O bem da maioria é uma tirania
por , terça-feira, 14 de agosto de 2012

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Majority-Rule.jpgAinda no primeiro período de uma turma de filosofia, o professor apresenta à classe um cenário que parece desafiar a perspectiva dos estudantes acerca da questão da moralidade. 

O desafio quase sempre é algo mais ou menos assim: "Absolutamente toda a nação da França irá morrer amanhã, a menos que você mate hoje o seu vizinho, que só tem mais um dia de vida.  O que você faria?"

Ou: "Você pode erradicar completamente o câncer da face da terra ao simplesmente apertar um botão, o qual irá matar uma pessoa saudável.  Você apertaria este botão?"

O propósito é criar um dilema moral.  As perguntas contrapõem sua rejeição moral ao assassinato à sua culpa moral por não ter agido para salvar milhões de vidas.

Mas a realidade é que tais perguntas são um total engodo e simplesmente não podem ser respondidas de maneira honesta.  Elas postulam um mundo paralelo no qual as regras da realidade, como causa e efeito, foram dramaticamente alteradas.  Ou alguém realmente acredita que o simples apertar de um botão pode curar o câncer?  Este mundo criado parece funcionar muito mais de acordo com a fantasia do que com a realidade.

E como meu código moral se baseia na realidade do mundo existente, digo apenas que não sei o que faria caso as regras vigentes deixassem de existir.  Suponho que minha moralidade seria diferente, o que significa que minhas ações também seriam diferentes.

Por mais absurdas que sejam, tais perguntas são consideradas questões morais "difíceis".  Ao ter de lidar com elas, alguns estudantes passam a crer, paradoxalmente, que estar em conformidade com a moralidade requer a violação da moralidade de uma maneira mais profunda.  Afinal, não há maior violação do que o assassinato deliberado de outro ser humano.

Mas como pode a vida de uma pessoa ser mais importante do que as de milhões que estão em suas mãos?  Neste ponto, a moralidade deixa de ser uma questão de princípios e se torna mero um jogo de números, uma simples questão de análise de custo-benefício.  Isto não representa uma expansão da moralidade, como o professor alega, mas sim a criação de um conflito que destrói a moralidade.  Em seu lugar passa a existir uma zona cinza moral, um vácuo para o qual o utilitarismo corre para preencher o espaço vazio.

Repentinamente, torna-se óbvio que o bem de muitos tem mais valor do que o assassinato de um só.  O coletivo sobrepuja o indivíduo.  A maioria torna-se mais importante do que a minoria.  O utilitarismo firme e "factual" torna-se preferível à moralidade cinza e inconsistente.

As perguntas filosóficas levam diretamente à política, pois assassinar uma pessoa em nome do bem maior não é meramente uma questão moral, mas também uma questão de direitos individuais.  Se você aceita a moralidade de tal ato, então você também aceita a conveniência e a autoridade política de se assassinar um ser humano inocente.

Quando formuladas em termos políticos, versões não-hipotéticas desta pergunta filosófica são frequentemente identificadas.  Por exemplo, "Devem os ricos ou os empreendedores (os poucos) ser fortemente tributados para que se forneça saúde pública para os vários?"  Aqui, um bem maior é contraposto aos direitos individuais.  Mas, mais do que isso, os direitos individuais de dois grupos são confrontados, sendo que os direitos de uma minoria resistente passam a ser vistos como uma barreira aos "direitos de todos os outros".  Empreendedores passam a ser considerados indivíduos que não têm nenhum direito de manter sua renda caso isso impeça a maioria de ter acesso gratuito a serviços médicos.

Este conflito criado politicamente é tão absurdo quanto aquele criado filosoficamente.

O individualista britânico do século XIX, Auberon Herbert, abordou esta questão do "bem da maioria".  Disse ele: "Nunca foi inventada uma frase mais ilusória e capciosa do que essa.  O Diabo estava no auge de seu perspicaz e engenhoso humor quando ele introjetou esta frase no cérebro dos homens.  Eu a considero totalmente falsa em seus fundamentos."

Por que ela é falsa?  Porque a frase parte do princípio de que uma moralidade mais elevada requer a violação de direitos individuais.    Ou, nas palavras de Herbert, "Ela pressupõe que existem dois 'bens' opostos, e que um bem deve ser sacrificado em prol do outro.  Só que, em primeiro lugar, isto não é verdade, pois a liberdade é um bem único e aberto a todos, e não requer nenhum sacrifício de terceiros; e, em segundo lugar, este falso antagonismo (onde nenhum antagonismo genuíno existe) entre dois bens distintos implica uma guerra perpétua entre os homens."

Herbert está se baseando em duas teorias intimamente relacionadas: a primeira, "a universalidade dos direitos"; e a segunda, "a harmonia natural dos interesses".  A universalidade dos direitos significa que todos os indivíduos possuem os mesmos direitos naturais, sem exceções e sem privilégios.

Raça, gênero, religião ou outras características secundárias não interessam; somente a básica e primordial característica de ser um humano é que é importante.  Uma harmonia natural de interesses significa que o exercício pacífico dos direitos individuais de uma pessoa não afeta e nem prejudica o similar exercício dos direitos individuais de qualquer outra pessoa.

Minha liberdade de consciência ou de expressão não proíbe a do meu vizinho.  A autoridade pacífica que afirmo ter sobre meu próprio corpo não diminui ou afeta em nada a reivindicação de propriedade sobre si própria de nenhuma outra pessoa.  Com efeito, quanto mais afirmo o princípio da propriedade sobre si próprio, mais robusto e mais garantido este princípio se torna para todas as outras pessoas. 

Somente em um mundo onde os direitos não são universais, onde o comportamento pacífico das pessoas está em permanente conflito, é que faz sentido aceitar a necessidade de se sacrificar indivíduos em nome de um bem maior.  Mas este não é o mundo real, e sim um mundo que foi criado para propósitos políticos.

Herbert explicou qual a suposição essencial que dá sustento a esse mundo falso: a aceitação automática do próprio conceito de "bem maior".  Ele perguntou: "Por que dois homens devem ser sacrificados em prol de três homens?  Todos nós aceitamos que três homens não devem ser sacrificados em benefício de dois homens; mas por que — em termos de questões morais — devemos aceitar aquilo que é quase tão ruim, imoral e tacanho, que é o sacrifício de dois homens em prol de três homens?  Por que sacrificar sequer um... quando a liberdade exclui toda e qualquer necessidade de sacrifício?"

Herbert negava a validade "desta 'lei dos números', que é realmente a lei que estamos seguindo quando falamos de autoridade do estado [...] sob a qual três homens se tornam absolutamente supremos e dois homens se tornam absolutamente dependentes."  Em vez de aceitar a lei dos números como uma expressão do bem maior, Herbert a via como uma construção social conveniente, rotulando-a de "uma lei puramente convencional, um mero recurso rude e parcialmente selvagem que não sobrevive a uma crítica guiada pela razão.  É impossível defender tal lei utilizando considerações sobre justiça universal.  Seu proponente pode apenas confessar a conveniência de sua implementação."

Para quem era conveniente a criação de um conflito social?  Por que criar um mundo artificial repleto de conflitos?  Para solucionar os problemas criados, uma grande fatia de poder foi retirada dos indivíduos e transferida para uma classe governante.

Escreveu Herbert: "A tendência de todas as grandes e complicadas criações é a de estabelecer uma classe governante, pois somente ela entende o funcionamento da sua criação, e somente ela é bem versada no hábito de controlar esta sua criação; e a tendência de uma classe governante engenhosa, uma vez estabelecida, é a de, em momentos críticos, poder fazer praticamente o que quiser com a nação..."

Em vez de resolver um problema social, a classe governante legou um efeito devastador sobre o bem-estar das pessoas comuns, as quais se tornaram "um confuso rebanho de cordeirinhos esperando por um cão pastor que os conduza através do portão."  Ironicamente, ao alegar que o coletivo era superior, uma ínfima minoria passou a controlar a vasta maioria.  Consequentemente, o "bem maior" passou a ser qualquer coisa que sirva aos interesses da classe governante.

Mas este processo ainda pode ser revertido.  É necessário "individualizar" o coletivo e a nação de modo que "vontade, consciência e discernimento" retornem a cada indivíduo.

Quando isso ocorrer, a sociedade estará oferecendo às pessoas o mais nobre dos presentes e o maior dos benefícios: a sua própria responsabilidade individual.

 

Wendy McElroy   é escritora, conferencista, articulista freelancer, e membro sênior do Laissez Faire Club.



75 comentários
Sol Moras Segabinaze 14/08/2012 07:11:57

Ótimo.

Responder
Fabio 14/08/2012 07:25:53

O primeiro ponto que eu discordo nesse texto é a idéia de que nos exemplos "as regras da realidade foram modificadas". O máximo que se pode acusar são de que os exemplos são mal formulados, são aparentemente distantes das regras do mundo.

É um realismo ingenuo achar que a apreensão da realidade ser dá por considerações retiradas diretamente das observações empíricas. É pela formulação de situações hipotéticas, aparentemente distantes e abstratas, que o conhecimento físico evoluiu substancialmente. É uma ferramenta metodológica válida.

O segundo ponto é que o resto do artigo é primoroso. Resumiu, como elegancia, o fato de que direitos são essencialmente individuais. A ditadura da maioria em prol do bem comum conduz à paradoxal situação em que uma minoria decide pela maioria.

Responder
Patrick de Lima Lopes 14/08/2012 07:34:05

"É um realismo ingenuo achar que a apreensão da realidade ser dá por considerações retiradas diretamente das observações empíricas. É pela formulação de situações hipotéticas, aparentemente distantes e abstratas, que o conhecimento físico evoluiu substancialmente. É uma ferramenta metodológica válida."

Poderia exemplificar, por favor, uma situação hipotética aparentemente distante e abstrata onde poderia surgir uma referência sobre como lidar com casos de observação empírica?

Responder
Tiago Moraes 14/08/2012 08:58:18

As quatro forças fundamentais da física foram constatadas matematicamente e não pela obervação empírica. Assim como o Bóson de Higgs, que nasceu de uma implicação matemática a respeito do chamado modelo padrão da física.

Giordani Bruni negou as teorias geocêntrica (a Terra como centro do Universo) e a Heliocêntrica (o Sol como centro do Universo) sem usar um único telescópio.

Eu particularmente vejo a capacidade humana em especular racionalmente, como um mix entre dedução e observação, até porque eu não consigo conceber a ideia de que o homem faz conjecturas pensando em um fundo branco.

Responder
Andre Cavalcante 14/08/2012 10:09:22

Olá Tiago Moraes,

"As quatro forças fundamentais da física foram constatadas matematicamente e não pela obervação empírica."

Ooops, electromagnetismo, gravidade, e a força nuclear forte foram sentidas primeiramente no laboratório e depois foram feitas formulações. Afinal, ímãs sempre se atraíram e repeliram, e maçãs sempre caíram, mesmo antes de Sir Isaac Newton. As forças nucleares começaram a ser estudadas a partir de experimentos em aceleradores de partículas. A chamada força eletro-fraca é que foi a unificação proposta matematicamente.

"Assim como o Bóson de Higgs, que nasceu de uma implicação matemática a respeito do chamado modelo padrão da física."

Ok. O modelo padrão é um arcabouço matemático que une mecânica quântica e relatividade, sendo estas duas correntes tentativas de explicar a natureza que se apresentava através de fenômenos naturais e em laboratórios.


"Eu particularmente vejo a capacidade humana em especular racionalmente, como um mix entre dedução e observação, até porque eu não consigo conceber a ideia de que o homem faz conjecturas pensando em um fundo branco."

Ok. Mas a questão original do Fabio é se o argumento do filósofo, no texto, está ou não fora da natureza e, portanto, como o texto questiona, não poderia ser usado para uma conclusão moral, uma vez que o mundo real não funciona daquele jeito.

Responder
Celi 15/08/2012 13:05:12

Caro Tiago Moraes,\r
\r
ao contrário do que você falou, o Giordano Bruno pode não ter usado telescópio (não tinha equipamentos tecnólogicos), mas ele observava as estrelas e daí começaram a surgir as ideias para explicar o que ele via. \r
\r
O Bóson de Higgs e qualquer outra coisa que nasça de uma implicação matemática, enquanto não puder ser observado num experimento, é apenas uma HIPÓTESE.\r
\r
Complementando o que o André Cavalcante falou, na verdade, na física, quando a teoria não coincide com os dados, joga-se fora a teoria. Afinal, a teoria existe para explicar a realidade (o que foi observado no mundo físico), e não o contrário. \r

Responder
Eve 14/08/2012 11:56:10

Concordo, Fabio, e acho que, ao simplesmente afirmar que as regras de realidade foram distorcidas, foi perdida a chance de se discorrer seriamente sobre os supostos dilemas apresentados.

Ao meu ver, os dilemas ignoram a possibilidade lógica de que uma pessoa aja sabendo ser sua ação criminosa, sem tentar de forma alguma legitimá-la e, possivelmente, mesmo aceitando sofrer as devidas punições de um criminoso.

O que quero dizer é que é possível que uma pessoa julgue válido, mas não necessariamente legítimo, sacrificar uma vida em troca de tantas outras.

Responder
Julio dos Santos 14/08/2012 16:27:07

Quando eu fiz faculdade, também na aula de ética, foi proposto o dilema do trem desgovernado, onde em sua rota havia cinco crianças brincando, com a possibilidade de desviar para um trilho secundário onde havia outra criança e a única pessoa que poderia alterar os trilhos eras tu, qual alternativa tomar?
A turma dividiu-se em três frentes: a grande maioria julgou válido cometer um crime nesta situação específica; um grupo pequeno julgou não haver possibilidade de discutir este tipo de dilema, pois num momento crítico como este (e como os dilemas descritos pela Wendy) a atitude de cada individuo provavelmente não refletirá os seus princípios; porém houve outro pequeno grupo que argumentou que o maquinista poderia matar as cinco crianças, pois estas se colocaram na situação de risco (rota do trem) enquanto a outra precaveu-se de riscos (ficando num trilho que não seria utilizado).
A situação do trem, assim como as citadas pela Wendy, são extremamente específicas e ocorrem em momentos críticos. A busca de respostas de dilemas como estes – tirando apenas o fato de levar à discussão da moral, que é assunto de interesse, mas não essencial, para o convívio em sociedade – não servem para nada. São momentos em que elucubrações neste tipo são levadas a sério que se legitima a existência de assembleias, câmaras, congressos, comissões, agências, conselhos, júris, tribunais, desembargadores, juízes e toda essa papagaiada criada pelo estado para determinar como tu deverás, deves e deverias ter agido. Enquanto na verdade quem viveu a situação foste tu.
A discussão é boa e nos faz crescer para o convívio em sociedade, mas não existe grupo algum que possa julgar o maquinista, o cara que pode salvar a França ou o cara que tem o botão da cura do câncer sendo qualquer que seja a sua decisão. Em momentos como estes estas pessoas terão que agir, simplesmente.

Responder
Andre Cavalcante 14/08/2012 20:47:24

Penso que a lógica do texto é irretocável. Não dá para generalizar uma situação moral a partir de uma situação onde simplesmente os nossos valores morais atuais não podem ser aplicáveis, porque as situações são uma deturpação das leis reais.

Já a questão do trem desgovernado é um pouco melhor. Vou atualizar: você está dirigindo seu carro por uma rua onde crianças brincam e percebe que os seus freios foram pro espaço. À sua frente há um grupo de crianças e, na calçada há apenas uma. Onde você põe o carro? Bem, aqui não há dilema moral algum: você vai escolher jogar o carro encima de apenas uma criança, e não é porque você vai salvar mais gente, mas simplesmente porque você vai diminuir a sua pena, dado que a questão básica é porque o seu carro perdeu os freios, ó cretino / imbecil / indolente que não fez as revisões necessárias? Então você é um criminoso de qualquer jeito. E isso é moralmente percebido: matar mais gente é pior que matar menos gente, mesmo que ambos sejam crimes. Em outras palavras, você se tornou um criminoso, por uma ação (ou falta dela) prévia e não pela escolha de quem vá matar.

Pegar isso para justificar a violência do estado é um absurdo. Não é uma questão de bem comum, e não vejo como poderia levar a tal justificativa, porque continua sendo crime do mesmo jeito, apenas o número de vítimas é menor - e não dá para apoiar uma instituição qualquer que seja criminosa, apenas porque é menos criminosa do que poderia ser.

Outro exemplo: um homem está ameaçando, armado, um grupo de pessoas e você tem uma arma na mão e a possibilidade de atirar. O que deve fazer? Atirar, claro. Não é uma questão moral difícil, e nada tem a ver com o bem comum, mas com a a sua própria segurança e a de terceiros. Note que, se o homem morrer, você ainda será considerado um criminoso, mas a pena será mais branda - terá um atenuante, pode até se safar da cadeia, mostrando que estava agindo em legítima defesa sua ou de terceiros, mas continuará com um assassinato nas costas.

Se você puder efetivamente optar entre uma ação criminosa e uma não-criminosa, aí também não tem dilema igualmente, você deve optar pela ação não-criminosa... o que não é o caso do estado.

Por outro lado, a questão do canibalismo, como lembrado pelo Renato, é uma destas situações em que a ordem natural está corrompida, então os valores éticos e morais também estão. Se macacos superiores e seres humanos naturalmente não são canibais, então a ocorrência destes atos mostram um distorção. É portanto, um exemplo que corrobora o texto e não o contrário.

Responder
Renato 14/08/2012 15:11:59

Creio que o restante do texto conduziu bem a questão, e de certa forma explicou o porque do autor dizer que esse mundo citado nos dilemas ser um mundo fictício.\r
\r
Vamos por partes. Poderia haver uma situação hipotética na qual o assassinato de um inocente impediria a morte de várias pessoas? Em primeiro lugar, sim, é possível. Mas dito isso, pergunto: Assassinatos de inocentes tornam a vida das pessoas mais seguras? Certamente não. Além de serem atos abominaveis em si, contribuem para tornar menos respeitada na sociedade a vida de qualquer pessoa. Uma vez que inocentes foram mortos, e as pessoas não deram atenção a isso, ou o consideraram aceitável, se estabeleceu um patamar moral mais baixo, e a violência e desrespeito só tendem a aumentar. Injustiça provoca conflito.\r
\r
Exemplos extremos podem ser esclarecedores? Depende. Na física, geralmente são, porque o objetivo é esclarecimento e não encobrimento.\r
\r
Na vida real, situações extremas levam a que? Imaginemos uma tribo em que houve um sério problema de fome. Em situação extrema, os membros daquela tribo concordaram em comer os cadáveres dos mortos, o que em regra é visto como abominável pelos seres humanos. Eles tomaram uma decisão numa situação extrema, e não quero me deter aqui na questão de se essa decisão foi correta ou não. Mas que impactos essa decisão poderá ter no futuro? Como surgiram entre alguns povos, muitas tradições, que a maioria dos outros povos consideram abomináveis? Mentes fracas e/ou perversas usam a exceção (verdadeira ou ficticia) para estabelecer regras contrárias ao que as pessoas normalmente considerariam justo ou aceitável. Uma vez que a perversão tenha se estabelecido como regra, a força do costume a mantém. Aqueles que desde crianças veem o absurdo acontecendo, quando adultos o tomarão como regra.

Responder
Fabio MS 15/08/2012 09:39:42

Lembrei de algo que o Hayek disse em o caminho da servidão, mais ou menos assim: ainda que alguma vezes tenhamos de escolher entre dois ou mais males e que escolhamos o menor deles, ainda assim esse mal menor continua a ser um mal.

Responder
Patrick de Lima Lopes 14/08/2012 07:29:08

Excelente artigo.
Sem palavras.

Responder
Tiago RC 14/08/2012 08:23:52

Estou virando fã dessa mulher. Ao menos a seleção de textos dela traduzidos por aqui é muito boa. Belo texto!

Responder
Camarada Friedman 14/08/2012 08:52:19

Ela é feminista, não é ? Eu nunca ouvi falar que existiam feministas assim, achava que todas eram esquerdopatas.

Responder
Pedro Ivo 14/08/2012 10:05:04

O único mérito das feministas é sociológico: expor esquemas insensatos que negam às mulheres sua autonomia. No +, é tudo uma questão de liberalismo: autopropriedade, responsabilidade e mérito. Conceitualmente falando, um ambiente laissez faire é aquilo de que as mulheres precisam; é onde elas poderão exercer autonomia e méritos.

Responder
Sérgio 14/08/2012 14:32:42

A grande verdade é que com o feminismo, o Estado assume o papel de marido e de pai, e isso aumenta a intervenção estatal nas familias. Hoje em dia, em que o Estado tem se transformado em uma entidade policialesca a serviço do feminismo e do politicamente correto, as mulheres podem substituir a proteção que vinha do marido pelo poder do Estado.

Responder
Pedro Ivo 15/08/2012 07:18:07

Bem colocado Sérgio. 1º, sociologicamente, elas expõe um estado de coisas, uma ideologia coletivista que oprime as mulheres. Mas depois de bem usar o método sociológico para desmistificar um conjunto de práticas, as feministas respondem à ideologia com mais ideologia: elas querem substituir uma prática coletivista por outra; uma iniciação injustificada de violência por outra; uma tirania por outra. Isso é como destronar o capeta mas não por fim no inferno: um novo rei no inferno é só um satã com outro nome.

A sociologia usa frequentemente da relatividade para por a nú ideologias: ela mostra que uma prática aceita e tida em alto mérito, quando é retirada do contexto em que é aplicada e transplantada para outro meio causa profundo desconforto. Esta relatividade (colocar os termos uns em relação aos outros; o que não é relativismo) mostra que algo tido como habitual, universal e inconteste, pode ser inapelavelmente específico, inclusive injusto. Que uma prática, se sustentada, pode ser incoerente a outros valores que os mesmos praticantes endossam (e aos quais podem ter + apego). Este é o valor da relatividade em sociologia: expor quanto nossos valores, prioridades, axiologias e comportamentos são paroquiais.

O problema são os non sequitur que as pessoas derivam daí. [Ex. 1] se um alguém indeterminado foi injusto comigo agora todo o grupo ao qual o identifico terá de me ressarcir sofrendo em meu lugar; [Ex. 2] se fui exposto a uma estrutura ideológica que me foi desfavorável, agora tenho direito de expor os d+ a uma estrutura ideológica que me seja favorável; [Ex. 3] quaisquer outras bravatas afins.

Note que só indivíduos podem ser responsabilizados. Responsabilizar todo um grupo por conta de um individuo é o conceito basilar e justificador do antissemitismo, nazismo, racismo, antiarabismo, anti-islamismo e congêneres. "Ismos" como feminismo, machismo, totalitarismo, marxismo, militarismo, socialismo, etc., fazem , cada um a seu modo, uso desta falácia, a saber: uma vez desmascarada uma fraude/ideologia, pode-se substitui-la por outra ideologia para fazer um ressarcimento, quando o fato é que qualquer coisa (seja ela uma ideologia, fé, conceito, metodologia ou o que quer que seja) feita por seres humanos é sempre irremediavelmente parcial. tem seus pontos fortes e pontos cegos. Se aplica a um circunscrito nº de casos, mas não é universal. "A vida" diria Tomás de Aquino "transborda todas as definições". Logo, ao desmascarar uma falácia/ideologia, não adianta substitui-la por outra. è o sujo pelo mal lavado.

O máximo que dá para fazer é o que Rothbard identificou: extinguir a direito público e reduzir tudo a acordos entre as partes. Assim algo é lei só entre aqueles que o contratuaram. Seus acertos atingem a eles; seus erros não os transbordam.

Uma vez todo comportamento humano é parcial, sempre estaremos construindo ideologias, estultices e paroquialismos; mas se temos liberdade de migrar entre eles como se troca de emprego, nunca estaremos terminantemente sujeitos aos erros de nenhum, e poderemos não apenas aprender com nossas experiências, mas constantemente engendrar novas experiências a partir de nossos aprendizados (algo mui restrito num ambiente coletivista e de direito público, posto supra-individual).

Responder
Sérgio 15/08/2012 08:22:17

"O máximo que dá para fazer é o que Rothbard identificou: extinguir a direito público e reduzir tudo a acordos entre as partes. Assim algo é lei só entre aqueles que o contratuaram. Seus acertos atingem a eles; seus erros não os transbordam."
- E uma das maneiras de fazer isso, é substituindo o casamento baseado em leis de divórcio por casamento contratual, baseado em acordo pré-nupcial entre o casal, como sugerí aqui em outro post. Assim se quiserem fazer um casamento baseado na fidelidade conjugal e no papel tradicional entre as partes, assim será. Se quiser um casamento aberto, assim será. Se quiser fazer um casamento temporário - um casamento que dura um tempo, suponhamos dois anos e se casal quiser, renova o contrato - assim será... Enfim, um contrato de casamento feito pelo casal, sem estas leis de divórcio. O casamento e a família hoje em dia tá cada vez estatizado...

Responder
Pedro Ivo 16/08/2012 05:41:47

E permitir agências de leis variadas, para que a pessoa escolha a lei a que deseja se filiar ('casamento' sendo só um exemplo da diversidade de possibilidades de contrato). Por ex., na Lei Mosaica houve poligamia por séculos. A monogamia foi um imperativo que, na Europa pelo menos, caiu sobre os judeus na forma de perseguição a um costume marital. Se uma agência de Lei Mosaica optar por oferecer poligâmia, e os noivos aceitam-na, que ninguém se meta! Idem uma agência de Lei Islâmica, etc..

Concordo totalmente com você. Aliás, 'família' é o assunto mais basilar quando se trata tanto de liberdade quanto de tirania: ambas tem sua legitimidade gestada nesta educação primeva que a família é.

Responder
Sérgio 16/08/2012 06:48:25

Ok. Só informo que a Lei Mosaica não é poligâmica, é MONOGÂMICA. A Lei Mosaica condenava a poligamia...leia com mais atenção Êxodo, Levítico e Deuteronômio do Antigo Testamento. De resto, concordo com o seu comentário. Embora, eu achar que a poligamia só beneficie meia-dúzia de homens devido à natureza hipergâmica das mulheres, sou a favor da descriminalização da poligamia... Se o contrato entre os casais prever a poligamia, que assim funcione.

Responder
Patrick de Lima Lopes 14/08/2012 10:36:33

Bem, não diria que ela é feminista, diria que ela é liberal.
Não deseja privilégios às mulheres mas apenas que estas possam exercer seus direitos naturais de vida, liberdade e propriedade.
Também estou ficando fã dela após estes artigos terem sido traduzidos.

Responder
anônimo 14/08/2012 21:01:01

Eu compartilho o mesmo respeito pela Wendy MacElroy.

Quando eu iniciei meus estudos no Mises, esse artigo foi uns dos meus primeiros contatos com a Escola Austríaca e as ideias libertárias.

Como de praxe, no início de qualquer estudo (especialmente nas áreas de ciências humanas e sociais), eu pesquisei informações sobre a autora na internet.

Rapidamente descobri que ela é uma feminista. Em sequência, li outras publicações de sua autoria.

Eu fiquei perplexo, nunca na minha vida eu havia concordado com uma feminista. Pela primeira vez, uma feminista não queria me esterilizar (risos!).

Não percebi, durante minha pesquisa, ideias que visavam diminuir a liberdade das pessoas, ou mesmo a iniciação da violência (práticas/ideias usuais nos movimentos feministas).

Inclusive, ela é contra as ações afirmativas (por exemplo: cotas, igualdade coerciva de salários entre homens/mulheres, ...). Ela critica o próprio movimento feminista e convida homens a participarem do movimento.

Num artigo dela, ela criticava o movimento feminista pela exclusão dos homens do movimento. Ela argumentou, que parecia que os homens não tinham nenhuma relação com o tema. Bem pelo contrário, os homens são elementos centrais.

No meu entender, ela é muito consistente como libertária e feminista.

Responder
Klauber Cristofen Pires 14/08/2012 12:04:25

Quem afirma que o esbulho de um indivíduo em prol de uma maioria constitui um caso de respeito ao bem maior incide em um ato de estelionato intelectual, pois oculta o fato de que os direitos individuais são, para cada um e para todos, o maior dos bens coletivos.

Responder
Pedro Valadares 14/08/2012 13:09:02

Texto perfeito. Já está mais do que provado que o ser humano não consegue ser totalmente imparcial e regido por seus interesses. Logo, entregar o poder a uma classe governante nada mais é do que pedir para viver sobre os interesses dela. Não há de fato bem comum. É apenas uma arma ideológica usada para ganhar o coração das pessoas.

Responder
Pedro 14/08/2012 13:34:32

Não sou ainda um grande conhecedor do anarquismo ou do anarco-capitalismo, portanto perdoem-me se estiver errado. Por que, em vez de defender o anarco-capitalismo, não se defende simplesmente o anarquismo? Afinal, o capitalismo seria uma "opção" numa sociedade sem estado...

Responder
O Maluco do 1382 14/08/2012 14:22:49

Tá vendo aquele índice com o número 1382 onde ser escreve o link em seu navegador? Se você ler os demais 1381 artigos pode ser que você mude de idéia!

www.youtube.com/watch?v=qQNYRTUwtWs

Hahahahahaha :)

Responder
Marcus Benites 14/08/2012 15:28:01

O capitalismo é inerente ao homem, natural. Os esquerdoides o condenam como se fosse algo irreal criado para explorar uns coitados. No entanto, os estados, não importa o tamanho, são capitalistas, caso contrário iriam tirar dinheiro de onde? Os regimes mais comunistas tentaram, na aberração que criaram, um capitalismo de estado, na ilusão de que desse certo. Governos não se opõem ao capitalismo, mesmo comunistas, mas o consideram tão bom que querem tomar conta dele, para benefício de um grupo próprio, criando privilégios e levando o povo à miséria. No atual estágio da humanidade, tirar o capitalismo como da vida das pessoas, se já é uma realidade que ele não passa de uma evolução natural? De certa forma, o homem não decide ser capitalista. Ele já nasce assim.

Responder
eduardo antonio 14/08/2012 18:11:20

CONCORDO PLENAMENTE.

Responder
Renato 14/08/2012 20:48:40

Ao não impedir o exercício da liberdade, o livre mercado acontece. É um fenômeno humano.

Pessoalmente não sou anarquista (e portanto não sou anarco-capitalista). Mas creio que o resumo da idéia é: na liberdade o livre mercado acontece inevitavelmente.

Responder
Marcos Campos 14/08/2012 20:55:34

Magnífico...Magnífico...Magnífico

Hoje estava eu na sala de aula, assistindo a aula de Direito Legislativo para Administração, e eu perguntei á professora o que ela achava da blitz da Polícia Federal nos aeroportos, fuçando as malas de todos que voltam do estrangeiro com seu presentes e apetrechos comprados por lá, sendo taxados de forma coercitiva.

R: A PF tem o direito de utilizar de seu poder de polícia, para verificar sem discriminação, no interesse nacional, coletivo e econômico, qualquer indivíduo que desobedeça o Direito Tributária e o Direito Cível.

Mas professora, o Direito Tributário e Civil, estão acima da constituição?
(dissimulando)

R: Claro que não nenhuma Lei complementar esta acima da Constituição

Então professora, a PF esta ferindo os direitos individuais das pessoas perante a constituição no que se refere a "Livre Iniciativa e Direito a privacidade"

R: Nãooooooooooooooo....Mas e se o sujeito estiver carregando uma bomba na mala? E se ele estiver prejudicando a industria nacional, trazendo produtos baratos? Ele deve ser vistoriado e taxado perante a Lei.


Juro que senti vontade de levantar e parar de fazer faculdade. Acho que ganho mais ficando em casa e fazendo minhas leituras dos autores libertários.

Até porque ela não aceita nenhum argumento como válido, por maior razão e fundamento que eu tenha.

Me calei e me pus a dormir no decorrer da aula......

Responder
Pedro Valadares 15/08/2012 06:43:36

"E se ele estiver prejudicando a industria nacional, trazendo produtos baratos?"

Impressionante como há pessoas que desejam o próprio mal. Como ela, como consumidora que é, pode achar ruim a entrada de produtos mais baratos e defender indústrias improdutivas que vendem mais caro?

"Mas e se o sujeito estiver carregando uma bomba na mala?"

Partindo dessa premissa, a PF deveria estar não só nos aeroportos, mas em todo e qualquer lugar, pois em todo canto pode ter alguém com uma bomba.

Enfim, diante desse cenário, você fez a melhor escolha Marcos: dormir!

Responder
Marcos Campos 15/08/2012 09:36:19

Sim até porque eu não quero pescar os velhos, meu foco são os jovens, bem mais fácil faze-los pensar sobre racionalidade e mundo de faz de contas.

Responder
José J. 15/08/2012 15:50:02

Então não deveria haver fiscalização? A Polícia não tem o direito de saber o que você carrega na bolsa?


Responder
Marcos Campos 15/08/2012 19:20:35

José J. Boas

Então, você já parou para pensar em origem(causa) e efeito(consequência)?

CAUSA: protecionismo, maior carga tributária entre os BRICS(40%), burocracia, estatismo, fascismo, etc.

Balizador é o que fica entre aquilo que vai ser liberado(seu direito individual) e aquilo que vai ser suspenso(coerção do Estado), as Leis.

CONSEQUÊNCIA: contrabando, fiscalização ostensiva, perda da liberdade da livre iniciativa e da privacidade, produtos internos caros e de qualidade duvidosa em relação aos estrangeiros.

Resolva ou elimine a causa dos males e as consequências serão benéficas.

Espero ter ajudado.

Responder
José J. 16/08/2012 18:54:36

Caro Marcos, grato pela resposta.

Mas não ajudou, entretanto, o erro foi meu que não esclareci o meu ponto. Quanto aos PRODUTOS, ok, eu concordo contigo, mas uma coisa é o Policial verificar sua mercadoria a fim de encontrar potenciais danosos. Quanto ao resto - limitar a entrada de produtos melhores - é claro, é um absurdo.


Uma coisa, ao meu ver, é o radicalismo que muitos assumem aqui ao dizer que a Policia não poderia ou, até mesmo, deveria, saber o que você transportará dentro de um avião ou trará de um outro lugar. Claro, não concordo como a forma grotesca que é feita hoje, acredito que deveria ao menos haver melhor preparo e privacidade. Contudo, entre a não fiscalização e uma melhor fiscalização é um abismo gigantesco. O que acha?

Cordialmente.

Responder
mcmoraes 15/08/2012 19:35:52

Sim, é claro que deveria haver fiscalização. Não somente nas bolsas, mas também nos orifícios anais de todas as pessoas. Afinal, com a tecnologia de hoje em dia, é possível fazer bombas bem pequenininhas. Nunca se sabe o onde o perigo se esconde e nós sabemos que esse negócio de direito à privacidade é uma bobagem sem tamanho, certo?

Responder
Jose J. 16/08/2012 19:01:13

Radical demais, talvez um raio-X já seja suficiente para eliminar essa violação de corpo. O problema seria disponibilizar em todos os aeroportos, mas diante dos benefícios seria algo bom a se investir.

Responder
Marcus Benites 15/08/2012 20:57:40

Não.

Responder
Andre Cavalcante 15/08/2012 21:39:25

Atendo-me apenas a questão da lei: se tá na Constituição que o cada um brasileiro tem o direito a propriedade (sua mala) sua individualidade (sua vida, seu corpo), a única forma de a polícia federal (ou qualquer outra) entrar na sua casa, revistar sua mala ou a você será por meio de um mandado judicial, o qual somente é emitido por um juiz com base em fortes evidências de crime.

A simples revista é um atentado à individualidade (quando não solicitada, ou mesmo solicitada e não atendida).

Deveria ser assim, mas sabe como é Brasil, as leis existem para não serem cumpridas...

Responder
Jose J. 16/08/2012 19:21:36

Olá Andre, obrigado por trazer elementos enriquecedores à discurssão.

No entanto, está igualmente na Constituição que é atribuição da PF zelar pela Segurança Nacional e pelos passageiros. Logo, no Aeroporto, exemplo que estamos tratando aqui, a PF desenvolve um serviço policial da União no limite físico do poder soberano do Brasil, e, em um ponto estratégico. Sendo assim as ações preventivas ou repressivas estarão submetidas à variantes diversas, mas ainda dentro e com cobertura da própria Constituição que, ainda prevê, a revista pessoal e à bagagem. Sendo assim, você não pode comparar uma bagagem de mão à uma Casa, visto, obviamente, que você não embarca uma Casa num avião.

E, me perdoe a pergunta, você já saiu do Brasil?

Responder
Pedro Valadares 16/08/2012 03:57:30

"Então não deveria haver fiscalização? A Polícia não tem o direito de saber o que você carrega na bolsa?"

Quer dizer que a polícia deve revistar inocentes?

E mais. A maioria dos policiais federais não está nos aeroportos para achar bombas e sim para tomar dos cidadãos os produtos baratos que eles trazem de fora do país. Dessa forma, o pobre consumidor fica obrigado a comprar produtos de qualidade inferior e preço maior. Você realmente acha que isso tá certo?

Responder
Jose J. 16/08/2012 19:32:14

Caro Pedro,

Entendo o seu ponto, mas, desde que não inventem um detector de inocência eu prefiro que alguém vá e faça esse trabalho, mesmo que eu não goste muito.

Concordo - que existe corrupção e oportunismo em toda parte - mas há, ainda assim, um essencial papel atribuído para essa instituição. E novamente, concordo, não deveriam tomar produtos ou impedir sua entrada da forma como fazem.

Responder
anônimo 16/08/2012 21:33:06

Ou seja, para você todo mundo é culpado até que se prove o contrário...

Responder
Pedro Valadares 17/08/2012 04:43:33

José, diante do que aconteceu aqui em Brasília, onde policiais federais (pagos com meu dinheiro) resolveram fazer operação padrão e revistar TODO MUNDO, fica muito difícil achar razoável o trabalho dessa instituição.

Várias pessoas perderam voo, várias outras ficaram impedidas de deixar o país porque a PF não estava emitindo passaporte etc.

A grande questão é: quem revista o policial? Se não há detector de inocência, como posso confiar que esse policial não vai me extorquir ou vai me revistar só para atrapalhar minha vida?

Responder
Andre Cavalcante 17/08/2012 05:14:42

Pedro,

Neste angu todo da operação padrão, o que a mídia inteira não fala é o seguinte:

OPERAÇÃO PADRÃO: é pegar o procedimento e aplicá-lo à risca. Ou seja, é o que eles DEVERIAM fazer diariamente, mas não fazem. E ainda estão pedindo aumento para parar de fazer o que, na lei, tá escrito que eles TEM que fazer!

Só falam do transtorno ao usuário, mas esquecem-se de que quem criou esses absurdos está lá em Brasília e que, quando vai viajar, por causa da imunidade parlamentar, não pode ter as bagagens vistoriadas como todo o resto da população.

Resumo: ou o trabalho está regulado demais (eles tem procedimentos demais a fazer) o que indica que SEMPRE era pra ser assim, ou, se não era para ser assim, significa que não há menor necessidade deles, que eles simplesmente não tem nenhum motivo para existir.

A minha visão é que eles não tem o que fazer (a única bomba por motivos políticos no Brasil, inclusive, explodiu fora de hora) e, portanto, não há nenhum sentido em existir polícia federal nos aeroportos. Abra o país à concorrência e deixe a segurança por conta da companhia. Se uma bomba explodir em um voo, pode ter certeza que será o último voo daquela cia, de forma que a segurança vai ser sim uma prioridade para as cias aéreas.

Abraços.

Responder
Pedro Valadares 17/08/2012 05:44:41

André, não sei ao certo, mas tenho quase certeza de que a lei não estabelece revista a todos os cidadãos.

Mas concordo com você. É um desnecessidade imensa a presença da PF, pois como disse antes, tivesse mesmo perigo de bomba, a PF deveria estar em todas as fronteiras não só entre países, mas também entre estados e entre cidades, porque em cada lugar alguém poderia entrar carregando artefatos explosivos.

Responder
anônimo 17/08/2012 12:25:55

Gostaria muito de viver em um mundo onde as pessoas não sequestram aviões, tentam derrubá-los com explosivos plásticos presos à perna, não tentam embarcar com duas automáticas múnidas, ou entram ou saiem com drogas a afins. E se alguém por ventura sequestrasse um avião, e que, por ventura, o chocasse contra uma torre, acredito eu, que esse não seria o seu último voo. De fato, a PF está defasada, pouco pessoal e equipamentos já ultrapassados. A greve - mal feito por sinal - é para isso, aumentar o efetivo e revitalizar seus equipamentos para tentar ser o mais efetiva possível.


Pedro

De fato, e com efeito, é para isso que a outra polícia está - também - nas ruas.



Até o próximo tópico.

Responder
Leandro 17/08/2012 12:51:20

Prezado anônimo, não sei muito bem quais fontes você costuma utilizar para se informar, mas lhe aviso: você está pedindo socorro justamente à instituição que possibilitou tudo isso.

Pra começar, a segurança aeroportuária nos EUA -- sim, a mesma que deixou terroristas embarcarem em aviões -- sempre foi monopólio estatal. Do jeito que você quer. Ademais -- e aqui vai o principal --, pouco antes do 11 de setembro, o governo havia proibido pilotos de avião de portarem armas em suas cabines de comando. Sério.

Agora imagine isso: caso aqueles pilotos estivessem armados, terroristas munidos de facas certamente não teriam conseguido cometer os ataques. Consequentemente, não haveria guerra do Afeganistão e talvez nem do Iraque. A bolha imobiliária americana -- aditivada pela expansão monetária feita também para financiar estas duas guerras -- poderia ter sido bem menos intensa, o que significa que não haveria a atual crise financeira. Por conseguinte, o intervencionismo não estaria no ponto em que está hoje, e o mundo seria mais livre e mais próspero.

Ou seja: uma simples arma na cabine de comando de um avião poderia ter mudado todo o mundo atual. Mas você insiste em querer um aparato estatal bilionário que já se comprovou totalmente ineficaz. Todo o aparato de $400 bilhões do governo federal dos EUA não foi capaz de proteger os americanos contra um catastrófico ataque terrorista, ao passo que uns poucos revólveres nas cabines de comando dos aviões poderiam ter salvado o dia. E o mundo.

Responder
Marcos Campos 13/02/2014 16:50:21

O que condiz exatamente com o texto.

Responder
Marcos 15/08/2012 09:43:44

Os dilemas propostos só são difíceis para uma moral relativizada e sem fundamento mais profundo. Se formos reparar, em todas estas questões colocamos fatos naturais em confronto com atos humanos que invadem a esfera de outros humanos. Qualquer "ética" que saúde o sacrifício humano involuntário com o objetivo de impedir catástrofes naturais é abominável. Do que adianta manter uma sociedade suja de sangue? Morrer todos nós vamos, cedo ou tarde. O que realmente conta é o que fazemos em vida.

Com os meus conhecimentos religiosos, não vejo nenhuma das grandes religiões respondendo afirmativamente ao "bem comum". Se esta é a gênese da moral humana, então fica claro que a humanidade se perdeu em algum ponto.

Felizmente ainda existem pessoas capazes de escrever artigos como este, chamando as pessoas à razão.

Responder
Alexandre 15/08/2012 15:34:55

E que tal este dilema?

- Thomas Robert Malthus (1766-1834), economista inglês, é autor do livro 'Ensaio sobre o princípio da população' (1798), no qual afirma que a produção de alimentos cresce em produção aritmética enquanto a população cresce em ordem geométrica, disto decorre que a fome e a pobreza são duas fatalidades contra as quais nada pode ser feito.

Responder
Tiago RC 16/08/2012 07:07:50

É mentira que a produção agrícola aumenta linearmente. Até porque, se fosse verdade, não estaríamos todos aqui. De 1800 pra cá a população aumentou exponencialmente.

E, no mais, Overpopulation is a myth:

Responder
Patrick de Lima Lopes 17/08/2012 06:29:14

Malthus, o pai que Keynes nunca conheceu...
Mas vamos lá, em primeiro lugar, o argumento de Malthus é extremamente inválido pois não leva em conta dois fatores essenciais do mercado livre: Eficiência(1) e preço(2).
------------------------
(1) Eficiência.

Costuma ser a justificativa mais comum entre professores de geografia quando estes desejam explicar a seus alunos a razão de o prognóstico do Malthus ter falhado.
Acontece que, durante o processo de competição, o vitorioso é determinado pelo mercado consumidor; ou seja, aquele que é mais capaz de agradar às demandas de seus consumidores é o vencedor. Mas como este processo ocorre?

O mecanismo de preço é essencial. Quanto menores forem os custos de produção e maior for esta, menores os preços serão. O processo que determina a quantidade de bens obtidos por "unidade de capital" é chamado de rendimento do capital. Quanto mais bens produzidos por unidade de capital, maior será minha capacidade de agradar ao consumidor acima de meus opositores e por conseguinte, maior o lucro.

Mas como aumentar o rendimento do capital no processo produtivo? Tecnologia. Empresas que competem entre si estão em constante luta para obter produtos mais avançados e mais baratos a seus consumidores. Vide a tecnologia do computação, por exemplo. Este processo não era diferente durante os séculos XVIII e XIX, quando diversas tecnologias foram desenvolvidas OU adaptadas privadamente para melhor o rendimento do capital no campo.

Consequência: A tecnologia aumentou a produção e não houve fome; entretanto meus competidores também estão inovando, o que me obriga a estar em constante competição pela preferência de meus clientes.
------------------------
(2) Preço.

Agora vamos supor um cenário hipotético que o livre-mercado não contasse com a eficiência e que qualquer melhora na razão de produção por unidade de capital fosse IMPOSSÍVEL.

A primeira reação seria simples: A demanda por alimentos superaria vastamente a oferta, o que aumentaria o preço dos mesmos.

Em matéria de lógica, os altos preços alimentícios dariam ao investimento na produção de alimentos um potencial de lucratividade enorme.

Então, naturalmente ocorreria uma divisão de trabalho baseada na necessidade: Grandes quantias de capital e recursos escassos(incluindo mão-de-obra) seriam deslocados às zonas produtivas com o intuito de satisfazer a demanda por alimentos.
Resultado: O alto potencial de lucratividade do capital investido na produção de alimentos tornaria a competição no setor uma batalha severa, fator que, mesmo com a impossibilidade do aumento da eficiência, ainda tornaria os preços mais agradáveis ao consumidor na margem de o lucro ser maior que o custo do capital.
------------------------
Ou seja, de nenhuma forma Malthus estaria correto em seu prognóstico. Mesmo que toda a sociedade tivesse de ser lançada ao campo, ainda sim não haveria a crise mencionada por este graças ao mecanismo do preço.

O matemático claramente não estava ciente da estrutura do mercado, do sistema de preços, da divisão do trabalho(que é consequência da necessidade vide que o indivíduo para seu sustento em um livre-mercado precisa servir ao outro de alguma forma), da eficiência e de diversos outros fatores.

Não deixe o mito da super-população enganá-lo.
Aqui está um ótimo vídeo a respeito:
www.youtube.com/watch?v=InnV31RQCYI&feature=plcp
------------------------
Qualquer dúvida, mande.

Responder
Marcos 25/08/2012 22:22:30

Vamos fingir por um momento que o Patrick e o Tiago não tenham demolido essa proposição. Se a fome e a pobreza são coisas contra as quais não podemos fazer nada, então aonde está o dilema? Não há dúvida alguma, a fome estará aí e teremos que aceitar isso, pois está fora do nosso alcance.

Responder
Neto 26/08/2012 03:52:19

Jim Rogers vive falando que os fazendeiros vão ser os bilionários do futuro, será que ele está errado?

Responder
Joao 23/08/2012 07:32:19

Eu diria que não às duas situações. Fiat iustitia,et pereat mundus

Responder
Alexandre 26/08/2012 06:15:52

Quanto custa atualmente a alimentação (o mínimo necessário) para um indivíduo sobreviver 30 dias?
R: vamos supor que seja R$ 60,00 nos dias de hoje - Ok!? (R$ 2,00 por dia = 1 pão, 1ovo, 1 cenoura, 1 copo de leite e 1 banana + água) - Uma família que tenha uma renda mensal de, digamos, R$ 240,00 não deve ter mais que 4 indivíduos. Se essa quantidade aumentar, alguém passará fome. - Certo!? - Coloque esse exemplo numa escala continental e verá que o controle da natalidade se faz necessário.

Temos que entender que existem classes de seres humanos "sub-normais", e tais seres vem se multiplicando assustadoramente em todo o mundo. - Por exemplo:

1) Veja as mendigas, bêbadas e drogadas de rua sempre com um bebê no colo e outro na barriga, mais a prole de meninos(as) à sua volta. Que futuro esses terão?

2) Veja o aumento da criminalidade entre os adolescentes. Onde vamos parar?

3) Veja o número de psicopatas existentes na política/governo/funcionalismo público. O que fazer?;

4) Veja a degradação da educação, onde um "estudante" entra numa faculdade (que a cada dia fica pior) sem ao menos saber ler e escrever corretamente. Qual mercado sobreviverá à concorrência com esta mão-de-obra tão pobre que estão formando?

Etc. etc. etc.

-------------------------------

É muita pretensão acharmos que apenas o Livre Mercado resolverá toda e qualquer questão econômica do mundo. Há problemas de ordem genética, estrutural, individual, geográfico, sócio-cultural, educacional, religioso e tantos outros que tornam a "equação" VIDA um problema altamente complexo, que na maioria dos casos foge do alcance da Economia.

A Economia nunca trará a prosperidade coletiva enquanto a coletividade não incluir toda a humanidade, e a humanidade nunca progredirá enquanto não planejar sabiamente sua população.

Responder
pensador barato 26/08/2012 09:38:09

Alexandre qual é a sua,tu é ignorante ou está se fazendo de tal,pois tu diz que o livre mercado é incompetente para autoorganizar-se e a humanidade está se autodestruindo com a natalidade descontrolada,tu diz que o estado é competente para controlar a natalidade quando todos sabemos que não é pois a prática tem demonstrado isto,quando tu diz que o livre mercado é pretensioso para qualquer coisa muito mais é o estado que é gerenciado por gente de carne e osso com as mesmas qualidades e defeitos das pessoas que formam o livre mercado que tu condenas,portanto como será esse estado virtuoso que tu defendes com tanta esperança,será ele formado de sábios filósofos a moda platônica ou será de ETs iluminados que só fazem o bem com o dinheiro alheio,ora ora Alexandre acorda para a realidade,a humanidade não é melhor porque existe o estado, ela é melhor quando seus esforços são reconhecidos e recompensados sim o lucro é um sinal deste reconhecimento e recompensa ao contrário dos impostos que são injustos e mal e porcamente utilizados por uma elite de dirigentes nada iluminados e super mal-intencionada e ai onde estará essa virtude do estado patético para controlar qualquer coisa visto ser dependente dos humores do politico de plantão.

Responder
Alexandre 26/08/2012 16:54:19

Caro Pesador Barato,

Você está afirmando coisas que eu não escrevi e/ou não entendeu o meu recado.

Sou totalmente contra o estado e a favor do Livre Mercado. Porém, meu caro, é necessário planejamento e mudança de paradigmas antes de se pensar em adotar o Livre Mercado. Se o povo não pensar em empreendedorismo, em cooperativismo, em planejamento familiar, entre outras tantas coisa, fica difícil implantá-lo.



Responder
pensador barato 27/08/2012 06:09:09

Caro Alexandre tu está subestimando a capacidade do povo,coisa que os estatistas e políticos adoram falar e se venderem como salvadores da pátria,o livre-mercado é formado por todos independente de conhecimento e de nível intelectual por exemplo tu se acha inteligente mas não soube expressar seus conceitos com clareza a respeito do controle de natalidade tanto é que te questionei chamando-o de estatista,ora Alexandre o povo estando livre das amarras estatista é capacitado e disciplinado sim senhor e por favor não confunda psicopatas com estado de pobreza coisa que nossa elite preconceituosa faz diariamente ao chamar os pobres de preguiçosos e marginais,esquecendo-se cinicamente de que os maiores bandidos estão em seu seio(lobistas,políticos e empresários mal-intencionados com contratos com o governo)portanto o povo livre sabe se organizar tranquilamente pode acreditar e viva a liberdade.

Responder
Alexandre 27/08/2012 07:01:17

Caro Pensador Barato, os psicopatas que me refiro são exatamente esses que você citou: (lobistas, políticos e empresários mal-intencionados com contratos com o governo). - Outra coisa: eu não disse que os pobres são preguiçosos, eu disse que há muita gente preguiçosa no Brasil, e friso mais: os principais preguiçosos do país são a grande maioria dos funcionários públicos. Esses jamais serão empreendedores, pois não possuem o menor tino para o comércio. Basta lembrar daquela época em que o governo fez o tal PDV "Plano de Demissão Voluntária", onde milhares de ex-funcionários públicos abriram seus próprios negócios (sem planejamento) e a grande maioria quebrou em poucos meses.

Portanto, faz-se necessário muito planejamento para que o mundo siga o modelo do Mercado Livre. Um bom exemplo disso é o SEBRAE, a EMBRAPA e outros que auxiliam o empresariado a planejar e executar de maneira inteligente seus negócios. Eu nunca disse que quem tem que planejar (exclusivamente) é o estado.

E outra: se deixarmos na mão de cada pessoa a incumbência de seu próprio planejamento, veremos uma avalanche de empresários quebrando, de desempregados, de revoltados com o novo sistema, etc.

--------------

Ok Leandro! - Só quis, com aquele exemplo, frisar a importância do PLANEJAMENTO em todos os aspectos, onde no início de meus comentários quis mostrar a importância do planejamento familiar/controle da natalidade (sem que o estado interfira ou imponha). Mas para isso, necessitamos de um povo esclarecido, educado, etc.




Responder
Patrick de Lima Lopes 27/08/2012 07:39:01

Alexandre, existe consultoria financeira para quem deseja entrar nos negócios.
Não é um serviço muito caro e é privado.
Empresas governamentais que servem de escolinhas a investidores, se existem, não podem ser consideradas planejamento mas sim puro desperdício.

Responder
Patrick de Lima Lopes 26/08/2012 10:23:25

Bem, vamos lá...

Sobre o custo da alimentação. Nada o que comentar. Quando o rendimento do capital por unidade de mão-de-obra era pequeno, ter filhos era um bom negócio pois representava mais lucro que prejuízo. Vide, por exemplo, a época de Malthus. Adam Smith explica que era muito comum britânicos irem aos EUA para que pudessem casar com viúvas com muitos filhos em busca de uma parceria vantajosa a ambos os lados. Outra, não há um determinado custo de alimentação a ser definido por pessoa. Basta ir a um super-mercado; lá irá verificar que existem opções mais baratas e opções mais caras do MESMO produto, isto ocorre porque a disposição ou capacidade de pagar dos indivíduos é diferente.
Recomendo que você leia minha última contestação a respeito do "Preço", principalmente quando falo de divisão de trabalho e como ela sempre gira para satisfazer uma demanda se há um mercado com liberdade decente.

Agora, a respeito da família hipotética de 4 membros, se nesta altura do campeonato você ainda não foi capaz de estruturar o raciocínio austríaco para responder seu próprio questionamento, sugiro que volte desde o início e leia "As 6 Lições" de Mises.
(Devo lembrá-lo do valor subjetivo.)
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1) ...Sem comentários.

2) Se algum adolescente violar minha propriedade, minha vida ou minha liberdade, terá consequências. O crime sempre existiu e nunca elegeu idades. Não sou capaz de explicar melhor que este artigo:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=625

3) Não entendo a razão de psicopatas terem sido mencionados em seu texto. Há
psicopatas em todos os cantos da sociedade pois estes são indivíduos biologicamente problemáticos. Quanto aos psicopatas no serviço público, faria diferença para você ser assassinado por um psicopata ou por um sujeito comum?
Diferentemente do que o Zeitgeist: Moving Forward deixou a parecer, existem SIM psicopatas em todos os locais do mundo e não apenas em países desiguais. Problemas familiares e abusos que podem vir a despertar o gene da violência são onipresentes. Ainda não possuímos conhecimento o suficiente para descobrir como tal gene pode vir a ser despertado e acredite, por mais próspera que seja a Nova Zelândia, os indivíduos de lá não pertencem a uma raça superior livre de imperfeições psicológicas e perfeitamente empáticos.
Minha sugestão é: Fique longe do paradigma do homem superior. Não espere que eliminando as desigualdades da sociedade nós iremos evoluir como seres humanos. Apenas digo isto pois notei um fantasma sorrateiro em sua argumentação.

4) ...Sem comentários.
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Agora, a parte mais polêmica da sua dissertação: Sua própria conclusão.

- Problemas de ordem genética. Lembro-me de um certo indivíduo do século XVIII que enquanto seus companheiros culpavam a cor da pele do vizinho por sua "pobreza", este escreveu um livro de 1200 páginas explorando como a riqueza das nações é consequência natural da liberdade econômica.
Se estiver referindo-se a um psicopata com esta sua afirmação, já escrevi um breve texto a respeito.

- Problemas de ordem geográfica(...). Se minha terra não é fértil o suficiente para que eu plante bananas, que eu sirva ao plantador de bananas com minha mão-de-obra ou com aquilo que posso produzir. Ao afirmar que há um problema de natureza geográfica, você está rejeitando completamente o princípio de trocas voluntárias.

- Sócio-cultural. Se faz parte de uma cultura a não-obtenção de bens tecnológicos(vide os Amish), não posso obrigá-los. Admito que estes o fazem por opção própria. E antes que diga que aquele que nasceu um Amish é incapaz de transgredir os paradigmas sociais de sua sociedade, saiba que enfrentar as idéias vigentes é uma luta que inicia na adolescência e termina no túmulo. Isto ocorre entre os próprios "isolacionistas".

- Religioso. Está incluído no contexto sócio-cultural. O discurso vigente em minha família foi o cristianismo, nada me impediu de pesquisar e formar minhas próprias opiniões e discordâncias em relação a este. A cultura por si só é uma doutrina e é inerente da existência humana atravessá-la para que apareçam novos valores.
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"e a humanidade nunca progredirá enquanto não planejar sabiamente sua população."

Novamente, você demonstra que acredita na possibilidade um método científico perfeito para a criação das novas gerações que seja eficaz o suficiente para gerar o super-homem. Porém devo alertá-lo que este seu ideal metafísico(supostamente baseado em ciência) consiste em uma construção de ideal SOMENTE sua;

Infelizmente, aqui a razão abraça a metafísica e forma um dos ideais mais perversos que já existiram. O conceito do homem superior é presente no marxismo e o próprio Engels afirma em uma de suas mais chocantes construções que há uma incapaz de aderir à revolução e que esta precisa ser eliminada.

O que poderia afirmar é que não há cientista, super-computador(TZM), filósofo ou poeta capaz de criar uma perfeição tangível ao caráter humano ou à administração de recursos escassos. Humildemente homenageando a Hayek, digo: Qualquer modelo baseado em um planejamento central sobre as vidas dos mais diversos indivíduos consiste em uma arrogância fatal.
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As razões da pobreza dos indivíduos são simples: Não-desejo de servir a outros por opção própria, incapacidade de servir a outros ou capacidade de servir a outros impedida.

Não há indivíduo "biologicamente" programado à improdutividade, geograficamente imposto à inferioridade ou incapaz de servir à sociedade de qualquer forma. Mesmo pessoas fisicamente lesadas, quando são capazes de explorar suas próprias especializações, são perfeitamente capazes de superar sua deficiência de uma forma ou de outra.

Minha recomendação é a seguinte:
www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=39
- Leia os dois primeiros capítulos principalmente e caso queira, o livro inteiro.

Desculpe se não fui direito o suficiente. Haverão dúvidas, então mande.

Responder
Caio 26/08/2012 10:56:46

O valor máximo do bolsa-família é R$ 306,00. Segundo tal fonte, a cesta básica no ABC custa R$ 333,92, e o valor sem ICMS, PIS, CONFINS seria R$ 217,00 (www.metodista.br/rronline/rrjornal/2010/ed-949/impostos-da-cesta-basica-chegam-a-35). Ué, o livre mercado deixa mesmo as pessoas com fome? Detalhe, o valor do frete no país passa por regulamentação da ANTT, há milhões de trâmites na ANVISA, custo dos transporte ferroviário e aéreo totalmente regulado, IRPJ, Imposto de importação (sim, poderia haver uma oferta maior de alimentos), entre outros problemas. Vale salientar que há um grande número de terras pertecentes ao governo cujo não produzem nada.

Quem é o vilão agora?

Responder
Marcos 26/08/2012 11:28:56

Realmente o livre mercado não vai resolver todos os problemas da humanidade. Acreditar nisso é embarcar em uma utopia furada. A grande questão é: um estado planejador vai resolver esses problemas? Não. Um estado centralizador tem menos condições ainda de tratar desses males, exatamente pela complexidade dos fatores que você apontou. Uma abstração vinda da cabeça de um grupo pequeno de burocratas dificilmente se sairá melhor do que a interação entre inúmeros agentes livres, cada qual com seus próprios planos e aspirações. Com a liberdade, as tais questões que você abordou serão levantadas e discutidas dentro da própria sociedade.

Enfim, problemas sempre vão existir. O importante é responder a duas perguntas:
Qual sistema tem melhor resultado?
Qual sistema é mais justo? Esqueça a tal "justiça social", pense em princípios éticos

Aqui existem vários textos que respondem a estas indagações. Se tiver alguma dúvida é só recorrer a eles.

Responder
Alexandre 26/08/2012 13:53:39

O problema é muito complexo, e insisto que há urgente necessidade de PLANEJAMENTO em todos os aspectos (micro e macro).

Não se pode pensar em Livre Mercado com uma população preguiçosa, sem instrução e sem o mínimo de atitude empreendedora. Uma boa medida de mudança de paradigma seria incentivar a população ao cooperativismo em todos os aspectos da vida.

Digo isso pois sei que 80% dos alunos brasileiros que entram numa faculdade desejam, após a formatura, passar num bom concurso e se tornar funcionário público. Infelizmente é essa a mentalidade do nosso povo.

Do outro lado, os "desafortunados" se lambuzam com as "esmolas" do governo e enxergam, na procriação sem planejamento, uma forma de aumentar sua renda familiar.

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Agradeço as indicações de leitura. Vou ler.

Responder
Andre Cavalcante 26/08/2012 18:59:02

Antes de você pensar em planejamento micro e macro, veja que a natureza funciona muito bem e ela não é planejada (ao menos do ponto de vista humano). Seus mecanismos de funcionamento são a auto-organização e a emergência. Utilizar isso é a maneira correta de se trabalhar com sistemas realmente complexos. Planejamento somente é viável para problemas e sistemas pequenos. E isso é provado matematicamente! Quer um outro exemplo de sistema complexo que não tem planejamento central e funciona: Internet!

Responder
Patrick de Lima Lopes 26/08/2012 19:29:04

Planejamento central... Alexandre, vamos lá:

"Não se pode pensar em Livre Mercado com uma população preguiçosa, sem instrução e sem o mínimo de atitude empreendedora. Uma boa medida de mudança de paradigma seria incentivar a população ao cooperativismo em todos os aspectos da vida."

Se um indivíduo(Lembre-se que o individualismo metodológico é essencial pois sociedades não possuem desejos ou aspirações, pessoas os têm)não valoriza os ganhos materiais e deseja servir o mínimo possível a outros em nome apenas de seu sustento, este está livre para fazê-lo. Principalmente porque o valor é completamente subjetivo e cabe a cada ser humano estabelecer o que fazer com os frutos de seu trabalho.

"Digo isso pois sei que 80% dos alunos brasileiros que entram numa faculdade desejam, após a formatura, passar num bom concurso e se tornar funcionário público. Infelizmente é essa a mentalidade do nosso povo."

Sua vizinhança possui um pequeno terreno baldio sem dono. Alguns membros da vizinhança começam a jogar lixo nele pois é mais prático que ir até o fim da rua depositar os dejetos. Qual o ganho objetivo de não o fazer? Em um batalhão, todos os policiais ganham pouco e são corruptos, qual o ganho objetivo de ser honesto e ganhar pouco?

Em nenhum destes casos as implicações morais das ações dos moradores e dos policiais devem ser aniquiladas, claro. Entretanto, suas ações são consequência da existência de um bem comum onde não há ganho objetivo em não usufruir deste ao máximo já que o outro usufruirá.

O mesmo vale a uma floresta que é propriedade de todos. Esta será aniquilada em pouquíssimo tempo pois não haverá interesse dos empreendedores em re-plantar já que a propriedade não é destes.

Estendendo este raciocínio, posso também explicar a razão de as pessoas desejarem participar do estado. Primeiro porque os salários são fora da realidade. Segundo porque os benefícios são fora da realidade. Terceiro porque eles são corruptos que não sabem as implicações de seus serviços. Quarto, por que não se outros farão?

Como solucionar o problema dos comuns? Propriedade. Não é esperar que aquela população "evolua" e torne-se um ser menos racional a solução prática.
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"Do outro lado, os "desafortunados" se lambuzam com as "esmolas" do governo e enxergam, na procriação sem planejamento, uma forma de aumentar sua renda familiar."

Sinceramente, não. Agora irei abandonar as explicações econômicas e irei entrar em um panorama geográfico. Durante a ditadura militar, o crescimento da população foi absurdo e não havia nenhuma política imbecil de "redistribuição" de renda; isto acontecia pois a rentabilidade de um filho era grande e as taxas de mortalidade eram menores em centros urbanos. Atualmente, mesmo com as políticas de "redistribuição" de renda, a população urbana(ainda maior) não adota a mesma expansão populacional que antes. Por que?

Porque ter um filho não é rentável. Ele custa tempo e dinheiro. Sem falar que os paradigmas atuais até mesmo ousam rejeitar o trabalho doméstico de crianças. Podemos tentar justificar o crescimento populacional através de uma "aposta" na forma de uma equação: (Esta fórmula é completamente baseada em um salto de fé)

1,5.(Baixa taxa de mortalidade. Vide Império Inca VS comunidades tribais brasileiras) + 2.(Rentabilidade da mão-de-obra infantil, vide EUA dos séculox XIX e XVIII) + (Desenvolvimento de métodos de controle de natalidade por parte DOS INDIVÍDUOS.)/2;

Apesar de os desafortunados receberem o bolsa família, os custos de ter um filho ainda superam em muito os ganhos obtidos através do roubo estatal.

(Também menciono a China, por exemplo. Como meu professor de mandarim, um nativo, explicou de forma sábia: A lei na China dá para ignorar se você tiver amizade. Os chineses não querem ter filho porque é caro mesmo.
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Agora, o melhor fica por último:

"O problema é muito complexo, e insisto que há urgente necessidade de PLANEJAMENTO em todos os aspectos (micro e macro)."

Agora, pergunto-me quem é a sábia mente superior que é capaz de dirigir a sociedade através dos ideais científicos que trarão a evolução do homem.

Novamente você bate nesta tecla tão positivista. Se quiser saber a impossibilidade de um planejamento central na administração de recursos escassos, recomendo a épica obra de Mises, "O Cálculo Econômico sob o Socialismo":
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1141#Parte38

Vou parafrasear um trecho escrito pelo Yuri Maltsev:

"Porém, a efetiva implementação do socialismo mostrou a total validade da análise de Mises. O socialismo tentou substituir bilhões de decisões individuais feitas por consumidores soberanos no mercado por um "planejamento econômico racional" feito por uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido, e quando, como e por quem se daria a produção e o consumo. Isso gerou escassez generalizada, fome e frustração em massa. Quando o governo soviético decidiu determinar 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o caos e a escassez foram o inevitável resultado. O estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista."

E mesmo que o Zeitgeist: Moving Forward e o Project Venus tenham dito que um super-computador é capaz de resolver o problema, apenas lembre que tal elemento não passa de um ser ficcional assim como o filósofo de Platão, uma criatura mítica capaz de preencher as lacunas de uma proposta condenada ao fracasso.

Esse ideal de que a perfeição não é metafísica ou subjetiva, mas sim um conceito tangível; no fim das contas, termina como uma arrogância fatal por parte de quem a estabelece.

Todo planejamento, Alexandre, é condenado ao fracasso. Pois ele baseia-se meramente em um arranjo social onde um pequeno grupo de pessoas torna-se capaz de determinar(Geralmente através de seu cientificismo que não passa de puro idealismo metafísico) toda a vida de milhões e milhões pessoas.

Nesta caverna, os pastores dirão que há lobos e que você deve seguir a trilha. Vencedor é aquele que desobedece. Ainda mais vencedor quem descobre que não há luz no fim do túnel e nem caverna. O ideal não é tangível e não é perfeito, é subjetivo.
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Alexandre, não sou fã da subjetividade, entretanto, uma lição que o Instituto vem ensinando-me é o quão pouco nós sabemos. Qualquer tentativa nossa de apropriarmo-nos honestamente ou desonestamente de qualquer conceito científico para justificar nosso planejamento central sobre a sociedade é, em suma, uma arrogância fatal que vem apenas causando destruição, fome e tristeza por toda a história.

No fim, o ser humano não é uma peça de xadrez. Recomendo, após todas estas leituras anteriores, que você adentre uma leitura extremamente preciosa, o livro "Ação Humana" de Mises. Este trata de tudo que tenho dito e ainda mais.
www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=44
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Desculpe pelo tamanho do texto, é que julguei necessário.

Responder
Renato 26/08/2012 19:45:56

Alexandre

Diga exatamente que áreas do mercado não devem ser liberadas enquanto não se "reformar" toda a população brasileira.

Diferentemente dos socialismos e fascimos (semi-socialismos), a EA não tem a pretensão de criar o "novo homem". No pensamento austríaco, nada impede que particulares ou associações de particulares busquem ensinar pessoas numa relação voluntária (ou numa relação voluntária com seus país ou responsáveis). Na verdade, durante um bom tempo, as escolas americanas eram, na sua maioria, não estatais, e nem mesmo eram controladas em seu currículo pelo estado. Com a estatização generalizada, a qualidade despencou. Então, a base da formação da sociedade americana foi a educação não estatal.

Creio que os pais fundadores erraram ao não proibir, na constituição, que união e estados tivessem qualquer influência sobre as escolas. Talvez se devesse permitir, apenas em certas situações, alguma colaboração de municípios com a educação, que deveria ser primordiamente particular, e o mais livre possível da influência dos governos. Mas seria difícil para os pais fundadores preverem tamanha perversão do sistema de governo que eles criaram.

Responder
Neto 26/08/2012 14:43:31

'Não há indivíduo "biologicamente" programado à improdutividade, geograficamente imposto à inferioridade '

Acho isso muito simplista, então todo mundo pode virar um Bill Gates ou Steve Jobs se quiser? Aí já é wishfull thinking demais.O QI pode ser parcialmente influenciado pelo meio mas também é influenciado pelos genes, existem estudos com irmãos gêmeos provando isso.E antes que me chamem de nazista, não estou falando de raças,estou falando de QI.

Responder
Renato 26/08/2012 19:29:06

Á questão do livre mercado não é que ele não vai resolver todos os problemas da humanidade. NADA vai resolver todos os problemas da humanidade. Por que se cobraria do mercado a solução de todos os problemas da humanidade?

O mercado deve ser livre por duas razões:

1. Um ser humano livre tem o direito de praticar atos (compra, venda, produção, celebração de contratos) que resultam em livre mercado. Quanto mais respeitados os direitos dos indivíduos, mais o mercado será livre. Históricamente foi assim que o mercado tornou-se mais livre, foram sendo abolidas certas restrições que eram claramente injustas, e disso resultou mais liberdade de mercado. Não foi uma ideologia, foi a simples busca por mais liberdade. A atual situação de um mercado extremamente distorcido, isso sim é resultado de ideologia e de ação planejada.

2. Se o mercado for mais livre, a sociedade produzirá, no geral, mais riquezas. Portanto é condição necessária para minorar o problema dos recursos finitos.

São só esses dois motivos. Isso não tem NADA A VER com a solução de todos os problemas da humanidade, nem mesmo da maioria deles. Se alguém estiver preocupado com resolver problemas humanos, trabalhe em cima de problemas específicos. Porque as pessoas que afirmam que podem resolver todos os problemas da humanidade são charlatões perigosos.

Responder
Patrick de Lima Lopes 26/08/2012 19:44:39

'Não há indivíduo "biologicamente" programado à improdutividade, geograficamente imposto à inferioridade '

Não é apenas se quiser. É apenas se trabalhar. Eu não direcionada esta afirmação aos gênios, estava falando de pessoas deficientes que conseguem servir a sociedade apesar de suas infelicidades.
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Não foi o Nikola Tesla que adaptou a fibra óptica para solucionar os problemas da escassez de cobre e acabar com os cabos de telecomunicação.

Não foram grandes gênios que elaboraram sua pasta de dente, que planejaram seu videogame, que criaram metade dos seus softwares e produziram quase tudo que existe em sua vida.

Há pessoas fenomenais neste mundo? Concordo. Entretanto, as capacidades que a sociedade requer podem ser ensinada. Dou a mim mesmo o luxo de ser irrealista e peço perdão se minhas palavras não forem bem compreendidas, mas o melhor aluno da turma dificilmente é o mais inteligente e quase sempre é o mais diligente.

Diligência é uma das 7 virtudes capitais e em minha opinião é a mais importante. Ela estabelece a capacidade do indivíduo de cumprir com o que deseja e com seus deveres, ela é a diferença entre um dever de casa feito e um dever de casa não feito. Por conseguinte, é a diferença entre uma nota alta e uma nota baixa.

Apesar de existirem pessoas como Bill Gates, que foram intelectualmente favorecidos, basta lembrarmos onde estas estariam se não tivessem tido o direito de associarem-se com outras pessoas capazes de utilizar suas mentes para atingirem objetivos.

Empreender não é tão diferente de fazer uma boa prova, apenas requer diligência para poupar o capital/estudar, paciência para temperar entre as opções disponíveis e a capacidade de viver uma vida de alianças profissionais.

Lembre-se, o cara que tirou uma nota mais alta que a sua não necessariamente é superior a você ou possui um QI melhor. Raramente nosso cotidiano exige toda a capacidade de nossas mentes, este clama é por mais disposição das nossas mãos.
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A respeito da minha frase, eu fazia referência a pessoas que sofrem algum tipo de deficiência. Todos os anos, com cota ou sem cota, aparecem indivíduos de inteligência comum que conseguem atingir alturas apenas servindo à sociedade com o que têm.

Desculpe se de alguma forma levei a pensar que falava do Einstein ou do Bill Gates.

Responder
Alexandre 27/08/2012 03:53:29

Imaginem que o próximo presidente eleito do Brasil seja o Leandro Roque (aqui do mises.org) e que o mesmo tenha maioria esmagadora de aliados/amigos no Congresso Nacional, onde esta maioria de congressistas são simpatizantes da Escola Austríaca.

O Leandro, no primeiro dia de mandato, reúne o Congresso e comunica aos seus amigos congressistas a seguinte pauta: vamos alterar a Constituição e acabar com o Estado brasileiro, com o Banco Central, fazer privatizações, demitir todos os funcionários públicos, etc.

Eu pergunto: para as mudanças que o Leandro vai realizar, é preciso PLANEJAMENTO ou acaba-se o Estado numa canetada e pronto?






Responder
Leandro 27/08/2012 06:28:56

Prezado Alexandre, o presidente não tem a autoridade de abolir governos estaduais, de modo que tal cenário seja um tanto fictício. No entanto, a Constituição brasileira defende o federalismo (ao menos em teoria). Sendo assim, este plano de transição total ao federalismo, ilustrado em detalhes neste artigo, seria aplicável.

Abraços!

Responder
pensador barato 28/08/2012 12:00:44

Alexandre deixa de preconceito,a liberdade não é barbárie como pintam os estatistas e é verdade que os conflitos na sociedade nunca cessaram e o estado não é o melhor árbitro para resolve-los,nós temos capacidade para resolve-los basta tirar o estado do meio do caminho pois afinal hoje resolvemos muitos conflitos e barreiras com o famoso e condenado JEITINHO BRASILEIRO e por ai vai.

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