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Segurança versus liberdade - ansiar pela primeira pode nos deixar sem a segunda

A sociedade inteira se terá convertido numa só fábrica e num só escritório, com igualdade de trabalho e igualdade de remuneração. - Lênin (1917)

Num país em que o único empregador é o estado, oposição significa morte lenta por inanição. O velho princípio "quem não trabalha não come" foi substituído por outro: "quem não obedece não come". - Leon Trotsky (1937)


A segurança econômica, assim como a falsa "liberdade econômica", é muitas vezes apresentada como condição indispensável da autêntica liberdade.  Em certo sentido, isso é ao mesmo tempo verdadeiro e importante.  É raro encontrar independência de espírito ou força de caráter entre aqueles que não confiam na sua capacidade de abrir caminho pelo próprio esforço. 

Todavia, a ideia de segurança econômica não é menos vaga e ambígua do que a maioria dos outros conceitos nesse campo; e por isso, a reivindicação generalizada por uma segurança econômica pode tornar-se um perigo para a liberdade.  

Com efeito, quando a segurança é entendida num sentido absoluto, o empenho geral em conquistá-la, em vez de possibilitar uma maior liberdade, torna-se a mais grave ameaça a ela.

Há um tipo de planejamento estatal que, visando a um tipo específico de segurança, exerce um efeito insidioso sobre a liberdade: é o planejamento que se destina a proteger indivíduos ou grupos contra uma eventual redução de suas rendas, redução essa que, embora imerecida, ocorre diariamente numa sociedade competitiva.  É o planejamento contra aquelas perdas que impõem duras privações, e que, contudo, são inseparáveis do sistema de concorrência. 

A reivindicação desse tipo de segurança é, pois, apenas um outro aspecto da exigência de que deve haver uma "justa remuneração" para cada indivíduo, uma remuneração proporcional aos méritos subjetivos e não aos resultados objetivos do esforço individual.  

Mas essa espécie de segurança ou de justiça não parece conciliável com a livre escolha da ocupação.

Todos nós conhecemos a trágica situação do homem altamente treinado cuja especialidade, adquirida com esforço, perde de súbito todo o valor por causa de alguma invenção muito benéfica para o restante da sociedade.  O último século está repleto de exemplos dessa espécie, alguns deles atingindo ao mesmo tempo centenas de milhares de pessoas.

O fato de um homem vir a sofrer grande redução dos rendimentos e amarga frustração de todas as suas esperanças sem por isso ter sido responsável, e apesar de sua dedicação e de uma excepcional habilidade, indubitavelmente ofende o nosso senso de justiça. As reivindicações das pessoas assim prejudicadas de que o estado intervenha em seu favor a fim de salvaguardar-lhes as legítimas expectativas conquistarão por certo a simpatia e o apoio popular. 

A aprovação geral a tais reivindicações fez com que, na maioria dos países, os governos decidissem agir, não só no sentido de amparar as possíveis vítimas de tais dificuldades e privações, mas também no de assegurar-lhes o recebimento de seus rendimentos anteriores e assim protegê-las contra as vicissitudes do mercado.

Contudo, para que a escolha das ocupações seja livre, a garantia de uma determinada renda não pode ser concedida a todos.  E se for concedida a alguns privilegiados, haverá prejuízo para outros, cuja segurança será, ipso facto, diminuída.  É fácil demonstrar que a garantia de uma renda invariável só poderá ser concedida a todos pela abolição total da liberdade de escolha da profissão. 

O que ocorre constantemente é a concessão parcial dessa espécie de segurança a este ou àquele grupo, do que decorre um aumento constante da insegurança daqueles sobre os quais recai o ônus.  Não admira que, em consequência, aumente também de modo contínuo o valor atribuído ao privilégio da segurança, tornando-se mais e mais premente a sua exigência, até que, no final, nenhum preço, nem o da própria liberdade, pareça excessivo.

O problema reveste-se de importância ainda maior porque, no mundo que conhecemos, torna-se improvável que um indivíduo dê o melhor de si por muito tempo, a menos que seu interesse esteja diretamente envolvido. A maioria das pessoas necessita, em geral, de alguma pressão externa para se esforçar ao máximo.  Assim, o problema dos incentivos é bastante real, tanto na esfera do trabalho comum como na das atividades gerenciais. A aplicação da engenharia social a toda uma nação — e é isto o que significa planejamento — gera problemas de disciplina difíceis de resolver.

A política governamental hoje adotada em toda parte, de conceder o privilégio da segurança ora a este grupo, ora àquele, vai rapidamente criando condições em que o anseio de segurança tende a sobrepujar o amor à liberdade.  Isso porque, a cada vez que se confere segurança completa a um grupo, aumenta-se a insegurança dos demais.

Se garantirmos a alguns uma fatia fixa de um bolo de tamanho variável, a parte deixada aos outros sofrerá maior oscilação, proporcionalmente ao tamanho do todo. E o aspecto essencial da segurança oferecida pelo sistema de concorrência — a grande variedade de oportunidades — torna-se cada vez mais restrito.

No sistema de mercado, a segurança só pode ser concedida a determinados grupos mediante o gênero de planejamento conhecido como 'regulação'.  O "controle", isto é, a limitação da concorrência (leia-se "da produção") de modo que os preços finais assegurem um ganho "adequado", é o único meio pelo qual se pode garantir um certo rendimento aos produtores numa economia de mercado. 

Isso, porém, envolve necessariamente uma redução de oportunidades para os demais.  Para que o produtor, seja ele dono de empresa ou operário, receba proteção contra a concorrência de preços mais baixos, outros, em pior situação, serão impedidos de participar da prosperidade relativamente maior das indústrias controladas. Qualquer restrição à liberdade de ingresso numa profissão reduz a segurança de todos os que se acham fora dela.

E, à medida que aumenta o número daqueles cujo rendimento é assegurado dessa forma, restringe-se o campo das oportunidades alternativas abertas aos que sofrem uma perda de rendimento — enquanto que, para os que são atingidos por qualquer mudança, diminui do mesmo modo a possibilidade de evitar uma redução fatal da sua renda.

E se, como vem acontecendo com frequência, em cada categoria em que ocorre uma melhora de condições permite-se que seus membros excluam os demais para garantir a si mesmos o ganho integral sob a forma de salários ou lucros mais elevados, os que exercem profissões cuja demanda diminuiu não têm para onde se voltar, e a cada mudança produz-se grande número de desempregados. Não há dúvida de que foi em grande parte por causa da busca de segurança por esses meios nas últimas décadas que aumentou a tal ponto o desemprego e, por conseguinte, a insegurança para vastos setores da população.

Numa sociedade em que a mobilidade ficou tão reduzida como resultado dessas restrições, é de absoluta falta de perspectiva a situação daqueles que se encontram fora do âmbito das ocupações protegidas, e um abismo os separa dos privilegiados possuidores de empregos a quem a proteção contra a concorrência tornou desnecessário fazer concessões para dar lugar aos que estão de fora. 

Em consequência, em vez de preços, salários e rendimentos individuais oscilarem, são agora o emprego e a produção que ficam sujeitos a violentas flutuações.  Nunca houve pior e mais cruel exploração de uma classe por outra do que a exercida sobre os membros mais fracos ou menos afortunados de uma categoria produtora pelos que já desfrutam de posições estáveis, e isso foi possibilitado pela "regulamentação" da concorrência.  Poucas coisas têm tido efeito tão pernicioso quanto o ideal da "estabilização" de certos preços (ou salários), pois, embora ela garanta a renda de alguns, torna cada vez mais precária a posição dos demais.

Assim, quanto mais nos esforçamos para proporcionar completa segurança interferindo no sistema de mercado, tanto maior se torna a insegurança; e, o que é pior, maior o contraste entre a segurança que recebem os privilegiados e a crescente insegurança dos menos favorecidos.  E quanto mais a segurança se converte num privilégio, e quanto maior o perigo para os que dela são excluídos, mais será ela valorizada. 

À medida que o número dos privilegiados aumenta, e com ele o hiato entre a sua segurança e a insegurança dos demais, vai surgindo uma escala completamente nova de valores sociais.  Já não é a independência, mas a segurança, que confere distinção e status; o que faz de um homem um "bom partido" é antes o direito a uma pensão garantida do que a confiança em sua capacidade — ao passo que a insegurança se converte numa terrível condição de pária, à qual estão condenados para sempre aqueles a quem na juventude foi negado ingresso no porto seguro de uma posição assalariada.

Essa evolução foi acelerada por outro efeito das doutrinas socialistas: o deliberado menosprezo por todas as atividades que envolvem risco econômico, bem como a condenação moral dos lucros que compensam os riscos assumidos, mas que só poucos podem obter.  Não podemos censurar os nossos jovens quando preferem o emprego seguro e assalariado do funcionalismo público ao risco do livre empreendimento, pois desde a mais tenra idade ouviram falar daquele como sendo uma ocupação superior, mais altruísta e mais desinteressada.  A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado como indigno e o lucro como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa.

Numa sociedade em que o indivíduo conquista posição e honras quase exclusivamente em função de ser um servidor assalariado do governo; em que o cumprimento do dever prescrito é considerado mais louvável do que a escolha do próprio campo de atividade; em que todas as ocupações que não conferem um lugar na hierarquia oficial ou o direito a um rendimento fixo são julgadas inferiores e até certo ponto aviltantes — seria demais esperar que a maioria prefira por muito tempo a liberdade à segurança.

E quando só se pode optar entre a segurança numa posição de dependência e a extrema precariedade numa situação em que tanto o fracasso quanto o êxito são desprezados, poucos resistirão à tentação da segurança ao preço da liberdade.  Tendo-se chegado a esse ponto, a liberdade torna-se quase um objeto de escárnio, pois só pode ser alcançada com o sacrifício de grande parte das boas coisas da vida.  Nessas condições, não surpreende que um número cada vez maior de pessoas se convença de que, sem segurança econômica, a liberdade "não vale a pena", e se disponha a sacrificar esta em troca daquela.

Nada é mais funesto do que o hábito, hoje comum entre os líderes intelectuais, de exaltar a segurança em detrimento da liberdade.  Urge reaprendermos a encarar o fato de que a liberdade tem o seu preço e de que, como indivíduos, devemos estar prontos a fazer grandes sacrifícios materiais a fim de conservá-la.  Para tanto, faz-se mister readquirir aquela convicção que Benjamin Franklin expressou numa frase aplicável a tanto a indivíduos quanto a nações: "aqueles que se dispõem a renunciar à liberdade essencial em troca de uma pequena segurança temporária não merecem liberdade nem segurança".

 

Artigo originalmente publicado em 1944


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autor

Friedrich A. Hayek
(1899-1992) foi um membro fundador do Mises Institute. Ele dividiu seu Prêmio Nobel de Economia, em 1974, com seu rival ideológico Gunnar Myrdal "pelos seus trabalhos pioneiros sobre a teoria da moeda e das flutuações econômicas e por suas análises perspicazes sobre a interdependência dos fenômenos econômicos, sociais e institucionais". Seus livros estão disponíveis na loja virtual do Mises Institute.


  • anônimo  21/08/2013 15:28
    Mentira que esse texto foi escrito em 1944! Deve ter sido escrito ontem... É plenamente atual!
  • 4lex5andro  14/11/2016 17:19
    Principalmente considerando as restrições do governo norte-americano á liberdade de tráfego aéreo depois de 2001.

    E com os governos democratas tal quadro não melhorou.
  • Bal  21/08/2013 16:51
    A partir do momento em que se vive em uma sociedade que possui um Estado, então se faz necessário que a classe de funcionários públicos (não empossados por eleições) seja constituída de modo imparcial para se impedir o problema do nepotismo.

    Eu não vejo nenhum problema de alguém querer "sacrificar" sua liberdade econômica, em prol de um salário fixo de um cargo público. Sim, podemos dizer que este indivíduo é um covarde, mas essa foi a opção dele, a liberdade individual dele permite esse tipo de escolha. Se esse indivíduo não trabalha dando o seu máximo, apenas o suficiente para atender as demandas conforme aparecem, tudo bem! Esta foi a opção dele. O grande problema é quando este funcionário trabalha de modo relapso, fugindo do seu dever, sendo nesse caso um problema das chefias que não o repreendem por motivos diversos.

    Achei o texto meio exagerado. Do mesmo modo como existem pessoas que ensinam seus filhos que o melhor caminho é ser servidor público, existem aqueles que ensinam caminhos diferentes, o que está dentro da liberdade de cada um. Durante minha faculdade eu não tive somente professores que pregavam que o melhor era um emprego público, tive também aqueles que nos ensinavam que ser diretor de uma grande empresa ou abrir seu próprio negócio era uma meta honrosa e respeitável. Não vejo essa troca de valores das instituições, vejo apenas pessoas dando suas opiniões.

    Concordo quando ele diz que o Estado não deve proteger o salário de pessoas que perdem seus empregos devido a evolução tecnológica, afinal por que um grupo merece um privilégio e outros não. Só que pra mim isso não se aplica a valores fixados como salário de um funcionário público, não se está protegendo ninguém, apenas ofertando um emprego com uma carreira engessada, aceita ou tenta concorrer quem quer.
  • Malthus  21/08/2013 17:35
    Prezado Bal, qual foi sua faculdade, curso e professor? Só de curiosidade, pois um professor assim merece ser divulgado.
  • Bal  21/08/2013 18:00
    Prezado Malthus, cursei ciências atuariais na UFRJ. Lembro de dois professores que me marcaram mais em relação a essa opinião de ganhar dinheiro na área privada: Paulo Ferreira Pereira, professor de Teoria do Risco e diretor da consultoria atuarial Towers Perrin; Ricardo Frischtak, professor de diversas matérias e trabalhava como consultor independente, acho que já aposentou (este professor chegava a fazer campanha contra o PT dentro de sala de aula).

    Só pra complementar, fiz mestrado na UFF e também tive alguns professores defendendo a coragem e vontade daqueles que abrem empresas, não por encarar a loucura dos impostos, mas sim com admiração pelo risco e pela vontade de ganhar dinheiro. Uma frase dita por um deles ficou na minha cabeça "É muito bom ver pessoas que buscam a curva de crescimento empresarial ao invés da mesmisse do serviço público".

    Devido a essa minha experiência que não concordo muito quando as pessoas dizem que as instituições públicas pregam o socialismo. É verdade que não conheci nenhum que pregava o liberalismo no modo como é exposto neste site e que a maioria é mais socialista, mas existe uma minoria que pensa diferente. Não posso culpá-los por não pregarem ou não conhecerem a filosia do site, eu mesmo só fui conhecer há alguns meses e ainda estou refletindo se concordo ou não com as ideias aqui explicadas.
  • Lopes  21/08/2013 18:00
    O impressionante é que indivíduos cujas opiniões sobre empreendedorismo são positivas e não convergentes aos jargões predominantes nos cursos de outras "ciências" marxistas não possuem suas visões manifestadas politicamente, ou seja, não ganham cartaz, passeata, militantes ou referência como entendedores da vida.

    Repito aqui a demanda do Malthus e recomenda-lo-ei que caso tenha uma relação de amizade com tais professores, agradeça-os por manifestarem opiniões que refletem o seu modo de pensamento.
  • giancarlo  03/04/2014 21:28
    Típico parasita.

    A escolha de trabalhar como receptador de artigos roubados também é uma escolha individual, ainda que imoral. O mesmo se aplica ao funcionalismo público.

    A origem dos recursos que sustenta o funcionalismo é o roubo, é o dinheiro apropriado com o uso da força pelo estado e não as trocas voluntárias entre as pessoas.

    É impossível mensurar com clareza se qualquer função executada pelo funcionalismo público é útil ou não, e se existe ou não demanda para tal.

    A garantia da manutenção do seu emprego independentemente do seu desempenho lhe permite ser relapso, incompetente, estúpido e não ser punido por isso.
  • Débora  03/04/2014 22:53
    "É impossível mensurar com clareza se o trabalho do servidor público é útil ou não"... a pesquisa que se produz no Brasil, ainda que em pequena escala comparada com países europeus, geralmente é feita nas universidades públicas. Sabe por que? Pesquisa científica é um investimento a longo prazo, e universidades particulares em sua maioria se comportam como empresas, ou seja, minimização de custos, otimização de lucros e retorno rápido. A educação não deve ser mercantilizada.
  • Bernardo  03/04/2014 23:02
    Errado.

    Primeiro, comece por aqui:

    A reportagem deste site (epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2013/06/esqueca-melhoria-invista-em-ruptura.html) traz um belíssimo exemplo que desmonta essa sua "teoria" de que, em um cenário de livre mercado, iria desaparecer a pesquisa científica "pura", desvinculada da busca pelo lucro.

    A reportagem é uma entrevista com Joichi Ito, diretor do Media Lab, um centro de pesquisas de ponta ligado ao MIT.

    Destaco as seguintes afirmações de Joichi Ito:

    - o orçamento anual do Media Lab é de USD 40 milhões, a maior fatia do qual é bancada por 85 empresas privadas;

    - metade do orçamento anual é canalizada em pesquisas SEM DIRECIONAMENTO.

    O estatista encardido, sempre desconfiado das boas intenções das empresas, perguntaria: mas quais interesses estão por trás desse patrocínio privado ao Media Lab?

    Com a palavra, o próprio Joichi Ito:

    "Algumas [empresas] querem apenas ver o futuro, outras querem inspiração para seus próprios produtos. Há ainda aquelas que enviam seus pesquisadores para estudar e outras que querem recrutar nossos estudantes. Porém, nossos melhores parceiros são aqueles que querem ter certeza de que, quando forem tomar suas decisões multimilionárias, já tenham visto as tecnologias disruptivas que podem estar por vir."

    Nenhum dos "interesses" relatados é ilegítimo ou de qualquer maneira espúrio.

    Uma outra afirmação de Joichi Ito é muito interessante:

    "O que o senhor acha que faz a cultura americana ser tão inovadora?

    Eu não creio que ela seja inovadora de maneira geral. Acho que existem bolsões de inovação, como o Vale do Silício. Essa região fica longe de Washington D.C. e da sede das grandes empresas. Quando se está ao lado de grandes companhias, do governo e se tem dinheiro fácil, é difícil inovar. Acho que o desemprego também é importante para criar startups.

    Boa parte da inovação vinda do Vale do Silício surgiu quando houve cortes massivos de pessoal e um grande volume de profissionais inteligentes ficou sem emprego. Outro aspecto que ajudou o Vale é que lá é ilegal exigir que funcionários assinem contratos se comprometendo a não sair das empresas para criar companhias que compitam com ela. Lá alguém pode sair do Google e ir trabalhar no Facebook no dia seguinte."


    Ah, para variar, Mr. Joichi Ito não tem curso superior, assim como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg.


    Agora, veja essa deliciosa amostra dos resultados da intromissão estatal na pesquisa.

    www.estadao.com.br/noticias/impresso,acao-entre-amigos-arranha-reputacao-da-ciencia-nacional,1087432,0.htm


    Por fim, leia este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=603
  • Nilo BP  04/04/2014 04:42
    A esmagadora maioria das "pesquisas" nas universidades estatais tem como objetivo captar verbas das fundações (também estatais) e embelezar o currículo Lattes do sujeito. O conteúdo, via de regra, é insípido. As poucas pesquisas mais interessantes, ou que geram algum resultado, tendem a vir de pessoas ligadas à iniciativa privada.

    O financiamento estatal da pesquisa e desenvolvimento não garante a independência intelectual. Muito pelo contrário... garante que as universidades vão se tornar repartições públicas, manipulando as regras da burocracia para extrair a maior verba possível com o menor esforço possível. O desperdício de cérebros é assustador.

    O mercado tem critérios objetivos. São critérios estabelecidos por outras pessoas, que estão dispostas a pagar. Você pode condenar isso como "prostituição intelectual", mas é exatamente disso que o artigo está falando: "prostituir-se" no mercado é muito mais libertador e produtivo, para o indivíduo e para a sociedade, do que tornar-se um concubino do Estado.
  • giancarlo  04/04/2014 20:24
    Débora,


    Quais foram as últimas 3 grandes contribuições da pesquisa acadêmica pública brasileira?

    Os ínfimos resultados fazem sentido ao confrontarmos com os grandes valores investidos para sustentar uma massa de "pesquisadores" que não apresentam resultado algum?

    Os comentários do Bernardo e do Nilo já respondem ao restante.
  • anônimo  21/08/2013 18:36
    Pra quem gosta de serviço público, sugiro esse blog:

    www.aspone.blog.com
  • Jeferson  21/08/2013 19:48
    Rapaz, divulgar um negócio desses aqui é perigoso. O pessoal pode acabar não entendendo o sarcasmo e sendo atraído pro serviço público! =P

    O pior é que com certeza deve ser por isso que tanta gente quer ser aspone no Brasil, ao invés de se revoltar com a situação.
  • Renato Borges  21/08/2013 18:38
    "Só que pra mim isso não se aplica a valores fixados como salário de um funcionário público"

    COMO NÃO SE APLICA? o cara não é remunerado de acordo com o valor do serviço dele, mas com uma tabela. não só se aplica como é exatamente esse o ponto.
  • Bal  21/08/2013 21:52
    Olá Renato, acredito que esta resposta foi dirigida ao meu comentário mesmo estando em um tópico abaixo.

    Quando defendi que isso não se aplica ao funcionário público, quis dizer que a partir do momento em que se tem um Estado, este precisa de funcionários e o salário de um funcionário público precisa ser fixado de algum modo. Dado que o Estado não está ou não deveria estar interessado no lucro, o salário do servidor deveria ser fixado com base em alguma coisa que não pode ser o lucro que este traz. Só que essa situação é diferente de alguém que será demitido ou um banco que irá falir e o Estado decidi usar o dinheiro público pra "salvar" uma minoria em detrimento da maioria. Veja bem, fora o empresário, todos somos remunerados por tabelas, em qualquer empresa privada existe uma tabela que diz quanto cada cargo ganha em média, havendo algumas diferenças para aqueles que produzem mais e os que produzem menos.

    Acredito que você esteja pensando nos casos em que o servidor ganha mais que a média do mercado, ocorrendo realmente uma distorção já que o servidor não produz lucro, diferente do mesmo funcionário na empresa privada. Não sei se consegui me fazer entender, estou sem tempo agora pra organizar as ideias e escrever. Se não concordar, poderia explicar como você acha que deveria ser definido o salário do servidor?

  • Eduardo Bellani  22/08/2013 13:00
    Quando defendi que isso não se aplica ao funcionário público, quis
    dizer que a partir do momento em que se tem um Estado, este precisa de
    funcionários e o salário de um funcionário público precisa ser fixado
    de algum modo. Dado que o Estado não está ou não deveria estar
    interessado no lucro, o salário do servidor deveria ser fixado com
    base em alguma coisa que não pode ser o lucro que este traz.


    Quando defendi que isso não se aplica ao capanga, quis dizer que a
    partir do momento em que se tem uma gangue, esta precisa de
    funcionários e o salário de um capanga precisa ser fixado de algum
    modo. Dado que a gangue não está ou não deveria estar interessada no
    lucro(hahaha), o salário do capanga deveria ser fixado com base em
    alguma coisa que não pode ser o lucro que este traz. (arrumei pra
    você)

    Veja bem, fora o empresário, todos somos remunerados por tabelas,
    em qualquer empresa privada existe uma tabela que diz quanto cada
    cargo ganha em média, havendo algumas diferenças para aqueles que
    produzem mais e os que produzem menos.


    Claro que somos. Exceto que não. Salários no mercado são regulados por
    oferta e demanda, e não pela tabela imaginária que você criou.

    Eu até entendo a mentalidade parasitária, mas não suporto essas
    ginásticas mentais que os parasitas fazem pra ter uma auto estima
    melhor. Ao menos sejam honestos consigo mesmos, se não conseguem viver
    uma vida livre.

    Abraços.
  • Bal  22/08/2013 15:20
    Prezado Eduardo,

    Eu costumava brincar de trocar palavras nas frases dos outros quando cursava o ginásio, e fazia isso apenas pra irritar quando não tinha muitos argumentos. Podemos também substituir as palavras funcionário público e Estado por jogadores de futebol e por time de futebol, mas perde o sentido, do mesmo modo como perdeu quando você substituiu por gangue, afinal gangues estão interessadas em lucrar.

    Se você considera o Estado uma gangue devido a tudo que ele faz, isso é assunto pra uma outra conversa. O tópico aqui é que o Estado não deveria focar no lucro pois deveria prestar um serviço de utilidade pública.

    "Veja bem, fora o empresário, todos somos remunerados por tabelas,
    em qualquer empresa privada existe uma tabela que diz quanto cada
    cargo ganha em média, havendo algumas diferenças para aqueles que
    produzem mais e os que produzem menos.

    Claro que somos. Exceto que não. Salários no mercado são regulados por
    oferta e demanda, e não pela tabela imaginária que você criou."

    Oferta e demanda geram um ponto de equilíbrio, esse equilíbrio vai se modificando com o tempo. Quando disse que somos remunerados por tabelas, quis dizer que essa tabela ou carreira que te apresentam quando você entra em uma empresa é o resultado desse equilíbrio naquele momento. Não conheço ninguém que entre em uma empresa privada pra ganhar X reais por mês e ponto final, todos querem saber das projeções de crescimento caso demonstrem capacidade. Não sei onde você trabalha, nem sei se trabalha, mas pra ficar bem claro pra alguém que distorce comentários de modo sem sentido e que não sabe interpretar, a tabela imaginária é a carreira, que sofre sim alterações maiores ou menores.

    "Eu até entendo a mentalidade parasitária, mas não suporto essas
    ginásticas mentais que os parasitas fazem pra ter uma auto estima
    melhor. Ao menos sejam honestos consigo mesmos, se não conseguem viver
    uma vida livre."

    Concordo com você neste ponto, mas no Estado não existe só parasitas. Seria o professor das séries mais baixas, que ganha 900 reais por mês, que reclama por aumento de salário, mas não busca um outro tipo de profissão porque gosta do prazer de ensinar para crianças, um parasita?
  • Eduardo Bellani  22/08/2013 19:38
    Caro,

    afinal gangues estão interessadas em lucrar.

    Foi esse o propósito das minhas colocações, demonstrar que a presunção
    de que uma organização formada por seres que procuram o lucro (no
    sentido mais amplo do termo) não procuraria o lucro é absurda. Escolhi
    a palavra gangue por que é o que o estado é, no sentido mais profundo
    da palavra. Isso tem relação com a natureza monopolística do mesmo, e
    não ao que ele faz ou deixa de fazer.

    Oferta e demanda geram um ponto de equilíbrio, esse equilíbrio vai se
    modificando com o tempo. Quando disse que somos remunerados por
    tabelas, quis dizer que essa tabela ou carreira que te apresentam
    quando você entra em uma empresa é o resultado desse equilíbrio
    naquele momento. Não conheço ninguém que entre em uma empresa privada
    pra ganhar X reais por mês e ponto final, todos querem saber das
    projeções de crescimento caso demonstrem capacidade. Não sei onde você
    trabalha, nem sei se trabalha, mas pra ficar bem claro pra alguém que
    distorce comentários de modo sem sentido e que não sabe interpretar, a
    tabela imaginária é a carreira, que sofre sim alterações maiores ou
    menores.


    Não vou aqui ficar engajando em hermenêutica, mas vou apontar que essa
    sua interpretação ao que você escreveu me parece distante da resposta
    que você deu a essa afirmação: COMO NÃO SE APLICA? o cara não é remunerado de
    acordo com o valor do serviço dele, mas com uma tabela. não só se
    aplica como é exatamente esse o ponto.


    Concordo com você neste ponto, mas no Estado não existe só
    parasitas. Seria o professor das séries mais baixas, que ganha 900
    reais por mês, que reclama por aumento de salário, mas não busca um
    outro tipo de profissão porque gosta do prazer de ensinar para
    crianças, um parasita?


    Sobre esse ponto em particular, recomendo[1].

    Abraços.
    [1] libertarianpapers.org/articles/2009/lp-1-17.pdf
  • Bal  23/08/2013 01:09
    Eduardo,

    então...não sei se sou eu que não estou conseguindo me fazer entender, ou o problema é com você. Talvez você tenha me entendido e simplesmente não concorde mesmo, felizmente ou infelizmente eu não concordo com você, apesar que você não mostrou muitos argumentos, apenas ficou brincando com os meus...rs. Talvez devêssemos aceitar que temos opiniões diferentes e seguirmos em frente.

    Sinceramente eu não vejo minhas respostas divergindo. Quando respondi o Renato, estava comparando, ou melhor, dizendo que não creio ser possível comparar a carreira pública com a proteção dada a um banco falido. Quando respondi a você, quis dizer que um contador que trabalha num cargo administrativo em uma faculdade pública não tem o seu salário regulado pela oferta e demanda do mesmo modo ou pela mesma rapidez em que ocorre com um contador contratado pela Vivo. Sim, oferta e demanda regulam os dois, mas não na mesma dinâmica, o contador da Vivo pode começar ganhando menos e rapidamente subir de cargo, ou não, mas o contador da UFRJ não gera "valor" pra empresa na mesma dinâmica que o contador da Vivo. O nível de trabalho e de problemas possuem um grau de ocorrência e dificuldade divergentes.

    A carreira do contador da UFRJ será alterada por uma lei (concordo que seja assim), que será modificada muito tempo depois de perceberem que só contadores ruins se inscrevem no concurso, justamente porque não é fácil perceber o "valor" desse contador, mesmo que todo concurso tenha 1000 contadores inscritos. A carreira do contador da Vivo mudará rapidamente, assim que perceberem que muitos concorrem, o salário diminuirá, ou aumentará em caso contrário, ou diminuirá se todos os poucos inscritos forem bons. Enfim, a dinâmica é rápida. Surge então minha colocação de que a carreira do funcionário público, que deve existir se vivemos em um país que possui o um Estado, não tem seu equilíbrio facilmente ajustado pelo mercado ou pelo seu "valor" pro órgão, mas deve ser definida de algum modo.

    Li os comentários de alguém dizendo que a solução é não existir mais concurso e todo funcionário público ser contratado por sorteio ou por currículo, algo assim. Em minha opinião, seria o caos, pois as pessoas só contratariam amigos e familiares já que o dinheiro do salário é público, caracterizando a gangue que você definiu.

    Resumindo, pra mim o funcionário público deve ser contratado por concurso e sua carreira salarial não o protege no mesmo sentido de uma política assistencialista do governo. O grande erro é a dificuldade de demiti-lo, isso sim o protege e deve ser mudado.

    Quanto a sugestão de artigo, li o primeiro parágrafo e me parece uma leitura interessante. Lerei assim que possível!

    Att.
  • gabriel  22/08/2013 20:19
    no meu ver, sem o sistema de precos, lucros e prejuizos, acarreta em problemas para ambos os lados.
    a questao dos professores, trabalhei numa escola do governo, e posso dizer q sim, muitos professores mesmo ganhando pouco estavam sendo parasitas nao aqui quero generalizar, existem alguns bons tambem, mas se via muitos sem a menor vontade e nem mesmo capacidade, sempre existem vagas aqui pela regiao, pelo salario baixo e o q isso atcaba por sem querer atrair? pessoas q nao conseguem outros tipos de emprego, nao era raro ver professores nem tentando passar nada aos alunos...
  • Fabio MS  21/08/2013 19:58
    Esse artigo integra o livro "Caminho da Servidão", não?
  • anônimo  21/08/2013 20:10
    Correto.
  • Arthur M M  21/08/2013 20:07
    Se ainda não leu o Caminho da Servidão, leia. A cada capítulo fico mais perplexo.
  • Guga  21/08/2013 21:07
    Fantástico artigo. Sou um grande admirador de Hayek e Mises. Sou funcionário público... Hã?!
    Pois é, venho buscando recentemente um contato mais próximo com as ideias liberais, tentando compreender os conceitos básicos e as sutilezas do livre mercado e assim, cada vez mais, me encanto com o brilhantismo destes grandes pensadores da escola austríaca.
    A questão da segurança exerce sem dúvida grande fascínio entre a população em geral e fui derrotado como bem disse o amigo acima, pela covardia do funcionalismo. Acontece que, na verdade, busquei a adaptação a uma sociedade que valoriza cada vez mais a segurança sobre a liberdade. Já tive uma pequena empresa e após assaltos, impostos e inadimplências fechei as portas. Infelizmente nosso país não nos oferece a oportunidade da liberdade verdadeira, dos impostos honestos e de um estado pequeno que acima de tudo não atrapalhe o empreendedor. Não busco assim desculpar-me pela minha opção.
    Hoje, através de esforço pessoal e mérito próprio busco exercer minha atividade com probidade, proatividade e competência, fui aprovado em um concurso difícil e não me envergonho de minha escolha pela segurança, porém, às vezes, ainda sonho com a liberdade da minha própria empresa dando frutos, gerando emprego e fazendo a economia crescer. Quem sabe um dia?
  • Jonas  21/08/2013 21:54
    Concurseiro. Tenho nojo dessa palavra. Até meu browser tem nojo e a sublinha em vermelho. Remete imediatamente a fracasso. Blargh!

    Quem acha que o governo "rouba" cérebros do setor produtivo pois emprega os mais capazes (fazedores de prova) para si, só viu a ponta do iceberg. Imagine o exército de conc... que irá fracassar para que alguns consigam a boquinha. Agora imaginem todo esse povo queimando sua meia dúzia de neurônios diariamente em assuntos sem importância. Vejam a energia mental, psicológica e potencialmente produtiva que é desperdiçada. Essa energia é simplesmente dissipada, some sem deixar vestígios. Pensando melhor, deixa vestígios sim: baixa auto-estima, baixa auto-confiança, depressão, melancolia etc.

    Então, já temos dois grupos de pessoas que deixam de produzir devido aos concursos: os que passam, que possivelmente têm desempenho cognitivo acima da média; e os que não passam, que são a grande maioria. Mas não deixemos passar batido um terceiro grupo, formado por aqueles mais empreendedores e que exploram esse mercado riquíssimo, que é o mundo dos concursos. São aulas, escolas, consultorias e tudo o mais que permita arrancar algum cascalho dos conc... desesperados. Mais energia gasta sem geração de riqueza real. Dá até pra calcular isso em pegada de carbono.

    Esse é um dano indireto causado pelo estado ao país e soma-se aos danos diretos já bastante explorados no Mises.

    Pelo menos, a solução para o problema exposto é mais "simples": fim do concurso público. Ora, mas como seria feita a distribuição das boquinhas? Sorteio ou indicação, ambos com análise de currículo. Resolver-se-ia o problema do desperdício de energia e de lambuja ainda teríamos: facilidade para demissão, menores salários e consequentemente... servidores mais eficientes!



  • Bright  22/08/2013 01:23
    EXcelente.
  • Alexsander  23/08/2013 22:35
    A maior revelação do texto e o fato de ter sido escrito em 1944 por um estrangeiro(Hayek)
  • Concurseiro amigo  03/04/2014 19:13
    Estou estudando há anos, madrugando noites, para ser assessor parlamentar em Brasília. E vem um artigo desses para me um dar banho de água fria? Como faço para processar este site, ganhar uma indenização milionária, e viver o resto da vida feito marajá?
  • Estudante crítico  03/04/2014 23:08
    Eu concordo plenamente com a realização de concursos públicos para vagas nos serviços públicos e empresas estatais. Além de já ser concursado, continuo estudando para ser aprovado em outro concurso com melhor remuneração e benefícios. Quem opta receber menos para dizer que trabalha em uma empresa privada por mera ideologia penso que seja tão fanático quanto um esquerdista comunista. Sempre irei atrás de uma remuneração melhor e ponto final. Empresas privadas no Brasil sabem ser tão corruptas quanto órgãos públicos, portanto tanto faz trabalhar em órgão público ou empresa privada. O que importa é ser competente naquilo que faz, estudar e se qualificar sempre e fazer bons investimentos na vida pessoal. Quem seguir essa receita, sempre terá sucesso.
  • Cidadão ético, consciente e não-parasita  03/04/2014 23:35
    Dado que corrupção é algo que está e sempre estará ligada a dinheiro de impostos, cite empresas privadas corruptas e que não tenham nenhuma ligação com o governo.

    Gostaria de saber como a padaria da minha esquina pode ser corrupta sem utilizar dinheiro público, sem ter ligações com políticos, sem ter relações com agências reguladores, sem usufruir tarifas protecionistas, e sem gozar de benefícios do BNDES.

    Suas generalizações são tão fracas quanta sua moral.
  • Estudante critico  03/04/2014 23:57
    Cidadão ético, primeiramente peço respeito em seus comentários. Atacar a moral de alguém que você não conhece é no mínimo intimidatório. Estamos em um ambiente de debate e eu não lhe dirigi nenhuma agressão em meu comentário.
    A padaria da sua esquina pode ser corrupta sim, mesmo sem utilizar dinheiro público, sem ter ligações com políticos, sem ter relações com agências reguladores, sem usufruir tarifas protecionistas e sem gozar de benefícios do BNDES. Basta ter um dono que seja imoral (já que você fez comentários a respeito de minha "moralidade").
    Se o dono da padaria simplesmente manipular a balança na qual ele pesa pães, queijos e presuntos, estará sendo corrupto sem ter relação alguma com o governo. Se o dono da padaria privilegiar algum funcionário menos eficiente por ter mais simpatia em detrimento de outro mais eficiente, estará sendo corrupto da mesma maneira. É claro que sua corrupção poderá ser prejudicial ao seu próprio negócio, mas não temos como mensurar isso. De qualquer forma, pessoas sairiam lesadas e isso não teria ligação alguma com o governo.
    Veja bem: eu escrevi que as empresas privadas podem ser tão corruptas com o governo, mas não escrevi que todas elas são. Em nenhum momento fiz generalizações. O que eu quis explicitar é que eu penso na minha remuneração e, sendo ela lícita, tanto faz vir do setor privado ou do público. Mas se você não concorda, pode trabalhar em um emprego privado por menos. A escolha é sua.
    Na minha opinião você se precipitou ao ler algo diferente do que você pensa, e por isso, decidiu me atacar injustificadamente.
  • anônimo  04/04/2014 00:34
    'Estamos em um ambiente de debate e eu não lhe dirigi nenhuma agressão em meu comentário.'
    Você dirige uma agressão a mim todo dia, meu chapa. Você me obriga a trabalhar quase metade do ano pra sustentar seu salário nababesco de funça.
  • anônimo  04/04/2014 00:38
    'eu escrevi que as empresas privadas podem ser tão corruptas com o governo, mas não escrevi que todas elas são'

    Todas serem ou não é totalmente irrelevante.Você só faz negócio com qualquer empresa que seja, se quiser.Já com o governo eu sou obrigado a sustentar você e sua companheirada, querendo ou não.
  • Diplomado com moral  04/04/2014 00:29
    "Se o dono da padaria simplesmente manipular a balança na qual ele pesa pães, queijos e presuntos, estará sendo corrupto sem ter relação alguma com o governo."

    Isso não é corrupção, é comportamento anti-ético. Só que tem uma diferença enorme: se a safadeza for descoberta, esse cidadão está lascado. A notícia de sua desonestidade irá se espalhar, e ele simplesmente perderá todos os seus clientes.

    Já quando a corrupção é estatal, não apenas não temos como escapar, como ainda temos de continuar financiando tudo. Se eu me recusar a financiar, terei minha prisão declarada. Se eu resistir à prisão, serei assassinado pelo estado.

    No que mais, a diferença no volume financeiro entre os dois casos é incomparável.

    Percebeu a pequena diferença?

    "Se o dono da padaria privilegiar algum funcionário menos eficiente por ter mais simpatia em detrimento de outro mais eficiente, estará sendo corrupto da mesma maneira."

    E ele irá se estrepar. No mercado, quem privilegia incompetentes roda bonito. Só não rode se contar com proteção e privilégio estatais. Como estamos analisando uma pequena empresa que não usufrui qualquer privilégio do estado, o destino está selado.

    "É claro que sua corrupção poderá ser prejudicial ao seu próprio negócio, mas não temos como mensurar isso."

    Temos sim: a falência dela.

    "De qualquer forma, pessoas sairiam lesadas e isso não teria ligação alguma com o governo."

    Algumas sairiam, sim. Até a trapaça ser descoberta, o que não demoraria mais do que uma semana. Agora, compare o dinheiro envolvido nessa artimanha com o dinheiro envolvido na corrupção de uma mera repartição pública municipal.

    Isso não é corrupção, é trapaça.

    De resto,

    "Atacar a moral de alguém que você não conhece é no mínimo intimidatório. [...]Na minha opinião você se precipitou ao ler algo diferente do que você pensa, e por isso, decidiu me atacar injustificadamente."

    If you can´t stand the heat, stay out of the kitchen.
  • Independente  03/04/2014 23:47
    Esse foi o único comentário sensato. Toda essa pregação moral libertária não leva à nada, assim como um comunista/anarquista falando que propriedade privada é imoral não convence praticamente ninguém.
  • Lg  04/04/2014 00:10
    "Quem opta receber menos para dizer que trabalha em uma empresa privada por mera ideologia penso que seja tão fanático quanto um esquerdista comunista. "

    Não não não... a questão não é aceitar ganhar menos por mera ideologia. A questão é aceitar ganhar menos pra nao ser um bandido. Não é um problema ideológico, é um problema moral.
    Funcionário público é pago com dinheiro roubado pelo estado; Pessoas passam fome, morrem em filas de hospitais e em guerras para manter o estado (seu empregador) funcionando. Se você consegue dormir tranquilo sabendo que não passa de um capanga de um genocida insaciável você tem PROBLEMAS MORAIS GRAVES e qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e humanidade vai manter distância de você e da sua laia.
  • Estudante critico  04/04/2014 01:38
    Bom, vejo que aqui o que vale para ter razão é apelar mesmo. Essa não é a minha forma de demonstrar meu ponto de vista.
    De forma alguma concordo com tiranias, com comportamento corrupto ou qualquer forma de ilegalidade. Bem pelo contrário. Desejar trabalhar pelo melhor salário é um direito que qualquer cidadão tem. Obrigar alguém a trabalhar por menos é tirar a liberdade de escolha da pessoa. Um concurso público nada mais é do que uma seleção de pessoas para se escolher o melhor qualificado para ocupar uma determinada vaga de trabalho. Até mesmo empresas privadas fazem seleções. O que importa é a veracidade e a transparência desse processo de seleção.
    Agora questionar de onde vem o dinheiro que pagam os funcionários públicos. Bom, isso é outra conversa. Há empresas privadas que se utilizam de trabalho escravo, por exemplo. Será que ser funcionário de uma empresa assim é ético?
    Com certeza existem funcionários públicos ineficientes. Assim como existem funcionários de empresas privadas que são ineficientes (já me deparei com vários). Tanto o Estado quanto as empresas privadas podem demitir. Tanto o Estado quanto as empresas privadas podem privilegiar os maus. É uma questão de escolha e de gestão.
    Cada um paga o preço de sua radicalidade. Ora, chamar alguém que passou num concurso público de "capanga de um genocida insaciável" "que alguém com um mínimo de bom senso vai manter distância de um concursado" é algo que extrapola qualquer bom senso. Se chegar o dia em que o governo for extinto, tudo bem. Terminando com o Estado, com o governo, com funcionários públicos, com os concursos, trabalharei em empresas privadas, sem problemas. Continuarei estudando e me qualificando mais para buscar um salário melhor. Sem traumas ou consciência pesada. Hoje concurso público paga melhor na minha área. Opto por concurso público.
    Para facilitar o entendimento do que digo, faço a seguinte analogia. Comparem os investimentos no mercado financeiro no Brasil nos últimos 20 anos. Alguém não aplicaria recursos financeiros em títulos públicos que fossem muito mais atrativos do que ações de empresas privadas? Eu aplico onde é mais atrativo e oferece o menor risco (casualmente os títulos públicos ofereceram a maior rentabilidade em 20 anos dentre IBovespa, ouro, dólar e títulos públicos). Tanto faz se é governo, se é empresa privada, estatal ou qualquer outro arranjo jurídico. Eu jamais deixaria de investir em títulos públicos por uma questão de ideologia. Se minha ideologia um dia me levasse a ser menos eficiente, eu precisaria rever meus conceitos no mesmo instante.
  • Joao  09/04/2014 21:51
    Sou capitalista por natureza, e gosto muito deste site, mas percebo que a cada dia ele vem sendo formado por "formadores de opinião" extremamente fundamentalista, o que é lamentável. Xingar um funcionário publico apenas pelo fato dele exercer esta função, sem ao menos conhecê-lo, acaba sendo um comentário extremamente leviano. Eu leio os textos e gosto muito deles, mas quando chego nos comentários, só decepção. Parece um monte de ditador querendo fazer lavagem cerebral na cabeça das pessoas. Lamentável. E depois vem com hopocrisia querer pregar algum tipo de liberdade...
  • Seagal  09/04/2014 22:21
    Entendi, João.

    Quer dizer então que é hipocrisia eu querer manter a integralidade da minha renda. É hipocrisia chamar de parasita quem vive da minha renda que me foi confiscada à força pelo estado. É hipocrisia criticar quem ganha meu dinheiro sem ter produzido algo que tenha sido genuinamente demandado por mim. É hipocrisia, enfim, criticar pessoas cuja única atribuição na vida é regular a minha vida, me dar ordens e tomar o meu dinheiro.

    Melhor ainda: pelo que entendi, o simples fato de eu reclamar contra essa injustiça coerciva representa um ato de atentado à liberdade.

    Obrigado pela lição. Sua lógica diz bastante sobre você.
  • anônimo  10/04/2014 11:41
    'Xingar um funcionário publico apenas pelo fato dele exercer esta função, sem ao menos conhecê-lo,'

    Mostra que você não entende nada de nada.Você acha que o objetivo é levar pro lado pessoal e não pára pra pensar que o 'xingamento' acontece pela função em sí ser uma coisa imoral.

    Sou capitalista por natureza

    Não, não é. Você mal entende o que é capitalismo, se entendesse ia compreender a revolta de quem não quer passar metade do ano trabalhando pra sustentar parasitas.
  • Mr. Magoo  10/04/2014 12:54
    "é raro encontrar independência de espírito entres aqueles que não confiam na sua capacidade de abrir caminho pelo próprio esforço".

    Tá na matéria. Isso responde, João?
  • Lg  16/04/2014 19:19
    1)
    "De forma alguma concordo com tiranias, com comportamento corrupto "
    Sim, você concorda. No momento que você quer ser funcionário público você está concordando com o governo, que é uma tirania e corrupto. Isso é o mesmo que dizer "Não concordo com pessoas cobrarem uma taxa para não destruírem o comércio de outra pessoa" e trabalhar pra uma máfia que cobra por "proteção".

    2)
    "Desejar trabalhar pelo melhor salário é um direito que qualquer cidadão tem."
    Sim, você tem o direito de trabalhar pelo melhor salário, desde que o seu salário não seja pago agredindo terceiros, que é justamente o que o governo faz.
    Uma pessoa não tem o direito de trabalhar pro Primeiro Comando da Capital pois eles pagam o melhor salário, essa lógica é ridícula.

    3)
    "Um concurso público nada mais é do que uma seleção de pessoas para se escolher o melhor qualificado para ocupar uma determinada vaga de trabalho."
    Se o Fernandinho Beiramar contratar seus capangas através de um concurso está tudo certo? O problema não é o CONCURSO, o problema é que o seu salário será pago através do roubo da propriedade de pessoas inocentes.

    4)
    "Agora questionar de onde vem o dinheiro que pagam os funcionários públicos. Bom, isso é outra conversa."

    Não é outra conversa não!
    Você tá falando isso: "Eu trabalho pro PCC, ele fez uma prova pra contratar o melhor funcionário... eu sou extremamente ético. AGORA, se o dinheiro que ele usa pra me pagar é roubado ou não, isso é OUTRA CONVERSA."
    Bela lógica de merda a sua.

    5) "Há empresas privadas que se utilizam de trabalho escravo, por exemplo. Será que ser funcionário de uma empresa assim é ético?"

    Não.


    Pelo seu comentário podemos perceber com uma clareza absurda a linha de pensamento do indivíduo que sofreu lavagem cerebral. Você distorce a realidade pra achar que é uma boa pessoa, mas você não é. Você apoia o roubo de inocentes pra bancar uma casta formada por "servidores públicos" que, na sua cabeça, tem o legítimo direito de ameaçar, agredir, sequestrar, e roubar pessoas.
  • Rodrigo Garcia Wettstein  04/04/2014 09:55
    Não sou Descartes, nem enciclopedista. Também não primo pela exatidão da memória ou do raciocínio. Diria, porém, que posso ajudar no ajuste de foco, sabendo que debates muito fundos e pessoais levam à perda do horizonte, como conversa de bar que após meia hora sempre leva a um tema pouco nobre.

    Então, imaginem uma empresa gigante, capaz de captar dinheiro: em suas filiais, em dízimos de todos os indivíduos que vivam na sua área e imprimindo dinheiro. Imaginem também que esta empresa gigante pode criar leis capazes de regulamentar seus concorrentes. Imaginem também que esta empresa gigante tem poder de conceder ou não privilégios em certos setores da economia. Imaginem mais uma coisa: que esta empresa gigante tem Soberania. Assim caminha a humanidade, inevitavelmente.

    Mas a população não aceita caminhar como um corpo inteiro dentro do governo. E o governo não consegue absorver toda a população. E por quê? Do primeiro, porque não somos máquinas, somos loucos, gênios, rancorosos, ambiciosos, santos, ilimitados para pensar e trabalhar. Do segundo, porque governo brasileiro que tudo quer para si, dissolve-se. Um "empreendimento", um Brasil, quase do tamanho da Europa. Se alonga muito seus braços, estrangula seus ombros, enfraquece a mão.

    A partir daí, cada um justifica suas razões, seja pelas pesquisas maiores em universidades públicas do que privadas, seja pelo professor público passando fome; seja pela Eletrobras, seja pela Vale; seja pelos remédios da AIDS para todos que quiserem, seja pelo serviço público precário da saúde. A lista é interminável. O bom entendimento também é adiado.

    Como uma empresa, devemos olhar o governo pela sua estrutura física. Um passeio por todo o território nos passa qual impressão? Uma moderada produção empresarial para um gigante. Meu avô, suiço, quando chegou ao Brasil, se impressionou com a quantidade de terras baratas e não produzindo nada. Ele participou da construção de uma cidade inteira (Brasília). "Uma cidade inteira!!! Podem imaginar?" e "Ainda reclamam que faltam terras, falam em reforma agrária, um absurdo.", escrevia para os parentes na Suiça. Realmente estava certo. Apesar dos latifundiários, existem muitas terras abandonadas pelo governo, MST, por Deus e o mundo.

    O que percebemos? Que podemos ter direita, esquerda, todos darão certo por um bom tempo, basta que distribua a produção e o poder pelo território nacional. Repito, quaisquer ideologias funcionarão por um período de tempo longo e apenas porque o Brasil ainda é pouco usado economicamente. Pelo contrário, a não distribuição da produção e do poder, junto a uma regulamentação restritiva, faz uma esquerda parecer razoavelmente competente, e a imagem do servidor público se tornar a máxima a um cidadão. Enquanto o liberalismo não se insurge, restringido que está pelos braços curtos da eficiência pública e pelos braços longos das leis, ficamos assim, faisant peu et ne laissez pas.
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/04/2014 17:42

    Texto superatual para o Brasil de hoje. É sintomático da degeneração econômica e cultural que o objetivo de cada vez mais pessoas seja serem funcionários públicos e que exista uma verdadeira indústria de concursos.

    * * *
  • Rodrigo  06/04/2014 01:32
    Prezado Bal,

    Não ligue para os comentários destes garotos anarquistas daqui. O clamor deles, como bem disse o Rodrigo Constantino outro dia, passa bem perto do que são os comunistas e o PSTU/PCB e demais partidos radicais. Eles não conseguem enxergar ainda que o clamor deles é inviável, bem como o comunismo.

    Leia os artigos. Quando não enveredam pela pregação do Estado Zero são excelentes. Os outros você simplesmente dá bypass, bem como partes dos comentários.

    Fica a dica! O conteúdo dos artigos geralmente é bom. Os radicais é que estragam.

    PS: Também sou atuário e conheci o Professor Ricardo em uma assembleia do IBA. Grande profissional este que coordenou os estudos da tábua de mortalidade da experiência do mercado securitário brasileiro - BR-EMS. Melhor ainda saber que ele é anti petista de carteirinha! hehehe
  • Andre Cavalcante  10/04/2014 14:20
    Interessante Rodrigo.

    Sou um anarquista. Quando você fala em "garotos anarquistas daqui", me senti até adolescente novamente (Obrigado!).

    Quanto a questão do estado zero, é simplesmente uma conclusão lógica e moral sobre o princípio da não coerção. E o mesmo critério é usado para outras coisas que são lógica e moralmente relevantes para a sociedade. Por exemplo: assassinato é crime porque não concebemos que alguém possa matar outros de maneira justificada, pois nada justifica o assassínio. Idem para o roubo. Não obstante essas coisas existem na sociedade. Quando somos contra o estado é simplesmente porque nada justifica o roubo e a coerção provocadas por ele.

    O fato de defendermos esses pontos não vejo que nos faça "radicais", ao menos os parecidos com os citados na comparação com o PSTU. Sou tão radicalmente contra o estado assim como sou contra um assassino. O fato de haver essas coisas na realidade não muda o fato de elas serem moralmente erradas.

    Aí você pode retrucar que é possível a existência de um governo (um líder, chefe etc.) sem necessariamente haver coerção. Se o estado não impusesse nada, isto é, não houvesse coerção, então não seria estado por definição. Também é uma consequência lógica. Seria, portanto, uma outra coisa, que seja, talvez, o que buscam os minarquistas.

    Lutar contra assassinos ou ladrões, mesmo sabendo que tais instituições não serão abolidas da Terra tão cedo, não inviabiliza que haja leis contra elas. Lutar contra a existência de um estado segue simplesmente o mesmo argumento, e o fato de o mesmo permanecer ainda bom tempo na Terra não inviabiliza que se lute contra.

    O que é interessante no seu argumento é o fato de que ninguém é tido por radical quando "radicalmente" é contra um ladrão ou um assassino. Mas quando se fala do estado, passamos a ser radicais. É, obviamente, uma falha de percepção e uma falha no raciocínio lógico. Vá lá, isso também ocorria comigo há alguns anos...

    Abraços

    PS.: fico imaginando o que seria hoje se tivesse encontrado o IMB quando tinha 20 anos...
  • Eduardo Bellani  10/04/2014 17:12
    Eu adorei ser chamado de garoto. Me rejuvenesceu uns anos.

    Sobre radical, eu aconselharia o atuário acima a tentar chegar a raíz da palavra radical pra entender o que ela significa. ;)

    Abraços.

  • Ricado  26/05/2014 02:10
    É trista mas a realidade, quem não quer aceitar a realidade é melhor se mudar daqui - ir para um lugar decente - atualmente só os EUA, Alemanha, talvez mais um. Só não tento pq já tenho 40 e provavelmente morrei nesta terra tupiniquim, não por amor, apenas por não ter mais opções.
    Fato que já fui empreendedor nesta porcaria de pais, funcionários, justiça... trabalhar 10 ~12 oras diárias, finais de semana. Tudo para ter um rendimento medíocre.
    Com muiiito esforço consegui passar de escrevente no TJ/SP, numa cidade interiorana, minha qualidade de vida deu um salto. Quem quer qualidade de vida vai para as tetas do governo, como empregado ou melhor, na política!
    Tem coisas que não adianta choramingar, ou vc aceita e dança conforma a música, ou se deprime, fica rabugento e cai em depressão. Brasil é socialista e esta virando Venezuela é fato, nada posso fazer, alias tenho cida. italiana e minha filha irá estudar na Europa!
  • anônimo  11/11/2015 11:27
    Só o Estado, governado por uma elite inteligente, pode suprir as demandas de liberdade da sociedade. É ridiculo pensar que individuos comuns da sociedade através da livre iniciativa podem melhor o coletivo. O capitalismo e a democracia são farsas.


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