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Greves e sindicatos criminosos

Não importa se o movimento é feito por funcionários públicos ou por empregados de empresas privadas: o fato é que greves não são um movimento de resignação em massa, o que seria um direito dos trabalhadores.  Greves são simplesmente uma tentativa de punir empregadores e consumidores por meio de uma total paralisação dos serviços.  (No caso de uma greve de funcionários públicos, o pagador de impostos é ao mesmo tempo o empregador e o consumidor punidos).

Para garantir o sucesso de sua empreitada, sindicalistas e grevistas sempre recorrem à violência — ou à ameaça de violência — contra os "fura-greves" e contra os trabalhadores não sindicalizados, ambos formados por pessoas que querem e estão dispostas a trabalhar sob os salários vigentes.  Por causa disso, por causa desse recurso à coerção, uma greve sempre será ilegítima. 

Sindicatos, por sua vez, nada mais são do que uma organização de pessoas que têm ódio visceral a seus benfeitores, os empregadores (ou aos contribuintes, no caso de funcionários públicos).  Quando eles não conseguem o que querem — isto é, receber mais e trabalhar menos —, eles simplesmente recorrem a medidas que irão prejudicar a empresa para a qual trabalham (e todos os trabalhadores não sindicalizados), quase sempre utilizando de violência ou de ameaça de violência.  Desnecessário dizer, é claro, que essa coerção sindical é totalmente defendida pelo governo, formado majoritariamente por gente oriunda desse mesmo ambiente.

Prejudicar seus patrões e seus consumidores — que são justamente quem garante seu sustento — é exatamente o que os sindicatos querem, dado que essa gente possui a mesma visão e a mesma ética do escorpião da fábula de Esopo, que, ao ferroar o sapo sobre o qual está montado atravessando o rio, morre junto com ele.

Nas vésperas de Natal, funcionários da TAM resolveram cruzar os braços para prejudicar seus empregadores e seus clientes.  Vários vôos foram cancelados e outros tantos saíram atrasados.  Isso gerou um efeito cascata sobre outras empresas aéreas, as quais foram prejudicadas mesmo com seus funcionários não tendo aderido à greve.  A GOL, por exemplo, sofreu atrasos em vários de seus vôos simplesmente porque, com as aeronaves da TAM paradas no aeroporto, ocupando pontes de embarque e áreas de manobra, não havia espaço para outras aeronaves operarem.  E quanto mais tempo um avião é mantido parado em solo, maiores são as despesas da companhia aérea.  Um maior tempo de solo para a aeronave significa maiores valores desembolsados com taxas de permanência e com despesas com passageiros que adquirem direitos quando há atrasos.

Não são poucas as pessoas que dizem coisas do tipo, "Veja bem, é verdade que hoje os sindicatos se corromperam, mas o fato é que suas intenções iniciais eram boas."  Isso é cascata.  No caso dos sindicatos dos funcionários públicos, obviamente, nunca houve sequer uma boa intenção.  O objetivo sempre foi o de pilhar ao máximo o bolso dos pagadores de impostos, exigindo cada vez mais benefícios, cada vez mais dias de férias e cada vez menos horas de trabalho.  E caso suas exigências não sejam atendidas, eles simplesmente paralisam os serviços, os quais, por serem monopólios estatais, inevitavelmente afetam o cidadão comum, principalmente os mais pobres.  Portanto, para os sindicatos de funcionários públicos, a frase acima nunca foi cabível.

E nem para os sindicatos do setor privado.  Estes também não mudaram em nada.  Suas intenções em seus primórdios eram as mesmas de seus objetivos atuais: ser um braço ideológico e político de movimentos socialistas, sempre alinhando os interesses de sua classe aos interesses da elite política que está no poder, e utilizando essa aliança para minimizar os impactos gerados pela concorrência — veja o exemplo dos sindicatos das montadoras, que conseguiram um aumento de 30 pontos percentuais no IPI de automóveis importados; isso garantiu ao mesmo tempo mais receitas para o governo e mais estabilidade e maiores salários para os empregados das montadoras, ao custo do bem-estar do resto da população. 

O objetivo dos sindicatos sempre foi e sempre será o de substituir as forças de mercado por uma ordem intervencionista estatal, a ser dirigida pelo governo, pelos próprios sindicatos e pelas grandes empresas aliadas ao governo.

Por fim, nada como recorrer à lógica: empregados fazem greve porque, em teoria, creem que seus salários estão ruins.  Logo, por uma questão de lógica, se eles acham que seus salários estão baixos é porque se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores do que ganham atualmente — caso contrário, não estariam fazendo greve.  Sendo assim, a coisa mais sensata e moral a fazer seria simplesmente pedir demissão e ir atrás de empregos mais rentáveis.  Pois se eles se acham plenamente capacitados para salários mais elevados, então não terão dificuldade alguma em encontrar empregos mais "generosos" em termos de salário. 

Sempre que você vir um empregado privado ou um funcionário público insatisfeito com seu salário, pergunte a ele: por que não pede demissão e vai procurar outro emprego, já que você é tão capacitado?


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Lucas  22/12/2011 13:32
    Exato! Certa vez os empregados da aciaria onde eu trabalhava resolveram fazer greve. Como eu não podia me dar ao luxo de arriscar, porque já tinha família para sustentar, apereci para trabalahr. Não me deixaram entrar. No dia seguinte apareci de novo. Tentaram me agredir. E depois ficavam me mandando ameaças por telefone, o que fez com que eu nem aparecesse nas reuniões. Após semanas, quando a greve terminou, fiquei completamente isolado. Todos me desprezavam. Até que finalmente arranjei emprego em outro lugar e saí dali.

    Obviamente estou utilizando aqui um nome falso.
  • mcmoraes  22/12/2011 13:43
    @Leandro: "...Por fim, nada como recorrer à lógica: empregados fazem greve porque, em teoria, creem que seus salários estão ruins. Logo, por uma questão de lógica, se eles acham que seus salários estão baixos é porque se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores do que ganham atualmente — caso contrário, não estariam fazendo greve. Sendo assim, a coisa mais sensata e moral a fazer seria simplesmente pedir demissão e ir atrás de empregos mais rentáveis. Pois se eles se acham plenamente capacitados para salários mais elevados, então não terão dificuldade alguma em encontrar empregos mais "generosos" em termos de salário..."

    Mas essa gente tá nem aí pra lógica. Eles querem é pilhar o máximo que puderem e o resto que se dane.
  • Rhyan  22/12/2011 13:47
    Certo, mas e a tal liberdade sindical?
  • Leandro  22/12/2011 13:54
    Liberdade sindical é uma coisa; fazer greves e recorrer à coerção contra quem quer trabalhar é algo totalmente distinto. E os sindicatos sempre recorrem a este último expediente. Por isso tentei deixar isso claro no artigo: sindicatos podem existir desde que seus membros não façam uso de coerção e não prejudiquem seus empregadores com a chancela do governo. E o fato é que hoje todos os sindicatos têm o seu braço (ou melhor, o corpo inteiro) no governo.

    "sindicalistas e grevistas sempre recorrem à violência -- ou à ameaça de violência -- contra os "fura-greves" e contra os trabalhadores não sindicalizados, ambos formados por pessoas que querem e estão dispostas a trabalhar sob os salários vigentes. Por causa disso, por causa desse recurso à coerção, uma greve sempre será ilegítima."
  • Rhyan  22/12/2011 14:28
    Valeu!

    Eu moro na frente de um banco, quase vi uma pancadaria porque um funcionário queria trabalhar e os outros não deixaram ele entrar no banco.
  • anônimo  22/12/2011 16:21
    Sindicato é uma peça fundamental para liberalismo, é ele o maior defensor dos direitos do empregado, sem eles não teria quem produzisse ao empregador, e sem o empregador não teria trabalho. Claro que ele deve responder se cometer crimes. Bem, sou autônomo, já fui empregado, penso que os operário devem ficar juntos mas não diria contra o empregador mas por um bom contrato, agora "punir o empregador" sem comentário.
  • Edik  22/12/2011 14:29
    A frase utilizada nesse protesto solitário da foto é simples mas exprime perfeitamente o absurdo dessas greves. Acredito que seria uma boa idéia se o LIBER organizasse protestos anti-greves nos locais aonde estiver ocorrendo manifestações sindicais. Ficaríamos repetindo essa frase ininterruptamente irritando ao máximo os grevistas. Enquanto isso, as pessoas que passassem pelo local se solidarizaram com a lógica da nossa manifestação e os grevistas teriam muito mais dificuldade para não se passar por ridículos
  • Victor  22/12/2011 14:48
    Leandro,
    Sou funcionário público, bancário.
    Sou leitor assíduo do Mises, inclusive já li outros artigos teu e não consegui compreender ainda porque no presente artigo você teve uma visa tão superficial e generalizada da greve. Ainda mais o ataque escrachado aos funcionário públicos em geral. Perdoe a analogia, mas é quase igual à "justiça" sagrada de condenação em massa, ou você é pecador ou não é, se for contra mim, é pecador.
    A única explicação plausível que me vem, seria que este artigo foi escrito por uma mente "quente" após enfrentar o transtorno ao qual também enfrentei ao tentar embarcar hoje e não conseguir.
    Agora veja a definição de greve: "Interrupção voluntária e coletiva de atividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação."
    Seja servidor, funcionário público ou privado, esta é uma ferramenta ativa e garantida constitucionalmente para evitar abusos patronais. Saber que um grupo de funcionários pode exigir o fim dos abusos sem correr o risco de serem discriminados e dispensados é o mínimo que a democracia nos garante.
    Criticar meu caro, é realmente algo fácil e você o fez de forma enfática em todo o texto. Agora o que pergunto sempre à todos que me questionam sobre a greve (no caso dos bancários) é: Para você, cidadão ou cliente de um serviço público, qual a solução contra a desvalorização do seu trabalho (por perda de poder aquisitivo causada pela inflação), falta de recursos, condições adequadas e segurança ao exercício de suas atividades (escriturários estão sempre no ranking das 5 profissões mais perigosas segundo o INSS, por índice de acidentes, segurança deficiente, doenças do trabalho, assim como suicídio e abuso de medicamentos psicoativos) e constantes abusos patronais que exigem, apesar de terem perfeita noção de legalidade, que seus funcionários tomem ações dúbias (contra o próprio regulamento), para se manterem com parte do seu ganho salarial (PLR), e arquem com a responsabilidade, eximindo-os da culpa?
    Não adianta você pegar o reajuste salarial do bancário destes últimos três anos, esta amostra estaria contaminada. Pegue os reajuste nas últimas três décadas e compare com a quantidade de exigências, metas, depreciação da segurança e quantidade de doenças e me diga aonde você verifica a justiça no salário de um funcionário público?
    A sua lógica de pedir demissão é, me desculpe o termo, ridícula. Muitos iriam adorar ter nosso salário no momento, porém uma década depois sem reajuste salarial, aumento de abusos e doenças eu queria ver. Qual seria sua solução? Que estes também pedissem demissão? Enfim, chegaríamos ao ponto que um funcionário público não valeria nada e que isso é culpa da inércia de todos os funcionários por não terem lutado.
    E por favor, não me dê como solução um acordo trabalhista bem feito, discutido e bom para as duas partes. Se você já tivesse ido em uma assembléia de acordo trabalhista saberia que uma parte pede socorro e a outra olha os números. Não importa se uma instituição ganhou 25% a mais em um ano. A ideia é manter o lucro para os acionistas e manter a massa trabalhando, afinal eles não participam disso, aliás, se der para desvalorizá-los para aumentar o lucro líquido, tá valendo. E isso ocorre frequentemente, dada a alta rotatividade dos setores mais perigosos do Brasil.
    Estou onde estou porque obviamente me capacitei para estar, porém não me considero o umbigo do mundo como você tentou vestir os funcionários públicos. Não considero que tenho capacidade de talvez julgar alguém como um juiz, de representar o Brasil como um Embaixador. Apesar de todos nó termos a capacidade de chegarmos lá.
    Porém não me considero um inferior, que ganha bem e não faz nada, que só quero reajuste para valorizar meu ostracismo. Isso é, repito, ridículo. Quero um reajuste salarial para não poder ser desvalorizado com a inflação, para poder viver dignamente e não na mão do banco com empréstimos, de caridade ou pior, acabar perdendo o direito de viver ou a própria vida.
    E como agravante, você reclama da violência sindical e incita a violência ao clamar ao povo que confronte o funcionário humilhando-o um pouco mais, para quem sabe ele desista. Isso não é violência nem um pouco não é mesmo?
    Realmente a greve é horrível. Estou totalmente frustrado por não ter viajado, e me pergunto se chegarei até sábado ao meu destino. Porém, não ficarei atacando também o direito de um trabalhador, seja ele da TAM, infraero ou de onde bem entender. Talvez eles ganhem realmente bem, mas não irei julgá-los assim tão facilmente e de forma generalizada. Desconheço suas dores e por isso não irei atacar achando que é puro fingimento. Caso eu as conheça talvez algum dia eu volte aqui e publique uma solução.
    Ao invés de pedir que se demitam, que reconheçam sua insignificância, que procurem ir atrás de algo melhor para ver como não são despreparados e como sempre irá surgir alguém mais desesperado, mais servil e substituível.
  • Leandro  22/12/2011 15:35
    Prezado Victor, você falou tanta coisa absurda que é difícil até mesmo escolher por onde começar. Acho que a melhor maneira é selecionar os trechos mais absurdos. Vamos lá.

    não consegui compreender ainda porque no presente artigo você teve uma visa tão superficial e generalizada da greve.

    Qual foi a visão superficial e generalizada? Gentileza apontar frases do artigo que sejam falsas -- mas sem apelos emocionais; atenha-se a fatos que as desmintam.

    Ainda mais o ataque escrachado aos funcionário públicos em geral.

    Qual foi o ataque escrachado? O que eu falei de mentiroso? Não confunda sua sensibilidade com a veracidade das coisas.

    Agora veja a definição de greve: "Interrupção voluntária e coletiva de atividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação."

    É sério que você postou essa frase achando que ela corrobora o seu ponto de vista e não o meu? Onde é que ocorre interrupção "voluntária e coletiva"? E quem não quiser parar, furando assim a coletividade? Por que os sindicatos os obrigam e coagem a tal? Pois é exatamente isso o que ocorre em todas as greves, tanto no setor público quanto no privado. Mas isso você não comenta.

    Saber que um grupo de funcionários pode exigir o fim dos abusos sem correr o risco de serem discriminados e dispensados é o mínimo que a democracia nos garante.

    Exigir fim de abusos é uma coisa, e eu deixei isso bem claro logo na primeira frase do artigo (o qual você deve ter ignorado). Outra coisa, totalmente distinta, é sair exigindo aumentos salariais e coagindo aqueles empregados que estão satisfeitos e querem trabalhar. Logo, a atual situação em nada se encaixa ao conto de fadas dessa sua frase.

    Para você, cidadão ou cliente de um serviço público, qual a solução contra a desvalorização do seu trabalho (por perda de poder aquisitivo causada pela inflação)

    A culpa da desvalorização do salário é exclusivamente do governo, que imprime dinheiro e com isso rouba poder de compra do trabalhador. Isso não é culpa das empresas. Se você realmente fosse nosso leitor assíduo (como diz ser), não estaria perguntado isso, pois já saberia a resposta.

    falta de recursos, condições adequadas e segurança ao exercício de suas atividades (...) e constantes abusos patronais que exigem, apesar de terem perfeita noção de legalidade, que seus funcionários tomem ações dúbias (contra o próprio regulamento), para se manterem com parte do seu ganho salarial (PLR), e arquem com a responsabilidade, eximindo-os da culpa?

    Implícito em seu raciocínio está a ideia de que trabalhadores -- sejam eles estivadores, porteiros, engenheiros, garçons -- são obrigados a aceitar todos os tipos de trabalho sob quaisquer condições. Ora, isso não existe. Ninguém é obrigado a aceitar trabalho nenhum. Se o indivíduo considera que o trabalho que lhe foi oferecido é arriscado ou que o salário não compensa, então ele simplesmente não aceita o trabalho. Até onde eu sei, empresários não apontam armas para a cabeça dos indivíduos e obriga-os a trabalhar para eles. A única "arma" que empresários têm é a oferta de um salário. Se o salário for considerado baixo ou se as condições de trabalho forem insatisfatórias, então ninguém é obrigado a aceitar tal proposta de emprego.

    Porém, pelo que entendi, você está se queixando do serviço público. Aí é ainda pior. Funcionário público quer ter conforto à custa do dinheiro extraído à força da população, a qual não consome voluntariamente seus serviços. Isso é ainda mais imoral. Saia daí.

    Não adianta você pegar o reajuste salarial do bancário destes últimos três anos, esta amostra estaria contaminada. Pegue os reajuste nas últimas três décadas e compare com a quantidade de exigências, metas, depreciação da segurança e quantidade de doenças e me diga aonde você verifica a justiça no salário de um funcionário público?

    Exatamente. Não há e nunca poderá haver justiça em um salário que é todo formado por dinheiro extraído à força da população. Não interessa se você ganha R$545 ou R$545.000. Seu dinheiro advém do roubo. Não está satisfeito? Saia e vá empreender, fazendo finalmente algo de produtivo. Você não tem direito algum a viver bem à custa do dinheiro roubado dos outros. Só pessoas de moral torta podem achar que isso é normal e corriqueiro.

    A sua lógica de pedir demissão é, me desculpe o termo, ridícula

    É ridícula para preguiçosos e acomodados que já se acostumaram ao bem bom do serviço público e que sabem que não terão tais mordomias pagas com o dinheiro alheio em nenhum outro setor.

    Muitos iriam adorar ter nosso salário no momento, porém uma década depois sem reajuste salarial, aumento de abusos e doenças eu queria ver. Qual seria sua solução? Que estes também pedissem demissão? Enfim, chegaríamos ao ponto que um funcionário público não valeria nada e que isso é culpa da inércia de todos os funcionários por não terem lutado.

    Diga-me com sinceridade: você realmente falou a verdade quando disse que lia sempre nossos artigos? Se sim, já deveria ter na ponta da língua a resposta para essas suas "queixas". E a resposta para a sua segunda pergunta é um sonoro e enfático "sim, obviamente". Qual o problema?

    E por favor, não me dê como solução um acordo trabalhista bem feito, discutido e bom para as duas partes. Se você já tivesse ido em uma assembléia de acordo trabalhista saberia que uma parte pede socorro e a outra olha os números.

    Assembléia de funcionários públicos em greve? Deus me livre e guarde dessa sucursal do inferno.

    A ideia é manter o lucro para os acionistas e manter a massa trabalhando, afinal eles não participam disso

    Por que não?! O que impede um trabalhador de se tornar acionista da sua empresa e, assim, "participar disso"?!

    Estou onde estou porque obviamente me capacitei para estar, porém não me considero o umbigo do mundo como você tentou vestir os funcionários públicos.

    Depois de tudo o que você disse?! Ora, você está reclamando do seu salário e defendendo seu "direito" a reajustes com o dinheiro extraído da população. Realmente, tal pretensão não é para quem se acha apenas o umbigo do mundo; isso é para quem se acha o dono da galáxia.

    Quero um reajuste salarial para não poder ser desvalorizado com a inflação, para poder viver dignamente e não na mão do banco com empréstimos, de caridade ou pior, acabar perdendo o direito de viver ou a própria vida.

    De novo, no quesito inflação, reclame com o governo. Quanto a viver dignamente, isso depende só de você. Se não há emprego que lhe baste, vá empreender. Não existe isso de ter direito à boa vida com o dinheiro alheio. Ganhe o seu próprio dinheiro com o suor do seu rosto, e não com o suor da massa faminta. Talvez seja hora de você retribuir o favor de toda a gente que lhe sustentou esse tempo todo e ir empreender e fornecer bens e serviços de qualidade para ela. Que tal?

    [você] incita a violência ao clamar ao povo que confronte o funcionário humilhando-o um pouco mais, para quem sabe ele desista. Isso não é violência nem um pouco não é mesmo?

    Onde foi que eu disse isso?! Tá vendo só? Na falta de argumentação concisa, só resta a calúnia.

    Porém, não ficarei atacando também o direito de um trabalhador, seja ele da TAM, infraero ou de onde bem entender. Talvez eles ganhem realmente bem, mas não irei julgá-los assim tão facilmente e de forma generalizada.

    Ora, e veja que eu nem disse que eles ganham bem. Eles podem até ganhar muito mal. Mas isso não lhes dá o direito de recorrer à coerção, atrapalhando tanto os trabalhadores de outras empresas quanto os trabalhadores da sua própria empresa que querem trabalhar. É isso que você não entende.

    Ao invés de pedir que se demitam, que reconheçam sua insignificância...

    Muito pelo contrário, considero funcionários do setor aéreo extremamente significantes. Muito mais do que funcionários públicos.

    Grande abraço!
  • Joao Pedro  23/12/2011 10:06
    Caro Leandro, o seu artigo foi excelente, mas eu gostei mesmo foi de sua resposta ao bancario do setor publico (acho que seu nome é Vitor). Sindicato no Brasil virou um negocio sujo. Só existem para arrecadar o tal imposto sindical, que é obrigatório tanto para os trabalhadores, quanto para pequenos empresarios. Ridiculo, e por que nao chamar de roubo! Alem do mais, como voce bem disse, sua razao de ser é simplesmente ideologica. Eles querem ,na sua grande maioria, implantar o comunismo no País, e nao defender os interesses dos seus trabalhadores junto as empresas (ou ao governo). Como exemplo disso é só pegar o raciocinio torto deste funcionario publico, na falta de coerencia do mesmo ele usa expressoes tipicamente marxistas. Mas é o marxismo do PT, ou seja, alguns amigos e companheiros do Rei vao viver muito bem gracas ao trabalho de muitos. Eu só queria fazer uma pequena contribuicao ao seu raciocinio. Eu diria ao tal bancario que funcionario publico de respeito sao aqueles que ocupam postos em atividades essenciais e pouco interessantes a atividade privada (porque nao trazem lucro), tais como policiais, medicos de hospitais publicos, professores da rede publica, juizes, promotores, procuradores, e alguns outros poucos exemplos. Banco??? Exploradora de petroleo??? Siderurgia??? Mineradora??? Telecomunicacoes??? Energia??? Funcionarios publicos desses setores nem deveriam existir já que essas atividades sao muito melhor conduzidas pela iniciativa privada. Bando de vagabundos mesmo, que se fossem competentes deveria sim estar trabalhando no Itau por exemplo. Veja quanto ganha hoje um trabalhador da Vale comparado ao tempo que a mesma era estatal. Veja quanto a Vale contribui em impostos, empregos, divisas internacionais, etc etc ao Brasil. Abracos,
  • Allan   26/12/2011 02:09
    engraçado é esse cidadão falar que é leitor assíduo do Mises.org...

  • Absolut  22/12/2011 15:51
    Talvez eles ganhem realmente bem

    Valor é subjetivo: você acha que eles ganham muito, eu acho que ganham muito mesmo, o Seu Zé acha que ganham razoavelmente, o Kim Jong-Il acha(va) que eles são explorados pelo malevolente sistema "capetalista".
  • Fred  15/02/2012 10:18
    Também sou bancário de uma empresa pública e não concordo com o Victor. Se o banco vem com números, eu tbém vou com números, o meu salário. Se um dia achar que o banco está pangado um valor menor que de quero pelo meu produto( meu trabalho), a primeira coisa que faria seria colocar um novo preço e, se ele não se dispor a pagar, buscarei outro que pague....se eu achar que não encontrarei outro que pague melhor, fico com esse mesmo...
    Quando aceitei esse emprego sabia do valor do salário e os benefícios.
    Dizer que ser bancário é um serviço difícil, perigoso, que causa várias doenças é coisa de preguiçoso. Não que alguém não vá adquirir alguma doenças. Tomo mundo e qq trabalho está propenso a isso. Se trabalhar em banco fosse perigoso, fosse trabalho pesado, trabalhos como os de carpinteiro, pedreiros, açougueiros seria insuportável aos humanos. A maioria das pessoas aqui só trabalha 6 horas por dia, sentada e 1/3 só fica na enrolação. Tem um delegado do sindicato aqui do meu lado, comunista, by the way, que trabalha menos que a aprendiz de 14 anos. Ele reclamar tanto e toda hora, que é insuportável ficar do lado dele. Fica a cada 20 minutos calculando quanto tempo falta para o fim do expediente. Aliás a aprendiz de 14 anos trabalha mais do que 1/3 das pessoas aqui e o salário dela não dá valor que os bancários ganham em vale refeição.
    Estou muito feliz( pelo menos em relação ao salário) que este trabalho. E depois de ter trabalhado na roça, vendido hot dog na rua, tomando sol e chuva, trabalhado na construção, em cozinhas de restaurantes e pizzarias, posso dizer que esse trabalho aqui é coisas pra menininhas. Trabalho duro eu fiz no passado.....
    Vale lembrar que essas greves é provocada por uma minoria. Muitos não querem fazer isso. Outros fazem simplesmente pra pegar mais mais férias, nem ligam paras os "motivos" da greve. Tem gente aqui que pergunta ao delegado quando inicia e termina a greve, pois ele quer marcar uma viagem.

    Ahh.... e se quer saber....NÃO, EU NUNCA FIZ GREVE. e Tomara que nenhum pião ruliço( bão de bóia e ruim de serviço) tente me impedir de trabalhar.
  • Rafael Moreira  15/02/2012 10:49
    Também sou bancário empregado público e concordo com o Fred e discordo do Victor. Se estou insatisfeito com meu salário e minhas condições de trabalho, cabe EXCLUSIVAMENTE a mim buscar algo melhor e que pague mais. No momento é o que tenho, e devo usar a insatisfação exatamente como motivação para algo melhor. Costumo sempre usar o mesmo raciocínio para questionar o famoso clichê justificando corrupção de policiais e outros funcionários públicos: Ora, na publicação do edital você já sabia que o salário seria X E que as condições de trabalho seriam insalubres e periculosas. A corrupção vem do desvio de caráter do indivíduo e não motivada pelo baixo salário. E, de fato, o objetivo sindical da greve é dar prejuízo ao patrão, todo ano na época da campanha, vem essa mesma ladainha. No caso da minha empresa, que apesar de pública não recebe um centavo do tesouro, pelo contrário é grande pagadora de impostos, existem inúmeras oportunidades de ascensão profissional, podendo-se chegar a um salário de 10.000 entre 5 a 10, basta estar comprometido com o que a empresa quer: lucro.
  • Giancarlo  15/02/2012 13:14
    Rafael Moreira

    É muito difícil argumentar com pessoal como o Vitor.

    Como diria Nietzsche

    "Se atribuímos nosso estado ruim a outros ou a nós mesmos — a primeira coisa faz o socialista, a segunda, o cristão, por exemplo — é algo que não faz diferença"
  • mcmoraes  15/02/2012 15:35
    Giancarlo, pode ser que eu não tenha entendido a frase do Nietzsche que vc citou, mas se a entendi bem, eu acho que ele disse uma grande bobagem. Veja bem, faz toda a diferença pensar que o nosso estado ruim deve ser atribuído aos outros ou a nós mesmos. No primeiro caso, não tendo havido iniciação de violência prévia, não há muito o que ser feito diretamente, apenas indiretamente, através da argumentação pacífica; algo que pode ou não dar resultado e, consequentemente, mudar o estado ruim indesejado. No segundo caso, basta que a pessoa decida agir diferentemente, de forma a mudar o estado ruim indesejado.

    Sem um contexto, que muito provavelmente deve ter sido definido pelo Nietzsche em seu discurso, essa frase solta parece um daqueles ataques vazios à religião Cristã.
  • Giancarlo  15/02/2012 16:09
    mcmoraes

    A configuração para envio dos comentários aparentemente não exclui os traços, substituo-os por parênteses talvez melhore a compreensão

    "Se atribuímos nosso estado ruim a outros ou a nós mesmos (a primeira coisa faz o socialista, a segunda, o cristão), por exemplo ? é algo que não faz diferença"

    Cara, considerando que a igreja fez as vezes de Estado em boa parte da nossa história, a frase é totalmente significativa.

    E com todo respeito (tu é frequentador do site como posso acompanhar em vários outros posts) mesmo hoje faria sentido, e nenhum ataque a religião é vazio. Toda religião é uma piada.

    abraço.
  • mcmoraes  15/02/2012 16:25
    Giancarlo, os parênteses não fazem diferença alguma. Você usou o nome do famoso pensador para camuflar a leviandade do seu comentário. Mudar a si mesmo é tão diferente de mudar os outros quanto a água é diferente do vinho.
  • Absolut  15/02/2012 18:25
    "Se atribuímos nosso estado ruim a (...) nós mesmos ?(...) [isso é o que faz] o cristão"

    Acaso é errado atribuir a si mesmo alguma culpa no próprio estado ruim?
    Vejo que é mais um ataque sem-pé-nem-cabeça a um hábito salutar e frequentemente associado aos cristãos. Verdadeiro preconceito!
  • Alexandre M. R. Filho  15/02/2012 13:31
    Temos que organizar um movimento de servidores públicos antigreve e em prol da liberdade..\r
    \r
    Seria uma boa forma de acabar com o prestígio dessa sindicanalhada...
  • Giancarlo  15/02/2012 14:54
    Cara, não sou servidor público por princípio, passei em 2º lugar em um concurso do cnpq não assumi por princípios, e só fiz a prova pq minha família chacotava que minhas reclamações sobre o estado eram pq eu não teria capacidade de entrar no jogo.

    Acho que no mínimo vocês devem deixar de sustentar esses sindicatos ridículos, possivelmente uns dos únicos ambientes mais corruptos que o senado.
  • Tiago  22/12/2011 16:41
    Como foi tirar essa foto? Bateu boca?
  • Leandro  22/12/2011 16:53
    A foto está na imprensa.

    noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/passageiros-da-tam-sao-os-principais-prejudicados-com-greve-em-aeroportos-20111222.html

    Segundo relatos do próprio cidadão, ele passou atrás de um entrevistado da Globo carregando essa mensagem em seu iPad. Ato contínuo, o cinegrafista ficou nervoso e começou e lhe dar alguns "chutinhos bem fraquinhos" no seu pé. A repórter, por sua vez, também ficou nervosa e veio lhe perguntar por que ele tinha feito aquilo. Em resposta, ele disse que "era meu protesto". Em seguida, a repórter perguntou se ele achava aquilo legal. Ele respondeu que sim, ao mesmo tempo em que perguntava pro câmera por que ele o continuava chutando.

    Mas isso foi o de menos. Como é possível imaginar pela, o pessoal do sindicato tentou agredi-lo com a bandeira. Porque são muito democráticos e pensam apenas em seus "direitos".
  • Rhyan  22/12/2011 17:46
    Qual jornal da globo?
  • Leandro  22/12/2011 17:50
    Não se sabe. Bom, pelo menos eu não sei.
  • Victor  22/12/2011 17:22
    Leandro,

    Sobre existir a coerção aos não grevistas concordo que esteja certo e sou contra também. Porém isso não é uma regra, onde trabalho, a greve é opcional, quem não aderiu trabalhou normalmente. Não pinte de satanás todos os grevistas, como falei, você generaliza.

    "Sindicatos, por sua vez, nada mais são do que uma organização de pessoas que têm ódio visceral a seus benfeitores, os empregadores (...). Quando eles não conseguem o que querem — isto é, receber mais e trabalhar menos —, eles simplesmente recorrem a medidas que irão prejudicar a empresa para a qual trabalham..."
    Sério mesmo? Trabalhar menos e ganhar mais, meta de vida de todo sindicalista? Se isso não é generalizar, devo entender como... ironia talvez?

    Sobre a aula barata sobre inflação, poder de compra e a mágica da criação (desvalorização) do dinheiro, muito obrigado, mas não me acrescentou nada, dado onde trabalho, creio que compreendo. E mais uma vez volto a perguntar, você considera justo não pedir reajuste salarial pois a desvalorização é um problema do sistema capitalista e meus "benfeitores" não tem culpa? Sério mesmo que você considera o Banco Central o vilão isolado por criar dinheiro? Meu caro, meu empregador é um dos principais responsáveis por me fazer valer cada vez menos. Sem dar reajustes e desvalorizando o que ganho criando dinheiro eletrônico a partir de empréstimos.

    Não, você não considera o trabalho público produtivo, pois comprou com unhas e dentes uma ideia. Não consegue ver demanda para um serviço público e o considera ineficaz, inferior e dispensável.
    Considera um engenheiro produtivo, que por acaso também sou e trabalho com prestação de serviços, por gerar uma riqueza tangível para quem o contrata, porém não consegue verificar que a demanda do serviço público é justamente a necessidade pública por um sistema que traga suporte para esta produção?
    Um acionista é produtivo e um funcionário deste não? Só pode ser piada, e das ruins.

    Um funcionário público não é produtivo? Ok, exclua-o de sua equação de sistema produtivo. Me diga agora como o engenheiro terá sua produção reconhecida?
    Empreender e viver do meu dinheiro? Se serviço público não tem demanda, dinheiro, que é um serviço público, também não existe. Não existe viver só de empreender quando você não tem um serviço público para quantificá-los e qualificá-los! Não existe essa de todos deveriam ser empreendedores assim só existiria a criação de novos serviços e bens para todos!
    Viver uma utopia é maravilhoso.
    Não existe a sociedade moderna sem o serviço público. E isso não é uma visão emotiva. Apesar de que tudo que eu venha dizer, você considerará emotiva, afinal eu faço parte do sistema não é mesmo? Todo trabalho é produtivo, não existe trabalho sem uma algo que o enseje. Inclusive na física.

    Sinceramente, sua visão é contraditória quanto a produtividade e assumo as falhas da minha. Mas não espero que faça o mesmo, pode bombardear com sua ideologia utópica o que me dispus a argumentar aqui. Acho toda crítica válida e sim, sempre leio e continuarei lendo o Mises, por incrível que isso possa lhe parecer estranho. Uma coisa é ler, aceitar tudo e comprar uma briga. Outra é tentar verificar a veracidade dos fatos e questionar, o que faço, felizmente, não aceito tudo que é exposto aqui.

    Não da pra viver só de empreendedorismo, para se ter dinheiro, renda, etc. Por mais que continuemos aqui a honra do serviço público, não mudará muita coisa. Para mim, humilde leitor, talvez não tão capacitado quanto você para abordar tais temas, creio muito em um sistema de produção por reconhecimento e não financeiro. Vender a força de trabalho como forma de produção é uma doença que sempre desenvolverá um sistema que necessite de quantificação e por fim um governo que crie serviços públicos para tal. Não concordo em pleno mas sou muito amigável à visão do Zeitgeist. Ou temos um sistema igual por reconhecimento do trabalho de todos (como produtivo) sendo indiferente a área. Ou entraremos em conflito eternamente.

    Bom, irei resumir por aqui ou passarei o resto do ano aqui argumentando.
    Meus sinceros votos de paz para ti e se ao ver este mero cidadão funcionário público ou qualquer outro, espero que não me condene, à forca ou folgueira, não criei o sistema porém não irei me apartar dele de "supetão" pois tenho uma família e não posso largar tudo e me demitir, seria muito descaso com quem precisa de mim.

    Abraço
  • Leandro  22/12/2011 17:36
    Apenas repetiu, e com as mesmas palavras, tudo o que já havia dito no seu comentário anterior, limitou-se a dizer que eu é que sou utópico e ainda prosseguiu em sua defesa de que tem todo o direito de viver -- e viver bem -- à custa dos outros. E acha um absurdo quem critica essa postura.

    Nada tenho a acrescentar, pois nada de novo foi dito. Apenas faço três ressalvas:

    1) dado que você trabalha em banco -- e principalmente em banco público, que é quem atualmente mais expande o crédito, a pedido do governo --, você deveria se olhar no espelho e dizer: "eis aí o culpado pela contínua desvalorização do meu salário".

    2) uma vez que você garante que a meta de todo o sindicalista não é trabalhar menos e ganhar mais, qual seria então? Por que é que em absolutamente todas as greves é essa a exigência? E não, não é ironia minha.

    3) "você considera justo não pedir reajuste salarial pois a desvalorização é um problema do sistema capitalista e meus "benfeitores" não tem culpa?"

    A desvalorização é culpa do sistema intervencionista, principalmente do setor em que você trabalha, que cria dinheiro do nada sob a chancela do Banco Central. É o auge da ironia os bancos desvalorizarem e moeda e, em seguida, o pessoal do setor bancário pedir aumento salarial -- o qual, no seu caso, que trabalha em banco estatal, virá do dinheiro confiscado da população.

    De fato, o mundo e a moral estão invertidos.

    Grande abraço e um Feliz Natal.
  • Victor  22/12/2011 18:00
    Encerrando também por aqui.

    1) Sim, eu assumo minha parcela de culpa. Trabalho para o meu próprio capataz, e não tenho a maravilhosa opção de me apartar tão facilmente quanto você tenta reproduzir. Mas não sou o único, você tem uma conta bancária? Você já fez uso do serviço público? Parábens, não somos tão diferentes em culpa assim.

    2) Desculpa, na última que fizemos, a única exigência que fiz foi um reajuste. Não exigi férias, nem menos ou mais dias de trabalho. Realmente eu não sou O sindicato, mas respondo por mim. Pedi apenas o reajuste para que não dificultasse ainda mais o que já tá difícil de manter uma família. Mesmo trabalhando por fora como engenheiro.

    3) Fundação mista. Estatal seria se eu fosse servidor. A maior parte, 51%, realmente é dinheiro governamental. Há sua parte sim vinda de impostos, mas a grande massa que inflaciona o sistema monetário vem de quem utiliza este serviço. Quem custeia essa roleta russa não é exclusivamente o governo, ele não tem como. Mesmo que não existisse o serviço público bancário, não haveria diferença, aliás, provavelmente a especulação seria lei e nós reféns dos bancos.

    Além disso, o ciclo não para no funcionário, o dinheiro não desapareceo na nossa mão, a ínfima parte que nos é repassado (os acionistas chegam a receber 70% de todo lucro), é reinjetado no processo através de nossos gastos. Ao contrário de quem irá utilizar o sobressalente para reinvestir no processo não é mesmo?

    Grande abraço e Feliz Natal de igual forma.
  • Leandro  22/12/2011 18:10
    O problema é que você insiste em negar o que realmente acontece. É claro que todo mundo tem conta bancária, mas não são os correntistas que causam inflação -- como você tentou aludir nos itens 1 e 3. Quem expande a oferta monetária são os bancos, e utilizando indevidamente o dinheiro de seus correntistas (no caso, a conta-corrente).

    Quanto ao item 2, você confirmou o que eu disse.

    Grande abraço e Feliz Natal de igual forma.
  • Leonel  22/12/2011 18:14

    Leandro, a gestão do seu tempo está bem ineficiente. Já estimou quantos toques você desperdiça com esses trolls?

  • Leandro  22/12/2011 18:23
    É muito verdade, Leonel. Só eu sei o quanto de material deixa de ser produzido por causa disso.

    Grande abraço!
  • Arnaldo  23/12/2011 08:26
    Pelo visto o Victor é presidente do sindicato dos bancários ou secretário geral.
  • Victor  22/12/2011 18:58
    É meu caro. E você já parou pra pensar o quanto você também acrescentou com seu comentário?

    Bem prático de sua parte classificar alguém e seus comentário segundo um conceito popular "internetês" criado possivelmente em algum fórum e espelhado de forma viral. Criatividade realmente está em baixa.

    Por favor, não poste algum meme ou qualquer outra porcaria. Economize toques também.
  • Marcelo Bentes  30/12/2011 19:11
    Um pouco fascista sua posição, não?
  • Leandro  30/12/2011 21:16
    Segundo o próprio inventor desta expressão,

    "O fascismo deveria ser mais apropriadamente chamado de corporativismo, pois trata-se de uma fusão entre o poder do estado e o poder das grandes empresas".

    Benito Mussolini


    Quem defende poder coercivo dos sindicatos, quem defende toda a arregimentação sindicalista comandada pelo governo e quem defende que o governo deve apoiar sindicatos está, por definição, praticando o genuíno fascismo. E quem se opõe a este arranjo é o genuíno anti-fascista.

    Agora, cada um escolhe seu lado.
  • Luis Francisco  02/01/2012 11:49
    Touché!
  • Luiz Berenguel  29/10/2014 20:10
    Leandro wins outra vez!!!!
  • Erick Skrabe  22/12/2011 20:21
    Victor.

    Acho que sua principal pergunta ficou meio no ar.

    "Agora o que pergunto sempre à todos que me questionam sobre a greve (no caso dos bancários) é: Para você, cidadão ou cliente de um serviço público, qual a solução contra a desvalorização do seu trabalho (por perda de poder aquisitivo causada pela inflação), falta de recursos, condições adequadas e segurança ao exercício de suas atividades (escriturários estão sempre no ranking das 5 profissões mais perigosas segundo o INSS, por índice de acidentes, segurança deficiente, doenças do trabalho, assim como suicídio e abuso de medicamentos psicoativos) e constantes abusos patronais que exigem, apesar de terem perfeita noção de legalidade, que seus funcionários tomem ações dúbias (contra o próprio regulamento), para se manterem com parte do seu ganho salarial (PLR), e arquem com a responsabilidade, eximindo-os da culpa?"

    Resposta: a solução é pedir demissão e procurar um emprego melhor. Parece difícil né ? Mas é mesmo, mas é solução para a grande maioria daqueles que trabalham para a iniciativa privada. Para os empresários com estes problemas a solução é fechar para ou abrir um novo negócio ou procurar um emprego.


    "Não adianta você pegar o reajuste salarial do bancário destes últimos três anos, esta amostra estaria contaminada. Pegue os reajuste nas últimas três décadas e compare com a quantidade de exigências, metas, depreciação da segurança e quantidade de doenças e me diga aonde você verifica a justiça no salário de um funcionário público?"

    Resposta: Acho que ninguém melhor do que você mesmo para responder a esta pergunta. Nem eu nem ninguém aqui tem que saber se existe "justiça no salário" do emprego que você escolheu.

    E se ñ existe "justiça no salário" de um funcionário público talvez seja o caso de você ir para a iniciativa privada ou abrir uma empresa. Talvez esse seja o caminho para o emprego dos seus sonhos. Talvez você ache ou talvez perceba que o emprego dos seus sonhos nao existe. Só existe uma maneira de descobrir.
  • Igor  23/12/2011 03:38
    Falam como se os meios de produção fossem inesgotáveis, mesmo colocando que trabalho, consumo e recursos como escassos.\r
    \r
    Ai, ai, ai... quanta ideologia desligada da realidade.
  • M. Terentin  23/12/2011 12:53
    Desculpe, não me dignaria a ler tantas inverdades...

    Caro escritor do texto, se começar proclamando que as 'o fato é que greves não são um movimento de resignação em massa, o que seria um direito dos trabalhadores". Não termine dizendo que o objetivo das greves é "punir empregadores".

    Greves lutam por um movimento justo. Infelizmente no Brasil tomaram uma dimensão partidaria, que é extremamente prejudicial para o partido no poder (seja ele o PSDB ou o PT) e para os que nao estão ali. A politica brasileira é falha, e encontrou na politicagem maneiras de prosperar. Essa (greves) é só uma delas, e apoiada por ambos os lados. Já estive em reuniões da UNE e sei o quanto aquilo é paridário, e tenho certeza que posso dizer o mesmo de outros grupos de trabalhadores.

    Ainda assim, é de tamanho levianismo ignorar o fato de que movimentos grevistas visam projeter os funcionários. E não lesar os proprietários.

    Explico: Se os movimentos grevitas tivessem a força que deveriam todos os trabalhadores teriam oportunidades justas. Te exemplifico: A supressão das corporações trabalhistas nos EUA lideraram a uma evasão de empregos, sobretudo para a Ásias. Hoje em dia o custo para retomar as operações em território americano são muito mais altos. No final das contas as greves que poderiam se feitas antes teriam livrado empresa e empregado dos problemas que em breve serão enfrentados;


    Desculpa, mas falar que grevistas são "tentativas de punir os empregadores" é de tamanha levianidade e ignorancia que eu normalmente e recusaria a comentar. Grevistas lutam por seus direitos, e seus direitos devem ser equivalentes ao de todos, isso se chama democracia: Igualdade de escolhas, e liberdade de escolhas. De os empregadores não lhe provêm igualdade, então a greve representa uma liberdade a ser seguida, em busca da igualdade perdida.
  • Leandro  23/12/2011 13:40
    Prezado M. Terentin, você conseguiu a façanha de se contradizer em absolutamente todos os seus parágrafos.

    Permita-me apontar as contradições essenciais (é véspera de Natal e não estou com muita energia):

    Caro escritor do texto, se começar proclamando que as 'o fato é que greves não são um movimento de resignação em massa, o que seria um direito dos trabalhadores". Não termine dizendo que o objetivo das greves é "punir empregadores".

    Ué, por que não? Qual a contradição? Uma coisa é ter um movimento exigindo, sei lá, reparação por maus tratos ou agressões; outra coisa é ter um movimento que exige maiores salários por meio da paralisação imediata de atividades, o que traz um consequente e inevitável prejuízo não só para usuários do serviço como também, e principalmente, para empregadores. Ou vai me dizer que greves são ótimas para empregadores, os quais não são nem um pouco punidos?

    Depois desse seu início triunfal, o que vem a seguir já era esperado.

    Greves lutam por um movimento justo.

    Correção: greves têm um objetivo: conseguir aquilo que sindicalistas querem e que será bom para a sua carreira sindical, sempre de olha na política. O resto é propaganda.

    Ainda assim, é de tamanho levianismo ignorar o fato de que movimentos grevistas visam projeter os funcionários. E não lesar os proprietários.

    Movimentos grevistas visam, acima de tudo, a aumentar o poder de sindicalistas, fortalecendo suas influências. Cabe a você explicar por que greves não prejudicam proprietários. Segundo você, portanto, uma empresa com trabalhadores em greve deve vivenciar uma bonança sem precedentes nas receitas e nos lucros.

    Se os movimentos grevitas tivessem a força que deveriam todos os trabalhadores teriam oportunidades justas. Te exemplifico: A supressão das corporações trabalhistas nos EUA lideraram a uma evasão de empregos, sobretudo para a Ásias.

    Exatamente o contrário. Foi o fortalecimento dos poderes sindicais nos EUA que expulsaram as empresas para a Ásia. Conhece o UAW (United Auto Workers), sindicato dos trabalhadores das montadoras americanas? Deve ser o mais corrupto e putrefato sindicato americano. Exige regalias imperiais, pensões nababescas, altos salários e cada vez menos horas de serviços. Você acha que a GM quebrou por quê? Você acha que ela foi socorrida pelo governo Obama -- cujas maiores contribuições de campanha vieram exatamente de sindicatos -- por quê?

    E isso pra ficar só numa área. Existem sindicatos em todas as áreas da economia americana, e foram justamente seus poderes e sua agressividade crescente, em conjunto com a exigência de cada vez mais privilégios e altos salários, o que vem exportando empresas dos EUA para o resto do mundo.

    Mas há outros fatores também: aumento das regulamentações governamentais, carga tributária crescente, plantas e equipamentos envelhecidos, a cultura do bigger is better -- que gerava desperdício e não estimulava a conservação e a disciplina --, e um descaso para com a qualidade e o design de seus produtos -- que foi onde os japoneses fizeram a festa.

    Isso tudo para não falar do sistema monetário. Desde o acordo de Bretton Woods, em 1944, o país foi agraciado com o privilégio de deter a moeda internacional de troca. Com o fim total do padrão-ouro em 1971, o banco central americano passou a ter liberdade irrestrita de imprimir dólares. O Fed imprimia dólares e os mandava para o exterior, e em troca esses países devolviam aos EUA produtos de todos os tipos. A coisa aparentemente funcionava. Os dólares enviados ao exterior voltavam na forma de investimento em títulos do governo americano, e o ciclo se reiniciava -- algo que mais parecia um moto-perpétuo. Porém, veladamente, a base industrial americana foi desaparecendo. Afinal, não fazia sentido o país produzir coisas se ele podia adquiri-las do exterior muito mais facilmente.

    Hoje em dia o custo para retomar as operações em território americano são muito mais altos.

    Correto, e pelas razões apontadas acima.

    No final das contas as greves que poderiam se feitas antes teriam livrado empresa e empregado dos problemas que em breve serão enfrentados;

    Viu a contradição? Foram justamente greves, exigências irreais e agressividade sindical o que expulsou empresas do EUA. Aí você diz que se tivesse havido mais greves, mais exigências irreais e mais agressividade sindical os investimentos nos EUA estariam bombando. Mentalidade sindical realmente não prima pela lógica. Está carcomida pela ideologia marxista.

    Desculpa, mas falar que grevistas são "tentativas de punir os empregadores" é de tamanha levianidade e ignorancia que eu normalmente e recusaria a comentar.

    Faz bem. Pois quando tentou comentar, o resultado foi o exposto a acima. A prudência é uma virtude.

    Grevistas lutam por seus direitos, e seus direitos devem ser equivalentes ao de todos, isso se chama democracia: Igualdade de escolhas, e liberdade de escolhas.

    O discurso é bonito e certamente rende votos em eleições sindicais. Mas a lógica foi passear e ainda não voltou. A frase acima não tem sentido nenhum. Troque a palavra 'grevista' por, sei lá, 'feministas' ou 'homossexuais' e o sentido seria o mesmo.

    Por exemplo, quais os direitos de um grevista? Maiores salários? Ora, não existe isso de "direito a um salário bom". Seu salário é aquele que o empregador estiver disposto a pagar. Se você não estiver satisfeito, saia e vá fazer outra coisa. Agora, você não tem direito nenhum de atrapalhar os empreendimentos dele.

    O único termo que se salva na sua frase acima é o "liberdade de escolhas". E ele está corretíssimo. Grevistas têm o direito à liberdade de escolha. E é por isso que eles têm toda a liberdade de escolher entre continuar trabalhando aos salários vigentes ou simplesmente pedir o boné e arrumar outras coisas pra fazer. Em nosso mundo de escassez, trabalho é o que não falta.

    De os empregadores não lhe provêm igualdade, então a greve representa uma liberdade a ser seguida, em busca da igualdade perdida.

    Que igualdade? Igualdade em relação ao quê? Qual a igualdade que uma greve traz? Que parâmetro esse? Querem ter igualdade aos salários de outras profissões? Sugiro então que peçam um salário igual ao do Neymar. Pra que ser parcimonioso?

    É exatamente esse tipo de retórica vápida e completamente sem sentido, com efusões de sentimentalismo e afetações de coitadismo, e que recorre apenas ao apelo emocional fácil, o que desacredita todo o movimento sindical. Essa gente quer apenas fomentar a luta de classes e nada mais.

    Obrigado por involuntariamente ter comprovado tudo o que eu escrevi no texto.

    Grande abraço e Feliz Natal.
  • Fernando Chiocca  23/12/2011 14:07
    M. Terentin, qual parte do "Está insatisfeito? Pede demissão!" você não entendeu?

    Estas greves não lutam por nada justo.

    Qualquer contrato voluntariamente acordado entre 2 adultos é justo. As greves visam exatamente modificar unilaterlamente e através do uso da coerção estes contratos. Ou seja, visam fazer injustiça.

    Se fosse uma greve em que todos os empregados concordassem voluntariamente e nenhum fosse intimidado a entrar, e que se o empregador pudesse, se assim preferir, demitir todos os grevistas e contratar novos empregados, tudo bem, mas nenhuma greve é assim.


    Não tem coisa mais triste do que essa gente que baseia suas opiniões em imbecilidades marxistas como a teoria da exploração...
  • Pj Santos  28/12/2011 06:18
    Despedir é injusto? Para vc parece que sim, afinal estão quebrando um contrato entre 2 ou mais pessoas adultas. Meu caro do mesmo jeito que é justo despedir(como vc mesmo reivindica contra os grevistas)quando não for viável mantê-los; tbm é justo pedir aumento quando quando a receita do empresa sobe. Grave é um jeito de pedir, se não fosse o cupinzada da esquerda poderia ser de meios menos prejudicais as empresas e evidentemente ao próprio empregado, creio que ninguém quer depredar o meio de sustentar a familia.
  • convert flv files to mp4 on mac  14/08/2012 23:59
    O problema é que você insiste em negar o que realmente acontece. É claro que todo mundo tem conta bancária, mas não são os correntistas que causam inflação -- como você tentou aludir nos itens 1 e 3. Quem expande a oferta monetária são os bancos, e utilizando indevidamente o dinheiro de seus correntistas (no caso, a conta-corrente).
  • Maurício Goncalves  23/12/2011 20:46
    O modelo de sindicato que temos hoje está anos-luz de gerar a "proteçao" ao trabalhador que os seus defensores advogam. O pior é que os dirigentes sindicais não estão dentro das empresas para ver como os funcionários, os seus protegidos, torcem o nariz na hora de pagar a dita "contribuição" sindical. Um montante cuja finalidade nunca vi ninguém reconhecer como bem pago; muito pelo contrário, as pessoas sempre correm na época do pagamento para driblar este "imposto", que se ficasse no bolso de quem paga teria uma finalidade muito maior (aliás, como todos os outros hehehe).

    Na inexistência de leis trabalhistas, um sindicato, fruto de um arranjo voluntário de profissionais da categoria, negociaria contratos de trabalhos mais condizentes com a realidade de cada setor, destinaria as contribuições (de fato, e voluntárias!) para fundos de investimento para assistir os associados em caso de desemprego, teria maior interação com as empresas sobre a realidade do setor em que atua etc, etc. A utilidade do serviço faria com que trabalhadores voluntariamente demandassem por este serviço.

    E mais, faria com os serviços fossem profissionalizados, aumentando o poder de salvaguarda para os seus assegurados. Os maiores beneficiados seriam profissionais de baixa qualificação, cujo poder de barganha com o empregador é mais baixo, se comparado a profissionais mais qualificados.

    Os sindicatos atuais (os vermelhinhos) estão pautados numa lógica econômica equivocada. Para eles, riqueza se transfere e lucros tem de ser divididos de forma mais "equânime". Capitalismo é jogo de soma zero para os Vicentinhos, Paulinhos etc.

    Esses sindicatos se fossem extintos fariam um enorme bem para os seus "protegidos". Lembro de uma situação numa empresa em que eu trabalhava, cujo resultado operacional não foi atingido para que se distribuisse bônus para os funcionários (todos, inclusive os da fábrica). O sindicato simplesmente alegou que a empresa estava MENTINDO e que deveria ser pago o que era de direito dos trabalhadores. Para piorar, a empresa flexibilizou a regra para pagamento de bônus para evitar problema semelhante no futuro. Nessas horas vê-se que até as empresas estão contaminadas com o ranço vermelho.

    Outra coisa que me intriga é se o tal direito (?!) a greve faz sentido. Na minha humilde opinião, não faz. Salários tem de ser negociados de acordo com a produtividade, greves são quebras unilaterais de contrato de trabalho. E como todo contrato, deveria ter clausula de rescisão para este caso. Num cenário de livre mercado, sindicatos seriam cobrados pelos seus associados por não terem alcançado um acordo adequado, inclusive até com entidades competindo entre si para ver quem oferta melhor tal serviço.
  • Daniel V.  25/12/2011 21:19
    O direito a greve e a organização de trabalhadores em sindicatos são perfeitamente legitimas. O que é inaceitavel é usar a força para arrecadar e/ou impedir os não grevistas de trabalhar. Mas acho que caso não usassem a coersão provavelmente não existiriam greves, ja que o beneficio de se desviar é muito alto (um dilema dos prisioneiros). Leontief acho que propos uma discussão interessante (obvio que concluindo que o governo deveria enforce as greves, mas enfim...)
  • Vinicius Aguilar  26/12/2011 03:51
    Legitimo seria o direito do empregador mandar embora, qualquer trabalhador a qualquer momento.\r
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    Uma vez que o trabalhador e o empregador aceitaram os termos do contrato, o trabalhador entrando em greve estará quebrando esse acordo, o que você protege, é uma violação de acordo unilateral sem garantir o direito a defesa do outro lado.
  • Andre Poffo  26/12/2011 04:23
    Não esqueça que provavelmente o contrato nao permitiria este "mandar embora a qualquer momento"...\r
    O que eh defendido pela EA eh que se os contratos estivessem acima das legislações haveria menor desemprego e melhor qualidade de trabalho..
  • Diana Swensen  26/12/2011 03:06
    Você não poderia ter dito melhor - é um post muito perspicaz, e eu concordo plenamente que a "generosidade" de tais uniões, sua atitude para com seus trabalhadores, corrupção e monopólio são as questões que não podemos manter nossos olhos fechados para. Também gostaria de conselhos aqueles treinados para mudar de emprego, de fato.
  • Daniel V.  26/12/2011 05:07
    Vinicius, acho que fui infeliz ao usar "greve", termo carregado. O que eu quis dizer é que não há problema c/ greves como mecanismo de negociação caso os não grevistas nao sejam empedidos de trabalhar e os administradores nao sejam impedidos de demitir ou fazer valer os covenants.
  • Vinicius Aguilar  03/01/2012 05:39
    Realmente, desta forma estamos de acordo, a questão é que se o empregador puder demitir sem barreiras, provavelmente não haveria ou quase não haveria greves uma vez que nenhum empregador ficará com o funcionário parado sem o seu consentimento.\r
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    Há varias formas de negociar um salário maior, se realmente o funcionário estiver com o salário defasado e sua produtividade marginal estiver bem maior uma simples ameaça de trocar de empresa basta.\r
    \r
    Só para esclarecer, você esta se referindo a "greve" Rejeição voluntaria a trabalhar ou a protestos?\r
    \r
    No caso de protestos não há problema nenhum agora greve afeta diretamente a produção, nenhum empregador irá aceitar.\r
  • Vinicius M Souto  26/12/2011 05:54
    Muito bom artigo, agora tenho uma visão bem mais embasada sobre greves, estou ansioso por novos comentários. =)
  • loide  26/12/2011 07:01
    Claro que greves são necessarias. Existem diversos trabalhos que não exigem muita especialização e esses postos de trabalho não são poucos. Como exemplos, pode-se citar caixas de supermercados, garis, faxineiros, porteiros, copeiros, pessoas que trabalham com transporte de cargas etc. E são justamente esses trabalhadores que, em nossa sociedade, recebem o menor salário e por isso seriam os que mais sofreriam com a falta de controle das condições de trabalho por parte do governo.

    Imaginemos a seguinte situação. Numa rede de supermercados, os caixas estão reclamando do salário pago, pois ele é muito baixo. O empregador se nega a atender as exigências e diz que quem quiser continuar com o emprego deve aceitar as condições atuais de trabalho. O que você acha que a maioria dos caixas vai fazer (lembrando que a maioria deles tem família pra sustentar e várias dívidas a pagar)? Vão se resignar e aceitar continuar trabalhando ou vão ter a coragem de peitar o chefe e se arriscar procurando outro trabalho melhor? Tenho certeza de que, por mais que as condições de trabalho mal garantam a sua subsistencia, a grande maioria vai preferir se manter no emprego e os que saírem poderão ser substituídos sem dificuldade pelo empregador, principalmente por ser um trabalho que exige pouca especialização.

    Outra coisa que também quero lembrar e que, mesmo em empregos que exigem uma especialização um pouco mais elevada, a mesma situação pode perfeitamente se repetir.

    Suponhamos agora que os pedreiros de uma construtora estejam reivindicando melhores condições de trabalho. Concordo que ninguém aprende a construir prédios da noite pro dia, mas você não acha que dentre o grupo dos desempregados existem ex-pedreiros suficientes para substituir os empregados mais rebeldes caso seja necessário?

    O que quero dizer com isso é que os desempregados não são uma massa de pessoas sem especialização alguma. Na verdade, esse grupo é formado, em grande parte, por pessoas que já tiveram alguma profissão anteriormente e que estão aptas a exercê-la novamente caso haja oportunidade.

    Além do que, se alguma nova empresa não tem condições de fornecer os benefícios básicos aos seus empregados, é melhor não permitir que ela venha a funcionar do que permitir que ela submeta os empregados a condições indignas de trabalho.

    Em segundo lugar, não é verdade que os benefícios diminuem o salário do trabalhador. Vamos pegar os trabalhadores que recebem salário mínimo. Se o empregador está pagando salário mínimo e o governo produz uma regulamentação obrigando a empresa a pagar o transporte dos operários, por exemplo, o trabalhador vai continuar recebendo o mesmo valor de antes e ainda vai ter o benefício do transporte grátis. Percebe que não houve redução no salário?

    Talvez você queira rebater minha última afirmação dizendo que, se o trabalhador ganha mais do que o salário mínimo, ai o empregado poderá abater nesse salário o valor do benefício concedido. Mas eu digo que é ai que entra a importância da regulamentação jurídica do trabalho através de princípios constitucionais como o da irredutibilidade do salário. Esse princípio garante que, mesmo que o patrão seja obrigado a fornecer um novo benefício ao funcionário, ele não poderá diminuir o valor do salario do empregado por conta disso.

    Mas ai você pode dizer que, com o tempo, o valor que o empregado recebe vai sendo corroído pela inflação e o empresário poderia então descontar o valor desses novos benefícios fazendo um reajuste menor do que a perda inflacionária. Novamente, é ai que entra a regulamentação jurídica garantindo o direito de greve ao trabalhador para que tenha reajustes adequados.

  • Vinicius Aguilar  27/12/2011 04:26
    "O empregador se nega a atender as exigências e diz que quem quiser continuar com o emprego deve aceitar as condições atuais de trabalho. O que você acha que a maioria dos caixas vai fazer (lembrando que a maioria deles tem família pra sustentar e várias dívidas a pagar)?"\r
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    O fato de eles terem família para sustentar e dividas para pagar não justifica de forma alguma que uma arma seja apontada para o empregador e o obrigue a pagar um salário maior, caso fosse assim, não haveria limites para os gastos do trabalhador, os custos devem se adequar ao orçamento, e não o contrario.\r
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    A forma de planejamento de uma pessoa deve estar diretamente relacionada as características especificas da sua profissão, uma pessoa com alto grau de conhecimento que seja considerada pouco substituível pode se dar ao luxo de gastar mais e se endividar mais, enquanto uma pessoa facilmente substituível deve poupar mais, pois claramente seu futuro será bem menos estável.\r
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    "Tenho certeza de que, por mais que as condições de trabalho mal garantam a sua subsistencia, a grande maioria vai preferir se manter no emprego e os que saírem poderão ser substituídos sem dificuldade pelo empregador, principalmente por ser um trabalho que exige pouca especialização." \r
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    O interesse em desenvolver a carreira deve ser do próprio funcionário, se ele hoje é caixa e não faz nada para mudar isso, não há porque culpar o patrão, ou o mercado, o que você esta dizendo é que a culpa de uma empresa ser ineficiente não é dela, e sim da concorrência que investe pesado em maquina e equipamentos enquanto a primeira gasta com agrados a diretoria por exemplo.\r
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    Empregos como os citados, são normalmente empregos temporários e os baixos salários são condições básicas para o incentivo no desenvolvimento da carreira, um dos problemas do salário mínimo é aumentar a base salarial e acomodar as pessoas nos baixos níveis da carreira(frentista,caixa...) fazendo com que eles não se preocupem em se especializar, e crescer.\r
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    "Concordo que ninguém aprende a construir prédios da noite pro dia, mas você não acha que dentre o grupo dos desempregados existem ex-pedreiros suficientes para substituir os empregados mais rebeldes caso seja necessário?"\r
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    Sim, mas e daí? Essa é a garantia do patrão, uma vez que alguma hora qualquer empregado pode receber uma proposta melhor e deixar a empresa, não há porque achar que o empregador deve ter uma relação de fidelidade que não esteja em um contrato aceito voluntariamente por ambas as partes, quando o mesmo funcionário não possui nenhuma contrapartida.\r
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    Muito se fala do patrão que manda embora sem dó nem piedade e poucos lembram do funcionário que recebeu treinamento e auxilio, e quando estava pronto para aumentar sua capacidade produtiva aceitou uma proposta melhor de outra empresa, da mesma forma que há outros funcionários capazes de substituir alguns "rebeldes" há outras empresas capazes de substituir algumas empresas que paguem baixos salários.\r
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    "Além do que, se alguma nova empresa não tem condições de fornecer os benefícios básicos aos seus empregados, é melhor não permitir que ela venha a funcionar do que permitir que ela submeta os empregados a condições indignas de trabalho."\r
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    Defina benefícios básicos, e condições indignas de trabalho, para o político a não existência de auxilio vestuário pode ser considerada uma condição indigna de trabalho, enquanto para um catador de papel, o fato de ter um chinelo já é de grande serventia, ao nivelar por cima as especificações mínimas para se poder ofertar um emprego, você acaba transformando milhares de pessoas que aceitariam trabalhar em uma condição pior, mas sobre a remuneração de um salário em desempregados, excluídos sociais e como resultado faz com que alguém que alimentaria uma família acabe não tendo remuneração para alimentar ninguém.\r
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    "Em segundo lugar, não é verdade que os benefícios diminuem o salário do trabalhador. Vamos pegar os trabalhadores que recebem salário mínimo. Se o empregador está pagando salário mínimo e o governo produz uma regulamentação obrigando a empresa a pagar o transporte dos operários, por exemplo, o trabalhador vai continuar recebendo o mesmo valor de antes e ainda vai ter o benefício do transporte grátis. Percebe que não houve redução no salário? "\r
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    No caso do salário mínimo não houve redução nominal do salário, podem no agregado, há basicamente dois problemas. \r
    O custo de produção subiu, logo ou os preços são reajustados ou o lucro cai reduzindo o incentivo ao investimento e a poupança.\r
    Com o aumento do custo, milhares de pessoas antes empregadas são dispensadas, ou por sua profissão não mais render uma receita marginal maior que o custo ou simplesmente por serem substituídas por maquinas ou pessoas mais qualificadas e, portanto mais produtivas.\r
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    O salário das pessoas empregadas que ganham um salário mínimo realmente iram aumentar(nominalmente) porem em detrimento dos agora desempregados.\r
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    "Mas eu digo que é ai que entra a importância da regulamentação jurídica do trabalho através de princípios constitucionais como o da irredutibilidade do salário. Esse princípio garante que, mesmo que o patrão seja obrigado a fornecer um novo benefício ao funcionário, ele não poderá diminuir o valor do salario do empregado por conta disso."\r
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    É esse um dos motivos do desemprego nos EUA estar nas alturas, assim como o investimento, o consumo e a produção, em uma recessão o salário também tem que cair, a conjuntura que justificava o salário anterior não é mais valido, a queda do salário é necessária em algumas ocasiões, faz com que o setor produtivo aumente a produtividade marginal e evita que surja uma massa de desempregados.\r
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    Por analogia seria a mesma situação de um jogador de futebol(não lembro o nome) que era obrigado a pagar R$25.000 de pensão e após aposentado foi para a cadeia pois não podia manter o valor uma vez que sua renda havia diminuído.\r
    Todas essas formas de controle e manipulação de salários e preços, não passam de ilusões contábeis que não melhoram a realidade, apenas ajudam uns em detrimento dos outros.\r
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    Como o Mises Brasil vem mostrando a anos, o que aumenta salário é produção, liberdade, poupança... E não a ameaça, e a coesão.\r
  • loide  03/01/2012 15:42
    "A forma de planejamento de uma pessoa deve estar diretamente relacionada as características especificas da sua profissão, uma pessoa com alto grau de conhecimento que seja considerada pouco substituível pode se dar ao luxo de gastar mais e se endividar mais, enquanto uma pessoa facilmente substituível deve poupar mais, pois claramente seu futuro será bem menos estável."

    Você fala como se as pessoas mais pobres se endividassem porque foram pródigas, porque fizeram extravagancias comprando coisas supérfluas.

    Preste atenção na realidade, a pessoa que ganha salário mínimo se endivida porque esse salário, na maioria dos casos, não garante uma vida minimamente digna.

    Então não é uma escolha se endividar ou não. Se o seu dinheiro mal dá pra comprar comida e, de repente, seu filho fica doente e precisa de um remédio, o que você vai fazer? Deixar o menino doente pra não se endividar?

    "O interesse em desenvolver a carreira deve ser do próprio funcionário, se ele hoje é caixa e não faz nada para mudar isso, não há porque culpar o patrão, ou o mercado, o que você esta dizendo é que a culpa de uma empresa ser ineficiente não é dela, e sim da concorrência que investe pesado em maquina e equipamentos enquanto a primeira gasta com agrados a diretoria por exemplo.

    Empregos como os citados, são normalmente empregos temporários e os baixos salários são condições básicas para o incentivo no desenvolvimento da carreira, um dos problemas do salário mínimo é aumentar a base salarial e acomodar as pessoas nos baixos níveis da carreira(frentista,caixa...) fazendo com que eles não se preocupem em se especializar, e crescer. "

    Vamos imaginar que num Estado liberal, como o com que você sonha, você nasça numa família pobre de pessoas sem instrução. O Estado não garante educação aos cidadãos, então, obviamente, você não pôde ir à escola. Você cresceu nessa situação e hoje trabalha como caixa de supermercado recebendo um salário que mal dá pra sustentar uma pessoa, mas é com ele que você tem que sustentar toda a sua família. Me diga o que você faria pra conseguir um cargo mais elevado na empresa onde trabalha?
  • Vinicius Aguilar  04/01/2012 05:03
    "Você fala como se as pessoas mais pobres se endividassem porque foram pródigas, porque fizeram extravagâncias comprando coisas supérfluas."\r
    Exatamente, existem pessoas pobres que estão endividadas e as que não estão, você tem que diferenciar também pessoas pobres com acesso a crédito e as que não têm esse acesso, uma empregada domestica com carteira assinada possuí acesso a crédito, enquanto um mendigo não.\r
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    Primeiro, temos que definir o que são coisas supérfluas, qualquer coisa que fuja da cesta básica, e que não são itens genéricos de primeira necessidade são supérfluos, uma maquina de lavar, televisão, carro e esse tipo de coisas são supérfluos. \r
    No caso do mendigo, ele pode estar passando fome que do mesmo jeito não ira se endividar, agora uma carteira assinada garante um acesso a crédito que permite a essas pessoas se endividarem, e são sim em sua grande maioria com coisas supérfluas.\r
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    "Preste atenção na realidade, a pessoa que ganha salário mínimo se endivida porque esse salário, na maioria dos casos, não garante uma vida minimamente digna."\r
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    Defina vida digna, nada é de graça, a 50 anos não havia saneamento básico, nem por isso a humanidade foi extinta, hoje até mendigo tem celular, eu realmente me espanto quando ouço falar em "vida digna", daqui a pouco, carro, residência em região nobre com piscina vai ser condição essencial para a existência do ser humano.\r
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    "Então não é uma escolha se endividar ou não. Se o seu dinheiro mal dá pra comprar comida e, de repente, seu filho fica doente e precisa de um remédio, o que você vai fazer? Deixar o menino doente pra não se endividar?"\r
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    Se realmente a divida do brasileiro fosse feita com saúde e educação, eu até aceitaria o seu questionamento, não que isso justifique, mas pelo menos a pergunta estaria correta, agora.\r
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    Quanto a essa questão de saúde, pode parecer insensível, mas um pai que tem uma fortuna de 100 milhões estaria muito mais disposto a gastar 50 milhões para salvar um filho do que um pai que ganha um salário de 5 mil por mês, o custo com a Medina realmente é alto, graças a regulamentação e outras variáveis já expostas em diversos artigos, logo caso o custo de salvar o filho saia acima do orçamento que o pai possua ou possa conseguir, não justifica que esse pai obrigue os outros através da força a custear esse tratamento, tem algumas verdades na vida que podem ser difíceis de aceitar, mas nem sempre um pai poderá salvar um filho, independente de quanto seja a renda per capta alguma hora em algum lugar, o custo de salvar uma vida vai ser maior do que o recurso disponível para fazê-la.\r
    \r
    Faça um favor a seus filhos, trabalhe, corte custos, não gaste com coisas supérfluas, junte este dinheiro e invista em estudo ou em um empreendimento, e quando seus filhos estiverem doentes, você poderá sentir o orgulho de utilizar os seus recursos para cuidar deles e não o meu nem o de ninguém.\r
  • Paulo Sergio  08/02/2012 09:32
    'Então não é uma escolha se endividar ou não. Se o seu dinheiro mal dá pra comprar comida e, de repente, seu filho fica doente e precisa de um remédio...'

    Tradução: VC escolhe fazer filhos e EU que tenho que pagar a conta.
  • Carlos Eduardo  28/12/2011 07:43
    "Numa rede de supermercados, os caixas estão reclamando do salário pago, pois ele é muito baixo. O empregador se nega a atender as exigências e diz que quem quiser continuar com o emprego deve aceitar as condições atuais de trabalho. O que você acha que a maioria dos caixas vai fazer (lembrando que a maioria deles tem família pra sustentar e várias dívidas a pagar)? Vão se resignar e aceitar continuar trabalhando ou vão ter a coragem de peitar o chefe e se arriscar procurando outro trabalho melhor?"


    Acontece que o capital investido é do dono do supermercado. Os trabalhadores não têm um "direito a um salário", nem que seja pra algo chulo como comprar cachaça ou pra algo nobre como sustentar uma família.

    Empregados entram em um acordo com o empregador. O empregador sabe que ganhará dinheiro com o serviço do empregado, e o empregado sabe que ganhará dinheiro utilizando o capital do empregador (ou seja, o supermercado; já que nada adianta ser um caixa de supermercado se o cidadão não tem um supermercado).

    Como o supermercado é do empregador, é ele quem deveria escolher como utilizá-lo.
    Um salário não é determinado pelo quanto os empregados querem ou precisam, e sim por vários fatores como, do lado do empregado, a produtividade do empregado e a concorrência de mão-de-obra no setor.

    Claro que é triste que um caixa tenha que pedir demissão do salário insatisfatório de 500$ pra ir atrás de outro. Mas se existe alguém capaz e querendo fazer esse mesmo serviço por 300$, também seria triste deixar esse cidadão ganhando 0$ desempregado ao invés desses 300$ que ele poderia estar ganhando. Pouco sempre é melhor que nada.

    No entanto, se o empregado é produtivo e justifica um salário de 500$, ele não perderá o emprego pra alguém menos produtivo.
    Se o empregado é extra-produtivo, e está dando muito lucro pro patrão, ele certamente conseguiria encontrar um outro emprego onde o novo patrão se contentasse com uma margem de lucro menor. A tendência é que o salário se aproxime da produtividade do empregado.
  • loide  03/01/2012 15:40
    "Acontece que o capital investido é do dono do supermercado. Os trabalhadores não têm um "direito a um salário", nem que seja pra algo chulo como comprar cachaça ou pra algo nobre como sustentar uma família."

    Quem diz se o trabalhador tem ou não direito ao salário são as leis. Se vivêssemos numa minarquia, como você defende, o trabalhador teria que se contentar com o que o empregador está disposto a pagar. Agora, se vivemos num Estado Social e Democrático de Direito, como é nosso, o trabalhador tem sim direito a um salário digno não importando quanto o empregador se disponha ou possa pagar.

    Então quando você diz que o trabalhador não tem direito a um salário, está apenas afirmando sua opinião (trabalhadores deveriam aceitar o que o dono do capital está disposto a pagar, ou seja, deveríamos viver numa minarquia) e não enunciando um fato.

    "Empregados entram em um acordo com o empregador. O empregador sabe que ganhará dinheiro com o serviço do empregado, e o empregado sabe que ganhará dinheiro utilizando o capital do empregador (ou seja, o supermercado; já que nada adianta ser um caixa de supermercado se o cidadão não tem um supermercado)."

    Você diz que o salário justo (compatível com valor econômico do trabalho empregado) seria garantido pela possibilidade do empregado ameaçar deixar a empresa caso aquele salário compatível com o valor do trabalhado exercido não seja pago. Mas eu digo que, por mais que o salário do trabalhador esteja fora do que deveria, o empregado não vai ter a coragem de peitar o patrão e procurar outro emprego porque o trabalhador tem medo. As pessoas não são máquinas que calculam "meu salário está abaixo do valor econômico que ele tem no mercado, logo devo deixar esse emprego". As pessoas simplesmente têm família e várias dívidas a pagar e estão morrendo de medo de não conseguir outro emprego mesmo que ele saiba que seu trabalho vale mais do que o mercado está pagando. E os mais rebeldes, como eu já disse, podem ser substituídos utilizando-se os desempregados.

    Quero saber, então, como o mercado será capaz de impedir que ocorram essas situações:

    'Imaginemos a seguinte situação. Numa rede de supermercados, os caixas estão reclamando do salário pago, pois ele é muito baixo. O empregador se nega a atender as exigências e diz que quem quiser continuar com o emprego deve aceitar as condições atuais de trabalho. O que você acha que a maioria dos caixas vai fazer (lembrando que a maioria deles tem família pra sustentar e várias dívidas a pagar)? Vão se resignar e aceitar continuar trabalhando ou vão ter a coragem de peitar o chefe e se arriscar procurando outro trabalho melhor? Tenho certeza de que, por mais que as condições de trabalho mal garantam a sua subsistencia, a grande maioria vai preferir se manter no emprego e os que saírem poderão ser substituídos sem dificuldade pelo empregador, principalmente por ser um trabalho que exige pouca especialização."
    "Suponhamos agora que os pedreiros de uma construtora estejam reivindicando melhores condições de trabalho. Concordo que ninguém aprende a construir prédios da noite pro dia, mas você não acha que dentre o grupo dos desempregados existem ex-pedreiros suficientes para substituir os empregados mais rebeldes caso seja necessário?'

    "Como o supermercado é do empregador, é ele quem deveria escolher como utilizá-lo.
    Um salário não é determinado pelo quanto os empregados querem ou precisam, e sim por vários fatores como, do lado do empregado, a produtividade do empregado e a concorrência de mão-de-obra no setor"

    dizer que "se uma coisa é sua, você faz o que quiser com ela sem se importar com as necessidades dos outros" é apenas a sua opinião, não é um fato e, por isso, não pode ser utilizado como argumento. Explicando melhor, se você acha que o salário do empregador deve ser definido exclusivamente a partir das leis do mercado, sem interferência do Estado, essa é somente a sua opinião política sobre o assunto. Eu , por exemplo, tenho a opinião de a propriedade deve atender a uma função social, assim como a nossa Constituição estabelece.

    "Claro que é triste que um caixa tenha que pedir demissão do salário insatisfatório de 500$ pra ir atrás de outro. Mas se existe alguém capaz e querendo fazer esse mesmo serviço por 300$, também seria triste deixar esse cidadão ganhando 0$ desempregado ao invés desses 300$ que ele poderia estar ganhando. Pouco sempre é melhor que nada."

    Mas acontece que, naqueles empregos de baixa especialização, sempre vai ter um desempregado disposto a fazer o serviço por menos do que o empregador paga ao empregado atual. Então, se você acaba com um salário mínimo de, suponhamos, 500 reais e permite que uma nova empresa contrate por 300, você acha que aquelas empresas que antes pagavam 500 não vão passar a pagar 300 também ou quem sabe até menos já que sempre tem gente disposta a fazer aquele serviço por menos ainda?
    Então, numa visão global, não vejo melhoria nas condições dos trabalhadores no cenário que você citou, pois você está reduzindo drasticamente a qualidade de vida da grande massa de empregados em troca de uma pequena redução no desemprego.

    "No entanto, se o empregado é produtivo e justifica um salário de 500$, ele não perderá o emprego pra alguém menos produtivo.
    Se o empregado é extra-produtivo, e está dando muito lucro pro patrão, ele certamente conseguiria encontrar um outro emprego onde o novo patrão se contentasse com uma margem de lucro menor. A tendência é que o salário se aproxime da produtividade do empregado."

    Quer dizer que, se o mercado estiver com alta oferta de mão-de-obra e o salário oferecido ao empregado o deixe na miséria, então o empregado (desculpe a expressão) que se dane?

    O que deve ocorrer é: se empregador não paga um salário que sequer garanta minimamente uma vida digna ao trabalhador, ele que diminua seus lucros e aumente o salário do trabalhadores.
  • Luis Almeida  03/01/2012 18:35
    "se vivemos num Estado Social e Democrático de Direito, como é nosso, o trabalhador tem sim direito a um salário digno não importando quanto o empregador se disponha ou possa pagar.

    Concordo. Por isso defendo um salário de R$6.000 para todas as pessoas, pois acho que seria uma maravilha. Mas ninguém me ouve...
  • Limão  04/01/2012 05:37
    Sobre o exemplo do caixa de supermercado, anos atrás eu trabalhava numa empresa como técnico em infomática... meu salário era muito baixo... o que eu fiz? Não fiz greve, não pedi demissão para ganhar mais nem pedi aumento.. simplesmente coloquei meu currículo no mercado, houve outra empresa que me fez uma oferta pelo meu trabalho.. levei essa oferta para meu empregador ... e ele decidiu bancar a oferta.. Fiquei na mesma empresa... se ele não tivesse bancado eu teria ido para outra empresa... O meu empregador botou na balança e verificou que valia a pena pagar mais do que ter que pagar mais barato por outro, treinar, perder tempo e dinheiro da empresa nesse processo... Pelo pessoal que comentou ai eu era um coitado que não teria como viver e estava sendo explorado pela empresa que trabalhava? Não consigo ter essa mesma visão... Se eu me submetia um emprego sendo sub-pago não era porque a empresa era má e só pensava nela, era eu que não tinha experiência e qualificação para ganhar mais...
  • Vinicius Aguilar  04/01/2012 05:57
    "Quem diz se o trabalhador tem ou não direito ao salário são as leis. Se vivêssemos numa minarquia, como você defende, o trabalhador teria que se contentar com o que o empregador está disposto a pagar. Agora, se vivemos num Estado Social e Democrático de Direito, como é nosso, o trabalhador tem sim direito a um salário digno não importando quanto o empregador se disponha ou possa pagar."\r
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    Justamente, estamos lutando contra esse absurdo, que faz com que varias pessoas que podiam estar empregadas e sustentando suas famílias sejam retiradas do mercado de trabalho e marginalizadas sem que tenham tido a oportunidade de competir através da sua única ferramenta de barganha, o salário.\r
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    "Então quando você diz que o trabalhador não tem direito a um salário, está apenas afirmando sua opinião (trabalhadores deveriam aceitar o que o dono do capital está disposto a pagar, ou seja, deveríamos viver numa minarquia) e não enunciando um fato."\r
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    Olha a definição circular, quer dizer que tudo que hoje esta fora da constituição brasileira não pode ser discutido ou utilizado como argumento?\r
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    Quando se fala em direitos e deveres no libertarianismo, se basea em princípios, como o da propriedade privada, liberdade individual. \r
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    Se admitirmos que qualquer constituição esta acima de tudo e representa uma verdade absoluta, então ela seria imutável no passado e no futuro, o que nunca foi e nunca será, logo ela não representa a verdade absoluta, sendo totalmente legitimo qualquer critica.\r
    \r
    "Você diz que o salário justo (compatível com valor econômico do trabalho empregado) seria garantido pela possibilidade do empregado ameaçar deixar a empresa caso aquele salário compatível com o valor do trabalhado exercido não seja pago. Mas eu digo que, por mais que o salário do trabalhador esteja fora do que deveria, o empregado não vai ter a coragem de peitar o patrão e procurar outro emprego porque o trabalhador tem medo. As pessoas não são máquinas que calculam "meu salário está abaixo do valor econômico que ele tem no mercado, logo devo deixar esse emprego". As pessoas simplesmente têm família e várias dívidas a pagar e estão morrendo de medo de não conseguir outro emprego mesmo que ele saiba que seu trabalho vale mais do que o mercado está pagando. E os mais rebeldes, como eu já disse, podem ser substituídos utilizando-se os desempregados."\r
    \r
    \r
    O patrão também tem fornecedores para pagar, produtos para entregar, qualidade a garantir, cada um tem seus deveres, e você não pondera antes de apoiar a greve, dizer que o empregado pode romper o acordo unilateralmente justificando por causa da família que ele tem que sustentar é um apelo claro ao emocional, e isso sim não serve de argumento.\r
    \r
    A vida é feita de escolhas e todas elas implicam em riscos sendo umas mais outras menos, o empregado que achar que esta ganhando pouco pode se arriscar a sair e tentar ganhar mais em outro emprego pode conseguir ou não, outra relação emocional.\r
    Porque o empregador pode sofrer todos os riscos, de abrir o seu negócio sem retorno garantido utilizar-se do seu capital, se expor a todas as legislações, trabalhistas, tributarias, técnicas enquanto para o empregado não é aceitável o risco de procurar outro emprego, o empregador não é uma alma de outro mundo que não come, não dorme, não tem família, ele é um ser humano também como pode alguém defender a proteção total a uns em detrimento de todos os outros. \r
    \r
    \r
    "Quero saber, então, como o mercado será capaz de impedir que ocorram essas situações:"\r
    \r
    "'Imaginemos a seguinte situação. Numa rede de supermercados, os caixas estão reclamando do salário pago, pois ele é muito baixo. O empregador se nega a atender as exigências e diz que quem quiser continuar com o emprego deve aceitar as condições atuais de trabalho. O que você acha que a maioria dos caixas vai fazer (lembrando que a maioria deles tem família pra sustentar e várias dívidas a pagar)? Vão se resignar e aceitar continuar trabalhando ou vão ter a coragem de peitar o chefe e se arriscar procurando outro trabalho melhor? Tenho certeza de que, por mais que as condições de trabalho mal garantam a sua subsistencia, a grande maioria vai preferir se manter no emprego e os que saírem poderão ser substituídos sem dificuldade pelo empregador, principalmente por ser um trabalho que exige pouca especialização."\r
    "Suponhamos agora que os pedreiros de uma construtora estejam reivindicando melhores condições de trabalho. Concordo que ninguém aprende a construir prédios da noite pro dia, mas você não acha que dentre o grupo dos desempregados existem ex-pedreiros suficientes para substituir os empregados mais rebeldes caso seja necessário?'"\r
    \r
    \r
    A ganho em uma economia de mercado genuína advêm mais da queda relativa dos preços do que do aumento real dos salários. \r
    \r
    Não é necessário aumentar o salário, mas garantir a queda dos preços através do lucro e do reinvestimento privado, o que não acontece ou acontece mais devagar quando os salários são altos.\r
    \r
    "dizer que "se uma coisa é sua, você faz o que quiser com ela sem se importar com as necessidades dos outros" é apenas a sua opinião, não é um fato e, por isso, não pode ser utilizado como argumento. Explicando melhor, se você acha que o salário do empregador deve ser definido exclusivamente a partir das leis do mercado, sem interferência do Estado, essa é somente a sua opinião política sobre o assunto. Eu , por exemplo, tenho a opinião de a propriedade deve atender a uma função social, assim como a nossa Constituição estabelece."\r
    \r
    \r
    Aqui entra a definição circular novamente, \r
    A constituição diz a verdade.\r
    Quem disse?\r
    Ta escrito na constituição.\r
    \r
    "Mas acontece que, naqueles empregos de baixa especialização, sempre vai ter um desempregado disposto a fazer o serviço por menos do que o empregador paga ao empregado atual. Então, se você acaba com um salário mínimo de, suponhamos, 500 reais e permite que uma nova empresa contrate por 300, você acha que aquelas empresas que antes pagavam 500 não vão passar a pagar 300 também ou quem sabe até menos já que sempre tem gente disposta a fazer aquele serviço por menos ainda?\r
    Então, numa visão global, não vejo melhoria nas condições dos trabalhadores no cenário que você citou, pois você está reduzindo drasticamente a qualidade de vida da grande massa de empregados em troca de uma pequena redução no desemprego."\r
    \r
    \r
    Não, você aceita que uns ganhem um salário NOMINAL maior enquanto outros passam fome e não conseguem sustentar as suas famílias, a queda no preço da mão de obra alem de aumentar a disponibilidade de emprego, reduz os preços dos produtos, aumenta a produtividade marginal e o ganho em escala, e varias outras vantagens, tudo isso é perdido com o salário mínimo.\r
    \r
    "Quer dizer que, se o mercado estiver com alta oferta de mão-de-obra e o salário oferecido ao empregado o deixe na miséria, então o empregado (desculpe a expressão) que se dane?"\r
    \r
    \r
    Quer dizer que, se o preço do produto estiver baixo e não cubra os custos então o empregador que se dane?\r
    \r
    O aumento da capacidade produtiva e consequentemente do salário relativo do empregado são eventos graduais e de médio e longo prazo, se hoje o salário é baixo não há o que fazer, qualquer atitude só ira retardar o desenvolvimento e esse aumento relativo no poder de compra.\r
    \r
    Basta mudar o seu referencial de comparação, invés de comparar o poder de compra do trabalhador com o presidente, compare o poder de compra do trabalhador de hoje com o do trabalhador de 50, 40,30,20,10 anos atrás e veja o que o livre mercado fez com o a qualidade de vida das pessoas, isso com o governo se metendo imagina se o mercado fosse de fato, livre.\r
    \r
    "O que deve ocorrer é: se empregador não paga um salário que sequer garanta minimamente uma vida digna ao trabalhador, ele que diminua seus lucros e aumente o salário do trabalhadores."\r
    \r
    \r
    Menos lucro, menos investimento, menos desenvolvimento, menos emprego, menos salário...\r
    \r
    \r
  • Alan Denadary  04/01/2012 07:37
    Brilhante exposição de ideias Vinicius Aguilar! Parabéns
  • Eduardo  04/01/2012 09:05
    Muito bom o artigo e os comentários. Incrível como é bom ter as opiniões contrárias aqui. Elas fornecem muito mais munição e ainda melhoram os argumentos iniciais.\r
    \r
    Parabéns aos amigos.
  • M. Terentin  27/12/2011 08:51
    Leandro e Fernando.

    Obrigado pelas respostas.

    Leandro, não me baseio em imbecilidades marxistas. "Está insatisfeito pede demissão", se toda uma classe de trabalhadores (sejam professores, bancários....) está insatisfeita a melhor solução para ambos os lados seria um acordo. Seria como dizer as mulheres sauditas (que não podem dirigir), "Estão insatisfeitas, mudem para outro país", não é assim, o acordo entre elas e o governo também existe, mas chegaram a um ponto que a mudança é a solução. Empresas não são uma democracia, e não teriam o porque de serem.

    Fernando, alguns pontos:

    Sim, "comprovei", ou melhor, concordei com o que escreveu no texto no sentido de partidarismo sindicalista (sobretudo quando comentei sobre a UNE). E de fato concordo com isso, mas também acredito ser um reducionismo acreditar que greves e grevistas são apenas isto.
    Quero dizer (como disse no texto), o problema é que as greves se tornaram parte da politicagem que faz a democracia brasileira funcionar. O que cuncluo é que na realidade o mal não é a greve ou o movimento trabalhista, e sim a forma que ela adquiriu no Brasil. A reforma politica é mais do que necessária para acabar com esses mecanismos que são prejudiciais para o país (estão na raiz da corrupção que temos hoje. Corrupção espalhada de sindicalistas à ministros, corruptor e corrompido estão do mesmo lado). E o seu texto representa essa opinião de uma forma extrema, justamente por isso achei por melhor comentar (e se possível evoluir pensamentoS).

    O segundo ponto é que foi justamente o movimento grevista que moveu empresas para a Asia. Está certo. Está certo porque considerou apenas um lado do jogo. O fato é que ele se moveu porque na Ásia esse tipo de direito não existe, então os trabalhadores se sujeitam a trabalhar por salários irrisórios e não podem lutar pelos direitos (nem sabem da existencia de direitos). Claro, quando as empresas se moveram essa luta não seria necessária, mas com mudanças no jogo (pressões inflacionárias, moeda valorizando...) os trabalhadores passaram a ter esse tipo de demanda que, claro, não serão atendidas, e aí sim teremos um grande problema.
    Ou seja, esse tipo de movimento e demanda de trabalhadores parece ter sido essencial para o aumento na qualidade de vida americana. Só que o tiro saiu pela culatra, porque as empresas pensaram como deveriam (visando o lucro) e sairam do país, na década de 80 um CEO ganhava 82 vezes o salário de um trabalhador comum. Hoje ele ganha 400 vezes mais.
    A questão de igualdade não é nivelar. É igualdade de oportunidade, e consequentemente de diminuir o abismo entre classes, é elementar que numa empresa (que por natureza é autocrática) os cargos mais altos ganharão mais, a questão é, o quanto mais é justo? Não me parece que 400 vezes seja um número interessante.
    E a função dos movimentos de classe seria pressionar (governo e empresas) para remunerações e trabalhos mais justos. Estamos longe do inicio da revolução industrial, e num momento de evoluir e não regredir.
    Vivi em alguns países (ainda vivo fora do Brasil...), lugares com movimentos mais fortes e outros com movimentos inexistentes. E te digo que a diferencia de vivência entre cada um é enorme. A desigualdade que a ausencia de direitos trouxe a China é gigantesca(também trouxe progresso, controlado a mãos de ferro, e a uma desvalorização crônica da moeda, que não serve apenas para ajudar as exportações, se tornou um mecanismo essencial na manutenção dos preços). Não sei quanto tempo mais a mão de ferro no controle das pessoas irá funcionar, o tamanho do abismo entre ricos e pobres está aumentando rapidamente e nós brasileiros conhecemos bem as consequencias da desigualdade, para manter em um exemplo, diria o crime (que já está em rápida ascensão na China, que como dito, mantém a segurança na base da supressão de liberdades básicas, todos são vigiados 100% do tempo).

    A questão é, para onde queremos caminhar? Para um país mais justo e igual (com ricos e pobres, mas com uma extensão de direitos). Ou para um progresso momentaneo que prefere acabar com direitos visando um caminho mais curto, e que pelo que vemos não faz sentido. Ainda não estamos num ponto de nos compararmos com os países nórdicos, em que os movimentos de classe sempre funcionaram corretamente, mas podemos nos espelhar neles, melhor do que se espelhar em chineses ou paraguaios. Seria um retrocesso acabar com movimentos sindicalistas. Seria um avanço gigantesco separar-lo da politicagem.

    Ainda vejo como um tanto utopica essa separação, da mesma forma que vejo a redução da corrupção no Brasil como utopica, aguardo um político com coragem para mudar esse sistema.

    Espero ter me explicado melhor (ou melhor, enfim ter explicado algo). Abraço.
  • Hay  28/12/2011 03:02
    Ainda não estamos num ponto de nos compararmos com os países nórdicos, em que os movimentos de classe sempre funcionaram corretamente, mas podemos nos espelhar neles, melhor do que se espelhar em chineses ou paraguaios. Seria um retrocesso acabar com movimentos sindicalistas. Seria um avanço gigantesco separar-lo da politicagem.

    A prosperidade nos países nórdicos e em outros países da Europa não tem absolutamente nada a ver com movimentos de classe. Aliás, a Saab foi à falência, e um dos maiores motivos para isso foi o motivo que levou muitas outras empresas a instalarem fábricas em países em desenvolvimento: salários altos demais e pressão de sindicatos. A GM - agora do governo dos EUA - tem prejuízos há vários anos, torrou muito dinheiro de bailouts e há grandes chances de ele precisar de mais dinheiro do governo para não ir à falência de vez. E o maior problema da GM está justamente nos problemas causados pela United Auto Workers.

    Aliás, é uma contradição dizer que a redução da corrupção no Brasil é utópica (concordo com isso) e ao mesmo tempo afirmar que deve-se separar sindicatos de politicagem. Os sindicatos são politicagem pura! Todas as pessoas minimamente honestas que eu já conheci na vida e que viram um pouco mais de perto como funciona um sindicato ficaram enojadas. Eles sempre relatavam que os sindicalistas, via de regra, entravam no sindicato porque não gostavam muito de trabalhar de verdade. As disputas de poder dentro de sindicatos costumam ser ferozes. Não é incomum que haja brigas homéricas e até mesmo assassinatos. Funcionários que ousam não aderir a movimentos grevistas são tratados como lixo, e podem até mesmo ser agredidos e ameaçados. Essa corja só consegue fazer tudo isso porque é protegida e tem um monopólio garantido por lei.
  • Pj Santos  28/12/2011 12:13
    pois é... se fosse possível todos serem autônomos ou no máximo cooperativas não haveria essa briga toda.
  • Heber  04/01/2012 18:24
    Concordo com o artigo, mas é importante que o real culpado desta situação é o governo que cria inúmeras regulamentações restringindo o mercado de trabalho. Ao criar direitos exagerados aos trabalhadores e aumentar o funcionalismo o Estado cria algumas distorções como a busca de uma grande massa por empregos públicos e um grande crescimento do poder dos sindicatos.
  • Camarada Friedman  12/01/2012 10:58
    Tirei isso do www.pliber.org.br:

    clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/12/dilma-podera-enfrentar-greve-geral-de-servidores

    1 - Um servidor público federal tem um salário em média 100% maior que o trabalhador da iniciativa privada;
    2 - Nos últimos 8 anos o servidor público federal teve um aumento médio de 75%, contra apenas 9% da iniciativa privada;
    3 - Se não fosse o suficiente, ainda tem o bônus da estabilidade, só podendo ser despedido em casos extremos;
    4 - Nos últimos 8 anos foram contratados mais de 150.000 servidores federais;
    5 - A atual presidente pretende contratar em 4 anos outros 140.000 servidores federais.


    Fonte: www.pliber.org.br/Blog/Details/365
  • anônimo  08/02/2012 07:47
    Eu sou servidor público e estou há 6 anos sem aumento.\r
    \r
    Ainda ssim, não posso reclamar já que, na iniciativa privada, eu ganharia, sei lá, 40% do que ganho.\r
    \r
    Sem contar que, logo que entrei, tipo 6 meses depois, rolou um aumento de uns 80%.\r
    \r
    E isso que eu não fiz nada de mais. Apenas continuei fazendo o que vinha fazendo.\r
    \r
    E tem outra: a cada ano, meu salário aumenta uns 200 pila por conta do "plano de carreira". Portanto, basta eu me manter vivo para ter aumento salarial.\r
    \r
    Fora isso, vamos lá: trabalho das 12 às 19. Se precisa trabalhar mais, ganha hora-extra.\r
    \r
    Como o serviço é pouco, leio muito aqui no trabalho. Se eu quisesse, poderia instalar um video-game aqui (e está tudo em dia).\r
    \r
    Em geral, os chefes não são muito ligados ao trabalho. Assim, se vc os ajuda a fazer a parte deles, eles te ajudam a ter privilégios, como sair mais cedo para ir no médico, faltar para ajudar a esposa num trabalho etc.\r
    \r
    Enfim, ser servidor público é uma baba.\r
    \r
    Eu conheço bem o serviço público porque meus pais são servidores (policial e professora), minha irmã é servidora, boa parte de meus parentes são... em diversas áreas.\r
    \r
    QUALQUER SERVIDOR PÚBLICO QUE DIZ QUE TEM MUITO TRABALHO ESTÁ MENTINDO.\r
    \r
    QUALQUER SERVIDOR PÚBLICO QUE DIZ QUE GANHA POUCO ESTÁ MENTINDO.\r
    \r
    Se isso fosse verdade, não haveria tanta fila pra ser funça. No meu órgão, abriram 1 vaga e teve mais de 3.000 inscritos.\r
    \r
    Aos haters, fiquem à vontade para me contradizer com exemplos.
  • José Roberto  08/02/2012 09:02
    E você não tem nem vergonha?
  • anônimo  08/02/2012 10:17
    Lógico que eu tenho. Eu já larguei a função comissionada que ocupava. Quem sabe eu crio coragem para largar o cargo. Estou trabalhando nisso.\r
    \r
    Mas eu, pra continuar vivendo, penso assim:\r
    \r
    - quem estabeleceu que tem que ter um servidor público aqui não fui eu.\r
    - ou seja, eu ficando ou não, a grana será gasta do mesmo jeito.\r
    - se eu largar o cargo, outro cara vai ocupar o lugar.\r
    - é melhor que seja ocupado por um liberal que por um socialista;\r
    - de dentro, eu posso pelo menos criticar com conhecimento de causa e atacar o corporativismo, trazendo à luz fatos como esse;\r
    - parte do dinheiro que é usado pra me pagar, eu aplico na causa liberal.\r
    \r
    Por outro lado, se ocupar um cargo público é errado, pelo mesmo motivo é errado usarmos qualquer serviço provido pelo estado: água, luz, ruas, estradas, aeroportos etc.\r
    \r
    Agora, certamente, se me perguntam, eu sempre sou taxativo: meu cargo é desnecessário e não deveria existir.
  • Cristiano Oliveira  08/02/2012 07:32
    É possível em algum momento ou por alguma circunstância haver uma paralisação de um serviço público que seja justificada?
  • Fernando Chiocca  08/02/2012 07:37
    Sim Cristiano, apenas uma: A paralização definitiva, já que nenhum serviço público pode ser justificado, tanto economica quanto eticamente.
  • Luís Almeida  08/02/2012 07:40
    Claro. Por exemplo, se o governo ordenar que a polícia deve prender camelôs e contrabandistas (isto é, pessoas que praticam o livre comércio), seria totalmente lícito e moral que os policiais se rebelassem contra esta ordem imoral, entrassem e greve e prometessem só voltar à ativa quando o governo cancelasse tal exigência totalitária.


  • Luiz Lunardi  25/02/2012 09:11
    Nunca acreditei que este comentário, "está insatisfeito, peça demissão"fosse levado a sério mas está sendo.
    E o que o senhor diria então quando ocorrem "greves"patronais, como a de produtores rurais, ou mesmo de mepresários que reclamam dos altos impostos, por que não dizer a eles então, "se estão insatisfeitos, mudem de ofício". Ora se eles podem fazer pressão política através da imprensa e do congresso, para diminuírem os direitos trabalhistas, por que o outro lado não pode fazer a pressão política que está a seu alcance.
    O que esta sua idéia vai virar, numa sociedade sem diálogo e negociação.
    Se você não está contente com a economia brasileira, por que não muda de país?
  • Leandro  25/02/2012 09:57
    "E o que o senhor diria então quando ocorrem "greves" patronais, como a de produtores rurais, ou mesmo de empresários que reclamam dos altos impostos, por que não dizer a eles então, "se estão insatisfeitos, mudem de ofício"."

    Se você está comparando isso a greves por aumentos salariais, então você realmente não tem a mínima noção de propriedade privada e coerção.

    Produtores rurais e empresários têm todo o direito de decidir se vão produzir algo ou não, pois os meios de produção são de inteira propriedade deles. Você quer obrigá-los a produzir sob a mira de uma arma? Isso é trabalho escravo. Se empresários e produtores rurais decidirem que não mais irão produzir nada, isso é total direito deles, pois, novamente, eles estão lidando exclusivamente com suas respectivas propriedades. Ao fazerem isso, eles não estão roubando nada de ninguém; ao fazerem isso, eles estarão prejudicando exclusivamente a si próprios.

    Da mesma maneira, trabalhadores têm o total direito de decidir se irão ou não ofertar sua mão-de-obra por determinado preço. Se eles considerarem o preço oferecido ruim, então eles têm todo o direito de recusar o trabalho. Forçá-los a trabalhar, aí sim, seria escravidão, e em momento algum isso foi defendido no artigo.

    Já greves por aumentos salariais, como explicado, nada mais são do que pessoas que querem utilizar de coerção -- com o apoio do estado -- para espoliar a propriedade de seus patrões. Em vez de procurar outro emprego que lhes pague o salário que eles consideram justo, eles preferem inviabilizar as propriedades de seu patrão -- o que nada mais é do que uma espoliação -- e chantageá-lo para que ele lhes conceda o valor salarial que eles acham justo. Caso o patrão não ceda, ele simplesmente não terá como voltar a colocar os meios de produção para produzir, pois os grevistas os tomaram. Isto se chama pilhagem.

    Quanto a reclamar de impostos, trata-se simplesmente de reclamar contra o roubo. Impostos nada mais são do que extração coerciva da propriedade alheia. O governo simplesmente confisca a propriedade alheia e a redistribui entre seus burocratas. Reclamar contra impostos significa reclamar contra o roubo. E reclamar de quem reclama de impostos significa defender a ladroagem. Espero que você não esteja neste ramo.

    "Ora se eles podem fazer pressão política através da imprensa e do congresso, para diminuírem os direitos trabalhistas, por que o outro lado não pode fazer a pressão política que está a seu alcance."

    O que é um "direito trabalhista"? Se alguém tem um direito, outro alguém tem uma obrigação. Se alguém tem "direito" a benefícios, outro alguém tem a "obrigação" de ofertar tais benefícios, coercivamente. Isso, obviamente, é uma arbitrariedade que abre espaço para todos os tipos de coerção. Quem, afinal, vai definir quem tem direitos e quem tem deveres? Quem teria tal autoridade moral para isso? Quem concedeu tal autoridade moral a tal pessoa ou instituição? Direito não é algo que você pode adquirir; direito é algo que ninguém pode lhe tirar (sua vida, sua liberdade e sua propriedade honestamente adquirida).

    Portanto, reclamar contra tal arbitrariedade -- embora eu quase nunca veja empresários fazendo isso que você falou -- significa simplesmente reclamar de uma coerção externa e alheia a um contrato voluntário. Se você quer contratar os meus serviços, você me especifica seus termos. Se eu aceitar, bem. Se eu não aceitar, eu não tenho direito algum de apontar uma arma para você e obrigá-lo a satisfazer minhas vontades, pois estarei simplesmente roubando a sua propriedade. Isso é tirania.

    "O que esta sua idéia vai virar, numa sociedade sem diálogo e negociação."

    Ora, mas diálogo e negociação é exatamente o que eu defendo. Já você defende saques, espoliação, coerção, confiscos e baderna.

    "Se você não está contente com a economia brasileira, por que não muda de país?"

    Estou protestando contra a espoliação da propriedade alheia. Se, para você, isso faz de mim um pária, o lado moralmente "errado" dessa história, então isso mostra perfeitamente a diferença entre nossos códigos morais.

    Grande abraço!
  • mcmoraes  25/02/2012 14:16
    @Luiz Lunardi: "Nunca acreditei que este comentário, "está insatisfeito, peça demissão "fosse levado a sério mas está sendo...

    Mas que belo elogio ao autor do artigo.
  • KAISER  13/05/2012 11:36
    Sou militar e estudante de Direito, seu artigo sobre greves e sindicatos me faz recordar da constituição que não dá direito aos militares de terem sindicatos, ou seja, somos obrigados a recorrer individualmente a justiça e por nossas carreiras na lista negra das forças armadas sem falar que não temos sequer direito a greve ou protesto, de modo, a nos tornarmos verdadeiros escravos do governo e meretrizes dos governantes.
    Através de uma análise apurada percebi que primeiramente Thomas Hobbes diz que o poder emana do povo e que nossa constituição federal deixa claro que somos um Estado Democrático de Direito e se isto for verídico não importa então oque os governantes dizem, mas sim o que o povo quer, se o povo deseja fazer greve então que o faça, se o povo deseja almento salarial quem são os governantes para impedir, são a menoria e não a maioria, então onde esta a democracia será que se degenerou para demagogia, então Maquiavel estava certo quando disse que a democracia degenera para a demagogia, concluo então que estamos em um Estado Demagogico de Obrigações.
  • anônimo  15/05/2012 19:18
    Qual seria a solução quando professores públicos, que recebem R$ 1200, querem um aumento e o estado não concede por vários anos seguidos?
  • Luis Almeida  15/05/2012 19:41
    Procurarem outro emprego, é claro. Afinal, são professores, não são? Teoricamente, pertencem à nata cultural da sociedade, certo? Logo, sua mão-de-obra será disputada a tapa. Se não for, então é porque eram ruins mesmo, de modo que um salário de R$1.200 para essa gente está até muito alto.
  • Fernando Soares  13/06/2012 16:10
    Há que se fazer uma distinção entre greves legítimas e ilegítimas. Greves legítimas respeitam os direitos individuais; greves ilegítimas não os respeitam. São, portanto, criminosas. O artigo joga todas as greves no mesmo saco, logo incorre em vários erros.

    "Não importa se o movimento é feito por funcionários públicos ou por empregados de empresas privadas: o fato é que greves não são um movimento de resignação em massa, o que seria um direito dos trabalhadores."

    Como você sabe? Você já analisou todas as greves que ocorrem no mundo? Não é possível haver um movimento de resignação em massa, que é um direito dos trabalhadores? O que o está sendo criticado são as greves ilegítimas. Mas o autor não deixa espaço para uma greve legítima, que é perfeitamente possível.

    "Greves são simplesmente uma tentativa de punir empregadores e consumidores por meio de uma total paralisação dos serviços."

    Isso não é um direito de qualquer um? Paralisar o serviço? Você poderia argumentar que existe um contrato. Entretanto as greves legítimas simplesmente acontecem depois que o contrato expira. Ou quando não há prazos no contrato. Isso depende de contrato para contrato.

    "Para garantir o sucesso de sua empreitada, sindicalistas e grevistas sempre recorrem à violência — ou à ameaça de violência — contra os "fura-greves" e contra os trabalhadores não sindicalizados, ambos formados por pessoas que querem e estão dispostas a trabalhar sob os salários vigentes. Por causa disso, por causa desse recurso à coerção, uma greve sempre será ilegítima."

    Generalização sem fundamento. De fato, há greves criminosas, que se valem da coerção, mas isso não é um requisito para uma "interrupção voluntária e colectiva de actividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação." (definição dicionarizada)

    Sindicatos, por sua vez, nada mais são do que uma organização de pessoas que têm ódio visceral a seus benfeitores, os empregadores (ou aos contribuintes, no caso de funcionários públicos). Quando eles não conseguem o que querem — isto é, receber mais e trabalhar menos —, eles simplesmente recorrem a medidas que irão prejudicar a empresa para a qual trabalham (e todos os trabalhadores não sindicalizados), quase sempre utilizando de violência ou de ameaça de violência. Desnecessário dizer, é claro, que essa coerção sindical é totalmente defendida pelo governo, formado majoritariamente por gente oriunda desse mesmo ambiente.

    Novamente generalizações sem fundamento, totalmente ilógicas. Então é impossível existir um sindicato que não se valha da coerção? Claro que é possível. E é óbvio que um sindicato pode ser desvinculado do governo, a não ser que ele imponha uma restrição a isso.

    "Prejudicar seus patrões e seus consumidores — que são justamente quem garante seu sustento — é exatamente o que os sindicatos querem, dado que essa gente possui a mesma visão e a mesma ética do escorpião da fábula de Esopo, que, ao ferroar o sapo sobre o qual está montado atravessando o rio, morre junto com ele."

    Não. Existem sindicatos e mais sindicatos, que são formados por diversos indivíduos. Alguns podem querer prejudicar seus patrões e seus consumidores. Mas em princípio um sindicato é uma entidade que reivindica maiores salários e melhores condições para os trabalhadores.

    Nas vésperas de Natal, funcionários da TAM resolveram cruzar os braços para prejudicar seus empregadores e seus clientes. Vários vôos foram cancelados e outros tantos saíram atrasados. Isso gerou um efeito cascata sobre outras empresas aéreas, as quais foram prejudicadas mesmo com seus funcionários não tendo aderido à greve. A GOL, por exemplo, sofreu atrasos em vários de seus vôos simplesmente porque, com as aeronaves da TAM paradas no aeroporto, ocupando pontes de embarque e áreas de manobra, não havia espaço para outras aeronaves operarem. E quanto mais tempo um avião é mantido parado em solo, maiores são as despesas da companhia aérea. Um maior tempo de solo para a aeronave significa maiores valores desembolsados com taxas de permanência e com despesas com passageiros que adquirem direitos quando há atrasos.

    Exemplo solto. Não especificou se foi uma greve legítima ou ilegítima. De fato, greves prejudicam temporariamente os consumidores. Mas é obrigação do trabalhador satisfazer eternamente os clientes? Isso é uma justificativa para a escravidão. O trabalhador pode ter sido contratado, mas eu acho que não existem muitos contratos eternos por aí. A maioria tem um prazo para expirar, ou simplesmente não têm prazo. E existem muitos outros detalhes no contrato além de sua validade. Portanto um trabalhador pode fazer greve sem estar violando um contrato.

    "Não são poucas as pessoas que dizem coisas do tipo, "Veja bem, é verdade que hoje os sindicatos se corromperam, mas o fato é que suas intenções iniciais eram boas." Isso é cascata. No caso dos sindicatos dos funcionários públicos, obviamente, nunca houve sequer uma boa intenção. O objetivo sempre foi o de pilhar ao máximo o bolso dos pagadores de impostos, exigindo cada vez mais benefícios, cada vez mais dias de férias e cada vez menos horas de trabalho. E caso suas exigências não sejam atendidas, eles simplesmente paralisam os serviços, os quais, por serem monopólios estatais, inevitavelmente afetam o cidadão comum, principalmente os mais pobres. Portanto, para os sindicatos de funcionários públicos, a frase acima nunca foi cabível."

    Novamente, você está criticando as "greves" ilegítimas.

    E nem para os sindicatos do setor privado. Estes também não mudaram em nada. Suas intenções em seus primórdios eram as mesmas de seus objetivos atuais: ser um braço ideológico e político de movimentos socialistas, sempre alinhando os interesses de sua classe aos interesses da elite política que está no poder, e utilizando essa aliança para minimizar os impactos gerados pela concorrência — veja o exemplo dos sindicatos das montadoras, que conseguiram um aumento de 30 pontos percentuais no IPI de automóveis importados; isso garantiu ao mesmo tempo mais receitas para o governo e mais estabilidade e maiores salários para os empregados das montadoras, ao custo do bem-estar do resto da população.

    Alguns sindicatos estão alinhados a movimentos socialistas, outros não. Mesmo que todos fossem socialistas, esse fato não invalidaria que é possível existirem sindicatos que respeitam os direitos de propriedade.

    O objetivo dos sindicatos sempre foi e sempre será o de substituir as forças de mercado por uma ordem intervencionista estatal, a ser dirigida pelo governo, pelos próprios sindicatos e pelas grandes empresas aliadas ao governo.

    De novo, de novo, de novo. Sempre jogando no mesmo saco. Você está criticando o corporativismo, o socialismo, e não greves e sindicatos.

    "Por fim, nada como recorrer à lógica: empregados fazem greve porque, em teoria, creem que seus salários estão ruins. Logo, por uma questão de lógica, se eles acham que seus salários estão baixos é porque se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores do que ganham atualmente — caso contrário, não estariam fazendo greve. Sendo assim, a coisa mais sensata e moral a fazer seria simplesmente pedir demissão e ir atrás de empregos mais rentáveis. Pois se eles se acham plenamente capacitados para salários mais elevados, então não terão dificuldade alguma em encontrar empregos mais "generosos" em termos de salário.

    Sempre que você vir um empregado privado ou um funcionário público insatisfeito com seu salário, pergunte a ele: por que não pede demissão e vai procurar outro emprego, já que você é tão capacitado?"


    Não. Não importa se eles se acham "plenamente capacitados para ganhar salários maiores", o que importa é que eles pararam de trabalhar e exigem salários maiores. O empregador é livre para aceitar pagar salários maiores ou para não empregar ninguém. Exigir maiores salários é tão sensato e moral quanto procurar outro emprego.

    Enfim, você mais fez uma crítica ao Estado do que falou de greves e sindicatos. Perdeu o foco. Lembre-se, existem "greves" ilegítimas e greves legítimas.
  • Leandro  13/06/2012 16:33
    Escreveu, escreveu, escreveu e em momento algum abordou o ponto principal: greves por aumentos salariais, como explicado, nada mais são do que pessoas que querem utilizar de coerção -- com o apoio do estado -- para espoliar a propriedade de seus patrões.

    Em vez de procurar outro emprego que lhes pague o salário que eles consideram justo, eles preferem inviabilizar as propriedades de seu patrão -- o que nada mais é do que uma espoliação -- e chantageá-lo para que ele lhes conceda o valor salarial que eles acham justo. Caso o patrão não ceda, ele simplesmente não terá como voltar a colocar os meios de produção para produzir, pois os grevistas os tomaram. Isto se chama pilhagem.

    Qualquer greve que não incorra neste método violento e espoliativo -- de modo que o proprietário dos meios de produção tem total liberdade par continuar utilizando-os, bem como contratar outra mão-de-obra é legítima.

    Entendeu?
  • Sérgio  14/06/2012 18:05
    O que é bacana de se notar é que se a empresa paga mal, ninguém vai querer trabalhar nela, ela vai gastar mais com cursos de formação, elevando seus custos, ou terá funcionários ruins, o que da na mesma.
  • pierre  28/08/2012 13:03
    fácil... se valerem mesmo o que pedem, os empregadores almentarão sem pensar duas vezes, ninguem se arriscaria ficar dias sem produzir podendo investir um pouco mais. E mesmo que pague muito a menos, a concorrencia paga mais para ter os melhores operarios.
  • Augusto  28/08/2012 16:38
    Leandro,\r
    \r
    Eu nao sei se concordo com esse seu argumento. Ele me parece confundir "greve" (que pelo menos eu sempre entendi como "se recusar a trabalhar") com um suposto "direito de greve" (que eu definiria como "se recusar a trabalhar nao correndo o risco de perder o emprego durante o periodo de recusa").\r
    \r
    Eu nao veria como algo problematico ou imoral (como voce parece ver), se um grupo de trabalhadores, voluntariamente associados (e nao coagidos a participar de um sindicato) simplesmente resolvesse nao aparecer para trabalhar (sem qualquer garantia legal de manutencao do emprego).\r
    \r
    E ai caberia ao empregador calculos relativamente simples: eh melhor eu mandar todos eles para a rua e contratar novos empregados, ou negociar? Vale mais a pena ficar com a empresa fechada ate resolver a situacao, ou contratar logo temporarios para manter o negocio funcionando?\r
    \r
    Mas atencao: os grevistas simplesmente nao apareceram para trabalhar. Ficaram em casa, ou foram fazer outras coisas - nao bloquearam as portas da empresa, nao destruiram propriedade privada, nao impediriam os nao-grevistas de trabalhar, nada disso.\r
    \r
    Seria tambem imoral uma greve organizada assim?
  • Leandro  28/08/2012 17:38
    Augusto, trabalhadores não aparecerem para trabalhar é perfeitamente válido. E o artigo em momento algum sequer alude que tal postura é intolerável, assim como em momento algum ele condena qualquer ato de "se recusar a trabalhar".

    O que o artigo realmente condena é a postura de grevistas que querem utilizar de coerção -- com o apoio do estado -- para espoliar a propriedade de seus patrões.

    Vou repetir, mais uma vez: em vez de procurar outro emprego que lhes pague o salário que eles consideram justo, eles preferem inviabilizar as propriedades de seu patrão -- o que nada mais é do que uma espoliação -- e chantageá-lo para que ele lhes conceda o valor salarial que eles acham justo. Caso o patrão não ceda, ele simplesmente não terá como voltar a colocar os meios de produção para produzir, pois os grevistas os tomaram. Isto se chama pilhagem.

    Qualquer greve que não incorra neste método violento e espoliativo -- de modo que o proprietário dos meios de produção tem total liberdade par continuar utilizando-os, bem como contratar outra mão-de-obra -- é legítima.

    Abraços!
  • Augusto  29/08/2012 00:58
    entao estamos de acordo, otimo!
  • Hay  29/08/2012 04:49
    "em vez de procurar outro emprego que lhes pague o salário que eles consideram justo,"

    Eles sabem que não encontrarão nenhum lugar que pague o que eles consideram justo - que é sempre muito mais do que eles já recebem. Ganham mais de 7 mil reais por mês como burocratas que fazem coisas que na verdade qualquer pessoa consegue fazer sem problemas. Alguns ganham muito mais do que isso, e ainda se acham superiores porque passaram em um concurso público concorrido. E quando você fala alguma coisa usam aquela resposta batida "ah, você diz isso porque não tem capacidade de passar em concurso!".

  • Matheus Polli  29/08/2012 06:17
    Com certeza, Hay. Tenho muitos amigos e parentes funças e o discurso é sempre o mesmo quando tento alertá-los sobre a imoralidade de se trabalhar para o estado.

    E é essa a palavra: imoralidade. Pois mesmo que entendam que é uma pilhagem eles concordam com a ação quando há uma recompensa.
  • Ricardo Chaves  29/08/2012 06:37
    7 mil?! Prezado Hay, você está muito defasado. É só olhar os salários dos funças lá no Portal da Transparência. Cheio de professor universitário ganhando 12 mil. Auditor da Receita já começa com 13 mil.

    E o melhor são os funças estaduais. Em São Paulo, tem vagabundo ganhando 600 mil por més (isso mesmo, por mês). Sabe quanto ganha um bibliotecônomo, que não faz p... nenhuma? 19 mil.
  • Hay  29/08/2012 06:46
    7 mil é o salário inicial de algumas carreiras que requerem somente ensino médio. Praticamente sempre são ofícios simples que não requerem tanta qualificação, coisas que qualquer pessoa domina em poucas semanas. Exemplo: Um papiloscopista da PF ganha mais ou menos isso por mês. Eu sei, eu sei, vai aparecer gente da área que vai me xingar por isso, mas convenhamos, não é um trabalho difícil.
  • anônimo  08/08/2012 17:33
    Vi o comentário de um anonimo que é servidor público e resolvi comentar.

    Eu sou servidor público, e trabalho na esfera federal. Sou servidor a 25 anos, estou na casa dos 50. Ganho na casa dos 9000 mensais, o bruto(feriados + abonos)... é monstruoso. Sempre "viajei" entre as várias carreiras públicas.

    Eu nunca pensei que eu estivesse fazendo algo de errado por ser servidor público, mas esse site mostrou uma luz e até me deixou um pouco envergonhado. Minha classe esta em greve, eu não participo mas com certeza vou ter um aumento.

    Os comentários são muito relevantes, nunca tinha parado pra pensar que o meu salario advêm do roubo. Acho que sou o primeiro servidor consternado do Brasil, hehe.

    Gostaria de fazer alguma pergunta:

    Vcs fazem um discurso mais convincente do que a da esquerda. Seria uma luta de classes, também ?

    mais uma... existe algum libertário que é servidor público ?
  • André Luiz S. C. Ramos  28/08/2012 12:14
    \r
    g1.globo.com/politica/noticia/2012/08/servidores-de-18-categorias-aceitam-oferta-do-governo-e-encerram-greve.html
  • eduardo antonio  29/03/2013 03:35
    Quando uma pessoa precisa trabalhar para simplesmente pagar suas contar ou comer, procura um emprego e quando acha aceita o salário e assina um contrato e fica muito feliz. Aí aparece um sindicato e estraga tudo.
  • Pedro Neto  01/07/2013 15:39
    Deve-se considerar, no entanto, que, embora o sindicato muitas vezes opte por medidas violentas ou prejudiciais, o seu nascimento é natural, um processo que surge nas relações patrão-empregado. Relações estas que poderiam ser resolvidas na base do diálogo, de estudos, entre outros. Vide as análises da Administração em Psicologia Comportamental, Gestalt, Sistema Contigencial etc. O "ponto de vista" do empregado também pode ser usado como fonte de informação para se apontar erros na administração, no trato com os funcionários etc. Os funcionários não precisam necessariamente "sair" da empresa, ele pode querer melhorá-la também. Capital humano também deve ser considerado no quesito "qualidade" na produção de um bem ou serviço.
  • anônimo  01/07/2013 17:16
    O que não é natural é o governo obrigar o trabalhador a se associar ( e pagar ), ao mesmo tempo que impede a existência de sindicatos concorrentes.
  • keystroke logging software  27/09/2013 07:31
    Sendo assim, a coisa mais sensata e moral a fazer seria simplesmente pedir demissão e ir atrás de empregos mais rentáveis.
  • Navarro  16/10/2013 21:46
    "Por fim, nada como recorrer à lógica: empregados fazem greve porque, em teoria, creem que seus salários estão ruins. Logo, por uma questão de lógica, se eles acham que seus salários estão baixos é porque se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores do que ganham atualmente — caso contrário, não estariam fazendo greve. Sendo assim, a coisa mais sensata e moral a fazer seria simplesmente pedir demissão e ir atrás de empregos mais rentáveis. Pois se eles se acham plenamente capacitados para salários mais elevados, então não terão dificuldade alguma em encontrar empregos mais "generosos" em termos de salário.

    Sempre que você vir um empregado privado ou um funcionário público insatisfeito com seu salário, pergunte a ele: por que não pede demissão e vai procurar outro emprego, já que você é tão capacitado?"


    Há pessoas que trabalham há anos no mesmo ramo, ainda mais aqueles na casa dos 40 ou 50 anos e com família para sustentar, não é tão simples pedir demissão e buscar um melhor. Muitas vezes, se o trabalhador for demitido, não conseguirá mais nada.
  • Mauro  16/10/2013 22:25
    Pois então, em vez de fazer greve, tais pessoas deveriam era mostrar ainda mais apreço àquelas pessoas que pagam seu salário e permitem seu atual padrão de vida. Se eu fosse velho, com filhos pra criar e dependesse exclusivamente do meu salário pra viver, a última coisa que eu faria seria afrontar meu empregador que paga meu salário. Estupidez maior não há.

    É inacreditável como a mentalidade do coitadismo e do paternalismo se apossa das pessoas sem que elas sequer percebam isso.
  • Leonardo Couto  16/10/2013 22:37

    Então o emprego lhe oferece a situação melhor, Navarro.

    O que este senhor não pode fazer é pela força prejudicar terceiros para melhorar através da coerção a situação em que está devido à sua improdutividade. Todo sua melhora se daria por uma piora de terceiros.

    Seu comentário não diz nada à questão, Navarro. Não entendi.
  • Navarro  17/10/2013 00:07
    É que o autor fala que um trabalhador com alta capacitação conseguiria um emprego melhor. Mas isso não ocorre, já que há trabalhador que trabalha há 20 anos no mesmo ramo, mas não não conseguem um emprego melhor. Ou seja, são experientes e capacitados, mas não conseguem nada melhor. Pior: corre o risco de perder o emprego....
  • Mauro  17/10/2013 03:50
    "há trabalhador que trabalha há 20 anos no mesmo ramo, mas não não conseguem um emprego melhor."

    Se o sujeito está há 20 anos em um mesmo emprego e está ciente de que não possui capacitação para fazer outra coisa, então a última coisa que ele deveria pensar em fazer seria prejudicar quem paga seu salário.

    Aliás, por uma questão de lógica, uma pessoa faz greve porque acha que vale mais do que recebe; porque acha que é mais capacitada e que por isso merece um salário maior. Ora, se o próprio cidadão reconhece que não tem outras habilidades, então não há motivo nenhum para fazer greve pedindo aumento salarial. Questão de lógica.

    "Ou seja, são experientes e capacitados, mas não conseguem nada melhor. Pior: corre o risco de perder o emprego...."

    São experientes em seus empregos, mas não são capacitados para fazer outra coisa. Logo, se ele corre o risco de perder o sustento e ficar sem arrumar nada, então é bom ele se aprumar e demonstrar mais respeito e consideração por quem paga seu salário e lhe provê sustento. Questão de decência e reconhecimento. Revoltar-se contra a única pessoa que lhe provê sustento não é apenas uma questão de ingratidão. É burrice mesmo.
  • Andre Cavalcante  17/10/2013 11:47
    O que o Navarro não quer admitir é que se o cara de fato tivesse mais capacidade ou experiência seria fácil conseguir um emprego melhor. Se não consegue é porque não tem essa capacidade ou experiência que tanto ele fala.

    Só para colocar em perspectiva: exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/183/noticias/a-nova-locomotiva-do-brasil

    Também, ele não quer admitir, mas o que se quer com greves é apenas mostrar força política.
  • Leonardo Couto  17/10/2013 13:06

    O artigo fala que um empregado com capacitação a um salário superior a do seu atual emprego conseguiria outro melhor. Se não consegue, sua capacidade não é mais alta, logo, não está subvalorizado.

    Subvalorizações em um mercado livre representam boas chances de empregadores auferirem lucros na correção do preço em questão. O problema é que produtividade está relacionada com a capacidade real que um indivíduo possui, não necessariamente o quanto ele imagina ter.

    Uma dica, amigo: Leia outros artigos do site, você vai entender melhor das coisas. Há toneladas de artigos excelentes.

    Vou lhe recomendar alguns de início:

    O que o capitalismo não é
    Capitalismo é liberdade e dignidade
    O que realmente é o mercado
    Salários, desemprego e inflação
    A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário
    Falando claramente sobre balança comercial, investimento estrangeiro e câmbio

    Um abraço.
  • Pedro.  17/10/2013 10:06
    Ora ora, lendo o comentário de um sujeito que se diz bancário do governo e a replica do Leandro, me vem a mente uma questão que qualquer um pode lembrar ou perguntar a seus pais: O PLANO CRUZADO!

    Em 1986 Sarney congelou preços, baixou os juros, aumentou o salário mínimo e criou um deságio para pagamentos a prazo. ...e então me perguntam, oq isso tem com os sindicatos e greves?

    ...Eu respondo que foi o melhor exemplo que se podia ter PARA TODAS AS QUESTÕES MAIS REFERIDAS NO QUE TANGE A ECONOMIA E GOVERNO, INCLUSO SINDICATOS E GREVES.

    Neste ano, devido a baixas taxas de juros para remuneração de poupança, houve um boom na construção civil. Os investimentos em construção se multiplicaram por ser um investimento um tanto conservador e até seguro, pois que um ativo perene. ...E OQ ACONTECEU? ...HEIM????

    ACONTECEU QUE:

    O salario definido pelo sindicato dos trabalhadores da construção para determinado operário era de 2,53 (p/ hora) e nao se conseguia ajudantes por menos de 5,50 (p/ hora). Sim, NÃO HAVIA OPERÁRIOS DISPONÍVEIS e ESSA FOI A CAUSA DO SALARIO SUBIR. Empresas ofereciam vantagens e mimos, como TVs para operarios que ocupam o barracão da obra.
    Muitas foram as vantagens oferecidas aos operários da construção pelo simples fato de terem havido investimentos na construção devido ser estes uma oportunidade para investidores.

    NÃO FOI PRECISO GREVE E MUITO MENOS A INTERFERÊNCIA DOS NEORUFIÕES que exploram não mais as "trabalhadoras da noite" MAS SIM TODOS OS TRABALHADORES, vivendo nababescamente como verdadeiros GIGOLÔS inúteis que seduzem trabalhadores ou RUFIÕES que obrigam trabalhadores a sustenta-los sob o argumento de "protegê-los" ...NADA DIFERENTE DAS AÇÕES DA MAFIA, admitida criminosa.

    ...Ou seja, o Estado que apoia sindicatos, incoerentemente, afirma ser contrário à MÁFIA atribuindo-lhe crimes.
    Curiosamente os RUFIÕES e GIGOLÔS são conceituados como EXPLORADORES DE MULHERES, pois que a elas IMPÕEM sua "PROTEÇÃO" ou, no caso de gigolôs, as seduzem para viverem às custas delas.

    Essa curiosidade de 1986 poderia ser pesquisada pelo IMB e originar um artigo ue SERIA DE GRANDE EFICIÊNCIA PARA A CAUSA, de tão flagrante que é o exemplo.

    Sugestão para o Instituto Mises Brasil (IMB):

    Pesquisem esse fato, levantem os dados e elaborem um artigo. Será de uma clareza absoluta na explanação da canalhice estatal.

    Aliás, seria de grande valia tratar sindicalistas copmo neorufiões e neogigolôs, pois é oq são.
  • Thiago  23/06/2014 20:38
    "empregados fazem greve porque, em teoria, creem que seus salários estão ruins. Logo, por uma questão de lógica, se eles acham que seus salários estão baixos é porque se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores do que ganham atualmente"

    Errado. Empregados fazem greve porque querem o reconhecimento e a valorização de sua categoria, e não porque "se acham plenamente capacitados para ganhar salários maiores". O trabalhador que faz greve não faz porque ele acha que merece ser valorizado, mas porque acha que o trabalho que faz merece valorização. Veja por exemplo, o caso dos garis: uma categoria até então muito desvalorizada, com a greve que fizeram durante o carnaval, conquistaram um bom aumento no salário, um adicional de insalubridade de 40% e a aprovação da redução da jornada de trabalho. Então, o trabalhador não faz greve porque se acha capacitado para ganhar salários maiores, faz greve pela valorização do trabalho que faz.
  • DiegoR  23/06/2014 22:45
    Dá na mesma! No que consiste essa valorização, se não aumento de salário? Ou só um reconhecimento verbal é suficiente?

    Falta a você provar que o autor do artigo está errado. Você deu um exemplo confirmando, e não refutando, pois reivindicavam exatamente aumento de salários.


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