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Como parei de inventar desculpas e finalmente libertei minha mente

É com bastante frequência que recebo as seguintes perguntas: "Quando foi que você percebeu que não era necessário haver um estado?", "Quando foi que você deixou de defender a existência de um estado?", ou até mesmo "Como foi que você percebeu que era incoerente ser pró-liberdade e ao mesmo defender o monopólio da violência para uma instituição política?".  E há também a pergunta que resume tudo: "Quando foi que você se tornou um anarcocapitalista?"

Não é uma pergunta fácil de ser respondida.  Mudanças profundas na perspectiva intelectual de uma pessoa não ocorrem da noite para o dia.  Primeiro, você cogita a ideia.  Em seguida, você avalia sua plausibilidade.  Você pode até abraçar completamente a ideia, mas apenas de forma abstrata.  A verdadeira mudança intelectual ocorre apenas quando você se torna capaz de ver a ideia funcionando no mundo real — até mesmo em sua vida cotidiana.  É aí que a confiança em uma ideia se impõe.

É justamente por esta razão que nunca entendi como é possível alguém se tornar socialista.  É algo que vai totalmente contra a lógica.  O socialismo é a ideia menos plausível que pode ser imaginada.  Bens escassos não podem ser propriedade de todos.  Não é uma questão de ideologia, mas sim de lógica pura.  Tente socializar seu notebook, ou seus sapatos, seu carro ou qualquer bem de capital ou de consumo.  Duas pessoas não podem ser proprietárias de forma simultânea e integral do mesmo bem.  O socialismo inevitavelmente sempre terminará em controle estatal total.  É por isso que o socialismo gera desastres humanitários sempre que é integralmente implementado.  Socialistas genuínos ou não entendem essa lógica ou simplesmente querem viver no perpétuo autoengano.

A primeira vez em que ouvi falar em anarcocapitalismo — ou 'anarquismo baseado na propriedade privada' — foi quando vi o livro de Murray Rothbard Man, Economy, and State na estante de livros de um professor.  Só o título [Homem, Economia e Estado] já abordava diretamente alguns problemas que vinham me atormentando à época.  Perguntei ao professor sobre aquele livro e ele ficou alarmado, como se eu houvesse visto algo que não podia ver.  Ele rapidamente me alertou que eu não deveria ler o livro. "Rothbard é um anarquista", disse ele de forma soturna.  É claro que, por causa desta antipropaganda, eu imediatamente quis ler aquela obra (mas não podia porque não havia dela na biblioteca da escola e eu não consegui bolar uma maneira de pegar furtivamente o livro da estante do professor).

Tive de deixar este objetivo temporariamente de lado, mas passei a me dedicar mais profundamente à leitura de livros pró-livre mercado.  Quanto mais eu lia, mais eu me impressionava.  Milton Friedman estava certo.  Henry Hazlitt estava certo.  Ludwig von Mises estava certo.  F.A. Hayek estava certo.  Leonard Read estava certo.  Toda esta tradição, que remetia a Adam Smith, apresentava uma lógica de raciocínio espetacular.  O mundo estava tentando gerenciar suas economias por meio de decretos estatais, mas tudo estava dando errado.  Com essas leituras, aprendi que somente a liberdade e a propriedade privada são genuinamente produtivas, criativas e evolutivas, e somente elas realmente dão poder para as pessoas comuns da sociedade.

E, ainda assim, cada um desses pensadores, por algum motivo que me escapava, não levava essas ideias ao seu extremo lógico.  Eles não chegavam ao ponto de dizer que nós realmente não precisamos de um estado.  Todos eles pareciam concordar que o estado era necessário para manter a paz; que o estado é realmente tudo o que se interpõe entre nós e o caos total.  Sem o estado, não seríamos capazes nem mesmo de dar aquele primeiro passo rumo à ordem social.  Não haveria como usufruir aquela segurança que tomávamos como natural.  Bens e serviços essenciais não poderiam ser ofertados.  Não haveria tribunais, serviços de segurança e defesa, e talvez nem mesmo estradas.  O estado fornece coisas que o mercado não pode fornecer — ou pelo menos era o que dizia tal raciocínio.

Com o passar do tempo, e com minhas leituras, estas ilusões foram sendo destroçadas uma por uma.  Descobri que estradas, correios, comunicações e até mesmo aqueles lendários 'bens públicos' como faróis de navegação marítima foram, de uma perspectiva puramente histórica, todos ofertados pelo livre mercado.  Só depois é que o governo monopolizou estes serviços.  Tribunais?  Na década de 1980, as cortes estatais já estavam tão cheias e eram tão ineficientes, que empresas e indivíduos não queriam utilizá-las.  A arbitragem privada era uma opção muito melhor.  Mesmo nos empreendimentos cotidianos, contratos eram formulados de modo que contendas fossem resolvidas em tribunais privados.  Para mim, tudo aquilo significava que mesmo estes serviços não eram algo exclusivo do governo; eles poderiam ser ofertados exclusivamente pelo livre mercado.  O mesmo se aplicava à segurança.  Não é o estado o que nos dá segurança diariamente, mas sim nossas próprias precauções e medidas preventivas, como fechaduras, armas e a contratação de serviços de segurança privados.

E vale ressaltar que toda essa transformação estava ocorrendo em minha mente durante os anos finais da Guerra Fria.  Um holocausto nuclear era uma ameaça real e diária.  Inimigos estrangeiros nos rodeavam.  Os comunistas queriam destruir nosso modo de vida.  Falar sobre isso atualmente parece uma grande tolice, principalmente quando se descobriu, após 1989, o quão inacreditavelmente pobres e patéticos eram todos os países do bloco soviético.  Porém, naquela época, tudo era amedrontador.  Não poderíamos abrir mão de nossas armas nucleares porque isso colocaria em risco nosso modo de vida.

Aprofundando meus estudos de história, comecei a descobrir coisas interessantes.  Ocorre que a Ameaça Vermelha era algo recorrente na história dos EUA.  As pessoas tinham tanto pavor dos comunistas na década de 1920 quanto na década de 1980.  Neste ínterim, no entanto, houve aquele estranho período em que os líderes americanos e soviéticos eram considerados aliados próximos na batalha contra os japoneses e os alemães.  Com efeito, os EUA fizeram de tudo para manter o regime soviético intacto, e, após a Segunda Guerra Mundial, os próprios EUA ajudaram a entregar o Leste Europeu ao jugo soviético.  Após isso, os soviéticos repentinamente se tornaram novamente o inimigo.  Foi para chamar a atenção para esse absurdo que George Orwell escreveu 1984. (O título faz um trocadilho com 1948. O livro foi publicado em 1949).

Estes fatos começaram a complicar o cenário.  Não é necessário relatar todo o revisionismo histórico aqui; basta dizer que as guerras em que os EUA se meteram no século XX se tornaram bem menos claras e muito mais confusas para mim do que aparentavam ser para a mídia ideologicamente polarizada.  A Guerra Fria não era uma história de anjos e demônios, não obstante os impulsos nacionalistas para se torcer por seus respectivos governos.  A Guerra Fria foi uma batalha entre estados, ambos os quais estavam perfeitamente dispostos a mentir para seus cidadãos, a explorar sua população e a preferir o conflito à paz.  Era também impossível não perceber que, quanto mais os EUA elevavam o tom belicista contra o comunismo, mais o próprio governo americano se tornava uma ameaça às liberdades dos cidadãos.  A guerra, como descobri, nunca foi uma aliada da liberdade.

Enquanto isso, comecei a perceber que, se os EUA realmente fossem invadidos por um inimigo estrangeiro, os governos federal, estaduais e municipais poderiam até ajudar, mas a maior probabilidade é que atrapalhassem impondo leis marciais, estatizando a indústria e confiscando nossas armas — como todos os governos tendem a fazer em qualquer emergência.  Na prática, na iminência de uma invasão, os cidadãos e os mercados é que serão decisivos para combater e derrotar os invasores utilizando meios privados: nossas próprias armas, nosso aparato de segurança, nossas redes de amizade, e nossos esforços individuais e comunitários.  Quanto mais eu pensava sobre isso, mais ridícula se tornava a ideia de que deveríamos depender do governo para toda a nossa proteção.  Tomando-se por base a experiência, governos podem agravar ainda mais os malefícios, simplesmente porque eles tendem a usar situações de emergência em proveito próprio — e em benefício daqueles que lhes garantem poder (os grupos de interesse e os lobistas).  O que é ainda pior: pessoas com poder tendem a estimular ou até mesmo a criar emergências quando têm o poder para tal.

Esta foi a evolução do meu progresso intelectual durante um período de aproximadamente cinco anos.  Finalmente, em um belo dia, parei para refletir melhor e me fiz a seguinte pergunta: existe alguma coisa que o governo faz, que tem de ser feita e que não pode ser efetuada de maneira mais eficiente e mais completa pela livre e voluntária associação entre indivíduos?

Fiquei revirando esta pergunta em minha mente.  Não conseguia pensar em outra resposta senão a de que não há absolutamente nada de essencial que o governo faça que não possa ser mais bem efetuado pela livre iniciativa e pela livre associação entre as pessoas.  Confesso que foi um pensamento amedrontador.  Será que eu estava me tornando um anarquista?  Será que esse pensamento iria mudar minha vida?  Se eu seguisse nessa direção, estaria eu fazendo algo terrivelmente irresponsável?  Encontrei consolo na possibilidade de que talvez eu não houvesse raciocinado corretamente; de que talvez houvesse algo de errado na maneira em que eu havia formulado a pergunta.  Tentei confortar-me na hipótese de que eu havia desconsiderado alguma pequena característica positiva do governo, característica essa que eu poderia defender de modo a não ter de me considerar um maluco.

Foi no saguão de um hotel em que Murray Rothbard estava hospedado que eu finalmente fiz a ele esta pergunta.  Formulei de maneira bem direta.  Se eu respondesse 'não' àquela pergunta acima, seria eu um anarquista?  Murray disse que sim.  Assustado, tentei esclarecer melhor: se eu cheguei à conclusão de que o estado não contribui com absolutamente nada de valor para a ordem social, e de que ele não pode trazer nenhum aprimoramento para aquilo que criamos com nosso próprio esforço, seria eu um anarquista?  Ele novamente disse que sim.  E eu respondi: bom, então acho que sou um.  E ele então soltou uma gargalhada efusiva, apertou vigorosamente minha mão, e me congratulou de forma exuberante, tudo naquele seu bem conhecido estilo jubiloso.  Uau.  O feito havia sido consumado, pensei.

E, ainda assim, eu estava enganado.  O feito intelectual havia sido consumado, mas ainda era muito fácil manter esta ideia como uma abstração, como algo que não afetava em nada meu trabalho diário ou minha vida.  Uma coisa é você enxergar a luz lá longe; outra bem diferente é ver essa luz ao seu redor constantemente.  Este passo me tomou vários outros anos de meditação acerca de questões específicas como direitos humanos, serviços de mercado, a maneira como a liberdade funciona, a maneira como o estado se portou ao longo da história, e a maneira como ele funciona hoje.  Os últimos estágios desse processo de pensamento levaram vários anos para serem processados.

O que eu fui descobrindo de maneira gradual em minha rotina diária é que o anarquismo está inteiramente ao nosso redor.  O estado não nos acorda de manhã, não arruma nossa cama, não tece nossos lençóis, não constrói nossas casas, não faz nossos carros funcionarem, não prepara nossa comida, não nos faz trabalhar com mais afinco e dedicação, não produz os livros que lemos, não gerencia nossas igrejas, não nos dá roupas, não escolhe nossas amizades e nossos amores, não toca a música de que gostamos, não produz os filmes a que assistimos, não cuida de nossos filhos, não cuida de nossos pais, não escolhe onde passamos férias, não dita o assunto de nossas conversas, não torna nossos feriados mais bonitos e alegres, não cria nada de positivo para nós.

Tudo isso são coisas que fazemos por conta própria.  Nós moldamos o nosso próprio mundo.  Por meio da prática da vontade humana, todos nós trabalhamos para fazer com que o mundo à nossa volta seja ordeiro.  Isso é o que toda a população mundial faz.  Todos nós trabalhamos motivados pelo nosso interesse próprio com o intuito de encontrar maneiras de ter uma vida melhor.  Mais ainda: todos nós nos esforçamos para trabalhar com terceiros em um arranjo que seja mutuamente benéfico, de modo que o aprimoramento de nossa vida não ocorra à custa dos direitos e das liberdades de terceiros.  A liberdade está onde são geradas as coisas bonitas de nossas vidas.  E isso é válido em todos os cantos do mundo.  Sempre foi.  Uma bela anarquia é a principal fonte da própria civilização.

Qual o papel do estado?  Ele interfere.  Ele confisca nossa propriedade e reduz nossa riqueza individual.  Ele bloqueia oportunidades por meio de suas regulamentações e subsequentes criações de cartéis.  Na verdade, ele faz ainda pior: ele busca desculpas para iniciar guerras, ele se intromete em nossas famílias, ele pune o comportamento pacífico que não prejudica ninguém — em suma, ele obstrui o progresso de variadas formas.  O estado é o grande forasteiro.  Ele é exógeno à própria sociedade.  A maior parte do mundo ainda funciona, e a civilização ainda prospera, porque as pessoas se esforçam para ignorar o estado o máximo possível.  E se ele desaparecesse?  Eu realmente não consigo ver nenhuma consequência negativa neste fenômeno.  Mas vejo várias positivas.

E ainda assim há aqueles que alertam para o iminente apocalipse caso o estado desapareça.  A maioria das pessoas que acreditam em um governo limitado ("minarquistas") nutre essa ideia.  Mesmo grandes pensadores como Ludwig von Mises e Henry Hazlitt acreditavam nisso.  Todos eles aceitavam alguma versão do pesadelo imaginado por Thomas Hobbes: na ausência do estado, a vida seria sórdida, solitária, bestial e curta.  Mas o fato é que ele escreveu isso durante uma época de turbulência política, uma época em que tribos religiosas guerreavam para controlar o estado.  A vida sem o estado teria sido exatamente daquela maneira — mas exatamente por causa da presença do estado que todos queriam controlar, e não por sua ausência.

Não irei aqui analisar todas as distorções já feitas em relação a esta ideia, e nem irei utilizar este espaço para tentar refutar todas as justificativas já apresentadas em defesa do estado.  Irei apenas mencionar uma intuição bastante comum que muitas pessoas têm.  As pessoas dizem que não faz muito sentido eliminar o estado porque outras pessoas irão simplesmente criar outro em seu lugar.  Não duvido que esta afirmação seja verdadeira.  As pessoas de fato têm a ilusão de que o estado contribui com algo de positivo e importante para a sociedade.  Elas querem líderes que governem desde lá de cima, ainda que elas próprias estejam aqui em baixo.

Pense em Samuel, do Velho Testamento.  As pessoas vinham até ele implorando por um rei.  Ele advertiu que um rei confiscaria suas propriedades, colocaria seus filhos em servidão, iniciaria guerras terríveis e, no final, escravizaria a todos.  Não importava.  Elas queriam um rei de qualquer maneira.

Este é exatamente o comportamento das pessoas de hoje.  Nada mudou.  Elas continuam implorando por sua própria escravidão.  Pior ainda: temem viver em liberdade.  É por isso que o estado continua se reinventando.  Aqueles que ao menos entendem que o estado deve ser limitado caso tenha de existir merecem alguns créditos.  Mas o problema é que tais limites nunca de fato funcionaram.  É por isso que é melhor simplesmente deixar a sociedade prosperar sem o jugo de um estado.  O grande projeto da liberdade é fazer as pessoas entenderem que elas não devem abraçar a ilusão de que um estado — qualquer estado — pode ser um aliado e um benfeitor da liberdade humana.  Foi isso que a revolução liberal que ocorreu no final da Idade Média até o Iluminismo pregou.  É imprescindível entender a real beleza da liberdade para se poder alcançá-la.

Desde o início da era digital, estamos tendo o privilégio de observar em primeira mão o atordoante poder criativo da volição humana.  A cada bilionésimo de segundo, indivíduos ao redor de todo o mundo estão trabalhando para criar novos tipos de associações, instituições, capital e meios de prosperidade.  Estamos vendo se desenrolar perante nossos olhos coisas que até a década passada eram tidas como impossíveis.  E tudo está apenas começando.  Estamos ainda nos primórdios de coisas como impressora 3-D, moedas alternativas, e civilizações com bases digitais capazes de nos ofertar mais filmes, mais livros, mais arte e mais sabedoria do que qualquer ser humano de épocas passadas seria capaz de obter durante várias vidas.  Este mundo recém-surgido está transformando nossa existência.  Tome nota: nenhum estado foi responsável por isso, nenhum estado criou isso, nenhum estado aprovou isso e nenhum estado está administrando tudo isso.

Por fim, deixe-me admitir aqui que meu anarquismo é provavelmente de ordem mais prática do que ideológica — o que é exatamente o oposto da postura dos mais bem conhecidos pensadores anarquistas da história.  Vejo a regularidade e a harmonia da ação e da volição humana ao meu redor o tempo todo.  Acho tudo isso totalmente inspirador.  É algo que liberta a minha mente e me permite entender o que é realmente importante na vida.  Essa capacidade de observação me permite ver a realidade como ela é.  Não é uma ideologia inalcançável o que me deixa ansioso por um mundo sem estado, mas sim o fato de eu saber do que é capaz o ser humano quando tem liberdade para melhorar este mundo por meio de seus próprios esforços.  Somente seres humanos podem superar a irremediável realidade da escassez que o mundo impôs sobre nós.  Até onde sei, o estado é, na melhor das hipóteses, o grande distúrbio que retarda esse poderoso projeto de construção da civilização.


2 votos


  • anônimo  05/03/2013 14:03
    Intuitivamente o minarquista sabe que poder de justiça e de polícia devem ser os únicos pra ficar com o governo porque é justamente isso que transforma uma gangue num governo.
    O único sentido de existir governo é julgar e fazer cumprir a lei mesmo quando as pessoas não querem.Um poder acima é o único jeito de resolver o problema quando as duas partes não concordam.
    Se um rico só for julgado pelo juiz que ele escolher, óbvio, não vai preso nunca.
  • Malthus  05/03/2013 14:22
    "Intuitivamente o minarquista sabe que poder de justiça e de polícia devem ser os únicos pra ficar com o governo porque é justamente isso que transforma uma gangue num governo."

    Entendi. Conceder o monopólio da violência e da tomada suprema de decisões judiciais a uma quadrilha faz comais ela deixe de ser uma quadrilha e se torne um inofensivo "governo". Lógica estupenda.

    "Se um rico só for julgado pelo juiz que ele escolher, óbvio, não vai preso nunca."

    Claro. Bom mesmo é o arranjo atual, em que todos os ricos vão presos porque não há absolutamente nenhuma possibilidade de o funcionário público do judiciário ser subornado. Afinal, funcionários públicos estão sob o jugo do mercado, e devem apresentar uma ficha limpa para continuarem tendo seus serviços contratados pó livre mercado. Né?
  • anônimo  05/03/2013 14:29
    'Entendi. Conceder o monopólio da violência e da tomada suprema de decisões judiciais a uma quadrilha faz comais ela deixe de ser uma quadrilha e se torne um inofensivo "governo".'

    Sim faz. Todo governo é uma mísera gangue.
  • Malthus  05/03/2013 14:42
    Mísera?!

    Governos são as instituições que mais chacinaram e que mais dizimaram ao longo de toda a história humana (só no século XX foram mais de 300 milhões de pessoas; qualquer quadrilha ou cartel de drogas é uma instituição de caridade em comparação), e você diz que eles são uma mísera gangue?! Acorda!
  • anônimo  05/03/2013 14:52
    Na estrutura, são sim. A única coisa diferente é o poder que cada uma tem. Se uma gangue tem o poder de julgar e matar milhões, e a gangue de uns traficantes na favela tem o poder de julgar e matar meia dúzia de coitados, a diferença é só o grau de intensidade do mesmo poder.
  • anônimo  15/08/2014 19:46
    Não é mísera no sentido de sem poder, é mísera no sentido de sem respaldo moral.
  • J Ari  19/08/2014 17:02
    Ótima resposta concordo plenamente. As pessoas estão aprisionadas e suprimidas vivendo uma fantasia inventada pelo poder maior.
  • anônimo  05/03/2013 14:39
    'não há absolutamente nenhuma possibilidade de o funcionário público do judiciário ser subornado. Afinal, funcionários públicos estão sob o jugo do mercado'...

    Se fosse uma justiça privada tendo a jurisdição na rua onde o filho do Eike Batista matou aquele cara, você acha que não ia ser subornada do mesmo jeito?
    Não vamos ser ingênuos assim né


  • Malthus  05/03/2013 14:48
    E então, como está a vida desse playboy lá na cadeia? Ué, ele não foi preso? Mas você jurou que somente no sistema atual ele seria preso, pois os funças do judiciário são incorruptíveis e pensam apenas no bem comum...

    E esse magistrado que forneceu essa "justiça"? Continua no mercado? Continua recebendo um salário voluntariamente pago pelos usuários de seus serviços? Ou ele já foi punido pelo mercado?

    Você deve explicações.
  • anônimo  05/03/2013 14:56
    'Mas você jurou que somente no sistema atual ele seria preso'
    Tsc tsc tsc, jurei nada. Você nesse seu desespero irracional fica criando e atacando espantalhos.
    Onde está o cara? Está solto. Eu não disse que um sistema era melhor que o outro, disse que todos dois são ruins.
  • Vitor Grando  06/03/2013 13:34
    Como impedir que as jurisdições particulares não se multipliquem geometricamente a partir das discordâncias e desavenças entre aqueles que dela fazem parte?


  • Nabucodonosor  20/05/2013 18:58
    Ética, o estado moldou sua personalidade? Você não faz coisas ditas ilicitas por medo da lei ou por ver que aquilo não seria o certo?
  • André Luiz S. C. Ramos  05/03/2013 14:27
    Mas aí vem a advertência de HHH: se o estado é o julgador de última instância de todos os conflitos, até mesmo os conflitos em que ele é parte, ele não vai evitar conflitos, mas criar cada vez mais conflitos, para depois julgá-los em seu favor. E aí, como fugir dessa perigosa armadilha?
  • anônimo  05/03/2013 14:44
    Não tem como. Nenhum dos dois sistemas é perfeito.
    Se bem que se todas as pessoas aderissem ao PNA, essa também seria uma discussão irrelevante.Não haveria necessidade de polícia e justiça nem pública, nem privada nem nada.
  • Anonimo  06/03/2013 02:22
    Quem disse que num conflito no qual uma das partes é o estado, o veredito sempre será favorável ao estado? Isto é pura imaginação. Aqui no Brasil, a coisa mais comum é oportunista se sar bem numa ação contra o estado, principalmente se o vigarista for funcionário público. Numa briga entre um funcionário público pilantra ( e isto tem muito) e o governo quase sempre a justiça dá ganho de causa ao funça malandro.
  • Mauro  06/03/2013 02:39
    Duh, e o funça é o quê, senão parte do aparato estatal?!

    Um funça processar o governo (talvez por "perdas salariais", como fazem alguns até hoje em decorrência de alegadas perdas com o Plano Collor e o Plano Real) e ganhar na justiça estatal nada mais é do que um braço do estado tomando dinheiro da população para repassar ao outro braço do estado.

    No final, o estado ganhou (confiscou mais dinheiro) e a sociedade perdeu. E você achando que foi o estado quem perdeu.

    Acorda!
  • Anonimo  06/03/2013 02:53
    O estado não confiscou mais dinheiro simplesmente redistribuiu entre seus componentes. O que eu quis dizer é que nem sempre o governo vence uma disputa judicial seja contra um funcionário público ou não. É muito comum governos perderem causas na justiça para entes privados mesmo que estes não merecessem ganhar. Já ouviu falar na "indústria da indenização"?
  • Andrestu pid  16/08/2014 14:47
    O "Estado" não é uma pessoa. Ele não tem um interesse. Não faz sentido você falar que o estado vai atuar em causa própria pois o estado não é um indivíduo.

    Respondendo à sua dúvida infantil, existe a separação de poderes, a institucionalização de certas funções e a criação de mecanismos institucionais que façam com que o judiciário atue contra o próprio "estado".
  • Eduardo Bellani  05/03/2013 14:50
  • anônimo  05/03/2013 15:00
    ai ai...vou ter que desenhar
    'o artigo disse que a internet oferece cultura de graça'
    Ok, então o filme que o cara bota no site dele saiu de 'graça' pra ser filmado?
  • anônimo  05/03/2013 15:02
    @Eduardo
    But under which system are the rich more powerful? Under the current system or under anarchy?
    No exemplo que eu citei, qualquer sistema que tenha gente passível de corrupção o rico vai se dar bem. Então a resposta é: em todos dois.
  • Eduardo Bellani  05/03/2013 16:53
    But under which system are the rich more powerful? Under the current system or under anarchy?

    Fazendo uma pergunta similar:

    Em que lugar um peixe tem mais espaço pra nadar, numa piscina ou no oceano atlântico?

    Para essa pergunta, você acha que faz sentido lógico você responder em todos dois. Qual a diferença lógica entre essa pergunta e a original?
  • anônimo  05/03/2013 17:46
    E quem é quem? Existem dificuldades teóricas dos dois lados, enquanto o anarcocapitalismo não for feito na prática não vai dar pra saber.
    Quanto ao suborno, a coisa mais comum do mundo é empregado que morre de raiva do patrão, porque é que seria mais difícil subornar um cara desses do que um empregado do governo?
  • anônimo  07/03/2013 15:38
    Mas mesmo assim ainda me julgo ancap.
    Eu acho que se o que se está discutindo é o sistema IDEAL, ora, o ideal é um sistema por libertários, para libertários e não pra qualquer ser humano na terra.A necessidade de justiça e polícia de qualquer tipo só existe quando se vive com os não libertários.
    Se todo mundo naquele lugar segue o PNA fica cada um no seu canto em paz e acabou-se.
  • 4lex5andro  02/11/2016 03:23
    Se é anarco no prefixo, pode cravar que é utópico. Os países de melhor sucesso econômico, em maior parte são minarquistas, e a saída do Brasil seria ser dividido em países menores.
  • Vitor  02/11/2016 12:36
    Qual a diferença entre estados se tornando países, como você propõe, depois cidades se tornando países, depois municípios se tornando países, depois pessoas? A partir de qual ponto isso para de ser economicamente positivo e passa a ser negativo? Por quê?
  • anônimo  05/03/2013 14:11
    'e civilizações com bases digitais capazes de nos ofertar mais filmes, mais livros, mais arte e mais sabedoria do que qualquer ser humano de épocas passadas seria capaz de obter'

    Falar que PI vai contra o direito natural, isso dá pra entender.Agora falar que sem PI, sem incentivo pra produzir essas coisas as pessoas vão produzir MAIS disso tudo, aí não dá pra levar a sério.
    É preciso muita imaginação pra ser anarquista.
  • Malthus  05/03/2013 14:21
    Entendi. Quer dizer então que todos os sites que fornecem filmes de graça, bem como a própria Wikipédia, que fornece cultura de graça, são apenas uma miragem. Nunca existiram. São apenas um delírio coletivo. De fato, é preciso muita falta de noção para afirmar isso. Parabéns.
  • anônimo  05/03/2013 14:34
    É óbvio que não foi isso que eu disse, o seu desespero em distorcer as palavras dos outros chega a dar pena.
    Pela sua lógica parece que acha que é o pessoal do kickasstorrents que contrata os atores, faz a produção, escreve o roteiro, manda filmar, todas as séries e filmes e tudo que eles botam lá no site deles.
    A sorte de quem baixa torrents é que ainda tem muita gente pagando pra ver filme no cinema, não fosse isso, óbvio, ninguém ia trabalhar de graça.Primeira lição de qualquer livro de economia: as pessoas respondem a INCENTIVOS.
  • anônimo  05/03/2013 14:48
    E a wikipedia é só uma jogada de marketing pra pedir esmola depois. 'enciclopédia gratis'... ora bolas, a INTERNET INTEIRA já é uma enciclopédia grátis.
  • Malthus  05/03/2013 14:53
    Duh! Acabou de se contradizer. O artigo disse que o mundo digital oferece cultura de graça. Você disse que isso era devaneio de anarquista. Agora está aí confirmando que toda a internet faz isso. Você parece ser binário.

    Outra coisa: a Wikipédia obriga alguém a dar "esmolas" para ela? Você não tem a mínima noção da diferença entre coerção e voluntariedade.
  • Pobre paulista  05/03/2013 15:21
    Convenhamos que na wikipedia só tem informação inútil e curiosidades.

    Hj informação de qualidade custa, e custa caro.
  • anônimo  05/03/2013 16:43
    Malthus, você realmente tem um problema de leitura. Eu nunca disse que a wikipedia obriga ninguém a nada, disse que o modelo de negócios dele é marketing pra atrair gente burra.
    A internet deu voz às pessoas mais idiotas do mundo, facebook é a internet das empregadas, e essa:

    é a grande produção cultural da era digital.

    E agora, contagem regressiva pra algum relativista cultural vir defendendo isso.
  • Malthus  05/03/2013 18:55
    Eu nunca lidei com coisas desse nível na internet. Vai ver que é porque eu sei o que quero quando navego, e não me deixo desviar por essas "tentações", ao contrário de você, que até sabe o nome do vídeo de cor (vide a sua rapidez em encontrá-lo). O melhor é ver você vaticinando que a internet não presta baseando-se exclusivamente em suas experiências baixas.
  • anônimo  05/03/2013 22:03
    'ao contrário de você, que até sabe o nome do vídeo de cor (vide a sua rapidez em encontrá-lo). '

    Meu caro, é patético essa sua bola de cristal, típica de quem não tem argumentos. Como já disse mil vezes, a única coisa que você faz é criar espantalhos e atacá-los.
    Eu não sabia decorado vídeo nenhum, procurei um vídeo aleatório entre os mais populares do youtube e saiu esse, que serve simplesmente pra ilustrar a suposta grande e maravilhosa produção intelectual que a internet proporcionou.
    E não tem essa de 'ah esse vale esse não vale', quando se fala produção cultural ta incluído tudo.
  • Vinicius Costa  05/03/2013 18:59
    Meu amigo, uso a internet diariamente e nunca fui obrigado a assistir esse tipo de vídeo e nem escutar músicas de que não gosto. Sempre quando tenho contato com essas coisas é através de pessoas como você que estão mais preocupadas com o gosto dos outros do que aproveitar o tempo livre para fazer o que lhe interessa. A não sei que sua forma de lazer seja criticar outras pessoas, o que é muito comum entre as empregadas que você citou.
  • anônimo  05/03/2013 21:58
    'A não sei que sua forma de lazer'

    Eu também não sei, não sei nem que língua é essa, quem sabe uma forma de lazer boa pra você seja estudar mais?
  • anônimo  05/03/2013 16:52
    reagle.org/joseph/talks/2009/images/Penny_Arcade_comic-20051216h.jpg
  • Mohamed Attcka Todomundo  05/03/2013 18:08
    pobre paulista!... tsk tsk tsk tsk tsk

    p/ vc ter ideia de como a wikipedia tá boa, ate eu to escrevendo la.

    e dê uma olhada nas listas de referencia dos verbetes. ta cada vez + completa, e vc pode verificar as fontes. já achei até dicionario e gramatica de copta na rede pq tava nas referencias dum verbete.
  • Carioca Marrento  05/03/2013 19:10
    Dessa vez vc se superou com essa generalização patética!

    Já pensou que o que "custa caro" para vc pode não valer nada para outra pessoa e vice-versa? Já pensou (claro que não) quanto muitas destas informações "inúteis" já valeram algum dia por estarem limitadas a caras enciclopédias?

    Se toca!
  • anônimo  06/03/2013 02:56
    Bom, pela segunda vez, eu não conhecia esse vídeo decorado, peguei um aleatório entre os 'populares' do youtube.
  • Marcio Vinhaes  06/03/2013 14:31
    www.spiegel.de/international/zeitgeist/no-copyright-law-the-real-reason-for-germany-s-industrial-expansion-a-710976.html

    A Alemanha deve seu desenvolvimento industrial justamente à falta de copyrights. Podemos ver que o mesmo ocorre hoje com a China, que não respeita leis de patentes e tem uma forte indústria baseada em cópias de produtos ocidentais.

    Outra coisa, autores nunca ganham com copyrights, apenas os intermediários - no artigo que te passei mesmo isso é demonstrado.
  • Quadrado Redondo  10/03/2013 15:19
    É impressionante como tem gente que fala coisas sem ter estudado.
    PI atrasa a inovação sim. E sem PI tem muito mais criação sim.

    E a explicação é apriorista, se você impede que pessoas copiem, ou se baseiem em produtos do passado, obviamente que o progresso é estagnado uma vez que todo progresso tem como base criações anteriores.

    Para de falar besteiras e leia um pouco sobre o asssunto.
  • anônimo  10/03/2013 16:33
    Claro que existem incentivos pra existência de trabalhos que não serão copiados, tanto que no próprio mercado já existem soluções nesse sentido, como programas que poluem o código fonte de outros programas, encriptação ou computação nas nuvens
  • Juliano  05/03/2013 14:30
    Ótimo artigo, mas ele só peca em um aspecto. Dá a entender que o apoio ao Estado vem apenas do nosso desejo de ser governado, de ter um rei. Acho que a realidade é ainda mais complexa. O Estado tráz uma série de benefícios a muita gente, muita gente perderia sem o apoio da máquina do Estado.

    Empresas fechariam, pessoas teriam que procurar emprego em outras áreas, alguns teriam um impacto seríssimo em seu padrão de vida. Da mesma forma, mesmo os pobres, teriam uma ameaça direta de perder alguns rendimentos. Como é que vou defender para uma pessoa pobre, simples, vivendo de uma aposentadoria de um salário mínimo, que o Estado não deveria existir? É claro que a primeira coisa que ela vai pensar é em sua aposentadoria.

    Os malefícios do Estado são difusos, a gente precisa ler nas entrelinhas. É completamente fora do senso comum. Da mesma forma que o Estado usa recursos pra atividades completamente inúteis, também presta serviços essenciais que são usados por todos.

    O Estado é completamente condenável do ponto de vista moral, mas, no ponto de vista prático, precisamos de um exercício muito grande de criatividade para imaginar as soluções alternativas. Pensar nisso dá trabalho e o modelo atual tem uma probabilidade mínima de mudar, assim a maioria das pessoas deixa isso de lado e prefere defender que o Estado haja de acordo com suas convicções.

    O desejo pelo estado não vem apenas do desejo por um líder, mas pelo fato de que esse é o caminho com menor resistência para ver nossos desejos satisfeitos.
  • maurício barbosa  05/03/2013 14:46
    Cadê os que me criticaram quando mencionei o texto bíblico de Samuel capitulo 8,seus críticos de araques,quero ver se tem a hombridade de críticar Jeffrey Tucker,eu vocês fizeram chacota e dele vocês vão dizer o que,bando de cara palída.
    Excelente artigo,demonstra as mesmas dúvidas e reações que todos temos quando nos deparamos com a teoria anarquista.
  • Pedro  05/03/2013 14:47
    O Direito de propriedade não é decorrente da escassez, mas sim da ação humana, do trabalho intelectual ou fisico.

    O fato de uma idéia não poder ser tomada (seu autor privado dela) não critério para negar ao autor o seu legitimo direito de propriedade. Ela é uma propriedade não material, é direito dele arbitrar sobre ela e por tal somente se pode dela usufruir legitimamente com o consentimento implicito ou explicito do autor.

    Negar o direito de propriedade de um trabalho com base no fato de que tal pode ser usufruido indefinidamente por indefinido número sem privar o autor do fruto de seu trabalho, não é critério racional. É mera cisma com uma idéia certa estendendo-a a campos errados.

    Ética é area da filosofia e não da economia. Direito tem relação com ética, com justiça, com liberdade e não com economia.

    Há o direito de propriedade e o direito de uso.
    O direito de uso se extingue com uso infinito, é devido uma contingência. O direito de propriedade é inerente ao individuo e a tudo da ação física ou intelectual DELE decorrer.

    A escassez atribui VALOR mas não direito de propriedade. A propriedade não decorre da escassez, decorre do direito natural.
    propriedade não decorre da praxis, o valor sim. pode-se ser proprietário mesmo de algo sem valor algum, da mesma forma que se tem direito inerente viajar, mesmo que se não o exerça.
  • Cedric  05/03/2013 18:26
    Amigo, a ideia de propriedade surge para evitar conflitos sobre bens escassos. Quando não existe escassez não existe conflito, ou seja propriedade intelectual é buscar conflitos e não tentar evita-los.
  • Pedro.  05/03/2013 21:24
    Oque vc esta dizendo é que a idéia de justiça é uma grande bobagem e devemos apenas nos guiar por ideologias que apresentam bons resultados. Ou assim os prometem.

    Ora, a idéia de propriedade decorre da idéia do direito, do que é justo. Um bem escasso e demandado será valorizado por ter uma demanda superior a oferta.
    O ar é finito, mas não é escasso. O ar engarrafado é escasso, mas antes ele é fruto do trabalho, da ação. Propriedade é um direito e pretender colher na economia respostas da filosofia é como colher abacaxis em bananeiras.

    Algo produzido e não demandadado NÂO É ESCASSO (não gera conflito, como dizes), mesmo que em pequena quantidade. Portanto, escassez não tem lá relação absoluta com quantidades, mas com a demanda. Isso já é uma pedra na teoria. Aquilo que tem oferta infinita não é escasso pois que atende qq demanda, mesmo imaginária. Tudo cuja oferta for superior a demanda não é escasso.

    "Amigo, a ideia de propriedade surge para evitar conflitos sobre bens escassos"

    A idéia do direito surge para evitar conflitos, pois que objetiva, se baseada em principios e não em arbitrariedades.

    Ademais ISTO QUE VC FALOU PÕE POR TERRA A IDÉIA DE ESCASSEZ COMO ORIGEM DA PROPRIEDADE.
    Afinal, um bem intelectual é fruto da habilidade e esforço individual, portanto é por direito propriedade do autor. Sem o autor não haveria o bem intelectual, ele é o responsável por tal existencia. Logo, haverá conflito ou descontentamento caso um inútil usufrua do fruto do trabalho alheio.

    Um criador de bens intelectuais não se conformará com a idéia de que seu trabalho não vale nada mesmo sendo demandado. Afinal, a forma de ter o valor de seu trabalho reconhecido é sendo os frutos deste a sua propriedade.

    O que se esta fazendo é afirmar insistentemente que a ação intelectual não gera propriedade por ser possivel de oferta infinita, por própria característica.
    Um projeto é fruto de um trabalho intelectual materializado num papelou num arquivo eletronico.

    Ora, se a idéia não é propriedade, uma vez executado o projeto e devolvido o arquivo ao criador, nada mais há que pagar-lhe. Afinal ele não é proprietário da idéia e eassim ninguém deve pagar a um projetista, uma vez que ele poderá ficar com seu projeto ou reproduzi-lo outra vez. Isso é um absurdo, é desprezar a idéia de direito completamente.
    Analisando a pratica tal coisa não só gera conflito como reduzirá drasticamente a produção intelectual, não sendo algo bom na pratica, além de fraudulento sob uma análise racional, teórica. Ou seja, tal afirmação estapafurdia repleta de confusões, falacias e meras alegações sem fundamento, semprincipio axiomatico, é mero gás.
  • Cedric  06/03/2013 03:34
    Oi Pedro. Desculpa se deu cabimento a esta interpretação mas eu nunca disse que se deve adotar a idéia de propriedade por questões utilitárias, mas o que eu disse é que ela SURGE por que existe a necessidade de se resolver esse problema. Ou seja, se não houvesse mais de um agente no mundo ou não houvesse escassez, não haveriam conflitos e não haveria necessidade da IDÉIA de propriedade. Note que existe entre a propriedade em si (apropriação, que surge com a autoapropriação) e a idéia de propriedade (que consta em propriedade legítima ou ilegítima, aí que entra filosofia, direito e justiça).
    Não sei se entendi bem o que você quis dizer com essa relação de oferta e demanda... Você quer dizer dos bens que não são demandados em absoluto por ninguém (nem pelo produtor) ou seja, renunciados por todos, e que portanto fica aberto para uma nova apropriação original? Não sei se qualquer oferta acima de uma demanda torna o bem não escasso, talvez apenas a parte que exceda a demanda (isso se até o proprietário original renunciar)? Mas isso apenas presumindo que a oferta e demanda são estáticas e não depanda de uma constante produção (custosa), ou estou confuso? Não é "apenas" por ser "infinita" que a idéias não são propriedade, mas também por ser um bem não "rival" (eu reproduzir uma idéia não "tira" a idéia de sua cabeça, ou copiar um cd não "tira" o seu cd).
    Usando a analogia do ar para relacionar à PI: Não delimitamos propriedade ao ar pois é um bem abundante (em seus termos não-escasso); Colocar em uma garrafa limita o ar (torna escasso tanto pelo recipiente - a garrafa - sê-lo quanto aquelas EXATAS moleculas de ar que estão contidas na garrafa). Caso eu roube a sua garrafa e danifique as moléculas que estejam dentro dela, estaria causando dano à sua propriedade. Tudo bem até aí, porém disso não se segue que todo o ar e/ou garrafas do mundo é sua propriedade nem muito menos que a AÇÃO de "engarrafar ar" tornou propridade sua. Portanto, letras não são bens escassos; escrever um arranjo letras em um papel cria algo escasso (a tinta da caneta e o próprio papel), se eu queimar seu papel estou danificando sua propriedade. Por outro lado, dizer que ninguém mais possa fazer esse arranjo de letras a própria caneta em seu próprio papel (ou até mesmo o próprio ato de escrever) significa fazer você proprietário (parcial) de TODOS os papéis e TODAS as canetas do mundo. Em outras palavras, você está se apossando da (buscando um conflito sobre) propriedade dos outros.
    Óbvio que ainda haverá espaço para criadores que serão pagos, pode-se fazer inúmeros arranjos possíveis no mercado e muitos deles já existem, também existe a possibilidade da escassez artificial (EX: contas pagas de jogos ligados aos servidores que requer reconhecimento) Sobre reduzir a produção intelectual isso é falso, boa parte da humanidade não existiu PI e com a internet (um ambiente largamente sem respeito com a PI) houve um grande BOOM de "idéias". Ceratmente você pode encontrar um amplo material falando a respeito desses dois pontos tanto no IMB quanto no youtube.
    Abraço.
  • Pedro.  06/03/2013 17:42
    Caro Cedric,
    muitas coisas certamente foram

    estabelecidas om base em questões

    práticas por não se chegar a um acordo

    sobre Ética. Tinha-se o fato e um

    resultado e se arbitrava sem saber

    porque. CASO DOS MACACOS as bananas e

    o jato d'agua (imagino que conheça).

    Contudo, o resultado prático não

    legitima eticamente. Fosse assim e

    todas as ideologias seriam

    respeitáveis, pois sempre prometem um

    paraíso num futuro incerto. Não é o

    resultado que torna algo certo ou

    errado eticamente. A moral se dá por

    arbítrio que se torna costume, é

    relativa e cada comunidade estabelece

    uma ou mais em confronto com outras.

    isso leva a crer que moral é questão

    de gosto, mas ética é uma tentativa de

    chegar a um absoluto baseado em

    principios axiomáticos e indução

    lógica. Uma pretensão de se completa.

    A idéia do direito é inerente aos

    indivíduos, a idéia de justiça é a

    grande criadora da propriedade e não a

    alegada escassez. Não há como se

    achar que joão que subiu no coqueiro e

    pegou o côco, não tenha direito a ele.

    Essa lógica da justiça é inerente ao

    ser. Contudo espertalhões falseia

    esta lógica da razão com apelos

    emocionais e, claro, promessas

    utilitaristas de "bem comum" ao custo

    alheio.
    Enfim, a idéia do direito é a

    responsável pelo direito de

    propriedade, ou se ficaria a mercê do

    arbitrio de um proprietário qualquer,

    mas não é assim. Reconhece-se o

    mérito para legitimar o proprietário.

    O fato de existir ABUNDÂNCIA FINITA

    apenas leva a que se possa desprezar

    ou negligenciar o direito de

    propriedade, mas isso não significa

    que tal inexista.
    Parece que se parte do fim para

    concluir o principio.

    De fato oq parece é a defesa de que a

    qualquer bem que possa ser de oferta

    infinita, não se deve reconhecer o

    direito de propriedade. É isso que

    por aqui andam defendendo. O fazem sob

    a idéia de que se não é finito, não

    merece ser propriedade. É uma violação

    ética, um dogma moral de péssima

    qualqidade. Afinal, com isso se esta

    negando o mérito de quem produziu um

    bem cuja oferta pode se infinita e por

    tal não priva o criador de continuar

    possuindo-o. Muitos são os produtores

    de bens de oferta finita, e podem

    mesmo produzir de modo que não haja

    escassez e assim o valor relativo

    decai abaixo dos custos de produção.

    Então os legitimos proprietários jogam

    fora ou doam seu produto. Nestes casos

    não há demanda ante o preço cobrado ou

    mesmo nem se fosse gratuito.
    Por exemplo um bolo de panfletos. É um

    produto de oferta finita, mas nada

    impede que não sejam escassos por não

    haver demanda por eles e eles podem

    sobrar aos olhos de todos até se

    extinguirem no tempo. Não se pode

    dizer que são bens escassos e

    SOBRETUDO não há disputa por tal, logo

    não há escasses, mas apenas uma oferta

    finita.
    Para realçar imagine-se albuns de

    figurinhas e que estas sejam feitas em

    excessiva produção, todos completam

    seus albuns ou ninguém adquire os

    abuns (O VALOR É SUBJETIVO) e estas

    figurinhas não demandadas ou

    demandadas por poucos sobrarão em

    oferta até se as jogue fora. Não se

    pode dizer que são escassas, mas

    apenas de oferta finita, embora

    enormente superior à demanda. Só é

    escasso aquilo cuja oferta é inferior

    a demanda, por isso é valorizado. Se

    há mais oferta do que possibilidade de

    consumo, mesmo a custo zero, é tolo

    afirmar que tal bem é escasso. O AR

    NÃO É ESCASSO, EMBORA DE OFERTA

    FINITA.
    Fosse escasso e alguém agiria para

    fornece-lo apropriando-se dele, como

    não é escasso, embora finito, não tem

    valor de mercado, esta disponível a

    todos em quantidade superior à

    demanda.
    Algo só pode ser disponibilizado para

    uso caso se exerça decisão e ação

    sobre tal. Então, é este exercicio

    fisico ou intelectual que atribui o

    DIREITO de PROPRIEDADE. É um direito e

    não uma mera concessão moral ou legal.

    A propriedade geralmente tem utilidade e demanda. Se se deseja usufruir de um bem, é necessário que alguém o produza através da ação fisica e/ou intelectual.
    Alguns bens permitem o uso coletivo, mas isso não significa que que surgiram magicamente, eles foram criados pelo trabalho braçal e/ou intelectual e portanto são legitima propriedade do criador. Não fosse assim, e diriamos que apenas os trabalhadores braçais produzem coisas de valor, apenas aqueles que aplicam ação física seriam produtores e então já sabemos onde isso vai dar.

    Um empreendedor é legitimo dono do seu negócio. Um fabricante é proprietário de tudo que fabrica, mesmo que apenas tenha materializado sua idéia através da ação alheia. Ora, se dele é apenas a idéia do empreendimento e a concretização deste, como um poeta concretiza seu poema citando e/ou escrevendo (agindo tal qual o empreendedor) para disponibiliza-lo. Se afirma-se "legitimo" apropriar-se de um livro para dele usufruir, mais legitimo seria os operarios usufruirem da idéia do empreendedor. Cabendo a este apenas reaver o capital investido, como alguém assim ja disse. A propriedade existiria, mas poderia ser concedida aos operários por serem eles os produtores braçais. Afinal, se eu copio algo e por tal posso usufruir sem autorização do produtor, oq me impede de usufruir daquilo que eu mesmo produzo? Ou seja, afirmar que só existe direito de propriedade sobre bens escassos desprezando-se moralmente o reconhecimento do JUSTO mérito de produtores intelectuais é algo sem noção.
    Um projeto é fruto do trabalho intelectual do indivíduo, portanto é legitima propriedade do individuo. Se ele negligencia ou não este direito, não importa, ainda assim é de sua legitima propriedade, pois que fruto do seu trabalho intelectual, mesmo que ele permaneça com seu projeto físico, a idéia é dele, ele a criou e ela só existe devido a ele, não posso recusar-me a pagar o projetista ao devolver-lhe os originais. É anti ético e imoral, mas se não assinei um contrato explicitando sobre uso do projeto, isso não significa que o projetista não é o proprietário. Fosse assim, nem mesmo o contrato teria valor, pois como posso fazer um contrato de fornecimento de algo que não seja minha propriedade e cobrar como se fosse?
  • Pedro.  06/03/2013 18:00
    Caro cedric,
    Oq é abundante não é escasso. Ponto. Voce discorda disso?
    oferta infinita é abundante, mas oq ue abunda nem sempre tem oferta infinita. O ar é finito.

    Pelo que voce argumento voce considera que não é o trabalho que atribui o direito, o mérito, à propriedade.
    Ou seja, um propjetista não deveria receber por seu projeto se lhe fosse devolvido o original. Isto é o que deixas entender.
    Se me falas de contrato explicito, então a aquisição de um software é tem contrato que proibe reprodução ou copia. Um CD ou DVD e então um poeta sempre que citasse seu poema declamaria antes um contrato para quem quisesse ouvi-lo. Um musico antes do show e por aí vai. Então oq atribui propriedade seria apenas a explicitação desta. E neste caso nada vale nada, a noção de justiça e direito vão para as cucuias e tudo passa a depender de um contrato. ...então "se não há contrato, tudo é permitido"

    Algo então escasso pode ser de propriedade requerida, e oq não é escasso mas fruto do trabalho? ...não pode ter sua propriedade requerida com base no direito? Se não pode, então devolvido o original nada se deve ao projetista. Por outro lado, se despreza-se a noção do direito em nome de um DOGMA ESTAPAFÚRDIO, originado no achismo de quem acha que, mesmo sendo fruto do trabalho alheio, não se deve reconhecer propriedade daquilo que tem oferta infinita, ou que não é material. Ou seja, direito de propriedade somente para bens materiaisque o uso privaria o então proprietario da então sua propriedade. É um critério ético bastante exótico.

    Uma bela moça então não poderia reclamar se lhe acariaciam a bela bunda enquanto caminha, afinal, ela continua com sua bunda, nada lhe foi privado.
  • Charles Hertz da SIlva  05/03/2013 14:52
    que belo artigo para se ler de manhã! bastante inspirador!

    esse artigo é perfeito para os minarquistas lerem, mas como o próprio texto diz, os minarquistas ainda devem receber algum crédito por pelo menos querer diminuir o estado! os que tem que mudar por completo são os socialistas! estes sim!


    é engraçado ver que o criador do artigo o fez a muito tempo, mas eu tive a mesma experiência que ele!

    eu pensava que o mundo seria impossível sem um estado mínimo, pensava que o trânsito não funcionaria, que pais de crianças pedófilos ficariam impunes, dentre outras coisas... mas com o tempo eu fui tendo este mesmo pensamento: será que realmente existe algo que a iniciativa privada não possa fazer igual ou melhor que o estado?

    depois de alguns meses lendo artigos e estudando sobre os mais variados sistemas políticos e até formas de anarquismo mesmo (os de esquerda e direita), eu cheguei a mesma conclusão do criador do artigo! e a mesma perspectiva de um futuro sem estado!
  • Bernardo F  05/03/2013 15:40
    Artigo brilhante. Inspirador.
  • anônimo  05/03/2013 16:35
    O que eu fui descobrindo de maneira gradual em minha rotina diária é que o anarquismo está inteiramente ao nosso redor. O estado não nos acorda de manhã, não arruma nossa cama, não tece nossos lençóis, não constrói nossas casas, não faz nossos carros funcionarem, não prepara nossa comida, não nos faz trabalhar com mais afinco e dedicação, não produz os livros que lemos, não gerencia nossas igrejas, não nos dá roupas, não escolhe nossas amizades e nossos amores, não toca a música de que gostamos, não produz os filmes a que assistimos, não cuida de nossos filhos, não cuida de nossos pais, não escolhe onde passamos férias, não dita o assunto de nossas conversas, não torna nossos feriados mais bonitos e alegres, não cria nada de positivo para nós.

    Por favor, não deixem que o Mantega saiba disso!
  • anônimo  05/03/2013 17:48
    O mantega diria que a casa que tu mora não é anarquia coisa nenhuma, ela só não desaba na tua cabeça por causa da obrigatoriedade de ter sido feita por um engenheiro civil.
  • Rafael George  06/03/2013 11:31
    Sim, o Palace II foi projetado e construido por engenheiros, conforme obrigado pelo estado, e nem por isso ficou em pé.
  • anônimo  06/03/2013 13:02
    Mas aí ele iria comparar quantos desabam com e sem engenheiros.
  • Luiz Padilha  07/03/2013 11:35
    Todos os que desabam no Brasil foram projetados por engenheiros...
  • anônimo  07/03/2013 11:53
    Será? Até aqueles nas favelas, feitos em áreas de risco que quando chove só falta derreter? Que o governo vai, tira os favelados dali depois eles voltam e constroem tudo de novo
  • Guilherme  05/03/2013 17:16
    Fica muito facil dizer que o livre-mercado é melhor que o socialismo (porque de fato é)...mas somente isso não o torna um sistema perfeito e ideal como os artigos falam...

    Por os bens serem escassos, voce privatiza-los por inteiro tambem poderá gerar alguns riscos para o sistema...bens naturais e essenciais por exemplo. Como ficaria um país se toda sua reserva de água ficasse na mao de uma empresa? e se esta empresa tivesse um exercito particular? não teriamos um apelo popular suficiente para derruba-lo do mercado, pois ele possui um produto que será sempre vendido...em algum momento no furturo este sistema tambem ira colapsar...

    Outra questão é a divisão social e a igualdade de oportunidades...
    Divisão Social: sempre será piramidal.
    Igualdade de Oportunidades: só irá existir nos mesmos niveis sociais, nunca um filho de pedreiro terá a mesma chance que o filho do dono da construtora...e assim por diante.

    Acredito em um sistema onde possamos utilizar o maximo possivel do intelecto humano...tendo uma matriz inteligente conectando todo o globo e administrando os bens naturais de forma eficiente, diminuindo o desperdicio...assim poderiamos diminuir o problema de escasses(jamais acabar com a escasses)...exemplo: a comida e sua distribuição global. Teriamos novas cidades em lugares estrategicos e não como estao agora...planejamento é muito importante, e temos que utilizar todo o potencial disponivel...

    O que vejo é muito idolatria tanto para o socialismo e tanto para o capitalismo...como se somente existissem estas possibilidades...





  • Carioca Marrento  05/03/2013 19:32
    Como ficaria um país se toda sua reserva de água ficasse na mao de uma empresa?
    Esta empresa iria controlar as reservas de água da mesma maneira que um país usa seus exércitos para controlar suas fronteiras e impedir a entrada de armas e drogas. Not.

    Igualdade de oportunidades, blablabla...
    E que diferença faz se alguém tem mais chance do que outro? Deixe de ser invejoso, trabalhe e encontre suas próprias oportunidades. O dono da construtora pode estar cheirando o dinheiro todo do pai e não estar nem aí para as oportunidades que o filho do pedreiro pode perceber.

    Acredito em um sistema
    E quem vai criar este sistema, você? Estude um pouco e talvez um dia vc possa propor este maravilhoso "sistema" alternativo. Not!
  • mauricio barbosa  15/08/2014 15:41


    Guilherme o filho do pedreiro pode enriquecer igual a todo mundo que hoje é rico(inclusive os herdeiros ao aumentarem a fortuna herdada pois tem alguns que a dissipam e se tornam pobres)não o são por questão de sorte ou benção pois Deus abençoa a todos nós com sua infinita misericórdia,o que faz a diferença é simplesmente poupar,se capitalizar e é isso que enriquece apesar da inflação,tributação,taxação e regulamentações de diversas matizes do monstro burocrático,enfim o sujeito que se esforça para trabalhar e economizar desde a juventude sai da pobreza,enquanto os gastadores e chorões vitimizadores continuaram na pobreza,dependentes de assistencialismos estatais e esmolas de terceiros e isso é tão verdadeiro que nós brasileiros dependemos da poupança estrangeira além do necessário por sermos enquanto nação esbanjadores,portanto deixa a ideologia de lado e enxergue a realidade como ela é...



  • Victor Cezar  05/03/2013 17:44
    Não precisei sequer ver o nome do autor para saber quem tinha escrito. Genial Tucker, como de costume.
  • Melanie Schwartz  05/03/2013 17:52
    Artigo muito bom. A EA tem ideias sólidas, fáceis de entender e difíceis de contrariar. Por que será que a EA não tem tantos adeptos?
    Acho que em parte é pela arrogância dos poucos membros. Toda vez que eu leio os comentários, eu tenho a impressão que os opositores que vêm debater só levam safanão, sarcasmo e desprezo. Enfim, os libertários não parecem ser uma minoria acolhedora. Eu acho que o comunismo e a igreja evangélica, para citar alguns, atraem muitos seguidores porque passam um sentimento bom (ainda que falso) de união, de hospitalidade, de família. Talvez vocês precisem de um líder carismático. Está super na moda, rs.
    No meio tempo, continuem com o bom trabalho.
  • Mercado de Milhas  05/03/2013 19:08
    concordo!
  • Wagner  05/03/2013 19:41
    Quando você percebe que carrega um monte de parasita estatal nas costas começa a ficar cada vez mais difícil ser carismático com pessoas que defendem esta ideia.
  • Gabriel Miranda  06/03/2013 03:15
    A Escola Austríaca foi formada por pensadores como Menger, Mises, Hayek, Rothbard, entre outros. Você pode ignorar todos os membros do IMB e focar somente nos mestres. Alegar a má vontade de alguns membros do IMB não é desculpa para não se instruir!
  • Leandro  06/03/2013 04:08
    Gabriel, quais membros? Nenhum membro participou deste tópico. O IMB obviamente não pode se responsabilizar pelo que dizem alguns leitores. Muito menos podem ser imputados a nós os seus pensamentos.
  • Melanie Schwartz  06/03/2013 12:02
    Desculpe-me, eu me expressei mal. Não estava me referindo aos membros do IMB, mas aos libertários em geral. Foi uma discriminação injusta.

    O que acontece é que às vezes vem alguém despejar um emaranhado de besteiras para confrontar as ideias expostas nesse site. Os que respondem normalmente retrucam com xingamentos, sarcasmo ou outras formas vis de retaliação.

    O problema é que a linha de pensamento defendida pela EA tem uma fragilidade por inspirar certa desconfiança. A ideia de anarcocapitalismo assusta. Ninguém das gerações recentes viveu sobre tal organização social para poder afirmar com certeza que é boa e funciona. Falta um exemplo prático e bem sucedido. A maioria, que sequer cogita nessa possibilidade de viver em plena anarquia pacífica, precisa ser convencida de que essa é a ideal. Há muitas pessoas fracas, medrosas, tímidas, que morrem de medo de perder a proteção do Estado. Eu mesma me sinto extremamente vulnerável quando vou fechar um negócio e preciso assinar um contrato. Sinto que sem o Estado para me "defender", eu sou sempre a parte mais vulnerável.

    Aí chego aqui no site, leio os comentários. Dá a impressão que foram escritos por uma alcateia agressiva e faminta, doida para se desfazer dos grilhões que o Estado impôs para, em seguida, engolir as ovelhas fraquinhas, como eu. *medo*

    Gosto muito das ideias da EA. Leio o site regularmente. Convence-me fácil em termos econômicos, mas acho que falta aquele apelo emocional que o povo gosta.

    Pode ser bobeira minha, mas fica a dica.
    Bjs.
  • Leandro  06/03/2013 13:18
    "O problema é que a linha de pensamento defendida pela EA tem uma fragilidade por inspirar certa desconfiança. A ideia de anarcocapitalismo assusta."

    Prezada Melanie, você está fazendo uma enorme confusão conceitual. A EA é uma ciência livre de juízo de valor. Ela é uma ciência positiva; ela não é uma ciência normativa. Ou seja, a EA explica fenômenos econômicos; ela não defende arranjos políticos.

    Logo, não faz absolutamente nenhum sentido dizer que a EA "defende o anarcocapitalismo". A EA não defende absolutamente nada.

    A EA é apenas um corpo teórico que explica os fenômenos de mercado. Só isso. Ela não toma partido de nenhuma posição política. Quem faz isso é a filosofia libertária. Não confunda as duas coisas. Dizer que a EA defende o anarcocapitalismo faz tanto sentido quanto dizer que o marxismo defende o consumo de charutos.

    "Gosto muito das ideias da EA. Leio o site regularmente. Convence-me fácil em termos econômicos, mas acho que falta aquele apelo emocional que o povo gosta."

    Exato. Uma ciência dedicada a explicar fenômenos econômicos é, por definição, nula em termos de apelo emocional. Angariar massas é função das filosofias, e não da ciência econômica.

    "Pode ser bobeira minha, mas fica a dica."

    Foi um erro conceitual sério, o qual você deveria corrigir com urgência. Fica a dica.
  • Melanie Schwartz  06/03/2013 13:58
    Com uma conversa assim fico muito mais satisfeita.
    Obrigada pela elucidação, Leandro. ^^
  • Lima  10/03/2013 00:04
    Releia alguma de suas frases:
    1-"Talvez vocês precisem de um líder carismático. Está super na moda, rs."
    2-"Sinto que sem o Estado para me "defender", eu sou sempre a parte mais vulnerável. "
    3-"doida para se desfazer dos grilhões que o Estado impôs para, em seguida, engolir as ovelhas fraquinhas, como eu. *medo* "
    4-"Convence-me fácil em termos econômicos, mas acho que falta aquele apelo emocional que o povo gosta."
    5-Eu tirei isso da minha cabeça.

    Eu vou mostrar o que passa na minha cabeça quando leio cada uma delas e acredito que passa o mesmo na cabeça dos demais ...
    1-Fazendo piadinhas...
    2-Se fazendo de fraca para agredir alguém.
    3-Se fazendo de fraca para agredir algúem.
    4-Apelo emocional que VOCÊ gosta..
    5-Questiona um estudo de 30 anos, e admite um pensamento que "tirou da cabeça", ou seja, não tem interesse em estudos...

    Agora talvez você possa entender melhor porque as pessoas por aqui as vezes não são tão educadas...
  • Marcio  10/03/2013 01:17
    Detalhe: ao clicar no nome da moça que fez esses comentários, você é direcionado para a página da "Carta Capital".

    Coincidência?
  • Jacques  05/03/2013 18:37
    Eu vou dar só um exemplo sobre cono o anarcocapitalismo baseado na propriedade privada strictu sensu pode ferrar com o povo, e que há casos que poderá até ter um conflito (e claro, quem ganha é o MAIS FORTE).

    Vocês devem saber que o Nordeste sofre com problemas de seca. Isso não é novidade pra ninguém. Qualquer cidadão brasileiro sabe diso. Pois bem. Em Aparecida, Paraíba, tem um canal. Às margens do Canal, tem grandes fazendas. Até aí nenhum problema. O problema começa quando estes grandes fazendeiros impedem os pequenos agricultores (que também precisam de água) de usarem a água do Canal. Eles se instalaram às margens do canal, usam a água como se fosse deles e não deiam os outros usar. Houve conflitos. Agora, me digam, "libertarios", como resolver isso? No estatismo, Estado (a prefeitura) resolveu o problema da seguinte maneira: construiu obras de irrigação para estes pequenos agricultores. Mas no anarcocapitalismo, como seria resolvido? Ocorreria o seguinte: os fazendeiros continuariam sem mandar água para estes pequenos agricultores (propriedade privada), não haveria um prefeito, nem ninguém que irrigasse a terra desta gente, e haveria conflitos pelo uso da água, até o mais forte vencer o conflito.
  • Eleno  05/03/2013 19:08
    Acho o máximo quando as pessoas chegam aqui afetando arrogância, batendo no peito e dizendo "Eu crie um exemplo de situação que mostra que blá-blá-blá não funciona!"

    Aí quando você vai ler a coisa, esperando que realmente seja algo novo e intelectualmente desafiante, o sujeito simplesmente requenta uma situação que era totalmente corriqueira no Oeste americano no século XIX, e que foi totalmente resolvida por meios voluntários e pacíficos. Leia mais aqui.

    Outra coisa:

    1) No seu "exemplo", quem chegou primeiro ao rio?

    2) Qual a extensão deste rio? Os malvados ocuparam cada centímetro quadrado de suas bordas?

    3) Por que você parte do princípio de que quem chegou depois (vamos supor que os pobres agricultores chegaram lá bem depois) tem o um "direito natural" de usar a água do rio justamente naquele trecho em que eles acham mais conveniente?

    Após ler o texto sugerido, responda a estas perguntas.

    P.S.: não adianta querer me rotular. Não sou anarcocapitalista; tenho coisas mais importantes com o que me preocupar (por exemplo, a destruição do poder de compra da moeda e das liberdade civis e empreendedoriais). Mas certamente me irrito ao ver pessoas dizendo que indivíduos não podem interagir de forma pacifica se não houver Renan Calheiros no Senado ditando ordens.
  • Rodrigo  05/03/2013 20:04
    O que seria o "direito natural"?
    O que deve ser considerado um "direito natural"?
  • Eleno  05/03/2013 20:42
    Direito natural originalmente significa você ter o direito, pelo simples fato de ser um humano, de que 1) não tirem sua vida, 2) não tirem sua liberdade, e 3) não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

    No caso acima, utilizei o termo "direito natural" ironizando a postura do Jacques, que claramente deu a entender que as pessoas têm o "direito natural" de usar um pedaço de terra que já foi anteriormente apropriado por outras pessoas.
  • Rodrigo  05/03/2013 21:56
    Qual seria o rol de "direitos naturais"? Você citou esses três. Eles são premisssas pra teoria libertária ou decorrem logicamente de outra proposição?
    Alguém pode indicar algum texto libertário que exponha a idéia, para contrapor às teorias de direito positivo, como a de Hart e a kelseniana?
    tks
  • Eleno  05/03/2013 22:11
    Leia os capítulos de 1 a 4:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=12

    Ou pode ler este artigo, que fala rapidinho sobre o tema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1005
  • Jacques  05/03/2013 21:47
    O que tá querendo dizer, Eleno? Que quem "chega primeiro ao rio" tem direito de impedir os outros de usar a água? Ou seja, só meia-dúzia de gente que teve a sorte de "chegar primeiro ao rio" teria acesso à água, os outros só poderiam usá-la caso estes permitissem? Na boa, isso prejudicaria a bom convicio em sociedade. Pense no que aconteceria se isso aconecesse na tua cidade.
  • Eleno  05/03/2013 21:58
    Não. Quem chega primeiro a uma determinada área da encosta do rio é o dono daquele determinado pedaço. Foi assim que a civilização se desenvolveu: apropriação original.

    Por outro lado, ninguém é dono de toda a extensão de um rio, pois isto é fisicamente impossível.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=973
  • Jacques  05/03/2013 22:34
    Não, Eleno. Não foi assim que a civilização se desenvolveu. Aliás, nem teria como se desenvolver assim. Ou melhor, só haveria "civilização" nas margens dos rios. Ou teria como usar a água e construir algo que não seja às margens do rio, sem permissão dos quem mora ou tem propriedades nas margens do rio?
  • Eleno  05/03/2013 22:43
    Estou me referindo ao fenômeno da apropriação original, Jacques. Fique atento ao desenrolar da discussão, por favor!
  • Marcus Benites  05/03/2013 23:18
    Se alguém quer comprar o direito de passar canos pelo meu pedaço de terra na margem do rio para usar água, eu deixaria de lucrar com esse negócio por quê? Por que "rios" (que trocadilho infame!) um vendedor de azeitonas deixaria de vendê-las ou dificultaria o negócio? Para outro fazê-lo em seu lugar? Acredite na ganância das pessoas, é ela que garante tudo o que temos de bom no mundo. Se eu posso transformar X em 2X, eu não deixarei de fazer isso! Nem você.
  • anônimo  06/03/2013 02:36
    Eleno, mas nem a apropriação original foi regra na história da humanidade. Na prática o que valia (ou vale?) é a velha lei do mais forte.
  • anônimo  06/03/2013 03:01
    'Se alguém quer comprar o direito de passar canos pelo meu pedaço de terra na margem do rio para usar água, eu deixaria de lucrar com esse negócio por quê? '

    Porque tu mesmo vai querer usar a água.
  • Marcus Benites  08/03/2013 02:18
    Ai, ai, dai-me paciência Senhor! Se a água é tão escassa a ponto de não dar pra mais de uma pessoa, ou seja, eu não vou permitir que outro use porque irei usar "eu mesmo", ela de fato não deve ser partilhada. Se for o normal da água dos rios, que dê pra todo mundo, eu irei vender o acesso à água pela minha terra para os outros, ganhar com isso, fazer a produção dos outros ficar mais cara e a minha mais barata para, além de lucrar com o negócio dos canos passando pela minha terra, vender melhor minha produção. Se quiserem esse arranjo, ótimo. Se não quiserem, façam como eu e se esforcem para juntar poupança e investir em um pedaço de terra à beira de um rio. Se os interessados na água forem pobres miseráveis que precisem para subsistência, melhor ainda. Eu não darei o acesso a concorrentes, mas tão somente venderei esse acesso a pessoas que, uma vez com água, poderão me pagar de alguma forma o que eu cobrar, caso seja do interesse delas. Se não for, rio não falta por aí e é impossível controlá-los totalmente (vá ao Amazonas e você entenderá do que falo). A questão é tão pertinente quanto alguém achar que uma pessoa possa ser dona de todas as árvores do mundo ou de todas as nuvens.
  • Melanie Schwartz  05/03/2013 20:06
    Parece o Teorema do Coase: As partes conseguem chegar a um acordo mesmo diante da dificuldade de reconhecer claramente o direito de propriedade privada. Segundo a EA, isso é sempre possível.
    A maioria das demais correntes de pensamento econômico vai chamar isso de externalidade negativa e usá-la para justificar a existência do Estado, como você fez.

    Esse artigo sobre o não-tão-selvagem velho-oeste me levantou umas questões. Por exemplo, e se as estatísticas da época fossem tão imprecisas quanto as pistolas? Mas acredito que não, afinal, os autores passaram 30 anos estudando o velho-oeste (haja saco, rs). Seria uma perda de tempo passar anos estudando para repassar informações falsas. Mas bom, sei lá. Será que porque funcionou lá, funcionaria sempre?
  • anônimo  05/03/2013 22:05
    'Parece o Teorema do Coase: As partes conseguem chegar a um acordo mesmo diante da dificuldade de reconhecer claramente o direito de propriedade privada. Segundo a EA, isso é sempre possível. '

    Qual a fonte disso?
  • Melanie Schwartz  06/03/2013 11:29
    Anônimo,

    Eu tirei isso da minha cabeça.
    Talvez eu esteja errada, mas acho que o Teorema de Coase é mais ou menos isso mesmo que eu tentei definir.
    pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_de_Coase

    E a afirmação "Segundo a EA, isso é sempre possível" é uma decorrência lógica, não?
    Cheguei a essa conclusão pelo seguinte raciocínio: Se a EA prega a desnecessidade da existência de um governo, então os particulares sempre podem resolver os conflitos entre si. Caso contrário, há a necessidade de existir um governo.

    Não quis afirmar que a solução será sempre satisfatória para ambos envolvidos, mas somente que é passível de negociação.

    Bjs. :^)
  • Tiago Moraes  06/03/2013 11:38
    Pelo que eu entendi no seu exemplo, a noção de que os fazendeiros ribeirinhos proíbem os mais pobres de acessarem a água do rio, é uma interpretação sua. Não corresponde a realidade.
    A realidade é que os fazendeiros tão somente impedem que essas pessoas utilizem suas terras como rota para se chegar até o rio e não o uso da água do rio. Até aqui é compreensível, porque simplesmente tornar livre o acesso às suas terras, poderia ocasionar inconvenientes para estes proprietários.
  • Jacques  07/03/2013 08:29
    Se eles mandassem água pros pequenos agricultores, não seria necessário usar a fazenda como rota para chegar até o rio. Mas nem isso os fazendeiros queriam fazer. Se o Estado (a prefeitura) não tivesse irrigado as pequenas fazendas, haveria conflitos. Como isso seria solucionado no anarcocapitalismo, é a resposta que estão me devendo... Talvez no anarcocapitalismo haveria conflitos e mortes até vencer o mais forte. Pois anarquia é isso mesmo: a lei da selva, a lei do mais forte.
  • Eleno  07/03/2013 11:46
    "Se eles mandassem água pros pequenos agricultores, não seria necessário usar a fazenda como rota para chegar até o rio. Mas nem isso os fazendeiros queriam fazer. Se o Estado (a prefeitura) não tivesse irrigado as pequenas fazendas, haveria conflitos. Como isso seria solucionado no anarcocapitalismo, é a resposta que estão me devendo..."

    Já foi respondido por mim lá em cima. Aliás, dei nada menos que 3 respostas. Você fingiu que não viu. Ou se fez de ignorante. (São posturas como essas -- leitores que fazem perguntas e desconsideram totalmente as respostas, porque não gostam delas -- que poluem desnecessariamente a seção de comentários do site, fazendo com que várias outras participações mais interessantes deixem de ser notadas).

    "Talvez no anarcocapitalismo haveria conflitos e mortes até vencer o mais forte. Pois anarquia é isso mesmo: a lei da selva, a lei do mais forte."

    Claro, porque no atual sistema, em que há um estado provedor dando segurança para todos, não há lei da selva e nem do mais forte. O estado não desapropria famílias para dar às suas empreiteiras favoritas a concessão de obras e demais empreendimentos. Não há jagunços que executam fazendeiros a mando de políticos. Nunca houve.

    Acorda!

    P.S.: não adianta querer me rotular. Não sou anarcocapitalista; tenho coisas mais importantes com o que me preocupar (por exemplo, a destruição do poder de compra da moeda e das liberdades civis e empreendedoriais). Mas certamente me irrito ao ver pessoas dizendo que indivíduos não podem interagir de forma pacifica se não houver Renan Calheiros no Senado ditando ordens.
  • anônimo  07/03/2013 11:57
    Então tá, o acesso ao rio passa pela minha terra.Esse é um problema do livre mercado? Pra eu chegar na minha casa mais rápido eu teria que demolir a sua.Outro problema do livre mercado?
    Liberdade não é ter direitos sobre a propriedade dos outros.
  • Caue  09/03/2013 20:54
    A solução foi dada a muito tempo em diversas formas...

    Não faça com os outros, o que você não gostaria que fizessem com você

    Quanto maior o poder, maior a responsabilidade.

    Etc, etc...

    Ou seja compaixão, justiça, gentileza e tudo o mais...Algo que alegra a vida de todo mundo...

    Por exemplo, na questão de direitos autorais, acredito que o cerne da questão está em reconhecer o criador, isso por si só traria ao mesmo tempo o incentivo financeiro como o incentivo pessoal. Algo que a internet poderia resolver (como o faz em parte) facilmente.

    Fica a sugestão, criaria-se um site do tipo o imdb, wikipedia ou algo do tipo, onde seriam registradas projetos,invenções, obras literárias ou musicais, ou qualquer outra coisa.
    O autor além de ser reconhecido poderia pedir doações pela sua obra, ou receber propostas de distribuidores, empresas etc...
    E plagiadores que não reconheçam os autores, seriam no mínimo descobertos e talvez punidos pelo mercado. Tenho certeza que em obras literárias e musicais isso seria aplicado. Como vários artistas já foram penalizados. Ninguém gosta de charlatões preguiçosos.

    Talvez seja uma ideia de milhões aí para webdesigners hum...Estou dando na boa fé em que serei reconhecido =P e para retribuir o site que tanto me ensina...
  • anônimo  10/03/2013 02:22
    Exatamente. Mais uma vez, o mercado trataria de resolver um suposto problema que o estado atualmente toma para si a responsabilidade de resolver. Disseram que o rádio ia acabar com os shows. Disseram que o disco ia matar o rádio. Disseram que o mp3 ia matar a indústria musical. Disseram que a internet iria acabar com os livros. Claro, os que se beneficiam do status quo não querem mudanças no sistema. Defender o status quo é ser contra o progresso humano. Imagina o progresso que alcançaríamos se o sistema de patentes fosse abolido? Os inventores não seriam prejudicados neste arranjo. Muito pelo contrário. Eles teriam a capacidade de inventar em cima do que já existe, e teriam para si o fator novidade. Aqueles que forem empreendedores e trabalharem duro, que saberem lançar sua invenção, colherão os frutos. Aqueles preguiçosos que atualmente choram para que o governo proíba os outros de inventarem algo parecido, esses iriam passar fome.
  • jose carlos zanforlin  05/03/2013 18:40
    Senhores, a título de colaboração, eis trecho da Bíblia, sobre Samuel, referido no artigo, e confirmem se não é o retrato do que nos ocorre hoje, representanto o estado o grande ralo por onde escorrem nossas riquezas:

    I Samuel

    Capítulo 8

    4 Todos os anciãos de Israel vieram em grupo ter com Samuel em Ramá, 5 e disseram-lhe: Estás velho e teus filhos não seguem as tuas pisadas. Dá-nos um rei que nos governe, como o têm todas as nações. 6 Estas palavras: Dá-nos um rei que nos governe, desagradaram a Samuel, que se pôs em oração diante do Senhor. 7 O Senhor disse-lhe: Ouve a voz do povo em tudo o que te disseram. Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu reine sobre eles. 8 Fazem contigo como sempre o têm feito comigo, desde o dia em que os tirei do Egito até o presente: abandonam-me para servir a deuses estranhos. 9 Atende-os, agora; mas declara-lhes solenemente, dando-lhes a conhecer os direitos do rei que reinará sobre eles. 10 Referiu Samuel todas as palavras do Senhor ao povo que reclamava um rei: 11 Eis, disse ele, como vos há de tratar o vosso rei: tomará os vossos filhos para os seus carros e sua cavalaria, ou para correr diante do seu carro. 12 Fará deles chefes de mil e chefes de cinqüenta, empregá-los-á em suas lavouras e em suas colheitas, na fabricação de suas armas de guerra e de seus carros. 13 Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14 Tomará também o melhor de vossos campos, de vossas vinhas e de vossos olivais, e dá-los-á aos seus servos. 15 Tomará também o dízimo de vossas semeaduras e de vossas vinhas para dá-los aos seus eunucos e aos seus servos. 16 Tomará também vossos servos e vossas servas, vossos melhores bois e vossos jumentos, para empregá-los no seu trabalho. 17 Tomará ainda o dízimo de vossos rebanhos, e vós mesmos sereis seus escravos. 18 E no dia em que clamardes ao Senhor por causa do rei, que vós mesmos escolhestes, o Senhor não vos ouvirá. 19 O povo recusou ouvir a voz de Samuel. Não, disseram eles; é preciso que tenhamos um rei! 20 Queremos ser como todas as outras nações; o nosso rei nos julgará, marchará à nossa frente e será nosso chefe na guerra. 21 Samuel ouviu todas as palavras do povo e referiu-as ao Senhor. 22 E respondeu-lhe o Senhor: Ouve-os; dá-lhes um rei. Samuel disse aos israelitas: Volte cada um para a sua cidade.
  • Pensador de esquerda  05/03/2013 21:00
    Até a grande mídia elitista reconhece o papel do Estado e a cobrança justa dos impostos para o bem da humanidade:

    "E se não existisse imposto?"

    Isso pode doer no coração e no bolso, mas a verdade é que não chegaríamos muito longe sem tributos. Grandes conquistas da civilização só foram possíveis graças à riqueza acumuladas com os impostos. Foi com dinheiro público que reis, imperadores e presidentes nos levaram a conquistas, desde as mais simples - como a construção de estradas - até as mais complexas - como a chegada do homem à Lua.
    Vejam a cena de horror em um mundo anarcocapitalista ou mesmo minarquista:

    PRIVATIZAÇÃO GERAL:

    Todos os serviços seriam cobrados, mesmo os mais básicos. Quer andar em rua pavimentada? Precisa pagar. Sua casa pegou fogo e os bombeiros apareceram? Prepare-se para receber a conta. O mesmo vale para educação, iluminação pública... Em compensação, só pagaríamos pelo que realmente usássemos.

    SEM O ESTADO ASSISTENCIANDO, VIDA BREVE:

    Morre-se mais cedo em uma sociedade tribal. Entre os índios brasileiros, a expectativa de vida é de 46 anos, contra 73 na população em geral. Sem vacinação nem assistência públicas, até diarreia e sarampo podem matar. Uma grande população doente deixaria vulnerável até quem pagasse por serviço de saúde particular.

    SEM ESTADO, AINDA ESTARÍAMOS NA IDADE MÉDIA:

    A inovação viria de empresas, mas faltaria fôlego para grandes investimentos. E serviço que não desse lucro não seria explorado. Carros elétricos, por exemplo, rodam hoje graças a subsídios que os tornam acessíveis - sem ajuda governamental, os fabricantes não venderiam nada. Por isso, uma sociedade sem tributos seria menos desenvolvida.

    Fonte: Revista Super Interessante, clique aqui.
  • Marcos Campos  06/03/2013 20:26
    Pensador de Esquerda

    Venha a minha cidade e vou te levar em lugares incríveis, onde o Estado é ignorado e as pessoas inventam e reinventam o modo de vida.
    Inventos, descobertas, redes, comunidades, tudo e todos evoluindo em uma velocidade incrível.

    Já com o Estado babá, eu vi e vejo, guerras, fome, coersão e favorecimentos.
    É obvio que os elitistas vão defender o Estado, eles não curtem concorrência.
    E morrem de medo da palavra falência.

    Acho que você deve estudar mais e mais e mais e mais e mais e mais e quem sabe um dia enxergar o prisma de cima.

    Você vai acabar ficando sem atenção por aqui com esses argumentos vazios. Nem esquerdista você merece ser. Esse é o seu melhor conceito intelectual? Não consegue nem perceber que se contradiz?

    Abraços
  • Melanie Schwartz  07/03/2013 12:36
    Que cidade é essa? Quero conhecer também.
  • Marcos Campos  09/03/2013 04:53
    Saia da Matrix e nem precisa vir aqui na cidade, construa sua liberdade onde você mora.
    O mais difícil é convencer as pessoas que elas são livres do sistema.

    Você abre um negocio com dinheiro de 5 pessoas e mantem a entrada de mais pessoas livres, elas vão ganhar por produção, sem patrão, sem hierarquia, pode participar de redes de recursos, onde pessoas dividem casa, carona, feiras de ideias, compartilhamento de conhecimento sem baboseira de direiitos autorais, etc etc etc....

    Por incrível que pareça, algumas pessoas exigem carteira assinada, receber ordens, e por a barriga na frente do cérebro.

    Lógico que escrevi tudo misturado, mas quem quiser uma ideia maneira leia aqui.

    escoladeredes.net/group/hierarquia-a-matrix-realmente-existente/page/hierarquia-a-matrix-realmente-existente
  • Sérgio  09/03/2013 05:45
    Matrix? Vc q está na matrix.

    Veja bem: é inerente ao homem evitar aquilo que Thomas Hobbes chamava de "estado de natureza" ou "luta de todos contra todos". Queremos desesperadamente fugir da "lei da selva". Este autor é aquele mesmo que dizia que "o homem é o lobo do homem". Alguém efetivamente discorda disto?

    A evolução das sociedades caminhou junto com a evolução biológica daqueles mais adaptados a viver em grupo. Somos descendentes diretos dos antigos humanos que conseguiram, de uma forma ou de outra, sobreviver em grupo e (por extensão) em sociedade. Aqueles naturalmente propensos a serem eremitas solitários, ou morreram ou foram dizimados. Se somos em 7 bilhões hoje, é por esta capacidade gregária que possuímos. Desta forma, viver em sociedades minimamente organizadas já está enraizado demais na nossa própria natureza humana.

    Hoje, a esta altura da nossa evolução biológica e da evolução das sociedades, é praticamente impossível imaginar grupos (ou mesmo uma só pessoa) vivendo à margem de todos os outros grupos ao redor, de maneira totalmente independente. Ora, nem precisa ir muito longe! Quem acompanha discussões a respeito do sobrevivencialismo já sabe a extrema dificuldade que é a perspectiva de viver num cenário de caos e anarquia. Simplesmente sobreviver estando off-grid já é uma façanha incrível!

    E porque falo tanto em sociedade, grupos e sobrevivência? Apenas porque a ideia de anarquia através da liberdade total e extrema do indivíduo é uma coisa boa é categoricamente falsa.

    Se a vida absolutamente livre fosse tão boa assim, então sequer teríamos saído das savanas africanas, porque é isso o que ainda hoje acontece aos animais: eles são independentes, absolutamente livres e estão sujeitos apenas à mais implacável lei de todas: a lei da selva, a lei do mais forte, a lei da sobrevivência a qualquer custo.
    Já fomos submetidos exclusivamente a esta lei, num passado muitíssimo remoto. Tanto não era uma situação boa que foram criadas (por nós mesmos) estruturas, hierarquias e entidades superiores ao indivíduo particulado para garantir a sobrevivência do grupo. Cada um doa um pouquinho de sua liberdade individual para esta entidade chamada "grupo" e no fim, todos sobrevivem. É isso o que permite o desenvolvimento de nossas sociedades complexas: doamos cada vez mais "parcelas" da nossa liberdade absoluta original, em troca de organismos supra-individuais (Estado, corporações, etc) que nos forneçam estruturas capazes de assegurar nossa segurança e bem-estar. Obviamente que nem vou falar de impostos, que são tão certos quanto a morte - já dizia Benjamin Franklin...

    Há muitíssimo o que dizer sobre estruturas hierárquicas e de poder que existem entre praticamente todas as espécies vivas e que a nossa não seria uma exceção. Mas também não vou desenvolver a ideia. Aves e macacos estão aí e não me deixam mentir.

    Ou mais ainda, que na própria história humana, os grupos menos organizados e/ou "igualitários" (perdoem-me pelo termo) foram simplesmente massacrados e exterminados por outros grupos mais organizados hierarquicamente, mesmo que em menor número. Que o digam os povos indo-americanos dizimados durante a "descoberta" das américas e os judeus da primeira metade do séc. XX.

    Também nem vou mencionar aqui a classificação de Adam Smith da eficiência bélica dos diferentes tipos de exército, pra defender a própria vida e do grupo em que se vive. Um pequeno exército estatal, bem treinado e hierarquicamente forte, é capaz de superar exércitos maiores em número, quando estes são fracamente organizados. Quem assistiu 300 sabe disso. RAÚÚÚÚÚ!!!!!

    E assim por diante...

    Quem é contra a hierarquia social e a autoridade (em sentido lato), deveria repensar esta posição. Elas são sim importantes para a própria existência da nossa espécie.
    Infelizmente, tais entidades vêm sendo sistematicamente usurpados pela esquerdalha em prol da utopia louca que é o comunismo...
  • Marcos Campos  11/03/2013 06:24
    Apenas quis dizer que a evolução de uma sociedade, linhagem, está no fim da hierarquia.
    É completamente possível trabalhar, se organizar, se relacionar sem um manda-chuva dando ordens.
    Acredito mais ainda que é exatamente essa sua obsessão na defesa da hierarquia, tomando como base esses autores citados que mau me deu vontade de passar da 5° página, que se alimenta o monstro estatal. E se não me engano, por definitivo estou dentro do assunto do artigo, mesmo que paralelamente.......



    "Pense em Samuel, do Velho Testamento. As pessoas vinham até ele implorando por um rei. Ele advertiu que um rei confiscaria suas propriedades, colocaria seus filhos em servidão, iniciaria guerras terríveis e, no final, escravizaria a todos. Não importava. Elas queriam um rei de qualquer maneira.

    Este é exatamente o comportamento das pessoas de hoje. Nada mudou. Elas continuam implorando por sua própria escravidão. Pior ainda: temem viver em liberdade. É por isso que o estado continua se reinventando. "




    Então quanto mais desejamos o Estado e todo o seus sistema, mais complexa fica a MATRIX e mais distante a liberdade ancap.
    Aqui nesta pequena revolução silenciosa que fazemos, evitando ao máximo o sistema estatal, criando e co-criando, compartilhando conhecimento gratuitamente, dando a nossas vidas o rumo que quisermos e não os impostos, suponha-se que estamos no caminho certo para liberdade e o anarco-capitalismo.

    ENSINAR A SER LIVRE É NOSSA MISSÃO
  • anônimo  05/03/2013 21:03
    Tudo muito bonito, mas se o governo acabasse, não concordam que uma minoria se aproveitaria e o criaria (imporia) novamente?
  • Ricardo  05/03/2013 21:14
    Era o que eu desconfiava. Quem comenta aqui sequer se dá ao trabalho de dar uma conferida básica no artigo em questão, nem que seja só pra disfarçar.

    Escrito no artigo:

    "Irei apenas mencionar uma intuição bastante comum que muitas pessoas têm. As pessoas dizem que não faz muito sentido eliminar o estado porque outras pessoas irão simplesmente criar outro em seu lugar. Não duvido que esta afirmação seja verdadeira. As pessoas de fato têm a ilusão de que o estado contribui com algo de positivo e importante para a sociedade. Elas querem líderes que governem desde lá de cima, ainda que elas próprias estejam aqui em baixo.

    Pense em Samuel, do Velho Testamento. As pessoas vinham até ele implorando por um rei. Ele advertiu que um rei confiscaria suas propriedades, colocaria seus filhos em servidão, iniciaria guerras terríveis e, no final, escravizaria a todos. Não importava. Elas queriam um rei de qualquer maneira.

    Este é exatamente o comportamento das pessoas de hoje. Nada mudou. Elas continuam implorando por sua própria escravidão. Pior ainda: temem viver em liberdade. É por isso que o estado continua se reinventando. Aqueles que ao menos entendem que o estado deve ser limitado caso tenha de existir merecem alguns créditos. Mas o problema é que tais limites nunca de fato funcionaram. É por isso que é melhor simplesmente deixar a sociedade prosperar sem o jugo de um estado. O grande projeto da liberdade é fazer as pessoas entenderem que elas não devem abraçar a ilusão de que um estado -- qualquer estado -- pode ser um aliado e um benfeitor da liberdade humana. Foi isso que a revolução liberal que ocorreu no final da Idade Média até o Iluminismo pregou. É imprescindível entender a real beleza da liberdade para se poder alcançá-la."

    Sério, por que fazem isso?
  • anônimo  05/03/2013 21:53
    Fazem porque o artigo não responde.

    Ele só diz o seguinte:
    'as pessoas se preocupam que se X acabar, Y vai fazer ele voltar.
    X é ruim por causa disso disso e daquilo.
    Quem quer X tb está errado por causa disso disso e daquilo'

    Certo mas e daí? Nada disso implica que Y não vai existir.
  • anônimo  06/03/2013 09:23
    O artigo não satisfaz minha dúvida: se o governo ressurgirá, qual é o propósito de lutar pelo seu fim?
  • anônimo  05/03/2013 22:10
    Morreu Hugo Chavez!!!! Um a menos!!!
  • Anônimo  05/03/2013 22:35
    Caros intelectuais (ou anti-intelectuais se preferirem) anarcocapitalistas e minarquistas,

    Ps: o primeiro parágrafo é sobre minha história, as perguntas estão no último.

    Primeiramente gostaria de parabeniza-los pelo trabalho de vocês e agradecer pelo enorme papel que cumpriram na minha formação. Eu sou de um daqueles colégios que o filósofo Luiz Felipe Pondé chamaria de "colégios chiques de esquerda", onde a hegemonia anticapitalista e coletivista está presente e ativa todos os dias, para a maioria dos alunos, desde que aprenderam a falar "mamãe". Os professores de história culpam o capitalismo pela pobreza, pelo consumismo, pelas guerras e por todos os males que se puder imaginar. Os professores que filosofia concluem e afirmam categoricamente que a natureza humana não existe( e que portanto um homem novo é possível, e portanto um paraíso é possível. Dai é aquela lógica religiosa: "se o paraíso é possível, porque não empreender todos os nossos esforços para alcançá-lo?" mesmo que isso envolva matar os que discordam)e as autoridades intelectuais em geral fazem todo tipo de desraciocínio mental para por a culpa no que eles chamam de livre mercado e liberalismo. Eles "ensinam" que o liberalismo fracassou e que o estado mínimo gera caos social e miséria. Os soldadinhos vermelhos, então devidamente doutrinados, apelam para ataques pessoais e discursos sentimentalistas para manter sua opinião intacta.
    O colégio se preocupa com a autonomia dos alunos: autonomia de organização e financeira(a escola é bem cara) mas claramente trabalham contra a autonomia intelectual #DESABAFO

    Enfim, com a escola austriaca redescobri um dos grandes motores da minha vida: tentar entender politica, economia, filosofia, psicologia e ética, mas estou em cima do muro entre minarquia e anarquia, gostaria que
    *Os minarquistas dissessem porque a anarquia não funcionaria
    * Os anarquistas me respondessem as seguintes perguntas:
    - Se as pessoas podem contratar agencias que protejam seus interesses segundo a lei, o que aconteceria se elas contratassem mercenários para defender seus interesses violando a lei? Por exemplo, eu sou acusado de assassinato e contrato 100 mercenários para me defender e ainda ameaçar explodir uma bomba atômica caso me prendam?
    - Quanto aos tribunais privados,quem escolheria em que tribunal o caso seria julgado? Quer dizer, se A processa B, é A que escolhe o tribunal? Afinal, e se eles nunca concordarem com que tribunal usar? Algum deles(inocente e pacífico até que se prove o contrário)vai ser obrigado a comparecer a um determinado tribunal? E se o acusado não estiver à fim de ir ao tribunal?
    - O direito natural da conte de absolutamente todos os conflitos possíveis ou é necessário que se crie algumas leis negativas como, por exemplo, "é proibido ter bombas atômicas". Isso seria proibido?

    Muito obrigado!!!
  • Marcus Benites  05/03/2013 23:01
    Se você, hoje, sob o jugo da "justiça" estatal, contratar 100 mercenários e ameaçar explodir uma bomba atômica, ninguém conseguirá, também, fazer nada contra você... E é por isso que tal coisa já acontece: governos têm mercenários contratados e bombas atômicas, e é a partir disso que ameaçam outros governos e pessoas comuns. Sua hipótese para o hipotético mundo ancap já é uma realidade fora dele.

    Sobre os tribunais, seria do próprio interesse deles que se respeitassem... Há o tribunal A, B, C e D e eles poderiam, naturalmente, através de acordos, fazer um julgamento em que dois ou mais deles pudessem estar representados (caso as partes litigantes tenham contratado tribunais diferentes), e isso tudo estabelecido no contrato do cliente quando da contratação. O caos não interessaria a esses tribunais, somente a ordem. No entanto, mais uma vez, sua hipótese para o ancap já existe sob o atual jugo estatal: somos julgados à revelia por um tribunal que não escolhemos, monopolista e sem isenção. E não temos outra opção senão obedecer. Caso não obedeçamos, essa "justiça" mandará seus mercenários contratados nos matar, inclusive. Ou alguém vai preso por livre e espontânea vontade, obedecendo ao tribunal que o julgou por achar sua decisão justa? Hoje a pessoa "aceita" ser julgada e presa por meio da força, tão somente.

    Em suma, seus hipotéticos problemas já existem, e não dependeram de um mundo ancap pra isso.
  • Gustavo Sauer  06/03/2013 01:18
    Bombas atômicas não são coisas que você compra pelo ebay. Todo esse armamento de destruição em massa é fruto da existência de impérios que tem interesse em possuir armamentos desse tipo e não possuem qualquer empecilho para fabricá-los (contam inclusive com grande apoio do povo ao fazê-lo). Numa sociedade de relações voluntárias, qual a utilidade de uma bomba nuclear? Uma arma desse tipo serve apenas para agredir inocentes. Ninguém vai conseguir ganhar dinheiro com uma bomba nuclear. Qual seria a utilidade de uma bomba nuclear para um empresário? Ele usaria essa bomba para ameaçar as pessoas? Tentaria criar um novo estado? Numa sociedade que tenha abraçado o princípio da não agressão, esse tipo de empresário seria pesadamente penalizado assim que fosse descoberto que o mesmo estaria fabricando uma bomba nuclear.

  • Ali Baba  08/03/2013 14:34
    DISCLAIMER: Sou ancap.

    PEQUENA CORREÇÃO: Não chame anarcocapitalismo de anarquismo. O anarquismo presume propriedade coletiva (e outras coisas menos graves). Entendo o deslize, mas tente evitar no futuro. São coisas diferentes sendo a anarquia uma filosofia de extrema esquerda.

    Pequenas respostas às suas perguntas, evitando toneladas de teoria e filosofia. Você vai ter de se informar mais... mas um bom ponto de partida é o que segue:

    Os minarquistas acham que uma sociedade ancap é instável e fatalmente leva a (re)criação do estado ilimitado. Logo, eles preferem um estado limitado que julgam ser um arranjo estável.

    Os ancaps acham que um estado pequeno (limitado) vai fatalmente crescer e é um arranjo instável por isso mesmo. Além disso, os ancaps não aceitam monopólios de direito de qualquer ordem, apenas monopólios de facto... a existência de um estado, mesmo mínimo, presume a existência de pelo menos alguns monopólios de direito, o que é inaceitável a um ancap.

  • Occam's Razor  05/03/2013 23:49
    Viram a reportagem no jornal da globo hoje? Entrevistaram uns economistas que defendem uma reforma tributária que aumente os impostos sobre renda e lucro e diminuam os impostos sobre o consumo. Usaram como argumento a noção de que é assim que funciona nos países desenvolvidos. Estou enganado ou ficaremos todos pobres agora?
  • Renato Souza  06/03/2013 15:52
    Até onde sei, nos países nórdicos (que os socialistas e keynesianos brasileiros adoram citar) ocorre o contrário: Baixos impostos sobre empresas e maiores impostos sobre salários e consumo.

    Esse arranjo de maior imposto sobre o consumo e menor sobre as empresas tem duas vantagens enormes:

    1. Desfaz a distorção vista no Brasil, em que as empresas brasileiras tem custos maiores que as extrangeiras que exportam para cá.

    2. Em virtude disso, não há justificativa para cobrança de altos impostos de importação. Um mercado assim é mais livre, pois nacionais e extrangeiros podem participar e tem condições semelhantes.

    Noto ainda que o governo brasileiro cobra um altíssimo imposto inflacionário. Se isso for levado em conta, nossa carga tributária é uma das maiores do mundo. Além disso a inflação é um imposto particularmente ruim, porque desorganiza a cadeia produtiva.
  • anônimo  06/03/2013 00:31
    Li recentemente a obra de Marcello Mazzilli "O Estado? Não, obrigado", e lendo este texto de Jeffrey Tucker sou sincera em dizer que simpatizo com o tal do anarcocapitalismo. Mas, assim como o autor, parece-me difícil admitir isso a todos, já que fui meio "doutrinada" aqui no Brasil a uma política mais assistencialista/intervencionista. Sem querer, ainda associo a anarquia a um caos total, a ausência de ordem (anomia), uma noção equivocada. As leituras, mas principalmente a prática, tem provado para mim que realmente o estado não me ajuda em nada, pelo contrário, me atrapalha e muito!

    Analisando pessoas em minha volta percebo que muitas não querem assumir responsabilidades. Querem "só ter direitos", mas sem oferecer qualquer contrapartida. Parecem que abrem mão da liberdade plena em troca de ter alguém que "cuide" delas. É bem a história do Samuel do Velho Testamento.

    Agora taí uma coisa que consegui libertar minha mente: da religião. O meu dilema era por conta do que os outros iriam pensar disso, principalmente a família. Encontrei um parceiro ateu, o que me encorajou a ser livre e finalmente admitir o meu posicionamento não religioso/espiritual.

    Acredito que libertar minha mente para a filosofia política também não vai ser fácil. Foram mais de 30 anos na ignorância. As obras editadas pelo Instituto von Mises Brasil tem me ajudado muito sentido. Estudar o liberalismo tem sido prazeroso. Mas por enquanto o anarcocapitalismo vai ficar como "paixão platônica" e ainda não defendida publicamente. Não estou preparada para uma liberdade total. Não neste país, melhor dizendo, não neste mundo. :)
  • Eduardo  06/03/2013 02:46
    Anônima,

    O fato se você ser ateia e libertária é uma prova de sua inteligência, parabéns. Talvez a dificuldade que você tenha em imaginar, aceitar enquanto opção superior um mundo sem Estado esteja relacionada com o grau de infiltração do mesmo em nossas vidas.
    Pensamento semelhante houve com a escravidão. Imaginava-se que, sem o trabalho escravo, não haveria lavoura, transportes, comércio etc. Os escravos assumiam um percentual imenso do dia-a-dia das famílias.
    Algumas coisas tenderiam a desaparecer, de fato, como um juiz famoso, que tenha 90 dias de férias e seja tido como semi-deus. Poderia ser trocado por uma figura tão anônima quanto aquele dentista do quarto andar daquele prédio de consultórios, cujo nome ninguém conhece, mas já fez 3 cursos no exterior e dá aula na faculdade, prestando serviços com excelência (trabalhando mais e ganhando menos do que o juiz).
    Sinceramente, acho que diminuiriam as policiais do sexo feminino. Talvez acabariam os concurseiros, a figura do "índio". De modo análogo, acabaram as "abanadeiras" e os carregadores de liteiras com o fim da escravidão.
    Liberte sua mente para o anarco-capitalismo! Aproveito o jabá e peço para visitar o blogdaobesidade.blogspot.com
  • anônimo  06/03/2013 03:15
    Ateísmo não é prova de inteligência, é prova de ignorância.Não é uma questão de evidências, é uma questão filosófica. A própria consciência é algo além da matéria que não pode ser 'provado'.Pela lógica desses seguidores de Richard Dawkins, ela portanto não existe.
  • anônimo  06/03/2013 03:37
    Verdade, anônimo, o ateu pressupõe a si mesmo e vomita o que foi condicionado a crer ( ou não crer)... Na verdade, são craques em criar hipóteses de validade e utilizá-las para tentar legitimar suas próprias crenças.
  • anônimo  06/03/2013 03:40
    Ih.. Desista... Esses caras ainda tem fé irracional na teoria da evolução... Kkkkkkk... Acreditam nisso ainda... Não dá pra chamar isso de inteligência.
  • Marcio  06/03/2013 08:16
    Não é nem questão deles terem fé absoluta na Teoria da Evolução, eles a deturpam completamente a favor deles. O Gustavo BNG fez bem de indicar esse site logo abaixo. Ele desmascara completamente esse pessoal.
  • Gustavo BNG  06/03/2013 03:46
    Rotinas (neo)atéias, de praxe.
    lucianoayan.com/conhecendo-o-inimigo
  • anônimo  06/03/2013 10:38
    Anônimo das 3:40, momento nenhum eu defendi o criacionismo, não existe nada que chegue nem perto disso na afirmação de que 'ateísmo não é uma questão de evidências, é uma questão filosófica'.
    Leitura não parece ser o seu forte mas faz um bem danado, você podia tentar qualquer dia desses.

  • Eduardo  06/03/2013 11:27
    "Ateísmo não é prova de inteligência, é prova de ignorância."
    Colocação vazia.

    "Não é uma questão de evidências, é uma questão filosófica."
    Não existem evidências pro ateísmo pois o ateísmo é a não crença em divindades... como vai existir evidências para uma NÃO crença? É a mesma coisa que você falar "papai-noel existe, não existem evidências para sua não existência". Quem teria que provar que Deus existe são os teístas mas até hoje nada, só bla bla bla.

    "A própria consciência é algo além da matéria que não pode ser 'provado'."
    Consciência além da matéria? O que você ta fumando? Uma paulada na sua cabeça (que até onde eu sei é matéria) e sua consciência já era. Desculpe te dizer isso mas não existe nada de especial na sua consciência.

    "Pela lógica desses seguidores de Richard Dawkins, ela portanto não existe."
    Mais uma colocação vazia.

    Você deveria ficar quieto e ir estudar um pouco, ou seguir o que a sua bíblia diz e ir apedrejar algumas pessoas que estão trabalhando no sábado.
  • João  06/03/2013 12:06
    É preciso ser ateu para ser anarcocapitalista?
    Só é possível abraçar os ensinamentos da escola austríaca se for ateu?
  • Philippe Leite  06/03/2013 14:18
    Felizmente não João. Eu mesmo sou um Cristão e um grande admirador da EA e do anarcocapitalismo. Tem espaço pra todos.
  • Eduardo  06/03/2013 12:25
    Agora que eu vi que o cara acima se chama Eduardo também.
    Eduardo 06/03/2013 02:46:23 -> Eduardo 1
    Eduardo 06/03/2013 11:27:30 -> Eduardo 2
  • anônimo  06/03/2013 13:01
    Quem é que falou em bíblia cara pálida?

    '"Não é uma questão de evidências, é uma questão filosófica."
    Não existem evidências pro ateísmo pois o ateísmo é a não crença em divindades... como vai existir evidências para uma NÃO crença? '


    O cara é tão tapado que fica repetindo as mesmas besteiras de sempre sem entender sequer como isso só CONFIRMA a limitação intelectual dele.
    É uma questão filosófica sim, evidência isso, evidência aquilo é só porque você ESCOLHE uma filosofia (muito da tosca e simplista por sinal) que diz que você deve demandar isso.E não tem nada de errado em falar que é uma questão de ignorância, o que você está ignorando é que a formação de crenças baseado na existência ou não de evidências, é uma postura filosófica. Se você tivesse estudado um pouco saberia que a idolatrada ciência dos neoateus veio da filosofia.

    '"A própria consciência é algo além da matéria que não pode ser 'provado'."
    Consciência além da matéria? O que você ta fumando? Uma paulada na sua cabeça (que até onde eu sei é matéria) e sua consciência já era.'


    E daí? Você só disse que uma coisa interage com a outra.Os neurônios podem transmitir uma corrente elétrica mas não existe sensação de dor sem algo que INTERPRETE aquilo como dor.A autoconsciência não precisa de provas, é algo óbvio, intuitivo, os próprios gregos resumiram isso no 'penso, logo existo'.Mas pra filosofia simplista de vocês isso não existe.

    '"Pela lógica desses seguidores de Richard Dawkins, ela portanto não existe."
    Mais uma colocação vazia.'


    O que é vazio é a sua capacidade de acompanhar o raciocínio e entender exemplos diferentes da mesma regra geral.
  • Cat.  06/03/2013 13:01
    Ih Eduardo, melhor você ficar quieto. Tá pegando mal pros ateístas bem-intencionados ( se é que existe isso ). Você só tá falando besteira. Em duas postagens já deixou claro que a razão do seu ateísmo é algum ódio pessoal não resolvido contra algum cristão ( seus pais, talvez? ). Nem é preciso perguntar se você alguma vez já abriu uma Bíblia para ler, está óbvio que não.
  • Leonardo Couto  06/03/2013 13:53

    Esses "do contra" são hilários, os revoltados do mundo...

    Vale dizer que, se todos fossem ateus, eles seriam os cristãos...

    Nosso intelecto humano permite apenas que tomemos consciência de que há um limite em nossa capacidade de compreensão racional - por racional, leia-se dentro dos limites da nossa capacidade de raciocínio -. O raciocínio humano é capaz de perceber a incompletude de sua capacidade. E se o homem não for estupidamente arrogante, disto se resulta que existe mais do que o presente em nossa esfera de processamento intelectual, que o mundo não é limitado pela nossa capacidade de entendê-lo.

    Porém, daí ele não avança através de seu intelecto: ele ( o intelecto ) só pode perceber o próprio limite. Pela lógica, não consegue ultrapassá-lo - já que é o seu limite.

    Portanto, nosso encontro com o único e verdadeiro Deus é dado através da Fé. Não através da razão. Logo, ninguém o experimentará através desta, mas sim daquela.

    Logo, o ateu nunca vai satisfazer sua exigência. O amor para com Deus que nós, cristãos, sentimos, não é dado através dos meios quais o ateu se limita. Se ele limitar sua percepção a esse tolo teto, jamais poderá ver o que está nos céus.

    No final das contas, infelizmente, eles apenas não acreditam no que não podem explicar.
  • Rafael George  06/03/2013 15:08
    E por que estamos debatendo ateísmo mesmo? Escola Austríaca, alguém? Ancap, alguém?

    Querem debater ateísmo vão pra um fórum/blog/página no FB/reddit adequado. A Economia Austríaca e o libertarismo não discrimina ninguém, ateus e teístas são bem vindos. Não seria "defesa da liberdade" de outra forma.
  • anônimo  06/03/2013 18:23
    Bem, como os ateístas sentiram a "liberdade" de expor a "grandeza intelectual" de sua crença, têm os cristãos direito à réplica, certo? Afinal, os ateístas aí de cima se vangloriaram em ligar ateísmo com inteligência e o pior, ateísmo ao libertarianismo...
  • Gustavo BNG  06/03/2013 18:52
    Querem debater ateísmo vão pra um fórum/blog/página no FB/reddit adequado.

    Concordo!!!
    Esses neoateus conseguem tirar o foco de TODOS os artigos. Impressionante.
  • anônimo  06/03/2013 18:44
    Eduardo, se você tivesse estudado saberia que o seu ateísmo É uma questão filosófica sim. Tanto ciência como ceticismo vem da filosofia.
  • Gustavo BNG  06/03/2013 18:50
    Você deveria (...) seguir o que a sua bíblia diz e ir apedrejar algumas pessoas que estão trabalhando no sábado.

    Tática neoatéia: "A Bíblia lhe ordena que faça atrocidades"
    lucianoayan.com/2010/08/10/tecnica-a-biblia-lhe-ordena-que-faca-atrocidades/
  • Jeferson  06/03/2013 19:51
    A "não crença" é uma crença no "não". Ou você discorda que "não crer na existência de um deus" é igual a "crer na inexistência de deuses"? A existência ou inexistência de divindades é uma cosia que está muito além da ciência, logo, o ateísmo é uma crença - uma "religião" - como todas as outras. Daí deduz-se o que o anônimo das 03:15:47 falou: "É uma questão filosófica", e puramente filosófica.

    A fé na "ciência" também é uma fé, e é algo muito diferente da ciência (sem aspas, embora ambas se misturem), a qual realmente é capaz de provar suas teses. A partir do momento em que a opinião de cientistas passa a ser tomada como ciência sem ter passado pelo criterioso e rigoroso crivo do método científico, e ainda assim estar sujeita à crítica e possível execração dos demais cientistas, essa "ciência" também se torna uma religião. E infelizmente, hoje em dia isso parece ser regra, não exceção.

    Por que o segundo parágrafo? Porque - desculpe-me se me equivoquei em meu julgamento - você parece ser um dos ateus que confunde ateísmo com ciência. Se for o caso, estude um pouco de método científico e reflita um pouco sobre o que eu falei. E pelo menos assuma para si mesmo (não precisa assumir para os outros) que a sua posição é meramente filosófica e, portanto, não é em nada superior à de ninguém que discorde de você.
  • Andre Luis  06/03/2013 20:02
    Proselitismo ateísta e proselitismo religioso são igualmente irritantes.

    Liberdade implica cada um viver a vida como vem entender, com um, milhares ou nenhum deus.

    Discutir isso numa página de economia austríaca, totalmente off-post, ultrapassa os limites do aceitável.
  • anônimo  06/03/2013 20:13
    Não se Deus for o pressuposto da verdadeira liberdade...
  • anônimo  06/03/2013 20:20
    Vix, alguém avise o tio Lew que ele é inaceitável agora...
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1176
  • saoPaulo  06/03/2013 20:19
    Quanto chilique...

    O cara fala UMA besteira no meio de um comentário até que legalzinho, e o pessoal já sai falando de Dawkins, neo-ateísmo, que aceitar a teoria da evolução é ter fé irracional (!?) e, portanto, burrice... É muito complexo de perseguição, viu!

    Querem debater ateísmo vão pra um fórum/blog/página no FB/reddit adequado.[3]
  • Eduardo 1  07/03/2013 01:40
    Sou o primeiro Eduardo.
    Que tal, para benefício da discussão, todos esquecerem o lance da "inteligência e ateísmo" que escrevi na resposta à anônima e começarem a comentar sobre a viabilidade e qual seria a sua visão de um território ancap?
    Acho que seria melhor ainda se os que acham inviável iniciarem com as premissas que tornariam impossível a vida num "ecossistema" ancap. O debate descambou muito, embora não tenha mudado minha opinião. Acho que, para se tornar ateu E libertário é preciso um nível de inteligência acima da média. Isso não significa que os teístas não sejam inteligentes, POR FAVOR...podemos começar e acabar a lista com Sir Isaac Newton.
  • anônimo  08/03/2013 15:17
    Eu sou a anônima do primeiro post, desculpem-me colocar outro assunto que não o do foco do artigo.
    Minha intenção foi somente fazer uma comparação em "libertar a mente" com as escolhas difíceis que EU fiz. Só isso. :) Respeito escolhas, credos, etc.. E os julgamentos (que não deixam de existir) ficam na minha cabeça. Afinal eu sou pró-liberdade.
  • _redrum  06/03/2013 02:55
    Muito interessante o texto como exercício intelectual, mas me faz lembrar textos sobre unicórnios alados ou vampiros apaixonados: rendem estórias populares mas simplesmente não existem...
    Feita a provocação, na opnião dos adeptos do anarcocaptalismo, qual país (ou sociedade) no momento atual mais se aproxima dos ideais defendidos no texto?
  • Renato Souza  06/03/2013 12:35
    aalegação do autor sobre Samuel induz a um erro. Ao falar contra o estado, o autor na verdade está dizendo que nós não precisamos de nenhuma forma de governo, não apenas o estado moderno. Mas a escolha que os israelitas fizeram não foi de estado contra governo nenhum. Israel não era uma anarquia. A escolha foi entre o sistema miniarquista (os governos de anciãos independentes em cada cidade) e uma monarquia centralizada.

    Muitos ancaps cometem esse erro. Trazem para o "seu lado" governos limitados (governos tribais, governos de anciãos, demarquias). que nunca poderiam ser considerados como sistemas anarquistas.

    Outro erro cometido freqüentemente pelos ancaps é listar os males do estado moderno como exemplos do que é governo, esquecendo que os antigos sistemas de governo também são governo.

    E outro erro comum é primeiro afirmar que questões comerciais podem ser resolvidas por meio de acordos privados (o que é verdade) para disso tirar a falsa conclusão de que questões criminais podem ser resolvidas por arbitramento privado. Em virtualmente todos os povos narrados na história, em virtualmente todos os tempos e lugares, julgamentos criminais foram feitos por juizes da localidade, da tribo, do grupo. e não por juizes escolhidos segundo o gosto de cada um. Ao mesmo tempo, questões comerciais e civis muitas vezes eram tranqüilamente resolvidas por julgamentos privados. É evidente que o julgamento criminal não tem a mesma natureza das outras classes de julgamentos, e que os mesmos povos que encontravam soluções arbitradas para outros tipos de conflito, não conseguiam encontrar soluções arbitradas para as pendencias criminais.

    Quanto à idéia de proteção privado contra ataques de outros estados, ela me parece pueril.

    Como o autor eu já pensei bastante sobre isso, mas ao contrário do autor, não vejo solução estável sem governo civil.

    Finalmente, o autor, como costumam fazer os ancaps, atribuem o miniarquismo dos grandes autores do passado à sua timidez, ou ao fato deles supostamente não terem pensado o suficiente no assunto, ou ao suposto fato deles não terem ido até o fim em suas conclusões. Não acredito nisso. Suponho que Mises e todos os outros grandes autores de economia do passado pensaram muito sobre o assunto, e chegaram à conclusão de que alguma forma de governoera imprescindível.
  • anônimo  06/03/2013 13:05
    A crítica é contra um governo centralizador. O autor não é a favor de uma anarquia onde não se existe nenhuma lei. Uma sociedade de leis privadas pode ser considerada uma anarquia, mas com leis para regrar o convívio social daqueles que optarem ser parte desta sociedade.
  • Renato Souza  06/03/2013 14:42
    Anônimo

    Estou ciente de que os ancaps defedem leis, legisladores e tribunais privados. Ocorre que justamente por isso a citação dele sobre Samuel é equivocada. Samuel fala contra o governo centralizado (nacional), mas não contra os governos locais, instituidos por Moisés. Os tribunais israelitas não eram privados (embora não houvesse neles nenhum funcionário público sustentado por tributos). Eles não eram privados porque eram de cada cidade, isto é, nunca havia mais de uma na mesma cidade. Se você fosse acusado de cometer um crime dentro da jurisdição de uma cidade, os anciãos dessa cidade o julgariam, e não um tribunal a sua escolha. Então, embora esses anciãos não fosse funcinários públicos, exerciam uma função pública de governo (função judiciária). Se um tribunal tem o monopólio dos julgamentos em determinada região geográfica (por menor que seja essa região geográfica) ele é um tribunal público e não privado. Não importa que os anciãos só o fossem por apoio da maioria dos cidadãos, não importa que não recebessem salário, nada disso muda o fato de que eram um tribunal público. E só em casos de crimes de morte o acusado poderia escolher um tribunal de outra cidade. Não qualquer cidade, mas apenas uma dentre as cidades refúgio (creio que eram doze). Mas esses tribunais alternativos também eram públicos, pelas mesmas razões citadas acima.

    Então está provado o meu ponto, que o sistema antigo era uma miniarquia e não uma anarquia.
  • Leonardo Couto  06/03/2013 15:16

    Sinceramente, não sou anarco-capitalista porque essa filosofia está ligada à ética de Rothbard, que ao meu ver é a ética da barbárie.

    No entanto, sei que a posição minarquista é falha. Por isso, não sou também, minarquista.

    Parece confunso não se enquadrar nestes dois, mas acredito no seguinte:

    ------------------------------------------------------------------------------------

    Todos os serem humanos são dotados por Deus de livre-arbítrio, que não o condicionou a nada a não ser a si mesmo.

    Disto provém:

    1. O governo de cada um é si mesmo. O meu Estado sou eu, meu território é minha casa, minha nação é minha família.

    2. As decisões de cada um são invioláveis na medida em que são inviolantes.

    3. O uso de força é legítimo contra violação do livre-arbítrio ou sua iminência, porquanto é, por definição, defensivo e se opõe à força violadora.

    4. O livre-arbítrio de um não existe na medida em que este o fez não existir em seus irmãos.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Disto tenho a Secessão Individual e a Proteção da Ética:

    Secessão Individual: todo indivíduo, como estado em si mesmo, tem o direito de secessão de qualquer governo procuratório - governo sobre mais de um indivíduo, formado por procuração de seus membros -.

    Proteção da Ética - por ética, entenda-se tudo que é passível de ser feito com seu livre-arbítrio e que não fere o de outrem - : O uso da força é legítimo contra força violadora a terceiros, uma vez que, na medida em que a força é violadora, forçar contra ela não terá caráter violador, e sim defensivo.


    Desses conceitos se estabelece uma resposta ao minarquismo e ao anarco-capitalismo, já que não haverá condescendência com barreiras que protegeriam os agressores, sejam elas o direito de propriedade ou o qualquer "direito" dos governos atuais.

    Não dependeria de contrato prévio por parte de alguém a sua sujeição ao conceito de livre-arbítrio. Por exemplo: o vizinho que espanca sua filha pode ter sua casa invadida por você, para livrá-la.

    Também não haveria necessidade de decisões éticas serem adotadas obrigatoriamente por todos de um espaço que hoje chamam de país, haveria a possibilidade de secessão do governo procuratório do estado, da cidade, até o governo primordial do indivíduo. Por exemplo: Com sua visão econômica, Dilma acabaria sendo apenas presidente da então isolada Brasília, o país mais pobre do mundo. hehe.

    ------------------------------------------------------------------------------------

    Enfim, é o que eu humildemente penso estar correto. Eu era minarquista, o do governo mínimo, mas o problema da sujeição forçada de pessoas a determinado governo certamente era errada. Por outro lado, nunca concordei com Rothbard; a propriedade é posterior ao livre-arbítrio, e a violação pode ser combatida sem a concordância do violador, aliás, ela só o é assim.

    Achei, graças a Deus, essa solução. Quem infelizmente se incomoda com o termo livre-arbítrio, pode substituir por liberdade, e irmãos, substituir por semelhantes, e Deus, por natureza ou cosmos... Saiba apenas que os verdadeiros são os primeiros termos.
  • Renato Souza  06/03/2013 22:48
    Também acho absurda a ética de Rothbard, também não sou ancap e também acredito no livre-arbitrio dado pelo Criador.

    Mas sou miniarquista, e explico os motivos dessa posição. A sociedade mais simples que existe é uma tribo pequena e relativamente isolada, com não mais do que algumas centenas de indivíduos. Se a secessão individual puder ser aplicável em qualquer situação, então terá de se-lo nessa situação. O governo dessa tribo é o mais simples possível, mas terá de tratar no mínimo de dois assuntos: defesa e justiça. Isso independe da forma desse governo. Pode ter um chefe único, pode ter um chefe para guerra e outro para outros assuntos, pode ser uma democracia direta, pode ser que as decisões resultem de um "consenso" (entre aspas porque geralmente não será um consenso verdadeiro, mas uma acomodação).

    Imagine que você vai morar numa tribo assim, sendo aceito entre eles. Você estará sob o governo dessa tribo, quer tenha consciência disso ou não. Se essa tribo tiver um governo de escopo bastante limitado, você não perceberá que está sob essa jurisdição, enquanto tudo correr normalmente. Mas em duas situações você perceberá que há governo:

    1. Se você for acusado de cometer algum crime, a tribo, através de suas instituições, (que pode ser até o simples exercício dos poderes sociais relativos de cada membro da tribo) o julgará, e se for considerado culpado, o condenará a alguma pena. A sua única escapatória ao castigo (ou mesmo ao julgamento) será o exílio. Como em um governo moderno. Você simplesmente não poderá mais continuar vivendo entre aquelas pessoas, e essa é uma decisão radical (principalmente se você tiver família lá). Isso não é como mudar de um condomínio para o condomínio vizinho, envolve separação de amigos (e talvez parentes), aos quais você talvez nunca mais possa ver, mudança de cultura, mudança de língua. Você não poderá simplesmente "declarar secessão" em relação ao governo da tribo e continuar vivendo lá.

    2. Se houver conflito entre essa tribo e uma outra, seus atos quanto a isso não serão livres. Você será muito mal visto se não lutar pela tribo que o acolheu. Talvez seja expulso por isso. Além disso, você não poderá simplesmente se confraternizar à vontade com membros da tribo inimiga, declarando que você não reconhece nenhuma jurisdição a não ser você mesmo. Novamente, "declarar secessão" é a mesma coisa que ser exilado ou punido. E exilio é apenas uma palavra suave, que pode significar fuga. Como num estado moderno.

    Note que nessas duas situações, não é por ideologia que a tribo agirá assim em relação a você, mas por considerações de ordem bastante prática e justa. E note também que tudo o que eu disse sobre você como forasteiro radicado é aplicável também aos naturais da tribo.

    Estes exemplos provam duas coisas:

    1. A secessão individual, continuando, aquele se separou, a residir dentre o mesmo grupo, não é uma situação sempre viável para qualquer grupo. E sinceramente, creio que geralmente não é.

    2. Não é sempre a ideologia que impede o grupo de aceitar a secessão daqueles que querem continuar a viver dentro do grupo, mas em pelo menos alguns casos, o senso de auto-preservação e o senso de justiça (como nesses dois exemplos acima).

    Para alguém defender o direito a plena secessão, até o nível individual, terá de provar uma das duas coisas a seguir;

    1. Que a secessão (sem exílio) é sempre viável, independentemente do tipo de sociedade.

    2. Que a secessão (sem exílio) mesmo não sendo sempre viável, é viável para uma sociedade em particular. Nesse caso, terá de fazer uma análise bastante detalhada daquela sociedade, e mostrar porque a ela se aplica uma tal possibilidade que não é universal.
  • Neto  18/03/2013 18:45
    Leonardo, mas isso aí na prática é o anarco capitalismo.
  • Anonimo  07/03/2013 02:00
    Quem faz as leis no anarco-capitalismo?
  • anônimo  11/03/2013 10:11
    Os contratos.Mas fora isso tem o direito natural (é um péssimo nome mas enfim) que todo mundo respeita.
  • Igor Yabiku  07/03/2013 14:39
    Achei o artigo muito interessante, mas, na prática, como se privatiza uma sociedade? Como se diminui a intervenção estatal o máximo possível? Quanto tempo leva isso? Deve-se recorrer à violência? Deve-se demitir todos os tipos de funcionários públicos e agentes do estado e esperar que eles aceitem sem revolta?

    Estatistas e esquerdistas não são pessoas normais, em geral, não se convence eles com argumentos lógicos e demonstrações... são loucos bitolados e teimosos! Não subestimem a loucura, tenho contato com esse tipo de gente todos os dias. Há dois artigos que li e que me espantaram por sua verdade:

    www.olavodecarvalho.org/semana/121212dc.html
    www.olavodecarvalho.org/semana/130204dc.html


    Minha dúvida é: como fazer?
  • Leonardo Couto  08/03/2013 18:00

    Renato, obrigado por expor sua posição.

    Agradeço que tenha dedicado parte de seu tempo para ler meu ponto-de-vista.

    Tentarei elucidar melhor os conceitos básicos e a lógica na qual fundamentei meu raciocínio, e a partir

    disso, qualquer situação particular poderá ser bem conduzida aplicando-se princípios universais de

    liberdade de escolha, livre-arbítrio.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Defini alguns pontos que praticamente são princípios de respeito à liberdade de cada ser humano. Neste

    ponto vou me iniciar, para dele prosseguir à sua indagação; fundamentarei todo meu ponto-de-vista no

    conceito de livre-arbítrio:

    1. Definição.

    Delineio livre-arbítrio como o atributo de poder decidir conscientemente.

    O livre-arbítrio está intrinsecamente relacionado com a nossa humanidade, pois para estar presente em um

    ser, este deve portar capacidade de processamento mental; deve possuir capacidade de raciocínio; deve

    também ser dotado de consciência; e deve haver nele um intelecto.

    Logo, o ser humano pode decidir conscientemente, haja vista possui os requisitos para isto.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    2. Vínculo com a propriedade.

    Podemos também ligar o livre-arbítrio com a propriedade do agir do homem, e com os produtos materiais

    resultantes desse agir :

    O livre-arbítrio é a condição para o efetuar de ações humanas, ele é anterior a elas.

    Todo efetuar do homem é fruto do efetuar da sua vontade; logo, todo fruto do efetuar das mãos do homem

    é também fruto do efetuar da sua vontade. E, logo, existe um vínculo entre o trabalho do homem e o seu

    livre-arbítrio, em que este é o responsável por aquele. Logo, há um vínculo proprietário entre o livre-arbítrio

    e o produto do trabalho do homem.
    E já que esse livre-arbítrio pertence ao homem, as suas ações e o fruto delas também assim o são.

    Por isso temos o direito de propriedade: a responsabilidade pela criação de um bem remete ao atributo

    intrinsecamente pertencente ao proprietário
    .

    -------------------------------------------------------------------------------------

    3. O limite autorreferente do livre-arbítrio e de seus produtos.

    Podemos dizer que o limite do livre-arbítrio é ele mesmo. O livre-arbítrio de um ser humano é limitado pelo

    livre-arbítrio de outro, ou, colocando de uma melhor forma: o livre arbítrio de um ser humano não é

    limitado enquanto ele não limita o de outro
    .

    Se nos lembrar-mos que o livre-arbítrio efetua o agir, concluiremos que também o agir tem o mesma

    limitação, já que ele é, de certa forma, uma extensão do livre-arbítrio; logo, temos que o agir de um ser-

    humano não deve ser limitado enquanto ele não limita o agir de outro.

    E se ainda nos lembrar-mos que o livre-arbítrio efetua, através do agir, a nossa propriedade, também

    concluiremos que ela tem a mesma limitação. logo, a propriedade de um ser humano não deve ser limitada

    enquanto ele não limita a de outro.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    4. O conceito de força agressora.

    Como o ser humano é capaz do mal, ele pode usar de seu agir e de suas propriedades para limitar o agir e

    a propriedade de outros. Pode operar seu livre-arbítrio para destituir a manifestação externa do livre-arbítrio

    de seu irmão.

    O agir de um somente pode limitar o agir de outro, e a propriedade de um somente pode limitar a

    propriedade de outro através da força. Só se pode limitar o livre-arbítrio através da força. E o nome que

    dou à força que limita o livre-arbítrio é força agressora.

    Ela tem caráter destrutivo, já que destrói o livre-arbítrio; age para destruir o ser humano.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    5. O conceito de força reativa.

    Com a existência da força agressora, com a possibilidade de alguém usar de seu livre-arbítrio para minar o

    nosso, torna-se necessário uma reação. E como essa agressão se dá pela força, uma reação de defesa a

    ela também precisa ser forçosa. A força que é utilizado em resposta a uma agressão ao livre-arbítrio ou à

    iminência dela, dou o nome de força reativa.

    Já que se opõe à força opressora, não constitui agressão ao livre-arbítrio do agressor; é uma defesa que

    visa a manutenção do estado de livre-arbítrio legítimo, no qual não há agressão.

    Ela tem caráter protetor, já que protege o livre-arbítrio; age para preservar o ser humano.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Aplicação prática dos conceitos de livre-arbítrio:

    No mundo em geral e principalmente nos dias de hoje, com o ambiente estatista sufocando cada vez mais

    a vida humana, e com um grupo de tiranos oprimindo a imensa maioria da população, pode-se aplicar os

    conceitos de livre-arbítrio tanto para justificar possibilidade de independência dos indivíduos em relação

    aos governos hoje constituídos, quanto para assegurar que a desconfiguração dessa conjutura

    exploratória não dará lugar a uma conjuntura predatória. Os conceitos para esses pontos de suma-

    importância são dois, respectivamente:

    Secessão Individual

    Todo indivíduo que se encontra submetido a um Estado onde tal submissão se dá através da força ou de

    falso acordo, o qual nunca foi consentido pelo indivíduo ( daí poder ser corretamente chamado de acordo

    de discórdia
    ), tem a faculdade de declarar secessão do Estado tirânico. Tal secessão simplesmente

    significa a desobrigação do indivíduo de cumprir obrigações exercidas por outros, obrigações que estes

    intentaram impor forçosamente.

    É importante ressaltar que o apesar de o indivíduo poder se desvincular do jugo involuntário às leis de

    outrem; sua sujeição à lei do livre-arbítrio - ou seja, ao respeito ao tal - não pode ser revogada, uma vez

    que tal sujeição não provém da concórdia de cada homem, mas do livre-arbítrio intrínseco ao caráter do

    homem como tal. Em outras palavras, a ilegitimidade de violar o livre-arbítrio de outrem não depende da

    concordância do livre-arbítrio do agressor com a integridade do livre-arbítrio do agredido; mesmo porque,

    se há tal uso de força agressora, logicamente já houve, por parte do agressor, a desconsideração do

    livre-arbítrio do agredido.


    Reação Protetora

    Todo indivíduo tem o direito à reagir à força agressora ou à iminência dela com uso de força. A

    legitimidade de uso de força contra o agressor se dá pelo fato que este, ao operar para destituir o livre-

    arbítrio de seu irmão, tem simultaneamente e na mesma intensidade seu livre-arbítrio destituído.

    Tal reação não configura, portanto, violação do agir e da propriedade do agressor, uma vez que estes

    proveêm do livre-arbítrio, e este foi por ele mesmo destituído.

    A reação protetora é legitima enquanto ela for reativa e protetora, enquanto a força que ela se utiliza for

    defensiva. Vale dizer que seu caráter reativo a faz ser oposta e de mesma intensidade ao que combate, e

    seu caráter protetor faz com que o que ela combate seja a agressão.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Se esses conceitos forem entendidos e respeitados pelos homens, teremos um mundo melhor,

    secularmente. Acrescento que o livre-arbítrio efetua sua mais acertada e perfeita escolha quando ele

    aceita a Jesus Cristo como seu Salvador. Se estas duas coisas forem feitas, teremos um mundo melhor

    secular e espiritualmente.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Ao Renato, depois de tudo isto, creio que você possa encontrar as respostas às suas indagações se você

    aplicar desde o início de seu exemplo hipotético, esses conceitos.

    Se não estiver satisfeito, pode perguntar novamente.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    A qualquer um que por acaso chegou até aqui, muito obrigado pelo seu tempo que você dispor a ouvir meu

    ponto-de-vista.

    Que Deus abençoe você e sua família, em nome de Jesus!
  • Jose Eliásaro  18/03/2013 22:55
    Numa sociedade sem estado, como funcionariam as penitenciárias, quem pagaria para manter os presos e os guardas?
  • Marconi  15/08/2014 13:26
    Tá rolando anarquia lá na região que envolve o Iraque e outros países vizinhos. Vejam que beleza! Tem até foto de uma criança segurando a cabeça decepada de um dos "infiéis"!
  • Marlene  15/08/2014 15:42
    Anarquia?! Um governo bombardeando um outro governo para que seus aliados assumam este governo é anarquia?!

    Tá bem, hein, meu filho?
  • Yonatan Mozzini  15/08/2014 13:43
    Muito bom o artigo.

    Antes de conhecer o IMB, eu também era miniarquista. Do tipo liberal clássico, na verdade. A princípio eu achei absurda a ideia de que abolir o estado e vivermos em anarquia do mercado. Achava que isso não iria funcionar porque as pessoas não iriam aceitar, o boicote social não seria suficiente e/ou gangues iriam dominar a população.

    Eu cria que um conjunto geral de leis precisaria ser imposto pelo estado para que as coisas funcionassem. Até que não tinha tanto em mente a necessidade de segurança, de policiamento e de exército estatais, porque mais ou menos privadamente isso já existe (Suíça não possui exército – então porque o Brasil precisa? Empresas de alarme monitoram estabelecimentos que as contratam. Mesmo se uma borboleta acionar o sensor, em minutos os caras já chegam para ver o que houve – então porque precisamos de polícia pública?)

    Não tinha ideia da tão grande contradição em que eu estava envolvido ao aceitar/desejar o estado. Eu pensava: mas como será isso, e tal e coisa e coisa e tal? Então houve um estalo em minha mente. A resposta é: tudo vai funcionar como sempre, oras! A diferença é que o serviço de tudo será privado. Quando eu precisar de justiça e segurança haverá maior liberdade a quem recorrer e maior eficiência. E isso implica em maior progresso econômico, moral e social para a humanidade.
    Graças a Deus – e ao Mises Brasil – minha mente está liberta das garras do leviatã. Mas, infelizmente, não vejo perspectivas de mudança de mentalidade da sociedade em relação a isso.
  • Rey You  15/08/2014 16:10
    Só tem um problema nessa teoria toda. Nossos vizinhos ainda teriam um exército, ainda teriam barreiras protecionistas, Ainda teríamos que nos defender de invasões dos vizinhos bolivarianos, e ainda teríamos que ser representados por alguém em câmaras mundiais do comércio, ONU. Ainda que teríamos que defender nossas fronteiras de governos entrangeiros, dentre outras coisas. Essa teoria só funciona se todos aderirem ao mesmo tempo, Se você fizer e seu vizinho não fizer você perde.
    Ainda teriamos que ter uma legislação pra proteger a propriedade privada (ou seria a lógica do velho oeste?) e alguém para julgar os que infringissem a lei (ou seria a lei da bala?)
  • Rei Naldo  15/08/2014 16:49
    E você realmente acha que ninguém nunca pensou nesses tópicos? Acha mesmo que você foi o primeiro a ter essa luz? Acha que nunca houe soluções apresentadas?

    Que arrogância.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16
  • Alexandre M. R. Filho  15/08/2014 17:12
    Vc sabia que o velho oeste não era tão bagunçado assim como vc pensa né?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1028
  • Marconi  15/08/2014 17:58
    Rey You, você está certíssimo. Impossível surgir um "estado libertário" enquanto existir um único socialista com poder de fogo.

    E, pós bombas atômicas então.. impossível pensar a vida sem estado. Imagine você indo ao shopping comprar uma bomba H. kkkk

    "Tô triste, acho que vou me suicidar. Pensando bem, vou detonar uma bomba H que tá ali na promoção e levar meio mundo comigo." rsrsrs

    Estado muito limitado constitucionalmente é o melhor cenário possível.



  • Rafael (mais um)  15/08/2014 17:50
    O que mais gosto dos comentários aqui no Mises é que já há artigos prontos para a quase totalidade dos contrapontos apresentados por aqueles que acabaram de conhecer o site.
  • Michel Geraissate  15/08/2014 21:08
    Eu tenho algumas grande dúvidas e questionamentos sobre uma sociedade sem o estado, mas a principal é: como faríamos a transição do que existe hoje para essa nova sociedade? Porque pra mim, faz bastante sentido a ideia de não existir algo extremamente autoritário, controlador e monopolizador, mas como seria essa transição na prática? Ignoraremos as pessoas que obviamente foram massacradas tanto pelo estado quanto pela iniciativa privada? Ou essa revolução aconteceria a partir de uma grande catástrofe econômica que nos levaria a um estado tipo mad max pra depois repensarmos em uma nova organização social? Uma dúvida legítima mesmo...
  • Carlos  28/08/2014 18:13
    Viva o anarcocapitalismo! Ele já existe, pode preparar sua mudança:
    "É verdade que o anarcocapitalismo é um sistema que só existe na imaginação de economistas membros das escolas Austríaca e de Chicago. Porém, a Somália é o país que mais se aproxima do ideal. Alguns defendem que o sistema é o que mais traz progressos a esse país desde que foi adotado por lá com a queda do frágil Estado somáli. Claro que não contam os rebeldes da Somalilândia e seu novo estado, claro que não, esses são apenas fazendeiros executando seu direito de propriedade. De qualquer modo, o anarcocapitalismo traz resultados muito melhores à Somália do que a social-democracia em relação à pobre e atrasada Suécia. Outros locais que também contam com modelos AnCaps que fariam o pessoal do Liber ter orgasmos múltiplos são as favelas latino-americanas, principalmente as do Rio de Janeiro. São completamente contra a ocupação das favelas pela polícia, pois isso violaria o direito de propriedade dos empresários locais."
  • Ricardo  28/08/2014 18:15
    Duh! Se você ao menos se desse ao trabalho de pesquisar o mínimo possível (basta utilizar a ferramenta de buscas), não passaria esse vexame escabroso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1031
  • Guilherme  15/08/2014 21:18
    Não sei se todos estão cientes, mas recentemente a economista italiana Mariana Mazzucato lançou o livro "O Estado Empreendedor, Desmascarando Mitos do Setor Público vs Privado". A obra não foi tão badalada quanto a do Piketty, mas a vi divulgada em mídias bastante abrangentes. Pelos releases que li - não li o livro ainda -, a autora defende que o grande motor da inovação não é necessariamente o setor privado, mas sim o estado e argumenta suas teses orbitando o fator risco. Para ela, embora muitas inovações sejam produto da iniciativa privada, aquelas que representam saltos significativos mas que costumam apresentar riscos elevados precisam da existência de um estado que as financie, ampare e possa correr riscos. E ela usa exemplos como os seguintes:

    "Mazzucato aponta que "75% das novas entidades moleculares [aprovadas entre 1993 e 2004 pela FDA, a agência federal norte-americana que regulamenta e fiscaliza alimentos e remédios] tiveram origem em pesquisas... financiadas pelos laboratórios dos Institutos Nacionais da Saúde, nos Estados Unidos". A seguir, essas descobertas são transferidas a baixo preço para empresas privadas, que extraem grandes lucros."

    Um exemplo talvez ainda mais significativo é a revolução na tecnologia da informação. A Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos bancou a pesquisa sobre o algoritmo que serve de base ao serviço de busca do Google. O financiamento inicial da Apple veio do Programa de Inovação e Pesquisa para Pequenas Empresas, do governo dos Estados Unidos. "Todas as tecnologias que tornam um iPhone 'inteligente' foram bancadas pelo Estado, da tela touchscreen ao sistema Siri de assistência com comando de voz".
    (trecho retirado do release a Folha).

    Lendo o artigo, me deparei com essa passagem:

    "Com o passar do tempo, e com minhas leituras, estas ilusões foram sendo destroçadas uma por uma. Descobri que estradas, correios, comunicações e até mesmo aqueles lendários 'bens públicos' como faróis de navegação marítima foram, de uma perspectiva puramente histórica, todos ofertados pelo livre mercado. Só depois é que o governo monopolizou estes serviços."

    Lembrei do livro e algumas dúvidas me apareceram sobre "o que Mises diria". Pela postura da autora oposta à ideia de que necessariamente o mercado cria e o estado monopoliza, quais seriam as refutações aos argumentos dela?
  • Observadora  16/08/2014 18:04
    As discussões em torno da real necessidade ou os benefícios na existência de um estado sempre despertam as perspectivas mais sociais. As dúvidas quase sempre giram em torno de quem ou o quê vai proteger os pobres e fracos, de sua própria condição diga-se de passagem. É um consenso para a grande maioria que ter um estado é a única garantia de que será exercido lado mais humano da sociedade, por bem ou por mal. Ver o impasse social parece ser a única coisa que resta, para qualquer bom entendedor da liberdade.

    Mas um artigo como este mostra como essa 'experiência de liberdade' (ou o anarcocapitalismo) pode e deve ser vivida aqui e agora mesmo, sem depender que todo o arranjo social se modifique. É muito mais um estado de espírito, uma maneira de ser do que qualquer outra coisa. Algo como 'cultive sua liberdade e mostre aos outros como'. Se há alguém cativante e que, pra mim, melhor traduz o que realmente significa esse tal de anarcocapitalismo, esse alguém é o Jeffrey Tucker. Tanto que não sei se é a edição que estava inspirada ou se a musa (o texto) foi muito boa, mas eu achei que a imagem ficou maravilhosamente em harmonia com a ideia. De qualquer forma, parabéns para os dois.

    Muito obrigada, e até a próxima.
  • oneide  16/08/2014 23:29
    Era o tempo que o Mises tinha só 5 cometários essa época passou pelo visto.
    Uma vitória.
    Fora de pauta mas não menos importante.

    Com certeza a luta contra o totalitarismo deve passar por uma contra revolução cultural.

    A História do Politicamente Correto

    https://www.youtube.com/watch?v=18NZZn00L-Q
  • oneide  17/08/2014 01:21
    Por que os libertários (queiram ou não) são de direita?
    BY LUCIANOHENRIQUE

    Se há uma instância da paralaxe cognitiva que virou moda em nosso tempo é aquela onde alguém diz ter "superado os paradigmas de direita e esquerda'. Geralmente os que professam tal aberração lógica tendem a se sentir auto-confiantes, como se aqueles optando por "direita" ou "esquerda" fossem um bando de limitados diante de um iluminado. Só se este for um "iluminado" no que diz respeito a concorrer pelo troféu de vítima do Efeito Duning-Kruger, no caso, de incapacidade de perceber sua incoerência lógica.

    Esta postura arrogante dos que alegam "superar direita e esquerda" torna ainda mais divertida a refutação dessa empulhação. Verdade seja dita: há enroladores deste tipo tanto na direita como na esquerda.

    É preciso fazer justiça. Estou refutando apenas os que usam esse discurso para debates políticos sérios, e não para comícios com foco em eleições públicas. Ali é normal um candidato dizer "não quero saber de direita e esquerda, o que importa é políticas que funcionem, e eu quero as políticas boas". Mas isso ocorre por que ele fala a um público que em sua maioria não sabe o que é ser de direita ou esquerda. A partir do momento em que você está usando o mesmo discurso em um debate onde se espera que o público saiba o que significam essas visões políticas, já estamos na seara da picaretagem.

    O que é esquerda, afinal? Basicamente, é a ação política com o objetivo de implementar um estado totalitário que obtenha o máximo de controle sobre a vida de seus cidadãos, de forma que tudo beneficie os burocratas que tomam conta deste estado. Esquerdismo é a crença nessa ação política, e, por consequência, no estado inchado e interventor.

    Alguns iludidos podem reclamar: "Mas é a história da igualdade? Mas e a promessa de sociedade sem classes?". Essa é uma confusão entre o que o esquerdismo é (na avaliação histórico-empírica de suas implementações) com a propaganda enganosa que os esquerdistas mais espertos criaram, e que uma legião de zumbis repete de forma patética e deprimente.

    Pessoas racionais não podem julgar algo pela propaganda enganosa. Se fosse assim, todo bandido seria automaticamente inocente, pois sua propaganda enganosa diz "sou inocente". Ou mesmo toda mulher pega na cama com o amante sendo fotografada pelo detetive particular. Ela diz "não é isso que você está pensando". Por favor, não avalie posições políticas por suas propagandas enganosas, mas pelo que a história nos mostra a respeito delas. Ou seja, olhe para os fatos, não para o parangolé desonesto.

    Se já limpamos o lixo das concepções erradas sobre o esquerdismo, basta usar a lógica, suficientemente compreensível para qualquer pessoa tanto minimamente inteligente quanto intelectualmente honesta: sendo a proposição esquerdista focada em dar poderes totais ao estado, a rejeição a este tipo de proposta implica no pensamento de direita.

    Assim, conservadores, liberais e libertários são de direita. E os libertários radicais (que pregam o fim absoluto do estado) são extrema-direita, tanto quanto os seguidores de Kim Jong-Un são de extrema-esquerda.

    Melhor ainda é olhar a questão por termos pragmáticos: nossos discursos prejudicam quem tenta implementar estado inchados e interventores? Se fazem isso, estamos indo bem em nosso direitismo.

    De resto, sair dizendo "não sou de direita nem esquerda" em debates sérios (e para quem sabe o que significam esses termos) dá quase no mesmo que dizer que "não sou nem contra nem a favor do estupro" ou "creio e não creio em Deus ao mesmo tempo". Pelo menos serve como piada por algum tempo, mas piadas repetidas não tem mais graça.

    lucianoayan.com/2014/08/10/por-que-os-libertarios-queiram-ou-nao-sao-de-direita/
  • anônimo  17/08/2014 14:11
    Luciano é um neocon, pra ele é conveniente reduzir tudo à dicotomia simplista direita vs esquerda
  • oneide  18/08/2014 15:51
    Luciano faz mais pela liberdade do que a maioria dos libertários e direitistas.Sbe mais da guerra politica do todo o mises(site) junto.

    O que é esquerda, afinal? Basicamente, é a ação política com o objetivo de implementar um estado totalitário que obtenha o máximo de controle sobre a vida de seus cidadãos, de forma que tudo beneficie os burocratas que tomam conta deste estado. Esquerdismo é a crença nessa ação política, e, por consequência, no estado inchado e interventor.

    É um reducionismo, talvez, mas na prática é isso mesmo, historicamente é o que aconteceu.


  • Eduardo Bellani  17/08/2014 20:22
    O que é esquerda, afinal? Basicamente, é a ação política com o
    objetivo de implementar um estado totalitário que obtenha o máximo de
    controle sobre a vida de seus cidadãos, de forma que tudo beneficie os
    burocratas que tomam conta deste estado.


    Se você definir esquerda assim, e o contrário disso como direita, você
    tem basicamente o anarquismo de mercado (libertarianismo como
    empregado nesse sítio) como 'direita'. Mas não é assim que essas
    palavras surgiram, e certamente não é o sentido comumente empregado.

    'Direita' em geral tem também conotações morais que são completamente ortogonais
    ao libertarianismo. Coisas como proibições ao aborto, as drogas, a
    comportamentos contrários a noções judaico-cristãs de família. Nada
    disso faz parte do arcabouço ético libertário.

    Suspeito que você está vendendo essa equivocação exatamente para fazer
    uma venda casada com suas noções morais. Estou certo?
  • anônimo  17/08/2014 23:31
    Nenhum neocon está muito preocupado com aborto, drogas e cia. Podem até se manifestar no assunto, mas o importante mesmo é passar a mensagem de que quem é de 'direita' tem que defender também o imperialismo dos EUA, as guerras contra o 'terrorismo' e a ajuda que o tio sam dá no genocídio que Israel faz do povo palestino.
    Ah, e sem esquecer de chamar o Ron Paul de anti semita (como fez o neocon David Horowitz) ou de agente russo (como fez um certo astrólogo).
  • Dom Comerciante  18/08/2014 01:12
    oneide,
    Liberalismo/libertarianismo já foi a esquerda e definitivamente nunca foi de direita. Após a esquerda anterior ao século XX ter sido "roubada" por socialistas e progressistas, o liberalismo não teve mais a necessidade de se posicionar num espectro ideológico, ou pelo menos não no arco esquerda-direita que marcou o século XX e atualmente.
    Não vejo motivos pra me considerar de direita e muito menos de esquerda. O único modelo de espectro ideológico que me parece minimamente sensato hoje em dia é o Diagrama de Nolan.
    Além disso, essa idéia de esquerda-direita anda ambígua a muito tempo, já que a progressismo ou pelo menos intervencionismo em ambos os lados. Mas eu entendo o porque de muitos acharem tão arrogante a posição liberal/libertária de não fazer parte de espectros ideológicos mainstream, eles pensam que assim estamos nos declarando neutros, mas estão apenas entendendo tudo errado pois não somos nem direita e nem esquerda por acharmos que ambas as posições são avessas a liberdade por defenderem em maiores ou menores graus o estado, como se as pessoas por si mesmas em suas ações individuais não o fossem perfeitamente capazes de lidar com os problemas do dia-a-dia.
  • oneide  18/08/2014 16:03
    Besteira enquanto você fica neste pensamento o totalitarismo avança.
    Quem diz não sou de direita nem esquerda normalmente é um esquerdista usando a Taqiyya para se camuflar na comunidade.

    Quem é a favor da definição acima "o que é a esquerda" é meu inimigo quem é contra é meu amigo. Quem relativiza esta dando arma retórica aos inimigos da liberdade.
    Simples assim.


  • Eduardo Bellani  21/08/2014 07:58
    Besteira enquanto você fica neste pensamento o totalitarismo avança.
    Quem diz não sou de direita nem esquerda normalmente é um esquerdista
    usando a Taqiyya para se camuflar na comunidade.


    E o que dizer das pessoas que buscam usar equivocações pra manipular
    seus leitores?

    Quem é a favor da definição acima "o que é a esquerda" é meu
    inimigo quem é contra é meu amigo. Quem relativiza esta dando arma
    retórica aos inimigos da liberdade. Simples assim.


    Seu maniqueísmo demonstra sua falta de capacidade, sua dialética
    hegeliana demonstra suas raízes no messianismo. Em suma, você é entediante.

    E se você for neocom, de um abraço no Trotsky por mim.
  • Diego  23/08/2014 11:45
    "Mas eu entendo o porque de muitos acharem tão arrogante a posição liberal/libertária de não fazer parte de espectros ideológicos mainstream, eles pensam que assim estamos nos declarando neutros, mas estão apenas entendendo tudo errado pois não somos nem direita e nem esquerda por acharmos que ambas as posições são avessas a liberdade por defenderem em maiores ou menores graus o estado, como se as pessoas por si mesmas em suas ações individuais não o fossem perfeitamente capazes de lidar com os problemas do dia-a-dia."

    Aparentemente, vc está defendendo usando o mesmo argumento de Luciano Ayan, mas chegando a conclusão oposta, o que eu achei incoerente de sua parte. Veja bem, se a diferença é em que grau essas posições políticas defendem a participação do Estado, então é possível definir esquerda e direita, por mais que não seja possível traçar uma 'linha' fixa, dizendo: "quem passar daqui é direita, quem não passar é esquerda", é possível dizer, pelo menos, que uns estão mais à direita e outros mais à esquerda. Sendo esse o padrão que define direita e esquerda, então a visão libertária, é, necessariamente, de direita.
  • oneide  18/08/2014 16:09
    Surge a direita Neville Chamberlain

    Antes de mais nada, deixe-me definir com um exemplo o que é o apaziguador. Imagine que uma mulher está para ser estuprada e você tem uma arma em mãos podendo exigir que o estuprador pare. Então, você é interrompido por um outro sujeito, dizendo: "Não, não faça nada. Temos dois lados em questão, e é preciso existir uma moderação. Antes de discutirmos por três ou quatro horas dialeticamente se há vantagem em tomar partido, peço que não faça nada". Nesse ínterim, o estuprador consegue seu intento, fugindo em seguida.

    Os apaziguadores geralmente aparecem desta forma, sempre de forma cínica, para interromper ações morais que estejam em luta contra ações imorais. Eles possuem um talento especial para ajudar quem não presta, sempre lançando discursos para interromper quem está contra a escória moral do mundo.

    Adolf Hitler talvez tivesse conseguido um reinado muito mais longo se o político apaziguador britânico Neville Chamberlain (que era conservador, inclusive) continuasse fazendo suas estripulias. Chamberlain fazia acordos com Hitler, enquanto este último os desrespeitava um a um, sempre morrendo de rir. Quando Chamberlain renunciou como primeiro-ministro em 10 de maio de 1940, seu substituto Winston Churchill disse: "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra".

    lucianoayan.com/2014/08/13/depois-do-vies-do-jn-contra-aecio-na-ultima-segunda-feira-surge-a-direita-neville-chamberlain/
  • anonimo  17/08/2014 23:49
    O AI5 foi a intervenção nos Estados e Municípios e cerceamento da defesa dos cidadãos.

    Em 1968 muda-se a denominação Brasileira de Estados Unidos do Brasil para República Federativa do Brasil.

    O esquema utilizado (intervenção) foi através da abertura da terra (sítios), criação de empresas, loteamentos, muita migração.

    Cidades com suas capacidades esgotadas devido ao grande fluxo de migrantes, aumento da criminalidade, maior intervenção do estado.

    Empresários procurando mão-de-obra barata dos migrantes.

    População local afastada das empresas, as quais são utilizadas pelos migrantes e novas gerações.

    População local deve ser empreendedora, enquanto os migrantes trabalham e governam.

    População local praticamente sem direitos, gerações de imigrantes.

    Como diz o filósofo Olavo de Carvalho, no Brasil é a esquerda disputando contra outra esquerda, e a esquerda são os militares.

  • Jeosadá  18/08/2014 02:15
    Eclesiastes 8:9

    "Tudo isto eu tenho visto, e houve um empenho do meu coração em todo o trabalho que se tem feito debaixo do sol, durante o tempo em que homem tem dominado homem para seu prejuízo"

    O Rei de Sião nunca esteve tão certo...
  • J. Rodrigues  19/08/2014 02:02
    Eu me fiz esse questionamento de forma parecida. Durante vários meses fiz uma longa lista de todos os bens e serviços que precisei adquirir para tocar a minha vida. Levei minha consulta até onde minha memória me permitiu no passado. Desconsiderei coisas que eu não preciso para viver, mas fui obrigado a adquirir, por capricho do estado, como documentos, por exemplo. Procurei marcar, na lista, quais e quantas vezes o estado havia me fornecido de forma "gratuita" o que seria o mesmo que o retorno das contribuições compulsórias que me são impostas. Só achei um serviço de sentença judicial proferida numa contenda havida entre eu e outro agente privado. Daí vem meu neto que é um advogado tarimbado e me diz que também aquele serviço eu havia pagado através das custas judiciais. Estando ele certo então até hoje a burocracia estatal não me deu retorno algum. Tudo que necessitei para viver paguei do meu bolso e ainda paguei impostos. Em suma: fui tapeado, para não dizer roubado.
  • carlos alberto  19/08/2014 04:04
    e se o erro de lógica for do A? por ser escasso talvez deva ser "público"!
    ñ tenho notebook mas posso usar o público! assim o carro; outros poderão usá-lo enqto durmo ou trabalho sem ele; o mesmo vale pro sapat0 - enqto durmo outro pé 42 poderá calçá-lo, ñ? e assim por diante. sds anarcoliberais.
  • Opinador  25/08/2014 19:53
    Meu amigo Carlos Alberto.

    Agora faça a pergunta para você mesmo ?

    Quem irá produzir o seu notebook ou sapato público ?

    Ou melhor, o que motivou a alguém produzir o notebook, o microchip ou software do seu notebook ?

    Mesmo as inovações tecnológicas da antiga URSS surgiram pela rivalidade com os EUA.

    Então agradeça ao perverso capitalismo por não ter que tomar banho no rio ou de canequinha.
  • Felipe  25/08/2014 18:58
    Grande ingenuidade do autor, as favelas são os exemplos claros do que acontece quando não há estado.
    Mesmo não sendo perfeito a presença do estado dá SIM mais segurança as pessoas. Imagine não haver estado, e um grupo de pessoas armadas resolve tomar sua casa e ai você vai fazer o que?
    Sou defensor do liberalismo, mas não ingênuo a ponto de achar que não deve haver estado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  31/08/2014 20:01

    Realmente, pouco ou nada precisaria ser feito pelo Estado em vez de pela iniciativa privada - ou apenas pelo Estado. Porém, para evitar mal entendidos, prefiro usar termos como "autarquia" ou "subsidiariedade" em vez do polissêmico "anarquia".

    * * *
  • Rafael  22/09/2014 19:35
    Jamais havia pensado por este ângulo. Me interessei e irei pesquisar mais sobre este ponto de vista. No entanto, creio que o uso da passagem de Samuel não se adeque a ideia proposta. Isso porque Israel estava abrindo mão de um modelo de governo, que era o teocrático, onde eles recebiam as orientações divinas através dos profetas, juízes, etc e partindo para o modelo hierárquico, e não partindo do não estado para o estado. Ou seja, antes da hierarquização o "estado" de Israel existia porém era guiado diretamente por Deus.
  • guilherme  10/08/2015 20:00
    mas a internet foi criada pelos militares norte-americanos, não é de fato um símbolo do anarquismo, e também acho que não rola muita liberdade por causa da espionagem, mas entendi o significado.


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