Sem propriedade privada não há moralidade e nem civilização

O que são "meios de produção"?  Qual a importância deles para uma sociedade?  Como eles são criados, expandidos ou meramente mantidos?  Qual a relação entre a ordem moral vigente de uma sociedade e seu nível de acumulação de capital?

Estas são questões sobre as quais economistas e filósofos políticos vêm meditando ao longo de toda a história do pensamento econômico.

Se você já se pôs a pesquisar as diferenças entre capitalismo e socialismo, você certamente já terá ouvido falar no termo "meios de produção", e certamente já terá alguma ideia do quão importante eles são para a organização de uma sociedade. 

Da mesma forma, você pode até já ter ouvido falar, mas talvez ainda não tenha dedicado muito tempo a constatar a relação entre capital e ordem moral. 

Com efeito, por que as pessoas comuns deveriam se preocupar com tais coisas?  Meios de produção não seriam apenas algo sobre o qual universitários lêem entre uma balada e outra?  Ou talvez não seriam algo exclusivamente da alçada de contadores e administradores, preocupados com as técnicas corretas do método contábil das partidas dobradas?  Qual a sua grande importância?

Como, afinal, seria uma sociedade sem capital, sem meios de produção?  Ela conseguiria manter a moralidade? 

Ao contrário do que muitos imaginam, é perfeitamente possível imaginar como seria este mundo recorrendo apenas à teoria — muito embora a experiência dos países comunistas, nos quais os meios de produção foram exauridos, possa nos servir como um ótimo exemplo empírico. 

Um mundo sem meios de produção seria inóspito, frio e selvagem.  As terras férteis, por não mais poderem ser trabalhadas da maneira correta, deixariam de ser cultiváveis.  Haveria escassez de alimentos.  A fome estaria por todos os lados.  Isso levaria a saques e pilhagens, e, consequentemente, ao desaparecimento de lojas, mercearias e supermercados.  Aqueles que porventura conseguissem coletar alimentos naturais para estocá-los teriam de vigiar continuamente suas posses, pois se tornariam presas de outros humanos famintos.  No final, a fonte de alimentos seria uma só: a carne dos outros humanos.  O homicídio e o canibalismo seriam práticas não apenas corriqueiras, como também totalmente necessárias para a sobrevivência.

1. Civilização, capital e ordem moral

De onde vem a nossa comida?  O que permite a existência da civilização?  Embora a civilização moderna seja bastante complexa, ela também é muito simples em sua essência, pois está erigida sobre três formas de capital físico que compõem os pilares de qualquer ordem civilizada.

Uma delas é o capital físico natural construído pelo homem, o qual os humanos utilizam para sobreviver e para realizar a produção de bens.  Tratores, escavadeiras, britadeiras, serras elétricas, ferramentas em geral, computadores, maquinários, equipamentos de construção, edificações, fábricas, meios de transporte e de comunicação, minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. 

Estes bens de capital são os meios de produção.  São eles que não apenas tornam o trabalho humano mais produtivo, como também possibilitam toda e qualquer produção e distribuição de bens e serviços.

Além deste capital físico, há duas correspondentes formas de capital humano: o conhecimento técnico para operar este capital físico e sustentar a produção de bens, e a ordem moral necessária para preservar o uso organizado dos recursos escassos. 

O grau de vida civilizada que existe atualmente só é possível porque herdamos de nossos antepassados capital físico e conhecimento tecnológico, e também porque temos algum senso da ordem moral necessária para preservar este arranjo.

A história da civilização é a história da acumulação de capital.  Isso inclui não apenas a acumulação de capital físico, mas também uma correspondente acumulação de conhecimento técnico e moral.  Somos civilizados apenas até o ponto em que passamos a nos perguntar que espécie de ordem moral é necessária para preservar a acumulação de capital. 

Qual tipo de ordem moral sustenta um meio de produção?

Vivendo em meio a uma civilização próspera, é fácil para as pessoas se tornarem levianas e petulantes quanto à ordem moral necessária para preservar a acumulação de capital.  Não mais se dá o devido valor ao esforço e ao trabalho duro.  Grandes estoques de bens de capital já estão disponíveis para nós, de modo que a preocupação de várias pessoas passa a ser apenas a de como "distribuir" estes bens de modo a satisfazer seu desejo e sua ânsia por "justiça social".

Em uma situação de tamanha abundância, é fácil o relativismo moral e o niilismo prosperarem.  Tudo passa a ser subjetivo, e o 'bom' passa a ser qualquer coisa que "os representantes do povo" estipulem ser.  Aqueles que fazem pouco caso das regras morais que preservam a acumulação de capital frequentemente imaginam estar atuando em prol dos fracos e oprimidos. 

Porém, um eventual colapso do capital acumulado traria o colapso de toda a civilização, e isto seria extremamente nocivo tanto para os fracos quanto para os fortes.  Com efeito, se há alguém totalmente dependente da ordem civilizada, este alguém é justamente aquele que não tem a menor chance de sobreviver sob o jugo do mais forte em uma ordem sem civilização.

Na ausência de meios de produção para sustentar a civilização, o homem retornaria à sua natureza predatória, o que levaria à inevitável degeneração da ordem moral.

2. Por que não estamos nos canibalizando agora mesmo?

Refletir sobre os prováveis efeitos de uma maciça destruição do capital é um fascinante experimento mental.  É algo que nos propicia valorosas constatações sobre a natureza humana e a fragilidade de nossa atual civilização. 

Não importa se a destruição do capital ocorrerá por meio de uma repentina hecatombe nuclear ou por meio de um lento e gradual esgotamento do capital acumulado no passado.  Se os meios de produção forem destruídos, ou simplesmente não forem mantidos, é certo que a humanidade estará em um inexorável caminho rumo à fome e à predação.

O que nos impede de estarmos recorrendo ao canibalismo hoje mesmo?  Quanto tempo levaria para que as pessoas em nossa civilização recorressem a brutais atos de selvageria na eventualidade de um desastre catastrófico?  Quanto tempo até vermos as pessoas começarem a caçar, manter em cativeiro e se alimentar de outros humanos?

Há duas razões essencialmente comportamentais que impedem que os atuais humanos se tratem de maneira fragorosamente predatória. 

Uma razão é moral: há uma ampla aceitação de que, em nossas atuais circunstâncias, é errado e maléfico escravizar e se alimentar de outras pessoas.  A outra é contextual: o capital acumulado de nossa civilização é suficiente para garantir que nós simplesmente não necessitemos de nos alimentarmos de outras pessoas — já temos comida abundante à nossa disposição.

(Uma outra razão que poderia ser mencionada é resultante dessas duas anteriores: tememos a punição que nos seria imposta por nos alimentarmos de outras pessoas.  No entanto, esta é uma preocupação ínfima em nossa atual civilização e praticamente inexiste na mente da maioria das pessoas.  A esmagadora maioria das pessoas evitaria o canibalismo sob as atuais circunstâncias independentemente de se elas fossem ou não punidas por tal ato, simplesmente porque elas não querem ou não necessitam incorrer neste tipo de depravação.  Mencionamos esta motivação apenas para explicar que ela não está presente na maioria das pessoas.)

Estas duas fontes de comportamento civilizado — moral e contextual — não são independentes uma da outra.  Nossa visão moral a respeito da escravidão e do canibalismo foi formada dentro do contexto de uma sociedade próspera na qual estas atividades não são necessárias para suprir nossas necessidades — ou seja, o atual contexto em que vivemos afeta nossa moralidade. 

Similarmente, o fato de não termos necessidade por este tipo de comida é por si só resultado da acumulação de capital gerada em decorrência de termos um sistema ordenado de produção erigido sobre regras morais — ou seja, nosso sistema moral afeta nossas atividades, as quais afetam o contexto em que vivemos. 

Embora a primeira conexão seja amplamente apreciada, a segunda não é tão bem compreendida, e várias pessoas são propensas a tratar os frutos da civilização como sendo coisas que simplesmente surgiram do nada (ou como resultado da ciência e da tecnologia, as quais também teriam surgiram do nada), não necessitando de quaisquer princípios morais particulares para sustentá-las.

O fato de que o comportamento das pessoas depende de fundações morais totalmente relacionadas ao contexto em que vivemos é, por si só, um pensamento apavorante — muito embora as pessoas hoje pensem que o canibalismo é algo abominável, coloque-as vivendo por alguns meses em um mundo moribundo e pós-apocalíptico e veja se elas não irão mudar de ideia. 

Sim, os princípios morais que alicerçam nossa atual civilização são extremamente frágeis, e é justamente a acumulação de capital e a consequente existência de meios de produção o que nos impede de mergulharmos na barbárie.

3. Ordem moral?  Que ordem moral?

Se há uma forte conexão entre ausência de capital e ausência de ordem moral, e se o capital é de extrema importância para a vida civilizada, então qual é a ordem moral necessária para se acumular e preservar capital?

Para responder a isso, temos de entender que capital é algo formado e preservado por esforços produtivos que visam a uma recompensa futura.  Por sua própria natureza, a acumulação de capital é uma atividade que requer uma abstenção de consumo no presente, abstenção esta que permitirá uma acumulação de poupança, a qual, por sua vez, possibilitará o aumento da produtividade no futuro.  (Mais detalhes sobre este processo aqui). 

Para que este equilíbrio de trocas seja vantajoso, é necessária a existência de direitos de propriedade que funcionem como "fronteiras delimitadoras da ordem" em nossa interação com outras pessoas.  É isto que nos permite acumular capital e evitar a barbárie.  É isto que nos permite poupar para o futuro tendo a garantia de que colheremos alguma recompensa, em vez de apenas vermos nossos esforços sendo esbulhados por saqueadores e assassinos. 

A ordem moral adequada para a vida civilizada é aquela que, de um lado, permite a ação cooperativa de indivíduos que almejam ganhos mútuos, e de outro, impede a coerção.  Sempre que esta ordem moral foi praticada, ela permitiu ao homem construir capital e desenvolver e aprimorar a vida civilizada.  Sempre que ela foi violada, surgiram impedimentos à acumulação de capital e houve até mesmo uma rematada destruição de capital.

4. Capital, ordem moral e sobrevivência humana

Se o homem perder todo o capital acumulado pela civilização, não haverá meios de produção.  Consequentemente, sua própria vida estará em risco.  Em situações assim, toda a ordem moral que sustenta uma civilização tende a se esfacelar. 

E por que, afinal, estou insistindo neste ponto?  Porque o mundo se encontra hoje em um gradual e contínuo processo de repúdio da ordem moral que sustenta o processo de acumulação de capital.  Percebe-se em todos os cantos do globo uma temerária desconsideração da parte de várias pessoas por qualquer elo entre uma ordem moral objetiva baseada na conduta cooperativa e a acumulação e preservação de capital. 

São vários os indivíduos que creem que a acumulação e preservação do capital necessário para sustentar nossa atual abundância é algo que pode ser perfeitamente separada de toda e qualquer ordem moral.

Aqueles que se preocupam com a "distribuição" da riqueza acumulada no mundo representam uma força imprudente que está corroendo aos poucos as fundações da ordem civilizada.  Que eles façam isso sob a pretensão de estarem atuando pelo bem dos pobres e oprimidos apenas mostra o quão grande é sua ingenuidade e sua desconsideração pela natureza do homem quando este perde sua civilização. 

O problema com esta situação não é meramente o perigo de esgotamento do capital físico, mas sim algo bem mais profundo e mais total: trata-se de uma deterioração moral que está gradualmente solapando a capacidade das pessoas de produzir e sustentar a produção.  Cada medida coerciva defendida e aprovada por estas pessoas interfere na ordem moral da propriedade privada e nas transações voluntárias e cooperativas.  Isso, por sua vez, ajuda a solapar a acumulação de capital, debilitando os meios de produção e afetando toda a vida civilizada que eles sustentam.

Solapar a acumulação de capital e, consequentemente, exaurir os meios de produção não é uma política que trará resultados bonitos.  Tampouco se trata de uma política compassiva que trará benefícios aos pobres e oprimidos.  Ao contrário, eles são os que mais irão sofrer. 

Há uma forte conexão entre capital e ordem moral que jamais deve ser ignorada.  Em suas raízes, os seres humanos são animais; e, como os outros animais, temos uma hierarquia de necessidades a serem satisfeitas.  Não obstante nossa capacidade de raciocinar e ponderar sobre nossa própria conduta, nosso modo de comportamento sempre irá refletir a necessidade de satisfazer estas carências de alguma forma. 

Em nossa atual civilização, em meio a toda a sua abundância, a ideia de escravizar e canibalizar outras pessoas (inclusive crianças e bebês) é horrenda e revoltante, mas trata-se de uma realidade da natureza humana o fato de que isso pode vir a ocorrer sob circunstâncias terríveis e urgentes.  O que nos protege deste resultado é o capital acumulado no passado e nossa capacidade de proteger este capital ao formularmos uma adequada ordem moral para conduzir nossas ações.  Se formos negligentes quanto ao elo entre ordem moral e acumulação de capital, estaremos implorando pelo desastre.

Quando uma pessoa afirmar com desenvoltura que regras morais são apenas julgamentos subjetivos, ou que elas são algo que transcendem preocupações triviais com relação a bens materiais, pergunte a si mesmo aonde este tipo de posição tende a levar.  Se o homem adotar esta visão em larga escala, você acha que ele ainda existirá daqui a mil anos?

 

Leia também:

Sociedades pobres e sociedades ricas — o que faz a diferença

O socialismo como um imperativo moral

A função econômica da poupança e dos bens de capital 

Trabalho, emprego, poupança e capital

O cálculo econômico sob o socialismo


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SOBRE O AUTOR

Ben O'Neill
é professor de estatística na Univesidade New South Wales, em Canberra, Austrália.  Já foi também advogado e conselheiro político.  Atualmente é membro do Independent Institute, onde ganhou em 2009 o prêmio Sir John Templeton de competição de ensaios.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pedro  10/08/2012 06:35
    O argumento faz sentido, mas não entendi como ele justifica a existência da economia 'monetária. Porque não poderia ser uma economia baseada em recursos?
  • Tiago  10/08/2012 12:52
    Não sei se responde à sua pergunta, mas para ver uma crítica a uma economia não monetária, baseada só em recursos (Zeitgeist/Venus Project) veja este vídeo de Stefan Molyneux: www.youtube.com/watch?v=b9WEWcbfnHg

  • Renato  10/08/2012 13:44
    Pedro\r
    \r
    O dinheiro surge naturalmente quando as relações econômicas se tornam um pouco mais complexas. Primitivamente, em todo lugar onde ele se tornou necessário por praticidade, ele surgiu, não pelo desejo de qualquer governante, mas das relações comerciais. A estatização do dinheiro foi um fenômeno posterior, que atendeu aos interesses dos governantes, e não dos povos. Esta estatização tornou possivel a diminuição da quantidade de metal nas moedas (ou modernamente, a impresão de dinheiro sem lastro), que é uma forma disfarçada de imposto, que gera desregramento dos gastos do governo, desordem nos preços e desorganização da cadeia produtiva.\r
    \r
    A conclusão a que eu chego: A não ser pela coerção estatal, não se poderia impedir o surgimento da moeda como fato social. E pela coerção estatal a moeda se torna disfuncional.
  • Marcio Alcantara  10/08/2012 21:04
    Perfeito!
  • anônimo  25/03/2015 16:19
    Besteira...

    Moralidade é mera conveniência...Essa sociedade oferece segurança por meio da tradição... Mero ajustamento.
    Essa moralidade é ir para a guerra, matar, ser agressivo, buscar o poder, dar ensejo ao ódio, é a crueldade e a injustiça da autoridade estabelecida.
    As nossas mentes são deformadas e pesadamente condicionadas por uma moralidade que não é moral, a moralidade da sociedade é imoralidade, porque a sociedade admite e estimula a ambição, a violência, a competição, a avidez, etc., que são essencialmente imorais
    baseadas no prazer e no medo, no prêmio e no castigo. Eis a moralidade mentes vulgares, estreitas e limitadas...
  • Leandro  10/08/2012 06:47
    Não entendi sua colocação. Você está se referindo a uma economia cuja grande fatia do PIB advenha da exploração de recursos naturais? O argumento é exatamente o mesmo. Sem propriedade privada, não há preços. Sem preços, não há racionalidade. Logo, a exploração destes recursos não ocorrerá de acordo com o sistema de preços de mercado. Não haverá um sistema de lucros e prejuízos conduzindo as operações. Haverá desperdícios. Os recursos serão exauridos e malversados.

    Mesmo no caso de petróleo (vamos supor que ele seja infinito), sem propriedade privada dos outros meios de produção, o petróleo não terá utilidade alguma. Ele não servirá para alimentar carros, tratores, caminhões e aviões pois não haverá como se construir carros, tratores, caminhões e aviões.

    Mises explicou isso detalhadamente naquele que é considerado o mais importante artigo econômico do século XX:

    O cálculo econômico sob o socialismo
  • Tiago RC  10/08/2012 08:41
    Leandro, meu palpite é que o Pedro é um filho do movimento Zeitgeist. Eles usam o termo "economia baseada em recursos" para se referir ao escambo.
  • Marcos Campos  10/08/2012 10:37
    Tiago RC

    Pode ate ser que o Pedro seja "filho do movimento Zeitgeist", como já me chamaram aqui também...toda vez que alguem que leu e ou viu os vídeos de Zeitgeist vem aqui falar de "economia baseada em recursos", existe o deboche ou uma pedrada, e por fato, tanto eu quanto o Pedro, não sei se você parou para pensar nisso, não somos seguidores de Zeitgeist. Mas porque suas "falâcias", assim como vocês dizem, nos acalenta? Já parou de pensar em economia, e vislumbrou o por que dessa magnética influência que os vídeos de recursos, nos desperta tanta curiosidade? Mesmo que você diagnostique todo seu conhecimento teórico a cerca da Economia Austriaca e a lógica de Mises, Frédéric Bastiat ( e eu os leios e os aceitos como gênios ), existe um paradoxo ou paradigma ou sei lá o que, que deixa uma lacuna no pensamento de livre mercado.
    Eu não tenho todo o vasto acúmulo de conhecimento, de alguns foristas aqui sempre presentes, mas eu me atenho aos meus mínimos conhecimentos para raciocinar da seguinte forma; - Se não me engano os EUA viveram por um bom tempo de sua história antes do FED, um livre mercado, e até mesmo após o FED, pode-se dizer que vivia e vive até os dias de hoje numa economia de mercado livre, porém com mais estatismo contemporâneo, mas mesmo assim uma economia de mercado livre, se comparado a Brasil e outras Federações. Mas o que noto é que dentro das mutações do livre mercado ocorreram o nascimento de correntes dominadoras, coorporações do livre mercado que se tornaram grandes demais e que quiseram passar a dominar, manipular todo o mercado a seu favor, e para isso criaram o estatismo, política, sistema monetário manipulável, etc. Esses, pode-se classificar as grandes oligarquias, coorporações, antes simples empresas do livre mercado. Essas mesmas coorporações nascidas no livre mercado, são as que levam miséria, revoltas, guerras e escassez a outros povos e para confronta-los tem de se igualar em poder militar, para não ser espoliado eternamente (BRICS).
    A ação de curiosidade para com as teorias de Zeitgeist, evidencia somente a busca por um maior número de possibilidades para a construção de um caminho, mesmo com erros como expurgar a economia do contexto, isso também concordo, seja impossível neste milênio, sempre haverá troca de qualquer tipo, metafísico, fisiologico, material. Mas ele nos traz um pensamento de que também o livre mercado, é superficial e destrutivo assim como o socialismo, capitalismo, comunismo, e todo os ismos existentes.
    Aqui, eu e o Pedro não somos seguidores de Zeitgeist, Mises, Marx, Frédéric Bastiat, somos apenas observadores, a procura de um equilibrio de ideias, sem FUNDAMENTALISMO. Gostaria de ve-los debochando menos, pois aposto que nem Mises faria assim, aposto que ele se sentaria a mesa com Zeitgeist, e encontrariam interesses em comum.

    Abraços

    A Corporação - Este video mostra para min (Marcos Paulo), o quanto o mercado livre é dualista (Benefico e destrutivo ao mesmo tempo), você esta sempre trabalhando a corda que vai te enforcar, queira ou não queira.
    www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY
  • Andre Cavalcante  11/08/2012 00:59
    Marcos,

    Uma crítica construtiva: seu pensamento é difícil de acompanhar; seja mais sucinto e direto e observe melhor as regras gramaticais que melhora, e muito.

    Você me parece uma pessoa, assim como eu, meio revoltada com a situação do mundo como está. No entanto, também noto que está meio perdida no pensamento do que seria a solução.

    Sobre o movimento Zeitgeist, assim como no marxismo, ele apela para fortes cargas emocionais: "os trabalhadores são explorados" (Marx), logo "as corporações são as vilãs" (Zeitgeist), logo acabar com o livre mercado (e a livre iniciativa humana) é a solução!

    Mas veja a incoerência: há uma regra de ouro para a otimização: "se eu posso medir, posso otimizar", logo, para a economia baseada em recursos funcionar, necessário ter uma forma de medir a economia, realizar o cálculo econômico, o que somente pode acontecer no livre mercado. E é essa a contradição máxima desse pessoal: uma economia planificada, para o ser, necessita exatamente da base que foi substituída para a planificação, ou seja, uma economia planificada (sob qualquer denominação) não o pode ser.

    Então não é simplesmente deboche ou pedrada, é constatação pura da falta de nexo.

    Creio que se tivesses clicado no link que o Leandro passou, e tivesse lido o que Mises escreveu sobre a o cálculo econômico no socialismo, você passaria a acreditar mais na racionalidade dos austríacos do que na emotividade das demais escolas...

    Por último, você já parou pra pensar que é exatamente o envolvimento do estado com algumas empresas que geram exatamente a situação mostrada no vídeo? Já parou que não há nada de "livre" mercado nos exemplos do vídeo? Já parou pra pensar que isso é o que este site justamente vem lutando contra?
  • Marcos Campos  11/08/2012 13:52
    Obrigado André Cavalcante pela reflexão.

    Estou trabalhando para melhorar minhas dissertações.

    Sim também acredito que economia planificada é improvável.

    Mas ainda não digeri as Coorporações, eu ainda as associo a empresas de livre mercado, com o ingrediente humano individual da cobiça, custe o que custar.

    Eu preciso pesquisar mais antes de fazer os fichamentos e postar aqui, serei mais cauteloso quanto a isto.

    Mais uma vez,

    Obrigado
  • ocarinha  26/03/2015 04:50
    "Creio que se tivesses clicado no link que o Leandro passou, e tivesse lido o que Mises escreveu sobre a o cálculo econômico no socialismo, você passaria a acreditar mais na racionalidade dos austríacos do que na emotividade das demais escolas..."

    Poderia posta esse link e o que Mises escreveu sobre o cálculo econômico no socialismo?
  • Rafael  11/08/2012 01:13
    Não precisa de nenhum VASTO conhecimento de economia pra saber que o socialismo/comunismo não funciona, que é o que propõe esse documentário, basta uma visita ao acervo do Mises:

    www.youtube.com/watch?v=IfJ8bAVUtmY

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=91

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=84

    www.youtube.com/watch?v=4Ttbj6LAu0A

    www.youtube.com/watch?v=nC_muaZR_VM

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=89

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=66

    Agora dizer que os EUA têm uma economia de livre mercado até os dias de hoje, quando não se pode nem mais vender limonada na frente de casa - www.youtube.com/watch?v=QlfvnOCeAjU -, merece uma resposta de Billy Madison:

  • Cauê  11/08/2012 09:05
    Eu entendo o que o Marcos está dizendo e concordo plenamente, aliás, grande parcela dos econômistas austríacos não aprovam a democracia devido a isso, pois no sistema democrático as vontades da população são moldáveis de acordo com os interesses de grupos com grandes recursos políticos e/ou financeiros.
    Assim, os conservadores estão corretos ao afirmarem que sem a ordem religiosa é impossível o livre comércio de prosperar, pois nada além da moral religiosa, vai impedir que todas as classes sociais tenham os mesmos valores e por isso respeitem suas entidades e instituições. (Por medo da punição divina e/ou pelo exercício das virtudes, que a maioria das religiões pregam). Por isso, os EUA e Israel são (ou foram não sei mais) os dois últimos países da ordem judaíco-cristã à resistirem a esse niilismo.( e são piada no resto do mundo por isso).

    Eu particularmente não acredito nesse novo escambo. Porém, eu entendo o que ele está dizendo. Adoro o site e vejo muitos artigos tentando mostrar essa relação entre a relação entre religião e o livre mercado. Porém, muitos dos leitores do site insistem em ignorar.

    Respondam, uma vez, o livre mercado floresça novamente, o que impedirá os grupos dominantes novos ou não, de utilizarem seus recursos para manter ou aumentar, por meios políticos, sua acumulação de capital ou participação de mercado, ou qualquer outros anseios.

    Por exemplo, sobre corporights, principalmente no caso de obras literárias e artísticas, o que impediria uma pessoa de copiar descaradamente o trabalho de um vida. Ou você impõe uma lei (grupos dominantes, grandes corporções exercendo corção) ou você espera por empatia e valores. Caso, isso não ocorra a insatisfação vai gerar motivação para grupos políticos e atendendo facistas/socialistas , etc.

    A ordem moral, geral ordem social e por fim garante o livre mercado. Não o oposto.


    Essa é a pergunta do Marcos.
  • Tiago Moraes  11/08/2012 11:09
    Essa pergunta já foi respondida ad nauseam aqui. Um grupo privado só teria condições de acabar com livre-mercado e, por fim, dominar as regras do jogo, se este mercado não for livre a priori, enfim é um paradoxo. Um player só passa a ter poder de externar outros players quando existe um poder acima de todos eles, poder este que um player teria condições de cooptar. Sem um poder que interfira no livre-mercado (sendo esta aliás, a própria definição de livre-mercado) é logicamente impossível que cheguemos ao nível da corporativização do capitalismo.

    Na verdade, o que vocês não entendem é que o capitalismo misto e corporativista que vivemos hoje, não deriva do livre-mercado e nem tão pouco originou-se deste. No princípio ele nasceu da interferência do estado nos mercados, sob a alegação de proteger o livre-mercado como instituição, acabando por levar a situação paradoxal de eliminação do livre-mercado sobre a justificativa contraditória de defendê-lo, só então, com a instituição livre-mercado extirpada, é que chegamos à atual situação.
  • Caue  11/08/2012 15:40
    Essa não é a questão.

    A questão é, o que pode impedir as pessoas ao alcaçarem determinado nível de organização política/financeira/militar (ou seja, poder), continuar "jogando limpo".
    O que ele disse é exatamente isso, um vez tendo o livre mercado essas forças agiram para cerceá-lo. Uma vez reconstituído o que fará com que os agentes envolvidos continuem seguindo as regras ?

    Por exemplo, família que acredito ser a mais importante (e mais natural, acredito eu) instituição humana está praticamente destruída poucos anos de propaganda. Aliás, esse sempre foi o caminho para a ascensão social e para acumulação do capital, fator crucial para o capitalismo.
    Por que com a escola austríaca seria diferente ?

    A questão aqui é que não acredito que seja um paradoxo e sim causa e efeito.
    Ou seja, primeiro deve-se recuperar os indivíduos. Tendo isso em vista, você precisa de política para alcançá-las. Por que tantos aqui ignoram esse fato? (política envolvida)...
    Eu simplesmente não entendo.

    Eu vejo muita gente que vem aqui apenas atrás de informação sobre economia e não leva em conta os artigos com sobre moral que ,freqüentemente, são apontadas aqui.
    Os textos de Rothbard publicados aqui estão aí para exemplificar o que estou dizendo, pois, acredito eu, ele estava ciente do perigo que isso representava aos seus alunos e seguidores.
  • Renato  12/08/2012 04:12
    Até onde entendo, a EA afirma que a manutenção de um regime razoavelmente livre depende da moralidade. Se a maioria das pessoas num determinado lugar pretendem passar a perna nos outros, tão logo tenham oportunidade, o sistema tende à coerção e ao roubo generalizado. Diferentemente das escolas de esquerda, a EA não pretende que o homem seja absolutamente bom e sem falhas para o sistema funcionar. A EA não pretende "criar um nomo homem" (mesmo porque não pretende ter poder de coerção sobre a educação das pessoas). O mercado é suficientemente robusto para funcionar passavelmente bem, mesmo havendo maldade e desonestidade no mundo (se não fosse assim, todos já teriamos morrido de fome). Um mercado suficientemente livre para prover certa dose aumento de prosperidade tem funcionado nas mais diversas condições, em diferentes culturas, por muito tempo. Pessoas que agirem de modo desonesto deverão ser condenadas de acordo com a lei, e os legisladores e outros cuidadores de instituições deverão ser suficientemente sábios para perceberem os meios de ação dessas pessoas.

    Vejamos na prática o quão robusto é o mercado e o quão robusta é a moralidade: Durante cerca de um século, grande parte da elite dominante, praticamente no mundo todo, particularmente na academia e na mídia, tem atacado sem cessar tanto o mercado quanto a moralidade. Por imensa igenuidade, aqueles que percebem o erro e más intenções dessas elites, tem dado um combate extremante fraco e frouxo a essas idéias genocidas. Apesar disso, tem havido funcionamento do mercado suficiente para prover algum aumento de prosperidade e tem havido moralidade suficiente para manter esse funcionamento. Quer dizer, quase sem ter se defendido contra um ataque titânico de um século, tanto o mercado como a moralidade tem sobrevivido com suficiente força para impedir a destruição da civilização e da prosperidade. Poderá ser que no futuro, pela imensa fraqueza da oposição às elites socialistas, tanto mercado como moralidade caiam (o que cair primeiro, puxará o outro para baixo). Se acontecer isso, uma era de densas trevas é inevitável.

    O que devemos fazer?

    Primeiro, entender que os meta-capitalistas (vou usar um termo criado por OC, embora saiba que houve desavenças entre ele e os editores e colaboradores deste blog) são aliados naturais dos estatólatras. Portanto, não é nenhuma surpresa que os meta-capitalistas sejam apoiantes dos socialistas. Sem percepção disso, lutaremos contra o vento.

    Em segundo lugar, devemos entender que a ação maléfica dessas pessoas depende da implementação de normas legais injustas e geralmente, altamente coercivas, que freqüentemente atacam os direitos básicos. Isso inclui também ativismo judicial. Um dos caminhos adotados por essa gente é a criação de "direitos positivos", cuidadosamente calculados para solaparem os direitos fundamentais. Outro caminho é a criação e muiltiplicação de normas legais que limitem a entrada de mais gente no mercado, por asfixia burocrática.
  • Marcos Campos  12/08/2012 20:54
    Obrigado por me traduzir Caue, e digo que o fez muito bem.

    Gosto sempre de lembrar que a minha intenção não é ir contra a EA, até porque admiro a oportunidade que este fórum nós dá de pensar, dialogar, interagir.

    Vejo a liberdade e a economia da EA como melhor, daquilo que temos nos dias contemporâneos, mas ainda assim um modo falho. Sempre será a lei da selva, sempre será o Darwinismo. Pois não paramos para evoluir a nós mesmos.

    Porque Zeitgeist me fascina, pois existe a possibilidade de evolução através das redes, da bolha de idéias sem pressa, sem voracidade de sobrevivência...não me importa economia, não me importa a cibernética a serviço do humano. O que importa é nossa evolução individual livre da coerção do capitalismo, e não sei o próximo nome que irão dar; socialismo, new deal, ou o escambal. Eu quero ciência, tecnologia, recurso livre para todos. Não existe a menor necessidade de pessoas não terem o que comer, não terem energia, água e moradia de graça. os recursos não são infinitos, mas são suficientes para nós manter....a miséria, a cobiça, ganância, nascida de um sistema economico que não serve mais para este século sumiriam.

    Sim, talvez não desse certo, mas quem foi que disse que não podemos ter várias possibilidades? Temos de dar chance ao ser humano, ao indivíduo que forma redes de recursos e vida.

    Meu discurso pode parecer agora emocional, como dizem, e de fato é pois essa é justo minha inteligencia, é o meu eu individual. Não sou ismos, sou uma célula e estou na rede.

    Nós somos tão capazes de evoluir em rede de recursos, que os capitalistas corps já sabem disso, e usam ferramentas poderosas e exclusivas para nos manipular, essa elite mínima evolui com toda gama de conhecimento disponíveis para eles. Mas graças as redes é possível disseminar para todos os conhecimentos que estavam trancados nas mentes dessas famílias poderosas, que querem perpetuar poder as custas dos demais.

    A desastrosa ideia de sucesso por Augusto de Franco
    www.slideshare.net/augustodefranco/a-desastrosa-idia-de-sucesso

    A palavra hoje dessas poderosas cooporações é neuroliderança.

    neuronios espelho-TERAPIA DO ESPELHO
    www.youtube.com/watch?v=yYGkjt1cbIw&feature=related

    Porque o behaviorismo não da mais certo
    www.resultscoaches.com.br/_pdf/A_Neurociencia_da_Lideranca.pdf





  • Catarinense  13/08/2012 07:17
    Marcos Campos, poderia dar um exemplo de como que o capitalismo é coercitivo?
  • Marcos Campos  13/08/2012 11:45
    Catarinense

    Eu não sou anticapitalista, mas também não vejo mais sentido lógico no capitalismo para com a evolução humana. Mais da metade das pessoas não fazem o que gostam ou não usam os talentos que nasceram com eles. Porque? Porque o capitalismo não se adapta ao ser humano, mas o ser humano é obrigado a se moldar ao capitalismo. Não estou generalizando, estou refletindo toda a realidade a minha volta, de todos meus amigos e conhecidos, mais da metade, não está feliz, não fazem o que gostam, nem sabem qual o seu talento, vivem uma batalha diária para pagar as contas, produzir para pagar contas. Não se produz por satisfação, apenas para sobreviver e se sentir seguros. Porque será que nossos gênios fazem concurso público? Ter a certeza que receberão uma renda que lhes dê segurança de ter suas contas em dia e uma aposentadoria segura.
    Porque não tentam o stor privado? Os ganhos são bem maiores para grandes profissionais. Quer trabalhar em uma das empresas da Big4 e ganhar cerca de R$40 mil por mês?...então esqueça sua vida, será escravo do sistema. Quer trabalhar de gerente de uma grande rede ou industria para ganhar uma renda de R$5mil a R$20mil mês? Esqueça suas vontades e sonhos, vai ser escravo do sistema.

    SOBREVIVER e não VIVER, eu vejo assim o capitalismo


    Agora vão me chamar de ismos, uma pena pois ainda não deram uma chance para rede de recursos, é altamente individual, não existe hierarquia, todos são livres, não existe sistema monetario pré determinado, estes serão livres, assim como, acredito eu é mostrado aqui no EA. ~

    Não sei se existirão bancos, pois nas redes aqui da cidade, não usamos bancos, os recursos são trabalhados livremente entre os participantes. Para os iniciantes é muito difícil a desintoxicação capitalista. A liberdade individual é tão impactante, que as pessoas se sentem mau, confusas, não sabem pensar e agir livres.

    Vejo que você nem ao menos leu os links, vou por mais uns aqui.
    Estou certo que minha resposta esta incompleta e não muito fundada, estou aqui no trabalho, produzindo para pagar contas.

    www.slideshare.net/augustodefranco/bemvindos-aos-novos-mundosfluzz
    www.slideshare.net/augustodefranco/small-bangs
  • Catarinense  13/08/2012 14:33
    Marcos Campos, você incorre num erro primário, ao afirmar que vivemos num sistema capitalista. Todas estas aberrações que você citou são frutos do arranjo fascista que temos. Sugiro que passe menos tempo fazendo propaganda e mais tempo estudando os artigos e livros deste site.
  • Marcos Campos  14/08/2012 08:40
    Catarinese, em parte concordo com você, eu tenho cometido falâcias por falta de um estudo mais aprofundado e cometendo um erro de não aguardar os insights corretos.

    Agradeço pela paciência e estou me colocando apenas como leitor do fórum desde agora!

    Abraços
  • Neto  14/08/2012 03:24
    'Porque será que nossos gênios fazem concurso público?'

    parasita público detect
    Provas de concurso são uma coisa ridícula, quem passa não é gênio coisa nenhuma, no máximo é uma maquininha de decoreba, basta ter o QI de um papagaio pra isso
  • Marcos Campos  14/08/2012 08:48
    Neto

    Aprenda a ser elegante como muitos aqui no fórum, não apele para frases com teor de deboche.

    "parasita público detect
    Provas de concurso são uma coisa ridícula, quem passa não é gênio coisa nenhuma, no máximo é uma maquininha de decoreba, basta ter o QI de um papagaio pra isso"

    Você escreveu isso mesmo? Vá um pouco mais fundo de sua mente meu caro, esta tão superficial quanto os que você critica.

    Quaso você venha responder, saiba que não irei responder mais, aliais to deixando de participar dos debates, vou me me contentar em ler os artigos e a biblioteca.

    Aliais sugiro que você e mais uns poucos, voltem a biblioteca e releia os autores com "vários olhos". Você não esta trabalhando bem os insights, Mr. Decoreba.
  • Renato  14/08/2012 16:33
    Marcos\r
    \r
    Fiquei tentando entender o que você chama de capitalismo. Vivemos num sistema de grande intervenção do estado (exatamente como o mercantilistmo e o fascismo).\r
    \r
    Normalmente, quando as pessoas falam de capitalismo, vem à mente as idéias de Adam Smith, descritas no livra "A riqueza das nações" (tenho uma edição resumida em português, e é uma obra admirável, tanto mais que ele defende idéias bem diferentes daquelas de que seus detratores o acusam). Mas note que Adam Smith não deu nome nem criou nenhum sistema. Simplesmente disse que se houvesse menos coerção estatal, haveria mais prosperidade.\r
    \r
    Quando de fala em capitalismo, também se pensa no sistema econômico que vigia nos EUA desde a sua independência até cerca do início do século XX, quando este país foi ficando cada vez mais fascista, e portanto seu mercado foi se tornando menos livre.\r
    \r
    A primeira coisa a notar é que o livro de Adam Smith foi escrito quando já estava ocorrendo a revolta contra os ingleses. Esse livro não serviu de base para nenhuma instituição ou lei americana. A liberdade de mercado americana não nasceu de considerações sobre a sua conveniência econômica, nasceu da IDÉIA GERAL DE QUE OS HOMENS DEVEM SER LIVRES. Se uma pessoa é livre, ela é livre para produzir bens, é livre para fazer acordos e contratos, é livre para vender o que possui, é livre para comprar o que decidir comprar. Se só uma situação extrema pode justificar a perda da liberdade de locomoção de uma pessoa (por exemplo, prender um assassino) só uma situação extrema pode justificar a perda da liberdade econômica de uma pessoa (por exemplo, ela quer pagar alguém para matar outra pessoa).\r
    \r
    Então, não existe um "sistema capitalista" concebido assim nas instituições originais americanas, mas simplesmente o reconhecimento das liberdades (entre as quais a econômica), que redundou, por efeito colateral, em aumento da prosperidade. Atualemnte existe sim um "sistema" pensado como tal, que é um misto de keynesianismo e socialismo.\r
    \r
    Esse é um motivo pelo qual eu não posso ser contra o "capitalismo". Normalmente entendo o significado de "ser contra o capitalismo" da seguinte forma: Deve haver um governo extremamente forte e intrusivo (ele terá de ser assim para fazer o que vou descrever a seguir) que terá a prerrogativa de me impedir, apenas por seu arbítrio, de produzir, assinar contratos, trabalhar da forma que eu quiser, comprar, vender, e exercer outras atividades econômicas. Esse governo me impedirá de fazer sempre que, a critério dos governantes de plantão, resolver que deve fazer assim.\r
    \r
    Quando um governo impede qualquer forma de trabalho que não seja como empregado estatal (ou de organizações submetidas ao estado) e a posse de bens de produção por particulares (em muitos paises, chegou ao ponto de ser proibido plantar batatas num vaso) esse governo é socialista. Quando o governo não impede toda atividade econômica particular, mas intervem pesadamente na economia, ele é fascista ou mercantilista. Quando um governo não proibe nenhuma atividade econômica, a não ser aquelas que sejam inerentemente criminosas (roubo, fraude, escravidão, etc) e respeita a liberdade das pessoas, evitando toda arbitrariedade, se diz que o mercado é livre (o que veio a ser chamado depois de "capitalismo") e tal mercado será tão mais livre quanto mais respeitoso e não arbitrário for o governo. Então, sempre que alguém diz ser "contra o capitalismo", devo perguntar: Quão violento e arbritrário deve ser o estado para impedir que as pessoas exerçam sua liberdade? Serei impedido de trabalhar conforme o arbítrio do estado? Serei impedido de trabalhar por conta própria? Serei impedido de ter bens de produção? Serei impedido de trocar livremente bens com outras pessoas? Haverá fiscais impedindo, não a ação imoral contra outros, mas a minha liberdade? Serei vigiado o tempo todo?\r
    \r
    Se o que é chamado de "capitalismo" é a minha liberdade, então não quero o fim do "capitalismo", não quero ser escravo. Já estou sendo restringido na minha liberdade atualmente, logo o que quero é mais liberdade e não menos.
  • Marcos Campos  14/08/2012 22:18
    Renato

    Excelente analise meu caro. Eu peço humildes desculpas pela intempestividade que causei aqui nesse artigo, esta semana não devia estar muito bem das idéias e até gostaria de apagar alguns posts meu, mas o fórum não oferece ou não sei proceder.

    Prometo que não cometerei mais estes deslizes, por causa de uma menoria que não sabe pescar pessoas curiosas quem vem a este fórum por vislumbrar uma realidade diferente. Já vi alguns nunca mais postarem nada, depois de serem esmagados.

    Se tratar a todos como se fossem mal intencionados, nunca saberá separar o joio do trigo. E ao invés de passarmos aos navegantes os bons rumos, estaremos sendo cópia da ignorância daqueles que usurpam o individualismo. Estaremos perdendo no front.

    Eu cometi muitos equívocos e os admito. Mas eu sou libertário e me espelho nos conhecimentos de MISES e de vocês para me desintoxicar de tudo que "não" aprendi.

    Obrigado Renato
  • CORSARIO90  27/03/2015 01:45
    CAUE e MARCOS, comece por aqui para entender a EA https://www.youtube.com/watch?v=LPl7bYa2H2Y&list=PLd-81NssqEoUtaI4D9wyBH55jP5Tsw4e2.
    Iniciação a EA.
  • Marcelo Simões Nunes  26/03/2015 01:07
    Renato, concordo basicamente com o que expôs. Se me permite, faria apenas uma ressalva. Acho que você está se confundindo com os termos capitalismo e livre mercado. Capitalismo é o sistema econômico. Antes do capitalismo havia o sistema feudal, monarquias escravocratas etc. Em qualquer desses sistemas você pode ter livre mercado, ainda que esse não seja o modo dominante econômico. Uma feirinha, no domingo, ao largo de uma igreja medieval é livre mercado, mas não há aí o capitalismo. O capitalismo se consolidou a partir da acumulação de capital resultante do período conhecido como mercantilismo. E ele se realiza a partir do momento em que a produção de bens passa a ser controlada pelo capital, seguindo o seguinte fluxo: obter capital, adquirir meios de produção, contratar mão de obra assalariada e, com esse conjunto, produzir bens voltados ao mercado, com a expectativa de obter lucro.Isso é capitalismo. É lógico que para isso funcionar, é preciso ter conquistado politicamente direitos, como o de propriedade e ter leis que protejam o sistema. No capitalismo puro, ele funciona junto com o que se conhece como livre mercado. Se o governo intervem no mercado, o capitalismo vai sofrendo distorções, que podem ser pequenas ou distorcê-lo completamente. No fascismo e no nazismo, formas de socialismo, havia um capitalismo, mas profundamente distorcido; politicas keynesianas, distorcem o capitalismo. Há autores que interpretam o regime socialista, da extinta URSS, como capitalismo de Estado. Aí acho que também já é forçar um pouco a barra, pois nesse sistema o capitalismo de fato me parece ter sido extinto. Há novidades, como o que ocorre na China, uma ditadura socialista, com controle totalitário da política e mesmo da economia, que resolveu permitir atividades privadas comerciais e industriais. Chamo atenção para isso, pelo fato de que me parece ser essa uma das saídas dos comunistas, que, ao constatar a ineficiência econômica do socialismo tipo soviético, migram, silenciosamente, para um modelo nacional socialista (entenda-se fascista), sistema que parece ser menos ineficiente economicamente que o socialismo tipo marxista leninista.
  • Marcos Campos  14/08/2012 11:27
    Muito elucidativo Tiago Moraes...por este ângulo consegui fazer brotar mais brotos e ramos, ficou claro agora para min este aspecto da balança.
  • Marcos Campos  13/08/2012 11:59
    Boa tarde Rafael

    Eu já vi todos esses videos e são excelentes, já absorvi muita coisa boa para um capitalismo mais evolutivo e prospero, senão houver outra alternativa, é o que temos para o presente do passado, presente do presente e presente do futuro (memória, direção, perspectiva).

    Mas você não viu nenhum dos meus links, se for verdade você esta se fundamentalizando. E onde foi que você viu o Zeitgeist falar sobre implementar governos marxistas, fascista, socialista, comunista, capitalista? Você tem certeza que viu o vídeo? E se viu, abriu sua mente, ou fechou seu cérebro com barreiras fundamentalistas?

    Ele abomina governo e qualquer sistema existente. O que se fala é de redes de recursos. Você não sabe muito sobre isso não é, Rafael?

    Então, não vou mais postar aqui outras idéias, aliais vou me ater somente a leitura dos artigos.

    www.slideshare.net/augustodefranco/small-bangs

  • Caue  13/08/2012 13:56
    Bom eu tenho minhas dúvidas sobre o sistema de recursos.
    Eu acho que como já foi sugerido aqui deveriam tentar em pequena escala e mesmo assim ainda seria muito duvidoso (para não dizer impossível) de ser aplicável ao mundo, mais para isso que existem países, estados, cidades, bairros ...etc para facilitar a administração.
    E o mesmo se aplica a EA, não adianta querer começar na escala de países não aceitarão nunca, o que é necessário é a educação das pessoas na filosofia do movimento. Explicando as razões desse modelo ser o verdadeiro, do contrário elas vão optar pelo que lhes for mais conveniente.

    Aí que está minha pergunta, antes era possível passar essa mensagem através da família e da religião (ao menos a judaico-cristã). Agora o que fazer?

    Além disso, empregadores deveriam sempre estar atentos aos seus funcionários no próprio intuito de manter a sistema forte. Aí não estou falando somente de condições de trabalho e bom senso. Mais também no exemplo dentro de sua companhia como nunca ceder em certos tipos de situações, promover realmente a meritocracia e tudo o mais que a escola prega. Por exemplo, vários dos émpresários aqui pedem para flexibilizar a contratação de funcionários e tudo o mais, e os mesmos pedem interferência em cambio e tudo mais.
    Aplicar na prática e teoria, por exemplo não vejo a empresas criando universidades para capicitação de funcionários, pelo menos aqui no Brasil, deixam tudo para o estado ? Tem o SESC e SESI mais isso não é universidade. OK ?

    Aí vão me falar aqui que estão todos de conchavo. Porém aí me vem a pergunta, não existe sequer uma organização que siga os princípios da EA ? Por que não ? E o que fazer ?
    Por exemplo, por estarem criando tanta aversão ao Estado, muitos não apoiam Ron Paul, ou Peter Schiff, que estava tentando juntar recursos para se candidatar ao congresso.

    Acredito que a EA, paga um grande preço por essa falta de ação e por alguns de seus membros não levarem a questão da moral em conta, e um modo de espalhar a mensagem (empresas , igreja , etc...Estratégia diria eu, essecial para qualquer empresa ham !?).
    Além disso, muitos por utilizá-la como desculpa para utilizarem o emprego de chineses do jeito em que muitos são feito...Por exemplo, a foxconn os empregados se matando aos montes e tudo na mais tranqüila ordem... Pode até colher os frutos agora, mais depois não reclamem dos socialistas utilizarem isso para acabar com a liberdade econômica...
    Aí que está ... Sempre a moral vem antes da economia, a Rússia segurava sua populaçao no cabresto depois viram no que deu...
    No mais, fiquem sonhando.
  • Aprendiz  14/03/2016 15:24
    É bom continuar assim, Marcos. Muitas vezes é difícil desvencilhar estado e sistema capitalista, que resultam num corporativismo descarado e atrapalham/mudam a vida de muita gente, inclusive a nossa (creio que posso dizer isso), que viemos de uma educação ditada pelo estado.

    Tô fazendo uma leitura da sua vontade em saber o que realmente está ocultado a nós. Realmente, difícil lidar com os rumos que a vida se propõe hoje. Somos atacados por todos os lados e fica difícil saber de onde vem.

    Apesar de acreditar no estado como a fonte dos problemas sociais do globo, pois não tem como defendê-lo moralmente, ai me é difícil visualizar algumas situações sem ele, mas isso é normal, afinal vivemos num modelo estatal, e que cada vez mais quer que você dependa dele. Você pode ver isso aqui:
    oglobo.globo.com/brasil/eleicoes-2010/mais-da-metade-da-populacao-brasileira-depende-de-pagamentos-do-governo-5003409
    (interessante que no andar que vamos, vai demorar - e muito - para que não reste mais ninguém que necessite de assistência social, mas isso claro no arranjo "proposto", pois na prática sabemos que o estado nunca vai deixar que alguém não necessite mais de assistência)

    No mais, refletir, visualizar e agir sobre essa situação é de grande importância para a construção individual. Pode ser eu, sei de todas essas coisas que estão erradas, mas sei que a sociedade brasileira nunca se livrará de seu estado (sinceramente, acho que nunca no mundo, mas com uma pequena chance de haver algum país livre), não sou otimista. Continue assim, não é ninguém que tem que fazer por nós, mas nós que devemos fazê-lo.
  • Sérgio  10/08/2012 09:07
    Moral é família estruturada, trabalho nonesto, companheirismo...isso é moral. Sem estes valores, toda a civilização se desintegra.
  • Marcus Benites  11/08/2012 09:48
    Só não queira impor esses valores a quem não quiser partilhar deles (com exceção do "trabalho honesto", já que qualquer outra forma de trabalho seria espoliar o outro). De resto, só tenho a dizer que, com certeza, o caráter de alguém independe de ter uma ou ter sido criado por uma "família estruturada". Se a coisa começa a ir pro lado da condenação do divórcio e do homossexualismo, por exemplo, que não combinam com uma "família estruturada", não há qualquer outro lugar para essa "moral", dentro de uma visão libertária, que não seja o da "sua opinião restrita". E, pelo bem da liberdade das pessoas, que não saia daí.
  • Sérgio  11/08/2012 15:35
    Não estou querendo impor valores, só estou alertando que sem estes valores, uma sociedade se desintegra. Eu pelo menos desconheço sociedade que tenha prosperado desconsiderando por completo estes valores.

    E é sábido que pessoas nascidas em famílias desestruturadas ou que foram abandonadas na infância têm chances muito menores de receber bons valores. Elas podem, é claro, ser adotadas e receber boa educação, mas isso apenas confirmaria a teoria.

    Sobre o divórcio, tem uma coisa que você se esqueceu: estas leis de divórcio tem feito com o que Estado interfira cada vez mais na vida da família. O Estado sempre determina que o pai pague pensão à mulher.

    E calma, eu não estou defendendo que uma adúltera deve ser apedrejada. Não sou a favor disso. Eu sou a favor de um casamento contratual: um contrato pré-nupcial, estabelecendo direitos e deveres para ambas as partes (maridos e esposa), um acordo entre o casal. E eles poderão firmar o contrato que quiserem. Se o casal fazer um contrato de casamento aberto, por exemplo, foi um acordo entre ambos, assim será o casamento. Mas se o contrato for um casamento tradicional, estabelecendo, dentre os deveres conjugais, a fidelidade, se houver adultério, haverá o que pode ser chamado de "quebra de contrato", e o adúltero (ou a adúltera) poderá sofrer punições econômicas, financeiras e/ou materais previstas no contrato, como perder acesso aos bens do casal ou até ser banido (ou banida) de casa... Entendeu? Eu defendo um casamento contratual, onde as regras são estabelecidas por um contrato firmado pelo casal. Juntos, eles definem o contrato que quiserem. Onde há imposição de valores aí?
  • Renato  12/08/2012 08:44
    Marcos

    Você disse: 'não há qualquer outro lugar para essa "moral", dentro de uma visão libertária, que não seja o da "sua opinião restrita"'.

    Errado! Toda opinião pode não só ser pensada, mas pode ser também falada e compartilhada por grupos e também falada publicamente. Se por "sua opinião restrita" você quis dizer que aprova a censura estatal, OU "CRIME DE OPINIÃO" então você é favorável à ditadura.

    Quanto ao divórcio e homossexualismo, são legais em praticamente todos os países ocidentais, há muito tempo. A atual luta não é entre pessoas que queiram tirar isso da ilegalidade e aqueles que se opõem a isso. A atual luta é entre aqueles que querem impedir através da censura e punições que se emitam opiniões contrárias ao homossexualismo, e aqueles que querem simplesmente emitir essas opiniões. Note bem, não é a opinião de que tais práticas deveriam ser colocadas na ilegalidade (o que também não justificaria a censura ou a punição), mas a opinião de que tais práticas não são boas.
  • Marcus Benites  13/08/2012 07:04
    E onde eu disse que as pessoas não podem ter a própria opinião? Só vejo certa tendência a controlar os outros quando alguém vem com uma verdade do tipo "tem que ser assim", sem qualquer lógica, inclusive, que justifique. A opinião não passou, desculpem, de moralismo puro. É esse tipo de coisa que leva a uma ditadura, o "saber o que é melhor pras pessoas". Daí a querer controlá-las é um pulo... Quando eu disse que a opinião deveria ficar restrita, é que é tão óbvio que o modelo que alguém queira para a PRÓPRIA FAMÍLIA não deva ser colocado como uma ideia para a a FAMÍLIA DOS OUTROS, que chega a não caber a discussão (não que eu queira proibi-la, apenas revelar o quanto é inútil e qual sua real intenção). E, além do mais, é totalmente hipócrita essa "família estruturada" pregada, historicamente baseada em um marido promíscuo e infiel e uma mulher submissa. Essa é a "família estruturada" que a história nos mostrou, a moça casando virgem e vivendo infeliz e o pai levando o filho de doze anos ao prostíbulo. Mas, em nome da liberdade, se uma família optar por viver assim, o problema é dela. Esta a questão: o problema é só dela, de ninguém mais. O controle maior começa com alguém tentando impor uma moral a outro. É isso. O que é o estado se não uma instituição que "sabe como as pessoas devem viver"? Qualquer um pode ter a opinião de como acha que as pessoas devam viver, só considero isso tão pertinente AQUI como alguém externar sua paixão por um time de futebol. Uma vez que as pessoas têm liberdade pra viver como querem, dentro de uma ótica libertária, qual o sentido de uma discussão a esse respeito? No fundo, o que VOCÊ acha que é bom pra vida da pessoa é absolutamente irrelevante, uma vez que só vale o que ELA acha que é bom pra vida dela. Não é isso?
  • Sérgio  13/08/2012 11:18
    Marcus, novamente: onde estou defendendo a imposição de valores? Eu só defendí um casamento contratual. O casal faz o contrato que quiser: se quiser fazer um casamento tradicional, ou se quiser fazer um casamento aberto, ok, faz o que quiser. Onde há imposição de valores? Só estou alertando que com a desestruturação da família nuclear, a sociedade se desintegra. Quando foi que na história uma sociedade prosperou com a degeneração das família? Quando? Qual sociedade?

    Ademais, quem está impondo valores? O que eu vejo é exatamente o contrário: a imposição dos "valores" modernos nas famílias, onde a cultura do promiscuidade está cada vez mais aceita, onde a degeneração está cada vez mais aceita, e quem age fora deste padrão, é criticado, é considerado um "anacrônico". Em suma: estamos vivendo uma era de inversão de valores.

    "é totalmente hipócrita essa "família estruturada" pregada, historicamente baseada em um marido promíscuo e infiel e uma mulher submissa. Essa é a "família estruturada" que a história nos mostrou"
    - Qual História você está falando? Tanto a promiscuidade masculina como feminina era repreendida. Ademais, no passado, se o homem não tratava sua mulher corretamente (ou seja, do jeito que ela desejava ser tratada) então pelo menos eles não podiam contar com o suporte da mulher. No passado, onde a família era tudo, era muito importante manter a mulher satisfeita. Não havia esperanças para nenhuma família ou para uma sociedade de sucesso se manter sem o suporte feminino. Hoje, ocorre exatamente o contrário...
  • Catarinense  13/08/2012 14:11
    Sérgio, deve ser a tal da "coerção moral" que alguém comentou outro dia...
  • Neto  14/08/2012 03:35
    É muita hipocrisia, inventar mentiras sobre a família tradicional como se alguém quisesse impor isso aos outros, quando são justamente esses manginas e feminazis os que mais lutam pra O GOVERNO transformar em CRIME toda opinião que seja contra o lixo politicamente correto de hoje
  • Marcus Benites  14/08/2012 20:03
    Eu pensei, por tudo que li no site inclusive, que qualquer progresso social que já tivemos se deu por conta da liberdade e do capitalismo, sendo que a formação de estado impede esse progresso. Mas pelo visto estava errado: a sociedade avançou por causa da "moral da família estruturada".
  • Marcus Benites  14/08/2012 20:11
    Não há ninguém mais contra o "politicamente correto" que eu. Só não entendo o que a sua ingênua, equivocada e romântica visão de "família estruturada" tenha a ver com qualquer combate ao estado, à falta de liberdade que ele traz às pessoas e como ele impede que o capitalismo prospere de fato e traga benefícios a todos, suplantando justamente o estado, que faz prosperar a miséria. No mais, falando em "mentiras" - e já que elas são imputadas a mim - eu gostaria, até para me instruir, de uma demonstração um pouco mais lógica e argumentada de como a prosperidade das civilizações tem a ver com a "família estruturada" e é resultado dela. Sem isso, não passa de defesa do moralismo, que é uma forma de "moral" mas não exatamente a mesma coisa.
  • Neto  15/08/2012 02:50
    Por exemplo essa história repetida ao infinito pelas feminazis de que na família tradicional as mulheres eram infelizes em serem submissas ao marido.
    O instinto natural da mulher é só se sentir atraída por um cara que seja mais forte do que ela, mais inteligente do que ela, e isso é o resultado de milhares de anos de evolução.Google por psicologia evolutiva.
    Aliais, qual o maior best seller de hoje entre as mulheres, escrito por uma mulher? Um romance chamado cinquenta tons de cinza que é justamente sobre isso, uma mulher que é voluntariamente submissa e feliz em todos os sentidos, principalmente sexualmente
  • Sérgio  15/08/2012 05:39
    "Só não entendo o que a sua ingênua, equivocada e romântica visão de "família estruturada" tenha a ver com qualquer combate ao estado"
    - Tem tudo a ver. Sem a família nuclear, sem presença de pai e mãe, o Estado que faz o papel de marido e pai. Basta ver que as mães "independentes" vão trabalhar e quem é que assume? As creches, ou, em outras palavras, o Estado.

    "No mais, falando em "mentiras" - e já que elas são imputadas a mim - eu gostaria, até para me instruir, de uma demonstração um pouco mais lógica e argumentada de como a prosperidade das civilizações tem a ver com a "família estruturada" e é resultado dela."
    - Basta ver a História da humanidade. Todas as civilizações que comrromperam as famílias se desintegraram e caíram, foram derrotadas for outras que tinham famílias mais fortes. Por exemplo, os romanos que só queriam saber de bacanais, banhos públicos e Coliseu, foram derrotados pelos povos germâmicos, que segundo Tácito, tinham famílias mais estruturadas. Estrutura familiar é e sempre será a base de uma sociedade forte.
  • Sérgio  15/08/2012 05:43
    Aliás, Marcus, vocês me acusam de defender imposição de valores. Diga-me, onde eu defendí imposição de valores? Ou contratos estabelecidos livremente e voluntariamente pelo casal é "imposição de valores"?
  • Neto  14/10/2012 14:33
    'não entendo o que a sua ingênua, equivocada e romântica visão de "família estruturada" tenha a ver com qualquer combate ao estado, à falta de liberdade que ele traz às pessoas e como ele impede que o capitalismo prospere de fato e traga benefícios '

    O que tem a ver? Tudo. O estado tomou pra si tudo que antes era papel do pai, o estado virou o provedor, juiz e defensor, ao mesmo tempo que a figura do pai é cada vez mais execrada e ridicularizada na mídia e nas leis.Nos EUA basta a mulher FALAR que o cara bateu nela pra ele perder tudo e não poder nem ver os filhos, a consequência disso tudo é um povinho enfraquecido, sem fibra, sem valores que espera tudo do estado babá, ou seja perfeito pro leviatã

    E não tem nada de ingênuo em ver os méritos da família tradicional.Ingênuo é ver essa geração lady gaga, essa geração de drogados, desequilibrados, essa geração de moleques enfraquecidos, afeminados, criados sem pai ou de mulheres raivosas frustradas mal amadas e achar que não tem nada de errado com eles.

    obs: e não falo nada disso por causa de religião não.O que é inato no ser humano vem de milhares de anos de evolução.
  • anônimo  05/12/2013 19:17
    Marcus Benites, você está sendo hipócrita, porque é unicamente a sua 'opinião restrita' que diz que de 'famílias' sem pais, de mães solteiras ou de homossexuais saem pessoas mentalmente equilibradas.

    Tão equilibradas que podemos ver por ex, coisas que o movimento gayzista nunca fala, que a maioria dos assassinatos de homossexuais, essa terrível consequência do mundo da 'homofobia' né? A maioria desses assassinatos é feita por OUTROS homossexuais.
    Ou então vamos ver a forma equilibrada e sadia com que esse pessoal luta por 'direitos', (não cola a mentira de que é um ato isolado, basta ver que os outros fazem um cordão ao redor) por ex como na marcha das vadias elas tiram a roupa, defecam na cruz, botam uma camisinha na cruz e enfia no orificio anal da outra
    (eu ia colar um link pras fotos disso mas é um troço baixo demais, de mal gosto demais)

    Ou então, vamos ver como até já foi mostrado por aqui, como é que as feminazi abortistas fazem na hora de lutar por 'direitos', direito de matar o filho dela não importa quantos meses de gravidez tenha

    Gente equilibrada demais, hein?
    O mais importante é que NÃO são casos isolados, toda 'manifestação' dessas é um festival de aberrações e degenerações desse tipo ou ainda pior.Hoje com a internet qualquer um pode verificar isso.

    Nada disso é opinião gratuita, tudo é baseado na realidade.Porque um desses modernex não tem coragem de comparar por ex, número de casos de adolescentes grávidas em famílias cristãs com famílias criadas sem um dos pais? Porque sabe que não vai ter como ir contra a realidade.

    E esse negócio de 'viúvas da inquisição' também não cola. A família existe desde antes do cristianismo. Foi a base de todas as sociedades e só agora esses vem os gênios do marxismo cultural achando que podem mudar a natureza humana e não ter nenhuma consequência.


  • Cristiano  10/08/2012 10:07
    Um artigo bem Hoppeano. Excelente.
    Precisamos voltar a acumular "capital moral" novamente.
  • Marcio Alcantara  10/08/2012 21:14
    Um dos melhores artigos já publicados aqui!
  • Randalf  20/08/2012 12:15
    Gostaria de saber a vossa opinião quanto às touradas?! Será que a sociedade pode condenar o sofrimento dos animais, ou então deve cumprir a liberdade de 'propriedade privada'? A minha pergunta é se acham que os animais têm eles próprios direitos, ou então se apenas o humano tem direitos de integridade.

    Obrigado,
    Randalf
  • Luis Almeida  20/08/2012 12:24
    Não, animais não têm direitos. Se tivessem, sempre que um animal matasse outro -- coisa que ocorre diariamente aos milhões --, o animal assassino teria de ser julgado e condenado. Você já viu um leão sendo julgado e condenado por ter matado um leopardo? Aliás, há alguma condenação a um animal que mate um ser humano? Excetuando-se os casos em que os parentes da vítima façam justiça com as próprias mãos, desconheço procedimento sistemático de punição de animais.

    Por outro lado, tudo isso não significa que a crueldade com animais deva ser incentivada. Há uma maneira extremamente eficiente de punir a crueldade de animais. Sugiro este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1184
  • soulsurfer  25/03/2015 22:45
    O texto não toca nem minimamente em biologia, por exemplo. Canibalismo? Gostaria de saber exemplos históricos sistemáticos onde existia canibalismo? A não propensão ao canibalismo tem bases biológicas profundas e remontam há centenas de milhares de anos.
    Sobre os animais. Gostaria de saber as razões biológicas para que todos os animais sejam medidos por sua utilidade para os homens. Dizer que os animais não possuem direito, ou qualquer forma de proteção jurídica, e colocar o homem como forma de vida absoluta sobre as outras, parece-me apenas uma forma extremada de racismo, que inclusive leva o termo de especicismo. É uma forma de ideologia nazista potencializada.
    A lógica econômica dos artigos é bem interessante e venho aprendendo bastante com os temas variados. Porém, ficar chamando economia de ciência, como vários artigos o fazem, como se estivéssemos falando de gravidade, e nestes mesmos artigos "científicos" ignorar por completo o que os verdadeiros cientistas pesquisam sobre biologia, neurociência, biologia evolutiva, parece-me um erro conceitual.
  • Wagner  05/12/2013 19:42
    As touradas existem apenas porque existe demanda... quanto mais demanda mais gente vai entrar no mercado pra ofertar esse serviço. Na Espanha e no RS tem muito mais "touradas" que no Rio de Janeiro. Quer acabar com as touradas? Conscientize as pessoas de que é algo ruim.
  • Breno Barão  10/10/2012 23:56
    Todo o raciocínio é construído sobre a premissa que a natureza humana, na sua forma primitiva, é incontrolável, e neste estado só há o caos.
    As linhas seguintes adotadas são meras suposições, e em minha opinião falaciosas.
    Penso que é da natureza humana encontrar mecanismos e meios para o desenvolvimento e progresso.
    O que seria o estado primitivo? Aquele onde não haveria mecanismos para sobrevivência e o homem estaria à mercê das imposições do ambiente?
    Penso que uma vez atingidos certos conhecimentos não há mais volta. É impossível o retorno a este estado primitivo se já alcançados pelo conhecimento meios à produção e desenvolvimento.
    Exemplo, uma vez adquirido o conhecimento para a dominação do fogo,se presentes os recursos necessários para que seja produzido, não há mais que se falar em escuridão. Aquele homo sapiens que já possui a tecnologia para aquecimento, preparação de alimentos, não vai deixar de usá-los quando o meio propicia estes elementos.
    Isso pode ser estendido aos meios de produção atuais.
    Há recursos suficientes pois foi criada tecnologia capaz de sustentar a demanda.
    Não é previsível que os conhecimentos adquiridos e as tecnologias alcançadas sejam simplesmente perdidas.
    O controle dos meios de produção tende a ser compartilhado por mais e mais pessoas, indústrias, meios, etc. Até mesmo de forma gratuita e colaborativa. Vide opensourceecology.org/.
  • Marilia  01/10/2013 16:40
    Perfeito, Breno. As únicas leis que devemos respeitar são as leis da natureza, pois se as utilizarmos conforme nosso cérebro passa a entendê-las e em cima disso, ser criativos, não mais precisemos passar por necessidades materiais.

    Por exemplo, a cultura hidropônica consegue alimentar a mesma quantidade de pessoas com 1% da área da agricultura. Ou seja, com 0,4% da área continental da Terra, conseguiríamos alimentar 10 bilhões de pessoas. Isso apenas no andar térreo.

    No entanto, todo trabalho humano serve ao lucro. O conhecimento e a tecnologia, por melhor que sejam, estão restritos, pois vivemos em um mundo de competição, não de colaboração.

    Tem gente que chama isso de qualquer ismo (marxismo, fascismo, socialismo), mas não, é apenas uma observação fora de qualquer ideia política. No momento em que pudermos explodir com o dinheiro, não há mais do que se falar em economia, política e propriedade.
  • Leandro  03/10/2013 14:33
    "No momento em que pudermos explodir com o dinheiro, não há mais do que se falar em economia, política e propriedade."

    Isso já foi feito por um cavalheiro chamado Pol Pot, no Camboja, na década de 1970. Além de banir trivialidades como a propriedade privada, o cidadão proibiu completamente o uso do dinheiro. O resultado foi maravilhoso: mais de um terço da população foi dizimada (3 milhões de uma população total de 8 milhões). E você quer ressuscitar esta maravilha humanista. Parabéns pela coragem de se assumir publicamente uma defensora do extermínio da humanidade. Você é mais corajosa que muito ambientalista por aí.
  • Marilia  20/11/2013 02:14
    Já, e só porque deu errado, sempre dará? Eu hein.

    Procure no google por Robert Cox e sua proposta de uma economia de oferta com planejamento descentralizado (ou seja, contornando o PCE), lei do mínimo e cálculo in natura.
  • Renato Souza  01/12/2013 15:05
    Marília

    Como se poderia banir o dinheiro e implantar esse sistema que você propõe sem uma ditadura sangrenta? Pare e pense: Os genocídios e ditaduras brutais em regimes socialistas foram exceções ou foram uma regra universal? Da mesma forma, o Camboja não foi um acidente histórico, a única forma de banir o dinheiro numa sociedade complexa é pela opressão política permanente (e tem de ser permanente porque no momento em que a opressão cessa, o dinheiro volta naturalmente).

    As pessoas só deixarão de buscar melhores condições de vida para si e suas famílias se forem impedidas violentamente (e permanentemente).
  • Marília  06/12/2013 16:43
    Renato, não tenho uma resposta à sua pergunta. Poderia ser voluntário, poderia haver algum deslocamento da consciência caso alguma catástrofe econômica aconteça, poderia começar em um lugar pequeno... mas eu realmente não tenho o poder de prever isso. Posso olhar e ver como o capitalismo surgiu, foi algo de certa forma impositivo a muitas pessoas, apesar de ter melhorado a vida de todos mais tarde.

    A única forma de banir o dinheiro é se não precisarmos mais de mercados (o dinheiro é um denominador comum do mercado) e se não precisarmos realizar mais trocas (livre acesso/gift economy - algo só possível com abundância).

    Você leu o artigo que indiquei acima?
  • anônimo  27/08/2016 02:09
    Leandro, como anda a economia do Camboja? Eles saíram de uma economia socialista para uma economia corporativista?
  • Marilia  16/03/2014 15:26
    Em Cuba a propriedade privada não é como no resto do mundo, eles são pobres, mas ainda assim têm coesão social.

    Em uma frase refutando todo artigo.
  • Ricardo  16/03/2014 21:45
    Embora tenha sido uma óbvia piada, vale ressaltar que a única coisa que manteve Cuba funcionando e impediu a inanição da sua população foi o resquício de propriedade privada mantido de forma clandestina:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1793
  • Occam's Razor  16/03/2014 22:36
    Interessante. Estou ansioso para ver essa tal proposta de Robert Cox de uma economia de oferta com planejamento descentralizado (como se o livre mercado já não fosse o sistema mais descentralizado possível). Teremos mais um genocídio e ouviremos frases do tipo:

    1 - Robert Cox foi deturpado.
    2 - Não era o verdadeiro socialismo.

    E então os engenheiro sociais seguirão o seu caminho de inventar novos tipos de socialismo (na verdade tudo a mesma coisa com nomes diferentes). Por que essa gente tem tanto tesão em controlar a vida dos outros?

    Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário
    A Escola Austríaca e a refutação cabal do socialismo



  • Emerson Luís, um Psicólogo  30/06/2014 18:22

    Por que o canibalismo é errado?

    Porque transige o direito à propriedade mais fundamental de todos: a vida.

    Sem direito à propriedade, perdem-se todos os limites.

    * * *
  • Pedro  01/07/2014 00:39
    Suponhamos uma indústria química funcionando próximo a um rio. Há também próximo - a alguns quilômetros de distância - uma comunidade ribeirinha que sobrevive com a ajuda do mesmo rio. Existe algum princípio liberal que concorde que esse rio "possa ser" coletivo ou ou algum princípio que impeça o dono da indústria de poluir este rio com lixo químico, para não prejudicar os outros moradores?

    Obs: Mesmo que se diga que os moradores poderiam "trabalhar na fábrica em vez de viver do rio", ainda assim, é inegável a importância da água potável. Sem falar que é possível haver aqueles que não optarão por trabalhar na fábrica.
  • Marques  25/03/2015 15:18
    Essa encrenca existe justamente porque o rio é propriedade do estado -- ou seja, de ninguém. Logo, todos se sentem livres para poluí-lo.

    Por exemplo, quem, na prática, é responsável pelos rios? O Ministério do Meio Ambiente. Só que esse Ministério, com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", serve para proteger as grandes indústrias com boas influências políticas e discriminar novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.

    Por que manter esse arranjo?

    Sem propriedade privada, todos irão poluir os recursos naturais e, consequentemente, prejudicar terceiros.
  • Augusto  13/10/2014 19:09
    Então ele afirma que teoricamente se o mundo todo virasse comunista seria o fim da sociedade humana mas, se continuarmos cada vez mais exigindo dos nossos meios de produção, devemos saber que estamos indo para o fim da sociedade humana da mesma forma e nessa "marcha para morte" vários seres humanos vão sofrer pois, matéria-prima sera tirada de algum lugar, logo depois ira para uma fábrica no qual solta vários resíduos tóxicos no ar, depois o produto que foi trabalhado na fábrica ira para o supermercado onde NÓS compramos ele, criamos um acúmulo de lixo e simplesmente jogamos em um aterro sanitário.
  • Nicodemus  13/10/2014 19:43
    Errado. Você ignorou completamente um fator essencial: a função dos preços de mercado em um sociedade livre.

    À medida que os recursos vão ficando escassos, explorá-los se torna uma atividade cada vez mais cara e proibitiva. O simples encarecimento desses bens estimula o investimento em alternativas mais sustentáveis.

    Isso é um mecanismo de correção que ocorre automaticamente, desde que o governo dê liberdade total de precificação ao mercado.

    Por outro lado, se o governo intervir e distorcer os preços, privilegiando e subsidiando suas empresas favoritas, esse seu cenário de fato pode ocorrer. Mas aí não será culpa nem do capitalismo e nem do liberalismo, mas sim do intervencionismo.
  • Tames Moterani  18/11/2014 00:47
    Perdão se sôo ignorante. Confesso que não tive paciência pra ler todos os comentários anteriores e verificar se o meu próprio comentário era estúpido. Só vou dizer que o texto parece confundir riqueza com exploração capitalista. Uma coisa é criar mais riqueza, outra coisa é explorar o homem, exaurir o planeta, em manobras de marketing pra produzir um excedente de produtos que é totalmente desperdiçado e tem conseqüências para seres humanos e todos outros seres vivos, o que só posso classificar de o mais irracional do homem. A fome mundial não é por falta de comida, a intoxicação dos trabalhadores rurais por agrotóxicos não é por falta de conhecimento sobre formas sustentáveis e saudáveis de produção de alimentos. O capitalismo é desperdício, não é riqueza. É jogar no lixo todo dia uma tonelada de sanduíches com um estúpido palhaço infeliz e trancar a lixeira porque não quer se responsabilizar pelo indigente que vai comer o lixo. É ter como conseqüência a morte de minorias de diversos tipos, por ignorância, por descaso, pelo progresso da nação. Isso pra mim é pobreza, não riqueza.
  • Eduardo  11/12/2014 05:27
    Perdão se sôo ignorante.
    Você apenas soa como mais um dos milhões que possuem uma visão totalmente deturpada do sistema capitalista. Não exatamente culpa sua, muita gente já pensou assim, eu já pensei, é só uma questão de olhar para o outro lado da moeda. Não vivemos num mundo capitalista de fato, onde a propriedade privada é respeitada, assim como contratos voluntários e onde o estado não se mete onde não deve, vivemos sim numa promíscua relação entre capitalismo e estadismo, capitalismo de compadrio, crony capitalism, etc. A primeira coisa que deve saber é isso. Não vivemos num sistema capitalista puro, de livre mercado, nem em um mundo liberal, ou melhor "neoliberal".

    Só vou dizer que o texto parece confundir riqueza com exploração capitalista.
    Exploração capitalista? Primeiro erro.

    A teoria marxista da exploração e a realidade
    A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido
    A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário
    Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa
    Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador

    Uma coisa é criar mais riqueza, outra coisa é explorar o homem, exaurir o planeta, em manobras de marketing pra produzir um excedente de produtos que é totalmente desperdiçado e tem conseqüências para seres humanos e todos outros seres vivos, o que só posso classificar de o mais irracional do homem.

    Qqual o sistema econômico que fez a quase totalidade da população mundial sair do campo, sair da vida de mero servo de um feudo, para trabalhadores com casa, carro, e acesso á comida? Capitalismo. Capitalismo é o único sistema econômico capaz de criar riqueza em larga escala para todos, qualquer outro sistema gera pobreza e miséria.

    Sobre exaurir o planeta: O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Excedente de produtos? Como assim? Donos de fábricas produzem á mais de propósito, só pra perder dinheiro? Donos de fábrica produzem o que o consumidor quer, se fizer á mais, é prejuízo, não faz sentido.

    A fome mundial não é por falta de comida, a intoxicação dos trabalhadores rurais por agrotóxicos não é por falta de conhecimento sobre formas sustentáveis e saudáveis de produção de alimentos.
    A fome mundial se dá largamente por estados totalitários que impedem o capitalismo de funcionar.A África é um ótimo exemplo e é o primeiro que nós vem a mente, por algum motivo, culpamos o capitalismo, mas a África nada mais foi do que um laboratório de experiências socialistas que falharam, como sempre, ditadores em seus estados agigantados, que roubam a população, esses são os causadores da fome.

    Esses líderes, assim como quase todo governo, incluindo o nosso, roubam a riqueza da população em benefício próprio, gastando aos tubos, como se não houvesse amanhã, gastam, gastam, gastam, formam dívidas gigantes, ninguém se importa, inventam umas desculpas em economês que ninguém entende e o povo engole, sem saber do grande problema que isso é, apenas prometem umas duas coisinhas e são reeleitos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1770

    O capitalismo é desperdício, não é riqueza.
    Não, ao contrário, capitalismo é geração de riqueza e uso de recursos da maneira mais eficiente possível. Se hoje temos desperdício e fome, é porque o estado está ali, regulando, proibindo, causando os problemas que ele mesmo diz resolver

    O que é o Livre Mercado?
    A natureza e a função do mercado
    A divisão do trabalho e a exploração dos recursos naturais geram riqueza e bem-estar
    "Vamos debater as causas da pobreza!"

    É jogar no lixo todo dia uma tonelada de sanduíches com um estúpido palhaço infeliz e trancar a lixeira porque não quer se responsabilizar pelo indigente que vai comer o lixo. É ter como conseqüência a morte de minorias de diversos tipos, por ignorância, por descaso, pelo progresso da nação. Isso pra mim é pobreza, não riqueza.
    Novamente, o argumento do excesso de produção é sem sentido. Mas se você está tão preocupado, vá ao McDonalds e compre esses sanduíches, devem estar custando praticamente nada, já que estão sendo descartados, e dê aos mendigos.

    Capitalismo é não querer se responsabilizar pelo pobre? Não amigo, quem faz isso é o estado. Pede ao estado assistencialismo, bolsas, todo tipo de ajuda, escola "de graça", saúde "de graça", e essas pessoas, que ficam pedindo ao governo que ajudem ao pobre, são justamente aquelas que deixam o pobre na miséria. Dar tudo de graça para o pobre via estado não é bonito, não é se preocupar com os menos favorecidos, é preguiça. É delegar ao estado algo que a sociedade deveria cuidar, e isso sim gera falta de sensibilidade com o próximo. "O problema da pobreza não é meu, é do estado".

    A saúde é um bem, e não um direito
    Gastos públicos, lucros privados
    Um esfomeado pode ser considerado uma pessoa livre?
    Não se deixe educar pelo estado
    A educação como mercadoria
    Melhorando os sistemas de saúde e educação em três passos
    O estado anti-social
    Como Mises explicaria a realidade do SUS?
    A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas
    Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres
  • Pobre Paulista  11/12/2014 12:41
    Cara, vc já decorou todos os artigos do Mises? Acho que esse foi o comentário com mais referências que já vi por aqui.
  • anônimo  11/12/2014 15:16
    HAHAHA
    Não, mas gostaria.
  • Eduardo R., Rio  04/12/2014 20:11
    Hélio Schwartsman encerra um artigo, a respeito do direito de propriedade sobre objetos de museu, com uma intrigante indagação: "Não sei em que caso se encontram as estátuas do Aleijadinho, mas sei que obras de arte bagunçam nossas intuições sobre propriedade. Se eu comprar a Mona Lisa, por exemplo, tenho direito de destruí-la?"
  • Pobre Paulista  04/12/2014 20:59
    Claro que sim. Qual é a dúvida? O que está bagunçado nesta análise?
  • anônimo  04/12/2014 22:00
    Se for o dono e não tiver esse direito então você NÃO é o dono. O fato de que a grande maioria das pessoas jamais destruiria não deveria mudar o seu juízo sobre ele, propriedade não é democracia.
  • anônimo  05/12/2014 11:50
    Não tem confusão nenhuma.Esse coitado tem a mente confusa e mistura direito de propriedade com mau uso da propriedade.
  • Ed  25/03/2015 22:50
    E por que é que o dono faria isso?

    Vamos traduzir a pergunta: "se eu tiver US$ 100 milhões de dólares em notas, tenho direito a fazer uma fogueira com elas?"

    Foi isso que ele quis dizer. Mas provavelmente nem ele mesmo sabe.
  • Wolmar  25/03/2015 23:17
    Vamos traduzir a pergunta: "se eu tiver US$ 100 milhões de dólares em notas, tenho direito a fazer uma fogueira com elas?"

    Nenhum problema. Você vai ficar 100 milhões de dólares mais pobre. Mas queimar a Mona Lisa vai tornar a humanidade incalculavelmente mais pobre
  • Ed  26/03/2015 03:11
    Tem razão. Quando os Talibãs (um grupo que tomou o governo à força, não o proprietário) destruíram esculturas antigas no Afeganistão, no mundo inteiro teve gente que passou a não ter dinheiro para por comida na mesa, teve que vender o carro, foi um horror.

    O ponto não é esse. Por que se preocupar com algo que nenhum proprietário privado faria? Não tem sentido algum.
  • Wolmar  26/03/2015 15:06
    Só posso lamentar que você (espero que outros libertários não) tenha uma visão tão estreita do valor de bens culturais e ache que basta ter o que comer e andar de carro, que todas as necessidades do homem estão satisfeitas. Se para você não há problema algum se alguém destruir o Davi de Michelangelo, eu só posso torcer para que você seja minoria, nem que jamais venha a comprar a tal estátua, pois você no mínimo irá privar todos os outros de aprecia-la. É prejuízo para todos.

    O ponto não é esse. Por que se preocupar com algo que nenhum proprietário privado faria? Não tem sentido algum.

    Nenhum? Porque alguem pagaria milhões de dólares para comprar a mona lisa? Para investimento? Sem fundamento. Seria muito duvidoso que ele conseguisse revendê-la e obter lucro com isso. Ou voce acha que existiria algum outro bilionário excêntrico louco para compra-la? Ah mas ele poderia bota-la em exposição e cobrar uma barbaridade por isso. Eu particularmente prefiro ve-la no Louvre.

    E por fim: de quem a Mona Lisa seria comprada? Em primeiro lugar ela não está à venda. Em segundo, eu acredito que o museu não poderia vendê-la nem que ele quisesse. E por último é até bom que seja assim, ou brevemente não haveriam mais museus no mundo. Mas que libertário se importa com isso?
  • Ed  26/03/2015 15:49
    E eu só posso lamentar que você deturpe o dicionário usando o termo "pobreza", que significa carência de bens indispensáveis à sobrevivência, para definir gosto artístico.

    Mas não se preocupe. Mesmo que eu tivesse dinheiro para comprar uma Mona Lisa ou um Michelangelo, eu não seria louco de destruí-los. Assim como nenhum dos proprietários anteriores o foi.

    Quanto ao fato da Mona Lisa estar no Louvre, olha só que engraçado. Você tem que pagar para entrar lá. Como seria em um museu privado. No entanto, se o governo francês fosse tomado por fundamentalistas islâmicos ou de extrema-direita (como odeio esse termo), será que ela estaria protegida do destino que tiveram as esculturas afegãs? O que a história nos diz?

    Por fim, se não tem sentido comprar obras de arte para investimento, acho melhor você correr avisar bilionários como Ralph Lauren, os Safra, George Soros, Bill Gates e outros que eles estão fazendo coisas sem sentido.
  • Wolmar  26/03/2015 19:22
    E eu só posso lamentar que você deturpe o dicionário usando o termo "pobreza", que significa carência de bens indispensáveis à sobrevivência, para definir gosto artístico

    Quem deturpa o dicionário é voce que relacionou a destruição dos budas gigantes do afeganistão com uma suposta carência de bens indispensáveis. O valor de uma obra como a Mona Lisa ou a Capela Sistina (que nem pode ser retirada do Vaticano) ou mesmo das estátuas do Buda, vai muito além do valor que elas poderiam atingir numa transação comercial e a sua destruição tornaria sim a humanidade mais pobre. Mas se voce só entende pobreza como carência material...

    No entanto, se o governo francês fosse tomado por fundamentalistas islâmicos ou de extrema-direita (como odeio esse termo), será que ela estaria protegida do destino que tiveram as esculturas afegãs?

    Contra a ação humana não há nenhuma garantia. Nem em um museu nem em uma coleção particular. Vai que o dono surta e queima tudo? Aliás essa é a pergunta de 100 milhoes de dólares. Obras como essas devem ou podem ser propriedade privada? Não tenho a resposta mas tendo a achar que não. A não ser que houvessem restrições que obviamente violariam seu direito

    O que a história nos diz?

    A história nos fala do roubo por parte dos nazistas de centenas de obras de arte particulares que foram recuperadas e postas sob domínio público. Elas poderiam ter sido devolvidas aos seus legítimos donos, mas acho que não seria possível. Tambem não vou ter a cara de pau de dizer que foi melhor assim

    Por fim, se não tem sentido comprar obras de arte para investimento

    Não generalise. Eu sei muito bem que obras de Van Gogh e de Picasso batem recordes em leilões e eu nem penso em querer desapropria-las para coloca-las em um museu. Mas o exemplo usado foi o de uma obra única, que venceu mais de 500 de história e que é mundialmente reconhecida. Eu não sou especialista, mas acredito que os exemplos citados acima sejam de obras diferenciadas das demais.
  • Ed  27/03/2015 03:06
    Infelizmente o senhor comete um "estupro" (com a devida licença, foi você quem começou usando "pobreza" fora de contexto) contra a língua quando escreve "generalise". Neste sentido, afirmo que, sim, entendi o que você disse. Só não aceito essa esticada da palavra "pobreza" para abranger outros significados que não o de carestia material. Coisa típica de esquerdista. É tão sentido figurado quanto eu utilizar estupro aqui.

    Bom, se não há garantia contra a ação humana, então o melhor é deixar qualquer objeto de valor nas mãos de quem tem a perder com sua destruição. A história nos mostra isso.

    E no mais, não precisa se preocupar não. A Mona Lisa é propriedade do Louvre, por mais que o governo francês não possa ser considerado um proprietário muito cuidadoso, como qualquer governo. A negligência que fez com que fosse roubada e vandalizada no passado já foi resolvida com um bom vidro à prova de balas em volta dela. O Louvre também está faturando 12 euros com cada visitante que vai vê-la, explorando-a como legítima propriedade privada.

    E outra: a Mona Lisa se tornou assim porque seus proprietários perderam a cabeça na Revolução Francesa. Coisa de muito tempo atrás. Foi sair do quarto de Napoleão para lá. Não é o caso dos van Gogh ou Picasso que você citou (eu adicionaria Monet também). Quadros, aliás, que considero tão importantes quanto a Mona Lisa. Como ousa desconsiderar um van Gogh ou Picasso?
  • ocarinha  26/03/2015 17:46

    Há 'obras' de arte que estão no museu que não possuem valor histórico. Há museus na Alemanha e Inglaterra que guardam os restos que sobraram da 2º Guerra Mundial. Guardam pedaços das ruínas, guardam os materiais que os nazistas utilizavam. Isso não tem valor histórico.
    Há uma charge que mostra uma vassoura varrendo os restos de quadros e monumento quebrados para de baixo de um museu. Eu concordo totalmente.
    É por isso que eu tenho uma leve vontade de virar um Bill Gates da vida e comprar essas imundices e destruí-las.
  • anônimo  26/03/2015 13:24
    'Mas queimar a Mona Lisa vai tornar a humanidade incalculavelmente mais pobre'

    Se a mona lisa for propriedade privada a humanidade não vai ficar pobre coisa nenhuma, propriedade PRIVADA, é do dono e não da 'humanidade'.
  • anônimo  25/03/2015 17:14
    O dinheiro e o Estado (e a religião) não possuem a simples paradoxalidade do enigma ancestral sobre o ovo e a galinha, mas uma relação muito mais complexa; a questão sobre causa e efeito é uma questão equivocada.

    O dinheiro, o Estado & a religião – todos são poderes de opressão, mas não o mesmo poder de opressão. De fato, quando utilizados uns contra os outros, eles podem agir como poderes de libertação. O dinheiro "compra liberdade", por exemplo; o Estado populista pode suprimir os bancos, assim libertando seus cidadãos do "dinheiro-poder"; e a religião tem sido reconhecida por mobilizar uma "moralidade superior" contra injustiças políticas & econômicas...
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  25/03/2015 20:15
    O texto é excelente. Realmente, o estado fomenta o comportamento irresponsável das pessoas, sob o pretexto de "as estar protegendo". O único modo de evitarmos a barbárie é sob um sistema livre de intervenção do estado. A única regra seria não haver domínio político.
  • ocarinha  26/03/2015 05:06
    Este texto está (ou é) excelente. Os liberais argumentam e provam, já os meliantes, digo, militante, socialistas ficam desvaneando no utopismo de que "o pobre é pobre pq tem o capitalismo opressor marxista parasita que suga seu direito de viver" e que "é necessário distribuir renda para estes pobres" como se o mundo tivesse solução fácil pras coisas, que por si só, são um mega problema.
    Socialismo é um perigo. Ele só funciona se tiver um bundão na suprema cadeira e te obrigar a seguir os (des)padrões socialistas, porque você mesmo não vai aceitar a "distribuir sua renda", que foi conseguida com tanto esforço, pra outra pessoa. E se aceitar, vai odiar isto, pois sempre tem um parasita comendo seu traseiro. Então, já que o mundo não tem jeito, minimizamos seus problemas, ou seja, livre mercado, xô CUmunistas, à um nível infinitesimal de problemas, e aí ele não terá mais problemas. Simples.
  • walter azevedo  26/03/2015 14:13
    Concordo com o texto. Explicou muito bem como o capitalismo é a maior ferramenta de sustento e progresso humano. E da gosto de ver aqui os libertários se expressando nos comentários. Aprendo muito.


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