Falácia e grosseria: o homeschooling segundo mais dois "izpessialistas"
por , sábado, 7 de julho de 2012

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ensino_domiciliar.jpgNo dia 27 de junho, a educação domiciliar (em inglês, homeschooling) foi assunto de discussão no programa Brasil das Gerais, transmitido pela emissora de televisão estatal Rede Minas. 

Os objetivos — os confessos, ao menos — eram "questionar as vantagens e desvantagens" da prática e "se é saudável tirar uma criança ou adolescente da escola regular".  Foram convidados para o programa Ricardo Dias, que educa, há dois anos, os dois filhos em casa e é presidente da Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED); Cleber Nunes, que pratica a educação não-escolar há quase sete anos; o sociólogo Rudá Ricci e a pedagoga Lucíola Santos. Graças à dupla de "especialistas", o show se tornou uma exibição lamentável de desonestidade argumentativa e de ignorância dos fatos.

O rol de convidados foi mal pensado. Para o bem do debate, deveriam ter sido convocados estudiosos contrários e outros favoráveis à prática em questão. Longe disso, o que se fez foi chamar dois supostos especialistas que pouco conheciam o assunto, ambos contrários à educação domiciliar, e permitir que atacassem, com artilharia vil, a honra e o estado emocional dos pais convidados. Ricci e Santos não se muniram de fatos e pesquisas. Nem se dispuseram a ouvir o que dois dos mais longevos praticantes brasileiros da educação não-escolar (que, juntos, somam oito anos de experiências) tinham a falar. Foi por isso que a dupla interrompeu diversas vezes as falas de Cleber e Ricardo, e não esperou (nem a apresentadora, em alguns momentos) que concluíssem seus argumentos e relatos. Não foram honestos, não seguiram as regras da boa argumentação. Pelo contrário, os "dotôres" se armaram com peças de acusação direcionadas às pessoas dos pais — não só daqueles que ali estavam, no estúdio, mas de todos os que adotam, responsável e corajosamente, um tipo de educação ainda incipiente no Brasil.

Eis o vídeo da primeira parte (aviso: as cenas são fortes; você verá "intelectuais" dizendo que eles, e não você, é que sabem como educar seus filhos):

Analiso, a seguir, selecionando algumas passagens, de que modo se deu o ataque, e como Rudá Ricci e Lucíola Santos desceram muito baixo para passar ao telespectador a sensação de vitória. Não, não havia cientistas ali! Por trás dos diplomas e doutorados que intimidam o leigo, revelaram-se, enfatuados, dois representantes da histeria e da paranoia de parcela significativa da "estupidentsia" acadêmica brasileira. Abaixo, as falácias cometidas por ambos são destacadas em itálico.

Rudá Ricci iniciou sua participação no debate — aos 13:56 do vídeo — interrompendo Cleber Nunes. Cleber, perguntado sobre os processos judiciais sofridos por sua família, dizia que ele mesmo e sua esposa foram condenados, cível e criminalmente, por abandono intelectual, após seus filhos serem aprovados em vestibular de direito (em 2007, quando eles tinham 13 e 14 anos) e em prova da Secretaria de Educação de Minas Gerais imposta pelo juiz da vara criminal (em 2008). Acertadamente, ele concluiu: "Percebi que o interesse não estava na educação deles, mas que o interesse da Justiça era tão-somente que eles estivessem na escola."

Depois de ouvir isso, Ricci desfia seu contra-argumento, sua peça de acusação, tão aborrecida quanto falaciosa. Confusamente, o "sociólogo" compara (com falsa analogia) o direito de educar com o (inexistente, segundo ele) direito ao suicídio: "O Estado não defende só a pessoa: defende a sociedade, os direitos." Para Ricci, que discorda de que as pessoas sejam donas de seus corpos, um sujeito é incapaz de se matar sem pôr outros em risco. Mas o que é que isso tem a ver com educar fora de escolas? É que essa prática também seria um risco coletivo: "É o fim da democracia, da vida social." Por quê? Cleber, Ricardo e TODOS os que educam em casa, garante Ricci, estão "trazendo uma cultura do egoísmo e do individualismo extremo" (falácia da omissão, ataque à pessoa e conclusão irrelevante).

Fatos? Pesquisas?[1] Nada. Será que a vida social e a democracia inexistem ou sofreram duro golpe nos Estados Unidos, onde a prática é comum há mais de três décadas e, hoje, há mais de 2 milhões de crianças e adolescentes educados em casa?[2]

Testemunhamos, com o passar do programa, um Rudá Ricci cada vez mais descontrolado e desleal. Recorrendo mais uma vez à falsa analogia e atacando a pessoa dos convidados, Ricci compara pais praticantes da educação em casa com políticos e marketeiros (14:55, parte 1). Em comum, alega, eles deixariam "tirar foto do aluno pra fazer propaganda do curso", o que iria "causar um dano imenso [ao aluno]". A acusação, sabemos, é irrelevante para verificar vantagens ou não da educação em casa. E não há, é óbvio, nenhuma evidência de que tal "exposição" (fantasiosa!) causasse danos aos estudantes domiciliares.

Ricci tentou, desde o início, construir um espantalho para ter em quem bater. O pai que educa em casa não está, necessariamente, "dando aulas" domiciliarmente. Há quem adote, por exemplo, métodos como os comumente chamados aprendizagem natural e auto-aprendizagem (citados por Ricardo, a partir dos 8:22 do primeiro bloco) e que não acreditam que os filhos precisem ser "ensinados".

Mas Ricci, que parece não querer saber de fatos, afirma exatamente o contrário (falácia da omissão, a partir dos 14:33), certo de que os pais precisam ser "técnos" (sic) para ter sucesso educando em casa. Cleber não sustentou, em momento algum do programa, nem que o testemunho de seus filhos em audiências públicas, nem que avaliações formais sejam, para ele, evidência de que a educação em casa é tecnicamente "boa". Mas Ricci, de novo, inventa um fato e atribui a Cleber um argumento que lhe é estranho (a partir dos 15:09).

A "professora" Lucíola Santos, chamada a participar do debate aos 18:58 de programa, articulou de modo mais claro os seus argumentos, o que tornou mais evidente as fraquezas deles. Lembremos, antes, mais uma vez, que o objetivo do programa é discutir as "vantagens e desvantagens da educação domiciliar". Pois bem. Vejamos os argumentos de Santos:

(1) Os pais que educam em casa apontam defeitos na escola, mas não se mobilizam para melhorá-la. Isso se dá (assim entendi) porque eles não acreditam no estado; (2) Os pais que educam em casa (supus que houve generalização) "têm alguma espécie de posição político-religiosa que os mobiliza a não querer que seus filhos convivam com pessoas diferentes". Isso levaria a "processos de fundamentalismo, em guetos, em situações inviáveis do ponto de vista social"; (3) Os pais não têm competência, nem tempo, nem condições para ensinar todos os conteúdos escolares às crianças até a idade de 17 anos; (4) Se a legislação permitir que pais eduquem em casa, haverá caos — porque "muitos pais podem fazer bem, outros, não" — e injustiça — "porque os pais não são os donos das crianças."

O primeiro argumento é mais um ataque à pessoa despropositado. O que o fato de alguns pais (e não todos!) não "acreditarem no Estado" como agente de educação nos diz da eficácia ou ineficácia do ensino domiciliar, das suas vantagens ou desvantagens?

O segundo, mais um ataque à pessoa, também não nos revela nada da questão em debate! A debatedora não cita nenhum fato que corrobore a afirmação de que pais que tiram seus filhos da escola evitam a convivência deles com "pessoas diferentes" (como se os filhos fossem iguais aos pais!).

O terceiro argumento torna constrangedoramente manifesta a ignorância de Lucíola Santos sobre o assunto. A educação domiciliar, já dissemos, não é, necessariamente, educação curricular, conteudista, programática. Considerando este fato, a suspeita em relação a "competências, tempo e condições" é, toda ela, vaga, descabida e completamente alheia à ciência.

O quarto argumento de Santos tampouco se sustenta em fatos.  Ela prevê uma situação de "caos" (leia-se "de não planejamento estatal") porque "muitos" pais podem "fazer bem" à educação domiciliar e outros pais, não.  Ora, os pais que educam em casa não defendem que a prática seja imposta sobre outras famílias.  Aliás, suponho que a professora ainda não conhece o caso do Texas, estado americano que conta, segundo o Texas Home School Coalition, com cerca de 120 mil famílias educando em casa ("caoticamente", por que não?), e onde os pais não precisam ter nem certificado de professor para fazê-lo.  Recomendo-lhe o site da organização: http://www.thsc.org/.

No mais, Santos, que não definiu o que seria "fazer bem" a educação domiciliar (o que impossibilita o debate sobre o termo), garantiu, citando o coletivista Estatuto da Criança e do Adolescente, que os pais não são "os donos" dos filhos[3] (questão que, sozinha, rende uma discussão à parte), sem dizer bem em que isso é relevante para conhecermos "as vantagens e desvantagens da educação domiciliar".

O nível do debate no restante do programa, acredite, leitor, foi pior — e não merece que nos detenhamos muito nele. Um desfile de ataques pessoais (uma cena especialmente desconfortável tem começo aos 17:12), de apelos emocionais (chega a ser cômico o apelo à Xuxa, novo tipo de generalização precipitada combinada com apelo à emoção, utilizado por Rudá Ricci aos 15:13), apelo à autoridade (a partir dos 7:13 e dos 7:33), apelo à maioria (a partir de 15:48)... E por aí vai.

educaçao_publica.jpgAlém do mais, a discussão se deu, o tempo todo, em termos "utilitários", de saber se a educação fora de escolas certificadas pelo estado é "boa", se é "saudável" acadêmica e socialmente.  Antes disso, a meu ver, há questões mais importantes e fundamentais: por que o estado tem o direito legítimo de (com o pretexto de "educá-los") tomar violentamente os filhos de seus pais?  E quem lhe deu tal direito?  Se essas questões forem postas em debate, veremos que a velha "mágica do governo" surgirá evidente nas respostas mais comuns.

Encerro o texto dirigindo-me a Rudá Ricci e aos "especialistas" que, como ele e Lucíola Santos, acham que as tolices diplomadas passarão incólumes.  Na segunda parte do programa, Ricci vaticina que "shopping curriculares" como os que teriam sido feitos pela família de Gilmar e Vânia Lúcia Carvalho (apresentada no início do segundo bloco) são um "erro estrondoso que nós só vamos ver dali a pouco, quando tiver 25, 30 anos...".  Ricardo Dias alegou que "as pesquisas de hoje mostram o contrário", mas não conseguiu, na hora, citar nenhuma.  Então, Ricci respondeu-lhe (7:50): "Não sei que pesquisas, porque eu sou pesquisador da área... Você há de convir: fui professor de mestrado e de doutorado da educação, eu conheço a literatura. Não existe pesquisa que diga isso que você está dizendo... Não existe. É definitivo isso."

Bom, apesar do apelo à ignorância do "pezquisadô", as pesquisas existem. A seguir, cito dez delas que tem por objeto a socialização e as realizações acadêmicas de crianças e adolescentes educados em casa. Recomendo todas para os interessados na matéria. Bom proveito!

 

1. Delahooke, Mona. (1986). Home Educated Children's Social, Emotional Adjustment and Academic Achievements:A Comparative Study. Unpublished doctoral dissertation. Los Angeles, CA: California School of Professional Psychology.

2. Knowles, J. Gary (1991). Now We Are Adults: Attitudes,Beliefs, and Status of Adults Who Were Home-educated as Children. Paper presented at the annual meeting of the American Educational Research Association, Chicago, April 3-7.

3. Medlin, Richard G. (2000). Home schooling and the question of socialization. Peabody Journal of Education, 75(1 & 2), 107-123.

4. Ray, Brian D. (2010, Frebuary 3). Academic Achievement and Demographic Traits of Homeschool Students: A Nationwide Study. Academic Leadership Journal, 8(1).

5. Ray, Brian D. (2003). Homeschooling Grows Up. National Home Education Research Institue: Salem, Oregon.

6. Rudner, Lawrence M. (1999). Scholastic achievement and demographic characteristics of home school students in 1998. Educational Policy Analysis Archives, 7(8).

7. Shyers, Larry E. (1992). A comparison of social adjustment between home and traditionally schooled students. Home School Researcher, 8(3), 1-8.

8. McDowell, Susan. (2004). But What About Socialization? Answering the Perpetual Home Schooling Question: A Review of the Literature. Philodeus Press.

9. Taylor, John Wesley. (1986, May). Self-Concept in Home Schooling Children. Doctoral dissertation, Andrews. University, Michigan.

10. Van Pelt, D.A., Allison, P.A. and Allison, D.A. (2009). Fifteen Years Later: Home Educated Canadian Adults. London, ON: Canadian Centre for Home Education (Monograph).



[1] Duas pesquisas recentes (Ray, 2003; Van Pelt, Allison & Allison, 2009) verificaram o engajamento social de adultos que foram educados em casa nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados: comparados com seus pares não educados domiciliarmente, eles se mostraram mais frequentes em grupos de atividades e organizações comunitárias, e mais participativos nas eleições em seus países.

[2] Brian D. Ray. (2011). 2.04 Million Homeschool Students in the United States in 2010. National Home Education Research Institute.

[3] Esse argumento, que já chegou nas altas esferas da Justiça brasileira, não é novo. Em 2001, o ex-ministro do STJ Francisco Peçanha Martins, então relator do caso da família Vilhena Coelho (que defendia o direito de educar em casa os seus três filhos mais velhos), arguiu que "os filhos não são dos pais". A família teve o direito negado por seis votos a dois.


André de Holanda é graduando em Sociologia na Universidade de Brasília. Atualmente, prepara trabalho de conclusão de curso sobre a prática da educação domiciliar no Brasil.



88 comentários
Camarada Friedman 06/07/2012 23:14:10

Quase vomitei assitindo o vídeo no You Tube. Ótimo artigo. Sem mais...

(...arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrghhhhhh)

Responder
Henrique 07/07/2012 03:53:52

"Quase vomitei". Foi exatamente esse o meu sentimento ao assistir também, mais nojento impossível.

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Henrique P. 07/07/2012 07:39:08

Não sei porque, mas eu não fiquei nada surpreso. Já acostumei a ouvir esse tipo de absurdo que hoje eu apenas ignoro.
Mas eu no lugar dos pais, tinha levantado e ido embora no meio do programa.

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BrasilRJ 07/07/2012 08:05:11

Nem vou perder meu precioso tempo ouvindo a defecação verbal desses "expessialixtas" e "otoridadis nu açuntu". Espero que esses corajosos pais que praticam a educação domicialar não se sintam intimidados e continuem com essa correta prática.

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Lucas A. 07/07/2012 08:05:51

Este é o colectivismo em toda sua estupidez. Apreciem.

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Carlos Eduardo 07/07/2012 08:34:36

Cara, eu nem vou assistir o vídeo porque já sei que lá vem bomba e é capaz de eu sair vomitando com as """"idéias"""" (muitas aspas aqui) dos "especialistas". A questão, eu diria, já foi muito bem apresentada pelas palavras do artigo. Acho que os resultados já falam por si só, o homeschooling é interessante e extremamente produtivo sim, torna o aprendizado mais saudável e sem o monstro do estado ameaçando devorar o seu cérebro. Os resultados em vários países do mundo comprovam isso. Mas não... Como sempre, os burocratas desgraçados realmente acham que sabem o que é melhor pra nós e querem controlar nossas vidas desde crianças. Taí uma situação que me dá nojo.

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Matheus M. T. 07/07/2012 09:30:30

Eu nunca vi alguém em sã conciência defender o bullying e a violência para o bem da criança. Essa professora e esse sociólogo são uma completa desgraça! Infelizmente, não são diferentes de praticamente todos os "profissionais do ramo" que conheço.

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Rodrigo 07/07/2012 09:44:17

Revoltante!

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J.Sena 07/07/2012 12:05:37

Disfunção social dos filhos? ahahahhaa

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Paulo Sergio 07/07/2012 15:10:50

Eu só trocaria o home schooling se os pais que tem uma cabeça parecida resolvessem se juntar e formar sua própria escola, que entre outra coisa mostrasse os podres do governo, ensinasse o básico de economia e ensinasse história de um ponto de vista NÃO esquerdista
Economizaria o tempo dos pais e seria igualmente eficiente

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anônimo 08/07/2012 10:50:46

É exatamente isso que eu fiz. Matriculei meu filho numa escola feita por dezenas de pais, uma cooperativa educacional e que frustrados com assédio do estado e intelectual das escolas particulares resolveram se unir pelo bem de seus filhos e dos outros.

A escola é construtivista, não tem professores perversos doutrinando alunos no comunismo e eles (professores) são escolhidos a dedos.

Como esse mundo está repleto de gente má intencionada, doente e psicopata, nossa instituição já recebeu dezenas de denuncias ao MEC, que mandou uma comissão avaliar nosso método pedagógico. Exigiram (olha só!!) o material de geografia e historia para ver se era adequado. Para surpresa deles a escola trabalha com apostilas do Grupo Abril (dos Civita) e isso os enfureceu. Um fiscal do MEC chegou a ameaçar, prontamente ligaram para policia sem que ele soubesse e fomos a delegacia (cerca de 8 pais, coordenadores e responsáveis pela escola) registrar um boletim de ocorrencia da ameaça.

A escola ja está preparada para mais ataques, porque a escola está recebendo telefonemas anonimos que desligam na cara ou fazem perguntas sobre os responsáveis pela escola. Gente de dentro do PT, MEC ou sindicado dos professores.

Nós ja estamos vivendo numa ditadura, e a escola só está de pé porque tem pais investindo e se tornando cooperados para ajudar com despesas judiciais.

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Paulo Sergio 08/07/2012 16:04:26

Podia divulgar o site dela para doações

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Josuel 10/07/2012 06:41:54

Gostaria de saber que escola é esta. Não sabia que existia uma escola feita por pais.
Bem que eu gostaria de ter meus filhos estudando numa escola assim. Uma escola que preparasse os alunos para a vida de empreendedor, ensinando história e geografia sem os vícios do esquerdismo.

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Camarada Friedman 07/07/2012 15:34:11

O motivo pelo qual a maioria dos "intelectuais" e "especialistas" odeiam a liberdade individual e o livre mercado é muito simples, eu JOGO isso na cara de todos os que tentam debater:

Em uma economia livre, eles não teriam ninguém para comprar o "serviço" deles. Ja que a grande maioria desses parasitas vive de dinheiro público. No mundo real um sapateiro cria muito mais riqueza para a sociedade.
Se um milagre acontecer no Brasil, e 99% do país for privatizado, eles estariam fritos.. pq eles teriam a primeira experiência de trabalho na vida deles: lixeiro.
Bom, eu pelo menos não iria contratar um babaca com especialização em pós-modernismo e com 30 anos de "experiencia" na área... hahahahah :D

É um grande cartelzão, isso sim. Cambada de inúteis e parasitas...

Responder
Getulio Malveira 08/07/2012 06:08:57

Creio que o "camarada Friedman" precisa ler um pouco mais o "camarada Mises". Seu argumento anti-intelectual é destituído de sentido: ninguém pode prever quais produtos ou serviços seriam demandados em um mercado totalmente livre, muito menos valorar em geral os serviços "intelectuais" em comparação com os serviços manuais. O que sabemos de um mercado livre é que nele haveria a demanda real dos produtos e serviços, mas de modo algum se esse demanda seria superior ou inferior a atual.

Como representante da classe dos mais inúteis de todos os intelectuais, os filósofos, é óbvio que acredito que meus serviços ainda seriam demandados em um mercado livre e tenho o exemplo histórico dos sofistas e meus próprios alunos particulares para sustentar essa crença. Em todo caso é um mera crença...

Responder
Camarada Friedman 08/07/2012 09:12:26

Amigo, vc esta certo, eu queria ter expressado outra coisa, vc fez melhor:
"O que sabemos de um mercado livre é que nele haveria a demanda real dos produtos e serviços"

Responder
Carlos Andrew 10/07/2012 04:37:42

Camarada Friedman vence por nocaute técnico!

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Samuel 07/07/2012 15:48:00

O "educadô" Rudá Ricci me ensinou uma coisa que eu ainda não sabia: os anglo-saxônicos moram na selva, e fazem parte de uma cultura muito atrasada, baseada no individualismo...

Ainda bem que somos "Latinos!". Temos que ter orgulho de sermos latinos, e toda nossa superioridade cultural. E vocês ainda falaram mal do Rudá Ricci. Que injustiça!

Coitados desses pobres anglo-saxônicos, mas... Quem são eles?

Responder
KAR 07/07/2012 15:48:10

Essa novilíngua dele é demais:\r
\r
"Isso não é educação, é instrução!"\r
O Rudá Ricci fala de um jeito que não dá pra acreditar que tenha completado uma faculdade.

Responder
Rovison 07/07/2012 17:59:18

Esse negócio de educação pública e compulsória é uma das coisas mais absurdas produzidas pelo estado. Educação é algo que depende fundamentalmente do interesse do indivíduo em adquirir conhecimento e da qualidade das fontes de informação. Esses dois fatores básicos estão totalmente ausentes no ensino público obrigatório.

Responder
LAUDELINO 08/07/2012 06:15:37

Perigo é se um bosta como esse sociólogo resolvesse fazer home schooling com o filho dele... euq adoraria ver o Olavo de Carvalho nesse debate.

Responder
Renato 08/07/2012 09:31:21

O discurso deles é "os filhos não são propriedades dos pais".

É interessante que ninguém havia dito que fossem. Mas o que Ricci quis dizer (e só não disse para não ficar feio) é que ele acha que os filhos deveriam ser prorpiedade dos estado socialista.

Responder
Fernando 08/07/2012 11:33:32

São essas as pessoas que irão educar meus filhos? Não!

Responder
Fernando 08/07/2012 11:53:36

O que me deixa mais indignado, é que existem realmente coisas a serem discutidas sobre o home schooling vs escolas. E esses intelectuais se limitaram a discordar, sem argumentação lógica, da liberdade que os pais possuem para decidir de acordo com seus valores (que podem ser ou não valores egoístas).

Nenhum deles sabe NADA sobre home scholling, isso fica muito claro. Como você pode criticar algo sobre o qual você não sabe nada? A nossa querida Lucíola Santos fez uma breve pesquisa e viu que os pais adeptos da educação domiciliar são, geralmente, libertários, pronto, isso já bastou para ela, estava explicado. Esses pais nao acreditam no estado, ou seja, nada do que falarem fará sentido algum para ela. Coitada.

Depois que eu li o artigo sobre o "verdadeiro che guevara", e lembrei dos meus professores de história e geografia usando camisas com o rosto dele... Eu penso em como eu fui sortudo de vir parar por aqui, como fico grato por ter encontrado o IMB.

Meus filhos na Escola? Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha...

Responder
Edmar 08/07/2012 14:56:35

A Escola oferece ao estudante a possibilidade de conviver com o "diferente" e com a "vez do outro". Oferece ainda uma possibilidade que pode inexistir no lar se a educação for feita exclusivamente pelos pais: visões ideológicas distintas e desejavelmente divergentes – muito embora (convenhamos com Weber) escola não seja lugar para ideologias e a diversidade de visões políticas seja ali cada vez mais rara. O problema é acreditar que a Escola seja indispensável e que a educação só seja possível a partir do Estado. Lastimável a postura dos "especialistas" convidados para o "debate".

Responder
Luis Almeida 08/07/2012 15:17:45

Prezado Edmar, tudo se resume a uma simples pergunta: se eu quiser educar meus filhos em casa, mantendo-os longe deste ambiente moralmente e culturalmente putrefato que são as escolas sob o domínio do MEC, você defenderia que o governo apontasse uma arma pra minha cabeça, me jogasse na cadeia, tomasse meus filhos de mim e os jogasse neste esgoto ideológico?

Todo o debate se resume a esta simples pergunta. Todo o resto é tergiversação. Eu sinceramente defeco para o que estes "especialistas" pensam; quero apenas mantê-los longe de mim e de meus filhos.

O que você me diz? De que lado você está?

Responder
Edmar 09/07/2012 13:41:46

Caro Luis,
leia novamente meu argumento e procure contra argumentar somente sobre o que de fato argumentei (algo que os especialistas convidados não fizeram).
Esta claro de que lado estou, pois não faço em momento algum a defesa do Estado. Aponto apenas algumas possibilidades e riscos que são visíveis para qualquer um que se dê ao trabalho de ver a situação com uma dose mínima de imparcialidade. Condeno a obrigatoriedade e a impossibilidade que o Estado nos impõe de fazermos nossas escolhas.

Responder
Luis Almeida 09/07/2012 13:56:37

O seu argumento foi o de que "A Escola oferece ao estudante a possibilidade de conviver com o "diferente" e com a "vez do outro". Oferece ainda a possibilidade [de submeter a criança a] visões ideológicas distintas e desejavelmente divergentes"

Isso não é argumento, isso é opinião. E para esta sua opinião, digo apenas: "Não, obrigado. Não quero isso para meus filhos". Você é livre para ter qualquer opinião, desde a imposição desta opinião não implique em privações da minha liberdade.

O que me leva novamente à pergunta que lhe fiz e que você ainda não respondeu: você defenderia que o governo apontasse uma arma pra minha cabeça, me jogasse na cadeia, tomasse meus filhos de mim e os jogasse neste esgoto ideológico que são as escolas?

Responder
Edmar 09/07/2012 14:13:02

"Condeno a obrigatoriedade e a impossibilidade que o Estado nos impõe de fazermos nossas escolhas."

Não Luis, eu não defenderia jamais uma atrocidade dessas e deixei isso claro no trecho acima.

Mas, não vejo o porque de minha "opinião" sobre uma possibilidade implicar na privação de seus direitos individuais.

Responder
Marcos Campos 11/07/2012 22:02:45

O que mais me fez rir foi quando os Fundamentalistas do Governo chamaram os pais de futuros fundamentalistas....e quando disseram que EU não tenho o direito de me suicidar.....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...eu me mato a hora que eu quiser. A VIDA é minha *&¨*&!#¨*&!#¨$*!&#¨*(!#@.......

Responder
Paulo Sergio 09/07/2012 02:33:58

'A Escola oferece ao estudante a possibilidade de conviver com o "diferente"'

E desde quando isso é uma vantagem? Claro, pro governo é ótimo uma geração já na infância acostumada a conviver com os burros e preguiçosos,quando adultos não vão reclamar muito na hora da 'justiça social'

Responder
Edmar 09/07/2012 14:03:05

Caro Paulo,
A "diferença" a que me refiro diz respeito aos aspectos de raça, orientação sexual, orientação religiosa, padrão socioeconômico, ao Bullying e a todo o caldo cultural que constitui aquilo que entendemos por uma sociedade. Não vejo muito sentido em se falar em vantagens nesse caso (a Eugenia foi construída com base nesse tipo de "vantagem"). Mas se há alguma vantagem no fato de que uma criança não deva aprender a conviver com isso desde cedo ela vai diretamente para o bolso de terapeutas que tentaram ajudá-las mais tarde...
No entanto, não afirmei que essa possibilidade existe somente na escola, apenas que ela existe ali.

Responder
Paulo Sergio 09/07/2012 15:57:03

'Mas se há alguma vantagem no fato de que uma criança não deva aprender a conviver com isso desde cedo ela vai diretamente para o bolso de terapeutas que tentaram ajudá-las mais tarde... '
Ah, esse é o seu argumento? Se mudar pro mundo da imaginação, sonhar que alguém vai ter a necessidade dessa 'terapia pra aceitar o multiculturalismo' e torcer pro resto do mundo acreditar na lorota? Boa sorte

obs: Multiculturalismo é só uma frescura moderna, graças ao marxismo cultural e ao lixo da escola de frankfurt.O mundo inteiro passou muito bem sem isso desde sempre, sem precisar de 'terapia' nenhuma.

Responder
Edmar 09/07/2012 18:51:34

"Multiculturalismo é só uma frescura moderna, graças ao marxismo cultural e ao lixo da escola de Frankfurt"

Paulo,

Via de regra, um debate em um contexto genuinamente liberal tende a ser fraterno, cordial e educado. Eu realmente não o entendo. Lamento.

Responder
Renato 11/07/2012 08:27:39

Edmar\r
\r
Multiculturalismo é realmente um instrumento político que tem causado resultados lamentáveis. Há coisas do arco da velha sendo feitas na Europa em nome do multiculturalismo, coisas quase que inacreditáveis.\r
\r
Até concordo que um estudante deve conhecer visões distintas, mas certamente não será a escola estatal brasileira que lhe dará essa oportunidade. Por outro lado, um estudante que alcance um bom conhecimento sobre as disciplinas básicas terá condições de por si mesmo consultar artigos escritos sob visões diferentes, e analisa-los com mais propriedade. Ora, pelo que as pesquisas mostram, nos EUA os alunos que estudam em casa alcançam mais competencia nas disciplinas básicas, e certamente serão mais competentes para comparar por si mesmos as diferentes ideologias.

Responder
Matheus 08/07/2012 15:56:57

Obviamente já tinha me dado conta que a escola não é o melhor lugar para receber educação, porém não tinha ciência sobre o quão grande é o home schooling principalmente em lugares como Reino Unido e EUA. Este artigo me fez buscar informações na internet sobre o homeschooling e descobri notícias incentivadoras.

Alguém saberia dizer como é a situação no Brasil no que quis respeito a equivalência de "educação"? Por exemplo, se eu educar meus futuros filhos até os, digamos, 16 anos em casa, ele pode então fazer um vestibular? Porque faculdade ainda não pode ser feita em casa, já que a "lei" exige diploma para exercer certas profissões...

Obrigado.

Responder
anônimo 09/07/2012 09:02:25

Pode-se fazer telecursos, que o grupo Globo sempre ofereceu, pode-se fazer faculdade a distancia, etc.

Eu tenho um primo que nunca foi pra escola, e nunca ninguem denunciou. Ele trabalhava no escritorio do pai dele e só foi concluir o 1 grau com supletivo, aos 16 anos. Depois concluiu o ensino medio tambem no supletivo, com 21 anos e agora faz faculdade de contabilidade a distancia.

Essa coisa de denunciar pais por abandono intelectual se tornou mais coercitiva de 15 anos pra cá, quando a esquerda começou a permear o pensamento de "especialistas". Não existia isso antes não, simplesmente porque ninguem se envolvia na vida do outro. Hoje há um antro de sociopatas querendo violar a privacidade e controlar a vida alheia. Essas pessoas denunciam de sacanagem, por perversidade.

Responder
Matheus 08/07/2012 16:37:13

Nessa busca de informações sobre home schooling encontrei cada coisa...

www.hslda.org/hs/international/Sweden/201207060.asp

Responder
Danillo 08/07/2012 20:56:28

O "dotô" Raudá diz que nós nos educamos através de estímulos externos. Fico a pensar nos estímulos externos que as escolas públicas nos proporcionam. Já pela manhã somos recebidos pelos nossos saudosos colegas com um amistoso corredor polonês, entramos para a sala onde nos espera um professor de História, que aproveita do vácuo mental dos alunos para destilar os seus ideais comunistas, enquanto prestamos atenção na aula somos surpreendidos com bolas de papéis na cara, tapas no pescoço, e se olharmos bem conseguimos até ver uma mãozinha "boba" roubando o dinheiro do lanche do colega.
É esta a gloriosa socialização que o Estado proporciona aos nossos filhos.
É até cômico quando ele fala da cultura individualista anglo-saxônicam, como se os países que compartilham desta cultura fossem pobres e ignorantes. É por isso que eu acho que no período dos descobrimentos os povos latinos
( portugueses,espanhóis,franceses) nunca deveriam ter tirado seus barquinhos do cais para ir em busca do novo mundo, deixassem isto para os ingleses. Talvez assim o Brasil não compartilhasse de culturas tão estúpidas como a dos latinos. (É triste ser latino).
obs: os latinos europeus conseguem ser mais estúpidos que os latinos americanos, pois pra enfrentar uma crise como estão enfrentando agora na Europa e só dizer "Amém" para as medidas destruidoras de empresas dos germânicos, SÓ PODEM SER BURROS!!!!!!

Responder
André de Holanda 08/07/2012 21:45:43

Edmar, a questão mais importante, de fato, é a feita por mim e parafraseada pelo Luís de Almeida: o uso da violência contra pais inocentes é um meio legítimo para se "educar" os filhos? Mas, além disso, a sua suspeita de que os pais que educam fora de escolas impossibilitam o convívio com o "diferente" (suponho que você esteja falando
de pessoas não familiares) não é confirmada pelos fatos (recomendo as pesquisas citadas no artigo!).

Na educação domiciliar, sim, há o risco de "inexistirem visões ideológicas distintas" -- o que podemos achar um mal, mas de modo algum um crime! Nas escolas, no entanto, o risco se torna fato (e, porque fundado na violência, um crime!). A "escolarização" (que também é um tipo de doutrinação) é imposta em escala massificada a milhões de crianças e adolescentes, que não podem questionar (e nem seus pais) as premissas desse processo: os estudantes precisam ser compulsoriamente ensinados, classificados (e.g. em "classes"), comandados, vigiados, avaliados, ameaçados. É na escola que as crianças tem o primeiro contato com um modelo de sociedade planejada, já nos alertou o educador americano John Taylor Gatto (cuja obra indico calorosamente!).

Matheus, fico feliz pelo artigo ter instigado a sua curiosidade! No Brasil, desde a Portaria Normativa nº 4 expedida pelo MEC em 2010 (e atualizada desde então), é possível obter certificação de conclusão do ensino médio por meio do ENEM (sem a necessidade de frequência a escolas). No entanto, a idade mínima de 18 anos é requisito para tê-lo. Então, a resposta a sua pergunta é: sim, mantendo-se a legislação atual, seu filho de 16 anos poderá fazer vestibular. Não sei, no entanto, se ele poderá conseguir certificado de ensino médio por outro meio que não o ENEM e, com ele em mãos, cursar uma faculdade.

Responder
Matheus 09/07/2012 05:32:28

André,

Obrigado pela informação. Ainda estou longe de ter filhos, o que dirá em fase escolar. Mas saber que há a possibilidade de equivalência por uma simples aprovação no ENEM é ótima notícia. Pena que tenha que ser com 18 anos, acho que uma criança média bem educada em casa poderia passar pelo ENEM com uns 14 anos.

O homeschooling ainda é uma ideia a ser amadurecida por mim, principalmente pela disponibilidade de tempo, mas valeu a semente plantada.

Abraço.

Responder
Edmar 09/07/2012 14:32:01

Caro André,

Parabenizo-o pelo artigo e afirmo que não concordo de modo algum com essa violência a que você se refere. Embora não tenha feito essa escolha para os meus filhos, defendo com unhas e dentes o direito desses pais de escolher a maneira que lhes convier de educar os seus. Eu mesmo, embora tenha me graduado formalmente (Arquitetura, UFMG), sou autodidata na educação básica, pois fiz supletivo já adulto e estudando por conta própria. Aponto apenas algumas possibilidades em um lado (que não implicam necessariamente em impossibilidades do outro).

Responder
Andre de Holanda 09/07/2012 18:46:44

Edmar, obrigado!

Sim, já entendi que você apresentou possibilidades. Concordamos em que a escolarização
compulsória é um mal. Talvez concordemos também que é até óbvio que instituições de ensino (voluntárias ou não) oferecem "a possibilidade de conviver com o 'diferente'". Mas, você deve ter percebido, a questão, para muitos pais que escolhem educar em casa, é como esse convívio se dá (de forma negativa) nas escolas, por meio da coerção, da intimidação, da conformação, de "um modelo para todos", do "recreio" dedicado à socialização e por aí vai. Para deixar mais claro: eles não negam (nem eu) a possibilidade que você citou. A objeção é ao modo como ela se realiza.

O problema maior, para mim, não é acreditar que a educação SÓ seja possível a partir do Estado. Mas acreditar que deva existir um (Estado), que ele seja um agente moral e que seja competente para educar. É imoral eu ser obrigado a pagar o salário de Rudá Ricci, Lucíola Santos ou mesmo de estudiosos competentes. Não cotrato Rudá Ricci nem para adestrar o meu cachorro!

Por ora, é isto.

Responder
Pedro 08/07/2012 23:53:23

Motivação político-religiosa dona Lucíola ? Descrença em um grupo de pessoas(estado)?
Só eles né?
Paralaxe cognitiva level 1000 !!!

Responder
Tiago RC 09/07/2012 00:55:46

Ainda não li o artigo inteiro, muito menos assisti o vídeo.
Mas já que a proposta inicial era debater o tema, gostaria de fazer uma pergunta a quem eventualmente já pratique ensino domiciliar, ou conheça quem pratique.

Eu não tenho dúvidas que ensino domiciliar pode dar melhores resultados que o tradicional, afinal, é como ter um professor particular o tempo todo. E se o 'tradicional' for esse ensino estatista brasileiro então, nem se fale.
Mas, acho complicado... algum leitor daqui conhece alguma família que pratique ensino domiciliar, mas com ambos os pais trabalhando e contribuindo financeiramente para a família?
Nos poucos exemplos que vi, um dos pais não trabalha, sendo dependente do outro.
Isso eu não quero pra mim. Nem ser dependente de um adulto, nem ter um adulto como dependente. Complicado...

Responder
FRED 09/07/2012 05:51:02

NÃO CREIO QUE SEJA NECESSÁRIO UM PROFESSOR 24H AL LADO DO ALUNO..O pai/professor pode simplesmente dar diretrizes e o aprediz aprender por si. Alías, acho que esse seja o verdadeiro apredizado...Eu, por exemplo, aprendi mais sozinho em casa do que na escola e com os meus pais. E com a chegada da internet, não precisei de mais nada. O google, a wikipedia e o youtube me ensinam tudo.

Responder
Tiago RC 09/07/2012 07:06:35

Fred, talvez o que você diz funcione com um adolescente já maduro. Mas com uma criança pequena?
Aliás, crianças pequenas já necessitariam "ficar com alguém" enquanto os pais trabalham, já que não podem ficar sozinhas em casa. Parece algo natural que esse "alguém" seja uma escola. É uma pena que as escolas à disposição sejam tão controladas pelo estado. :S

Responder
mcmoraes 09/07/2012 05:03:13

Quando lembro do meu tempo na escola, é como se eu tivesse lembrando de um tempo em que paguei pena. Eu contava os dias, os meses e o anos para acabar aquele tormento. Hoje vejo claramente que não tive ganho algum. Apenas tempo perdido. Tem que pegar esses especialistas e dar uma coça neles com chicote de rabo de tatu em praça pública. Cambada de FDP!

Responder
André de Holanda 09/07/2012 05:44:41

Tiago RC, sim, há casos de famílias praticantes da educação domiciliar em que ambos os pais trabalham. O mais comum, no entanto, é que um dos dois não trabalhe ou que trabalhe apenas em um turno. Uma pesquisa de 2010 (a de número 4 na lista que aparece no artigo), em que foram entrevistados cerca de 23 mil pais americanos que educam em casa, revelou que 80,6% das mães não tem emprego remunerado, equanto 97,6% dos pais o tem.

No Brasil, não conheço pesquisa que tenha verificado esse dado. A minha pesquisa, com uma amostra provisória de 62 pais, indica proporção semelhante: cerca de 80% das mães não tem emprego remunerado.

Responder
Tiago RC 09/07/2012 07:01:39

André, e você saberia dizer como essas famílias onde ambos os pais trabalham conseguem dar uma boa educação aos filhos? Eu tenho dificuldade em imaginar onde encontrariam tempo.
Aliás, abusando um pouco mais, já viu pesquisas mostrando o resultado específico dessas famílias em que ambos trabalham, no que diz respeito ao aprendizado dos filhos? Já ouvi falar de pesquisas que mostram que crianças educadas em casa têm melhor desempenho em média, mas o mesmo se aplicaria a esse caso particular de ensino domiciliar com "pouco tempo"?

Responder
Luis Almeida 09/07/2012 07:22:28

Prezado Tiago RC, sinceramente, o que você está querendo fazer -- embora com muita finesse e com um discurso manso -- é apontar uma arma para a minha cabeça e me impedir de educar meus filhos como eu quiser. Ora, por que esta sua obsessão com a "capacidade de determinar famílias educarem seus próprios filhos"? Isso, com todo o respeito, não é da sua conta. Você não tem nenhum direito de determinar se eu posso ou não educar meus filhos. Cuide apenas da sua vida.

Se você se acha incapaz de educar seus filhos -- que é o que dá a entender todo este seu discurso de "espera aí, vamos com calma" --, então fique à vontade para jogar seus filhos nas escolas. Mas não queira fazer com que eu também faça parte desta sua miséria. Esta incurável mania do ser humano de querer mandar na vida dos outros...

Grande abraço!

Responder
Tiago RC 09/07/2012 08:02:04

Se liga Luís Almeida... Santa paranoia Batman! Não quero apontar arma pra ninguém ou o escambau, só quero saber como funciona o ensino domiciliar e formar uma opinião a respeito. Tampouco quero cuidar da sua vida, se não quer responder as minhas perguntas, não responda. Só não vejo porque precisa chegar metendo a botina.

Responder
Luis Almeida 09/07/2012 08:14:04

Tiago RC, você não entendeu. Por isso, serei ainda mais claro: pouco importa quais sejam os resultados práticos do Homeschooling (embora eles sejam comprovadamente superiores; basta ver os filhos do Cléber Nunes, os quais conheço pessoalmente e que fazem picadinho com seus congêneres educados sob os princípios do MEC). Ainda que uma pesquisa totalmente imparcial e completamente abrangente fosse feita, e que porventura demonstrasse de maneira irrefutável que os resultados do homeschooling são trágicos, ainda assim eu diria: "oda-se" (essa é uma expressão paulistana).

O que está em jogo aqui é a minha liberdade mais básica: é a liberdade de escolher como devo educar a mim e aos meus próprios filhos. Nem você nem ninguém tem direito de defender aqueles que, uma conversa mansa, querem me obrigar a educar meus filhos da maneira que julgam ser corretas.

Tudo o que estou pedindo é que me deixem em paz e não se metam na minha vida. É pedir muito? Sendo assim, qualquer pessoa que venha pedindo calma e dizendo que o homescholing ainda é algo que tem de ser pensado com mais profundidade é minha inimiga em potencial. Ou por acaso você toleraria que eu chegasse pra você e lhe dissesse que suas liberdades civis mais básicas ainda são "coisas que devem ser pensadas com mais calma?"

Responder
Tiago RC 09/07/2012 09:18:40

Luis Almeida, quem não entendeu é você: para mim, o que interessa nessa discussão - a razão pela qual postei a primeira mensagem diga-se de passagem -, é sim conhecer mais sobre os "resultados práticos do Homeschooling", assim como as eventuais dificuldades em pratica-lo.
Em nenhum momento questionei o óbvio direito de cada família educar seus filhos da maneira que bem entender, mas você se apressou em concluir tal coisa, e chegar atropelando.

Se você anda vendo "inimigos" em todo canto, e já sai espumando pela boca sempre que alguém diz algo que você consegue interpretar como uma defesa do estado ou semelhante, sério, vai se tratar, ou essa amargura vai te transformar num infeliz, e potencialmente incomodar/machucar teus próximos.

Enquanto isso, agradeceria se você pudesse ir descarregar suas ofensas e ataques inúteis em outro lugar. (talvez o divã seja um bom lugar...).

Responder
Andre de Holanda 09/07/2012 08:10:38

Tiago RC, você precisa, primeiro, definir o que seria uma "boa educação". Como você não definiu, suponho que seja, pelo menos, o aprendizado do básico da língua materna e de matemática. Bom, não sei exatamente "como" os pais conseguem dar essa "boa" educação, mas o fato é que o fazem, segundo algumas dezenas de pesquisas (algumas,
listadas no artigo). Se você estiver realmente interessado em conversar com pais que educam em casa, para saber como é o processo na prática de cada família, sugiro entrar em grupos de discussão (no Facebook, tem alguns), comunidades etc.

De acordo com as pesquisas que já li, os filhos de pais "com pouco tempo" (como você disse) também aprendem mais do que as crianças matriculadas em escolas. Nenhuma das pesquisas apontou interação significativa entre os dois dados: "tempo dedicado pelos pais ao emprego principal" e "resultados dos estudantes em testes".

Você falou que "parece natural que a escola fique com a criança [enquanto os pais trabalham]". Eu discordo: acho natural que os pais possam escolher educar os filhos ou que possam delegar, voluntariamente, a tarefa para terceiros. E mais: não acho que seja natural, como lembrou o Luís, tomar os filhos dos pais pondo-os sob a mira de uma arma. Ou obrigar crianças a estudarem, com ameaças de punição e com o incentivo de "notas", matérias que não lhe interessam e segundo métodos que lhe são compravadamente nocivos.

As suas dúvidas e suspeitas são pertinentes e comuns. Sugiro consultar as pesquisas já realizadas sobre o assunto para esclarecimento, antes de fazer de hipóteses afirmações de fatos.

Responder
Tiago RC 09/07/2012 09:31:33

Obrigado, André.

Quanto a...
"Você falou que "parece natural que a escola fique com a criança [enquanto os pais trabalham]". Eu discordo: acho natural que os pais possam escolher educar os filhos ou que possam delegar, voluntariamente, a tarefa para terceiros."

O que você diz é óbvio. Só não vejo onde está a "discordância" com o que eu disse anteriormente, ainda mais levando em conta o contexto. Eu comentava sobre a naturalidade dos pais optarem pela escola dado que alguém já teria que ficar com as crianças enquanto os pais trabalham.

Abraços!

Responder
Andre de Holanda 09/07/2012 09:46:14

Sim, Tiago, já tinha relido o seu comentário e percebido que você defendia, na verdade, a possibilidade de escolher matricular os filhos em escolas. A princípio, entendi que você estava defendendo a escola tal como ela é hoje. Estava só esperando o seu comentário para corrigir a minha interpretação inicial.

Se ainda tiver perguntas a fazer, estou à sua disposição.

Um forte braço!

Responder
Breno Almeida 09/07/2012 13:30:55

Eu não sei se você tem dificuldade com o inglês mas nesse link daviddfriedman.blogspot.com.br/2007/12/home-unschooling-theory.html tem uma explicação prática de pais que trabalham a adotam o unschooling. É obvio que uma criança pequena precisa de supervisão e se os pais não tem onde deixar a criança o mais provavel seria em uma escola onde é possível que a criança se alfabetize ou então em uma creche onde ela só passe o tempo brincando.

Mas mesmo no processo de alfabetização um video game pode fazer o trabalho de um professor/pai. E depois de alfabetizado aprender significa basicamente ler, participar de projetos e viver experiências. Não tem qualquer relação com um professor/pai te enchendo o saco, criando cronograma, te obrigando a ler apostilas e afins.

Na realidade é profudamente equivocado a idéia de que uma pessoa deve ser obrigada a memorizar temas sobre certo assunto especialmente quando é muito facil aprender somente aquilo que precisa aprender quando precisa.

Responder
Andre de Holanda 09/07/2012 19:08:22

Belo texto do David Friedman!

Recomendo para os que desejem conhecer mais o unschooling:

www.naturalchild.org/guest/earl_stevens.html
www.holtgws.com/whatisunschoolin.html
unschooling.blogspot.com.br/2011/08/blake-boles-on-unschooling-mindset.html

E para conhecer o uncollege, movimento fundado por um dos primeiros Thiel Fellows, Dale Stephens, recomendo o Uncollege Manifesto, cuja cópia pode ser solicitado pelo:

www.uncollege.org/manifesto/

Responder
Juliano 09/07/2012 06:03:48

Sempre lembro do livro "Admirável Mundo Novo", de Huxley, nesse tipo de debate.\r
\r
Em 2540, estaríamos vivendo sobre um governo mundial. As crianças seriam retiradas dos pais assim que nascem, já que os pais não seriam os melhor preparados para cuidar da educação de seus filhos. Um grupo de especialistas tomaria conta de todas as atividades já a partir do nascimento para ter certeza que as crianças receberiam o "melhor" tipo de tratamento possível. Os especialistas são todos funcionários de uma grande estatal, que forma os "Centros de Condicionamento". \r
\r
Esse seria o céu de nossos atuais "especialistas".\r
\r
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência :).\r
\r

Responder
Fabio 09/07/2012 06:47:16

Se metade dos pais fossem dedicados como esses nosso país seria mais educado que o Japão e Coréia do Sul juntos. Eu tenho vergonha de ter "colegas" de profissão como esses aí. É a defesa da mediocridade completa.

Responder
anônimo 09/07/2012 06:54:45

Ah, eu digo com propriedade: pais e mães que passaram pelo ensino médio tem plena capacidade de educar os filhos em casa. Além disso, nada impede de contratar professor particular caso exista necessidade. Só argumento furado, apelo a autoridade ridículo, ataque ad hominem, a lista de falácias é enorme. É vergonhoso.

Responder
emeson 09/07/2012 08:09:41

Quando eu era criança meu pai dizia que quando se chegava ao ensino \r
médio o nível de divergência entre os alunos ia diminuindo até que \r
sumia, dizia que era por causa da maturidade que vinha com a idade, \r
quando cheguei no 3° ano percebi que era verdade as divergências haviam \r
acabado, mas não era por causa da maturidade, meus colegas, continuavam \r
os mesmos idiotas de sempre, as divergências acabarão porque todos se \r
tornarão iguais, estupidamente iguais.

Responder
Eduardo Bellani 09/07/2012 19:39:58

A área de educação foi minha porta de entrada para o mundo do libertarianismo
e da economia austríaca em seguida. Para aqueles que se interessam, recomendo fortemente
os seguintes trabalhos:

Ivan Illich; Deschooling Society; www.preservenet.com/theory/Illich/Deschooling/intro.html

John Taylor Gatto; The Underground History of American Education; johntaylorgatto.com/underground/

Seymour Papert; Mindstormss; www.amazon.com/Mindstorms-Children-Computers-Powerful-Ideas/dp/0465046746

Seymour Papert; Tudo que ele escreve; papert.org/works.html

Abraço gente, e continuem com o trabalho

Responder
Diogo Siqueira 09/07/2012 20:33:54

Será que há a necessidade de se regulamentar o ensino domiciliar no Brasil???

Não seria mais inteligente apenas lutar pela revogação do artigo do código penal que pune os pais por "abandono intelectual"?

Eu sou muito cético a respeito desta proposta de regulamentação. Sinceramente não acredito que o pleno direito dos pais de educar seus filhos será preservado por meio de portarias, atos normativos, decretos e leis.

Responder
Rodrigo 06/04/2013 03:31:15

Acho que o caminho deveria ser por aí mesmo: revogar os obstáculos em lugar de criar outra regulamentação.

Responder
Joao Paulo 10/07/2012 00:28:46

Esse povo que diz que homeschooling deixa o jovem anti-social, deveria vir aqui nos EUA. Eu poderia apresentar a eles uma canadense deliciosa, educada em casa, extremamente sociável.

Responder
Miguel 10/07/2012 09:29:50

Esse é o argumento mais imbecil que existe. Como se escola fosse a única opção de socialização disponível...

Responder
Antônio Galdiano 10/07/2012 07:00:47

Minha dúvida é a seguinte: se uma família não fornecer qualquer tipo de "educação convencional" (ex: Matemática, Português e/ou outros idiomas), linguagens necessárias para se compreender o mínimo do mundo, somente por ser mais fácil para esses pais indolentes, ainda assim vocês são a favor de não haver nenhum tipo de enforcement para garantir a criança um mínimo de conhecimento?\r
Inclusive sei que geralmente isso não é o que ocorre, mas poderia acontecer, certo? \r
Meu avô já contou casos em que os pais obrigavam o filho menor a pedir esmola no semáforo, e ele só descobriu isso pois havia dado uma caixa de sapateiro para o menino trabalhar. Na outra semana meu avô viu o menino na rua pedindo esmola. Ele foi tirar satisfasção com os pais do menino quando descobriu que eram 2 bêbados que confessaram a ele ter vendido a caixa para comprar bebida, prejudicando o filho. Assim, ainda que se trate de exceção casos assim, é uma possibilidade bastante real que hajapais indolentes o suficiente para negligenciar completamente o filho.

Responder
Luis Almeida 10/07/2012 07:06:51

Prezado Antônio, eu determino que seu filho deve aprender uma lista de matérias que eu, subjetivamente, estipulei que ele deve aprender. Não tem conversa. E se o senhor não concordar com esse meu "enforcement", cadeia.

É assim que funciona? Foi exatamente isso que o senhor deixou implícito com seu "enforcement".

E quanto ao seu caso citado, trata-se de um claro exemplo de escravização, nada tendo a ver com a "necessidade" de educação compulsória.

Responder
Antonio Galdiano 10/07/2012 12:51:30

Bom, a despeito de eu nunca ter falado que o estado deveria ter assumido o papel dos pais (justamente pelos motivos mencionados), acredito que em relação a permanência dessa situação de exceção (e friso esse aspecto da exceção), alguma coisa deveria ser feita.\r
Quanto à expressão Enforcement, não obrigatoriamente esse deveria ser feito pelo estado (a não ser que a origem etmológica do termo me traia e subentenda-se isso do termo). De fato eu não consigo pensar de forma alternativa que não a da internvenção externa (seja do estado ou de qualquer outra pessoa).\r
Eu acho que você estrapolou o argumento para algo realmente longe do que eu efetivamente disse. Esteja a vontade para criticar, até porque ainda não apresentei solução para esse problema. Esteja a vontade paar acreditar até se isso é um problema.

Responder
Paulo Sergio 12/07/2012 04:00:15

'Quanto à expressão Enforcement, não obrigatoriamente esse deveria ser feito pelo estado (a não ser que a origem etmológica do termo me traia e subentenda-se isso do termo). De fato eu não consigo pensar de forma alternativa que não a da internvenção externa (seja do estado ou de qualquer outra pessoa). '

Acho que isso só se justificaria se o próprio ato de desprezar o filho fosse tão imoral quanto o de iniciar agressão contra ele.O PNA sozinho se aplica bem nas relações entre adultos, já com crianças...muito mais complicado

Mas ainda tem outra coisa, mesmo que seja justo, as pessoas tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos?

Responder
Juliano 12/07/2012 06:41:22

'Quanto à expressão Enforcement, não obrigatoriamente esse deveria ser feito pelo estado (a não ser que a origem etmológica do termo me traia e subentenda-se isso do termo). De fato eu não consigo pensar de forma alternativa que não a da internvenção externa (seja do estado ou de qualquer outra pessoa). '\r
\r
Sem o Estado, qualquer um pode comprar os direitos sobre a criança. Qualquer um também pode retirar a criança dos pais, recorrendo a um árbitro externo para julgar a procedência. A criança não é propriedade de ninguém. É importante perceber que quanto menos os pais se importem com uma criança, menos também vão se importar em ceder essa tutela.\r
\r
\r
"Mas ainda tem outra coisa, mesmo que seja justo, as pessoas tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos? "\r
\r
Sim. Não existe nenhum sentido moral em sustentar que um policial tenha mais direito de "fazer justiça" do que outra pessoa. Se alguém roubou algo de mim, eu tenho o direito de reaver esse bem. A arbitragem de terceiros é simplesmente uma forma mais barata de se resolver um conflito, mas não é obrigatória. Em "A Ética da Liberdade" Rothbard descreve esse processo de uma forma bem didática.\r
\r

Responder
anônimo 10/07/2012 07:35:36

Prezado, Antônio Galdiano.

Em relação a história do seu avô, eu compreendo sua preocupação, além de compartilhá-la, pois é conhecido que nem todas os pais estão qualificados para educação de seus filhos, especialmente nesse caso, onde a mãe e o pai são alcoólatras. (Obs.: não escrevi que o estado é capaz!!!)

Agora, se formos analisar essa situação no âmbito atual do Brasil, tenho sérias dúvidas que a coerção do estado fosse capacitar (educar) essa criança. Mesmo que o estado obrigasse os pais a mandar seu filho para escola estatal, os pais ainda seriam alcoólatras e negligentes com a educação do seu filho.

Ao conversar com pedagogos(as), o ambiente familiar é muito importante para o aprendizado da criança, seja o aprendizado através de uma escola convencional ou não.

Eu acredito, que nesse caso, o problema não é o fato da criança ser obrigada a ir a escola estatal, mas sim a capacidade/vontade dos pais assumirem a responsabilidade pela educação dessa criança.

Talvez numa sociedade totalmente livre, se o seu avó realmente estiver preocupado com a educação dessa criança, ele poderia comprar os direitos dessa criança (o filho é a propriedade dos pais), e então o seu avó poderia assumir as responsabilidades pela educação dessa criança.

Responder
Renato 10/07/2012 14:48:49

Absurdo oconceito das crinaças serem propriedade dos pais. Elas não são propriedade de ninguém, os pais são responsáveis por elas.

Responder
anônimo 10/07/2012 16:23:48

Prezado Renato. Obrigado pela argumentação!

Renato, pareceu-me estranho o conceito de não ser proprietário da criança e ao mesmo tempo responsável por ela.

O meu entendimento é que eu somente posso ser responsável pelo que me pertence. O que não me pertence, não está sob minha responsabilidade.

Naturalmente, o fato da criança me pertencer, não me da o direito de iniciar a violência contra ela.

Voltando ao caso citado Antônio Galdiano, seria imoral o avó dele adotar (ou comprar) aquela criança sob dificuldades?

Responder
Juliano 11/07/2012 07:04:56

A análise que mais tenho visto é que os pais têm direito de custódia, mas não são proprietários. Eles não podem agredir a criança, mas podem exercer o controle de sua vida até que ela tenha atingido um grau de maturidade para ser auto-proprietário. Esse raciocínio é, por exemplo, usado por Rothbard.\r
\r
Crianças sempre poderiam, por exemplo, negar a tutela dos pais e decidir passar esse direito para outra pessoa. Terceiros poderiam interferir voluntariamente (comprando os direitos de tutela) ou ainda involuntariamente, quando a integridade física da criança estivesse ameaçada. \r
\r

Responder
Marc... 11/07/2012 19:11:00

Responder
Pedro Iguatemy 12/07/2012 15:28:10

Algum dos mais esclarecidos me tire uma dúvida . Se o estado não reconhece o Homeschooling como prática legal, como eu consigo um diploma de ensino médio e entro em uma universidade utilizando este método?

Responder
Edmar 12/07/2012 23:28:48

Caro Pedro,
Na minha época se resolvia isso com aprovação nos exames supletivos. Pagava-se uma taxa simbólica e inscrevia-se para fazer os exames das disciplinas pretendidas. Se aprovado nos exames, a Secretaria de Educação do Estado expedia um certificado que lhe dava direito a continuar os estudos em nível superior - e não era preciso passar pelos exames do ensino fundamental para se fazer os exames do médio. Foi o que fiz e em seguida dei prosseguimento nos estudos, me graduando em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais. Sempre gostei de estudar sozinho (nem mesmo fiz o cursinho pré-vestibular, pois não tive paciência para mais de 1 mês), mas confesso que minha educação autodidata me trouxe problemas de ajustamento no curso superior, porque não estava acostumado com a figura do professor falando à frente da sala sobre conteúdos que eu poderia assimilar com melhor aproveitamento por meio de leituras.

Responder
Filipe Celeti 16/07/2012 08:05:08

Se ajuda um pouco a defender o homeschooling: pt.scribd.com/doc/53536300/22/O-homeschooling-no-Brasil

Responder
Marcos Campos 25/07/2012 08:47:32

Pessoal está deixando escapar que educar seus filhos em casa, não vai tirar dos mesmo a oportunidade de convivio social com outras crianças, no playground, nos centros de ciências, com os vizinhos, etc...enfim, um universo inteiro de boa convivência, atendendo até os fãns do multiculturalismo. A diferença é que você por conhecer a personalidade e capacidades individuais de seus filhos, vai direciona-lo melhor e lapidar seus talentos....nas escolas atuais os talentos se perdem, como o meu que quando criança era aficcionado por desenhar e odiava matematica...as horas perdidas ano após ano com horas extras de matemática, adormeceu ou destruiu meu taleto.

Responder
Vitor Grando 25/02/2013 18:37:24

Que nojo desses caras!

Responder
Occam's Razor 11/09/2013 17:05:32

Descobri recentemente uma ferramenta interessante para o homeschooling. Ajuda no ensino de língua estrangeiras. Se chama Duolingo.

Basicamente eles usam algoritmos que quebram textos (fornecidos por empresas com interesse em traduzi-los) em pequenas partes, apresentam essas partes para os estudantes em ordem crescente de dificuldade e usam as respostas que os próprios estudantes irão fornecer para traduzir o texto, cobrando as empresas pela tradução. Os estudantes não pagam nada.

Estou usando há 2 semanas para me iniciar no alemão, estou gostando e acho que vou alcançar um nível de conhecimento suficiente para então prosseguir com minha técnica principal: assistir filmes usando legendas na mesma língua do áudio.

Abaixo o vídeo do idealizador explicando seu modelo de negócios.

Responder
Lopes 11/09/2013 17:50:07

Simplesmente genial, Occam's Razor.

Uma ferramente de grande valia aos que almejam aprender idiomas cujos cursos de línguas ainda não apresentam metodologia e material ideais. Estarei divulgando.

Responder
Arthur M M 11/09/2013 18:18:30

Pra quem não conhece, a DW tem vários níveis de cursos de alemão online. www.dw.de/aprender-alem%C3%A3o/s-2199

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Julio Heitor 02/12/2013 15:26:26

Dúvida:

segundo este link (vestibular.universia.com.br/acesso-ensino-superior/requisitos/) se o indivíduo não tiver o ensino médio ele não poderá se matricular em nenhuma universidade do país.

Como um aluno de homeschooling poderia ingressar na faculdade assim?

Abraços!

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Carlos 09/12/2013 22:18:47

Estudo de doutorado de Luciane Barbos muito interessante.


www.youtube.com/watch?v=g1xRCuqO6EE

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