
André,
esse é o problema de boa parte do pessoal que participa das "marchas da maconha".
Um grande pedaço dessa turma (ouso, a maioria) não tá nem aí pra liberdade individual. O papo de liberalização das drogas é pura conversa mole. O foco deles é outro.
Exemplo:
"Apesar do Coletivo DAR ter se formado a priori a partir da negativa do proibicionismo, ele se coloca também na negativa do sistema no qual estamos inseridos, incontestavelmente desumano, injusto, inaceitável. Dentro do antiproibicionismo não nos abstemos de ideais de transformação social. Defendemos uma perspectiva antiproibicionista sim, mas também libertária, anticapitalista, antiautoritária, antimercadológica. Que pense poder, repressão, saúde, teoria, organização, Estado, classes, gênero. Ainda que nosso foco de atuação seja na luta pela legalização de todas as drogas, nos vemos dentro de um âmbito mais amplo de luta por outra sociedade, ao lado do movimento feminista, LGBTT, da luta antimanicomial, ambiental, por mobilidade, livre expressão e manifestação do pensamento e de tantos outros que estão resistindo e buscando um mundo melhor." coletivodar.org/quem-somos.
Pera lá, deixa eu entender: então quer dizer que eles defendem uma perspectiva "libertária, anticapitalista, antiautoritária e antimercadológica"!? Como assim!?
Ora, hoje os caras defendem a liberalização das drogas, amanhã a proibição do comércio de armas de fogo, no outro dia é a preservação da natureza (estilo Rio+20), e assim por diante.
Coerentes eles, não?
Na minha humilde opinião, essa turma quer é fazer revolução cultural. A liberdade individual só lhes é cara quando convém aos interesse ideológicos deles próprios.
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