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Por que a concorrência é louvada nos esportes e condenada no mercado?

Por que as pessoas adoram ver competições na arena dos esportes — seja nos campos, nas quadras, na pista de atletismo, na piscina ou na quadra de tênis —, mas temem e desprezam a competição na arena do mercado?

A analogia entre os esportes olímpicos e a concorrência inerente a um livre mercado é muito próxima, bem mais próxima do que muitas pessoas são capazes de perceber.  Não obstante, ao passo em que festejamos a competição acirrada no âmbito esportivo, fazemos de tudo para tentar bani-la do âmbito empreendedorial.

Considere que, nos últimos dias, milhões de pessoas não desgrudaram os olhos de suas televisões, seus computadores, iPhones e demais apetrechos eletrônicos, ansiosas que estavam para acompanhar as façanhas e proezas individuais de atletas de todo o mundo nos Jogos Olímpicos.  As pessoas normalmente são mais viciadas em acompanhar esportes de equipes, como futebol, basquete, vôlei, futebol americano e beisebol, mas, a cada quatro anos, somos também levados a acompanhar os dramas proporcionados pelas competições individuais.

São vários os que roem suas unhas e furam o acolchoamento do sofá torcendo nervosamente para seus atletas favoritos ou simplesmente ansiosos para ver feitos heróicos.  Será que haverá outra quebra de recordes na natação?  Haverá um novo homem mais rápido do mundo no atletismo?  O melhor do mundo no tênis conseguirá manter sua fama?  A ginástica artística trará surpresas?

No entanto, as mesmas pessoas que torcem e vibram com a dominância de um atleta na natação e no atletismo condenam e lamentam a dominância de uma empresa no livre mercado.  Por quê? 

A competição e os grandes

A competição nos esportes é cada vez mais acirrada.  Um atleta só consegue manter sua hegemonia se ele estiver se aprimorando continuamente e se esforçando crescentemente.  O mesmo raciocínio vale para o mercado.  Uma determinada empresa que opera em um arranjo de livre concorrência, seja ela grande ou pequena, só conseguirá manter sua hegemonia (no caso, sua "fatia de mercado") caso ela constantemente melhore seus serviços ou continuamente reduza os preços que pagamos por seus serviços.  Ou faça ambos.

A principal alegação dos anticapitalistas neste quesito é a de que uma empresa se tornar muito grande e passar a dominar uma ampla fatia do mercado é algo extremamente perigoso, pois ela, por ser grande, irá praticar preços predatórios para eliminar a concorrência e, logo em seguida, com a concorrência já eliminada, ela voltará a subir os preços e, com isso, jogar os consumidores na miséria.  Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem.  Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente.  Qual a situação agora?  Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos.  A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes.  Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.  Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Por outro lado, tal prática pode sim ser muito viável em um mercado totalmente regulado e protegido pelo governo, no qual não existe liberdade de entrada para a concorrência. Mas aí, neste caso, obviamente não temos uma falha de mercado, mas sim protecionismo estatal.  Em um mercado assim, no qual o que vale é a amizade com políticos, qualquer incapaz prospera.

Adicionalmente, vale enfatizar que o sucesso é por si só algo que estimula e atrai mais concorrência. Assim como Michael Phelps ao se tornar um gigante inspirou jovens nadadores que hoje são seus concorrentes, o sucesso de empresas como Wal-Mart inspirou o surgimento da Amazon e de vários outros estabelecimento especializados em vender a preços baixos, inclusive a próxima mega loja da sua cidade ou a simples butique da esquina, as quais ainda não existem, mas passarão a existir caso o governo permita.

Em seu livro Liberalismo - Segundo a tradição clássica, Ludwig von Mises explicou o que ocorreria caso a concorrência desaparecesse.  "Não haveria novos progressos no sistema de produção."  Não haveria novos aperfeiçoamentos.  Sim, isso faria com que ninguém mais tivesse de se esforçar e nem se preocupar com nada, mas a que custo?  Mises afirma que a produção cairia, pois não mais haveria nenhuma relação entre esforço e recompensa.

Que tal raciocínio seja válido para os esportes é algo que ninguém duvida.  Mas é igualmente válido para a economia, exatamente como Mises explicou.

Os benefícios e os obstáculos

A beleza de uma concorrência de livre mercado é que, nela, os reais vencedores são os consumidores.  Todos nós somos beneficiados pela capacidade de uma empresa conseguir fornecer bens e serviços de maneira cada vez mais eficiente e a preços reais cada vez menores.  Da mesma forma, os fãs de esportes se beneficiam ao verem desempenhos cada vez mais exímios dos atletas.  Com o esporte, ganhamos benefícios psicológicos; com o mercado, ganhamos bens e serviços cada vez melhores a preços reais cada vez menores.

De modo oposto, o maior escândalo das Olimpíadas de Londres foi a desclassificação das equipes de badminton da Coréia do Sul, da China e da Indonésia por não terem competido.  Fãs e jogadores se sentiram ultrajados quando estas equipes perderam propositalmente algumas partidas na tentativa de garantir rivais mais fáceis nas fases eliminatórias.  Não competir não é uma opção.

Nos esportes, assim como no mercado, a paz é preferível à guerra.  A sensação de "jogo justo" tem de estar onipresente.  Os mais ferozes e aguerridos adversários se abraçam após a competição, o vencedor e o perdedor se congratulam mutuamente pelo bom jogo.  A maneira mais garantida de se vencer nos esportes e nos negócios é por meio do treinamento e da disciplina.  Nenhum competidor quer realmente ferir e prejudicar seu oponente; todos querem ser vistos como ganhadores limpos, que venceram por seus próprios méritos. 

Já o governo, por outro lado, está constantemente quebrando regras, escolhendo favoritos e incorrendo em violência contra aqueles que não estão em sua lista de favoritos.  Se no esporte o favorecimento se dá por meio de arbitragens corruptas, em um mercado sob intervenção estatal o favorecimento se dá por meio de regulamentações que privilegiam alguns poucos e punem outros vários

Ao passo que, no esporte, o atleta que vencer por meios ilícitos é punido, em um mercado regulado o governo consegue fazer com que seus empresários e empresas favoritos não apenas se mantenham ativos, como também enriqueçam continuamente.

As regulamentações criadas pelo estado sempre foram uma ferramenta utilizada por grandes empresas para suprimir a concorrência de empresas menores e menos politicamente poderosas

As regulamentações criam barreiras que impedem que novos concorrentes entrem no mercado e desafiem as grandes empresas já estabelecidas.  Quanto mais um empreendedor tem de lidar com regulamentações e reguladores, menos tempo ele tem para se dedicar a criar maneiras de aprimorar seus produtos, cortar seus custos e preços, e criar novos produtos.  As regulamentações estatais desestimulam o genuíno empreendimento e a genuína criação de riqueza, ao mesmo tempo em que impõem incomensuráveis custos (em tempo e dinheiro) às empresas. 

Por exemplo, todo o setor de utilidades públicas — como telefonia, energia elétrica, saneamento, TV a cabo e transportes —, fortemente regulado pelo estado, nada mais é do que um cartel monopolista formado exclusivamente por empresas escolhidas pelo governo.  Os preços dos serviços são controlados pelo governo e a concorrência com novas empresas desafiantes é legalmente proibida.  Um privilégio que nos esportes não seria tolerado é, em uma economia regulada, tornado plenamente aceitável pelo governo.

Já em uma sociedade genuinamente capitalista, a concorrência pode vir de absolutamente qualquer lugar.  Ninguém se importa com a pobreza na qual um determinado empreendedor cresceu, qual escola ele frequentou, ou até mesmo se ele chegou a frequentar alguma escola.  É o seu desempenho no mercado o que conta.  No capitalismo laissez-faire, não há nenhum sistema de castas.  Há apenas a preocupação em se criar valor para os consumidores.  Ninguém compra um produto só por causa da árvore genealógica do vendedor.  É o mercado — isto é, a livre escolha de consumo das pessoas —, e não o governo, quem decide quem será rico e quem será pobre, baseando-se exclusivamente na capacidade e na qualidade dos bens e serviços ofertados.  Como e onde estes eleitos foram criados é algo que não importa.

Da mesma maneira, os juízes olímpicos não se comovem — e nem podem se comover — com o histórico dos atletas.  Pouco importa se eles cresceram em famílias pobres, se passaram por grandes dificuldades, se os pais são separados ou se algum deles está financeiramente quebrado.  Na competição esportiva, somente a habilidade, a concentração, a disciplina e o desempenho contam.

Isso é exatamente o oposto de como funcionam o governo, suas leis e suas regulamentações.  Em um mercado regulado pelo estado, só vence quem tem bons contatos na burocracia, quem conhece pessoas poderosas e quem tem influência política suficiente para fazer o governo erigir barreiras à entrada de novos concorrentes.  Sem um sistema de livre concorrência determinando quem é mais produtivo e quem se sobressai, os preços dos bens e serviços se tornam altos e sua qualidade, precária.  Os derrotados são os consumidores.

Nas Olimpíadas, o cronômetro e a fita métrica determinam o sucesso e o fracasso.  Por exemplo, apesar de estar à época com a avançada idade de 39 anos, o búlgaro Jordan Jovtchev competiu acirradamente contra homens com a metade da sua idade nas Olimpíadas de Londres em 2012.  Ele até mesmo conseguiu a prata nas argolas.

O mesmo ocorre naqueles setores onde o mercado é relativamente livre.  Empresas velhas estão constantemente sendo desafiadas pelo surgimento de novos concorrentes.  Não há regras de senioridade no mercado.  Empresas antigas utilizam sua experiência e malícia para concorrer contra as ideias novas e exuberantes das mais jovens.

Nos esportes, sabemos que os grandes competidores são aqueles que observam meticulosamente e aprendem com os outros.  Eles emulam tudo aquilo que é bem-sucedido e evitam tudo aquilo que se comprovou falho.  E isso é para o bem de todos.  Todo mundo se beneficia porque tal postura faz com que tudo e todos se tornem mais excelentes.  Não apenas sabemos que as coisas funcionam assim, como defendemos que seja assim.  Por outro lado, no comércio, há leis estatais que proíbem pessoas de analisarem e copiarem o comportamento de outros.  Quando o Android observa e copia do iPhone, o governo diz que ele está roubando ideias.

Embora esta competição de mercado enriqueça os consumidores, os anticapitalistas e os políticos se referem a ela em termos derrogatórios, como "impiedosa, "cruel", "lei da selva", "cão-come-cão" e "sobrevivência do mais forte".  Mas por que seria algo violento ou incivilizado competir pela preferência das pessoas?  Sempre que políticos atribuem tais adjetivos ao mercado é porque eles querem criar barreiras para excluir a concorrência e privilegiar seus empresários favoritos.  Afinal, a concorrência reduz as margens de lucro.  Descansar sobre seus louros não é uma opção quando se tem de competir continuamente.  E não é todo mundo que quer viver com esta constante preocupação.

Da mesma maneira, atletas que foram campeões mundiais no ano passado não podem simplesmente enviar pelo correio seus desempenhos do ano passado.  Eles têm de fazer tudo de novo, e provavelmente terão de fazer ainda melhor desta vez se quiserem vencer.  O mercado funciona da mesma maneira.  A tecnologia do ano passado já não concorre com a mesma eficiência este ano.  As pessoas podem até falar que têm nostalgia dos bons e velhos tempos, mas elas querem que seus produtos e serviços estejam constantemente atualizados.

É assim que a sociedade progride.  Em vez de pedir ao governo que coloque obstáculos à concorrência, estipulando salários e determinando preços, tarifas e afins, todos nós deveríamos encorajar e até mesmo vibrar com a concorrência amigável do mercado. 

Conclusão

Todo atleta das Olimpíadas está em melhor situação por ter treinado ao extremo, se sacrificado e ter dado o melhor de si.  Quando as empresas, por sua vez, são forçadas a concorrer, elas também irão procurar aperfeiçoar seus produtos e serviços diariamente, sempre querendo ganhar novos clientes.  É a concorrência o que faz dos consumidores os campeões finais.

O que nos leva à pergunta final: por que as pessoas adoram a concorrência nos esportes, mas têm medo dela no mundo do comércio?  A resposta é aquele problema que sempre assombrou a história da humanidade: ignorância econômica.  E apenas o estudo sério e sincero de como realmente funciona a economia pode nos fazer perceber o elo explícito entre esportes e comércio — bem como ver os erros daqueles que celebram o primeiro e demonizam o último.

Não há nenhuma "lei da selva" nas Olimpíadas.  E nem em uma sociedade genuinamente livre.

 

2 votos

autor

Douglas French
é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply.  Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.

  • Henrique  13/08/2012 05:47
    Eu recebi esse artigo pelo Laissez Faire Today e estava prestes a traduzi-lo pra compartilhar, mas duvido que faria um trabaho tão bom. Obrigado!

    Grande abraço.
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  13/08/2012 06:42
    Excelente artigo! A analogia entre as competições esportivas dos Jogos Olímpicos e a concorrência de livre mercado foi tecida de maneira extremamente inteligente.
  • Cristiano  13/08/2012 08:04
    Competidor é colaborador. O Aprendizado é perpétuo.
  • Atylla  13/08/2012 08:48
    Quando o Android observa e copia do iPhone, o governo diz que ele está roubando ideias.
    Se uma empresa farmacêutica investe dois bilhoes em um remedio contra o cancer e calcula que a caixa deve ser vendida a R$ 50,00, para se recuperar o capital investido e obter lucro, uma empresa concorrente copia a fórmula e vende a caixa a R$ 20,00 obtendo uma grande fatia do mercado. Isso nao vai desestimular novas pesquisas?
  • Jose Roberto Baschiera Junior  13/08/2012 09:03
    Não divulgue a fórmula. Mantenha em segredo.
    Mesmo com espectrômetros de massa é complicado copiar medicamentos.

    O problema hoje é que os laboratórios são obrigados a divulgar as fórmulas, então o governo se compromete a usar a porrada pra proibir as cópias.
  • anônimo  13/08/2012 09:06
    Atylla,

    1) Fazer "engenharia reversa" não é tão simples assim;

    2) Li uma vez que a engenharia reversa de remédio mais rápida já feita levou dois anos;

    3) Para ter uma patente, você tem de publicar o conteúdo. Se não há patentes, você pode esconder o conteúdo. Sem a publicação do conteúdo, a engenharia reversa é bem complicado.

    4) Uma parte considerável dos custos de P&D está ligados a exigências do próprio governo -- bilhões são gastos fazendo pesquisas exigidas pelo FDA ou pela Anvisa, e outra montanha de dinheiro é gasta com advogados;

    Em suma: quem possibilita a engenha reversa é o governo, que obriga as farmacêuticas a publicarem suas fórmulas.
  • Andre Cavalcante  13/08/2012 10:17
    Essa é boa:

    Por que será que hoje nos lembramos do Leonardo Da Vince e não daqueles que o copiaram? Interessante é que na sua época, não havia patentes, nem outra coisa que não o seu gênio para lhe proteger. Resultado, seus escritos são em linguagem invertida. E olha que seu campo é engenharia, cuja reversão é relativamente fácil.

    Abraços.
  • Tiago Moraes  13/08/2012 13:02
    A grande ironia nessa questão toda, é justamente que as nações Comunistas sempre foram, historicamente, as maiores entusiastas das competições olímpicas.
  • Andre Cavalcante  13/08/2012 14:22
    É, porque, do ponto de vista das nações, o mundo é anárquico, não há governo, então as relações entre países é de alguma forma concorrencial. Uma das formas de se impor a outros é através do predomínio nos esporte. Outra forma é a guerra, mas esta é muito cara.

    Abraços
  • Neto  14/08/2012 03:40
    Anarquia entre aspas né, na real o tio sam se acha a polícia da terra, mas só se mete em alguma coisa quando é do interesse dele
    A china invadiu o tibete,lá não tem petróleo então o resto do mundo não está nem aí
  • Gustavo  13/08/2012 15:31
    Haha, é verdade!
  • André Luiz S. C. Ramos  13/08/2012 13:24
    Outra coisa que eu acho 'engraçada': todo mundo acha o máximo quando um atleta diz que treina um zilhão de horas por dia e tal pra conseguir ser campeão. Da mesma forma que muita gente (inclusive políticos) se vangloria de ter trabalhado um zilhão de horas por dia pra 'crescer na vida'.\r
    Mas são essas mesmas pessoas que apóiam leis trabalhistas que criam jornadas de trabalho de x horas, impedindo as pessoas menos capacitadas de 'crescerem na vida' se esforçando mais.\r
    Vai entender...
  • Alexander  13/08/2012 16:35
    Queria parabenizar o excelente trabalho que é realizado no Mises Brasil.A mídia estraga nossa cabeça com as ideias que o governo tem que levar o cidadão no colo,que salvar um esquilo vale mais que a vida humana................

    Sou aluno do segundo ano do ensino médio,e meu colégio,o intellectus no Rio de janeiro,é um colégio 100% ambiental,amigo da natureza,essas paradas.........

    Lá não existe uma feira de ciências pra dar ponto pro aluno,nem feira da Cultura,mas um evento chamado SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL.Uma das tarefas é entrevistar um jurista ou biólogo sobre o novo código florestal.Eu e uns amigos meus somos totalmente a favor do liberalismo clássico e tal, queríamos alguém da escola austríaca para falar sobre......para fazermos entrevista.....Tem grupo que alguém lá,e vão entrevistar a Marina Silva............Sinceramente eu não vou de jeito nenhum colocar uma entrevista botando toda a culpa no mundo burgues,nos ruralistas e tal.......Gostaria muito de passar a visão da escola austríaca.
    -Agradeceria muito se alguém pudesse ajudar..

    abraços
  • Alexander  13/08/2012 18:43
    Você podia começar lendo esses artigos sobre ambientalismo: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=2

    Se souber inglês de uma olhada nesse vídeo do Dr. Walter Block: www.youtube.com/watch?v=RBEdZ92DLBs

    Espera que daqui a pouco alguém te indica coisas mais legais.
  • Licurgo  15/08/2012 21:05
    Alexander,

    Pelo que entendi você quer alguém para ser entrevistado e que faça um contraponto ao ambientalismo xiita.
    Sei que o Reinaldo Azevedo ficou expert no novo código, com diversas análises e muitas críticas às tentativas de inviabilizar a produção agrícola e pecuária no Brasil. Também já li que ele deu entrevistas as estudantes e jovens jornalistas. Tente alguma coisa pelo blog dele: veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

    Boa sorte.
  • fernando lage  12/08/2016 00:35
    Alexander,

    Continue assim, questione, não aceite a teoria da preguiça. Quando puder, procure a Prefeitura de Santana de Cataguases-MG e veja o trabalho serio que realizam na recuperação e proteção das nascentes do Município. Estão recuperando as nascentes com o plantio do Açai e ja estão colhendo nos primeiros plantios.
  • BSJ  13/08/2012 20:24
    O governo é o doping no jogo do mercado. Apenas meia dúzia de "privilegiados" escolhidos pelo Estado podem subir ao pódio do sucesso capitalista.
  • anônimo  14/08/2012 03:24
    Venho aqui para agradecer, a todos vocês do site por trazer até nós textos preciosos. Tem sido de grande valia para mim. Obrigado!
  • Marcos Campos  14/08/2012 22:02
    Excelente analogia...

    Aqui no bairro onde moro, abriu a 3 meses uma pizzaria de garagem, que por sinal é muito gostosa e barata, além de ser ao lado de casa.

    Todos do bairro sabem que é clandestina (no ponto de vista do governo), mesmo assim, comemos sem medo. Mas certo dia uns agentes da vigilância sanitária apareceram por lá com a policia civil também; nada de irregular foi observado em relação a higiene, mas o pequeno empreendedor, foi multado por falta de alvará, e foi levado pela polícia civil por fazer os filhos trabalharem com ele depois do horário escolar por mais de 6hrs diárias.

    Todos no bairro acharam um absurdo, pois era um comércio familiar e qual o problema de os filhos ajudarem os pais a ganharem uma renda maior? Os garotos nunca reclamavam de nada, estavam sempre felizes, acho que por estarem aprendendo a profissão de pizza iolo.

    Alguem duvida que alguma outra pizzaria de grande porte na cidade, tenha percebido a movimentação dos motoboys daquela pequena pizzaria tomando uma fatia de mercado, tenha feito a denuncia para algum amigo "poderoso"?

    Baaaahhh!!! Que tragédia vivemos.
    Como vamos reverter isso?!
  • Adriano  21/08/2012 18:50
    É uma comparação interessante, mas o texto esqueceu de mencionar o fato das diferenças entre as pessoas, percebam que não são todos os que podem competir como crianças e idosos, por exemplo, e até mesmo uma competição entre homens e mulheres, nesse caso o papel do governo seria suprir e equalizar as necessidades especificamente desses grupos.
  • Diego Lima  01/12/2012 05:48
    é muito lindo isso "competição"! mas so é lindo na teoria porque na pratica amigos a historia é outra.\r
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    Se nao me engano o brasil abriu o mercado bancario em 98 ou foi no ano 2000 de la pra ca surgiram novos bancos, bancos da espanha dos estados unidos e tal, o objetivo do governo era criar concorrencia para que o juros fossem reduzidos mas ao invez desses novos bancos reduzir os juros eles passaram a aplicar os mesmos juros dos bancos que ja estavam instalados aqui.\r
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    O OBJETIVO PRINCIPAL DA CONCORENCIA PODE FALHAR?
  • Leandro  01/12/2012 07:33
    Não, o que realmente falha é a confusão de arranjo intervencionista com arranjo de livre concorrência.

    O setor bancário é um setor totalmente cartelizado e controlado por uma agência reguladora estatal: o Banco Central.

    O Banco Central existe justamente para proteger os bancos, ajudá-los a expandir o crédito de maneira harmoniosa e sem sustos e riscos de descoordenação, e impedir que novos concorrentes se instalem. É o Banco Central quem decide quem pode entrar no mercado bancário, é ele quem estipula as regras, e é ele quem fica ali de guarda, pronto para salvar os bancos que fizerem besteira e se tornarem insolventes.

    Isso é livre iniciativa? É competição?

    Deve haver mais livre concorrência no setor petrolífero e postal do que no setor bancário.

    Eis aí a importância de se estudar economia a sério em vez de apenas se limitar a ficar repetindo propaganda ideológica.

    Abraços!
  • Filosofo Chato  17/05/2013 21:41
    Como Ideologia hj tem um aspecto negativo, ela sempre é do outro,nunca a nossa. Diria que existe nessa metáfora da competição uma diferença entre ser o melhor e vencer. Às vezes vence, não quem é melhor, mas quem trapaceia, ou que sabe usar o defeito do outro a seu favor não como superação de si próprio. Mas é claro isso o mercador ou qualquer sistema que for não vai corrigir, quando muito elementos da cultura e de educação podem influenciar. Será que poderia se falar em ética economica ou de mercado?
  • Giovani  29/10/2013 18:34
    Gostaria de esclarecer algumas dúvidas. Sou leigo no assunto, conto a ajuda de vocês, se possível:

    1) Supondo 2 empresas concorrentes na venda de arroz. Ambas com qualidade, valor de marca no mercado, preço, etc, ou seja, atributos bastante semelhantes!
    A empresa "A" vende o saco de arroz de 1kg com o peso correto, ao passo que a empresa "B" vende o saco de 1kg com o peso incorreto (por exemplo, 990g). Neste caso a empresa "B" leva vantagem em relação a empresa "A", porém o consumidor não percebe essa diferença no produto, a menos que exista uma instituição para avaliar o peso dos sacos de arroz.
    * No caso de um "doping" no livre mercado, como seria este controle?
    * Seria uma disputa entre o INMETRO (estatal) x certificação ISO (privado) para atestar o controle sobre o produto?


    2) No caso dos esportes, especificamente o futebol: para um clube poder disputar competições oficiais - nacionais e internacionais - deve submeter-se a federação do seu estado (ex.: Federação Gaúcha de Futebol), que por sua vez submete-se à CBF, e esta à CONMEBOL, e por fim à FIFA.
    A FIFA assume o poder de um "Estado", tendo em vista:
    * O poder coercitivo de punir clubes que desrespeitem alguma regra?
    * O poder de "tributar" os clubes?
    * O que diferenciaria a FIFA de um "Estado"?

  • Pobre Paulista  29/10/2013 19:10
    1 - Nem Inmetro nem ISO, se a empresa B vender saco de arroz com 990g a primeira instituição a tirar vantagem disso vai ser a empresa A. Ao contrário do que vc disse, quem leva vantagem é a empresa A, que está sendo honesta e vai poder esculachar a empresa B.

    2 - Organiza campeonatos quem quer organizar. Se um time qualquer quer participar de um campeonato criado pela FIFA, ele que se submeta às regras criadas por ela. Isso não é coerção. O problema é que hoje a FIFA é uma instituição política com braços infiltrados em governos de diversos países e a última coisa que ela trata realmente é de esportes.
  • Giovani  29/10/2013 20:34
    Obrigado pelas respostas, mas:

    1) "Ao contrário do que vc disse, quem leva vantagem é a empresa A, que está sendo honesta e vai poder esculachar a empresa B."

    A empresa A só levará vantagem, de fato, se a empresa B for descoberta. Daí sim, descoberta a fraude, a empresa A poderá "esculachar" a empresa B, caso contrário, não.
    Assim como nos esportes tem o "comitê antidoping" para tentar "desmascarar" atletas que se utilizam de doping, o que "desmascararia" empresas desonestas no livre mercado?
    Por exemplo, nas olimpíadas de SEUL em 1988, Carl Lewis somente se beneficiou do resultado quando Ben Johnson foi flagrado no doping. Sem o "comitê antidoping" e consequentemente o teste de doping, seria Ben Johnson que se beneficiaria do resultado.

    2) "Organiza campeonatos quem quer organizar. Se um time qualquer quer participar de um campeonato criado pela FIFA, ele que se submeta às regras criadas por ela. Isso não é coerção."
    Concordo. Porém a FIFA se tornou um monopólio econômico que dificilmente surgiria outra entidade deste porte para competir com ela. Por exemplo, os árabes tentaram organizar um campeonato paralelo somente com grandes clubes (Barcelona, Real Madri, Manchester, Grêmio... rs), porém caso estes clubes desejassem participar poderiam ser banidos pela FIFA de suas competições, restando, portanto, não arriscar e seguir com a FIFA.

    "O problema é que hoje a FIFA é uma instituição política com braços infiltrados em governos de diversos países e a última coisa que ela trata realmente é de esportes. "
    A FIFA se tornou um monopólio por se infiltrar em governos, portanto, devido ao poder político?

  • anônimo  30/10/2013 08:49
    Giovani, a fiscalização que você compara com o comitê anti-doping poderia ser feita por qualquer um.

    No caso do teu exemplo, seria fácil para a empresa A determinar que seu concorrente está trapaceando. Ela mesma poderia então pagar órgãos isentos para averiguar o resultado, e uma vez comprovado, difamar o concorrente publicamente.

    A fiscalização pode ser financiada pela própria empresa também que quer provar a todo mundo que não faz falcatrua. Poderia ser financiada pelos intermediários (redes de supermercados por ex.) que não querem fornecer produtos comprometedores a seus clientes. Poderia ser financiada por grupos de proteção ao consumidor. Poderia até mesmo ser financiada pelo resultado de um processo jurídico contra a fraude - o perdedor tendo eventualmente que pagar todos os custos que o acusador incorreu para provar que estava ocorrendo fraude.

    Enfim, há várias maneiras que a gente pode especular assim rapidamente. E seria muita arrogância da nossa parte crer que podemos sequer imaginar tudo o que milhões de pessoas trabalhando livremente poderiam criar. O gênio humano estaria finalmente livre para resolver todo tipo de problema.
  • Giovani  30/10/2013 12:22
    Obrigado, gostei da resposta.

    "A fiscalização pode ser financiada pela própria empresa também que quer provar a todo mundo que não faz falcatrua."
    Seria o caso da certificação ISO? As empresas não são obrigadas a obter certificação, entretanto, é um bom indicador de qualidade.

  • anônimo  30/10/2013 13:11
    ISO não é certificação nem indicador de qualidade, ISO é apenas um padrão e um monte de normas técnicas que ganha status de padrão de qualidade porque no braslixo tudo é mal feito DEMAIS.
  • anônimo  30/10/2014 15:07
    "As empresas não são obrigadas a obter certificação, entretanto, é um bom indicador de qualidade."

    Provavelmente seria a tendência num mundo livre.

    Assim como há no mercado financeiro, existiria no mundo indústrial.

    Empresas que querem ganhar reputação comercial simplesmente pagariam alguém para avaliar-las.

    Com o tempo sugeria empresas sólidas visando garantir um padrão de qualidade.

    Ninguém seria obrigador a seguir, mas talvez perdesse consumidores por isso.

    E as próprias empresas que emitissem selos de qualidades seriam melhores que o governo, pois sua reputação se basearia em garantir que aquele produto segue determinadas regras técnicas.

    Simples assim.
  • Hume  28/10/2014 19:09
    Vocês que são a favor da meritocracia, que são contra bolsa família e cotas, deveriam analisar esta publicação:

    www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/10/18/poor-kids-who-do-everything-right-dont-do-better-than-rich-kids-who-do-everything-wrong/

    Abram os olhos! Sua utopia só favorece o atual mecanismo em que os pobres permanecem fora do jogo e os ricos aumentam seus ganhos.
  • Smith  30/10/2014 13:54
    Você está simplesmente querendo alterar a natureza humana.

    O problema é sempre o mesmo: os defensores de determinadas ideias simplesmente não se dão ao trabalho intelectual de analisar as consequências práticas de sua implantação. Se a ideia da igualdade de oportunidades for realmente levada a sério, então seus proponentes terão de alterar toda a estrutura humana do planeta.

    Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

    Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

    As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

    É isso o que você defende na prática.

    No que mais, o mais curioso sobre essa questão da desigualdade de oportunidades é que os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios. Ainda assim, todos continuam infelizes ou descontentes.

    Consequentemente, continuamos atribuindo nossa infelicidade à falta de igualdade de oportunidades simplesmente por medo de olharmos para outras direções à procura de explicações verdadeiras, inclusive para nós mesmos.
  • anônimo  30/10/2014 14:17
    Acho necessário uma correção:

    Inteligência é bem complexo para quantificar em maior e menor, é um erro comum de alguns liberais falar disso, e não é por isso que estou sendo contra o capitalismo, muito pelo contrário, é um sistema como o capitalismo que permitirá as diversas inteligências se direcionarem para o melhor caminho.

    Aqueles com melhor capacidade de reflexão seguirão a ciências humanas, aqueles com melhor raciocínio lógico seguirão a exatas, aqueles mais marqueteiros seguirão a área comercial, outros terão melhor aptidão física seguirão trabalhos manuais, Há aqueles tem capacidade melhor de aprender coisas simples que um gênio da física, mas não conseguem aprender coisas complexas como as teorias quânticas. É tão complexa a inteligência que é impossível medir.

    Apenas o capitalismo permite que os indivíduos se enquadrem onde suas características são mais favoráveis, e aqueles que conseguirem atender melhor os consumidores serão os mais rico.

    Por que Jobs era mais rico que o Steve Wozniak? Por que foi o primeiro que soube atender as necessidades do consumidor, simples assim. Mas Wozniak ainda ficou bem rico, e em função de Jobs e não o contrário.
  • anônimo  30/10/2014 14:37
    Se a criança pobre tem uma família desestruturada, o principal culpado são vcs esquerdistas e o seu marxismo cultural que criou várias gerações de desequilibrados.
    E se tem uma coisa que melhorou a vida do pobre foi o capitalismo, um pobre de um país liberal tem mais riqueza que um sujeito de classe média de um país como o brasil
  • anônimo  30/10/2014 15:43
    Viva o bolsa família!
    https://www.facebook.com/video.php?v=564139093686456#sthash.Jt5zHp6C.dpuf
  • Gunnar  06/01/2015 20:17
    Hume, o que o "sucesso" do rico muda no "fracasso" do pobre? Você realmente acha que se não houvesse os ricos ajudando seus filhos no "topo" a situação dos filhos dos pobres no "fundo" estaria melhor? Se sim, favor me explicar como, pois para mim parece que seria justamente o contrário... sem os ricos a criar empregos, esses pobres estariam ainda pior.
  • Rafael Andrade  07/08/2016 19:04
    Redondamente enganado. O livre comércio e a competição esportiva possuem uma diferença fundamental gritante, uma diferença tão grande que são coisas completamente opostas, para falar a verdade.

    E é essa diferença fundamental que faz o livre comércio ser infinitamente superior a qualquer outro esporte

    - Nos esportes a competição é eliminatória: a minha vitória depende necessariamente da não vitória (ou fracasso) do meu concorrente, pois só pode existir um único primeiro lugar, um único ganhador da medalha de ouro.
    - No comércio nem sempre precisa ser assim. Se por exemplo o meu concorrente opera num setor com um produto que atenda a uma faixa do público e ele é muito bom nisso portanto é grande, eu posso atingir os meus objetivos atendendo outro público, ou vendendo o mesmo produto porém de uma forma que o meu concorrente grande ainda não faz, ou operando com algo similar etc. Nem sempre o meu aumento de capital depende do não aumento do capital do meu concorrente; nem sempre o ganho de público do meu negócio depende do não ganho de público do meu concorrente.
    É possível sim que haja no comércio vários primeiros lugares, e o vibrante setor de informática por exemplo está aí para mostrar exatamente isto: empresas que oferecem exatamente o mesmo tipo de produto mas se diferenciando em outros aspectos, um cobrindo a "falha" do outro, mas todos no geral ganhando o seu dinheiro, aumentando seus capitais e alcançando seus objetivos.

    Outra coisa também é que o número de multinacionais só aumenta. Em 1970 existiam cerca de 7000 empresas multinacionais no mundo. Hoje em dia existem cerca de 38000 (https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_transnacional).
    Se a competição no comércio fosse igual a dos esportes, portanto eliminatória, a quantidade de multinacionais hoje seria menor. Aconteceu exatamente o contrário, como podemos ver.
  • Roberto  07/08/2016 19:34
    Tudo o que você falou está correto. Só que ficou deslocado. O artigo não faz esse tipo de comparativo. Aliás, o artigo mostra exatamente as diferenças. Logo, dizer "redondamente enganado" foi um erro de juízo seu.

    Mas tudo o que você falou está certo.
  • Rafael Andrade  07/08/2016 21:14
    O autor começa o artigo dizendo que a analogia entre livre comércio e os esportes olímpicos são mais próximas do que se pode imaginar.
    Em suma, o que esse cara fala o tempo inteiro nesse artigo na verdade são de coisas a nível circunstancial ("ah, os esportistas têm de se esforçar para atingir seus objetivos. Os comerciantes também. Logo, há uma lógica competitiva entre os dois (o que também é questionável, pois ele não leva em consideração duas coisas chamadas lapso de tempo e informação, enfim)) e eu falei em nível fundamental. Essa lógica competitiva a nível visual, circunstancial nem sempre pode ser verdadeira a nível fundamental.
    Você nota esses argumentos de nível circunstancial o tempo inteiro no artigo quando ele dá a entender que a defesa dele ao livre comércio é porque este seria o arranjo que traz mais ganhos ao consumidor. Só que o livre comércio deve ser defendido porque só pode ser o único arranjo defensável eticamente, e não porque maximiza o bem estar dos consumidores.
    Então se há um deslocamento, eu quero crer que foi nesse nível.
  • Fabio Oliveira  07/08/2016 21:35
    No mercado intervencionista ou em empresas apadrinhadas pelo governo, quando um fica mais rico os outros ficam mais pobres pois podem vencer a coocorrência (através de benefícios) mesmo que aumente os preços e diminua a qualidade.

    No livre mercado, para um ficar rico ele precisa vender mais barato para vencer a concorrência, diminuindo assim o custo de vida de todos.

    Então no livre mercado quando um fica mais rico os outros ficam menos pobres.
  • Andre Cavalcante  07/08/2016 22:46
    Olá

    Devemos tomar cuidado com certas frases. Podem ser muito boas para se montar um dingle mas não sendo verdadeiras não devem ser usadas para divulgar qualquer coisas que interesse ao um pseudo "movimento libertário".

    É sim, possível que um arranjo governo + iniciativa privada gere um arranjo em que todos fiquem mais ricos. Da mesma forma é possível um arranjo somente na iniciativa privada em que todos fiquem mais pobres. No primeiro caso, basta o governo fechar um mercado altamente lucrativo que tinha várias empresas, deixá-lo todo para uma só e com um valor para o seu produto/serviço com lucro menor do que as empresas antes do fechamento tinham. No segundo caso, basta um ente privado tomar uma iniciativa que não dá lucro, significando que usou de recursos escassos de forma errada, empobrecendo, desta forma, a todos.

    Aumentar a riqueza é imperativo de qualquer economia e qualquer economia tende a crescer naturalmente, através de trocas voluntárias. Isto é justamente o que este site mais fala que vai contra a ideia que a economia é um jogo de soma zero, típico das doutrinas marxistas.

    Enquanto a economia vai crescendo, mesmo com um governo gastador e fascista, ainda assim é possível que todos fiquem mais ricos - vide o que ocorre na maior parte da Europa (principalmente ao norte). A coisa se mantém até que a intervenção chega a um ponto em que a produtividade é sufocada e a economia decresce - vide o que ocorre no Brasil.

    Então tentemos ser mais sensatos e menos exaltados na defesa da liberdade na economia, se não poderemos começar a falar besteiras e isso é um prato cheio para os inimigo da liberdade.

  • Márcio   08/08/2016 00:59
    Prezado André, suas participações sempre são muito lúcidas e informativas. Devo dizer que considero você (junto com o Leandro) um dos melhores comentaristas daqui.

    Dito isso, devo considerar que, desta feita, não entendi o que você disse e nem muito menos o seu ponto. O seu terceiro parágrafo é bastante confuso e contraditório, beirando a defesa do planejamento central. Deu a entender que se o governo fechar um mercado, controlar preços e reduzir os lucros, todos ficariam melhores (isso foi exatamente o que fez o governo venezuelano).

    Tenho certeza de que entendi errado, mas gostaria de confirmar.

    Saudações.
  • gustavo  07/08/2016 23:42
    Se considerarmos a lógica da concorrencia como otimizadora de um sistema, de um mercado, organizacao etc, por dizer que a concorrencia do capitalismo com outros sistemas economicos faz com que o capitalismo zeja um sistema mais eficiente? Ou seja, socialismo, comunismo, feudalismo e muitos outros ismos em diversos paises, fariam o capitalismo ser um sistema mais eficiente pela logica da concorrencia? ate mais
  • Guilherme  08/08/2016 10:31
    Concorrência nem sempre é um ideal para tudo, por exemplo a concorrência na arena política é geralmente super danosa,pois gera empreendedorismo político, como exemplificado pela palestra do Thomas DiLorenzo:

    https://www.youtube.com/watch?v=UDRubPxNDcM
  • Livre Mercado  08/08/2016 10:47
    Não há genuína demanda por políticos e seus "serviços", logo uma concorrência disso faz ainda menos sentido que a existência de políticos.
  • Carlos  08/08/2016 10:56
    Sim. Sempre que há o estado envolvido, e sempre que há uma concorrência para se assumir o controle dessa máquina espoliadora, os resultados tendem a ser ruins.

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    Mas este é o único caso comprovado de concorrência ruim.
  • CIRO GOMES 2018  08/08/2016 02:12
    Porque no esporte todos disputam em pé de igualdade. Por melhor que a seleção americana de basquete seja são as mesmas regras pros dois diferente da vida que um favelado não tem as mesmas condições que o filho do eike batista
  • Conservador  08/08/2016 04:43
    Muito bom.
  • Felipe R  08/08/2016 18:45
    Sei não... Hoje em dia tem uma palhaçada de ensinar as crianças que "o importante é competir" somada à pratica de premiar todas as participantes, amenizando as distinções...

  • Livre Mercado  08/08/2016 18:55
    Nem precisa o governo liberalizar se não quiser, basta fechar os olhos que já dá para se virar:

    www.dgabc.com.br/Noticia/2007810/lotacoes-dominam-transporte-em-maua
  • Infiliz  08/08/2016 20:41
    Leio esses tipos de texto e sinto que há um romantismo no Mises.org, pois ignora-se as limitações reais de alcance das pessoas.

    O que quero dizer é que quando se fala em monopólio as pessoas em geral pensam "Coca-cola". Faça um experimento em casa na sua cidade: ligue pra 10 restaurantes com tele e peça um refri NÃO-coca-cola-company e nos conte depois o que aconteceu. Independente da cidade.
    Depois temos o típico humano que acha terrível monopólio nos outros mas paradoxalmente faz de tudo para ter o seu, ficando até brabo e agressivo quando um concorrente qq "rouba" seus clientes.
    Por fim, se tu se deparar com os pseudo-inteletuais por aí eles te jogaram essa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_%C3%A1gua_(Bol%C3%ADvia) e irão embora antes que vc respire e cheios de si.

    Mas vou além! Pense isso da água no Brasil de hoje. Se privatizassem a água da minha cidade, provavelmente ela subiria de preço, talvez dobrasse mesmo. O produto em tando seria praticamente a mesma coisa.
    Fora que já imagino alguém gritando "ahhh mas hj é barato pq o governo tira $$ do imposto xyz pra subsidiar a água". Sim, aposto que sim. Mas pense no dilema tenebrosamente real do Zé da Silva qualquer: ele continuará arcando com a mesma carga tributária E MAIS a conta salgada da água. Pq sejamos francos né, quem acha que o governo iria reduzir os impostos (em termos gerais)?
  • Alegre  08/08/2016 21:16
    Prezado Infiliz, abandone sua infeliz ignorância e informe-se melhor a respeito das coisas.

    O que houve na Bolívia não foi livre mercado, mas sim um caso clássico de mercantilismo governamental.

    O governo concedeu à empresa norte-americana Betchel o monopólio do controle dos serviços de água (inclusive água da chuva!) de Cochabamba. Em poucas semanas, obviamente, por operar em um mercado fechado e estando totalmente protegida pelo governo, a empresa triplicou o preço dos serviços.

    Algumas famílias que não puderam pagar a conta d'água (da chuva) começaram a coletar água em baldes. Imediatamente elas tiveram suas casas tomadas pelo estado e pela empresa (ambos estavam em conluio) pelo simples fato de estarem coletando a água da chuva com baldes.

    Ou seja: a partir do momento em que o governo não apenas fecha um mercado e concede um monopólio, como também autoriza empresas a tomar a propriedade alheia por causa de um bem não-escasso, como a água da chuva, o fascismo atingiu níveis plenos. O que isso tem de livre mercado?

    Em um genuíno livre mercado, em primeiro lugar, há concorrência. O que houve na Bolívia foi o governo dando o monopólio para uma empresa e fechando o mercado para a concorrência. Fascismo.

    No livre mercado, o consumidor escolhe a empresa que vai servi-lo. Ele não é obrigado a aceitar a imposição governamental de uma empresa. Fascismo.

    Ou seja, o governo boliviano concedeu o monopólio à empresa Bechtel e, adicionalmente, proibiu inclusive que os habitantes coletassem e utilizassem água da chuva. Não há exemplo mais clássico dos malefícios das concessões monopolísticas do que o caso boliviano.

    Como haver livre mercado na distribuição de água? Assim.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    Você pode, é claro, criticar o arranjo de livre mercado e defender um arranjo estatal. Mas ao menos tenha a honestidade intelectual de saber corretamente o que está criticando. Não chame um arranjo de reserva de mercado de "livre mercado". Não rotule de "livre mercado" um arranjo protecionista e corporativista

    Seja bem-vindo.
  • reinaldo  09/08/2016 00:13
    O autor vive numa utopia.
    Todo esporte hoje é pesadamente regulamentado e existem regras duras e punições severas, não dos outros atletas, mas das organizações de cada esporte. Um exemplo: existe golpe mais eficiente que um chute na virilha para derrubar um homem? mas não é permitido em esporte nenhum. há regras estritas sobre isso. não é a livre concorrência entre atletas que determina isso, mas as federações esportivas.
    O mesmo vale para automóveis, nenhuma empresa se preocupava com segurança e só queria vender carros bonitos e andem rápido. O grande público só tomou conhecimento do descaso com este item após a publicação de "Unsafe at Any Speed", que chacoalhou o mercado automotivo, e ainda levou décadas para que os consumidores começassem a levar a sério a questão da segurança.
    Quanto a antiga União Sovietica ruiu, háviam várias industrias metalúrgicas extremamente capazes oferecendo seu produto ao ocidente, e o que aconteceu? Grupos empresariais americanos, alemães e ingleses compraram todas estas fábricas e as desmontaram eliminando a concorrência.
    Na teoria, concorrência livre e honesta é uma maravilha, mas na vida real, cada empresa quer o monopólio em sua área de atuação. E se tiver recursos para pressionar o governo a criar regras ridículas para se proteger, ela fará
  • azevedo  09/08/2016 00:45
    "Todo esporte hoje é pesadamente regulamentado e existem regras duras e punições severas, não dos outros atletas, mas das organizações de cada esporte."

    Organizações estas formadas voluntariamente, com a anuência dos próprios atletas. Nenhum governo interveio e impôs a criação destas federações. Nenhum governo determinou que elas deveriam ser criadas. E os atletas voluntariamente se submetem a elas. Se não quiserem se submeter, não entram naquele esporte. Um velocista não precisa se submeter às regras da FIFA. E um jogador de futebol não precisa seguir as regras da FIA.

    Tá começando a entender a diferença entre coerção e associação voluntária?

    "Um exemplo: existe golpe mais eficiente que um chute na virilha para derrubar um homem? mas não é permitido em esporte nenhum. há regras estritas sobre isso. não é a livre concorrência entre atletas que determina isso, mas as federações esportivas."

    De novo: federações esportivas que surgiram voluntariamente, com a anuência dos próprios atletas. Organizações voluntárias, associações voluntárias, regras mutuamente acordadas, sem imposição de burocratas.

    Tá começando a entender?

    "O mesmo vale para automóveis, nenhuma empresa se preocupava com segurança e só queria vender carros bonitos e andem rápido. O grande público só tomou conhecimento do descaso com este item após a publicação de "Unsafe at Any Speed", que chacoalhou o mercado automotivo, e ainda levou décadas para que os consumidores começassem a levar a sério a questão da segurança."

    E aí você acabou de fornecer um exemplo perfeito do mercado em ação: um sujeito em busca do lucro (querendo vender livros) chacoalhou todo um mercado automotivo (o qual, ao contrário do que você acredita, sempre foi regulado e protegido pelo governo).

    Ou seja, não foram os burocratas e reguladores dos governos que descobriram as "falhas de mercado", mas sim o próprio mercado (um indivíduo em busca do lucro).

    Tá começando a entender agora?

    Leitura de brinde: Por que os carros de hoje são todos iguais

    "Quanto a antiga União Sovietica ruiu, háviam várias industrias metalúrgicas extremamente capazes oferecendo seu produto ao ocidente, e o que aconteceu? Grupos empresariais americanos, alemães e ingleses compraram todas estas fábricas e as desmontaram eliminando a concorrência."

    Essa é nova pra mim. Produtos soviéticos eficientes? Nem mesmo a esquerda fala deles. Empresários americanos, alemães e ingleses comprando empresas soviéticas?! E as compraram apenas para deixá-las apodrecer? E o governo soviético -- que proibia investimentos estrangeiros -- permitiu esse imperialismo?

    Apresente suas fontes, por favor.

    "Na teoria, concorrência livre e honesta é uma maravilha, mas na vida real, cada empresa quer o monopólio em sua área de atuação. E se tiver recursos para pressionar o governo a criar regras ridículas para se proteger, ela fará".

    E aí você fecha com chave de ouro, confirmando absolutamente tudo o que diz o artigo: devemos lutar por um mercado livre e desimpedido, tirando do governo a capacidade de escolher "campeãs nacionais", de fechar o mercado via tarifas de importação, e de criar reservas de mercado via agências reguladores.

    E o que você defende? Exatamente mais poderes ao estado. Você critica as consequências da intervenção estatal ("empresários pressionando o governo a criar regras ridículas"), mas defende ainda mais intervenções estatais para "controlar" as empresas.

    Caso clássico de confusão mental.
  • reinaldo  09/08/2016 14:17
    Eu não disse que defendo intervenção estatal, nem monopólio de empresas, nem regulação pelo próprio mercado. Você determinou isso em função de afirmações do que eu digo que ACONTECE, não do que eu DEFENDO.
    Quanto aos atletas eles aderem tão voluntáriamente às regras do esporte que usam dopping para conseguir mais vantagem, nem no esporte existe o "fair play", quanto mais no mundo empresarial.
    O show mostrado na TV é apenas parte de um algo muito maior onde há muito dinheiro e corrupção, veja o caso da Rússia, que só foi descoberto por acaso.
    Ou o caso mais claro, da Volkswagem, que adulterou os motores para parecer que eram mais econômicos e potentes, descoberto por puro acaso.
    Não existe "fair play" no mundo real, quem puder tirar vantagem de uma situação, brecha na lei o fará, e fará de tudo para esmagar quem está no mesmo ramo.
    Eu defendo isso? Claro que não.
    DEfendo intervenção estatal? Não.
    O Estado como orgão regulador de alguma coisa é péssima idéia, assim como deixar o mercado "correr sozinho", pois as empresas não se preocupam de verdade com seu cliente, elas se preocupam com seu lucro.
    A única saída é tentar aumentar o nível dos consumidores, para que eles regulem tanto a atividade do mercado como do governo, mas aí é entrar em outra utopia
  • Howard  09/08/2016 15:16
    "Não existe "fair play" no mundo real, quem puder tirar vantagem de uma situação, brecha na lei o fará, e fará de tudo para esmagar quem está no mesmo ramo."

    "Esmagar" só pode ocorrer se ele se utilizar do poder coercitivo do estado. Sem estado, a única coisa que uma empresa pode fazer para superar seus concorrentes é reduzir seus preços e oferecer produtos de melhor qualidade.

    Quanto a brechas na lei e trapaças, quem as descobre e denuncia é justamente o mercado.

    Nenhum livre-mercadista nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

    Por outro lado, quanto maior for a regulamentação governamental sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

    "O Estado como orgão regulador de alguma coisa é péssima idéia, assim como deixar o mercado "correr sozinho", pois as empresas não se preocupam de verdade com seu cliente, elas se preocupam com seu lucro."

    Beleza. Mas como é que elas conseguirão lucros eternos não estando protegidas pelo estado e oferecendo serviços de péssima qualidade para a população? Como seria essa mágica?

    Em todo caso:

    É impossível existir um mercado desregulamentado
  • Andre  14/08/2016 01:21
    Prezados,

    Convem não generalizar.

    Graças a "ineficiente" tecnologia aeroespacial sovietica é possível manter a estação espacial em funcionamento.



    Ainda graças a "ineficiente" tecnologia soviética, a estatal russa Rosatom lidera o mercado mundial de usinas nucleares para geração de energia elétrica.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Rosatom


    Andre
  • Marques  14/08/2016 13:09
    "Graças a "ineficiente" tecnologia aeroespacial sovietica é possível manter a estação espacial em funcionamento."

    Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados, pelos planejadores centrais soviéticos, para o setor espacial, toda a população soviética foi reduzida à penúria.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Valeu a pena?

    Aprenda a pensar como um economista de verdade: você está analisando apenas aquilo que você viu, mas é incapaz de analisar aquilo que você não viu.

    "Ainda graças a "ineficiente" tecnologia soviética, a estatal russa Rosatom lidera o mercado mundial de usinas nucleares para geração de energia elétrica."

    Russos, nucleares, Chernobyl. Acho que passo. Prefiro até mesmo a Eletrobras.
  • Andre  18/08/2016 23:17
    Prezado Marques,

    Citei os contraexemplos em resposta a um outro comentário que dava a entender que nenhuma tecnologia soviética prestava. A Rússia manda seguidamente astronautas à estação espacial a um custo competitivo e de forma confiável. E a Rússia, com mais de 30% de mercado, vende tecnologia nuclear para diversos países, incluindo a Finlândia (https://en.wikipedia.org/wiki/Rosatom). São fatos.

    Acidentes com usinas ocorreram também nos EUA e no Japão.

    A pujança industrial americana do pós guerra se deu à custa das privações da população. Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados pelos planejadores centrais do governo americano liderados por FDR para o esforço de guerra, os EUA venceram a guerra. O livro abaixo conta esta história.

    www.upenn.edu/pennpress/book/15607.html

    Cingapura, uma das economias mais competitivas do mundo, tem forte presença do estado em diversas atividades econômicas. https://en.wikipedia.org/wiki/Singapore#Economy

    Ou seja, nem toda tecnologia russa é ruim, nem toda participação estatal é mal sucedida e nem todo planejamento estatal central é dispensável. Repito: convém não generalizar.

    Um bom economista deve ter senso crítico e deve ter capacidade de ver além do seu viés político e ideológico.

    Andre
  • Marques  19/08/2016 00:51
    "A Rússia manda seguidamente astronautas à estação espacial a um custo competitivo e de forma confiável. E a Rússia, com mais de 30% de mercado, vende tecnologia nuclear para diversos países, incluindo a Finlândia"

    Afinal, você quer discutir a Rússia atual ou a tecnologia da era soviética? Você começou tecendo loas à segunda e agora espertamente mudou para a primeira. Dica: ambas não são exatamente a mesma coisa.

    "Acidentes com usinas ocorreram também nos EUA e no Japão."

    Por negligência pura da empresa estatal? A única que aconteceu no Japão foi causado por um terremoto de 9 graus na escala Richter ao qual se seguiu um inédito Tsunami que devastou tudo o que encontrou pelo caminho, inclusive, e tragicamente, uma usina nuclear.

    Isso não é exatamente um acidente causado por negligência e falha operacional.

    "A pujança industrial americana do pós guerra se deu à custa das privações da população. Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados pelos planejadores centrais do governo americano liderados por FDR para o esforço de guerra, os EUA venceram a guerra."

    Espera aí: você está dizendo que toda a pujança industrial americana observada desde o início da década de 1950 até hoje se deve ao fato de que FDR colocou a GM e outras indústrias para fabricar tanques, bombas, submarinos e bombardeiros?! Você realmente está falando sério?!

    Puxa, então já temos a solução para a economia brasileira: vamos declarar guerra a todo o continente sul-americano (acho que podemos vencer) e direcionar todas as indústrias do país para fabricar bazucas, torpedos e caças. e toda a nossa mão-de-obra para invadir a Bolívia e o Paraguai (o desemprego certamente cairia a zero).

    Entramos em racionamento -- porque as indústrias não mais estarão produzindo o que os consumidores querem, mas sim o que políticos determinam -- e, consequentemente, viramos uma potência industrial (segundo a sua lógica econômica).

    É cada gênio econômico que despenca por aqui...

    "Cingapura, uma das economias mais competitivas do mundo, tem forte presença do estado em diversas atividades econômicas."

    Veio sacar no site errado, cidadão. O governo de Cingapura não intervém na economia. Ao menos, não no sentido clássico.

    O governo possui dois fundos de investimento: a Temasek Holdings (com míseros 380 funcionários), que compra ações de várias empresas asiáticas, e a Government Investment Corporation, que investe as reservas internacionais do país.

    Na Temasek Holdings -- que, como dito, é um fundo de investimentos do governo cingapuriano -- toda a diretoria é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa pelo governo é justamente ter lucros. A Temasek tem ações de uma empresa telefônica (existem 3 em Cingapura, que é uma cidade, além de 7 provedoras de internet) e da Singapore Airlines (55%).

    Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios. E sua gerência é privada. E, até onde sei, têm fins lucrativos (como a própria Temasek Holdings).

    Isso, meu caro, está longe de ser planejamento central estatal.

    aliás, se o governo brasileiro fizesse isso -- ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno -- já seria um grande avanço.

    "Ou seja, nem toda tecnologia russa é ruim"

    Russa ou soviética? Decida-se;

    "nem toda participação estatal é mal sucedida"

    Participação estatal (em que o estado apenas quer lucro, sem gerenciar nada) ou intervenção estatal ativa? Decida-se.

    "e nem todo planejamento estatal central é dispensável. Repito: convém não generalizar."

    Todo planejamento estatal central não apenas é dispensável, como é comprovadamente nefasto para o bem-estar da população.

    Sigo no aguardo de um mísero exemplo de planejamento estatal da economia que não tenha sido feito à custa da penúria da população.

    "Um bom economista deve ter senso crítico e deve ter capacidade de ver além do seu viés político e ideológico."

    Pelo visto, senso crítico e capacidade de entender a lógica básica de economia lhe são coisas escassas. Você disse que a pujança industrial americana se deve ao fato de FDR ter mandado todo mundo construir bombas e afirmou que o governo de Cingapura planeja centralmente toda a economia do país.

    Tenta de novo.
  • Andre  20/08/2016 17:21
    Prezado Marques,

    "Sigo no aguardo de um mísero exemplo de planejamento estatal da economia que não tenha sido feito à custa da penúria da população."

    Talvez o Porto de Cingapura seja um exemplo.

    A Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura (MPA) é responsável pelo desenvolvimento, crescimento e regulação do porto de Cingapura. Os terminais são operados por concessionárias especializadas, tais como a PSA Corporation e Jurong Port Pte Ltd. A PSA Corporation pertence a PSA International, que é 100% controlada pela Temasek Holdings. Jurong Port pertence a JTC Corporation. A Temasek opera como empresa de participações controlada 100% pelo Ministério das Finanças. A JTC é uma agência de desenvolvimento industrial do governo. O projeto de expansão Pasir Panjang Terminal Phases 3 & 4 é gerenciado pela Surbana Jurong, empresa de consultoria e serviços de engenharia pertencente a mesma Temasek.

    A seguir uma descrição mais detalhada de cada uma das entidades citadas, com a fonte.


    Maritime and Port Authority of Singapore

    "The Maritime and Port Authority of Singapore (MPA) was established on 2 February 1996, with the mission to develop Singapore as a premier global hub port and international maritime centre (IMC), and to advance and safeguard Singapore's strategic maritime interests. MPA is the driving force behind Singapore's port and maritime development, taking on the roles of Port Authority, Port Regulator, Port Planner, IMC Champion, and National Maritime Representative. MPA partners the industry and other agencies to enhance safety, security and environmental protection in our port waters, facilitate port operations and growth, expand the cluster of maritime ancillary services, and promote maritime R&D and manpower development.

    The port of Singapore comprises a number of facilities and terminals that handle a wide range of cargo transported in different forms, including containers as well as conventional and bulk cargo. The Maritime and Port Authority of Singapore (MPA) is responsible for the overall development and growth of the port of Singapore, which includes terminal operators, such as PSA Corporation and Jurong Port Pte Ltd."

    Fonte:
    www.mpa.gov.sg/web/portal/home/about-mpa


    PSA International

    "PSA International is one of the leading global port groups. With its flagship operations in PSA Singapore Terminals and PSA Antwerp, PSA participates in port projects countries across Asia, Europe and the Americas. Through our port projects, PSA delivers award-winning services to shipping line customers so that they can enjoy high levels of efficiency and reliability – attributes which have long been the hallmark of PSA.

    PSA's principal business is the provision of integrated container terminal services including multi-purpose terminal services. Our other businesses include PSA marine.
    PSA was formerly the Port of Singapore Authority, a statutory board regulating, developing, operating and promoting the port of Singapore's terminals. In 1996, PSA's regulatory functions were handed over to the Maritime and Port Authority of Singapore. PSA Corporation Limited was subsequently incorporated in 1997 as the corporate successor to the Port of Singapore Authority to manage and operate its terminals and related businesses. In December 2003, PSA International became the investment holding company for PSA's businesses in Singapore and world-wide. PSA International is fully-owned by Temasek Holdings."

    Fonte:
    https://www.globalpsa.com/investor-relations/


    Jurong Port

    "Headquartered in Singapore, Jurong Port is a leading international multi-purpose port operator handling general, bulk and containerised cargo. Jurong Port began operations in 1965 as a general and bulk cargo port, serving the development needs of Singapore's Jurong industrial estate. Today, its main gateway terminal in Singapore welcomes more than 15,000 vessels each year from both the region and internationally. The main terminal has 32 berths capable of serving the varied needs of the maritime industry. Its berths, with drafts ranging from 2.2 to 15.7 metres, can accommodate vessels of up to 150,000 deadweight tonnes. Within the terminal, there are 174,000 square metres of warehouse facilities and one of the largest common-user cement terminals in the world."

    Fonte:
    www.jp.com.sg/about-us/introduction/


    Surbana Jurong

    "Surbana Jurong Private Limited (also referred to as Surbana Jurong) is a Singaporean government-owned consultancy company focusing on infrastructure and urban development. It was formed in June 2015 with the merger of Surbana International Consultants and Jurong International Holdings.[1] As of July 2016, it is wholly owned by Temasek Holdings.

    The company has 4000 employees.[2]"

    Fontes
    https://surbanajurong.com/about-us/
    https://en.wikipedia.org/wiki/Surbana_Jurong


    Temasek Holdings

    "Temasek is commonly referred to as a sovereign wealth fund, particularly by the press and research outlets based outside Singapore.[7] However, it has frequently disputed this terminology, and prefers to be referred to as an investment company, because it invests mostly in equities, is the outright owner of many assets, and pays taxes like other commercial investment firms.[8] However, its sole shareholder (to which it distributes dividends) is Singapore's Ministry of Finance."

    "In addition, as a key institution in Singapore, Temasek is also designated a Fifth Schedule entity1 under the Singapore Constitution, with certain safeguards to protect its past reserves. For instance, any transaction which is likely to result in a draw of Temasek's past reserves2 is also subject to the approval of the President. The right to appoint, terminate or renew board members is subject to the concurrence of the President of Singapore."

    Fontes:
    https://en.wikipedia.org/wiki/Temasek_Holdings
    www.temasek.com.sg/abouttemasek/faqs#
    www.temasek.com.sg/abouttemasek/corporateprofile


    JTC Corporation

    "JTC Corporation (JTC) is the lead agency in Singapore to spearhead the planning, promotion and development of a dynamic industrial landscape. Since its inception in 1968, JTC has played a major role in Singapore's economic development journey by developing land and space to support the transformation of industries and create quality jobs.

    Over the decades, JTC pioneered cutting-edge industrial infrastructure solutions to meet the evolving needs of companies with each phase of industrialisation. As the industrial infrastructure specialist, JTC has developed over 7,000 hectares of industrial land and 4 million square metres of ready-built facilities. Apart from developing Singapore's first industrial township, Jurong Industrial Estate, from swampland, other key iconic projects that JTC has developed include a chemical hub in Jurong Island; business and industrial parks such as Airport Logistics Park of Singapore, International and Changi Business Parks, Seletar Aerospace Park, CleanTech Park, Tuas Biomedical Park, and one-north, a cluster for knowledge-based industries with key developments like Biopolis, Fusionopolis and Mediapolis."

    Fonte:
    www.jtc.gov.sg/about-jtc/Pages/default.aspx


    Não há uma única teoria econômica que explique o sucesso da economia de Cingapura. Se você ler a descrição padrão na Economist ou no Wall Street Journal, só vai ouvir sobre o livre comércio e atitude de boas-vindas para o investimento estrangeiro. Você nunca vai ouvir sobre como quase toda a atividade portuária, dentre outras, é planejada, regulada e operada pelo governo. Serviços como educação, saúde, transporte público, habitação tem forte presença do estado. 22% do PIB é produzido por empresas estatais (incluindo a Singapore Airlines), quando a média mundial é apenas cerca de 9%. Sua economia combina características extremas do capitalismo e do socialismo.

  • Marques  20/08/2016 22:38
    Não, peraí, isso é sério?!

    Você está dizendo que o fato de o porto de Cingapura ser operado por empresas privadas (você, pelo visto, ainda não entendeu o que realmente faz a Temasek Holding) sob a supervisão de uma agência reguladora é uma comprovação de que toda a economia do país centralmente planejada pelo estado?!

    Meu, sério, vai ver futebol. Tá mais de acordo com o seu nível.


    P.S.: não adianta ficar repetindo a mesma ladainha já refutada. Isso é coisa de gente desesperada. Sobre a Singapore Airlines: o fundo soberano do governo é dono de 55% das ações, mas a gerência é totalmente privada e a empresa possui ações na bolsa -- o que significa que ela tem de mostrar serviço para seus acionistas.

    O estado possui ações, mas não faz absolutamente nenhuma ingerência política na empresa. A empresa prospera justamente porque tem de buscar lucro para satisfazer seus acionistas privados. O estado está ali apenas para coletar dividendos, o que o transforma em um acionista como outro qualquer. Aliás, nada impede que o próprio fundo soberano do estado pressione a empresa por resultados, o que ajudaria no orçamento do governo. Isso significa que o próprio estado estaria se comportando como um acionista capitalista exigente -- isso é um tanto raro, mas teoricamente possível.

    É condenável o estado ter ações da empresa? Sim. Mas daí a falar que, por causa disso, toda a economia de Cingapura é centralmente planejada, pelamor, hein?

    Volta pro futebol.
  • Gold Currency  19/08/2016 02:19

    "A pujança industrial americana do pós guerra se deu à custa das privações da população. Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados pelos planejadores centrais do governo americano liderados por FDR para o esforço de guerra, os EUA venceram a guerra."

    Ignorando o fato desse trecho não ter pé nem cabeça, na verdade isso descreve exatamente o que ocorreu na URSS, bastando mudar algumas palavas:

    O "desenvolvimento" da industria aeroespacial soviética no pós guerra se deu à custa das privações da população. Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados pelos planejadores centrais do governo soviético, liderados por NSK para o esforço da corrida espacial, o Sputnik foi lançado ao espaço.
  • Comunista Cambojano  09/08/2016 01:26
    Para quê competir? Para quê tentar ser melhor do que os outros? Esse pensamento capitalista nos faz esquecer que somos humanos, iguais, e que devemos nos ajudar ao invés de nos transformar em robôs programados para querer dinheiro a qualquer custo. Para quê pisar nos outros? Para quê comprar, vender, consumir? Para quê ter as coisas? Isso é uma neurose. Por que não viver em um mundo onde as pessoas sejam assim como este sujeito do vídeo linkado abaixo, livres dessa escravidão capitalista. Reflitam.

    https://www.youtube.com/watch?v=I7arqW5luKc
  • Rogerio Faria  19/08/2016 07:15
    Perfeito o artigo publicado, porém faço alguma ressalvas.
    Gosto sempre de separar o Brasil dos Países de 1º Mundo.
    As empresas no Brasil, principalmente as micro e pequenas, estão inseridas em um ambiente nocivo. Juros altos, legislação complexa, altos impostos e agentes do Estado (ficais corruptos), etc. Converso com colegas empresários que querem melhorar a sua produtividade , porém encontram barreiras para as ações necessárias.
    Isto torna o empreendedorismo em nosso País uma verdadeira aventura numa "selva escura".
    Quando estive no EUA pude observar o incentivo que o Estado fornece aos empresários para compra de máquinas e operatrizes para o seu "piso de fábrica". Financiamentos a juros módicos, impostos quase inexistentes, ou seja os caras sabem que atrás de uma máquina há um operário para operá-la, ou seja fomenta emprego e alavanca o progresso.
    Em terras brasileiras isso não acontece, ou seja os bancos não estão nem aí para empregos, eles querem é exercitar a sua musculatura financeira (lucro) através de juros extorsivos e o Estado faz a sua parte na recessão, ou seja, cobrando o seu quinhão através de altos impostos de bens de produção. Um verdadeiro descalabro, um freio ao desenvolvimento da Nação. Reproduz, assim, a miséria.
    Por isso, volto a escrever, sempre devemos observar as teorias importadas, sem observar às nossas peculiaridades (ou mazelas) política-econômica-social-cultural para entendermos melhor o nosso contexto atual.
  • rlpda  19/08/2016 19:26
    Por que as pessoas adoram a concorrência nos esportes, mas têm medo dela no mundo do comércio? Porque a maioria das pessoas assiste esportes pela TV e concorrência no negócio dos outros é refresco!

    Falando sério agora, impossível não concordar com a ideia central do artigo: empresários (os verdadeiros competidores nas olimpíadas do mercado) deveriam ser os principais interessados na lisura da competição e valorização dos melhores. Porém, ai porém... (viva Paulinho da Viola rs) o que fazer quando o próprio órgão fiscalizador está à venda, tornando bem mais barato "comprar o juiz" do que investir em treinamentos e, pior, jura para a plateia que favorecer um competidor é o melhor para o esporte? Complemente isso com uma plateia que, na sua maioria, pensa que se estivesse no lugar do competidor compraria o juiz também...
  • Hong-Konger  24/08/2016 03:44
    O socialismo é uma olimpíada sem medalhas, um jogo de futebol sem gols, ou um jogo de golfe sem buracos.
  • Fernando Souza  01/09/2016 12:48
    kkkkkkkk verdade
  • Rodrigo  30/08/2016 17:15
    Os artigos do Mises trazem conhecimento e ajudam a superar o marxismo cultural que vem sendo impregnado nas escolas e em universidades. Cursos de jornalismo só falam de Teoria Crítica, só mostram um lado da moeda.

    Parabéns pelo trabalho, vamos compartilhar.
  • F. Shade  27/09/2016 18:08
    "Por que as pessoas adoram ver competições na arena dos esportes — seja nos campos, nas quadras, na pista de atletismo, na piscina ou na quadra de tênis —, mas temem e desprezam a competição na arena do mercado?"

    Poxa, porque o primeiro trata-se de diversão e espetáculo, e o segundo trata-se da sua vida, sobrevivência, condições de saúde, educação, segurança, sua e dos seus entes queridos. Quem em sã consciência vai querer deixar sua vida sujeita à competição mercadológica?

    O argumento de que nas mãos do governo as coisas tendem a ser morosas, e mal feitas, pela falta de incentivo final (lucro), e que o único incentivo dos políticos seria a manutenção e obtenção de cargos, o que os faz suar apenas nas épocas de eleições é muito ruim. Isso pode ser um fato em alguns lugares do Brasil, mas não é uma regra, o que só faz com que este argumento da competição possa ser realocado: temos que mudar o sistema político de forma a fazer os governantes ficarem a maior parte do tempo incentivados a realizar boas governanças. Tornar o sistema político livre de parasitas e feito para condecorar honestos, bravos e esforçados governantes também parece muito mais viável que tentar fazer isso com o mercado, pois não temos qualquer controle sobre que tipo de pessoa está comandando as empresas que fornecem os produtos e serviços essenciais à nossa sobrevivência.

    A competição nos esportes geram medalhas ou vídeos mitológicos de feitos e erros, a competição no mercado gera não só competição pelo preço do feijão e itens essenciais, invenção de produtos incríveis e às vezes totalmente desnecessários, como também fraudes, desinformação e até crises econômicas brutais.

    E ainda tem o que já foi comentado logo acima, que as competições SÃO REGULADAS por um conjunto de regras acordadas, que recebe punição do órgão organizador se não forem cumpridas, e também que as condições para que aconteçam os jogos são mais ou menos niveladas.
  • of Grey  27/09/2016 19:37
    "Quem em sã consciência vai querer deixar sua vida sujeita à competição mercadológica?"

    Não sei exatamente em qual galáxia você vive, mas, no planeta em que eu vivo, a comida chega à minha boca devido à concorrência entre produtores. Não houvesse competição entre eles, e o mercado de alimentos fosse estatizado, eu já teria morrido de fome. Assim como toda a população desse planeta.

    Mas talvez aí no seu planeta, o estado -- que aboliu a competição mercadológica -- seja realmente bom em garantir produção e distribuição de comida. Tentaram isso aqui na Venezuela e o resultado foi fome em massa.

    Não consigo imaginar o que seja mais crucial à vida do que a produção e a distribuição de alimentos. E esta é toda feita pela "competição mercadológica", e sempre funcionou.

    "a competição no mercado gera não só competição pelo preço do feijão e itens essenciais, invenção de produtos incríveis e às vezes totalmente desnecessários, como também fraudes, desinformação e até crises econômicas brutais."

    Fiquei curioso quanto a essa. Explica aí: como exatamente a competição por melhores produtos gera crises econômicas brutais?! Como exatamente pessoas comprando e vendendo voluntariamente geram crises econômicas?

    Gostaria muito de saber.

    Será que não é necessário haver um agente externo criando perturbações e distorcendo a realidade do mercado -- por exemplo, expandindo o crédito de maneira artificial e barata via bancos centrais -- para causar crises econômicas?

    Toda a história mostra que recessões econômicas são causadas por intervenções do governo no mercado, quase sempre via políticas monetárias que geram expansão artificial do crédito -- expansões essas que não seriam possíveis caso não houvesse um Banco Central manipulando juros e programas governamentais estimulando crédito subsidiado.

    E todas essas expansões geram, primeiro, um boom econômico artificial; em seguida, e inevitavelmente, uma profunda recessão econômica. Não há um único caso de recessão econômica que não tenha essas características.

    Foi assim na crise de 1929, na estagflação americana da década de 1970, na hiperinflação brasileira da década de 1980, na crise financeira de 2008, e agora na tripla recessão brasileira.

    Aliás, pela sua lógica, a atual recessão econômica brasileira, que se arrasta a três anos, se deve à competição mercadológica por melhores produtos?
  • Renan Merlin  27/09/2016 19:57
    Eu conheci um moçambicano(MOÇAMBIQUE E UM DOS PAISES MENOS POBRES DA AFRICA) que disse que ate hoje as terras em moçambique são estatais. Imagine nos países mais pobres ein.
  • F. Shade  27/09/2016 20:24
    "Não consigo imaginar o que seja mais crucial à vida do que a produção e a distribuição de alimentos. E esta é toda feita pela "competição mercadológica", e sempre funcionou. [...] a comida chega à minha boca devido à concorrência entre produtores. Não houvesse competição entre eles, e o mercado de alimentos fosse estatizado, eu já teria morrido de fome. Assim como toda a população desse planeta. "

    Não entendi de onde você tirou isso aí. Em 2012 tinha 1 bilhão de pessoas com fome crônica e 2 bilhões em estado de subnutrição. Não era por falta de alimentos produzidos ou por estatização da produção, mas pela competição mercadológica mesmo, com os produtores disputando mercados com preços mais atraentes... houveram várias épocas na história onde governos delimitaram um percentual por lei de produtores de alimentos a serem dirigidos a mercados internos ou ao simples consumo alimentar ao invés de processamento e exportação, para poder garantir que a população não passasse fome. Procure sobre lei de pureza na cerveja, que é um exemplo disso.
  • of Grey  27/09/2016 20:46
    "Em 2012 tinha 1 bilhão de pessoas com fome crônica e 2 bilhões em estado de subnutrição."

    Apresente fontes, por favor.

    Fome crônica é algo que só existe na África, justamente onde os estados são déspotas e mandam em tudo. Compare a fome de hoje com a fome de séculos passados. A população mundial só aumento e o número de pessoas famintas só diminuiu, contrariando a previsão de Malthus.

    Se isso não foi um milagre da economia de mercado, então temos de dar outro nome.

    Aliás, mesmo aqui no Brasil, em nossa economia semi-socialista, qualquer indivíduo fazendo malabarismo no sinal consegue o suficiente para comprar comida numa padaria. E mesmo aqueles que não querem fazer malabarismo recebem esmolas e compram comida. Você simplesmente não vê ninguém morrendo de fome nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste (mais capitalistas). Quando há assaltos, é para comprar drogas.

    "Não era por falta de alimentos produzidos ou por estatização da produção"

    Ah, não? A história mostra: os maiores casos de inanição da história ocorreram em economias socialistas. Informe-se.

    "houveram [sic] várias épocas na história onde governos delimitaram um percentual por lei de produtores de alimentos a serem dirigidos a mercados internos ou ao simples consumo alimentar ao invés de processamento e exportação, para poder garantir que a população não passasse fome."

    Ah, sim. No Brasil da década de 1980, quando o governo Sarney mandou prender boi no pasto, isso foi feito. A desnutrição infantil só aumentou. Óbvio: ninguém vai produzir sob o chicote.

    Hoje, quando isso não mais ocorre e as exportações são livres, o problema da fome praticamente foi extinto.

    "Procure sobre lei de pureza na cerveja, que é um exemplo disso."

    E eu achando que você estava aqui a sério.
  • Comunista Cambojano  27/09/2016 21:54
    Quem disse que os maiores casos de inanição da história ocorreram em economias socialistas? Esqueceram dos crimes cometidos pelo capitalismo?
    Será que desconhecem a existência East India Company
    ? Uma empresa privada responsável direta pelas mortes de milhões de indianos durante a dominação britânica.
    Durante a Grande Fome de Bengala de 1770 pereceram 1/3 da população da região, números bem piores do qualquer Holodomor (que foi causado pelos ricos Kulaks, que preferiam matar as suas vacas a alimentar a população faminta pela seca). Isso daí vocês esquecem, não é? Criticam as mortes causadas pelas deturpações do socialismo (o socialismo verdadeiro nunca existiu), mas esquecem das mortes causadas por empresas privadas a serviço do colonialismo capitalista.
  • Pol  27/09/2016 22:24
    Essa foi gozada e bem espirituosa, devo admitir. Nunca pensei nesse tipo de associação. E devo confessar que, à primeira vista, até faz sentido, pois a East India Company ganhou do governo britânico o poder de cobrar impostos sobre a terra, uma perfeita demonstração de capitalismo de estado/fascismo/mercantilismo, arranjo que este site semanalmente condena.

    É como se a Receita Federal terceirizasse seu monopólio para uma empresa. Seria um prato cheio para os libertários.*

    Mas, agora num tom mais sério, essa questão das fomes recorrentes em toda a história da Índia foi bem documentada por Florence Nightingale.

    https://books.google.com.br/books?id=amE1cz1fkIkC&redir_esc=y

    Segundo as pesquisas, as fomes na Índia britânica não eram causadas por falta de comida em uma área geográfica em particular, mas sim por falta de transporte para essa comida, pois não havia estradas, cuja construção era monopólio do governo.

    Vale a leitura.

    Até mesmo o esquerdista Amartya Sen chegou à mesmo conclusão em seu livro [i]Poverty and Famines : An Essay on Entitlements and Deprivation[i]


    * Há vários serviços estatais que não devem ser privatizados de jeito nenhum, como por exemplo a Receita Federal. Imagine uma Receita Federal privada e eficiente? Um pavor.

    O critério a ser usado é: em uma sociedade livre, tal serviço estatal existiria? Se sim, como é o caso de bancos e fábricas de fertilizante, então deve haver privatização. Se não, como é o caso de agências confiscadoras de renda e campos de concentração, então não deve haver privatização, mas sim abolição.

    Por exemplo, o Banco Central deve ser privatizado ou abolido? O BC tem o monopólio da falsificação do dinheiro, ele carteliza, privilegia e salva os bancos que praticam reservas fracionárias, ele regula (ou tenta regular) o dinheiro e o preço do dinheiro, ele controla a taxa de juros e influencia diretamente o crédito, e, acima de tudo, ele tenta controlar todos os preços da economia, o que significa que ele, consequentemente, controla toda a economia em si.

    Logo, o BC não deve ser privatizado mas sim abolido. E ele deveria ser abolido não simplesmente por ser governamental, mas também porque suas funções são imorais per se.

    Atividades que são inerentemente ilegítimas devem ser abolidas. Atividades legítimas e voluntariamente demandadas devem ser privatizadas.
  • F. Shade  27/09/2016 22:57
    "Em 2012 tinha 1 bilhão de pessoas com fome crônica e 2 bilhões em estado de subnutrição." - Jomo Kwame Sundaram, Subsecretário-geral das Nações Unidas para o Desenvolvimento Econômico

    "No mundo, 1 bilhão de pessoas estão famintas e mais da metade vive na Ásia e no Pacífico, e um quarto na África. A fome também é um problema relevante nos Estados Unidos, onde 50 milhões de americanos enfrentam a insegurança alimentar." - FAO, O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, 2010 - ONU

    Em vez de responder seus comentários um a um, vou explicar como a procura pelas melhores oportunidades (competição do mercado) resulta em insegurança alimentar e fome.

    Uma das causas da fome no mundo está ligada à forma de ocupação dos territórios e a extrema dependência econômica externa, herdada dos períodos do colonialismo. Dá-se maior atenção a uma agricultura para servir de exportação do que para atender os mercados internos. Em vista disso, ocorre escassez de alimentos básicos para o mercado interno ou o seu preço é tão elevado que dificulta a sua aquisição por grande parte da população de baixa renda. A organização social dos nativos, alterada pelos colonizadores, passou da agricultura de sustento próprio, onde era garantida a segurança alimentar, para trabalho em produções de grandes companhias, para exportação, tornando-os dependentes. A falta de terra é um problema, que não vê solução no horizonte - como "solução para o desenvolvimento econômico", os líderes das nações são orientados a negociar com os estrangeiros, nem flagrante neocolonialismo.

    Existe segurança alimentar quando as pessoas têm, a todo momento, acesso físico e econômico a alimentos seguros, nutritivos e suficientes para satisfazer as suas necessidades dietéticas e preferências alimentares, a fim de levarem uma vida ativa e sã. A soberania alimentar diz respeito à importância da autonomia alimentar dos países, associada à auto-suficiência produtiva e à menor dependência das importações e flutuações de preços do mercado internacional.
  • Emerson Luis  30/09/2016 02:13

    A maioria das pessoas foi doutrinada para admirar atletas e desprezar empreendedores e não é capacitada a ligar os pontos e perceber a incoerência.

    Os socialistas gostam do esporte, entre outros motivos, porque a disciplina e o autoaprimoramento constante dos atletas serve de modelo para a engenharia social que querem fazer para produzir um Novo Homem e uma nova sociedade em que todos obedecem, ou seja, sem liberdade nem individualidade.

    * * *


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