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Como o estado deforma a ética e introduz dois parâmetros de moralidade

A velha lei cristã que nos ensina a tratar com respeito, cortesia e amabilidade as pessoas é uma regra irredutível de conduta individual, uma regra que não possui flexibilidade ou brechas que permitam interpretações deturpadas.  Trata-se de um axioma básico para que toda a cooperação social e coexistência humana seja pacífica e produtiva.  Com efeito, trata-se de um alicerce indispensável para toda e qualquer civilização que queira prosperar. 

No entanto, é inegável que estejamos, de maneira inconsciente e gradativa, solapando a rigidez deste alicerce.  E tal procedimento já vem ocorrendo há várias décadas, de modo que aquele outrora robusto alicerce hoje se tornou apenas um pequeno toco não mais capaz de sustentar com vigor as relações inter-humanas e a toda a vida social. 

É verdade que a lei do amor ao próximo ainda fundamenta grande parte de nossas relações individuais diretas.  Dentro de nossas famílias, praticamos — ou ao menos nos esforçamos para praticar — este mandamento.  Em nossas relações diretas com nossos parentes próximos e até mesmo com nossos vizinhos, nos esforçamos para não infligir nenhum dano sobre eles e suas famílias.  Uma relação amistosa e cordial ainda é algo mais frequente do que uma relação maliciosa e destrutiva.  Em todas as nossas interações sociais, sejam elas associações econômicas ou quaisquer outras relações casuais, basicamente respeitamos os direitos e a liberdade de nosso semelhante.

Mas tudo isso se altera quando entra em cena o estado.  Ou, colocando de outra forma, tudo isso se altera quando vemos no estado uma ferramenta legítima para a imposição e a consecução de nossas demandas

Com o estado, somos indivíduos transfigurados.  Somos outros.  Com este organismo político, não há espaço para a lei do amor ao próximo; não há espaço para a cortesia, para o respeito e para a amabilidade.  Quando agimos utilizando o estado para atender às nossas demandas políticas, agimos de uma maneira que um indivíduo minimamente escrupuloso jamais sonharia em agir em suas relações inter-humanas diretas.  Não há espaço para a cortesia e para o respeito ao próximo quando fazemos do estado o sistema canalizador de nossas demandas.

Considere os seguintes exemplos. 

Como pais, não pensamos em coagir nosso vizinho para que ele contribua para a educação de nossos filhos.  Porém, como membros de um organismo político, recorremos à tributação com o intuito de coagi-lo a financiar a educação de nossos filhos, de modo que eles tenham "educação pública, gratuita e de qualidade".  De quebra, isso faz com que nos sintamos "liberados" das nossas obrigações morais e pessoais para com nossos próprios filhos.  Alguém que quisesse propositalmente criar uma sociedade de pais indolentes e negligentes dificilmente teria uma ideia melhor.

Como seres humanos, não pensamos em surrupiar nosso vizinho de toda a sua poupança e aposentadoria.  Porém, como seres políticos, defendemos que o valor delas seja brutalmente reduzido por políticas governamentais de aumentos de gastos, de crédito fácil e de empréstimos subsidiados para pessoas e empresas de que gostamos. 

Como indivíduos, não pensamos em encarecer artificialmente aqueles produtos que nosso vizinho mais pobre consegue comprar.  Como membros do corpo político, consideramos perfeitamente normal obrigá-lo a pagar mais caro por meio de políticas governamentais de desvalorização cambial e de imposição de tarifas de importação, as quais visam a proteger aquelas empresas ineficientes pelas quais temos alguma preferência.

Como pessoas caridosas, jamais pensaríamos em atacar a herança de uma viúva e de seus órfãos, e jamais pensaríamos em coagi-los para que eles nos colocassem como co-herdeiros.  Como membros do corpo político, podemos obrigá-los a repassar boa parte de sua herança para nós por meio de um imposto sobre heranças.

Como indivíduos, não pensamos em extrair, por meio da violência ou da ameaça de violência, nenhuma fatia da riqueza ou da renda do nosso vizinho rico.  Porém, em nossa vida política, estranhamente passamos a nos sentir livres e moralmente desimpedidos para exigir que boa parte de sua renda seja confiscada por meio de impostos (e que esse dinheiro seja utilizado da maneira como aprovamos).

Como empreendedores, não cogitamos obrigar nossos concidadãos que vivem em outras partes do país a nos auxiliar em nossos empreendimentos locais; como participantes do sistema político, obrigamo-los a nos ajudar a alcançar nossos objetivos econômicos por meio de subsídios, repasses obrigatórios e outras contribuições governamentais.

Dois parâmetros distintos de moralidade

Se homens malvados e violentos tentassem confiscar os ativos físicos do nosso vizinho (como um imóvel, por exemplo), nós corajosamente sairíamos em sua defesa.  Se ele porventura ferisse ou até mesmo matasse um de seus agressores, iríamos absolvê-lo de qualquer acusação criminosa por ter agido em legítima defesa.

No entanto, se este mesmo vizinho, por ter se recusado a ter seus bens confiscados pelo estado por não ter pagado devidamente seus impostos, viesse a ferir ou até mesmo a assassinar em legítima defesa um "representante do estado" que foi à sua propriedade para confiscá-la, iríamos condená-lo por ter se recusado a abrir mão de parte de sua riqueza e por consequentemente ter privado o governo de utilizá-la para financiar aqueles programas de que gostamos.  E com toda a nossa fúria e desejo de vingança, defenderíamos que ele fosse jogado em uma penitenciária e por lá ficasse "por um bom tempo".

Utilizamos dois padrões distintos de moralidade para mensurar nossos feitos e atitudes.  Somos rápidos e severos para condenar os delitos que nosso vizinho comete.  Mas somos incapazes de julgar com a mesma severidade nossas próprias ações quando estas são efetuadas por meio do sistema político.

Condenamos um vizinho quando este comete roubo, sequestro, assassinato, esbulho, fraude e usurpação contra nossos semelhantes.  No entanto, somos incapazes de fazermos um auto-julgamento quando defendemos que o governo confisque a riqueza alheia por meio de impostos, sequestre aqueles indivíduos que não "pagaram devidamente" esses impostos, assassine aqueles indivíduos que oferecerem resistência a este sequestro, reduza a poupança e o poder de compra da população por meio da impressão de dinheiro (falsificação) e da restrição de compras de bens estrangeiros bons e baratos (tarifas de importação), estatize ou assuma forçosamente o controle majoritário de empresas privadas, e usurpe por meio de regulamentações e burocracias o direito de indivíduos exercerem atividades econômicas que concorram com as empresas favoritas do governo.

Duas almas em nosso peito

Condenamos um indivíduo por desconsiderar suas promessas, seus acordos e seus contratos, e nos esforçamos para fazê-lo cumprir suas obrigações contratuais por meio de ações judiciais e de outros meios legais ao nosso dispor.  Mas prontamente condescendemos com práticas governamentais que desprezam promessas e até mesmo os mais básicos mandamentos éticos.  Podemos até mesmo chegar ao cúmulo de nos simpatizarmos com políticas explicitamente ilegais e condenar aqueles que são prejudicados por elas e que agiram em legítima defesa para se proteger.

A realidade é que temos duas almas em nosso peito: uma que procura fazer o que é moral e eticamente certo, e outra que renega a própria existência de padrões morais e éticos.  A humanidade já pagou, está pagando e ainda irá pagar um enorme preço por ter rejeitado os mais básicos princípios cristãos do respeito, da cortesia e do amor ao próximo na esfera da ação política, a qual só faz crescer.  O preço foi, é e será pago na forma de escravidão, guerras e crescentes tensões sociais.


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autor

Hans F. Sennholz
(1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.


  • Patrick de Lima Lopes  28/01/2013 12:33
    Fato.
    Como diria Bastiat, não pode existir um bem comum que requira o sacrifício de liberdades individuais.
    Excelente artigo do Sennholz.
  • Fabio Ferrari  28/01/2013 12:36
    Nosso cérebro só é capaz de respeitar indivíduos como seres humanos até cerca de 150 pessoas, acima disso os indivíduos são tratados como coisas. (en.wikipedia.org/wiki/Dunbar's_number e www.cracked.com/article_14990_what-monkeysphere.html).

    Além disso, qualquer pessoa interagindo com mais de 50 pessoas por dia, ou desenvolverá isolamento empático (maior parte dos médicos ou operadores de call center), ou estará exausta ao fim do dia pelo custo cognitivo do relacionamento empático sobre o cérebro.

    Neste ponto de vista, as cidades são instrumentos naturais de desumanização da sociedade, e o estado o exemplo extremo.
  • Defensor da Cidade  28/01/2013 13:18
    Permita-me estudar sua tese.

    Em primeiro lugar, gostaria de uma definição empírica, bem delineada, perfeitamente observável e limitada(Perdoe-me pelo pleonasmo) do que o cérebro RECONHECE como interação social.

    O número de Dunbar significa uma estimativa sobre um limite cognitivo com quem você PODE manter relações sociais. Ele será o mesmo nas cidades e no campo. Não vejo como pode ser relevante para a questão, visto que criamos pouquíssimas relações sociais em nossa rotina. A diferença é que, na cidade, as possibilidades de associação são imensamente superiores. Ela agrega inúmeros tipos de indivíduo e suas "livre-associações" geram inúmeras subculturas. Pessoas cujos hábitos e gostos seriam considerados únicos e peculiares em uma comunidade pequena, terão maior facilidade para encontrar indivíduos semelhantes com quem podem manter relações sociais ainda mais frutíferas e produtivas.

    Sobre interagir com 50 pessoas por dia, considerando que já trabalhei em Call Center, diria que raramente tínhamos "discussões" que viessem a ser chamadas de interação devido ao fato da esmagadora maioria de nossas chamadas serem padronizadas. Basicamente, éramos robôs até o ponto no qual nossas instruções não diziam o que fazer e precisávamos agir como vendedores. Eu "interagia" facilmente com mais de 50 pessoas.

    Cidades agregam diferentes tipos de indivíduo e servem de "casa de todas as culturas". Para atender às demandas tão diversificadas de cada subcultura formada pela gigantesca sequência de associações ocorridas, o mercado oferece inúmeras opções de entretenimento e convivência social, desde um simples clube noturno à uma exposição cultural. Há espaço para intelectuais, gregos e baianos. Até mesmo um sem teto poderá encontrar mais gente que decida ajudá-lo a sobreviver. Você pode contra-argumentar com o paradoxo da multidão, onde em meio à uma multidão alguém que sofrer um acidente descobrirá que aqueles passando não o darão toda sua ajuda partindo da premissa que alguém já o fará. Eu apenas diria que a "ajuda" em um meio concentrado de pessoas é decidida apenas por um número(Porcentagem daqueles que querem ajudar), enquanto a de um local menos concentrada é decidida por dois números(Porcentagem daqueles que querem ajudar E estão cientes do ocorrido). Sem falar que a cidade por possuir mais pessoas, terá, ao menos, ESTATISTICAMENTE, mais gente disposta a ajudar sobre o total de gente indisposta.

    P.S: Li o tópico e considerei os métodos utilizados por Dunbar um tanto questionáveis. Considerando a magnitude de seus clamos, consideraria apropriado se ele houvesse trazido mais evidência neurológica de seu posicionamento. Toda seu estudo, ao menos a parte biológica, parte da premissa que PARECE existir uma ligação entre o volume do neocortex e um possível limite para a quantidade de interações sociais que podem ser tidas pelos primatas. Não sou biólogo, mas se estivesse em seu lugar, não teria partido para o estudo das sociedades históricas e teria permanecido no laboratório buscando evidência clínica para estudar este limite. Consideraria que o fato de as legiões romanas terem 150 membros uma coincidência(De fato, considerando o estudo de Russel Bernard e Killworth como mais aprofundado, a estimativa é entre 290~231).
  • Fabio Ferrari  28/01/2013 14:25
    Precisamos distinguir melhor a diferença entre relação social (cordial ou não) e empatia.

    O próprio artigo original mistura as questões comparando a moral cristã de amar o próprio como a si mesmo (quase a definição de empatia) com relações cordiais racionais.

    A empatia é o mecanismo biológico em que o ser humano é capaz de sentir as emoções exatamente como observada em terceiros. É o que faz a gente chorar quando vai a um cinema, apesar de não sentir a dor de uma perda demonstrada num filme, o organismo reage e somatiza como se fosse com a gente.

    As relações empáticas tem custo gigantesco para o nosso sistema nervoso, então normalmente são evitadas. É o caso por exemplo de quando tentamos evitar de cruzar os olhos com alguém que tenha pego o elevador com a gente.

    As relações cordiais não são relações necessariamente empáticas, podem envolver saudações e sorrisos forçados mimetizando a relação empática. Estas relações são exatamente as que precisamos do uso da moral para racionalmente evitar de desenvolver jogos de soma-zero.

    Como observação, se você lidou com mais de 50 pessoas sem custo cognitivo expressivo, com certeza você não se envolveu com as mesmas a ponto de somatizar a dor sofrida pela pessoa que está ligando, se utilizando de um distanciamento que é necessário para o trabalho.
  • Andre  01/12/2015 11:40
    Nunca havia pensado nisso... obrigado por compartilhar.
    Abç
  • Andre Cavalcante  28/01/2013 12:46
    Muito bom.

    Mas antes que apareça o Filósofo por aqui, já adianto:

    Não, o estado não representa a sociedade, mas somente uma "maioria" (geralmente nem isso). A justiça social tão pregada pelo governo nada mais é que a escolha de uns em detrimento de outros: se A deve pagar algo para B sob a égide de ser mais justo, então A deveria fazê-lo voluntariamente, caso contrário, a noção de justiça passa a ser a sua noção de justiça (quem impôs a lei que A deve pagar para B) e a noção do que é certo ou errado de um único indivíduo passa a ser norma para todo o resto da população, logo, um contra-senso, pois cada qual traz em si mesmo uma noção de justiça e igualdade (natural) - já nascemos com essa condição - o que gera, por si só, um direito, diria, negativo, pois somente pode ser retirado, nunca dado.

    Abraços
  • Típico Filósofo  28/01/2013 13:37
    Bem anotado, André. Obrigado por sua consideração e o considero uma pessoa inteligente e sincera.

    Entretanto, devo lamentar que você esteja do lado errado da nossa luta pela justiça social e esteja defendendo as ações de uma elite conservadora e egoísta. Entretanto, como diria o filósofo José Eduardo Brondi:

    André, tanto o senhor como o autor do artigo servem de ajuda às elites que conspiram contra a distribuição de renda, contra a melhoria na educação, segurança pública e saúde, são as mesmas que se apresentam como democráticas e éticas. Nosso dilema enquanto país, é sermos uma nação criativa, trabalhadora e ao mesmo tempo atrasada, conservadora, elitista e subdesenvolvida. Uma verdadeira batalha se trava todos os dias nas ruas, no mercado corrupto e entreguista das Bolsas de Valores, levando embora nossas riquezas através de números pela internet, dinheiro real não existe, só virtual (as fortunas), nas periferias, no trabalho, nas escolas, na sociedade toda. Batalha essa que só mostra um vencedor, que é justamente o erro e a arbitrariedade de sermos um país desigual. Governo e elite não se importam. População e mídia, tem uma relação interessante neste processo. As grandes mídias controlam as mentes e os corações das pessoas, e o governo, com um pesado programa social paliativo, lembrando muito uma velha história sobre a política do "pão e circo" da Roma Antiga. Big Brothers e Bolsa Gás fazem a festa eleitoral da não mudança. Esse ciclo necessita de avanços urgentes, ou ficaremos cada vez mais para trás. Uma ruptura é necessária, urgente e essencial neste momento. Nosso desenvolvimento enquanto país "independente" depende disso. As luzes da mudança e da esperança devem ser reacendidas a qualquer momento.

    Nunca se denunciou as injustiças da história como hoje. Internet, computadores e celulares com seus SMS são a verdadeira revolução do presente. As informações estão sendo trocadas num ritmo cada vez mais rápido. O que falta é o direcionamento, a proposta, o objetivo dessas trocas de informações. Têm consistência intelectual? Estão bolando e organizando pelos SMS uma revolta armada ou revolução? Em muitos lugares não, nosso caso por exemplo, mas no mundo árabe a história é outra. A Primavera Árabe derrubou reis, monarcas do poder, exigindo democracia, direitos e reivindicando como nunca fizeram antes. Mas quem esteve por trás de tais eventos? O povo simples, humilde e trabalhador do Oriente Médio. Através de celulares organizaram e derrubaram o poder estabelecido. E o mais importante, não apareceu nenhum "herói" salvador da pátria, foi um movimento genuinamente de rua, popular e independente. Precisamos e temos muito o que aprender com a Primavera Árabe. Se existe um modelo a ser copiado para exigir a verdadeira liberdade, este modelo é o árabe.

    Salas de aula superlotadas, salas de aula sendo fechadas, escolas destruídas, pichadas e depredadas, merenda de péssima qualidade, professores suadores de camisa recebendo salários humilhantes, falta de material pedagógico em qualidade e quantidade, diretores mal-humorados, covardes e puxa-sacos do atual sistema, insegurança e violência entre professores e alunos e contra alunos e professores, negatividade no ar, desmotivação e stress constante. Todos estes atributos explicam o nosso atual sistema de ensino no Brasil. Atrasado e covarde, porque roubam da juventude o presente e o futuro. Sendo a educação a solução número um, temos justamente a destruição dela. Destruição essa que vendo sendo feita desde a "redemocratização" em 1985. Em vez dos direitos conquistados na Constituição de 1988 servirem para modernizar nossa educação, eles simplesmente são meras palavras que não são respeitadas. Por mais leis que se criam em favor da educação, temos visto só a piora. Falta funcionários nas escolas, como: inspetores, pessoal das secretarias e temos coordenadores desmotivados e despreparados. Gasta-se cada vez mais dinheiro em educação, anunciou o governo federal recentemente. Mas cadê o dinheiro? Não vemos melhoria em nada. Primeiramente professor de rede pública, nem imposto de renda deveria pagar, por ser uma profissão estratégica na formação de um corpo de alunos preparados para disputarem sua vaga no mercado de trabalho e na construção do país, com tecnologia e progresso suficiente que garanta uma qualidade de vida digna para todos também. Nossa missão é árdua e pesada. Conseguiremos?

    Voltando um pouco sobre as forças ocultas que corrompem nosso espírito de ser brasileiro, gostaria de dizer que também existém milhares de brasileiros honestos, conscientes, trabalhadores e lutadores na construção de um país igualitário. Iremos resistir enquanto os pulmões tiveram ar. Não vamos nos acovardar e abaixar a cabeça para essa elitizinha egoísta, mesquinha, racista e entreguista. Somos maiores do que isso. Não estamos à venda. Só queremos reconhecimento pelo trabalho que fazemos. Queremos distribuição de renda, justiça social e o principal, a igualdade de oportunidades para todos seguirem seu caminho. O Brasil merece e preciso vencer. Chega de ficar para trás, reclamando e chorando, podemos ser mais do que somos, crescer, lutar, viver e sobreviver como seres humanos respeitados com seus direitos e deveres. A hora está chegando, o crescimento dos descontentes é lento e vagaroso, mas constante, positivo e de qualidade. A revolução não será feita por nenhum partido, o próprio povo, independente tomará o rumo das rédeas a qualquer momento. Professores e descontentes, somos muitos, de qualidade, pensadores, ouçam-nos e vamos mudar essa coisa toda. Chegou o momento para isso? Ainda não, é que gosto de ser otimista as vezes, sonhar, sabe como é.

    Não faça parte dessa luta no lado oposto, André. Você seria uma brilhante adição em nossa luta de sonhadores pela justiça social contra estas elites mesquinhas.

    (Neste artigo, utilizei partes do brilhantíssimo artigo do grande professor José Eduardo Brondi. Todo o crédito deve ser dado a ele e a seu blog: www.analisarentenderagir.blogspot.com.br/)
  • Felipe  28/01/2013 15:25
    Hauhuahauhauahu, Filósofo, excelente! Não resisti a curiosidade e entrei no blog, até agora não descobri se o blog é satírico ou é real. Hhuahauhauahauhau!
  • Jose Eduardo Brondi  02/02/2013 06:26
    Sim, o blog é real, e trabalha com os problemas da sociedade e outros assuntos diversos também. Sou eu que alimento o blog junto com alguns amigos, mas minha responsabilidade sobre ele é maior. Obrigado de qualquer forma.
    Atenciosamente
    Profº José Eduardo Brondi
  • Neto  02/02/2013 11:36
    Esse é um blog tão bom mas tão bom que até os extraterrestres lêem ele!
  • anônimo  02/02/2013 12:45
    Hahahaha nada como umas boas risadas pela manhã!
  • Martin  28/01/2013 16:26

    Isso aí! Um bom revolucionário. O Rothbard (ídole de muitas pessoas aqui) teria orgulho da sua vocação de derrubar o status quo das elites. Só que ele diria que você é CONSERVADOR demais! Pois dá para ler nas entrelinhas que nós como um conjunto representado pelo Estado deve fazer algo para a melhoria da vida dos trabalhadores humildes. Ou seja, quer obter resultados revolucionários por meios conservadores. Na verdade, você está apenas um pequeno passo de se tornar um libertário. Você está corretíssimo que nós devemos derrubar a estrutura do poder das elites. Isso em si já vai melhorar as chances dos pobres a melhorarem suas vidas num ritmo incrível. Caso não for suficiente, pessoas boas como você devem fazer o que puderem para ajudar quem está precisando. Só não deve apelar àquele Poder Superior que ELE o faça (com dinheiro roubado). Pois ele, como você já deve ter percebido, é corrupto e deve ser derrubado.

    A elite perigosa não é o dono do capital, é o dono do poder estatal. No capitalismo do livre mercado, o dono da capital vive com a faca no pescoço, pois a continuação da sua riqueza depende dele aplicar o capital de maneira que o satisfaça seus concidadãos. Nas palavras de Mises, "Ser dono de capital não é um privilégio, é uma responsabilidade social."

    Para conseguir os projetos estatais de redistribuição de renda outros projetos de "justiça social", será necessário abraçar o poder estatal. E esta é justamente o elemento que IMPEDE a melhoria da vida das massas.

    Acredite no poder da criatividade dos brasileiros. Deixem-nos utilizá-la sem restrição burocrática. Desenvolvimento a partir do estado nunca teve êxito. Só a criatividade das massas pode tirar as pessoas da pobreza, assim como tem feito em números países de maior liberdade econômica.

    Seja revolucionário de verdade, seja libertário. Mude de ideologia.

    Um beijo
  • André Andrade  28/01/2013 20:00
    Ao ler seu artigo Típico Filosofo não discordo de suas intenções. O Brasil é um pais desigual onde grande parte da população realmente tem menos oportunidades mas defende-se aqui que essa desigualdade é causada pelo estado e pelas conseqüências de suas políticas... Acho interessante sua colocação que o uma ˜elitizinha˜ utiliza o estado para roubar os recursos dos mais pobres. Concordo que o estado é uma forma institucional para se roubar recursos de outros cidadãos mas porque defender que o estado entregue mais recursos para educação se esses recursos serão roubados de outras pessoas?

    Acredito que este artigo seja sobre como foi deturpado o pensamento racional ético cristão individual para a utilização pelo estado. Meu ponto de debate sobre este artigo é que eu acredito que seja uma comparação sem fundamentos. O estado não é um indivíduo nem uma relação individual. É um sistema, uma organização, um conjunto de pessoas com um objetivo em comum. Se a ética deste grupo é essa ou esse sistema atrai pessoas com estes valores, como descrito no artigo abaixo é um ponto a se trabalhar. Se eu fosse comparar o estado com uma empresa, pensaria que esse é o valor organizacional de tal entidade e atrai pessoas com valores similares.

    Por que os piores chegam ao poder
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1443

    Como já foi colocado em vários artigos, o estado é ineficiente na colocação de recursos e corrupto. O que se é defendido pelos libertários é que o estado como distorce e queima recursos seria mais eficiente uma ausência dele. Uma economia mais eficiente, geraria mais empregos e desta forma mais riqueza. Utilizando os recursos de forma mais eficiente aumentaria o nível de consumo das pessoas.
  • Bright  30/01/2013 10:12
    kkkkk, esse filósofo é muito convincente. Até hoje tem gente que cai na dele, e acha que ele é esquerdista.
  • José Eduardo Brondi  02/02/2013 06:23
    Antes de mais nada obrigado pelo elogio, não é para tanto. Me senti honrado.
    Atenciosamente
    Profº José Eduardo Brondi
    Observação: Sou formado em História, mas gostei de saber que fui confundido como um filósofo. De qualquer obrigado mais uma vez.
  • anônimo  03/02/2013 15:28
    Parabéns prof. José, seu blog satírico realmente é convincente. Os mais distraídos acabam mesmo caindo nessa balela sócio-comunista.
  • Pensador de esquerda  28/01/2013 14:33
    Faço minhas as palavras do Típico Filósofo, apesar de ele fazer parte da ala mais light de nossa causa em busca de uma sociedade mais justa.
    Parabéns.
  • otto  28/01/2013 19:16
    Sociedade mais justa?
    Aposto que, enquanto eu estou trabalhando durante 12 horas por dia, você está lendo algum livro.
    Justo é receber a mesma coisa por fatores diferentes?
    Justo é milhares de pessoas lutarem diariamente pela sua renda, enquanto alguns, que se auto intitulam "intelectuais", apenas usufruem desse esforço alheio?
    Sociedade "justa" é aquela que remunera cada qual pelo o que se faz.
    Ou, enquanto os "filósofos" dormem, o que você acha que Bill Gates faz?
    Ele trabalha ...
  • Gabriel  28/01/2013 15:00
    Tirando a apologia teológica, concordo com o que o texto diz.
    Vivemos em uma época de vácuo moral, se não é o relativismo cultural é a moralidade baseada em altruísmo que é tão barbara quanto.

    Só existe uma base ética para se desenvolver o capitalismo, e essa é a ética objetivista.
  • Zaratruta Borges  28/01/2013 15:41
    O mais engraçado é que recebi este artigo no facebook de um sujeito que se diz religioso e que não pensa duas vezes quando se trata de despejar ofensas a pessoas de um partido político de oposição. Muito curioso. Essas regras de conduta são uma ficção à qual se confere um status metafísico e que as pessoas usam conforme é conveniente.
  • Martin  28/01/2013 16:55
    Este artigo me faz lembrar uma frase muito bacana do Thomas Sowell, uma frase que eu repito muito pra mim mesmo ao lidar com meu passado socialista. Em tradução livre é assim:

    "Eu nunca entendi porque é ganância querer ficar com dinheiro que se ganhou, mas não é ganância querer pegar o dinheiro dos outros."
  • Thiago  28/01/2013 18:11
    Tenho uma pergunta,baseado em um caso real do qual sou testemunha.

    No estado de Minas Gerais diversos municípios são extremamente pequenos, chegando ao ponto de alguns terem menos de 3 mil abitantes. Nesse caso específico, há a relação entre uma homem de trinta e poucos anos e uma mulher de vinte onde esse homem ameaça matar a mulher caso ela o deixe. Há o problema dele possuir curso superior, dele ser amigo do prefeito, do efetivo policial de cidade ser pequeno e despreparado. Essa mulher permanece então no relacionamento, pois tem medo real do que poderia acontecer caso ela terminasse com ele. A minha pergunta é, nesse caso específico, como é possível garantir a segurança dela, o seu direito de escolher não viver mais com ele, sem a proteção de uma instituição que esteja acima do município, que seja exterior a essa comunidade, que dificilmente tomaria alguma medida para defende-la?
  • Arthur M M  28/01/2013 19:00
    Imagine que essa mulher, nas mesmas condições, ao invés de ter se relacionado com um homem que seja amigo do prefeito, que ela tenha se relacionado com um amigo do governador e colega de um general da PM. Precisaríamos então de uma entidade acima da PM e do estado, algo do tipo, governo Federal e PF. Dessa forma teríamos esse problema infinitamente, pois ao pensar assim precisaremos sempre de uma instituição acima daquela onde está o problema. Uma das soluções é essa mulher sumir do mapa, viajar para um lugar bem distante e não dar as caras por um tempo; ter uma instituição acima tenho certeza que não é a solução.
  • Marcus Benites  28/01/2013 22:00
    Você acabou de expor o problema: ESTADO. Ninguém faz nada pois o homem é "amigo do prefeito". Logo, quem tem o monopólio da justiça beneficia os amigos, como ocorre pelo mundo todo. Esse monopólio, além de privilegiar pessoas e grupos, ainda é ineficiente, pois o pessoal da polícia é despreparado, como você mesmo disse. Para tentar se salvar, a mulher não pode buscar outra saída de justiça fora do monopólio, mas dentro dele deve tentar alcançar uma esfera em que o marido não tenha influência. A situação que você descreve parece passada na antiga URSS... É o que ocorre quando o ESTADO é dono da justiça. Talvez ela consiga alguma proteção caso se prostitua para as tais esferas superiores... E ainda dizem que teríamos problemas na justiça caso houvesse um livre mercado na área...
  • anônimo  28/01/2013 22:09
    O problema não é ter mais poder que o município, o problema é o município EXISTIR
    Sem isso o marido não poderia fazer nada
  • Antônio Galdiano  29/01/2013 13:30
    Thiago, existem muitos casos assim. De fato, o fato de ser amigo de um político pode conferir poderes abusivos a uma pessoa. Mas lembre-se sobretudo que as ações humanas envolvem incertezas e riscos.

    Quanto ao risco: Todo e qualquer empreendimento humano está sujeito a riscos. A palavra risco é corretamente usada quando um determinado evento já ocorreu e que, dado o fato de que abuso de amigo de autoridade não é nem novidade, ocorre frequentemente; bem como o fato de que existem casos assim com outros casais que nada tem a ver com estado. Bom, este era um evento com probabilidade de ocorrer principalmente pois já ocorreu.

    Quanto à incerteza: Eventos em geral são sujeitos à incerteza. O conceito de incerteza envolve a chance de ocorrer um evento aleatório totalmente inédito até então. Todo empreendimento corre o risco da incerteza também. Suponha que uma empresa esteja começando agora a produzir teclados modernos para computadores. Suponha ainda que na semana seguinte uma outra empresa crie um produto inovador que substitua de forma mais barata e cômoda o produto teclado. Digamos que seja um aparelho que lê a mente para pegar os dados digitados. Nesse caso, o evento incerto ocorreu e prejudicou um empreendimento da outra empresa. Isso acontece!

    Voltando ao caso: o que ocorreu com a mulher foi que ela envolveu-se em um evento que tinha esse risco de acontecer. Se ela não tomou as precauções para saber o risco do evento que estava se envolvendo, ou se ela mesmo sabendo dos riscos envolvidos no relacionamento decidiu seguir com ele mesmo sem saber que não teria como se defender num caso deles... Esse é um caso de responsabilização pessoal: por quê os outros deveriam ter que arcar com os custos e riscos da segurança que essa mulher se expôs?
  • Thiago  29/01/2013 18:16
    Então, "por quê os outros deveriam ter que arcar com os custos e riscos da segurança que essa mulher se expôs? "

    Por empatia, eu acho. Por empatia eu me preocupo com ela. Por empatia acredito que ela possui o direito a segurança, independentemente de ter ou não tomado uma decisão errado ao iniciar esse relacionamento. Dizer o contrário me parece o mesmo que julgá-la. Acredito que o direito a vida, a liberdade, a dignidade e a felicidade que ela (e qualquer outra pessoa) possui devem ser respeitados. Mas se esses direitos são postos em risco não deve a sociedade como um todo agir? Um atentado aos direitos dela não equivale a um atentado contra os direitos de qualquer outra pessoa? (não somos todos sujeitos a arbitrariedades como essa?) Ou será possível que após milhares de anos de história, de desenvolvimento intelectual, cultural e moral, um ato desses, ainda que apenas uma ameaça, possa ser considerado como natural?

    Sinceramente, procuro ler os artigo daqui e vez por outra faço um comentário ou pergunta, mas acredito que anarquia, tanto faz se de direita ou de esquerda, é jogar a humanidade na barbárie, é abandonar a Humanidade, é deixar de reconhecer em outro ser humano um igual.
  • Renato Souza  29/01/2013 21:30
    Segundo compreendo, há crimes que são questão particular entre os litigantes. Por exemplo, se alguém me furta algo, e posso simplesmente dizer: esqueça isso, devolva o objeto e está tudo bem. Mas há crimes que são um problema para a sociedade, particularmente crimes violentos. As pessoas não querem apenas não serem atingidas naquela hora, elas querem um ambiente o mais livre possível de violência.

    Em sociedades antigas, os juizes da aldeia ou da cidade castigavam aqueles que cometiam violência, e expulsavam aqueles que pareciam perigosos. Em nossa sociedade com herança ibérica, temos os delegados, que sempre são representantes de um poder centralizado. Em sociedades com origem mais livre, a população de uma cidade escolhia um xerife (independente do prefeito) e livremente lhe pagava um salário. Se a cidade crescer muito, o xerife pode ser autorizado a ter delegados que o representem. O xerife deve manter o ambiente seguro.

    Há um outro fator muito importante. Numa sociedade onde só bandidos e amigos do rei podem ter armas, a violência tende a ser maior. Veja este artigo:

    www.midiasemmascara.org/artigos/desarmamento/13795-duas-cidades-irmas-com-uma-sutil-diferenca-entre-elas.html

    Veja a diferença entre as duas cidades irmãs. Onde o porte de armas é coisa comum, as pessoas de má índole tem mais receio de fazerem o mal, ou mesmo de ameaçarem os outros.

    Um último exemplo: uma das cidades mais violentas dos EUA é, atualmente, Chicago. O que a caracteriza? Contra a constituição, a prefeitura proibiu o porte de armas por qualquer civil, em qualquer lugar. Só os bandidos "podem" ter armas.
  • Robson  30/01/2013 20:49
    "Por empatia, eu acho. Por empatia eu me preocupo com ela. Por empatia acredito que ela possui o direito a segurança, independentemente de ter ou não tomado uma decisão errado ao iniciar esse relacionamento. Dizer o contrário me parece o mesmo que julgá-la. "


    Ótimo, empatia é uma excelente qualidade de um indivíduo, ainda mais quando a questão é tão justa quanto a exposta acima. Por isso você poderia, VOLUNTARIAMENTE, ajudá-la.
  • Eduardo  08/02/2013 17:28
    Excelente argumento!
  • WLNC  01/12/2015 11:41
    Perfeito argumento.
    Todos temos a liberdade de agir, seja por empatia ou por interesse próprio. O que aflige o nosso amigo, por mais bem intencionado que seja, é a própria síntese de todos os problemas. Ele quer resolver o problema justamente com aquilo que causa o problema.
    Sabendo disso, nada impede que você elabore um plano, seja sozinho ou com ajuda de outros, para empreender uma fuga para essa mulher.
    A empatia está aí. O quanto estamos dispostos a nos arriscar pelos outros? Depende. O quão grande é essa empatia e o seu senso de justiça? Ninguém pode responder isso e vai variar de pessoa para pessoa, de situação para situação, mas uma coisa é certa: existindo um estado para o qual terceirizamos essas questões, a tendência é existir cada vez menos empatia entre os seres humanos.
  • Dalton C. Rocha  28/01/2013 19:48
    Estado e morte tem duas coisas em comum:
    1- São inevitáveis.
    2- Devem ser reduzidos ao mínimo possível.
  • Vagner  31/01/2013 11:03
    Na Somália não existe estado...
  • anônimo  31/01/2013 11:41
    Demorou... Fazia quase duas semanas que alguém não mencionava a Somália aqui com aquele ar de originalidade.

    Anarquia na Somália
  • Vagner  31/01/2013 14:51
    E porque o nosso amigo disse que o estado é inevitável... Somália prova que não. Apesar da constante interferência para criar um...
  • anônimo  02/02/2013 14:54
    Na Somália existem INÚMEROS estados agindo paralelamente. Só isso. Ausência de estado pressupõe a soberania do PNA. Se você provar que existe PNA na Somália, pode utilizar esta premissa sem problemas.
  • anônimo  02/02/2013 19:24
    PNA não existe porque o povo lá vive se matando. Agora inúmeros estados paralelos, isso contradiz a própria definição de estado: a gangue que tem o monopólio do uso da força num território
  • Um Advogado  02/09/2013 13:45
    Definição clássica de estado é "um grupo de pessoas, sob um governo, em um território". E é exatamente o que corre na Somália, temos vários grupos de pessoas (clás e tribos - verdadeiras nações), cada uma sob um governo próprio, reclamando um ou mais territórios. A questão não é se existe ou não Estados, o problema lá é que exitem de fato diversos estamos, e todos seguindo à risca a cartilha da fome de poder, ganância, privilégios direcionados e corrupção, e cada qual querendo o bolo inteiro pra si.
  • Pensador de esquerda  28/01/2013 20:18
    Ao contrário do que diz o texto, a solução é o ESTADO FORTE, com as rédeas firmes no mercado capitalista. O capitalismo é bom, mas está longe de ser tudo. Vejamos um pequeno exemplo de como o Estado é eficientíssimo na geração de empregos e aquecimento da economia a curto prazo (algo que o laisses faire só consegue a longo prazo e muito sofrimento ao povo):
    Um jovem está comendo loucamente um hambúrger do McDonald, Bob's ou Girafas's. Ele está ficando obeso e a saúde comprometida. O jovem pede mais um hambúrger, e outro e mais outro. O vendedor capitalista, é claro, só pensando nos lucros, está nem aí para a saúde do pobre jovem. Agora imagine se houvesse um funcionário da saúde público em cada local que vendem essas porcarias (praças de alimentação de shoppings, aeroportos e rodoviárias). O agente de saúde (devidamente concursado) certamente iria orientar aquele jovem a parar de comer hambúrgers. Caso ele desse uma banana para os sábios conselhos de seu tutor estatal, este imediatamente iria lhe emitir uma multa. Perceberam a maravilha? Vou desenhar:
    Com este procedimento do agente de saúde alimentar, o jovem iria parar de se empanturrar, pois com a multa a pagar ele iria deixar de comprar aquele veneno industrializado. Com o dinheiro da multa, o governo iria custear as despesas de tratamento de outros jovens obesos. A empresa vendedora de hambúrgeres iria deixar de vender um pouco, é claro, mas isso seria debitado dos seus enormes lucros, sem prejuízo algum aos funcionários da empresa, em eventuais casos de demissão. Estes honrados trabalhadores estariam protegidos pelas normas de nossa orgulhosa CLT. Como falei, se houver um agente de saúde em cada restaurante, cada lanchonete, cada barzinho deste país, a sociedade e a economia só tem a ganhar. O cara que tomasse dois copos de cerveja seria advertido por um agente do Estado, que estaria ali pertinho da mesa, fiscalizando-o e evitando que bebesse além da conta, prejudicando seu fígado e pior, tentando sair dali dirigindo alcoolizado.
    Nem é preciso dizer que, se houvesse tantos agentes assim, seriam abertos muitos postos de trabalhos por meio de concursos públicos. E para passar em concursos, os candidatos teriam de comprar livros (estímulo econômico) e fazer cursinhos, que iriam contratar mais professores para ensinar. Ou seja, mais empregos para a sociedade.

    Por motivos óbvios, não creio que minhas irrefutáveis linhas possam ser publicadas aqui.
  • pensador barato  28/01/2013 20:48
    Este pensador de esquerda está de brincadeira e debochando ora pois.
    .
  • Renato Souza  28/01/2013 20:50
    kkkkk....

    VOCÊ É ÓTIMO!!!!

    O pior é que os esquerdistas de verdade pensam assim mesmo!

    A linha de argumentação mostra bastante bem o caminho pelo qual governos socialistas ou keynesianos tendem a se tornar cada vez burocráticos, autoritários, controladores, e destruidores da liberdade.

    O conceito de "um fiscal em cada restaurante, bar ou praça de alimentação" além de ser algo só possivel num estado policial, é claramente insustentável economicamente, mas muitos esquerdistas realmente pensam que seria bom e viável.

    O desenvolvimento feito das conseqüencias dessa desastrosa destruição de capitais ("Ou seja, mais empregos para a sociedade"), por mais absurdo que seja, é o cerne do pensamento keynesiano. Keynesianos realmente acham que se destruirem bens (motores de carro usados, frangos, trigo, café) e pagarem pessoas para enterrar tampinhas de garrafa, estarão tornando a sociedade mais rica.

    Agora comparem, o que é pior? Construir armamentos e mandar jovens para a guerra, ou pagar nilhões de pessoas para fiscalizarem o que os outros comem, ou queimarem produtos agrícolas? Exato, a guerra consegue ser ainda pior. Num mundo racional, a guerra é um recurso extremo contra governantes maliciosos que querem dominar outros países ou escravizar o próprio povo. Até dois séculos atrás, todo mundo sabia que a guerra é fonte de destruição a pobreza. Mas hoje, todos os keynesianos e socialistas tem certeza absoluta que a guerra é produtora de prosperidade.
  • TPC  28/01/2013 21:07
    Os argumentos do Pensador de Esquerda são realmente irrefutáveis. Mas pouco adiantariam pois os indivíduos passariam a comprometer sua saúde em seus próprios lares...
    Por que não colocarmos então um agente de saúde domiciliar em cada casa deste país?
    Ele pode checar se você está dormindo direito e multá-lo se você for pra cama após as 23h! Ele também vai fiscalizar se você está comendo sua mulher direito e confiscá-la se julgar que a vida conjugal não está adequada.
    Se não escovar os dentes, multa! Não limpar a bunda direito, multa!
    Abriu o leite e deixou na geladeira por mais de 48 horas? Vai preso!
    Quantas vidas serão salvas? Quantos empregos gerados para a sociedade? Os benefícios seriam incalculáveis!
  • Professor da USP  02/09/2013 13:50
    Prezado,

    Agradeço enormemente por contribuir com essa ideia inspiradora.
    Informo-lhe, todavia, que a sua sugestão inicial foi considerada um tanto ineficaz por demandar uma quantidade vultuosa de profissionais qualificados. Convoquei uns colegas de trabalho e trocamos ideias sobre o tema. Após o debate, concluímos que os impostos devem ser a forma mais viável de combater esse mal que assombra o Brasil (pela primeira vez na história, foi registrado que mais da metade dos brasileiros estão acima do peso).

    A imprensa já foi notificada:

    g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/09/pesquisa-da-usp-propoe-aumentar-impostos-de-alimentos-engordativos.html

    Obrigado,
    Prof° da USP
  • Ze Ninguem  30/11/2015 16:05
    O senhor está de brincadeira ?

    O cheeseburguer poderia salvar milhares de vidas na África.

    Os africanos precisam de gordura, óleos e trigliceres com urgência.
  • Andre Andrade  28/01/2013 20:43
    Bom, Pensador de esquerda nem me darei ao trabalho de responder sua publicação estapafúrdia, somente postarei alguns artigos para você ler.

    Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

    Gastos governamentais sempre são ruins para a economia
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025

    Expansões econômicas e "gastos estimulantes" - e Paul Krugman, mais uma vez
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1498

    No alto da pagina existe uma área para buscas... Favor usar, todos esses tópicos são recentes tem menos de 3 meses. Não te dará nem trabalho procurar estudar um pouco sobre escolas economias que não entende. Antes de criticar aprenda.

    A importância de se dominar a teoria
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1384
  • Renato Souza  28/01/2013 21:17
    Leandro

    Fora do assunto, mas bastante relevante:

    www.wnd.com/2013/01/top-psychiatrist-meds-behind-school-massacres/#XZ15CrpqeeuKLhv3.99
  • Neto  28/01/2013 21:35
    O Lew Rockwell fala muito no blog dele sobre como os EUA (e acho que o mundo também) viraram uma nação de dependentes dessas drogas, e do mal que isso faz

    No meu tempo, no tempo que quando o ensino ainda não era tão porco como é hoje, a gente lia um livro do Pedro Bandeira chamado 'a droga da obediência'...pois é, a realidade hoje virou esse livro só que muito pior
  • Arthur M Meskelis  29/01/2013 02:01
    Comentário nada a ver com o post.
    Estou aqui no 4 capítulo do A teoria da exploração do socialismo-comunismo do Böhm-Bawerk e agora entendo porque nunca havia ouvido falar desse cara, até conhecer o instituto. Rodbertus, Lassalle, Proudhon, Sismondi, Thompson. Até parece que querem sumir com esses caras hahaha.
  • André Caniné  29/01/2013 17:42
    ótimo artigo, um dos melhores que já li.
  • Vinci  29/01/2013 22:32
    Parênteses:

    É interessante como o caso Kiss é prova cabal de que o Estado opera também por clamor emocional. Bastou um evento raro acontecer e todos clamam por mais Estado! Mais regulações, alvarás e fiscalizações!!! É difícil combater tamanha miopia. Só falta agora pedirem Boates Estatais! Rs!
  • Spinola  29/01/2013 23:16
    Já que é o Estado que deturpa a ética humana (e por conseguinte a ética humana parece uma preocupação do grupo), qual é a proposta do Mises para que se evite o trabalho escravo sem uma fiscalização estatal? É claro que o próprio Estado já foi escravocrata, mas em uma sociedade de livre mercado, como evitar que tal fato ocorra?
    Confesso que lembrei do assunto após assistir Django Livre, ter em minha lista para assistir Lincoln e ainda sair mais uma reportagem a respeito:
    exame.abril.com.br/brasil/noticias/quem-esta-na-lista-suja-do-trabalho-escravo-no-brasil-hoje
  • Ricardo  30/01/2013 04:32
    Ah, a paixão pela servidão voluntária....

    O estado apoiou e incentivou a escravidão durante quase toda a sua história; no entanto, ele é hoje milagrosamente visto como o único ente capaz de impedir que a escravidão ocorra! Que reviravolta espetacular!

    Menção nenhuma se fez ao fato de que é justamente o estado quem continua impondo a escravidão hoje, confiscando 40% da nossa renda e nos obrigando a trabalhar módicos 6 meses do anos apenas para sustentá-lo. Se isso não é escravidão, então um novo termo tem de ser criado.

    Sugiro:

    Em defesa do boicote social

    O "direito" à gratuidade e a injustiça da tributação

    A "guerra civil" americana - uma defesa do separatismo sulista
  • Andre Cavalcante  30/01/2013 14:22
    Antes de mais nada: escravidão é crime!
    Entretanto, sociedades livres são isso: livres.
    Logo, escravidão e sociedades livres são incompatíveis, por definição.
    Se há um não há o outro.
    Como uma sociedade livre se livra da escravidão?
    Simples, tornando os seus cidadãos livres e punindo aqueles que escravisam.

    A questão correta, para este caso é: como pegar e julgar quem tenta praticar a escravidão?
    Solução:
    Serviços de segurança privados.
    Sociedade de leis privadas
  • Spinola  31/01/2013 10:01
    - Ricardo,
    Você tem toda razão quanto aos estados escravocratas e como a mudança de postura estatal é recente. Entretanto, não deixa de ser uma conquista dentro do modelo de Estado que conhecemos. Portanto, a volto a insistir no meu ponto: a questão não é como o Estado já desrespeitou a liberdade, é como eu a terei garantida neste modelo alternativo aqui proposto.
    Apesar da alta carga tributária e o baixo retorno a população ser um problema nacional (e merecer a mesma atenção que o assunto que estou propondo), não é a mesma coisa que escravidão. Escravidão (ou trabalho análogo a de escravo) é, v.g., trabalhar mais de 12 horas por dia para alguém que não lhe deixa ir embora porque você deve mais a ele por causa da moradia e alimentação precária fornecida do que ele deve a você.

    - Ricardo e André,
    Eu já havia lido os artigos que vocês indicaram, mas se prestarem atenção todos eles tratam de um direito (segurança) partindo do pressuposto de que o indivíduo já possua outro (liberdade). Ouso dizer que até mesmo para a garantia ao direito a segurança, no sistema proposto, seria proporcional ao direito a propriedade que você faz jus.
    Percebam que em uma sociedade gerida pelo capital quem realmente tem chance de ser escravizado é justamente quem não tem capital suficiente para recorrer a estes sistemas de segurança privados.

    Pelo exposto, volto a insistir no assunto exposto, apenas ressaltando o problema dos mais pobres:

    Qual é a proposta do Mises para que se evite o trabalho escravo sem uma fiscalização estatal, considerando que são os mais pobres que tendem a ser escravizados e que não possuem recursos suficientes para pagar pelo sistema de segurança privado?
  • Andre Cavalcante  03/02/2013 15:30
    "Qual é a proposta do Mises para que se evite o trabalho escravo sem uma fiscalização estatal, considerando que são os mais pobres que tendem a ser escravizados e que não possuem recursos suficientes para pagar pelo sistema de segurança privado?"

    Engraçado, do jeito que você coloca parece até que não ocorre casos de escravidão em um sistema com o estado oferecendo a segurança.

    Para resolver a discussão deveríamos mostrar que os casos de escravidão no brasil e no mundo seriam menores ou maiores em um sistema de leis privadas em relação no sistema atual (leis públicas), o que, obviamente, não dá pra fazer do ponto de vista empírico.

    Entretanto, podemos olhar para os sertões amazônicos e verificar que ali ainda há situações de escravidão ou quasi-escravidão (geralmente escravidão por dívidas). A forma que o povo encontrou de lidar com isso é fugindo do cativeiro, se embrenhando na mata e vindo para alguma cidade, onde ali ncontra um pouco de proteção (claro, tem que ser uma cidade em que o "coronel" não tenha influência).

    Por outro lado, tais situações somente ocorrem porque as pessoas são levadas, em nome da sobrevivência, na primeira oportunidade de emprego que aparece. Tal não aconteceria em um mundo livre, porque, operando em pleno emprego, os trabalhadores terão mais incentivos e mais opções a trabalhos menos arriscados (ou em locais não seguros).
  • Leonardo Couto  01/09/2013 17:52

    Você poderia redigir a pergunta assim: Qual é a proposta do Mises para que se evite o assalto sem uma fiscalização estatal, considerando que são os mais pobres que tendem a ser assaltados e que não possuem recursos suficientes para pagar pelo sistema de segurança privado?

    Os que escravizam pessoas estão ferindo a liberdade delas, são agressores. Como tal, não têm seus direitos à liberdade como invioláveis. Qualquer pessoa pode legitimamente punir o agressor e libertar os escravizados. Não é necessário contrato algum.

    É claro, poderia-se reunir grupos de indivíduos para esse fim, seria melhor. Não se espante se em um ambiente livre surgirem grupos dedicados à proteção dos menos prósperos, crianças, idosos etc; pessoas em que a auto-defesa não é suficiente. Boas pessoas se disporão a punir seus agressores.

    Na medida em que alguém age contra a liberdade de terceiros, seus atos não são mais invioláveis. Gosto de dizer que nossos atos são invioláveis na medida em que são "inviolantes", por assim dizer.

    Pode-se ir muito além do boicote.
  • Pedro.  02/09/2013 13:17
    P R F E I T O !!!!!!
    Supremo!
    CLAP CLAP CLAP!!! para o Leonardo Couto.

    Não há oque mais esclarecer. Brilhante! ...É assim que se defende a liberdade sob uma idéia de ética (ciência da moral) visando uma moral racional e coerente e não uma moral arbitrária como meio de atingir uma finalidade pretensamente paradisíaca, fazendo da moral um receituario ideológico para um nirvana qualquer.

    Abs
  • direiteopata  02/12/2015 18:33
    Acho que boa e eficiente educação para os futuros trabalhadores os livrariam de trabalho escravo.
  • N.E.N.D.  31/01/2013 00:16
    Ridículo! "Lei cristã"? E a lei ateísta, a lei budista, a lei umbandista etc? Desde quando a religião (ainda mais a cristã, vide a inquisição, autoritarismo e afins) define caráter? É por isso que o libertarianismo não decola, pois achar que só porque todos os comunistas são ateus, todos os ateus necessariamente são comunistas!

    Ass: Ateu anarco-individualista.
  • maurício barbosa  02/02/2013 16:34
    NEND,as outras religiões podem contribuir para a causa libertária desde que elas preguem o amor ao próximo,lembrando que o amor não é um sentimentalismo e nem um ritual religioso,você se diz ateu,agora eu te pergunto porque os praticantes destas religiões não se manifestam aqui no site?!??! Quer dizer que ou eles não estão nem ai ou então não tem nada a contribuir com a causa libertária e estão satisfeitos com o status quo,lanço um desafio aos praticantes das religiões não cristã para que se manifestem a respeito da causa libertária.
  • Fabio MS  11/02/2013 11:42
    A conversinha de sempre: "O texto é maravilhoso, estupendo, perfeito, mas mencionar a lei cristã!? Isso é um escárnio! Oh, Hans Sennholz é um ignorante mesmo. Falar em moral cristã... quanta burrice. Como pode alguém se achar no direito de falar em 'lei cristã', em 'moral cristã' atualmente? É por isso que o libertarianismo não decola."
  • Pedro.  02/09/2013 12:53
    Perfeito, Fabio.
    Na verdade querem defender o cristianismo misturando-o ao libertarianismo. O objetivo é pregar cristianismo e nem tanto o libertarianismo. Afinal, por si mesmo o cristianismo e sua moral arbitrária e piegas não consegue defender-se, precisa ser defendido indiretamente. Assim, há sites que o misturam ao socialismo e outros ao liberalismo. Como sempre: uma vela para deus e outra para o diabo.

    ...hehehe!
  • anônimo  11/02/2013 12:17
    'É por isso que o libertarianismo não decola, pois achar que só porque todos os comunistas são ateus, todos os ateus necessariamente são comunistas!'

    É a primeira vez que ouvi falar disso.Diga UM artigo aqui que fale que 'todos os ateus são necessariamente comunistas'
  • Pedro.  02/09/2013 13:08
    Nietzsche era ateu e foi o primeiro a condenar as idéias socialistas, mesmo antes delas serem verificadas na prática. Enquanto os religiosos cristãos anuiam com a idéia socialista, sobretudo do "socialismo utópico" mencionado por Marx, um ateu criticava racionalmente o socialismo e o fantasioso "comunismo" ...Nietzsche o fezabertamente em livros e os cristãos se associavam em partidos "socistas cristãos" e a igreja católica acobertava os marxistas e padres, bispos, cardeais e mesmo papa (sobretudo Paulo VI) se enrabichavam com o marxismo.

    Aliás muitos marxistas são cristãos. O cristianismo nos EUA chegou a experimentar um pretenso comunismo, os essênios eram judeus comunistas e João Batista era essênio.

    ...mas querem defender o cristianismo por via indireta e a grana roal da mesma forma que rola para socialuistas ...tudo a ver...

    ...hehehe! leiam, mas não publiquem, tá? ...alguém publicará ...hehehe!
  • anônimo  02/09/2013 13:00
    Exatamente!
    Aqui defende-se o cristianismo misturando-o ao libertarianismo (mas só o libertarianismo que diz que só o capital ou o trabalho braçal produzem direito de propriedade, tal como Marx afirmava sobre a propriedade dos meios de produção originada no capital e não no trabalho intelectual do empreendedor).

    Ou seja, estão mesmo defendendo o cristianismo através de idéias libertárias "meia-boca" da mesma forma que outros sites misturam cristianismo com socialismo. A velha estratégia de acender uma vela para deus e outra para o diabo e assim estar sempre no lado vencedor.

    ...Hehehe! ...essa é a moral....
  • Ali Baba  02/09/2013 13:54
    @Colegas ateus e teístas,

    Como ateu, também torço um pouco o nariz quando vejo essa mistura de libertarismo com cristianismo. De fato, podemos falar em ética (e/ou moral - parecem intercambiáveis em diversos desses textos, embora não sejam) humanista toda a vez que vemos lei/moral/ética cristãs em artigos no IMB, sem nenhum prejuízo ao entendimento do texto.

    Independentemente do autor ser ou não cristão (e isso também muda conforme a nacionalidade: ser cristão no Brasil significa ser católico, ser cristão nos EUA significa ser protestante/evangélico), acho que por questões históricas podemos deixar que libertários se refiram a lei/moral/ética cristãs, e relevar esse deslize. Simplesmente por que sociedades não-teístas de relevância, que tivessem uma ética humanista elevada, foram raras. Embora isso esteja mudando, ainda teremos algum tempo até que as pessoas criadas sob a tutela de um estado e de uma igreja consigam entender que o que entendem como efeito de sua ideologia ou "dom" de sua teologia nada mais é do que o senso comum da ética humanista.
  • Matheus Wilson  31/01/2013 18:05
    Compartilho com vocês minhas breves considerações sobre a tragédia ocorrida em Santa Maria, RS:

    Segurança Estatal?!??! Santa Maria quer justiça!
    Grandes tragédias são sempre seguidas de comiserações. Condolências aos familiares dos jovens que não resistiram a fatalidade que ocorreu em Santa Maria, RS.
    Depois vem à tona os questionamentos: De quem é a culpa???
    Será que é do alvará vencido? dos donos da boate? dos músicos imprudentes? da legislação?
    O que me chama a atenção é a atuação do estado como garantidor de segurança para com os seus cidadãos.O ocorrido dá mostras diáfanas de que só porque determinado estabelecimento comercial esta de acordo com as formalidades burocráticas estatais (alvarás, licenças etc), não quer dizer que possamos frequentar tranquilamente este local.
    Talvez, se seguradoras privadas fossem responsáveis pela verificação e inspeção da segurança do local, tais indagações seriam facilmente respondidas. Qualquer seguradora séria exige de seus segurados condições de minimizar os riscos de danos materiais e morais, diminuindo a possibilidade de arcar com possíveis contratempos, aumentando a segurança das pessoas. Com isso há garantias de que prejuízos ocasionados serão indenizados pelos responsáveis.
    Quando órgãos públicos são responsabilizados (civil, penal, pecuniária) a verdadeira arte de bazófias e esquivas é aplicado com primor. Tergiversar de suas obrigações é mais simples do que resolver a questão.Veja os vídeos do prefeito de Santa Maria e o do coronel comandante do corpo de bombeiros: g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/prefeito-de-santa-maria-rs-cezar-schimer-fala-sobre-o-alvara-da-boate-kiss/2371955/
    g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/pericia-apura-os-danos-e-as-causas-do-incendio-na-boate-kiss/2371845/
    Algo que me deixou ainda mais estarrecido foi a declaração de uma jovem ao "Jornal Hoje", na qual dizia que à algum tempo que já era frequentadora da boate Kiss. Onde estava sempre cheio frequentadores e que a dificuldade para sair do local era grande. Mas nem por isso deixou de ser assídua ao estabelecimento.
    Se os frequentadores já sabiam de dificuldades estruturais no local, porque não tomar as providências como consumidor/cliente. Me esqueci de que são jovens. E, jovens gostam de "curtição e pegação", o carpie diem do século XXI. O importante é o agora, o depois fica para manhã.
    Uma coisa é certa o amanhã já é o hoje, e continuar acreditando que o estado é "salvador", o "garantidor da paz", o solucionador de todos os problemas, é uma balela sem precedentes.

    Que Deus nos abençoe,
    Matheus Wilson.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  01/09/2013 10:42
    Saudações, esperto é meu vizinho: arranja recibos falsos para ajustar seu imposto de renda; coloca os filhos em escola pública; usa o SUS sempre que pode. Epa, ia esquecendo, passa minha frente nas filas, e faz questões de outras primazias, pensando melhor, acho que vou começar a odiá-lo.
  • Daniel de Oliveira Costa  01/09/2013 14:02
    Só me resta agradecer uma vez mais, por mais um excelente artigo e tradução.Como professor pretendo refletir mais este artigo com meus alunos. Valeu a todos do Instituto.
  • anônimo  01/09/2013 14:36
    Sobre a moral cristã, devo dizer que aquilo que instintivamente se atribui ao cristianismo como defesa de moralidade, efetivamente não decorre das recomendações do Cristo, muito pelo contrário. Muito do que se chega a crer como recomendações cristãs existiam pela ética estóica bem mais natural ao ser humano racional e com bases sólidas na razão em franca discordancia com ações e reações emocionais.

    Somente o absoluto desconhecimento sobre a bíblia e as idéias do Jesus Cristo poderia permitir as afirmações contidas no artigo. Sendo igualmente necessário o desconhecimento absoluto sobre a filosofia estóica em muitos pontos divergente da ideologia cristã.

    Vejamos:
    Cristo recomenda que se alguém roubar o que é seu, não o reclames.

    Cristo também faz alusão aos pássaros que não trabalham nem acumulam riquezas e mesmo assim o "senhor deus" os provê daquilo que precisam. Em seguida faz alusão aos lirios que sem preocuparem-se com vestimentas "vestem-se" com beleza que o homem não consegue com seu trabalho.

    Cristo também recomendqa que não se acumule riquezas na terra e condena a ambição por bemviver e por riqueza.

    Cristo recomenda que se dê aquilo que lhe for pedido. Com isso, de certa forma, menospreza a justiça das trocas induzindo a que se dê sem exigir uma contrapartida. É bem claro quiando afirma que se conceda o solicitado a todo aquele que solicitar.

    Cristo também recomendava que para ser um perfeito seguidor se devesse desprezar as riquezas. Sobretudo n caso do "homem rico" a quem sugeriu que desse toda sua riqueza aos pobres (desde que estes permanecessem pobres, certamente) e assim poderia segui-lo e conquistar o reino dos céus. Em seguida informa que "é mais fácil um rico entrar no reino dos céus do que um camelo passar pelo buraco de uma aghulha". Ou seja, assim reafirmava que meramente por ser rico já seria detentor de um grave defeito. Além de estranhamente atribuir méritos aos pobres meramente por serem pobres, um absurdo.

    Cristo também, apesar de recomendar que "se alguém te ferir numa face, ofereça-lhe a outra", numa alusão a que não se reaja a agressões e mesmo chegou a aludir que q"amar os bons é fácil e que mérito mesmo é amar aos maus". Assim mostra-se camarada para com os maus e sem noção sobre a justa reciprocidade. Uma anti natureza.

    Apesar desta recomendação pacifista Cristo entra no templo e sai espancando e quebrando as bancas dos comerciantes (camelôs?) que lá negociavam. Assim mostra-se irado contra os comerciantes a quem chama de ladrões e os ataca com furia nada pacifista. Estes comerciantes não reagem, mostrando serem bem mais pacíficos que o Cristo.

    Para fechar com chave de ouro as recomendações cristãs (não só o aqui esposto) o Cristo recomenda que "não julgues para não serdes julgados", já que igualmente será julgado pelo "senhor deus". Com isso Cristo destrói qualquer possibilidade de repulsa aos bandidos. Afinal, recomendar para que não julgue-se os praticantes de comportamentos nocivos (óbvio ou pior, não julgar nem os úteis e assim iguala-los aos nocivos) o Cristo destrói completamente a idéia de justiça (que é exatamente julgar) sugerindo que se acolha maus e bons da mesma forma, exceto os comerciantes que seriam o que de pior existe. Certamente por exigirem contrapartida ao que fornecem.

    Enfim, toda a idéia do cristianismo, se seguida a risca, levaria a um paraíso para os bandidos que deveriam ser bem aceitos. Ao mesmo tempo aboliria todo o comércio e estabeleceria um quase "comunismo" onde o rebanho de ovelhas ofereceriam graciosamente o pescoços aos lobos.

    É bom frisar que Cristo era um tanto essênio e que os essênios eram comunistas e assim pregavam o modo certo de viver. Não por acaso os judeus inventaram o KIBUTZ.

    No mais, a ideologia marxista contém um tanto de sincrestismo com a ideologia cristã. Até mesmo um apocalipse foi profetizado por Marx, quando haveria a rebelião socialista que assacraria a burguesia e implantaria o nirvana prometido aos proletários vitoriosos (quanto orgulho da classe) numa sociedade sem classes econômicas e sem Estado. Enfim, um embuste deliberado e sob medida para engrupir (essa palavra certamente deriva da idéia das teorias de grupo de Marx) a população que não via a idéia do Estado usurpador com bons olhos.

    Ou seja, as afirmaçõews sobre uma possivel "ética cristã" são erroneas no sentiodo que atribuem à ética (sendo esta a ciência da moral, pretensa, vá lá) confundindo-a com moral, que é um código arbitrário e intrinsecamente ideológico. Pois visa estar voltado para atingier finalidades, sem análise sobre a idéia de justiça. Daí haverem inumeras morais que chegam mesmo antagonizarem-se, embora vigentes em comunidades: O que é valor moral numa comunidade pode ser imoral em outra.

    No mais, a alegação sobre a moral cristã que pretensamente é a moral ocidental, só pode decorrer da visão de quem desconhece completamente a bíblia e sobretudo sem nem qualquer idéia sobrea filosofia estóica, que cristãos tentaram destruir.

    Recomendo a leitura da bíblia aos cristãos, mesmo que apenas o NT, visto que o VT é demasiado sangrento.
    (São apenas observações, com base em fatos inegáveis e escritos na bíblia, que contrariam muito daquilo que se afirma cristão embora em grande parte (a parte ética)derivado da filosofia estóica, mesmo que antagonica em aguns pontos.
  • Renato Souza  02/09/2013 15:48
    Anônimo

    Não terei tempo agora, mas escreverei à noite um texto começando a contestar suas afirmações.

    Noto que você fez uma leitura totalmente descontextualizada de muitas afirmações de Yeshua (Jesus). Você tirou essas afirmações do contexto do debate, das referencias mosaicas, fazendo Jesus dizer coisas bastante diferentes do que ele realmente quis dizer.
  • Cesar Massimo  03/09/2013 08:58
    Caro anonimo
    Entendi que você discorda dos ensinamento da Bíblia e pinçou, à sua conveniência, frases isoladas para defender sua crença.
    Fiz o mesmo com seu texto, para que prove do seu veneno.
    Você, um antiBíblia diz:
    "Recomendo a leitura da bíblia"
  • Renato Souza  03/09/2013 20:41
    A quantidade de equívocos é tão grande que demorará para desfaze-los todos.

    Vou começar da interpretação absurdamente equivocada da frase "não julgueis". Mateus registra o seguinte dito de Jesus:

    "Não julgueis, para que não sejais julgados.
    Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
    E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
    Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
    Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." Mateus 7:1-5

    O que ele ensina? Proporcionalidade no julgamento (o que faz parte da própria essência da justiça).
    O suposto julgador tem uma trave no próprio olho, e está incapacitado, portanto, para tirar um cisco do olho do irmão. O último verso deixa claro: depois de tirar a própria trave, ele terá capacitação para limpar o cisco do olho dos outros. Uma aplicação bastante evidente para os dias de hoje seriam os socialistas, que massacraram algo em torno de 170 milhões de pessoas, e prenderam, escravizaram e brutalizaram muito mais. Entretanto, fazem pose de indignados se qualquer governo não socialista comete o menor deslize. Até mesmo atos não injustos (como condenar à morte assassinos psicopatas que matam muitos com requintes de maldade) são condenados pelos socialistas. Fica claro portanto a hipocrisia do julgamento.
  • Renato Souza  03/09/2013 20:52
    João também cita uma ocasião onde Yeshua mandou não julgar:

    "Respondeu Jesus, e disse-lhes: Fiz uma só obra, e todos vos maravilhais.
    Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem.
    Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem?
    Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." João 7:21-24


    Uma pessoa não ignorante sobre a tradição judaica, saberia que é interpretação muito antiga entre eles que a circuncisão é uma cura (e efetivamente trás vantagens em termos de saúde). Jesus corretamente observa que eles praticavam curas no sábado (circuncisão) e que portando os fariseus estavam sendo incoerentes em querer condena-lo por curar no sábado.

    Qual o ensino dele aqui? Manda não julgar nunca? Não, apenas manda não julgar de forma atabalhoada, sem discernimento, sem ponderação, "segundo a aparência". E MANDA JULGAR, mas pela "reta justiça" (que tem de ser coerente). Não é assim que ensinam os austríacos também? Que devemos ponderar, analisar a questão pelos seus pontos fundamentais, olhar não só para o que se vê (aparência) mas também para o que não se vê?

    Vamos lá anônimo, diga que está errado isto, ou vá estudar e deixe de falar abobrinhas...
  • Renato Souza  03/09/2013 23:00
    O anônimo fala também que, segundo Yeshua, não deveria haver punição. O texto a seguir, do evangelho de Mateus, mostra o contrário. Note que Jesus, aqui, como em muitos lugares não está falando da lei civil, está falando da comunhão entre irmãos de fé. Jesus não outorgou nenhuma codificação de lei civil, ao contrário do que alguns, sem discernimento, querem entender. Havia a Lei de Moisés, a qual Jesus disse que não seria revogada. Essa lei era chamada de Torah (ensino) porque ela tinha diversos aspectos entremeados: codificação legal, instruções para o funcionamento do sacerdócio, ensino sobre a fé e a vinda do Messias (aspecto profético), ensinos éticos, ensinos morais, ensinos espirituais, organização de uma sociedade miniarquista, inclusive com previsões para o bem estar das pessoas prescindindo de um aparato estatal, e sabedoria para a vida. Era uma lei extremamente antiga, algum tempo depois do início da idade do ferro, e sua aplicação era sujeita a interpretações. Suas penalidade são consideradas pela tradição judaicas não como necessariamente prescritivas, mas como máximas. Jesus afirmou mais de uma vez que a Lei de Moisés não seria revogada, e durante seu julgamento, reclamou ao sumo sacerdote que o julgava pelo não cumprimento da lei.

    Bom vamos ao texto, que como eu já disse, é uma instrução para a comunhão dos irmãos de fé, e não lei civil.

    "ORA, SE TEU IRMÃO PECAR CONTRA TI, vai a repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganharás a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano" (Mateus 18.15-17).

    Note que não podem haver penalidades civis, porque os discípulos não se veem como um estado dentro do estado. A penalidade máxima então é a expulsão do grupo.

    O ponto que mais chama atenção é que isto é simplesmente a aplicação do princípio da subsidiaridade. Cada um deve procurar resolver as questões sempre nas instâncias mais baixas, e a primeira instância é a relação voluntária entre duas pessoas. A segunda instância é uma arbitragem. A terceira instância é o grupo todo, que está em comunhão voluntária.

    Não sei o que seria mais austríaco do que isso.

    Em outros textos, Jesus fala de estratégias de convívio e inserção dos discípulos dentro da sociedade, primeiramente da sociedade judaica, e depois das sociedade pagãs ("eu vos envio como ovelhas no meio de lobos").

    Outros textos ainda falam de instruções pessoais, que só fazem sentido para pessoas específicas.

    A imensa maioria das pessoas que distorcem os ensinos de Jesus, fazem uma confusão enorme entre os diversos aspectos desse ensino, como fazem uma confusão danada entre os diversos aspectos da Torah de Moisés. E Yeshua, sendo o Messias (=cristo=ungido com óleo) tem a prerrogativa de interpretar corretamente a Torah.
  • Pedro.  05/09/2013 20:27
    Os marxistas juram de pés juntos que Lenin, Stalin e demais carniceiros se enganaram e que o que fizeram não era o verdadeiro socialismo - o "comunismo" de Marx não possuia Esrtado, todos seriam transformados e pessoas boas e sem ambições materiais, sem ódio e todos cooperativos ...ou seja, para Marx o "comunismo" seria o Paraíso na Terra -

    Thomas More (ou Thomas Morus) inventou sua Utopia e inspirou muitos altruístas, embora nela defendesse a escravidão, a pena de morte aos insurgentes e mesmo o estado de sítio. O erro de More foi descrever sua Utopia, erro que Marx/Engels não cometeu, pois que dedicou-se apenas a amaldiçoar o "capitalismo" ou a acumulação de riquezas.

    Enfim, se perguntarmos aos marxistas eles também invocarão novas hermenêuticas para sua ideologia e até alguns defenderão mesmo as atrocidades da ideologia.

    Já teve hermeneutas defendendo que o "dar a outra face" seria dar a outra face da própria mão. Cada um interpreta uma ideologia com hermeutica própria e sobretudo só lê ou informa as partes que lhe interessa do livro sagrado. O islamismo é uma religião de amor ao próximo, como defendem alguns "entendidos" na hermeneutica do Corão. As contradições nos livros sagrados servem exatamente para isso, para aliciar gregos e baianos.

    Abs. PH...
  • Renato Souza  06/09/2013 01:55
    Pedro

    Não tenho a menor intenção de convencer você, porque você já tem uma ideia pronta, e o simples fato de mostrar os erros dessas interpretações através de textos da própria Bíblia não o fará ver o que você não quer ver. A minha argumentação é para não deixar o erro passar por verdade.

    Não sei se você é o anônimo. Agora responderei à afirmação absurda sobre o evento da expulsão dos mercadores e cambistas do Templo.

    Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo. Vou explicar o que era o Templo judeu. Este é segundo Templo, construído na época de Esdras, restaurado e purificado pelos Macabeus, e grandemente aumentado por Herodes o "grande". Havia a construção propriamente dita. Ela era muito alta, e composta de dois ambientes principais. Havia o lugar santo, com vários objetos ssagrados, o qual, uma vez consagrado, só podia ser freqüentado por sacerdotes (nem os levitas deviam entrar ali). Este ambiente tinha uma única porta de entrada que dava para a frente, para um pátio, o qual depois explicarei. O Lugar Santo tinha também um véu (uma cortina feita de peles, provavelmente de carneiros) de acesso ao Lugar Santíssimo, o qual não tinham nenhum outro acesso, e, uma vez consagrado, só podia ser adentrado pelo sumo-sacerdote, uma vez por ano. Haviam muitas salas nas duas laterais do templo, com instalações, depósitos, tesouraria, locais para preparo de alimentos, etc, mas o acesso a essas salas era para fora, e isso é importante, porque o Lugar Santo não podia ter nenhum outro acesso que não a frente. Não só sacerdotes, mas também levitas (homens da tribo de Levi) tinham acesso a essas outras salas. Em frente ao templo havia um altar e outras instalações, utilizadas por sacerdotes e levitas, com um grande pátio em volta que podia ser freqüentado apenas por homens adultos judeus (naturais ou prosélitos) devidamente circuncidados e que deveriam estar cerimonialmente purificados. Alguém fora dessas condições que entrasse ali, estaria sujeito à pena de morte. Havia um muro separando este pátio do pátio das mulheres, onde só mulheres e crianças judias poderiam estar. Fora deste pátio havia um pátio maior ainda, reservado aos gentios (pessoas de outras nacionalidades) que poderiam vir para oferecer animais que eram entregues aos sacerdotes, fazerem ofertas, fazerem suas orações, e ouvir ensinadores da Torah. Como se pode compreender, os "pátios" eram parte da área sagrada, e era nos pátios que o povo realmente ficava, fossem judeus, fossem gentios.

    A questão de acesso é muito importante. Um rei judeu chamado Uzias atreveu-se a entrar no Lugar Santo para queimar incenso. Até esse dia, esse rei era descrito como um juiz justo e um bom comandante do exército, era considerado um rei bastante bom. Os sacerdotes imediatamente o expulsaram, e se fosse qualquer outra pessoa, provavelmente teria sido morto. Conta a Bíblia que após isso este rei ficou leproso, e seu filho governou no seu lugar.

    Posteriormente, um governador da Judeia, chamado Nehemias ficou sabendo que o genro gentio do sumo sacerdote estava morando em salas anexas ao templo, que haviam sido transformadas num apartamento para ele (aquelas salas de depósitos, cujo acesso era restrito a levitas e sacerdotes). Imediatamente ordenou que os levitas que serviam no templo o expulsassem e jogassem seus móveis para fora da área do templo. Não fosse pelo seu parentesco, certamente teria sido condenado à morte, porque haviam guardas levitas armados impedindo que gentios ultrapassassem a área reservada a eles, e esses guardas tinham ordens de usar inclusive força letal para impedir as violações de acesso, conforme conta Josefo.

    Creio que isto faz uma imagem geral do que era o Templo de Jerusalém. Creio que fica claro também que quando as pessoas iam ao templo, iam na verdade ao pátio reservado para elas, com exceção dos sacerdotes que podiam entrar dentro do templo.

    continua...
  • Pedro.  06/09/2013 12:49
    O lendário Jesus afirma que os mercadores, com sua atividade, transformou a "casa de meu pai" num covil de ladrões. Os mercadores, diga-se a iniciativa privada, não anuia com a cobrança de impostos. Qdo da inflação de preços devido a inflação de moedas (misturadas pelo governo romano) a acusação era de que os mercadores, comerciantes, aumentavam o preço por pura ganância, por desejarem explorar o povo. Já na Roma antiga por pouco não criaram os "fiscais dos Césares" como por aqui inventaram os "fiscais do Sarney".

    Ou seja, maldizer comerciantes era conveniente à política do império, sobretudo ante a instabilidade deste devido aos gastos do governo e disputas. Ponto para JC!

    Nas epistolas de Paulo (Romanos), não tem jeito de inventar hermeneutica. Ele diz claramente que deus quer que paguemos impostos e que o governante o é pela vontade divina. Que se leia a bíblia.

    Ora, os religiosos donos do templo, não acreditavam que Jesus fosse filho de deus. Portanto o templo não era da esfera de Jesus. Ademais, pode-se ler nos evangelhos que "se queres falar ao pai, fica sozinho no teu quarto e ele te ouvirá". Iclusive criticando AQUELES QUE SE REUNEM NAS ESQUINAS E NAS CINAGOGAS para exibirem a sua fé.

    Fora isso temos o "dai a César o q é de César" numa alusão que as coisas materiais não possuem importância e sim as coisas espirituais: "a deus o q é de deus".
    Ora, por que raios JC se preocupava com um templo, sobretudo qdo o templo é o corpo?

    Ora, estaria JC irando-se pelo uso de um reles templo, quando importante mesmo é o sentimento?
    Alguém que tinha por destino o suplicio para salvar a humanidade fiel, estaria irando-se e agredindo pacíficos mercadores só por estarem trabalhando numa construção humana, matéria?
    Ora, pq o JC que manda não resistir ao mal, que manda amar inimigos (pois que não ha mérito em amar os amigos), dar a outra face, rezar ao pai solitariamente e etc. tanto se irritou com pacíficos e inofensivos mercadores???

    É preciso muita hermeneutica!

    ...Mas aqui não é lugar para se fazer propaganda religiosa ou atéia, por mais subliminar que possa ser. A religião teve mais de mil anos de hegemonia absoluta e disto não resultou liberdade, mas sim governos tirânicos respaldados nas religiões ou ideologias arbitrárias que prometem um fim redentor.

    Religião, que pertence ao campo sobrenatural, não deveria ser utilizada para respaldar governos. Deveria ater-se somente ao campo espiritual sem meter-se no campo material.
  • Leonardo Couto  06/09/2013 17:35

    Quanta ignorância, Pedro. Conheça o que se tenta criticar antes de fazer rirem de você com sua falta de instrução sobre o assunto. Está fazendo um desserviço à sua imagem.

    Para quê tanta revolta com sociedade, meu amigo?

    Cada um crer no que quiser, seja no papai noel ou em Jesus Cristo (JC, como você diz nas típicas ironias). Eu sei que um dia vamos saber quem está certo.

    Até lá, não precisa ter um acesso com a alegria e a paz dos que estão muito bem com o segundo.

    Gaste esse tempo aqui estudando, Pedro.
  • Renato Souza  06/09/2013 23:20
    Pedro

    Sua tese "anti-hermeneutica" chega a ser cômica. Segundo lhe parece, pinçar algumas palavras, totalmente fora do contexto, traz mais informação do que citar o texto inteiro e citar outros textos, da época e anteriores. Essa parece a doutrina de Lula, que se orgulha de sua profunda ignorância. Você manda os cristãos lerem a Bíblia, mas você mesmo não a leu, não leu Moisés, nem os profetas, nem as Crônicas e os livros do Reis, e também não leu Josefo, nem leu nada dos manuscritos do mar morto, pois se tivesse lido tudo isso, você saberia que todas essas informações que eu trago são verdadeiras. Chego a ter vergonha alheia de tanta ignorância embrulhada em arrogância. Você não entendeu nem teria condições de entender nada do que Jesus ou Paulo disseram. Todo ateu militante que conheço é assim, lê um pouquinho dos escritos cristãos e sai vomitando bobagens sem fim, fazendo citações sempre convenientemente truncadas.

    Mas voltemos ao epsódio do Templo. João conta esse epsódio:
    "E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
    E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
    E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou." João 2:13-17

    Independentemente da superioridade do culto interior, para qualquer judeu devoto a profanação do Templo era uma afronta. É evidente que um lugar de culto não pode ser ao mesmo tempo um mercado. Também não faz sentido considerar que o Templo era um espaço privado dos sacerdotes, nenhum judeu considerava assim, e todos contribuiam voluntariamente por considerar que era o Templo deles, da nação toda. Eventualmente os sacerdotes instituiram uma "contribuição obrigatória" que Jesus demonstrou ser espúria. Mas fica a pergunta: Porque aquele espaço estava sendo profanado? Note que os outros pátios do Templo eram cuidadosamente guardados, até com força armada. Aquele espaço foi profanado porque era local de oração dos gentios, e isso refletia uma mudança na teologia judaica que passara a considerar cada vez mais os gentios como desprezíveis.

    Tenho de parar, depois continuo...
  • anônimo  07/09/2013 11:40
    O lendário Jesus afirma que os mercadores, com sua atividade, transformou a "casa de meu pai" num covil de ladrões. Os mercadores, diga-se a iniciativa privada,

    Já começou a mentira por aí, os mercadores não são a iniciativa privada coisa nenhuma, Jesus condenou aqueles mercadores que estavam alí, no templo, condenou aqueles indivíduos, não disse nada sobre nos lugares corretos
  • Pedro.  06/09/2013 20:08
    "Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo"

    "Creio que fica claro também que quando as pessoas iam ao templo, iam na verdade ao pátio reservado para elas, com exceção dos sacerdotes que podiam entrar dentro do templo."

    Escreveu demais para não dizer nada. Uma evasiva longa e sem sentido para simular uma explicação. Pelo menos até onde escreveu. É fato que falta a continuação.

    Nem interessa comentar oq não pertence ao assunto, mas pelo que parece dizes que:

    ...os mercadores estavam expondo suas mercadorias para venda dentro do templo num local proibido????

    Por ser sagrado e proibido os mercadores lá não poderiam estar. É isso que queres dizer???

    ...e os mercadores iam lá para fazer vendas? ...Pô???!!!

    ...e os clientes iriam a um local proibido fazer compras??? ...francamente...

    fora isso os donos do templo, mesmo na estória, não anuiam com o JC, não o acreditavam filho de deus e portanto o templo (matéria) não deveria preocupar JC que não era aceito como tgestor do templo.

    Abs.
  • Renato Souza  08/09/2013 21:01
    Você diz que pelo fato de Jesus ter expulsado os mercadores do Templo, e tê-los inclusive chamado de salteadores, isso significa que ele era contra todos os mercadores. Mas estranhamente, este foi o único lugar onde ele fez isso. Haviam milhares de mercados na Judeia e na Galileia, e por um estranhíssimo acaso, unicamente lá ele fez isso? E jamais foi acusado por esse suposto crime (conforme a sua interpretação). Em seu julgamento, porque esse assunto nem foi levantado? Os principais sacerdotes (um grupo que não existia anteriormente, pois na Torah só haviam o sumo-sacerdote e os outros sacerdotes) sabiam que não podiam sustentar em juizo a sua decisão de lotear um dos pátios do Templo para os mercadores. Eles tratavam os gentios como escória, transformando em mercado o lugar reservado para que os gentios aprendessem a Torah e orassem. Se eles tivessem tentado defender sua posição, Jesus poderia facilmente citar trechos dos profetas, como Isaías (capítulo 56) e Miquéias (capítulo 4). Jesus também poderia citar que uma vez por ano, os sacerdotes tinham de fazer 70 sacrifícios, em favor de todos os povos da terra (pois conforme a tábua das nações em Gênesis, 70 patriarcas originaram todos os povos). Então eles não podiam acusa-lo disso, porque a acusação se voltaria contra eles.

    Os principais dos sacerdotes eram um grupo de cabeças das riquíssimas famílias sacerdotais de Jerusalém, que se alternavam no sumo sacerdócio, indicados pelo governante, preposto dos romanos. Isso em si já era uma corrupção do sistema original. E se você tivesse tido a curiosidade de estudar a Torah, saberia que não era compreensível que as famílias dos sumos sacerdotes fossem ricas. A Torah determinava que as terras dos sacerdotes e levitas fossem muito poucas, e os sacerdotes, ainda de acordo com a Torah, recebiam apenas alimentos que não podiam ser vendidos para terceiros (os dízimos que não eram comidos, seriam para os pobres). As fontes da época, tanto os fariseus (que pertenciam a várias escolas divergentes) como os chamados essênios, e também os judeus nazarenos (cristãos) consideravam os principais dos sacerdotes como extremamente corruptos. Os comentaristas se dividem sobre o motivo de tantas fontes diferentes os considerarem corruptos. Alguns consideram que a corrupção apontada, pelo menos em grande parte, estava ligada ao poder que os sacerdotes tinham de recusar ofertas com base em defeitos dos animais (verdadeiros ou supostos). Se fosse esse o caso, isso explica a acusação de Jesus contra os mercadores, porque estavam ali vendendo animais para o sacrifício, e se havia acordo entre eles e os príncipes dos sacerdotes, no sentido de recusar animais admissíveis apenas para que os mercadores vendessem outros, então se compreende não só a acusação, mas também a extrema riqueza dos príncipes dos sacerdotes. E seria também mais um motivo para o assunto não ser levantado no julgamento de Jesus.
  • anônimo  09/09/2013 13:57
    Escrevestes,renato, na contestação ao que afirmei:

    "Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo"

    Depois:

    "Creio que isto faz uma imagem geral do que era o Templo de Jerusalém. Creio que fica claro também que quando as pessoas iam ao templo, iam na verdade ao pátio reservado para elas, com exceção dos sacerdotes que podiam entrar dentro do templo."

    A segunda frase é clarissíma sobre oq vc disse. Ou também é preciso um hermeneuta para interpretar suas asserções desconexas?

    ...e depois voce escreveu, ante meu espanto de mercadores irem vender onde não se podia entrar:

    "Também não faz sentido considerar que o Templo era um espaço privado dos sacerdotes, nenhum judeu considerava assim"


    Ora, começaste tentando dizer que o local era proibhido, só permitido aos sacerdotes.
    Então, ante o absurdo assertivo, já alteraste alegando, com cara de pau, que o templo não era um espaço privado dos sacerdotes.

    Afinal:
    Por que levantaste a questão sobre a "confusão danada" que as pessoas fazem "quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo"

    Afinal, os mercadores estavam ou não DENTRO do templo onde apenas sacerdotes podiam entrar????

    ...Preciso urgente de um hermeneuta!!!!

    Abs.
  • Renato Souza  09/09/2013 15:57
    Se não fui explícito o suficiente, foi porque pensei que você entenderia: A parte interna do prédio principal era acessível só a sacerdotes e levitas (as salas principais, chamadas Lugar Santo e Lugar Santíssimo, eram reservadas só aos sacerdotes). O povo tinha acesso a grandes pátios fechados, dependendo do grupo em que se encaixassem, onde rabinos ensinavam a Torah, e onde eles oravam. Nos pátios reservados aos homens judeus e às mulheres judias, outras pessoas não podiam entrar. No pátio destinado aos gentios, naturalmente todas as pessoas podiam entrar. Eu havia explicado isso detalhadamente, e imagino que todos os outros leitores entenderam.

    No entorno do complexo todo havia uma grande muralha, de maneira que Flávio Josefo o comparava a uma fortaleza.

    Quando as pessoas falavam de ir ao Templo, o significado dependia do contexto. Se não fosse um sacerdote ou levita, é evidente que isso significava ir ao pátio correspondente. Há textos falando das pessoas comuns indo ao Templo, mas isso quer dizer entrar no pátio correspondente.
  • Pedro.  09/09/2013 19:16
    ...evasivas!!!

    Qual a razão de citares a "confusão danada" q fazem "quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo" ????

    O que isso explica na estória de JC ter expulsado os mercadores do templo ncom violência (e nem reagiram os coitados)???

    Em que essa "confusão que fazem" acrescenta para explicar a razão de JC atacar com ferocidade os mercadores????

    ...francamente!
    Para que escreveste tanto sem efetivamente questionar ou contestar o que eu tirei da bíblia???

    JC expulsou comerciantes e os chamou de ladrões ou salteadores ("a casa de meu pai num covil de ladrões/salteadores dependendo da versão biblica).
    - Qual a razão de assim chama-los??? ...oq isso tem com estarem no templo num patio ou dentro???

    Quem tinha que expulsar os mercadores eram os reais donos do imóvel, os administradores do templo. mas estes não se importavam.
    PQ JC iria se importar com isso? ..."a casa de meu pai" ...Javé morava lá??? Isso é uma indução para que se aceite que um templo é a casa de deus. da mesma forma que se induz que comerciantes são salteadores gananciosos.

    ...Tudo sempre muito conveniente à politica. Os bodes expiatórios teriam que ser os comerciantes (os inimigos do povo).


    Em que teus coments refutam ou explicam JC ter atacado os mercadores???
    ...se alguém tinha que expulsar seriam os administradores dos templos, que na lenda não aceitavam Jesus como o messias, segundo as lendas sobre o Kristo nas seitas.

    Ora, os sacerdotes não aceitavam cristo como filho de Javé e o templo era deles. Imagine o INRI Cristo (um boa praça) sair invadindo os templos e contestando ou expulsando padres, pastores, obreiros, sacristãos e etc.. ...
  • anônimo  09/09/2013 19:26
    Escreves, renato:
    "No pátio destinado aos gentios, naturalmente todas as pessoas podiam entrar. Eu havia explicado isso detalhadamente, e imagino que todos os outros leitores entenderam."

    Sim, então os mercadores podiam entrar neste pátio.
    ...então qual a razão de aventares:

    "Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo"

    Depois:

    "Creio que isto faz uma imagem geral do que era o Templo de Jerusalém. Creio que fica claro também que quando as pessoas iam ao templo, iam na verdade ao pátio reservado para elas, com exceção dos sacerdotes que podiam entrar dentro do templo."


    Os mercadores estavam então num pátio, certo?

    Em que isso muda a questão que expus??? pq razão escrevestes tantto???

    O fato é que JC atacou mercadores acusando-os de transformar o templo num covil de salteadores/ladrões. E tantas linhas em nada mudam oq expus.

    Abs.

  • Renato Souza  11/09/2013 20:57
    Anônimo

    Você me citou aqui:
    "Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo".

    Sim, eu disse isso, e expliquei que pátio não era um lugar qualquer, era sagrado. Expliquei isso porque não dentro da nossa realidade atual, pátios externos de templos não são lugar de oração e ensino. Mostrei então que é uma confusão considerar que por ser lugar externo, não era sagrado. Creio que todo mundo entendeu, menos você.

    Mostrei também quais poderiam ser os motivos para Jesus chamar aqueles mercadores específicos de salteadores: Um esquema corrupto dos príncipes dos sacerdotes (agora indicados por prepostos romanos). Suponho que só você não entendeu.

    Mostrei também que este foi o único mercado onde Jesus expulsou os mercadores, e que jamais ele fez acusações semelhantes aos mercadores de qualquer outro lugar. só você não entendeu, que isto não mostra a revolta de Jesus contra todos os mercadores, mas só contra aqueles específicos, e por motivos específicos. Acho que só você não entendeu.
  • Pedro.  13/09/2013 17:20
    Ôpa!
    " Um esquema corrupto dos príncipes dos sacerdotes (agora indicados por prepostos romanos). Suponho que só você não entendeu."

    Ora, no que esta escrito na bíblia se poder perceber isso? ...que os mercadores daquele especifico templo eram malvadões? ...onde diz que JC viu mercadores em outros templos e não os incomodou?

    Eram mercadores ou eram ladrões/salteadores? ...Então a bíblia deveria dizer que JC entrou e viu salteadores vendendo suas mercadorias, mas esta lá que eram mercadores e não ladrões. JC é que comparou a atividade dos mercadores à de salteadores/ladrões. ...como era conveniente ao governo que assim os mercadores ganânciosos, que vendiam ao povo, fossem vistos.

    Se "a César oq é de César e a deus oq é de deus" quer dizer "matéria ao mundo material e a deus oq é espiritual" ...oque justifica a preocupação com o templo (matéria)?

    ...aos sacerdotes o que é dos sacerdotes, e a deus oque é de deus.

    ...mas oq JC tinha que ver com isso? ...o templo não era de JC, os que iam ao templo não se importavam, os sacerdotes não se importavam ...o que que JC tinha que se meter onde não era chamado. Nem mesmo era aceito como filho direto de deus. Os donos do templo não o reconheciam como tal e tão pouco o povo judeu o reconhecia.

    Quanto a bobagem de dizer que JC não expulsou dos demais templos, bem mostra a tolice. Afinal, também não citou que nos demais templos haviam mercadores.

    A minha tese é que tal estória foi inventada exatamente para demonizar os mercadores, os bodes expiatórios do governo. A ideologia cristã foi uma criação politica aproveitando-se das seitas que esperavam o messias salvador, o Kresto ou Cristo. Uma grande miscelania sincretizando cultos pagãos com seitas e judaísmo, uma sopa de ideologias para compor um emaranhado ideológico conveniente ao poder romano (governo).

    Qual a explicação para JC expulsar os mercadores??????
    JC não tinha nenhuma autoridade sobre o templo, nem era reconhecido como messias tanto pelos sacerdotes quanto pelo povo.

    pq os mercadores não reagiram a um mendigo se intrometendo onde não era chamado???






  • Renato Souza  11/09/2013 23:17
    Anônimo

    Você também disse:

    "Cristo também recomendava que para ser um perfeito seguidor se devesse desprezar as riquezas. Sobretudo n caso do "homem rico" a quem sugeriu que desse toda sua riqueza aos pobres (desde que estes permanecessem pobres, certamente) e assim poderia segui-lo e conquistar o reino dos céus".

    Você aparentemente considerou que Cristo estabeleceu uma norma geral de que para conquistar o reino dos céus, qualquer pessoa teria de vender todos os seus bens e dá-los aos pobres. Você tirou essa norma geral da sua cabeça, não do texto. Ele disse isto apenas a uma determinada pessoa. José de Arimatéia e Nicodemus eram discípulos, homens de posses (José, na verdade, era bastante rico) e Jesus jamais lhes disse que vendessem seus bens. O relato dos evangelhos e do livro de atos são bastante resumidos (a maioria dos discursos e sermões apresentados podem ser lidos em dois minutos) e não sabemos exatamente todas as questões envolvidas. Mas sabemos que havia mais do que o que a pergunta apresentada pelo jovem rico, por causa da afirmação de Jesus "vem e segue-me".

    Um exemplo de abandono das posses para entrada no ministério é o caso de Eliseu.
  • anônimo  13/09/2013 16:56
    ...mas não Jesus que afirmou que "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus"?

    As incoerências e descaradas contradições bíblicas é exatamente aquilo que faz da ideologia uma empulhação. São as contradições que demonstram a falsidade.

    Vejamos, há o mandamento de Javé "não matarás" ...mas oque Javé mais faz é mandar matar, inclusive homens, mulheres e crianças (chega a especificar "até as de peito") Como ele poderia ter criado o mandamento "não matarás" se oq mais faz é mandar matar. ...Pobre Moises, deve ter pirado. Ou o "não matarás" sob uma ótica hermeneuta significa apenas "não matarás dos nossos" ...curiosamente qdo cristãos invocam os mandamentos não querem saber de hermeneutica e interpretam ao pé da letra mesmo com a incoerencia na estória divina.

    Ora, quando alguém escreve:
    "Em primeiro lugar, as pessoas fazem uma confusão danada, quando dizem que os mercadores estavam "apenas" no pátio, e não dentro do prédio do templo".

    Esta explicando isso?

    "Sim, eu disse isso, e expliquei que pátio não era um lugar qualquer, era sagrado. Expliquei isso porque não dentro da nossa realidade atual, pátios externos de templos não são lugar de oração e ensino. Mostrei então que é uma confusão considerar que por ser lugar externo, não era sagrado. Creio que todo mundo entendeu, menos você."

    ...falar que "todo mundo entendeu" é uma tolice para tentar manipular quem não quer ser "menos inteligente que todo mundo" ...hehehe!

    Ocorre, Renato, que de fato só voce parece não ter entendido aquilo que voce escreveu.
    Isso acontece pq escreveste uma coisa e vendo a asneira que querias insunuar imediatamente tenta mudar o sentido. ...mas tá dificil, né? ...

    Volto a perguntar:
    Para que tantas linhas sobre sagrados e templos, dentros e foras e bláblá blá???

    ...Em que isso justifica que JC expulsasse pacíficos mercadores do templo???
    Essa é a explicação que quero de voce, não essa lenga-lenga inconclusa.

    Que interessa se o pátio era ou não sagrado, se fora ou se dentro? ...estas é embromando para simular respostas que não estás dando.

    ...percebo que vc, Renato, não entende aquilo que lê, mas em compensação também não entende nem aquilo que escreves. ...

    Abs.

    Abs.
  • Renato Souza  14/09/2013 00:30
    Anônimo

    Jogo a toalha, talvez um dia você aprenda a ler, mas creio que não serei eu a ensinar. Isso explica também a sua leitura estranha das palavras de Jesus.

    Leia bastante, principalmente textos com estilos diferentes do que você está acostumado.


    Boa sorte e abraços.
  • Pedro.  14/09/2013 11:07
    Volto a perguntar:
    Para que tantas linhas sobre sagrados e templos, dentros e foras e bláblá blá???

    ...Em que isso justifica que JC expulsasse pacíficos mercadores do templo???

    ESSA É A EXPLICAÇÃO QUE QUERO DE VOCE, não essa lenga-lenga inconclusa.

    NÃO interessa se o pátio era ou não sagrado, se estava fora ou se estava dentro! ...Voce embroma para simular respostas que não dá.

    ...Enfim, percebo que vc, Renato, não entende aquilo que lê, MAS EM COMPENSAÇÃO também não entende aquilo que escreve. ...

    Abs.
  • Pedro.  01/09/2013 14:49
    Há que se notar que a ideologia cristã foi extremamente conveniente ao tipo de governo Cesário. O fato de ter havido inflação de moeda e aumentos de preços, impostos elevados, desavença entre os pagadores de impostos e os governantes e etc. Sobretudo a idéia de Sun Tzu sobre criar a discórdia dentre as tropas inimigas, jogando uns contra os outros para combaterem-se entre si, permitindo vencer a guerra com o mínimo de baixas por não enfrentar francamente os adversários/inimigos, foi a idéia que prevalece na política como o antigo DIVIDIR PARA REINAR.

    A ideologia cristã incentivou exatamente um antagonismo entre pobres e ricos, atribuindo méritos gratuitos aos pobres e deméritos aos ricos. Para assim levar o desprezo dos pobres pelos ricos não anuentes com a "caridade do governo" que exigia dos ricos sob a égide de atender aos pobres.]

    Na verdade a ideologia cristã foi uma grande estratégia politica em reação a decadência do Império Romano. O estado foi elevado a idéia de entidade mistica e seus protagonistas como "escolhidos pelo senhor deus". Aliás nas epistolas de Paulo (Romanos) este afirma claramente que os impostos são um direito do Estado/governo e que os reis assim são por vontade divina.

    Paulo não deixa qualquer dúvida sobre o "direito divino" dos reis aos impostos. Chega a referir-se claramente a essa questão afirmando que deus quer que os impostos sejam pagos e os reis obedecidos, pois autoridade atribuida por deus.
    Basta que se leia as epistolas (Romanos)

    Abraços.
  • anônimo  02/09/2013 13:32
    Sabe ler?

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14
  • Jeferson  02/09/2013 15:48
    Infelizmente, anônimo, parece que esses caras não sabem ler. Ou pior, não querem. Pedro Henrique, ótimos comentários.

    Não sou agnóstico, eu sou cristão, embora não seja frequentador de nenhuma igreja, e, embora os comentários do outro Pedro não sejam totalmente desprovidos de sentido, são obviamente desprovidos de capacidade de leitura e interpretação de texto. É fácil isolar alguns componentes da Bíblia de seus respectivos contextos e usá-los para fazer propaganda do que se quiser. De fato o ensinamento de Cristo é "anti-natureza", e ele não nega isso, pois tudo o que ele ensina se resume a viver em prol de uma vida perfeita, com Deus, num mundo vindouro, em detrimento do mundo presente, imperfeito.

    Em nenhum momento ele condena a riqueza, pois tinha VÁRIOS seguidores ricos (ele condena a avareza), em nenhum momento ele condena o comércio, nem quando entra no templo e destróis as barraquinhas dos camelôs, pois o que ele estava defendendo eram os princípios religiosos da fé que ele veio propagar. Não vou entrar em detalhes, pois certamente não lhe interessam, e talvez lhe falte capacidade para entendê-los. No demais, ao pregar o pacifismo (não retaliação), Cristo não pregava a impossibilidade de justiça nem de julgamento, ele pregava a supressão do sentimento de vingança e violência naturais do ser humano. Eu vejo isso como uma versão extrema do Princípio da Não Agressão. Há uma versão mais realista para quem não é nem quer ser cristão, mas o princípio é o mesmo.

    Quando quiser apresentar fatos, apresente-os inteiros, não apenas a parte deles que lhe serve para propagandear sua ideologia, ok? Quem faz isso como ninguém é justamente o estado.
  • Pedro Henrique Campos  02/09/2013 14:06
    Isso é realmente inacreditável. Só porque o autor cita a palavra "cristã" em um uma única frase do artigo -- artigo este que, vale enfatizar, não tem absolutamente nada a ver com religião -- , os ateus ativistas se alvoroçam e saem poluindo o tópico soltando uma verdadeira diarréia verbal, como este Pedro/anônimo. Depois reclamam que são tratados com intolerância. Como exigir tolerância se eles próprios são os primeiros a demonstrar intolerância?

    Sou agnóstico e me envergonho profundamente deste comportamento militante de alguns ateus, que só servem para atrasar ainda mais as conquistas do movimento, fazendo-nos parecer um bando de eugenistas desesperados que simplesmente não aceitam absolutamente nada que tenha a ver com crenças cristãs à nossa volta.

    P.S.: caso o moderador desta página seja cristão, tenho a certeza de que ele teve um verdadeiro orgasmo ao permitir a publicação destes comentários. A melhor propaganda anti-ateísmo é deixar um ateu militante se manifestar livremente.
  • Pedro.  02/09/2013 14:31
    Foram postados fatos e artgumentos.
    O que é decepcionante é que se use das idéias de liberdade para fazer propaganda de uma ideologia.
    Esse tipo de propaganda fraudulenta é que prejudica a crença cristã.
    É absurdo que alguém se diga agnóstico apenas para tentar se dar credibilidade. Soa tolo.

    Tentar usar o desejo de liberdade para defender uma ideologia que em nada defende a liberdade é nocivo a própria idéia de liberdade e pode mesmo desanimar aqueles que possuem uma crença sincera e sentem-se contranstrangidos ao verem sua crença valendo-se de artificios para ser defendida por via indireta. Chega ser constrangedor para um crente sincero.

    vc só demonstra a vontade veolada de impedir comentários contra sua crença. Eu prefiro argumentos em bons debates a censurar os divergentes que se valham de argumentos e fatos.
    Abs.
  • Pedro Henrique Campos  02/09/2013 14:44
    "Foram postados fatos e artgumentos."

    Não. Foram postadas apenas suas opiniões passionais na seção de comentários de um artigo que nada tem a ver com o assunto religião. Uma tremenda poluição, além de ser uma total desvirtuação da pauta do artigo.

    "O que é decepcionante é que se use das idéias de liberdade para fazer propaganda de uma ideologia. Esse tipo de propaganda fraudulenta é que prejudica a crença cristã."

    De novo, não há absolutamente nada no artigo sobre isso. Não há nenhum "tipo de propaganda fraudulenta" sobre cristianismo. E olha que, como eu disse, sou agnóstico. Você e sua paranóia são uma vergonha para a causa agnóstica.

    "É absurdo que alguém se diga agnóstico apenas para tentar se dar credibilidade. Soa tolo."

    Reação bobinha de alguém que não admite ser criticado pela total falta de noção de poluir uma seção de comentários falando sobre um assunto totalmente alheio ao texto. É como se eu saísse falando sobre poluição dos mares em um artigo sobre o sistema bancário de reservas fracionárias. A moderação deveria banir você por distúrbio à ordem do site.

    "Tentar usar o desejo de liberdade para defender uma ideologia que em nada defende a liberdade é nocivo a própria idéia de liberdade e pode mesmo desanimar aqueles que possuem uma crença sincera e sentem-se contranstrangidos ao verem sua crença valendo-se de artificios para ser defendida por via indireta. Chega ser constrangedor para um crente sincero."

    Prova cabal de sua completa paranóia: você está insanamente obcecado por um assunto que -- repito pela enésima vez -- não é nem de longe o tema do artigo. O artigo fala sobre a imoralidade do estado; ele em momento algum faz uma defesa da religião.

    "vc só demonstra a vontade veolada de impedir comentários contra sua crença."

    Pelo visto, você é analfabeto funcional. Deixei claro que sou agnóstico. Mas sou um agnóstico racional e tolerante. Suas regurgitadas não representam "comentários contra minha crença". Representam, isso sim, um atentado contra minha inteligência.

    "Eu prefiro argumentos em bons debates a censurar os divergentes que se valham de argumentos e fatos."

    Não confunda suas opiniões pessoais com "argumentos e fatos". Este é o típico auto-engano do incapaz iludido.
  • Blah  02/09/2013 15:08
    O estado foi elevado a idéia de entidade mistica e seus protagonistas como "escolhidos pelo senhor deus".

    Caramba, que sem noção... A ideia de uma entidade mística precede o cristianismo em vários séculos.
  • Pedro.  02/09/2013 15:53
    Bla, vc não esta tão errado, sua colocação faz sentido.
    Porém a idéia de Estado não era mística enquanto a religião não se misturou com o Estado.
    Por outro lado, quando o governante era tido como divino não vigora bem a idéia de estado.

    Até certo ponto havia uma idéia de filosofia como meio de estabelecer o certo e o errado e também a idéia de um deus que delibera arbitrariamente como devem se relacionar os humanos.

    Ou seja, será a filosofia, os argumentos lógicos e percepções empiricas a convencer sobre o certo e errado e a idéia é o estado se ater a filosofia ou às alegadas recomendações divinas. Bem separadamente.

    Ocorre que a idéia de fazer do Estado a fonte para o arbítrio sobre certo e errado é mistifica-lo, sobretudo sem a noção Hobbesiana sobre o principe como arbitro em nome de um fim defensável.

    Com a ideia de que aquilo que é legal é legitimo o Estado tornou-se a fonte do certo e errado e passou a arbitrar direitos (positivo) e deveres como absoluta filosofia ou teologia. A idéia é aquela de que a lei é o certo, o justo e pronto. Trata-se de um certo misticismo dado que o Estado não é uma entidade racional, mas apenas um amontoado de interesseiros a arbitrar segundo apetites particulares e interesses politicos no aliciamento de militantes e simpatizantes.

    Quanto as asserções do Pedro Henrique, nem há oq falar tão pobre e assertiva é seu besteirol afirmativo sem qq fato ou argumento.

    Mas vale uma cabal demonstração de quão desconexo ele é, a ponto de no mesmo comentário esclarecer sua mente e caráter. Ele escreve:

    " A moderação deveria banir você por distúrbio à ordem do site."

    E em seguida contesta minha afirmação de que ele deixa escapar sua velada intenção de censurar comentários:

    "Pelo visto, você é analfabeto funcional. Deixei claro que sou agnóstico. Mas sou um agnóstico racional e tolerante."

    Certamente ele é tão tolerante quanto é agnóstico. ...hehehe!
    Eu sentiria, se fosse cristão, vergonha de me fazer passar por um agnóstico apenas para reivindicar credibilidade e para tentar esconder o ódio por críticas.
    Eu assumiria minha crença em vez de postar alegações pífias sem qq nexo.

    Não poderia ser mais claro o ranço, o ódio que Pedro Henrique sentiu ante minha postagem de fatos bíblicos e a referencia que defender a liberdade deveria se poupar de propaganda ideolóca (cristã).

    Só acho que não se deve misturar religião com filosofia. A defesa da liberdade NÃO É IDEOLOGIA, mas SIM UMA TEORIA MUITO BEM FUNDAMENTADA.

    Ademais, religião cristã teve mais de mil anos para mostrar ao que veio e dela só decorreu submissão aos governantes (como nas epistolas Paulo recomenda) e perseguições com requintes de crueldade.
    É pena que P. Henrique não se envergonhe se ser fraudulento.

    Abs
  • Blah  12/09/2013 10:56
    Bla, vc não esta tão errado, sua colocação faz sentido.

    Eu não estou "tão errado", nesse ponto eu sei que estou certo. Não estamos discutindo algo extremamente complexo aqui.

    Porém a idéia de Estado não era mística enquanto a religião não se misturou com o Estado.
    Por outro lado, quando o governante era tido como divino não vigora bem a idéia de estado.


    ??? Isso não faz sentido nenhum. O governante era tido como divino, então não vigora bem a ideia de estado? Talvez você esteja confundindo "estado" com "estado moderno".

    Ademais, religião cristã teve mais de mil anos para mostrar ao que veio e dela só decorreu submissão aos governantes (como nas epistolas Paulo recomenda) e perseguições com requintes de crueldade.

    Cara, sério, você precisa estudar mais o assunto. Nesse ponto você se perde um bocado. "Submissão aos governantes" combina com "perseguições com requintes de crueldade"? É algo ilógico. O que Paulo disse, por exemplo, foi: "Toda Autoridade é constituida por Deus". Isso não significa "todo governante é divino". O que se quer dizer é que, na visão cristã, a autoridade é algo que você não pode exercer obedecendo somente às próprias vontades e ignorando os preceitos cristãos. Ou seja, se um governante simplesmente começar a usar o poder para beneficiar seus amigos e ferrar o povo (poxa, isso nunca aconteceu!), então ele não tem autoridade nenhuma, é só um ser humano querendo brincar de Deus.
  • Pedro Henrique Campos  02/09/2013 16:09
    O desespero do moço chega a ser comovente. Incapaz de retrucar minhas acusações, ele recorre ao refúgio último do covarde: acusa-me de falsidade ideológica! Segundo ele, sou um "fraudulento" porque me assumi agnóstico sem no entanto preencher aqueles pré-requisitos básicos que, ao que tudo indica, o senhor Pedro crê serem essenciais para se ser um agnóstico (no caso específico dele, a falta de educação e a postura arruaceira). Após comemorar este humilhante desmascaramento da minha pessoa (certamente com vários soquinhos no ar), o elemento ainda solta aquela inefável onomatopéia típica dos retardados cibernéticos: "hehehehe!"

    Parodiando ele próprio: sendo eu um agnóstico respeitoso e racional, envergonho-me de ter ao meu lado elementos como este Pedro.
  • billy  01/09/2013 15:19
    "educação pública, gratuita e de qualidade"


    Nossa que palavrão =/ pense que esse site era de respeito. =(
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  01/09/2013 21:54
    Não me importaria que existisse "estado", desde que não me cobrasse nenhum centavo de imposto e não me forçasse a nada. Eu não faria nada por ninguém que eu não quisesse livremente e ninguém faria nada por mim. Simples! O problema é a intromissão forçada e descarada dos políticos, sustentada por uma massa de população amaciada pelos "benefícios" supostamente oferecidos e por um "ordenamento" jurídico irreal.
  • Jandeco  01/09/2013 22:00
    É impressão minha ou sem número de parasitas comunistas que nunca sequer leram o livro de Mises estão começando a poluir com suas grosserias os comentários do blog?
  • Melanie S.  02/09/2013 13:23
    Infelizmente, não. Quase todos são leitores fazendo chacota do pensamento socialista.
    Pessoalmente, eu gostaria que viessem mais socialistas genuínos debater ideias por aqui. É sempre interessante ver os argumentos de ambos os lados. :)
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/09/2013 14:02
    Existem axiomas que transcendem os sistemas de crenças pessoais. Por exemplo, se uma pessoa gasta mais do que recebe (seja dinheiro, calorias ou o que for), ela forma um déficit, pois a saída/output é maior do que a entrada/input.

    Outro exemplo é o Efeito Cumulativo, também chamado de "Efeito Mateus" por causa de uma frase bíblica: quanto mais a pessoa tem (poupança ou dívida), mais ela recebe ou paga.

    Isso vale para indivíduos de qualquer opção religiosa, incluindo agnósticos e ateus. Se alguém acredita que o fato de ser ateu o exime das consequências de se agir em desacordo com as leis naturais, ele é mais místico do que muitos religiosos. Nossa liberdade deve ser guiada racionalmente.

    Algumas pessoas não podem ler ou ouvir qualquer referência à Bíblia que pensam tratar-se de pregação religiosa. Perdem bons esclarecimentos filosóficos. Citar máximas judaico-cristãs e entender sua base lógica não significa necessariamente adotar os conceitos de qualquer denominação. Temos que aceitar que essas verdades são verdades mesmo que optemos por acreditar na hipótese da inexistência do Deus.

    Sobre a Regra de Ouro, é interessante que Jesus não disse para termos amizade com todas as pessoas (grego filia), mas para termos altruísmo, empatia, compaixão (grego agape). Por diversos motivos não podemos e/ou não queremos fazer amizade com todos com quem interagimos, mas podemos ser éticos e benevolentes com todos, mesmo com desconhecidos e até mesmo com inimigos. É isso que os filósofos liberais querem dizer.

    * * *
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  03/09/2013 10:26
    Saudações, prezado Emerson, um psicólogo , atenção naquilo que você escreve:
    axiomas que transcendem os sistemas de crenças pessoais isso tudo é uma miscelânea só, podemos dizer um fetichismo de palavras, carregado emocionalmente apenas, um truísmo,uma bobagem.
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/09/2013 12:44
    Oi, José Ricardo. Não entendi bem se você concordou ou discordou de mim.

    Nossos sistemas de crenças pessoais são a nossa percepção da realidade ("realidade subjetiva". Nossa percepção é limitada e falível.

    Os axiomas são as leis naturais imutáveis que regem a realidade objetiva fora de nós e que existem independentemente da nossa percepção e concordância.

    Eu citei três: a lei do input/output, a lei do efeito cumulativo e a lei da reciprocidade. Os esquerdistas discordam destas leis e pensam que podem mudá-las por decreto, mas os resultados são péssimos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1397

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=644

    * * *
  • Pupilo  02/09/2013 14:15
    O Cristianismo não é moral. É um ideal (Jesus) morrendo por um não-ideal (humanidade maculada). É a vida sendo tirada pela anti-vida. É o moral se sacrificando pelo imoral.
  • Henrique  02/09/2013 20:13
    olha o nível de ignorância na Carta Capital...

    governo institui taxa sobre os pobres e o culpado é o neoliberalismo!
    socialistamorena.cartacapital.com.br/horrores-do-neoliberalismo-avo-inglesa-se-mata-por-nao-poder-pagar-imposto-do-dormitorio/

    poxa, até quando se aumenta impostos o culpado é liberalismo???
  • opinador  30/11/2015 15:24
    Carta capital é chapa branca, ou seja, quem sustenta é o governo...

    Não poderia ser diferente...rs
  • Eliel  05/09/2013 10:32
    Não consigo interagir com o "típico chato", "típico empolado","típico pseudosábio", ..., enfim, não consigo ler seus "tratados" de vera carga intelectualóide, meu córtex cerebroso trava e precisa ser reiniciado.
    Entretanto o gajo possui o Típico Mérito: o de nos alertar contra nossas próprias pretensões de emanadores dos odores da Típica Verdade.
    Que Deus o proteja de ti.
  • Joaob  08/09/2013 19:31
    Segue minha proposta matematica  que garante a saude de uma sociedade onde sao eleitos livremente os governantes , que tem poder de coersao absoluto,
    inclusive  o poder de matar pessoas.....
    .tomar suas propriedades..
    .fazer leis e julgar colocando em prisoes...
    .obrigar seus filhos a serem educados segundo certas  regras ....
    .forcar tratamentos  de saude...
    .proibir o consumo de produtos...
    . Forcar o consumo de produtos. ( alcool no combustivel)
    .roubar o fruto do trabalho...e entregar para quem nao trabalha
    .arbitrar com criterios duvidosos disputas entre partes que livremente
    se associaram ( patroes e empregados, locador e locatario)..
    .impedir o exercicio profissional ( advgados, medicos, engenheiros, etc)..
    .Censurar opinioes...
    .fazer guerras ....
    .Promover invasoes de propriedade, ( sem terra, sem teto,...)

    Eh um poder enorme...maior do que o dos reis...esses estavam sujeitos
    a rebelioes ..os atuais gvernantes, como foram eleitos, sao
    supostamente legitimos representantes do povo..mas que povo?


    Essas regras regulam toda a nossa vida


    Alguns poderao alegar que viver em sociedade eh assim mesmo..

    Claro que sim

    Nao estou discutindo se essas regras devem ou nao existir, mas sim os
    criterios para escolher quem faz essas regras..nos casos, acho poucos, que seriam criadas por
    governos, portanto por ditos representantes do povo, eleitos....

    Segue  a equacao....


    Tem direito, mas nao a obrigacao, de votar aqueles que se enquadram na
    verdade matematica abaixo:


    Dinheiro x (pago ao governo - recebido do governo) - Beneficios recebidos > zero

    Isso eh usar a logica para explicar a filosofia e ideologia seguinte:

    No representation without taxation


    Agora coloquem na equacao os welfare, os fazendeiros com subsidio, os
    diversos func publicos civis e militares..ha outros casos..

    e vejam quem pode votar......se quizer...

    vai ter mto pobre que paga contas e anda de onibus 3 horas por
    dia....e num tem escola..nem medico...nem nada...e esse cara pode
    votar..se quizer...isso nao eh elite...

    Duvido que esse pessoal pague milhoes por ano a deputados....
  • Renato Souza  08/09/2013 20:25
    Pedro

    O Templo não era considerado propriedade privada, e sim pública, tanto assim que era construído por fundos públicos e por contribuições voluntárias. E, no conceito dos judeus (como da maioria dos povos), o que era público não era propriedade dos governantes, mas sim dos governados. Tanto é assim que todos os povos eventualmente derrubavam violentamente seus governados. Todos os homens judeus tinham obrigação religiosa de comparecer em certas festas anuais, o que também evidencia o conceito de propriedade de todos.

    A sua afirmação sobre o fato dos principais sacerdotes e dos escribas não terem reconhecido Jesus como Messias, apenas confirma sua ignorância sobre o assunto que você quer debater. O Messias, não teria de pedir permissão para ninguém para ser quem é. Ele não seria escolhido por ninguém, ele simplesmente seria enviado diretamente por Deus. Conforme Moisés, o Messias seria o um profeta, e profetas não eram indicados por homem algum, não pediam licença, eles pregavam a sua mensagem e eram reconhecidos em sua época como verdadeiros ou falsos. Ocorre que as pessoas de gerações subseqüentes reviam suas posições sobre os profetas, com base no cumprimento de suas profecias. De uma forma geral, os profetas que depois forma reconhecidos como verdadeiros (pelo acerto de suas previsões) durante suas vidas foram muito mal tratados, presos, torturados, mortos de forma horrível.

    Então seu critério de que um profeta (e o Messias era profeta também) tinha de pedir licença aos sacerdotes é absurdo.
  • opinador  30/11/2015 15:23
    Não deixava de ser uma propriedade privada.

    Pq ? Pois era uma propriedade privada coletiva.

    É isso que o pessoal confunde, ou melhor, a mente estadista confunde.

    Uma propriedade privada não significa ser de uma pessoa apenas, pode ser de várias.

    Isso não significa que é de todos.

    Por exemplo eu não posso ir na sua igreja e ir dormir lá dentro.

    Pq ? Pois essa propriedade é dos frequentadores e não minha...

  • cmr  30/11/2015 13:54
    Lendo os artigos do Mises chego a conclusão que, felizes são aquelas pessoas que nascem em países pequenos, nacionalistas e que falam um idioma difícil e com poucos falantes no mundo.
  • Ernane  30/11/2015 15:24
    O que dizer então desse PL 2.412/07, o estado totalitário brasileiro entrando na calada. Ira usurpar até a alma do individuo. portalprocessual.com/?s=2412
  • Batista  30/11/2015 15:30
    Nas decisões tomadas do ponto de vista do Estado, o colírio dos outros pode ser feito com Trinidad Scorpion ou Bhut Jolokia.
  • Guilherme  01/12/2015 03:04
    Gostei muito do texto, só faria uma pequena correção, dizer que ética e moral são princípios cristãos, não me parece o mais correto, sou ateu e procuro seguir todos os princípios citados no texto por exemplo, não estou dizendo que um cristão não pode usar como base para sua ética e moral a sua religião, ate pq penso que ética e moral são princípios do individuo, cada um tem o seu em um grosso modo, SIM pode ser que o cristianismo seja a base da ética e moral do autor do texto, respeito isso, ele tem todo direito a usar sua religião como base da sua moral e ética mas generalizar e dizer que a ética e moral só os cristãos podem ter.... imagine no japão por exemplo pais de maioria budista vamos dizer que eles não podem ter princípios de ética e moral por causa disso
  • Arantes  01/12/2015 12:53
    Pode-se argumentar que o Japão só se tornou o que é quando se ocidentalizou, ou seja, quando passou a sofrer significativa influência da civilização cristã.

    Sobre o assunto, na seção de comentários do artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2035 há o comentário do leitor Pedro F. a um rapaz chamado Guilherme (seria você ou apenas uma coincidência?), do qual reproduzo o trecho:

    "Sugestão ao Guilherme, que considera que os japoneses naturalmente são indenes à corrupção: Leia MODERN TIMES (acredito que haja uma versão para o português - TEMPOS MODERNOS), escrito pelo grande Paul Johnson. O livro conta, com grande erudição e de forma admirável, a história do Século XX. Você verá que talvez em nenhum país tenha havido uma corrupção tão medonha quanto no Japão do pré-guerra, principalmente nos meios politicos, onde predominavam as mafias e o assassínio como forma de afastar adversários. Isso só vai acabar com a intervenção Americana e o estabelecimento da democracia, dantes nunca praticada,após a Segunda Grande Guerra. Esse povo japonês que conhecemos hoje não existia".
  • Gabriel  01/12/2015 12:59
    Não acho que o autor quis dizer que estes são valores exclusivos de cristianismo.
  • opinador  01/12/2015 15:52
    Não acho.

    O japão já era um país muito organizado antes da primeira guerra.

    A ética dos samurais e dos imperadores era irretocável.

    Outro país é a Coreia do Sul que não tem como religião oficial o cristianismo.

    Nem Cingapura onde predomina o budismo.

    E os países nordicos onde predomina o ateismo.

    Mas tb acho que autor não quis associar moralidade com religião, porém concordo que isto é indiferente a crença.

    A crença pode servir de base para um povo e não ter tanta influencia em outros.

  • Ze Ninguem  01/12/2015 10:28
    A ética é subjetiva na maioria dos temas.

    Um belo cigarro de maconha que faz uma pessoa feliz e criativa, pode ser considerado crime e doença por outra pessoa.

    Um assalto ao trabalhador feito pelo governo, pode ser considerado uma boa ação por outra pessoa.

    A liberdade é o mais importante. Uma cobrança de imposto ou uma repressão contra um baseado, podem resultar em uma agressão do governo.

    O fato mais grave é que o governo virou um agressor. Claro que violência e acidentes podem ser debatidos e combatidos, mas alguns problemas que ocorreram, transformou o estado em um agressor das liberdades, porque monopolizou a virtude e o poder.
  • Juan Domingues  01/12/2015 16:22
    Bastiat em "A Lei", há mais de 150 anos atrás, já apontava o paradoxo estatal: o estado diz que é crime roubar mas ele para existir, por definição, precisa roubar dos cidadãos.
    Não há o menor cabimento em imaginar que uma instituição possa ser a responsável pelo controle moral dos indivíduos quando essa própria instituição se baseia em princípios que contrariam a moral que ela diz proteger.
  • TuroKxwx  17/12/2015 05:19
    A tarefa considerada moralmente errada torna-se fácil de ser executada quando não é aplicada pelo próprio indivíduo, mas sim pelo estado..


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