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Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador

Por definição, o capitalista é quem detém o capital e os meios de produção, o empreendedor é quem elabora e executa um plano de investimento — também chamado de empreendimento —, e o proletário é a mão-de-obra contratada para ajudar no empreendimento.

A propaganda socialista popularizou a ideia de que o capitalista e o empreendedor exploram o trabalhador apropriando-se de parte de seu salário na forma de lucro.  De acordo com este raciocínio, o operário constitui um elemento essencial do processo de geração de riqueza, mas ele é prejudicado porque surge um parasita, o capitalista, que o impede de reter a totalidade dos frutos de seu trabalho.  A realidade, no entanto, é bem outra.

Trabalhar só por trabalhar, isto é, a simples aplicação de esforço em alguma atividade, não necessariamente gera riqueza.  Se gerasse, as centenas de milhares de imóveis que foram construídas na Espanha durante a bolha imobiliária da década passada ou os vários aeroportos regionais que também foram construídos neste período utilizando o trabalho humano mas que hoje estão vazios e se revelaram desnecessários seriam vistos hoje como monumentos à prosperidade universal.  Mas a realidade é mais sombria: todos estes investimentos representaram uma enorme dilapidação de recursos escassos, recursos estes que poderiam estar hoje sendo utilizados em outras indústrias mas estão imobilizados nestes empreendimentos desnecessários.

É correto dizer que o trabalho ali empreendido foi uma completa perda de tempo.  Sendo assim, se todos os trabalhadores que foram empregados nestes projetos tão despropositados houvessem sido empregados em outras finalidades mais úteis, toda a sociedade — começando pelos próprios trabalhadores — teria sido beneficiada por esta boa alocação de esforços. 

Que o trabalho seja em muitos casos uma condição necessária para gerar riqueza não significa que ele seja uma condição suficiente.  É verdade que, antigamente, em uma ordem social extremamente simples e primitiva, praticamente qualquer trabalho permitia a geração de riqueza: as necessidades urgentes não satisfeitas (alimentação, vestuário, abrigo, ornamentação etc.) eram tantas, e os meios potenciais para se alcançá-las eram tão escassos e pouco variados (majoritariamente apenas a força bruta), que, com efeito, o único pré-requisito era o esforço físico.  A coordenação deste trabalho físico, embora importante, tinha apenas uma função meramente técnica, de modo que era fácil visualizar o esforço humano como sendo uma condição suficiente para melhorar o bem-estar.

Já em uma ordem social extremamente complexa, as necessidades não-urgentes a serem satisfeitas, bem como os meios disponíveis para se alcançá-las, são de uma variedade tão grande, que a função de selecionar onde a criação de riqueza deve ser maximizada e como isso deve ser feito advém de uma constatação básica: investir recursos em uma linha de produção significa não poder investir esses mesmos recursos em outra linha de produção; ou seja, seguir um determinado curso de ação impede a possibilidade de seguir outros cursos. 

Este é justamente o trabalho fundamental que o capitalista desempenha: como fomentador do empreendedorismo, ele seleciona, por sua própria conta e risco, quais serão aqueles empreendimentos que irão gerar mais valor para os consumidores e que, por isso, merecem receber financiamento.  Tais empreendimentos, uma vez colocados em prática por empreendedores, empregarão vários trabalhadores.  Da mesma maneira que para se encontrar a saída de uma enorme floresta é preferível ter um bom guia a ficar dando voltas contínuas e sem rumo, na hora de coordenar bilhões de pessoas para gerar riqueza é essencial contar com bons comandantes que evitem o naufrágio deste processo de coordenação social (a famosa "divisão do trabalho").

É só então — quando um bom plano empreendedorial já foi criado por algum hábil empreendedor e o financiamento já foi levantado com o capitalista —, que o empreendimento pode começar a ser implantado e os fatores produtivos necessários para implantá-lo são contratados, entre eles os trabalhadores.  No entanto, vale enfatizar que o trabalhador é apenas um relevante companheiro de viagem, uma vez que esta viagem já havia sido iniciada antes de ele ser contratado.  Se de alguma forma fosse possível prescindir do trabalhador — por exemplo, robotizando sua ocupação —, o capitalista e o empreendedor ainda assim continuariam gerando riqueza com seu empreendimento.  Por outro lado, o operário seria incapaz de gerar riqueza sem o capitalista e o empreendedor (a menos que ele se tornasse também um empreendedor autônomo bem-sucedido e elaborasse um plano de negócios tão bom quanto ou melhor que o de seus rivais).

Consequentemente, são o empreendedor e o capitalista que cedem ao trabalhador parte da riqueza o empreendimento cria: longe de espoliar a mais-valia do proletário, é o trabalhador que fica com uma parte da mais-valia que corresponderia ao capitalista e ao empreendedor.  Marx, portanto, entendeu exatamente ao contrário o processo social do capitalismo: o valor não é extraído do proletário para o capitalista e para o empreendedor, mas sim do capitalista e do empreendedor para o proletário. 

Claro que, também ao contrário do que diz a propaganda marxista, em nenhum caso é válido dizer que o trabalhador explora o capitalista e o empreendedor: afinal, as relações trabalhistas são acordos feitos voluntariamente em que todos os lados ganham.  Se apenas um dos lados ganhasse, não haveria acordo voluntário.  Portanto, trata-se de uma relação na qual não existe parasitismo, mas sim simbiose.

Em suma, o capitalista é o proprietário do capital (tanto do financiamento quanto dos meios de produção), o empreendedor elabora o plano de negócios, o trabalhador executa o plano em colaboração com vários outros fatores de produção, e o consumidor desfruta a enorme quantidade e variedade de bens assim produzidos.  Capitalismo de livre mercado, este é o nome deste arranjo.

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Leia também:

A teoria marxista da exploração e a realidade 

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa 

As falhas, incoerências e falácias do arcabouço intelectual de Karl Marx 

 

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autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Marcelo Henrique  13/06/2013 08:12
    Muito bem explicado. Aliás, pelo que parece os alunos dos cursos de Ciências Econômicas das universidades federais brasileiras têm aprendido o contrário. Alguns terminam o difícil curso de Economia, fazem Mestrado e até Doutorado e acabam por repetir, mecanicamente, os velhos chavões que os esquerdistas põem na boca dos jovens estudantes da Graduação.

    Bom ter gente pensando, pelo menos, aqui na internet, já que nas universidades está muito difícil.

    @tiocelo
  • Caio  13/06/2013 11:27
    Cedo pra fazer essa afirmativa, mas das poucas obras que li de Rallo, me lembra a clareza da escrita de Rothbard.
  • Caio -SP  13/06/2013 11:33
    Um texto desse "tamanhico" gera uma histeria....
    Valeu pelo texto.
  • Gustavo  13/06/2013 12:18
    Não posso nem dizer que o texto não explicou o porquê de sua proposição, uma vez que intitular esse material com "Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador" não se propunha a tal. E realmente não o fez.

    Constatei que o autor, no entanto, preferiu palavras evasivas. Claro: a realidade de que se trata é tão complexa que talvez as contradições seriam elementos perigosos a serem tratados, o que comprometeria o objetivo no qual se pretendia chegar.

    Alguns comentários:

    1)não creio que o socialismo propagandista tenha papel exclusivo na narrativa da exploração do trabalho humano. Esta constatação vem de séculos. Somente quem está desse lado da "simbiose" é que pode explicitar o lado sombrio disso. Portanto, não é uma propaganda, no sentido definitivo da palavra, mas tão somente uma realidade que o capitalista/empreendedor tem pleno conhecimento.

    2)independente do momento tecnológico vivido, a força humana na geração de riqueza sempre foi e sempre será fundamental. Não adianta tentar aplicar um conceito de irrelevante a esse fator. Isso seria uma injustiça e imprudência econômico/social.

    3)falar de robotização para assustar a relevância do trabalho é outra imprudência. O lucro, tão almejado, é incoerente com o consumo, tão necessário para saciar a produção, o lucro. Ainda estamos conseguindo conviver com isso. Convido os empreendedores/capitalistas a transformarem 100% da mão-de-obra em robotização. Creio que o resultado será óbvio.

    4)o trabalhador, em partes, é incapaz de gerar riqueza sozinho. Se não fosse a implícita campanha para manter os desiguais em desigualdade e sustentando a desvalorização desse tipo de sujeito nem em partes essa regra prevaleceria. O sujeito dono apenas de sua mão-de-obra é qualificado como mercadoria e, como tal, é negociada tendo em vista exclusivamente a redução de custos. Releva-se, por outro lado, a tamanha importância desse mesmo sujeito quando ele se instala na outra ponta da geração de riqueza: o consumo.

    5)e foi cômico, ilógico e irrefletido a tentativa de inverter os papéis indicando que é o trabalhador que fica com a mais-valia do empreendedor/empresário.

    6)acordos trabalhistas são, via de regra, a formalização entre a exploração e a necessidade de sobrevivência. Existe parasitismo.

    Salienta-se, no entanto, que muitos capitalistas/empreendedores estão começando a amadurecer a percepção da importância do sujeito na geração de riqueza. Basta observar, contemporaneamente, as políticas de recursos humanos nas empresas amplamente lucrativas.

    Não há aqui o objetivo de desqualificar na totalidade um sistema em detrimento do outro. Há que se entender que a sociedade não pode ser erguida sobre valores e doutrinas únicas, mas sobre um mínimo de equilíbrio entre as partes. Caso contrário, a contradição e a definitiva relação conflitiva entre proletários e capitalistas sempre deixará um senso de instabilidade e risco nas relações sociais.
  • Tory  13/06/2013 14:07
    Ai, que preguiça, como diria o caro blogueiro.

    O texto é bastante claro quando explica que o empreendedor "aposta" que seu produto ou serviço alcançará determinado valor. Ele precisa do financiamento do capitalista e da mão-de-obra do seu querido assalariado. O risco da perda da aposta fica com os dois primeiros, já que este último recebe, daí seu nome, um salário. Evidentemente o trabalho produtivo deste é essencial para o sucesso do produto ou serviço. Ênfase em "produtivo".

    Isso torna claro como cristal, a não ser para quem tem a mente nublada pelos dogmas do barbudo, que não há exploração alguma no cenário acima, e que todas as interferências que visam a proteção do assalariado só servem para atrapalhar o cálculo do valor do produto. Da mesma forma, todas as interferências que visam a proteção do capitalista e do empreendedor só servem para criar barreiras a entrada de novos capitalistas e empreendedores no mercado, e todos esses tipos de interferência só encarecem e reduzem a oferta de produtos e serviços para os consumidores daquele mercado.

    Disso decorre que os assalariados que pedem por essas interferências não têm o sucesso do seu trabalho em mente, mas o afastamento de competidores e salvaguardas contra sua própria incompetência. O mesmo serve para os capitalistas e empreendedores que as elogiam (os que para você mostram sinais de amadurecimento), e que apenas pretendem evitar que competidores disputem seu espaço no mercado.

    Como todo marxista você desconhece a lei da escassez, portanto não está habilitado a compreender as reais (e benéficas) consequências da robotização de uma tarefa. Você é daqueles que acha que há algum valor em pôr uma população inteira para cavar um buraco de manhã e tapá-lo de tarde, afinal, o país trabalhou em pleno emprego durante todo o dia. Outra consequência dessa lei é que nunca haverá uma sociedade 100% robotizada (salvo por alguma improvável singularidade) já que o ser humano age. Simples assim.

    Ao contrário de você eu desqualifico totalmente o socialismo. Penso que uma sociedade com 50% de socialismo é melhor do que uma com 75%, e uma com 0 seria muito melhor, por todos os motivos expostos acima.

    Mas sinta-se satisfeito: você é parte de uma extensa rede de esquerdopatas a trolar os sites que publicam textos como esse do Rallo, do de Soto e do North, dentre muitos outros luminares da liberdade e da propriedade. Seu incansável trabalho ajuda a manter o mundo na confusão e no desperdício. Você não sabe interpretar um texto, mas passou no vestibular, ou nessa farsa que se chama ENEM. Você não produz nada, mas tem um emprego. É o futuro da nação.
  • Gustavo  13/06/2013 16:32
    Caro,

    Não fosse a sua falta de cordialidade e fineza no trato de um debate que poderia ser saudável eu poderia até considerar trechos de seu texto e discutir positivamente os pontos. Mas infelizmente você se condenou.

    Não trate a minha interpretação com o adjetivo "esquerdopata". Quanta revolta e raiva. Que palavra inadequada. "Trolar"; francamente: quanta falta de respeito e compostura.

    No entanto, respeito seus apontamentos (aqueles expressados com educação e embasados em algum pressuposto).

    O seu juízo acerca de trechos de minha escrita está carregado de interpretações errôneas, pois entram em aspectos que não são de seu conhecimento. Procurei ter esse cuidado ao criticar o artigo. Mas você foi incapaz disto agora.

    O mundo efetivamente está repleto de desperdícios. Estes promovidos por pessoas, capitalistas/empreendedores e governos.

    E errou categoricamente ao fazer juízo da minha realidade. Com isso manifestou ser um preconceituoso, imprudente e mal educado.
  • Tory  13/06/2013 18:51
    Nisso concordamos, não há debate possível com quem ainda regurgita marxismo em 2013. E nenhum verniz esconde o fato de que sua missão neste site é controlar os danos que as ideias libertárias estão fazendo na visão de mundo monolítica que a esquerda pretende impor.

    Correndo o risco de chover no ensopado, recomendo a leitura (atenta) dos artigos deste site que cuidam de apontar a completa impossibilidade do socialismo como alternativa econômica. Vai que?
  • Marcus Benites  15/06/2013 12:07
    Eles são engraçados... O mundo todo, hoje, crê em uma mesma ladainha socialista... A mesma que é aplicada pelos governos. O mundo só caminha pro buraco, cada vez mais, quanto mais aplica o socialismo, seja de que tipo for... E eles vêm, sem ler direito os textos, sem ter base alguma, querer apontar incoerências no discurso libertário! As "verdades" que lhes enfiaram goela abaixo na doutrinação escolar e midiática parece que são tabu pra eles. Não tocam nelas, não analisam as coisas até o ponto de questioná-las... E vêm questionar os libertários! Não foram as ideias libertárias que transformaram o mundo no que é hoje não (a parte ruim dele), meus caros... Vocês estão com problema de foco.
  • Pupilo  13/06/2013 14:33
    1) Que lado sombrio? O de colocar pão na mesa da sua família? Porque se não fosse este trabalho, seria qual?
    2) Força humana? Ta falando de força mecânica? Então um programador como Mark Zuckberg deveria estar muito pobre. Programar exigiu apenas a sua capacidade de pensar, sem esforço físico exorbitante. Sua empresa emprega milhares de pessoas que não também não realizam esforço físico significante. Deixo claro que estou dizendo que não é regra esforço físico para geração de riqueza.
    3) O que será obvio? Colocar maquinas para realizar tarefas mecânicas? Fale isso com grande montadoras.
    4) Não entendi nada.
    5) Oras, o dinheiro que o trabalhador recebe vem de quem, do esforço dele? Sem a ideia do empreendedor e o capital do capitalista o trabalhador teria esse dinheiro? Teria emprego?
    6) Como é? Então, todo trabalhador trabalha somente para sua sobrevivência? Não existe nenhum trabalhador que gasta seu dinheiro com um passeio com a família no final de semana? É isso?
  • Gustavo  13/06/2013 17:31
    1) Colocar o pão na mesa, com o fruto do trabalho, não faz parte do lado sombrio dessa falsa relação de simbiose. Sabemos a que se submetem muitos daqueles que vendem sua mão-de-obra: suplantação da vida privada em favor da formação da consolidação do resultado alheio; descartabilidade; redução de valor constante; macro-aprisionamento; alienação; coação; cerceamento de capacidades; etc.

    2) Sim, força humana. No sentido do resultado por ela gerado. Não abomino as forças mecânicas. São úteis a todos os envolvidos nos sistema. Consumo gera demanda, que gera investimento, que gera empregos, que motivam consumo. Para as máquinas funcionarem é preciso consumo.

    3) Citei apenas um cenário hipotético de absoluta robotização.

    4) Eu acredito em uma implícita movimentação em prol de manter a oferta de mão-de-obra alta. É exatamente a realidade de uma mercadoria.

    5) A iniciativa não é dele, mas a força produtiva sim e lhe pertence; tanto que o empreendedor/capitalista precisa dele para tornar concreto seu empreendimento. E seu salário nunca será equivalente à produção de sua força.

    6) Todos nós trabalhamos para sobrevivência. É verdade. Trabalhadores passeiam sim com suas famílias. Promove o que pode, inclusive, na sua condições de expropriado.
  • Tiago Moraes  13/06/2013 14:46
    1)não creio que o socialismo propagandista tenha papel exclusivo na narrativa da exploração do trabalho humano. Esta constatação vem de séculos. Somente quem está desse lado da "simbiose" é que pode explicitar o lado sombrio disso. Portanto, não é uma propaganda, no sentido definitivo da palavra, mas tão somente uma realidade que o capitalista/empreendedor tem pleno conhecimento.

    Você viajou, a teoria marxista parte do princípio que toda a riqueza é gerada ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE pelo trabalho do operário. O lucro do capitalista, nessa linha de visão, seria o resultado causal da expropriação de parte do valor gerado pelo operário (mais-valia). Por conclusão, a teoria afirma que a função do capitalista não só seria irrelevante, como também seria não-desejável. Daí o objetivo do autor do texto, a de justificar a importância do capitalista e do empreendedor no processo produtivo.

    2)independente do momento tecnológico vivido, a força humana na geração de riqueza sempre foi e sempre será fundamental. Não adianta tentar aplicar um conceito de irrelevante a esse fator. Isso seria uma injustiça e imprudência econômico/social.

    Você está com sérias dificuldades de interpretação de texto, o autor não faz isso. Ele aborda a importância do capitalista e do empreendedor no processo produtivo, salientando que o trabalho como mero dispêndio de esforço físico é inócuo caso não tenha uma finalidade, uma direção a ser seguida. São os capitalistas e os empreendedores os responsáveis pelas alocações de fatores produtivos que viabilizam a existência e utilidade do próprio trabalho, o operário, por si só, é incapaz de fazê-lo.

    3)falar de robotização para assustar a relevância do trabalho é outra imprudência. O lucro, tão almejado, é incoerente com o consumo, tão necessário para saciar a produção, o lucro. Ainda estamos conseguindo conviver com isso. Convido os empreendedores/capitalistas a transformarem 100% da mão-de-obra em robotização. Creio que o resultado será óbvio.

    O lucro é incoerente com o consumo?? Você é louco!! O consumo gera demanda, demanda gera receita e receita gera o lucro, por tanto, ambos são correlacionáveis. O consumo é uma das causas do lucro! Sobre a questão da robotização, você novamente distorce o texto. O que o autor buscou nos passar é que a função do capitalista e do empreendedor são mais vitais que a do trabalhador, tendo em vista que este pode ser substituído ao passo que a função e importância daqueles permanece incólume mesmo com modificações estruturais na produção.

    4)o trabalhador, em partes, é incapaz de gerar riqueza sozinho. Se não fosse a implícita campanha para manter os desiguais em desigualdade e sustentando a desvalorização desse tipo de sujeito nem em partes essa regra prevaleceria. O sujeito dono apenas de sua mão-de-obra é qualificado como mercadoria e, como tal, é negociada tendo em vista exclusivamente a redução de custos. Releva-se, por outro lado, a tamanha importância desse mesmo sujeito quando ele se instala na outra ponta da geração de riqueza: o consumo.

    Não há uma desqualificação do trabalho no texto, ocorre que não existe nenhum tipo de exigência ou qualificação miraculosa para que o indivíduo se converta em um vendedor de força de trabalho, é algo socialmente comum, tão comum que chega a ser trivial, já a função de capitalista e empreendedor, exercida por uma minoria, demanda certo tipo de qualificação, acumulação de capital, audácia, propensão a assumir riscos...enfim, habilidades que a grande maioria das pessoas não estão dispostas a assumirem. O texto é uma inversão do argumento marxista, que coloca uma habilidade que o homem já é propenso a ter desde o nascimento acima de uma habilidade que poucos homens desenvolvem, tamanhas são as exigências e dificuldades em se adquiri-las.


    5)e foi cômico, ilógico e irrefletido a tentativa de inverter os papéis indicando que é o trabalhador que fica com a mais-valia do empreendedor/empresário.

    Cômico e sua incapacidade de interpretar o texto e negar uma obviedade seu alienado. Como o autor do texto diz; toda a infra-estrutura necessária para o trabalhador produzir é concebida, a priori, antes da sua contratação, por tanto, como o capitalista/empreendedor pode está tirando a mais-valia dele? O correto é exatamente o oposto, é o trabalhador que ao ser empregado em uma linha de produção já existente, passa a ter acesso a parte da renda gerada por essa mesma produção mediante dedução no faturamento que será convertido em lucro a posteriori.

    6)acordos trabalhistas são, via de regra, a formalização entre a exploração e a necessidade de sobrevivência. Existe parasitismo.

    Acordos trabalhistas são a síntese de relações contratuais voluntárias, quer você queira ou não. Necessidade por sobrevivência todos tem, basta estar vivo para tê-la, o parasitismo está naquele que não representa nenhuma das partes envolvidas, mas obtém sua renda compulsoriamente de ambos, ou seja, o Estado.

    Salienta-se, no entanto, que muitos capitalistas/empreendedores estão começando a amadurecer a percepção da importância do sujeito na geração de riqueza. Basta observar, contemporaneamente, as políticas de recursos humanos nas empresas amplamente lucrativas.

    Você escreve muita bobagem, a melhoria nas condições de trabalho é o resultado da acumulação de capital em uma sociedade, quanto maior for essa acumulação, mais produtivo será o trabalho, o ambiente e a renda dos envolvidos. O sujeito na geração de riquezas é o próprio capitalista/empreendedor, todos eles tem consciência disso, porquê se não a tiverem, passarão a acreditar que o lucro é obtido por osmose, mediante a produção pura e simples, cuja demanda por ela surgirá espontaneamente, como um produto das "forças do além".

    Não há aqui o objetivo de desqualificar na totalidade um sistema em detrimento do outro. Há que se entender que a sociedade não pode ser erguida sobre valores e doutrinas únicas, mas sobre um mínimo de equilíbrio entre as partes. Caso contrário, a contradição e a definitiva relação conflitiva entre proletários e capitalistas sempre deixará um senso de instabilidade e risco nas relações sociais.

    Não se preocupe, você não conseguiu fazer isso, pois o nível do seus argumentos são baixíssimos, de muito fácil refutação. A natureza real da relação entre um empregado e seu empregador é a da cooperação, quem fomenta e estimula a instabilidade e a discórdia entre essas partes são vocês mesmos, incutindo teorias ridículas nas cabeças dessas pessoas, utilizando do poder do Estado para criar legislações que restringem as liberdades de ambas as partes, criando nelas a imagem de atrito como alternativa única para o alcance dos seus objetivos.
  • Julio Heitor  13/06/2013 15:33
    Excelente resposta Tiago. Parabéns!
  • Gustavo  13/06/2013 17:52
    1) Se a realidade é uma "viagem"...

    2) Não disse que o autor mencionou isso. Você é que não entendeu meus apontamentos ("está com sérias dificuldades de interpretação de [meu texto]"). Mas tudo bem.

    3) Verdade. Foi erro meu, peço desculpas. O contexto de meu tópico inicial mostra que foi um erro de escrita meu. É coerente.

    4) Ok, entendo seu comentário. Mas senti sim um nível de redução de importância desse fator.

    5) Vou relevar o seu desrespeito. É ilógico a inversão de papéis proposta. Respeite minha opinião bem como estou respeitando a sua, mesmo diante do falta de fineza.
    O trabalhador ofertou sua mão-de-obra em troca desse suposto uso dos meios de produção a qual você se refere.

    6) Sem problemas. Você defende que seja voluntário. Ok! Eu não.

    Não acho que eu escrevo bobagens. E nem você, mesmo com tamanha falta de respeito e apelação de sua parte. Li cada apontamento seu. Raciocinando e ponderando com muito respeito. Achei sua citação acima contaminada de alienação.

    Não acho que meus comentários são baixos, são minha interpretação da realidade. A natureza da relação é conflitiva, em minha opinião. A percepção de cooperação é teatral. Achei interessante o seu trecho "alternativa única". Sobre isso já se mostra a condição de imposição, que você quis negar todo tempo.
  • Andre Cavalcante  13/06/2013 20:44
    Gustavo

    Você escreveu: "6) Sem problemas. Você defende que seja voluntário. Ok! Eu não."

    Vamos supor que você esteja certo e não há voluntarismo na relação empregador/empregado, então subentende-se que o trabalhador é coagido ou forçado de alguma forma a trabalhar para este ou aquele empreendedor, correto? E, mais ainda, que não pode, em hipótese nenhuma, sair dali e ir para outro canto, ou fazer outro trabalho, ou não trabalhar, justamente devido à coação...

    Essa relação se chama escravidão. No Brasil, não há escravidão legal há mais de 100 anos. Recentemente alguns bolivianos (ou colombianos, não me lembro bem) foram encontrados trabalhando em um regime parecido (tinham salário mas não podiam ir embora porque estavam ilegais no Brasil - coisas do governo..).

    Não sei onde o Sr. vive, mas em minha terra, tais coisas são a exceção - o mais comum (99,99%) é a relação empregador/empregado ser voluntária.

    A propósito, conheço muita gente que não gostava do salário ou do ambiente do trabalho e simplesmente saiu do trabalho (picou a mula, como a gente diz por aqui) e foi procurar outra coisa pra fazer e hoje estão bem melhor (ou bem pior).
  • Leonardo Couto  14/06/2013 13:46

    Não percam tempo com esses cegos. Com esses antolhos que eles usam, mostrar-lhes a razão não surtirá efeito algum; quando se comporta assim, o convencimento não tem relação com a verdade dos argumentos.

    A melhor forma de se conduzir essa situação é lembrar-los que cada indivíduo é livre para viver da forma voluntária que desejar; crer em algo ruim será ruim apenas para ele.

    Vou dar-lhes um conselho muito valioso: Não atires as pérolas aos porcos. Se nem a voz de Deus convence o que não deseja ouvir, não é a nossa conseguirá.

    Não adianta nada se estressar por causa deles.
  • Tiago Moraes  14/06/2013 15:50
    1) Se a realidade é uma "viagem"...

    Não se preocupe essa é uma das características dos marxistas, eles(você) confundem a visão própria de mundo com a realidade quando, na verdade, há um abismo as separando.

    2) Não disse que o autor mencionou isso. Você é que não entendeu meus apontamentos ("está com sérias dificuldades de interpretação de [meu texto]"). Mas tudo bem.

    Bem, quando alguém se propõe a questionar um texto, fica subentendido que ela irá contra-argumentar àquilo que ela supõe estar contido no texto. Então, se você nega que seu comentário do inciso 2 não necessariamente faça referência ao Rallo, então sua suposta crítica ao texto sequer faz sentido...

    3) Verdade. Foi erro meu, peço desculpas. O contexto de meu tópico inicial mostra que foi um erro de escrita meu. É coerente.

    Positivado, fica atestado que a sua pessoa está sã de suas faculdades cognitivas.

    4) Ok, entendo seu comentário. Mas senti sim um nível de redução de importância desse fator.

    Mas ele de fato reduz a importância, porém sem depreciá-la como você inicialmente supôs. Entenda o conceito de utilidade marginal e compreenderá melhor o que o Rallo quis dizer, quanto mais escasso for um bem ou serviço, maior será a importância social dele. Como a capacidade humana de ofertar força de trabalho bruta não é algo escasso, em comparação à função empreendedorial/capitalista, ele perde importância em relação a este no processo produtivo.

    5) Vou relevar o seu desrespeito. É ilógico a inversão de papéis proposta. Respeite minha opinião bem como estou respeitando a sua, mesmo diante do falta de fineza.
    O trabalhador ofertou sua mão-de-obra em troca desse suposto uso dos meios de produção a qual você se refere.


    Meu amigo, se é ilógico então fundamente isso, não fique versando em elucubrações sem sentido. A sociedade funciona assim, atribui-se mais importância àquilo que está em escassez, não em abundância. Então, se tanto a função do trabalhador quanto a do capitalista são importantes no processo produtivo, será mais importante àquela cuja oferta é mais escassa para a sociedade.

    6) Sem problemas. Você defende que seja voluntário. Ok! Eu não.

    Não, eu apenas constato (sem modéstia, tanto por experiência acadêmica quanto por experiência empírica) enquanto você só idealiza.

    Não acho que eu escrevo bobagens. E nem você, mesmo com tamanha falta de respeito e apelação de sua parte. Li cada apontamento seu. Raciocinando e ponderando com muito respeito. Achei sua citação acima contaminada de alienação.

    Sua linha de argumentação é contaminada por ranço marxista, isso é alienação, uma pessoa que sem conhecer a realidade, versa sobre ela tendo como referência um teórico do século XIX que morreu a mais de 100 anos, acreditando piamente que este apelo a uma autoridade defunta é prova suficiente de que a sua pessoa versa sobre a realidade. Inclusive o inciso 1 da sua réplica que aqui subscrevi é a prova da sua soberba alienante, onde você sustenta que seu argumento e a realidade seriam a mesma coisa...

    Não acho que meus comentários são baixos, são minha interpretação da realidade. A natureza da relação é conflitiva, em minha opinião. A percepção de cooperação é teatral. Achei interessante o seu trecho "alternativa única". Sobre isso já se mostra a condição de imposição, que você quis negar todo tempo.

    Teatral é a sua percepção da realidade, não venha aqui citar chavões do materialismo histórico dialético, a história não é uma ciência natural como a física, a química ou a biologia, sujeita a fenômeno de causa e efeito perfeitamente quantificáveis a ponto de se afirmar existirem leis que a regem...Já ouviu falar em divisão social do trabalho? Ela é a prova empírica e ontológica de que a natureza das relações sociais é a cooperação, o conflito nasce da relação do poder com essas instituições, ou seja, como o Estado arbitra essa relação. Você mais uma vez demonstrou incapacidade interpretativa ao insinuar que eu me contradisse. Pois veja que em nenhum momento confirmei o seu comentário insinuando que o trabalhador está em condição única de vender sua força de trabalho para viver, o que eu salientei é que um terceiro elemento ignorado por você, o Estado, é quem de fato modifica a estrutura de relação cooperativa e voluntária entre o empregador e o empregado, criando uma situação APARENTE (fantasiosa) de que o conflito é a alternativa única para o alcance de seus objetivos.
  • Cleidison Soares Lirio  19/04/2017 19:31
    Acho engraçado que vocês se sente os donos de toda sabedoria . Entrei em um site tipo esse daqui a algum tempo atrás onde o tema colocado era A bíblia não apoio o socialismo, morri de rir. A bíblia apoia sim a caridade e distribuição de renda e não importa a forma, se é dado por livre e espontânea vontade ou se por meio de impostos as duas coisas são distribuição de renda mesmo sendo aplicadas de forma diferente, logo é de viés esquerdista ou socialista..?
    isso fica bem claro na bíblia quando o próprio Jesus disse: Dê a Cesar o que é de César, ele tava sendo Imperialista...?
    Jesus apoiava o impostos .
    Monte de jumento fanáticos por comunismo, amebas em coma, não conseguem interpretar uma frase e ainda querem ser os donos da verdade.
  • anônimo  14/06/2013 10:26
    'Não posso nem dizer que o texto não explicou o porquê de sua proposição, uma vez que intitular esse material com "Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador" não se propunha a tal. E realmente não o fez. '

    Claro que fez.Ele deixou bem claro que o trabalhador sozinho não produz riqueza nenhuma.O trabalho sozinho não produz, e colocou vários exemplos disso.Como as obras inúteis na Espanha, praticamente umas cidades fantasma.
    Quando um empreendimento tem sucesso isso não depende só do trabalho mas do trabalho junto com a visão do empreendedor, que dá uma direção àquilo.
    Se o empreendedor estivesse explorando significaria falar que sua participação ali é dispensável, que ele está lá fazendo algo como o papel de um burocrata, que assina uns papéis e sai com um monte de dinheiro. O que a realidade mostra é o contrário, nada acontece sem o trabalho tendo uma direção definida pelo empreendedor, então ele não sai no fim roubando uma coisa que veio do trabalho dos outros, o que ele tem veio do trabalho dele, mérito dele de organizar aquilo tudo.

  • Rafael  15/06/2013 03:39
    Vou dar uma dica rápida pro pessoal que não concorda que o libertarianismo seja a solução perfeita pra todos os problemas, pra quem acha que o libertarianismo tem falhas, seja ela qual for: Aqui não é o seu lugar. Isso aqui não é pra debate, é pra troca de informações entre libertários.

    Porque se você não é um libertário, então você é um alienado marxista, automaticamente. Essa é a lógica. Se você não concorda com o texto, é porque você é burro (e marxista). Então o pessoal vai indicar alguns textos (de autores libertários, é claro) para que você deixe de ser burro e alienado, e vire uma pessoa bem informada, inteligente, enfim, perfeita (libertária), atingindo, assim, o auge da intelectualidade.
    Após ler os textos libertários, e concordar com tudo, você irá fazer parte do grupo mais seleto do mundo, o grupo dos que têm razão, e deixará de fazer parte do outro único grupo existente: o dos burros e alienados (marxistas).





  • Fernando Chiocca  15/06/2013 05:34
    Você está querendo dizer que empreendedores exploram os trabalhadores?

    Então realmente você é burro, alienado e marxista.

    Exploração é quando um parte ganha as custas de outra, e isso jamais ocorre em uma troca voluntária como um contrato de trabalho, pois para uma troca voluntária ocorrer, por definição, as duas partes tem que enxergar um ganho, a priori.

  • João Silva  09/07/2013 17:07
    É ridícula a postura de alguns que aqui escrevem seus comentários, dizendo que este é um espaço para divulgação de idéias, mas sem nenhum tipo de debate ou visão contrária?! Se sua posição libertária é tão perfeita quanto afirma, um bom debate irá apenas reforça-la.
    O tom arrogante e debochado em que são tratadas visões diferentes das propostas pelo textos aqui postados, não são coerentes com a postura de quem defende a liberdade e a igualdade.
  • Renato Souza  10/07/2013 17:31
    Não entendi o que você supõe haver de incompatibilidade entre deboche e liberdade, Ninguém aqui é criança, que precise ser tratado com luva de pelica. Pessoas livres são espontâneas.

    Quanto à igualdade, deve ser perante a lei. Se eu ter der um soco, ou se você me der um soco, nas mesmas circunstâncias, a penalidade por essa agressão deve ser igual. Agora, a igualdade de valor das opiniões não é válida. Se eu disser que a Lua é aproximadamente esférica, e você disser a Lua é cúbica, essas opiniões não tem igual valor.
  • Rodrigo  16/06/2013 20:01
    Muito bem explorado!
  • Mercado de Milhas  13/06/2013 13:01
    Graças a textos idiotas como esse que aumentam o número de marxistas.

    "é o trabalhador que fica com uma parte da mais-valia que corresponderia ao capitalista e ao empreendedor"

    Meu Deus.. ou isso foi mal traduzido ou o autor é completamente doido!
  • Tory  13/06/2013 15:36
    Por consiguiente, es el empresario el que cede al trabajador parte de la riqueza que su plan de negocios crea: lejos de rapiñar la plusvalía del proletario, es el trabajador el que toma parte de la plusvalía que le correspondería al empresario.

    Em juanramonrallo.com/2013/05/el-empresario-no-explota-al-trabajador/

    Quer dizer que os monetaristas também colocariam a galera pra cavar buraco?
  • Cedric  13/06/2013 17:26
    O capitalista é aquele que já possui bens...
    O empreendedor é aquele que direciona os bens para um meio de de produção que melhor atende as pessoas...
    Esse é processo que gera valor, algo que antes valia 10 agora vale 20.
    o trabalhador é contratado para ajudar na execução desse plano, ou seja ele fica com parte do valor criado pelo plano que ele executou.

    É tão difícil de entender?
  • Gustavo  13/06/2013 13:32
    Tolice.
  • Anarcofóbico  13/06/2013 13:52
    O que dizer diante de tanta ignorância reacionária?! O que vemos na realidade é muito diferente, vemos burgueses explorando o povo, vemos pessoas que nunca tiveram um estudo vivendo do lucro só porque oferecem bens que as pessoas precisam e elevam a qualidade de vida, enquanto intelectuais e doutores que tanto se dedicaram e estudaram nada ganham?! Tudo bem que tais intelectuais nada produzem de útil e nada oferecem ao crescimento da riqueza do país, mas será isso justo? Ora, a vida não é só lucro e o lucro não pode ser o único motivador do trabalho!
  • Gustavo  13/06/2013 17:55
    Interessante.
  • Um burrinho  13/06/2013 19:54
    Seguindo o seu raciocínio, posso supor que se eu gastar todo o meu tempo produzindo esculturas de cocô, que não terão utilidade pra ninguém, eu deveria ser tão remunerado quanto o empreendedor ou o capitalista que criou soluções e ofertou produtos e serviços que melhoram/facilitam a vida das pessoas e atende as necessidades das mesmas... Mas, será isso justo?
  • Gustavo  13/06/2013 20:08
    Todos os adeptos da Escola Austríaca são chulos assim? Quanto desgosto para os "grandes" mentores desse arcabouço teórico.
  • anônimo  13/06/2013 20:33
    Ora, caro Gustavo, esquerdistas passam por aqui toda a semana. Aqueles que são humildades em seus questionamentos e demonstram interesse em aprender são bem recebidos. Já aqueles revoltados, com postura arrogante, acabam sendo o divertimento do pessoal.


    Ps. Boa parte dos leitores já foram esquerdistas. Mas admitiram que poderiam não deter todo o conhecimento, e se propuseram a estudar com afinco o outro lado. Acabaram encontrando muito mais do que esperavam. Já viu a quantidade de artigos, de livros, entrevistas, disponíveis aqui? Que tal ler um pouco antes de sair atirando?
  • Gustavo  13/06/2013 20:55
    Caro Anônimo,

    não me fale de humildade, revolta ou arrogância diante desses níveis de comentários seus e de seus amigos. Mesmo assim mantenho um postura de respeito com vocês.

    Sair atirando? Eu? Francamente. Patético. Veja como vocês se comportam diante de debate teórico... quanto infantilidade.

    Leia você minhas abordagens neste debate. Quem sabe você consiga observar melhor de onde veem os tiros, a arrogância...

    Pré-disponho-me, sem problemas, a me aprofundar mais nos aspectos que citam. Isso para bom andamento e positividade de um debate. E, pelo que me parece, você desconhece estes pressupostos.
  • Um burrinho  13/06/2013 20:41
    Todos não, apenas uma minoria insignificante...

    Gostaria de ver o seu argumento contra a minha afirmação chula... É possível? Ou basta classificar de chulo e está refutado?

    Se preferir, posso substituir por esculturas de argila e como sou péssimo escultor, a escultura continuaria sem valor algum... Ou por malabarismo no semáforo...
  • Gustavo  13/06/2013 21:03
    Ridículo. Patético.

    Poderíamos debater saudavelmente. Sem problemas. Mas pessoas com comportamento semelhante ao seu não colaboram para o aperfeiçoamento de uma ideia, valor ou mesmo modo de ver as coisas.

    Talvez eu teria que portar-me à semelhança para conseguir conversar com você.Por tanto, não vale a pena. Não consigo.

    No entanto, não posso generalizar que todos da escola austríaca são iguais nesse mal sentido. Entre vocês há os educados, respeitosos e polidos, com os quais valeria a pena, inclusive, me curvam diante de certas ponderações.
  • Um burrinho  13/06/2013 21:30
    Gustavo, parabéns!

    Seguiu a linha esquerdista de pensamento a risca... Causou polêmica, bagunça e continuou sem responder...

    Falta argumentos?
  • Um burrinho  13/06/2013 21:51
    Gustavo,

    Sinto muito, mas você na vai conseguir fazer eu me sentir culpado, mal educado e etc...

    Agora, só me resta parabeniza-lo!

    Vc seguiu a cartilha esquerdista de pensamento a risca... Causou polêmica, bagunça, se fez de vitima e continuou sem responder...

    Falta argumentos?

  • Um burrinho  14/06/2013 21:57
    E nada de respostas do Gustavo...
  • Tory  13/06/2013 22:07
    Hmm, você ainda não entendeu.

    Como você vemos às dúzias por aqui, sempre indignados com algum artigo que destrói por completo as frágeis ideias marxistas, que só florescem onde é escuro, como os fungos.

    No seu entender eu teria algo a ganhar debatendo com você. Só que, desculpe, essa não é a verdade. Se você sinceramente quiser entender o ponto de vista dos leitores do site, leia atentamente os artigos e descubra por conta própria porque desprezamos esse amontoado de lixo que é o pensamento esquerdista. Só que, como você já viu, eu duvido muito que você queira aprender alguma coisa. Seu interesse aqui é outro.
  • Chico Tripa  13/06/2013 20:56
    Quer dizer então que parasitas que nada produzem tb merecem renda ? Então nos faça um favor, assine um cheque todo mês para esses imbecis e tire a mão do meu bolso.
  • Caio  14/06/2013 13:09
    Bem vindo a liberdade, onde um diploma não é sinônimo de sucesso. De fato a vida não é só lucro, no entanto você sugere que os "doutores" estudados sejam remunerados. O que aconteceu com o argumento de que a vida não é só lucro? Doutores receberão como recompensa o conhecimento e isso bastaria não? Ou a única recompensa pra esses doutores é o tão enojado lucro R$?
  • Rodrigo  11/11/2013 18:37
    Eu jurei que esse comentário era uma ironia,fiquei assustado ao ver os comentários e constatar que isso foi sério e ainda teve um cara concordando,me assustei mesmo.
  • Rodrigo  11/11/2013 18:51
    kkkkk,continuei a ler os comentários e percebi que era mesmo um tipo de ironia,estou rindo até agora da genialidade dos que fizeram esses comentários ilustrativos,assim como o filosofo kkk
  • Ali Baba  13/06/2013 15:26
    Gustavo é o novo nome do "Típico Filósofo"?
  • Tory  13/06/2013 18:55
    Se for eu caí nesse conto novamente. :)
  • Fred Henrique  14/06/2013 14:38
    Acho que não,

    O estilo é diferente, tanto na escrita menos rebuscada quanto na argumentação.
  • Andre Cavalcante  13/06/2013 15:26
    Dividir para conquistar é uma das principais regras em qualquer guerra.
    O estado, por si, cria regulamentações e gera atritos desnecessários entre patrões e empregados justamente para dividir a "classe explorada" (neste caso, a classe produtiva: empreendedores e empregados). Assim, é mais fácil tirar a riqueza produzida por ambos e ainda botar a culpa em um ou outro, como quando o empregador faz descontos em folha para o governo e, na hora da demissão, o empregado "aproveita" para tirar até a última gota que pode. Esse estica e puxa só faz piorar as coisas. Imagine que os patrões e empregados se dessem muito bem, simplesmente eles poderiam decidir não mais retirar os impostos em folha ou emitir qualquer tipo de nota fiscal - o governo morreria em seguida.

  • Jeferson  13/06/2013 15:55
    Apesar de ter alguns pequenos pontos de discordância do artigo (a idéia do trabalhador extrair "mais valia" do empreendedor foi terrível... é como dizer que os fornecedores dos insumos necessários à produção também extraem "mais valia"... aliás, eu acho bizarro o Rallo usar esse termo arcaico marxista, ainda que pra tentar contra-argumentar).

    Gustavo, seja bem vindo ao site. Recomendo que você dê uma passeada lendo vários artigos pra entender de fato o que o autor quis dizer. O texto foi pequeno e conciso, portanto, não teve como abordar com profundidade nenhum dos argumentos que ele tentou apresentar. No entanto, serve bem a esse propósito: apresentar essa idéia.

    Vou tentar dar algumas respostas a seus comentários, e deixar que alguns dos colegas mais pacientes que frequentam o site indiquem artigos pra você. Sempre tem algum que faz isso. :D

    1)não creio que o socialismo propagandista tenha papel exclusivo na narrativa da exploração do trabalho humano. Esta constatação vem de séculos. Somente quem está desse lado da "simbiose" é que pode explicitar o lado sombrio disso. Portanto, não é uma propaganda, no sentido definitivo da palavra, mas tão somente uma realidade que o capitalista/empreendedor tem pleno conhecimento.

    R: Por favor, exemplifique trabalhos anteriores a Marx que "constatam" essa idéia. De preferência com séculos de idade, como você sugere. Há uma diferença básica entre fato e sentimento relacionado a um fato. O fato de um trabalhador se sentir explorado (como muitos se sentem) não significa que ele efetivamente esteja sendo. Como sentimento parte de idéias, muito desse sentimento vem da propaganda da exploração que se baseia na teoria de Marx. Logo, acredito que o autor tenha acertado nesse ponto.

    2)independente do momento tecnológico vivido, a força humana na geração de riqueza sempre foi e sempre será fundamental. Não adianta tentar aplicar um conceito de irrelevante a esse fator. Isso seria uma injustiça e imprudência econômico/social.

    R: Concordo contigo, e no futuro, quanto mais o trabalho físico for sendo substituído pelo de máquinas, mais o trabalho mental se tornará relevante e necessário, para a operação, manutenção, criação e aperfeiçoamento delas. No entanto, realmente não faz diferença quem executa o trabalho físico, e sim se ele é executado ou não. Basta olhar pra praticamente qualquer linha de produção hoje em dia, e só se vê máquinas desempenhando as tarefas de "força bruta", e pessoas operando as máquinas e trabalhando em projetos.

    3)falar de robotização para assustar a relevância do trabalho é outra imprudência. O lucro, tão almejado, é incoerente com o consumo, tão necessário para saciar a produção, o lucro. Ainda estamos conseguindo conviver com isso. Convido os empreendedores/capitalistas a transformarem 100% da mão-de-obra em robotização. Creio que o resultado será óbvio.

    R: Não há incoerência entre lucro e consumo. Pelo contrário, o consumo é indispensável para haver lucro. Não vejo sentido nessa sua constatação. Sobre a robotização, como eu disse antes, é impossível robotizar 100% da mão de obra. Talvez algum dia, com a evolução tecnológica, a "mão" de obra (trabalhos que exijam esforço físico) seja 100% robotizada, mas nunca a "cabeça de obra", por assim dizer.

    4)o trabalhador, em partes, é incapaz de gerar riqueza sozinho. Se não fosse a implícita campanha para manter os desiguais em desigualdade e sustentando a desvalorização desse tipo de sujeito nem em partes essa regra prevaleceria. O sujeito dono apenas de sua mão-de-obra é qualificado como mercadoria e, como tal, é negociada tendo em vista exclusivamente a redução de custos. Releva-se, por outro lado, a tamanha importância desse mesmo sujeito quando ele se instala na outra ponta da geração de riqueza: o consumo.

    R: Errado. O sujeito não é mercadoria, o trabalho é. Em qualquer regime não escravista todos são livres pra negociar seu trabalho ao melhor conjunto de preço (salário) + condições de trabalho que conseguir, e é o que todos fazem, mesmo que o conjunto ofertado seja muito aquém do que o trabalhador gostaria (em GRANDE parte por causa de leis trabalhistas, mas isso é assunto pra outro artigo). Não se releva a importância dele, apenas coloca-a em seu devido lugar. O trabalhador não é quem inventa, não é quem descobre, não é quem inova e, principalmente, NÃO É QUEM ASSUME OS RISCOS. Pode ser que o trabalhador invente, crie inovações, etc., mas ele também é livre pra continuar vendendo seu trabalho de criar/inventar/inovar por um salário fixo, ou de tentar correr o risco de abrir e operar um negócio. É isso que diferencia um trabalhador de um empreendedor. Inclusive, não concordo totalmente com a definição de empreendedor do autor. Ela beira a do Administrador, que pode ser um empreendedor, ou pode ser um empregado que faz tudo isso.


    6)acordos trabalhistas são, via de regra, a formalização entre a exploração e a necessidade de sobrevivência. Existe parasitismo.

    R: Acordos trabalhistas são uma queda de braços na tentativa de se melhorar as condições da coletividade de trabalhadores de uma empresa, em detrimento das habilidades, produtividade e mérito individual de cada trabalhador. Em detrimento porque, ao investir no coletivo, sobra menos orçamento para se premiar quem realmente merece, e por causa disso, os incompetentes sempre se dão melhor do que os mais competentes nesses acordos, que geralmente vêm acompanhados da quebra de contrato protegida por lei (afinal, se você assina um acordo de trabalhar um certo número de horas por um certo valor, mas a lei - que é garantida pela ameaça do aparato de violência do estado - diz que o empregador DEVE pagar quem não trabalha chamando isso de "direito de greve", você quebrou a sua parte no contrato) que levam os empreendedores a situações artificiais.

    Isso também é tema de outro artigo que seria bom você ler. Note que não sou contra a greve... sou contra a proteção por meio do uso da coerção de empregados que não querem trabalhar. Todos são livres pra procurar melhores empregos a qualquer tempo. Se um emprego é ruim, procure outro. Se não consegue encontrar, é porque não é o emprego que é ruim, mas o empregado. Logo ele deve rever seu conceito de valores e se conformar com a atual realidade, ou tentar mudá-la, investindo em cursos, por exemplo.

    Concordo que haja parasitismo, mas não do empreendedor sobre o empregado. Há parasitismo de alguns empregados sobre os empreendedores e sobre todos os outros empregados, quando esses decidem fazer greve.

    Salienta-se, no entanto, que muitos capitalistas/empreendedores estão começando a amadurecer a percepção da importância do sujeito na geração de riqueza. Basta observar, contemporaneamente, as políticas de recursos humanos nas empresas amplamente lucrativas.

    R: É verdade, mas políticas de recursos humanos são reflexo do poder de barganha que os trabalhadores têm. As empresas pagam salários melhores, oferecem planos de saúde e outros pacotes de benefícios não só porque reconhecem o valor de seus empregados, mas porque não têm muita escolha. Empresas concorrem entre si por empregados. A única maneira de conseguir captar e reter os melhores é oferecer um pacote de salário + benefícios + ambiente de trabalho melhor do que os seus concorrentes. Isso só corrobora a inexistência de exploração. Se empresas PRECISAM investir em políticas de recursos humanos é porque elas não possuem o poder de explorar empregados a seu bel prazer.

    Espero ter conseguido pelo menos fazer você pensar a respeito desses pontos.

    Abraços!
  • Gustavo  13/06/2013 18:05
    Caro Jeferson,

    agradeço imensamente a sua entrada nesse debate.

    Valorizo, sobremaneira, a sua educação, sua racionalidade, seu respeito e senso de discussão acerca de nossas divergências de opinião.

    Realmente cometi um erro na questão da incoerência. O contexto do meu trecho segue exatamente sua linha de raciocínio. Peço desculpas.

    Seguirei suas orientações com todo prazer. E irei ponderar meu entendimentos com suas interpretações. Tomarei seu texto como referência em termos de estabelecimento de boas medidas e opiniões.

    Grato.
  • Marcio   13/06/2013 17:11
    Não sabia que a idiotia socialista que sempre viveu do bolso alheio, dava tantos palpites por aqui...

    Enfim, se há algum equivoco no texto, é a pretensão de tentar explicar obviedades para essa militância estupidificada pela propaganda do partido e que ainda acredita na mentira socialista.

    Vamos lembrar aos socialistas e esquerdistas de que no sec. XX, em todos os países em que se levou a sério a mentira marxista de que os capitalistas exploravam o trabalhador, o estado tomou conta dos meios de produção e foi o responsável direto pelo assassinato ou pela morte por fome de mais de 100 milhões de seus próprios cidadãos em tempos de paz, além da criação de ´gulags´ e outros campos de TRABALHO FORÇADO.

  • Gustavo  13/06/2013 18:06
    ...de onde podem sair esse tipo de gente e seus comportamento?

    Fala-se da minha incapacidade de interpretar o trabalho de Rallo. Quantos cães ele tem...
  • Um Filósofo  13/06/2013 18:28
    O debate em torno do quão detestável, inaceitável e brutal é o lucro já é onipresente neste artigo. Em decorrência de minha piedade pelos estudiosos reacionários que aqui estão a defender a ideia erguida direta ou indiretamente pelo autor do artigo, abster-me-ei das discussões. Não seria de qualquer valia caso ocorresse minha entrada no debate, pois bastaria o mínimo do arcabouço neo-racional revolucionário para reduzir o argumento pró-empreendimento a um "mea culpa".

    Entretanto, lembrar-vos-ei do quão inaceitável é a venda do trabalho de um homem ao outro. Trata-se da hierarquização das condições sociais por intermédio do serviço: A classe operária é submetida à humilhação intelectual e espiritual por meio de seus serviços, o que a torna alienada e reduzida ao nível individual devido à sensação de inferioridade advinda do trabalho. Ou seja, do assistente de pipoqueiro ao intelectual reacionário servidor do capital internacional, o trabalho os desliga da consciência de classe e os induz à uma posição brutal de inferioridade.

    Infelizmente, a filosofia burguesa permanece "simplista; distante de admitir a sacra-verdade:
    - Quando um trabalhador se oferece a prestar um serviço voluntariamente, ele não está trocando aquilo que lhe é de menor valor em troca de um ganho que lhe dá maior utilidade. Ele, na realidade, vende sua alma aos donos dos meios de produção, nega sua identidade como integrante da classe trabalhadora, destrói a própria família, torna-se alienado, passa a ser escravo do capital, oprimido pelo trabalho, reduzido a um mentecapto e incapaz de lutar por seu legítimo direito sobre tudo que pertence ao patrão. O assistente de pipoqueiro, contrariando o simplista pensamento reacionário, martiriza-se em prol das montanhas de lucro auferidas por seu superior, dono da carrocinha.

    O lucro foi o pecado original.
  • Gustavo  13/06/2013 19:19
    Saudações, prezado UM FILÓSOFO.
  • Marcio  13/06/2013 19:28
    Você está falando direto do hospício do Dr. Mabuse ou é um militante do Vanguarda Poupular?
  • anônimo  13/06/2013 19:51
    Hahahahaha, vamos dar um Oscar pro Filósofo e pro Anarcofóbico. Se o Gustavo soubesse...
  • Gustavo  13/06/2013 20:09
    Desenvolva!
  • Jeferson  13/06/2013 20:09
    Ele é um personagem de um leitor habitual do blog, que tenta ilustrar a imbecilidade presente na "elite intelectual" brasileira. Infelizmente ele faz esse trabalho de maneira realista demais...
  • Marcio  13/06/2013 21:29
    haha... percebi
  • saoPaulo  15/06/2013 07:06
    E a contagem do filósofo continua...

    www.youtube.com/watch?v=LX-cWR9pag8
  • Andre Cavalcante  13/06/2013 21:02
    "quão inaceitável é a venda do trabalho de um homem ao outro"

    É melhor vender o trabalho do que ser coagido a trabalhar, como em uma realação de escravidão. A outra alternativa, a altruísta, seria a de doação do trabalho.

    Resumindo, temos as seguinte relações: ou coação (escravidão), ou venda (capitalismo), ou doação (caridade).

    Somente num regime libertário, temos as duas últimos em seu mais exuberante grau.

    Com o governo, temos sempre um grau mais ou menos alto de escravidão (no Brasil se passa 5 meses de trabalho para bancar o governo)

    "Ele, na realidade, vende sua alma aos donos dos meios de produção, nega sua identidade como integrante da classe trabalhadora"

    Interessante: se ele não vender a sua força de trabalho ao patrão, ele será o quê? De que classe? Da classe trabalhadora já não mais, logo essa ideia de identidade de classe se foi.

    "e incapaz de lutar por seu legítimo direito sobre tudo que pertence ao patrão"

    Se algo pertence ao patrão, ninguém, exceto o próprio patrão, tem o direito inalienável de dispor sobre aquele algo. É no respeito à propriedade (privada, claro, porque não há outro tipo) que se assenta todas as relações sociais. O comunismo e sua "propriedade coletiva" simplesmente não funciona - se algo é coletivo não é de ninguém. Para gerir uma "propriedade coletiva" é necessário uma entidade própria para isso - essa entidade é o governo, que para todos os efeitos passa a ser o dono daquela propriedade - justamente porque o dono é aquele que mistura o seu trabalho ao bem e tem todo o direito de dispor sobre o uso do bem, exatamente como faz um governo sobre uma pseudo-propriedade coletiva.

  • Um burrinho  14/06/2013 22:04
    Discurso bonito... Faz se passar por inteligente... Mas o conteúdo é zero... Mais uma tática esquerdista...
  • Aldenir  13/06/2013 19:12
    Não sabia onde mandar essa informação e por isso estou mandando aqui, ela é parcialmente fora do tópico.

    Hoje no folha opnião surgiu este "incrível" discurso sobre o movimento tarifa zero.

    www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/06/1294177-nina-cappello-erica-de-oliveira-daniel-guimaraes-rafael-siqueira-por-que-estamos-nas-ruas.shtml

    Estava pensando em mandar um texto em resposta na folha/uol, mas sou um péssimo escritor (daí para pior) por isso pensei no pessoal daqui elaborar algum texto para acrescentar ao debate (ou serei eu mesmo...), caso contrário teremos apenas textos, ou totalmente estatizantes, ou de que o intervencionismo é algo bom.

    Acho que é importante sair um pouco do nosso âmbito e entrar em outras esferas para que as teorias da escola austríaca possam chegar em outros olhos e ouvidos.
  • Deilton  13/06/2013 20:16
    "E continuará em crise enquanto o deslocamento urbano seguir a lógica da mercadoria, oposta à noção de direito fundamental para todas e todos."
    "Isso é uma violência contra a maior parte da população, que como evidencia a matéria publicada ontem pelo portal UOL, chega a deixar de se alimentar para pagar a passagem. Calcula-se que são 37 milhões de brasileiros excluídos do sistema de transporte por não ter como pagar. Esse número, já defasado, não surgiu do nada: de 20 em 20 centavos, o transporte se tornou, de acordo com o IBGE, o terceiro maior gasto da família brasileira, retirando da população o direito de se locomover. "

    Há um erro grave nesse pensamento. O direito de se locomover não quer dizer que alguém tem que arcar com os custos da sua locomoção. Mesmo que a tarifa subisse para 50 reais, ainda assim não estaria proibindo ninguém de se locomover. Vc vai de acordo com a sua condição. Se não pode pagar a passagem, vá a pé, de bicicleta, de mototáxi, de carona, de seja lá o que for.
    Não que eu seja a favor do sistema de concessão, onde um burocrata é que define quanto e quando o valor da tarifa pode subir e quais e como tais empresas podem prestar o serviço.
  • Aldenir  14/06/2013 10:50
    É por isso que falei para acrescentar algo no debate. O pessoal do movimento coloca duas posições antagônicas sem perceber. O preço está subindo mais que a inflação porque a empresa em si é uma concessão que não sofre concorrência por causa da intervenção do governo. Ela não precisa se preocupar com redução de preços ou qualidade. Então a solução segundo o artigo é a estatização do serviço ou o pagamento por ele via estado. Ou seja, saindo do bolso da gente. Horas, isso vai continuar não obrigando a empresa a melhorar qualidade ou custos, pelo contrário, qualquer preço que ela pedir ela vai ter.
  • Andre Cavalcante  14/06/2013 18:29
    Adenir,

    Não é assim que funciona. Para o transporte público, as planilhas de custo são abertas e, geralmente, a câmara e os prefeitos tem feito esforços para deixar o lucro mais ou menos achatado. E é aí que está o problema. Sem lucros, sem reinvestimento, tanto é que o reinvestimento já é uma coluna na composição do custo na maioria das capitais. Também o aumento dos transportes, porque já é subsidiado pelo governo, costuma ser sim abaixo da inflação. Não raro aparece um prefeito que repassa cortes nos impostos - claro para fazer política de bom moço, interessado na próxima eleição - e claro que os eventuais cortes não duram muito.

    O problema é que ninguém enfrenta o problema do transporte coletivo de frente: quebra do monopólio e desestatização do setor, com a quebra do monopólio e desestatização das avenidas - essa seria a solução, mas de longo prazo. E isso não ganha a próxima eleição.

  • Jeferson  14/06/2013 19:07
    Falar em privatização aqui no Brasil até PERDE eleições. Puta merda, povinho ignorante do cacete o nosso!
  • Emerson Luis  13/06/2013 20:11
    Já pensaram nos efeitos psicológicos do marxismo nas pessoas?

    Os trabalhadores em sua maioria têm mentalidade vitimista e amargurada, consideram-se praticamente condenados em uma prisão de trabalho forçado e veem seus chefes como feitores de escravos. A empresa e seus representantes são inimigos.

    Alguns utilizam a crença marxista de que em toda relação profissional sempre tem que haver um vencedor e um perdedor para justificar comportamentos que prejudicam a empresa e tentativas de dar golpes trabalhistas.

    Quando assumem cargos de chefia, invertem o raciocínio e passam a ver seus colegas trabalhadores como inimigos a serem vigiados, punidos e explorados, pois aprenderam que é assim que funciona.

    Muitos empreendedores e capitalistas de bom caráter sentem vergonha de terem lucro, pois aprenderam que é algo inerentemente mau e exploratório.

    Alguns empreendedores e capitalistas de mau caráter usam os conceitos marxistas de que o capitalismo é inerentemente predatório para justificar maus-tratos e outros comportamentos que prejudicam os trabalhadores, além de tentativas de dar golpes trabalhistas neles. Afinal, negócios são negócios.

    Em psicologia, isso se chama "profecia autocumpridora". É como quando um aluno deixa de estudar ou estuda mal porque "sabe" que vai tirar uma nota ruim, comportamento que contribui para o resultado esperado e confirma a crença de que ele aconteceria.

    Não significa que o marxismo em si torna as pessoas ruins, significa que ele torna piores as pessoas que já são de má índole, pois serve de justificativa intelectual para atitudes e comportamentos ruins.

    E pessoas boas doutrinadas pelo marxismo, além de sentimentos de culpa, vitimismo, etc, têm seu comportamento deturpado para pior e ainda divulgam o erro, tudo na tentativa sincera de fazer o bem.

    Quando comecei a estudar filosofia política, fiquei surpreso de saber que Adam Smith viveu bem antes de Karl Marx. Afinal, se pressupõe que o conhecimento é cumulativo e progressivo. Como foi possível que algo tão inferior tenha surgido depois e dominado tantas mentes e corações? Foi uma tremenda degeneração!

    Karl Marx ensinou que a relação empregador x empregado é uma relação de parasitismo. Os neomarxistas estendem essa visão vitimista para todo tipo de relacionamento. O resultado é vitimismo, inveja, amargura, mediocridade, etc.

    Adam Smith ensinou que a relação empregador x empregado é uma simbiose. Não somos divididos em "vitimadores maus" versus "vítimas virtuosas", mas seres humanos iguais em sua dignidade fazendo de forma voluntária intercâmbios que são mutuamente benéficos. Isso é muito mais dignificante!

    Que bom seria se as pessoas aprendessem menos Marx e mais Smith!

    * * *
  • Emanuel Pereira Costa  14/06/2013 00:52
    Muito interessante o seu comentário, Emerson Luís!
    Lembrei que certa vez li que Freud dizia algo mais ou menos assim: As ações humanas são motivadas basicamente por três sentimentos fundamentais:
    1) O desejo sexual;

    2) A necessidade de ser importante; e

    3) O sentimento de autopiedade.

    Os dois últimos casam perfeitamente com o que vc disse, e ainda vejo uma estreita relação entre eles, já que, havendo um excesso nesse sentimento de importância, a pessoa tende a se sentir injustiçada quando o mundo não lhe corresponde nesse sentimento.


    Quanto ao artigo, entendo que as relações de trabalho não são conflituosas em si mesmas, pois é verdade que o trabalhador livre também ganha nesse processo (se não existisse toda a estrutura montada para o trabalho, como o trabalhador geraria a riqueza que "criou unicamente com seu trabalho"? Certamente o empresário também ganha e o mesmo ocorre com o consumidor que, por sua vez, gera lucros ao dono do negócio e assim, sucessivamente. Portanto noto que há realmete uma colaboração.

    Eu também me identifiquei com um comentário acima que fala que muitos daqui já foram socialistas.
    Quando uma professora da faculdade explicou a mais-valia de que Marx tanto falava e depois disse que, mesmo na hipótese de o empregador eventualmente não auferir lucros, a mais-valia continuaria a existir, eu comecei a questionar sobre essa coisa de exploração e geração de riqueza fundada apenas no trabalho.

    Também refleti na hipótese de um trabalhador conseguir organizar um negócio próprio, depois de algum tempo de trabalho juntando dinheiro a partir de seus salários. Neste caso, ao colocar aquela sua riqueza no processo produtivo, ele não teria nenhum mérito nos resultados? E o trabalho realizado pelo empreendedor, ainda que não seja de execução, não deveria ser valorizado como o do empregado na teoria de Marx? E como se explicariam as oscilações de preço do produto no mercado?

    Foi então que comecei a perceber que as coisas não batiam e deixei de ser marxista.
  • anônimo  14/06/2013 00:20
    Curto, Preciso, Necessário
  • anônimo  14/06/2013 00:44
    Artigo muito interessante que desmistifica um dos pensamentos mais comuns hoje em dia (infelizmente). Parabéns ao autor e a quem traduziu.
    Levando em consideração que gastar no presente é mais valioso que gastar num futuro e a incerteza do sucesso do empreendimento, não seria a diferença entre o que o trabalhador recebe e o que o capitalista ganha nada mais que um "juros"?
  • Otavio  14/06/2013 01:54
    A solução da humanidade está aqui :

    John Maynard Keynes


    É só seguir o mestre.
  • Ali Baba  14/06/2013 11:10
    @Otavio,

    John Maynard Keynes é só um dos pseudonimos de Karl Marx :-)
  • carlos  14/06/2013 18:14
    Texto interessante que vai de encontro ao que se prega pela esquerdopatia acadêmica Brasil adentro. Só faço a ressalva de que com relação ao trecho que diz que "são o empreendedor e o capitalista que cedem ao trabalhador parte da riqueza o empreendimento cria", digo que não seria exatamente cessão, mas uma troca (salário por força de trabalhao), mediada por uma remuneração regulada quase sempre pelo mercado. A grande dificuldade está em se pagar um valor justo como remuneração ao trabalhador, vez que, quase sempre, ambos os polos estão insatisfeitos: um porque acha que ganha aquém do merece; outro, porque paga além do que acha que pode (e deve). No mais, o texto é bastante proveitoso. Parabéns.
  • Jeferson  14/06/2013 19:15
    Provavelmente se não houvesse legislação trabalhista que estipulasse "condições mínimas obrigatórias" em todas as relações de trabalho, e se não houvessem impostos (impostos, "contribuições", taxas e seja lá qual for o nome que queiram dar) sobre essas relações, esse problema da sensação mútua de perda seria minimizada, talvez eliminada ou quase eliminada.
  • Marcus Benites  14/06/2013 20:10
    Uma vez que ninguém está obrigando a outra parte a aceitar suas condições, qualquer contrato voluntário é justo e melhora a situação econômica das duas partes.
  • Andre Cavalcante  14/06/2013 20:47

    "A grande dificuldade está em se pagar um valor justo como remuneração ao trabalhador"

    Não existe essa de valor justo do trabalho. Veja aqui!

  • Marco Aurelio  14/06/2013 23:45
    Apenas lembrar e enfatizar que, conceder "valor justo de remuneração" ao trabalhador só aconteceria na imaginária Utopia. Todos nós temos (ou deveríamos ter) consciência de que vivemos em uma sociedade imperfeita, então, no que pode haver de melhor (ou antes, menos ruim), nesta sociedade imperfeita, são as relações de capital/trabalho explanadas sucintamente pelo brilhante articulista. Ao não se admitir isso, que é uma idéia tão simples e evidente quanto 'Penso, logo existo', poder-se-ia incorrer em sofismas ou paralogismos que complicam, obscurecem, impressionam mas não conseguem traduzir a realidade.
  • Alan  15/06/2013 21:08
    O objetivo ideológico do autor deste artigo, foi de tentar dissimular a relação de exploração dos capitalistas sobre a classe trabalhadora. Somente quem não trabalha 44 horas semanais(ou mais), numa indústria de produção, pode acreditar que não existe exploração do capitalista sobre o trabalhador. Aliás, se esta exploração, de fato, não existe, como vocês liberais explicam que tenha ocorrido ao longo da história, as lutas dos trabalhadores, por melhores condições de trabalho e pela redução da jornada laboral? se não existe exploração, por que os trabalhadores fazem greves? Não é uma forma de se oporem a superexploração capitalista?? Outra pergunta: No período que Marx escreveu(século xix), os trabalhadores trabalhavam 14,15, 16 horas por dia, por baixos salários,sem direitos trabalhistas e em condições de trabalho muito degradantes; sendo que crianças e mulheres trabalhavam. Minha pergunta é: esta realidade histórica descrita por Marx, não é uma prova da exploração do homem pelo homem, presente no capitalismo? E essa exploração do homem pelo homem, no capitalismo liberal,do século xxi, não esta muito bem representada nas condições de trabalho observadas atualmente em Bangladesh, México e países desenvolvidos, onde os imigrantes exercem práticas de trabalho análogas a escravidão?

  • Um burrinho  16/06/2013 05:26
    Alan,

    Perdão, mas você nao entendeu o texto...
  • Renato Souza  16/06/2013 13:45
    Se a questão é saber quem é a classe de exploradores ("parasita"), a resposta é simples.

    Peguemos dois estados, com povos e culturas iguais, um seguindo o sistema socialista, outro tendo um mercado razoavelmente livre. Há dois exemplos claros disso: Coreias e Alemanhas. Em ambos os casos, as pessoas sob um regime capitalistas obtiveram um padrão de vida imensamente superior às pessoas sob regime socialista.

    Mas é evidente que um organismo sob ataque de um parasita vive sob condições claramente piores que um organismo igual livre do parasita. Então, chego a conclusão de que a classe de governantes e ativistas socialistas são os verdadeiros parasitas, pois debilitam o bem estar dos cidadãos. Isso se torna mais evidente quando consideramos que eles impõem pesadas restrições de manifestação e prendem grande parte da população. Por serem parasitas, tem medo da reação do povo, se este puder se expressar livremente.
  • Rodrigo D.  16/06/2013 15:29
    Quando eu era mais jovem pensava exatamente isso. "O trabalhador é explorado", bastava ver o padrão de vida dos ricos patrões.

    Com o tempo fui entender um pouco mais do risco, descobri muitos patrões que se deram muito mal, perderam tudo. Conheci outros que com muito pouco se tornaram empresários de relativo sucesso. Logo percebi que tinha algo ali.

    De fato, o que faz a fortuna não é o trabalho braçal, é a visão e a coragem de encarar o risco. E isso o assalariado não faz.

    Em todo caso, por pior que for o salário, por pior que for o trabalho (mesmo quando era de 14 horas por dia, basta ver os indicadores da época para quem não trabalhava em fábricas e sim nos campos) ainda é melhor do que o desemprego.

    A única maneira de melhorar a situação dos trabalhadores e permitindo o acumulo de capital em toda a sociedade, e a criação de empreendimentos ( o brasil falha miseravelmente nesse ponto, basta ver a dificuldade para se criar uma empresa aqui e a dificuldade para faze-la crescer) que, na competição por mão de obra (que cada vez ficará mais escassa) aumentem os salários.

    É simples. Mas dá trabalho, e o governo, por mais que queira, sempre atrapalha esse processo.
  • Andre Canine  21/06/2013 23:27
    Pergunta fácil de ser respondida: um sujeito aceita trabalhar 44 semanais (ou mais) porquê acredita que desse modo estará em melhor situação do que desempregado passando fome com sua família no interior da Inglaterra.




    Esse é o grande questionamento proposto por Karl Marx e seus seguidores? Impressionante ... depois reclamam quando viram motivo de chacota.
  • Um burrinho  22/06/2013 17:59
    ???
  • Ex-microempresario  22/04/2017 17:12
    se não existe exploração, por que os trabalhadores fazem greves?

    Creio que trabalhadores fazem greves porque querem ganhar mais ou trabalhar menos.

    Agora faço outra pergunta:

    Porque quando um empreendedor quer aumentar seus ganhos ele é mau, ganancioso e explorador, mas quando um empregado quer aumentar seus ganhos ele é uma pobre vítima explorada ?
  • Matheus  16/06/2013 10:56
    Eu acho que as vezes os anarco-capitalistas (me considero um minarquista, apesar de ter lido os artigos aqui do site explicando porque esse sistema 'e impossivel, que o Estado sempre tende a crescer, e etc) sao radicais demais em algumas afirmacoes, se preocupando apenas em ser o contraponto extremo do discurso marxista, esquecendo que pode haver um meio termo.

    Um exemplo claro disso esta na afirmacao abaixo:

    "Consequentemente, são o empreendedor e o capitalista que cedem ao trabalhador parte da riqueza o empreendimento cria: longe de espoliar a mais-valia do proletário, é o trabalhador que fica com uma parte da mais-valia que corresponderia ao capitalista e ao empreendedor. Marx, portanto, entendeu exatamente ao contrário o processo social do capitalismo: o valor não é extraído do proletário para o capitalista e para o empreendedor, mas sim do capitalista e do empreendedor para o proletário."

    Durante e depois da realizacao do empreendimento, se os operarios foram necessarios (ou seja, a robotizacao nao foi possivel), 'e obviamente conclusivo que sem eles nao haveria empreendimento e nao haveria o valor a ser dividido (bem como tambem 'e obvio que sem o capitalista/empreendedor nao haveria o empreendimento).

    Entao a conclusao 'e que nem o capitalista espolia o proletario nem este se apropria da mais-valia que corresponderia ao capitalista. Ambos entram em acordo voluntario numa transacao que os beneficia, como o autor conclui no paragrafo seguinte.

    Abraco!
  • Souza  16/06/2013 15:11
    Poderiam indicar textos sobre as tais lutas em prol de direitos trabalhistas? Que importância tiveram em contrapartida ao acumulo de capitais e inovações tecnológicas?
  • anônimo  16/06/2013 18:36
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=29
  • Andre Cavalcante  17/06/2013 01:44
    É sempre importante que as pessoas possam expressar seus descontentamentos com as coisas, desde que, é claro, não interfiram ou prejudiquem os outros.

    Dessa forma, quaisquer reivindicações trabalhistas são muito bem vindas. Se você não está contente com o trabalho atual, tem todo o direito de procurar outro. Claro, antes, pode procurar o teu patrão e dizer pra ele: "favor melhorar as minhas condições de trabalho", se ele aceitar a proposta, faz, se não, só te resta procurar outro trabalho que você considera melhor.

    Não subestime o que essa decisão pode fazer. Se boa parte dos trabalhadores faz isso, aquele patrão que não queria o acordo inicial vai ser obrigado a isso. É assim que as coisas acontecem: evolução. Não creia que a "revolução" resolva qualquer coisa: "toda revolução acaba, ao final, revelando o seu lado sombrio".

  • Jonatas  17/06/2013 16:18
    Gustavo,

    Bem vindo ao site.

    Eu sou daqueles que lêem e pouco escrevem, pela ausência de tempo.

    Como um ex-socialista, posso lhe dizer que este site é a melhor fonte de material para desmistificar o capitalismo e pulverizar o socialismo, como é conhecido.

    Tenha paciência com a galera deste fórum. Isso se chama "ser humano" - entidade com capacidade de inteligência que, em certos momentos, julga ser uma pessoa esclarecida e acima da verdade.

    Colega, estamos todos na mesma caverna, enxergando lampejos da claridade platônica.

    Abs!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  17/06/2013 22:58
    A relação entre trabalhador e capitalista é benéfica para ambos e para a sociedade em geral, desde que os acordos sejam respeitados pelas partes, sem burocracia.
  • Catulo  24/06/2013 13:23
    Olá!
    Estava lendo sobre o conceito de mais-valia - na Wikipédia - e me deparei com essa crítica à escola austríaca. Gostaria que vocês a comentassem.

    "Segundo os marxistas existe um problema, no entanto, nas críticas neoclássicas, que é o fato de, nesta escola, o juro ser tido como a remuneração natural do capital monetário, a qual é gerada pelo seu uso produtivo; daí, na crítica de Böhm Baverck, os trabalhadores, ao abrirem mão de pouparem seu salário, consentirem implicitamente no lucro capitalista. Para Marx, esta noção de que o juro seja uma remuneração "natural" do capital é uma característica daquilo que ele chama, nas suas Teorias de Mais-Valia, "economia vulgar": o juro não é uma categoria natural, e sim social; para Marx, os trabalhadores não podem "escolher" gastar seus salários "mais tarde" (o que já era proposto, com o nome de "teoria da abstinência" por um pós-ricardiano, Nassau William Senior, que Marx critica n'O Capital), pela simples razão de que necessitam deles para sobreviver materialmente; o lucro, por sua vez, depende de processos de produção concretos para existir: se eu coloco um capital de longo prazo para render juros com um prazo de carência de 15 anos, e neste ínterim o negócio em que investi falir, ficarei tão inadimplente quanto ficaria se fosse menos "abstinente".
    Para Marx, o juro é apenas e tão somente uma forma pela qual a mais-valia social geral – a soma das várias mais-valias particulares – circula ao nível microeconômico e é redistribuída entre os vários capitalistas - fundamentalmente, daqueles que realizam a produção industrial para os portadores do capital financeiro. Ao analisar o juro como uma variável autônoma, Marx de certa forma antecipa a teoria monetária de Keynes, que considerava que a igualdade entre poupança e investimento, longe de representar um equilíbrio entre oferta e procura de capitais, seria uma simples identidade contábil.
    Existe aí, portanto, entre o marxismo e a economia neoclássica, um vácuo conceitual não facilmente resolvível, especialmente quando se trata de autores da escola Austríaca, que, seguindo os princípios estritos do fundadores da escola neoclássica, o inglês William Stanley Jevons e o alemão naturalizado austríaco Menger, tentam explicar todos os fenômenos econômicos com base na ideia de utilidade marginal e não dão nenhum papel a quantidade de mão de obra na determinação do valor, contrariamente à escola neoclássica inglesa de Alfred Marshall , que, como já dito, busca uma síntese entre a Economia Clássica Inglesa, e o neoclassicismo jevoniano."
  • Renato Souza  24/06/2013 14:59
    De sopetão, dou três respostas:

    1. Segundo os marxistas, os capitalistas parasitam os trabalhadores. Ora, o parasitismo econômico só pode levar a uma situação de maior pobreza dos parasitados do que seria de outra forma. Mas observa-se o contrário, com a eliminação dos capitalistas, a pobreza dos trabalhadores aumenta imensamente, e foi o que aconteceu nos países onde se adotou o socialismo conforme o proposta de Marx (estatização dos meios de produção, que era o que Marx considerava a fase intermediária rumo ao comunismo). Como disso resultou pobreza, falta de produtos, fome. Além disso, nunca se observou um sistema realmente próspero onde os meios de produção não fossem privados (ou pelo menos boa parte deles). A experiência indica que capitalistas (donos privados de meios de produção) são úteis à sociedade, e governantes socialistas são os verdadeiros parasitas.

    2. Os governantes defensores do socialismo, mais os sindicatos, mais os fundoS de pensão controlados por sindicatos, mais os apoiadores do socialismo, dominam a maior parte da riqueza da sociedade, mesmo nos países não socialistas. Eles não precisam de nada mais para implantarem o seu sistema. Criem as suas tais empresas "justas", "dos trabalhadores", seguindo um rigoroso "planejamento central". Em vez disso ficam acusando e cometendo crimes contra quem produz.

    3. A mais valia é uma falácia baseada no falso conceito de valor como sendo o trabalho socialmente gasto para produção dos bens, que foi já totalmente aniquilado intelectualmente.
  • Ricardo  09/07/2013 17:59
    "não são coerentes com a postura de quem defende a liberdade e a igualdade"

    Quem é o ignaro que defende essas duas coisas mutuamente excludentes?! Qualquer um que seja incapaz de perceber essa dicotomia tem de ser escrachado mesmo, pois não passa de um papagaio descerebrado que fica repetindo slogans de DCE sem fazer a mínima ideia do seu significado.

    Sobre os comentários, freqüento este site há uns três anos, e todos os comentários que foram ridicularizados foram altamente merecidos, pois eram pessoas defendendo medidas totalitárias, relativismo moral e mais poder a políticos e burocratas. Isso tem de ser impiedosamente escarnecido mesmo.
  • Thiago  10/07/2013 17:51
    excelente , ótimo artigo, até eu como anarquista já sabia que o problema não é o capitalista e sim os encargos por trás disso, claro, sempre vão existir uma certa opressão no meio de produção, Mas realmente é lenda dizer que todo capitalista é opressor, pena que as pessoas se guiem no que os outros falam, se soube-se o quanto o Estado suga um bom empresário e deixa os maus empresários prosperarem , nosso setor mineral é um exemplo, Por que o brasil não vende "produtos", em vez de "minérios"... sugiro um artigo explicando o porque o Brasil não consegue fazer um carro, não consegue fazer um avião etc...
  • Joao Silva  10/07/2013 18:16
    "Quem é o ignaro que defende essas duas coisas mutuamente excludentes?!"
    Realmente agora sei porque vocês debocham e ridicularizam quem tem ideias diferentes das suas, é por falta de cultura e argumentos, quem tem a capacidade de dizer que Liberdade e Igualdade são mutuamente excludentes, nunca ouviu falar da Revolução Francesa, que curiosamente reivindicava:
    -O respeito pela dignidade das pessoas
    -Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei
    -Direito à propriedade individual
    -Direito de resistência à opressão política
    -Liberdade de pensamento e opinião
    Muito antes da existência da Escola Austríaca.

  • Ricardo  10/07/2013 18:35
    Oh, sim, a Revolução Francesa, comandada por jacobinos, verdadeiros bastiões da liberdade que mandavam para a guilhotina toda e qualquer dissidência, a começar por clérigos e burgueses.

    Realmente, liberdade e igualdade, desde que para apenas alguns. Até onde sei, a revolução russa, a cubana, a chinesa e a cambojana também prometiam liberdade e igualdade. Só temos bons exemplos de como essas duas palavras são perfeitamente compatíveis.

    Entendeu agora, prezado Joao Silva, por que pessoas como você são achincalhadas diariamente neste site? Vocês utilizam a própria ignorância como afetação suprema de conhecimento. Nada mais inabalável do que a convicção do ignorante. Obrigado por servir de cobaia para um exemplo prático.
  • Renato Souza  10/07/2013 19:50
    Prezado João Silva

    Possivelmente será por amor a esses princípios de liberdade, igualdade e fraternidade, que a maioria dos principais líderes da revolução francesa foram mortos por ordem de... outros líderes da revolução francesa. Assim demonstraram na prática a sua sinceridade...

    Ou você ignorava esse fato constrangedor?

    Aprenda a lição número UM: Os principais matadores de revolucionários de esquerda são outros revolucionários de esquerda. Eles se matam uns aos outros. Se você não consegue retirar alguma conclusão disso, receio que eu não possa fazer mais nada por você.
  • Andre Cavalcante  10/07/2013 20:10
    Ricardo,

    Menos... se não o paraquedista vai embora e nunca mais volta, aí deixa de poder usufruir dessa vela de liberdade sobre a escuridão da tirania estatal no Brasil, que é o IMB...

    Liberdade - só se pode entender isso na forma de direito negativo, isto é, para você não ter, é preciso que alguém lhe tire, porque naturalmente você a tem. Você nasce livre e deveria viver livre, exceto porque outros indivíduos, por sua voluntariedade ou por coação lhe tiram a liberdade. Este site conclama que jamais alguém pode coagir a outrem e lhe tirar alguma parcela, mesmo ínfima, de liberdade, e divulga que a melhor forma de interação entre os homens está nas relações voluntárias.

    Igualdade - dado que os seres humanos são completamente desiguais entre si, não há dois que partilhem os mesmos pensamentos, sentimentos e ações, a única forma de garantir igualdade absoluta é sobre uma propriedade que seja igualmente absoluta para todos: o fato de serem humanos. Então a igualdade deve ser entendida no sentido de aplicar a lei de forma igual a todos.

    Igualdade e Liberdade, fora dos conceitos acima expostos, são excludentes porque, para você fazer que duas pessoas sejam iguais em outra coisa que não seja a aplicação da lei de forma equânime, você necessariamente vai ter que coagir uma delas, o que vai contra o princípio da liberdade.

    Exemplo: suponhamos que uma pessoa seja rica e outra pobre, ou seja, diferentes no critério riqueza, e você queira que essas duas pessoas sejam iguais no critério riqueza, então você, necessariamente, vai ter que tratar as pessoas de forma desigual perante a lei, forçando a mais rica a dar riqueza para a mais pobre (passando ou não por você essa riqueza).

    Então, neste exemplo, além de você ter coagido (tirado liberdade de um), sob o pretexto de igualdade, na verdade você passa a tratá-los de forma diferente, portanto desigual. Então, além de não conseguir o intento, ainda vais contra os princípios que estás tentando defender.

  • Anarcofóbico  10/07/2013 20:40
    Mas é lógico! Não dá para abandonar seus semelhantes! Não é questão meramente de igualdade, mas de equidade! Aqueles que foram injustiçados pela vida e não tem fome brutal pelos lucros capitalistas, devem ser ajudados por quem teve sorte na vida e ganhou dinheiro, nada mais justo!
  • Renato Souza  10/07/2013 23:03
    É muito justo ajudar seus semelhantes em dificuldades. A caridade é uma grande virtude. Injusto é encostar uma arma na cabeça de um inocente, e lhe tomar a carteira, alegando que é "para dar aos pobres".
  • Joao Silva  11/07/2013 14:42
    Em nenhum momento expressei qualquer tipo de manifestação oposta as ideias defendidas pelo site, apenas discordei de como são tratadas as pessoas com pontos de vista diferentes, e fui hostilizado quando disse que essa não é uma postura coerente com quem defende a liberdade e a igualdade, me disseram que eu era um ignaro pois estes eram conceitos mutuamente excludentes,concordo que em situações pontuais como as apontadas pelo Andre Cavalcante isto pode ocorrer, mas não é uma regra geral, por isso citei a Revolução Francesa que tinha estes ideais, e defendia ideias semelhantes as que são defendidas aqui, não discuti o desenrolar da revolução, mas apenas as suas idéias. Este site pelo que entendi tem o intuito de divulgar idéias, estas que já estou lendo a algum tempo, portanto acho que não sou nenhum paraquedista, mas não me manifestei antes por ver como são conduzidos os debates pelos defensores das ideias aqui expostas. Tenho o interesse de conhecer mais sobre o assunto, mas sem limitar-me aos textos, por isso acho o debate importante, mas quando este começa a se direcionar para ofensas aos indivíduos perde todo o foco e compostura. Este tipo de atitude tende a uma postura radical e fanática digna dos revolucionários que são tão criticados aqui, e a impressão que passa é que se estes estiverem em posição de poder também irão decapitar os opositores.
    Se a intenção do site é divulgar as ideias, não é "expulsando" os que pensam diferente que estas serão disseminadas.
  • Andre Cavalcante  11/07/2013 19:55
    João,

    Pelo jeito cê ainda não entendeu. A Revolução Francesa deu no que deu justamente porque qualquer revolução política visa apenas a troca de quem tá dividindo o esbulho da exploração das pessoas.

    Os ideias da revolução podem ser nobres, e geralmente tem que ser porque senão, não arregimentariam partidários, mas as pessoas que fazem a revolução não o são tão nobres. E mais ainda, por não entenderem exatamente os reais motivos internos para fazerem o que fazem (inveja, egoísmo, etc.), ou se tornam joguetes dos outros, ou, se sabem desses motivos, são os líderes.

    Liberdade e igualdade, entendidas no sentido popular dos termos são e serão sempre excludentes. Podes argumentar o que for, mas para se ter um, tens que abdicar do outro. A única igualdade que condiz com liberdade é a igualdade perante a lei, lei esta natural, portanto não necessária de ser impingida por ninguém. Para completar o conjunto falta ainda algumas outras "leis morais": repeito à propriedade, respeito ao descanso (para preservar o corpo), respeito pelo outro, pelas suas crenças e escolhas (devido ao respeito à propriedade e à liberdade), o que conduz a uma vida em sociedade mais saudável... E, por fim, um conjunto de leis civis (necessárias) coerente.

  • anonimo  10/07/2013 20:44
    O IMB acredita que nossa visão de uma sociedade livre deve ser alcançada pelo respeito à propriedade privada, às trocas voluntárias entre indivíduos, e à ordem natural dos mercados, sem interferência governamental. Portanto, esperamos que nossas ações influenciem a opinião pública e os meios acadêmicos de tal forma que tais princípios sejam mais aceitos e substituam ações e instituições governamentais que somente:

    a) protegem os poderosos e os grupos de interesse,

    b) criam hostilidade, corrupção, e desesperança,

    Fiz este recorte e digo-lhes: Qual a logica disso tudo? Pois usando as palavras de um dos frequentadores " eh de um relatismo moral " gritante, mas isso so vale quando alguem questiona a escola austriaca e voces que acreditam que ela eh infalivel... Esses dois topicos jamais existiram ou existirao quando o mercado eh o senhor unico e exclusivo da economia.

  • Leandro  10/07/2013 21:10
    Prezado anônimo, qual é o "relativismo moral" de se afirmar que há ações e instituições governamentais que somente protegem os poderosos e os grupos de interesse, e que criam hostilidade, corrupção, e desesperança?

    "Esses dois topicos jamais existiram ou existirao quando o mercado eh o senhor unico e exclusivo da economia"

    Agora sim, correto! Quando uma economia se pauta exclusivamente pela livre concorrência, sem a intervenção de um estado que elege vencedores e perdedores, e que restringe o mercado para seus empresários favoritos, protegendo-os de toda ameaça de concorrência, é impossível haver proteção aos poderosos e aos grupos de interesse, e nem há como criar corrupção, hostilidade e desesperança.

    Porém, como o mercado não é o senhor único da economia e há um estado intervindo para distribuir privilégios, todas essas distorções ocorrem. Parece que você finalmente está começando a pegar o espírito da coisa. Continue se esforçando.
  • anonimo  10/07/2013 21:50
    Por que hostilidade, corrupcao e desesperanca, so sao coisas que os governos geram? ( na pratica eh verdade, mas temos exemplos que nao eh bem assim) O mercado que pelo que entendi seria algo abstrato que nao escolheria os seus preferidos e sim so os capazes de sobreviver em um ambiente de concorrencia e nao existiria pessoalidade! Eh isso? Realmente preciso me esforcar, comecei a flertar com EA. ( mas por prevencao nao acredito que ela seja a resposta para tudo...) Mas vejo por exemplo que alguns teoricos dizem que so ha corrupcao entre governo e algum esperto do mercado que quer ganhar uma concorrencia... Exemplo privado: Uma empresa privada pode muito bem corromper outra! Ah mas isso nao vale, porque eh so um instrumento de se ganhar a concorrencia e no fim os dois ganham... Mas se outra empresa tivesse ganho a mesma que "nao corrompeu" teriam ganhado muito mais e esta mesma que perdeu por algum motivo faliu( lei do mais forte), mas essa situacao hipotetica nao importa pois os atores de todo processo sao privados e todos os conceitos morais nao valem quando o cenario eh este. Lhe digo que no mundo real, ha sim preferencias entre privado e privado( coisa semelhante nas relacoes privado governo) e que nao seguem nenhum criterio elencado na teoria da livre concorrencia. Na pratica em minha opiniao tudo nao passa de uma luta por poder!
  • Leandro  10/07/2013 22:29
    Prezado anônimo, na acepção moderna do termo, corrupção é quando um agente do estado se apropria indevidamente de dinheiro público (impostos que seriam destinados à saúde, por exemplo) para benefício próprio.

    Corrupção é também quando um agente do estado aceita suborno de um agente privado para criar/ratificar leis ou regulamentações que favoreçam este agente privado e prejudiquem os concorrentes. Um exemplo disso é quando as empresas telefônicas utilizam a ANATEL para que esta impeça a entrada no mercado de empresas estrangeiras (por que a Vodafone, a Verizon, a AT&T Mobility, a T-Mobile e a Orange não vêm pra cá?). Outro exemplo é quando um empresário molha a mão de um agente estatal para ser favorecido em uma licitação. Outro exemplo é quando empresários de um determinado setor conseguem convencer o governo a elevar tarifas de importação para protegê-los da concorrência estrangeira.

    Observe que em ambas as definições há a participação de um agente estatal se apropriando de dinheiro privado.

    Já quando uma empresa dá dinheiro seu a outra empresa, isso não é corrupção, pois não se está utilizando dinheiro público e nem há a criação de privilégios privados concedidos pelo estado. Se você é dono de uma padaria e eu sou o seu concorrente, e você me oferece uma grande soma de dinheiro para eu fechar a minha padaria e lhe deixar em paz, isso não é corrupção. Foi uma transação voluntariamente acordada. Nenhum centavo de dinheiro público foi usado no processo. Os cidadãos não tiveram seu dinheiro confiscado coercivamente (com o perdão do pleonasmo) neste processo.

    Essa diferença explica por que a corrupção, por definição, só pode existir em um ambiente em que há intervenção do estado. Lamento se tal constatação não é do agrado, mas utilizando-se as definições corretas dos conceitos, não pode haver corrupção em um ambiente em que não há interferência do estado.
  • Anarcofobico  10/07/2013 22:30
    Isso, empresas privadas corrompem outras! Sensacional...
  • Renato Souza  11/07/2013 00:34
    Anônimo

    Vamos lá... você não é claro, portanto só posso supor o que você está tentando dizer.

    Imagino que você esteja falando da tentativa de estabelecer um monopólio privado. De duas uma. Ou o monopólio é apoiado polo governo (então o governo está metido nessa tramoia) ou não é apoiado pelo governo. No caso de um monopólio privado não apoiado pelo governo, a história comprova que ele é instável, e sempre acaba caindo. E mesmo os concorrentes apenas potenciais mantém o "monopolista" em saudável temor.

    Ou talvez você esteja falando de fraudes às licitações, e nesse caso, novamente, o que normalmente acontece é que algum ente público está metido na tramóia.

    Ou você está falando d desonestidade simplesmente (roubo ou fraude), e nesse caso é cadeia no sujeito.
  • anonimo  11/07/2013 06:25
    Prezados

    Estou muito feliz pelas palavras de resposta, comecei a ler o Von Mises, nao consigo parar... ( Economic policy: thoughts for today and tomorrow) e li boa parte dos comentarios do frequentadores deste site... E me parece que muitos de voces nao acreditam nas proprias palavras do "mestre" e inclusive de uns articulistas... ( mas creio que muitos me taxarao de analfabeto funcional, pois nao sou economista, no livro supracitado a esposa do Von Misses recomenda a leitura para nao economistas). Nao entendo a repulsa infundada pela acao do governo, mesmo que este prese pelo bem estar da sociedade, nao falo chefes de executivo salvadores, falo de representantes comprometidos com o melhor para sociedade, ( o proprio Von Mises nao descarta a presenca do governo) por exemplo para intermediar conflitos entre particulares,criar leis anti trustes para evitar a formacao de oligopolios estaveis, entre outras. Nao concordo com o que ele(VM) alega para o origem do capitalismo... Pois confrontando o que se ler em historia e livros de outros autores( inclusive o odiado K.M e que o proprio Von Mises alega que ele explica muito bem a origem de muitas coisas), resumindo comparando com a historicidade do direito, da engenharia, da politica, das ciencias fisicas e biologicas e de outras areas do conhecimento humano existe conflito nas alegacoes por todas as vertentes, mas quem sou eu para questionar os sabios? Pois tenho que melhorar muito para comecar a ficar ruim... Sobre corrupcao entendo que existe a concepcao moderna do conceito, por isso citei " que alguns teoricos dizem que so ha corrupcao entre governo e..." E recebo respostas boas e concisas, mas insistindo, para mim corrupcao no sentido amplo da palavra, nao se limita a acao entre acao no dueto publico privado, gostei do exemplo da padaria! Poderia citar tambem a compra de pequenas empresas de informatica por gigantes do setor( na intencao de manter o oligopolio ou o monopolio, mas isso nao seria corrupcao, pois o empresario que vendeu seu negocio mas que supostamente ameacaria os grandes, foi retirado desta parte do mercado nao foi corrompido... E sim o vendeu de forma consciente. Pois privado nao corrompe privado, pois para participar deste meio vou me limitar a concepcao moderna da palavra. Ainda sobre monopolio e oligopolio, a historia nos da exemplos de alguns setores que se impuseram e que concorriam em poder com o poder representativo, lembro que, sem conotacoes conspiratorias, grandes corporacoes atuais e passadas, mandam( mandavam) e desmandam( desmandavam) nos setores que atuam e que atuaram e nao se apresentavam( apresentam) instaveis em sua existencia e isso nao pode ser negado.
    Agradeco-lhe Leandro por seu ponto de vista! Mas com ressalvas, para nao esticar o assunto, entendo sua posicao.
    Renato Souza a muito tempo li que donos de postos de combustivel acordavam entre si os precos, formando o micro cartel local em pequenas cidades, bom talvez eles pagassem os fiscais do governo( corrompendo-os) para serem coniventes ou pior nao tinha como constatar fraudes ou ...) e nao se poderia caracterizar como cartel ou "mini cartel" com esse exemplo, que nao pode ser usado para gerar uma regra( coisa que vejo as montes por aqui, o uso de exemplos isolados para da embasamento a uma "lei".
    Entendo que quando o governo apoia a existencia do monopolio " ha tramoia" mas uma outra parte do governo responsavel por punir as fraudes e os roubos, sempre sao requisitadas para "salvar" e tornar mais civilizada as relacoes sociais e economicas... Mas para nao esticar a conversa entendo-o.
    Sr Anarcofobico espero que seu apelido seja tambem uma ironia, pois assim o deduzo, pois vejo que em seus comentarios abusa desta figura de linguagem( e acho muito bacana) se estiver certo, seja bem vindo a este mundo, ou melhor, eh bom saber que existe mais seres com essa inclinacao e nao necessariamente com as mesmas opinioes, e quem sabe ja esteja nela a mais tempo do que eu, senao, desconsidere minhas palavras. E vamos buscar a felicidade!

    Abracos a todos

    anonimo
  • Renato Souza  12/07/2013 19:17
    Prezado anônimo

    A idéia de evitar trusts, monopólios e oligopólios é excelente. Emoresários não devem escravizar a sociedade a seus interesses particulares, Partindo desse princípio, devemos estudar com afico quais sãoos mecanismos reais, pelos quais empresários inescrupulosos submetem a sociedade toda a seus próprios interesses. Aqui neste site existe diversos artigos sobrte isso, citasndo exemplos históricos reais, para que na luta contra a exploração dos maus empresários, não fiquemos dando socos no ar.

    Surpreendentemente, as principais armas de exploração dos maus empresários sobre a sociedade são... os instrumentos do estado. Isoo mesmo. eles capturam instrumentos do estado, principalmente instrumentos contra os monopólios e ioligopólios, para implantar monop´´olios e oligiopólios!!!

    Cientes dessa informação, podemos combater eficientemente esse mal, RETIRANDO DELES SEUS INSTRMENTOS!
  • Joao  31/08/2013 22:32
    Excelente texto, se me permite gostaria de fazer uma pequena adição. São tantas as contradições do marxismo, pra começar a desculpa de que o empresário cria crises com o objetivo de destruir o próprio patrimônio numa espécie de "destruição criativa" para continuar explorando o empregado. Só ver o que Ford fez para descobrir que isso não é verdade: criou a linha de montagem para baratear os custos de produção e levar ao mercado o carro popular, para ser consumido pelos próprios empregados a um preço acessível. Basicamente dizem que o empresário não gosta de dinheiro! E o pior é que isso ainda faz a cabeça de muita gente...
  • Fred  08/11/2013 18:52
    Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e do Empreendedor ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?
    O trabalhador cumpriu com seu papel social ao passo de sua habilidade pessoal.
    Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar "sorte" e muito menos merecimento.
  • Moderador  08/11/2013 19:21
    "Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e do Empreendedor ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?"

    Você está dizendo que quem não é capitalista e nem empreendedor não pode ter nem "qualidade de vida" e nem "ascendência econômica"? Em qual mundo você vive?

    Conheço vários assalariados (que não são nem empreendedores e nem capitalistas) que possuem excelente qualidade de vida. Como eles enriqueceram? Trabalhando naqueles setores que estão continuamente sob demanda; fornecendo justamente aquilo que o mercado demanda a cada momento.

    O que você realmente quis dizer, mas não teve a hombridade de falar explicitamente, é que você é um materialista que deseja viver com o mesmo luxo dos capitalistas e empreendedores -- mansão, jacuzzi, Lamboghini, helicóptero e tudo --, mas quer ter isso tudo sem ter de se esforçar. Típica mentalidade socialista. Quer ter tudo, mas não quer fazer nada em troca.

    "O trabalhador cumpriu com seu papel social ao passo de sua habilidade pessoal."

    Ininteligível.

    "Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar "sorte" e muito menos merecimento."

    O fator "sorte" já começa presente no berço. Há crianças que nascem em famílias unidas e amorosas, e há crianças que nascem em famílias despedaçadas, com pais drogados, alcoólatras e divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Como você resolveria isso de modo a fazer com que todos fossem lindos e maravilhosos?
  • Fred  23/11/2013 00:29
    Qualidade de vida é ter acesso a saúde, educação, lazer de qualidade. Hoje muito mais propício aos que podem pagar. Mas acredito ter me expressado mal ao dizer que fica reservado. Quis dizer que:

    As aptidões do Empreendedor levam ao caminho de uma qualidade de vida melhor, enquanto as aptidões de um trabalhador não necessariamente, e convenhamos que aqueles que trabalham em setores que estão continuamente sob demanda tem uma são uma minoria no trabalho braçal. E ambos, o Empreendedor e o Trabalhador realizaram o que são aptos e como o próprio texto diz, trabalhar apenas não enriquece, menos para o Empreendedor.


    Agora não precisa querer me tachar e ou me insultar. Quem pensou em luxo foi você.


    Porque todos tem de ser lindos e maravilhosos? Temos de celebrar a diferença.
    Me pareceu dizer que crianças que nascem em famílias despedaçadas, com pais drogados, alcoólatras e divorciados são "descartáveis". O mesmo para os de baixo QI.

    Não como discutir este assunto assim por comentários. Meu comentário foi apenas uma crítica, uma deixa para outro pensamento a partir deste do texto.
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/11/2013 15:27
    "Porque todos tem de ser lindos e maravilhosos? Temos de celebrar a diferença.
    Me pareceu dizer que crianças que nascem em famílias despedaçadas, com pais drogados, alcoólatras e divorciados são "descartáveis". O mesmo para os de baixo QI."


    Fred, o Moderador não disse que "todos tem de ser lindos e maravilhosos", estava apenas reconhecendo o fato de que já nascemos diferentes e vamos formando vantagens e/ou desvantagens cumulativas. Assim, a única forma de haver igualdade material (todos serem idênticos) é reduzir todos à força até o menor denominador comum. Temos que buscar a igualdade formal (perante a lei).

    Não, ele não quis dizer que tais pessoas são descartáveis. Ele quis dizer que tais pessoas são vítimas de circunstâncias adversas e deste modo reconheceu que sim, o fator sorte influi poderosamente e nossas vidas; então perguntou como você resolveria isso - pela coerção? Podemos aliviar o fardo dos desafortunados, mas não é prejudicando ou limitando os mais capacitados que ajudaremos a estes.

    Não, o sistema não é todo baseado em sorte. Em similaridade de condições técnicas, em geral o profissional ou equipe com atitudes melhores prevalece. Qualidades como autodisciplina, visão, entusiasmo, consciência, senso de responsabilidade, foco em objetivos claros e bem planejados, senso de prioridade, reciprocidade, comunicação, cooperação e autorrenovação constante fazem muita diferença.

    * * *
  • Edu  31/12/2013 00:14
    Prezado Fred,
    Outro aspecto que não foi comentado é o seguinte: todos os trabalhadores se beneficiam da atividade empreendedora, mesmo os que não tem as virtudes necessárias para se tornarem empresários ou capitalistas de sucesso.Grosso modo, o assalariado comum se beneficia direta e indiretamente da atividade empresarial desenvolvida por outros. Por quê? Isso acontece porque o empreendedor e o capitalista, o primeiro a colocar sua capacidade criativa e o segundo a arriscar seu dinheiro acumulado fazem com que a produtividade da sociedade aumente, assim como as oportunidades de emprego se expandam,com um consequente aumento na quantidade total de bens disponíveis na economia, ou seja, maior diversidade e barateamento de serviços que são usufruídos por toda a sociedade. Não é exagero dizer que o empreendedorismo é como o desbravador de uma floresta, preparando e facilitando aventuras posteriores de pessoas comuns, além de merecidamente usufruir das riquezas descobertas.
  • Gunnar  10/03/2015 19:50
    "Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e do Empreendedor ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?"

    Fred. Querido. Vamos voltar um pouco. Vamos voltar no tempo, até o momento em que o empreendedor e o capitalista ainda não haviam criado a empresa.

    Digamos que você pudesse fazer essa viagem no tempo e matar a ambos, o capitalista e o empreendedor. Pronto, agora não tem nenhum privilegiado para ter qualidade de vida e maior ascendência econômica.

    Já que não tem o capitalista e o empreendedor para passar a mão nas tão sonhadas qualidade de vida e ascendência econômica, elas ficaram agora à disposição do trabalhador, certo?

    Só que não, porque nunca foram criadas. Sem o capitalista e o empreendedor, não existe saúde, não existe educação, não existe comida, não existe sequer o emprego para pagar por essas coisas.

    Esse é o princípio mais importante. Capitalistas e empreendedores não são privilegiados que abocanham fatias maiores do bolo. Eles são a própria razão de existir um bolo.
  • Cleidison Soares Lirio  20/04/2017 20:30
    postem meu comentário quero ver a galera mim refutar.
  • Edujatahy  22/04/2017 15:30
    Cada um...
  • Cleidison Soares Lirio  22/04/2017 14:24
    Agora eu pergunto uma coisa, se vocês não querem o socialismo, o que fazemos com os impostos e o Estado?
    Ele não serve pra nada se suga o nosso dinheiro e depois não pode devolver como socialismo ???
  • Ricardo  22/04/2017 14:42
    Sua pergunta, além de completamente sem sentido, está totalmente mal formulada. Permita-me corrigi-la:

    Exatamente por não querermos o socialismo, não queremos que existam impostos. O estado pode até continuar existindo, desde que ele se financie voluntariamente (quem gosta de estado e de políticos que os sustente com o próprio dinheiro, e não com o dinheiro dos outros) e não detenha o monopólio sobre nada.

    Estado é roubo, assalto e espoliação, e não há nada que ele possa dar sem que antes tenha tomado. Defender um arranjo que espolia $100 e devolve $50 como algo sensato, inteligente e indispensável apenas depõe contra a sua própria inteligência.


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