Protestando digitalmente contra o governo - e garantindo a sobrevivência da humanidade

Há um interminável debate a respeito da tecnologia digital.  Ela ajuda ou atrapalha a defesa da liberdade, do individualismo e dos direitos humanos?  Aqueles que dizem que ela atrapalha apontam para o fato de que os governos têm tido liberdade para utilizar informações privadas a nosso respeito para melhor implantar seus objetivos.  No atual estágio do desenvolvimento tecnológico, os governos podem nos vigiar como nunca antes na história do mundo.  Ele pode espionar, intimidar, tributar, regular, controlar o comércio e até mesmo inflacionar mais eficientemente utilizando as ferramentas da era digital.

Tudo isso é verdade.  Mas o que os eventos de ontem, o dia conhecido como quarta-feira negra, demonstraram foi exatamente o oposto do relatado acima.  Inúmeras empresas e setores operantes na internet retiraram seu consentimento em relação ao estado e protestaram contra a legislação que está tramitando no Congresso americano e que, caso implementada, teria efeitos devastadores sobre como a internet funciona.  O protesto foi dirigido, mais especificamente, a dois projetos de lei tramitando no Congresso americano neste exato momento, chamados de SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act).

A Wikipédia, este monumento à colaboração humana em prol da cultura global, liderou o protesto, deixando sua página em inglês completamente negra e sem acesso.  Este apagão foi uma escolha — brilhante, aliás — de seu fundador, Jimmy Wales, após ter consultado toda a comunidade da Wikipédia.  Foi um protesto, uma declaração, um alerta simbólico para o mundo sobre o que pode acontecer caso o governo ataque decisivamente o livre fluxo de informações.  O protesto da Wikipédia foi uma maneira de dizer: se este negócio avançar e for de fato institucionalizado, não haverá mais Wikipédia, a qual, além de ser o site mais rico em conteúdo do mundo, é também a principal maneira como as pessoas buscam conhecimento prático e rápido sobre algo hoje em dia.

O Google também fez coro, assim como vários outros sites ao redor do globo.

Em vez de ser um abrigo contra o poder, o controle e as distorções, e um refúgio no qual a informação é livremente produzida e distribuída, a internet passaria a ser um mero sistema de entrega de conteúdos e informações pré-aprovados pelo governo e pelos interesses corporativos que trabalham em conluio com o governo, nada muito diferente do rádio ou da televisão atuais.

Esta legislação transformaria completamente nossas vidas.  Mas, felizmente, a internet declarou sua oposição com convicção e veemência.  As instituições ao redor do mundo se ergueram em protesto colocando em seus sites avisos de blackout, anúncios explicando detalhes sobre estes projetos de lei e mensagens abertamente desafiadoras e provocativas.  Foi um protesto pacífico, muito similar a todos os outros do passado, mas com uma enorme diferença.  Em vez de ser algo limitado pela geografia — e, portanto, facilmente ignorável ou dispersado pela polícia —, o protesto digital foi global, impossível de ser ignorado e interrompido.  Embora tenha se dado com mais intensidade no mundo anglófono, todos os grupos de linguagem também acabaram se envolvendo, pois os efeitos desta legislação seriam genuinamente universais.

É sempre um enorme risco querer enfrentar o poder.  Você pode perder tráfego comercial.  Há a possibilidade de você sofrer retaliações e até mesmo violência.  Há a real possibilidade de você perder a batalha e, com isso, em vez de ser declarado um herói, ser considerado apenas mais um bobalhão.  E, se analisarmos toda a história da humanidade, podemos facilmente concluir que as chances de ser bem sucedido em uma luta contra o poder são extremamente baixas.  A liberdade sempre foi uma raridade ao longo de nossa história, e por uma razão bastante simples: o despotismo sempre foi a norma em quase todas as épocas e lugares.  Portanto, aqueles que optarem por lutar contra o poder jamais podem ignorar este fato.  Não se deve empreender absolutamente nada sem antes ter plena consciência desta triste realidade.

Somente quando algumas poucas pessoas firmemente convictas decidem se erguer e enfrentar o poder, e seus protestos são apoiados por algum nível de consenso público, é que alguma diferença realmente pode ser obtida.  Isso é algo que aconteceu muito poucas vezes, mas veja os efeitos.  A liberdade conquistada por meio da simples retirada de consentimento foi o que construiu o mundo moderno.  Tudo o que usamos para melhorar nossas vidas é produto desta liberdade.  Nossa saúde, nossa educação, nossa prosperidade material, nossa fé, nossa música, nossas artes e nossa filantropia — tudo deve sua existência à liberdade, e não ao governo.

O marco que sinalizou o início da era digital foi a invenção e popularização do navegador da internet em 1995 — pelo menos é assim que vejo as coisas.  Isso significa que já faz 17 anos que estamos vendo o que o livre fluxo de informação pode produzir.  E o resultado é nada menos que estupefaciente.  Todos nós, em nosso dia a dia, aceitamos como fato consumado essa maravilha virtual; porém, quando paramos para pensar e olhamos para o passado, essa transformação adquire aspectos de milagre.  Qualquer pessoa pode se comunicar por meio de um vídeo, em tempo real e a preço quase zero, com qualquer outra pessoa em qualquer canto do mundo.  Ao alcance de nossos dedos, temos acesso imediato às maiores obras literárias, musicais, científicas e de poesia do mundo.  Além de ser o veículo para nossas redes sociais, a internet também nos auxilia em nossos esforços educacionais, em nossa busca por informações sobre saúde, culinária, investimentos e qualquer outra atividade de nossa vida que você puder imaginar.  E tudo isso nos remete àquela maravilha que é a capacidade de compartilhar e trocar ideias através de todos os veículos possíveis.

O feito realmente notável é que a internet como a conhecemos hoje foi totalmente construída por mãos privadas trabalhando em conjunto e cooperativamente; ela não foi construída por burocratas e nem por políticos.  Esta é grande lição do mundo atual, e ela aponta para uma verdade incômoda que todos os políticos querem suprimir: a ordem é a filha da liberdade, e não a mãe.  Como ousam esses burocratas e políticos se presumirem os senhores daquilo que eles não fizeram absolutamente nada para criar?

O problema é que, quase sempre, tão logo os produtos gerados pela liberdade passam a existir, as pessoas já começam a encará-los como coisas corriqueiras e garantidas.  Raramente alguém se dá ao trabalho de imaginar um cenário alternativo.  As pessoas apenas seguem vivendo suas rotinas, usufruindo as maravilhosas bênçãos geradas pela liberdade e completamente alheias a tudo aquilo que tornou possível esta realidade.  E elas sequer imaginam que tudo isso pode ser abolido de um dia para o outro.

Mesmo hoje, em países outrora socialistas, a geração mais jovem praticamente não se dá conta de que, apenas uma geração atrás, as prateleiras dos supermercados estavam vazias e a vida era repugnante, amarga e sem esperança.  No mundo atual, nós todos simplesmente esperamos e antecipamos — praticamente como se fosse um direito humano — o lançamento dos mais novos brinquedos digitais, das atualizações mais recentes para nossos apetrechos eletrônicos, e dos softwares cada vez mais aprimorados e "sem bug".  Nós perambulamos por lojas (físicas e virtuais) analisando e escolhendo com calma as maiores dádivas do mundo tecnológico e quase nada pensamos a respeito.

Pode não parecer, mas isto é um problema extremamente grave, pois a liberdade requer percepção de sua existência e conscientização de suas bênçãos geradas.  Caso contrário, ela não sobrevive.  Se o governo americano conseguir aprovar esta legislação, certamente outras virão.  Os custos serão imensos e tragicamente invisíveis.  A mídia digital e a liberdade de informação são direta e indiretamente responsáveis pela maior parte do crescimento econômico que o mundo vivenciou nos últimos 20 anos.  Sem elas, todos os controles governamentais, os impostos, as regulamentações e as guerras já teriam instituído uma nova era das trevas sobre todos nós.

De alguma forma, e contra todas as possibilidades, o debate sobre os detalhes técnicos do cumprimento das leis de propriedade intelectual gerou algum grau de conscientização nas pessoas sobre a irracionalidade desta ideia.  Os protestos até agora têm sido contra a censura, e de fato é disso que se trata a legislação.  É bom pensar na realidade contrafatual de como seriam as coisas caso um mundo movido pela informação fosse jogado nas trevas.  Porém, na realidade, há muito mais do que isso em jogo.  A informação é o pilar essencial daquilo que chamamos de civilização, bem como de todas as coisas que aprimoram a condição humana.  A informação é a mercadoria mais valorosa do mundo.  É muito mais do que aquilo que podemos ver e que podemos ler.  Trata-se do direito humano de compartilhar e trocar ideias que possibilitam o nosso próprio progresso.  E, para a sorte da humanidade, trata-se de uma mercadoria que pode ser infinitamente reproduzível.  Porém, hoje, os governos recorrem a esta noção de "propriedade intelectual" e a utilizam como desculpa para criar monopólios e censurar ideias.  Só estaremos a salvo destes tipos de legislação e lei arbitrárias quando esta falácia for extirpada em sua raiz e estivermos mais bem capacitados para distinguirmos entre genuínos direitos de propriedade e falso direitos.

O governo atacar a liberdade da internet hoje seria o equivalente a queimar os manuscritos de Santo Isidoro de Sevilha, escritos no século VII, e que produziram, na mais difícil das épocas, o livro que resumiu todo o conhecimento do mundo antigo (era a Wikipédia daquela época) e que permanece sendo até hoje uma fonte essencial.  Seria o equivalente a destruir a impressora de Gutenberg no século XV, de modo a fazer com que a impressão de manuscritos jamais pudesse evoluir.

Os historiadores constantemente nos relembram que todos os grandes avanços ocorridos na história da humanidade foram inspirados pela troca e difusão de informações.  Esta é uma pré-condição para o progresso.  Foi quando os primeiros expedicionários das cruzadas retornaram do mundo antigo trazendo manuscritos, que começamos a ver os primeiros sinais do nascimento da modernidade no Ocidente.  Quando populações, querendo deixar para trás seu isolamento, se mudaram para cidades e começaram a colaborar entre si, o resultado foi o crescimento econômico.  E quando a internet derrubou as barreiras que existiam ao redor do mundo e permitiu que todos pudessem se comunicar entre si e descobrir novas ideias, testemunhamos uma nova alvorada da tecnologia e da eficiência.

As assombrosas inovações desta era ensinaram a toda uma geração sobre o poder miraculoso da criação e da dispersão de informação; sobre as habilidades embutidas nas ações espontâneas dos indivíduos; e sobre a capacidade de pessoas ao redor do mundo gerarem ordem e progresso por meio da cooperação e das trocas voluntárias.

As duas tendências dominantes da nossa época são, de um lado, o obscurantismo de um mundo físico gerenciado por governos e, de outro, o re-iluminismo do mundo graças à ordem espontânea gerada pela mídia digital controlada por todos nós.  Governos sempre quererão solapar nossas liberdades e apagar todas as luzes.  Os protestos contra estas propostas de controle constituem uma poderosa declaração de que não deixaremos os destruidores, os bárbaros, os vândalos se darem bem.

O movimento anti-SOPA foi um dos mais emocionantes protestos que já presenciei em minha vida.  Ele aparentemente surgiu do nada.  Tudo foi construído ao longo de apenas alguns poucos meses.  O momento crucial ocorreu quando a Wikipédia anunciou que iria se juntar ao protesto.  E então parecia que, repentinamente, todos já estavam envolvidos, e apenas em questão de dias.  Programadores criaram aplicativos para bloquear temporariamente seus sites.  Milhões de pessoas trocaram suas fotos no perfil de seu Facebook (ei, é muito mais fácil do que fazer greve de fome!).  O Congresso americano foi inundado de mensagens vociferando oposição a estas leis em um volume nunca antes visto.

As pessoas me pedem especulações sobre o futuro desta legislação.  Meu palpite é que os protestos irão efetivamente matar as atuais versões dos projetos de lei no Congresso americano.  Elas serão discutidas e os grupos de interesse corporativos por trás dela ficarão quietos por algum tempo.  Mais tarde, daqui a aproximadamente uns seis meses, todo o processo vai se reiniciar, só que desta vez com projetos de lei menos condenáveis, os quais, embora certamente alegarão estar removendo as partes mais ultrajantes, estarão fazendo mais do mesmo.  Pessoas digitalmente conscientes e politicamente astutas sabem que este foi apenas o primeiro assalto.  As tentativas de todos os governos de bloquear o fluxo de informações na internet irão continuar irrefreavelmente.  Para isso, a criação de leis nem é necessária; os governos possuem hoje o poder de esmagar a era da informação apenas com medidas burocráticas.

No final, a liberdade da internet poderá ser garantida não com a obstrução de novas legislações, mas sim com a abolição de legislações antigas.  Sob este prisma, os protestos de ontem representam não o fim, mas o começo da batalha.  Como dito, se quisermos nossa sobrevivência e nossa liberdade, não podemos deixar que os destruidores, os bárbaros, os vândalos prosperem.  É o progresso da humanidade que está em jogo.


0 votos

SOBRE O AUTOR



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Joao MS  19/01/2012 05:41
    Pelo que eu entendi, alguns congressistas americanos vêm a informação como um produto. Distribuí-lo livremente, sem remunerar quem a cria, seria uma espécie de falsificação, de contrabando. "Pirataria".
    Enxergar as coisas desta forma é essencialmente estúpido.
  • Miguel  19/01/2012 06:16
    Acho importante lembrar também quem são os maiores apoiadores destas duas aberrações de projeto, que são os representantes da "indústria do entretenimento" (gravadoras, Hollywood, redes de TV). \r
    \r
    A internet veio e mudou completamente a forma de se ganhar dinheiro nesses campos, e os conglomerados, ao invés de se adaptarem aos novos tempos, preferem fazer uso do governo para sufocar o agente causador da mudança (o que não é nenhuma surpresa para quem acompanha regularmente este site, que sempre alertou para este "risco").\r
    \r
    Mas voltando ao artigo em si, também experimentei a mesma sensação do Jeffrey Tucker ontem. A internet realmente é um divisor de águas na história da humanidade, não tenho dúvidas de que estamos vivendo algo da mesma magnitude que a queda do Império Romano, se não maior.\r
    \r
    A única coisa boa destes projetos é que eles forneceram uma ótima brecha para jogar o assunto da abolição desta excrecência que são as leis de propriedade intelectual.
  • Gustavo Sauer  19/01/2012 06:24
    "[...]a liberdade requer percepção de sua existência e conscientização de suas bênçãos geradas. Caso contrário, ela não sobrevive."

    Isso é uma tragédia e um paradoxo do capitalismo: quanto mais riqueza gerada, menor a percepção de sua origem e da quantidade de capital acumulado. As novas gerações passam a acreditar que tudo é garantido e automático, que só precisa de investimentos em mais "educação" - a panacéia atual para a pobreza.
  •   19/01/2012 06:48
    Verdade Gustavo.

    Sempre que eu ouço pessoas lutando por mais e mais direitos trabalhistas, legislações de transferência de renda, educação pública, saúde pública e muitas outras coisas, eu penso: Esses loucos acham que as coisas estão vindo da onde? Caindo do céu feito chuva?
    Pessoas fazendo movimentos contra pobreza, mas não a favor da riqueza, da produção!!

    Quanto mais desenvolvida é a sociedade, parece que menor é a percepção das pessoas para a realidade original de todo ser humano: Somos naturalmente pobres! Tudo tem que ser produzido de alguma maneira, e as pessoas não se dão conta mais disso.
  •   19/01/2012 06:50
    Pensando sobre a internet ser um divisor de águas. Se ela não for destruída de alguma maneira(o que acho muito improvável de acontecer), dentro de alguns séculos a criação dela pode vir a ser considerada a divisão entre a "idade contemporânea" e alguma outra divisão histórica da humanidade. Ela é um dos maiores feitos do homem e um dos que mais tem poder de mudar completamente nossas vidas.
  • Gustavo Sauer  19/01/2012 09:36
    Zé, como é que é possível destruir algo que tem dono sem violar o PNA? Cada servidor conectado a rede tem um dono.

    E mesmo que a internet seja "tomada" pelo governo, isso não quer dizer que a internet é inerentemente um risco que precisa ser eliminado.

    E nem tudo é ruim. Já vi o Mark Thornton dizendo que o mises.org é o site econômico mais visitado do mundo. Temos que lutar pra defender a internet.
  •   19/01/2012 10:09
    Então, eu disse que é muito improvavel, porquê não consegui pensar em maneira de destruir a internet sem destruir toda a produção de energia elétrica do planeta.

    Até internets piratas podem surgir, pequenas redes locais crescendo e formando conglomerados em regiões onde nenhum governo as baniu. Se os servidores americanos(que são praticamente todos que controlam a internet mundial) forem tomados pelo governo americano de alguma maneira, servidores em países mais descentes podem surgir. Hoje ainda é desnecessário, claro, e pura viagem da minha parte, não leve isso a sério.
  • André Cavalcante  19/01/2012 12:48

    Do Zé 19/1/2012 10:09:12 :

    Então, eu disse que é muito improvavel, porquê não consegui pensar em maneira de destruir a internet sem destruir toda a produção de energia elétrica do planeta.

    Eu diria que é até simples: bastaria uma coisa só: um acordo internacional (já que a internet é mundial) valendo qualquer restrição legal (relativa a internet) de um país valer para outro. No fundo isso seria como nivelar por baixo as liberdades na internet. Qualquer país que proibisse, por exemplo a palavra sexo em um site, poderia ser usado para impedir TODOS os sites do mundo de a usarem, não importando se o site é do sistema de saúde ou de um filme pornô.

    O bom que as empresas ainda não chegaram ao desespero de fazer lobby para isso, mas se fizerem, não seria difícil passar a ideia, exatamente sob a bandeira da "anti-pirataria", poderiam requerer acordos internacionais para que as decisões de um país valessem também em outros, evitando-se exatamente a migração de serviços/servidores de um país para outro.

    Abraços
  • Mauricio  19/01/2012 06:54
    Me desculpe + e a propriedade privada ? e os direitos autorais ? horas eles criaram eles tem o direito de cobrar sobre isso é isso mesmo que a escola austríaca defende ? o Wikipedia é uma célula de tudo que esse projeto de lei ira afetar! e o Google, Youtube e o Face ? essa defensa nesse texto se aplica a esses sites tb ? pq se me vc me falar que SIM! a escola austríaca perde um dos seus maiores princípios!.

  • Leandro  19/01/2012 07:06
    Prezado Mauricio, embora eu não seja muito fluente em esperanto -- ou seja lá qual é esse idioma por meio do qual você se comunica --, acho que entendi sua pergunta.

    E não, propriedade privada não tem nada a ver com propriedade sobre ideias. Ideias não são propriedade. Não existe essa coisa chamada inventivamente de propriedade intelectual.

    Como explicou Hoppe:

    "A ideia de direitos de propriedade intelectual não apenas é errada e confusa, como também é muito perigosa. Ideias -- receitas, fórmulas, declarações, argumentações, algoritmos, teoremas, melodias, padrões, ritmos, imagens etc. -- certamente são bens (na medida em que são bons e úteis), mas não são bens escassos. Tão logo as ideias são formuladas e enunciadas, elas se tornam bens não escassos, inexauríveis. Suponha que eu assobie uma melodia ou escreva um poema, e você ouça a melodia ou leia o poema e, ato contínuo, os reproduza ou copie. Ao fazer isso, você não expropriou absolutamente nada de mim. Eu posso assobiar e escrever como antes. Com efeito, o mundo todo pode copiar de mim e, ainda assim, nada me foi tomado. (Se eu não quiser que ninguém copie minhas ideias, tudo que eu tenho de fazer é mantê-las par mim mesmo, sem jamais expressá-las.)

    Agora, imagine que eu realmente possua um direito de propriedade sobre minha melodia de tal modo que eu possa proibir você de copiá-la ou até mesmo exigir um royalty de você caso o faça. Primeiro: isso não implica, por sua vez, que eu também tenha de pagar royalties para a pessoa (ou para seus herdeiros) que inventou o assobio e a escrita? Mais ainda: para a pessoa (ou seus herdeiros) que inventou a linguagem e a criação de sons? Quão absurdo é isso?

    Segundo: ao impedir que você assobie minha melodia ou recite meu poema, ou ao obrigá-lo a pagar caso faça isso, estou na realidade me transformando em seu proprietário (parcial): proprietário parcial de seu corpo, de suas cordas vocais, de seu papel, de seu lápis etc. porque você não utilizou nada exceto a sua própria propriedade quando me copiou. Se você não mais pode me copiar, então isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade. Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos)."


    Deu pra entender ou precisa do Google Translator? (Infelizmente, não há lá a opção do esperanto).
  • Mauricio  19/01/2012 07:24
    Deu sim mas como todo Austríaco você foi MUITO radical em seu exemplo. ( de tal forma que apenas sacia a manada e não quem pensa ).

    Seu argumento é fraco e fere os PRINCIPIO básico da escola austríaca, de que somos donos do que criamos e se outras pessoas desejam ter ou reproduzir algo que nos pertence então que nos pague.

    horas querer diferenciar as formas de direito intelectual de direito material é dizer que pensar não vale nada e criar algo que NÃO material não pode ter valor.

  • Leandro  19/01/2012 07:50
    Você joga duas idéia completamente distintas na mesma frase na esperança de causar confusão. Sim, você é dono dos frutos daquilo que você produz. Mas você não é dono de uma idéia, de modo que ninguém mais possa reproduzi-la -- e a EA nunca defendeu isso; deixe de ser mentiroso.

    Aliás, veja que contradição: você teve a idéia de vir aqui nos criticar. O problema é que outras pessoas já tiveram essa mesmíssima idéia antes de você. Logo, você é um mero plagiário; está copiando ideias alheias sem o devido pagamento de royalties pra elas. O mesmo é válido para as palavras que você utilizou. Alguém as inventou e você copiou. Alguns xingamentos você ouviu de alguém, achou legal, decorou e saiu os utilizando por aí, sem dar os devidos créditos. Isso é charlatanice.
  • Alex  19/01/2012 07:30
    Antes de nada, o modo como tratou o modo de escrita do Maurício foi excessivo. Bastava dizer que ele não escreve de uma forma clara. Dizer que ele escreve esperanto (e aliás, comentário ignorante, porque o esperanto é uma língua que nada se assemelha ao qualquer língua ocidental, logo você não a entenderia).

    Dito isso, vamos ao conteúdo.
    Todos os comentários até agora, incluindo o texto de Jeffrey Tucker, são uma sucessão de opiniões ignorantes. Por Tucker, sabemos que:

    "Em vez de ser um abrigo contra o poder, o controle e as distorções, e um refúgio no qual a informação é livremente produzida e distribuída, a internet passaria a ser um mero sistema de entrega de conteúdos e informações pré-aprovados pelo governo e pelos interesses corporativos que trabalham em conluio com o governo, nada muito diferente do rádio ou da televisão atuais."

    Parágrafo com distorções, palavra que o próprio autor usa, porque não é disso que se trata. A informação livremente produzida e distribuída não é afetada pelo SOPA! A palavra chave é PRODUZIDA, ou melhor, como ela é produzida. Se você quiser ilustrar o seu blog com o logotipo da mises.org.br, terá que pedir autorização e creditar, por exemplo. Ou seja, o conteúdo tem que ser 100% original (dos textos às imagens) para não ser alvo do SOPA.
  • Leandro  19/01/2012 08:03
    É sempre comovente ver alguém se esforçando ao ponto ridículo para defender burocratas e censuras estatais. Prezado Alex, o homem imune das opiniões ignorantes, já lhe passou pela cabeça que, qualquer que seja o texto que você escrever, sobre qualquer que seja o assunto, será impossível haver um material 100% original? Se você escrever algo em seu blog que seja remotamente semelhante a algo que eu já escrevi em outra ocasião, poderei processá-lo por plágio. Aliás, já se deu conta de que isso se aplica para qualquer arte ou produção intelectual?

    Veja a Wikipédia, por exemplo. Absolutamente cada linha daquilo ali foi, digamos, "inspirada" na leitura de outros materiais. Nada dali é produção independente, o que significa que todo o site teria de sair do ar.

    Você parece não entender que o SOPA abre brechas para que qualquer espertalhão utilize os podres estatais para se dar em cima de incautos. E quem tiver as melhores conexões com o governo certamente vai encher as burras de dinheiro, sempre à custa dos menos favorecidos política e financeiramente. Acorde para o mundo e deixe a arrogância de lado.
  • Leninmarquisson da Silva  20/01/2012 05:22
    Cuidado Leandro, capaz de tirarem o IMB do ar porque você se referiu ao "Esperanto". O pai do George Soros, Tyvadar, era fluente nessa porcaria. Capaz do Soros reclamar algum direito de IP sobre isso...e ainda mandar fechar todos os Instituto Mises ao redor do mundo, já que qualquer referência à "Instituto Mises" é entendida por eles como um link implícito pra esse site aqui.

    Bom, talvez não cheguemos à esse ponto tão cedo, mas na minha faculdade, quase que meu grupo tomou 2 semanas de suspensão porque, veja só, havia um parágrafo "parecido" ao do outro grupo no nosso trabalho.
    Meses antes, toda a classe fez um seminário sobre vários assuntos, baseado em artigos, claro, mas "obra original"; nossa análise/opinião sobre certas iniciativas adotadas por empresas.
    Enfim, a professora decidiu que isso seria matéria de prova e pediu pra que todos os grupos mandassem suas análises escritas no email da classe, assim todos poderiam estudar.
    Depois esse outro grupo usou UM parágrafo do que escrevemos, parafraseado, sem citar "fonte". Além deles, queriam nos dar suspensão também. Só nos livramos porque uma menina do outro grupo se humilhou lá, assumindo toda a culpa e literalmente implorando (chorava até soluçar, coitada) pra que nós do outro grupo não fossemos prejudicados.

    Essa é a faculdade que forma "profissionais de elite", como eles gostam de propagandear...deprimente.

    Mas tenho uma dúvida: como a EA encara a pirataria de jogos?

    Um jogo como GTA:IV custou a bagatela de 40 milhões USD (o mais caro até o momento) e levou uns 5 anos para ficar pronto, e menos de 1 mês depois do lançamento, podia ser obtido gratuitamente na versão pirata.

    Com CDs musicais a coisa parece ser mais simples: é músico? Viva de shows! Mas e nesse caso? Viveriam de mensalidades de jogos online?
    É interessante porque essa industria de games movimenta muita grana, e é a maior responsável por avanços na área gráfica, incluindo tecnologia de TVs, mas essa área é movida por jogos Single Player, uma vez que jogos multijogadores tem que ser mais simples por causa das limitações de hardware e conexão.

    De qualquer forma, seria o mesmo princípio aparentemente: seja pra fazer um jogo, seja pra fazer uma música, tempo foi gasto, ele é um bem, e é ofertado esperando retorno financeiro. Se não houvesse essa coerção, quão provavel seria que essa indústria de games morresse?
  • Gustavo Sauer  22/01/2012 06:51
    As empresas de jogos possuem meios de garantir proteçao aos seus produtos: codigos de autenticaçao, verificaçao da autenticidade, entre outros...
  • Augusto  22/01/2012 07:45
    Uma solucao seria usar os jogos como plataforma para propaganda e venda de produtos.\r
    \r
    No caso do GTA, por exemplo, voce poderia visitar as lojas das cidades do jogo e comprar produtos reais. As placas de publicidade ao longo das ruas e estradas poderiam anunciar produtos reais... e por ai vai.
  • Andre Cavalcante  22/01/2012 11:49

    Olá

    "Mas tenho uma dúvida: como a EA encara a pirataria de jogos?"

    Vamos começar pelo princípio, aqui você está assumindo que uma criação intelectual é uma propriedade, correto? Mas se você vivesse num mundo onde não há PI, o conceito de pirataria de jogos, acabaria, certo também?

    "Um jogo como GTA:IV custou a bagatela de 40 milhões USD (o mais caro até o momento) e levou uns 5 anos para ficar pronto, e menos de 1 mês depois do lançamento, podia ser obtido gratuitamente na versão pirata."

    O que mostra que jogo, por se tratar de software e conteúdo, não é algo que tenha escassez: qualquer um pode se "apropriar" do resultado do jogo, a um custo próximo de zero, e mesmo assim, sem retirar "propriedade" de ninguém.

    "Com CDs musicais a coisa parece ser mais simples: é músico? Viva de shows! Mas e nesse caso? Viveriam de mensalidades de jogos online?"

    Você deu uma solução: o software é gratuito, mas o serviço de conexão com outros usuários do jogo, para jogo online é pago. O que há de errado com esse modelo? Mas pode ter certeza que não é o único (e talvez ainda esteja para ser inventado o melhor meio).

    "É interessante porque essa industria de games movimenta muita grana, e é a maior responsável por avanços na área gráfica, incluindo tecnologia de TVs, mas essa área é movida por jogos Single Player, uma vez que jogos multijogadores tem que ser mais simples por causa das limitações de hardware e conexão."

    Aqui fiquei um pouco confuso, sua frase parece indicar que não haveria essas inovações se não fosse o modelo atual, é isso? O que impediria que as indústrias de jogos continuassem a produzir avanços, numa sociedade de livre competição?

    "De qualquer forma, seria o mesmo princípio aparentemente: seja pra fazer um jogo, seja pra fazer uma música, tempo foi gasto, ele é um bem, e é ofertado esperando retorno financeiro. "

    Se por bem você que dizer propriedade, não, não é. Imagine que o tempo que o músico gasta na sua produção intelectual é como o capital de investimento, que tem que ser ofertado no mercado. Se a música pegar, ele com certeza vai ter muito retorno (provavelmente muitas empresas de entretenimento o contratarão para show, entrevistas, apresentações, etc.). Se não pegar, cai no ostracismo e não tem retorno. O mesmo pode acontecer com qualquer outra coisa. E olha que esse é somente um modelo (o modelo de shows). Creio que ainda não foi inventado o melhor jeito de ganhar dinheiro com o negócio da música.

    "Se não houvesse essa coerção, quão provavel seria que essa indústria de games morresse?"

    Muito pequena. De novo, você parte do pressuposto que a inovação necessita dessas artimanhas legais. Se assim fosse, Leonardo Da'Vince não teria existido, uma vez que em sua época não havia "tal proteção".

    A inovação aparece quando de uma necessidade que, para resolvê-la, os humanos usam de técnica e criatividade. "A necessidade é a mãe da invenção", já dizia Platão. E daí também a asneira de uma lei de "Incentivo à Inovação". A inovação não é incentivada com leis (ou mesmo com dinheiro), mas com problemas reais que requeiram técnica (leia-se capacidade anterior) e criatividade.
  •   19/01/2012 07:25
    Podem existir soluções privadas muito simples e eficientes de direito de propriedade intelectual.

    Por exemplo uma associação de músicos(voluntária, claro). Onde todos os músicos daquela associação estão comprometidos voluntariamente a não copiar músicas de outros integrantes.
    Porém qualquer outro grupo poderia a qualquer momento fundar outra associação de músicos concorrente e copiar o que quisesse da primeira, e vice-versa, restando a possibilidade de um respeito mútuo entre as associações, ou não. E mais, qualquer pessoa não vinculada a associação nenhuma poderia copiar a musica que quisesse, quando quisesse, mas sem as possíveis vantagens de uma associação.

    O mesmo princípio pode ser aplicado para qualquer outra ideia de propriedade intelectual.

    Em casos de ideias "físicas", como remédios:
    Primeiro que a indústria de medicamentos não deveria ter obrigação nenhuma de ficar divulgando tudo o que existe dentro de uma fórmula, logo ela poderia usar dois artifícios:
    1: Recorrer a uma daquelas associações voluntárias
    2: Desenvolver maneiras de ocultar a fórmula, como faz a Coca-Cola.

    E assim por diante, pode-se desenvolver soluções práticas para praticamente tudo, músicas, programas de TV, remédios, marcas...

    Agora leis de propriedade intelectuais totalmente coercivas, isso é errado.
  • Paulo Sergio  19/01/2012 08:45
    Isso, e pra jogos e programas também.Quer jogar? jogue nas nuvens, onde a pirataria é impossível.Não gostou? Azar.
  • Mario  19/01/2012 07:26
    Nada mais contemporâneo do que o clássico livro 1984, do Inglês George Orwell. Apesar de tê-lo escrito em 1948, vemos o surgimento de "tentáculos" do Grande Irmão invadindo a escassa liberdade que temos. No fim, tudo vai dar em S.O.P.A...\r
    "Guerra é paz, \r
    Liberdade é escravidão,\r
    Ignorância é força".\r
    \r
    Confiram em : pt.wikipedia.org/wiki/Nineteen_Eighty-Four\r
    \r
    Abraços!\r
  • Paulo  19/01/2012 07:56
    Existe algum escrito do Mises ou do Rothbard sobre a questão da Propriedade Intelectual?
  • Rene  19/01/2012 08:12
    Um contra-exemplo que poderíamos citar para comparar com a propriedade intelectual é o que acontece com os estilistas. Eles podem registrar a patente de uma marca, um logotipo, mas nunca de uma peça de roupa, de um desenho, de uma cor. Ou seja, é ilegal eu produzir uma camisa com o selo da marca "Pierre Cardin", mas é perfeitamente legal eu fazer uma cópia idêntica a uma camisa "Pierre Cardin" e colocar a minha marca. \r
    \r
    Por causa disto, se os estilistas não se renovarem o suficiente para surpreenderem o público no lançamento de uma nova coleção, eles vão perder sua credibilidade. Por causa da possibilidade de ser copiados, eles podem ficar desatualizados muito rápido. Logo, não é possível ficar muito tempo ganhando dinheiro com idéias velhas. O mundo da moda corre o risco de desaparecer por completo por causa disto? Óbvio que não.
  • Ze  19/01/2012 09:15
    Com certeza!

    Escolas de Samba, não escondem a sete chaves suas alegorias até o último instante?
    Quando uma fabricante lança um carro novo, ela não disfarça ele com todo tipo de proteção até o lançamento oficial?
    Empresas de eletrônicos não escondem as novas tecnologias até o ultimo segundo?
    E novamente, minha favorita, Coca-Cola... Ela tem um cofre invejável pra esconder sua fórmula!
  • Lucas  19/01/2012 09:40
    Putz depois de escrever um sr. texto, qdo fui enviar deu erro hehehe! Então fico só com minha última observação: Ah, como gostaria de ver a China parar de comprar títulos do tesouro estadunidense! Uma das palhaçadas que não teria visto a luz do dia seria essa sopa insossa ai.
  • anônimo  19/01/2012 10:01
    Espero que eles continuem pagando a conta dos EUA por mais algum tempo, meu estoque de ouro ainda não é grande o suficiente.
  • Alexandre M. R. Filho  19/01/2012 09:40
    Todo mundo aqui teria que pagar royalties pra Adão e Eva porque, pelo que me consta, eles foram os primeiros a fazer filhos.\r
    \r
    Se vc fez filhos, vc tem que respeitar os direitos autorais de quem fez primeiro, pagando a quem os fez primeiro.
  • anônimo  19/01/2012 10:03
    E ainda tem os judeus, cujo deus foi copiado por cristãos, muçulmanos e várias seitas menores. Imagina o valor da indenização que eles têm pra receber.
  • Marconi  19/01/2012 10:21
    Concordo, royalties para Adão e Eva! hehe Vc hoje acendeu a luz e não pagou nada para Thomas Edison ? que maldade!! :-D

  • joelrgp  19/01/2012 10:14
    Esta legislação poderá ser a arma mais perigosa contra a liberdade de expressão na história moderna. As atividades ilícitas que poderão colocar um site na "lista negra" é definida de forma muito ampla. Parece também que a "lista negra" pode ser executada sem uma ordem judicial via provedor de internet. Esta é a tirania total de informação e todas as vozes independentes precisam se levantar e protestar ou com certeza nós vamos enfrentar a "lista negra" arbitrária
  • Mario  19/01/2012 11:24
    Concordo com Joelrgp, com certeza é a arma mais letal em plena era da informação, cujo controle permanecerá no já conhecido Império Planetário norte-americano, sob suas regras, sob sua imposição, sob sua única e exclusiva vontade. Até nossos inúteis e tolos comentários, por mais esdrúxulos que sejam poderam ser banidos, quiça manipulados pelo "Grande Irmão".\r
    O pior será a manipulação e taxação de informações sob controle de um determinado órgão estatal, conforme propôs Sr. Leandro (comentários acima). É bem verdade que sob o julgo de um orgão que se propõe "regular" o conteúdo disponibilizado na rede, poderão haver espertalhões com "as melhores conexões com o governo" e $$, que certamente vão encher as burras de mais dinheiro, como já dito pelo Sr. Leandro. É o que aconteceu no caso dos judeus (citado por anônimo), que encheram com as burras de dinheiro e obtiveram largas vantagens financiando gastos governamentais antes da segunda guerra mundial (ver Hannah Arendt - Origens do Totalitarismo).\r
    Espero que conversas como estas não desapareçam da rede se essa tal S.O.P.A. (insossa como dito acima...hehehe) se tornar realidade, uma vez que tais discussões cutucam a sagacidade de cada pessoa, e mesmo que haja críticas, poderemos manter a tão almejada liberdade de expressão garantia básica de qualquer liberalismo econômico. Critiquem. \r
    \r
    Abraços
  • Guilherme Shibata  19/01/2012 11:52
    E outra coisa : Só eu percebi que isso é algo que o CONGRESSO AMERICANO vai votar, mas que irá afetar o MUNDO INTEIRO ?

    Se decidirem tirar sites do ar por ''plágio''... pessoas de todos os países não poderão acessá-lo ou somente os americanos ?

    A Internet é do governo dos EUA agora ? Fala sério...

  • Andre Cavalcante  19/01/2012 12:53
    Permitam-me uma citação:

    833. Haverá no homem alguma coisa que escape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?
    "No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe amarras. Pode-se-lhe deter o voo, porém, não aniquilá-lo."
    (Allan Kardc, O Livro do Espíritos, q. 833, FEB, 2004).

    Diria que a Internet é hoje o avião de cruzeiro para o voo do pensamento humano. E haveremos de conseguir que ninguém detenha-lhe a marcha.

    Abraços.
  • anônimo  19/01/2012 14:48
    A natureza humana não muda. Disso não há dúvida. No entanto, o comportamento social humano adapta-se à tecnologia existente. Num passado remoto, antes da tecnologia da Agricultura, nos tempos do canibalismo, um filho perguntava para um pai "Pai, por que nós comemos nosso vizinho?", e o pai respondia "Filho, cala essa boca e come o vizinho senão vc vai morrer de fome". Num passado nem tão remoto, antes da tecnologia da Industria, um outro filho perguntava para um outro pai "Pai, por que nós escravizamos nosso vizinho?", e o pai respondia "Filho, cala essa boca, quem não escraviza vira escravo". Hoje, antes da proxima grande tecnologia (da qual a Internet pode ser a primeira manifestação, ou não), um outro filho pergunta para um outro pai "Pai, por que alguns tem o direito à iniciação de agressão e outros não?", , e o pai responde "Filho, cala essa boca e te associa ao governo, caso contrário tu vai ter que trabalhar pra sustentar essa cambada de vagabundo. É melhor ser verme do que hospedeiro".
  • Luiz Renato  19/01/2012 16:26
    Brazucas against S.O.P.A. and P.I.P.A.
    www.facebook.com/pages/Brazucas-Against-SOPA-and-PIPA/280190245373587
    VAMSO DEIXAR CLARO PROS GRINGOS QUE SOMOS CONTRA ESSA PALHAÇADA.
  • Diego  19/01/2012 18:28
    A internet está aí pra ficar, quanto a isso não precisamos nos preocupar. O único meio de censura-lá seria que todos os servidores de todos os países fossem supervisionados, mas isso criaria uma oportunidade fantástica pra se ganhar dinheiro para aqueles que permitissem que os servidores não fossem supervisionados. E formas de acesso à rede seriam algo como o Onion Router. Lembrem-se proibição governamental só cria mercado negro.
  • Alexandre Zapruder  19/01/2012 18:30
    "O Congresso americano foi inundado de mensagens vociferando oposição a estas leis em um volume nunca antes visto."


    Gostaria de ver tamanha mobilização também em ações contra o aborto.
  • anônimo  19/01/2012 19:00
    Não sei se vocês ficaram sabendo, mas o site de Downloads do Megaupload foi fechado por pirataria... Acho melhor ter uma reação mais forte a essas arbitrariedades.
  • Andre Poffo  20/01/2012 04:59
    E o annonymous fechou o site do FBI.
  • Paulo Sergio  20/01/2012 05:26
    Não existe esse grupo annonymous.Qualquer um pode ser um annonymous, basta não querer assinar.
  • Tiago RC  20/01/2012 05:35
    Não, é só DDoS, perturbação temporária. Em algum momento tudo vai voltar ao normal pro site do FBI.
  • Tiago RC  20/01/2012 02:16
    O fechamento do Megaupload foi claramente uma resposta a esses protestos. Era um dos principais sites da internet, o tráfego que eles comportavam era gigantesco.

    E detalhe: o site estava em Hong-Kong e o fundador na Nova Zelândia. Fundador preso, site fechado.

    É muita tirania. A degradação dos EUA está em marcha acelerada, e o mundo todo paga por isso.
  • Rene  20/01/2012 05:26
    Isso lembra aquelas histórias dos artesãos que quebravam a máquina a vapor, com o intuito de parar a revolução industrial.
  • Mario  20/01/2012 06:49
    O fechamento do site megaupload só comprova o que dito anteriormente, e ainda, significa o que o "Grande Irmão", o grande imperador do planeta, pode fazer sem mesmo ter aprovado essas regulamentações (S.O.P.A e P.I.P.A).
  • Gutemberg Campos  20/01/2012 06:56
    Sabeis que tudo em nossas vidas são CÓPIAS, a base de tudo é CÓPIA. Olhemos em nossa volta, a base do ser humano e CÓPIA, pois há de termos olhos, boca, pernas, cabeça, braços, cérebro e inteligência. Fora isso, não há de ser uma pessoa. Somos nós imagem e semelhança de DEUS, ou seja, CÓPIA de DEUS. Quando criança, meu pai levava-me a passear de carro, observava-o a dirigir, ficava COPIANDO os seus jeitos e trejeitos de dirigir, aos 14 anos já sabia dirigir. A minha mãe sempre nos falava: "Meu filho a sua filha será a CÓPIA da sua esposa, pois é na maioria das vezes a mulher ser responsável por vestir as filhas e moldar o seu caráter de mulher. Se sua esposa tem um comportamento decente e também se veste com decência, assim será a sua filha." Mamãe também falava a minha irmã: "Minha filha a moral e o caráter do seu filho será a CÓPIA do seu esposo." E minha mãe estava certíssima. Quando nos começamos a falar temos que COPIAR de outras pessoas, pois dessa maneira seria impossível falarmos. Olhem o nosso próprio nome sempre e CÓPIA de outro e porque não dizer nossas atitudes e idéias. A base do que eu escrevi também é CÓPIA, pois as palavras já foram criadas, eu as COPIEI para compor meu texto, talvez alguém em algum lugar já tenha escrito esse texto. Com o mesmo sentido. Por falar em texto, olhem esses dois pequenos textos.

    "Mas a flor de sua juventude, ela a viu desabrochar na atmosfera impura das torpes seduções que a perseguiam. Sem o nativo orgulho que protege sua castidade, talvez que o torpe hábito do vivo lhe maculasse o seio."

    "Tudo isso e belo, sim – mas é a ironia mais amarga, a decepção mais árida de todas às ironias e de todas as decepções, a juventude."

    Um texto parece completar o outro, mas são de livros e autores diferentes. O primeiro texto é do livro: Senhora; de José de Alencar, e o outro, Noite na Taverna; de Álvares de Azevedo. Em Algum momento sempre haverá uma CÓPIA de idéias, palavras, verbos, adjetivos e substantivos. Um escritor precisa ler para obter um dia as suas próprias idéias, essa leitura e pura CÓPIA.
  • Alexandre Zapruder  21/01/2012 08:03
    Projeto TOR

    https://www.torproject.org/index.html.en

    Tor is free software and an open network that helps you defend against a form of network surveillance that threatens personal freedom and privacy, confidential business activities and relationships, and state security known as traffic analysis
  • Tiago RC  22/01/2012 09:55
    O Tor é bem útil, mas não faz milagres contra tirania estatal. Ele já foi bloqueado na China por exemplo.
    Temos que torcer para que a tecnologia de mesh networks avance rápido!
  • Leonardo  22/01/2012 14:52
    Mas a internet de hoje, não seria uma criação do capitalismo sendo usado de forma comunista (gratuidade/colaboração/ninguém querendo dinheiro...)?

    Isso lembra a questão do cálculo econômico. Como saber se uma informação/conteúdo/assunto/tema é bom, se NINGUÉM paga por ela?

    De acordo com as teorias econômicas, quanto melhor a qualidade (ser bom/barato) de um produto, maior o lucro. Bem, 99,9% da internet brasileira tem um conteúdo (produto) superficial, copiado... muito ruim. Isso talvez explique o "grátis". Não por que os donos de sites são bondosos, mas porque, para competir nesse gigantesco fluxo de inutilidades, não pode-se cobrar nada, nem 1 CENTAVO.

    Acho que esse é o problema dessa época pós-internet, e até, de um melhor entendimento dos economistas sobre o mundo atual, usando como exemplo o próprio Leandro, se esforçando para usar as teorias econômicas que foram pensadas, durante anos, para resolver os problemas de forma FÍSICA, na era digital. As regras (da vida) mudaram, as teorias terão que mudar também.

    Felizmente, a criação da internet não prejudicou o produtos físicos (bebidas, comida, bens materiais em geral...), apenas... Ferrou com os não físicos (ingredientes que vem da mente), as idéias. Em um mundo (não digital) era fácil, apenas pegava-se tudo que vinha da mente e colava em LIVROS, mas com a invenção da internet... estragou esse modelo de negócio.

    E outra coisa, pensem o seguinte:

    Para haver criação (produtos, curas, luxos) precisa antes, haver conhecimento e a V$LORIZAÇÂO desta. Agora, com uma geração que passa os dias lendo conteúdo virtual que não possuem valor nenhum (R$ 0,00), como será o desenvolvimento do mundo daqui em diante?

    Qual foi a última GRANDE invenção/Descobrimento depois da internet? Cura da AIDS? Inteligência artificial?... Não? aaah... claro, "REDES SOCIAIS"

    Involução?

    Só digo uma coisa: Ainda bem que inventaram a Coca-cola antes disso tudo!






  • Leonardo Couto  22/01/2012 16:34
    Meu amigo, o Google arrecada mais de dois bilhões sem cobrar um único centavo seu ou meu, que utilizamos seu buscador gratuito de excelente qualidade todos os dias.
    Muita gente está na internet querendo dinheiro sim.
    Só porque você não está pagando não quer dizer que não há lucro. Pense no YouTube, outro site com excelente qualidade.
    Mais, se mesmo assim não há lucro nenhum, é porque os proprietários do site voluntariamente optaram por isso ( diferentemente do comunismo, onde você é forçado a trabalhar como um escravo ). A Wikipédia é um site que voluntariamente opera com contribuições. O presente site também não cobra nada de ninguém e mesmo assim nos proporciona um conteúdo ímpar.
  • Leonardo  22/01/2012 18:35
    O Google arrecada bilhões sim, mas... E as outras milhões de pessoas que tornam isso possível? G$nham o que com isso?

    O lucro virtual não vem do PRÓPRIO conteúdo em si, e sim, do lucro advindo da publicidade. Ou seja, o lucro do conteúdo depende/deriva da venda de outro (TV LCD, notebook, geladeira...)

    Os usuários ganham dinheiro dessa forma? Sim... Mas esse modelo/teoria está correto?

    Será correto dizer: Meus textos sobre (Biologia Molecular) foram um sucesso! Consegui vender 50 picolés de abacaxi ontem, ADORO quando as pessoas lêem o MEU conteúdo.

    Será?

    O "lucro" que recebem está correto? Não era para ser maior/menor ou, pelo menos, adquirido com o próprio bem/produto que se está vendendo?

    No caso citado acima, o dinheiro não vem do interesse das pessoas ao texto em si, mas das pessoas que estão sim, interessadas no texto, e AINDA, com vontade de chupar um picolé.

    O valor da informação é nulo na internet.


    Em relação:

    "Mais, se mesmo assim não há lucro nenhum, é porque os proprietários do site voluntariamente optaram por isso ( diferentemente do comunismo, onde você é forçado a trabalhar como um escravo )"

    (Leonardo Couto), não se engane. Pergunte para QUALQUER usuário na internet se não querem obter lucro com as informações que postam. Pergunte para os 900 milhões que estão no Facebook, o que eles acham de APENAS a empresa (do Mark Zuckerberg)e parceiros faturarem com isso?

    "voluntariamente optaram por isso"? Longe disso. Apenas, as pessoas (a maioria) ainda não viram nenhum problema com esse modelo de negócio. Nada diferente dos tempos da escravidão, demoro um "tempinho" até as pessoas notarem que tinha alguma coisa errada... Os negros não queriam, mas não sabiam o que fazer...

    E sobre o site Mises Brasil, ótimo exemplo você deu, mas... escreverei algo, que, de forma alguma, tem a intenção de ofender o site. Apenas usarei os ensinamentos da EA (site mais F#@DA da internet brasileira disparado) para tal opinião.

    Bem, realmente o site Mises Brasil não cobra nada. MAS TALVEZ, apenas talvez, se todo o seu conteúdo fosse criado originalmente pelo administradores brasileiros do site, o ALTO ESFORÇO gerado desse trabalho faria com que eles cobrassem seu conteúdo. Como eles usam apenas a sua fluência em inglês/alemão para traduzir ótimos textos econômicos de sites/livros estrangeiros, o tal esforço não acontece (ou não é notado, nem por eles próprios a ponto de justificar a monetização) e por isso, talvez, a gratuidade do conteúdo.

    Obs: Para mim, só em se preocuparem em passar conteúdo de QUALIDADE (que é o caso do presente site), já vale uma cobrança. Na verdade... Se Mises Brasil a partir de hoje fosse cobrado, com a internet da maneira como é hoje (cópias), não sei se daria certo, porém, seus usuários perderiam um BOM tempo pensando nisso.

    Abraços
  • Leonardo Couto  23/01/2012 03:55
    Leonardo, se o texto não fosse atrativo o suficiente, a publicidade que vem com ele não daria retornos. É semelhante à tv e ao rádio abertos, com a diferença de que na internet você não precisa de uma licença do governo para lhe limitar.

    "O Google arrecada bilhões sim, mas... E as outras milhões de pessoas que tornam isso possível? G$nham o que com isso?"
    Você acha que o Google deveria pagar às pessoas para elas usarem seus serviços? Se alguém acha que está sendo injustiçado por usufruir de ótimos serviços gratuitamente e não receber nada por isso, basta não mais "trabalhar" para o Google utilizando seu buscador.

    "(Leonardo Couto), não se engane. Pergunte para QUALQUER usuário na internet se não querem obter lucro com as informações que postam. Pergunte para os 900 milhões que estão no Facebook, o que eles acham de APENAS a empresa (do Mark Zuckerberg)e parceiros faturarem com isso?"
    Se eles não concordam com isso e acham que podem fazer melhor, poderiam criar seu próprio site e faturarem também. Poderiam colocar um preço na informação "cor preferida" ou "onde eu fui ontem".

    Se você acredita que censurar ideias é o caminho do avanço, me desculpe, meu amigo, mas lhe aconselho a rever seus conceitos. Lhe agradeço por argumentar, é sempre bom haver debate.
  • Leonardo  23/01/2012 05:37
    Apenas estou questionando o modelo de negócio que existe hoje no mundo virtual, que para mim, é ineficaz.

    Acho que o pessoal se perdeu um pouco. O sistema econômico não foi criado para fornecer o que as pessoas "querem" ou "gostam", não, ele foi criado com o intuito de gerar EVOLUÇÃO/PROGRESSO humano.

    Se você acha que a geração Orkut/Twitter/Facebook ou qualquer outra Rede Socialis.. ops... "Social" é capaz de gerar algum tipo de progresso, então, realmente, eu não tenho mais o que dizer sobre o assunto. Só para avisar, a NASA já era!

    Agora, se concorda que existe um problema, então somos dois.
  • mcmoraes  22/01/2012 16:57
    Leonardo, seu comentário me fez lembrar da seguinte palestra do Peter G. Klein: Networks, Information, and Technology. Enjoy!
  • Leonardo  23/01/2012 05:12
    HAHA, só digo uma coisa: TELEPATIA

    Gostei da visão do Peter, colocando a culpa toda no marketing existente hoje em dia, que chamou de: "Conhecimento imperfeito" e "Afirmações falsas". Basicamente, as 2 principais culpadas em induzir as pessoas a comprarem coisas pelas razões erradas.

    Em uma época onde a informação/conhecimento é desvalorizada, a influência do marketing é ENORME.

    Valeu por mostrar o vídeo, muito bom. E eu achando que era o único que tinha chegado nessa conclusão...

    Obs: Se conhecer mais vídeos sobre economia voltado ao mundo virtual, me avisa!
  • Marc...  22/01/2012 20:39
    Colegas, preparem-se!

    The recent trial of Bernard von NotHaus, who coined his own "Liberty Dollars" manufactured of pure gold and silver, was accused of terrorism by the Department of Justice for a crime that, for two hundred years, was known simply as "counterfeiting":

    Attempts to undermine the legitimate currency of this country are simply a unique form of domestic terrorism, U.S. Attorney Tompkins said in announcing the verdict. While these forms of anti-government activities do not involve violence, they are every bit as insidious and represent a clear and present danger to the economic stability of this country, she added. We are determined to meet these threats through infiltration, disruption, and dismantling of organizations which seek to challenge the legitimacy of our democratic form of government.
  • 1984  26/01/2012 17:38
    Pois é, já ouviram sobre o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) ?


    www.gizmodo.com.br/conteudo/voce-achava-que-sopa-e-pipa-eram-ruins-conheca-o-acta-acordo-internacional-que-promete-limitar-a-internet/


    Polônia assina ACTA no Japão e vira palco de mais protestos

    tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5579277-EI12884,00-Polonia+assina+ACTA+no+Japao+e+vira+palco+de+mais+protestos.html

    oglobo.globo.com/tecnologia/polonia-assina-acordo-antipirataria-que-provocou-protestos-3767493


  • André Luiz S. C. Ramos  19/09/2012 10:51
    A raiva que me acomete depois de ler essa notícia é indescritível!\r
    Depois ainda tem gente que diz que eu me tornei muito radical de uns tempos pra cá.\r
    Tem como ser relativista diante disso?\r
    \r
    "Criadora do 'Diário de Classe' é acusada de calúnia e difamação"\r
    A estudante Isadora Faber, de 13 anos, teve de prestar depoimento nesta 3ª\r
    www.estadao.com.br/noticias/vidae,criadora-do-diario-de-classe-e-acusada-de-calunia-e-difamacao,932468,0.htm


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.