Feliz dia do capital!
por , quinta-feira, 1 de maio de 2014

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MAY DAY 4.pngAo redor de todo o mundo, hoje, celebra-se o dia do trabalhador.  Levando-se em conta a contínua e irrefreável expansão dos governos, cujo fardo tributário recai majoritariamente sobre os assalariados, achatando seus rendimentos, a data vem se tornando a cada dia mais emblemática e importante.

No entanto, o objetivo principal da data — ao menos o seu original — é celebrar o trabalhador como sendo o responsável pelo grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo.  Mas este argumento possui várias falhas.

Por 10.000 anos, desde a antiga Suméria até a Revolução Industrial, o trabalho era o segredo da organização econômica.  A agricultura era a principal atividade econômica, e se baseava totalmente na mão-de-obra física e no trabalho exaustivo.  Um ser humano sem absolutamente nenhuma ferramenta ou maquinário (capital) tinha de furar um buraco no chão com seu próprio dedo e jogar ali dentro uma semente.

A mudança para o uso de gravetos e outros pedaços de pau foi um exemplo da evolução do capital.  E a mudança deste arranjo para o uso de arados de metal representou uma imensa alteração na estrutura de produção, uma alteração totalmente baseada no uso intensivo de capital. 

O desenvolvimento de uma coleira de cavalo — um pedaço de capital — permitiu um enorme aumento na produtividade da agricultura.  Literalmente, toda a mão-de-obra do mundo era incapaz de fazer aumentar a oferta de alimentos; porém, simples aprimoramentos no capital levaram a um substancial crescimento na produção agrícola.

Em um mundo baseado no trabalho, caçar animais era uma atividade precária, dado que animais frequentemente eram mais bem munidos de armas do que os seres humanos.  Um ser humano utilizando apenas suas próprias mãos não é páreo para um búfalo; com efeito, um ser humano utilizando apenas a sua inteligência e suas próprias mãos dificilmente conseguirá capturar sequer um pequeno coelho. 

O desenvolvimento das armadilhas para animais, por exemplo, foi um progresso que permitiu que presas pequenas fossem capturadas com riscos mínimos para o capturador. 

O uso de lanças representou outro aprimoramento do capital, permitindo que um pequeno grupo de homens exitosamente caçasse grandes animais.  E a invenção das armas de fogo permitiu que um homem pudesse matar até mesmo o maior dos animais a uma grande distância.

Em um mundo baseado inteiramente no trabalho, o comércio entre as regiões exigia que os homens levassem semanas, meses ou até mesmo anos para percorrer montanhas e áreas nevadas.  No entanto, este trabalho excruciante gerava apenas pequenas quantidades de comércio, dado que os comerciantes — limitados pela própria força física e pela necessidade de carregar comida e conduzir um enorme grupo de animais — eram capazes de transportar segura e eficazmente apenas uma pequena quantidade de bens, frequentemente não mais do que uns 100 kg.

Já em nosso mundo baseado no uso de capital, o comércio é feito por meio de caminhões, aviões e enormes navios com capacidade para várias toneladas.  De fato, é muito provável que, neste nosso mundo baseado no capital, ocorra em um só dia um volume de comércio muito maior do que aquele que ocorria em um ano, em uma década ou, possivelmente, até mesmo em um século inteiro antes da Renascença. 

Hoje, usufruímos prazeres e magnificências que eram inimagináveis há até mesmo 200 anos.  Dirigimos automóveis, temos luz e inúmeros aparelhos elétricos em nossas casas, produzimos em massa todo e qualquer tipo de antibiótico, temos ar condicionado, viagens aéreas, geladeiras, congeladores, filmes, televisão, videocassetes, aparelhos de DVD, Blu-ray, rádios, toca-discos, CD players, computadores, notebooks, celulares, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai. 

Livros que antes tinham de ser meticulosamente reproduzidos um de cada vez — com trabalho — hoje são reproduzidos aos milhares tanto por meio de fotocópias e impressoras quanto por meios puramente digitais.  Hoje, você pode ler este texto na internet por meio do seu computador, notebook, iPad, iPhone ou simplesmente por meio de papel e impressora.  Você escolhe.

Um voo intercontinental de algumas horas substitui semanas de viagem dentro de um navio primitivo — viagem esta que apresentava enormes chances de resultar em tragédia.  E mesmo um navio primitivo havia ao menos tornado possível as viagens intercontinentais, algo que era uma impossibilidade em um mundo baseado exclusivamente no trabalho humano.  (Imagine ter de nadar todo o Oceano Atlântico!)  Uma mensagem que demorava dias para ser transportada por meio de cavalos é hoje instantaneamente entregue via celulares e emails.

O que permitiu esta magnífica criação de riqueza foram investimentos em capital feitos por capitalistas, os quais geraram as mudanças tecnológicas que hoje nos permitem produzir mais com cada vez menos recursos.  O trabalho é importante, sem dúvida, mas o que realmente nos faz ricos é o capital e a tecnologia que tornam o trabalho mais produtivo.

E um ótimo exemplo de como esta acumulação de capital favorece principalmente os trabalhadores pode ser observado na própria Revolução Industrial, contrariamente a todos os clichês que você certamente já ouviu sobre aquela época.  Durante a Revolução Industrial, os aluguéis cobrados sobre a terra permaneceram praticamente inalterados, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos proprietários de terra.  As taxas de juros permaneceram praticamente inalteradas, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos capitalistas.  Já os salários — principalmente da mão-de-obra de baixa qualidade — explodiram.  Tudo em decorrência da acumulação de capital.

Somos realmente abençoados de viver nesta era.  A expansão do capital nos permitiu chegar a um nível de conforto jamais sonhado até mesmo por monarcas e imperadores de alguns séculos atrás.  É hora de repensar este incorretamente rotulado dia do trabalhador e prestar o devido reconhecimento e homenagem àquilo que realmente torna a nossa vida mais fácil e prazerosa: o capital.

Logo, feliz dia do capital!


Scott Kjar é professor de economia da Univesidade de Dallas.



68 comentários
68 comentários
Alexandre 01/05/2012 07:32:42

Parabéns pelo artigo!

Porém... alguns "ignorantes" poderão dizer:

- Ah..., mas as principais descobertas científicas, que proporcionaram e ainda proporcionam tantas tecnologias e inovações, foram financiadas e organizadas principalmente pelos governos (estados). Por exemplo: os satélites, antenas transmissoras, etc.

- Ah..., mas a mão-de-obra "escrava" e mal remunerada é que consegue proporcionar ao resto do mundo esses confortos todos, sem falar nos lucros exorbitantes dos empresários (capitalistas).

Portanto, é um assunto que se deve esclarecer com mais detalhes, para que não surja dúvidas ou especulações dos leitores novatos no assunto Livre Mercado.



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mauricio barbosa 01/05/2012 07:56:16

Sou libertário convicto,mas eu diria feliz dia do trabalho e feliz dia do capital,pois na realidade "Marx o bufão", inventou essa palhaçada de conflito de classes, quando na realidade o que ha é uma parceria capital e trabalho e sem essa parceria seria impossível esse extraordinário desenvolvimento e progresso da humanidade,portanto viva o dia do trabalho e do capital.

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Laszlo 01/05/2012 11:37:55

Concordo quanto a "Marx, o bufão", ele realmente era um bufão e já foi provado como tal. O que me preocupa hoje em dia é a influência de Gramsci...

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Gabriel 02/05/2013 12:01:43

Eu digo mais... me preocupam os dois. Gramsci descobriu como jogar para a sociedade as ideias de Marx de maneira que ela sequer perceba. É nos fazer pensar como habitantes de um estado socialista antes da estatização dos meios de produção.

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Rubens Marins 02/05/2013 12:28:58

É triste ver as pessoas atraídas para o ambiente festivo que rodeia o dia 1º de maio, sem saber suas origens. Somos levados a acreditar que ele é simplesmente um dia de paz, amor e solidariedade entre os trabalhadores comuns. A realidade é muito mais sinistra do que isso.

? O dia 1º de Maio pode ser rastreado até ao ocultismo europeu, a dança ao redor do Pólo de maio originou-se como um ritual de fertilidade.

? O primeiro de maio de 1776, é a data em que os Illuminati da Baviera - o avô de todas as conspirações - foi fundada por Adam Weishaupt.

? Em 1886, o Primeiro de Maio foi declarado pelos comunistas dos EUA como um dia para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores como um símbolo de oposição ao capitalismo.

? Em 1889, o Primeiro Congresso da Internacional Comunista , reunida em Paris, chamado para manifestações globais em primeiro de maio a promover ainda mais o conceito do Dia Internacional dos Trabalhadores.

? Em 1891, o primeiro de maio foi adotada pelo II Congresso da Internacional Comunista como um evento oficial anual. Desde aquela época, tornou-se um feriado nacional em mais de oitenta países e é celebrado oficialmente em muitos outros.

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Rene 01/05/2012 07:59:28

Alexandre

Eu tenho uma dúvida, qual a contribuição dos sindicatos na melhoria dos salários? Uma vez discuti com um colega sobre o capitalismo, defendendo que ele foi o responsável pela melhoria de nossa qualidade de vida atual e meu colega simplesmente afirmou que os salários só cresceram em virtude da ação de sindicatos. Como eu não tinha dados sobre o assunto não continuei a discussão, você tem alguma informação sobre isso?

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Ivanildo Terceiro 01/05/2012 09:20:32

Sindicatos realmente promovem aumento de salários, mas para a pequena minoria que é associada a eles. O trabalho de sindicatos é fechar o mercado para os seus associados, assim apenas eles tem um poder de barganha maior com o empresário.

Enquanto isso o resto do povo passa fome porque não tem emprego, mas mesmo sem ação de sindicatos os salários costumam aumentar, não nominalmente, mas em poder de compra. Se a produção aumenta, os custos baixam, a pessoa continua ganhando 100 reais, mas agora pode consumir mais.

Responder
anônimo 01/05/2012 16:35:46

Muito esclarecedora a resposta, Obrigado.

Responder
Bruno 02/05/2012 17:44:11

Esse artigo pode ajudar:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=773

Responder
Patrick de Lima Lopes Rocha 01/05/2012 10:31:12

Feliz dia do capital a todos!

Responder
Djalma 01/05/2012 17:25:16

Uma vez tive que ouvir de um imbecil e Professor de Economia da PUC-SP que a Humanidade antes da Revolução Industrial tinha um modo de vida mundo melhor que agora. É inacreditável onde chega o estado de " loucura" dos comunistas.

Responder
Cedric 01/05/2012 18:21:59

Mas o capital só é atingido através do trabalho, não?
Salvo engano, era Ricardo quem dizia que capital não passa de "trabalho passado efetivado".

Responder
Leandro 02/05/2012 02:39:25

Cedric, o capital advém da poupança. É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital. Só então, quando o capital já tiver sido acumulado, é que o trabalho será utilizado para moldar o capital para os fins desejados.

Logo, é preciso ressaltar que, sem a poupança, não há capital; e sem capital, não há trabalho minimamente remunerado.

Responder
Eric Marcolano 02/05/2012 14:55:03

No rancoroso livro As veias abertas da América Latina, Eduardo Galeano afirma que sem o ouro extraído (usurpado, segundo o autor) de Minas Gerais, a Inglaterra não teria acumulado capital suficiente para empreender a Revolução industrial. Esta assertiva é verdadeira Leandro?

Responder
Leandro 02/05/2012 15:23:09

Ouro é meio de troca. Por si só, não gera nenhuma acumulação de capital, assim como o Brasil possuir atualmente US$ 365 bilhões em reservas internacionais (o dólar hoje possui a mesma função do ouro de antigamente) não nos garante nenhum avanço tecnológico por si só.

Essa posição do Galeano advém do velho fetiche comunista de ver o dinheiro como riqueza e não como um simples meio de troca. Socialistas (e ignorantes em economia em geral) tendem a ignorar a distinção básica entre dinheiro e riqueza. Dinheiro é apenas o meio de troca. Dinheiro não pode produzir riqueza do nada. A riqueza é algo que, para ser produzida, é necessário haver trabalho. E para haver trabalho remunerado, é necessário haver acumulação de capital. E acumulação de capital pressupõe poupança.

Aumentar o estoque de dinheiro em uma economia -- no caso, o ouro levado pela Inglaterra -- não aumenta a riqueza desta economia. Aumenta apenas os preços. Inundar uma economia com dinheiro (ouro) não vai fazer com que os bens de capital necessários para os processos de produção surjam do nada. Imagine aquela ilha do seriado Lost, onde os sobreviventes de um desastre aéreo tentam se manter vivos diariamente. Em qual cenário os sobreviventes estariam melhor: naquele em que todos têm uma valise cheia de dinheiro, ou naquele em que todos têm um arpão e uma rede de pescas (seu capital)? O mesmo raciocínio se aplica à economia real. O que importa não é a quantidade de dinheiro em circulação, mas sim a quantidade de capital acumulado pela economia.

"Ah, mas a Inglaterra pode ter utilizado o ouro para importar bens de capital!" Em teoria, sim. Mas de quem? Quem naquela época miserável seria capaz de ofertar máquinas e equipamentos em massa para a Revolução Industrial?

Responder
Cedric 02/05/2012 18:33:39

Sim Leandro, eu entendo, mas você só colocou uma etapa (que já tava implícita no raciocínio) no meio hehehe.
O excedente vem do trabalho e depois poupado pode ser transformada em capital, mas o processo todo ainda assim começa do trabalho. Tou me referindo a questão levantada por Smith (que o preço natural seria capital + trabalho + renda) e duscutida por Malthus e Ricardo se alguma parte do lucro caberia ao capitalista. Aí solta a idéia de que capital na verdade é trabalho passado que foi preservado em forma de capital, seria um "trabalho indireto" do qual adiciona-se o trabalho imediato, direto (assalariado e etc).
Todos sabemos que Menger destriu completamente essa idéia de que o VALOR viria desse processo, porém a minha questão é se essa idéia de que capital seria "trabalho passado, indireto, poupado e transformado por mais trabalho" estaria errada, se a escola austríaca tem alguma visão diferente, etc...
Obrigado.
P.S.: Pode ter algo errado, ainda sou meio leigo =P

Responder
André Andrade 28/07/2012 14:46:48

Mas como pensar em poupança se existem pessoas (não posso chamar de consumidores) que não conseguem renda? A renda não antecede a poupança? Se sim, como pensar em deixar de consumir se não há renda? E mais, como poupar se há muita demanda (refiro-me a itens básicos) reprimida?

Responder
Leandro 28/07/2012 23:43:15

Prezado André, mas quem não tem renda já está, por definição, praticando poupança. Poupança não é acumular dinheiro. Poupança é abstenção do consumo. Recomendo este artigo para esclarecer melhor estes conceitos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=487

Abraços!

Responder
Bruno 02/05/2012 15:19:04

Amigos, em que livros eu encontro documentos históricos que refutem relatos como os descritos por Engels em A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra?

Responder
Leandro 02/05/2012 15:33:14

Um livro completo mesmo seria este do Hayek:

Capitalism and the historians

Em Ação Humana você também encontra relatos bem completos.

Mas se quiser ir mais direto ao ponto, pode ir nestes artigos:

Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

Individualismo, marxismo e a Revolução Industrial

Capitalismo

Abraços!

Responder
desemprego no séculos XVIII e XIX 02/05/2012 21:43:40

Leandro, vc tem dados sobre as taxas de desemprego (unemployment rates) nos EUA e na Inglaterra nos séculos XVIII e XIX (18th and 19th centuries)?

Responder
Leandro 03/05/2012 05:01:52

Desconheço. Não creio que tais estatísticas eram coletadas na época, mesmo porque "desemprego" é um fenômeno totalmente recente na história da humanidade, gerado exatamente pela expansão do assistencialismo e do intervencionismo estatal.

Leia qualquer romance escrito nos séculos XVIII e XIX e procure pelo termo "desemprego". Melhor ainda, "alto desemprego". Não encontrará.

Abraços!

Responder
desempregado 03/05/2012 16:29:27

Não sei se a expressão "desemprego" (unemployment) existia, mas em alguns escritos havia a expressão "unemployed" (desempregado), como este trecho do James Mill sobre a Lei dos Pobres na Inglaterra:

"In the rural districts of England, during the last century, the growth of population was very effectually repressed by the difficulty of obtaining a cottage to live in. It was the custom for unmarried labourers to lodge and board with their employers; it was the custom for married labourers to have a cottage: and the rule of the English poor laws by which a parish was charged with the support of its unemployed poor, rendered landowners averse to promote marriage. About the end of the century, the great demand for men in war and manufactures made it be thought a patriotic thing to encourage population: and about the same time the growing inclination of farmers to live like rich people, favoured as it was by a long period of high prices, made them desirous of keeping inferiors at a greater distance, and, pecuniary motives arising from abuses of the poor laws being superadded, they gradually drove their labourers into cottages, which the landlords now no longer refused permission to build."

www.econlib.org/library/Mill/mlP10.html#Bk.I,Ch.X

Sobre as estatísticas de desemprego no século XIX, só há estes publicados no wikipedia:

upload.wikimedia.org/wikipedia/en/a/a0/US_Unemployment_1800-1890.gif

Responder
Tory 01/05/2013 15:20:03

unemployed (adj.)

1600, "at leisure, not occupied," from un- (1) "not" + past participle of employ. Meaning "temporarily out of work" is from 1660s. The noun meaning "unemployed persons collectively" is from 1782; unemployment first recorded 1888.


[Say the] voices of the unemployed ...
No man has hired us
With pocketed hands
And lowered faces
We stand about in open places
And shiver in unlit rooms ...

[T.S. Eliot, "Choruses from the Rock"]

www.etymonline.com/index.php?term=unemployed&allowed_in_frame=0

Responder
Bruno D 02/05/2013 12:59:38

Impressioante como na escola, eu aprendi tudo errado, o diametralmente oposto vamos assim dizer.

Responder
anônimo 02/05/2013 17:53:34

Bruno D, tudo na vida tem seus interesses por trás. Inclusive o sistema educacional, feito pra servir aos professores, não aos alunos.

Responder
Elimadás 01/05/2014 23:38:53

VERDADE!!!

Amigo, na minha época de Ensino Médio eu ODIAVA um babaca comunista professor de história, que só entrava na sala de aula com broche do PSTU e camisa do 'CHE'. Eu dei uma BARRADA medonha nele, quando uma vez ele começou a dizer que Zumbi dos Palmares era um 'simbolo contra a opressão e escravidão'. Ai eu disse: "Sério??? Mas me tire uma duvida, como isso é possível se ele tinha escravos NEGROS dentro do Quilombo dos Palmares???"

A RESPOSTA?

"Eram traidores da causa. Colaboracionistas dos Portugueses..."

Gente, sinceramente, como o esquerdismo é tão capaz de fazer uma lavagem cerebral na mente de um Ser Humano???

Responder
LMS 03/05/2012 20:11:52

Bem, dizer que o 1° de maio é uma data para "celebrar o trabalhador como sendo o responsável pelo grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo" é um tanto quanto reducionista.

O 1° de maio presta-se a homenagear a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.

Muito já ouvi que o nome correto do feriado é Dia do Trabalhador.

Não se celebra o trabalho, ou o "grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo" ou ainda o resultado do trabalho - que o autor defende ser um resultado do capital, atribuindo a compreensão de que o "nosso" progresso seja resultado exclusivo do trablho seja uma falha de compreensão contaminada de esquerdismo.

Não quero discutir quem é o pai da criança. Pouco importa quem pariu o "nosso" "grande padrão de vida". O que me faz escrever isso tudo é o mesmo motivo que me levou a colocar aspas em "nosso" e em "grande padrão de vida". O progresso tecnológico não se verifica assim tão bem distribuido para chama-lo de "nosso". E não falo de sair por aí dando computadores em escolas pobres. Simplesmesnte os iPads não estão assim presentes na vida de numero considerável de pessoas para dizermo-lo "nosso", ou ainda "nosso grande..."

Lógicamente que, direitistas que obviamente são, a desigualdade é natural para vocês. Ok, cada um tem sua linha de raciocínio. Mas justamente por vocês considerarem a desigualdade natural na sociedade, não dá para chamar de "nosso grande progresso".

Portanto, o 1° de maio não se presta a celebrar o iPhone ou a bicicleta, mas sim aqueles que trabalham para produzi-la e que, se não lutasse, gritasse, cruzasse os braços, arriscando seus empregos, o sustento de suas familias e a propria vida - trabalhando ou lutando - tornar-se-iam escravos da produtividade do capital, da máquina, bem como da alienação.

Responder
Luis Almeida 04/05/2012 05:10:15

É sério isso, LMS? E por que você acha que os iPads não estão presentes na vida de numero considerável de pessoas? Já comparou o preço deles lá nos EUA e o preço final deles aqui no Brasil? Conhece algo chamado 'carga tributária'? Algo chamado 'tarifas de importação'? Conhece o impacto deles no preço final?

É curioso notar como você critica quem lhe beneficia e protege quem lhe espolia. O fato de todas as benesses já criadas no mundo não serem acessíveis para todos é algo que deve ser imputado exclusivamente àquela entidade visível e presente na vida de todos, a qual só você parece se recusar a ver. Pior ainda: você dá a entender que ela é a nossa redenção.

É esta a entidade mais elitista que existe, pois é ela quem encarece os produtos para os pobres, deixando-os exclusivamente para os ricos.

Que tristeza você não se atentar para isso.

Responder
LMS 06/05/2012 18:46:49

Não escrevi nada para exaltar o Estado, simplesmente para exaltar a luta dos trabalhadores por condições mais dignas de trabalho e de vida, justamente o que se exalta no 1° de maio, ao contrário do que afirma o texto, a saber: o 1° de maio exalta o trabalho ou o resultado do trabalho ou o produto.

O Estado por vezes está do lado oposto, cedendo às pressões do capital. É claro que entendo a relação entre a carga tributária e o preço, mas o que os trabalhadoires sempre reivindicam consiste em condições dignas, salubres, seguras de trabalho, salárioos mais justos para poderem dar conta das suas necessidades mais básicas como alimentação e saúde, direito de participação nas decisões das empresas, dos seus ambientes de trablho, reivindicam jornadas de trabalho que não exauram todo o dia, para que sobre tempo para o descanso, o lazer, o convívio familiar, social, politico.

Os trabalhadores não exaltariam o produto que produziram e que não tem dinheiro para consumir. Exaltam sua propria luta em prol dos direitos sociais: saude, educação, trabalho, previdencia. E só lutam por direitos sociais justamente por que o laissez-faire os faz inacessíveis.

No seu texto, Luis, só faltou vc dizer que eu deveria agradecer ao capital pelo iPad ou pelo palito de dente. Não tenho que agradecer por que já paguei por eles. Eles que devem me agradecer: "muito obrigado. Volte sempre. O freguês sempre está com a razão!"

O Estado não é a redenção. É o reconhecimento das próprias misérias e a luta para eliminá-las que é um caminho para redenção. E o trabalho não e um caminho suficiente para eliminação das misérias coletivas.

P.S.: não tenho iPad e minha literatura econômica, bem como meus conhecimentos acerca de Marx e seus seguidores são parcas

Responder
Catarinense 07/05/2012 11:48:46

LMS, talvez seja mais sábio ampliar seus conhecimentos na literatura econômica antes de começar a emitir opiniões. O Luiz Almeida estava correto em todas as suas colocações. Mas você está com sorte, este site é o melhor lugar para aprender sobre economia, sugiro que gaste algum tempo na biblioteca e nos arquivos.

Responder
Cesar Massimo 01/05/2013 18:29:22

Caro LMS
O significado presente do 1o. de Maio é um feriado em que:
1. O trabalhador tira para descançar;
2. Quem rouba um dia de salário por ano do trabalhador, ou seja, o sindicalista, fica na Av. Beira Mar fazendo festa com o dinheiro roubado.

O significado histórico do 1o. de Maio é estória.

Não deixe de ler as matérias do Mises Brasil.
Eu aprendo todo dia!

Responder
vanderlei 06/05/2012 09:04:08


A formação dos custos Empresariais é conhecida:

10% ou 20 % para o Lucro do empresário e 80% para os custos ou despesas, cabendo ao salário uns 20% ou 30% do total dos custos.

Destes 30% correspondentes ao salário, 15% corresponde às taxas governamentais no Brasil.

No Brasil os juros sobre a terra são especulativos diferentemente de outros países, lucra-se aproximadamente 500% a.m sobre imóveis.(Melhor Investimento)


Pelo sistema alemão de economia, o salário é causa da inflação e competitividade dos preços, já para os americanos e franceses, não.

Um exemplo: um mesmo carro é fabricado no Brasil e nos Estados Unidos, o valor do carro brasileiro é duas ou três vezes mais caro que o americano, não fica só nisso, o trabalhador americano ganha duas ou três vezes mais que o brasileiro.




Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 01/05/2013 12:20:02

Ao contrário: Feliz dia do TRABALHO.

Responder
Um Filósofo 01/05/2013 13:55:25

8 fortes motivos pelos quais os capitalistas são imorais:

1) Seu trabalho possui como base a busca pelo lucro, que tem como objetivo direto a redução da qualidade do produto final, a diminuição dos salários e o aumento dos preços. Vide o lucro significar Preço de Venda - Preço de Produção. Os salários são decididos exclusivamente pela ganância dos produtores, tendo de ser reajustados pelo estado em proteção do povo.

2) Tudo que não é feito pelo bem comum mas sim pela satisfação pessoal é plenamente uma brutalidade. Prioriza-se o bem-estar do ofertador do serviço em prol daquele que é beneficiado, pervertem-se valores e forma-se uma sociedade individualista. É imprescindível que, como seres humanos, todos tenhamos uma dívida eterna uns aos outros e oportunidades, riquezas e resultados sejam distribuídos de forma igualitária em prol do bem comum.

3) O Cálculo Econômico Sob o Capitalismo. Fator de essencial compreensão na qual o capitalista, movido por mera ganância, aplica seu capital naquilo que é mais demandado pelos consumidores e não aquilo que de fato é necessitado pela população. Ou seja, produz-se obras ficcionais comerciais e músicas industrialmente fabricadas com o intuito de serem vendidas às massas alienadas ao invés das obras de Paulo Freire, Karl Marx e Gramsci. Apreciam-se jogadores de futebol em detrimento dos intelectuais, estudiosos que lutam há décadas em prol do bem-estar do povo. É imprescindível que obras de pensadores sociais sejam impostas no currículo educacional em prol da conscientização classista da população sobre o estado de opressão na qual vive.
Quem teria a loucura de delegar os serviços de água(Em que a taxa de lucro elevaria ainda mais as tarifas de consumo devido à ganância capitalista), eletricidade(Sob a proteção de capitalistas vinculados ao capital internacional) e correios(Regiões mais distantes seriam desprezadas em prol das mais próximas. É um absurdo que o cidadão que mora em meio à uma cadeia de montanhas pague mais que aquele que mora ao lado da agência de entregas) ao livre mercado?

4) Capitalistas conspiram em prol da sua classe. Tais cidadãos não lutam pela tomada dos meios de produção e pela instituição de uma educação pública de qualidade voltada à preparação da classe revolucionária, o que é uma brutalidade. A raça burguesa já fora alienada por seu próprio luxo no passado e mostra-se sempre incapaz de ceder aquilo que fora construído por sua busca pelo lucro desenfreada à causa trabalhadora. Absurdo.

5) Os capitalistas exploram os trabalhadores. Todo lucro é salário não pago, como já fora provado inúmeras vezes pela LEI da exploração marxista. Há imoralidade no emprego da classe proletária nas indústrias, nos auxiliares de pipoqueiros e nos ajudantes de pedreiros. Sendo qualquer forma de trabalho onde ocorra geração de lucro ao patrão uma exploração, deduz-se que JAMAIS haverá justiça enquanto os meios de produção pertencerem aos capitalistas.
Somente quando a classe proletária tomar consciência da ausência de direito detida pelos patrões sobre a propriedade adquirida por eles no passado haverá justiça.

6) Capitalistas submetem seus trabalhadores a aceitar a inferioridade classista. Como observado brilhantemente em uma reportagem da Carta Capital a respeito da recente PEC das domésticas, defensores utópicos do livre-mercado ignoram as implicações e o desvirtuamento de valores no ato de um vender sua força de trabalho a outros. Como Kant especificara, tal ação é, por conta própria, ilegítima e anti-ética. Não é legítima de forma alguma uma sociedade de dominação onde uns servem a outros, é mera maximização das relações de poder e promoção de uma brutalidade à humanidade.
Infelizmente, devido às circunstâncias individualistas nas quais vivemos, o trabalho segue como prática recorrente em detrimento da revolução do povo e do ódio justificado da classe trabalhadora. Óbvio sinal de que os capitalistas lograram doutrinar o proletariado a aceitar sua propriedade sobre os meios de produção obtida através da alocação de capital e já se julgam inferiores aos patrões.

7) Capitalistas realizam o acúmulo de capital e assim perpetuam-se no poder. Diferentemente do trabalhador, que devido à sua falta de acesso à uma educação pública de qualidade, não possui resistência à propaganda consumista imposta pelo capital midiático; o capitalista realiza a alocação de recursos vorazmente, estando disposto a utilizar seus fundos acumulados contra qualquer investimento iniciado por um proletário e assim perpetuar o domínio de sua classe sobre os meios de produção. Diferentemente do que pregara o traidor da classe negra Thomas Sowell em seu livro "Economics Facts and Fallacies", a mesma burguesia que lucrara com o tráfico de escravos permanece no poder até os dias de hoje, tendo eles adulterado os dados acessados pelo intelectual com o intuito de ocultar seu domínio sobre o capital mundial. Ou seja, toda a riqueza moderna ainda se deve ao comércio de escravos e ao acúmulo primitivo de capitais trazido pelo roubo das riquezas americanas e asiáticas pelos exploradores europeus. Logo, qualquer tentativa de refutar medidas que beneficiem as classes vitimadas pela ditadura do homem branco e heterossexual mostra-se mesquinha e egoísta, agindo puramente de acordo com os interesses da classe dominante reacionária.

8) Capitalistas GERAM os ciclos econômicos através da busca desenfreada pelo lucro. Sendo a burguesia alimentada pela exploração da mais-valia, o capitalismo torna-se cíclico. Explicarei o ciclo econômico em suas fases:

a) A burguesia exploradora inicia juntamente um ciclo econômico conspirado através do aumento conjunto da mais-valia; ocorrendo uma forte redução dos salários junto a um aumento de bens produzidos, gerando super-produção.

b) Sendo os trabalhadores também consumidores e tendo eles seus salários reduzidos na fase a), não mais poderão consumir os bens super-produzidos pelos capitalistas na primeira fase, criando déficit em suas empresas. Entretanto, a burguesia, ainda cegada pelo lucro, segue super-produzindo ferozmente crendo que tal "desaceleração" no consumo foi momentânea e especulando sobre um aumento futuro.

c) O ciclo torna-se insustentável e a mais-valia atinge níveis altíssimos, levando tudo que fora produzido a ser destruído e os capitalistas à falência. Desemprego assola o proletariado enquanto os sempre reacionários economistas austríacos pedem a redução de gastos governamentais, da legislação trabalhista e de impostos crendo estranhamente que o estado está realizando má-alocação de recursos por auxiliar os trabalhadores desesperados como no período do New Deal através de gastos estatais.

d)A burguesia, na forma de capital internacional, explora a mão-de-obra de outra nação e re-acumula capitais, dando início novamente à fase a) enquanto os apologistas da mais-valia utilizam a retórica reacionária culpando o estado e seu banco central por taxas de juros artificialmente baixas que teriam levado à crise no passado.

Obs: O fato de os salários nominais e condições de trabalho aumentarem durante os períodos de expansão em que a teoria marxista dos ciclos econômicos prega que ocorre o aumento da mais-valia(com eventual redução de salários e qualidade de trabalho) se deve à manipulação dos dados consequente da doutrinação polilógica classista, ou seja, apenas aqueles nascidos ou influenciados pela classe capitalista são capazes de compreender/aceitar tais aumentos numéricos, evidência inegável da existência da luta de classes e de lógicas irreconciliáveis no mundo.
_____________________________________________________________________________________
Conclusão:

Tendo sido o dia de hoje marcado pelo massacre de uma reunião pacífica visando apenas a prosperidade da humanidade composta por proletários chamada de Internacional Comunista, é imprescindível que nos submetamos à reflexão de qual sociedade desejamos. Será ela uma construção social espontânea na qual apenas a busca pela apreciação voluntária ao seu trabalho determine o papel do homem na divisão de trabalho ou uma sociedade científica e planejada onde uma instituição filosófica voltada ao bem comum determina como cada homem será provido de acordo com sua necessidade e com a criação do bem comum?

As história demonstrá-los-á que é de nenhum valor o mérito quando é obtido através do emprego dos mais necessitados e da saciação interesseira das necessidades físicas e emocionais de outros. Os capitalistas são, por definição, brutais; sendo assim, qualquer sociedade voltada à promoção deles será criadora do individualismo, da liberdade egoísta e da riqueza desmedida em detrimento daquela que é eterna e espiritual, como dizia Milton Santos. Se os governos socialistas fracassaram na criação do bem material, lograram felizmente na formação espiritual de milhões de guerreiros pelas causa do povo por todo o mundo. Nenhum capitalista, por mais manipulador que tenha sido, tivera tamanho êxito em criar defensores de suas causas e desejos.

Viva ao dia do trabalhador! Abaixo ao capital!

Responder
Capitalista 01/05/2013 16:28:55

Caro comunista convicto, que tal vc se mudar para a Coreia do Norte onde será imensamente bem tratado e nao terá nenhum problema causado pela "elite burguesa"? Aliás, deve ser um país maravilhoso para se viver, já que nao existe burguesia, só o bondoso governo capaz de acolher a todos e promover a perfeita igualdade plena. Estaria fazendo um favor a mim e a todos os outros que entendem ao menos um pouquinho de economia. Boa Viagem! ( Não e necessário comprar passagem de volta, é melhor que fique por lá).

Responder
Mateus 01/05/2013 16:31:59

Caro "Um Filósofo",
Não tenho muito conhecimento de Economia e nem da Escola Austríaca, porém, eu acho que isso irá engrandecer ainda mais minha resposta a você, pois, até mesmo eu sou capaz de identificar as contradições em seus pensamentos.Se eu cometer algum erro, peço que avisem-me.

1)A sua afirmação de que o capitalista tem como objetivo a redução da qualidade do produto final é uma generalização muito infeliz, porque a redução da qualidade de um produto pode influenciar diretamente no lucro do "capitalista", afinal, se os consumidores preferirem comprar um produto de maior qualidade, não há nada que ele possa fazer para impedi-los.Isso também vale para o aumento dos preços e a diminuição dos salários.A meu ver, todos esses aspectos são fruto de um acordo voluntário(no caso do salário, o acordo entre o empregador e o empregado, no qual ambos concordaram com os termos estabelecidos, como o salário pago).Então, não há nenhum motivo para dizer que o empregador é o único responsável pelo salário do trabalhador, visto que eles aceitaram previamente o mesmo.O elevado preço dos produtos, muitas vezes não são sequer causados pelo "capitalista", e sim por aqueles que regulam o mercado, gerando empecilhos como impostos, que encarecem a produção e a comercialização de um bem.
Eu recomendaria a você que lesse um pouco mais sobre o salário mínimo, como esse excelente artigo de Jeffrey Tucker: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1527

2)A verdadeira brutalidade é prejudicar um indivíduo para "favorecer" outros.
E priorizar o bem-estar do ofertador do serviço é algo normal, afinal, todos prestamos serviços, tanto o "capitalista" que vende um bem, quanto o trabalhador que o produz.

3)Creio que você esqueceu de dizer que aquilo que é "necessitado pela população" é aquilo que você considera importante.
Quanto à questão dos serviços de eletricidade e os correios, o custo de uma entrega para algúem que mora longe da agência de entregas é obviamente maior do que para alguém que mora perto.As empresas de verdade têm que se preocupar com o lucro, elas não podem simplesmente roubar o dinheiro da população como faz o estado.E seguindo a própria lógica marxista, se emprega mais horas de trabalho para realizar uma entrega mais demorada, portanto seria mais cara.

4) Eu não vejo porquê alguém iria lutar para ter seus próprios bens roubados.Você realmente deveria ler mais coisas fora do universo marxista.

5)Leia isto: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368

6)Não entendi a sua revolta, qual o problema com uma troca voluntária(a mão-de-obra do trabalhador pelo dinheiro do empregador)?


7)Entendi o seu descontentamento, mas você está lutando contra o adversário errado.
Quanto à utilizar seus fundos acumulados contra qualquer investimento proletário, o mesmo "capitalista" começou como um simples "proletário".O sucesso depende unicamente da capacidade do cidadão.

8)Então os capitalistas conspiram para que eles próprios possam falir?

Responder
Orfao batalhador 02/05/2013 01:53:45

Prezados Um Filosofo e Mateus,
Gostaria de aportar a minha experiencia aos vossos comentarios
Ponto 1)
Mateus, acordo voluntario? Fico com duvida. Quando morreu meu pai, tive que sair a procurar emprego, e tive que aceitar o que me propuseram. Era isso ou morrer de fome. Ou seja, trabalhava sem carteira assinada - o unico nessa situacao - numa empresa de 200/250 pessoas. Mais isso sim, os diretores e gerentes tinham dinheiro para carros "poderosos".
Tambem, ao meu entender, o artigo do Sr. Tucker, esta incompleto enquanto nao for feito uma analise da distribuicao P90/P10 da sociedade e/ou da empresa da qual se fala.
Ponto 5)
Desconheco a lei de exploracao marxista. Porem, entendendo como funciona o balanco duma empresa, essa conclusao e obvia.
Conheco duas pessoas que enquanto trabalhavam na empresa nao conseguiam aumento de salario. Um deles teve que sair da empresa, e assim para nao perder aquele outro, teve que lhe aumentar o salario.
Eu gosto de inventar no meu trabalho, e fiz importantes contribuicoes para as empresas. Elas nunca reconhecem. Hoje ja nao invento mais.
As empresas pagam conforme a hierarquia estabelecida, e nao conforme produtividade.
Ponto 6)
Eu trabalho numa empresa onde os gerentes possuem cracha de uma determinada cor, chefes outra e empregados outra.
Esta distincao das pessoas por cor e abominavel.
E, a meu ver, vao contra a Constituicao Brasileira:
Art. 1º A República Federativa do Brasil [...} tem como fundamentos:
III - a dignidade da pessoa humana;
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
E pensar que estamos no ano de 2013!!

Responder
Tony Meola 02/05/2013 04:56:20

A sua história é comovente, mas você faz suposições improcedentes. O fato de você ser órfão não implica que seu empregador tem de ser mais condescendente ou te tratar com mais misericórdia ou complacência. Também não entendi por que seria discriminação uma empresa dar crachás diferenciados para seus funcionários.

Se você não gosta da sua empresa e é tão competente quanto diz, então não erá dificuldade nenhuma em arrumar emprego em outra empresa que reconheça seu talento.

Responder
Gabriel 02/05/2013 13:00:36

Às vezes eu acho que o Sr Filósofo - que de filósofo não tem nada - não passa de um capitalista convicto nos testando. Ou simplesmente é um grande troll. Contrariando minha própria regra de não alimentar os trolls, vou jogar um pouco de realidade pra ver se ele come. A relação empreendedor/trabalhador é das mais amistosas, quando o mercado é livre. O empreendedor irá produzir bens visando o lucro, lucro que não terá se produzir o que a sociedade não quer. Ninguém mais quer VHS, produzir isso não irá gerar mais lucro - a menos que você more na utopia do Sr Filósofo em que o Estado decide o que a sociedade deve consumir, na sua cabeça de ovo são as porcarias de Marx, Freire e Gramsci. "LEI da exploração". É difícil não soltar um palavrão. Enfim, nós falamos de cavalos, o Sr Filosofo de coelhos, a melhor coisa é ignorá-lo. Marx não foi apenas refutado, foi humilhado, dar crédito a um animal como ele é se rebaixar ao seu nível. Ademais comunas estão vivendo em outro planeta. Não preciso ir às teorias para enfrentar Marx, basta mostrar aos marxistas o que é o mundo hoje. Não, nem todos tem iPad, antigamente pouquíssimos tinham. Com o aumento da tecnologia motivada pelo capital dos empreendedores, as tecnologias vão se tornando cada vez mais acessíveis. Qualquer idiota enxerga isso, talvez...

Responder
anônimo 02/05/2013 13:31:49

Gabriel, é exatamente isso que o filósofo é: um leitor aqui do site que criou um personagem para ironizar as posições estúpidas da esquerda. Só que o personagem ficou tão bem feito - repete tão perfeitamente o que os esquerdistas das universidades falam - que, quem não conhece, acha que ele ta falando sério, já que é praticamente impossível perceber o troll dele. ehhehe

Responder
Anonimo 01/05/2013 23:00:01

Bom dia caros defensores da liberdade!
Gostaria de pedir-lhes alguns concelhos...
A questão é qual das seguintes faculdades de economia é melhor:

Insper: Ouvi dizer que tem tendências liberais e é a que prepara melhor pra mercado financeiro.

FGV

FEA

Meus objetivos são, no longo prazo, o academicismo e no curto/médio prazo ganhar habilidades como empresário e investidor, pois é o que euro ser(claro que não no Brasil...xD).

Seria muito bom que houvesse um fórum de discussão(ficaadica), mas como não há,espero não estar interrompendo a discussão e desde já agradeço.

Responder
Lopes 01/05/2013 23:47:46

Aplicação da Escola Austríaca ao mercado financeiro e aos investimentos:

opontobase.com.br/ (Por Hélio Beltrão, Ulrich e amigos)

Naquilo que tange à melhor academia brasileira de economia, rolarei sua pergunta adiante em direção aos mais experientes junto às desventuras promovidas pelos diversos acadêmicos que semanalmente abrem risadas ao terem suas ideias bizarras aqui estudadas.

Tivera no passado uma experiência traumática com o FGV, sendo esse responsável pelo brilhantíssimo desserviço de uma escola técnica de marxismo a alguns estudantes quem tive o desprazer de conhecer. Entretanto, receio não poder afirmar o mesmo dos cursos econômicos.

A respeito da FEA, alegrar-me-ei em ouvir o ponto de vista de um acadêmico experiente, apesar de seguir com baixas expectativas.

Responder
Dam Herzog 02/05/2013 00:25:46

Feliz dia do capital, pois foi o capitalismo que, na verdade, salvou o proletariado, da morte pela fome (inanição). A abstenção do consumo presente salva muitas vidas. Para haver consumo é necessário poupança anterior. Meus pesames aos socialista de todo o mundo que não conseguem fazer o povo produzir. Esta motivação pelo interesse proprio é ideologia da riqueza e para o bem dos seus,de seus amigos,de seus inimigos e até ajuda aqueles que voce não conhece e nunca viu e talvez nunca verá. O capitalismo felizmente é baseado na cooperação voluntária,na liberdade, na propriedade privada,na inovação constante. O capitalista padeiro da esquina estará preparando o seu pão amanhã de manhã, para o bem dele e do seu. Viva o Capitalismo, pois tenho certeza que ele me ajudou a existir.

Responder
historiador politicamente correto 02/05/2013 03:38:14

Isso é um absurdo o que está neste texto. O 1° de maio é em homenagem aos mártires de Chicago que foram assassinados pelos capitalistas por lutarem por uma jornada de trabalho mais justa.

Nada mais do que a lembrança de um crime do capital contra os trabalhadores...

Responder
Anderson 27/06/2013 05:30:16

Leandro 02/05/2012 02:39:25

Cedric, o capital advém da poupança. É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital. Só então, quando o capital já tiver sido acumulado, é que o trabalho será utilizado para moldar o capital para os fins desejados.

Logo, é preciso ressaltar que, sem a poupança, não há capital; e sem capital, não há trabalho minimamente remunerado.



Leandro 28/07/2012 23:43:15

Prezado André, mas quem não tem renda já está, por definição, praticando poupança. Poupança não é acumular dinheiro. Poupança é abstenção do consumo. Recomendo este artigo para esclarecer melhor estes conceitos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=487

Abraços!


Não é bem assim. Se levarmos este raciocínio até as últimas consequencias, concluiremos que os sômalis têm mais capital do que os americanos. Afinal, capital advém da poupança, poupança é a abstenção do consumo e quem não tem renda já está, por definição, praticando poupança. Enquanto os americanos consomem smartphones, os sômalis se abstêm se consumir até alimentos (afinal, eles nem tem renda, e portanto, já estão, por definição, praticando poupança). Por que a Somália não tem mais capital do que os EUA? Afinal, eles poupam mais.

Entendeu agora, porque não é bem assim.

Responder
Leandro 27/06/2013 11:09:45

Falou uma enorme besteira. O fato de um indivíduo viver em um ambiente de penúria não significa que ele seja poupador. Um náufrago vivendo em uma ilha deserta certamente terá um consumo menor do que o de um americano médio, mas isso não significa que ele seja um poupador. Ele pode perfeitamente ser um consumista esbanjador.

Por exemplo, se ele utilizar os recursos escassos à sua volta para construir uma rede de dormir (bem de consumo) em vez de utilizá-los para construir uma rede de pesca (bem de capital), ele está sendo consumista. Da mesma maneira, se ele sair comendo bananas, cocos e peixes em vez de poupá-los para se alimentar enquanto ele constrói uma rede de pesca, ele está sendo altamente consumista.

A poupança não é determinada por essa tosca comparação do consumo entre dois indivíduos em ambientes totalmente diferentes. É verdade que um somali consome, em termos absolutos, menos bens do que um americano médio. Mas também é verdade que um somali utiliza ao máximo todos os recursos que estão à sua volta, por uma simples questão de sobrevivência. Neste caso, não se pode dizer que eles são poupadores, pois eles estão exaurindo recursos.


Entendeu agora por que não é bem assim?

Responder
Anderson 27/06/2013 18:30:20

Agradeço pelo esclarecimento, Leandro.

Responder
Wagner 27/06/2013 13:42:37

Poupança é produzir e não consumir.
Um somali não produz o suficiente pra poupar.

Responder
Paula 01/05/2014 11:33:53

Foi o a mão de obra humana que produziu(e ainda produz) o capital. Em outras palavras, a existência do capital deve-se a produção humana. Feliz dia do trabalhador.

Responder
frank Hollenbeck 01/05/2014 13:04:02

Very good article. however, Capital is built by labor. Without labor, capital does not build itself! so labor day is appropriate but it should be viewed in a broader sense.

Responder
Marcelo Almeida 01/05/2014 13:58:33

É uma verdadeira piada o que o tal sujeito filosofo escreveu aqui. Se não fosse o capital, muitos artigos que eram exclusivos de pessoas mais ricas, nunca chegariam as mãos da população menos abastada. O próprio recurso eletrônico que o imbecil escreveu tanta asneira, é um exemplo de como numa sociedade capitalista os benefícios abrangem todas as classes. Filosofo, um conselho. Procure se informa se em Cuba, Coreia do Norte, as pessoas do povo tem mais recursos que você. Encerro com o pensamento de um verdadeiro Filosofo que diagnóstica o seu estado intelectual: "A burrice é uma cicatriz". Theodor Adorno.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 01/05/2014 15:31:35


"Por exemplo, se ele utilizar os recursos escassos à sua volta para construir uma rede de dormir (bem de consumo) em vez de utilizá-los para construir uma rede de pesca (bem de capital), ele está sendo consumista. Da mesma maneira, se ele sair comendo bananas, cocos e peixes em vez de poupá-los para se alimentar enquanto ele constrói uma rede de pesca, ele está sendo altamente consumista."

Um exemplo do uso da palavra "consumismo" em sentido negativo. ESSE tipo de consumismo merece reprovação, mas não o mero consumo em si, que os esquerdistas condenam para atacar o capitalismo.

O trabalho é muito importante, econômica e psicologicamente. Mas ele precisa produzir algum tipo de valor, material ou imaterial. Se alguém cavar um grande buraco e depois enterrá-lo, sem qualquer utilidade, não vai beneficiar ninguém e ninguém lhe pagará por isso. E o sujeito vai ficar frustrado por ter feito algo sem sentido, a não ser que seu objetivo tenha sido fazer exercício físico ou algo assim.

Capital é recurso poupado para ser investido em produtividade. Nada impede um empregado de acumular capital e depois investi-lo de alguma forma. E o capitalista tem muito trabalho para administrar seu capital, então também pode ser chamado de "trabalhador".

É muito diferente do sistema de castas da Índia ou do sistema medieval e da Antiguidade, onde cada pessoa é/era obrigada a efetuar um único tipo de trabalho. Portanto, as "classes sociais" de Marx simplesmente não existem.

* * *

Responder
Thiago 01/05/2014 16:09:27

Feliz dia do Trabalho Produtivo e Feliz dia do Capital.

Para que haja maquinário industrial, eletrodomésticos, transporte eficiente, entre outros, foi necessário empenhar trabalho intelectual e braçal.
O capital sozinho não se cria, até por que sem demanda para tal, como poderia? O ser humano ou novas etapas de determinados processos que visem atender uma necessidade final do próprio ser humano,tem que estar envolvido de alguma forma para a criação do capital.
Então se há demanda, e a mesma está em constante evolução, deverá haver contínuo esforço intelectual para projetar e, braçal para colocar em prática.
Acaba a demanda, acaba a necessidade de se ter o capital que seria utilizado para atendê-la, etão o capital de nada serviria.

Responder
Leandro 01/05/2014 16:15:42

O capital advém da poupança. É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital. Só então, quando o capital já tiver sido acumulado, é que o trabalho será utilizado para moldar o capital para os fins desejados.

Logo, é preciso ressaltar que, sem a poupança, não há capital; e sem capital, não há trabalho minimamente produtivo e remunerado.

Responder
Luciano Rocha 01/05/2014 18:14:14

Falando em dia do trabalho, o que acham dessa notícia?

dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2014/05/01/6-milhoes-nao-encontram-emprego-e-62-milhoes-nem-procuram-entenda-o-mercado-de-trabalho/

"Os desempregados são apenas 4% das pessoas em idade de trabalhar, ou 6% dos que procuram emprego."

Duvido que seja só essa porcentagem nos dois casos...

Responder
Leandro 01/05/2014 18:35:35

Abordado em detalhes nesse artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1832

Responder
Rogério Santos 01/05/2014 18:51:25

"É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital."
Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?
É o investimento que permite a formação e acumulação de capital. Isto é o básico da teoria econômica.
Funciona assim: o empresário, interessado em expandir sua produção, deixa de investir temporariamente na produção para desviar recursos às empresas que extraem coisas da natureza e as transformam em máquinas. Quando o governo investe numa empresa ele a permite adquirir recursos das empresas que produzem bens de produção sem que seja necessário desviar recursos da produção.

Responder
Doutrinador 01/05/2014 19:08:55

"Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?"

Ah, a lamentável tendência de determinadas pessoas em querer debater coisas puramente técnicas apelando a conceitos totalmente emocionais. E juram que, ao fazer isso, estão abafando...

"É o investimento que permite a formação e acumulação de capital. Isto é o básico da teoria econômica."

E o que permite o investimento? Você está sozinho em uma ilha deserta. Você tem duas opções: catar cocos ou pescar peixes. Catar cocos é uma atividade puramente manual e pouco produtiva, ao passo que pescar peixes posse ser extremamente produtiva, desde que você tenha uma rede de pesca.

Logo, o seu investimento é a criação da rede de pesca. Mas como você irá fazer esse investimento? De onde virá o material para a rede de pesca? Da natureza, mais especificamente, de alguns cipós. De onde virá a comida (cocos) da qual você irá se alimentar enquanto constrói sua rede? Da natureza também.

E por que esses dois elementos estavam lá, intactos? Porque ninguém os consumiu. Foi justamente essa poupança (ausência de consumo) o que permitiu seu investimento.

Expanda esse raciocínio para o mundo moderno e você verá que, sem a abstenção do consumo, não haveria minério de ferro para estruturas metálicas, não haveria barro para tijolo etc.

"Funciona assim: o empresário, interessado em expandir sua produção, deixa de investir temporariamente na produção para desviar recursos às empresas que extraem coisas da natureza e as transformam em máquinas. Quando o governo investe numa empresa ele a permite adquirir recursos das empresas que produzem bens de produção sem que seja necessário desviar recursos da produção."

Essa etapa que você descreveu já está lá na frente da estrutura de produção. O maquinário já está todo pronto. Você apenas ignorou de onde veio a matéria-prima deste maquinário.

Responder
Rogério Santos 01/05/2014 20:05:55

Tem um enorme erro no seu raciocínio. A grande maioria dos bens de consumo são desnecessários para quem quer produzir bens de capital. Só alimentos, roupas, transporte, sabonete, água e bens de capital que produzem bens de capital são necessários.

Eu, deixando de comprar um sofá, deixo esse bem disponível para promover o conforto(apenas isso) de quem quer produzir bens de capital. É completamente desnecessário isso.

O que permite o investimento é a preferencia do empresário ou governo em aumentar a produção no longo prazo.


Responder
Guilherme 01/05/2014 22:50:51

[i["O que permite o investimento é a preferencia do empresário ou governo em aumentar a produção no longo prazo.[/i]

Genial! Então, se eu quiser construir um prédio, basta Sarney dar "preferência" (seja lá o que isso signifique). Eu não preciso me preocupar com a argamassa, nem com os tijolos, nem com os vergalhes. Ninguém precisou poupar para produzir estes insumos. Eles simplesmente surgem do nada, de acordo com a minha preferência e a do governo, seja lá o que seja signifique.

E quem falava de "enorme erro de raciocínio"?

Responder
Rogério Santos 01/05/2014 23:12:40

Os bens de consumos necessários para a subsistência de quem quer produzir bens de capital existem em quantidade suficiente para atender a necessidade de todos(quem quer produzir e quem quer apenas consumir). Por isso não é necessário poupar. Inclusive, quando as pessoas poupam, ocorre uma queda na demanda agregada que pode desencadear uma recessão. Não conhece o "Paradoxo da Poupança"?

Responder a minha pergunta principal ninguém quer né?

Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital?

E mais algumas outras:

Como eu deixando de comprar um sofá permito a acumulação e formação de capital?

Basta alguém receber dinheiro para que aceite ir até a natureza buscar minério de ferro ou qualquer outra coisa que possa ser encontrada nela. Negar isso é negar que é o investimento que gera capital e, o mais absurdo, negar a ambição humana. Seres humanos não são ambiciosos?




Responder
Almeida Prado 02/05/2014 04:20:12

Genial, Rogério! Com uma única frase você acabou com todo o problema da escassez no mundo. Tudo de que precisamos já existe em abundância! Segundo você próprio, os bens de consumo necessários para atender às necessidades de todos (inclusive quem quer só consumir) já existem em quantidade suficiente. Ou seja, há Ferraris para todos.

Ninguém mais precisa poupar para que nada seja criado! Estamos na fartura!

Eu, por exemplo, também quero uma Ferrari Testarossa (um simples bem de consumo, algo que, segundo você, é abundante e tem pra todos). No seu mundo mágico, todos os materiais necessários para fabricar este bem de consumo, bem como a existência do próprio, estão em abundância no mundo. Niguém precisa racionalizar o uso deles; eles caem do céu. Deve ser por isso que chovem Ferraris...

Sobre suas perguntas "não terem sido respondidas", eis uma dica básica de discussão de internet: se você faz uma pergunta e alguém lhe indica um link, você deve ler esse link, pois é nesse link que está a resposta completa para a sus pergunta. Você sabe clicar num link? Façamos o teste:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=487

Responder
Outro 02/05/2014 09:19:46

Certamente você estudou ~economia~ na Unicamp/UFRJ.

Capital não é só meio de producão (esse é acumulado por meio do investimento e se chama Formação Bruta de Capital Fixo), os estoques acumulados também são considerados capital no PIB (confirma lá na wikipédia).

Ou seja, se alguém não consumir e a mercadoria encalhar no estoque do comerciante automaticamente o investimento aumenta porque o comerciante poupou (mesmo que sem querer, o que prova que nem todo investimento é planejado pelo empresário, mas como os estoques são pequenos em relação ao PIB muita gente ignora isso).

Acho que deu pra entender né? O investimento tem dois componentes: FBKF + Estoques.

Note que todos os dois são feitos através de poupança, o primeiro voluntariamente e o segundo involuntariamente.

Responder
Gredson 01/05/2014 20:47:55

"Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?"

Na boa isso é sério mesmo?
puts.

Responder
Thiago 02/05/2014 00:06:44

Leandro, corrija-me se eu estiver errado.
O autor do texto refere-se ao termo capital como recursos físicos, palpáveis (máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, etc).
Foi este o sentido de capital que tentei expressar no comentário acima.
Não entendi quando você fala sobre acumulação de capital (financeiro) dentro do contexto deste artigo.

Responder
Leandro 02/05/2014 01:52:37

Em momento algum fiz qualquer referência que seja a capital financeiro. Nem sequer mencionei o termo, simplesmente porque o financismo não é o assunto desse artigo. Acumulação de capital nada tem a ver com financismo. Não entendi.

Responder
Edson 02/05/2014 03:47:28

"Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?"

Quando eu digo que os textos quase sempre são excelentes, mas os comentários - quase sempre - são péssimos, vocês não acreditam...

Responder

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