A teoria marxista da exploração e a realidade
por , quarta-feira, 10 de abril de 2013

versão para impressão


mais_valia.jpgDentre todas as vituperações e calúnias proferidas contra o capitalismo, a 'teoria da exploração' permanece sendo a mais popular — tanto nos círculos acadêmicos quanto entre os desinformados em geral.  O mais famoso defensor da teoria da exploração foi Karl Marx.

De acordo com a teoria da exploração, os lucros — na verdade, quaisquer outras receitas que não sejam convertidas em salário — representam uma dedução injusta daquilo que deveria ser, naturalmente e por direito, o salário do trabalhador.

Segundo Marx, o que possibilita a um capitalista obter uma renda superior ao salário que ele paga ao seu empregado é exatamente o mesmo fenômeno que torna possível a um dono de escravo auferir ganhos em decorrência do trabalho do seu escravo.  Mais especificamente, um trabalhador é capaz de produzir, em menos de um dia inteiro de trabalho, os bens de que ele necessita para ter a força e a energia necessárias para labutar um dia inteiro de trabalho.

Para utilizar um dos exemplos fornecidos pelo próprio Marx, um trabalhador é capaz de produzir em 6 horas todos os alimentos e todas as necessidades de que ele precisa para ser capaz de trabalhar 12 horas.  Estas 6 horas — ou qualquer que seja o número de horas necessárias para o trabalhador produzir essas suas necessidades — são rotuladas por Marx de "tempo de trabalho necessário".  Já as horas que o trabalhador trabalha além do tempo de trabalho necessário são rotuladas por Marx de "tempo de trabalho excedente."

Assim como o 'tempo de trabalho excedente' representa a fonte de ganho do dono de um escravo, ele também representa, de acordo com Marx, a fonte de lucro do capitalista.

Quando o trabalhador trabalha 12 horas para um capitalista, seu trabalho, de acordo com Marx, acrescenta aos materiais e aos outros meios de produção consumidos na manufatura do produto final um valor intrínseco correspondente a 12 horas de trabalho.  E, por sua vez, se estes materiais e outros meios de produção demandaram 48 horas de trabalho para serem produzidos, então o produto final conterá estas 48 horas de trabalho mais as 12 horas adicionais de trabalho desempenhado pelo trabalhador.  O produto final, portanto, terá um valor total correspondente a 60 horas de trabalho.

Sendo assim, o processo de produção, de acordo com Marx, resultou em um acréscimo de valor igual às 12 horas de trabalho do trabalhador.  Este valor adicionado pelo trabalho do trabalhador será dividido entre o trabalhador e o capitalista na forma de um salário para o primeiro e de um lucro para o último.  O valor que o capitalista deve pagar como salário, diz Marx, é determinado pela aplicação de um princípio supostamente universal de valoração da mercadoria — a saber, a teoria do valor-trabalho. 

O capitalista irá pagar ao trabalhador um salário correspondente às horas de trabalho necessárias para produzir suas necessidades — em nosso exemplo, 6 horas — e irá embolsar o valor acrescentado pelas 12 horas de trabalho do trabalhador.  Seu lucro será aquilo que sobrar após deduzir o salário do trabalhador, e irá corresponder exatamente ao 'tempo de trabalho excedente' do trabalhador.

Este exemplo pode ser facilmente expressado em termos monetários ao simplesmente assumirmos que cada hora de trabalho efetuado na produção de um produto corresponde a $1 acrescentado ao valor do produto.  Assim, os materiais e os outros meios de produção utilizados valiam $48, e o produto resultante da aplicação de 12 horas de trabalho do trabalhador vale $60.  As 12 horas de trabalho do trabalhador acrescentaram $12 ao valor do produto.

O lucro do capitalista supostamente advém do fato de que, para as 12 horas de trabalho efetuadas pelo trabalhador, com seu correspondente acréscimo de $12 ao valor do produto, o capitalista paga um salário de apenas $6.  Este valor corresponde ao tempo de trabalho necessário para produzir as necessidades de que o trabalhador precisa para desempenhar suas 12 horas de trabalho.  O lucro do capitalista, portanto, representa a "mais-valia", que corresponde ao "tempo de trabalho excedente".

A razão entre a mais-valia e o salário, ou entre o 'tempo de trabalho excedente' e o 'tempo de trabalho necessário', é rotulada por Marx de "taxa de exploração".  Nesta nossa ilustração ela é de 100% — ou seja, $6/$6 ou 6 hrs./6 hrs.

Ainda segundo Marx, uma combinação entre a ganância dos capitalistas e as forças que tendem a reduzir o lucro em relação ao capital investido faz com que os capitalistas aumentem a taxa de exploração.  Se os trabalhadores são capazes de trabalhar 18 horas por dia utilizando as necessidades produzidas em apenas 6 horas por dia, então a jornada de trabalho será elevada para 18 horas por dia.  Se os salários que os capitalistas pagam para seus empregados homens for o suficiente para permitir que estes sustentem uma esposa e duas crianças, então os capitalistas irão reduzir os salários para forçar mulheres e crianças a irem trabalhar nas fábricas, dando assim aos capitalistas o benefício de auferir mais 'tempo de trabalho excedente' e mais mais-valia. 

Os capitalistas também supostamente irão se esforçar para baratear a dieta do trabalhador, substituindo trigo por, digamos, arroz ou batatas, desta forma reduzindo o 'tempo de trabalho necessário' e aumentando a fatia do dia de trabalho que passa a ser 'tempo de trabalho excedente'.  As condições de trabalho, desnecessário dizer, serão sempre horríveis, uma vez que seu aprimoramento geralmente viria à custa de uma redução na mais-valia.

Esta suposta situação de salários de subsistência — aliás, de salários abaixo da subsistência —, jornada de trabalho desumana e condições precárias, além de crianças trabalhando em carvoarias, seria o resultado do funcionamento do capitalismo e da busca pelo lucro, diz Marx, tendo por base sua teoria da exploração.

À luz da teoria da exploração, os capitalistas devem ser considerados inimigos mortais da esmagadora maioria de humanidade, merecendo ser colocados contra paredões e fuzilados — exatamente o que aconteceu sempre que os marxistas tomaram o poder em algum país.

Os capitalistas, e não os trabalhadores, são os produtores principais

Ao contrário do que diz a teoria da exploração, e ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, os assalariados que os supostos exploradores capitalistas empregam não são os produtores principais dos produtos manufaturados por uma empresa.  Assim como Cristóvão Colombo foi o descobridor da América, e não os marujos que tripulavam os navios e que foram seus auxiliares na realização de seus (de Colombo) planos e projetos, os capitalistas é que são os produtores principais dos produtos produzidos por suas empresas. 

Os empregados do capitalista podem ser mais corretamente descritos como "os auxiliares" na produção dos produtos do capitalista.  Os lucros do capitalista não representam uma dedução daquele valor que, segundo Marx, pertence por direito aos trabalhadores na forma de salários.  Os lucros representam aquilo que o capitalista ganhou em decorrência principalmente de seu trabalho intelectual, de seu planejamento e de suas decisões.  O capitalista produz um produto próprio, embora utilize a ajuda de terceiros cuja mão-de-obra ele emprega com o propósito de implementar seus planos e consequentemente produzir seus produtos.

Sendo assim, por exemplo, Henry Ford era o produtor principal na Ford Motor Company; John D. Rockefeller, na Standard Oil; Bill Gates, na Microsoft; Jeff Bezos, na Amazon; e Warren Buffet, na Berkshire Hathaway.

Marx teve sim uma grande ideia, a qual era em si totalmente correta, e que pode jogar mais luz sobre esta discussão.  Esta sua ideia foi fazer uma distinção entre aquilo que ele chamou de "circulação capitalista" e aquilo que ele chamou de "circulação simples".  Mas Marx, infelizmente, ignorou por completo e contradisse totalmente as reais implicações desta sua ideia.   

Aquilo que todos os "capitalistas exploradores" praticam é a circulação capitalista.  A circulação capitalista, como Marx a descreveu, é o gasto de dinheiro, D, para a compra de materiais, M, que serão utilizados na produção de produtos que serão vendidos por uma quantia maior de dinheiro, D'.  A circulação capitalista, em suma, é D-M-D'.  Se os capitalistas exploradores deixassem de existir, e a circulação capitalista desaparecesse do mundo, os sobreviventes entre aqueles que hoje trabalham como assalariados estariam vivendo em um mundo de circulação simples, isto é, M-D-M.  Ou seja, sem ter com o que gastar inicialmente seu dinheiro, eles tentariam imediatamente produzir materiais, M, os quais eles venderiam em troca de dinheiro, D, o qual, por sua vez, eles usariam para comprar outros materiais, M.

Os capitalistas não são os responsáveis pelo fenômeno do lucro, mas sim pelo surgimento dos salários e dos custos

Tanto Marx quanto Adam Smith, que veio antes de Marx, presumiram erroneamente que, em um mundo de circulação simples — o qual Smith chamou de "o estado rude e primitivo da sociedade" —, todas as rendas obtidas eram salários.  Para eles, não havia lucro neste modelo.  O lucro, segundo eles, só passou a existir quando surgiu a circulação capitalista.  Mais ainda: o lucro seria uma dedução daquilo que originalmente era salário.

Mas a verdade é que, em um mundo de circulação simples, o que está ausente não é o lucro, mas sim os gastos monetários — o D inicial — com o pagamento de salários e com a aquisição de bens de capital, e que são computados como custos de produção.

Um mundo de circulação simples seria um mundo em que não há custos de produção mensurados em termos monetários.  Seria um mundo em que os gastos com materiais — utilizando-se dinheiro obtido com a venda de outros materiais — constituiriam receitas para os vendedores destes materiais.  E estes vendedores, dado que eles não tiveram nenhum gasto anterior para obter os materiais que estão vendendo, não teriam de computar nenhum custo de produção em termos monetários.  Eles teriam apenas receitas de venda. Seria, portanto, um mundo em que o trabalho é a única fonte de renda.  Mas um mundo no qual toda a receita auferida pelos indivíduos é um lucro, e não um salário.  Seria um mundo de trabalhadores produzindo produtos primitivos e escassos, pelos quais eles receberiam receitas de venda das quais eles não teriam custos para deduzir.  Sendo assim, estas receitas representariam o lucro total.

O surgimento da circulação capitalista, portanto, não é responsável nem pela dedução dos salários e nem pelo surgimento do lucro.  Ao contrário: ela é responsável pela criação dos salários, pelo surgimento dos gastos com bens de capital e pelo surgimento dos custos de produção mensurados em termos monetários.  Estes custos serão deduzidos das receitas, produzindo então o lucro.  As receitas de venda, no cenário anterior, representavam o lucro total.  Não havia custos a serem deduzidos das receitas.  Agora, com o surgimento da circulação capitalista, surgiu o salário dos trabalhadores, os quais são deduzidos dos lucros dos capitalistas.  Portanto, primeiro surgiu o lucro; só depois é que surgiu o salário.  É o salário que é deduzido do lucro dos capitalistas, e não o lucro que é deduzido do salário dos trabalhadores.

Quanto mais economicamente capitalista for o sistema econômico, no sentido de um maior grau de circulação capitalista — isto é, uma maior proporção de D em relação a D' —, maiores serão os salários e os outros custos em relação às receitas, e menores serão os lucros em relação às receitas.  Ao mesmo tempo, se o sistema econômico permitir que os capitalistas se concentrem mais na compra e, consequentemente, na produção e na oferta de bens de capital, este aumento na oferta de bens de capital levará a um aumento na produtividade da mão-de-obra e a um aumento generalizado na capacidade de produção.  A oferta de produtos crescerá em relação à oferta de mão-de-obra e, com isso, os preços cairão em relação aos salários.  O resultado é que os salários reais aumentarão e continuarão aumentando enquanto a produtividade da mão-de-obra continuar crescendo.

Portanto, no que concerne à relação entre capitalistas e assalariados, a verdade é exatamente o inverso daquilo que é alegado pela teoria da exploração.  Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários.  Sendo um custo de produção, os salários são deduzidos das receitas, as quais, na ausência de capitalistas, representariam o lucro total.  Logo, pode-se dizer que os capitalistas são os responsáveis pelo aumento dos salários em relação aos lucros e pela redução dos lucros em relação aos salários.  Ao mesmo tempo, por meio do aumento na produção e na oferta de produtos, o que leva à redução de seus preços, os capitalistas aumentam o poder de compra dos salários que eles pagam.

Isto não é nenhuma exploração dos trabalhadores assalariados.  É, isto sim, a maciça e progressiva melhoria de seu bem-estar econômico.

 

Leia também:

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa

O monumental erro em comum entre Marx e Smith — erro que mudou o mundo para sempre

A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário 


George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.


118 comentários
Vagner 27/07/2012 04:31:59

A falsa necessidade da garantia de um salário minimo surgiu dessa teoria Marxista?

Responder
anônimo 31/07/2012 12:22:23

Não, surgiu do fascismo de Mussoline juntamente com muitas outras leis de proteção do trabalho, se não me engano.

Responder
Getulio Malveira 27/07/2012 05:02:28

Ótimo artigo! Creio que não pode restar dúvida para alguém dotado de um mínimo de bom senso que a teoria do valor-trabalho e as teorias marxistas que dela se seguem são muito evidentemente falsas.

Responder
Julio dos Santos 27/07/2012 07:44:25

"alguém dotado de um mínimo de bom senso", aí e que está o problema, ter bom senso é muito trabalhoso! O roubo via coerção estatal é muito mais fácil.

Responder
Eliel 27/07/2012 05:03:13

"Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários."

Definição clara que serve como postulado.
Quem deduz o "lucro" dos salários são os Indivíduos empregados pelo estado e a isso eles dão o nome de imposto de renda, contribuição sindical, etc...
Este é o "lucro" sem o qual os marx-xiitas não sobreviveriam longe das tetas estatais.
Aos keynesianos da Igreja da Pedra que vira Pão o surgimento dos salários diferencia o pobre poupador, que investe no futuro, do pobre gastador do crédito fácil.
Será exploração a capacidade de poupar e investir no futuro com incentivo do salário auferido pelo trabalho digno possibilitado pelas "condições de contorno capitalistas austríacas"?

Responder
Patrick de Lima Lopes 27/07/2012 07:43:42

Enquanto isso, em uma aula de Sociologia/Filosofia/História/Geografia de qualquer escola brasileira, o professor ensina a mais-valia e o valor intrínseco...

Responder
Fred 27/07/2012 11:23:39

Sou aluno de ciências sociais.

Certo dia em uma aula de economia (marxista, lógico), tentei argumentar que essa história da exploração do trabalho pelo capital (como eles gostam de dizer) não passava de falácia. Argumento por argumento (aprendidos com o estudo autodidata da EA) era com se eu estivesse falando japonês, parecia que os outros alunos não conseguiam entender QUALQUER argumentação lógica.

Por fim, quando não havia mais formas de refutar os argumentos, passou-se à religiosidade pura e simples. Um dos devotos soltou:

"Marxismo é religião. Marx é Deus, Engels é o espírito santo, Che e Fidel são santos"

Ao ouvir tal barbaridade, percebi que era impossível conversar com os "alinhados", pois eles só entendem relinchos.

Responder
Hay 27/07/2012 11:35:48

Aluno de Ciências Sociais indo contra o marxismo? Você tem amor à sua vida? :)

Responder
Pedro Ivo 28/07/2012 09:12:33

não Hay: ele tem amor à verdade e à integridade

Responder
anônimo 27/07/2012 12:35:32

Será que o cara não tava ironizando os próprios marxistas?

Responder
Fred 28/07/2012 19:37:05

Não, não era ironia..

Inclusive, no dia eu estava com uma impressão de "O Cálculo Econômico sob o Socialismo" e ofereci ao "devoto" para que lesse e desse sua opinião. O sujeito não aceitou e ainda veio com aquela conversa de alienação e manipulação de massas. Era um marxista puro-sangue.

Responder
Patrick de Lima Lopes 27/07/2012 16:30:24

O que você fez pode ser considerado um ato de suicídio.
Lembre-se, a vida de um esquerdista é sua certeza ideológica. Cuidado ao tocar.

Responder
Pedro Ivo 28/07/2012 09:27:19

' "Marxismo é religião. Marx é Deus, Engels é o espírito santo, Che e Fidel são santos" '

Cacete!!!!!!! Eu sempre soube disto. Sempre soube que era exatamente assim que eles pensam e agem; mas jamais imaginei que fosse ouvir esta confissão da boca de um deles.

Mas isto mostra a que ponto chegamos: antigamente [1] dizer uma coisa dessas atestava contra quem o dizia. Eles podiam se sentir assim, mas tinham escrúpulos em dizer, pois os desqualificaria. Agora não +. A ditadura do relativismo está tão solidamente edificada que não + necessitam escrúpulos. Não + precisam parecer estar operando dentro de um arcabouço racional: podem ser irracionalistas e ponto! "Esta é minha fé e não há questionamento racional possível". è tudo uma questão de ideologia, ou, trocando em miúdos, de umbigos: umbigo/ideologia por umbigo/ideologia, o meu é sempre melhor e + bonito porque é meu.

Igualmente no passado,[2] como estas pessoas acreditavam estar operando dentro de um arcabouço racional, elas nem se davam conta de que seu comportamento, emoções e etc., eram estrita e estreitamente uma profissão de fé. Elas nem eram capazes de se dar conta de que estavam agindo cega e absurdamente. Mas hoje em dia, esta declaração de que "Marxismo é religião. Marx é Deus, Engels é o espírito santo, Che e Fidel são santos", que outrora seria um ato de autoconsciência (dar-se conta daquilo que se pensando e fazendo de fato), degenerou numa + completa inconsciência/duplipensar: o indivíduo não se torna consciente disso para entender dentro de que espectro de racionalidade ele opera; ele se torna consciente disso para se fechar a operar dentro de qualquer espectro de racionalidade.

É o fim: literalmente!

Responder
Leninmarquisson da Silva 04/02/2013 15:06:16

Nunca ouvi a sentença inteira, mas "Marx é Deus", geralmente seguido de "você não sabe o que você tá falando" é a resposta que ouço da maioria dos idiotas úteis da Economia lá na Facamp...

Responder
Pedro Ivo 28/07/2012 09:10:13

Faltou incluir psicologia Patrick. Eu tive que aturar esta merda na graduação, pois a linha sócio-histórica soviética mostra que "o ser humano desenvolve sua cognição num contexto sócio-histórico, onde a mais-valia e o valor intrínseco desempenha papel definidor das relações sociais, formando consciências de classe onde as pessoas desenvolvem seus afetos, vinculações e opiniões, tendo a ideologia do seu grupo um papel sócio-desenvolvimental na definição de sua personalidade, identidade e individualidade".

Curioso como a partir de premissas falsas se chega a conclusões verdadeiras, não? Se você for criado dentro de um ambiente estatista, terá compromisso com o estatismo/intervencionismo, não apenas utilitariamente, mas identitariamente. Veja por ex. os filhos de acadêmicos: foram criados pelos guarda-costas retóricos do estado. O que via de regra eles se tornam? Acadêmicos.

Acho que isto dá nova luz ao que von Mises dizia: apenas um senso comum (contexto sócio-histórico e desenvolvimental ancorado na defesa da liberdade e responsabilidades individuais) liberalista permite ao liberalismo vicejar. Já um ambiente intervencionista tira a autonomia e auto-estima das pessoas e as adestra a serem dependentes de + e + intervenções. Destrói seu senso de valor próprio e as torna dependentes e pilhagens da renda da parcela produtiva da sociedade. Torna-as dependentes não apenas utilitáriamente, da espoliação, mas cognitivamente, pois são incapazes de se verem noutra situação, e sob a própria responsabilidade, exercendo sua liberdade e vivendo dos resultados desta.

Responder
anônimo 28/07/2012 23:17:30

Talvez eu seja um caso raro. Eu era marxista quando mais novo, e cheguei ao marxismo sozinho.
Li e li dezenas de autores marxistas e sei o nome de no mínimo uns 20 autores contemporâneos(dos quais 4 eram nomes de cabeceira).

Como saí do marxismo ? Muito simples, fui ler as refutações, e acabou.
Só gostaria de salientar que nunca um marxista me recomendou uma refutação ou um texto no mínimo contrário, os marxistas mais simplórios são refutados pelos grandes nomes, mas isso é o mínimo de "contrário" que eu conheci por meio dos camaradas.

Eu e meus camaradas víamos Marx como um profeta, literalmente. Pra mim o homem era um gênio, eu chegava a comentar para amigos normais(não marxistas) o quanto Cuba é melhor que o Brasil, e posso dizer que eu tinha comentários mais ardilosos para esconder a pobreza a ilha, bem melhores do que o clássico: É culpa do embargo.
Stalin era meu ídolo(sério, que vergonha). "Matou ? Matou pra salvar o socialismo, eu dizia"
Eu ouvia canções da União Soviética na Internet, engolia propaganda toda vez que chegava do trabalho, e espalhei o máximo que pude para todos os conhecidos que tinham o mínimo de revolta pelo status quo. Entre esses eu nunca consegui uma mente marxista, mas pelo menos se tornaram idiotas úteis. Um deles é líder de um grupo humanista aqui no Brasil, se não fosse eu... nana nina não.
Perdi, hmmm 7 anos da minha vida com isso. Participei de reunião, chorei cantando A Internacional(é uma música maravilhosa, até hoje eu escuto), tomei tapa de policia, cada besteira....


Olha, sei la pq eu escrevi isso aqui. Mas fica registrado: Marxismo é uma religião. Não quero ofender nenhum religioso, mas é uma religião.

Tem profeta, tem santo, mártir e apóstolo. Tem até uma escatologia básica. Arghh...

Responder
Bruno D 10/04/2013 21:56:52

Vc é o Cristiano do blog o vermelho, aquele sujeito que aparecia na internet falando em russo com uniforme de comissariado do povo?

Eu nunca fui marxista ou sei lá o que, mas de tanto ser alardeado na mídia de tanto a mente ficar atrofiada com o simples fato de vc não ter que raciocinar por vc mesmo. Acaba que ao ser perguntado de quem é a culpa da situação que nos vivemos (o ser humano sempre idealiza uma era perfeita passada ou futura) acaba que a resposta vem simples: O CAPITALISMO! Dai pra apoiar Cuba, se desculpar por Stalin e Mao-tse etc é um pulo. Isso foi uma questão de engenharia social é muita ingenuidade não perceber.
Ora, me lembro na votação que o lula perdeu pro FHC no primeiro turno em 98 a musiquinha "Lula lá uma esperança, Lula lá um brasil criança" era tocado em boates e matinês?!?
A minha mente voltou ao normal (analisando causas e consequências) após (eu acho que como muitos aqui também) ler o mídia sem mascara, as artigos do Olavo de Carvalho, os autores do Instituto Mises, algumas associações tradicionais católicas como o site da Montfort, esse último foi através de um CD deixado em cima da mesa do meu antigo trabalho com a explicação de como foi de fata a relação da Igreja Católica na Idade Média. Isso tudo começou muito gradualmente no ano de 2006.

Toda aquela propaganda esquerdista se dissipou que nem fumaça.

Tomara que esse depoimento não seja usado em um futuro tribunal revolucionário do povo contra o meu ID...

Responder
Randalf 07/07/2013 19:46:20

Que tipo de refutações o permitiram sair das correntes do Marxismo?! O que moveu um marxista ferrenho?!

Responder
Joao 11/05/2014 02:12:25

Pois é, "Anônimo", uma religião materialista, que nega Deus em primeiro lugar devotando tudo à matéria. Nada além dela. Nada menos do que ela.

Mas, que inteligente que vc é e me anima que nem tudo está perdido.

Vc, devoto da "Santíssima Trindade" (Marx, Engels, Lenin) perdeu toda a "fé" quando fez algo simples para qualquer pessoa com alguma massa encefálica: leu as refutações aos postulados "canônicos".

Pronto, fez-se a luz! E imediatamente vc largou essa trindade aziaga. Juntamente com seu séquito não menos nefasto.

Parabéns. Com esta confissão elegante simples e inteligente a gente vê que muito "crente" dessa religião malsã ainda pode se regenerar! o mundo tem salvação!

Responder
Patrick de Lima Lopes 29/07/2012 10:09:07

Bem, Pedro, nossa sorte é que tal imperativo psicológico não é de fato um imperativo mas sim uma tendência popular.
Somos a prova de que é possível escapar do discurso vigente de uma sociedade e criar ou seguir novas idéias que mais condizem com nossos pontos de vista acerca do mundo e da melhor forma de administrá-lo.
Eu considero o marxismo um atraso. Ele não apenas justifica o estatismo atual como prega idéias que apenas servem de submissão aos ideais particulares do indivíduo.

Responder
Pedro Ivo 29/07/2012 14:22:28

Caro Patrick de Lima Lopes:


talvez eu esteja enganado acerca do que direi, mas vai mesmo assim: pela minha experiência, é necessária uma descomunal [descomunal mesmo: não tem outro adjetivo] maturidade emocional para superar este, interpretando suas palavras, "imperativo" ou talvez "tendência popular". É + do que autenticidade, franqueza e honestidade intelectual, pois a razão é só parte da questão: o restante é afetivo mesmo.


Você tem razão: marxismo um atraso. Mas pega porque é demagógico: apela para as emoções, para os colhões, para os intestinos das pessoas. Não basta "saber" ou "compreender": é preciso conseguir "se sentir" de outro modo. O apelo psicológico está no desconforto que algo nos provoca. Quem adere a alguma modalidade de socialismo o faz porque, de algum modo, a realidade esta em dissonância com suas convicções e desejos.


Logo, é uma discussão para além do conceitual. O conceitual explicita tudo que precisamos debater, mas as pessoas acrescentam a isto seus umbigos e palpites. É uma impotência totalitária: pessoas com sede de poder e volúpia em controlar os d+. Envolve uma quantidade saudável de narcisismo, e não esta patologia messiânica e proselitista de personalidades extremamente totalitárias (leia-se "inseguras": o totalitarismo nada + é que pessoas que não se sentem confortáveis consigo próprias se não forem validadas pelo comportamento alheio; à força se preciso).


Na verdade, quem adere a alguma modalidade de liberalismo também o faz porque, de algum modo, a realidade esta em dissonância com suas convicções e desejos. Mas aqui, penso, não estou sendo relativista (supor que não existem relações constantes, pois, se as coisas estão umas em relação às outras, elas todas se anulam como critério), mas invocando relatividade (mostrar que as coisas estão umas em relação às outras). Penso o liberalismo mostre as relações válidas e constantes entre elementos. Ele mostra que dentre uma miscelânia de ligações, na verdade, só algumas são consistentes (é isto que chamo relatividade). Já o socialismo tenta validar as relações demagógicas (aquelas que apelam para o ego, inveja, sede por poder, autoritarismo, prepotência, senso de privilégio, corporativismo, falácias de apelo à maioria, autoridade, tradição ou força – justificativas, enfim, para colocar os d+ à serviço das próprias ambições [escravidão portanto]). Note que as interpretações fundamentalistas das religiões partilham deste mesmo aspecto.



Logo esta, como você chamou, "tendência popular", é uma espécie de autocracia (pode ser exercida coletivamente, por partidos ou comissões; mas é uma validação do ego), porque é a busca de ser posto em consonância com os próprios preceitos, forçando os d+ a se adequarem a si mesmo.


Já o liberalismo é um limite ao ego. Quando você diz que o mercado é uma arena de encontro de subjetividades, onde as pessoas ofertam e procuram aquilo que atende às suas carências, percebe-se que o mercado é neutro: ele não premia o belo frente ao asqueroso, nem o profundo ante o vulgar, nem o douto perante o inculto. Ele premia aquilo que atende às necessidades do demandante. Isto é um choque de água fria aos delírios narcísicos das pessoas. Mostra que elas não são tão virtuosas quanto se imaginam; nem privilegiadas; nem sofisticadas; ou mesmo indispensáveis; ou ainda geniais, profundas, invulgares ou destacadas. Elas são o que o outro as valorar.


Esta carga de realidade chama os pés ao chão, invalidam as suscetibilidades, e nos obrigam a uma profunda humildade: meu ego não é critério; as demandas alheias sim. Meu sucesso é proporcional à minha capacidade de servir; não à minha autoatribuída autoimagem/ego.


Percebe como é difícil manter o socialismo sob controle. É preciso manter-se sob autoescrutínio. E esta humildade custa caro em maturidade emocional e honestidade intelectual.


Logo, discordo cortesmente de quando você diz que somos a prova de alguma coisa: somos a resistência (e só a muito custo seremos a vanguarda).

Responder
Patrick de Lima Lopes 29/07/2012 16:37:59

Não esperava um comentário de tal magnitude e admito que você foi extremamente capaz de sustentar sua tese.
Bom saber que ainda existem pessoas como você nas universidades brasileiras. Estou escrevendo isto no celular, desculpe pela pequena réplica.

Responder
Pedro Ivo 30/07/2012 04:25:57

Fico honrado com o elogio.

E não precisa se desculpar pela resposta concisa. Me parece que o + importante é todos estarmos aqui contribuindo. Por ex., eu sempre copio, no editor de texto, o artigo com todas as postagens para ler. Aprendo muito com as postagens. Adoro a atmosfera de debate aqui do von Mises (é um debate integro, bem fundamentado, e humilde: as pessoas tem mesmo vontade de aprofundarem-se no assunto. Mesmo quando o volume da discussão é maior, ainda é uma conversa crítica e profunda). Já tive a oportunidade, diversas vezes, de aprofundar-me nos assuntos pelas dúvidas e respostas que são dadas aqui, por todos (claro que pelo Leandro + ainda, mas tem muita gente aqui comendo do feijão com arroz que o Leandro cozinha, crescendo e ganhando musculatura: VALEW LEANDRO). E este ambiente de contribuição honesta e crítica, do qual todos participamos, o fazemos seja com uma análise detalhada, seja com um agradecimento sincero, seja com uma resposta concisa, seja com uma dúvida partilhada. É por isto que adore este sítio, e me sinto obrigado dar o meu melhor em minhas intervenções, pois é a única contribuição que tenho: partilhar o que sei.

PS! (In)felizmente não faço parte da universidade brasileira. Me cansei dela depois da graduação (e fiz 2, então esgotei mesmo a paciência), pois lá nunca vi o nível de debate e honestidade que vejo aqui. Aliás, veja que irônico: a universidade faz uma seleção pública pelo vestibular, e põe cada nulidade lá dentro. O Instituto von Mises faz uma seleção privada, dando espaço para o debate, e este espaço, organicamente, seleciona o que presta para o debate, simplesmente deixando os leitores aprenderem pelos artigos e uns com os outros: note como isto tem expulsado as viuvas de stalin e os trolls daqui. Eles desistem de debater. Fascinante e animador, não?

Responder
Carlos Eduardo 27/07/2012 07:36:14

A tese de Marx é completamente avessa à realidade. Enquanto os rumos do capitalismo são determinados, em última instância, pelas valorações dos consumidores (que são os que realmente definem se o capitalista terá lucro ou prejuízo no retorno de seus investimentos, colocando o consumidor como o centro do sistema econômico), ele dá uma importância exagerada e fetichista a aspectos de oferta. Enquanto que os trabalhadores fazem uso do empreendedorismo dos capitalistas e recebem salários dos mesmos (salários fixos que recebem a intervalos regulares, ao contrário dos patrões, que precisam esperar o futuro para saber mesmo se terão ou não lucros, pois esses dependem da resposta dos consumidores), Marx acreditava que os trabalhadores são explorados. Em suma, o cara acreditava mesmo que o rabo abanava o cachorro. E ainda tem o problema do cálculo econômico no socialismo que Mises aponta no "Ação Humana", que já coloca o sistema socialista no chão. Como é que ainda tem gente que acredita em mais-valia, comunismo, e nesse monte de baboseiras que os marxistas alardeiam há tanto tempo? Como disse Paulo Francis, "Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo"...

Responder
Célio Beserra 27/07/2012 08:51:17

Uma mistura bastarda de keynesianismo e marxismo constitui o senso comum em matéria de economia. Levaremos anos para dissolver essa toxina maléfica das mentes das pessoas. É o combate das idéias, como preconizado por Mises em suas obras. Mãos à obra!

Responder
Tiago RC 27/07/2012 09:13:15

Eu diria que o problema do "senso comum em matéria de economia" é mais embaixo: https://mises.org/daily/4700

Responder
Bernardo Fachini 27/07/2012 11:09:16

Só para corrigir o endereço, Tiago, o site do artigo que recomendaste é mises.org/daily/4700 (sem o "s" no "http").

Responder
Marcos Campos 27/07/2012 11:09:39

Me fez lembrar de Matarazzo e Delmiro Gouveia...Aliais tem algum artigo aqui que fale sobre o empreendedorismo brasileiro em seus respectivos cenários econômico? Já li em varios meios, mas gostaria de ve-los na ótica deste fórum.

Responder
Pedro Ivo 28/07/2012 10:24:27

Marcos Campos: pergunta interessante esta sua. Infelizmente a historiografia econômica brasileira é farta em ideologias (vide Celso Furtado e Caio Prado junior com suas lamúrias e exortações) e paupérrima em análise de eventos (em particular, eventos + específicos. Sobre eventos gerais - longos períodos como recorte - há + literatura).

Sobre empreendedorismo, não há nenhum livro de história econômica, acerca dos grandes empreendedores em seus momentos. Salvo aqueles escritos por jornalistas (que acabam sendo mui biográficos, focados em aspectos domésticos e anedóticos. Eles acabam retratando o contexto, mas via mera citação dos fatos, e aquelas famosas 'análises' de que só jornalistas são capazes [um Freud de almanaque aqui, um Marx em quadrinhos ali, e tem-se um quadro psicológico e econômico crítico sócio-histórico-ambiental do Brazil da era Mauá]), pouco se falou dos empreendedores brasileiros (e historiografar de verdade, menos ainda).

Que dirá então artigos, posto pouco material de consulta.

Mas leia a biografia do Mauá. Você a deve encontrar em www.estantevirtual.com.br. Digite lá o nome dos d+ empreendedores e talvez você encontre uma dessas biografias.

Sobre empreendedores estadunidenses há "Os Magnatas", Charles R. Morris, editora L&PM Pocket. Embora ele seja empresário e advogado (faltam a ele uma consistência praxeológica abrangente) o livro é honesto, equilibrado, não-personalista (não celebra nem ataca aos biografados. Emite opiniões sobre eles e suas condutas, mas são opiniões plausíveis). E do ponto de vista de panorama ecoNõmico da época, e como o empreendedorismo o alterava (fazendo eco à incerteza genuína que Rothbard e von Mises tanto ressaltaram) o livro é muito bom.

Responder
Marcos Campos 10/04/2013 19:20:13

Pedro Ivo
Perdão pela demora na réplica, a faculdade e os cursos me deram uma leve sugada no tempo.

Obrigado pelas indicações, tenha certeza que lerei, pois tenho afeição por essas informações.

Como eu disse antes Delmiro Gouveia, grande empreendedor do nordeste brasileiro, era um verdadeiro capitalista livre, sem nenhuma ajuda ou intervenção do Estado, Delmiro implementou salário, benefícios, cultura organizacional, social e regional, construiu uma hidrelétrica para sua fábrica, tomou o mercado latino da poderosa linhas correntes da Inglaterra e foi morto em sua varada. A população da cidade que hoje tem seu nome, considera esse capitalista empreendedor um mártir. Curioso que logo a após seu assassinato, a industria inglesa de linhas Corrente comprou sua fábrica e a destruiu!!!! Estranho neh?

Eu também era Marxista, até porque na escola você não tem outra opção, é isso que nos ensinam, sorte minha que sempre fui muito crítico e via que tinha alguma coisa errada naquelas ideias, busquei outros autores e linhas de raciocínio e me libertei desse ópio.

Viva a liberdade de ideias.

Responder
Antonio 27/07/2012 13:21:13

Acho que o autor complicou mto a explicação, e dificilmente convenceria um marxista a deixar de acreditar em Marx. O problema todo é que Marx considerava apenas o trabalho como recurso produtivo. Como sabemos, para produzir qq bem ou serviço, precisamos destes recursos produtivos: capital, terra (espaço), mão de obra e empreendedorismo. Dessa forma, fica claro que não só a mão de obra deve ser remunerada. Para uma firma em concorrência perfeita, o somatório da remuneração desses fatores se igualaria à receita da venda do produto ou serviço menos os gastos com os insumos utilizados para produzi-lo (materiais). O problema era que Marx considerava que o capital era produto do trabalho anterior de outrem. Se ele considerasse que o empreendedorismo (o trabalho de planejar, organizar a produção) não tivesse de ser remunerado também, pois supostamente o empreendedor estaria fazendo trabalho voluntário, mesmo assim ainda não poderia justificar a exploração, pois ainda há a terra. Se ele considerar que esta não tem valor (pois foi doada, ou tem oferta infinita), daí talvez pudesse ainda se justificar minimamente. De qq forma, mesmo o capital sendo resultado da acumulação de trabalho anterior, o capitalista não o acumularia se não fosse compessado por adiar o consumo, e a m ais-valia não procede. Acho que por este ângulo aqui exposto fica mais fácil de convencer o marxista cabeça dura.

Responder
Luis Almeida 27/07/2012 13:52:36

Prezado Antonio, devo confessar que achei um tanto engraçado ver você dizendo que achou que o autor "complicou muito" a explicação e, logo em seguida, ver você oferecendo uma explicação completamente conturbada, rocambolesca e convoluta para tentar esboçar uma crítica própria ao marxismo, recorrendo até à falaciosa teoria da concorrência perfeita -- a qual, além de não fazer nenhum sentido, está à esquerda do marxismo.

O que há de mais complicado neste artigo é apenas a parte em que o autor descreve a teoria marxista. Mas isso não é culpa do autor; isso é culpa da mente perturbada de Marx.

Quanto à explicação do autor sobre o porquê de o lucro vir antes do salário (o que aniquila a mais-valia), só não entende quem está com a mente entorpecida.

Abraço.

Responder
Tiago Moraes 27/07/2012 16:36:53

Antônio, a questão crucial é que o trabalhador que produz o insumo, o trabalhador que constrói os equipamentos da produção e o trabalhador que está na produção manipulando estes insumos e operando estes equipamentos, são três pessoas diferentes e que não se conhecem e nem nunca se conhecerão. É o capitalista que irá vislumbrar a utilidade no trabalho de cada um destes fatores e irá alocá-los em uma forma de combinação que seja possível conceber um bem ou serviço que, a priori, ele acredita ser socialmente útil. Se será ou não útil, o resultado deste esforço alocativo, quem irá determinar isso são os consumidores. Mas enfim, a ideia central disso é que quando um trabalhador é contratado para exercer uma função, toda a infra-estrutura produtiva necessária para ele render o que é esperado da produtividade do seu trabalho já existe antes da sua contratação. Por tanto, a participação dessa infra-estrutura na produção, deve ser computada como remuneração do proprietário. Não interessa se os fatores de produção foram produzidos por trabalhadores se os trabalhadores que produzem os fatores não são os mesmos que produzem os bens propriamente ditos, isto significa que existe alguma figura que viabiliza estes processos de interação.

O marxismo mascara e oculta estes fatos, com a argumentação coletivista, sempre falando em "proletariados" como se tal abstração fosse um único sujeito, dessa forma fica parecendo que é o mesmo trabalhador que produz bens e serviços, o responsável por construir, também, a infra-estrutura que tornará possível a concepção deles.

Responder
Rodrigo Polo Pires 28/07/2012 04:32:54

De cara já há um problema, como evitar que pessoas com capacidade sejam obrigadas a trabalhar para outras com acesso a dinheiro de investimentos da maneira que isso ocorre no Brasil e no mundo. A maneira ilicita de eliminar a concorrência está sempre presente no mercado e a tendência de algumas pessoas sempre é a de criar condições artificiais para obter vantagens, a associação benéfica que ocorre entre pessoas honestas, ocorre também entre empresários e políticos trapaceiros ou entre quaisquer pessoas que façam qualquer negócio, ou desonestos. Ou seja, a idéia de igualdade, embora seja na prática impossível de ser aplicada, pode ser facilmente defendida. Uma prova disso é o exemplo usado no texto. Com que dinheiro afinal Cristóvão Colombo financiou suas aventuras mar afora> Talvez com o do Rei, ou seja, foi beneficiado com dinheiro público e não há maneira de saber realmente se era o sujeito mais capaz ou só um individuo que prestou-se a atender interesses da realeza que na ânsia de trazer civilização para o mundo novo, acabou por destruir outras. Quero aqui na finalização deixar claro que fiz toda essa discurseira com a finalidade de defender idéias e não somente determinados individuos, e sabendo claramente que a teoria marxista é uma idéia intragável de tão absurda, o combate que se faz dela através das idéias do texto é igualmente errada ao não fazer distinção alguma entre os empresários empregadores, ou seja, é preciso discriminar.

Responder
Leandro 28/07/2012 04:34:09

"A maneira ilícita de eliminar a concorrência está sempre presente no mercado e a tendência de algumas pessoas sempre é a de criar condições artificiais para obter vantagens, a associação benéfica que ocorre entre pessoas honestas, ocorre também entre empresários e políticos trapaceiros ou entre quaisquer pessoas que façam qualquer negócio, ou desonestos."

Exato, e esta associação entre grandes empresários e políticos -- arranjo este conhecido como 'corporativismo' ou 'fascismo', e que o oposto de um livre mercado -- não apenas é tema recorrente neste site, como é algo seguidamente condenado aqui, ao ponto de chegarmos a ser repetitivos sempre que tocamos neste assunto.

Como você parece ser novo por aqui, recomendo os seguintes artigos:

O que realmente é o fascismo

Sobre as privatizações (Parte 1)

Sobre as privatizações (final)

Fascismo à brasileira

Empresários e estado - pecados de uns, crime de outros

A espoliação estatal atinge níveis inauditos

Tributação X Regulamentação - O que é pior?

Um vermelho-e-preto com Benjamin Steinbruch - o homem que quer fechar o país

Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

Dá pra preencher um fim de semana, hein? Abraços!

Responder
Occam's Razor 28/07/2012 09:43:35

Tenho lido artigos do instituto há alguns meses. Gostaria de saber qual é a posição dos libertários com relação a pesquisa científica. Não estou falando da pesquisa que desenvolvem produtos imediatamente (ou quase) comercializáveis, mas da pesquisa científica de base que muitas vezes não redunda em oportunidades de negócio por algumas décadas. Um exemplo passado seria as pesquisas na mecânica quântica (que ocorreram, grosseiramente, entre 1850 e 1930), que deram a base teórica para o desenvolvimento dos computadores por volta da década de 50 (não estou dizendo que os computadores foram a única consequência da mecânica quântica). Um exemplo atual seria o LHC e os bastante recentes estudos sobre o Bóson de Higgs (dentre outras pesquisas do LHC). Essas pesquisas custam caro e seus benefícios levam décadas para aparecer (se aparecerem). Como fazê-las de forma rentável? Tenho procurado um artigo sobre isso aqui no mises mas n consegui encontrar. Poderiam me indicar um?

Responder
Luis Almeida 28/07/2012 12:11:45

www.mises.org.br/Article.aspx?id=603

Responder
Paulo Sergio 29/07/2012 02:03:49

Então vc sabe que sob o rótulo de 'ciência' o pagador de impostos é forçado a financiar algumas das coisas mais ridículas do mundo.
Eu tinha uma professora que fazia uma tese de doutorado sobre novela...putz

Responder
Eduardo 08/08/2012 09:14:09

Se souber inglês, recomendo um desses vídeos (ou ambos!)do Terence Kealey falando sobre essa questão de financiar a ciência.
www.tomwoods.com/blog/the-myth-of-science-as-a-public-good/
archive.mises.org/13017/terence-kealey-science-is-a-private-good-%E2%80%93-or-why-government-science-is-wasteful/

E estou louco pra ler o livro dele: "The Economic Laws of Scientific Research", que explora mais a fundo todos esses pontos dos vídeos e mais.

Ele toma a ciência de um ponto de vista bem diferente do que conhecemos atualmente, explica por quê o entendimento geral de ciência como um bem público é errado, e o livro parece estar recheado de estatísticas e exemplos históricos.

Responder
Camarada Friedman 28/07/2012 15:17:36

Como ex-marxista o artigo me caiu muito bem.

Eu gostaria de saber uma coisa: Existe alguma refutação não empírica do materialismo histórico ?

Responder
Tiago Moraes 30/07/2012 13:19:25

Sim, o materialismo histórico acredita ser possível emular nas ciências humanas os mesmos princípios das Ciências Naturais, encontrar padrões através das relações entre elementos, como forma de se conceber leis gerais. O problema é que diferentemente das Ciências Naturais, a história não é conduzida por elementos objetivos descritos pelas Ciências Naturais, tais como relações entre elementos químicos ou interações entre fenômenos físicos. A história é regida por pessoas, e pessoas não são "constantes" ou "coeficientes" que podem ser objetivamente determinados de forma tal que seja possível construir padrões estruturais de análise.

O método dialético tenta apontar padrões na interação entre eventos históricos de forma puramente especulativa e carregada de juízos de valor, afinal, eventos históricos nada mais são que descrições construídas mediante o ponto de vista do historiador.

Responder
Djalma 02/08/2012 09:14:07

Existe algum livro ou artigo no site que se aprofunde na crítica ao materialismo histórico?

Responder
Leandro 02/08/2012 09:23:23

Existem dois livros de Mises a respeito, ambos os quais você pode ler online:

Marxism Unmasked: From Delusion to Destruction

Theory and History: An Interpretation of Social and Economic Evolution

Já para um artigo que resume como Mises destruiu o materialismo histórico, sugiro este:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=254

Abraços!

Responder
Célio Besrrra 29/07/2012 10:32:38

Sobre os comentários que compararam o marxismo à religião, diria que o comunismo é uma espécie de heresia cristã, uma espécie de paraíso sem Deus.

Responder
Antonio 30/07/2012 17:21:35

Luís Almeida,\r
\r
Talvez por não ser economista tenha tido dificuldade com a minha explicação. O que coloquei foi exatamente a crítica de Marshal ao marxismo. Marx considerava somente o trabalho como recurso produtivo. Sobre os 4 fatores produtivos que citei, isso se aprende no primeiro capítulo de introdução a economia. \r
\r
Eu não tenho nenhuma dificuldade em entender a falácia marxista. O que coloquei é que para convencer um marxista de tal, os argumentos do texto não bastam. Eles são bons para quem já refuta o marxismo, mas esses não precisam mais serem conveencidos.\r
\r
Tentei objetivamente já contestar os possíveis argumentos de um marxista ao que eu estava mostrando, o que talvez não tenha ficado claro para alguém com conhecimento pouco profundo.\r
\r
Sobre concorrência perfeita estar à esquerda, não sei de onde tirou tal conclusão, pois competição (produtos melhores e mais baratos) é tudo que os austríacos pregam. É verdade que no mundo real é difícil encontrar um setor que replique as condições de concorrência perfeita (P=CM=Cmg=Rmg), mas isso não quer dizer que não seja uma situação almejada (ppalmente pelos consumidores). Talvez o único setor que melhor replique as condições de conc. perfeita no mundo real seja o agropecuário, com centenas de milhões de produtores fornecendo no mundo produtos praticamente homogênos (há 140 milhões de produtores de leite no mundo, por exemplo). No entanto, dadas as distorções geradas por subsídios, isso não se verifica mundialmente de forma pura, mas ao menos ao nível doméstico chega bem próximo. Se ser austríaco, é ser favorável a oligopólios cartelizados, daí já não sei mais nada...

Responder
Luis Almeida 30/07/2012 17:31:38

Prezado Antonio, sempre que uma afirmação é feito com uma cor azul, significa que ela contém um link no qual você deve clicar para entender melhor aquela afirmação.

Quando fiz a minha crítica à concorrência perfeita, esperava que você clicasse no link que o conduziria até um texto voltado exclusivamente para este assunto.

Como você obviamente não o fez, reforço novamente o pedido. Clique no link abaixo e entenda:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=757


P.S.: por favor, não repita calúnias como "ser austríaco é ser favorável a oligopólios cartelizados"

Responder
Antonio 31/07/2012 19:01:15

Caro Luís Almeida,\r
\r
Fiz questão de ler todo o artigo. No entanto, pela primeira vez neste site, não concordo com parte do artigo. Talvez seja pq não foi baseado em algo escrito por Mises. rss \r
\r
O problema é que o artigo não considerou a diferença entre lucro contábil e lucro econômico. Qdo em concorrência perfeita dizemos que o preço = Custo Médio = Custo Marginal, estes custos são os econômicos (levam em conta todos os custos de oportunindade dos fatores produtivos utilizados) e não contábeis (não levam em conta os custos de oportunidade). Assim, no cálculo dos custos utilizados na equação acima, já foram levados em conta a remuneração do trabalho, do capital (máquinas, equipamentos), da terra (ou construção civil), do empreendedorismo (planejamento, organização da produção, risco etc). Veja que, se o preço for igual ao custo médio, o empresário já foi devidamente remunerado pelo seu trabalho de organizaçao e risco, bem como pelos outros fatores produtivos utilizados no processo de produção. Quanto ao preço ser tb igual ao custo marginal, isso decorre do fato de que no longo prazo, com o aumento da escala de produção, os custos fixos tendem a zero (custo fixo/ Q, com Q tendendo ao infinito, onde Q é a qtde produzida do bem ou serviço), então o custo médio (custos totais/Q) tende a ser igual ao Custo Marginal (lembrando que no custo marginal já está incluso a remuneração do empresário pelo empreendedorismo). É claro que, conforme já havia colocado, no mundo real, isso dificilmente acontece. É uma situação ideal, que serve como parâmetro do que seria um mercado com infinitos fornecedores, produto totalmente homogêneo, nehuma barreira a entrada etc. Por isso, citei o caso do leite, com 140 milhões de produtores, com um produto quase homogêneo, como uma boa proxy do que seria um mercado em concorrência perfeita. \r
\r
Só quando consideramos custos contábeis (e não econômicos) é que, além de cobrir os custos, o preço tem de incluir uma parte excedente aos ditos custos para ser atribuída ao lucro. A disciplina de economia que trata desse assunto chama-se economia gerencial. inclusive foram os austríacos que introduziram o conceito de custo de oportunidade, apontando para custos implícitos (aqueles que não saem explicitamente do bolso, como o fato de vc possuir um equipamento já quitado utilizado na produçaõ, o aluguel do qual não se paga a ninguém, o que não aparece explicitamente no custo. No entanto, o aluguel é um custo real, e, portanto, tem de ser levado em conta. O aluguel seria os juros reais X o valor do equipamento - esse seria o custo de oportunidade caso o empresário vendesse o equipamento e colocasse o dinheiro a juros sem risco). \r
\r
Bem, não quero comprar briga, somente quis deixar claro que quando falamos de custos ou lucros temos de deixar claro se estamos falando de custos/lucros econômicos (puros) ou contábeis, pois isso faz toda a diferença.\r
\r
Com a outra parte do artigo que trata da necessidade de não haver barreira a entrada para haver livre concorrência, estou de pleno acordo. De toda forma, na regulação, os reguladores não buscam operar no ponto em que o Preço é igual ao Custo Marginal, que seria o chamado "first best" para o consumidor, mas no ponto de "second best", intermediário entre aquele ideal e o de equilíbrio monopolístico (Custo Marginal = Receita Marginal). No entanto, não acredito que o Estado consiga fazer essa proeza, mesmo com uma regulação muito boa, em que soubessem exatamente qual seria esse preço de "second best". Acho, como acontecia nos EUA no século XIX, que sem nenhuma regulação seria melhor. Não sei se temos um exemplo de país hodierno que não tem agência reguladora e serviços ditos de "utilidade pública" fornecidos pelo setor privado. Em havendo, gostaria de saber quais são os resultados. \r

Responder
Anônimo 10/04/2013 13:37:46

Off topic Os movimentos pela liberdade estão planejando algum movimento para a copa das confederações e copa do mundo? Nada contra os eventos em si, mas abordando os "erros" realizados.

Responder
Um Filósofo 10/04/2013 14:00:02

Não lerei o artigo, pois é lógica reacionária. Explico.

Data venia, pasmo fico com sua lógica em suma. Ele de fato compreende o funcionamento da teoria marxista de exploração, porém, recusa-se a aceitá-la; o que serve de mais uma prova sumária da existência de inúmeras lógicas no mundo decididas pela classe daqueles que nele vivem e que, acima de tudo, são irreconciliáveis. O povo nunca abrira revolta contra seu estado de exploração pois, infelizmente, sempre houveram uns "Reismans" para dizer que a forma com que vivem é normal. A mentalidade burguesa de Reisman é absurda.

O texto oculta o fato de que no estado natural, todos somos donos de toda a Terra. Somos proprietários de cada centímetro de grama, cada árvore e cada caverna. Sendo assim, a propriedade privada sempre será um roubo, pois independente de eu construir uma casa sobre uma campina desocupada, ainda estarei tomando a terra que pertencia originalmente a todos os outros homens; sendo assim, toda propriedade privada é roubo.
Porém, digo mais: A propriedade privada dos próprios homens é, por si só, um roubo; pois a natureza nos fez compartilhar a Terra com a vida selvagem, logo, o direito dela sobre o mundo é tão legítimo - senão mais, que o nosso. Cada grilo e barata nas ruas possuem direito sobre sua casa, porém você presunçosamente os expulsa como invasores.
Ou seja, Reisman já parte de pelo menos uma premissa incorreta: A legitimidade da posse do capitalista sobre qualquer meio de produção, balcão, casa ou alimento.

Não li o texto por um motivo deveras simplório: Ele é apenas uma manifestação polilogística de uma lógica burguesa. Os cientistas reacionários como o senhor Reisman operam com uma verdade racional diferente da minha. Por tal motivo, é inútil o debate entre nós e seu comprometimento com a verdade fora completamente subjulgado por seu compromisso para com a justificativa do domínio burguês, em oposição a grandes estudiosos Milton Santos, Paulo Freire, Marx, Eric Fromm, Diogo Cruz(PSTU), Cristovam Buarque, Adorno, Gramsci e Horkheimer.

Responder
Pobre paulista 10/04/2013 17:26:21

Sei que é piada, mas...

"...operam com uma verdade racional diferente da minha..."

Isso é uma grande verdade. Não adianta querer usar argumentos lógicos com essas pessoas. Eles tem "outra lógica" que funciona na cabeça deles, a mesma lógica que diz que marx é deus...

Responder
Cesar Massimo 10/04/2013 22:31:42

Caro "Um Filósofo"
Mesmo sendo uma gozação, vejamos.
Seu corpo também é constituído de substâncias que estavam na Terra muito antes de você nascer, então é muito lógico que você comece a compartilhar seu "fiofó" com toda a sociedade sem distinção nem preconceitos.
Ahh, .... o Paulão está na fila!

Responder
Capitalista 11/04/2013 19:31:07

Se vc quer uma verdadeira opressão, esta chama-se Estado. É a única com poderes absolutos e irredutíveis capaz de subjugar qualquer um. Além disso é a instituição mais rica do planeta, muito mais que qualquer bilionário jamais almejaria ser. É esta que faz a verdadeira lavagem cerebral em vc fazendo-o acreditar que é bom ceder a seus roubos ou extorsões, também conhecidas como tributos. É o único capaz de ceifar a vida de milhões com um piscar de olhos ou confiscar bilhões em bens em questão de minutos. Esta é sim a verdadeira e indestrutível fonte de opressão das massas, como o próprio socialismo provou em todas as suas fracassadas tentativas.

Deixando isso à parte, vc sabe o que significa riqueza? Riqueza não é dinheiro, riqueza são bens e serviços produzidos por uma sociedade, portanto quanto maior a produção maior a riqueza. O que o capitalismo faz é exatamente incentivar a produção cada vez maior de riqueza. A livre concorrência é uma forma de aumentar a produtividade e qualidade e os salários baixos, uma forma de fazer com que estas pessoas se qualifiquem mais de forma que estejam aptas a produzir mais riqueza. O funcionamento do capitalismo é incrível, é um sistema perfeccionista. O empresário que pagar salário baixos demais ou produzir produtos muito caros ou de baixa qualidade vai à falência, pois o mercado o faz para conservar a extrema qualidade e eficiência de todo o sistema. Só enriquecem aquele que conseguem prover à sociedade um serviço ou produto de qualidade que esta realmente necessita, além de gerar múltiplos empregos e salário e fazer com que milhares de pessoa tenham o que comer.

O enriquecimento é uma consequência do benefício que a pessoa gera à sociedade, sendo portanto nada mais do que justo, além disso um empresário também pode perder dinheiro.

É imoral qualquer coisa que vá contra o capitalismo, pois é desumano, é algo que estagna o desenvolvimento de séculos alcançado por este tão perfeito sistema. Você é ingrato à vida que tem e aos luxos de que dispõe, resultado de séculos de desenvolvimento e conquistas capitalista, e não retrocessos marxistas. Aliás, que tal vc ir morar na Coréia do Norte para ser mais feliz e sumir de minha vista? Seria mais benéfico lá do que estragando nossa sociedade, já afetada pelos absurdos da esquerdopatia.

Viva o laissez-faire!

Responder
anônimo 10/04/2013 15:07:52

E pensar que até a pouco tempo eu acreditava nisso. (facepalm)

Responder
Guilherme Traldi 10/04/2013 16:39:30

Caro filósofo!

Você está trabalhando em um campo de microcosmos mental. Na verdade, o Universo, por mais infinito que seja, pertence a todos nós. Terráqueos, marcianos, seres de Alfa Centauro, seres de luz e clones do Espiridião Amin enviados do planeta Kirlian. Até os chupacabras que invadem seu quintal para sugar o sangue de suas galinhas, que obviamente pertencem à todos os seres relatados aqui. Assim como o próprio chupacabras, afinal o tudo pertence a todos.
Sugiro então, que entregue sua carteira ao primeiro homem ou mulher que cruzar o seu caminho hoje.
Ah...e doe seu computador para alguém que utilize a "mais valia mental" como forma de expressão.

Muito agradecido!



Responder
Um Filósofo 10/04/2013 17:57:19

Exato, o homem não possui mais direito sobre o mundo que os animais e plantas. A propriedade privada é, por si só, ilegítima. A teoria do valor-trabalho é aceita completamente no meio acadêmico, sendo apenas resistida por pequenos focos reacionários. Mesmo os mais convictos pensadores da burguesia já a aceitam.
Recusá-la é uma ação análoga a afirmar que o planeta é plano.

Encontrei-me com diversos companheiros no Fórum Social de Paris há alguns meses(Minha visita foi generosamente patrocinada por uma importante universidade paulista) e pude com eles compartilhar diversas convicções a respeito do mundo, assim, despertei-me novamente a os valores de minha juventude marxista.

Agora, data máxima venia, resistir à lei da exploração é, acima de tudo, ausência de compaixão. O senhor Reisman jamais simpatizar-se-ia com as causas de patrão se tivesse nascido integrante da classe proletária. Como supra salientei, a lógica de uma classe é irreconciliável com a de outra, por tal motivo, é inútil minha leitura do artigo acima.

Responder
Orfão batalhador 10/04/2013 18:36:02

Discordo com este artigo em vários pontos.
Um deles é o seguinte.
Vamos supor um empresário que vai ampliar o seu negocio devido ao fato, entre outros , de contar com uma equipe bem preparada.
Neste caso, por que negar crédito aos empregados?
O dono pode ser dono do capital físico. Até que ponto é dono do capital intelectual?
Outro ponto é este:
Um órfão que não teve heranças, e que teve que batalhar muito para chegar á uma posição relativamente boa. E um presidente que chegou à presidência devido a seu pai, o fundador.
Que fez de "heroico" este senhor para merecer este cargo?
Considero o capitalismo muito melhor que o comunismo. Ainda assim é um sistema imperfeito e que deve ser melhorado. A variável "HERANÇA" possui grande influencia.

Responder
anônimo 10/04/2013 19:43:40

Se formos impedir o cara de chegar lá porque ele é filho do dono, também temos que impedir que o cara que enriquece por esforço próprio, compre e dê um mísero carrinho de brinquedo pro filho dele.O princípio é o mesmo.
O que é seu você dá pra quem você quiser.

Responder
Marcus Benites 12/04/2013 00:34:11

O pai do herdeiro se absteve de utilizar sua propriedade privada, ou seja, seu dinheiro, em benefício do filho. É uma ação voluntária e, uma vez que a pobreza de uns não tem nada a ver com a riqueza de outros (diferentemente do que repete a ladainha esquerdista acéfala), não é da conta de ninguém o que acontece com o dinheiro alheio. A situação por você apresentada é completamente distorcida: você trata o caso como se o dinheiro não fosse de ninguém, estivesse lá pra qualquer um pegar, e um folgado vai lá e pega em detrimento de um esforçado trabalhador. Mas não é assim. O pai do herdeiro, podendo gastar o dinheiro, fruto do seu trabalho, preferiu não fazê-lo. Ele foi um tão bom trabalhador, tão competente, que pôde enriquecer para ele e para seu filho. Logo, a situação que você apresentou não faz sentido nenhum, já que, caso o pai do herdeiro não tivesse trabalhado competentemente pra deixar tudo pro "herdeiro folgado", isso não alteraria em nada a condição do "trabalhador esforçado". O dinheiro não está livre, leve e solto na natureza para quem quiser. Ele é resultado da ação de pessoas. Sem a ação do "pai do herdeiro", ele não existiria. Como alguém pode estar "tirando" o dinheiro do "esforçado trabalhador" dentro desse contexto? Repito: não é da conta de ninguém o que uma família faz com sua renda. Ela não foi roubada de ninguém. Foi produzida por essa família. Se caiu na mão de um folgado, é graças à escolha voluntária do dono do dinheiro. E só ele pode ter o direio a essa escolha, já que foi ele quem produziu o dinheiro e só a ele o dinheiro pertence. Justiça é isso. Questioná-la é ser a favor do roubo.

Responder
TPC 10/04/2013 19:21:04

Seu comentário denota grave macroscopismo, ou seja, o preconceito contra os organimos microscópicos! Se os insetos têm direitos, por que não os teriam as bactérias, os protozoários e os vírus?
E nossos companheiros príons, quem os defenderá?

De qualquer maneira, estou certo que este seu deslize não foi intencional, e sim um lapso, somente.

Mais atenção da próxima vez, camarada!

Responder
anônimo 10/04/2013 19:53:42

Por incrível que parece, isso existe mesmo.Mas o nome é especista.
É o preconceito de uma espécie se achar melhor que as outras.
Eu já sou chamado de machista, racista, porco capitalista...mais um ista pra minha coleção :)

Responder
Capitalista 11/04/2013 19:14:02

Marxismo é uma religião. Quando Marx manifesta-se contra as demais religiões, é porque na realidade, ele quer impor a dele, não quer ter concorrência.

Marx é um homem doente, o problema é que essa doença (extremamente contagiosa) passa-se facilmente pelo simples contatos com pessoas ou livros infectados, como os que você lê diariamente em seus rituais sagrados.

Quanto à propriedade privada, é completamente ridículo ser contra. Já que você se acha tão esperto, pegue seu livrinhos de História e me cite UMA civilização que se desenvolveu sem pensar da forma capitalista. TODAS as civilizações que obtiveram um mínimo desempenham desenvolveram o conceito de propriedade privada e lucro. Os próprios gregos, criadores da democracia, permaneceram SÉCULOS sem avanços durante o período em que se organizaram em grupos onde tudo era coletivo e não havia nada privado. Só quando a propriedade privada voltou os gregos retomaram o desenvolvimento e formaram uma das civilizações mais sábias da antiguidade.

Além disso, já que a Terra é de todos os seres vivos, então é melhor liberar a varíola de novo e cancelar qualquer movimento contra AIDS, dengue, cólera, etc, já que os causadores dessas enfermidades também tem direitos sobre a Terra, e combate-los nada mais é que a opressão cruel gerada pelo dominante (homem) sobre o dominado.

Responder
Tullio 10/04/2013 18:41:10



"Cada grilo e barata nas ruas possuem direito sobre sua casa, porém você presunçosamente os expulsa como invasores."

Pelo jeito esse cara antes de ser filósofo tomou muito chá de fita cassete e de cogumelo!!! PqP!!!

Responder
anônimo 10/04/2013 19:01:14

'Inseto é mais do que gente' mas não é nem isso que os ambientalistas dizem.Eles dizem que é bom preservar a natureza por uma questão de sobrevivência, se o homem acabar com os recursos da terra, ele morre junto.

Responder
Almir 10/04/2013 19:01:33

OFF-TOPIC.

A valorização vertiginosa do bitcoin, moeda da web...
www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/04/10/interna_tecnologia,433298/a-valorizacao-vertiginosa-do-bitcoin-moeda-da-web.shtml

Pessoa, não entra na minha cabeça alguém investindo nisso, algo sem liquidez sem lastro, deu a louca no mundo ou eu sou antiquado mesmo?

Responder
anônimo 10/04/2013 19:23:51

Os caras de wall street estão entrando na bolha.

Responder
Neto 10/04/2013 20:36:39

O bitcoin anda tendo muita publicidade graças a um cara do Russia Today, Max Keiser, o mesmo sujeito que disse isso aqui:

Responder
mauricio barbosa 10/04/2013 19:34:17

Um filósofo doe tudo que você tem,pare de postar bobagens e vá viver igual um eremita e pare de querer fazer caridade com o chapéu alheio,ou então vá trabalhar duro e acumular capital e ai quando você se tornar um magnata você escolherá fazer lobby ou não,portanto há empresários sérios e empresários lobistas parasitas,assim como há empregados sérios e empregados pilantras.

Responder
Pensador de esquerda 10/04/2013 20:12:14

Li o texto e não explicaram nada, pra variar. A ideia da mais-valia é a coisa mais importante já criada. Equivale à invenção da roda e a descoberta do fogo. Marx é o cara!
A teoria da mais-valia, no meu entender, deveria ser aplicada de forma mais completa e intensa na sociedade capitalista. Exemplo: Quando você leva seu carro pra consertar seu motor numa oficina, o mecânico tem fazer parte da mais-valia daquela propriedade, seja o dono emprestando o carro pro mecânico passear em determinados dias da semana, e/ou pegando uma porcentagem quando aquele automóvel for vendido. Isso é mais que justo, pois sem o conserto do mecânico, o proprietário nada pode fazer com um carro que não anda, correto? Apenas pagar pelo conserto do automóvel é explorativo e injusto para o pobre mecânico. Ele precisa e deve participar daquela propriedade privada. Esse pequeno e genial exemplo pode ser utilizado em inúmeros setores da atividade humana. É batata! Marx não erra mesmo.
A propósito, isso é uma pequena amostra da minha tese de Mestrado sobre a mais-valia aplicada ao capitalismo moderno no século XXI.

(A bolsa de mestrado ganhei pelo sistema de cotas sociais, pois sou pobre e não posso pagar faculdade de burguês).

Responder
Daniel Marchi 10/04/2013 20:20:25

OFF (and HOT) TOPIC

Leis nos EUA tornam ouro e prata moeda corrente
www.conjur.com.br/2013-abr-10/estados-americanos-aprovam-leis-tornam-ouro-prata-moeda-corrente

"Em 2011, o Legislativo do estado de Utah aprovou uma lei que atribuiu a moedas e barras de ouro e de prata o status de moeda corrente. A medida, que pareceu uma excentricidade de um estado americano, à época, está agora se repetindo em diversos estados. Nesta segunda-feira (8/4), o estado do Arizona aprovou uma lei semelhante. E nove outros estados — Colorado; Kansas; Idaho; Indiana; Missouri; Montana; Nova Hampshire; Carolina do Sul; e Virgínia — estão examinando projetos de lei similares."

(...)

Além desses estados, o Texas, também republicano, está examinando um projeto de lei que autoriza a criação do "Texas Bullion Depository", para armazenar, inicialmente, US$ 1 bilhão em barras de ouro, que pertencem à Investment Management Co da Universidade do Texas.

Uma vez estabelecida, a instituição passará a receber depósitos do público em ouro ou prata. E irá criar um sistema de pagamentos no estado para o caso de uma possível "desarticulação sistêmica do sistema financeiro nacional e internacional"."

Responder
anônimo 10/04/2013 20:39:57

humm...nova guerra civil?

Responder
Bruno D 10/04/2013 21:38:28

estado rebelde?

Responder
Anarcofobico 10/04/2013 20:30:37

Eu cai no engodo de ler o texto e quase me converti ao liberalismo!

Mas usando minha razão, fiz uma prece à Marx e recebi uma resposta de Che, que alertou a não me iludir com falácias reacionárias!! Uffa, por um minuto vacilei!

Não há nada mais coerente e lógico do que a doutrina marxista! Oriento aos demais marxistas que não leiam os textos desse site, pois os textos podem criar uma confusão mental e confundir nossa lógica consentânea! Só não entendi onde estava o lapso na doutrina que me fez cambalear...

Nosso templo é o Congresso!

Responder
Capitalista 11/04/2013 22:58:27

Isso só prova que o Marxismo é uma religião. O motivo da sua "crise", também chamada de desenvolvimento intelectual é simplesmente que ao deparar-se com uma argumentação inteligente e baseada em fatos e razões, não em preceitos mágicos e perfeitos que só existem na imaginação, mostrou-se frágil demais para sobreviver.

Fazendo um diagnóstico mais elaborado, vc teve um "choque de razão", por um momento a pensamento racional o invadiu, mas logo vc sem base alguma expulsou a benção, em vez de fazer um contra-argumento, o que prova que o Marxismo é um culto, não uma ideia, pois ele não sobrevive em debate dominada por argumentos racionais, sendo, portanto, nada mais que uma crença burra e incapaz de qualquer defesa devido a sua fragilidade intelectual.

Lembre-se: "O Marxismo é o ópio daqueles de quem preguiça de pensar" --> frase dita por um ex-marxista. Reflita bem e espero que se recupere de sua doença.

Viva o laissez-faire!!!

Responder
Cesar Massimo 10/04/2013 23:15:59

Considero mais fácil explicar a falácia da Exploração proferida por Marx da seguinte forma:
Estando o mundo Socialista em pleno funcionamento, alguém, exclusivamente por seus meios, desenvolve uma máquina ou dispositivo que eleva a produtividade de um trabalhador.
Posto isto, resolve convidar alguém para dividir consigo este excedente em partes iguais. Metade para o trabalhador, que passou a ganhar mais e estará muito satisfeito e a outra metade para esta pessoa que podemos chamar de 'inventor'.
Além disso, como produz mais com o mesmo gasto, poderá ofertar seus produtos a um preço menor, beneficiando também os compradores.
Na sequência, produzindo mais, conquistando clientes com menor preço e acumulando capital com a sua metade, poderá desenvolver novas máquinas, convidar mais pessoas para dividir o ganho excedente e satisfazer mais pessoas vendendo seus produtos por um preço menor.
Se denominarmos as pessoas que compram os produtos de 'clientes', as pessoas que trabalham e passaram a ganhar mais e viver melhor de 'empregados' e a pessoa que inventou a primeira máquina, de 'empreendedor' a estrutura Capitalista está formada, de forma natural, sem possibilidades de argumentação de exploração, mais-valia ou qualquer outro termo.

Responder
Anarcofóbico 11/04/2013 01:23:16

E o senhor empresário vai dar 50% pra mim??

Responder
Cesar Massimo 11/04/2013 21:50:35

Anarcofóbico,
Claro que SIM, se você for um dos convidados para trabalhar comigo. Vai poder usar minhas máquinas, poduzir mais e dessa forma ganhar mais.
Caso contrário, vai ganhar igual seus outros colegas de profissão que não foram convidados e têm que produzir por seus próprios meios.

Responder
Getúlio Malveira 11/04/2013 00:19:08

Relendo o artigo agora, acho um pouco estranho que Reisman ressalte a "descoberta" de Marx e não mencione Bowm-bawerk. Pior: a refutação de Reisman da teoria da exploração, ao menos a tirar por este artigo, é muito inferior logicamente a de Bowm-Bawerk.

Responder
Leandro 11/04/2013 00:58:37

Há um pequeno defeito na análise de Böhm-Bawerk. Na verdade, não é exatamente um defeito, mas sim uma concessão. Só que esta concessão gera algumas brechas.

Böhm-Bawerk defendia a existência de lucros bastante altos por causa da necessária função exercida pelos capitalistas (explicitada neste artigo). Só que, para fazer sua análise, ele disse concordar ser um direito básico dos trabalhadores ter todo o valor dos bens por eles produzidos. Böhm-Bawerk fez essa concessão para tentar convencer o leitor de que a existência do capitalista é importante e tem um alto valor mesmo para os trabalhadores. A função do capitalista, de acordo com Böhm-Bawerk, é fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam comprar bens (de consumo). Mas tal concessão feita permite algumas brechas interpretativas.

Sei lá, é questão de gosto. Essa análise do Reisman, além de ser mais popular e de mais fácil entendimento para o leigo, utiliza os melhores pontos da análise de Böhm-Bawerk. Bawerk baseia-se em taxa de juros e preferência temporal, algo menos compreensível para as massas.

Responder
Getulio Malveira 11/04/2013 21:35:52

Entendo e concordo que a análise de Reisman é de mais fácil compreensão. Vou revisar o texto de Böhm-Bawerk. Recordo-me que ele afirma que "os produtores devem ficar com todo o valor do produto", mas interpretei isso no sentido de que os produtores seriam os trabalhadores.

Obrigado pela resposta Leandro e por me fornecer mais um motivo de pesquisa exegética (um vício de filósofo). Abraço

Responder
Pedro 11/04/2013 22:45:12

No livro do Reisman (Capitalism) ele menciona essa falha da critica de Bohm Bawerk. Inclusive essa falha é um tanto quanto imperdoavel para ele, não se trata de uma mera concessão, dado que foi através desse erro que Marx importou de Smith que ele derivou a teoria da exploração. Ironicamente, como ele explica no livro, o maior critico de Marx do século 19 importou de Smith e Ricardo o mesmo erro que Marx importara.

Vale a pena a leitura do livro.

Responder
Alexandre M. R. Filho 11/04/2013 22:01:55

Fantástico, Leandro. Por que vc não foi ao Fórum da Liberdade??

Responder
Leandro 12/04/2013 00:17:29

Caríssimo Alexandre, o trabalho não pode parar. Ademais, fóruns social-democratas não me interessam muito.

Em todo caso, e a quem interessar possa, daqui a dois sábados, dia 20, estaremos em Mordor para este evento. Tenho certeza de que você já está com sua passagem comprada. Né?

www.mises.org.br/Event.aspx?id=64

Grande abraço!

Responder
marxista 11/04/2013 18:42:07

Só um economista burguês para negar a teoria irrefutável da mais-valia do Marx. Mais-valia é salário não pago, e isso é irrefutável. É um roubo que o burguês faz no boso no trabalhador. Isso é fato. O resto é falácia de economista burguês.

Responder
Leandro 12/04/2013 00:24:01

E como funciona a mais-valia no caso de uma empregada doméstica? Eis aí uma mão-de-obra que, ao contrário da mão-de-obra em uma empresa privada, não gera nem receitas e nem muito menos lucro para o patrão. Toda e qualquer despesa do patrão com uma doméstica significa gasto sem absolutamente nenhum retorno financeiro. Em termos puramente contábeis, trata-se de um desperdício monetário: você paga mensalmente para alguém fazer um serviço manual que não lhe trará absolutamente nenhum centavo de retorno financeiro.

Logo, seria correto dizer que a empregada explora seu patrão?

Aliás, e quando a empresa tem prejuízo? Seus empregados não estariam invertendo a "mais-valia" e literalmente confiscando o dinheiro do patrão?

Responder
Antonio Henrique 12/04/2013 03:09:40

Marxista é aquele que segue a doutrina de Marx.

Ex-Marxista é aquele que entendeu Marx.

Responder
Eduardo 18/04/2013 02:06:31

Há um erro nesse artigo de Reisman, algo que ele não menciona: Aquilo que Marx chama da "acumulação primitiva de Capital".

Para Marx, a transição da circulação simples (mercado simples onde camponeses e artesãos são donos de seus próprios meios de produção) para a circulação capitalista (economia onde a maioria não é dona de meios de produção e vive do trabalho assalariado) não aconteceu através do comércio voluntário ou do empreendedorismo da "burguesia", mas como resultado de um processo violento chamado "acumulação primitiva", que aconteceu durante a época do Mercantilismo. Marx argumentou que classes ligadas ao Estado (alta burguesia e a nobreza decadente) usaram de violência e guerra generalizada para roubar a propriedade dos pequenos camponeses e produtores, a concentrando nas mãos da alta nobreza e burguesia, criando um exército de homens sem propriedade cuja única opção era o trabalho assalariado.

As "Enclosures" inglesas, o Mercantilismo e seus monopólios, o colonialismo, as guerras entre as super-potências depois de 1500, toda a intervenção econômica foi de acordo com Marx necessária para estabelecer o trabalho assalariado em larga escala. Logo, os Capitalistas originais não foram empreendedores inteligentes que acumularam riqueza e puderam contratar auxiliares, mas foram sim ladrões que roubaram a propriedade de outros e os forçaram a ser seus auxiliares, e usaram o poder econômico adquirido através desse roubo inicial e contínua exploração após ele para aumentar ainda mais a sua capacidade para contratar auxiliares explorados e expandir o sistema.

Vários pensadores reagiram de forma diferente ao examinar esse processo de "acumulação primitiva". Proudhon e Benjamin Tucker por exemplo acreditavam que se corrigiria a exploração liberando o mercado da intervenção e dos monopólios Estatais; pois removendo o privilégio dado pelo Estado aos grandes produtores possibilitaria aos trabalhadores adquirir terra e capital (seus próprios meios de produção) com maior facilidade e formar uma economia baseada no auto-emprego e em "co-operativas de trabalhadores" (um modelo alternativo ao trabalho assalariado tradicional para organizar empresas), uma espécie de retorno à circulação simples onde todos são donos de sua própria produção. Já Marx acreditava que a economia de mercado é inerentemente contraditória e instável, e argumentava que os trabalhadores deveriam tomar controle do Estado e utilizá-lo para corrigir o roubo histórico (i.e, socializar todos os meios de produção na marra) e estabelecer um sistema Socialista, uma ideia que provou ser desastrosa e criadora da forma mais brutal de escravidão que o homem já conheceu.

Levando em conta o processo de acumulação primitiva, mesmo aceitando a teoria Austríaca de Bohm-Bawerk é possível argumentar que o trabalhador atualmente é explorado. Assumindo que condições históricas + intervenções econômicas atuais distorçam o mercado em favor dos Capitalistas e favoreçam a concentração de riqueza à força, então o único motivo pelo qual os Capitalistas são capazes de cumprir a função de "fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam comprar bens" é por que eles monopolizaram essa função com ajuda do Estado. Logo, a existência do trabalho assalariado é dependente do Estado, sem o Estado trabalhadores poderiam adquirir seu próprio Capital com mais facilidade e organizar a produção de forma individual ou co-operativa.

Rothbard leu Tucker e tentou integrar partes de sua filosofia ao anarco-capitalismo, mas não entendendo o conceito de acumulação primitiva de capital, não foi capaz de entender o por que que Tucker defendia a tese de que o trabalhador era explorado.

Responder
Leandro 18/04/2013 02:30:05

Não faz sentido. Primeiro você diz que:

"Marx argumentou que classes ligadas ao Estado (alta burguesia e a nobreza decadente) usaram de violência e guerra generalizada para roubar a propriedade dos pequenos camponeses e produtores, a concentrando nas mãos da alta nobreza e burguesia, criando um exército de homens sem propriedade cuja única opção era o trabalho assalariado."

Correto.

Depois, você diz que:

"Marx acreditava que a economia de mercado é inerentemente contraditória e instável, e argumentava que os trabalhadores deveriam tomar controle do Estado e utilizá-lo para corrigir o roubo histórico (i.e, socializar todos os meios de produção na marra) e estabelecer um sistema Socialista, uma ideia que provou ser desastrosa e criadora da forma mais brutal de escravidão que o homem já conheceu."

Isso me leva à seguinte pergunta:

Você diz que o erro do artigo é não mencionar a primeira parte. Mas no que isso invalida o que foi dito pelo artigo?

Pelo que entendi, a sua resposta a esta minha pergunta seria:

"Assumindo que condições históricas + intervenções econômicas atuais distorçam o mercado em favor dos Capitalistas e favoreçam a concentração de riqueza à força, então o único motivo pelo qual os Capitalistas são capazes de cumprir a função de "fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam comprar bens" é por que eles monopolizaram essa função com ajuda do Estado. Logo, a existência do trabalho assalariado é dependente do Estado, sem o Estado trabalhadores poderiam adquirir seu próprio Capital com mais facilidade e organizar a produção de forma individual ou co-operativa.."

Essa generalização é simplesmente absurda. Embora concorde plenamente que os grandes empresários estão mancomunados com o governo e se beneficiam disso -- este site publica pelo menos um artigo por semana criticando este arranjo corporativista, totalmente contrário ao livre mercado --, a realidade é que são os micro, pequenos e médio empresários os responsáveis pela esmagadora maioria dos empregos criados no país. E estes cidadãos não se beneficiaram de forma alguma de qualquer conluio com o estado. Como é que o dono de uma padaria ou de um restaurante "monopolizou essa função com a ajuda do Estado?"

Por outro lado, trabalhadores empregados diretamente em grandes e mega-empresas -- que são aquelas que se beneficiam do protecionismo do governo -- não apenas representam a pequena minoria, como também são os mais bem pagos da economia.

Ora, se estes trabalhadores expropriarem seus patrões porque seus patrões se utilizam do estado para explorá-los, eles certamente estariam agindo contra seus próprios interesses. Por que fariam isso se seus patrões são os mais generosos em termos de salário? Não faz sentido seu raciocínio.

Por fim, por que os trabalhadores que não querem ser "explorados" e que querem assumir o controle dos meios de produção não criam cooperativas? Absolutamente nada os impede de fazer isso.

Se uma enorme quantidade de trabalhadores se juntasse, eles sequer precisariam de financiamento. Poderiam utilizar a própria poupança. O que houve com o "trabalhadores do mundo, uni-vos!"? Qualquer grupo de 100 operários do ABC poderia se juntar e criar suas próprias cooperativas. Eles não são pobres. O que os impede?

Responder
Eduardo 18/04/2013 14:50:42

O erro do artigo é assumir que o trabalho assalariado se formou de forma voluntária, com o Capitalista oferecendo um serviço e o trabalhador o aceitando. Na realidade, o processo ocorreu de forma violenta, o Capitalista apenas monopolizando um serviço, sabendo que isso ocorreu então o suposto benefício do trabalho assalariado não parece tão legítimo. Outra coisa que esqueci de mencionar: Marx diferenciava entre "managers/entrepeneurs" (que auxiliavam o processo produtivo, mas não produziam mais-valia diretamente, tendo seus salários/lucros tirados da mais-valia dos outros trabalhadores) e "Capitalists" (que não auxiliavam na produção, apenas usavam dinheiro para conseguir mais dinheiro, contratando managers para realmente organizar a produção). Essa distinção é ignorada, Reisman assume que todos os Capitalistas são managers/entrepeneurs.

"a realidade é que são os micro, pequenos e médio empresários os responsáveis pela esmagadora maioria dos empregos criados no país. E estes cidadãos não se beneficiaram de forma alguma de qualquer conluio com o estado. Como é que o dono de uma padaria ou de um restaurante "monopolizou essa função com a ajuda do Estado?""

Marx falava sobre a formação do trabalho assalariado como um todo (nas grandes, médias e micro empresas), não apenas sobre as grandes corporações. Pode parecer estranho, mas até mesmo as microempresas se beneficiam indiretamente da intervenção Estatal, relativo à aqueles que estão abaixo delas. Por exemplo: O sistema monetário monopolizado que temos hoje torna o empreendedorismo mais difícil para todos, diminuindo a competição econômica em geral. Isso beneficia as grandes corporações principalmente (diminuindo a competições que sofrem das empresas menores), mas também beneficia as micro e médias empresas já estabelecidas (diminuindo a competição que sofreriam com mais micro-empresas presentes). Outro exemplo: Quando o Estado distorce o mercado de trabalho para aumentar o poder de barganha do Capitalista sobre o Trabalhador no geral, isso beneficia principalmente as grande corporação, mas também beneficia o dono da padaria.

O FAQ Anarquista, apesar de ter muitos erros e ser escrito primáriamente por Anarco-Comunistas, explica isso melhor do que eu:
"So they contrast "bad" business people (who took state aid) and "good" ones (who did not). Thus Rothbard's comment that Marxists have "made no particular distinction between 'bourgeoisie' who made use of the state, and bourgeoisie who acted on the free market." [The Ethics of Liberty, p. 72] But such an argument is nonsense as it ignores the fact that the "free market" is a network (and defined by the state by the property rights it enforces). This means that state intervention in one part of the economy will have ramifications in other parts, particularly if the state action in question is the expropriation and/or protection of productive resources (land and workplaces) or the skewing of the labour market in favour of the bosses. In other words, the individualistic perspective of "anarcho"-capitalism blinds its proponents to the obvious collective nature of working class exploitation and oppression which flows from the collective and interconnected nature of production and investment in any real economy. State action supported by sectors of the capitalist class has, to use economic jargon, positive externalities for the rest. They, in general, benefit from it as a class just as working class people suffers from it collectively as it limits their available choices to those desired by their economic and political masters (usually the same people). As such, the right-"libertarian" fails to understand the class basis of state intervention.

For example, the owners of the American steel and other companies who grew rich and their companies big behind protectionist walls were obviously "bad" bourgeoisie. But were the bourgeoisie who supplied the steel companies with coal, machinery, food, "defence" and so on not also benefiting from state action? And the suppliers of the luxury goods to the wealthy steel company owners, did they not benefit from state action? Or the suppliers of commodities to the workers that laboured in the steel factories that the tariffs made possible, did they not benefit? And the suppliers to these suppliers? And the suppliers to these suppliers? Did not the users of technology first introduced into industry by companies protected by state orders also not benefit? Did not the capitalists who had a large pool of landless working class people to select from benefit from the "land monopoly" even though they may not have, unlike other capitalists, directly advocated it? It increased the pool of wage labour for all capitalists and increased their bargaining position/power in the labour market at the expense of the working class. In other words, such a policy helped maintain capitalist market power, irrespective of whether individual capitalists encouraged politicians to vote to create/maintain it."


"Ora, se estes trabalhadores expropriarem seus patrões porque seus patrões se utilizam do estado para explorá-los, eles certamente estariam agindo contra seus próprios interesses. Por que fariam isso se seus patrões são os mais generosos em termos de salário? Não faz sentido seu raciocínio."

Esse não é meu raciocínio, é o raciocínio de Marx, que eu rejeito. Creio que Marx acertou em algumas coisas, mas era um pensador inconsistente no final das contas, e rejeito a ideia da estatização, centralização e planificação da economia como sendo um passo positivo para a humanidade. Defendo o livre-mercado como a forma mais justa e eficiente de organizar o comércio. Estou apenas tentando explicar um aspecto da crítica Socialista ao trabalho assalariado que creio que Rothbardianos não entendem completamente, e que Benjamin Tucker compreendeu.

"Por fim, por que os trabalhadores que não querem ser "explorados" e que querem assumir o controle dos meios de produção não criam cooperativas? Absolutamente nada os impede de fazer isso."

Mas é claro que algo os impede, o Estado. A intervenção Estatal na economia visa a centralização do poder econômico nas mãos daqueles ligados ao Estado, e também visa remover instituições co-operativas e alternativas do mercado, protegendo instituições tradicionais da concorrência. O exemplo mais direto que posso imaginar é o bloqueio Estatal às "credit unions".

Credit unions são pequenos bancos sem fins lucrativos que visam dar ajuda mútua aos seus membros. A maioria dos modelos co-operativos de empresas necessitam de uma credit union interna para funcionar (Para um trabalhador entrar nelas, ele precisa comprar ações na empresa, e o credit union interno auxilia nesse processo. As empresas co-operativas Mondrágon na Espanha por exemplo são dependentes de sua credit union interna). E pasme: Nos EUA, credit unions são ainda mais regulamentadas do que bancos tradicionais, existe muita regulamentação na indústria financeira Americana que praticamente forçam qualquer instituição a ser um banco tradicionais, não reconhecendo instituições alternativas legalmente. Os banqueiros se beneficiam dessas leis que forçam todos os outros a serem como eles, pois isso diminui a competição de arranjos alternativos. Em muitos países empresas co-operativas não são nem reconhecidas por lei, apenas o trabalho assalariado é regulamentado (e logo, permitido) pelo Estado.

E a concentração econômica geral criada pelo Estado dificulta a formação de co-operativas. Elas são mais eficientes quando pequenas e médias empresas predominam no mercado (como elas tem um menor incentivo a se expandir), quando o Estado favorece a centralização do poder econômico nas mãos de gigantescos oligopólios subsidiando seus custos e as protegendo da competição, empresas co-operativas acabam desavantajadas pela intervenção e não conseguem competir.

Responder
Juno 18/04/2013 12:20:14

"Marx, no famoso vigésimo quarto capítulo do primeiro volume de seu Kapital, intitulado 'A Chamada Acumulação Original', fornece uma descrição histórica da emergência do capitalismo que aponta que muitas, ou mesmo que a maior parte, das propriedades capitalistas são resultado de saques, anexações e conquistas. Similarmente, no capítulo 25, sobre a "Moderna Teoria do Colonialismo", o papel da força e da violência na exportação do capitalismo ao que — como diríamos hoje em dia — Terceiro Mundo é fortemente enfatizado. Admitidamente, tudo isso é geralmente correto, e assim não pode haver disputa na rotulação desse capitalismo como explorador. Mas se deve estar atento ao fato de que aqui Marx está executando um truque. -->Ao fazer investigações históricas e instigar a indignação do leitor quanto às brutalidades subjacentes à formação de muitas fortunas capitalistas, ele põe de lado a questão que tinha em mãos, evitando o fato de que sua tese é na verdade inteiramente diferente: a saber, que mesmo sob um capitalismo 'limpo', por assim dizer, i.e., sob um sistema no qual a apropriação original do capital foi resultado de nada mais que homesteading, trabalho e poupança, o capitalista que contratou o trabalho para empregar com seu capital estaria mesmo assim envolvido em exploração. De fato, Marx considerava a prova desta tese como sua mais importante contribuição à análise econômica.<--"

Esse é um trecho de um ótimo paper do Hans-Hermann Hoppe, "Marxist and Austrian Class Analysis". Você pode encontrar uma versão traduzida aqui: libertyzine.blogspot.com.br/2007/02/anlise-de-classe-marxista-e-austraca.html

Responder
Ricardo 18/04/2013 12:56:56

Esse artigo está traduzido neste site:

A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca

Responder
anônimo 18/04/2013 07:36:33

Não é exatamente marxismo mas tem a ver com o calculo economico:
'However, we overcome the limitations of Central Planning in an RBE by making use of the survey system, in which planning is not centralized; it is actually dispersed throughout the entire population. By having economic decisions made at the level of each individual, we greatly reduce the complexity that the 'planners' (the members of the population) have to deal with. Each person has access to the information necessary to make their own economic decisions (the person's own consumption habits). This information is then sent to and processed by the Global Databases, which are themselves distributed networks. Since the population has already done much of the work of 'planning', the Databases are responsible simply for execution of the plan; a purely algorithmic task based on rules of priority (as we discussed in the previous section), which is precisely what computers excel at. A system in which the population is in direct control of their economic lives has been called a Participatory Economy (or Parecon, for short). This kind of system offers an alternative to the Market system, while overcoming the informational disconnect that plagues a Centrally Planned system.

Logically speaking, it is only because of the invention of the Internet that this kind of system is even possible; an invention which would have been difficult for the economists of the early 20th century to predict.'
thezeitgeistmovementforum.org/resource-based-natural-law-economy/268-economists-have-already-proven-idea-rbe-cannot-work.html

Responder
Eduardo 18/04/2013 20:21:21

O problema do cálculo econômico não é um problema com o volume de informação a ser processado, é um problema sobre a existência de bens capitais como objetos de comércio que possam ser ser comparados. Sem um mercado para comparar bens capitais heterogêneos e obter preços sobre eles, não seria possível obter as informações necessárias para os algoritmos dos planificadores, e o sistema "Parecon" iria falhar.

O problema do cálculo econômico não tem relação com algoritmos e computadores, ele lida com a existência ou não de um meio para comparar bens heterogêneos. É um problema sobre a própria existência de informação, não sobre o processamento de informação existente.

Responder
Leonardo 19/04/2013 00:31:56

Caros,

Então pelo motivo do Capitalista ter tido a ideia, ou ser o mentor do negócio, ele tem o direito de ganhar muito mais do que os trabalhadores na linha de produção ? Por exemplo, sou desenvolvedor de software, e meu chefe trabalha apenas coordenando, mas quem realmente faz acontecer sou eu, por qual motivo devo ser apenas um "terceiro" nesta cadeia de produção ? Sendo que se ele se ausentar eu termino o produto, mas se for ao contrário o sistema não sairá do papel.
Concordo que existam grandes empreendedores, que realmente fazem com que seus funcionários cresçam junto com seu negócio. Porém, se não há exploração, porque existe tanta desigualdade ?

Responder
Douglas 19/04/2013 00:59:07

Se você é tão bom e se sente injustiçado, por que você não utiliza seu capital para abrir a própria firma ou para empreender por conta própria? Ou por que você não pede um empréstimo para fazer isso? Os juros nunca estiveram tão baixos...

Se você não quer fazer nada disso, então é porque você sabe que é melhor e mais cômodo utilizar os equipamentos adquiridos com o capital de um terceiro (seu chefe). Se não fosse ele, se ele não tivesse investido e adquirido todos os bens de capital com os quais você trabalha, você simplesmente nem teria salário. O seu chefe, que é essa pessoa em quem você está cuspindo, é simplesmente o cara que correu riscos, que investiu em algo incerto, e que, por causa disso, tornou possível você ter um salário.

E o fato de você não querer se dar ao trabalho de empreender mostra que você ainda acha mais cômoda a atual situação de empregado, que é bem menos arriscada.

Responder
Leonardo 19/04/2013 01:28:54

Concordo em partes contigo. Mas por favor, não seja ingênuo em acreditar que o Chefe é aquele cara que se arrisca, que deu cara á tapa, o herói. Claro, existe muitos desses, que realmente foram geniais, como FORD, Jobs, etc, mas não generalize, pois toda generalização é equivocada. Mas também á aqueles que aproveitam da situação miserável de alguns para lucrar, devido a isso, em pelo séc XXI ainda temos trabalho escravo em lavouras e carvoarias, por exemplo.
Realmente eu poderia pegar o meu capital acumulado e me arriscar no próprio negócio, porém, pensando em um todo, como seria se do dia para noite todos os assalariados virassem patrões ? Como seria um mundo com vários Caciques para poucos índios ? Opa, acho que a conta não fecha, sendo assim, para o sistema funcionar é necessário que existam os assalariados, tirando assim a justiça do jogo.
Do mesmo modo que existem "Xiitas" Marxistas, que não enxergam que acúmulo de Capital propiciou a energia para desenvolver nosso mundo, também não podemos ficar cegos e esquecer dos problemas que o Capitalismo tem, acredito que a mistura desses dois sistemas pode gerar algo bom, a social democracia é algo que acredito muito, pois não tira a propriedade privada, porém oferece subsídios para população, resta solucionar os problemas que pode causar devido ao endividamento do Estado perante o pagamento desses subsídios.

Responder
Douglas 19/04/2013 02:14:13

"Mas por favor, não seja ingênuo em acreditar que o Chefe é aquele cara que se arrisca, que deu cara á tapa, o herói."

Se o chefe é um mero contratado, tipo um administrador, então não. Agora, se o chefe é o empreendedor que se arriscou e imobilizou seu capital no negócio, então sim. Se você acha que eu estou enganado, prove. Utilize argumentos racionais, e não emotivos. Apenas pedir por favor para eu não pensar assim não configura argumento nenhum.

"mas não generalize, pois toda generalização é equivocada."

E essa sua generalização. Ela também é equivocada ou você é um gênio que descobriu uma generalização que não é equivocada?

"Mas também á aqueles que aproveitam da situação miserável de alguns para lucrar, devido a isso, em pelo séc XXI ainda temos trabalho escravo em lavouras e carvoarias, por exemplo."

Trabalho escravo significa pessoas trabalhando obrigadas, contra a própria vontade, sem a opção de poder sair dali e sem receber absolutamente nada em troca. Isso ocorre hoje em dia? Mande-me um link de um cenário que satisfaça estes requisitos. Caso não o faça, você terá mentido.

"Realmente eu poderia pegar o meu capital acumulado e me arriscar no próprio negócio, porém, pensando em um todo, como seria se do dia para noite todos os assalariados virassem patrões ? Como seria um mundo com vários Caciques para poucos índios? Opa, acho que a conta não fecha, sendo assim, para o sistema funcionar é necessário que existam os assalariados, tirando assim a justiça do jogo."

Isso é uma desculpinha pra lá de esfarrapada. "Ah, eu não vou fazer isso não, porque se todo fizesse, daria errado". Ué, se todo mundo se arriscasse no próprio negócio, teríamos uma sociedade de produtores e empreendedores autônomos, o sonho de todos aqueles que não querem ter um patrão. Por que você acha que isso seria ruim? Incoerência.

"Do mesmo modo que existem "Xiitas" Marxistas, que não enxergam que acúmulo de Capital propiciou a energia para desenvolver nosso mundo, também não podemos ficar cegos e esquecer dos problemas que o Capitalismo tem, acredito que a mistura desses dois sistemas pode gerar algo bom, a social democracia é algo que acredito muito, pois não tira a propriedade privada, porém oferece subsídios para população, resta solucionar os problemas que pode causar devido ao endividamento do Estado perante o pagamento desses subsídios."

A social-democracia não tira a propriedade privada?! Impostos são o quê? Regulamentações que impõem que determinados meios de produção devem produzir determinados bens a determinados preços é o quê? Os subsídios que você defendem foram espoliados de quem? Se alguém ganha subsídio, então alguém teve sua propriedade confiscada para ser repassada como subsídios.

Leia mais textos deste site; você descobrirá o tamanho do autoengano em que você vive. Isso aconteceu comigo. Em menos de três meses eu realmente passei a entender o mundo e saí da Matrix.

Responder
Eduardo 19/04/2013 02:24:43

"porém, pensando em um todo, como seria se do dia para noite todos os assalariados virassem patrões ? Como seria um mundo com vários Caciques para poucos índios ? Opa, acho que a conta não fecha, sendo assim, para o sistema funcionar é necessário que existam os assalariados, tirando assim a justiça do jogo."

Isso não é tão impossível quanto parece, basta o modelo de Autogestão se tornar a norma no mercado. Autogestão não é incompatível com o livre-mercado e com a propriedade privada, e é um modelo de firma relativamente igualitário onde todos são donos de seus próprios meios de produção e tem mais liberdade criativa. Um exemplo de uma firma autogerida de sucesso é a cooperativa Mondrágon.

A Social-Democracia por outro lado é apenas uma forma de intervenção que beneficia apenas ao Estado e os amigos-do-rei, e força a população a se tornar dependente do Estado.

Responder
Raizsani Oliveira De Medeiros 16/06/2013 02:50:59

La'' valeur ajoutée'' avec Marx a permis au monde de voir le capitalisme autrement.

Responder
Marcelo Werlang de Assis 16/06/2013 03:52:00

Salut, Raizsani!

De fato, a "mais-valia" de Marx permitiu que o mundo visse o capitalismo de outra maneira: DE UMA MANEIRA PIOR...

Bonne nuit!

Responder
Neto 19/04/2013 10:21:32

'Como seria um mundo com vários Caciques para poucos índios ?'

Sería um mundo onde os poucos índios ganhariam muito mais. Qual o problema, não é isso que a esquerda quer?

Responder
Sentir 06/07/2013 05:05:21

Um pouco fora da questão central do debate, mas eu não poderia deixar de comentar o seguinte: Ao amigo aí que questionou a existência de trabalho escravo nos dias de hoje, cumprindo até os requisitos que ele mesmo citou, eu recomendo uma pesquisa básica no Google sobre o tema, em vez de "pedir o link". Parece ter uma base real a frase que diz que "ao indivíduo que não padece o sofrimento do outro é apenas um fantasma".

Responder
anônimo 06/07/2013 14:26:01

Trabalho escravo significa pessoas trabalhando obrigadas, contra a própria vontade (sendo chicoteadas), sem a opção de poder sair dali (amarradas) e sem receber absolutamente nada em troca. Isso ocorre hoje em dia?

Procurei no Google sobre isso no Brasil e não achei nada de concreto. Aliás, se eu achasse, a coisa ficaria feia para os defensores do estado: afinal, se o estado existe para "nos proteger", mas permite a existência de algo como a escravidão, então ele fracassou por completo.

Responder
Lucas Amaro 06/07/2013 18:15:47

O mais próximo de trabalho escravo que temos aqui no Brasil corresponde ao serviço militar obrigatório, que ainda persiste em algumas cidades, infelizmente.

Nos dias de hoje, eles não utilizam chicoteadas para forçar alguém a fazer algo, mas apenas a coerção básica que o Estado utiliza em outros segmentos da sociedade também, como os impostos, por exemplo. Se você não pagar seus impostos não irá se chicoteado, mas será preso.

No serviço militar, desobedecendo as determinações a você impostas, ocorrerá algo análogo à prisão, em que você ficará (ainda mais) privado de sua liberdade e simplesmente, sem mais nem menos, não irá embora da unidade militar a partir do momento em que sua punição sair - sem qualquer tipo de aviso prévio ou algo do tipo - ou então ir para a prisão da unidade propriamente dita. Digo isso tudo por experiência própria.

Lembrando que tudo isso é arquitetado pelo próprio Estado, aquele que, justamente ele, nos protegeria da escravidão que poderia surgir em um ambiente de mercado desregulamentado e livre. Haja paciência!

Responder
Renato Souza 06/07/2013 15:21:43

É até possível que exista ALGUM trabalhador REALMENTE escravo em algum rincão onde Judas perdeu as meias.

Mas você deveria saber que no Brasil existe uma jabuticaba chamada "condições análogas à escravidão", que significa apenas, a critério exclusivo do fiscal, descumprimento de qualquer uma entre centenas de normas do ministério do trabalho. O fiscal puxa uma trena, percebe que uma janela deveria estar dez centímetros mais para lá, e pronto, o proprietário se tornou um escravocrata. É claro que contribuições de campanha para o PT ou propinas para o fiscal transformam o proprietário novamente num cidadão cumpridor da lei...

O escravismo que existe de verdade é o sexual, com mulheres e crianças sendo seqüestradas e vendidas. Mas isso acontece com apoio de altos funcionários de confiança do governo, isto é funcionários indicados pelos partidos no poder.

Responder
max 17/02/2014 01:29:18

O capitalista só começa um negocio porque tem gente para consumir. Ele não está salvando alguém com o seu emprego. Se tivesse , daria emprego para quem quer que fosse, sem distinção, sem exclusão. O ser humano é excluído em nome do lucro e do acumulo de capital. Esta é outra forma de exploração. O fator humano tem que ser mais importante que o acumulo de capital.

Responder
Leandro 17/02/2014 02:59:51

"O capitalista só começa um negocio porque tem gente para consumir."

Correto. Afinal, se ele começasse um empreendimento já sabendo que ninguém irá consumir o seu produto, ele não apenas estaria desperdiçando capital e recursos escassos, como também estaria sendo inacreditavelmente burro.

"Ele não está salvando alguém com o seu emprego."

Obviamente que está. Ao buscar o lucro, ele acaba criando empregos para pessoas. E, ao fazer isso, ele está provendo estas pessoas com meios de se sustentarem. Sem esse capitalista, essas pessoas simplesmente não teriam empregos e, consequentemente, não teriam como se sustentarem. A menos que você, generoso que é, se apresentasse para o serviço.

"Se tivesse , daria emprego para quem quer que fosse, sem distinção, sem exclusão."

Em primeiro lugar, é impossível dar empregos para "quem quer que fosse". Apenas completos ignorantes, pessoas que não possuem a mais mínima noção de escassez, crêem ser possível empregar e remunerar pessoas que não executam absolutamente nenhum serviço produtivo. Se você contratar pessoas que não irão lhe trazer beneficio algum, você simplesmente estará queimando seu capital e desperdiçando recursos escassos. Você empobrecerá, perderá tudo e, no final, será mais um pobre no mundo. No final, você apenas destruiu riqueza, consumiu bens escassos e aumentou a pobreza. Você fez um desserviço ao mundo.

De resto, isso que você recomendou se chama 'caridade'. As igrejas faziam isso muito bem, até que vocês esquerdistas começaram a dizer que a caridade era função do estado, e não de entidades privadas.

"O ser humano é excluído em nome do lucro e do acumulo de capital. Esta é outra forma de exploração."

Totalmente errado. É justamente a busca pelo lucro o que gera empregos, e é justamente o acúmulo de capital o que permite o surgimento de empregos com remuneração cada vez maior.

"O fator humano tem que ser mais importante que o acumulo de capital"

Sem acúmulo de capital, não há fator humano algum que possa operar o milagre de prover e sustentar a todos.


P.S.1: será que você seria capaz de apresentar ao menos um argumento lógico e racional contra o artigo.

P.S.:2: será que você seria capaz de apresentar ao menos uma frase que não seja um lugar-comum?

Por fim, recomendo urgentemente este artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1379

Responder
Marcos 17/02/2014 06:25:54

"Obviamente que está. Ao buscar o lucro, ele acaba criando empregos para pessoas. E, ao fazer isso, ele está provendo estas pessoas com meios de se sustentarem. Sem esse capitalista, essas pessoas simplesmente não teriam empregos e, consequentemente, não teriam como se sustentarem. A menos que você, generoso que é, se apresentasse para o serviço."

E sem os senhores de escravos, não haveria os engenhos de cana-de-açúcar no Brasil Colônia.

Antes de replicar, pense um pouco: a relação de trabalho entre burguês-proletário é diferente, mas a propriedade do meio de produção não. Basta comparar o antigo senhor engenho que tinha um monte de escravos com o usineiro moderno que tem um monte de trabalhadores trabalhando na fazenda de cana-de-açúcar dele. Não muda quase nada. A relação de trabalho uda, mas da mesma forma que o antigo senhor de engenho era o proprietário do engenho, o atual usineiro é propriedade de Usina de Cana-de-Açúcar.

Quanse comparamos o capitalismo com a escravidão, não estamos dizendo que TUDO é igual. Estamos dizendo da mesma forma que o antigo proprietário de escravo era o proprietário do meios de produção (no caso do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar), o atual burguês capitalista também o é (só pra comparar, o atual usineiro detentor da Usina de cana-de-açúcar).

Responder
Leandro 17/02/2014 14:31:05

"E sem os senhores de escravos, não haveria os engenhos de cana-de-açúcar no Brasil Colônia."

Ou seja, se a escravidão não tivesse ocorrido no mundo, jamais haveria açúcar e nem algodão. Brilhante.

"Antes de replicar, pense um pouco: a relação de trabalho entre burguês-proletário é diferente, mas a propriedade do meio de produção não. Basta comparar o antigo senhor engenho que tinha um monte de escravos com o usineiro moderno que tem um monte de trabalhadores trabalhando na fazenda de cana-de-açúcar dele. Não muda quase nada."

Isso foi ironia, né? Ambas as relações mudaram.

Durante a escravidão, o proletário era proibido de ser dono dos meios de produção. Atualmente, absolutamente nada impede isso. Proletários são totalmente livres para formarem cooperativas e -- utilizando os próprios fundos ou pedindo empréstimos -- adquirirem meios de produção.

Antes, o senhor de engenho tinha trabalho escravo. Hoje, o usineiro tem mão-de-obra assalariada. Mudou tudo.

"A relação de trabalho muda, mas da mesma forma que o antigo senhor de engenho era o proprietário do engenho, o atual usineiro é propriedade de Usina de Cana-de-Açúcar."

Jura? Essa é uma descoberta digna de ser analisada pela Royal Society e Londres.

Quem é o proprietário da sua geladeira, você ou a sua empregada doméstica?

"da mesma forma que o antigo proprietário de escravo era o proprietário do meios de produção (no caso do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar), o atual burguês capitalista também o é (só pra comparar, o atual usineiro detentor da Usina de cana-de-açúcar)"

Frase errada. Eis a frase correta:

Ao contrário do que ocorria na época da escravidão, o proletariado hoje não apenas é assalariado como também é livre para ser o proprietário dos meios de produção, o que os iguala em direitos aos burgueses capitalistas.

Responder
anônimo 17/02/2014 15:59:48

"Durante a escravidão, o proletário era proibido de ser dono dos meios de produção. Atualmente, absolutamente nada impede isso. Proletários são totalmente livres para formarem cooperativas e -- utilizando os próprios fundos ou pedindo empréstimos -- adquirirem meios de produção."

Podia sim. No livre Guia Politicamente Incorreto da Historia do Brasil, Leandro Narloch cita o caso de um escravo que se torou um mega traficante de escravos.

Responder
Marcos 17/02/2014 18:17:53

"Proletários são totalmente livres para formarem cooperativas e -- utilizando os próprios fundos ou pedindo empréstimos -- adquirirem meios de produção.

Antes, o senhor de engenho tinha trabalho escravo. Hoje, o usineiro tem mão-de-obra assalariada. Mudou tudo."


Explique: como os trabalhadores que trabalham no corte de cana, recebendo um salário tão irrisório,vão formar cooperativas?

Responder
Leandro 17/02/2014 18:47:07

Para começar, eles podem contar com a sua prestimosa ajuda. Você certamente já está trabalhando na criação de um grupo filantrópico voltado para fazer doações a cortadores de cana. Você certamente está fazendo campanha para arrecadar fundos que serão doados a eles. Certo? Com as redes sociais, isso é bem fácil de ser feito. Não me deixe pensar que você é incoerente ou que você só fala as coisas da boca pra fora, fazendo o chamado "ativismo de sofá".

Assim, com a sua ajuda, com a doação de vários outros ativistas caridosos como você, e com uma poupança própria, eles podem se associar e montar suas cooperativas. Isso é totalmente válido e legal. Não era na época da escravidão.

E aí? A quantas anda a arrecadação? Por gentileza, coloque aqui o link do website que você certamente já criou para ajudá-los. Tenho certeza de que vários leitores aqui irão cooperar de muito bom grado.

Responder
Marcos 19/02/2014 15:59:33

Mas este argumento poderia ser usado pelos apologistas da escravidão contra os abolicionistas. Veja bem: O abolicionista denunciava a escravidão, o apologista da escravidão poderia dizer: "tá acha injusta a situação dos escravos. Então crie uma associação filsântrica para fazer doações para os escravos, para estes conseguir sua alforria".

Responder
Magno 19/02/2014 16:18:48

Não, cidadão. Ao dizer isso, você comprova que não entende nem sequer dos mais básicos conceitos do direito natural.

A escravidão -- que era uma lei chancelada e impingida pelo estado -- representava uma clara violação do direito do escravo de ser dono do próprio corpo. O sujeito não tinha nem sequer a liberdade de não fazer nada; ele era obrigado a trabalhar e a seguir ordens de um senhor de engenho. Era principalmente contra isso que os abolicionistas lutavam.

Hoje, ninguém é coagido a prestar servidão a ninguém. O sujeito que não quiser trabalhar e preferir morrer de inanição é livre para isso. Ele é dono do seu próprio corpo. Não há nenhum paralelo entre os cortadores de cana de hoje e os escravos de antigamente.

Por falar nisso, a quantas anda o website que o Leandro corretamente disse que você já está providenciando? Nada de resfolegar.

Responder
Rodrigo D. 19/02/2014 17:22:04

Um pessoa que não vê diferença entre trabalho livre assalariado e escravidão devia fazer tratamento. Daqui a pouco ela diz que o ser humano nunca será livre por que ele tem de comer, a gravidade tira a liberdade dele de voar.

Enfim é cada primitivismo.

Responder
Gunnar 04/03/2014 20:43:43

Rodrigo D., na verdade essa ironia com a gravidade funciona como excelente analogia à inexorabilidade das leis de mercado. Assim como as leis físicas ou naturais - nesse caso, a gravidade - , as leis de mercado independem de nossa vontade ou ideologia. De modo que, defender um sistema que respeite as leis de mercado nada mais é do que construir estruturas e máquinas (carros, edifícios, etc) considerando como premissa a existência da gravidade. Qualquer sistema que se proponha a revogar tais leis (se colocando como uma "alternativa") não passa, portanto, de um engodo. Não há alternativa à gravidade. Um avião não pode voar indefinidamente, por mais que seu piloto alegue que vai combater a gravidade. O que, por sua vez, funciona como analogia a atual política econômica do estado brasileiro, por exemplo. A irresponsabilidade fiscal é como o combustível que se queima, e, mais cedo ou mais tarde, acaba - e então vem o ajuste - ou a queda. O ajuste é inevitável, mas pode ser feito de forma responsável, aterrissando o avião, ou insistindo no "combate à gravidade", que levará invariavelmente a uma queda traumática. Posso ter falado muita bobagem, mas me parece uma analogia bastante didática, que ainda estou desenvolvendo para uso em discussões mais primárias sobre intervencionismo e mercado com pessoas (mais) leigas (do que eu).

Responder
Carlos 04/03/2014 22:54:00

Errado, Leandro. A graça está em fazer com o dinheiro dos outros. Fazer com o próprio dinheiro é apenas uma caridade qualquer. Mas forçar que todos paguem para beneficiar pessoas que pouco fizeram por merecer que é onde está a graça. Fazer um site desses só arrecadará dinheiro que estava sobrando e o dono deu de bom grado. Mas tributar a todos envolve a ação com o sacrifício genuíno que a causa merece.

Responder
Joao 11/05/2014 01:53:43

Vejamos se entendi bem o raciocínio. O empregado levaria 6 horas para produzir para si, "os alimentos e todas as necessidades de que ele precisa". Não obstante, trabalha, 8, 10, 12 horas por dia, sendo que essa diferença ALÉM das 6 horas (trabalho excedente) é um lucro imoral que deveria ser punido com pelotão de fuzilamento!

O certo era o empregado então trabalhar só 6 horas que é o tempo de sua satisfação pessoal, é isso?

Mas se é isso, porque então haveria emprego? Onde o empregador, onde o empregado? Qual a função de um empregado onde ele trabalharia só para si? Isso é empregado ou um micro empresário (no caso sem os riscos da atividade?)

Acho que sou um sujeito muito simplório. Ou então essas teorias todas são um emaranhado de construções fraseológicas rebuscadas e embaladas com papel celofane para dizer uma coisa: nada.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 27/06/2014 18:08:42


"Quem não é socialista aos 20 anos não tem coração; Quem é socialista aos 40 não tem cérebro".

A primeira afirmação é debatível, mas a segunda é bem precisa.

Se o empreendedor entregar TODO o dinheiro produzido aos funcionários, como ele vai pagar a manutenção do prédio e máquinas, a matéria-prima, os gastos com logística e assim por diante?

E o trabalho do próprio empreendedor ficaria sem pagamento?

O salário é debitado do lucro e não o contrário. E ele é apenas parte dos custos de produção.

* * *

Responder

Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  Nome
  Email   (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  Website
Digite o código:

Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.







Blog  rss Assine o RSS de Blog da Mises.org.br
  Comedimento e sobriedade
        por Helio Beltrão - 10/06/2014
  Comunicado
        por Equipe IMB - 10/06/2014
  O que fazer com a Petrobras?
        por Leandro Roque - 07/04/2014
  Mises ou Marx? O jogo
        por Fernando Chiocca - 03/04/2014

Multimídia   
  Podcast Mises Brasil
        por Bruno Garschagen - 06/01/2015
  Fraude - Explicando a grande recessão
        por Equipe IMB - 31/10/2012
veja mais...



Instituto Ludwig von Mises Brasil



contato@mises.org.br      formulário de contato           Google+
Desenvolvido por Ativata Software