Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui
por , sexta-feira, 20 de julho de 2012

versão para impressão


anatel.jpgIsso mesmo, ilimitado.  Sem truques.  Fale o quanto quiser, envie quantas mensagens quiser e navegue à vontade na internet.  E não é um "ilimitado com limites", como é o "realmente ilimitado" que o Wagner Moura está anunciando, que só vale de TIM para TIM.  Vale para qualquer operadora.  E mais: com ótima qualidade de chamadas, com sinal em toda área minimamente povoada e com um excelente atendimento ao consumidor.  Pode acreditar.  Você nunca mais ficará horas pendurado na linha com um atendente tentado cancelar uma linha ou resolver algum problema na sua conta — e, após ser passado para inúmeros setores, a ligação misteriosamente cair e você ser obrigado a recomeçar do zero.  Frustrações com ligações importantes caindo e com contas absurdas no final do mês serão coisas que remeterão à Idade da Pedra da telefonia.  Mas como?  Onde?  Calma, chegarei lá.

Cobrança por ligações e torpedos serão em breve coisa do passado.   Randall Stephenson, CEO da AT&T, declarou que, inevitavelmente, dentro de 2 anos, apenas planos de dados existirão.  Atualmente, o celular já vem sendo usado cada vez menos para ligações e torpedos e cada vez mais para dados — e a previsão é que esse uso aumente 18 vezes nos próximos 5 anos.  Para a Geração Z, crescida na era da internet, já é algo incompreensível se pagar por "torpedos".  Um torpedo corresponde a um envio de mensagem no Messenger ou no chat do Facebook, que são serviços gratuitos e usados indiscriminadamente.  Tanto é que, ano passado, uma garota de 13 anos enviou 10 mil torpedos em um mês, e recebeu uma conta de mais de R$10 mil.  A reação do pai foi destruir o telefone da filha com um martelo — mas é preciso levar em conta a absurdidade desse tipo de cobrança. 

Já é cada vez mais comum o uso de aplicativos que enviam torpedo por meio dos dados, como o Whatsapp, e aplicativos que fazem ligações telefônicas também por meio dos dados, como as versões do Skype para telefones móveis e o Google Voice, muito mais barato que o Skype.  De fato, Stephenson também declarou nesta mesma entrevista que a tecnologia para aposentar os planos de ligações e torpedos e substituí-los por planos de dados já existe — eles só não têm planos de implementá-la ainda.

Poderia repetir isso?  Como assim, uma empresa tem em mãos uma tecnologia inovadora que pode revolucionar o mercado e não tem pressa de implementá-la?  Esta empresa não quer ser a pioneira na oferta de uma inovação tecnológica, garantindo assim um mercado consumidor ávido por novas e mais baratas tecnologias?  Que morosidade é essa?  Falando em morosidade, como é que no Brasil as empresas que concorrem no mercado de telefonia estão sempre ainda mais atrasadas na oferta de novas tecnologias?  A tecnologia de dados atualmente no Brasil é a 3G, a qual já demorou três anos a mais do que a maioria dos países do mundo para chegar aqui.  Os EUA já têm o 4G há dois anos, tecnologia essa que tem previsão de implementação no Brasil só em 2014.  Com o 4G, a velocidade vai do 1 Mbps da 3G para 10 Mbps.  No Japão, a velocidade atual é de 42 Mbps, com planos para em breve chegar a 100 Mbps. 

Pelo que eu saiba, morosidade e capitalismo não combinam.  Então, o que está acontecendo nos EUA, e no Brasil com ainda mais gravidade? 

A resposta é simples: não existe capitalismo de livre mercado nestes setores, e onde a intervenção estatal é maior — no caso, o Brasil — a morosidade das empresas é maior.  No Brasil, o culpado tem um nome: Estado.  Com sua agência reguladora coercitiva, a Anatel, e com seus impostos, ele é o responsável pelo Brasil ter a tarifa de celular mais cara do mundo.[1]  E as regulamentações do governo americano são, em menor grau, as responsáveis pela morosidade das empresas telefônicas de lá. 

O que nós temos nestes setores regulamentados é uma brincadeira de capitalismo.  No Brasil, Vivo, Oi, TIM e Claro brincam de concorrência umas com as outras — concorrência capitalista, no entanto, nunca existiu.  Essas empresas são protegidas pelo governo de potenciais concorrentes, e vão empurrando com a barriga as inovações, e cobrando altíssimos preços por serviços porcos.  Todas são recordistas de reclamações no Procon.  Dado que todo mundo que está lendo esse artigo possui um celular, eu não preciso me alongar neste ponto.  O que precisa ser dito é que toda essa regulamentação e a própria existência da Anatel são desnecessárias e só existem em decorrência de argumentos caquéticos e totalmente refutados.  O economista Felipe Rosa explica magistralmente esta situação:

O argumento pró intervenção da Anatel é julgado como necessário para que se evite práticas predatórias no setor (preços exageradamente baixos) ou preços monopolísticos (alto grau de poder de mercado). Ora, preços baixos são benéficos ao consumidor e preços altos (quando não há barreiras legais a entrada e saída de concorrentes) tendem a ser expurgados do mercado no curto prazo. Logo, a regulação não faz sentido quando a competição é cataláctica.

Porém, tal característica competitiva é impedida atualmente pela Anatel que também regula a quantidade de empresas que atuam por região, assim como, proíbe a livre entrada e saída de empresas ofertantes de produtos e serviços no atacado e no varejo. Essa combinação no controle de entradas e saídas de produtos e empresas, somadas ao rígido regime tarifário imposto pela Anatel, são aspectos preponderantes para o fraco desempenho brasileiro no setor quando o comparamos ao britânico.

[...]

A Anatel ao regular a entrada e saída de empresas nas telecomunicações, está protegendo as concessionárias que possuem a outorga de ofertar o serviço em suas regiões. Tal ação garante as quatro empresas dominantes nesse segmento total e completa segurança contra a entrada de potenciais concorrentes. Essa característica de mercado proposta pela agência reguladora brasileira carteliza o mercado institucionalmente, tornando o arranjo concorrencial propício para uma política de preços altos e/ou serviços ineficientes. [Privatização Vs. Desestatização: A Escola Austríaca e o caso das telecomunicações, Universidade Federal de Santa Catarina, 2011]

Muita gente se espanta com a ideia de nenhuma regulamentação, e embora concordem com a teoria e a argumentação, a primeira reação é: "Ok, mas alguma regulamentação tem de existir".  E é aí que reside o problema, pois, como Mises demonstrou, uma intervenção no livre mercado não vai conseguir obter seus objetivos, e uma nova intervenção será necessária.  Se essa cadeia de intervencionismo não for quebrada e revertida, o resultado será o socialismo, com o governo controlando tudo, e o resultante (e inevitável) caos calculacional levando a civilização à pobreza. 

sem_sinal.jpgPor exemplo, o Brasil interveio no mercado de telefonia criando a agência reguladora Anatel, que ergueu barreiras coercitivas de entrada no setor, fechando o mercado para algumas poucas empresas privilegiadas.  Como consequência da falta de livre concorrência, as empresas começaram a apresentar uma série de problemas na prestação de serviços.  Um desses problemas foi o péssimo atendimento aos clientes.  Se o cliente não pode procurar um concorrente que o atenda bem, e capitalistas não podem entrar nesse mercado para atender melhor a estes clientes insatisfeitos, por que as empresas oligopolistas iriam se importar?  O consumidor fica sem ter para onde correr e é obrigado a continuar cliente de umas dessas empresas ruins. 

E o que o governo faz?  Em vez de abolir a intervenção inicial e liberar a concorrência no setor, ele cria uma nova intervenção, como a estapafúrdia regulamentação que define regras de atendimento ao cliente para essas empresas. Essa nova intervenção também não funcionou.  No livre mercado, a motivação das empresas para atender bem seus clientes é o lucro.  No socialismo, a motivação é o chicote estatal.  O governo passou a punir as empresas que não cumpriam suas regras de atendimento.  A cadeia de intervenção nunca foi quebrada ou revertida.  Inúmeras intervenções existem, desde a que determina preços máximos para telefones populares até estes leilões que criam reservas de mercado em regiões em que a entrada deveria ser livre.  Na página web da Anatel, existe uma compilação chamada Coleção Brasileira de Direito das Telecomunicações.  Essa coleção procura reunir tudo o que se refere à regulação de telecomunicações no Brasil.  Sugiro que dê uma olhada no Índice Mestre. Está sentado aí?  Só o Índice Mestre tem 485 páginas!!!  Vá até a letra "R" e veja quantas vezes aparece a palavra "regulamento".  São 10 páginas do Índice só com regulamentos sobre absolutamente tudo!  Assim fica provado que "concorrência" e "livre iniciativa" em telecomunicações não passam de palavras desprovidas de sentido.

E, esta semana, o governo anuncia uma nova intervenção que aproxima muito o setor de um socialismo total, como o que existia antes da privatização (a necessária desestatização nunca houve) — a Anatel decidiu suspender vendas de Claro, Oi e TIM.  Estamos a poucos passos da volta da Telebrás, tempo em que uma linha telefônica custava milhares de reais e demorava até 5 anos para ser instalada. 

Não, nenhuma regulamentação é necessária para nada.  Apenas leis contra fraude e violações da propriedade privada são necessárias.  Somente um mercado completamente livre e desimpedido pode fazer com que os preços caiam e a qualidade dos serviços prestados suba, constantemente. 

Foi o que aconteceu na Guatemala, onde um setor altamente regulado foi totalmente liberado.  Os resultados podem ser vistos neste vídeo.

"A história inicial é simples e praticamente idêntica à do Brasil, em termos proporcionais: em 1995, havia 11 milhões de habitantes no país e apenas 289 mil linhas telefônicas."  Quando as regulamentações e os monopólios estatais foram abolidos e a concorrência permitida, tudo mudou rapidamente.  "Resultado: hoje o país tem uma população de 13,5 milhões de pessoas e nada menos que 18 milhões de linhas telefônicas, móveis e fixas.  Quatro operadoras privadas disputam clientes em um ambiente de genuína livre concorrência, sem regulamentações e sem controle de preços — considerando-se o tamanho do país e sua renda per capita, trata-se de um número significante.  Conseguir uma nova linha de telefone "é tão fácil quanto comprar um cachorro-quente", a qualidade dos celulares chega a ser superior à existente em cidades como Nova York, Paris, Londres, Tóquio, e os preços por minuto são ridículos."

Deixando a qualidade de lado — entre outras coisas, os guatemaltecos já contam com o 4G — vamos comparar o preço dos planos da Claro da Guatemala com a Claro do Brasil:

   claro_brasileira.jpg

claro_guatemala.jpg

O plano de 2.500 minutos da Claro da Guatemala custa R$190,66 e o plano de 2.000 minutos da Claro do Brasil custa R$788,75.  Preciso dizer mais alguma coisa?

"Precisa, você prometeu contar como conseguir celular ilimitado e de qualidade por apenas R$30 mensais."  Pois bem, vamos a isso.  Acima, foi demonstrado como o livre mercado na Guatemala pôde avançar nessa direção em poucos anos.  O próprio Brasil teve um avanço tremendo na redução de preços e aumento da qualidade com a privatização do setor, mas, graças à Anatel, não pôde avançar tanto e agora esta regredindo com o intervencionismo, que está levando novamente o setor de telefonia ao caos da estatização.  A Guatemala ainda não chegou nos R$30 ilimitados, mas se a concorrência continuar livre, e com novas tecnologias de dados sendo implementadas, em muito pouco tempo ela estará lá.  Mesmo com tantas intervenções, o capitalismo consegue oferecer produtos e serviços cada vez melhores, e podemos apenas imaginar as maravilhas que poderíamos estar desfrutando se não fossem as intervenções estatais no livre mercado.  E creio não ser nada fora da realidade pensar que os preços e qualidades da telefonia seriam estes que mencionei.  Como Hans-Hermann Hoppe explicou em sua mais recente entrevista:

O fato de todo o castelo de cartas da democracia ainda não ter desabado completamente é uma enorme prova do tremendo poder criativo do capitalismo, mesmo em meio aos crescentes obstáculos e estrangulamentos criados pelo governo.  E este fato também nos leva a imaginar todos os 'milagres' econômicos que seriam possíveis caso tivéssemos um capitalismo livre e desimpedido, um capitalismo não obstruído e asfixiado por todo este parasitismo, um capitalismo completamente desregulamentado e desburocratizado.

O que você deve fazer é simplesmente retirar seu consentimento quanto à existência da Anatal e de toda e qualquer regulamentação.  O governo só consegue intervir coercitivamente no setor porque conta com o apoio de uma maioria para isso, que é enganada sobre a necessidade dessas intervenções.  Infelizmente, apenas a retirada do seu consentimento não será suficiente — eu retirei o meu faz tempo, e continuo sendo assaltado todos os meses na conta de celular e recebendo serviços imprestáveis. 

Você terá de convencer sua família, seus colegas de trabalho e seus vizinhos, pois a ignorância deles é a nossa prisão.  O governo e as empresas monopolistas tentarão manter a situação inalterada o máximo de tempo que conseguirem.  Manterão os preços os mais altos possíveis e a qualidade, a menor possível, enquanto puderem se safar com essa situação, que é aceita passivamente pela maioria.  Este é o único propósito do governo, explorar ao máximo seus súditos.  Somente quando uma maioria se conscientizar e rejeitar essa exploração, exigindo o fim das agências reguladoras e de todas as regulamentações, e não tolerando nenhuma intervenção no livre mercado, é que poderemos desfrutar do máximo que a engenhosidade humana pode oferecer.



[1] Além da avalanche de regras a serem cumpridas, o estado (governos estaduais e federal) brasileiro brinda o cidadão com uma das maiores cargas tributárias em telecomunicações do mundo (mais informações aqui e aqui).  Além do mais, existem as infinitas regulamentações municipais sobre posteamento, uso do solo, regras sobre colocação de antenas etc. etc.


Eliseu Drummond, da Anatel, colaborou com este artigo.



176 comentários
Johnny Jonathan 19/07/2012 11:49:43

Adorei ao artigo, muito bom

Responder
Gustavo Sauer 19/07/2012 12:26:40

O pior é que o serviço porco das telecomunicações brasileiras é usado como "exemplo" de que a iniciativa privada "falhou" e agora precisa do governo pra fornecer qualidade e preço. Uma piada....

Responder
Vagner 19/07/2012 13:02:40

Patético isso. E como foi dito no ultimo parágrafo do artigo: "Você terá de convencer sua família, seus colegas de trabalho e seus vizinhos, pois a ignorância deles é a nossa prisão". Minha namorada eu já "converti". rs

Responder
Vagner 19/07/2012 12:47:57

Perfeito. Obrigado. Havia pedido o Leandro o artigo sobre isso. Vocês são demais. Alguns dos editores, colaboradores daqui do site costumam dar palestras? Se sim, poderiam vir a BH. A intervenção desse governo Marcio Lacerda é impressionante. Abraços.

Responder
Fernando Chiocca 19/07/2012 13:12:10

Vagener, vou dar uma palestra em BH em setembro na I Conferência Nacional EPL, junto com outros colaboradores aqui do IMB como o Fernando Ulrich, André Luiz S. C. Ramos, Filipe Celeti e Domingos Crosseti.

Responder
Francisco Alfaro 19/07/2012 13:30:21

Fernando, precisamos do pessoal do Mises.org aqui no Rio. Seria muito legal uma mesa redonda com todos os colaboradores do site, como você, Leandro, Ubiratan, etc.

Responder
Vagner 19/07/2012 13:45:26

Nossa, com certeza irei participar. Onde posso fazer minha inscrição? Não achei no site.

Responder
Bruno Vieira 19/07/2012 21:25:05

Vagner, na página inicial do site em "ADQUIRA SEU INGRESSO AGORA" ao final da página.
Neste link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGNrSVcxVWFvLTJSQ1ItcUY0WEc4T1E6MQ#gid=0

Responder
Juliano 19/07/2012 14:04:44

Um negócio legal seria fazer um Hangout público pelo Google+ com o pessoal do IMB. Seria uma oportunidade legal para os menos afortunados moradores de outras cidades de interagir.\r
\r
support.google.com/plus/bin/answer.py?hl=en&answer=2459411\r

Responder
Lucas S 09/01/2013 05:40:36

Fernando, achei um vídeo no Youtube que escancara a péssima gestão pública da telefonia. Inclusive, gostaria de te pedir para que você adicionasse o vídeo ao artigo.

Congestionamento telefônico de 1991:

www.youtube.com/watch?v=svC06mkBZGI

Responder
Bruno Almeida 18/01/2013 20:45:12

Sobre a monografia apresentada no artigo:

Além da rede estatal em unbundling, outro fator importante é que a Grã-Bretanha tem o tamanho do Estado de São Paulo. A necessidade de investimento em infra para cobrir o país todo é MUITO menor do que o Brasil.

Só a título de exemplo, precisamos de +- 4.000km de fibra optica para ligar o centro de São Paulo ao Centro de Manaus diretamente. Detalhe: passando por regiões rurais inteiras. As maiores cidades no caminho seriam Cuiabá, Ji-Paraná e Porto Velho (o cabeamento normalmente segue ladeando rodovias).

Uma ligação equivalente na Bretanha (Londres/Glasgow) corresponderia a 650km de fibra e passaria por cidades como Manchester, Birmgham, e Liverpool.

Em resumo, no Brasil, o investimento é MUITO maior e é BEM MENOS rentável. Na Inglaterra, o investimento é MUITO MENOR e MAIS RENTÁVEL.

Hoje a Anatel tem que criar concorrência artificial (ex.: Você só explora 4G em SP se atender o Norte com 3G) para atender regiões do Norte do país com o básico em telecomunicações.

Só um alienado para desconsiderar esses fatores e achar que uma empresa iria concorrer de bom grado em regiões afastadas e de difícil acesso no país sem uma regulação forte.

Tanto é que a Anatel passou 10 anos investindo esforços para massificação da oferta e agora se volta para a qualidade.

Outra coisa: a monografia peca absurdamente ao generalizar os poderes de regulação da anatel quanto ao único serviço público de telecomunicações (STFC das concessionárias) para TODO O MERCADO DE TELECOM.

Exemplo: A Anatel não regula os preços da GVT na telefonia fixa ou mesmo da Embratel na telefonia local (Autorização). A Anatel não regula preços de banda larga. Esses mercados são de livre concorrência.

Por sinal, existem mais de 3.000 empresas concorrendo com banda larga pelo brasil. A Anatel já regulamentou há anos a oferta de MVNO e ele não vingou.

O maior problema para a entrada de mais concorrentes é a necessidade de investimentos em infra no Brasil e isso livre concorrência não resolve.

Responder
Marcos 18/01/2013 21:07:08

"Só um alienado para desconsiderar esses fatores e achar que uma empresa iria concorrer de bom grado em regiões afastadas e de difícil acesso no país sem uma regulação forte."

Claro. Sob a chibata tudo funciona, né? Para melhorar os serviços, realmente nada melhor do que a coerção. "Ei, vá construir fibra ótica no meio da Amazônia se quiser explorar o mercado de São Paulo!"

Não tem como dar errado, realmente.

Ironias à parte, quem foi que determinou que alcance de celular tem de ser universal? Se eu tenho uma empresa de telefonia e não quero atender o Acre -- porque o preço estipulado pela Anatel não me é lucrativo -- por que devo ser obrigado a tal? Só porque atendo São Paulo? Entenda algo: não existe almoço grátis. Se você quer linha de celular com qualidade japonesa no meio da selva, isso custará caro. E a ANATEL não permite tamanha discriminação de preços.

O ódio que o brasileiro tem pela liberdade e pela livre iniciativa, e a paixão que ele tem pelo autoritarismo, são apavorantes.

Responder
Bruno Almeida 02/02/2013 23:13:12

O grande mago Leandro não teve a capacidade de responder. Que coisa, hein...

Responder
Leandro 04/02/2013 10:45:55

O que eu tenho a ver com isso?! Meu nome não foi citado em momento algum. Todas as perguntas feitas aqui têm obrigatoriamente de ser respondidas por mim? Aí eu não faria mais nada da vida.

Ademais, a resposta do leitor Marcos foi acurada, e eu concordo com tudo o que ele disse. Falta agora você rebater.

Responder
anônimo 04/02/2013 11:10:29

Eles acham que você é o dono do site

Responder
Lucas Sandoval 08/03/2013 12:02:30

Fernando, veja o que deve ser feito. O que você acha?

Abolir qualquer lei/regulação/restrição que burocratiza a entrada de concorrentes;

Baixar os 46% de impostos sobre a operação das operas para no máximo 8%(o ideal seria 0, mas...);

Baixar o valor do VU-M para 1 centavo. Hoje está na casa dos 35 centavos. é o maior do mundo. Por isso é comum os aparelhos de 2/3 chips no Brasil(veja bem, o estado cria uma falha e o mercado dribla);

Criar uma lei nacional pensada por especialista em telecom e urbanistas para agilizar ao máximo a instalação de antenas(e o imposto cobrado sobre antena seria 0);

A agência reguladora jamais teria o poder de regular a qualidade do serviço;

Hoje, as 4 operadoras não podem vender um aparelho com um plano pós de 2 anos. Plano de 24 meses é um dos principais fatores que influenciam o preço de 200 dólares do iPhone nos eua. Ao proibir tal, o governo brasileiro aumenta muito o preço do aparelho.(observação: nem empresa pode fazer plano de 2 anos, o máximo é 18 meses.);

Reduziria para 8% o imposto sobre qualquer smartphone/tablet/ultrabook/computadores em geral.

Permitir que iniciativas individuais(não empresas) instale fibra óptica sempre que quiserem e aonde quiserem.

Simples. Isso faria com que em 2 anos a telefonia no Brasil se pareça com a coréia do sul. O país passaria de 18% de linhas móveis pós para 90% e tanto.

O que você acha?

Responder
Fernando Chiocca 08/03/2013 16:07:48

Acho um bom começo Lucas.

E só com isso o Brasil já iria superar até o Japão em pouco tempo no que se refere a qualidade e preço de telefonia.

Responder
Lucas Sandoval 08/03/2013 23:01:58

exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/governo-prepara-investimento-de-r-100-bi-em-banda-larga

o que achou?

Responder
Malthus 08/03/2013 23:17:37

Mais uma imbecilidade do governo (com o perdão do pleonasmo). Como disse o colega acima, há várias empresas estrangeiras implorando para vir para cá, mas são proibidas por obra e graça da Anatel. Aí o governo, em vez de dar liberdade ao mercado, prefere torrar dinheiro do contribuinte para beneficiar suas empresas favoritas nesse arranjo fascista que são as parcerias público-privadas.

Óbvio que esta é a solução preferida do governo. Além de garantir uma boquinha para as empresas que fazem vultosas contribuições de campanha, ele ainda consegue dividendos eleitorais ("olha, o governo está pensando em nós!")

E ainda vai ter otário aplaudindo.

Responder
Lucas S 27/03/2013 10:11:52

Fernando, você tem conhecimento sobre a campanha banda larga para todos?(bandalagar) chefiada pelo Sérgio Amadeu(figura conhecida na esquerda. já apoiou o pt. nada confiável) Pois bem, a campanha deixa claro que "o mercado não conseguiu levar banda larga para todo mundo. o mercado falhou" Que mercado? O cartel brasileiro? fortemente regulado e taxado?(43,6% de impostos). Veja as barbaridades proferidas nos seguintes vídeos:





Antes de tudo, eles cometem o erro de dizer que a banda larga é um direito. Eu tô cansado de tentar explicar o que realmente é direito. No domingo passado, tive que dar uma aula para um aluno de direito(gente burra) sobre o que realmente é direito. O futuro parasita do estado...digo, advogado, insistia que alimento é um direito. Tentei explicar que alimento precisa ser produzido, mas o estatismo não deixa o mínimo de espaço para a inteligência.

Como o país chegou nesse ponto? Tanta gente louca proferindo as piores mentiras sempre em nome de um bem comum? INCRÍVEL.....

Responder
Leandro 27/03/2013 10:16:47

Pois é, "falha de mercado"...

Aliás, para comprovar esta "falha", segundo pesquisas do autor desta monografia, somente no período entre outubro de 2010 e junho de 2011, mais de 10 empresas estrangeiras encaminharam pedidos junto a ANATEL para operar no Brasil. Entre elas, todas as inglesas e algumas americanas.

A ANATEL, fiel à sua função de banir a concorrência e proteger as empresas já instaladas no mercado, mandou os anglo-saxões irem pastar.

Responder
Lucas S 06/04/2013 12:26:34

Leandro, onde o autor da monografia indicada disse sobre as operadoras que tentaram entrar no nosso mercado? estou lendo de novo o trabalho e não tô achando.

Responder
Leandro 06/04/2013 13:14:13

Leia o último comentário aqui mesmo desta seção.

Responder
Felipe Rosa 06/04/2013 15:31:51

Lucas S.

O que afirmei não está na monografia em função de cientificismo que academia impõe. Como eram noticias e não dados concretos como algum relatório da Anatel confirmando os pedidos de ofertantes e tal, acabei não acrescentando essas informações.

Portanto, na monografia você não vai achar. A notícia sobre os pedidos das teles inglesas eu encontrei na época em um site inglês sobre telefonia e o mercado deles. Se achar eu posto aqui ou me passe seu e-mail que vou procurar e lhe envio. Sobre as teles americanas foi aqui: www.teleco.com.br/ agora se a noticia está ainda hospedada eu não sei. Faz uma busca ali.

Abraços!!!

Responder
Lucas S 06/04/2013 16:12:42

Felipe , obrigado pela rápida resposta. vc sabe quantas dessas conseguiram de fato autorização? Sei que uma japonesa conseguiu porque só vai atender pessoa jurídica. não oferece risco ao lucro do cartel. Estou pensando em iniciar um grupo de tradução para versar um trabalho detalhado sobre a privatização na guatemala para o pt-br. O que vc acha? meu e-mail: l.vsandovall[at]gmail.com

Responder
Julio Heitor 16/07/2013 19:31:01

Caro lucas,

se voce tiver encontrado os links sobre a ANATEL ter negado os pedidos das empresas inglesas e americanas para entrarem no país, por favor envie para mim: julioheitor@hotmail.com

Responder
Lucas S 16/04/2013 04:39:41

Caro Felipe, veja:

economia.estadao.com.br/noticias/negocios-tecnologia,eua-acusam-brasil-de-protecionismo-em-leilao-de-banda-larga-de-us-40-bi,149586,0.htm

Não sei o que é pior: o fato de que o protecionismo existe mesmo ou os comentários os acéfalos. Triste...

Responder
Lucas S 06/05/2013 05:44:34

Leandro, acabo de descobrir que o João Resende foi flagrado em um jantar com uns representantes da NET. A coisa aqui no Brasil é realmente descarada:




O sub-capitalismo brasileiro é uma coisa que dá MEDO.

Responder
Lucas S 06/05/2013 08:14:11

Leandro, olha eu DE NOVO hahahaha. Quanto mais eu pesquiso, mais eu descubro quão danoso é o intervencionismo do estado no setor de telecomunicações.


"O informe também destaca 'a multiplicação de regras municipais restritivas para a instalação de antenas de celulares tem limitado em muito a expansão e melhora dos serviços móveis em muitas cidades brasileiras, objetivo público encampado pela própria União quando dos recentes leilões de radiofrequências'. A entidade criticou a falta de apoio político para a tramitação dos projetos de leis para disciplinar a cobrança de direito de passagem em rodovias e na definição de regras uniformes para a implantação de antenas, voltadas para o serviço móvel"


convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=33619&sid=8#.UYdiVopDu0w

Responder
Melanie Schwartz 27/03/2013 11:07:48

Parece brincadeira, mas o apelo ao bem comum sempre me soou tão sedutor.
Fica difícil deixar o sentimentalismo de lado e aceitar somente a lógica.

Responder
anônimo 16/04/2013 10:16:36

Melanie, difícil é entender a lógica de quem lê uma revista que dá atenção ao que diz um acéfalo como justin biber

Responder
Gabriel Miranda 19/07/2012 12:57:27

Lembro-me da época em que meus pais se separaram, há 16 anos. Quando eles estavam levantando os bens que entrariam na separação, decidiram que seria necessário vender a linha telefônica, que valia cerca de R$ 3 mil reais. Hoje, mesmo com essa privatização meia-boca promovida pelos tucanos, uma linha vale quase 100 vezes menos! E o que diziam os esquerdopatas da época? A privatização vai gerar lucro apenas para os capitalistas! Vai promover o desemprego!

Desde a Lei da Informática de 1984, é incrível a incapacidade dos brasileiros em entender o mal que o intervencionismo e o protecionismo geram para a população. Putas que nos pariram! Até quando, meu Deus?

Responder
Guilherme Traldi 19/07/2012 13:50:10

Matou a pau Chiocca!
Um mix de toda a palhaçada que estamos assistindo passivamente e em camarote climatizado. Todo mundo deveria compartilhar este texto e brigar com unhas e dentes pelo fim das regulamentações.
Bravo!

Responder
Carlos Eduardo 19/07/2012 15:18:01

Artigo simplesmente magistral. Boa, Chiocca!

Responder
andrade 19/07/2012 16:01:48

acreditem se quiserem, numa viagem a portugal este ano, à chegada ao aeroporto conclui um contrato com a vodafone, comprei um chip por vinte euros, e por uns adicionais miseros 1 euro fiz pacote para todos os países da comunidade CPLP, que o Brasil é claro tbm faz parte, escutem, leiam bem.... o preço do minuto de uma ligação de um celular de portugal... para qualquer telefone fixo em todo o território brasileiro custa 0.01 euro, isso mesmo, vc liga e conversa durante 100 minutos de portugal para o brasil por apenas 1 euro..., o pior é que uma ligação de uma operadora Oi por exemplo.... para a TIM... estando as duas pessoas do lado custa entre 2 a 5 reais por minuto... ou mais, podem verificar no site da vodafone! Simplesmente um absurdo, um roubo, isto sem falar da qualidade da ligação... 100 vezes superior.
Continuem com o excelente trabalho.
Abraços

Responder
anônimo 20/07/2012 13:38:49

É possível comprar um plano desses lá e continuar usando no Brasil?

Responder
andrade 20/07/2012 23:48:38

Bom dia, é possivel sim, e funciona sim, eu até experimentei, o problema é que quando vc usa um chip da rede móvel da vodafone de portugal e usa no brasil, passa a usar seu plano em modo roaming... e aí a coisa fica feia... caro demais o minuto! Não vale a pena. Quando desembarquei no aeroporto no brasil fiz uma ligação com esse chip, e usei meu saldo que tinha na altura... ligação não durou nem um minuto... ligação caiu na hora e saldo se derreteu! Não é interessante de jeito nenhum.
ABS

Responder
Jesus Pereira 19/07/2012 16:01:57

No setor de telefonia, acho que o buraco é mais embaixo. Recentemente estive na Europa como turista, e fora da Inglaterra me pareceu haver uma proteção brutal às empresas de telefonia. A tal ponto que quase não encontrei hotspots ou wifi abertos, mesmo no comércio (uma honrosa exceção). Tens que ter um número telefônico local até mesmo para aceder a um wifi num mcdonalds, por exemplo. Talvez seja uma questão de segurança ou controle social (terrorismo, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, pedofilia, tráfico humano), mas suspeito mesmo que seja decorrência de um setor concentrado em
poucas mãos, concentração de capital, tecnologia e poder.

Responder
Leandro 19/07/2012 16:23:17

Jesus, não sei como são essas leis na Europa, mas aqui no Brasil sei que a Anatel proíbe WiFi aberto, multando pesadamente os "infratores". Foi isso que aconteceu a um grupo de cidadãos em Teresina, como explicado neste artigo de um libertário nosso infiltrado na ANATEL:

"Para finalizar, uma notícia tragicômica. Fiscais da Anatel apreenderam os computadores e aplicaram uma multa de R$ 3.000,00 em três vizinhos na cidade de Teresina, Piauí. A infração? Os três compartilhavam acesso à internet por meio de um roteador wireless. Milhares de brasileiros fazem isso para acessar a rede e escapar dos preços altos provocados pela regulamentação e pelos altos impostos. "A internet foi dividida sem o requerimento de autorização junto à Anatel", disse o funcionário da agência à reportagem. Como vemos, ainda há um longo passado pela frente."

Ou seja, é bem provável que as agências reguladoras proíbam o comércio de ofertar WiFi gratuito porque isso seria uma "pirataria", um "uso indevido" do produto. Nunca se esqueça de você é obrigado a utilizar o monopólios das teles, e deve pagar por isso.

Grande abraço!

Responder
Camarada Friedman 19/07/2012 22:28:07

Compartilho Wifi com meu vizinho, é caro... dae dividimos.

O dia em que um parasita aparecer aqui... ahhh... vou violar o axioma da não agressão.

Responder
BSJ 20/07/2012 06:08:41

Leandro,
Sou de Teresina e soube dessa violência às pessoas que tentam fugir dos preços altos.
Uso internet a cabo da Oi Velox de 1 mega por 39 reais. Queria pegar o plano de 10 megas de 69 reais e dividir com um vizinho meu. Mas como tenho medo da patrulha desses ditadores e suas pesadas multas, acho que vou pagar a Velox de 10 megas sozinho, mesmo.
Segundo o site da ABUSAR, dividir internet não configura "crime" ou infração, conforme se depreende das normas impostas pela própria Anatel.
Mesmo assim, quem ousa dar murro em ponta de faca?

Responder
Bruno 19/07/2012 16:36:27

Eliseu, ainda não li o artigo, mas dá pra perceber que você ainda tá teclando com voz fina...

Responder
Luiz Pareto 19/07/2012 16:42:33

Bruno, chama o chefe aí! Eu não posso admitir que você seja da TELERJ, evidentemente, né?

Responder
Helio 19/07/2012 17:20:05

Luiz Pareto, momento inesquecível propiciado pelo mercado financeiro brasileiro de meados dos anos 1990. :)

Responder
Eduardo 19/07/2012 17:28:09

Muito bom!! Parabéns! Bom saber que há outros infiltrados por aí, eu trabalho na raiz de todos os males...

Responder
Eliel 19/07/2012 17:34:49

Alguem conhece a Sercomtel?
Ela só existe na imaginação dos politicopatas ansiosos por chupar recursos em seus cargos de "com-fiança"( do contribuinte lesado ).

Responder
Ewerton Alípio 19/07/2012 18:16:03

Excelente artigo. Parabéns.

E Dilma 'gostou muito' da punição da Anatel às operadoras de celular

Assim, por meio dessas regulamentações e de onerosos impostos o governo cria dificuldades e, em seguida, faz pose de campeão do consumidor, enquanto a mentalidade avessa ao mercado que grassa na mídia controlada faz o resto.

Responder
Mateus Gomes 19/07/2012 21:12:09

Perfeito, ótimo artigo, as pessoas não lembram destes detalhes quando reclamam da situação das provedoras de Telecomunicação do pais. E o engraçado é que várias pessoas pedem auxilio a Anatel através dos 'chamados'...

Responder
anônimo 19/07/2012 23:34:15

Por falar em celular, vocês viram isso:
www.youtube.com/watch?v=Im29PIwBBok

Responder
Adao 20/07/2012 04:28:40

Parabéns pelo artigo;

O triste é assitir na televisão, ver no rosto dos funcionários da Anatel e do governo a alegria ao punir as operadoras. O governo fica feliz, ganha pontos com a população. A população na sua ignorância pensa que o governo está protegendo ele de capitalistas ganânciosos.

É de doer, daqui a pouco teremos uma nova Telebrás. Já estou satisfeito com o meu celular, deixo com meus filhos para eles jogarem sai mais barato e tenho a alegria das crianças.

Abaixo o socialismo, o petismo, o parasitismo do governo.

Responder
Tiago RC 20/07/2012 04:33:51

Caramba, o tempo que passei fora do Brasil me fez perder noção de algumas coisas... plano telefônico por quase 800 reais!?!?. PQP!

Mesmo esse exemplo da Guatemala está muito caro.

Aqui na França, tenho um pacote conjunto celular + fone fixo + internet fixa + televisão. Por ~46€ (~R$113.50), tenho:
- Televisão com um monte de canais que nem vejo.
- Telefone fixo que pode ligar gratuitamente para fixos em dezenas de países do mundo, Brasil incluso.
- Internet bem rápida (consigo fazer downloads a mais de 700KB/s... um torrent de um filme com bastante seeds chega bem mais rápido do que o tempo de assistir o filme)
- Celular com acesso de dados com quota mensal de 500Mb, e comunicação de 2h inclusos (ambos os limites bem acima do meu uso normal).

E olha que a França está longe de ser um exemplo de desregulamentação ou liberdade econômica. Mas visivelmente está bem melhor que o Brasil nesse ponto.

Responder
andrade 21/07/2012 00:02:25

Eu moro na suiça e fiz plano com a empresa UPC-Cablecom, com tv (mais de 300 canais, com quase 50 canais em HD), telefone fixo gratuito para 24 países da europa, internet com velocidade de 100 Mbps em download e 7 Mbps em upload, ah, este plano não engloba celular, isso td por 75 EUR/mês. A tv vem com uma tal de mediabox que permite programar e gravar conteúdo/filmes etc em até 500GB.
ABS

Responder
anônimo 21/07/2012 17:56:32

Andrade, já que você mora na Suíça, escreva um texto. Conte mais sobre a Suíça. Inclusive, se puder, escreva um artigo sobre a Suíça para o IMB publicar... Gostaria de saber mais sobre a experiência...

Responder
andrade 24/07/2012 14:04:29

Oi caro "anónimo",

Gostaria de ter a capacidade de escrever um texto sobre a suiça que tivesse qualidade suficiente pra ter direito de publicação aqui no IMB! Sou um simples seguidor dos excelentes textos que este site nos propõe todos os dias... não tenho pretensões algumas para debater sobre economia, é claro que gosto muito, entendo um pouquinho, muito aprendi aqui, e com outros livros e publicações.
Mas o que dizer sobre a suiça a não ser que é um país que hoje por hoje tem resistido muito bem a essa crise, creio que vá também ser tocada, pois vive essencialmente das exportações de produtos e serviços com altissimo valor agregado, e isso é conseguido com a sustentação em uma educação de altissima qualidade, o nível de formação médio é altissimo, para ter uma ideia, aqui quase todo o mundo é profissional em sua área, por exemplo, um bombeiro, um pedreiro, um pintor... mecânico e outras tantas profissões mais "manuais" que não requerem tantos estudos... aqui esses profissionais se formam num curso proffissionalizante que dura quatro anos... os caras saiem de lá entendendo tudo dos materiais, das técnicas de montagem, são capazes de fazer desenhos técnicos da profissão em questão, entendem tudo de materiais amigos do ambiente, fazem orçamentos, tem conhecimento básico em gestão e por aí vai, por outro lado, a remuneração desses profissionais anda em volta de 5000 a 8000 francos, 1 CHF = 2 R$, e agora imagine a qualidade e nível de um formado em curso superior... além de as universidades (aqui as melhores são as tais de escolas politécnicas federais) que além de serem totalmente gratuitas ... trabalham muito em parceria com as empresas, fazem projetos de verdade, seus resultados...produtos são vendidos para um consumidor na ponta final.
outros aspetos em relação com o Brasil ... por exemplo a segurança, não precisa nem explicar, apesar de nestes ultimos anos ter caido um pouco, já que a suiça não faz parte da UE, mas tem o chamado "acordos bilaterais" que basicamente permite a libre circulação de bens e de pessoas entre suiça e UE, e também adotou o acordo de Schengen (que elimina as fronteiras para cidadãos da UE) e por esse motivo tem entrado muita gente dos novos países da UE vindos do leste europeu, e para uma certa franja de essas pessoas... a suiça é um paraíso, sobretudo os mal intencionados, devido à pouca filtragem/contrôle nas fronteiras, tem entrado muitos criminais... principalmente ladrões, é que aqui ainda é comum vc ir no bar e deixar seu carro aberto... às vezes até com a chave na ignição, carteira e bolsa lá dentro, mas tem vindo a mudar. A policia não estáva preparada para lidar com isso, e aos poucos está dando a volta. Mas mesmo assim, eu aqui se não quiser dormir, e se às 2 h da manhã quiser ir tomar banho no lago (agora que é verão...) posso ir numa boa... sem estresse algum, isso não tem preço (para mim). O mercado de trabalho hoje ainda está muito bom, o desmprego anda em torno de 3%, com perspetiva de crescimento do PIB neste ano em torno de 1%, o que para uma economia madura não é mau, pra mais olhando para os lados! Todo dia tem vindo aviões carregados de emigrantes de todos os países da europa pra arrumar emprego, quem tiver formação, que fale pelo menos uma lingua oficial (aqui são 3+, alemão, francês, italiano e um lugarzinho bem pequeno que fala Romanche), mas aqui é melhor falar inglês também, ajuda muito, muitas empresas lidam com mercados pelo mundo afora. Depoois um outro setor fortissimo é a finança... com a particularidade de que o "segredo bancário" fazer parte da constituição, mas aí a suiça vem perdendo pontos, com inumeros paises pedindo informações entre governos para fornecer dados de pessoas que teriam fugido ao fisco nos paises deles, mas o conselho federal (governo) vem lidando com isso caso a caso, faz acordo com USA, depois com alemanha e tal, e assim vai, eles agora ... não querem (dizem) dinheiro sujo... mas clientes que estejam em regra nos países de origem.
É isso aí... um pouco da suiça...
ABS

Responder
Augusto 21/07/2012 05:12:04

Eu fui morar na Franca em 2006 (voltei para o Brasil em 2010). Assim que aluguei um apartamento, comprei um servico de internet, telefone e TV. Naquela epoca (ha 6 anos!!) eu pagava 29 euros por mais ou menos 40 canais de TV, telefone com ligacao gratuita para qualquer fixo em mais de 100 paises, e internet de 20 megas.\r
\r
Agora estou morando no Brasil, e em dezembro de 2011 comprei um servico "similar": mais ou menos o mesmo numero de canais, telefone com uma "franquia" pre-paga (ou seja, eu pago mesmo que nao use) e com ligacoes gratis apenas locais e dentro da rede da empresa, e internet de 10 megas. Quanto eu pago por essa maravilha: 100 reais!\r
\r
(mas nao vou negar que melhorou muito desde os tempos da Embaralhatel e da Telerda)

Responder
Tulio 20/07/2012 05:47:07

Foi so eu visitar um forum sobre a tal medida da Anatel e olha o que encontrei:

"Esta ai o resultado da Privatizacao da Telebras, sabiamos que isso iria acontecer, setor privado e' assim mesmo, compra infraestrutura barata e depois nao investe o necessario pra melhrar seus produtos. So mesmo uma forte regulacao do mercado pela uma agencia e ainda assim acho que vao fazer remendos. "

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.. É rir para não chorar.

Responder
Steve Ling 20/07/2012 08:27:20

Temos ainda a "assinatura básica" que permite a Operadora ganhar sem esforço. Por que a operadora vai investir se ela consegue ganhar sem esforço?

Responder
Patrick de Lima Lopes 20/07/2012 08:37:36

Enquanto isso, no marxismo.org, discute-se como a burguesia faminta por lucros está sendo bravamente combatida por um estado que deseja boas condições de telecomunicações para todos...

Mantendo o assunto, estou tentando explicar a um amigo marxista a razão de o chicote estatal não ser apropriado ou eficiente como a ditadura dos consumidores.
Alguém poderia apontar-me a melhor forma de explicar o porque de o estado ser incapaz de manter a qualidade no setor privado e no próprio setor público?

(O código para o envio deste texto foi: PTQ6Q. Bem conveniente...)

Responder
Leandro 20/07/2012 08:49:49

Sobre o estado ser incapaz de ofertar serviços de maneira decente, há uma infinidade de artigos neste site explicando este fator. Mas dá pra resumir:

Uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira -- seus fundos, oriundos do Tesouro, não infinitos.

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais.

E há também a questão política. A gerência governamental está sempre subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba -- afinal, como dito, uma estatal não busca o lucro, não precisa se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos do mercado, não tem concorrência e não deve transparência a ninguém.

Quanto à regulação de empresas privadas, somente em um ambiente de genuína propriedade privada e livre concorrência é que a busca pelo lucro se traduz em benefícios ao consumidor. Qualquer outro arranjo que se afaste desse será inevitavelmente pior. Entregar um serviço monopolístico a alguém (como as telefônicas) e ficar regulando o preço e o modo de gestão desse serviço é algo que apenas ignorantes econômicos acham que pode dar certo. É por isso que o setor alimentício -- de alta concorrência -- funciona bem e o setor telefônico -- monopolístico -- é aquilo que todos sabem.

Os resultados de ambos esses arranjos serão sempre uma ineficiência grosseira, custos operacionais mais altos que os que ocorreriam em um ambiente de livre concorrência, e serviços de baixa qualidade. Sempre e sem exceção. Isso é teoria economia.

Abraços!

Responder
Patrick de Lima Lopes 20/07/2012 10:29:09

Ótima resposta.
Obrigado.

Responder
Rafael 20/07/2012 09:47:17

Sinceramente, se seu amigo ainda é marxismo nessa altura do campeonato é melhor desistir.

Tem gente que nasce para sofrer: deve ser do tipo que acha Cuba uma maravilha prejudicada pelos imperialistas.

Responder
Fernando Chiocca 20/07/2012 12:49:19

Responder
andrade 20/07/2012 23:52:35

Parabéns.... ficou muito bom... excelente mesmo, deveria ser visto por todo o mundo!
ABS

Responder
Fernando Chiocca 22/07/2012 22:20:49

Responder
Cássio 20/07/2012 17:28:34

Ao contrário do que os austríacos pensam, o mercado tem uma falha, sim: acreditar no governo e nas regulações.

Falha que o mercado vai corrigir. Com a ajuda dos austríacos.

Responder
Lucas 20/07/2012 17:57:55

O caso de telecomunicações não é tão simples assim. Há impedimentos tecnológicos. Os leilões são necessários para que cada operadora opere em uma banda de frequência distinta. É necessário um planejamento central ( acordado entre as operadoras).

Responder
Luis Almeida 20/07/2012 18:10:21

Sim, e a Guatemala certamente vive em uma dimensão paralela, na qual este "planejamento central" não existe e, ainda assim, as coisas incrivelmente funcionam. Quem poderia imaginar que é possível o mercado funcionar sem burocratas ditando ordens e "organizando" tudo? Deve ser um lugar fictício.

Responder
Andre Cavalcante 20/07/2012 20:30:08

Lucas,

Canalização é um problema muito simples de se resolver se, em vez de concessão, a empresa seja detentora do espectro. Assim, se aparecer algum "pirata", a justiça comum pode muito bem ser acionada, porque, neste caso, o pirata está invadindo a propriedade de outro.

Também nada impede que as empresas contratem um serviço de uma terceira responsável por essa divisão do espectro eletromagnético. Note que tal divisão acontece em nível local, uma vez que, a cada tantos quilômetros (50 para VHF/UHF, por exemplo) pode haver reaproveitamento das frequências. Então um planejamento central realmente não é necessário.

Abraços

Responder
Bruno Vieira 20/07/2012 21:43:30

Andre,

Ia responder neste mesmo sentido. E nem precisa ser austríaco para propor tal coisa, como Coase, que perguntou "Since it is generally agreed that the use of private property and the pricing system is in the public interest in other fields, why should it not also be in broadcasting?"
E conclui:
"It has been the burden of this article to show that the problems posed by the broadcasting industry do not call for any fundamental changes in the legal and economic arrangements which serve other industries. But the belief that broadcasting industry is unique and requires regulation of a kind which would be unthinkable in the other media of communication is now so firmly held as perhaps to be beyond the reach of
critical examination. The history of regulation in the broadcasting industry demonstrates the crucial importance of events in the early days of a new development in determining long-run governmental policy. It also suggests that lawyers and economists should not be so overwhelmed by the emergence of new technologies as to change the existing legal and economic system without first making quite certain that this is required."

Responder
Carlos Prado 01/01/2014 03:15:53

Há padrões criados pelo próprio mercado que os concorrentes todos preferem utilizar. Coisas como 3G, wifi, NFC, x386, USB, microSD, SATA, UHF. Para isto não é necessário uma regularização. Se a Intel cria um padrão novo de USB ela mais vai querer que outras fabriquem acessórios compatíveis. E muitos vão querer entrar como pioneiros nesse mercado de oferecer o mais novo padrão de comunicação. Como disse, não é necessário órgão algum para ditar um padrão. E não é necessário esperar boa vontade de órgão algum para desenvolver um novo; é só botar uns engenheiros para trabalhar e descobrir como melhorar o que já existe.
Nesses padrões já são planejados em que faixa de frequência se opera, pois isto define alcance, potência necessária e penetração do sinal. Além de que deve-se evitar trabalhar na frequência de outro padrão. E isto ocorre muitas vezes mundialmente, não sendo necessário um órgão local para isto. As especificações do 3G existem e o máximo que a anatel vai fazer é botar um ou outro empecilho, uma (des)necessidade, uma tarifa de licenciamento, uma restrição de um ponto mais aberto do padrão...
E o modelo de venda de faixas de frequência também é muito bom. Ao invés de fazer concessões que impedem que qualquer um entre no ramo e criam um vínculo entre governo e concessionária, que cada cidade venda a quem quiser comprar as faixas de frequências. Se alguém quiser vender, alugar ou comprar, que o faça.
Agora também permitindo que cada um crie sua rede de antenas ou mantenha seu próprio satélite, pode-se trabalhar cada qual com seu sinal criptografado e com o seu aparelhinho de recepção, como já acontece. Assim o dono do satélite ou da rede que venda um espaço para quem quiser. Já temos muitos aparelhos assim mas que funcionar por internet.

Se pudesse, eu investiria exclusivamente na internet. Com isto venderia aparelhos de VOIP, substituindo as linhas telefônicas, e aparelhos de TV por IP.

Responder
Andre Cavalcante 01/01/2014 23:43:54

Carlos,

Só para deixar claro. "Padrões" num mercado qualquer só funcionam se forem "abertos", isto é, se for possível por qualquer um, a qualquer momento, criar equipamentos e usarem aquele padrão do jeito que quiserem. Todos esses que cê citou carecem desse ponto, pois boa parte deles estão sob leis de proteção de propriedade intelectual. Em um mundo verdadeira livre, não haveria algo sobre proteção de propriedade intelectual garantida pelo estado, até porque não existiria um estado que garantisse tal coisa e as empresas poderiam, aí sim, criar e usar padrões.

Ex.: o .doc e, seu consequente .docx, por exemplo, foram "padrões" criados pela Microsoft e, por causa das patentes a eles relacionados e garantidos pelos governos, ninguém pode implementar conversores que realmente funcionem (nem por engenharia reversa). E olha que usei como exemplo padrões que, em teoria são "abertos".

Responder
Carlos Prado 02/01/2014 01:18:28

Sim, este é um problema. Existem padrões que muitos podem utilizar a vontade. Mas boa parte estão protegidas pelas leis de "propriedade" intelectual. E é algo que podemos nos questionar: se vai ser feito com meu capital, desenvolvidos por técnicos pagos por mim, com meu ferramental, porque alguém poderia me impedir só por ter pensado em fazer antes? Nem sempre o problema é engenharia reversa, há pessoas capazes de tudo, ou pelo menos aprender de tudo. Mas há este impedimento de primeiro idealizador(ou o primeiro a registrar). Imagine se tivéssemos que pagar multas por fabricar uma roda? Ou pior, o inventor do martelo e prego atazanar com uma carta patente aos que idealizassem chaves de fenda com parafuso ou rebites!

Antes de conhecer a EA, conheci os movimentos de software livre. Estas comunidades se beneficiariam muito do conhecimento aqui fornecido, pois eles não tem este conhecimento teórico para defender a causa. O máximo que eles sabem é que a lei da informática foi horrível. E eles sabem empiricamente que o modelo de software livre é bom: promove uma grande meritocracia entre os desenvolvedores; incentiva o desenvolvimento de melhores ferramentas; permite às pequenas empresas que desenvolvem sistemas que se beneficiem destas ferramentas e de técnicas desenvolvidas por outras pessoas; traz acesso a bons produtos aos que não podem pagar grandes corporações; incentiva produtos cada vez melhores; permite que estudantes e profissionais possam aprender e apreender maiores informações sobre a tecnologia e o mercado e permite que todos saibam o que estão consumindo e possam fazer o que acharem melhor com isto. Isto tudo a comunidade do software livre percebeu empiricamente e tem tentado vencer oligopólios que discordam por prejudicar o modelo de negócios deles. Muitas grandes corporações já perceberam o quão benéfico são para elas, que não detêm um estável monopólio do setor, e tem incentivado o modelo de software livre. A IBM mesmo, que já foi a maior e a imbatível da informática mas hoje poucos lembram que ela ainda existe, incentiva o modelo livre.
Não sei se já há algum artigo sobre o assunto aqui, mas seria interessante algo sobre quais as semelhanças entre a escola austríaca e o software livre. O que o pessoal cita dos benefícios do modelo eu vejo que é praticamente a mesma coisa que os austríacos acreditam para qualquer mercado. Gostaria muito que fosse coletado informação com um especialista do lado do software livre e seu depoimento fosse cruzado com a EA.

Responder
Lucas 22/07/2012 10:06:26

Eu acredito no estado mínimo. No entanto, não acredito que a desregulamentação total do setor seja viável. Vou citar um exemplo real que, na minha visão, demanda a existência de uma agência reguladora: A faixa a ser adotada para a implantação da LTE (4G) no Brasil será a de 2,5 GHz. No entanto para essa faixa o volume de investimentos é cinco vezes maior do que o necessário para projetos em 700MHz( faixa que foi adotada na maioria dos países, inclusive os EUA). A faixa de 700 MHz, que atualmente é utilizada pelas empresas de radiodifusão, e poderá ser alocada para prestação de serviços de banda larga móvel, quando a TV analógica migrar para a tecnologia de alta definição em 2016, gerando o chamado dividendo digital para as operadoras de telecomunicações. No meu ponto de vista ( e das operadoras de telefoni móvel), caberia à Anatel antecipar a liberação das frequ~encias de 700MHz já para a licitação da 4G esse ano , ação que infelizmente não foi tomada pela ag~encia reguladora. Isso deverá encarecer a aquisição de produtos 4G aos consumidores brasileiros e atrasar a implantação da rede. Outro exemplo de que a desregulamentação total não é viável foi o apagão de 2001 causado por desregulamentação do setor elétrico ( novas empresas geradoras de energia vendiam a energia pelo mesmo preço de antigas geradoras , não eram feitos os leilões para novos projetos como atualmente). Bom, eu acredito que essas ag~encia reguladores estão inchadas, pouco trabalho para muitos servidores, e que por muitas das vezes tomam decisões equivocadas, mas não vejo a desrulamentação total como solução.

Responder
Luis Almeida 22/07/2012 14:18:06

Ou seja, Lucas, você acha que não pode haver desregulamentação simplesmente porque todas as regulamentações impostas pelo estado se comprovaram um retumbante fracasso. Ou, colocando de outra forma, dado que o estado é incapaz de regular direito, isso comprova que não pode haver desregulamentação. Sua lógica é impecável. Dado que escravos nunca tiveram liberdade, então é claro que eles nunca poderão ser livres.

Quanto à "desregulamentação" do setor elétrico brasileiro, em que país exatamente você vive? Que desregulamentação é essa que cria uma agência reguladora específica para o setor, a ANEEL? Sobre o apagão, na região Sul, que foi onde houve privatização do setor de geração, não houve apagão. Óbvio. Apagão significa não geração de energia, algo que vai contra os interesses lucrativos de qualquer empresa. O sujeito tem de ser muito ignóbil para achar que empresas privadas ganham alguma coisa ao não produzirem nada. Ótimo exemplo da mentalidade estatista que nos assombra: a idéia de que todo mundo, se deixado livre, não fará nada. Só funça pensa assim.

Responder
Felipe 22/07/2012 16:16:01

"[...].Ótimo exemplo da mentalidade estatista que nos assombra: a idéia de que todo mundo, se deixado livre, não fará nada. Só funça pensa assim."

Não apenas pensa. Age assim, também.

Continuando, é muito difícil tentar convencer as pessoas da ineficácia de medidas reguladoras, pois, por mais que use argumentos sólidos e convença-a numa primeira vez, na próximas vez ela estará repetindo mantras pró-estado, mesmo que eles não façam o menor sentido. Já conversei com alguns amigos de faculdade sobre isso, profundamente e sempre ficam usando argumentos circulares ou tautologias. Infelizmente o pensamento coletivista, regulador e assistencialista, a figura do padrinho estado que protege os menos afortunados dos devoradores capitalistas persiste e se fortalece em meio a população brasileira, inclusive em meio aqueles que não são(supostamente) ignorantes.

Responder
Andre Cavalcante 23/07/2012 13:47:40

Realmente Lucas, ou você não leu, não quis ler, ou está um tanto desonesto.

Se você tivesse ao menos se dado o trabalho de entender o que escrevi acima, não teria feito esse novo comentário.

O problema da canalização só é problema porque está nas mãos da agencia reguladora. Perceba que, se uma empresa hoje detém um pedaço do espectro na faixa de 700MHz, ela poderia vender para as empresas de telefonia móvel interessadas em fazer 4G. Logo, a empresa detentora da faixa ganharia muito dinheiro, talvez com ágio, mas que compensaria para a empresa compradora justamente porque os equipamentos de 4G serão mais baratos nesta faixa, o que a faria ganhar mais lucros que suas concorrentes de outras faixas.

De novo, não há porque ter uma agência reguladora para o espectro de frequências. Note que o próprio mercado dos dispositivos móveis já faria uma "canalização" adequada, pois não compensaria inserir, num mesmo dispositivo, transmissores e receptores para faixas tão diversas, assim, um arranjo de mercado definiria quais faixas seriam usadas para quais serviços.

E, novamente, uma empresa terceira poderia ser usada para acomodar quaisquer possíveis distorções.

Responder
Daniel 22/07/2012 17:55:49

4 empresas de telefonia fazem concorrência?


Se a concorrência fosse a melhor solução os serviços das operadoras seriam de excelente qualidade e a Anatel nunca mais teria a necessidade de impor proibições às empresas...liberais e suas utopias.

Responder
Luis Almeida 22/07/2012 18:30:49

Prezado Daniel, dado que a sua regurgitada foi pra lá de dúbia, por gentileza, tenha a bondade de me esclarecer as seguintes dúvidas:

Você está surpreso quanto a haver apenas 4 operadoras de celular no Brasil? Se sim, agradeça à ANATEL. É ela quem determina quem pode e quantos podem entrar no mercado. Acha que é possível haver concorrência sob este arranjo?

Ou você está surpreso com o fato de haver 4 operadoras em um país minúsculo como a Guatemala, cuja população é do tamanho da cidade de São Paulo? Acha que isso é utópico? Acha que os baixos preços da Guatemala não são por causa desta concorrência? Quais seriam, então, as causas dos preços baixos, dado que o governo de lá não apita neste setor?

Você, ao chamar de utópico quem acredita em livre concorrência, está na verdade dizendo que entregar um serviço monopolístico a alguém e ficar regulando o preço e o modo de gestão desse serviço é algo que não apenas pode dar certo, como seria um arranjo muito superior à livre concorrência. Falta apenas dar um só exemplo de onde isso ocorra com bons resultados. Nós, liberais utópicos, já demos um exemplo prático de nossa "utopia" em ação.

Ao que você estava se referindo, afinal?


Responder
Jose 29/11/2012 10:15:06

"Ou você está surpreso com o fato de haver 4 operadoras em um país minúsculo como a Guatemala, cuja população é do tamanho da cidade de São Paulo? Acha que isso é utópico? Acha que os baixos preços da Guatemala não são por causa desta concorrência? Quais seriam, então, as causas dos preços baixos, dado que o governo de lá não apita neste setor?"\r
\r
Luiz Almeida,\r
\r
Não sou entendido em economia mas acredito que deve-se tambem levar em consideração que telefonia celular é um serviço com "custo fixo" por area de cobertura, logo uma area com 100 clientes por km quadrado fatalmente tera um preço maior que uma area com 1000 clientes por km quadrado (desconsiderando fatores comerciais). Não estou dizendo que é uma função linear, mas seu comentario desconsiderou esta questão de custo de infra estrutura.\r
Uma busca rapida no wikipedia (sei que os dados não são necessariamente atualizados/conferidos) temos:\r
Guatemala: 129 hab/km2 e renda per capita de 3.000 dolares\r
Brasil: 22 hab/km2 e renda per capta de 11.000 dolares\r
Estado de Sao Paulo: 170 hab/km2 e renda per capta de 12.000 dolares \r
Cidade de Sao Paulo: 7.000 hab/km2 e renda per capta 17.000 dolares\r
\r
Considerando apenas os paises, temos uma renda muito maior e um custo de cunho tecnico(fora impostos/corrupção) muito maior em uma operação de celular no Brazil do que na Guatemala. E como os custo dita apenas o preço minimo, teremos um provavel preço maior no Brasil simplesmente por que a renda per capta é maior no Brasil.\r
\r
Se considerarmos a cidade de Sao paulo, realmente teremos uma concorrencia feroz com provavel redução de valores de tarifas. Isso se aplica em menor grau ao estado de Sao Paulo.\r
Mas e como fica o resto do pais?\r
Você acha que haveria preços comparaveis a Guatemala no estado do Amazonas? No Para? Acho altamente improvavel. O seu argumento não se sustenta utilizando apenas o conceito de livre mercado.\r
\r

Responder
Leandro 29/11/2012 10:42:31

Prezado Jose, creio que os números que você apresentou não sustentam seu argumento. Você diz que quanto menor o número de hab/km2 maior será o preço do serviço. Ok. Mas aí, ao utilizar seus números, você está matematicamente partindo do princípio de que absolutamente toda a área brasileira necessita da cobertura de celular. Ora, isso é irrealista: há enormes regiões completamente desabitadas em todos os estados brasileiros. É só viajar de avião para comprovar este fato. O que mais se vê são montanhas, florestas e vastas áreas desabitadas. No centro-oeste e na região norte há milhares de quilômetros quadrados sem uma viva alma.

Se você levar em conta apenas as áreas habitadas -- e aqui me refiro inclusive a vilarejos entre duas grandes cidades --, garanto que a relação hab/km2 cai bastante. (Lembre-se de que apenas míseros 0,2% do território brasileiro é ocupado por cidades e infraestrutura). Tenho grandes dúvidas de que essa relação seria muito discrepante da da Guatemala.

"Mas e como fica o resto do pais? Você acha que haveria preços comparaveis a Guatemala no estado do Amazonas? No Para? Acho altamente improvavel. O seu argumento não se sustenta utilizando apenas o conceito de livre mercado."

Perdoe-me a sinceridade, mas aqui quem não entendeu o conceito de livre mercado foi você. Ora, é óbvio que o custo de uma ligação para determinadas regiões do estado do Amazonas e do Pará não pode ser igual a uma ligação para um escritório da Av. Paulista. Apenas pense nos custos para se instalar antenas em uma região e na outra. Nenhuma pessoa que genuinamente entende como funciona o mercado poderia se entregar ao disparate de dizer que os preços de todas as ligações, independentemente do destino, têm de ser iguais. Aliás, é justamente a imposição de uma igualdade de preços que afeta enormemente a qualidade dos serviços.

Responder
Felipe 22/07/2012 22:12:19

Mas é justamente a Anatel que cria reserva de mercado para serviço meia-boca. Um exemplo interessante de como regulação destrói preço e qualidade são os marceneiros de minha cidade. Os marceneiros autônomos que trabalham sem carteira assinada ganham muito mais que os marceneiros registrados, pois - TODOS os marceneiros autônomos são melhores que os marceneiros registrados. Tem marceneiro que chega a ganhar quatro mil reais por mês. O menor salário que um marceneiro autônomo ganha aqui (eu pesquisei) é dois mil e duzentos reais por mês. Dinheiro pago voluntariamente pelos seus clientes. Enquanto isso vemos marceneiros registrados ganhando no máximo mil reais por mês, embora a média seja novecentos(uns inclusive ganham salário mínimo). Analogamente, uns dos efeitos da carteira assinada que eu pude ver, é a reserva de mercado para marceneiro ruim, já que os bons não aceitam trabalhar por baixos salários.

Responder
Carlos Eduardo 22/07/2012 22:56:32

HAHAHA, e você ainda diz que é uma "necessidade" a Anatel impor proibições a essas empresas... O fato da Anatel "necessitar" impor proibições a essas empresas se deve à própria existência da sua querida agência reguladora estatal e seus burocratas parasitas. Típica mentalidade intervencionista: uma intervenção não basta, é preciso que uma seja seguida por outra, e por outra, e por mais outra, até que estejamos chafurdados no totalitarismo. A única necessidade que existe nesse caso, meu caro, é a necessidade da extinção dessa maldita agência, junto com todas as outras.

Responder
Prentice Franco 23/07/2012 06:37:08

A prática de cobrança indevida das empresas de serviço de telefonia faz com que se torne positivo para o caixa com o consentimento do judiciário pois este paga indenizações pífias aos lesados, já que constantemente sai artigos versando sobre benesses que as empresas de telefonia oferece aos desembargadores, filhos com cargos em diretoria, patrocínio de eventos, simpósios, em troca um grande acerto a olhos visto de toda a sociedade, então não é só a ANATEL responsável pelo caos que é a telefonia brasileira mas vários segmentos responsáveis pela fiscalização estão tomados pela corrupção de modo que a sociedade pague a conta.

Responder
Prentice Franco 23/07/2012 07:12:05

Forte indício de informação privilegiada e tráfico de influência nas ações da Tim, suas ações cotada na Bolsa de Valores de São Paulo no índice IBOVESPA com a sigla TIMP3 sofreram uma desvalorização de 25,58% antes do governo emitir uma nota proibindo a venda de Chips da operadora de celular.

A informação de proibição de venda de Chip foi passado 09(nove) pregões anteriores de ser divulgado para o mercado de capitais para algum player que deu ordem para vender as ações através da utilização de uma ferramenta financeira utilizada pelo mercado para obter ganhos alavancados quando se desvaloriza, tais operação apresentaram volume de 508,86% acima da média no dia 12/07 e 475,74% 13/07/12 mostrando uma movimentação atípica em relação a média histórica do volume diário das ações.

O player sabendo de uma informação que vai impactar os preço da empresa devido a queda dos lucros nos balaços utiliza para expecular os valores das ações, dias antes da informação ser divulgada pelo governo para o mercado.

Sabendo que tem a possibilidade de ganho certo na desvalorição, o investidor toma emprestado do próprio mercado uma quantidade de ações até 1/10 de seu valor, usa stock options (derivativos) , pega as ações que tem em estoque e começa a vender, short selling , imprimindo um preço abaixo do valor médio diário, os investidores que não estão sabendo da informação compra o ativo durante três dias seguidos, achando que está fazendo um bom negocio, como a pressão vendedora do ativo foi exacerbada o preço das ações sofreram uma desvalorização, brusca, nos dois dias subsequentes ao comerço da venda 11/07 e 12/07/12, o valor das ações TIMP3(Tim Partic S.A.ON) desvalorizaram 12,10% denunciando um movimento atípico no volume de 140,4 milhões e 131,3 milhões nos dois dias respectivo e uma desvalorização de 25,58% nos últimos 09 pregões.

Tais práticas especulativa já são conhecida do mercado financeiro onde informação privilegia com vazamento por integrantes do governo se torna um meio dissimulado de corrupção ainda mais quando há conivência da autarquia responsável em fiscalizar, no caso da CVM(Comissão de Valores Mobiliários), foi assim entre integrantes do Banco Central e a JBS e OGXP em agosto de 2011 onde foi aberto um procedimento investigativo e nada aconteceu, detalhe que seis meses do ocorrido o ex presidente do Banco Central Henrique Meireles foi ser presidente do conselho da empresa que foi beneficiada com suposto vasamento de informação privilegiada do Banco Central para o mercado, especulação com o Campo de Tupi onde movimentações atípicas clara nas ações da petrobras em 2007 antes da divulgação para o mercado e muitas outras modalidade de fraude financeira ocorrem no mercado Brasileiro tirando a credibilidade causando aversão aos pequenos investidores que geralmente são os maiores lesados.

Vamos vê se houve mesmo mudanças na direção da CVM ou vai continuar o mesmo do mesmo, pois a primeira aparêcia é a que ficou de um presidente que está envolvido em práticas de corrupção onde a propria altarquia que fiscaliza é presidida por ele.

Responder
Diego Kruger 23/07/2012 12:25:05

Enquanto isso:
Justiça rejeita pedido da TIM e mantém suspensão de venda de novas linhas
Juiz explica que a empresa não exerce atividade econômica livre, mas um serviço público, que é regulado
www.infomoney.com.br/minhas-financas/noticia/2503766/Justica-rejeita-pedido-TIM-mantem-suspensao-venda-novas-linhas

Responder
Hernandez Vedovatto 24/07/2012 03:27:24

Eu acredito que tenha um erro comparativo no quadro de preços da claro entre os 2 paises. A conversao moeda a moeda, tenho a impressão que seria mais realista fazer uma comparacao pelo poder de compra, PIB per capet ou salario minimo.

Responder
Leandro 24/07/2012 08:59:04

Desnecessário. Além de a paridade do poder de compra se basear no câmbio (justamente o que fez o artigo), o que interessa é que, em dólares, os preços na Guatemala são muito menores do que no Brasil. Logo, não importa qual seja o poder de compra da população. O que importa é que a realidade mostra ser possível haver, por meio da livre concorrência, serviços universais de telefonia com alta qualidade e a preços baixos. Esta é a intenção do artigo.

Responder
Leandro 25/07/2012 08:38:40

Nosso estimado colaborador André Luiz Santa Cruz Ramos manda um polido recado para a ANATEL, que simplesmente o proibiu de conversar com sua mãe.


Responder
André Luiz S. C. Ramos 15/08/2012 18:51:55

Um consumidor idiota irritado comigo pq no vídeo eu chamei os adoradores da Anatel de idiotas fez uma resposta malcriada ao meu vídeo, me mandando tomar no cu. Sobrou pro Daniel Fraga também. Kkkkkkkkkkkkk
m.youtube.com/index?desktop_uri=%2F&gl=BR#/watch?v=igjH1irA1mM

Responder
Angelo Noel 25/07/2012 10:03:21

Amém!

Responder
Tiago 29/07/2012 00:22:10

òtimo artigo, mas eu acho que quem escreve neste site, deveria saber o minimo de economia
não é o capitalismo que faz com que produtos ou serviços sejam ofertados com qualidade, mas pessoas e empresas, capitalismo é apenas um sistema economico, não é uma entidade ou instituição universal como todos imaginam

Responder
Fernando Chiocca 30/07/2012 09:52:49

Tiago, rasgue seu livrinho da Escola. O nome disso é Capitalismo.

Capitalismo - a grande invenção da humanidade

Responder
Tiago 30/07/2012 14:31:13

Não vou rasgar meus livros Fernando, ao menos que você pague para eu fazer isso
O artigo que você mostrou, é um monte de mentiras, todos os conceitos que você acredita de "capitalismo", "socialismo", "comunismo" foram criados por marxistas, mas estes conceitos já existiam muitos antes de Marx nascer, não faz sentido você seguir as ideias marxistas
Eu começo a acreditar que sou o único libertario neste site...
Uma pequena aula, para aqueles que não percebem o óbvio:

Comunismo: É chamada de comunista, toda a sociedade onde todos vivem em comum(daí vem o nome), portanto sem Estado ou classe sociais, é o caso dos Khoisan ou dos Ianomâmis(os marxista chamam isso de "comunismo primitivos", mas não faz sentido colocar este nome, já que não existe nenhum outro tipo de comunismo)

Socialismo: Socialismo é toda a teoria de sistema de governo, baseado no social(daí a origem do nome), não existe um socialismo unificado,R. Owen era um grande empresario inglês que defendia o cooperativismo, outro socialista inglês menos conhecido, foi Thomas Hodgskin que defendia o livre comercio(esta vendo como as ideias marxista que você segue não faz sentido? existia socialistas defendendo menos intervenção estatal e o livre comercio) mas erroneamente, Hodgskin chamava de capitalismo o sistema de governo no qual o governo beneficiava certos empresários(o que chamamos atualmente de "corporativismo"), Marx também é considerado como socialista, apesar de praticamente quase todos socialistas e anarquista criticassem as ideias de Marx

Capitalismo: É todo o sistema econômico que possui capital, o termo já era utilizado pelo menos desde do sec. XII na cidade de Veneza, para designar aquela configuração econômica onde ocorre troca de capital e acumulo de capital

Responder
Hay 30/07/2012 09:59:47

Você está certo. Capitalismo não é uma entidade. Tampouco é uma instituição. É simplesmente a evolução orgânica das relações de troca entre as pessoas. O sistema econômico tal qual conhecemos atualmente não tem relação com capitalismo, pois não há nada de capitalismo em moeda de curso forçado sem lastro com o monopólio da emissão nas mãos do estado. O capitalismo é justamente o que você descreveu: produtos e serviços sendo ofertados por pessoas e empresas com relações, via de regra, de benefício mútuo (pois não são impostas por ninguém).

Responder
Tiago 30/07/2012 14:18:12

" pois não há nada de capitalismo em moeda de curso forçado sem lastro com o monopólio da emissão nas mãos do estado"

Ainda é capitalismo, vocês estão confundindo liberalismo econômico com capitalismo, capitalismo é apenas um sistema econômico que surgiu de forma espontânea, é caracterizado por possuir capital, ou seja, existe a milhares de anos...Friedman já falava sobre isso, não estou sendo inovador ao mostrar que a versão marxista está errada(os marxista que dizem que o capitalismo é o liberalismo, e a maioria aqui acredita sem questionar)
Sobre monopolio de emissão do Estado, isso é politica governamental, é sistema de governo, não sistema economico, alias todas as sociedades que tem governo, são capistalista, não tem como o governo existir sem capital, você pode observar sociedades comunistas(onde todos vivem em comum), como os Khoisan, eles não tem capital
É obvio que da união Sovietica á França de Luís XIV, do Vice Reinado da Nova Espanha a atual Hong Kong, todos são capitalista, só modifica o sistema de governo
Qualquer duvida podem procurar por vocês mesmo, o surgimento do termo "capitalista" ou "capitalismo, não é algo recente e nem tem ligação com sistema de governo

Responder
Fernando Chiocca 30/07/2012 15:41:46

Perfeito Tiago!!!

União Sovietica á França de Luís XIV, do Vice Reinado da Nova Espanha a atual Hong Kong, todos são capitalista, só modifica o sistema de governo!

Agradeço sua aula e esclarecimento do significado do termo "capitalismo", que agora significa muita coisa. Termo mais preciso que esse vai ser difícil encontrar.

Quisera eu ter tido uma aula com você antes de ter escrito este artigo. Uma pena mesmo.

Só mais uma coisa; tem alguma igreja ai perto? Então vai até ela, manda chamar o padre e diga que você vai ensinar o Padre-Nosso pra ele.

Responder
Tiago 30/07/2012 16:27:30

Isso é falta de capacidade de argumentar?
Se acredita que eu estou errado, mostre onde e prove!
ao contrario de muitos aqui, pouco me importo para seus títulos, eles não necessariamente provam seus conhecimentos ou tornam você como o senhor supremo da verdade, e se for por questão de seguidores, o marxismo tem milhões e não deixa de ser uma idiotice por isso
Mas se você só aceita a opinião de pessoas conhecidas no meio acadêmico, então concorda com Kenneth Minogue? "the thing called an "economy" is essentially capitalist"


PS: Kenneth Minogue é professor da London School of Economics, colunista do The Times, um dos principais economistas liberais da atualidade(imagino que vc deve saber de tudo isso, mas falo para aqueles que não conhecem ele)

Responder
Leandro 30/07/2012 17:48:24

Prezado Tiago, você diz que capitalismo é "um sistema econômico que possui capital". Ora, qualquer sistema econômico, por definição, possui capital. Para uma comuna indígena, que você diz ser um arranjo comunista, uma madeira para fazer fogo ou para construir uma taipa é um capital.

Capital, por definição, é tudo aquilo que aumenta a produtividade e, em última instância, o padrão de vida de uma sociedade. Até mesmo uma sociedade plenamente comunista terá algum capital.

Eis agora uma boa definição de capitalismo: capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção. Pode mais detalhadamente ser caracterizado pela poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro e pela busca do lucro, pela livre concorrência e pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam.

A utilização do dinheiro como intermediador de trocas é uma das características do capitalismo, e quanto mais deturpado ou artificialmente manipulado for este meio de troca, mais artificial será o capitalismo. Ter uma agência estatal imprimindo dinheiro a bel-prazer é uma atitude que afeta qualquer arranjo capitalista. Logo, uma economia que utiliza o ouro como moeda não pode ser tão capitalista quanto uma que utiliza um papel-fiduciário sem lastro, monopolizado pelo estado e de aceitação obrigatória.

A sua definição de capitalismo é vaga e totalmente elástica. Equivale a dizer que Hong Kong e Bolívia são igualmente capitalistas.

Responder
Hay 31/07/2012 04:49:09

Ainda é capitalismo, vocês estão confundindo liberalismo econômico com capitalismo

Não, não estou confundindo liberalismo econômico com capitalismo. Só estou falando que moeda de curso forçado não é resultado do capitalismo, e nada tem a ver com capitalismo, e você mesmo dá uma definição que me permite concluir que esse sistema monetário vigente hoje em dia não é capitalista.

capitalismo é apenas um sistema econômico que surgiu de forma espontânea, é caracterizado por possuir capital, ou seja, existe a milhares de anos...

Moeda não é necessariamente um capital, é um meio de troca. Moeda não faz com que o capital surja do nada. Logo, moeda de curso forçado não é um arranjo capitalista porque não favorece a formação de capital. Assim como banco estatal usando dinheiro de impostos para favorecer amigos do governo não é capitalismo, porque não está havendo acúmulo de capital, e sim gasto do capital alheio.

Sobre monopolio de emissão do Estado, isso é politica governamental, é sistema de governo, não sistema economico,

Ué, e o monopólio de emissão do estado não é uma característica do sistema monetário e, por conseguinte, do sistema econômico? Não é somente uma característica periférica. Esse monopólio tem efeitos diretos sobre toda a estrutura de capital e sobre toda a economia!

alias todas as sociedades que tem governo, são capistalista, não tem como o governo existir sem capital, você pode observar sociedades comunistas(onde todos vivem em comum), como os Khoisan, eles não tem capital
É obvio que da união Sovietica á França de Luís XIV, do Vice Reinado da Nova Espanha a atual Hong Kong, todos são capitalista, só modifica o sistema de governo


Ok, então eu vou chamar meu cachorro de escova de dentes. Afinal, é só eu passar os pêlos do meu cachorro nos dentes. Parece absurdo? Pois é o que você está fazendo: redefinindo palavras e termos a esmo. Capitalismo depende de propriedade privada, algo inexistente na União Soviética, por exemplo.

Responder
Rob 07/08/2012 15:57:06

Aham, não estabeleça parâmetros mínimos não para ver onde vai parar. Aqui ó:\r
www1.folha.uol.com.br/mercado/1132964-tim-derruba-sinal-de-proposito-diz-anatel.shtml

Responder
Luis Almeida 07/08/2012 16:42:48

Muito bem, Rob. Você só se esqueceu de um detalhezinho bobo e insignificante: parâmetros mínimos sempre foram estipulados pela Anatel (bem como por qualquer agência reguladora). O que houve? Por que não funcionou? Não me diga que burocratas, afinal, não são tão oniscientes quanto se acham. Meu mundo vai cair.

Enquanto isso, o restaurante self-service que frequento não está sob a vigilância de nenhuma agência reguladora. E olha que ele serve comida, hein? Quer um serviço mais sério, necessário e estratégico do que esse? E, no entanto, sua qualidade só melhora. Por que será? Como você explica isso? Como pode a coisa só melhorar sem que o governo esteja estipulando "parâmetros mínimos"? Pela sua lógica, era pra eu já ter morrido de desinteria. Ou era para os preços estarem na troposfera. Por que isso não acontece? Seria o dono do restaurante um capitalista mais bonzinho do que o pessoal da TIM? Ou seria a forte concorrência do seu mercado o que o obriga a ser bom e correto?

Governo regulando empresa é como um pai mimador estipulando regras para o seu filho ao mesmo tempo que o enche de doces e lhe concede todos os privilégios. Quem sofre são os outros que convivem com essa criança, a qual sabe que será sempre protegida.

Saia do seu mundo de fadas e comece a enxergar a realidade. Restringir o mercado para poucas empresas, proibindo a concorrência, é um arranjo perfeito para se criar desmandos e desrespeito ao consumidor, que não tem um concorrente ao qual recorrer. Pare de venerar burocratas e, já que você odeia empresários, defenda aquele regime de mercado em que eles estão sob o comando dos mais severos seres humanos: os consumidores.

Responder
Carlos Prado 01/01/2014 03:48:27

Claro que o dono do restaurante vai parar em algum momento de servir a comida, assim como uma empresa de telefonia que depende somente dos lucros do investimento de seu próprio capital decide derrubar o seu sinal. Afinal esse malvados capitalistas que só pensam em lucro estão sempre prontos para esquecer os lucros e serem apenas maus. Eles com certeza não estão nem ai se o cliente vai deixar de comprar seus serviços.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Fala sério, isto só é possível se você tiver um governo do seu lado para cobrir seus prejuízos e transformá-los em lucro. E se tiver uma agencia reguladora do seu lado que limite as pessoas de buscarem outros restaurantes ou outra companhia telefônica.

Responder
Gian 09/08/2012 07:51:19

A freqüência é limitada, existe um monopólio natural sobre a transmissão de rádio.

Responder
Andre Cavalcante 09/08/2012 08:56:04

Gian, você disse:

"A freqüência é limitada, existe um monopólio natural sobre a transmissão de rádio."

Talvez seja novo neste site. Então vamos esclarecer. Monopólio é SEMPRE algo ruim para os usuários. E não existe essa de monopólio natural. TUDO é escasso na Terra, logo, por sua visão, TUDO teria que ser um monopólio. Um absurdo facilmente verificável.

O fato do espectro de frequência ter um limite é uma questão tecnológica. Quando se inventou a TV, utilizou-se o único espectro "livre" à época que era o VHF. Lembre que isso significa muito alta frequência, de 30 a 300 MHz. Hoje o 4G foi licenciado em 2,5GHz.

E a solução para a canalização está justamente na propriedade privada das faixas de frequência.

Veja as minhas respostas ao Lucas acima.

Responder
Eliseu 17/08/2012 09:19:54

E a Anatel vai reagir aos males da regulamentação com mais regulamentações.
GE-NI-AL.


Anatel quer mais controle sobre os planos do serviço móvel
www.teletime.com.br/16/08/2012/anatel-quer-mais-controle-sobre-os-planos-do-servico-movel/tt/294340/news.aspx

"O novo regulamento do Serviço Móvel Pessoal (SMP), que atualmente está sob análise da procuradoria especializada da agência, parece ter o objetivo de colocar alguma ordem na profusão de pacotes de serviços oferecidos pelas empresas que, na prática, acaba tornando impossível a comparação dos planos pelos usuários.

A Anatel quer ter um controle mais rigoroso dos pacotes de serviço ofertados para o usuário e, por isso, exigirá que as empresas apresentem uma lista completa de todos os itens à disposição, chamados de "componentes" no novo regulamento. Além disso, a agência estabelecerá uma lista de componentes mínimos que devem constar do pacotes de serviços e divulgará periodicamente uma comparação de preço desses componentes."

Responder
Gabriel 24/08/2012 07:21:27

Hoje liguei para minha operadora para saber os custos de roaming internacional. Informaram-me que teria que pagar 36 reais por cada MB de informação utilizado. Na Argentina, o mercado é muito mais regulado que aqui, porém o custo dos serviços prestados é muito menor (gasolina, transporte público, internet, telefonia, produtos em geral). Pergunto-lhes: isto é fruto de subsídio do governo, o que explica a inflação altíssima por lá?

Responder
Leandro 24/08/2012 07:29:32

Não tenho informações específicas sobre a Argentina, mas sei dos subsídios à gasolina e a todo o setor energético (ao mesmo tempo em que as tarifas são controladas). Nada sei sobre o mercado de telefonia de lá, nem quantas operadoras existem, nem qual o critério de entrada imposto pelo governo. Tampouco sei sobre as regulações gerais sobre a telefonia. Talvez nossos leitores da ANATEL possam nos ajudar.

Responder
Eliseu 05/09/2012 13:18:12

Anatel quer plano único para serviço de telefonia celular
g1.globo.com/economia/noticia/2012/09/anatel-quer-plano-unico-para-servico-de-telefonia-celular.html

"Pelas regras atuais, as operadoras de telefonia móvel são obrigadas a oferecer um plano básico, ou seja, com serviços mínimos exigidos pela Anatel, e têm liberdade para criar seus planos alternativos.

O novo regulamento acaba com essa situação. As empresas passarão a ter que oferecer um plano único, com componentes obrigatórios a serem definidos pela agência. E serão autorizadas, mediante homologação na agência, a oferecer serviços extras."

Responder
Gabriel Miranda 06/09/2012 11:32:15

Nããããããããõooooo!!!!

Fica imaginando quando o governo decidir acabar com a confusão da quantidade de carros, celulares, TVs, roupas, etc. Esse negócio de ter muitas opções de escolha é complicado, a gente fica muito confuso, quase sempre não sabemos qual escolher. Ainda bem que podemos contar com burocratas estatais para nos guiar!

Responder
Carlos josé nobre 14/09/2012 07:16:11

O que ainda não entendi, é como critérios mínimos de qualidade pra entrar nesse mercado impedem que o serviço melhore. A competição entre as empresas não deveria fazer elas tomarem esses critérios mínimos apenas como ponto de partida?

Responder
Ricardo 14/09/2012 07:26:27

O problema não é e nem nunca foi a "exigência de critérios mínimos". O problema é e sempre será a cartelização do setor comandada pela ANATEL. É a ANATEL quem decide quem pode e quem não pode entrar no mercado. É ela quem escolhe as empresas ganhadoras e perdedoras. É ela quem, em suma, garante a segurança e os lucros fáceis da empresas privilegiadas (Oi, Vivo, Claro e TIM).

Ora, se você é uma empresa agraciada com a proteção do estado e sabe que não há absolutamente nenhum perigo de empresas concorrentes estrangeiras virem pra cá atrapalhar a sua festa, qual seria a sua motivação para apresentar bons serviços? Você não tem nada a perder sendo ruim.

Esse é o problema de todas as agências reguladoras. Elas regulamentam o mercado formando cartéis e impedindo a livre concorrência, que é justamente o que melhora e barateia os serviços.

Artigos recomendados:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=637
www.mises.org.br/Article.aspx?id=646
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1210
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1200
www.mises.org.br/Article.aspx?id=866
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1100
www.mises.org.br/Article.aspx?id=890

Responder
Juliano 14/09/2012 07:56:37

O problema sempre será: quais são os critérios mínimos, quem define e o que acontece se alguém quiser consumir um produto abaixo desse critério pagando menos? Alguém pode proibir uma negociação onde as duas partes concordam?\r
\r
Vc pega setores com menor regulação, salões de beleza, por exemplo, e vê uma infinidade de opções. Tem serviços custando de R$ 10 e R$ 2000. Existem produtos de melhor e pior qualidade e cada um escolhe o que acha mais conveniente. Por mais pobre que seja uma comunidade, a gente sempre acha uma portinha de uma manicure que cobra barato pra atender aquela comunidade.\r
\r
Setores mais regulados, como a saúde, criam critérios que tornam inviável o exercício da atividade em locais com poucos recursos. O cara tem que estudar seis anos, fazer residência, pagar uma faculdade caríssima. Isso torna o custo muito alto e lugares com menos recursos simplesmente não têm médicos (diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1074558). \r
\r
A regulação ataca justamente os mais pobres, pois é quem sofre com a escassez causada pelo processo. Ficam dependentes de algum governante que lhes dê a esmola, já que o mercado foi proibido de agir.

Responder
Carlos jose nobre 14/09/2012 23:28:50

"O problema é e sempre será a cartelização do setor comandada pela ANATEL. É a ANATEL quem decide quem pode e quem não pode entrar no mercado."

Como ela decide isso? que dizer que não basta uma empresa cumprir as exigências da ANATEL para entrar no mercado de telecomunicações brasileiro?

Responder
Ricardo 15/09/2012 00:36:42

Sim, basta atender às "exigências" da ANATEL. O problema é: quais são estas exigências?

As exigências não se limitam a especificações técnicas e nem tampouco a exigências de qualidade do serviço. Há toda uma cornucópia burocrática e regulamentar praticamente intransponível. Leia os requerimentos da ANATEL para se empreender no setor de telefonia aqui no Brasil. Veja quantas páginas tem e faça uma lista de todas as exigências tecno-burocráticas. Você vai entender que apenas com muito pistolão (ou com muita propina) é possível entrar no setor e dar um "bypass" nas regulamentações.

Por outro lado, um genuíno livre mercado não impõe nenhuma barreira à entrada de concorrência. Se a Vodafone quiser vir amanhã e começar a vender chips, ela poderia. O mesmo vale para a Verizon e para a Origin. Atualmente, elas não podem. Por quê? Será que essas três odeiam ganhar dinheiro? Se elas viessem pra cá, fariam um arraso nas quatro oligopolistas. Mas a ANATEL não deixa.

Só podem operar aqui as empresas que a ANATEL permite, cobrando os preços que ela autoriza.

Responder
Carlos jose nobre 15/09/2012 10:38:04

"Leia os requerimentos da ANATEL para se empreender no setor de telefonia aqui no Brasil."

Procurei no site da ANATEL mas não encontrei. Agradeceria se pudesse me passar o link.



"Há toda uma cornucópia burocrática e regulamentar praticamente intransponível"

-

" O mesmo vale para a Verizon e para a Origin. Atualmente, elas não podem. Por quê? Será que essas três odeiam ganhar dinheiro? Se elas viessem pra cá, fariam um arraso nas quatro oligopolistas. "

Mas empresas grandes desse porte não poderiam simplesmente contratar advogados para vencer toda essa burocracia?

Responder
Ricardo 15/09/2012 18:05:05

Como assim "contratar advogados"? Quem vai ser maluco de empreender de acordo com liminares conseguidas por advogados? Qual a segurança institucional disso? Qual o custo final de tudo isso? Qual a perspectiva de lucro num arranjo assim? Wise up, sir.

Quanto a procurar links da Anatel, desculpe-me, mas tenho muito mais o que fazer no fim de semana. Eu já vi os requerimentos uma vez, mas fiz questão de esquecer. Se o senhor não quer acreditar em mim e prefere crer na probidade e benevolência de tal agência, fique à vontade. Não é problema meu. A ingenuidade é sempre uma opção voluntária.

Responder
Carlos Prado 01/01/2014 03:56:33

E mesmo que as grandes tentem encontrar brechas nas leis através de caros advogados, isto exclui as pequenas.
E as regulamentações termina as exclusões. Se eu quisesse comprar um link de internet e um rádio para ofertar internet numa zona da minha cidade eu não poderia. E não é um investimento tão difícil, pois pode-se conseguir por menos de 10mil um bom aparelho de rádio. E mais, estimularia investimentos na fabricação e manutenção destes. Mas eu não posso fazer isto. Nem pode-se abrir uma empresa qualquer para fabricar rádios, apesar de que qualquer adolescente com curso técnico em eletrônica pode projetar um rádio simples.

Responder
Luis Almeida 16/11/2012 12:08:05

A ANATEL segue esmerada em cumprir suas três funções: proteger o cartel das empresas de telefonia, impedir o livre mercado e ferrar os consumidores.

Nova regra da Anatel pode impedir uso de smartphones comprados no exterior

Só poderemos usar aqueles telefones que forem chancelados pelos burocratas. Apenas para deixar claro que não pode haver qualquer resquício de livre concorrência no setor. E você aí estranhando por que a TIM é tão ruim...

Responder
Lucas S 17/01/2013 14:41:32

"São as empresas privadas que atendem ao interesse público. As empresas públicas existem para atender interesses privados."

Responder
Anônimo 17/01/2013 15:23:52

O que vocês diriam aos anticapitalistas que dizem:

"Você defende o capitalismo porque tem dinheiro pra comprar seu celular, sua linha telefônica, sua casa, seu carro, etc.
Queria ver voce morar em algum país miserável, ou até mesmo em algum lugar miserável do Brasil, passando fome, não tendo o que dar para os seus? filhos comerem, com medo de não voltar vivo pra casa, vivendo em uma casa podre sem o mínimo de conforto.
E lembre-se que quando algum ladrão roubar sua casa, não culpe o ladrão, culpe o capitalismo."

Responder
anônimo 19/01/2013 09:20:39

Aí você pergunta: país miserável tipo qual?
Aí ele responde uma porcaria tipo Africa, Aiti, etc, e você fala que esses podem ser tudo na vida, menos capitalistas liberais

Responder
anônimo 19/01/2013 12:59:54

E quando um ladrão roubar minha casa, mesmo que ele tenha sido motivado pela pobreza é bom lembrar que o maior criador de pobreza é o governo com seus impostos ferrando a vida do empregador, com sua legislação trabalhista, impedindo gente que ganharia pouco de conseguir qualquer trabalho que seja, e com suas bolsas esmolas bolsa isso bolsa aquilo, acostumando uma geração a comer na mão dele, ao invés de aprender a se sustentar com os próprios pés

Responder
Fernando Chiocca 04/02/2013 13:14:29

6 meses depois desse artigo, já é difícil eu encontrar algum amigo que não use o Whatsapp.
E os que não usam estão mais isolados que índio.

Responder
Erick V. 04/02/2013 13:45:41

Dou mais 6 meses para algum funça da ANATEL cogitar proibir o aplicativo, alegando alguma coisa relacionada ao "interesse público" -- por exemplo, que não é possível regulamentar a qualidade do serviço...

Responder
Daiane Ferreira 16/07/2013 04:49:57

Você que entende mais poderia me explicar por que não existe ddd nos eua e na guatemala? O estado tem que autorizar ou isso acontece porque nos dois países há forte concorrência?

Responder
Andre Cavalcante 16/07/2013 18:55:18

O uso de DDD é, ao mesmo tempo, uma característica técnica, para ajudar a organizar o serviço em pedaços pequenos e uma necessidade econômica, para as empresas que operam o setor.

No primeiro caso, o DDD ajuda a dividir o tráfego entre local e nacional, permite uma programação "mais fácil" das centrais e pode-se criar centrais troncos.

No segundo caso, é uma ótima justificativa para se cobrar por distância. Quanto mais longe, mais saltos na rede e mais cara é a chamada.

Se é impossível fazer um sistema de telefonia sem DDD num país como o Brasil? Não! Não é só possível como acontece com outros grandes países.

Só uma coisinha: que eu sabia os EUA também tem um código de área local.

Responder
Daiane Ferreira 16/07/2013 20:39:00

André, justamente isso. Nos 2 países que eu citei não tem essa de pagar mais caro porque você tá ligando da flórida para flórida ou da flórida para california.

Responder
Sergio 08/10/2013 03:34:59

A Embratel tem um plano de DDD ilimitado que vc paga 29,90 e usa qto quiser.

Responder
Vinicius 05/02/2013 20:30:03

Acho que todo mundo concorda que excesso de regulação é prejudicial e atrapalha a competitividade, sufoca o capitalismo e, como consequencia, diminui a qualidade do serviço e aumenta seu preço. Mas o texto tem um erro gigante no que se refere ao caso da Guatemala:

"Não, nenhuma regulamentação é necessária para nada. Apenas leis contra fraude e violações da propriedade privada são necessárias. Somente um mercado completamente livre e desimpedido pode fazer com que os preços caiam e a qualidade dos serviços prestados suba, constantemente. Foi o que aconteceu na Guatemala, onde um setor altamente regulado foi totalmente liberado."

O autor do texto ou está muito desinformado, ou está mal intencionado. A Guatemala jamais abriu mão da regulação estatal nas telecomunicações! Tanto que existe a Superintendecia de Telecomunicaciones da Guatemala (SIT), equivalente à Anatel aqui do Brasil. Quem quiser, visite o site e leia as leis, decretos e regulamentos do setor. O governo da Guatemala define quais as bandas serão usadas, quais frequencias ficam reservadas para o governo, quem vai usar cada banda, através de usufruto (o mesmo que concessão - sim, a Guatemala usa sistema de concessão, assim como o BR e qq outro lugar do mundo, e não de "propriedade"). Na lei geral que regula as telecomunicações, existe inclusive regras de serviços mínimos que devem ser fornecidos obrigatoriamente aos cidadãos, bem como requisitos que devem ser necessariamente seguidos pelos que exploram os serviços. Ou seja, não tem nada de "mercado completamente livre e desimpedido" como o texto afirma. Tem sim um mercado regulado na medida certa, como deveria ser aqui no Brasil.

A Guatemala, longe de ser um exemplo de como o capitalismo anarquista funciona, é na verdade prova de como a regulação estatal eficiente funciona.

Responder
anônimo 05/02/2013 20:42:32

www.sit.gob.gt/index.php?page=funcion

La Superintendencia de Telecomunicaciones es un organismo eminentemente técnico del Ministerio de Comunicaciones, Infraestructura y Vivienda, que como funciones principales tiene las siguientes:

** Administrar y supervisar la explotación del espectro radioeléctrico;
** Administrar el Registro de Telecomunicaciones;
** Dirimir las controversias entre los operadores surgidas por el acceso a recursos esenciales;
** Elaborar y administrar el Plan Nacional de Numeración;
** Aplicar cuando sea procedente, las sanciones contempladas en la Ley General de Telecomunicaciones;
** Participar como el órgano técnico representativo del país, en coordinación con los órganos competentes, en las reuniones de los organismos internacionales de telecomunicaciones y en las negociaciones de tratados, acuerdos y convenios internacionales en materia de telecomunicaciones.

Estas atribuições apenas corroboram toda a ideia do artigo. Observe que em momento algum o estatuto define prerrogativas como controle de preços, barreiras à entrada, combate a cartéis, restrição à livre concorrência, restrições ao capital estrangeiro etc.

Se você encontrar um link que comprove que essa agência faz atuações ativas, especificando políticas, ditando preços e determinando quem entra e quem sai do mercado, aí sim você terá um ponto. No entanto, nenhuma pesquisa gerou tal resultado. As atribuições acima, mesmo que elas fossem seguidas à risca (o que eu duvido), implicariam no máximo uma supervisão, e não uma regulamentação do mercado. E é isso que está sendo discutido. Supervisão é diferente de regulamentação. Não que eu seja favorável a supervisões, pois só servem para empregar burocratas e gerar corrupção. No entanto, se tivesse de escolher, supervisão é algo bem menos deletério do que regulamentação.

Por fim, eu não gosto muito de recorrer à Heritage Foundation, pois discordo de algumas de suas metodologias. No entanto, para a Guatemala, está escrito lá que, embora ainda haja participação estatal no setor ("embora nada ampla"), "The most advanced sector, telecommunications, is fully deregulated."

Acho que tanto a Heritage como o senhor Alfredo Guzmán (que está no vídeo do youtube mostrado no artigo), que lá mora e que foi o responsável pelas reformas, sabem um pouquinho mais do setor do que você, que mora aqui.

Abraços!

P.S.: é perfeitamente possível um setor ser desregulamentado na prática mesmo havendo uma agência reguladora. Basta que esta agência não interfira nas decisões de mercado, fazendo apenas uma supervisão. Punir companhias que enganem seus clientes -- por exemplo, rompendo contratos -- é totalmente aceitável, pois em um livre mercado é totalmente correto recorrer a métodos judiciais para se exigir o cumprimento de contratos.

Responder
Vinicius 05/02/2013 21:17:10

Então, não li toda a lei nem todos os regulamentos, é muita coisa, e meu espanhol não é bom. Meu ponto era só mostrar que a Guatemala tem sim uma regulação, embora ela seja muito menos invasiva e mais eficiente que a existente no Brasil. Mas isso não quer dizer que haja liberdade total.

Especificamente quanto aos seus questionamentos, observei que o governo da Guatemala não realiza apenas supervisão, mas sim uma regulação efetiva do setor, muito embora não haja (pelo menos eu não achei) controle de preços ou determinação sobre quem entra ou quem sai do mercado. Pelo contrário, há previsões muito claras incentivando a concorrência. Mas há, na lei básica, disposições sobre serviços mínimos (artigo 27) requisitos para inscrição (artigos 23 e seguinte) e por aí vai.

www.sit.gob.gt/files/3113/4392/6664/Ley_General_de_Telecomunicaciones_SIT.pdf

O governo estabelece, ainda, a estrutura das bandas de telecomunicação, quais frequencias serão utilizadas para quais fins, etc.

www.sit.gob.gt/index.php/gerencias-sit/gerencia-frecuencias/bandas-de-frecuencias/

Deixemos uma coisa clara: eu não sou favorável à forma que a Anatel atua no Brasil, nem ao excesso de intervencionismo estatal atualmente presente no mundo e, principalmente, na América Latina ( Argentina acabou de declarar controle de preços de supermercados por 60 dias, por exemplo). Mas isso não quer dizer que o oposto, ou seja, a total ausência de regulação por parte do Estado Democrático, seja uma solução melhor. Em todos os setores existem questões que devem ser reguladas, seja por questão de segurança e saúde (no caso das telecomunicações, localização das torres e sua potência, por exemplo), seja por questões práticas de funcionamento do próprio sistema (quem vai usar qual banda de frequencia).
Para mim, uma regulação mínima e eficiente beneficia a economia e os consumidores. Guatemala, pelo que eu li até agora, é exemplo disso nas comunicações.

Por isso que eu acredito que a discussão realmente importante, embora bem difícil, seja a de definir até onde o Estado pode e deve ir na regulação. Definir o quanto é "de mais" e o quanto é "de menos".

Responder
Fernando Chiocca 19/02/2013 18:31:39

Em todos os setores existem questões que devem ser reguladas, seja por questão de segurança e saúde (no caso das telecomunicações, localização das torres e sua potência, por exemplo), seja por questões práticas de funcionamento do próprio sistema (quem vai usar qual banda de frequencia).

Só que esses pontos não são de "regulação", eles são questões de direitos de propriedade. E como eu disse no artigo, "apenas leis contra fraude e violações da propriedade privada são necessárias".

Não, nenhuma regulação é necessária. Nem aqui e nem na Guatemala e nem em nenhum lugar do universo.
Se elas existem na Guatemala, eles estariam bem melhor do que estão sem elas.

Responder
anônimo 20/02/2013 09:39:56

Já ouviu falar no CONAR? Ou no wwweb consortiun?
Se for necessário as próprias empresas criam regulação,padrões,etc e elas mesmas obedecem voluntariamente

Responder
Lucas S 13/08/2013 14:35:46

Sei que é chover no molhado, mas vale a pena ler:

"Extensive coverage

The benefits of the reform were not limited to Guatemala's largest cities. As competition intensified, the providers extended coverage to rural areas across the country. As a result, communications services were made available to consumers of every income level and in every region.
In addition, this extensive coverage across the country generally includes advanced services, such as 3G, used to provide broadband Internet access."

Ainda sobre a telefonia na Guatemala. OBS: na guatemala as empresas não são obrigadas pela lei a cobrir áreas remotas. Mais uma vez, o mercado e não o estado resolveu o problema.

Responder
Daniel 18/02/2013 20:20:47

É bom nos prepararmos para um pouco mais de degradação da qualidade dos serviços de telecomunicações no Brasil. Agora já é explícito: o governo – pelas mãos da ANATEL – porá em curso uma espécie de reestatização do setor de telefonia.

E isso é fruto de algo inevitável: o crescimento quase que sem limites do do intervencionismo estatal. A sequência dos acontecimentos é bem conhecida para os familiarizados com a dinâmica do intervencionismo.

Com a criação das concessionárias de telefonia e da agência reguladora, o governo não saiu totalmente do setor de telecomunicações. A agência reguladora passou a fazer aquilo que está no seu DNA: regular o mercado e impedir a livre concorrência. Como toda intervenção resulta em resultados inesperados e contrários aos pretendidos, mais regulamentos são editados na esperança de que eles serão capazes de corrigir os "problemas pontuais" observados. Como a força do sistema de preços, lucros e prejuízos é mais forte que a motivação para cumprir regulamentos burocráticos, começam a aparecer as sanções. Multas na casa das dezenas e centenas de milhões de reais são aplicadas às malvadas empresas. Por conta dos trâmites internos e os diversos recursos, essas multas vão se amontoando. Qualquer criatura minimamente racional percebe que as multas são impagáveis.

Eis que a solução aparece. Propõe-se um "acordo" com as empresas, no qual as multas serão convertidas em investimentos direcionados pelos burocratas, "que façam sentido para as duas partes".

É claro que não há o menor risco disso dar certo. A burocracia, por mais bem dotados de informação que sejam, são incapazes direcionar investimentos de modo a atender a demanda dos consumidores. Eles, os burocratas, não têm absolutamente nada a perder com eventuais erros, não conhecem a (mutante) preferência dos consumidores e não sabem sequer como se dá a gerência interna de um empreendimento complexo como uma companhia de telecomunicações. Estarão muito mais preocupados em fazer agrados políticos, de modo a fazer com a dita agência reguladora fique "bem na fita" perante os políticos de plantão. Aumentos para os funcionários e maiores orçamentos anuais sempre são bem vindos, claro.

E o mais importante: essa ideia de investimento direcionado só faz sentido em mercados fechados, onde não impera a livre concorrência. Caso observássemos um ambiente totalmente livre de qualquer impedimento estatal, com feroz concorrência efetiva e potencial entre as empresas, qualquer proposta de investimento que não buscasse a geração de valor seria bloqueada imediatamente. No livre mercado não há espaço para caprichos políticos e desperdícios de milhões de reais.

Abaixo a notícia na qual deixa claro o processo de reestatização do setor de telecomunicações.

Oi recebe nova multa milionária; solução para o problema virá com acordos na Anatel
www.teletime.com.br/15/02/2013/oi-recebe-nova-multa-milionaria-solucao-para-o-problema-vira-com-acordos-na-anatel/tt/325454/news.aspx

"Os acordos, segundo o conselheiro [Marcelo Bechara], tendem a ter dois pilares centrais. O primeiro é a correção do problema: "queremos que o problema seja resolvido definitivamente". Depois, a agência entende que o acordo pode incluir uma contrapartida na forma de investimentos não necessariamente ligados ao problema. "Não podemos trocar os processos sancionadores por investimentos que a empresa já deveria ter feito. Para resolver o problema, ela faz o que achar necessário, mas a agência terá o direito de pedir outras compensações para a sociedade. Desde que, é claro, isso faça sentido para as duas partes, do contrário a empresa vai optar por continuar recorrendo"."

Responder
Leandro 25/02/2013 11:34:52

Mais uma da série "Que novidade!"

ANATEL é acusada de negociar suas decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

Operadora móvel acusa Anatel de negociar suas decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

Talvez você se lembre da Aeiou, operadora de celular que atuou no DDD 11 por um breve período, e desapareceu em meados de 2010. Agora, segundo a Folha, a empresa por trás da operadora diz ter sérias acusações a fazer contra Anatel, Vivo, Oi, Claro e TIM.

A Unicel diz que as quatro maiores operadoras do país formaram um cartel para impedir a entrada de novos concorrentes. O grupo agiria em conluio com a Anatel, que negociaria pareceres, votos e até decisões finais com elas.

[...]


Aí quanto mais os serviços telefônicos pioram por causa da cartelização gerada pela agência reguladora, mais o povo clama por mais regulação e mais poderes para a ANATEL. A ignorância é o alimento do parasitas.

Para entender melhor essa "teoria da captura", veja este artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

Responder
Lucas S 13/07/2013 08:27:13

Leandro, hoje o meu tio defendeu a ideia de que é necessário mais concorrência no setor. Bom...isso até cego vê. Mas ele disse uma besteira e eu não soube como refutar:o estado está certo em obrigar as empresas de telefonia a comprar x porcento de equipamentos fabricados no Brasil. A desculpa é a mesma: gera empregos aqui. ok. de fato, gera empregos. O que ele não percebe é que de fato as telecoms compram a porcentagem no Brasil, porém nós sabemos que tudo aqui custa mais caro. É claro que ele valor extra é passado para os preços dos serviços. Como eu explico pra ele que esse valor a mais que todos nós pagamos poderia gerar OUTROS empregos em OUTROS setores? No mais, pesquisando sobre a telefonia na Guatemala, encontrei um comentário bem interessante de um sujeito dizendo que com a operadora TIGO ele tem sinal até "in jugle".

Responder
Leandro 13/07/2013 15:40:05

A lógica deste raciocínio é idêntica à do protecionismo. Fechar a economia para gerar empregos na indústria nacional.

As consequências também são as mesmas: encarecimento dos produtos, queda da qualidade e piora dos serviços. Sem exceção.

Quem quer serviços baratos e de qualidade, mas pede protecionismo e quotas para produtos nacionais, está incorrendo em dissonância cognitiva.

No entanto, é preciso fazer uma abordagem realista da questão, sem medos. Se o objetivo é manter os empregos industriais, então sim, em qualquer situação, a abertura da economia irá acabar com aqueles empregos nas indústrias menos competitivas. Mas isso é positivo.

Ao contrário do que o senso comum apregoa, a função de uma economia capitalista não é gerar empregos. A função de uma economia capitalista é aumentar o padrão de vida as pessoas. Empregos em indústrias ineficientes nada mais são do que um desperdício de recursos escassos. Essa mão-de-obra poderia estar sendo mais bem aproveitada no setor de serviços, e o maquinário imobilizado nessa indústria ineficiente seria mais bem aproveitado em outras linhas de produção. David Ricardo e sua teoria das vantagens comparativas já havia explicado isso ainda no século XVIII.

Ao passo que ocorreria a perda de emprego nos setores tornados ineficientes pela concorrência estrangeira, todo o resto da população pagaria menos por produtos de maior qualidade. Esta economia possibilitaria a criação de poupança que acaba gerando investimentos. Estes investimentos criariam empregos em setores que não necessitam de proteção do governo para funcionar.

Responder
Lucas S 13/07/2013 16:12:25

Boa! só corrigindo: "in jungle" . NO mesmo comentário a pessoa fala que a parte ruim é que se você andar com aparelho bom na guatemala, há um alto risco de assalto. Só que isso é padrão de país subdesenvolvido. Abraço

Responder
Victor Cezar 07/03/2013 01:19:54

E mais uma, Leandro:

www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/03/celulares-xing-ling-deixarao-de-funcionar-em-2014-entenda.html

Responder
Felipe Rosa 08/03/2013 18:45:14

Relendo os comentários do artigo me deparei com a crítica do leitor BRUNO ALMEIDA a minha monografia que tive honra de ver citada pelo Fernando no exelente artigo.

Vamos aos pontos:

"Além da rede estatal em unbundling, outro fator importante é que a Grã-Bretanha tem o tamanho do Estado de São Paulo. A necessidade de investimento em infra para cobrir o país todo é MUITO menor do que o Brasil.[...] Em resumo, no Brasil, o investimento é MUITO maior e é BEM MENOS rentável. Na Inglaterra, o investimento é MUITO MENOR e MAIS RENTÁVEL. [...] Só um alienado para desconsiderar esses fatores e achar que uma empresa iria concorrer de bom grado em regiões afastadas e de difícil acesso no país sem uma regulação forte."

1º) E onde que a monografia afirma o contrário Bruno?? Em momento algum aspectos geográficos e geopolíticos foram desconsiderados. Em momento algum pretendi afirmar que podemos ter serviços ótimos e baratos nos lugares mais inóspitos do Brasil. O que você convenientemente esquece é que no Brasil mesmo nas capitais o serviço é medonho e caro quando comparado ao inglês. Mesmo em uma ligação Santa Maria (onde resido) a Porto Alegre (286km de distância. Você também esquece a diferença de população de ambos os países. Aqui são quatro operadores de linhas móveis pra uma população muito maior que a britânica, ou seja, a demanda per capta aqui é imensa pra essas teles e mesmo assim você quer nos convencer que no Brasil operar não é altamente rentável, é isso?? Se fosse assim você precisaria me explicar porque TODAS as companhias inglesas já entraram com pedido junto a Anatel pra ofertar seus serviços nesse país mesmo com tamanha irrentabilidade.

"Outra coisa: a monografia peca absurdamente ao generalizar os poderes de regulação da anatel quanto ao único serviço público de telecomunicações (STFC das concessionárias) para TODO O MERCADO DE TELECOM. Exemplo: A Anatel não regula os preços da GVT na telefonia fixa ou mesmo da Embratel na telefonia local (Autorização). A Anatel não regula preços de banda larga. Esses mercados são de livre concorrência.A Anatel não regula os preços da GVT na telefonia fixa ou mesmo da Embratel na telefonia local (Autorização). A Anatel não regula preços de banda larga. Esses mercados são de livre concorrência."

2º) Quem peca absurdamente é você Bruno que não leu todo o trabalho e achou que poderia criticá-lo de forma tão infantil. Leia toda a monografia Bruno. Ou ao menos os capítulos 2 e 5. Fazendo isso você evita de se constranger com vituperações como a do trecho acima. Essa sua tentativa de crítica ao que afirmo na seção 5.4.1 possui resposta na nota de rodapé nº85 da mesma página que você como todo desonesto intelectualmente não leu ou ignorou. Por favor leia meu caro.

"O maior problema para a entrada de mais concorrentes é a necessidade de investimentos em infra no Brasil e isso livre concorrência não resolve."

3º) Errado Bruno!! Só um alienado como você (estou apenas devolvendo o elogio) pra achar que com o potencial de demanda por telecomunicações dessa nação não teríamos a entrada de novos concorrentes. Somente no período em que pesquisei a monografia (entre outubro de 2010 e junho de 2011) mais de 10 empresas do setor encaminharam pedidos junto a Anatel. Entre elas todas as britânicas e algumas americanas. Sabe quem impede isso Bruno?? Arrisca um palpite aí?? A Anatel meu caro... acorda pra vida!!!

Saudações liberais

Responder
Gilda 06/04/2013 15:50:47

No Voip de empresas fora do Brasil, podemos pagar menos do que com as operadoras de telefonia brasileiras. Minha conta diminuiu consideravelmente. Tem Voip para celular também, instalei no meu e para manter meu número de celular, recarrego R$ 3,00 a cada 3 meses e não pago nada além disso para usar à vontade.

O meu "fixo" é esse:
www.tollfreeforwarding.com/ - no plano de 19 dólares por mês (40 reais), o minuto para celular custa 0,12 centavos de reais, com direito a 250 minutos dentro da cota mensal. Ligações que ultrapassarem a cota, pagam U$0,06 centavos por minuto (R$ 0,12).

O que uso no meu celular é esse:
https://mobeecalls.com/ - faz parte da mesma companhia da talkfree, só que aqui os planos são específicos para ligação pra celular. Tem aplicativo para colocar no celular do assinante (Nokia Symbian e Android). Os preços vão de 0,15 a 0,26 (em reais). https://mobeecalls.com/mobile-voip/

Responder
Dagny Taggart 12/05/2013 23:22:09

Muito bom Gilda, parabéns pelas indicações de alternativas à telefonia fixa e móvel.
Falta agora encontrar uma alternativa (se é que existe) para banda larga.

Responder
Felipe Rosa 06/04/2013 19:19:26

Lucas

Acho uma excelente ideia, va em frente!! Só inicialmente em função dos estudos iniciais do mestrado estou impossibilitado. Mas em torno de julho estou a disposição no que precisar.

Respondendo a ti. Parece que atualmente a Virgin entrará no mercado, agora se os oniscientes da Anatel deixarão ela atuar livremente eu não sei (sinceramente acho muito dificil).

Por exemplo a British Telecom que foi um dos meus objetos de estudo na monografia por ter sido privatizada pela Tatcher nos anos 80 já atua no Brasil só que pra pessoas juridicas e sobre jurisdição da Anatel. Os burocratas simplesmente não deixam ela concorrer e ameaçar o cartel. A reguladora está absolutamente capturada

Não sei se esse cenário deu uma evoluida, mas acho dificil afinal a Anatel ta batendo cabeça pra regular e acabar com os gargalos de infraestrutura na rede brasileira (que evidentemente é regulada pelo governo).

Meu e-mail é felipersdt@yahoo.com.br

Abraços

Responder
Lucas S 06/04/2013 20:02:57

Pois é. Mas Virgin será uma operadora virtual. O Brasil é imenso...cabe muito bem mais operadoras com estrutura física. Depois de anos, a anatel finalmente regulamentou a atuação das operadoras virtuais. Mas é claro que ela vai regular a entrada...

Responder
anônimo 12/05/2013 19:41:00

Sou advogado no Rio de Janeiro, categoria que é metodicamente catequizada por livros de doutrina, professores e palestrantes – advogados, magistrados e membros do MP – para aprender como "verdade incontestável" aquela ladainha de que os "métodos capitalistas desenfreados da burguesia egoísta do sec. XIX demonstraram cabalmente a necessidade da intervenção estatal para promover a segunda geração de direitos fundamentais (igualdade), abrindo, em seguida, o caminho para a 3ª geração de direitos (solidariedade/fraternidade), única forma de promover o desenvolvimento pleno da humanidade". É assim que se pensa e ensina o Direito por aqui. Isso sem mencionar as diretrizes políticas da OAB.
Contudo, estes aproximadamente três meses em que venho frequentando este site já foram suficientes para mexer com toda a minha forma de ver e de pensar não apenas como cidadão e profissional, mas também minha vida social, me levando a questionar todo esse proselitismo camuflado. Sinto que cresci anos em três meses, graças ao contato com suas ideias. Por isso, agradeço por mais este texto elucidativo, bem como pelos comentários sobre os artigos, que os enriquecem exponencialmente.
Gostaria de saber se há algum estudo de vocês submetendo a esta mesma análise as empresas de planos de saúde, setor que me parece não ter as mesmas restrições de acesso que tem o das telecomunicações, mas que mesmo assim evidencia o contraste entre péssimos serviços prestados por credenciados mal pagos (um terceiro ator que não figura no caso das telecomunicações) e ostentações como a fortuna gasta pela Unimed com futebol e o fato de o dono da Amil ser um de nossos maiores bilionários (nada contra bilionários, apenas ressalto o contraste).
Caso não haja, sugiro um artigo sobre o tema.
Abraços.

Responder
Mauro 12/05/2013 21:02:39

Aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

Responder
Stefan Carrao Pinto 13/05/2013 15:05:30

Obrigado, Mauro. Vou lê-lo. Não gosto de aparecer como anônimo. Espero que meu nome saia aqui. De qualquer forma, postei outro texto me identificando.
Abç.

Responder
Stefan Carrão Pinto 13/05/2013 15:02:46

Sou eu o advogado do RJ. Pensando que meus dados estivessem preenchidos automaticamente, esqueci-me de preenchê-los. Não gosto de me manifestar como anônimo.
Abçs.

Responder
Eliseu Drummond 16/05/2013 17:43:48

Vocês ficam aqui falando mal da ANATEL. Seus ingratos!

Vejam essa notícia.

Anatel libera telefone fixo com touchscreen

A Anatel passa a permitir que aparelhos de telefonia fixa possuam teclado diferente do padrão estabelecido. O objetivo é atualizar os terminais, que poderão ser com telas sensíveis ao toque (touchscreen).

Fica mantida a obrigação de dispor as teclas numéricas sequencialmente, com destaque na tecla 5, de forma que possam ser identificadas facilmente por deficientes visuais. Os terminais do tipo touchscreen estão dispensados dessa obrigação.(Fonte: goo.gl/zaNmR ).


Estão vendo?!?! Os telefones fixos - suprassumo da tecnologia - vão se modernizar. Isso não seria possível sem a ANATEL, que promove ampla concorrência e inovação no setor de telecomunicações. Sem a REGULAÇÃO do Estado ainda estaríamos no sinal de fumaça.

Responder
Juliano 16/05/2013 18:10:23

Imagine se o governo não obrigasse as empresas a usar teclados numéricos sequenciais!
As empresas iriam colocar teclas completamente aleatórias.... se bobear, nem teriam números!

Responder
Andre Cavalcante 17/05/2013 14:47:46

kkk,

Boa.

Agora, pra que números se hoje em dia a gente fala ao celular: ligar para a mamãe e, em segundos a ligação é estabelecida?

PS.: nem lembro mais a última vez que decorei um número de telefone que não fosse o meu!

Responder
Lucas 21/07/2013 10:18:52

Fernando, ao tomar conhecimento da mais nova imbecilidade, lembrei do grande Josino Moraes em "Notas de uma viajem aos EUA(2006)":

"No fundo dos fundos, o maior problema da América Latina é a escassez ou completa ausência de inteligência"


www.tecmundo.com.br/celular/42112-anatel-quer-exigir-que-operadoras-permitam-cancelamento-de-contratos-online.htm

Responder
Lucas S 15/07/2013 17:44:03

O mais legal é que passado alguns meses desde a escrita deste artigo, o que aconteceu? A Anatel continuou interferindo no setor e os serviços continuam caros e ruins! fica a dica para um novo artigo: pegue todas as intervenções após a postagem e mostre para as pessoas o que aconteceu e pq. Abraço.

Responder
Lucas 22/07/2013 21:38:11

Um fato sobre o Canada: Até existe uma agência reguladora(coisas da nomenklatura...sempre inchada), mas ela não tem o poder de regular a qualidade e o preço dos serviços. Outro ponto muito interessante: ela também não faz a alocação de espectro.

Responder
Lucas S 31/07/2013 04:20:00

Que beleza. Meses atrás teve um evento chamado TeleBrasil onde burocratas e lobistas se reúnem para um piquenique.

No debate a seguir vocês podem ouvir as pessoas dizendo que mais competição não seria interessante no momento. Eles falam na maior cara de pau mesmo.





No vídeo a seguir a mulher fala sobre melhorar o código de defesa do consumidor(excrecência de país socialista):

Responder
Lopes 20/08/2013 15:59:14

Mas... Mas... E quanto à função sócio-histórica do índio?

Responder
Lucas 31/08/2013 04:17:59

E lá vem mais intervenção

convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34722&sid=8#.UiFjcb9Du0w

Nesses últimos dias descobrimos que o paulo bernardo quer taxar serviços como netflix. A farra da nomenklatura nunca acaba.

Responder
Fernando Chiocca 21/08/2013 19:11:23

Ele fala uma grande besteira quando diz que a culpa é de "falta de fiscalização do governo" e do "descaso da Anatel", mas no resto tá muito bom.

Responder
Alexandre M. R. Filho 18/09/2013 02:45:45

O que vcs acham disso:

viagem.uol.com.br/guia/cidade/guatemala.jhtm

A reportagem diz que internet é rara e lenta no país....

Responder
Mauro 18/09/2013 03:34:48

Longe de mim querer livrar a cara dessas reportagens toscas feitas para espectadores de novela, mas a reportagem não diz isso que você falou. Diz apenas que o wifi gratuito do hotel pode ser lento. Isso é normal. Se o hotel for barato, é de se esperar que a velocidade da internet ofertada gratuitamente seja menor.

Quanto à oferta de serviços, ele diz que há internet até em vilarejos. O que seria menor que um vilarejo na Guatemala?

Por fim, ele diz que é comum alugar telefones nas praças a preços irrisórios. Isso não existe no Brasil.

Responder
Sergio 08/10/2013 03:15:17

Tambem fui lá ler a materia, e nao fala em nenhum momento em 'rara'. Ou o cara aí em cima leu e entendeu errado, ou agiu de ma fé, ou a materia lá foi alterada nesse inteirim.

Responder
Anônimo 09/10/2013 01:14:39

É para o nosso bem. Falar muito no celular dá câncer.

Responder
Lucas S 09/10/2013 06:54:51

Fuçando no site das operadoras da Guatemela descobri que há a possibilidade de colocar crédito estando nos EUA. Por que? Há muitos guatemaltecos nos EUA, pessoas que foram em busca de uma vida melhor. Isso é o mercado: opções.

Responder
anônimo 08/10/2013 23:49:51

Mais regulações estatistas. E desta vez, o alvo são os eletrodomésticos:

03/10/2013
Inmetro vai classificar barulho emitido pelos eletrodomésticos

Outubro de 2013 – Visando propiciar a fabricação de produtos mais silenciosos, o Inmetro acaba de publicar a Portaria nº 388/2013, que inclui a classificação de potência sonora no Selo Ruído para três dos eletrodomésticos que emitem mais ruídos: liquidificadores, aspiradores de pó e secadores de cabelo. Com a medida, além de avaliar quanto à segurança elétrica, o Instituto vai classificar os decibéis de '1' (mais silencioso) a '5' (menos silencioso), no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).

"O objetivo é dar mais conforto às pessoas em casa. Recebemos reclamações, por exemplo, de consumidores que hoje precisam fechar todas as portas de janelas na hora de usar um liquidificador ou aspirador por causa do barulho. Como consequência, esperamos que os produtos menos silenciosos sejam gradativamente melhorados ou eliminados do mercado à medida que as pessoas exercem a compra mais consciente utilizando as informações do Selo", afirma Marcos Borges, responsável pelo PBE.

Nos próximos dois anos, o Inmetro vai estudar a implantação da classificação sonora para outros eletrodomésticos, como por exemplo as máquinas de lavar e os aparelhos de ar condicionado. "É um trabalho a ser feito em parceria com o Ibama. E o consumidor tem um importante papel nas regulamentações enviando sugestões e relatos, por meio da nossa Ouvidoria, quando estiverem incomodados com o ruído ou segurança de qualquer outro produto", completa Marcos.

A partir de 20 de fevereiro de 2014, os três eletrodomésticos deverão ser fabricados e importados somente de acordo com as novas regras. O Inmetro controlará as importações e impedirá a entrada de produtos irregulares. Para o comércio, o prazo vai até 20 de agosto de 2016, quando o Instituto exercerá a fiscalização por meio dos seus órgãos delegados nos estados - os Institutos de Pesos e Medidas (Ipems).

O Selo Ruído, parceria entre o Inmetro e o Ibama, foi instituído pela Resolução Conama no. 20/1994. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora – Silêncio, que tem como objetivo combater a poluição sonora do país, orientar o consumidor na hora de escolher eletrodomésticos mais silenciosos, estimular os fabricantes a produzirem produtos com níveis de ruídos cada vez menores e proporcionar mais conforto ao cidadão.


www.inmetro.gov.br/noticias/verNoticia.asp?seq_noticia=3518

Responder
Andre Cavalcante 09/10/2013 14:40:29

O problema em si não é classificar e/ou certificar. Isso provavelmente seria feito em um ambiente de livre mercado por empresas privadas de classificação e certificação.

Nem tampouco o problema está na justificativa "combater a poluição sonora no país", o que é em si uma coisa boa...

Mas quando se coloca uma única empresa para fazer a certificação, que critérios adotará? a que lobbying estará sujeita a empresa? afora o problema da força de polícia que qualquer atitude governamental sempre traz consigo.

Responder
Lucas S 21/02/2014 17:00:53

O artigo acima está completando quase 2 anos já, mas o Brasil continua fazendo as coisas do jeito mais errado possível. Hoje(21/02/2014) a Anatel divulgou mais uma enxurrada de regulações inúteis.


Cancelamento automático. Mesmo sem falar com um atendente da operadora, ele poderá cancelar seu serviço por meio da internet ou simplesmente digitando uma opção no menu na central de atendimento telefônico da prestadora. O cancelamento automático deverá ser processado pela operadora em, no máximo, dois dias úteis. O cancelamento também pode ser efetuado por meio de atendente, se o cliente assim desejar. Prazo para implementação da medida: 120 dias após a publicação do regulamento.

Call center. A prestadora será obrigada a retornar a ligação para o consumidor quando a ligação cair. Caso não consiga retomar contato, a operadora deve mandar mensagem de texto com número de protocolo. Essa conversa deve ser gravada e deve ser armazenada por seis meses. O consumidor tem direito a uma cópia dessas gravações. Prazo para implementação: 120 dias após a publicação do regulamento.

Cobrança de faturas. As empresas terão 30 dias para responder a um questionamento sobre valor ou o motivo de uma cobrança. Se não responder neste prazo, a prestadora deve automaticamente corrigir a fatura (caso ela ainda não tenha sido paga) ou devolver em dobro o valor questionado (caso a fatura já tenha sido paga). O consumidor pode questionar faturas com até três anos de emissão. Prazo para implementação: 120 dias após a publicação do regulamento.

Crédito de celular pré-pago tem validade mínima de 30 dias. Todas as recargas de telefonia celular na modalidade de pré-pago terão validade mínima de 30 dias - atualmente, são oferecidos créditos com períodos de validade inferior. As operadoras deverão ainda oferecer duas outras opções de prazo de validade de créditos, de 90 e 180 dias. A regra valerá tanto para as lojas próprias operadoras como para os estabelecimentos eletronicamente ligados à rede da operadora, como supermercados. O usuário também deverá ser avisado pela prestadora sempre que seus créditos estiverem perto de expirar. Os pré-pagos representam 78% da base de acessos móveis do País. Prazo para implementação: 120 dias após a publicação do regulamento.

Promoções valem para novos e antigos assinantes. Com o novo regulamento, qualquer um - assinante ou não - tem direito a aderir a qualquer promoção que for anunciada pela operadora, na área geográfica da oferta. Caso já seja cliente, o interessado em mudar de plano precisa ficar atento sobre eventual multa decorrente da fidelização do seu plano atual. Prazo para implementação: 120 dias a contar da publicação do regulamento.

Contrato, faturas antigas e históricos de consumo na internet. Com o uso de senha individual, os consumidores terão acesso via internet às informações mais importantes sobre sua relação com a operadora, entre elas: o contrato em vigor; as faturas e os relatórios detalhados de consumo dos últimos seis meses; um sumário que, de forma simples, informe para o consumidor quais são as características do contrato: qual é a franquia a que ele tem direito, o que entra e o que não entra na franquia, qual é o valor de cada item contratado etc. O usuário tem direito a acessar suas informações até seis meses depois de eventual rescisão do contrato. Prazo para implementação: 12 meses após a publicação do regulamento.

Site de operadora permitirá acesso a protocolos e gravações do atendimento. Pela internet, o consumidor também terá acesso ao histórico das reclamações, pedidos de informação e solicitações que fez à operadora, por qualquer meio, nos últimos seis meses. Também será possível solicitar a cópia das gravações de atendimentos realizados por meio de central telefônica. O acesso às informações também deverá ser permitido até seis meses após eventual rescisão. Prazo para implementação: 12 meses após a publicação do regulamento.

Comparação de preços. O regulamento prevê que todas as operadoras, de todos os serviços, deverão disponibilizar, em forma padronizada, os preços que estão sendo praticados para cada serviço, bem como as condições de oferta. Prazo para implementação: 12 meses após a publicação do regulamento.

Unificação de atendimento no caso de combos. Com o novo regulamento, os consumidores de pacotes combo (que unem telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura, por exemplo) poderão resolver assuntos relativos a qualquer um dos serviços entrando em contato com uma única central de atendimento telefônico. Prazo para implementação: 18 meses após a publicação do regulamento.

Fim da cobrança antecipada. Hoje, algumas operadoras fazem a cobrança da assinatura dos serviços antes de eles serem utilizados pelos consumidores. Por exemplo: no começo de fevereiro, já é feita a cobrança dos serviços que serão prestados até o final deste mesmo mês. Nesses casos, se o consumidor cancelar o serviço no meio de um mês que ele já pagou, tem que esperar até receber de volta os valores já pagos. Com o novo regulamento, a cobrança só poderá ser feita após a fruição dos serviços. Assim, se o cliente quiser cancelar o serviço no meio do mês, pagará em sua próxima fatura apenas o valor proporcional ao período em que efetivamente usou o serviço. Prazo para implementação: 120 dias após a publicação do regulamento.

Mais transparência na oferta dos serviços. Antes de formalizar a contratação de qualquer serviço, as operadoras deverão apresentar ao potencial cliente, de forma clara e organizada, um sumário com as informações sobre a oferta. As empresas devem informar, por exemplo, se o valor inicial é ou não uma promoção - e, caso seja promoção, até quando ela vale e qual será o valor do serviço quando ela terminar. Também devem deixar claros quanto tempo demora até a instalação do serviço; o que está incluído nas franquias e o que está fora delas, e; quais velocidades mínima e média garantidas para conexão, no caso de internet. Prazo para implementação: 120 dias após a publicação do regulamento.

economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,veja-todas-as-mudancas-aprovadas-pela-anatel,178287,0.htm

Responder
Asdruballs 11/10/2013 00:55:23

Poxa, nao consegui ler o e-mail inteiro... fique com medo de ser herbalife ou coisa do genero... muito longo... cansa... prefiro gastar meu tempo com outras coisas.... sabe...

Responder
J. H. Montans Condé 29/05/2014 20:54:46

Não é um comentário e sim uma pergunta:
Como faço para retirar meu consentimento quanto à existência da Anatel?

Responder
luiz claudio martins reis 13/08/2014 15:11:06

Só pra efeito humorístico: O último parágrafo desse artigo meu deu calafrios.. é que me lembrou a chamada de Marx a respeito da organização para luta do proletariado... Hahahahaha!

Responder
luiz claudio martins reis 14/08/2014 02:03:43

Aliás, uma pergunta sobre o vídeo da Guatemala: Alguém sabe que "mágica" foi feita lá, para "convencer" os sindicatos a não espernearem tanto quanto à entrada de novas empresas para efeito de competitividade? Não creio que só a lei anti-greve tenha contribuído pra isso... É que normalmente eles alegam querer sempre protecionismo pra eles, em função de saberem que há defasagem na esfera pública, que seria "injusto" para eles competirem com empresas privadas de telefonia, que ficariam desempregados (logicamente, esquecem-se, num passe de mágica, da qualidade dos serviços prestados por eles aos cidadãos)... Mas, o que foi feito lá para entrarem em acordo? Alguém sabe?

Responder

Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  Nome
  Email   (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  Website
Digite o código:

Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.







Blog  rss Assine o RSS de Blog da Mises.org.br
  Comedimento e sobriedade
        por Helio Beltrão - 10/06/2014
  Comunicado
        por Equipe IMB - 10/06/2014
  O que fazer com a Petrobras?
        por Leandro Roque - 07/04/2014
  Mises ou Marx? O jogo
        por Fernando Chiocca - 03/04/2014

Multimídia   
  Podcast Mises Brasil
        por Bruno Garschagen - 06/01/2015
  Fraude - Explicando a grande recessão
        por Equipe IMB - 31/10/2012
veja mais...



Instituto Ludwig von Mises Brasil



contato@mises.org.br      formulário de contato           Google+
Desenvolvido por Ativata Software