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O que os amantes da liberdade devem fazer?

Como seria possível você combinar sua vida profissional com a defesa e a promoção da liberdade? 

É claro que seria demasiado presunçoso oferecer uma resposta definitiva a essa pergunta, uma vez que todos os empregos e carreiras na economia de mercado estão sujeitos às forças da divisão do trabalho.  Mas só porque uma pessoa se concentra em uma determinada tarefa não significa que ela não seja boa em várias outras atividades; significa apenas que os ganhos mais produtivos para todos são gerados ao se dividir as tarefas entre várias pessoas de variados talentos.

O mesmo ocorre com o movimento em prol da liberdade.  Quanto maior for o número de pessoas interessadas em promover a liberdade, melhores serão os resultados caso haja especialização, caso todos cooperem por meio das trocas.  Quanto maior a divisão do trabalho, maior será o impacto alcançado.  Não há como saber antecipadamente o que será melhor para cada pessoa específica fazer; há vários caminhos formidáveis a serem seguidos (os quais discutirei mais abaixo).  Mas há algo que podemos saber com certeza: a resposta mais comum — entrar no governo e tentar modificá-lo — é a mais errada.  Várias mentes brilhantes já foram corrompidas e arruinadas ao decidirem seguir este caminho fatídico.

É bastante comum vermos um movimento ideológico fazer grandes esforços por meio da educação, da organização e da influência cultural, mas terminar efetuando aquele salto ideológico de acreditar que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso.  Tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder, faz tanto sentido quanto tentar combater um incêndio com fósforos e gasolina.  Foi exatamente isso o que ocorreu com a direita cristã nos EUA da década de 1980.  Eles se envolveram na política com o intuito de acabar com a opressão do estado.  Hoje, trinta anos depois, várias destas pessoas estão trabalhando no Ministério da Educação e em várias agências reguladoras, imaginando novas leis, novas regulamentações, novas imposições de costumes e novos impostos.  Isso representa um desastroso e irreversível desperdício de capital intelectual.

É de essencial importância que os defensores da liberdade não incorram neste caminho.  Trabalhar para o governo sempre foi a carreira escolhida por socialistas, reformistas sociais e keynesianos, pessoas sem nenhuma propensão a prestar bons serviços na iniciativa privada e no livre mercado.  O governo é o lar natural deles porque, além de ser o lar natural dos tiranos e dos incompetentes, é no governo que eles podem satisfazer sua ambição de controlar a sociedade.  Trata-se de um instinto natural querer controlar aquilo em que não se consegue ser bem-sucedido.  Trabalhar para o governo é algo que funciona para eles mas que não funciona para nós.

Na primeira metade do século XX, os libertários sabiam realmente como se opor ao estatismo.  Eles se tornavam empreendedores ou iam trabalhar em jornais influentes.  Eles escreviam livros.  Eles agitavam a arena cultural.  Eles acumulavam fortunas para ajudar a financiar jornais, escolas, fundações, institutos e organizações voltadas para a educação econômica do público.  Eles ampliavam seus empreendimentos comerciais para servirem de baluarte contra o planejamento central.  Eles se tornavam professores e, sempre que possível, educadores.  Eles cultivavam belas famílias e se concentravam na educação de seus filhos.

É uma batalha longa e difícil, mas a batalha pela liberdade sempre foi assim.  Porém, em algum ponto da batalha, algumas pessoas, seduzidas pela perspectiva de um caminho mais rápido para as reformas, repensaram esta ideia.  'Talvez devêssemos tentar a mesma técnica da esquerda', matutaram alguns.  Talvez devêssemos infiltrar nossa gente no poder e desalojar os inimigos.  Assim poderemos produzir mais rapidamente a mudança em prol da liberdade.  Aliás, não seria este o objetivo mais importante de todos?  Enquanto a esquerda estiver controlando o estado, este irá se expandir de maneiras incompatíveis com a liberdade.  Por isso, temos de tomar de volta o controle do estado.

Assim rezava a lógica.  Qual o problema com ela?  Simples.  A única função do estado é ser um aparato de coerção e compulsão.  Esta é a sua marca distintiva.  É isso que torna o estado o que ele realmente é.  Da mesma maneira que o estado responde bem a argumentos de que ele deveria ser maior e mais poderoso, ele é institucionalmente hostil a qualquer um que diga que ele deveria ser menos poderoso e menos coercivo.  Isso não quer dizer que algum trabalho feito "de dentro" não possa gerar algo de bom, em algum momento.  Porém, é muito mais provável o estado converter o libertário do que o libertário converter o estado.

Todos nós já vimos isso milhares de vezes.  Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo "amadureça" e se dê conta de que seus ideais eram 'muito pueris' e 'insuficientemente realistas'.  Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia.  Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites.  Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.

A razão de tudo está ligada à ambição, algo que normalmente não é um impulso ruim.  A cultura do estado, no entanto, requer que a ambição funcione apenas de maneira a prestar a máxima deferência possível ao poder consolidado.  A princípio, essa postura é fácil de ser justificada pelo libertário infiltrado no estado: 'qual outra maneira de o estado ser convertido senão pela nossa demonstração de simpatia por ele?  Sim, o estado é nosso inimigo, mas, por ora, temos de fingir sermos seu amigo.'  No entanto, com o tempo, os sonhos de mudança vão sendo substituídos por essa necessidade diária de bajular.  No final, o indivíduo acaba se tornando exatamente aquele tipo de pessoa que ele mais desprezava.  (Para os fãs de O Senhor dos Anéis, é como ser pedido para carregar o anel por algum tempo; você não vai querer largá-lo mais).

Ao longo de minha vida, conheci várias pessoas que tomaram esse caminho e, um belo dia, se olharam no espelho, fizeram um julgamento honesto sobre si próprias e não gostaram nada do que viram.  Elas me disseram que se enganaram completamente ao pensar que tal estratégia poderia funcionar.  Elas não perceberam a tempo as maneiras sutis como o poder as estava seduzindo, envolvendo e arrastando para seus esquemas sórdidos.  Elas reconheceram a futilidade de se pedir educadamente ao estado, dia após dia, para que ele permitisse um pouco mais de liberdade aqui e ali.  No final, o que sempre acontece é que você acaba tendo de estruturar seus argumentos em termos daquilo que é bom apenas para o estado.  E a realidade é que a liberdade não é boa para o estado.  Assim, sua retórica começa a mudar sem você perceber.  Finalmente, todo o seu objetivo se altera e você nem se dá conta.  E, quando percebe, já é tarde demais.  Os mais mentalmente sãos abandonam o aparato estatal e qualquer tentativa ulterior de persuasão.  Já os corruptíveis incorporam de vez o modus operandi do estado e nele se encastelam.

O estado está aberto à persuasão, sem dúvida, mas ele normalmente age por temor, e não por amizade.  Se os burocratas e políticos temerem uma revolta e uma reação adversa, eles não irão aumentar impostos ou regulamentações.  Se eles sentirem que há um grau demasiado alto de indignação pública, eles irão até mesmo revogar controles e programas.  Um bom exemplo foi o fim da Lei Seca.  Ela foi abolida porque os políticos e burocratas sentiram que continuar a impingi-la traria um custo alto demais.

O problema da estratégia foi algo que sempre fascinou Murray Rothbard, que escreveu vários e importantes artigos sobre a necessidade de jamais contemporizar e fazer concessões; de jamais, por meio do processo político, trocar o objetivo de longo prazo por um ganho de curto prazo.  Isso não significa que não deveríamos saudar e acolher positivamente um corte de 1 ponto percentual nos impostos ou a revogação de uma seção de alguma lei.  Mas jamais devemos nos deixar ser tragados pela trapaça da condescendência: por exemplo, 'vamos abolir este imposto ruim para colocar em seu lugar este imposto melhor.'  Isto seria utilizar um meio (um imposto) que contradiz o objetivo final (a eliminação da tributação).

A abordagem rothbardiana para uma estratégia pró-liberdade pode ser resumida pelas quatro afirmações a seguir:

1. A vitória da liberdade é o mais elevado objetivo político;

2. O fundamento adequado para este objetivo é um ardor moral e inflexível pela justiça e pela ética;

3. O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;

4. O meio escolhido jamais deve contradizer o objetivo — "seja a defesa do gradualismo, o uso ou a defesa de qualquer agressão contra a liberdade, a defesa de programas de planejamento central, o não aproveitamento de qualquer oportunidade de reduzir o poder do estado, ou a defesa de algum programa que implique seu agigantamento em alguma área da economia ou da vida privada."

Libertários sempre devem ter isso em mente.  A questão da estratégia não é simples.  E o poder sempre será tentador.  A esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

Sempre foi e sempre será assim.  O estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe aquelas que entraram ali com o nobre intuito de promover a liberdade. 

Esta é a lição.  Os milhares de jovens que hoje estão pela primeira vez descobrindo as ideias da liberdade devem ficar de fora da máquina estatal e de todo o seu encantamento e fascinação letais.  Em vez de tentar se infiltrar no estado, eles devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc.  Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações.  Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

Quando um libertário me diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras.  Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia?  Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.

Existem políticos que fazem coisas boas?  Em toda a minha vida, conheci apenas um: Ron Paul.  Mas todo o bem que ele faz não adveio exclusivamente de seu trabalho como legislador, mas sim de seu trabalho como um educador que possuía uma proeminente plataforma da qual emitir suas opiniões.  Cada voto negativo seu a uma nova lei ou nova regulamentação é uma lição para as multidões.  Precisamos de mais Ron Pauls ao redor do mundo.

Mas Ron Paul é o primeiro a afirmar que, ainda mais importante do que legisladores expressando ideias libertárias, são necessários mais educadores, empreendedores, pais e mães, líderes religiosos e empresariais divulgando as ideias da liberdade.  Defensores da genuína liberdade amam o comércio e a cultura, e não o estado.  Comércio e cultura são o nosso lar e nossa plataforma de lançamento para as reformas em prol da liberdade.  Apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado.  Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele.


1 voto

autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Erlen Jose  21/09/2012 06:03
    Estupendo!!! Mais motivador e norteador artigo que já li desde quando frequento o site.
  • Henrique Zucatelli  07/09/2015 13:55
    Sim, mas isso é condição sine qua non de qualquer libertário oras.

    Discordo no ponto em que temos de ficar afastados do Estado, pois se ele exerce a coerção, quanto menos liberais para contrapor suas façanhas psicopatas, pior. E tenho pena daqueles que tem a mente fraca e se corrompem ou tem medo da corrupção.

    Aqui no Brasil eu tenho orgulho de apenas um político: o Senador José Serra. Na minha opinião ele é um homem liberal: criou a lei dos genéricos, está travando uma batalha ferrenha para privatizar a Petrobrás, etc.

    Se ainda não conseguimos nos livrar do Estado (e isso sim é tarefa dos educadores e jornalistas, atuando na conscientização do mal que ele causa), melhor que estejamos de olho nele bem de perto.
  • Alma sombria  08/09/2015 14:40
    Cara preciso de muito mais do que isso para ser convencido de que Serra e um liberal, ele e menos pior que o suplicy, porém tem todo um histórico na esquerda brasileira o serra
  • Dam Herzog  15/03/2016 02:01
    Serra é um esquerdista, estatista, aumentou para 35% a taxa de importação,de proteção a industria brasileira de veiculos, e nunca vi uma declaração dele que queria a privatização da Petrobrás.Favorece todos os carteis oficiais do Brasil. Afinal a petrobrás precisa existir como mostra a lava jato senão os politicos não vão ter como obter propina dos contratos da petrobras. A petrobras existe não para servir ao Brasil mas para servir aos politicos de plantão, no caso os do PT.
  • Antonio Galdiano  21/09/2012 06:12
    O autor tem um grande ponto, e o ponto pode ser sintetizado por "O poder corrompe MESMO". No entanto (e revelando meu pouco estudo sobre o assunto), intuitivamente (e sempre podemos ser traídos pela intuição) essa estratégia de ignorar a política não me parece boa pois até mesmo a via cultural, onde supostamente seria travada a batalha das idéias, pode ser cooptada e manipulada pela política (ministério da cultura...). O governo realmente é uma espécie de droga que corrompe as pessoas partindo daquilo que elas tem de bom, transformando benevolência voluntária em compulsória (no melhor dos casos)e nesse processo, corrompe os valores até daqueles que inicialmente eram bem intencionados.\r
    Bom, eu acredito que o posicionamento de Rothbard sobre esse assunto não é unanimidade entre defensores do fim do estado, ou de defensores de sua redução a um mínimo. Esse é o tipo de situação em que a moral já está degenerada a um ponto em que não há mais possibilidades aceitáveis, algo do tipo: você e seu familiar mais querido foram raptados e os raptores sedaram os 2 e colocaram um cartão da saída bem no meio do cérebro de cada um. Na sala só há uma arma carregada e uma carta explicando que se um dos 2 não sair vivo toda a família será dizimada(suponha que essa situação à lá Jogos Mortais seja toda crível para fins de exercício teórico) Esse é o tipo de situação que não há escolha moralmente aceitável em tempos de paz.\r
    Esse parece o cenário para qual a realidade converge: sem gradualismo o bicho coopta a via cultural, com gradualismo o bicho corrompe. \r
    Outro problema: não sei se vocês tem o mesmo entendimento que eu tenho ao entender o estado como uma espécie de droga super nociva. Caso tenham, não seria uma ambiguidade defender o livre uso de algumas drogas e não de outras?\r
    Esses são problemas difíceis demais para mim, e sinceramente não tenho uma visão tão clara assim sobre como lidar com isso... Limito-me a tentar diagnosticar a realidade da forma que entendo ser a mais honesta possível e, se eu estiver certo, estamos diante de um problema que não mais pode ser resolvido sob a lógica de que "fazer isso é bom", mas sim com a lógica "isso é menos ruim". Tempos difíceis.
  • Matheus Polli  21/09/2012 21:21
    Mas é justamente a lógica do "isso é menos ruim" que Rockwell e Rothbard nos alertam contra e que a lógica do "fazer isso é bom" deve ser seguida.

    Repensei minhas esperanças sobre o Liber após ler este artigo. Acredito que seria melhor o partido nunca passar de um movimento de educação, como o IMB.
  • Antonio Galdiano  23/09/2012 07:17
    Matheus Polli, eu sinceramente entendo seu argumento. Eu tenho convicção que o poder corrompe. Mas, não sei se você prestou atenção em todo meu comentário (mea culpa aqui pelo tamanho), estamos diante de uma situação em que não vale mais a moral e que a inação pode custar caro. É sujo sim, mas talvez seja o menos pior a ser feito. As escolhas que o mundo nos dá são injustas, nossos adversários se beneficiam da nossa inação e constroem uma socciedade de acordo com o "socialismo fabiano" ou "capitalismo de compadrio". Estamos diante de escolhas em que há uma impossibilidade da moral se quisermos ser efetivos. Isso não quer dizer que ela deve ser inteiramente ignorada. Só quer dizer que, quando nosso adversário usa recursos imorais, deveos considerar essa hipótese caso queiramos sobreviver. Eu tentei exemplificar isso, mas pelo jeito fui mal sucedido.
  • Matheus Polli  23/09/2012 12:21
    Te entendo perfeitamente Antonio. Acredito que seja esse o campo de discussão que temos que levantar daqui pra frente no movimento libertário nacional, pois já temos em mãos a teoria econômica ideal, só nos falta a prática.

    Discordo do Neto que o Liber não conseguirá eleger ninguém, mas poderíamos discutir se isso é realmente necessário ou eficaz. Gostaria mais é de uma ação de choque, como por exemplo uma moeda de ouro, como fizeram os Liberty Dollars nos EUA.
  • Neto  23/09/2012 10:00
    Até porque o que o povo brasileiro quer é esmola mesmo.O liber nunca iria eleger ninguém.É só um desperdício de dinheiro e de tempo.
  • LEG  09/09/2015 12:38
    Os movimentos socialistas estão há décadas a frente de qualquer movimento político atual. Não é a toa que eles chegaram onde estão hoje. E eles conseguiram isso foi porquê não ignoraram a política, a cultura, a economia, a natureza humana e a religião. Estudaram as fraquezas humanas, as brechas da democracia e tudo mais que pudesse ser tirado em benefício próprio. É por isso que eu acho que nenhum desses pontos devem ser ignorados ou caso contrário estaremos é facilitando o caminho para os socialistas chegarem ao seu objetivo.
  • Ricardo De Lucia Leite  21/09/2012 07:24
    Ótimo e desconcertante artigo!

    Pergunto: O que fazer agora?

    "Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele."

    Sugiro convocarmos uma nova reunião nacional para o Liber e votar se ele deve ser extinto e transformado um uma empresa privada com fins lucrativos e objetivo de promover a liberdade, propriedade e paz.

    Tempos atrás estava enchendo o saco de todos no Mises para criarem uma revista e jornal. Agora vou encher o saco para fazerem muito mais coisas, podem ter certeza! rsrs

    A começar por algum social game que simule a vida real e que não tenha estado. Bom, por mim podemos entrar na Matrix e por lá ficar pela vida eterna...
  • Sérgio  21/09/2012 07:32
    O que devemos fazer: O contra-gramscismo: vamos nos infiltrar nas escolas e nas universidades. E colocar conservadores e libertários no Parlamento para barrar os planos da esquerda...
  • Ricardo De Lucia Leite  21/09/2012 08:10
    Isso se você não concordar com o artigo né Sérgio...
  • Camarada Friedman  21/09/2012 08:41
    Você pode fazer isso a nível pessoal. É só pegar o palavreado esquerdista e trocar por termos libertários, ja testei várias vezes... ja converti vários e irritei muita gente.

    Exemplo:

    Contra Venda de Armas = Contra Auto Defesa

    Discordo que temos que ficar longe do estado. Temos que entrar no estado, sim. Walter Block tem um artigo maravilhoso sobre isso... preciso achar e por aqu.
  • Matheus Polli  21/09/2012 21:29
    Achei ótimo esse trocadilho de palavras pra irritar os vermelhos. Você bem que podia postar mais pra termos na ponta da língua.

    Sobre se infiltrar no estado, veja o exemplo do Alan Greenspan e tudo que ele falou antes de entrar no governo e o que fez assim que entrou. Se bem que eu acho que ele leu muito a Ayn Rand e quis ser um John Galt e dar ao governo justamente o que ele queria - apesar do Ron Paul não pensar assim dele...
  • Cristiano  21/09/2012 08:33
    é biblico: "comerás o pão com o suor do teu rosto". A pessoa que entra no serviço publico rompe essa condição existencial do homem, esse fundamento ético primordial.
    Isso vai minando o carater e mesmo a alma. Seja produtivo e isso é recompensador.
  • Neto  21/09/2012 09:16
    O estudante de uma universidade pública, será que também fica meio vulnerável para achar que o leviatã não é tão mal assim?
    E não estou nem falando das áreas onde a propaganda é descarada, como nas humanas.Um da computação ou engenharia, só pelo fato de estudar de 'graça' não ficaria meio influenciado?
  • Camarada Friedman  21/09/2012 17:19
    Acredito que a maioria das pessoas de classe média são esquerdistas justamente por serem muito mimadas.
  • Andre Cavalcante  21/09/2012 18:16
    Vou tirar por mim.

    Eu achava que era esquerdista, mas na verdade o que tinha em mente era a melhoria das condições de todos. Note que a esquerda se vende como a salvadora, quem vai melhorar a vida de todos, que vai trazer a paz, a igualdade, a fraternidade de todos.

    É difícil ir contra tais princípios. De fato, primeiro temos que desmontar que o como que eles propõe faz justamente o contrário do que pregam!

    Cotas raciais não vai diminuir o racismo, mas gerar mais racismo. Um estado grande não vai trazer mais riqueza, mas menos.
    Leis afirmativas nada mais são que privilégios para uns em detrimento de outros, ou seja, vai contra a igualdade.
    Os desníveis sociais somente geram problemas quando os pobres não veem melhoria em sua situação, e isso se deve principalmente porque há uma transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos por causa da inflação, então, nada de fraternidade.
    A propriedade deve ser respeitada, mas a chamada "propriedade intelectual", que é um "direito" impingido pelo estado, na verdade desestimula a inovação.
    Tudo isso junto é uma bomba social prestes a explodir, então, nada de paz.

    Quando enxergamos isso, passamos naturalmente a querer o oposto. Ruim é mostrar isso, ou fazer as pessoas enxergarem isso!

    Abraços.
  • Andre Cavalcante  21/09/2012 18:06
    Sou da engenharia e te digo que, se queres encontrar alguém de direita em uma universidade, provavelmente vais encontrar (depois de muito procurar, claro) na engenharia :)
  • Neto  22/09/2012 02:10
    Eu sei, eu sou também, mas a pergunta era: será que o estudante de uma univ publica se sente tão parte do sistema quanto um funcionário público?
  • Charles  22/09/2012 07:48
    Bom, Neto, eu me sentia. Conheci o libertarianismo quando fazia faculdade (estatal) de Administração Pública. Foi terrível. Chegou uma época na qual eu tive de me afastar do curso por desenvolver uma ojeriza tão grande que estava até me gerando problemas psicossomáticos (dores de cabeça, alergias, isolamento, depressão) só de frequentar as aulas. Depois disso, tive a chance de me tornar, de fato, funcionário público. Aceitei. Na minha ingenuidade, achava que poderia contribuir, de dentro do aparato estatal, com os ideais da liberdade. Ledo engano. O artigo do Lew é quase absoluto e me faz querer, neste momento, buscar redenção e sair desta cova que eu mesmo cavei. Se alguns dizem que é possível obter bons resultados utilizando estes meios, olha, acho que só sendo um Michael Westen. Não é para qualquer um.\r
  • Alma sombria  07/09/2015 02:16
    Respondendo por mim que sou aluno de uma instituição federal de ensino em sp é na engemharia, computação e exatas no geral que os direitistas se encontram. Meu curso de análise de sistemas correu até o risco de ser extinto pela reitoria esquerdista, justamente pela maioria dos estudantes do curso serem direitistas, já conheci conservadores, liberais e libertários durante esses anos de análise de sistemas, e muitos não foram em nada influenciados pelo esquerdismo vigente
  • Típico Universitário  07/09/2015 14:28
    Tinha mesmo que eliminar o curso e cancelar as matrículas de vocês, estudantes sem compromisso com o social. A militância internacional da esquerda por todo o mundo criou transformações inigualáveis na China, Rússia, Cambodja, no Chifre da África, na Namíbia e em vários outros países. As pessoas têm de entender que universidade tem função social e o propósito é adestrar a burguesia, transformá-la na vanguarda do proletariado como Lenin já ensinou e assim, liderar a sociedade.

    Absurdo.

    Na minha universidade, lugar de coxinha é na cantina. Cansei de arrancar folhetos e propaganda manipulativa e voraz da direita fascista. Eles têm mesmo é que expulsar estes alunos.
    Têm toda razão.

    No dia em que bater panela deixar de ser remunerado pelo grande capital, vocês vão morrer de fome. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Igor   07/09/2015 23:27
    " Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia? Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão."

    Seria ótimo se alguns entrassem com essa ideia, agentes infiltrados apenas colhendo informações e após expor para todos os cidadãos os crimes do estado.

    E o mais impactante é cada um de nós organizarmos, divulgarmos e lutarmos para que o maior número de pessoas conheça e entenda a importância de menos estado e mais liberdade para o desenvolvimento do Brasil.

    Como todos sabem e quero apenas reforçar, a batalha mais importante é no campo social, temos que acabar de vez com a hegemonia esquerdista no modo de pensar da população. Concordo com esse ótimo texto que de dentro (do estado) não conseguiremos grandes resultados. A luta é aqui fora.

  • Alma Sombria  08/09/2015 19:17
    Desculpem o português e que digitar na linha vermelha do metro de sp no horário de pico e meio tenso
  • Erick V.  21/09/2012 09:19
    De fato, "apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado". Mas isso até o momento em que o estado se sinta incomodado e resolva barrá-la por meio de "controle social da mídia", taxação sobre a venda de papel, censura da internet, estatização de serviços de comunicação e outras tantas medidas que já foram tomadas por aí...

    Não sei se todos concordarão comigo, mas enxergo a divulgação da filosofia libertária basicamente como uma corrida contra o tempo.
  • Cristovam  21/09/2012 15:42
    Erik. V

    Então sejemos todos pobres que o governo cuida de nós. O que não podemos é nos omitir e sempre que perceber oportunidade disseminar a ideia de liberdade, porque de uma coisa tenho certeza, sem ela seremos apenas formigas, sem rumo, sem vontade e sem alma.

    Falou...
  • Pedro  21/09/2012 09:39
    Por falar em liberdade, vcs sabem qual o filósofo contemporâneo da liberdade, mas também da igualdade, mais prestigiado, que resgatou o liberalismo político e lecionou em Harvard? Ele elaborou a teoria de justiça mais respeitada atualmente. Postem quem vcs acham que é. Daqui a pouco eu digo.
  • Neto  23/09/2012 14:18
    'que resgatou o liberalismo político'
    Só isso já é bem suspeito.Nada que presta pode vir da política.
  • Acacio  21/09/2012 09:41
    Tenho uma duvida:
    Por eu ser um amante da liberdade, estarei traindo minhas convicções se eu me tornar um funcionario publico?

    Quero trabalhar na área de TI, mas cada vez mais as empresas aumentam o cerco, dificultando a entrada no mercado de trabalho(muito provavel por culpa do Estado).

    Então, o que fazer?
  • Matheus Polli  21/09/2012 21:41
    Todo funcionário público tem seu salário pago com o roubo - praticado pelo estado através de impostos ou inflação. Se você é um amante da liberdade, não pode concordar com essa imoralidade.

    Sobre a área de TI eu também faço parte e posso te dizer que o governo ainda está longe e somos ligeiramente livres, mas sindicatos existem e muitos colegas concordam com intervenções e obrigatoriedade de certificações (claro, somente para reservar o mercado). O que podemos fazer é iniciar o debate com bons argumentos. Já obtive ótimos resultados na minha empresa mostrando a superioridade da liberdade.

    Não temas.
  • ADEMIR NEVES  21/09/2012 11:51
    Acredito que já nascemos libertários ou não. É apenas uma questão de decisão de vida que temo que tomar. O Estado pode ser confundido com aquele pai que sempre quer "proteger" seus filhos, mas há os filho que não querem essa "proteção"
  • Fazza  21/09/2012 12:18
    Liberdade entre aspas, pois ela é cuidadosamente planejada e calculada e seu campo de exercício precisamanete delimitado pelo interesse do mercado. Precisamos, realmente, questionar e repensar isso que chama-se de liberdade e encontra-se por aí nos shopping centers.
  • Andre Cavalcante  21/09/2012 18:01
    Desculpe-me Fazza, mas você poderia elaborar melhor o seu pensamento. Tá complicado de entender o que queres dizer...

  • Dâniel Fraga  23/09/2012 01:25
    Até concordo com a essência do artigo, PORÉM não acho que a política deva ser ignorada. Se existem candidatos libertários, penso que devemos elegê-los. Na pior das hipóteses, estarão ocupando o lugar de um socialista e isso por si só já evita um dano maior.

    O ideal é fazer o que o Mises.org.br faz e tudo que está no artigo, MAS TAMBÉM sempre que possível, agir politicamente. E eu não digo aqui para as pessoas se candidatarem. Estou dizendo que, sempre que existirem candidatos libertários, eu apoiarei. Claro, eu sigo minha vida conforme o que foi descrito no artigo, mas se há pessoas que pensam diferente, não acho que devemos ignorá-las.
  • Lucas Amaro  23/09/2012 09:21
    Não tem muito a ver com o texto, mas gostaria de aproveitar este espaço para uma pergunta, pois não sei em qual artigo perguntar:

    Li recentemente que o Brasil queimou café na década de 1930 para preservar o preço dele no mercado internacional. Pois bem, a queima foi realizada por e/ou a mando/influência do Estado ou do setor privado mesmo? Qual foi a lógica na queima de café?
  • Leandro  23/09/2012 11:06
    A queima foi feita por ordens de Getulio Vargas e a intenção era provocar escassez e com isso manter o preço do café artificialmente elevado no mercado internacional e, com isso, melhorar nosso balanço de pagamentos e as finanças dos barões do café.

    O brasileiro apóia até hoje esta medida porque "fomos nós que fizemos". Se tivessem sido os americanos os autores da estrovenga, estaríamos até hoje maldizendo os ianques e pedindo sua morte.
  • Antonio Galdiano  24/09/2012 08:35
    Esse é um caso bastante ilustrativo. Na época, os brasileiros tinham uma grande concentração do mercado mundial de café, e usavam seu poder de mercado para fazer barbaridades (essa realmente foi a pior) para manter o preço do café e o poder econômico dos cafeicultores (e os políticos para continuarem e prosperarem no poder, em detrimento dos pagadores de impostos). O que eles conseguiram no longo prazo? Concorrência! Toma concorrência internacional! Bem feito. Gente assim não merece estar no mercado.\r
    Governo passa a mão e elege seus favoritos, toma concorrência internacional. Por isso devemos ser muito cautelosos sobre a globalização, pois a globalização do poder político pode eliminar até mesmo esse sistema corretivo.
  • André Luiz S. C. Ramos  24/09/2012 09:39
    Não conhecia esse texto (é novo?) do Lew Rockwel, mas fico feliz por ver que a palestra que proferi na Conferência Nacional do EPL, em BH, há algumas semanas seguiu a mesma linha de raciocínio, tendo Rothbard também como referência.\r
    Eu trabalho pro estado e hoje, na função que exerço, acho até que consigo trabalhar em prol da liberdade, mas, modéstia às favas, sinto que nada do que eu fiz em meus 8 anos de serviço público supera o que tenho feito nos últimos dois anos como divulgador da liberdade em minhas aulas, livros e artigos.\r
    Neste último fim de semana estive no interior do MT dando aulas numa pós-graduação, e pedi a vários alunos pra baixarem o livro do Kinsella, para que eles pelo menos conhecessem as idéias contrárias ao direito de propriedade intelectual. Se pelo menos um deles ler e mudar de opinião, já terá sido um grande feito.\r
    Semana retrasada estive no MA e indiquei a uma platéia de quase mil pessoas o site do IMB. Se pelo menos um deles entrou e passou a ser um leitor diário, também já terá sido um grande feito.\r
    Alunos me procuram na faculdade para eu orientar TCC's em defesa de algum tema libertário. Leitores me mandam e-mails dizendo que concordaram com minha defesa do fim da regulamentação de profissões feita em meu livro. Pessoas me adicionam no facebook ou me seguem no twitter para pedir dicas de leituras libertárias... Isso vale mais do que qualquer coisinha que eu faça pela liberdade na minha atuação como servidor público.\r
    Enfim, nenhum burocrata libertário, por maior que seja seu cargo, jamais fará um trabalho em prol da liberdade maior do que um educador/divulgador libertário faz. Pessoas como o Leandro Roque, o Fernando Chiocca, o Hélio Beltrão, o Dâniel Faga, o Diogo Costa ou o Juliano Torres fazem mil vezes mais pela liberdade do que qualquer libertário que trabalhe pro governo. Não há nem como comparar.
  • Renato  25/09/2012 09:11
    Penso que o artigo erra a mão.\r
    \r
    Creio que o autor acerta ao dizer que deveriam haver mais professores liberais (e também conservadores) e penso que isso seria muito útil principalmente nas áreas de história e geografia. Mas note que, na atual estrutura de educação no Brasil, a maioria dos professores será funcionário público.\r
    \r
    Vejo em muitos aqui uma atitude um tanto fanática e descolada da realidade. Será que não é esse o motivo de muitos que entraram no serviço público terem se corrompido? Uma pessoa que defenda a liberdade de forma romântica, ou de forma excessivamente academicista, ou sem bases teóricas, ou sem conhecimento histórico, pode ser facilmente convencida a mudar de pensamento, quando as bases desse pensamento forem postas a prova.\r
    \r
    Agora proponho um outro ponto: no campo das comunicações e artes, os socialistas dominam praticamente tudo. Mas é justamente éssas áreas que foram vitais para o crescimento do socialismo. É hora de liberais (sejam conservadores, sejam libartários)entratem nessas áreas. E é ora de existirem jornais e revistas assim.\r
    \r
    Também penso que editoras que publicam livros liberais, deveriam entrar fortemente em outros campos também (romances, novelas, livros acadêmicos diversos), para fazer nome e trazer mais leitores.
  • anônimo  25/09/2012 10:52
    "Agora proponho um outro ponto: no campo das comunicações e artes, os socialistas dominam praticamente tudo. Mas é justamente éssas áreas que foram vitais para o crescimento do socialismo. É hora de liberais (sejam conservadores, sejam libartários)entratem nessas áreas. E é ora de existirem jornais e revistas assim."

    E é exatamente isso que o artigo fala. Era só lê-lo com mais atenção.
  • Ricardo De Lucia Leite  25/09/2012 12:11
    Eu aposto em empresas e empresários libertários que queiram apoiar a causa, seja por meio de doações ou através de ações com fins lucrativos mesmo.

    Lá na minha micro empresa, por exemplo, todos conhecem sobre o libertarianismo por minha causa, independente se apoiam ou não. E se aparecer algum socialista, ou a pessoa será convertida ou demitida, pois sua incompetência provavelmente será evidente (vai saber como foi contratado né). Se não for incompetente, mostro facilmente para ele o quanto o socialismo é ruim ao manter o seu salário nivelado com salário mais baixo da empresa, independente das habilidades e competências envolvidas.

    A estratégia de acabar com o governo de dentro para fora, é uma estratégia que até pode dar certo, mas no longo longo prazo e depois de muitas batalhas. Provavelmente já vou estar morto, e deixando a lenga lenga de lado, foda-se o que ficar para trás.

    Seria legal uma maçonaria libertária para incentivar a realização de negócios entre libertários.

    Pessoas que comprarem produtos ou serviços de empresas libertárias estarão se beneficiando além do próprio produto ou serviço comprado. Que tal um cartão de crédito libertário que possa oferecer vantagens para compras em estabelecimentos libertários? Ou ainda uma balada libertária, cuja entrada para libertários não tenha fila?

    As oportunidades estão por aí! Por exemplo: Agora seria um ótimo momento para ir pedir apoio ao Google, cujo presidente no Brasil está sendo ameaçado de prisão.

    Ah, mas daí vão falar: "O Google nunca apoiará uma causa como estas que declara guerra direta aos governos".

    Ok, blz, então continue gastando milhões com advogados!

    Certo?

    Aliás, acabei de ter uma ótima ideia! Acho que vou atrás do dono da Localiza... rs
  • Guilherme  27/09/2012 19:34
    Poxa, eu tinha pensado em me tornar político ( inclusive filiando-me e planejando candidatura pra vereador, e ainda consegui recomendação logo do PMDB! ) e colocar em prática os ideais da escola austríaca...mas esse artigo foi um soco na cara....

    Pensando bem, até poderia ser possível, mas você teria uma força de vontade realmente impressionante, digna de pessoas como Cristo e Gandhi, mas ao contrário desses, teria que saber jogar o jogo sujo quando necessário por baixo dos panos...afinal política é jogo de poder...
  • Lucas  28/09/2012 13:18
    Assino em baixo! Perfeito, isto mesmo!

    Obs.: Não há escapatória, vide o exemplo do cidadão mais acima. É pedir demais de um ser humano que corte da própria carne, ninguém normal fará isso, nunca. É preciso realmente uma pessoa diferenciada para se exigir esse sacrifício. Uma vez funça, sempre funça! Quem aqui de modo totalmente livre e isento iria renunciar uma mesada que lhe fosse oferecida? Duvido muito que num caso concreto algum de nós renunciaria essa facilidade na vida. É demais pedir que corte de sua própria carne. Por isso devemos nos manter o mais longe possível dessa corja lamacenta repugnante e fétida.
  • David R. Ximenes  22/01/2014 13:18
    Não conheço a realidade estadunidense mas levando o texto para os liberais do Brasil acho uma besteira enorme não se atuar na área política o autor cita que a pessoa seria corrompida, teria que ficar pedindo por favor ao estado... Se a pessoa tem que ficar pedindo por favor é porque não tem aliados liberais para poder manter ao menos uma força atuante, ou seja, tem que entrar mais liberais ainda para mudar essa porcaria. Para mudar a realidade do estado não basta só o lado cultural, educador... Uma hora tem se que entrar nos cargos que controlam o estado. Imagina que os liberais ganham o cenário cultural mais o Brasil continua com estado dominado por esses esquerdistas, não adiantara nada até que eles sejam tirados do poder.
  • anônimo  22/01/2014 13:46
    Então, Rothbard não gosta de gradualismos, ele acha que é um erro estratégico, mas é justamente pela estratégia da mudança gradual que a esquerda está vencendo
  • Dw  22/01/2014 14:26
    Exise um artigo (não encontrei) que trata justamente da questão da moralidade de um defensor da liberdade ser funça. Aquele artigo e este não vão de encontro?
  • Daniel H  22/01/2014 14:42
    "3. O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;"
    Ele quer dizer um meio revolucionário? Foi a primeira coisa que pensei.

    Eu não consigo enxergar uma solução pacífica sem gradualismos.
  • Andre Cavalcante  22/01/2014 16:19
    Sim, uma revolução, mas nas ideias. Se pegar em armas e impingir isso aos outros estás indo contra a condição 4. O meio escolhido jamais deve contradizer o objetivo. Se o objetivo é a liberdade é com liberdade de escolha das pessoas que temos que conseguir que a sociedade aceite a liberdade e não impondo-a (se é que isso não seja um contrassenso). É como ser contra o assassínio e ter que matar os assassinos...
  • Julio Henrique  22/01/2014 17:20
    Daniel H:

    "'3. O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;'
    Ele quer dizer um meio revolucionário? Foi a primeira coisa que pensei.

    Eu não consigo enxergar uma solução pacífica sem gradualismos."

    Eu não pensei em revolução. O que me veio à cabeça foi "não empurrar com a barriga", ou seja, resolver o problema de forma rápida e eficaz.

    Pois quando se "empurra um problema com a barriga" se está aumentando gradualmente o problema. E tanto faz se isto é feito conscientemente (com más intenções) ou inconscientemente (por incompetência e/ou ignorância), o resultado final é o mesmo.

    Eu sou funcionário público federal, mas há que se fazer uma diferença entre funcionário concursado e funcionário eleito (os políticos). No caso destes, na presente situação brasileira, é muito difícil, senão impossível, não ser corrompido pelo estado; no caso daqueles, o qual me incluo, acredito que a melhor maneira é dar o exemplo através de atitudes.
    Atitudes tais como, por exemplo, na presente situação, não aceitar cargo em comissão (cargo de chefia). Uma situação dessas, penso eu, somente seria possível se todos os cargos ocupados no órgão, fossem ocupados por pessoas com o mesmo pensamento.

    Tive oportunidade de preencher cargo de chefia e não aceitei por não concordar com as políticas da direção. Tal atitude minha gerou espanto no órgão, tanto que várias pessoas vieram me procurar, na época, querendo saber porque que eu estava deixando de aceitar um cargo de chefia e ganhar função gratificada, pois não entenderam a minha recusa.
    Falei os meus motivos, alguns entenderam e outros não, mas notei que o exemplo teve efeito positivo em todos, mesmo nos que não entenderam a princípio.

    E faço minhas as palavras do Daniel Fraga, mas voltadas aos funcionários concursados: "Na pior das hipóteses, estarão ocupando o lugar de um socialista e isso por si só já evita um dano maior."
  • Phillip Grillo  22/01/2014 16:44
    Ficou algo estranho no ar. O texto inteiro o Lew exortou aos defensores da liberdade para não estrarem no estado, mas no final ele faz um apelo dizendo que o mundo precisa de mais legisladores como Ron Paul. ???????
  • Doutrinador  22/01/2014 17:08
    Não. Foi dificuldade sua mesmo em entender o texto. E o aceno ortográfico com as 17 interrogações comprovam tal deficiência.

    Sobre Ron Paul é dito que "Mas todo o bem que ele faz não adveio exclusivamente de seu trabalho como legislador, mas sim de seu trabalho como um educador que possuía uma proeminente plataforma da qual emitir suas opiniões."

    Ou seja, ele estava lá para educar e não para legislar.
  • Phillip Grillo  23/01/2014 13:31
    Do meu ponto de vista a contradição permanece. Se o Lew estiver correto o que vai acontecer é que o Ron Paul vai ser cuspido ou engolido pelo estado.
  • Doutrinador  23/01/2014 13:47
    Já foi cuspido há muito tempo. Você está bem desatualizado, hein?
  • Phillip Grillo  23/01/2014 14:02
    Não acompanho o noticiário internacional com frequência. Mas o Ron Paul não pensa como o Lew não, pois ele continua fazendo parte do partido libertário, certamente. Eu acho complicado o ponto do Lew, acho que um ou outro libertário que desejar se envolver com o estado vai ser cuspido ou engolido, mas se existir um grupo, como por exemplo um partido libertário, acho que fica mais difícil ser engolido. Haverá a batalha sempre mas um partido liberal/libertário como o NOVO e o LIBER acho que tem que existir.
  • Doutrinador  23/01/2014 14:19
    Oi? Ron Paul saiu do Partido Libertário em 1989!

    Hoje ele se dedica puramente ao ativismo e ao homeschooling.

    Juro que não entendo pessoas que palpitam sem ter a mínima ideia do que falam.
  • Phillip Grillo  23/01/2014 14:35
    Meu palpite estava errado, mas pelo fato de ter palpitado errado agora sei a resposta certa. Que mal há em palpitar? Meu desejo não foi enganar, foi apenas uma conclusão errada.
  • anonimo  22/01/2014 23:53
    Não sei onde é adequado para essa pergunta, então a farei aqui.
    Fui ensinado, segundo a economia tradicional, que inflação zero é equivalente de estagnação econômica. Tenho uma grande impressão que essa informação é errônea e gostaria que alguém me recomendasse algo a ler sobre o assunto ou respondesse a dúvida.
    obrigado
  • Eduardo Bellani  23/01/2014 12:19
    mises.org.br/Ebook.aspx?id=92
  • Leandro  23/01/2014 12:25
    A sua impressão é correta. Aliás, um período de grande prosperidade americana ocorreu justamente durante uma época de deflação de preços.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=721

    Outros artigos cruciais:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=145
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=894
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=163
  • Bruno D  23/01/2014 00:33
    enquanto isso em Davos o 1 ministro Abe do Japão sendo apontando como o grande salvado da pátria.. desvalorizando a moeda em 40%..

    veja.abril.com.br/noticia/economia/premie-do-japao-da-licao-de-abenomics-em-davos

  • Mauricio.  23/01/2014 02:29
    Tenho uma sugestão bem simples, que já venho praticando há alguns meses: boicote às estatais. Parei de abastecer em postos BR, fechei minha conta no Banco do Brasil e passei a usar a TAM Cargo ao invés dos Correios.

    Alguma outra sugestão?
  • IRCR  23/01/2014 08:03
    Porque deveriamos deixar de trabalhar para o estado ? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se tem os melhores salários. Sad but true.
  • Eduardo Bellani  23/01/2014 11:27
    Por que deveríamos deixar de *roubar velhinhas*? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se tem os melhores salários. Sad but true.

    Ética, a gente se vê por aqui.
  • Erick V.  23/01/2014 11:58
    Por que deveríamos deixar de estuprar mulheres? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se consegue sexo ao custo mais baixo. Sad but true.
  • anônimo  23/01/2014 12:46
    Chega a ser infantil a utopia de muitos por aqui. Até o Fraga, com todo seu idealismo, conseguiu ser mais sensato no seu cometário.
    Somente é possível mudar o arranjo atual de forma gradual. Ou alguém pensa que vamos sair do 50% de Estado para 0% de uma hora para outra? É muita ingenuidade, ou viva la revolucion!?
    Políticos fazem leis e criam impostos. Sendo isso bom ou não, é um arranjo universal e que atravessa séculos.
    Lutar para a diminuição de 50% para 40%, de 40% para 30%... de forma gradual, e quem sabe para 0% (utopia!?) é o mais racional e lógico, qualquer pensamento longe disto é infantilidade.
  • Doutrinador  23/01/2014 13:16
    "Ou alguém pensa que vamos sair do 50% de Estado para 0% de uma hora para outra? É muita ingenuidade, ou viva la revolucion!?"

    O artigo nem sequer fala disso. O artigo fala apenas que não se deve tentar mudar o estado desde dentro, pois primeiro é imperativo mudar a mentalidade das pessoas. Querer mudar o estado sem que antes se tenha o apoio intelectual da população é algo totalmente insustentável. Querer mudar o escopo da atuação do estado sem que antes a população já esteja preparada para isso -- ou, mais ainda, sem que a população defenda isso -- é algo impraticável.

    É disso que o artigo fala.

    Agora, se você acha que é possível "se infiltrar" no estado e, gradualmente, "lutar para a diminuição de 50% para 40%, de 40% para 30%...", sem que isso gere uma contra-reação de uma população acostumada a mamatas, então desculpe, mas você é o utópico.
  • anônimo  23/01/2014 13:51
    Por isso mesmo a mudança deve ser gradual, para minimizar as contra-reações.
    Ainda, políticos liberais e conservadores são necessários, pois como eu comentei, o atual arranjo é universal e atravessa séculos.
    Mas se continuarmos idealistas, conforme o artigo, morreremos com nossos ideais. É a realidade quer gostemos ou não.
  • Thames  23/01/2014 14:00
    Idealista é acreditar que é possível ser gradual na política sem antes ter vencido o debate de ideias e sem antes ter o apoio intelectual da população. Você, ao acreditar nisso, é o verdadeiro idealista ingênuo.
  • anônimo  23/01/2014 14:21
    Como se não fosse possível atuar nas duas frentes ao mesmo. Falta de lógica na tua argumentação.
    Não são coisas mutuamente excludentes.
    E de qualquer forma, somente adentrando ao arranjo político será possível efetuar as "reformas" liberais.
  • Alexandre  23/01/2014 14:29
    Contrariando o que sugere o texto, há uma luz no fim do túnel: www.novo.org.br/

    Pelo menos teremos Liberais e Conservadores em quem votar.
  • anônimo  23/01/2014 16:04
    (...)Contrariando o que sugere o texto, há uma luz no fim do túnel: www.novo.org.br/(...)

    O Velho Partido Novo
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1034


    Se eu votasse, a única opção que eu consideraria é esta:

    www.libertarios.org.br/liber

  • anônimo  23/01/2014 16:50
    Idealista e radical sua posição.
    Encaremos a realidade e sejamos mais moderados por ora.
    Dito isso, a posição do Constantino parece mais plausível:

    veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/profissionais-liberais-unem-se-para-criar-nova-sigla/
  • anônimo  23/01/2014 18:13
    O Constantino não sabe ( ou finge não saber - ou pior, a distorce a seu bel prazer*) a diferença entre libertário e libertino. Se numa questão simples desta, ele adota uma postura com tamanha desonestidade intelectual, o que dirá em outras questões?

    Além do mais, não se preocupe com meu voto. A falta dele não vai fazer diferença. É questão de estatística. E sou radicalmente contra a opressão estatal, neste quesito não dá para ser moderado.

    *Ver tópico sobre o livro de Russel Kirk no seguinte link:
    veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/russell-kirk-sobre-os-libertarios-dogmaticos/
  • anônimo  23/01/2014 21:10
    O Constantino é realista.
    Volto a insistir, o arranjo político atual é universal e atravessa séculos. Mas alguns aqui parecem viver em outro planeta.
  • anônimo  23/01/2014 22:41
    Faz parte do "ser realista" acreditar que a maior entidade política* não vai se aproveitar dos seus meios para aumentar sua presença e atuação para ganhar popularidade? Me diga qual governo se manteve pequeno nesses séculos. Os únicos momentos onde os governos cederam espaço e diminuiram de maneira considerável sua atuação foi naqueles lugares que a situação social chegou a tal ponto que a própria população não mais aguentou e forçou mudanças - quando não ocorreram guerras nesse meio termo.

    Aliás, a escravidão também atravessou séculos, mas enfim, foi varrida para as páginas da história. E como tal coisa aconteceu? Não foi de uma hora para outra. Pensar que "os libertários" ( coletivos são burros ) defendem a exinção imediata do estado é desconhecer sobre o que o anarco-capitalismo trata. Alguns até podem pensar assim, mas é óbvio que o resultado seria o caos social.

    Então, quem é que vive em outro planeta? Aqueles que defendem que os indivíduos tomem conta de si mesmos e que não exista coerção estatal, por ser imoral, ou quem defende que o estado, monopolizador por natureza, e composto pelos piores tipos da sociedade** vai ficar restrito a um nível mínimo e vai sempre resistir à tentação de ganhar popularidade com os mais ignorantes através da promessa de diretos?

    *Ver meios políticos e meios econômicos, conforme definiu Oppenheimer. Não tenho a fonte agora, mas o seguinte texto tem um bom resumo do conceito:
    A contradição do liberalismo clássico: a falácia do Estado mínimo
    www.midiasemmascara.org/arquivos/4695-a-contradicao-do-liberalismo-classico-a-falacia-do-estado-minimo.html

    **O Caminho da Servidão
    CAPÍTULO 10 - POR QUE OS PIORES CHEGAM AO PODER
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=237
  • anônimo  24/01/2014 00:18
    Você não entendeu ou não leu o que escrevi, então fica difícil.

  • anônimo  24/01/2014 11:53
    Não vou desenhar pra você. Se acha que o Constantino é realista, você precisa estudar mais. Um bom lugar para começar é pelos artigos que indiquei:

    A contradição do liberalismo clássico: a falácia do Estado mínimo
    www.midiasemmascara.org/arquivos/4695-a-contradicao-do-liberalismo-classico-a-falacia-do-estado-minimo.html

    O Caminho da Servidão
    CAPÍTULO 10 - POR QUE OS PIORES CHEGAM AO PODER
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=237
  • anônimo  23/01/2014 22:33
    Em questão de ser realista, eu fico muito mais com o Olavo de Carvalho, que quer criar outro ambiente intelectual no Brasil, do que com o NeoConsta, que só quer votar no PSDB.
  • Bruno D  23/01/2014 20:00
    Pelo meio do voto eu acho difícil mudar alguma coisa primeiro pelo fato de que o sistema eleitoral que contenha o famoso sufrágio universal ou seja o voto para todos é sempre máquina de vender sonhos e entregar demagogia. O diabo é sempre mais esperto e dá um jeito de colocar o Garotinho no poder. Outro fato é que o sistema eleitoral em si já foi arquitetado para esse propósito já é uma engrenagem de uma máquina maior chamado Socialismo.

    Como resolver a situação de um pais em que o seu cidadão só quer saber de mais e mais direitos para ele?

    O Mises, a revista Veja com os articulistas em questão e vários blogueiros, escritores e pessoas sérias, cultas e engajadas por ai podem fazer alguma diferença em contra balançar alguns problemas, mas no todo, eu acho difícil uma mudança maior que englobe sistematicamente o cerne da questão.

    Exemplo: se a Dilma não se reelegesse em 2014 seria equivalente a um milagre. De tão impossível que eu vislumbro esse cenário.


  • Cesar Massimo  24/01/2014 00:26
    O estado mínimo é uma posição possível de buscar. A ausência completa do estado pode, quem sabe um dia num futuro muito longínquo, tornar-se realidade, mas antes disso passaremos por estados mínimos.
    O que presenciamos atualmente, em quase todo mundo, é o crescimento do estado ao ponto de sufocar quase por completo a iniciativa das pessoas.
    Alguns anarcocapitalista me parecem tão radicais quanto os membros do PCO e do PSTU - pra conversar com patrão, só com porrete na mão.
    Meu pai me deu o nome de Cesar Massimo porque acreditava na solução pelo estado mínimo. Mesmo sabendo a dificuldade de manter-se mínimo, ele sabe que esta é a saída possível.
    Copiando alguém que já escreveu por aqui, não percebemos que somos uma esmagadora MINORIA? E ainda brigando?
    Novo,
    Federalistas,
    Liber
    .são TODOS muito bem vindos.
  • Eduardo Bellani  24/01/2014 12:12
    O estado mínimo é uma posição possível de buscar.

    Estado mínimo é uma idéia contraditória, como já explicado anteriormente.

    Um monopólio vai sempre ofertar os bens ao longo do tempo com qualidade cada vez mais inferior e/ou com preço cada vez mais caro.

    Um monopólio de tomada de decisões sobre conflitos interpessoais vai sempre tender a
    cobrar cada vez mais impostos e prover cada vez menos justiça.

    QED.
  • Cesar Massimo  24/01/2014 21:00
    Eduardo Bellani
    Concordo que ele tenderá a crescer.
    Concordo que ainda Mínimo, estará explorando o cidadão ao exigir uma contribuição (imposto) Mínima para se sustentar.
    Mas, ... O Estado Mínimo é a solução menos pior.

    Ou vamos nos transferir para a Somália? Lá, ouço dizer que não existe Estado em vastas regiões!
  • Eduardo Bellani  24/01/2014 21:24
    Somália?

    Dê-se ao trabalho de pesquisar um pouco mais antes de cair em chavões
    batidos.

    E aquela sua posição inicial de que o estado mínimo é uma posição possível de buscar?
  • Cesar Massimo  25/01/2014 16:27
    Meu "ouço dizer" deixa claro que não pretendo estudar sobre a Somália, além de que pesquisar não é somente reler o excelente artigo do Mises Brasil indicado.
    Acredito profundamente que você não me considera um adversário já que as diferenças entre defensores do Estado Mínimo e Anarcocapitalistas só serão tratadas, se todas as mudanças ocorrerem muito rapidamente, lá pelo ano 2.789.
    Como pano para argumentação e crescimento do conhecimento (o meu objetivo de estar aqui), penso que o Anarcocapitalismo é mais purista mas o Estado Mínimo é mais factível, por isso defendo o segundo.
  • Andre Cavalcante  27/01/2014 14:38
    Olá César,

    Cê chegou no ponto nevrálgico entre anarcos e minarquistas: um sempre argumenta que a outra posição é instável, ou não é possível.

    Explico: para os anarcos, a minarquia não é estável porque, se em um lugar há um grupo com o monopólio da jurisdição e a possibilidade de cobrar impostos, o estado, no tempo, sempre irá crescer e deixará de ser mínimo - daí à mesma condição que temos hoje é só uma questão de tempo para o estado se agigantar. Para os minarquistas, um sistema 100% anárquico é, além de muito difícil, senão impossível, de se alcançar (historicamente só há um único exemplo, na época dos juízes e das 12 tribos hebreias - e olha que aqui só era a questão da jurisdição - na verdade nunca houve uma região verdadeiramente anárquica na Terra), é instável porque qualquer instituição grande o suficiente em um território, se tornaria um estado, além do risco (segundo os minarcos) de outros estados (externos) incorporarem a região anárquica à força.

    Agora, vamos aos pontos fortes: uma região anárquica, segundo seus defensores, jamais cairiam de volta ao estado, porque seus integrantes jamais quereriam voltar para a escravidão, porque a liberdade já estaria na mente das pessoas. Quanto a questão externa, uma simples questão: porque um estado externo se daria o trabalho de invadir uma região anárquica se pode conseguir dela todo e qualquer recurso que queira apenas por meio de negociação (que é muito, mas muito mais barato que a guerra)? Da mesma forma, a posição anárquica é mais moralmente defensável que a posição minarquista.

    Por outro lado, os minarcos tem á sua disposição certos fatos históricos: já houve países com governos mínimos, nunca houve regiões verdadeiramente anárquicas na história, todas as regiões sempre tiveram líderes que, de uma forma ou de outra, exerceram um poder monopolista e eram soberanos na justiça. A minarquia é uma posição mais defensável, pragmaticamente falando: é muito mais fácil você dizer pra uma pessoa que uma região qualquer terá um rei estilo Rainha da Inglaterra, que só serve para inglês ver, alguns representantes do povo que geram leis com atuação muito estreita e que todo o resto será tratado pela iniciativa privada.

    Eu sou da opinião que a liberdade somente seria conseguida no pensamento das pessoas. É lá que se ganhará esta batalha. Todo o resto para fora do indivíduo, apesar de extremamente importante, será, em última análise e no longo prazo, um reflexo dessa liberdade interna. Se um número suficiente de pessoas em um território tiver uma mentalidade libertária, a liberdade será conseguida na sociedade, mesmo que leve tempo. A escravidão levou milhares de anos para deixar de ser uma "verdade". O mesmo acontecerá com o estado, que deixará de ser uma verdade. Mas, para isso, temos que mudar a mentalidade: não há Brasil, não há nação, não há seleção canarinho... somos tão somente um conjunto de pessoas que ocupam um território que fora colonizado por portugueses e que, por isso e a peso de bala, falam português... Portanto, sou um anárquico, mas já ficaria extremamente feliz se o Brasil, por exemplo, se tornasse uma minarquia.

  • Cesar Massimo  28/01/2014 14:30
    Andre
    Concordo e entendo o que você escreveu. Pelos mesmos motivos registrados, acredito mais no Estado Mínimo.
    Só faço uma ressalva.
    Se, algum dia, as pessoas conseguirem reverter a posição de um Estado mastodôntico para Estado Mínimo, porque não terão força para mantê-lo pequeno?
    Se, por outro lado, não existe esta capacidade, esta "energia", para barrar e reverter o agigantamento do Estado, não há o que argumentar. A alternativa que nos resta será, todos, fazermos um concurso público e irmos para o "matadouro intelectual".
  • anônimo  28/01/2014 15:10
    "Se, algum dia, as pessoas conseguirem reverter a posição de um Estado mastodôntico para Estado Mínimo, porque não terão força para mantê-lo pequeno?"

    Cesar, a geração que conseguiu a redução pode evitar que este estado aumente. Mas o problema é que as próximas gerações não terão a mesma força - veja o caso dos Estados Unidos.
  • Lucas C  07/09/2015 13:55
    André,
    Parabéns pelo comentário extremamente claro, engrandecedor e inspirador.
    Nas sessões de comentários dos artigos vemos que não apenas os autores são geniais por aqui.
  • anônimo  24/01/2014 11:56
    " A ausência completa do estado pode, quem sabe um dia num futuro muito longínquo, tornar-se realidade, mas antes disso passaremos por estados mínimos."

    Não creio serem muitos os ancaps que discordam disso. O libertarianismo é uma evolução da sociedade, assim como foi a sociedade sem escravos em relação ao arranjo escravocrata.

    O problema são os neocons de teclado que só lêem alguns artigos do MSM ou dos blogs da Veja e acham que sabem tudo sobre economia austríaca ou libertarianismo, e saem proferindo sentenças sem ao menos abrir um único livro sobre o assunto. Estes sim, espalham mais do que ajuntam.
  • anônimo  24/01/2014 14:53
    Que rancor é este amigo!? Enquanto o Constantino eleva o debate e ganha mídia (o que é EXTREMAMENTE bom para as causas liberais), você demonstra seu rancor e inveja em um site da internet. Mas como diz um amigo, talvez isso seja o melhor que você possa ser.
  • anônimo  24/01/2014 15:12
    Vão-se os argumentos, entra em cena o ad hominem...
  • anônimo  29/01/2014 06:00
    Que argumento? Foi apenas uma constatação. Querendo ser inteligente, ad hominem e mimimimi... cresça antes de querer debater e criticar o Constantino de forma pejorativa.
    Em tempo, algumas certezas somente a ignorância pode proporcionar.
  • anônimo  24/01/2014 16:03
    O Constantino colocou, em seu espaço na Veja, um texto onde equipara os libertários a marxistas e confunde libertários com libertinos. A meu ver, isto não ajuda muito causa liberal alguma.
  • anônimo  24/01/2014 17:27
    A causa dele é unir minarquistas e conservadores. Ancaps nem são considerados.
  • anônimo  24/01/2014 19:24
    Mesmo porquê ancaps não podem ser conservadores né? E isso é elevar o debate...
  • Cesar Massimo  24/01/2014 21:10
    Na minha opinião, Ancaps são bem-vindos pois desejam levar a nação para o mesmo sentido, por sinal oposto ao rumo atual, socializante.
    O que nos diferencia é o momento que cada qual imagina será o instante de "tirar o pé do acelerador" da redução do Estado. Uns pretendem manter o "pé no acelerador" até eliminá-lo, outros não.
    Posso assegurar uma coisa. O momento desta decisão está muito, mas muito distante!
  • anônimo  24/01/2014 21:37
    Exatamente. Por isso é contra produtiva a postura de alguns comentaristas da internet que pretendem monopolizar a defesa da liberdade.
  • anônimo  26/01/2014 11:49
    Uma resposta A Russel Kirk e Rodrigo Constantino
    Por João Luiz Mauad em 25/01/2014

    Rodrigo Constantino publicou, em seu blog da Veja, um post em que pinça algumas passagens do livro "A Política da Prudência", de Russel Kirk, notadamente sobre a visão daquele autor a respeito dos "libertários". Não fica claro sobre que tipo específico de libertário (nos EUA, qualquer liberal é chamado de "libertarian", já que o termo "liberal" foi apropriado pela esquerda) Kirk fala, mas deduz-se que o nosso estimado e nobre Constantino, pelo menos, estivesse referindo-se ao grupo dos anarco-capitalistas ao falar dos "dogmáticos", já que é antiga e bem conhecida a sua (dele) rixa com alguns membros desse grupo.

    Continua em www.institutoliberal.org.br/blog/15010/
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/01/2014 22:57

    O que causa certa confusão é que muitos não percebem que existem dois tipos de gradualismo:

    ---(1) o gradualismo transigente quanto a princípios, que é o que o artigo condena;
    ---(2) o gradualismo intransigente quanto à nossa integridade.

    O primeiro tipo corrompe. O segundo tipo preserva e concretiza os valores liberais.

    A guerra é cultural e o alvo são os corações e mentes das pessoas.

    * * *
  • Carlos Roberto  29/01/2014 18:09
    Acabei de ver um vídeo, e lembrei desse artigo na mesma hora! Não podia deixar de compartilhar. Segue link já na parte interessante do vídeo. Mas o vídeo inteiro vale a pena, para refletirmos que, mesmo que sejamos libertários (minarquistas, anarquistas... etc...), quantos de nos temos o know how para nos tornarmos verdadeiros empreendedores, e liderarmos esta batalha não pela força, mas pelo exemplo?

  • Drplease  25/03/2014 21:07
    Têm algum tópico no mises que fale sobre o "carater" no capitalismo?... Um valor esquecido a muito tempo aqui no Brasil se concordam comigo
  • anônimo  26/03/2014 15:56
    Têm sim, vários:

    Artigos sobre o assunto 'Ética'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=24

    Aqui você acha os assuntos separados por assunto:

    www.mises.org.br/Subjects.aspx
  • Cristiano Costa   22/07/2014 01:36
    Boa Noite

    Parece-me um problema recorrente " discutir a relação " Estado e Indivíduo .

    É uma relação existente desde o primeiro aglomerado humano que originou Cidades como as conhecemos e jamais será satisfatoriamente ' resolvida ' sem a transformação desse Estado pelo Indivíduo , jamais .

    Indivíduos e Estados guiam-se por 3 alegações - Poder , Controle e Prazer

    Poder - Exerço ; Controle - Ofereço em troca de constância e Prazer - distribuído em pequenas doses....

    Engana-se profundamente seja qual for a corrente Libertária que siga que problemas estruturais gerados por ambos agentes : Indivíduos e Estado são resolvidos somente por um , não o são .

    Há argumentações apaixonadas e providas de impactos . São maravilhosas mas " fica " a pergunta : O como Muda? Como?

    Novo período em que a Espécie Humana ' adentra ' , pleno de possibilidades na transformação dO Indivíduo e Estado estabeleçe nova alegações para ambos :

    Sou Estado ,tenho Direitos e Deveres quero continuar , como mudar apesar de perder minha estrutura principal - Poder/Controle/Prazer ?

    Sou Indivíduo tenho Direitos e Deveres que agora , reconheço , como modifico-me junto com o Estado e pessoalmente proporcionando nova relação nessa Simbiose Estado/Indivíduo ?

    Creio ser inevitável nessa quase " nova era da Super abundãncia " existir o mesmo Estado ( Inquisidor Eterno ) e o mesmo Indivíduo ( Sofredor Eterno ).

    Devemos participar para abreviar esse recomeço...perdoe-me , sou um otimista .

    Isso passa , sim por participar do Estado expondo-o à outra organização, o Estado 'acredita' que a única organização possível e´a sua . Veja só a problema da extrema regulamentação no País , para que serve? Criar ' meninos ' que se escondem dos pais ...só isso .

    Uma nova maturidade inicia-se senhores !

    Talvez soa utópico , creio o ser não .

  • Eduardo R., Rio  20/10/2014 00:47
    "Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade", por André Azevedo Alves.
  • Eduardo R., Rio  24/11/2014 03:38
    "Leonard Liggio e a tradição da liberdade", por João Carlos Espada.
  • Ed  06/09/2015 21:54
    Lew Rockwell termina este artigo comentando o mesmo ponto o qual indaguei ha alguns artigos passados: onde estao os Ron Paul brasieiros?

    Ficar esperando conscientizacao das massas para entao mudar nao vai dar em nada! Precisamos de libertarios integros e motivados que sejam luz nas trevas de nossos poderes executivo, legislativo e judiciario em todos os niveis! Ou isso, ou entao seremos eternos sonhadores...
  • Renato  06/09/2015 22:42
    Pessoal, vamos lá.

    Já disse isso aqui e volto a repetir:

    Quem está disposto em abrir um empreendimento para alertar os pequenos e médios empreendedores, convencendo os mesmos em lutar diariamente por menos impostos e até em não mais pagar impostos?

    Isso seria muito fácil!

    Mostrariamos para esses empresários que assim que fossemos contratados, cobrariamos um preço razoável, nos encarregaremos de divulgar dentro do estabelecimentos dos mesmos cartilhas e folhetos escritos de forma bem simples para que os clientes e os frequentadores desses estabelecimentos comecem a ter contato com outros tipos de pensamentos além do estatal.

    Também poderiamos com esse negócio já mostrar a existencia de moedas digitais como o bitcoin; primeiro para esses empreendedores e também para os próprios clientes desses estabelecimentos.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  07/09/2015 10:21
    Sonho inútil.
  • Milico  07/09/2015 13:45
    Não concordo com essa estratégia.

    A direita ainda não percebeu que a luta política entre direita e esquerda, nada mais é do que polícia contra bandido. Essas expropiações são roubos autorizados pelo governo. Isso é uma cleptocracia.

    A melhor estratégia é atacar a esquerda por todos os lados e sem descanso.

    Não tem como fazer luta cultural sendo roubado pelo governo.
  • Renato  07/09/2015 18:04
    Milico, por isso é que eu coloquei o meu comentário assim:

    Quem está disposto em abrir um empreendimento para alertar os pequenos e médios empreendedores, convencendo os mesmos em lutar diariamente por menos impostos e até em não mais pagar impostos?

    Isso seria muito fácil!

    Mostraríamos para esses empresários que assim que fossemos contratados, cobraríamos um preço razoável, nos encarregaremos de divulgar dentro do estabelecimentos dos mesmos cartilhas e folhetos escritos de forma bem simples para que os clientes e os frequentadores desses estabelecimentos comecem a ter contato com outros tipos de pensamentos além do estatal.

    Também poderíamos com esse negócio já mostrar a existência de moedas digitais como o bitcoin; primeiro para esses empreendedores e também para os próprios clientes desses estabelecimentos.

    Existem várias maneiras de acabar com a classe política. Basta a gente querer, e os que defendem o fim dos impostos podem empreender negócios com isso.
  • anônimo  07/09/2015 13:46
    Legal ver o IMB com mais artigos do tio Lew e do Hoppe, serve pra calar a boca de certo pessoal, mesmo com o Hélio tendo comentado em artigos antigos do Hoppe que discorda dele em certas partes.
  • Joaquim Saad  08/09/2015 03:14
    Caros,

    Poderiam ajudar newbies como eu entender melhor as seguintes questões ?

    1) O IMB "do H.Beltrão" teria uma identidade clara quanto a essas diversas doutrinas liberais (ancap, libertário, minarquista, liberal, etc) ?

    2) Procede a alegação do R.Constantino de que Ludwig von Mises seria um liberal, e que portanto seria incoerente a insatisfação dos irmãos Chiocca (presumivelmente libertários/anarcocapitalistas) c/ os rumos que este site estaria tomando ?

    Obrigado, e desculpem o rebaixamento de nível que causei nas discussões até então bem mais especializadas nos comentários acima.

  • Porta-Voz  09/09/2015 01:59
    1) IMB só há um, e todos os seus membros são ancaps;

    2) Não entendi. Não houve nenhuma mudança de rumo do site.
  • LEG  09/09/2015 15:51
    Se não participar do sistema fosse uma solução, eu acho que eu e mais a cidade de Brasília deveria sumir do mapa. Quem já nasce em um ambiente onde existe estado pra todo lado metendo o dedo e controlando tudo não ver outra opção para sobreviver. No caso de Brasília ou você é político, funcionário público ou presta serviço terceirizado para o governo. Não tem como você não participar ou contribuir indiretamente com sistema. Se você tiver a sorte de encontrar alguém que esteja interessado em sair do "modo socialista de pensar e agir" já tá de bom tamanho. Vai ser um Zumbi a menos.


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