Em defesa da publicidade infantil
por , sábado, 18 de agosto de 2012

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get.jpgAs crianças brasileiras devem estar mais frágeis do que nunca. Por isso nossos excelsos legisladores têm se debruçado sobre um projeto de lei que, se passado, proibirá toda e qualquer publicidade voltada às crianças (PL 5921/2001). Parece um pouquinho excessivo, talvez? Querendo ou não, gostando ou não do fato, ele já está fora de nossas mãos, e depende apenas do aval de deputados. Um pequeno lobby militante se formou em torno de uma ideia, fizeram barulho o suficiente para convencer algum deputado, e é bem capaz que, em breve, tenhamos uma lei universal e radical que a maioria nem sabia que seria votada. Um belo dia nos tiram o ovo com gema mole; em outro, a sacolinha do supermercado foi banida; em outro, não existe mais propaganda infantil. São as maravilhas da democracia à mercê do ativismo.

Mas enfim, discutamos a tal lei: deve a publicidade voltada à criança ser proibida? Sim, dizem os representantes de ONGs como o coletivo Infância Livre de Consumismo (ILC), um "grupo de mães ativistas":

"A publicidade dirigida ao público infantil é danosa porque pressiona as crianças a desejarem cada vez mais bens de consumo, associando-os a um discurso enganoso de alegria, felicidade e status social. Esses bens de consumo podem ser alimentícios, de vestuário, brinquedos ou até mesmo itens para adultos anunciados para as crianças, que tornam-se promotores de tais produtos, indicando-os aos pais. Além de trazer sofrimento às crianças que não podem adquirir esses bens devido à falta de recursos financeiros, essa pressão causa estresse familiar e não pode ser devidamente elaborada pelos pequenos, cujo senso crítico ainda está em desenvolvimento."

Em primeiro lugar, o discurso é, no mínimo, exagerado. Vejam: minha geração cresceu assistindo à TV entre fins dos anos 80 e meados dos 90. Pegamos em cheio propagandas muito mais diretas e desavergonhadas que as atuais. Propagandas que não se preocupavam, nem por um segundo, em dar a impressão de que tinham alguma finalidade educativa ou lúdica: seu negócio era vender, vender, vender, apelando para tudo, mesmo para a inveja e a ostentação descaradas. Testemunhamos inclusive a propaganda mais nefasta e chantagista da história do capitalismo: nela, um menino convencido mostrava ao espectador uma tesourinha do Mickey, enquanto se gabava cantando o refrão "eu tenho, você não teeem!". Bons tempos!

Na minha classe, embora nem todos tivessem a tesourinha (era o meu caso), todos entravam na brincadeira de cantar o slogan. Ninguém ficou traumatizado; ninguém sofreu ou criou "estresse familiar". E se uma criança fizesse birra, implorasse aos pais por mais aquele presente, e se por algum motivo os pais não quisessem satisfazê-lo, seria uma oportunidade excelente para ensinar ao filho sobre as contrariedades da vida, sobre o valor do dinheiro, sobre ter prioridades e paciência. Hoje em dia a situação é exatamente a mesma. O que mudou é que muitos pais não se sentiriam à vontade para dizer esse "não" pedagógico. E por isso precisam apelar: segundo o projeto de lei, a propaganda infantil é "coação ou chantagem para a compra dos bens anunciados". Mentira; qualquer criança pode comprová-lo. A grande questão é por que alguns pais, que inclusive cresceram expostos à publicidade e portanto lembram muito bem que ela não os coagia, sentem a necessidade de repetir tais exageros.  Voltarei ao tema mais adiante.

Diz o site do ICL que a criança pequena não sabe distinguir o verdadeiro do falso numa propaganda.

"[O] marqueteiro, que estudou vários anos e em geral fez curso superior, é um especialista em psicologia infantil, estuda os hábitos, conhecendo profundamente os desejos e aspirações de seu público-alvo. [...]Do outro lado, está a criança, geralmente solitária, indefesa e vulnerável, pois ainda não aprendeu as manhas do mundo adulto e acredita no que lhe é dito e mostrado. A disputa é covarde."

É verdade: a criança nem sempre distingue o verdadeiro do falso em uma propaganda. Sei por experiência própria. E sabem como a criança constrói o aparato crítico para discernir realidade e discurso? Com a experiência. Quando eu era pequeno, entrou no mercado o sorvete Frutilly da Kibon. Na propaganda, um menino mordia o picolé e dele saía um fantasminha camarada que lhe realizava alguns desejos. Fiz questão de que meu pai comprasse o picolé mágico na nossa próxima ida à padaria. Mais tarde, em casa, quando fui comê-lo, decepção: nenhum fantasminha. Aí a ficha caiu: não havia fantasminha; a propaganda mentira para mim!

Haverá melhor lição do que essa? O que aconteceria comigo se tivesse esperado até meus dezoito anos para finalmente assistir ao comercial de picolé?

Propaganda: parte normal da vida

A publicidade faz e sempre fez parte da vida das crianças. Desde pelo menos 50 anos até hoje todas as gerações cresceram em meio a intensa publicidade de massas. Se a vida em família piorou na última década, se as crianças estão com mais problemas psicológicos, se os pais não sabem o que fazer, não pode ser, portanto, culpa da propaganda.

Notem que há, inclusive, alguns exemplos de propaganda que os mesmos pais que querem banir a publicidade infantil devem achar magníficos. Falo das campanhas insistentes e onipresentes em duas áreas específicas: meio-ambiente e saúde. Na minha infância isso já existia, mas hoje em dia é praticamente impossível encontrar qualquer programa, livro ou peça de teatro infantil brasileiro que não faça propaganda ecológica ou de saúde (e pode apostar que há diversas empresas de sabonetes que se beneficiam dos apelos incessantes de que se lave as mãos a todo instante).

Não tenho nada contra essas mensagens. Irrita-me um pouco a onipresença desse discurso e o tom de sermão ou alarme aos quais ele sempre vem associado, mas, fora isso, acho que ele está essencialmente certo. Estou apenas apontando um exemplo de propaganda na vida das crianças, às quais elas estão sujeitas mesmo dentro da escola, mesmo no consultório do pediatra e mesmo na relação com os pais, e que todo mundo aceita.

Por acaso a criança tem discernimento para saber se a reciclagem do lixo realmente promove um mundo melhor, ou se ela, em muitos casos, promove apenas a ineficiência no uso dos recursos? Alguma criança entenderá profundamente o mecanismo da vacina? E no entanto lá está o Zé Gotinha, personagem publicitário amado por todos.

Os benefícios da propaganda infantil

Afinal, a propaganda de produtos infantis tem algum valor? É claro que sim. Em primeiro lugar, ela cumpre a função de toda propaganda: informar o consumidor sobre quais produtos existem, para quê servem e persuadi-lo a experimentá-los. Novos brinquedos e jogos dependem da propaganda para que sejam conhecidos. Proibir a propaganda é comprometer a capacidade de novos produtos serem lançados no mercado. Para quê investir em um novo brinquedo se ninguém ficará sabendo de sua existência?

Alguém pode dizer que a propaganda não apenas informa, como mexe com as aspirações do espectador. E isso é verdade. Digo mais: não fosse por toda a dramatização em volta de brinquedos simples como bonequinhos articulados (que nas propagandas apareciam com cenários realistas, sons, e brincando quase que por conta própria), cairia o apelo deles para as crianças. Mas a criança, uma vez que tenha o bonequinho, aprende a brincar com ele nas condições reais de seu quarto ou casa, e passa a gostar muito de brinquedos que ela só desejou originalmente porque a propaganda assim lhe inspirou. A propaganda infantil usa uma linguagem com a qual a criança pode se relacionar: mostra as potencialidades contidas num brinquedo e como elas podem ser exploradas. A criança bem sabe — ou logo aprende — que, em sua casa, não poderá fazer o mesmo exato uso dele que ela vê na propaganda, mas isso não impede que ela se divirta.

Ninguém tinha a coleção completa de bonequinhos das Tartarugas Ninja: as brincadeiras envolviam bonecos de várias séries incongruentes, e de tamanhos diferentes; sem rochedos cenográficos como os das propagandas, a cama fazia a vez de montanha; uma parte mais clara do chão, lava borbulhante. As crianças se viram com o que têm; a fantasia do comercial serve como uma sugestão, uma possibilidade que pode ou não nortear a brincadeira.

Outro efeito bom da publicidade infantil é que ela permite que exista, na grande mídia, espaços destinados às crianças. Uma hora de desenhos animados é assistida basicamente por crianças; se um canal não puder veicular propaganda para crianças nesse horário, para quê ofertar essa hora? Uma revista infantil deriva parte de sua renda de propagandas; sem propagandas, menos revistas infantis serão viáveis. Em consequência, cai também o financiamento de programação infantil, pois há menos distribuidoras e veículos de informação dispostos a pagar para poder veicular aquele conteúdo.

Os ativistas querem beneficiar as crianças. Mas, com suas medidas, as crianças saem perdendo; com menos opções de programas, menos horários na TV e revistas destinadas a elas, menos brinquedos no mercado e menos meios para descobrir que brinquedos existem e por que eles deveriam lhes interessar.

O real motivo da campanha

Propaganda infantil não é novidade. Se as crianças e famílias de hoje em dia passam por problemas, a culpa não é da propaganda. Ela tem que ser um bode expiatório para alguma outra deficiência de fundo.

A meu ver, há uma mentalidade (gerada talvez em parte pela própria ideia do estado provedor e protetor) de minimização absoluta dos riscos, dos perigos e dos desgostos da vida que aumenta o custo (principalmente mental) dos pais, sem trazer grandes ganhos — e talvez com perdas — para os filhos, conforme argumenta o economista Bryan Caplan em Selfish Reasons to Have More Kids. Hoje em dia, a preocupação e o medo de muitos pais para com seus filhos chegaram ao nível de neurose. Se os pais estão incapazes de dizer "não" às birras do filho pela tesourinha do Mickey da vez, está na hora de ver bem por que isso ocorre.

Por trás dessa insegurança toda, acredito, existe a consciência mais ou menos clara de que não se está fazendo o bastante pelo filho. Os pais trabalham o dia inteiro e, em seu tempo livre (e todo mundo tem algum tempo livre), não se interessam pelos filhos.  Deixam o filho na frente da televisão o dia inteiro, e depois, quando ele exige brinquedos e regalos, tenta comprar pelo suborno a relação que não foi construída pelo amor. A criança percebe isso, e é claro que isso a afeta. Culpar uma propaganda de TV, fenômeno insignificante da vida infantil, pelos transtornos infantis e pelo estresse familiar chega a ser ridículo. Arrisco até a dizer que o impulso de procurar culpados externos e impessoais, como os publicitários todo-poderosos e o sistema capitalista, seja parte do problema que os acomete, e não da solução.

E essa tendência acaba por distorcer a visão de mundo de muita gente. A campanha antipublicidade infantil depende da crença de que o mundo da produção, do consumo e da publicidade, ou seja, o mercado, é algo mau e sujo. Confunde-se, talvez intencionalmente, consumo com consumismo. Isso é óbvio nas citações acima.

Não há absolutamente nada de errado no consumo. Muito pelo contrário: é consumindo que o homem se mantém vivo. Todos nós nascemos consumindo: o leite materno, as roupas, o berço. Conforme o indivíduo cresce, vai se tornando capaz de produzir. É maravilhoso poder fazer parte dessa enorme rede voluntária de cooperação mútua: cada um contribui e recebe de volta de acordo com sua capacidade de satisfazer aos desejos dos demais.

O consumismo, por outro lado, é um fenômeno psicológico: é a crença irracional de que o próximo produto comprado trará — em geral pelo status que ele confere a seu possuidor — a felicidade, a realização e a paz que se procura. Isso não tem nada a ver com o livre mercado. Aliás, é notório que hoje em dia, vivendo sob estados fortemente intervencionistas, o consumismo seja um problema maior do que era, por exemplo, no século XIX, mesmo em países liberais como os EUA foram.

A entrada da criança no mundo do mercado (que inclui a responsabilidade pelos próprios atos, a capacidade de tomar alguns riscos, planejar os próprios atos, descobrir do que realmente gosta, pensar nos outros, manejar recursos escassos) deveria ser estimulada, e não adiada pela construção de uma bolha artificial que cria a impressão de que o universo surge do nada para suprir seus desejos e que, essa sim, torna-a alvo fácil do consumismo. Quem guia esse processo, preparando e auxiliando a criança em cada etapa, e evitando que ela faça escolhas desastrosas ou se depare com situações que excedam sua capacidade, são os pais.

O papel dos pais

Há um elemento nessa história toda que ainda não foi mencionado, mas que é central para resolver a questão: a criança não controla o dinheiro da família. Por mais inexperiente que seja, e exatamente por estar ainda em desenvolvimento, ela não tem a decisão final das compras. Esta sempre cabe aos pais. Mesmo supondo que a propaganda seja onipotente em controlar os desejos da criança, isso não seria desastroso; pois para que ela compre o brinquedo ou guloseima desejados, é preciso uma escolha consciente dos pais.

Os pais têm pleno direito de educar seus filhos conforme seus valores. Se um casal que leu este texto discorda radicalmente de tudo o que eu falei, ainda assim tem plena liberdade de criar seu filho longe do mundo da publicidade e do mercado, e de toda a cultura de massas. Há, aliás, uma solução simples a seu alcance: não ter televisão em casa. Ou tê-la apenas para assistir DVDs.

Claro que deixar o filho vendo TV o dia inteiro não é uma boa escolha, embora seja o que aconteça em muitas casas. Em lugares mais pobres ou nos condomínios de classe média, acredito que isso seja mitigado pela presença de irmãos e de outras crianças da vizinhança ou do prédio, que acabam brincando juntas, jogando bola, etc. É nos apartamentos e casas da classe média alta para cima, em que pais superprotetores isolam seus filhos do mundo externo mas também não lhes dão maior atenção, que mora o problema.

Taís Vinha, representante do ILC na audiência pública feita pelos deputados, diz que "da hora que acordam até o momento de dormir, as crianças são bombardeadas pela publicidade do consumo". Implícita nesta frase está a admissão, não tão abonadora, de que há pais largando seus filhos na frente de TV "da hora que acordam até o momento de dormir". Se os pais se omitem, não é proibir a propaganda e alterar a programação da TV que resolverá o problema.

As necessidades do trabalho por vezes fazem com que a criança fique longe dos pais por várias horas diariamente. Isso não significa que a televisão seja a única opção. É possível impor regras ou mesmo limitar o acesso dos filhos à TV. A criança se vira. O mundo, mesmo dentro de um apartamento, é um lugar a ser descoberto. Uns poucos brinquedos, papel para desenho, um quintalzinho, crianças vizinhas, uma área comum de prédio, uma rua menos movimentada, as tarefas domésticas feitas por algum adulto; tudo é campo aberto para a curiosidade infantil.

São os pais que informam e, idealmente, formam os filhos, dando critérios para que eles julguem, no melhor de suas habilidades, as ideias e mensagens que o mundo lhes apresenta. Isso exige, entre outras coisas, algumas limitações ao que a criança pode ou não fazer. Eu mesmo, que dos 3 aos 8 anos morei em apartamento e sem crianças vizinhas, cresci com regras sobre horário de TV até o colegial e, embora protestasse, reconheço que elas me fizeram aproveitar melhor o tempo livre. Sempre há opções. O pai que finge que não tem opção a não ser deixar o filho na frente da TV o dia todo e quer passar para toda a sociedade a sua responsabilidade de pai está fugindo de sua função. Não o deixemos, e lembremos que quem paga esse pato é o filho, cujas neuroses e o resultante consumismo não vêm de um anúncio de tesouras do Mickey, mas de perceber que seus pais não se interessam por ele.

Não estou com isso dizendo que quem defende o fim da publicidade infantil é mau pai. O que quis mostrar neste artigo é que essa nova lei terá efeitos nefastos, e que o que ela visa proibir não é mau e nem solucionará os problemas da infância, que têm raízes muito mais profundas.


Joel Pinheiro da Fonseca é mestre em filosofia, editor da revista Dicta&Contradicta e escreve no blog Ad Hominem.


89 comentários
Paulo Kogos 18/08/2012 08:22:04

excelentes pontos, Joel!

não tenho uma linha pra discordar do seu artigo, e olha q eu adoro discordar das coisas, discordo de vários textos do Rothbard, Rockwell, Block e até do Mises.

Certa vez, qdo bem criancinha, resolvi levar meus gibis velhos da Turma da Mônica pro colégio, pra vendê-los pras outras crianças.

Eu fiz promoções do tipo leve 5 pague 4 e comecei a ganhar uma graninha, que eu queria usar pra comprar gibis novos, sorvete etc

Acontece que as diretoras do colégio proibiram essa prática, com o conhecido discurso sobre a imoralidade do lucro e do comércio.

Resultado imediato: eu fiquei mais pobre e as crianças ficaram sem os gibis.
Resultado mais profundo: nossa experiência com o mercado, com a importância do dinheiro, com a habilidade de negociar foi adiada, se não prejudicada.

Claro que o problema reside em parte na ignorância econômica; mas há também que você brilhantemente enxergou:
"A meu ver, há uma mentalidade (gerada talvez em parte pela própria ideia do estado provedor e protetor) de minimização absoluta dos riscos, dos perigos e dos desgostos da vida que aumenta o custo (principalmente mental) dos pais, sem trazer grandes ganhos — e talvez com perdas — para os filhos"

Agora me lembrei das gigantescas batalhas que eu e o meu amigo fazíamos envolvendo dinossauros, monstros, caveiras, commandos em ação, lego, ETs, soldadinhos de plástico, navios pirata, cavaleiros medievais, bichos de pelúcia e navezinhas do Star Wars; tudo misturado.

A publicidade só ajudava a saber o que existia; mas a diversão eramos nós que fazíamos.


Responder
Patrick de Lima Lopes 18/08/2012 08:45:57

Uma pessoa ganhar dinheiro com a venda de coisas que outras querem?!
Que absurdo! Que tipo de criança é esta? Que pai educa o filho a ganhar um dinheirinho de forma justa?!
Garanto que seus amigos agora são todos uns capitalistas traumatizados que buscam repetir aquela ação nefasta que fizeste em sua infância! Você deveria ter compartilhado seus gibis com seus amigos porque é claro que a sociedade possui mais autoridade sobre o que deves fazer com sua propriedade do que você mesmo!
É uma tremenda injustiça!

Responder
Paulo Kogos 18/08/2012 10:08:41

pois eh hahahaha, eu ja era um capitalista ganancioso desde criancinha!

bem que a escola tentou me ensinar o justo, que é forças as pessoas a entregar seus recursos para burocratas benevolentes; mas eu insisti em ser um porco capitalista que insiste na nefasta idéia de trocas voluntárias e propriedade privada hehe

tem um poema q fala sobre a escola
portalegrecidadedoaltoalentejo.blogspot.com.br/2010/01/escola.html

abraço

Responder
Gustavo BNG 18/08/2012 18:39:45

A publicidade só ajudava a saber o que existia; mas a diversão eramos nós que fazíamos.

É por isso que a publicidade, apesar de não ser tudo, é essencial à satisfação humana!

Responder
Pedro Ivo 04/09/2012 05:53:12

A publicidade é um direito civil básico. é liberdade de comunicação. É como a liberdade de imprensa, de pensamento ou de consciência.

Você tem o direito de ser quem você é e de pensar. Mas sem o direito de comunicar, argumentar, difundir, persuadir e ser persuadido haveria uma ruptura na sequência natural do exercício destes direitos. Ser-te-iria retirada sua liberdade subjetiva. Não basta ser e pensar. Não basta termos nossa identidade. Precisamos colocá-la em dialogo com o mundo de seres, entes e contigências, em que aliás, cada identidade é formada. "Eu sou eu e minhas circunstâncias" (Ramon y Cajal).

Publicizar é um direito natural, como ser, existir, pensar e preservar nossa existência e individualidade. Tal qual sem direitos de propriedade não conseguiriamos sequer sustentar nossa vida, sem o direito de publicizar não teríamos como exercer nosso direito à propriedade e à vida, porque necessitamos comunicar aos demais nossos diagnósticos sobre o que precisamos e o que temos a oferecer. Sobre a valoração que damos aos bens (a publicização esta no cerne da formação dos preços). Não poderíamos melhorar nossas vidas, pois ficariamos impedidos de realizar trocas voluntárias sem o direito de informar e sermos informados.

Logo, a publicidade é necessária ao exercício dos direitos de propriedade e autopropriedade, e faz parte da ampla gama dos direitos de expressão, que são imperiosos, entre outras coisas, exatamente ao exercício dos direitos de propriedade e autopropriedade.

Responder
Camarada Friedman 18/08/2012 09:36:20

To tentando mandar um e-mail pra esse "Infância Livre de Consumismo" mas não consigo achar o link no blog deles. Bom, alguém por la tem que ler esse artigo.

Odeio esse elitismo esquerdista, pqp...

Responder
Cesar 15/12/2012 21:01:37

Fui na página Ativismo e sugeri a leitura. Copiei o link.

Responder
Rene 18/08/2012 11:10:23

Este artigo, além de ser impecável em termos de argumentação, ainda fez com que eu recordasse várias coisas boas de minha infância. Eu nunca tive tudo o que a propaganda mostrava na tv, nem mesmo a tesourinha do Mickey, mas isso não me fez um adulto traumatizado. Muito pelo contrário, hoje eu sei que vivemos em um mundo de escassez, e nunca caí na armadilha do consumismo, me endividando para comprar produtos que não preciso.

Não apenas no aspecto do consumismo, mas também em relação ao trato com os mais velhos, ao respeito ao próximo, nas regras de educação e convivência, percebemos que a nova geração está cada dia mais perdida. Os pais precisam aprender sobre a importância da palavra "NÃO".

Responder
Patrick de Lima Lopes 18/08/2012 12:26:12

Não só precisam como o "Não" pode ser o diferencial em uma educação baseada na criação de um futuro mais responsável.
Fui criado por uma geração de pessoas que não tinham nada em sua infância e que inspirada nisto mimou-me ao extremo.
Não fui traumatizado pelos males do capitalismo, "o nefasto explorador de crianças, mas sim pela ideia de que podemos ter tudo sem servir aos outros com nossas habilidades.
Minha expectativa é não repetir o mesmo erro e ensinar aos meus filhos dois princípios que agora são como a melanina da minha pele: Os princípios de que para obter algo é preciso trabalhar e para obter mais é preciso poupar. Espero que assim estes não tenham as mesmas janelas que quebradas que tive em minha educação.

Responder
Paulo Kogos 18/08/2012 12:30:43

que engraçado... o combate estatal ao consumismo gera consumismo e a liberdade gera prudência

eu tenho uma teoria de que tudo o que o estado pretende fazer pela força tem um efeito contrário ao pretendido, o que invalida toda a ideia de estado mesmo se ele fosse bem intencionado

quando o estado combate o desemprego ele gera desemprego, quando ele combate o crime, aumenta o crime e assim por diante

deve ter raízes na praxeologia isso...

Responder
Carlos Eduardo 18/08/2012 12:59:30

Acredito que é parecido com o que Mises diz sobre uma intervenção estatal nunca ser o suficiente, e o estado ter que compensar os efeitos negativos das intervenções estatais (que sempre são maiores do que os positivos, se é que existem efeitos positivos em qualquer situação dessas) com mais e mais intervenções, até que o despotismo, o socialismo e o caos calculacional tomem conta.

Responder
Rafael 18/08/2012 14:34:38

Excelente!

Me lembrou deste vídeo:

Responder
Max 18/08/2012 18:02:21

Quando eu era criança era louco de ter aquela Bic 4 cores que na época era lançamento (inicio dos anos 80) e era relativamente caro para a época...nem por isso fiquei traumatizado.

Responder
Sérgio 19/08/2012 00:20:48

É a censura do politicamente correto. É o Gramscimo, o marxismo cultural.

Em tempo: eu sou totalmente contra propagandas de maquiagem de crianças. Acho um absurdo, meninas de 7 anos toda maquiada, com batom vermelho.

Acho que os libertários são incoerentes, pois ao mesmo tempo em que eles combatem a invasão do Estado nas famílias, eles apóia a invasão da publicidade, das telenovelas, dos filmes de Hollywood, etc. na vida das famílias. A invasão da TV nas famílias chega a tal ponto de se quisermos montar uma boa família, devemos viver sem televisão...Muito politicamente correto dito ali, muita inversão de valores. Depois quando estamos numa mesa de debate com libertários, eles só culpam os intelectuais pela queda dos valores (como aquele dia), isentando a televisão. Muita coisa tá errada, e se não for concertada o quanto antes, será fim da nossa civilização...Nenhuma sociedade degenerada sobreviveu na História...

Responder
Cleiton Luiz 20/08/2012 10:20:01

Você só se esqueceu de um detalhe. Se você não concorda com a "invasão" da publicidade, de holywood você pode simplesmente desligar a TV.

E da invasão da invasão do estado e dos burocratas? Onde está o botão para desligá-los?

Responder
Matheus Polli 20/08/2012 11:57:16

"Muita coisa tá errada, e se não for concertada o quanto antes, será fim da nossa civilização".

Quem fará essa correção? O estado?

"Eu sou totalmente contra propagandas de maquiagem de crianças".

Você apoia a proibição pelo estado? Não entendi então porque colocou sua primeira frase:

"É a censura do politicamente correto. É o Gramscimo, o marxismo cultural".

Você entende sua contradição? Ou você é socialista e apoia o estado ou é libertário.

Responder
Marcus Benites 20/08/2012 13:01:50

Ele confunde o que é correto pra ele com o que deve ser correto para os outros. Tem uma moral (um "moralismo", na verdade), bastante reacionária (e provavelmente hipócrita) e acha que, de alguma forma, ela deva ser imposta aos demais. Ou seja: age como um esquerdista, um marxista, um estatólatra, que impõem as coisas às outras pessoas porque "sabem" o que é "melhor" pra elas... Fico imaginando que seja pior dentro de uma sociedade: um "degenerado" correto que mantém, por exemplo, um casamento homossexual, mas respeita totalmente as pessoas, ou um moralista como esse, "não degenerado" e esfregando sua cruz na cara das pessoas - publicamente apenas, sabemos como são hipócritas...

Responder
Sérgio 21/08/2012 23:08:37

"ou um moralista como esse, "não degenerado" e esfregando sua cruz na cara das pessoas - publicamente apenas, sabemos como são hipócritas..."
Amigão, na boa, você é uma bela ilustração do que há de errado nesse mundo. Pq vc me chama de hipócrita? É algum problema pessoal? Deixe disso. Observe o que ocorre à sua volta. Pense: uma sociedade para se manter minimamente civilizada não deve ser uma sociedade de baixa preferência temporal, isto é, formada por indivíduos que poupam por um futuro melhor? O que você acha de pessoas que desde crianças são estimuladas a ser vaidosas e perdulárias? Diga-me que futuro vão ter? Serão eternos gastadores e esbanjadores. E sociedade que esbanjam e gastam não progridem, estagnam, pois está só consumindo capital. Não é isso que a Escola Austríaca diz? Páre pra pensar pelo menos uma vez na sua vida. Deixe de ser um idiota útil manipulado pelo politicamente correto.

Responder
Marcus Benites 22/08/2012 17:11:44

Sei que vai ser um pouquinho difícil pra você, mas tente: onde tudo isso de positivo que você citou como algo bom a uma sociedade tem a ver com a sua "família tradicional estruturada"? Não finja que você defende outra coisa que não seja a homofobia ou a crítica às mulheres darem às suas vidas o rumo que quiserem. Não finja que defende a liberdade, não dentro de um moralismo indisfarçável. Por que um casal homossexual que eduque uma criança não pode ensiná-la os valores positivos? Ou o fato da pessoa preferir "tomar no loló" a "colocar no loló" faz dela alguém que não saiba o que são valores positivos? O que uma coisa tem a ver com a outra? Por que uma mãe solteira não pode educar bem um filho e transmitir-lhe bons valores? Uma mãe solteira não pode ensinar uma criança a ser honesta, a poupar dinheiro, a não espoliar os outros? Por quê? Apresente qualquer base lógica aos seus argumentos que vá um pouco além de chavões moralistas. Ou nem perca o tempo: não vai conseguir mesmo.

Responder
Sérgio 22/08/2012 20:15:37

Seus comentários são cheios de chavões e frases de efeito politicamente corretas. Daonde vocÊ tirou "homofobia" dos meus comentários? E o que é homofobia? É o pastor falar o que tá na Bíblia? Você defende a PL 122? Quer proibir até a liberdade religiosa? Belo "libertário" você é.

Sobre mães solteiras. Pessoas nascidas e/ou criadas em famílias sem a presença de pai e mãe têm chances muito menores de receber bons valores. E só o fato de serem mães solteiras já demonstra a falta de preocupação deste tipo de mulher com futuro, ou seja, um problema apontado pela Escola Austríaca. Ademais, jogam a responsabilidade e os encargos pra quem não tem nada a ver. São exatamente estas que querem que o Estado faça o papel de educar seus filhos, com creches.

Sem família estruturada e moral não há como haver desenvolvimento econômico. Não é moralismo; é honestidade intelectual. É perfeitamente possível discordar, mas sempre com argumentos. Apenas rotular como "homofóbico", "moralista" e "hipócrita" não vale.

Responder
Tiago 23/08/2012 05:10:28

"E só o fato de serem mães solteiras já demonstra a falta de preocupação deste tipo de mulher com futuro"

Haja preconceito!
Você por acaso sabe o que leva cada casal a se separar?
Pode ser justamente a preocupação com o futuro de seu(s) filho(s) que faz uma mãe se separar do pai.
Manter um casamento infeliz, onde os pais fazem um esforço para se "aturar" unicamente pela imagem do casamento mas por dentro se detestam, pode ser muito pior para os filhos do que pais que têm a maturidade de se separarem quando não estão mais felizes juntos.
Acho muito melhor para as crianças que seus pais sejam felizes e responsáveis do que falsos moralistas, passando o exemplo de que devemos varrer nossos problemas para debaixo do tapete ao invés de enfrentá-los.

Responder
Catarinense 23/08/2012 10:17:15

Interessante, Marcus, que você critica o Sérgio por pressupor o comportamento de um certo grupo de pessoas, enquanto você faz exatamente o mesmo com outro grupo.\r
\r
Quanto a sua pregação, o que o mundo real tem lhe mostrado? Qual a incidência de crianças problemáticas vindas de famílias tradicionalmente estruturadas, e qual a incidência de crianças problemáticas vinda de famílias "não-tradicionais"? Existem vários estudos que estão disponíveis na internet que podem lhe ajudar neste assunto. Estudos sobre o uso de medicação antidepressiva também ajudam a jogar alguma luz.\r
\r
Ah, uma dica: termos que não têm significado algum senão o que a mídia usa e muda conforme for interessante, como "homofobia", não adicionam nada discussão, só servem como apelo emocional.\r

Responder
Sérgio 21/08/2012 11:28:58

"Quem fará essa correção? O estado?" - Não, o Estado está promovendo a degeneração. Os indivíduos e as famílias que fariam esta correção. O problema é: como? As famílias quase nem existem (a maioria das crianças estão sendo "criadas" por "mães independentes"), e as poucas que existem, promovem a destruição de valores ou aceitam o que é errado, eu mesmo já tive uma experiência assim. E até a Igreja está corrompida pelo politicamente correto, basta a ver a CNBB, totalmente esquerdista.

"Você entende sua contradição? Ou você é socialista e apoia o estado ou é libertário." - Sou CONSERVADOR.

Responder
Matheus Polli 21/08/2012 17:19:12

Tudo bem, você é um conservador socialista - coisa normal neste país. Mas ainda não entendi onde os libertários estão sendo incoerentes. Veja, defendemos sua liberdade, tanto sua quanto de quem quer vender um produto. Você diz:

"A invasão da TV nas famílias chega a tal ponto de se quisermos montar uma boa família, devemos viver sem televisão"

Ótimo, desligue a televisão ou compre canais que julga adequados a sua família e bloqueie os que não gosta. Você ainda é livre pra isso, mas ainda não deu a solução ao problema e aposto e ganho que daqui a pouco vai soltar a máxima que funciona quase como um tique dos socialistas conservadores: "devia ser proibido...".

Responder
Joel Pinheiro 21/08/2012 19:04:16

Sinceramente: jogue a TV fora. Não há nada na televisão que justifique sua presença na casa de um católico conservador ou tradicionalista. Fora que, hoje em dia, absolutamente tudo o que a TV tem a oferecer pode ser facilmente encontrado na internet, de graça e sem propaganda (ou com bem menos propaganda, se contarmos os banners do youtube e aquelas propagandas que podemos pular depois de 5 segundos).

Tenho um filho, ainda bem novo, mas que já fala. Ele sabe perfeitamente o que é e como controlar um DVD, e sabe já escolher e mudar filmes no Youtube. Mas ainda não tem consciência de que existem canais de televisão. Acho que é inevitável que ele, no contato com os colegas, acabe descobrindo; e nem eu acharei uma tragédia se ele quiser assistir Discovery Kids ou Cartoon Network. Mas será com limitação de horário e de tempo, como aliás já e com os DVDs e o Youtube. Pode chorar, pode espernear; mas tem horários em que ele tem que arrumar o que fazer sem ser na tela eletrônica. Isso é inflexível.

Responder
Neto 22/08/2012 02:19:45

Cuidado com esses canais infantis, tem muita coisa pró gayzismo, pró lixo moderno neles.Mas é uma coisa bem sutil, pra não chamar a atenção.Como um do cartoon netwoork que tem a morte, uma menina loira e um menino gordo, teve um episódio que esse menino faz uma tatuagem na bunda e depois arranca ela com pele e tudo, ou um de um coelho azul criança que veste roupa de bailarina e calcinha fio dental.Isso pra crianças de 0 a 6 anos

Responder
Elaine Imenes 22/08/2012 08:02:33

Prezado Joel,
você disse que sua geração cresceu vendo propagandas. A minha também e, pelo texto, imagino que somos da mesma geração. Não será possível que esta nossa geração é ávida por consumir desesperadamente? Não seria hora de frear isso? Para mudar o mundo é preciso mudar as crianças, principalmente. falo isso sendo consumista, ok? Mas não desejo o mesmo destino à minhas filhas!
Criança é, por lei, incapaz. Então, por que fazer propaganda para quem não tem competência para avaliá-las?

Responder
Paulo de Andrade 24/08/2012 05:55:52

Elaine...
Entendo a sua preocupação, inclusive concordo em parte, as crianças não possuem discernimento para ficarem expostas a tanta propaganda infantil. Sendo assim, cabe aos pais controlarem o que os seus filhos assistem na tv, e entendendo que em determinado canal tem muita propaganda infantil, então troque de canal ou desligue a tv.
Insisto, esta ação (desligar ou trocar de canal) cabe tão somente aos pais.
Não cabe ao Estado ficar gerenciando a vida privada de seus indivíduos.
O que esta em jogo aqui é o que Foucault chamou de Biopolítica, nome dado a prática em que a vida privada adentra nas estratégias de poder, na qual o Estado passa a gerenciar não só a economia, como também, o meu corpo.
Fico pensando, chegará o momento em que o Estado vai dizer o que posso ou não assistir, o que posso ou não comer, o que posso ou não fazer... e por ai ao sabor da imaginação dos "nossos" governantes.
De qualquer forma, enquanto pai (ainda não sou, mais quando for), não permitirei que meus filhos fiquem tão expostos a publicidade infantil. Mas esta é uma opção privada, e não uma ordem do Estado.

Responder
Renato 27/08/2012 18:48:07

Há um ponto no qual eu penso que a imensa maioria concorda. A qualidade da tv é muito ruim. Sei que estou desviando do assunto, mas outros já comentaram sobre isso, e eu gostaria de tentar desenvolver isso.

Vejo alguns caminhos pelos quais se chegou a esse ponto.

1. A qualidade da escola é muito ruim, o que leva as pessoas a terem menos capacidade de compreender uma programação melhor.

2. Muito da "ruindade" da programação advém da ideologia dos seus idealizadores e esta advém do ensino acadêmico. É frankfurtianos na veia por cinco anos, fora o bombardeio diário dos conceitos frankfurtianos pelos meios de comunicação. Os realizadores estão de tal modo embebidos na ideologia do "politicamente correto" e outras tranqueiras frankfurtanas, que transpiram isso por todos os poros.

Percebam que esses dois caminhos nascem no sistema educacional, que é basicamente estatal, e quando não, restringido e influenciado pelo estado.

Responder
Neto 04/09/2012 07:31:22

Os libertários não defendem a invasão da tv nas famílias, eles defendem o seu direito de jogar sua televisão no lixo

Responder
Gilmar Rodrigues 19/08/2012 16:14:12

Sou estudante de desenho industrial - design - e uma coisa que uma professora disse uma vez e é a mais pura verdade, não adianta quão bom e perfeito seja o seu projeto, seu produto, se não houver propaganda ninguém vai saber que ele existe e ninguém vai querer comprar.

Tomem como exemplo a Apple, durante os anos 80 e 90 a Apple começou a desenvolver produtos incríveis, especialmente para os profissionais das indústrias criativas, mas isso nunca impediu os produtos de serem usados por um usuário comum. Levou mais de 20 anos e investimentos massivos em comunicação para que a Apple fosse recebida por gente comum, como um computador pessoal confiável no mundo inteiro; não adiantava o produto ser bom, ele teve que ser anunciado de maneiras novas, e se isso não tivesse dado certo, se o consumidor tivesse recusado os powerbooks e iMacs coloridos a Apple talvez nunca criasse o iPod, iPad e iPhone; e o que a humanidade teria perdido sem eles?

Vale por último lembrar que a propaganda e a publicidade são práticas anteriores ao capitalismo, desde a Roma antiga já existiam práticas semelhantes.

Responder
Djalma 19/08/2012 16:16:51

Mais uma imbecilidade dos socialistas com capas de ativistas! Esse tipo de gente não tem limites. Quando criança queria ter um boneco Falcon mas nunca tive e nem por isso fiquei traumatizado. Também quando criança gostava de consumir um chocolate que tinha um modelo de cigarro e nunca fui fumante. Ganhei um revolver de espuleta e nunca utilizei uma arma de verdade. Se tem uma coisa que gosto de lembrar são as propagandas de crianças que veiculavam na minha infância e sempre me bate muita saudade. Será que essas mães que querem essa proibição nunca tiveram infância? Será que essas mães nunca gostaram de uma publicidade infantil quando crianças? Duvido. Graças a Deus não sou criança hoje pois na minha época tínhamos mais liberdade e com certeza mais felizes!Pobres crianças brasileiras!

Responder
Mr.Garone 19/08/2012 18:22:55

O artigo e excelente, mas os comentários dos benevolentes, infantilistas e altruístas, vou dar duas dicas de leitura, sendo que uma é de educação financeira e as outras são de ciências sociais e políticas, fora um documentário completo do filme 1984 e uma Jam Session - O estado baba.

Jam Session - [O Estado Babá]
www.youtube.com/watch?v=OYFuXgcfrN0


Documentário sobre o Filme 1984 - Excelente
www.youtube.com/watch?v=3p8wyaXJSF0

Para aqueles que ficaram curiosos sobre o filme/livro: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS
www.youtube.com/watch?v=e76rxyDYZy8

Para entender o filme: A revolução dos bichos
pt.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm

Pai Rico Pai Pobre - [Educação Financeira]
www.livrariasaraiva.com.br/produto/447204/?pac_id=33119&gclid=CL2evq-B9bECFQcGnQodd0UA4g

Responder
Cristian 19/08/2012 19:27:23

Sem crianças nas propangas haverá naturalmente a substituição por propagandas de prdutos/serviços adultos. Vai tirar o que resta de infantil na mídia. Digo que é uma janela para aumentar ainda mais a erotização geral da mídia e da sociedade. De uma maneira ou de outra o tiro vai ser no pé (das famílias).

Responder
Paulo Kogos 19/08/2012 20:51:20

Mais alguns comentários economicos

no Discovery Kids é possivel notar q há varias propagandas de produtos femininos como cosméticos e secadores de cabelo, no intervalo dos desenhos.

Obviamente, são direcionadas pras mães das criancinhas que assistem aos desenhos juntos com ela.

Se proibirem a publicidade infantil, haverá menos oferta de desenhos. Havendo menos oferta de desenhos, haverá menos oferta deste tipo de publicidade pras mães que assistem desenho com os filhos bebês, o que prejudica também as mães.

Sem contar que tiraria das familias este momento agradável e feliz que eh a mãe vendo desenho junto com o filho enquanto se informa dos brinquedos que o filho gosta e ainda de produtos pra uso dela.

É O ESTADO DESTRUINDO A FAMILIA, A PROSPERIDADE, A PAZ E A FELICIDADE ATRAVÉS DA SUA MAIS MALIGNA E PODEROSA ARMA: O POLITICAMENTE CORRETO

Responder
Klauber Cristofen Pires 20/08/2012 05:29:58

O artigo foi excelente no que respeita ao direito e aos benefícios da propaganda infantil. \r
\r
Todavia, é necessário complementar a informação de que a perseguição à publicidade infantil consiste em uma estratégia formulada com grande complexidade e empenho por ong's globalistas comprometidas com a instalação da nova ordem mundial, tais como as fundações Ford e Rockfeller, bem como também conta com o apoio massivo da ONU e do estado brasileiro. \r
\r
No Brasil, tem sido bastante ativo o Instituto Alana, sob a presidência de Ana Lúcia Vilela, a magnata do Grupo Itaú, bem como Ana Cláudia Bessa - do Instituto Criança Livre de Consumismo; Ana Maria Wilhelm, do Instituto Akatu; Gabriela Vuolo, do Instituto Alana; Mariana Ferraz, do Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor; Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia; e Ute Craemer - da Aliança pela Infância.\r
\r
O empreendimento tem três "goals": dotar as crianças de uma mentalidade mais propícia ao advento de uma sociedade socialista, em que sja o estado quem decida quais sejam as necessidades dos cidadãos; transferir a responsabilidade da educação dos pais para o estado; e asfixiar os veículos de comunicação, especialmente os televisivos, para que passem cada vez mais a depender de financiamento estatal. \r
\r
Se não reagirmos com máxima firmeza quanto a isto, a campanha vai colar. \r
\r

Responder
Adriano 20/08/2012 09:37:29

Só o que deveria haver era uma regulamentação em relação a propaganda ENGANOSA infantil. Essa sim deve ser combatida.

Responder
Marcus Benites 21/08/2012 10:45:31

Isso é desonestidade, resolve-se judicialmente. Não há que haver "regulação" alguma. Alguém precisa de uma "regulação" pra que não roube você? Se roubar, arcará judicialmente com seu ato, apenas isso.

Responder
Matheus Polli 21/08/2012 17:21:38

Como assim Propaganda Enganosa? Dê um exemplo.

Responder
Ana 20/08/2012 19:12:46

Eu só não consigo entender porque fazer propaganda para as crianças se não são elas capazes de avaliar se aquele produto é conveniente, adequado ou acessível ao padrão de renda familiar. Se quem desembolsa para adquirir os "objetos de desejo" das crianças são os adultos, penso que eles é que devem ser convencidos a realizar a compra. \r
Mas na prática, o que ocorre é: Vamos convencer a criança de que ela necessita intensamente do produto X, que se não o possuir será inferior aos amiguinhos que o possuem, e dessa forma ela vai buzinar na cabeça dos pais até eles comprarem. Mais ou menos isso.\r
Talvez o autor do texto não tenha levado em conta os seguintes aspectos:\r
Nos anos 60 não havia transmissão de TV durante o dia todo. Ela iniciava ao fim da tarde e se encerrava às 22 horas. Ou seja, as crianças não ficavam expostas a essa enxurrada de publicidade.\r
Naquela época, o som dos anúncios tinha o mesmo volume que a programação. (Ah, ninguém reparou que os comerciais falam bem mais alto??? Será que é pra chamar a atenção e ninguém se distrair?)\r
Naquela época havia muito menos produtos alimentícios industrializados e as famílias ainda encaravam as guloseimas como algo supérfluo a ser consumido ocasionalmente. Atualmente ocorre o fenômeno muito bem abordado por Jamie Olivier, no qual as famílias em diversas gerações já não sabem preparar nenhum alimento natural, só consomem alimentos prontos industrializados. E em consequência toranm-se obesos, doentes e morrem jovens.\r
Tá bom de parar com essa conversinha de que regulamentar a publicidade é cercear a liberdade de expressão. Sem essa publicidade insinuante, sedutora e indecente, as crianças terão chance de brincar, de se alimentar e de tornarem-se adultos menos consumistas e mais críticos. (Aí que mora o perigo!)\r
\r

Responder
Arthur 21/08/2012 07:51:05

"Nos anos 60 não havia transmissão de TV durante o dia todo. Ela iniciava ao fim da tarde e se encerrava às 22 horas. Ou seja, as crianças não ficavam expostas a essa enxurrada de publicidade."\r
\r
É muito simples fazer com que a situação de hoje seja igual a essa: basta que os pais determinem os horários em que as crianças assistem TV. Ou melhor ainda, que os pais assistam junto com as crianças, e as orientem sobre aquilo que veem.\r
Se os pais não têm pulso firme e critérios para educar seus filhos, essa responsabilidade não deve ser tomada pelo estado, consequentemente onerando todo o resto da sociedade. Não quer ter o trabalho de criar seus próprios filhos? Não os tenha. Não quer que eles sejam expostos a coisas que você considera nocivas? Não permita que sejam expostos, por conta própria, ou os eduque quanto a elas. \r
Crianças e adutlos menos consumistas e mais críticos não começam com mídia regulada pelo estado, começam com valores apresentados em casa.\r
\r
"...as crianças se não são elas capazes de avaliar se aquele produto é conveniente, adequado ou acessível ao padrão de renda familiar"\r
\r
Ótima oportunidade para os pais ensinarem senso crítico, prioritização, importância de poupar. Quando criança, eu queria os bonecos dos Cavaleiros do Zodiáco. Minha mãe me dava mesada de acordo com pequenos serviços domésticos que eu fazia (arrumar quarto, manter minhas lições em dia, etc.), eu juntava aos poucos e comprava os bonecos. Não sou um adulto traumatizado, nem consumista. Serei um milagre?

Responder
Ana 21/08/2012 14:43:50

Arthur, você entregaria seu cartão de crédito para um filho de quatro anos, já que ele teoricamente será capaz de ser bem educado e tecer críticas profundas sobre a adquação dos produtos anunciados?\r
Gostaria de saber como ficam as crianças cujos pais estão fora o dia todo trabalhando> Em que momento eles vaõ orientá-los? Em que momento eles estarão assistindo TV junto com seus filhos? \r
Fica fácil criticar outros pais com meu ponto de vista privilegiado, acusando-os por não serem presentes (quem sai para o trabalho às cinco da madrugada e retorna às 20 ou até mais é absolutamente irresponsa?el por colocar filhos no mundo, né não???)

Responder
Caio 21/08/2012 18:14:48

Minha televisão tem senha. Quem tem computador, basta instalar o Lan School ou Screen Monitor Plus, talvez até um Keylogger (não recomendo). Ou seja, é fácil controlar o que seu filho faz nesses lugares.

Cobrar as tarefas o faz estar menos tempo no computador, porém quantos pais pedem o caderno do filho ao chegar em casa? Atividades intelectuais, esportivas ou manuais também ajudam. Se um menino gosta de basquete, não tem o porquê ficar em casa uma tarde assistindo pura televisão.

Responder
Joel Pinheiro 21/08/2012 18:59:31

Ana, ter filho é coisa séria. Precisa sim dedicação de tempo dos pais. E se eles absolutamente não podem dar esse tempo, talvez seja melhor esperar um pouco para engravidar.

Se já tem filhos, é sempre possível impor regras na casa, tirar a TV do alcance equanto não estão. E se ambos os pais estão fora de casa, alguém está lá com a criança: uma empregada, uma avó. Essa pessoa é a responsável por cuidar e supervisionar a criança enquanto os pais não estão.

Ou você vai me dizer que tem pais que saem de casa às 5:00 AM, voltam às 20:00, e deixam a criança abandonada, completamente sozinha o DIA INTEIRO? Se fazem isso, então a propaganda é o menor dos problemas nessa casa!

E é claro que, na maior parte dos casos, embora os pais não possam ficar tempo integral com os filhos, eles podem dedicar sim algum tempo todo dia e bastante tempo ao menos um dia por semana.

Se você trabalha o dia inteiro para ganhar mais dinheiro e comprar mais coisas para seu filho, não venha depois reclamar que seu filho quer sempre mais coisas! Às vezes pode valer a pena dar um pouco menos de tempo e atenção ao trabalho e um pouco mais à família. E aposto que esse exemplo de colocar o filho ACIMA dos bens materiais será tudo o que ele precisa para não virar um consumista desenfreado.

Responder
Antonio Galdiano 15/09/2012 09:16:45

É a sociedade do sofá... Fetichismo puro.
Tem gente que acha que o objeto usado no escapismo é o próprio escapismo.
Igual diz a piada: Certa vez o marido pegou a mulher fazendo sexo no sofá com outro homem. O marido acabou com a pouca vergonha: vendeu o sofá!
É isso ai gente, daqui a pouco é o conhecimento: é por causa do entendimento do mundo que o homem se torna mais "injusto". Vamos proibir o conhecimento.
Brain Wash ON, não para mim!

Responder
Neto 22/08/2012 02:25:25

'(quem sai para o trabalho às cinco da madrugada e retorna às 20 ou até mais é absolutamente irresponsa?el por colocar filhos no mundo, né não???)'

É isso mesmo.Tem gente que não tem condição pra fazer filhos e escolhe fazer mesmo assim.E joga a responsabilidade pra quem não tem nada a ver com isso.

Responder
Matheus Polli 22/08/2012 18:55:20

"E joga a responsabilidade pra quem não tem nada a ver com isso."

Quem joga a responsabilidade pra quem não tem nada com isso é o estado e aqueles que o defendem.

Responder
Arthur 22/08/2012 05:25:56

Vamos lá Ana... aparentemente você não prestou atenção nem no texto do Joel, nem na minha resposta, mas eu tentarei novamente...\r
\r
"Arthur, você entregaria seu cartão de crédito para um filho de quatro anos, já que ele teoricamente será capaz de ser bem educado e tecer críticas profundas sobre a adquação dos produtos anunciados?" \r
\r
Em primeiro lugar, não uso cartão de crédito. Como eu disse, minha família me ensinou o valor do dinheiro e me ensinou a trabalhar e poupar. Sendo assim, eu junto dinheiro antes de comprar o que quero, ao invés de me endividar.\r
Segundo, eu nunca defendi algo como entregar um cartão de crédito na mão de um filho. Disse que os pais devem aproveitar a oportunidade e saber dizer "NÃO". Ensinar aos filhos o valor do dinheiro, como poupar, etc.\r
\r
"Gostaria de saber como ficam as crianças cujos pais estão fora o dia todo trabalhando> Em que momento eles vaõ orientá-los? Em que momento eles estarão assistindo TV junto com seus filhos? \r
Fica fácil criticar outros pais com meu ponto de vista privilegiado, acusando-os por não serem presentes (quem sai para o trabalho às cinco da madrugada e retorna às 20 ou até mais é absolutamente irresponsa?el por colocar filhos no mundo, né não???)"\r
\r
Na minha opinião, sim, se as duas pessoas do casal têm uma jornada de trabalho de tal extensão, é uma irresponsabilidade. No entanto, elas são livres para fazer isso, desde que arquem com as consequências: ou ter alguém que possa cuidar da criança para elas (avó, babá, empregada, o que for) e se dispor a dar atenção a criança sempre que possível; ou largar a criança por conta própria, e lidar com isso depois. Como disse o Joel em resposta aos seus comentários, num caso desses, a propaganda é o menor dos problemas.\r
\r
Existem diversas maneiras de limitar o acesso a TV, de dar limites, de ensinar seu filho a estabelecer prioridades.\r
\r
O absurdo e cúmulo do egoísmo é colocar um filho no mundo sem condições de cuidar dele, e querer que os outros façam isso pra você, ainda por cima através do maior ladrão de todos (o estado). Ana, se você acha que o estado deve cuidar do seu filho, faça-nos um grande favor: não tenha filhos - já temos crianças mimadas, que acham que o estado lhes deve tudo, sobrando no mundo. \r
\r
\r
\r

Responder
Felipe 24/08/2012 17:04:36

Ana, o SEU filho é SUA responsabilidade. Você tem todo o direito de confiar no estado para criar o SEU filho, mas em nenhuma hipótese você tem o direito de estender o que VOCÊ acha correto para a vida dos OUTROS.

Responder
Marcus Benites 21/08/2012 10:56:26

Considerações sem qualquer base científica - comemos tanta porcaria hoje e vivemos 80 anos, sendo que quando comíamos saudavelmente vivíamos 35, não entendo bem esse paradoxo - e discurso cheio de ideologia lugar-comum esquerdinha. Parece que sequer leu o texto. Pouco importa o que você acha da publicidade infantil, o que eu acho, o que Fulano acha. A essência do que se discute aqui não é essa. A questão é que ninguém tem o direito de regular a vida de ninguém, de proibir algo na vida de alguém, de "saber" o que é melhor pra alguém, de obrigar alguém a agir como você pensa que deva ser, simplesmente porque você sabe a "verdade" e ela não sabe "a verdade". Opinião cada um tem a sua sobre o que é bom ou não. Só mesmo essa imbecil sociedade "democrática" pra produzir gente com pensamento estatólatra, em que se você consegue convencer uma maioria de que sua opinião é melhor que a dos outros, essa sua opinião passa a ser lei, através da força estatal. Faça a sua lei valer para você, apenas. Ninguém precisa dela sendo imposta. Com relação aos seus filhos, a solução é simples: não tenha uma TV em casa; com relação aos filhos dos outros, mais simples ainda: deixe que os outros cuidem deles e não se meta. Eu quero que meus filhos vejam publicidade voltada a eles na TV. E aí? Serei impedido de ter o direito a isso por gente como você, pois sua ideologia é contrária a isso, por que você foi doutrinada a acreditar que isso é ruim? Será tão difícil cada um cuidar do próprio umbigo? É, talvez seja... De repente achei o motivo. "Não sabem governar sua cozinha/ E podem governar o mundo inteiro". Grande Gregório.

Responder
Sérgio 21/08/2012 23:34:41

Marcus, então não podemos nem fazer uma observação sobre as famílias??? Que legal, podemos mais nem nos expressar. Você deve ser daqueles que apóia a PL 122... Agora, quem é que tá querendo impor valores???

Responder
Joel Pinheiro 21/08/2012 11:44:49

Ana, os pais querem dar aos filhos brinquedos que, entre outras coisas, os filhos gostem. Os pais não têm acesso direto à mente dos filhos. É preciso, portanto, que os filhos comuniquem aos pais o que eles querem, para que os pais possam comprar.

Há empresas com bens e serviços voltados às crianças que fazem propaganda para os pais: escolas, hospitais, hotéis e resorts, até redes de alimentação (que muitas vezes têm propagandas tanto para as crianças quanto para os pais). Mas imagine uma rede de brinquedos, ou uma produtora de filmes, que fizesse apenas propaganda aos pais: qual a chance do pai acertar o brinquedo que o filho gostaria de ter, ou o filme que ele realmente gostaria de assistir? Imagine o pai imaginando o brinquedo ou o personagem que seu filho deve achar mais "legal"? Imaginou? Deve ser por isso que tão poucas empresas fazem propagandas para os pais.

As crianças ainda não têm discernimento para tomar conta do dinheiro da família; mas têm pleno discernimento para saber do que gostam e do que não gostam.

Bebês recém-nascidos não têm nem isso. E é por isso que não há propaganda diretamente para eles, mas apenas para os pais (mesmo de brinquedos, e daí elas adotam o discurso que provavelmente vai atrair o maior número de pais: "nosso brinquedo é EDUCATIVO, seu filho ficará mais INTELIGENTE" - e daí você tem produções de valor questionável como as da Baby Einstein.

Responder
Renata 15/12/2012 19:45:39

Oi, Joel, interessante o texto porém também concordo com a Ana em certos aspectos, não podemos comparar nossa época com a de agora, o bombardeio é muito maior e vem de todos os lados. Basta ver quantos na nossa idade são seduzidos por iphone entre outros produtos e compram sem precisar, estamos falando de adultos, então imagina os pequenos que nem compreendem ainda as intenções da publicidade...
E vejo pelos meus sobrinhos, mesmo controlando tempo de tv, internet etc, é complicado pq a absorção deles é muito maior que a nossa, assim como eles escutam uma vez uma palavra e já aprendem, eles vêem uma vez uma imagem e já gravam, como deve ter acontecido certa vez quando minha sobrinha quis comprar um doce com desenho da Barbie simplesmente por reconhecer a imagem, ou seja, a comida desejada não pela vontade de comer, mas pela associação de algo que deve ter visto na tv...

Responder
Gunnar 25/07/2014 21:25:41

Renata, de uma vez por todas: ninguém está dizendo que a propaganda seja saudável para a criança. Só estamos dizendo que cuidar dessa proibição cabe aos PAIS e a ninguém mais. Será tão difícil assim entender?

Responder
Marcius Moraes 21/08/2012 13:20:36

Faltou citar que há outra razão pra proibir a publicidade infantil: reduzir as receitas publicitárias dos veículos de comunicação e fazer com que eles se tornem cada vez mais dependentes das verbas oriundas dos anúncios das empresas estatais forçando-os a serem "chapa branca"!

Responder
Klauber Cristofen Pires 21/08/2012 15:08:43

Algumas presunções relativas à capacidade de discernimento das crianças são absolutamente arbitrárias e infundadas: por que a escolha por uma criança de determinado brinquedo é menos racional ou legítima do que para um adulto seja um carro novo, um celular de última hora ou um vestido da moda?

Quantos adultos efetuam compras por critérios exclusivamente racionais?

Escolher faz parte de um aprendizado, e os pais têm o dever de ensinar às crianças que mesmo os seus desejos devem ser contrapostos por outros fatores, tais como as disponibilidades financeiras.

E quem disse que as crianças que brincam sem brinquedos modernos se divertem mais do que as outras? uma criança cubana se diverte mais e é mais feliz do que uma americana, ou mesmo de uma brasileira? Convença-me aquele que se achar capaz...

Responder
Otávio 21/08/2012 15:45:12

O autor do artigo parece desconhecer a situação de outros países quando o assunto é publicidade diretamente dirigida ao público infantil.
Sugiro que ele busque se informar como a Suécia, Portugal, Canadá, Inglaterra, França, Itália (para citar apenas alguns países) tratam o assunto, ao tempo em que perceberá que o Brasil não tem regulação nenhuma.
O próprio poder público tem se manifestado a respeito, principalmente no que se refere a problemas de saúde.
A propaganda, hoje, é muito mais que um simples reclame, um informativo. Ela é sofisticada, tanto nos métodos, na liguagem, quanto nos objetivos.
Toda criança, perante a Lei, é considerada incapaz. E não é à toa. Se ela não é geradora de renda e se não tem responsabilidade dos seus atos, por que o assédio do publicitário?
A criança não dintingue marca de produto.
Ela pode até brincar com a publicidade, mas a publiciade jamais brinca com ela.
A criança deve ser protegida de todo e qualquer dispositivo que lhe provoque os desejos, pois não sabe distinguir necessidade de sedução.
A criança não é uma miniatura de adulto.
A criança deve ser protegida para a liberdade de fazer aquilo que lhe é mais importante: brincar.

Responder
Luis Almeida 21/08/2012 16:49:25

"O próprio poder público tem se manifestado a respeito, principalmente no que se refere a problemas de saúde."

Ufa! Políticos e burocratas arregaçaram as mangas para proteger o meu filho. Agora, sim, tenho certeza de que meu filho será um cidadão decente, pois pessoas íntegras, probas, trabalhadoras e nada gananciosas como políticos e burocratas estarão olhando por ele.

"Toda criança, perante a Lei, é considerada incapaz."

Sim, e no que depender de você continuará incapaz para sempre. A partir de qual idade você permitirá que meu filho possa começar a ver propagandas na TV?

"E não é à toa. Se ela não é geradora de renda e se não tem responsabilidade dos seus atos, por que o assédio do publicitário?"

E quando ela começa a ter responsabilidade por seus atos? Qual a idade mágica? Mais ainda: como uma criança isolada do mundo, protegida por políticos e burocratas (como você explicitamente deseja), irá aprender a ter responsabilidades?

"A criança deve ser protegida de todo e qualquer dispositivo que lhe provoque os desejos, pois não sabe distinguir necessidade de sedução."

De novo: tal criança deve ser blindada do mundo externo, vivendo dentro de uma bolha, alheia a tudo, sem nenhum contato com o mundo real e crescendo como um ser humano totalmente delicado, até que idade? E como você definiu essa idade? Se você tem filho homem, coitado dele.

"A criança não é uma miniatura de adulto."

Para você, a criança não é nem um ser humano. É um hamster de estimação preso em uma toca escura protegido de todo e qualquer estímulo sensorial externo. Não sei se você sabe, mas, para uma criança, um brinquedo na mão de outra criança é uma visão mais estimulante que qualquer propaganda. Como você pretende bloquear esta visão? Proibindo outras crianças de saírem de casa com seus brinquedos?

"A criança deve ser protegida para a liberdade de fazer aquilo que lhe é mais importante: brincar."

Frase totalmente sem pé nem cabeça. Como é que ela tem a liberdade de brincar estando ela isolada do mundo? E se ela quiser brincar com a criança vizinha, que é cheia de brinquedos dos quais ela acabe gostando? Isso será um estímulo mais forte do que qualquer propaganda televisa.

Mais uma prova de como qualquer medida totalitária camuflada de boa intenção é total e inevitavelmente contraditória.

Responder
Joel Pinheiro 21/08/2012 18:51:38

Você sequer leu o texto antes de repetir exatamente o tipo de afirmação que eu contesto?

Onde eu disse que criança é um mini-adulto ou coisa equivalente? Um mini-adulto acreditaria que de um picolé sai um fantasminha que realiza desejos? Pois no meu texto eu dou o exemplo de uma criança que, enganada pela propaganda, acredita exatamente nisso (no caso, era eu). E pela própria experiência, ela aprende a verdade.

Se as crianças hoje estão gordas, não é culpa da propaganda do McDonald's, e nem do McLanche Feliz. É ótimo que esses existam. Uma das minhas maiores alegrias de criança era ir ao Mac. Se dependesse de mim, iria todos os dias, o que teria os efeitos nocivos que todos conhecemos. Felizmente, "alguém" não permitia que isso ocorresse; e embora eu tenha sido, em determinada fase, uma criança difícil na hora de comer, esse "alguém" não abdicou de suas responsabilidades. Sim, falo dos meus pais.

A propaganda em nada tolhe a liberdade da criança de brincar. Pelo contrário, se bem usada, ela pode aumentar essa liberdade!

Recomendo que você pare de apenas repetir chavões gastos e irrefletidos e pense um pouco por conta própria, utilizando inclusive sua própria experiência pessoal. Afinal de contas, imagino que você tenha crescido em meio à propaganda. E aí? Te traumatizou? Gerou estresse na família? Te tornou um consumista obeso, deprimido e com DDA? A propaganda te escravizava e te manipulava como a um marionete?

Responder
Silva 21/08/2012 16:54:05

Gostei muito do texto, principalmente por ele lembrar o önus da liberdade, assumir os custos das escolhas. Não quero que ninguem faca as minhas escolhas por mim, se for para errar, errarei por minha decisao, nao por conta de um almofadinha de brasilia. Aos pais, sejam PAIS de seus filhos e nao delegem esta funcao ao estado.

Responder
Fernando Chiocca 21/08/2012 20:33:10

Em breve esse tema será irrelevante!

Will the Internet Kill the Television Ad?

E eu já praticamente matei a TV.. e chego a morrer de pena quem ainda não substituiu a TV pela internet, não só como fonte de informação, isso nem se fala, mas como fonte de entreterimento.

Torrent = todos os filmes, séries e programas que você quiser, a hora que você quiser, e sem reclames!

Eu ainda assisto uns programas de variedades na TV, mas pq sou bobo mesmo. E só.

Responder
anônimo 22/08/2012 03:58:16

Acho que a grande vantagem da TV é a facilidade em usar. Você aperta um único botão, o power, no controle remoto, e sua programação está ali, seu único trabalho daí em diante será achar uma posição confortável no sofá e zapear o resto da noite pra achar algo que preste -- este é o problema. Mas no dia em que toda a TV for transmitida via web streaming e você dispor da mesma facilidade da TV de hoje, e ainda sabendo que bastaria ter programado nos seus favoritos aqueles canais que transmitem conteúdo do seu interesse, além de toda interatividade disponível, então este será a última pá de cal sobre a cova da TV convencional. Hoje temos Youtube + Smart TV, o primeiro tiro já foi dado.

Responder
Fernando Chiocca 22/08/2012 16:40:27

Verdade anônimo.. a preguiça é algo que dá sobrevida a TV.

Eu até já pensei num programa que similasse a TV acessando todo o conteudo baixado no computador. Eu por exemplo tenho muitas séries completas e centenas de filmes. Acessando o programa ele escolheria aleatoriamente ou seguindo algum padrão esse conteudo e o colocaria rodando em diferentes "canais".

Tudo isso só pra se adaptar ao costume e se adequar a preguiça.

Mas em breve a TV será exterminda e os governos já estão desesperados pois eles não controlam a internet com controlam a TV.. e nem podem.

Responder
Cedric 22/08/2012 19:51:06

Diziam que a TV ia matar o rádio, e aí está ele, vivinho da silva. Acho que com a TV vai acontecer a mesma coisa, a internet vai tomar boa parte das funções dela, mas a TV vai se adaptar às mudanças tal como o rádio fez.
É legal conhecer novos filmes, aleatoriamente, aquele gostinho de estar passando um programa que você gosta e etc. Assim como no rádio conhecemos músicas/bandas (para depois baixar a discografia no torrent), ou simplesmente para não ter "controle" da programação.

Responder
Fernando Chiocca 22/08/2012 20:50:01

Só que a TV é, estruturalmente, a mesma coisa que o rádio. Ambas favorecem o monopõlio e a hierarquização.

A internet é diferente e vai engolir os dois, se Deus quiser, em breve.

Rádio pra mim está mais enterrado do que a TV, que eu ainda assisto. No carro eu nem lembro a última vez que sintonizei uma rádio.. Não sei como alguém pode deixar de ouvir um podcast pra sintonizar numa rádio!

Esse artigo explica bem essas diferençase porque elas são vitais para nós libertários:

A internet e o futuro da liberdade

Responder
Cedric 23/08/2012 20:29:53

Fernando: eu sei que são bem diferentes e etc, só tava dizendo que ainda tem suas utilidades e talz... acho que futuramente os formatos de tv e rádio vão se adaptar cada vez mais para a mídia online, tipo mantendo o formato tradicional de "programação corrente" (ao vivo, programas com estréia e etc) mas com possibilidade de rever os programas quando quiser (algo que já tá bem comum). =]

Pedro: Realmente, tenho poucos xarás e quando alguém conhece algum outro, sempre comenta comigo hahaha, mas não, apesar de ter cursado uma ou outra disciplina de economia, estou terminando Filosofia na UFPE (se a greve permitir, é claro u.u)

Responder
Pedro Ivo 23/08/2012 03:58:40

Cedric: vc estudou economia na UnB? Acho que te conheço de lá

Responder
Felipe Lima 23/08/2012 06:27:11

Fernando,

Esse programa que tu estava pensando já existe, eu utilizo em casa é muito bom... tenho muitas series, e ele gera verifca todas series que possuo e forma os canais , grade, separa os canais corretamente é muito bom... Tem que usar o programa XBMC (que é um media center) e instalar o plugin chamado PSEUDOTV

Segue link mostrando o funcionamento
www.youtube.com/watch?v=N5yvm2JnmSA

Responder
Sergio Quintela 23/08/2012 14:43:00

Na verdade há uma oportunidade de negócios, se eu parar de pagar minha TV por assinatura, com o dinheiro economizado em 1 ano 2 anos no máximo, dá pra eu comprar uma smart TV, apple TV, setup box, só preciso de um profissional que faça tudo isto.

Responder
Jocyane 22/08/2012 13:33:42

A onipresença da mídia não causaria tantos estragos como declaram os pais insatisfeitos, se estes fossem mais presentes na vida dos filhos! Infelizmente o papel educativo que lhes cabe é antes entregue a tv, que passa a ser para a criança, a boa companheira de todas as horas...

As vezes é difícil dedicar tempo aos filhos porque o trabalho não permite, mas como disse um colega, se esta é nossa condição, é preciso pensar então, se queremos tê-los e sacrificá-los desta forma.

Penso que o segredo está na educação, nessa base sólida que nasce da relação entre pais e filhos, na brincadeira despretenciosa do dia-a-dia, quando sorriem, choram, andam , conversam , contam piadas, cantam músicas bobas. Está no sim e também no não ou no depois, quem sabe? Quando no seio familiar são cultivados princípios e regras, os filhos são preparados para serem mais fortes e a terem uma visão crítica mais apurada, dificilmente serão engoldados pelo consumismo!

Não defendo aqui a indústria publicitária, absolutamente! não somos ingenuos e sabemos que para este grande filão do capitalismo tudo gira em torno do sucesso comercial, e nesse contexto a criança é apenas um consumidor em potencial.

Estamos mesmo diante de duas feridas latentes, de um lado o abuso das propagandas e do outro a incapacidade das familias de efetivamente educarem seus filhos. E agora? vamos acabar com os comerciais infantis e tudo vai se resolver como um toque mágico!!?

Responder
Neto 03/09/2012 14:34:23

'Não defendo aqui a indústria publicitária, absolutamente! não somos ingenuos e sabemos que para este grande filão do capitalismo tudo gira em torno do sucesso comercial, e nesse contexto a criança é apenas um consumidor em potencial. '

E daí? Qual o problema?

Responder
jfontes 22/08/2012 15:49:45

Na verdade a propaganda não é a culpada, isso é pura lorota politicamente correta. O que existe hoje em dia, são pais e mães bundões e sem autoridade que fazem todas as vontades dos filhos. Na minha época (não faz muitos anos atrás tenho 23), se pedisse alguma coisa para meus pais fora natal e olhe lá, a unica coisa que ganhava era uma bela cintada no traseiro he he he.

Responder
Felipe 24/08/2012 17:13:19

Não apenas isso. O estado faz um policiamento moral, do tipo "nunca contrarie uma criança ou ela ficará sequelada para o resto da vida e VOCÊ será o responsável. Nunca dê umas palmadinhas na criança ou ela...nunca fale alto com a criança ou ela ficará seque..." Por isso, muitas vezes, os pais sentem uma pressão psicológica em "como tratar seu filho sem transformá-lo num transtornado." Esse comportamento leva a submissão dos pais à vontade da criança.

Responder
Jose Roberto Baschiera Junior 24/08/2012 04:34:26

Só existe um culpado por incentivar os pais a serem tão negligentes. Chama-se ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente.

Responder
Neto 30/08/2012 05:01:41

O ECA tem sua culpa, mas também tem o peso de outras coisas, principalmente a cultura atual, infestada de lixo progressista.

Responder
eduardo 30/08/2012 04:55:29

Olhem aí, mais um passo dado:\r
\r
www.estadao.com.br/noticias/impresso,comissao-aprova-fim-de-brinde-em-lanche-,923004,0.htm

Responder
Alan Denadary 30/08/2012 04:58:40

Coitado dessas crianças.

Responder
Rafael 11/09/2012 06:47:04

Você acha que nossa sociedade melhorou daquela época para cá? Será que você está cego?

Responder
Joel Pinheiro 14/09/2012 22:12:55

Que época? Do que você está falando?

Posso responder no geral: não vejo nem progresso e nem retrocessos claros na história da humanidade. Para qualquer retrocesso que se traga, é possível encontrar progressos igualmente relevantes, e vice-versa. (o que não quer dizer que sempre se equivalham, como se uma conta matemática pudesse ser feita aqui; mas que esse tipo de juízo, para um lado ou para outro, não é nada fácil).

Responder
Neto 15/09/2012 03:33:35

A televisão, a mídia e as escolas incentivam o gayzismo e a destruição da família.Se você tiver uma filha, os 'ídolos' vão querer ensinar ela a ser uma mini puta.O povo gado acha bonito passar metade do ano pagando impostos, quando houve um tempo em que se revoltava por pagar 'apenas' um quinto.A educação porca cria uma geração de analfabetos funcionais.Cotas por cor da pele mandam a conta para você por algo que você nunca fez.Bolsa esmola incentiva os miseráveis a querer mais ainda do leviatã.O projeto de vida atual não é mais estudar, ser bom em algo e servir os outros mas sim virar parasita público.
E você acha que não houve retrocesso?

Responder
Neto 15/09/2012 06:12:48

www.youtube.com/watch?v=Xgf81ujm_Bk&feature=related
Isso só não é retrocesso porque NUNCA ANTES o país esteve nessa lama

Responder
Antonio Castagnoli 22/12/2012 14:57:59

Sou um profissional da publicidade e concordo com o artigo, aliás, tenho a adicionar. A publicidade brasileira pode ser considerada uma das MELHORES DO MUNDO, isto porque é feita de forma bastante ética, criativa e sempre passando por cima de leis toscas do governo regulando (na verdade, é uma espécie de censura) o setor. As maiores agências do país, juntas, criaram o CONAR www.conar.org.br/, conselho nacional de autoregulação publicitária, onde o próprio setor se autoregula, utilizando normas baseada na ética e, infelizmente, na legislação. Hoje, não é o governo que proibiria a veiculação do comercial da tesoura, nem ao menos o CONAR, sim a própria direção da agência barraria o comercial ainda em seu roteiro. Caso passasse, sim a própria CONAR iria interceder. Isto porque, apesar dos argumentos do autor do artigo, consideramos esta espécie de comercial desnecessária, sujeita demais à críticas. Nos dias de hoje, em que a publicidade se volta mais ao criativo, bonito e chamativo, e não aquela coisa "selvagem" do passado, aquele comercial jamais passaria eu tendo o poder de decisão se ele seria veiculado ou não, porque acredito que é um comercial SEM SAL, não criativo, não cumpre sua função de anunciar os benefícios, vantagens e qualidade de um produto/serviço, além de que eu achar que no pensamento atual das pessoas, mais queimaria a marca do que ajudaria a vender mais tesourinhas. Respeito MUITO o CONAR, apesar de serem as agências gigantescas que praticamente decidema autoregulação, não acho ruim as normas, porque sempre tem um argumento ético para a existência. Exceto, infelizmente, publicidade de cigarros, por exemplo, onde é proibida a veiculação em qualquer veículo de massa, ou seja, TV, Rádio, Revista, Jornais, Outdoors, MUB (Mobiliários Urbanos), deixando a publicidade do cigarro reestrita ao ponto de venda.

Responder
Joel Pinheiro 03/01/2013 14:32:21

Caro, muito boas observações; que revelam a realidade do setor, longe dos pesadelos dos ativistas que a observam de longe.

De faro, o CONAR pode sim ter um papel a cumprir. Só não simpatizo com ele porque sei que, na prática, esses comitês funcionam sempre sob a sombra do Estado. O raciocínio muitas vezes é "não podemos veicular isso porque, se o fizermos, o Estado vai cair matando", e não "não podemos veicular isso porque é uma afronta aos valores que julgamos, sinceramente, importantes."

Responder
anônimo 23/12/2012 21:00:52

Infelizmente o mundo é fútil, cheio de pessoas sem nada na cabeça, que compram tudo que não precisam e botam a culpa na televisão/internet/whatever
Ou seja, com as pessoas burras a propaganda é o vilão, mas com as pessoas inteligentes a propaganda não é o vilão, mas é inútil, porque as pessoas inteligentes nunca comprariam nada por impulso, por causa de propaganda

Responder
Dalmo Dallari 17/01/2013 04:30:28

Um dos graves efeitos da busca desenfreada de proveito econômico, sem respeitar as limitações éticas e jurídicas, efeito já amplamente comprovado no Brasil e em muitos outros países, é o envolvimento das crianças nas mensagens publicitárias e promocionais, para estimular a venda de produtos e serviços, acarretando muitas consequências negativas, entre as quais o sério prejuízo à saúde de crianças e adolescentes. Com efeito, já foi registrado o aumento muito significativo da obesidade, gravemente prejudicial ao desenvolvimento físico e à integração social da criança, em decorrência do grande consumo de produtos sabidamente danosos por sua natureza e composição. Visando, antes de tudo, a ampliação dos negócios, esses produtos são apresentados de modo a seduzir as crianças, sem qualquer advertência quanto aos possíveis efeitos negativos do consumo e, muitas vezes, ocultando ou disfarçando esses efeitos.

A publicidade e as promoções desempenham um papel de grande importância nesse processo de envolvimento e sedução das crianças, razão pela qual devem ser objeto de expressa e rigorosa regulamentação legal. Com efeito, muitas vezes as mensagens publicitárias e as promoções, revestidas de imagens bonitas e atraentes, estimulando a busca desenfreada de delícias para o paladar ou de atividades recreativas mas danosas, ou ainda provocando a competição entre crianças e adolescentes na obtenção dessas armadilhas, são o ponto de partida para a degradação física e a deterioração do processo educativo. E quando se denuncia o malefício dessas mensagens e se fala na necessidade da implantação de regras legais limitadoras vem logo uma reação vigorosa do mundo dos negócios, aí incluídas as empresas vendedoras de bens e serviços e as que cuidam da publicidade e divulgação, alegando que tais limitações iriam ofender a liberdade de expressão, que é direito fundamental garantido pela Constituição. Haveria realmente essa ofensa? Essas mensagens estão efetivamente enquadradas no direito à liberdade de expressão?

Precisamente a esse respeito, tem excepcional importância uma decisão recente da Corte Constitucional da Colômbia, que já está sendo objeto de atenta consideração em outros países e que vem sendo referida como importante marco da jurisprudência internacional. Tendo em conta os gravíssimos danos decorrentes do uso de produtos que têm por base o tabaco, o Legislativo colombiano aprovou legislação regulamentadora, estabelecendo severas limitações à publicidade e às promoções, diretas ou indiretas, ostensivas ou disfarçadas, de tais produtos. Em magistral e muito bem fundamentada decisão, considerando os aspectos teóricos, os tratados de Direitos Humanos assim como as disposições jurídicas relativas ao comércio internacional e também os princípios e as normas constitucionais, a Corte Constitucional da Colômbia concluiu pela legalidade das restrições regulamentadoras. Na fundamentação dessa importante decisão, a Corte Constitucional ressaltou que a publicidade e a promoção de produtos como o tabaco e outros que possam ser prejudiciais à pessoa humana e à sociedade está vinculada à liberdade de comércio e não à liberdade de expressão. Com efeito, essas mensagens não transmitem ou defendem ideias e convicções, mas apenas propõem o uso ou o consumo de produtos, bens ou serviços. Nada a ver com o direito à liberdade de expressão.

Por tudo isso, e em defesa das crianças e dos adolescentes, é juridicamente possível e socialmente recomendável uma legislação regulamentadora da publicidade e das promoções, o que, entre outros efeitos, contribuiria para evitar o aumento da obesidade infantil e de outros males que já estão evidentes na sociedade brasileira.

Responder
André Luiz S. C. Ramos 16/05/2013 18:35:22

Bauducco é condenada por promoção voltada a crianças

quarta-feira, 15/5/2013

O TJ/SP considerou abusiva a promoção "É hora de Shrek!" realizada pela empresa Pandurata, detentora da marca Bauducco, em que era preciso comprar cinco produtos da linha "Gulosos" e juntar mais R$ 5 para comprar um relógio com personagens do filme Shrek. Segundo a decisão, que condenou a empresa ao pagamento de indenização no valor de 300 mil pelos danos causados à sociedade, este é um caso de venda casada, prática proibida por lei no Brasil.

O caso foi denunciado em 2007 pelo Instituto Alana ao MP/SP, que propôs uma ação civil pública em face da Pandurata. A ação foi julgada improcedente pela 41ª vara Cível do Foro Central da comarca da Capital.

O MP, então, recorreu da decisão, sob a alegação de que "por se tratar de campanha e publicidade direcionadas para crianças, deveriam ter sido respeitadas as normas protetivas desse público". Afirmou também que a ré agiu de forma abusiva, aproveitando-se da "inexperiência e da ingenuidade das crianças para impor a aquisição de seu produto para que elas adquirissem a coleção de 4 relógios de pulso".

O juiz Ramon Mateo Junior, relator, considerou tais argumentos procedentes e deu provimento à apelação. Para ele, "esse tipo de campanha publicitária, embora comumente utilizada, deve ser considerada abusiva e não normal. É preciso mudar a mentalidade de que aquilo que é corriqueiro é normal".

A decisão determinou que a empresa ainda deixe de promover venda casada e de anunciar para crianças, com multa fixada em R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Processo: 0342384-90.2009.8.26.0000

Responder
Sérgio 15/10/2013 23:25:12

Ninguém entendeu minha crítica.

Eu não sou contra a publicidade infantil. Por exemplo, abaixo, um comercial dos anos 1980:



Este tipo de publicidade infantil é saudável e natural, pois mostra realmente o que as crianças mais gostam de fazer: Brincar.

este tipo de publicidade infantil deve ser proibido sim.

Responder
Marcos 07/04/2014 13:55:50

Embora o texto esteja correto, não abordou o que considero de longe a pior ameaça nisso tudo. As restrições cada vez maiores a propaganda privada tornam a mídia dependente dos anunciantes públicos.

Agora mesmo vemos o SBT censurar Paulo Eduardo Martins e Rachel Sheherazade por causa de uma descarada ameaça do governo em cortar verbas publicitárias caso a emissora permitisse opiniões contrárias a ele. Se é assim hoje em dia, imaginem então com as restrições a publicidade.

Hoje cortam propagandas infantis. Amanhã de bebidas alcoólicas. Depois de amanhã são as "junk food". Depois talvez de automóveis, com pretexto de estimular o uso de transporte público. E quem vai sobrar? Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, Governo Federal, etc.... Basta uma ameaça para impedir qualquer crítica. Nem a Globo e a Veja teriam possibilidade de resistir ao assédio.

Ou seja, nada mais é do que o controle econômico da mídia.

Até acredito que haja gente que realmente defenda essa restrição por convicções pessoais. Mas no final servirão àqueles que sabem dessas consequências e querem exatamente esse controle.

Responder
Eduardo 15/04/2014 16:03:18

Marcos, excelente observação.

De certo é o ponto mais importante em tudo isso.
O debate em torno de propaganda infantil ser inofensiva ou prejudicial, se deve ser banida ou não, é uma cortina de fumaça.

Você deixa a população debatendo na fumaça, enquanto por dentro dela o que tudo isso significa é um aumento do poder do governo sobre a população.
Mais regulamentação da vida das pessoas, mais tributação, mais controle da mídia, mais compras de votos, mais corrupção de agentes do governo, mais truculência policial, e com efeito: mais tolerância da população à todos esses abusos.

Só o fato de que o governo foi capaz de calar jornalistas com a ameaça de tirar verbas públicas da mídia já é de dar calafrios na espinha de qualquer um que dê valor à liberdade.
Em qualquer país sério a discussão imediata seria a existência de verbas públicas para a imprensa e o uso delas como arma política para silenciar opiniões e críticas.

Uma proibição de propaganda infantil, uma proibição de propaganda de bebida, automóveis, aplicativos para celulares, são alvos fáceis.
A imprensa fica mais dependente de verba estatal e pode ser controlada para onde quiser pelas rédeas do governo.

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