tristes trópicos.
  • anônimo  13/11/2013 20:29
    Você disse que a palavra escrita não adianta. Logicamente, você deve ter uma idéia melhor de como agir. Isto é, presumindo que você queira fazer alguma coisa para alterar ( para melhor ) o rumo das coisas.

    Se não, de fato, ignore o meu comentário. Parti da premissa que o ideal em discussão era como fazer para melhorar o futuro.
  • Jonas  13/11/2013 20:54
    Existe outra maneira promissora (opinião minha) de se "conseguir algo" além da proposta pelo colega Conservador Reacionário. A ideia vem de um pequeno case que ocorre neste exato momento na web brasileira.

    Existe um site que discute a existência de uma bolha imobiliária brasileira. A forma é muito similar a esta do Mises, com artigos publicados e discussão. Existe o público que acompanha sempre e um ou outro compartilhamento ou referências mais importantes pela rede a fora. De repente, um participante teve a brilhante ideia de criar um blog em que defende o mesmo que o site referido, mas de uma maneira totalmente diferente: simples imagens com descrições irônicas. Nada de ideias elegantes e complexas. Ele desenhou a ideia da existência de uma bolha imobiliária. Resultado: propagação viral do blog pela web, já batendo o milhão de visitas e diversas referências em portais e blogs em coisa de dois dias (procure "estamos ricos" no google).

    Veja que esse recurso já é muito utilizado pelo pessoal do lado de lá, através de charges, frases de efeito e textos com ideias simples mas de forte apelo emocional. O próprio ex-presidente é mestre em frases de efeito e respostas irônicas e metáforas simples.

    Sei que essa forma de comunicação não é nenhuma novidade, mas acredito que o exemplo concreto complemente o que foi comentado pelo colega.
  • dw  14/11/2013 16:02
    Jonas, conheço o blog do Wagner, e realmente a ideia foi muito boa. No entanto, como vamos mostrar uma teoria econômica através de fotos? Não temos uma casa como parâmetro.
    Só se começassemos a mostrar atraves de fotos como é a infraestrutura de um país com maior grau de liberdade x um país comunista.
  • Andre  14/11/2013 11:05
    """""
    Vamos pegar em armas então. Que tal? Será que a gente duraria 5 minutos num confronto direto pelo controle do palácio do planalto?"

    Mais um que lamentavelmente confirma o que Olavo disse. Veja o que eu escrevi: "Aqui vocês só conseguirão algo dançando o rebolation e tocando funk. Se muito."

    Deixei claro o que deve ser feito, mas o anônimo, não tendo gostado da sugestão, inventou outra e fez parecer que era aquilo que eu defendia. Tristes trópicos.
    """""

    Conservador Reacionário, é você que está confirmando o que o Olavo disse.

    1) Ao dizer "Deixei claro o que deve ser feito" você está dizendo que a proposta "Aqui vocês só conseguirão algo dançando o [i]rebolation e tocando funk. Se muito." era algo sério e não uma ironia. Somente uma pessoa inculta pode sugerir isso como se fosse uma solução séria, e não uma ironia.

    2) Ao dizer "mas o anônimo, não tendo gostado da sugestão", você parece ter interpretado que o anônimo não gostou da sugestão, quando na verdade ele simplesmente ignorou a sugestão, pois era uma ironia. Pelo menos para qualquer pessoa inteligente aquela sugestão era apenas uma ironia. Em nenhum momento ele demonstrou não ter gostado da sua sugestão, pois ele não criticou a sua sugestão, ele apenas ignorou ela.

    3) Ao dizer: "e fez parecer que era aquilo que eu defendia", você está novamente errando na sua interpretação do texto. O que aconteceu foi que o anônimo descartou sua proposta, que era obviamente apenas uma ironia, e, ironicamente, sugeriu uma outra proposta. Que, ainda que tenha uma change ínfima de sucesso, tanto que ele demonstrou acreditar que as chances de sucesso são ínfimas ao dizer "Será que a gente duraria 5 minutos num confronto direto pelo controle do palácio do planalto?", tem uma change de sucesso. Desde que se tenha um número suficientemente grande de pessoas e armas para implementá-la. Já a sua proposta, não tem nenhuma chance de sucesso, muito pelo contrário, pois quando maior o número de pessoas "dançando o rebolation e tocando funk", mais rápida será a degradação cultural, e mais rapidamente se conseguirá o contrário do que se almeja.

    Leia mais o Olavo de Carvalho: Inteligência e verdade
    Busque sempre a verdade. Não busque acreditar que o anônimo confirmou o que o Olavo disse, pois isso não é verdade.

    Não faça como os revolucionários, que ao acusarem os outros de algo, fazem exatamente aquilo de que estão acusando os outros.
    Não siga a máxima de Lênin: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz."

    Afinal de contas, você é um "Conservador Reacionário", um revolucionário ou um idiota útil?
  • anônimo  13/11/2013 20:41
    Há ainda uma terceira alternativa: www.internationalman.com
  • Jonas  13/11/2013 20:59
    Obrigado pela dica do site internationalman, anonimo.
  • dw  14/11/2013 16:09
    Prezado anônimo, o estado já tirou as armas do cidadão de bem, nem para fazer uma revolução somos capazes, só nos resta dialogar (muitas vezes para um poste é verdade).
  • Pobre Paulista  13/11/2013 23:02
    É verdade. O texto fala claramente que o ponto central não é esse que seus amigos falaram, e sim que os exportadores da Holanda que deveriam pagar a todos os poluidores do mundo. Você deveria explicar isso para eles!
  • Conservador Reacionario  13/11/2013 23:33
    Pobre Paulista, nem brinca. No país atual, pessoas inteligentes que entendem ironias sao uma commodity rara.
  • Conservador Reacionário  13/11/2013 23:30
    Mais um:

    Evandro Ferreira: "É muito complexo entender que a POLUIÇÃO EM GRANDE ESCALA pode aumentar a produção de alimentos, e que por isto devemos pagar e fomentar a produção de CO2.

    Não sei quais os estudos e as conclusões que levaram tal artigo a achar que depois de muita luta pela não emissão de poluentes deste tipo, que tudo foi um grande erro, e que esta coisa do C02, é boa para o Mundo e para produção de alimentos. Esta gente deve está louca!"


    E observem que, pela escrita, é gente de inteligência de média pra alta. Qual o nosso futuro?
  • Marcos  14/11/2013 11:34
    Engraçado é que ao mesmo tempo em que o Conservador Reaçonário reclama que só escrevendo não vamos resolver nada e saca o nome do Olavo de Carvalho que provavelmente sozinho já escreveu tanto quanto o que está aqui no site.

    Se escrever não adianta por que ele escreve tanto afinal?
  • anônimo  14/11/2013 18:31
    Pra daqui há uns quinhentos anos, quando alguém for estudar o passado procurando entender como a desgraça geral começou, vai ver o que o Olavo escrevia e vai pensar:'ah, pelo menos esse aí entendia o que estava acontecendo'
  • joao  14/11/2013 11:39
    @Conservador
    Excelente comentário, citação sagaz do Olavo.

    Sinceramente, a todos os "não-esquerdistas" daqui: parem de dar moral aos esquerdistas. Parem de querer debater com eles como se fosse um debate em Oxford, onde todos os participantes obedecem as regras do bom debate e buscam apenas vencer através de argumentos.

    O debate com esquerdistas é uma Guerra Política. Pesquisem sobre Controle de Frame e David Horowitz. O debate com eles só tem um objetivo: conquistar o coração da plateia. E apenas vencer nos argumentos não é suficiente para isso, meus caros. É por isso que o esquerdista, mesmo sem lógica nenhuma, conquista a plateia tão facilmente (enquanto nos matamos de refutar a lógica deles). Então parem de querer debater com eles. Ao lidar com eles, tentem conquistar o público. Exponham suas falácias e desonestidades ao público.

    Recomendo fortemente que leiam ao menos este artigo: Como debater com esquerdistas. Retirado do mesmo artigo:

    "Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo."


    ---------------------------------------------------------------------------
    Falando das externalidades. Tudo bem, o foco do artigo era mostrar que é difícil julgar se uma externalidade é positiva ou negativa (e não mostrar que as emissões de CO2 devem ser recompensadas, como o homo brasiliensis acreditou entender). Mas ainda assim me pergunto se a população do Kiribati perder o seu território, sem fazer nada por isso, é algo positivo.

    Tudo bem que um economista não deve fazer juízos de valor, mas não estou falando a economistas, mas a pessoas. Alegar isso não implica que a imersão das ilhas não está acontecendo.

    Neste caso, podemos alegar que o aquecimento global provocado pelo homem ainda é uma teoria, não um fato científico. Há muitos cientistas que discordam dessa tese. Agora em termos econômicos, não sei como o povo do Kiribati poderia conservar suas terras.
  • Paulo Kogos  13/11/2013 20:27
    acredito que não tenha sido essa a intenção do autor, mas para alguém que desconheça o pensamento libertário o artigo pode parecer confuso

    o autor não deixou claro que externalidades negativas nada mais são que agressões à propriedade privada e devem ser proibidas independentemente das externalidades positivas que causem

    não é o caso, mas para um leitor desavisado, o texto pode soar utilitarista
  • Cedric  13/11/2013 20:51
    Justamente Kogos, esse é mais um exemplo de como a manipulação de termos causa confusão mental no debate econômico. "Externalidade negativa" é eufemismo para agressão feita de um modo para desmascarar a ineficiência do estado para resolver conflitos e usar de desculpa para justificar o intervencionismo.
  • Tano  15/11/2013 02:13
    Poderiam me indicar artigos aonde falem de como se resolve a disputa entre duas pessoas? Qual a opção à justiça atual.
  • Jonas  14/11/2013 00:43
    Berinjela é com g ou com j? Dúvida cruel...
  • Amadeus Zanetini  14/11/2013 12:50
    como se o aumento do CO2 fosse a única consequencia das mudanças climáticas, a alteração no ciclo hidrológico, chuvas concentradas em um único período e longos períodos de estiagem, vai trazer mais prejuízos do que qualquer benefício que o CO2 possa trazer
  • anônimo  15/11/2013 15:54
    O problema, dizem eles, é que a Terra pode estar passando por uma queda temporária, sendo que as temperaturas sempre sobem e descem o tempo todo em ciclos mas no longo prazo a MÉDIA disso tudo mostra que está aquecendo sim (com altos e baixos cada vez maiores)
    Olhem em 5:30
  • André  14/11/2013 14:13
    "alteração no ciclo hidrológico"
    "chuvas concentradas em um único período"
    "longos períodos de estiagem"

    Essas coisas são resultado da ação humana por acaso?

    Ao longo de TODA A HISTÓRIA DO PLANETA aconteceram mudanças climáticas.
    E foram muito mais intensas do que as que ocorrem hoje.
    Portanto simplesmente AFIRMAR que essas "mudanças climáticas" são resultado
    da ação humana requer um prova de peso. Estou esperando essa prova.

    E por falar em mudança climática, todos os anos ocorrem as seguintes mudanças climáticas:
    primavera -> verão
    verão -> outono
    outono -> inverno
    inverno -> verão

    Elas também são resultado da ação humana?
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/11/2013 16:00
    Se até economistas ainda falam de "mais-valia" e de "valor [objetivo]", o que esperar da maioria dos leigos, mesmo dos com formação superior?

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2014 19:16
    Esplêndido.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 15:36
    O LUCRO é o guia da humanidade. Governos não são.


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