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Se beber, dirija?

O estado — a instituição que detém o monopólio da jurisdição sobre o território brasileiro — acaba de determinar que o ato de dirigir depois de beber é um crime.  Isso mesmo: uma pessoa que toma uma cerveja, entra no seu carro, dirige até sua casa, para o carro na garagem e entra em casa, terá cometido um crime!  De acordo com a notícia:

O crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.  Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente. Mas, apesar da mudança, muitos juízes continuaram com o antigo entendimento, considerando na prática a lei seca ilegal.

Mais um crime sem vítima foi criado pelo estado; e o curioso é que, desta vez, eles usam como justificativa para esta invenção a criminalização de outro crime sem vítima imposta por eles mesmos no passado.  O próprio ministro da justiça deles faz a irretocável comparação:

Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o relator do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante indagar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."

Ou seja, o brasileiro que porventura estiver portando uma arma na cintura, com uma arma no carro ou mesmo em casa — para se proteger ou proteger sua família e propriedade de bandidos — é e sempre foi, de acordo com o estado, ele mesmo um bandido.  E agora, o brasileiro que estiver dirigindo "portando" uma substância em seu sangue também é um bandido.

Ninguém melhor do que Lew Rockwell resumiu, em seu sensacional artigo Pelo direito de dirigir alcoolizado, quais são as consequências de se permitir que o governo criminalize o conteúdo do sangue ao invés de danos ou ameaças reais.  Exorto a todos que o leiam imediatamente.  Este é o caminho para o totalitarismo, o qual o Brasil trilha a passos largos, sempre seguindo o mesmo roteiro.

A cartilha do totalitarismo

Funciona assim.  A imprensa começa a dar grande destaque para os acidentes provocados por motoristas embriagados, fazendo parecer que esta modalidade de acidente é totalmente nova, embora seu número em relação aos outros tipos de acidentes não tenha sofrido alterações.  Mostra o sofrimento das vítimas e a impunidade do causador do acidente.  Faz parecer inclusive que motoristas sóbrios não causam a maioria dos acidentes e que são os motoristas que bebem que provocam todas as mortes no trânsito.  Em meio a casos de comoção nacional, o governo aprova "leis" que criminalizam o ato de dirigir alcoolizado.  A população bovinamente aplaude.  Assunto encerrado. 

É sempre assim.  Alguém se lembra de quando podíamos dirigir sem cinto de segurança, fumar nos bares ou comprar uma arma?  Mas a tentativa de proibir a direção com uma substância no sangue ainda possui uma diferença em relação a todos esses outros crimes sem vítimas.

Bafômetro, revista e liberdade

A diferença é que o nosso corpo é uma propriedade que o estado, por enquanto, ainda não se atreveu a violar da maneira como faz com as outras.  A polícia, que é o braço armado do estado e serve exclusivamente para impor suas ordens sobre seus súditos, pode, por exemplo, encontrar uma arma ao invadir o carro de uma pessoa ou ao violar a privacidade desta pessoa e revistá-la.  Mas não existe revista no interior do corpo, apenas no exterior. 

Deste modo, para encontrar a "prova do crime" de estar dirigindo após beber, ou o policial teria de furar a pessoa com uma agulha e mandar o sangue para um laboratório (para só depois dos exames serem realizados saber se a pessoa cometeu um crime ou não) ou a pessoa teria de assoprar o bafômetro.  Mas o policial não pode e nem teria como obrigar uma pessoa a colocar a boca num tubo e assoprar.  O policial vai requisitar que um motorista assopre o bafômetro, mas, mesmo o policial estando armado, o motorista pode recusar.  Ninguém é obrigado a assoprar nada.  Então, o máximo que pode acontecer, é o motorista "levar uma canseira" da polícia, ser ameaçado de ser levado a um hospital para recolher sangue — coisa que ele também pode se recusar a fazer — e mais nada.  Se os policiais demorarem muito para deixar o motorista seguir seu caminho em paz, ele deve chamar um advogado.

Apesar de todos os transtornos que estas barreiras policiais causam, ninguém será preso por este "crime venoso".  Os casais podem continuar saindo para jantar e pedindo uma garrafa de vinho, os trabalhadores podem ir aos churrascos e tomar sua cerveja, os jovens podem ir às baladas e consumir sua vodka com Red Bull e depois pegar seus veículos e retornar para suas casas.  Milhões de pessoas fazem isso no mundo todo, todos os dias, sem causar e nem ameaçar causar mal a ninguém. 

Ninguém que bebeu até o ponto em que não consegue dirigir sem representar ameaça aos outros deve dirigir, assim como ninguém que não bebeu nada deve dirigir de forma ameaçadora.

Conclusão

Por mais que estes obtusos ministros da "justiça" estatal digam o contrário, a presença de uma substância na corrente sanguínea de um motorista jamais irá configurar um crime.  Os verdadeiros criminosos neste caso são os policiais que montam barreiras nas ruas e ameaçam com suas armas motoristas que não causaram nenhum dano e nem dirigiram de forma imprudente.  E os desavisados que são coagidos a se submeter a testes sofrem agressões ainda piores, como roubo de seus veículos e proibição de dirigir. Alguns são até sequestrados (algo popularmente conhecido como 'ir para a cadeia').

Estes, sim, são crimes claros e reais, e não meras previsões baseadas em estatísticas e probabilidades.


Leia também Sobre o celular ao volante e a tentação de controlar a vida alheia

Por que a definição de probabilidade é importante

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  • Leandro  05/11/2011 12:29
    Recentemente, passei 15 dias na Áustria, só dirigindo. Não é exagero dizer que rodei uns 70% do país. Três coisas me impressionaram:

    1) a total ausência de polícia nas ruas e nas estradas (perguntem-me como é o uniforme da polícia austríaca e eu não saberei dizer; aliás, não saberia nem distinguir um carro de polícia de um carro comum).

    2) a total liberdade de se consumir bebidas alcoólicas em restaurantes de beira de estrada. O pessoal chegava, sentava-se à mesa, virava várias tulipas de cerveja, voltava para seus automóveis e saía dirigindo tranquilamente. Desnecessário dizer que não vi absolutamente nenhum acidente nas estradas (e nem na cidade).

    3) a total liberdade de se fumar em restaurantes e estabelecimentos fechados, o que denota que o dono do estabelecimento é quem estipula a política dentro de sua propriedade privada.

    Aliás, conversando com alguns nativos, notei o respeito que eles devotavam ao termo "propriedade privada". (Perguntando aos cidadãos locais onde eu poderia estacionar o carro, eles frequentemente respondiam "Apenas onde estiver pintado com faixas azuis; caso contrário, você estará invadindo propriedade privada").

    Ou seja, ninguém recorre à polícia para tolher a liberdade alheia. Todo o arranjo é voluntário e baseado no puro bom senso. Lá pode até ser uma social-democracia, mas está longe de ser um estado policial.

    Já aqui no Brasil, o indivíduo não é dono nem do corpo dele. O conceito de propriedade simplesmente não existe. 'Propriedade' passou a designar tudo aquilo que o estado consente que o indivíduo detenha por algum tempo em troca de uma determinada taxa. No caso do seu corpo, nem isso. Seu corpo é do estado.
  • Giovanni P  05/11/2011 16:18
    Bonito de ler.
  • Wilson  09/11/2011 22:21
    Não dá para comparar a Áustria com o Brasil, né? Em um país com mais de 50 mil mortos por acidentes - parte considerável deles provocada por motoristas embriagados - não dá para ter esse liberalismo todo.
  • Marco Aurelio Agarie  13/11/2011 18:05
    Quanto aos números não há comparação, mas quanto à disposição de se ter um mínimo de liberalidade, um mínimo de respeito às individualidades, um mínimo de bom senso ao elaborar leis para que estas não se tornem aberrações jurídicas e elementos contraproducentes no trato da coisa pública, o Brasil poderia ao menos tentar aprender alguma coisa com os austríacos e não passar a se tornar cada vez mais um Estado truculento, injusto e incompetente!
  • Luiz  18/11/2011 22:02
    Não vamos comparar o Brasil com Austria ou qualquer outro país de primeiro mundo. Culturas são bem diferentes e a educação começa no povo. Essa comparação com a Austria doeu fundo. Lá o índice de criminalidade é mínimo, as estradas são ótimas, largas e seguras, e mesmo quem bebe procura respeitar seus limites. O amigo só esqueceu de dizer que na Austria, bem como grande parte do bloco europeu, motorista que provoca acidente é punido severamente, e se embriagado então, cadeia na hora. Nos Estados Unidos, a maior democracia do planeta, o país das liberdades, dirigir embriagado dá cadeia, voce é algemado e dorme é na cadeia, seja voce um simples cidadão ou uma celebridade. Vejam os casos de Lindsay Loahan, Kiefer Sutherland, entre outros que passaram uns tempos atras das grades e até hoje pagam fazendo serviços comunitários, fora as altas multas. E aqui no Brasil, se mata e fica livre para matar de novo. Acho um exagero se for aprovada essa lei do alcool zero, pois por diversos motivos alguem poderá ser criminalizado injustamente, inclusive por uso de remédios, ou por comer um doce com rum numa festa. Mas, algo deve ser efetivamente feito para punir com rigor esses irresponsáveis do transito, e acabar com essa frescura de que "ninguem pode produzir provas contra sí mesmo", afinal, penso eu, se eu não bebí posso fazer o bafometro sem medo, quem não deve, não teme, agora se eu recuso fazer, isso sim seria produzir prova, e minha negação deveria ser entendida como culpa presumida. Aliás, já que falamos tanto de outros paises, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, fazer o bafometro é obrigatório, quer voce queira quer não, e se não fizer vai em cana. Então, é por isso que nesses locais o indice de acidentes é menor, todo mundo sabe que vai dançar, fora a qualidade das estradas e carros. Reflitam antes de criticar, e pensemos num todo e não somente em nós mesmos.
  • Cristian  14/02/2013 15:13
    Com todo respeito, o termo liberdade reflete muito mais o todo do que o indivíduo. A liberdade não pode ser entendida como sendo de apenas um indíviduo. É como se você se sentisse livre num campo de flores enquanto o Estato policial continua funcionando fora dali. Ridículo! Bem, não me incomodo mais com pessoas que preferem segurança à liberdade. É só questão de tempo para ver onde isso vai dar...

    Não, não fumo e não saio embreagado por aí, mas respeito profundamente a liberdade das pessoas! Ah! Também acompanho os números REAIS e não os da grande mídia e do Governo. E pra fechar: Não creio que lei seca tenha por objetivo evitar mortes, mas sim, roubar o cidadão. Meus caros, barreiras policiais entre 19:00 e 22:00 vai pegar algum assassin do trânsito. Reflitam vocês, que não pensam e tampouco leem.
  • Alexandre  24/06/2016 18:08
    Fiquei três dias na Áustria e vi duas pessoas passando pelo teste do bafômetro, perto da Estação Westbanhof, no final da Mariahilferstraße.

    Sinceramente, não sei de qual Áustria você está falando. Vi as pessoas bebendo e pegando metrô, não carro.
  • Isaias Barbosa  05/11/2011 12:30
    "Os verdadeiros criminosos neste caso são os policiais que montam barreiras nas ruas e ameaçam com suas armas motoristas que não causaram nenhum dano e nem dirigiram de forma imprudente."

    Eu acredito que os verdadeiros criminosos são os que estão ocupando as cadeiras da política brasileira. Aqui no Brasil, como há separação da policia, a Militar, como qualquer outro militar deve seguir ordens ou é preso. Mesmo que sejam ordens absurdas.
    Repito, acredito que a policia não seja a culpada da história, até porque, em hipótese, se existir um governo comprometido com as liberdades e a propriedade da população, o policial seguiria as leis deste governo.
  • Rodrigo  05/11/2011 13:09
    Muito bem, foi exatamente o que pensei quando li a notícia.\r
    Ontem foram divulgados dados sobre acidentes no Brasil, mais de 40 mil mortos no ano passado. E a ênfase foi, como sempre, sobre o álcool.\r
    Tenho observado o noticiário com mais atenção ultimamente e sempre que acontece um acidente grave, geralmente com uma ou mais mortes, o dado principal é se o motorista tinha sinais de embriaguez ou se recusou a soprar o bendito bafômetro.\r
    Com isso, as causas reais dos acidentes ficam em segundo ou terceiro plano, ou em plano nenhum.\r
    As autoridades não são confrontadas com o fato de que não existe infraestrutura que aguente o aumento gigantesco e artificial do número de carros nas ruas. De que não há engenharia de tráfego digna do nome nas grandes cidades brasileiras. De que muitos "condutores" formados pelos centros de formação regulados pelo estado não tem condições de dirigir.\r
    As famosas "blitz" da lei seca servem somente para constranger e eventualmente extorquir famosos e anônimos. E para dizer que o governo está fazendo a sua parte.\r
    Outro dia mesmo em Brasília foram comprados centenas de armas não letais (pistolas de choque) com o objetivo específico de neutralizar motoristas pegos nessas operações. Seu uso foi suspenso, por enquanto. Em Manaus estão usando gás de pimenta com o mesmo fim. E por aí vai.\r
    Querem nos proteger. Quem vai nos proteger deles?
  • Eduardo  05/11/2011 13:13
    Parabéns pelo artigo, Fernando.
  • Alan  05/11/2011 13:34
    O Leandro tocou num ponto importante: a cultura brasileira não torna as condições muito favoráveis a um aumento das liberdades individuais. A mentalidade brasileira tem de mudar para que se possam diminuir as intervenções estatais em nossa vida sem que se esperem efeitos desastrosos.
  • Leandro  05/11/2011 14:29
    Alan, esse seu argumento parte do princípio de que o estado é formado por seres superiores, de caráter ilibado, moralmente probos e aptos a saírem dando lições de moral e cívica aos seus súditos. Nessa sua teoria, é como se a política atraísse unicamente os seres mais sensatos, íntegros e abnegados do universo, quando se sabe que a realidade é outra: a política atrai a escória, uma gente com sede de poder, cujo objetivo maior é controlar e mandar na vida dos outros.

    Veja no vídeo abaixo exatamente o tipo de gente que você acha que deve mandar em nossas vidas:

    www.youtube.com/watch?v=jXXtBiHfBxw&feature=related
  • Alan  05/11/2011 15:07
    De maneira alguma meu argumento parte dessa ideia. O Estado pode ser formado por pessoas de caráter duvidoso, mas acabar tomando atitudes corretas. Quer exemplo melhor que o presidente Harding?

    Além disso, ainda não vejo como isso é irreconciliável com o fato de que não é possível esperar uma ação voluntária correta por parte da sociedade brasileira nesse âmbito.
  • void  05/11/2011 17:09
    Ele não disse que você defende isso propositadamente, apenas que essa é a consequência lógica da sua argumentação. E não é dificil notar isso: ora, se a cultura brasileira é assim tão inferior, naturalmente o estado, controlado por brasileiros, também é dessa cultura inferior. A menos que sua proposta seja entregar o governo para algum ser mais iluminado - um americano, um chinês, talvez alienígenas pandimensionais, anjos... Percebeu?

    A argumentação correta diria: se o estado é mau em relação a uma sociedade de boa índole, ele é duplamente mau em uma sociedade em colapso moral.
  • Alan  05/11/2011 17:58
    É claro que uma sociedade democrática culturalmente maculada irá levar ao poder homens maculados, mas isso não significa que TODAS as ações deles serão necessariamente ruins.

    A coerção estatal é um meio que ajuda a inibir o comportamento imoral do ser humano. É claro que não é o melhor deles, muito menos o principal, mas não deixa de colaborar. Infelizmente, a sociedade brasileira encontra-se em um estado em que os outros freios morais estão altamente debilitados. O resultado, certamente, é visível a todos nós. Com a ausência de coerção estatal, haveria menos inibição ainda para o mau comportamento tão frequente no nosso país.

    Como conservador da linha de Burke e Kirk, não gosto da ideia de o Estado como o "paizão que resolverá todos os nossos problemas". Sociedade boa pra mim é aquela que depende minimamente do Estado e consegue andar com as próprias pernas. Infelizmente, não me sinto em condições de afirmar que o Brasil encontra-se entre essas sociedades, muito menos tenho vontade de descobrir as consequências que poderiam advir da ausência de leis regulando certos comportamentos.
  • void  05/11/2011 18:33
    "É claro que uma sociedade democrática culturalmente maculada irá levar ao poder homens maculados, mas isso não significa que TODAS as ações deles serão necessariamente ruins."

    Mas você não entende nem desenhando, né? Vamos lá novamente. Você defende que EVENTUALMENTE políticos podem acertar. Acho que aqui jão não importa mais se a sociedade é moralmente maculada ou não, todo o site do IMB é repleto de artigos que mostram por A+B que, não só politicos não podem direcionar um povo racionalmente e eficientemente, como a natureza da própria instituição que dirigem é má e anti-ética.
    Além do mais, se fosse verdade que eventualmente politicos acertam, é verdade que todos quase sempre erram, e os seus erros são socializados para aqueles que não tiveram parte nos erros. E, além disso, é tão verdade que qualquer pessoa imoral pode, então, tomar decisões acertadas, ao passo que seus erros não são socializados. Novamente: será que não adianta nem mesmo desenhar pra que você entenda?

    "A coerção estatal é um meio que ajuda a inibir o comportamento imoral do ser humano."

    Assume, então, a necessidade da existência do estado pra inibir, por exemplo, empreendimentos ineficientes. Consequência lógica do seu pensamento. O estado define melhor que os consumidores quais bens são preferíveis a outros? Espero que você não esconda sua preferência pelo estado, depois de um absurdo destes.

    "É claro que não é o melhor deles, muito menos o principal, mas não deixa de colaborar. Infelizmente, a sociedade brasileira encontra-se em um estado em que os outros freios morais estão altamente debilitados. O resultado, certamente, é visível a todos nós. Com a ausência de coerção estatal, haveria menos inibição ainda para o mau comportamento tão frequente no nosso país."

    Estranho, as maiores atos imorais, e tudo o mais que mais me envergonha neste país, estampados nas manchetes dos jornais, são escandalos de dentro do estado. Estranha essa sua defesa da moralidade superior do estado.

    "Como conservador da linha de Burke e Kirk, não gosto da ideia de o Estado como o "paizão que resolverá todos os nossos problemas"."

    Mas o coloca acima dos "meros mortais", simplesmente ignorando qualquer consequência advinda das suas defesas.

    "Sociedade boa pra mim é aquela que depende minimamente do Estado"

    Nenhuma pessoa depende do estado, mas unicamente de si mesma. Laços e conexões são apenas consequências, eles não ditam regras de comportamento. Punks não são punks por não possuirem opções, e comerciantes não possuem clientes e fornecedores por serem obrigados a tal.

    "Infelizmente, não me sinto em condições de afirmar que o Brasil encontra-se entre essas sociedades, muito menos tenho vontade de descobrir as consequências que poderiam advir da ausência de leis regulando certos comportamentos."

    Infelizmente não me sinto em condições de afirmar que você viveria em uma sociedade livre. Você só pode estar ganhando algo pra defender o absurdo que é o estado. Espero que seja mais capaz de viver do que é de chatear os outros.
  • Alan  05/11/2011 19:43
    "Além do mais, se fosse verdade que eventualmente politicos acertam [...]"

    Eu não vou nem entrar no mérito desses raciocínios completamente malucos que você fez, vou apenas me limitar a isto: SE fosse verdade? Quer dizer, então, que o presidente Warren Harding errou grotescamente ao adotar medidas laissez-faire e evitar que a grande depressão tivesse início mais cedo? Andrew Jackson fez uma loucura quando evitou que o banco central se estabelecesse nos EUA durante o Séc.XIX? Acho que sua obsessão em achar que Estado necessariamente é algo ruim tá começando a afetar seu bom senso e sua percepção da realidade.

    "O estado define melhor que os consumidores quais bens são preferíveis a outros?"

    Qual é a relevância desse tipo de questionamento na discussão? Quando foi, nos meus posts, que eu me referi a intervenção estatal na economia? Estou me referindo exclusivamente a ações morais ou imorais e se elas devem ou não ser punidas pelo Estado, a fim de que as pessoas estejam constrangidas a não as praticar.

    "Assume, então, a necessidade da existência do estado pra inibir, por exemplo, empreendimentos ineficientes. Consequência lógica do seu pensamento."

    Então uma pessoa que defende a punição a indivíduos que tomam atitudes incorretas está, por consequência, defende intervenção estatal na economia? E o seu bom senso foi parar no espaço, né?

    "Estranha essa sua defesa da moralidade superior do estado."

    Quem é que está falando de moralidade superior aqui? Eu disse que o Estado tem colaboração para evitar que condutas imorais sejam feitas. Como eu disse antes, isso pode ser feito ATÉ MESMO EM ESTADOS CONTROLADOS POR PESSOAS IMORAIS. Não há defesa de moralidade superior do Estado em nenhum dos meus posts.
  • void  05/11/2011 22:48
    "Eu não vou nem entrar no mérito desses raciocínios completamente malucos que você fez, e blá, blá, blá..."

    Então vamos supor que sua mãe seja tomada refém por um louco qualquer que a esta ameaçando de morte. Você consideraria este homem bom e ficaria grato com ele por, após horas de súplicas, ver sua mãe liberta depois de ser "apenas" sexualmente abusada? Acho que você tem um problema mental grave.

    "Qual é a relevância desse tipo de questionamento na discussão? Quando foi, nos meus posts, que eu me referi a intervenção estatal..."

    Se você é incapaz de ligar uma coisa a outra, está perdendo seu tempo e pior... me fazendo perder o meu. Como não sou bobo, vou parar por aí.

    "Então uma pessoa que defende a punição a indivíduos que tomam atitudes incorretas está, por consequência, defende intervenção estatal na economia? E o seu bom senso foi parar no espaço, né?"

    Voê não está defendendo isso, está defendendo que o estado extrapole a punição a crimes de verdade e possa legislar sobre coisas que VOCÊ considera crime. E ainda defende que o estado cometa crimes de verdade para este fim. Caráter duvidodo este o seu.

    "Quem é que está falando de moralidade superior aqui?"

    Você, desde o primeiro post seu, mas até agora foi incapaz de entender. Já acho impossível de acontecer.

    Bem, pra mim chega, você é retardado, não merece mais o meu tempo: imageshack.us/photo/my-images/207/nobh.jpg/
  • Alan  06/11/2011 00:36
    Nem tudo que o Estado faz é ruim. No seu caso, uma visita ao finado MOBRAL faria um bem imenso. Até mais, mocinha raivosa.
  • Jeferson  07/11/2011 11:46
    Alan, desiste. Pra população deste site o estado é equivalente ao diabo das religiões cristãs. Se você defende qualquer coisa proveniente do estado, você será considerado algo equivalente a um endemoniado.
  • Felipe  07/11/2011 13:58
    Quando alguém tecla "Estado", os neurônios somem! Impressionante!
  • Paulo Sergio  18/12/2011 02:48
    'Mas você não entende nem desenhando, né? Vamos lá novamente. Você defende que EVENTUALMENTE políticos podem acertar.'

    Se as massas forem absurdamente incrivelmente estúpidas, é claro que fica mais fácil pra um político acertar.Do mesmo jeito que quanto mais gordo for o Michael Moore, mais fácil é ser mais magro do que ele.O que não significa grandes coisas.
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 17:47
    Poizé, os bandidos do estado estão fechando o cerco.
    Mas esse bafômetro sem sopro serve apenas para determinar quem vai fazer o teste do bafômetro com sopro ou não, e eles continuam tendo que usar o com sopro e continuamos não precisando assoprar nada.
  • Everton Lucke  05/11/2011 14:57
    Com todo o respeito a quem escreveu o texto, e aos comentários neste blog, mas vamos com calma. Vejo muita gente contestando o fato de haver a proibição de fumar em lugares fechados??? Ora, isso é bisonho! Preferem "fuder" com a vida de outras pessoas, em prol de sua "liberdade"? O cigarro causa danos, e isso é comprovado cientificamente. Antes que me contestem, não é comprovado por 1 ou 2 artigos científicos, mas é um consenso.

    Além do mais, quem sofre de problemas respiratórios acaba sendo sérios problemas com o simples ato de inalar fumaça de cigarro.

    E quanto a dirigir embrigado. Ora, a bebida alcoólica reduz consideravelmente os reflexos da pessoa. Isso afeta a direção do veículo. Vocês, defensores da bebida ao volante, só mudarão de ideia quando sofrerem um acidente ocasionado por alguém que estava dirigindo embriagado. Ou pior, quando morrer algum parente, amigo de vocês, dessa forma.

    Quanto à questão da arma, concordo com o autor do texto. De fato, cada cidadão deveria ter direito a se defender. No caso, com uma arma de fogo. Mas ao mesmo tempo que eu sou favorável a isso, fico me perguntando se a população brasileira tem educação suficiente para isso, ou se usaria essa arma ao primeiro "descontrole emocional", ou seja, briga, discussão, etc. É algo a se pensar.
  • Luis Almeida  05/11/2011 15:21
    Oi, Everton, tudo bem? Escuta, você deixa eu fumar na minha casa? Poso? Obrigado, sabia que não iria se opor.

    E no meu restaurante, que é minha propriedade e só entra quem quer (quem não quiser, não entra) -- eu também posso liberar o cigarro?

    Por que em um caso eu posso e no outro não? Ambas são minhas propriedades e ninguém é obrigado a entrar nelas.

    Por que só no segundo caso você fica chateado e vem vomitar o seu "consenso" pra cima de mim? Não me interessa em nada o que o seu consenso pensa sobre o cigarro.

    Passar bem.
  • Golimar  05/11/2011 16:19
    Isso é só uma questão de matemática. O governo simplesmente faz a conta de quanto está gastando com saúde nesses casos (cigarro em local fechado, acidentes com motoristas embriagados) e dá uma canetada proibindo. É uma atitude muito pragmática ao meu ver.

    Essas liberades apenas fariam sentido (ao governo) se todo o sistema de saúde e seguros (INSS no caso atual do governo) fosse privado.
  • Everton Lucke  05/11/2011 17:46
    Ok, entendo seus argumentos. Realmente, se fumo for liberado em ambientes privados, com a proibição da entrada de menores de 18 anos, realmente faz sentido. Nesse caso, entra apenas quem quer, e tem total consciência disso.

    O que eu considero mais grave, por exemplo, é liberar o fumo em lugares com mais de uma pessoa (além do fumante), onde não existe a chance de escolha. Ou ainda, se a pessoa não é obrigada a deixar o locar (como num ônibus).

    E quanto ao que você disse sobre os reflexos serem alterados em virtude de dores musculares, sono, problemas familiares, etc, concordo contigo. Eu não disse em momento algum que os acidentes tem como causa única a ingestão de bebidas alcoólicas. Seria uma visão muito míope. É óbvio que os acidentes tem as mais diversas causas. Entretanto, acidentes ocasionados por motoristas embriagados são extremamente comum. Basta olharmos as estatísticas. Infelizmente, os acidentes acarretam em muitas mortes todos os dias. E, com certeza, uma boa parte desses acidentes ocasionados por motoristas embriagados.

    Eu não estou me opondo à ingestão de bebidas alcoólicas, até porque também gosto de beber. O problema é que um carro acaba tendo um poder de destruição maior do que uma arma de fogo, em muitos casos. E, em muitos casos, como já disse anteriormente, a culpa principal é do álcool.

    Os demais fatores citados por você, e que com certeza influenciam em muitos acidentes, são de difícil mensuração. Então, por isso, deixaremos que mais acidentes ocorram em nome da "igualdade"? Ou seja, não dá pra descobrir o quanto os outros fatores influíram no acidente, logo, vamos deixar que dirija-se embriagado, mesmo que isso continue causando acidentes?

    Nunca perdi nenhum parente em acidentes de carro, mas já perdi um grande amigo num acidente, recentemente. E adivinha? O responsável pelo acidente estava embriagado. O problema é que o responsável pelo acidente não morreu. Quem acabou "pagando o pato" foi quem não tive nada a ver com a bebedeira do cara.

    Bom, acho que já falei demais. É provável que não concorde comigo, mas é minha opinião, espero que respeite.
  • Everton Lucke  05/11/2011 17:58
    *local
    *comuns
    *tinha
  • Teodoro  08/11/2011 08:53
    Mas bah, isto é primário heim? Perder a linha em um debate ofusca todo e qualquer argumento. Por que estas moçoilas ficam tão enraivecidas quando contrariadas? Insegurança acerca daquilo que defendem? De se pensar...
  • Luis Almeida  05/11/2011 15:25
    Ah, sim, quanto à bebida tirar os reflexos, ora, o cansaço, o sono, dores musculares e até problemas emocionais (problemas no trabalho, na família, brigas com cônjuge) também tiram reflexos. E aí? Você defende polícia em cada esquina, munida de psicólogos, fiscalizando todos os carros para ver quem está com tais problemas? Não faz sentido defender blitz para um caso e não para o outro.
  • void  05/11/2011 16:58
    Já assistiu ao filme Equilibrium? É esse o mundo que deseja o Everton.
  • Rodrigo  05/11/2011 15:40
    Everton,\r
    \r
    "A bebida reduz consideravelmente os reflexos da pessoa"\r
    Que pessoa? Que bebida? Defina "consideravelmente".\r
    \r
    Como toda lei de inspiração fascista, a justificativa é nobre e os motivos alegados são irrepreensíveis.\r
    O resultado é o controle cada vez maior sobre as vidas dos indivíduos.\r
    Mas os acidentes continuam aumentando.\r
    E aí endurecem a lei mais um pouco, resultando em mais controle.\r
  • Guilherme Marinho  05/11/2011 16:52
    Everton,\r
    Na boa... Você chegou aqui de para-quedas e nem se dignou ao trabalho de ver o que os artigos nesse site propõem. E a liberdade índividual não cabe em sua compreensão.\r
    \r
    Você não gosta de cigarro? Muitas pessoas também não gostam? Ué... por que você não cria um bar onde não se possa fumar, ou procure bares que tenham esse perfil? Assim como terão donos de bar que liberarão cigarros na sua propriedade, também há quem pense diferente. Quando estamos falando entre um livre-mercado as opções são distintas e de comum-acordo. Ngm colocará uma arma na sua cabeça o obrigando a almoçar num restaurante para fumantes. Mas eu que fumo e sou dono do meu corpo, sofro com imposições ridículas por parte do estado que vende uma falsa idéaia de "preocupação social".\r
    \r
    Errado também sobre a bebida... Essa decisão do motorista deveria ser baseada na educação e bom-censo, sabendo que há conseqüencias se um crime ocorrer (como matar alguem num acidente). Ponto. O indivíduo é monitorado pelo estado que lucra muito com isso. Já bati o carro e quando vou sair pra entornar o caldo, vou de taxi... Se vou beber num nível normal, saio de carro sim, deveria ser meu direito.\r
    Você tem a ilusão que a força bruta e criminalização resolvem algumas visões que sem tem sobre determinados assunto. Isso não acontece. De novo, a preocupação social totalmente fake.\r
    \r
    Quem é essa população brasileira que você se refere??? Traficantes, sequestradores, assaltantes e policiais tem fácil acesso as armas? Você tá insinuando que eles tem uma cabeça melhor do que "a nossa" para portar e usar uma arma?\r
    Essa campanha de desarmamento é outra coisa mais do que bizarra.
  • Edmar Ferreira Jr  05/11/2011 15:34
    Aprendi (pela vida, confesso) que tudo aquilo que existe de melhor tem um preço muitíssimo alto. O preço da paz é a tolerância; o do silêncio é o isolamento; o das aquisições materiais é o dinheiro; o de poder esperar por mudanças é mudar-se primeiro; o da liberdade é ter RESPONSABILIDADE. E não há preço mais justo para um homem que deseja ser livre do que o de ser responsável. A minha avó (sábia que só ela) era enfática: "Juninho, o seu espaço termina quando começa o do outro.". Dirigir não é e nunca foi um direito do cidadão brasileiro (e me parece que não é em lugar civilizado algum do mundo), mas uma CONCESSÃO que o Estado faz ao indivíduo. E como concessão deve ser regida por regras. Quanto mais estúpido for aquele que faz uso da concessão, mais rígida deve ser a regra. Acidentes são causados na estradas por motoristas estúpidos quando não alcoolizados. Quando alcoolizados eles se tornam duplamente estúpidos. Um homem alcoolizado ou drogado é uma ameaça direta a integridade e a liberdade do outro. Perdoe-me a indelicadeza, mas é preciso ser mesmo irracional para ver algum direito ou liberdade nisso.
  • Leonel  05/11/2011 22:31
    "Dirigir não é e nunca foi um direito do cidadão brasileiro (e me parece que não é em lugar civilizado algum do mundo), mas uma CONCESSÃO que o Estado faz ao indivíduo."

    Ótimo ponto em defesa da privatização das ruas e estradas. Ao retirar o estado da equação veremos o que é realmente ser civilizado.
  • Paulo Sergio  10/11/2011 18:31
    "Dirigir não é e nunca foi um direito do cidadão brasileiro (e me parece que não é em lugar civilizado algum do mundo), mas uma CONCESSÃO que o Estado faz ao indivíduo."

    Quando Santos Dumont inventou o avião, o estado não teve NADA a ver com isso
    Ele ia pra onde queria, pegava um dirigível, passeava perto da torre eifel, descia pra tomar um café e depois voltava a voar
    Daqui a pouco vão falar que andar e respirar também é concessão do estado
  • mcmoraes  05/11/2011 15:45
    @Ricardo Lewandowski: "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."

    Se esse cara realmente acredita nesse absurdo, então é só uma questão de tempo até ele afirmar que certas idéias não devem ser discutidas, pois obviamente certas idéias podem levar a consequências indesejáveis que podem colocar outros bens em jogo. Daí para a criminalização de sites como o IMB e de quaisquer outras vozes destoantes são apenas poucos passos.
  • Cassio  05/11/2011 19:41
    Esse raciocínio do Lewandowski é perturbador: TODA atividade humana tem consequências imprevisíveis, e portanto é possível causadora de danos a outros, inclusive inocentes. \r
    \r
    Pô, punir com base nos riscos potenciais é o caminho do totalitarismo. Só com um nome pomposo - e oco - pra justificar tal decisão, como o "crime de perigo abstrato".\r
    \r
    Parabéns ao pessoal do LVMI. Saudações libertárias! Temos muito trabalho pela frente.
  • joao  05/11/2011 15:51
    como se o problema não fosse a péssima educação que se tem aqui, nego senta a bunda no possante e acha que está na sala de casa vendo televisão. é um problema de postura diante de uma máquina que exige não menos do que muita perícia para que seja usada de acordo. quem já andou em situações limite do automóvel ou se viu em situações de risco eminente sabe do que eu estou falando. o problema é que tem muito nego ruim de direção!
  • Dimitri  05/11/2011 16:13
    Por favor, LEIAM o que eu vou falar. Vou explicar na pratica como o estado pode fuder sua vida... pq isso ta acontecendo com a minha familia.

    Meu pai é dono de um bar, um daqueles butecos de esquina bem tosqueira mesmo.
    Vou mostrar pra vcs o que o estado ta fazendo com a gente:

    Meu pai vende cigarros, mas é proibido fumar dentro do bar. Ele tem de pagar impostos monstruosos pra vender cigarro... Então o que a gente faz ? Compra cigarro de contrabando pra não pagar imposto :) O engraçado é o seguinte:

    Pessoas pobres não querem pagar 4 reais em um Free Vermelho. O que eles fazem ? Compram um cigarro de contrabando por 2 reais, que é de qualidade ridicula(faz mto mais mal pra saúde, eu fumo... sei do que to falando)

    Meu pai tbm vende lanches, mas temos que esconder a balança que pesa os lanches pra que o estado não venha interferir. Pq ? Os filhos da **** mandam fiscais pra averiguar a balança. E outra... temos que pagar um imposto pela balança pra manter esses fiscais.
    Meu pai vende doces e sorvetes ( ele tem de pagar um imposto especifico pelo doce e outro pra sorvetes).
    No fundo do bar temos um lugar onde as pessoas jogam cartas e fazem apostas. Advinha ? Um fiscal apareceu e agora temos que pagar imposto por causa disso, agora o bar é tbm uma casa de jogos ( é assim que o estado ve a gente).
    A 5 anos atras a policia militar entrou no bar e levou embora uma maquina de jogos de azar e obrigou meu pai a pagar 1 ano de cesta básica para a prefeitura municipal.
    E agora essas leis anti-bebida tão ferrando o bar tbm... o numero de clientes caiu, pq o nosso bar é aquele tipico bar de viajantes... a policia cerca a gente ...

    Resumindo, o bar ta falindo... o numero de clientes ta caindo mto e é capaz que eu tenha de desistir dos meus sonhos pra ajudar os meus pais.

  • Felipe Barbosa  10/11/2011 19:05
    E tem gente que diz que a sociedade (eles se referem ao criminosos do estado) é unida por um "contrato social" quem aqui assinaria uma merda de contrato como esse?!
  • Nilton Miranda  05/11/2011 16:56

    Eu discordo do Artigo. SE BEBER,DIRIJA. O autor só pensou de acordo com suas convicções e mentalidade politica deixa de ver muita coisa.

    Eu vejo as coisas de maneira mais simplificada, vejo as coisas na prática. O négocio é que ninguém suporta mais estes "pés de cana " que andam por aí nas estradas.

    Os danados se enchem de " cachaça,cerveja ,uisque,etc" e vão para estrada sem o minímo de cuidado e respeito para com as outras pessoas.

    Vão dirigindo, se der sorte de não acontecer nada, passam sem prejudicar seriamente alguém. Mas ! Muitas vezes á sorte não ajuda. Ai ! Os nojentos bebuns fazem um estrago. Arrebentão com os carros dos outros, ferem seriamente pessoas (imaginem você aleijado, por causa de um desgraçado desses), pessoas morrem. Familias ficam desgraçadas. A raiva é ver esses BEBUNS com aquela cara sonsa, se desculpando e não ligando nada pela desgraças que fizerão.

    Veja os vídeos abaixo e ve se não dá vontade de dar umas porradas, umas pauladas nos desavergonhados "PÈS DE CANA". OBSERVAÇÃO: Não estou fazendo apologia á violência contra motoristas embriagados. MAS ! Nâo dá para negar esses cafajestes desses BEBUNS tão uma raíva danada em qualquer um. Os ministros do STF vendo essas coisas que acontecem ,resolverão tomar uma medida dura.

    VEJAM OS VÍDEOS E SINTA RAÍVA DESSES CACHACEIROS. www.youtube.com/watch?v=W_kChpg6joY&feature=results_video&playnext=1&list=PLA15C53115D68A130

    www.youtube.com/watch?v=EgvYfv33wnM&feature=related

    www.youtube.com/watch?v=tw1MFWFJkWQ

    www.youtube.com/watch?NR=1&v=pB_VERTIKIg


  • Fernando Chiocca  05/11/2011 17:55
    Nilton, muito mais acidentes são causados por motoristas sóbrios... que tal proibir os carros de uma vez?

    Pq não busca vídeos de acidentes provocados por quem não bebeu nada??

    E vou filmar um homem que bebeu chopps num bar nesses sábado ensolarado aqui em São Paulo, pegou seu carro, dirigiu até sua casa e foi assistir tv. É pra sentir raiva desse cachaceiro tb?


    As pessoas não conseguem levar em conta um fato simples: Colocar toneladas de metal em movimento é sempre um risco. O corpo humano é frágil e toneladas de metal, mesmo a baixas velocidades, podem arrbentar um corpo.

    Ninguém deve dirigir impridentemente, seja sóbrio ou ébrio.

    E, o mais principal e elementar: Ninguém que não fez nenhum mal a outra pessoa e nem ameaçou fazer deve sofrer um mal (como sequestro, ser roubado através de multa etc.)

  • Pedro  07/11/2011 11:46
    O cara bebeu e bateu. \r
    Não é "pe de cana" é CANA NELE.\r
    O problema não é a caninha, e a falta de CANA. \r
    Cadeia pro sujeito.\r
    Aplique-se a lei e verá que os indices de mortes e acidentes vão diminuir\r
  • Jupiter  05/11/2011 17:57
    Sinceramente, o infeliz que escreveu este artigo certamente nunca teve em sua família algum caso de morte causada por embriaguez ao volante.
    Acho completamente correto punir ( e punir severamente) alguém que conduza seu veículo não somente embriagado, mas de qualquer forma que cause risco a outrem. Esta pessoa não só está colocando a sua vida em risco, mas principalmente a vida de inocentes.
    A vida alheia não é propriedade de beberrões que se acham o máximo, que enchem a cara e saem em ruas de bairro a 120 por hora.
    Se os motoristas tivessem consciência disso, certamente não se precisaria de leis para ditar o que é óbvio. Infelizmente o que reina nesse país é o pensamento de "liberdade acima de tudo", se pensa muito nos "meus direitos", mas os "meus deveres" sempre ficam em segundo plano.
    Ao beber e dirigir, a pessoa assume, incontestavelmente, o risco de danos a terceiros, ou seja um crime doloso e não culposo.
    Enquanto o brasileiro continuar com essa mentalidade atrasada, ficaremos estagnados no terceiro mundinho.
    Duvido que este comentário seja aprovado para exibição, mas...
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 18:00
    Sinceramente, o infeliz que escreveu este cometário certamente nunca teve em sua família algum caso de morte causada por imperícia sem embiaguez ao volante(a maioria).
    Acho completamente correto punir ( e punir severamente) alguém que conduza um veículo, pois isto já é uma forma que cause risco a outrem. Esta pessoa não só está colocando a sua vida em risco, mas principalmente a vida de inocentes.
    A vida alheia não é propriedade de motoristas que se acham o máximo, que saem em ruas de bairro a 120 por hora.
    Ao dirigir, a pessoa assume, incontestavelmente, o risco de danos a terceiros, ou seja um crime doloso e não culposo.
    Enquanto o brasileiro continuar com essa mentalidade atrasada, ficaremos estagnados no terceiro mundinho.
    Duvido que este comentário seja aprovado para exibição, mas..
  • Jupiter  05/11/2011 18:16
    Você esqueceu do "crtl C" na parte "se pensa muito nos 'meus direitos', mas os 'meus deveres' sempre ficam em segundo plano."
    Sou completamente a favor da liberdade, mas da liberdade responsável.
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 18:30
    E você esqueceu de comentar a parte que dei "crtl C"... Melhor deixar pra lá mesmo né...

    Eu também sou a favor da liberdade responsável. Quem causar ou ameaçar causar mal a alguém deve ser penalizado por isso.

    O que não dá pra entender é como alguém pode querer responsabilzar outra pessoa por algo que ela não fez.....

    Liberty means responsibility. That is why most men dread it. - George Bernard Shaw
  • Jupiter  05/11/2011 18:54
    "O que não dá pra entender é como alguém pode querer responsabilzar outra pessoa por algo que ela não fez....."

    Um exemplo com mais clareza: Vem um negão vestindo uma camisa do curíntia e com um 38 na mão. O cara aponta a arma pra sua cabeça e profere:
    - Passa a grana ou eu te mato.
    Aí nessa hora chega a polícia e prende o camarada.
    Ele tinha prometido que ia te matar, mas não te matou.
    Você sinceramente acha que esse curintiano com um 38 na mão não deve ser penalizado por um ato que não concretizou, mas que estava conscientemente prestes a concretizar?
    A mesma regra se aplica ao trânsito. A pessoa assume conscientemente o risco de causar mal.
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 19:05
    Perfeito Jupiter.

    Como o próprio artigo já disse citando o ministro precog, o exemplo correto seria dizer que a pessoa apenas por ter uma arma merecia o mesmo tratamente do assaltante que tentou assaltar uma pessoa ameaçando dando um tiro na cabeçca dela.

    Bem, infelizmente vou ter que começar a deletar seus próximos comentários pois você acabou de mostrar que sequer leu o artigo, e os leitores do site não merecem perder tempo lendo esses tipo de cretinice.

    abs
  • mcmoraes  05/11/2011 18:47
    Júpiter, consulte o significado da palavra responsabilidade no dicionário:

    "...Obrigação de responder pelas ações próprias ou dos outros. Caráter ou estado do que é responsável..."

    Como alguém pode responder pelas próprias ações se esse alguém não pode agir em primeiro lugar? Alguém só pode ser responsabilizado pelos crimes que cometeu. Não é possível ser responsabilizado por um crime que talvez/possivelmente venha a acontecer. Se, como você diz, você realmente é a favor da liberdade responsável, você deve obrigatoriamente concordar com o artigo.
  • void  05/11/2011 18:06
    Mimimi. O tipico caso do apelo às emoções.

    A vida alheia não é propriedade de moralistas que se acham o máximo.

    Esse seu post mostra, incontestavelmente, o quão sem vergonha você é, e ainda vem dizer que o pensamento predominante no país é o de "liberdade acima de tudo". Antes fosse, mas esse seu pensamento é o predominante. Seu fascista safado.
  • Jupiter  05/11/2011 18:24
    Ops... baixo nível detected...

    Predominante = maioria...
    ...e a maioria sempre vence.
  • mcmoraes  05/11/2011 18:59
    @Jupiter: "...e a maioria sempre vence."

    Nem sempre:

    "...A grande disparidade numérica entre os combatentes levou a que a batalha terminasse, aparentemente, com uma vitória persa - muito embora os Gregos, antes de serem totalmente aniquilados, tenham conseguido infligir um elevado número de baixas e retardar consideravelmente o avanço dos Persas pela Grécia. A intervenção dos Gregos, para além de os levar a morrer como homens livres, e não como escravos persas, foi decisiva para o futuro do conflito, pois atrasou o avanço persa por três dias (apesar que o desejado fossem 10 dias), assim permitindo a salvação de Atenas e, por conseguinte, da nascente Civilização Ocidental..."
  • void  05/11/2011 19:08
    Mesmo que seja pra condenar judeus a morte. Obrigado por deixar bem claro qual é o seu ponto.
  • Edimar Pacheco Estevam  05/11/2011 22:18
    "negão vestindo uma camisa do curíntia e com um 38 na mão"

    Que mente! Stephen Hawking, Mises, Einstein e Sagan devem estar com uma inveja descomunal agora. Que argumento, que frase, que sabedoria...

    Fernando, no seu lugar eu ficaria extremamente eufórico por ter sido refutado com argumentos tão bons e tão convincentes...

    Cada um que aparece... ¬'¬

    Com relação ao artigo, parabéns, muito bem escrito. Gosto quando alguém do Mises Brasil deixa um pouco de lado a parte teórica e escreve artigos voltados sobre a realidade brasileira. Que venham mais artigos desse tipo!

    Ps.: Será que eu devo ser encarcerado para o bem geral da nação? Afinal, sou "curintia" e a qualquer momento posso roubar uma arma e assaltar alguém na rua...
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 17:57
    Bebam, dirijam, vivam... Sejam Felizes

    E NUNCA ASSOPREM O BAFÔMETRO!
    (tendo bebido ou não)
  • Pe. Marcelo Gabert Masi  05/11/2011 18:46
    Não há argumento que sirva para contestar uma ideologia. Ela é um sistema fechado. O mecanismo de defesa chega à negação do evidente. Fora da ideologia do texto e dos comentários do autor e de seus defensores, penso no equívoco sobre certos conceitos apresentados, seja no texto, seja no recente comentário do autor. Um desses conceitos é a liberdade, que se apresenta apenas como algo aplicável à pessoa física, pior, promovendo o egoísmo. No comentário o autor demonstra ser contra a liberdade individual ao usar o imperativo: "bebam, dirijam, vivam... Sejam felizes"; mas o indivíduo pode pensar e querer diferentemente. Daí que, na democracia de direito, o conjunto dos indivíduos chamado povo (uma certa forma de "pessoa" coletiva) escolhe os seus representantes que farão as leis. Se a lei não é boa, graças à liberdade individual de escolher os legisladores. Penso, no que se refere à liberdade do indivíduo, que se deva considerar em vista de sua perfeição; ser livre é atingir a finalidade momentânea em vista da finalidade última da existência. Para Aristóteles seria a "polis", para os teólogos, o conhecimento da mente eterna sem mediação de criatura, para os existencialistas, o nada. Reconheço que há um vício na forma de estabelecer as leis: a moral kantiana, que faz do imperativo categórico individual a fonte da lei; como o "imperativo" de cada um difere pela formação recebida, gera-se a democracia, com seus valores e vícios. Melhor seria uma aristocracia de especialistas, que livrasse os indivíduos da escravidão estatal e da escravidão de sua ignorância. Faltou também dar uma precisão ao conceito de crime. No modelo legislativo positivista a lei é o que define o crime. Mas a lei deve ser fruto da natureza humana, uma expressão da lei universal desta, para que se estabeleça de modo geral. E volta o problema de definir o universal pelo voto da maioria! Os próprios ministros do Supremo passam pelo aval de políticos democratica e diretamente eleitos.
    Vou exagerar para talvez ser bem criticado, por escrito ou mentalmente: se queremos liberdade individual devemos acabar com a democracia, que é a arma pela qual a primeira comete suicídio!
  • Arion Dias  05/11/2011 19:28
    Marcelo,
    tu estás agindo de má fé quando diz que o autor é contra a liberdade do indivíduo por usar termos no imperativo. Aliás, talves lhe falte um pouco de estudo da língua portuguesa para compreensão do que ele quis dizer com isso mas se for o caso não vou entrar em detalhes. Por muitas vezes eu sou contra a forma que o Fernando responde aos comentários. Acho que ele é seco demais ou até mal educado por vezes mas isso não me impede de reconhecer a coerência dos comentários que ele sempre fez. A liberdade é impenhorável, inalienável e não aceita relativismos.

    Quando tu diz: "Daí que, na democracia de direito, o conjunto dos indivíduos chamado povo (uma certa forma de "pessoa" coletiva) escolhe os seus representantes que farão as leis." tu não nota uma coisa simples. Não existe uma pessoa jurídica ou física chamada povo e uma democracia é, e sempre será, uma ditadura da maioria (ou dos que se mantém no poder) contra aqueles que pensam diferente.
    Se hoje eu amadureço intelectualmente (digamos que eu tivesse fazendo 18 anos, idade "legal" como gostam) e penso que não é errado dirigir alcoolizado não estão me coagindo sem que eu ao menos tivesse escolhido as leis ou seus proponentes? Isso não me torna um escravo das pessoas que fizeram as leis no passado?

    É por isso que defendemos a propriedade privada para tudo! Assim, cada um saberia o que pode e o que não pode e aceitaria ou não as regras do dono do lugar em questão e não uma imposição existente desde antes do meu nascimento.

    Mas tu acerta no final. A democracia, no final das contas, acaba sendo o meio que a liberdade comete suicídio.
  • Pe. Marcelo Gabert Masi  06/11/2011 00:42
    Caro Arion Dias
    Sou padre, mas não posso obrigá-lo a reconhecer isto chamando-me assim. Eu não diminuo, mas meu interlocutor não cresce. Desconstruir a autoridade para exercê-la é a tática marxista.
    Não tive má-fé. Apenas demonstrei logicamente a fragilidade da argumentação. Toda argumentação tem seus pontos fracos. O autor tem um fio ideológico - eu também - que fatalmente o levará a defender suas proposições, inclusive esclarecendo termos, aprofundando a questão. É assim que se debatem ideias.
    O seu português não está melhor do que o meu. Por exemplo: ao dizeres "quando tu diz" - erro doloroso de conjugação, repetido adiante. Não soubeste interpretar meu texto. Esqueceste de que a palavra "pessoa" está entre aspas para designar um sentido não usual juridicamente, uma analogia (leia Santo Tomás de Aquino ou os neotomistas, que entenderás o que é analogia). Sugiro que procure nos textos que doravante leres o sentido semântico a partir da intenção do autor. A ideia de intenção do texto lembra-me a exegese fundamentalista. Aliás, comentário de site não é artigo, que exija tanto do português. Basta, "a priori", não usar linguagem coloquial quando o assunto se trata de modo mais técnico.
    Lamentavelmente não tiveste condições de avaliar a fundamentação kantiana do Direito positivo.
    Reflita: antes do Estado existiu o primeiro ser humano, mas o segundo ser humano provavelmente criou as relações sociais, das quais resulta o Estado como forma de afirmação do indivíduo perante o outro, a fim de que não se verifique de fato a percepão wolf: "homo hominis lupus".
    Deus te abençoe. Pelo uso do "tu", incluso o erro de conjugação pareces ser meu conterrâneo.
    Em tempo: o autor, é claro, não defende a beberragem e a direção irresponsável, mas faz uma crítica ao Estado, mostrando seu limite ao deixar brechas na legislação. Se a legislação tem brechas, como pode cuidar de tantos casos individuais? Está fadado a ser um poderoso impotete. Mas o Estado e sua vigilância não deixarão de existir. Marx o profetizara e nada aconteceu.
  • mcmoraes  06/11/2011 08:40
    @Pe. Masi: "...Sou padre, mas não posso obrigá-lo a reconhecer isto chamando-me assim. Eu não diminuo, mas meu interlocutor não cresce. Desconstruir a autoridade para exercê-la é a tática marxista..."

    Autoridade? A que autoridade exatamente vc está se referindo?
  • Andre Poffo  06/11/2011 11:42
    Não entendendo essa relação anarquismo-marxismo. Marx significa o Estado máximo e dono de tudo, portanto, se Estado significa nós então tudo de 'todo mundo', logo após isto: anarquia. Somente faz sentido se todos fossem parte do Estado, mas não é, a abordagem marxista do anarquismo é impossível. Já na teoria se mostra falha. O anarquismo defendido neste site é em teoria muito superior logicamente ao marxista. Mas concordo que de fato a primeira vista - para quem freqüentou escolas governamentais(publica, privada) - é um tanto difícil pensar deste modo: mais capitalismo, mais anarquismo. Ainda mais se estiver arraigado o sentido de anarquismo significando bagunça e caos.
  • João Pedro  06/11/2011 01:27
    Padre, PNA( Prícipio da não agressão). Agora fique a vontade para tentar definir o que é crime.

    Ah e outra, alguém me perguntou se eu quero o estado ou se eu concordei com suas normas? Não! Que bela democracia.

    Não seria necessário nós estarmos tendo essa discussão se a Máfia do Estado desestatizazem as estradas. Assim, como seria propriedade privada e eu não discuto gerência de propriedade dos outros...

    E Padre, como está Jesus? Última vez que eu vi ele estava meio pregadão.(Só para descontrair)


  • Arion  06/11/2011 17:42
    Marcelo Gabert,
    Se sou o delegado de polícia mais novo do meu estado isso não me dá autoridade; isso me dá poder. Contudo aqui não é lugar para uso do poder. A autoridade é construída pela vontade dos que a reconhecem e um "paraquedista" não possui autoridade apenas por ter um bom título (motivo de nunca usar um aqui). Ainda bem que anarquistas reconhecem a autoridade e, por todo o conjunto da obra, o Fernando é quem a possui aqui. Este espaço ainda é um que o estado não tomou conta e as autoridades aqui surgem da sociedade que se reune por estas idéias e não uma imposição estatal.

    A questão do português que eu coloquei foi que ele usou o imperativo para combater a proibição autoritária do STF. Ninguém deve ser obrigado a deixar de fazer algo que não prejudique outra pessoa e isso é o colocado por ele no texto; deverias reler o texto para uma compreensão lato senso do título ou da resposta do autor. Entender a semântica do texto é fundamental e por isso faltou interpretação pra ti.

    Existir uma sociedade é condicio sine qua non para existência de um estado mas o inverso não se aplica. A premissa de que homo hominis lupus é uma presunção filosófica muito falsa. Hobbes escreveu isso sem considerar que, seres dotados de razão que somos, a cooperação e a divisão do trabalho geram mais riqueza do que a busca isolada pela sobrevivência. E isso é a base do seu pensamento. A divisão do trablaho nos deu tudo que a sociedade conseguiu evoluir até hoje e não o estado (premissa de Hobbes).

    Se leres o tratado sobre o governo civil de Locke verás o quanto as idéias libertárias anarcocapitalistas são parecidas ou até mesmo baseadas na sua obra. As leis naturais são as leis de uma sociedade livre - direito a vida, a liberdade e a propriedade.

    O autor realmente não faz apologias de que as pessoas devam dirigir de forma irresponsável. Mas a crítica feita por ele, diferentemente do que tu enterpretaste ("mas faz uma crítica ao Estado, mostrando seu limite ao deixar brechas na legislação.") é uma crítica a intervenção do estado e no fato deste fazer legislações e criminalizar possibilidades futuras independente do fato delas acontecerem ou não.
  • Victor  06/11/2011 18:18
    O Pe. Marcelo tem razão.\r
    Que eu saiba, nenhuma empresa privada admite que os funcionários consumam álcool durante a jornada de trabalho(seja este perigoso ou não).\r
    Enfim, é um consenso universal que o álcool reduz a capacidade do ser humano, aumentando o risco potencial de causar prejuízos.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 22:15
    Claro.. é normal bafômetro nas portas das empresas... (SIC)
  • augusto  06/11/2011 22:52
    Nao sei se voce estava sendo ironico, Fernando, mas sim, varias empresas, no Brasil e no mundo, fazem testes de drogas e alcool em seus funcionarios - no exame admissional e em exames-surpresa por sorteio. E muitos funcionarios apoiam a medida.\r
    \r
    (nao, nao estou tentando criar nenhuma comparacao esdruxula entre o gestor de uma empresa privada e o governo)
  • Daniel  05/11/2011 18:47
    Acho que está faltando um pouco de sensatez nos comentários(e bastante leitura). Dois pontos:

    1º - Não é só beber que aumenta as chances de acidente. Usar drogas(lícitas ou não), e até mesmo o cansaço afetam a direção. Agora, imaginem se o estado decide baixar uma lei para fazer todo tipo de teste em todos os motoristas: de drogas - todas, até medicamentos que dão sono ou que deixam acordado - de sono, de bebida. Engarrafamento em São Paulo seria o menor dos problemas: o difícil seria arranjar gente o bastante para fazer todos os testes e não gegar fila. Isso seria impossível. Se você quer saber por que, olhe para um hospital público . . .

    Agora, tenta imaginar o que aconteceria se o consumo de qualquer droga - incluindo remédios - fosse proibido e se pessoas com sono fossem proibidas de dirigir. Tentar colocar isso em prática seria colocar o país em uma ditadura "contra os acidentes"

    2º - Responsabilidade parece ser um quesito básico para a liberdade. Aqueles que não são responsáveis o bastante e cometem delitos, como um homicídio em um acidente de carro, são punidos. Ou deveriam ser. Mas o estado é incapaz de punir. Não é atoa que existe a "Ética da liberdade"
  • Bruno Nunes  05/11/2011 19:03
    Vou tentar mais uma vez, para tentar ajudar o autor: \r
    \r
    A partir do momento que você proibe e transforma em crime o ato de beber antes de dirigir, você está reprimindo a liberdade da outra pessoa e afetando a cultura/hábito de muita gente. É algo tão violento e radical que se torna dificil de fiscalizar, pra não dizer impossível. Essa proposta talvez teria sentido se isso tivesse se transformado em um grande problema na sociedade, mas a realidade é outra e a grande parte dos problemas no transito ocorrem devido à imprudência dos motoristas em momentos de LUCIDEZ, e não embriaguez.\r
    \r
    Dentro dessa visão, o que se propõe é justiça e aplicação das leis em um momento posterior, até que a sensação de impunidade seja extinta e o receio de uma punição futura, faça os indivíduos pensarem antes de tomarem a decisão de beber e dirigir, mas ainda assim, cabendo a eles essa escolha.\r
    \r
    Na escola austríaca é assim que acontece, muito melhor do que o Estado para fiscalizar e executar, é o indivíduo tomando suas decisões dotado de responsabilidade.\r
    \r
    O problema disso, e é o que torna esse artigo polêmico, é que isso gera margem para algumas pessoas argumentarem: "Nossa, mas até isso teremos a morte de muitos inocentes". Infelizmente sim, mas o fato é que com essa lei ridícula, isso também não será evitado.\r
    \r
    Pra mim, o problema é que até pra punir o Estado é incompetente.\r
  • Nilton Miranda  05/11/2011 20:08

    FERNANDO CHIOCCA Realmente existem muito mais acidentes causados por motoristas sóbrios. E no caso destes motoristas sóbrios se forem culpados por dirigirem imprudentemente,forem irresponsáveis e agressivos no volante. Devem ser punidos duramente de acordo com a lei. Sei que existem motoristas arrogantes e violentos na estrada (os furiosos e violentos). Também o individuo pode se acidentar por azar, moleza , uma bobeira. Culpa dos outros.

    Agora se um desses motoristas (furiosos e velozes ou mesmo um barbeiro ) passa por mim não dá para ver que ele vai causar um acidente. Agora um motorista cachaceiro dá muito para prever que ele vai causar um acidente. Por isto a policia tem que multá-lo e separá-lo do carro.

    Você pode sair por aí filmando motoristas que bebem uns chopps , dirigem para casa e depois foi assistir televisão. Agora se por acaso este motorista que bebeu uns chopps se envolver num acidente de trânsito. Por favor não deixe de colocar o vídeo aqui para vermos.
    Pois tem dia que dá azar e nos envolvemos em acidentes apôs ter bebido. Embora muita gente pense que nunca vai causar um acidente por ter bebido ou estar embriagada.


    FERNANDO CHIOCCa . VOCÊ deu os seus argumentos. Mas ! Não tocou numa questão . A existência de uma quantidade enorme de gente que enche a cara,bebem todas, a turma dos cachaceiros,bebedores de cerveja,uisque,vodca,champanhe,etc.

    Pergunto o que fazer com essa gente? Este é o problema ? Talvez no seu mundo não exista a figura do motorista arrogante e irresponsável,Cachaceiro,Pé de cana,Bebum. Que caindo de embriagados saiem dirigindo pelas ruas,atropela,causa acidentes,fere e mata pessoas. Ou se não atropelou ninguém ou não causou nenhum acidente, é um perigo constante para as outras pessoas. Podendo causar acidentes a qualquer momento.

    EU PERGUNTO A VOCÊ O QUE FAZER COM ESTES MOTORISTAS CACHACEIROS ? Responda !O que fazer com a turma que gosta de encher o bujo de bebida e sai dirigindo, para eles não causarem acidentes,atropelarem,ferir ou matarem as pessoas ?

    Alguèm tem que responder a essa pergunta. E não ficar só defendendo direitos e mais direitos e nada de deveres.

    A turma dos CACHACEIROS não quer saber de : _ Direitos Individuas. Liberdade de Expressão. -Direitos Constitucionais. _ Liberdade Individual.

    Tudo que os Cachaceiros querem é encher a barriga de bebida.



    POR QUE SERÁ QUE VOCÊS NÃO PENSÃO. NÃO FALAM . NÃO DEFENDEM OS DIREITOS,A VIDA DAS VITÍMAS DOS MOTORISTAS EMBRIAGADOS.

    Essas pessoas não existem no mundo de vocês,na cabeça de vocês,na memória de vocês.

    FAÇAM UM ARTIGO QUE FALE DAS VITIMAS DE MOTORISTAS EMBRIAGADOS.

    Ou será que não podem pensar em certas coisas ????






  • Matheus Polli  07/11/2011 01:37
    Vamos explicar mais uma vez pros virgens. É simples assim, neném: não deve haver crime sem vítima.

    Quer que desenhe? Vamos lá:

    Situação 1. O indivíduo encheu a cara, entrou no carro, foi pra casa mamado. Não machucou ninguém nem tirou a propriedade de outros. Chegou (irresponsavelmente, claro) são e salvo em casa. Pronto - não houve crime.

    Situação 2. O indivíduo entra no carro, bêbado ou não, e causa um acidente que lesou outra pessoa de alguma maneira. CRIME.

    Simples assim, ponto pro Fernando Chiocca.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  07/11/2011 08:40
    Saudações, respeitável Matheus, matou à moda pau.
    Mario F.dos Santos cita (no livro Filosofia e História da Cultura)que as pessoas à procura de um particularismo (especialidade) apartam sua alma e consciência do universal.Essas pessoas procurando uma escolaridade particularista não percebem que é justamente isso que o governo, estado (sic), tentam, e conseguem, fazer: dividir para dominar, explicando: apartam daqueles que não fazem uso de alcool,aqueles que fazem uso, mostram números e estatísticas, após a engenharia-abstratista alinhavam com a mão todo-poderosa as partes, mas aí então já estamos unidos pelo poder estatal, mais uma lei para tomar dinheiro da gente.
    Abraços.
  • Fernando Z  05/11/2011 20:30
    Perdoe-me, mas esse texto extrapola a normalidade.

    Se beber dirija????

    Eu entendo que você é libertário, agora colocar esse título não é normal. Será que realmente você quer passar essa mensagem? Será que realmente você acredita nisso?

    E outra, "Bebam, sejam felizes", de novo, você realmente acredita nisso?

    Uma coisa é ser libertário, outra é defender as mazelas dessa mesma liberdade.
    Acho que você está querendo ser provocativo cara.
  • Fernando Chiocca  05/11/2011 21:50
    E o que é "normalidade"? Prender e roubar alguém que não causou e nem ameaçou causar nenhum dano à alguém???

    Se é isto, ainda bem que extrapolei isto e sai deste estado de imoralidade e falta de ética.
    Vivemos numa sociedade doente e ser ético e moral parece ser coisa de outro mundo até!

    A campanha "Se beber, não dirija", até o ponto que era pacífica e voluntária e objetivava educar pessoas sobre os efeitos que certa quantidade de álcool pode ter na alteração das condições de algumas pessoas, tudo bem.(e essas condições variam enormemente de pessoa pra pessoa, de quantidades, e de grau de alterção, sendo que, como Rockwell lembra em seu artigo, o cosumo de álcool pode fazer as pessoas dirigirem até de forma mais prudente)

    Mas depois passou a ser coercitiva, primeiro através da obrigatoriedade desta mensagem de importância duvidosa nas propagandas de bebidas, e depois com leis dracônianas que transformaram a campanha em "se beber, não dirija, ou eu acabo com você", aí tudo mudou de figura.

    O que são mazelas da sociedade? Isso?: "Os casais podem continuar saindo para jantar e pedindo uma garrafa de vinho, os trabalhadores podem ir aos churrascos e tomar sua cerveja, os jovens podem ir às baladas e consumir sua vodka com Red Bull e depois pegar seus veículos e retornar para suas casas. Milhões de pessoas fazem isso no mundo todo, todos os dias, sem causar e nem ameaçar causar mal a ninguém."

    Perdoe-me, mas se você quer agredir pessoas por viverem suas vidas e serem felizes, seu problema é de caráter.
  • Um iniciante...  05/11/2011 20:36
    Muito bom texto, sempre com a qualidade chiocca. não vejo nada de errado com as resposta do Fernando acho até coerente ele responder de forma seca e rápida, torna mais objetivo.
  • Angelo T.  05/11/2011 20:57
    Bom texto, Fernando. Parabéns!
  • Daniel Marchi  05/11/2011 21:24
    Excelente argumentação, Fernando. Parabéns.

    O título já diz tudo. "Se beber, dirija". Eu bebo e dirijo SIM! Não tenho vergonha nenhuma de dizer isso! Não sou idiota para tomar 2 litros de whisky e dirigir. Sou adulto, responsável, penso na minha vida e na vida dos outros. Sei dos meus limites. Sei muito bem os efeitos de qualquer bebida alcoólica. Mas não é por isso que vou deixar de... ser feliz, po##a !!!

    No fundo o problema é esse. O estado ODEIA pessoas livres, responsáveis, adultas. Quanto mais leis "bonitinhas", mais as pessoas são infantilizadas. Estão criando um exército de cagões. "Arma é perigosa! Bebida é crime! Cigarro é venenoso! A Cuca vai te pegar!!! blá blá blá..." Daqui a pouco vão querer regular quais facas eu posso ter na gaveta da cozinha.

    Toda a vez que me reúno com os amigos no bar é sempre o mesmo assunto. Será que tem blitz? Onde? Você já foi pego? Assoprou? Quer saber... isso enche o saco!
  • Traldi  05/11/2011 23:35
    Proteger os cidadãos do próprio livre arbítrio é absolutamente ridículo.
    Veículo nunca foi brinquedo e nunca será. Para a prevenção de acidentes sou favorável a tecnologia. Nunca o Estado...pelo amor de Deus!
  • Luiz Otavio Fontana Baldin  06/11/2011 01:07
    Parabéns pelo texto, Chiocca.

    Pelos comentários de alguns aí, dá para se ter uma idéia de como o Brasil tem uma cultura atrasada em relação a propriedade privada. É uma pena.

  • Edmar Ferreira Jr  06/11/2011 03:10
    Até que a ciência prove o contrário, o ser humano continua a ser a única espécie dentre as demais dotada de livre arbítrio e capacidade de raciocinar. Deveria se sentir privilegiado por isso, mas ao que tudo indica prefere entender o fato como puro capricho da natureza. Com o estado de consciência alterado seja por que motivo for o homem perde direito a seu livre arbítrio pelo simples fato de não ser mais capaz de raciocinar. \r
    A racionalidade é o pressuposto básico da liberdade. Até mesmo para se questionar a presença opressiva do Estado em nossas vidas é necessário antes ter razão. Ser simplesmente contra o Estado não é o suficiente para que se possa sustentar qualquer argumentação liberal. Mesmo em uma sociedade de homens livres o Estado continuaria a ser necessário na forma da lei porque o respeito aos contratos e à propriedade privada não pode depender única e exclusivamente da boa vontade entre os homens. A questão do trânsito é mais uma das que preferimos (por nossa pura incompetência) passar ao controle do Estado. Se quisermos ser livres e levados mais à sério deveremos antes nos reeducar e se as estradas forem o termômetro de nosso atual estágio de evolução, estamos frios, muito frios...
  • Israel  06/11/2011 03:13
    Discordo deste artigo de Fernando Chiocca.
  • Luiz  06/11/2011 03:43
    Aquele que defende a criação e a aplicação de leis tais como a discutida no artigo assim o faz por crer em sua eficácia na prevenção de atentados contra si mesmo ou sua propriedade ou seus entes queridos. Ora, tal eficácia só poderia advir do fato de que deixar-se-ia de dirigir alcoolizado para evitar-se a punição prescrita pela lei. Ao declarar tal entendimento, admite - ainda que involuntariamente - que pauta suas próprias ações não pelo respeito à vida e à propriedade de seus semelhantes e sim por medo da penalidade imposta e de suas consequências. Ao medir por esta régua suas próprias ações, precipitadamente julga que todos assim o fazem, o que não passa de uma generalização grosseira, como sabemos os que pautamos nossas ações não pelo medo da punição mas sim pela responsabilidade que só pode nascer do verdadeiro respeito à liberdade e à propriedade de nossos semelhantes e não do medo à punição. Creio ser esta a causa da dificuldade de que compreenda o quão absurda e nefasta é uma lei que ao tolher a liberdade dos indivíduos, tanto não evita tragédias quanto não promove o respeito mútuo e a responsabilidade, muito pelo contrário.
  • Eduardo  06/11/2011 12:48
    Vale lembrar que a mortalidade no volante é tão gritante no Brasil porque os carros aqui são uma bela merda.
    www.icarros.com.br/noticias/geral/carros-brasileiros-tem-problemas-de-seguranca/8928.html

    Nós somos obrigados a gastar uma fortuna em carroças de plástico sem itens de segurança básicos porque carros melhores e mais baratos são proibidos de entrar no comércio nacional sem passar por impostos e regulamentações abusivas criadas pra proteger nossa excelentíssima indústria nacional (há décadas funcionando e ainda não aprendeu a produzir com mais eficiência que os nossos amigos do exterior) dos malvados importados e sua "competição desleal".
    Além de não ser nada fácil pra um cidadão comum no Brasil gastar ainda mais pra ter um carro verdadeiramente seguro, de forma que muitos estejam arriscando muito mais suas vidas por não terem condições de comprar segurança sob esse protecionismo nocivo que aumenta o preço.

    Convenhamos, é bem difícil morrer numa batida de carro com tanto equipamento de segurança que existe por aí. Só mesmo em casos de muita velocidade ou coisa do gênero. Há de se vacilar muito pra morrer num carro com 10 airbags. Quiçá cair de um viaduto, sei lá.
    Certamente as vítimas de atropelamento não podem ser ajudadas por essa medida, mas as vítimas de batidas de carro, sim.

    Querem diminuir a morte no trânsito? Que tal, pra começar, permitirem o livre comércio de automóveis pra que a população possa comprar carros seguros por um preço muito, muito menor?

    Entretanto, tudo o que recebemos pra resolver esse problema é essa autoritária lei seca.
    Dá pra esperar que em breve proíbam os carros de uma vez, mesmo, como forma de diminuírem as fatalidades no volante.
  • Andre  06/11/2011 12:51
    Vamos proibir o limite de velocidade no trânsito também, afinal não é garantido que alguém que ultrapasse vá causar acidentes. Vamos tirar os sinaleiros e faixas de pedestres, não é garantido que haja mais atropelamentos por causa disso!

    Vocês, anarquistinhas de quarto, me dão raiva. Mesmo contra todas as estatísticas querem fazer esse discurso "o estado é do mal", e se livrar de responsabilidades óbvias que todos tem. E o pior, pra sair de casa e encher a cara. Afinal é uma afronta a liberdade não poder tomar todas e sair dirigindo não é mesmo? Realmente ninguém pode ter dignidade sem fazer isso.

    Resumindo, vocês me dão pena, cresçam por favor e parem de passar vergonha postando merda na internet.
  • Catarinense  06/11/2011 15:21
    Meu caro, você é livre para discordar, bem como para simplesmente ignorar este artigo, pular este site e ir para o próximo que lhe agrade. Agora... Sua grandeza moral, sua ética superior e seu raciocínio afiado somente estão servindo para lhe fazer parecer um tolo :)

    ( Se ficou com raivinha, morda o dedo! )



  • Helio  06/11/2011 13:39
    Gostaria de esclarecer que:

    A) O Instituto Mises NÃO defende que uma pessoa dirija embriagada.

    B) O Instituto Mises NÃO sugere que se deva desobedecer a lei, pois se poderá sofrer consequências sérias por tal desobediência.

  • Fernando Chiocca  06/11/2011 17:26
    Perfeitamente Helio.

    O texto diz para seguir a lei, e, segundo a lei, ninguém é obrigado a assoprar o bafômetro.

    Esta é uma prerrogativa jurídica básica que o estado totalitario brasileiro ainda não solapou, a de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Quanto mais provas de não ter feito absolutamente nada que podem resultar em multas e cadeia!
  • Paulo Sergio  06/11/2011 17:32
    Então tem alguma coisa errada, alguma divergência interna ou exagero nas figuras de linguagem, porque isso é exatamente o que parece que ele está defendendo
  • Rodrigo Constantino  06/11/2011 14:13
    Hélio, alertas importantes.

    Acho que o artigo peca pela tentativa de cair no maniqueísmo, 8 ou 80. Se não há crime sem vítima, então sair dando tiros a esmo na rua não é ilegal, bastando não acertar, por acaso, ninguém.

    Há um ditado jurídico que diz: o abuso não deve tolher o uso.

    O cara tomar dois chopps e dirigir deve ser crime? Claro que não! O cara ficar totalmente embriagado e pegar um carro, deve ser crime? Talvez, e acho que sim. Como traçar a reta que separa um caso do outro, quando depende de cada organismo? Ora, não tem resposta fácil e não-arbitrária! E isso incomoda muita gente que tem mentalidade cartesiana demais, enxerga apenas preto e branco e nunca o cinza. Com qual idade alguém tem maturidade para dirigir em primeiro lugar? Depende! Mas vamos aceitar então leis que permitem crianças de 8 anos dirigirem por aí? Creio que ninguém aceitaria isso. Mas 18 é uma boa idade? Não sei. Por que não 17? Ou 19? Não sei dizer. Não há critério único, absoluto, perfeito. Portanto, vamos cair em alguma arbitrariedade sempre.

    O mesmo vale para a dose de bebida. O absurdo da lei, em minha opinião, é o teor permitido. É ridículo vetar QUALQUER quantidade de álcool. Mas também é igualmente ridículo, para condenar este absurdo, propor o extremo oposto, qual seja, o direito de ingerir QUALQUER quantidade e pegar o carro. Nem 8, nem 80. Convivamos com a angústia do critério levemente arbitrário, pois ele é parte da vida, sempre.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 14:33
    Não Rodrigo, o artigo não pecou por maniqueísmo nenhum.

    Você que pecou ao fazer a comparação com "sair dando tiros a esmo na rua" quando a primeira comparação que o artigo faz, citando o próprio ministro é a de sair na rua com uma arma.

    O artigo é cristalmente claro ao dizer que não se deve jamais dirigir de forma imprudente ameaçando causar danos as pessoas (após ter bebido ou não). Esta seria a analogia com "sair dando tiros a esmo na rua".

    Quem fala em critério único e absoluto é o estado, que impõe que todo mundo que dirigir com alcool no sangue é um criminoso (não mais "criminoso em potencial", mas criminoso mesmo). O artigo é exatamente contrário a imposição de um critério único e absoluto.

    E acredito que concordamos nestes pontos: O governo bebeu?
  • Carlos  06/11/2011 14:39
    Fernando, achas que é brincadeira perder a vida, ficar paraplégico, deficiente mental, etc. por causa de um motorista bêbado?

    A política contra o álcool no volante deve ser de tolerância zero.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 15:05
    Carlos, achas que é brincadeira perder a vida, ficar paraplégico, deficiente mental, etc. por causa de um motorista que não bebeu?

    A política contra o motoristas no volante deve ser de tolerância zero.
  • Carlos  06/11/2011 17:41
    Mas um motorista bêbado é um perigo muito maior. O álcool diminui a atenção e leva o motorista a assumir maiores riscos, elevando as chances de acidente. 150 mg por 100 ml de sangue aumenta em cerca de 25 vezes a chance de acidente.
  • Carlos Araujo  07/11/2011 00:27
    Carros pretos tem maior probabilidade de sofrer acidentes

    Vamos criar uma lei para proibir a venda de carros pretos. Qte tal?
  • Catarinense  06/11/2011 15:08
    Parabéns pelo artigo. Evoca à discussão um assunto interessante, e pelo nível de alguns comentários, infelizmente vemos que certas pessoas não conseguem ainda raciocinar de ponto a ligar os pontos para entender o que o artigo propõe. Ficar na análise superficial e ir pelo entendimento mais "fácil" é o que trouxe a sociedade brasileira para o patamar atual. O brasileiro tem preguiça de pensar, e a situação social atual é consequência disto.

    Descobri o Instituto Mises à pouco tempo, mas parece que há anos que sou conhecer destes ideais. Sempre acreditei na liberdade, e sei que o mundo ocidental se tornou grande graças a ela. Faço da leitura deste site um hábito diário, e já estou inclusive planejando fazer uma "comprinha" na biblioteca do site, para engordar a minha própria hehehe...

    Ah, um lembrete, inclusive para o Padre que comentou acima: LIVRE ARBÍTRIO. As pessoas nascem livres para fazerem o que bem entenderem da vida. As consequências, serão delas. E esta é uma das mensagens chave da própria Bíblia. Mas o Padre deve ler mais o catecismo do que a Palavra de Deus, então aparecem comentários como aqueles...

    As pessoas fazem confusão, e acham que a segurança é direito natural, e não que são responsáveis pela sua própria. E ainda acreditam cegamente ser função do estado fornecer esta segurança. Seja no trânsito, seja na rua. No entanto, acidentes acontecem, e infelizmente sempre acontecerão. Não é inventando leis que eles acabarão.

    Sei que tenho muito aprender sobre o pensamento libertário, mas tenho certeza que estou no caminho certo.
  • Luiz  06/11/2011 15:57
    No meu entender, defender a privatização de estradas e vias, como alguns aqui, é contrario ao direito fundamental dos indivíduos de ir e vir, pois se fosse assim, para sair de minha propriedade teria de ter a permissão do proprietários das propriedades que limitam-se à minha e também a permissão dos vizinhos de meus vizinhos. De fato, se assim o fosse, as propriedades encerrar-se-iam mutuamente, prejudicando sobremaneira a livre circulação de pessoas e, por extensão, de mercadorias, serviços e mesmo de idéias.

    A existência de um espaço neutro, quero dizer, sem proprietários particulares ou, por um outro viés, de propriedade comum, compartilhada, ao qual esteja ligada toda e qualquer propriedade particular parece-me condição fundamental para a que as ideias de liberdade e de propriedade possam efetivamente concretizar-se.

    Pode parecer sacrilégio sugerir isso aqui, mas talvez possamos pensar que é somente pela existência destes espaços sem proprietários particulares, de propriedade comum, que a sociedade pode assumir uma existência positiva, concreta e não coerciva.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 16:18
    Sacrilégio nenhum Luiz.. eu acho que concordo com você.

    Sempre tive um pé atrás quanto a "privatização" de ruas também. Não sei se pelo mesmo motivo, já que o dono de sua rua seria você mesmo, em conjunto com os outros moradores, mas desde que li o artigo A origem da propriedade privada e da família, em que Hoppe faz a distinção entre propriedade e território, me pergunto se as ruas atuais não seriam territórios.
  • Hugo de Mello  06/11/2011 16:11
    Eu gostaria de saber em qual mundo ilusório o autor do texto vive.
    Só quero deixar marcado aqui que entendo o ponto do autor, só que alguns devem sofrer para o bem maior, todos nós vivemos em sociedade, essa coisa de liberdade pessoal, da maneira em que ele tenta expressar, não passa de utopia.

    Não aceito que a sua liberdade tenha o risco de prejudicar a minha vida ou a de alguém que eu goste, ou de qualquer outra pessoa.

    Como disseram ali em cima: não gosta de cigarro em bares? ache um bar que não permita fumantes.

    Quer beber e dirigir? Arrume um lugar onde todos concordem em fazer isso, não nas ruas onde pessoas, que respeitam as leis, transitam.

    E por favor autor, não precisa nem se dar ao trabalho de responder meu comentário com suas justificativas ilusórias e espero realmente que a sua vontade de parecer libertário e revolucionário não prejudique a sua visão do mundo, e caso prejudique mesmo, eu espero nunca estar perto quando algum acidente, causado por sua visão deturpada, acontecer.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 16:21
    Não aceito que a sua liberdade tenha o risco de prejudicar a minha vida ou a de alguém que eu goste, ou de qualquer outra pessoa.

    Quer dirigir? Arrume um lugar onde todos concordem em fazer isso, não nas ruas onde pessoas, que respeitam as leis, transitam.
  • Hugo de Mello  06/11/2011 16:29
    Eu não sei se vivo em outro mundo e não sei o que estou falando, mas a chance de acidente é muito maior quando tem álcool envolvido.

    Não sei como alguém que escreve um texto bom desses, mostrando seu ponto, mesmo que eu não concorde, tenha a cara de argumentar dessa maneira.

    Nem parece alguém com três décadas e meia de vida.
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 16:33
    ???
    Mas o simples fato de colocar toneladas de metal em movimento perto de outras pessoas tem o risco de prejudicar a sua vida ou a de alguém que você goste, ou de qualquer outra pessoa.

    Eu só demonstrei que sua posição pode ser usada para proibir carros, onibus, motos, caminhões, por completo.

    Quanto a probabilidades estatísticas, a chance de um crime é muito maior entre negros de 18 a 24 anos... Então vamos colocar todos na cadeia para diminuir essa probabilidade matemática.
  • Hugo de Mello  06/11/2011 16:47
    Apesar de ofensiva a comparação, Touché!

    Parabéns!
  • Paulo Sergio  06/11/2011 18:02
    'Quer dirigir? Arrume um lugar onde todos concordem em fazer isso, não nas ruas onde pessoas, que respeitam as leis, transitam.'

    Não entendi qual o problema, em ruas privadas também seria desse jeito
  • Fernando Chiocca  06/11/2011 22:13
    Seria desse jeito?

    Ninguém pode saber como um mercado livre que não existe iria ser. Isso é o mesmo que tentar prever como seria o mercado de iPhones há 100 anos atrás.

    Palpite por palpite eu tenho o meu também. Jamais um emprrendedor iria tratar seus clientes dessa forma, fazendo blitz absurdas que causam um congestionamento inútil para averiguar o que motoristas que estão dirigindo normalmente têm nos seus sangues!


    Mas dizer que donos de propriedades privadas poderiam fazer isso ou o que quiserem em suas propreidades, sequer pode ser considerado um argumento. É o mesmo que dizer que tudo bem se o governo proibir o porte de armas, pois um dono de ruas privadas poderia fazer o mesmo, ou que o estado poderia exigir que todos andassem de smoking em suas ruas já que promotores de baile já fazem isso em suas propriedades...

    O assunto é direito, é justiça. Se o governo exigir que todos andem de smoking, estará sendo criminoso, do mesmo jeito que está sendo com esta lei dracôniana no mais puro estilo Minority Report.
  • Paulo Sergio  07/11/2011 10:16
    O que eu quis dizer foi: em -algumas- ruas privadas -que o dono quisesse- isso também seria assim
    Como a maioria acha errado beber e dirigir, acho razoável pensar que esses mesmos iam ser os clientes das ruas privadas em que um limite razoável fosse proibido.
    Do mesmo jeito que um dono de bar tem o direito de proibir fumantes no seu bar.
    E isso não é pra justificar nada que o governo faça, porque numa rua privada vc só entra se quiser
  • Itamar  06/11/2011 16:40
    Fernando, Meus Parabéns. Brilhante artigo!

    Daniel Marchi, concordo com vc. Dei muita risada da forma simples, clara, objetiva e engraçada que colocaste seu comentário nesta parte:

    "Estão criando um exército de cagões. "Arma é perigosa! Bebida é crime! Cigarro é venenoso! A Cuca vai te pegar!!! blá blá blá..." Daqui a pouco vão querer regular quais facas eu posso ter na gaveta da cozinha"

    Perfeito!

    Abs
  • Paulo Sergio  06/11/2011 17:49
    Não sei se concordo com esse artigo, com certeza também existem acidentes com motoristas sóbrios mas a questão é, será que a bebida a partir de um ponto não é uma variável que aumenta a CHANCE de acidente?

    Justamente porque não quero o governo se metendo na minha vida é que eu não quero dar motivos pra ele se meter.Tipo, ser responsável, ser prudente, acho que os libertários deviam ser os primeiros a dar o exemplo, e não ficar de brincando de se achar o fodão, mandar as pessoas beberem, diminuir os reflexos e sair por aí pra provar que não faz mal pra ninguém.
  • Andre Cavalcante  07/11/2011 00:43
    Liberdade é uma palavra muito pouco entendida.

    Só tem liberdade verdadeiramente que a sabe usar com sabedoria.

    Quando fiz o curso para renovar a habilitação, o Corpo de Bombeiros fez questão de apresentar os dados oficiais: 90% dos acidentes veiculares são provocados por causa do motorista. Destes, 80% dos casos o condutor estava embriagado.

    Vamos por as coisas neste prisma: na Europa não sai carro da fábrica sem ter 3 componentes básicos: controle de tração, controle de estabilidade e ABS. Porque? Estatísticas deles, deste que a lei foi aprovada para toda a UE, países como Portugal, por exemplo, onde as estatísticas de morte em feriados prolongados nas estradas era alarmante (para padrões europeus, diga-se de passagem) diminuíram drasticamente: no último natal, em 2010, por exemplo, houve zero acidentes com mortes nas estradas portuguesas. Porque da exigência: não é que os condutores conduzam melhor, mas as estradas e os carros melhoraram.

    Bom, por essas bandas há fiscalização e um pouco mais de respeito pelas leis.

    No Brasil, apesar da proibição, os acidentes só diminuíram nos primeiros meses em que a fiscalização foi forte. (fiscalização é outra forma de educação, lembremos bem).

    Eu pergunto: fazer o que com o Brasil, para diminuir aquele percentual absurdo?

    Minha sugestão: proibir a bebida, melhorar estradas e carros, educar (fiscalizar?) o condutor!

    Só assim poderemos de fato falar em liberdade em alguma coisa no trânsito.

    PS: E sim, viver em sociedade implica em, necessariamente respeitar o direito do outro, mesmo sob pena de redução do seu direito. Pegar um carro e dirigir embriagado é, no mínimo, desrespeito por si, e sempre, pelos outros.

    Abraços
  • Thales  07/11/2011 08:15
    Quando você fez o curso de direção do governo, o agente do governo lhe informou que, segundo os dados do governo, quem não segue as regras do governo não acaba bem... hmmm\r
    \r
    Aproveito também para comentar que os carros aqui são um lixo com 15 anos de atraso tecnológico justamente por causa dos impostos e do oligopólio alimentados por esta corja que você considera, moral e tecnicamente, capaz de cagar regras para nos "educar".\r
    \r
    "Minha sugestão: proibir a bebida, melhorar estradas e carros, educar (fiscalizar?) o condutor!" \r
    Pare pra pensar, sua sugestão é justamente a proposta de quase todos os governos federais e estaduais no Brasil já há um bom tempo, o resultado é esse aí.
  • Andre Cavalcante  11/11/2011 18:02

    Você quotou apenas o último parágrafo, isso distorceu o que coloquei. Não é justo! :(

    Se olhar bem, no PS da mensagem eu justifico a colocação.

    Liberdade é liberdade verdadeira apenas se você respeita a liberdade do outro. Me desculpe, mas beber e dirigir é no mínimo irresponsabilidade consigo mesmo e muito de falta de respeito a liberdade do outro (e até mesmo falta de respeito a maior propriedade de todas: a vida).

    Também não disse que cabe ao governo fazer o papel do proibidor ou agente fiscalizador (educador). Pois bem, pegando um exemplo aqui do site: imagine um acidente em uma rodovia pedageada (privada); claro isso vai deixar o trânsito lento, complicado e até mesmo pode dar margem para novos acidentes. Se as estatísticas no Brasil e na Europa então mais ou menos de acordo é porque bebida e direção realmente não fazem um bom casamento. Então em uma rodovia privada, a fiscalização caberia a agentes dessa empresa e, pode ter certeza, que não passaria bêbado, justamente porque a empresa sabe que, se a estrada engarrafa muito, é perigosa e coisa e tal, qualquer outra empresa que construir uma ao lado fazendo o mesmo trecho vai ganhar os bons clientes (os que não bebem).

    Abraços
  • Luis Almeida  11/11/2011 18:29
    Me desculpe, mas beber e dirigir é no mínimo irresponsabilidade consigo mesmo e muito de falta de respeito a liberdade do outro

    Por que?

    Da EXATA mesma maneira eu poderia dizer que dirigir sem beber é no mínimo irresponsabilidade consigo mesmo e muito de falta de respeito a liberdade do outro.
  • Fernando  07/11/2011 08:10
    parabéns Chiocca, o povo tá igual gado, aplaudindo uma medida criminosa dessa, praticada pelo estado, justamente aquele que deveria proibi-la .
    No caso de eu me recusar a assoprar, o que pode acontecer ? alem é claro da canseira , digo do sequestro . ?
  • anônimo  07/11/2011 09:24
    Existe uma coisa que se chama EMINÊNCIA (no caso, aumento de risco de acidente) e com a cultura extravagante brasileira essa EMINÊNCIA fica ainda mais intensificada! Comparar o trânsito e a educação austríaca com o trânsito e educação brasileira é um equivoco. Tal lei não te aponta o dedo na cara dizendo que é um BANDIDO por dirigir embriagado, mas te aponta como um imprudente sem bom senso.
  • Carlos Araujo  07/11/2011 11:10
    Caro anônimo.
    O texto não compara a Escola Austríaca com trânsito. A Escola Austríaca, é uma escola de pensamento ecnômico.
    O texto defende as liberdades individuais, não tem nada a ver com economia.
    E sim, a lei criminaliza os que dirigirem embreagados, e até onde eu sei, a partir do momento em que se comete um crime, você é bandido para as autoridades brasileiras.

    Abraço.
  • Bob Alex  07/11/2011 09:42
    Nem tudo está perdido. Quando da última viagem que fiz a Minas, recebi um folheto distribuído pela Polícia Rodoviária Federal e pelos Bombeiros em Muriaé. Bem simples, dizia de todas as causas de acidentes - não só a bebida, mas conservação do veículo, direção perigosa, sono, medicamentos, etc. E não estavam flagrando ninguém, somente orientando e com muita boa educação.
    A BR-116 é uma estrada perigosa, mas de um tempo pra cá tenho observado menos acidentes, a estrada está sendo recapeada, as campanhas de conscientização acontecendo e em todas as inúmeras viagens que fiz, nunca fui parado.
    Há liberdade (ainda) nesse espaço do Brasil. Claro que não é perfeito, outras pessoas podem ter passado por experiências diferentes da minha, mas é um começo. E mostra que é possível sim ter liberdade e responsabilidade.
  • Luiz Henrique  07/11/2011 10:25
    Sim, a morte causada por acidente de trânsitos tem diversas causas, incluindo, por dirigir depois de ingerir bebidas alcóolicas. E se de alguma maneira podemos minimizar as mortes por acidente de transito, por que não fazer? Como não tem como selecionar o limite de cada pessoa, fixa-se um limite comum para todos.
    Sim, nos países desenvolvidos a presença de policiais nas ruas com blitz é bem mais reduzido, mas lá as leis são muito mais severas, criando uma cultura mais respeitosa e, assim, levando ao cidadão à pensar mais se se arrisca ou não, a cometer o ilícito.
    Existem diversas situações de perigo passando por nós no nosso dia a dia, mas se podemos proibir uma ou pelo menos minimizar, por que não fazer?
  • Catarinense  07/11/2011 11:19
    Existe uma diferença enorme entre culpar o ato e culpar a intenção. O primeiro você pode provar, e punir de maneira consistente. O segundo, é impossível ser justo, pois você não pode ler a mente humana ou o futuro para dizer com 100% de chance que tal pessoa irá cometer um crime, e portanto, deve ser punida. A Europa pune o primeiro caso, e de maneira eficiente. A população, bem educada, aprendeu isto, e leva este fato em consideração antes de tomar suas atitudes. O governo marsupial aqui do sul gostou do filme minority report e acha capaz de fazer o mesmo do filme, e acredita que isto vai ter uma solução positiva. Fato é que o segundo caso não funciona NUNCA, e só leva a leis arbitrárias e estados tirânicos. Isto não é um exercício de reflexão, é análise dos fatos históricos.
  • Luiz Henrique  07/11/2011 11:33
    O crime não é ter intenção de provocar um acidente de transito, mas o fato de se tornar um perigo para sociedade. O tipo penal é o fato de dirigir depois de ingerir determinada quantidade de bebida e não a intenção. Da mesma forma que portar uma arma de fogo sem o devido porte é crime. Na maioria dos casos, ninguém tem intenção de atropelar alguém, mas acontece por diversos motivos, inclusive pelo agravante de dirigir depois de ingerir bebidas.
  • Pedro  07/11/2011 12:05
    Luiz,\r
    1) não tem lei mais severa que a nossa "lei seca". é 0% de alcool mesmo. Isso diminuiu os aciadentes? Não.\r
    2) Não é a lei rigorosa, é aplicaçãod a lei\r
    3) "Existem diversas situações de perigo passando por nós no nosso dia a dia, mas se podemos proibir uma ou pelo menos minimizar, por que não fazer?" Se levar-mos esse raciocinio marginalista ao extremo podemos manter todos em carcere privado que os risco diminuem, essa é sementinha do estado fascista. \r
    Existe risco ate em atravessar uma rua. A questão é o trade-off em proibir condutas de risco e a restriçao da liberade. Até aonde vai uma e ate aonde fica a outra.\r
    Alguns exemplos:\r
    1) é moral estabelecer uma idade de 18 anos para tirar CNH?\r
    2) é moral proibir saques acima de um valor a partir de 22 horas?\r
    3) é licito proibir celular em banco?\r
    4) beber em bares aidna pode, mas é licito proibir fumar em bares?\r
    etc...\r
    \r
    A "lei seca" teve que ser engolida "a seco". Bem ou mal, ainda moro no Brasil e me submeto a lei do Brasil. Mas agora, o STF vem e "interpreta" a lei instituindo o pré-crime. O principio da razoabilidade ou porporcionalidade ou "adequação dos meios aos fins" foi pro espaço.\r
  • Luiz Henrique  07/11/2011 12:44
    A lei não proíbe ninguém de beber....só não pode dirigir depois disto!
    Os acidentes diminuíram no início quando havia fiscalização mais intensa, mas depois aumentaram novamente, devido ao fato de continuarem bebendo e dirigindo.
    Meu raciocínio não está sendo levado ao extremo, somente àquilo que a lei se aplica.
    A conduta de risco tem que ser interferia pelo estado a partir do momento que estiver prejudicando a sociedade. Não tem como acertar um ponto de equilíbrio ótimo para todos....tem que ser o ponto que minimize os problemas.
  • Pedro  08/11/2011 12:20
    "A lei não proíbe ninguém de beber....só não pode dirigir depois disto!" \r
    \r
    A lei não poribe (ainda). No caso de armas, que tambem há risco, busca-se a poribir. O argumenta para poribir bebidas fica automaticamente implicito\r
    \r
    \r
    "Os acidentes diminuíram no início quando havia fiscalização mais intensa, mas depois aumentaram novamente, devido ao fato de continuarem bebendo e dirigindo."\r
    \r
    Os acidentes semrpe aconteceram. Por que não aplicar a lei anterior antes de se pensar em algo amis duro.\r
    Se os acidentes voltaram a aumentar mostra que a lei foi inocua. Mostra-se que o problema não é a NOVA LEI.\r
    \r
    \r
    "Meu raciocínio não está sendo levado ao extremo, somente àquilo que a lei se aplica. \r
    A conduta de risco tem que ser interferia pelo estado a partir do momento que estiver prejudicando a sociedade. Não tem como acertar um ponto de equilíbrio ótimo para todos....tem que ser o ponto que minimize os problemas."\r
    \r
    Mesmo que seu argumento seja levado ao xtremo, não há razão de se aplciar parte dele e o resultado for um estado fascista.\r
    \r
    \r
    \r
  • Catarinense  07/11/2011 13:14
    Luiz Henrique, sua posição foi refutada várias vezes nos comentários acima. Não vou repetir todos de novo. Passe bem.
  • Luiz Henrique  07/11/2011 14:48
    Catarine,
    Minhas "críticas" tem o intuito expor meu ponto de vista e de engrandecer o debate sobre o tema. Ah, inclusive respeito seu ponto de vista!! Passar bem!!
  • Cristiano  07/11/2011 12:12
    Acho que cabe a pergunta: pro morto faz diferença se quem o atropelou estava sóbrio ou bebado?
  • Gustavo (LD)  07/11/2011 14:34
    Bom texto, Chiocca... Interessante...

    Compartilho que não se pode transformar um cidadão em criminoso porque esse "porta" uma substância em seu corpo
    que pode vir a causar algum dano eventualmente...

    Sabe que não sou Libertário ou como mencionado por alguns acima, anarquista, utopista e etc...

    Seria como condenar alguém por estar dirigindo com sono... (alguns efeitos semelhantes)

    Abs




  • Nilton Miranda  07/11/2011 16:57

    Uma pegunta aqui quando são CACHACEIROS ? Sejam honestos, quem não abre mão de jeito nemhum de encher o bujo de bebida. E também não abre mão de jeito nemhum de dirigir o carro depois de umas bebidas.

    Muitos aqui ficam criando argumentos,falando de direitos. Mas ! O único Direito que querem é continuar enchendo o bujo de bebida e de preferência sem deixar de dirigir seu carro.


    LOGO TODA ARGUMENTAÇÃO APESAR DE SER BONITA,PARECER JUSTA,BEM FEITA. NA VERDADE SÓ SERVE PARA DEFENDER SEU VÍCIO DE BEBER E DIRIGIR APÔS TER BEBIDO.


    FERNANDO CHIOCCA ! Responde a mim desta vez. Porque meu comentário anterior, o segundo comentário parece que fugiu dar á resposta.
  • Fernando Chiocca  08/11/2011 11:09
    É isso aí NILTON MIRANDA.
    Defendo o direito de beber e dirigir pois bebo e dirijo, Defendo o fim da proibição de todas as drogas pois uso todas as drogas. Defendo o casamento (direito de firmar qualquer contrato) de gays pois sou gay e quero casar. Defendo o direito ao suicídio pois quero me matar. Perfeito.

    Você sabe o que é o axioma da não agressão que nós libertários defendemos? É o princípio de que não se deve iniciar agressão contra um inocente; contra alguém que não causou e nem ameaçou causar dano a pessoa ou propriedade de outro.

    Qual sua pergunta que eu não respondoi? O que fazer com cachaceiros? Oras, se eles não causaram nenhum mal a alguém, então não tem que fazer nada com eles. Se eles estao dirigindo em altas velocidas e em zigue zague ameaçando outras pessoas a sua volta, ou se eles causarem dano a alguém ou a propriedade de alguém, devem ser punidos. Mas se não fizerem nada disso, não.

    E você, o que acha? Acha que pessoas que não fizeram nada devem ser agredidas pela punição de uma "lei"?? Qual é o seu problema que não estou entendendo?
  • Henrique Mareze  06/02/2013 01:52
    ''Se eles estao dirigindo em altas velocidas e em zigue zague ameaçando outras pessoas a sua volta... devem ser punidos''.

    Fernando, se você acha que andar em alta velocidade (obviamente, acima da permitida) e em zigue zague são ''ameaças'', por que andar embriagado não !?!
  • Fernando Chiocca  06/02/2013 14:54
    Fernando, se você acha que andar em alta velocidade (obviamente, acima da permitida) e em zigue zague são ''ameaças'', por que andar embriagado não !?!

    Primeiro que andar acima da velocidade permitida não é uma ameaça.
    As pessoas são punidas com multas mesmo se não houver nenhum outro ser vivo por perto se passam por um radar em uma velocidade acima da permitida.
    Isso é completamente absurdo. Obviamente NADA ocorreu para uma pessoa merecer punição, pois ninguém foi sequer remotamente ameaçado.

    Segundo que mesmo se alguém trafega a uma velocidade acima da permitida, nenhuma ameaça necessariamente se configura, já que os limites de velocidade são fixados ridiculamente baixos, apenas para alimentar a fascínora industria da multa. Eles NADA tem a ver com "ameaças" ou "segurança".

    Terceiro, sua pergunta é, para mim, espantosa. É espantoso que alguém possa ter uma dúvida dessas.
    Me explique onde "passar a milhão" perto de pedestres, dando um cavalinho de pau rente a eles pode ser comparado com dirigir nromalmente e apenas estar com uma substância no sangue???

    É óbvio que isso não configura ameaça alguma.
  • Henrique Mareze  08/02/2013 16:53
    Mas eu nunca disse que fazer tudo isso possa ser comparado com ''dirigir normalmente''...
    Não sei onde você tirou isso. As aspas que coloquei em 'ameaça' não têm sentido irônico, ou qualquer coisa parecida...
    Só achei estranho o seu comentário, ao dizer que:

    ''Se eles estao dirigindo em altas velocidas e em zigue zague ameaçando outras pessoas a sua volta, ou se eles causarem dano a alguém ou a propriedade de alguém, devem ser punidos. Mas se não fizerem nada disso, não''.

    E, depois:

    ''Primeiro que andar acima da velocidade permitida não é uma ameaça''...
  • anônimo  11/02/2013 12:24
    O problema é essa palavra 'ameaça'. Tem gente que acha que dirigir em alta velocidade, em zigue zague, NÃO é uma ameaça porque o motorista não está querendo forçar os outros a nada, só está querendo por ex, se divertir.
    Só que isso é irrelevante, a intenção é irrelevante pra uma coisa ser uma ameaça.

  • Paulo Sergio  08/11/2011 12:47
    Ninguém está preocupado com cachaça nenhuma,o problema é o precedente.
  • mcmoraes  08/11/2011 14:47
    O "brilhante" ataque ad hominem do Nilton Miranda (i.e. vocês são contra a nova lei porque vocês são todos uns cachaceiros!) me fez lembrar de uma notícia curiosa sobre o emprego do caps-lock: Funcionária é demitida por escrever e-mail com Caps Lock ligado.
  • Oscar  07/11/2011 23:31
    O problema desse site é que muito ocasionalmente cai em dogmatismos bestas e totalmente desnecessários, como dizer que "não existem transtornos mentais, manias, doenças mentais, esquizofrenia, velhice, fobias, inveja, burrice, ect. e não se discute"; ou dizer que "não existem pessoas irresponsáveis e não se discute."; "marketing não cria 'gostos' e 'necessidades desnecessárias' nas pessoas e isso não se discute."
    Ou sobre a negação que é o cérebro sim que cria os pensamentos, desejos e ideias, não acho que seja necessário acreditar em alma ou espirito para ser um liberal.
    Se realmente for necessário acreditar nessa baboseira ou em outras (o ser humano é magico; todo e qualquer ato humano é racional; não existem asilos; nem loucos; nem emoções e "paixões" ou instintos; o cérebro NÃO é onde se localizam as ideias) para ser liberal, então mil desculpas, buscarei outra filosofia.

    Não é necessário acreditar cegamente nesse dogmatismo besta de que álcool não causa acidentes(causa sim), para ser eticamente contra os atos da precog original(do filme mesmo), ou desse Grande Irmão controlador brasileiro que não chega nem perto em eficacia e sutileza, mas nem se chegasse.


    =======================================================

    E sobre o texto, brasileiro tem pensamento magico, é só colocar uma lei que resolve, "lei é lei", se não funcionar cria uma "lei melhor" então, se algo deu errado "no sistema" é porque faltou alguma lei. Uma criancinha morreu? "Falta de lei", uma criancinha morreu com um raio na cabeça? Culpa do prefeito.(pode procurar, "morte de criança por raio", conseguem sempre culpar alguém "du guvernu" e pedir algum órgão estatal para evitar a morte por raios).
    Povo carente, irresponsável, desejoso de um ser paternalista e omniprotetor e principal, que esse ser receba toda a culpa das coisas que aconteça na sua vida.
    É difícil ser liberal nesse meio. Se algo der errado, foi papai urso que não protegeu, foi o papai urso que não ensinou ou censurou tanto quanto deveria, temos que criar um papai urso mais e mais forte e mais atento pra proteger melhor da próxima vez.

    Não sei se já foi escrito, mas falta um texto leigo sobre responsabilidade individual para brasuca ver, sem teoria austríaca, nem nada. A ideia de "cada pessoa é responsável pelos seus atos e principalmente pelas suas duras consequências" é de causar calafrios nas pessoas, a culpa é sempre do estado, de deus, da natureza, da sociedade, dos burgueses, das empresas, dos illuminatis, dos energéticos, sei lá de quem, mas minha? Minha jamais.
  • Leandro  08/11/2011 04:52
    Prezado Oscar, o senhor está instado a mostrar onde neste site defende-se que:

    1) "não existem transtornos mentais, manias, doenças mentais, esquizofrenia, velhice, fobias, inveja, burrice, etc. e não se discute";

    2) "não existem pessoas irresponsáveis e não se discute.";

    3) "marketing não cria 'gostos' e 'necessidades desnecessárias' nas pessoas e isso não se discute."

    4) "o ser humano é mágico";

    5) "não existem asilos; nem loucos; nem emoções e "paixões" ou instintos";

    6) "o cérebro NÃO é onde se localizam as ideias"

    Aponte-nos artigos que dizem isso (e não pessoas na área de comentários, que de modo algum são porta-vozes as ideias deste instituto)

    Aliás, o artigo para o qual o senhor linkou de modo algum nega que "é o cérebro sim que cria os pensamentos, desejos e ideias". Muito pelo contrário: ele afirma exatamente isto. Está lá, na seção II do artigo.

    Ou o senhor tem problemas de interpretação de texto ou quer apenas caluniar. Peço novamente que o senhor aponte os artigos que defendem aqueles 6 itens ali acima. Caso contrário, ficará bem claro quem aqui está dizendo "baboseiras".

    Abraços.
  • Fernando Chiocca  08/11/2011 11:12
    E eu já gostaria de instar o exitado Oscar a comprovar sua afirmação de que álcool causa acidentes. Quer dizer que se eu beber uma latinha de cerveja e dirigir vou causar um acidente? Essa afirmação do garoto Oscar sim que é bem curiosa..
  • anônimo  08/11/2011 15:15
    Fernando, \r
    \r
    Gostaria de saber qual seria a sua resposta para afirmações como estas, \r
    "90% dos acidentes de transitos são causados por pessoas alcoolizadas"\r
    \r
    "Estatísticas norte-americanas mostram que a simples ingestão de dois copos de cerveja pode aumentar o tempo de reação de 0,75 para quase 2 segundos."\r
    \r
    \r
    Eu concordo com o texto, outra violação da liberdade individual que eu vejo também é a obrigatoriedade de se utilizar o cinto de segurança.\r
    \r
    \r
    Obs: Pergunto porque as vezes sinto dificuldade em debater contra esses "argumentos"\r
    \r
  • Fernando Chiocca  08/11/2011 16:41
    Oi anônimo

    A primeira afirmação eu reposndo simplesmente dizendo que é mentira.

    E mesmo que fosse verdade, ainda assim não seria admissível punir alguém baseado em estatísticas.

    A segunda afirmação eu diria que dirigir um carro não é realizar uma cirurgia no cérebro de alguém. Muito pelo contrário, é uma atividade muito simples que não requer grande precisão e nem astúcia, podendo ser desempenhada pela minha vó de 88 anos tranquilamente.

    Que eu saiba, a maioria dos acidentes envolvem motos. Deve-se proibir as motos ou dizer que quem anda de moto é um criminoso!?

    A maioria dos acidentes envolvem jovens de 18 a 24 anos do sexo masculino. Deve-se proibir TODOS os jovens de 18 a 24 anos do sexo masculino?

    Aqui vão algumas outras estatísticas:

    Um dos fatos mais curiosos é que a maioria das colisões ocorre em velocidade entre 40 e 50 km/h, portanto, apenas manter-se em velocidade relativamente baixa não descarta a possibilidade de que aconteça qualquer acidente.

    ..as situações que mais causam acidentes ou sustos no trânsito são as seguintes:

    * Separando uma briga dos filhos - 26%
    * Apagando cigarro - 22%
    * Usando o laptop - 21%
    * Conversando com um passageiro - 18%
    * Falando ao celular - 13%
  • Daniel Klug  09/11/2011 16:22
    Chiocca, o problema é que as pessoas em geral não compreendem o significado das probabilidades nas estatísticas. O que "90% dos acidentes são causados por motoristas embriagados" quer dizer sobre a (im)perícia de tais motoristas? Nada, absolutamente NADA! Uma pessoa com um mínimo de conhecimento de teoria das probabilidades, diante dessa afirmação, pensaria: "Mas qual a porcentagem de motoristas bêbados que causaram acidentes?" Vamos analisar.\r
    Suponha que essa estatística esteja correta, apenas para fins de humilhação. Assim, se num período, em dada região, houve 10 acidentes, 9 deles devem ter sido causados por motoristas bêbados, e 1 por motorista sóbrio. Mas vamos dizer que, nessa mesma região, durante esse mesmo período, tenham passado 900 motoristas embriagados (saindo de uma festa) e 10 sóbrios. Daí, de maneira mais correta, podemos afirmar que 1% (9/900) dos motoristas bêbados se envolveram em acidentes, e 10% (1/10) dos sóbrios se envolveram em acidentes. Prendam os sóbrios!!!\r
    No fim, o que penso é que essas estatísticas são mal-utilizadas por (1) ignorância ou por (2) má-fé, que é o caso do Governo, sempre.\r
    Excelente artigo, como sempre, e mostra que as pessoas não entendem o princípio básico: não se está incentivando que se dirija bêbado; apenas se defende que, se você quiser fazer isso, e não prejudicar ninguém no processo, não deve ser erradamente punido.\r
    Abração, Chiocca!
  • Fernando Chiocca  09/11/2011 16:50
    E sem dúvida que é má fé do governo Daniel.

    No Rio de Janeiro, onde as blitz de lei seca são intensas à tempos, (licensa para usar uma estatística, heheh) 90% dos veículos apreendidos são por falta de IPVA.

    A única e verdadeira razão desta lei seca e suas blitz são para cobrar impostos.

    E idiotas úteis chegam ao ponto de defender com unhas e dentes uma maneira de serem roubados mais eficientemente.
  • Paulo Sergio  08/11/2011 12:22
    Oscar deve ter lido Richard Dawkins e fica procurando 'almas' e 'espíritos' em tudo, não é nada disso que o artigo que vc citou fala, nem ele nega que o pensamento é feito pelas conexões de neurônios no cérebro.
    O que ele diz, e fala que é uma coisa fora do que Mises definiu como ação humana, é que também existem pensamentos e conexões de neurônios inconscientes, que estão mais para uma coisa biológica do que para um pensamento equilibrado e racional
    E não tem nada de freudiano ou pseudocientífico nisso, a neurociência por ex já comprovou que quando vc dorme, e obviamente não está consciente, o cérebro continua funcionando.
  • Paulo Sergio  08/11/2011 12:38
    E esse site também não diz que não existem doenças mentais, pelo que eu entendo o que ele faz é ficar do lado do indivíduo que quer ser o próprio juiz.Muitas vezes na história a psiquiatria já veio com pérolas, tratamento de choque, lobotomia, etc, mas também veio com coisas boas mas enquanto vc está no meio do furacão não dá pra ver direito, então o que o pensamento libertário diz é que no fim das contas o que tem que valer é a vontade do indivíduo
    Até hoje em dia mesmo, a medicina inventou esse negócio de disturbio do défcit de atenção e entope as crianças de remédios, enquanto outros falam que isso tudo é uma palhaçada que as crianças que querem sair pular e brincar são apenas...normais
    Outro exemplo, por muito tempo a acupuntura foi condenada mas depois a ciência descobriu que ela funciona.Se fosse pra confiar na sabedoria superior dos caras que fazem as leis, alguém que quisesse se tratar com acupuntura (e ficar curado realmente) estaria fazendo um crime
  • Leandro  10/11/2011 07:12
    Prezado Oscar, dado que o senhor nos fornece emails falsos, vou responder aqui às provocações que o senhor tem nos mandado seguidamente.

    O seu raciocínio é bizarro, para não dizer completamente néscio.

    Um indivíduo agir racionalmente não significa que ele utiliza as suas faculdades mentais da maneira que você julga correta; não significa que a ação dele será moral ou lógica. Um suicida, ao decidir se jogar de uma janela, está fazendo uma escolha que, para ele, naquele momento, é a mais lógica a ser feita -- o que não quer dizer que você ou eu consideraremos tal atitude lógica.

    Por exemplo, os loucos não escolhem ser loucos. Os loucos, mesmo sendo loucos, agem; e, ao agirem, têm o objetivo de alcançar determinados fins. Você pode até discordar disso; mas não tem como refutar.

    Dado que toda a sua "argumentação" com a qual o senhor nos agraciou se baseia nessa falácia lógica, isso, por si só, já rebate toda aquela sua lista de "afirmações" distorcidas a nós imputadas.

    Outra coisa: você confunde ciência com Unidade da Ciência. Mais uma prova de sua confusão mental (ou seria ignorância)?

    O simples fato de o senhor não entender esses pontos básicos mostra que ou o senhor tem dificuldades com as palavras, ou tem dificuldade com o raciocínio ou, o que é mais provável, quer apenas tumultuar, xingar e caluniar (daí a não aprovação de seus seguidos comentários). Em nosso site, nossa propriedade privada, nós fazemos as regras, e esse seu comportamento baderneiro não será tolerado.

    Se quiser postar, refaça seu comentário, só que de modo mais educado. Calúnias, tergiversações e tentativas de criar confusão são banidas.

    Abraços!
  • Fernando Araujo  08/11/2011 13:18
    Um dos melhores artigos do Mises Brasil até hoje.
    Meus parabens

  • Marcos  08/11/2011 15:03
    Chegamos exatamente no ponto em que o libertarianismo derrapa. Esqueçamos a lei brasileira, que impede completamente as bebidas, o que é evidentemente absurdo. Vamos nos ater aos casos em que a pessoa está completamente embriagada, a ponto de comprometer seriamente não só os reflexos e a noção de espaço quanto a própria razão da pessoa. Ninguém nega que isso é possível, certo? Se nega certamente nunca viu alguém completamente embriagado.

    OK, então se alguém dirige sob efeito de álcool ao ponto de perder completamente sua habilidade ao volante e mesmo a razão está aumentando exponencialmente o risco para os outros motoristas e dos pedestres pelos lugares em que passar. Isso é um fato. Mas por uma sorte incrível chega em casa sem causar nenhum acidente. Não houve lesão corporal nem morte.

    Agora, vamos a um outro caso. Vamos dizer que alguém pegue uma arma, mire em você e atire. Felizmente a pessoa erra o alvo. Não houve lesão corporal nem morte.

    Segundo a mentalidade libertária, ambos os casos seriam semelhantes. Se não houve dano não deve haver punição. Ou seja, qualquer assassinato, estupro, roubo ou qualquer crime, por mais hediondo que seja, não deve ser punido salvo se chegar a causar algum dano. Viveriamos em uma sociedade em que alguém "marcado para morrer" deveria esperar pacientemente ser morto para então seus algozes serem punidos.

    Ocorre que o direito penal não trabalha apenas com o conceito de crimes de dano. Há os crimes de perigo, em que não se pune o resultado, mas sim o incremento injusto de um risco. Dirigir embriagado, tal como a hipótese de tentativa, se refere exatamente a esta hipótese. Ao praticar uma certa conduta, o agente é punido exatamente pelo incremento de um risco que não pode ser suportado por terceiros, independente de atingir ou não o resultado esperado. E a sociedade se torna mais segura por ele ser preso por "tentar" antes de "conseguir".

    Se alguém duvida disso me responda com sinceridade: você acha que alguém que atira na sua direção não deve ser punido?

    No mais, me parece um otimismo ingênuo acreditar que todo mundo vai ter responsabilidade e andar na linha sozinho. Quem pensa assim não conhece a natureza humana.

    Enfim, a visão libertária do direito penal exarceba um dos piores problemas da legislação do Brasil: a impunidade. O resultado de tantas garantias nós vemos nos 50 mil assassinatos por ano. Com estado ou sem estado, esse raciocínio é equivocado.
  • Fernando Chiocca  08/11/2011 18:22
    Poxa Marcos, que presunção afirmar que existe um ponto que o libertarianismo derrapa se você nem conhece o básico do libertarianismo. Não, a mentalidade libertária (a qual vc demonstrou desconhecer) não diz que se não houve dano não deve haver punição. Ameaça de agressãoo também é considerada agressão. E a ameaça deve ser clara e direta, e não estatísticas e probabilísticas.

    Se ao menos tivesse lido o artigo com um pouco de atenção (se é que leu) já veria que seu exemplo, que supostamente seria uma falha no entendimento libertario, foi tratado e até usado para criticar a decisão da "justiça".

    O artigo já diz que a comparação da nova "lei" é com o porte de arma, e não com alguém atirando na sua direção(está sim uma clara ameaça direta). E o artigo também diz que ninguém pode dirigir de forma imprudente e que ameace a vida dos outros, estando sóbrio ou ébrio. Quem o fizer, estando sóbrio ou ébrio, deve ser repreendido e receber alguma punição. Todos devem dirigir com prudência sempre.

    Uma pena você ter comentado sem ler e sem ter estudado o mínimo sobre o libertarianismo. Quando não se conhece algo, convém fazer comentários em forma de perguntas, ao invés de afirmações.
  • marcosjmmendes@gmail.com  09/11/2011 15:26
    Da minha parte acho que não convém responder os outros com insinuações de que nao li o artigo. É extremamente desrespeitoso.

    Não há rigorosamente diferença relevante alguma quanto as situações por mim abordadas. Em ambas há a criação de um risco injusto, que não se concretizou por circunstâncis alheias a vontade do agente. Não é um risco meramente "probabilístico", é uma ameaça direta. Estudos mostram que o comprometimento é real, levando a alguém que não possui capacidade física para proteger terceiros de riscos a dirigir, o que por si só cria um incremento de risco, que é real.

    Isso sem falar na questão de indivíduos agindo fora de suas faculdades mentais. Será que todos aqui concordam que um louco ou uma criança de 5 anos não devem dirigir? Pois se concordam qual a diferença entre eles e uma pessoa que por meio de substâncias (nao apenas álcool, poia outros exemplos se aplicam aqui) perde sua capacidade jurídica, a ponto de poder ser considerado tão incapaz quanto os 2 primeiros?

    Enfim, como não considerar alguém absolutamente incapaz, mesmo de forma transitória, como sendo um risco concreto? A qualquer momento esta pessoa pode praticar um ato imprevisível.

    Não há rigorosamente diferença alguma entre dirigir bêbado fazendo zigue-zague. Se formos pensar em "estatística ou probabilidade", ambos estão aumentando a probabilidade de um acidente. Por que o primeiro seria um risco abstrato e o segundo concreto?
  • Fernando Chiocca  09/11/2011 16:17
    Desrespeitoso é alguém que não leu comentar. Se você leu, precisa ir fazer aulas de interpretação básica.

    Claro, alguém que bebeu uma bebida que contém algo se torna alguém absolutamente incapaz de forma transitória....

    Olha o naipe dos caras que apoiam o crime de se prender pessoas pelo conteúdo de seu sangue!



    E estudos mostram e estatísticas comprovam que grande parte dos assassinatos e brigas envolvem álcool. Ou seja, vamos proibir todo mundo de beber, mesmo os que nunca se envolveram em brigas e jamais matariam alguém, ja que o comprometimento é real, levando a alguém que não possui capacidade física para proteger terceiros de riscos, o que por si só cria um incremento de risco, que é real...
  • Ricardo  09/11/2011 17:17
    Sua premissa está errada.

    Você parte da premissa que todos que bebem e dirigem QUEREM realizar mal aos demais. Isso por si só já é um absurdo. Quer dizer que alguém que bebe sua cervejinha e volta pra casa depois do happy hour quer prejudicar alguém ?

    Comparar alguém que atira em um indíviduo com alguém na situação acima beira o ridículo, se já não o for.
  • anônimo  08/11/2011 19:34
    Agora, vamos a um outro caso. Vamos dizer que alguém pegue uma arma, mire em você e atire. Felizmente a pessoa erra o alvo. Não houve lesão corporal nem morte.

    Hum...
    Isto não me soa estranho...por acaso você é usuário do hardmob?
  • anônimo  09/11/2011 16:57
    "Agora, vamos a um outro caso. Vamos dizer que alguém pegue uma arma, mire em você e atire. Felizmente a pessoa erra o alvo. Não houve lesão corporal nem morte."

    Nestes comentários o Fernando deixou explicado: "Se eles estao dirigindo em altas velocidas e em zigue zague ameaçando outras pessoas a sua volta, ou se eles causarem dano a alguém ou a propriedade de alguém, devem ser punidos. Mas se não fizerem nada disso, não". Esse resposta se baseia no seguinte princípio, também exposto pelo Fernando nos comentários "ameaça deve ser clara e direta, e não estatísticas e probabilísticas."

    Por isso, sua imagem não se relaciona ao que está exposto no artigo. O correto seria comparar uma pessoa que dirige após beber(ou mesmo indiferente a isso), meramente a uma pessoa que porta uma arma. Existe uma diferença enorme entre portar uma arma e sair disparando tiros para todos os lados, inclusive na direção de inocentes.

    Espero que este ponto esteja claro.
  • Alexandre M. R. Filho  09/11/2011 17:25
    Aí é questão de dolo. Ele quis matar, mas não conseguiu.\r
    \r
    O cara que sai dirigindo bêbado quer matar alguém?\r
    \r
    Se alguém aqui disser que quer - ainda que na modalidade de dolo eventual (que é traduzido assim: "não vou matar ninguém, mas se eu matar, dane-se!") - então esse alguém vai ter que admitir que quem dirige bêbado pratica um homicídio tentado.\r
    \r
    Alguém tem coragem de ser coerente a esse ponto? É, meus amigos....
  • augusto  08/11/2011 19:28
    Nao gostei do artigo, cujo tom geral me parece ser, "se o estado me manda fazer, eu bato o pe e nao faco".\r
    \r
    O artigo parece sugerir que beber & dirigir constituem um direito, que o Estado, o malvado de sempre, quer tolher pelo simples prazer de mostrar quem eh que manda.\r
    \r
    Mas beber & dirigir nao constituem um direito - constituem um privilegio. Constituem um privilegio tanto no sistema social em que vivemos quanto o seriam num sistema libertario onde ruas e estradas fossem privadas.\r
    \r
    O dono do botequim da esquina expulsa os bebados inconvenientes, porque bebados inconvenientes afastam os fregueses. O dono da loja cara pede discretamente ou nem tanto que o homem mal vestido va embora. As seguradoras cobram mais de motoristas jovens, porque estatisticamente, eles tem maior probabilidade de se envolver em acidentes.\r
    \r
    Ora, eh razoavel pensar que num sistema de ruas e estradas privatizadas os proprietarios nao teriam nenhum interesse em impedir a circulacao de motoristas bebados - motoristas inconvenientes e com maior probabilidade de se envolve em acidentes - em suas vias? Que dono de estrada gostaria de ver seu negocio apelidado de "Estrada da Morte" ?\r
    \r
    E no entanto, eu nao acredito que o autor acusaria os donos da estrada de tomar esse tipo de medida.\r
    \r
    O autor quer nos convencer de que quando o estado nos impede de dirigir alcoolizados, ele esta nos tolhendo a liberdade. Mas ele nao pode afirmar que sua liberdade estaria sendo violada se a mesma acao fosse tomada pelo dono de uma estrada privada. Isso iria contra a filosofia adotada pelo autor.\r
    \r
    O argumento do autor, a meu ver, deveria ter sido simplificado: nao eh licito ao Estado possuir e operar estradas ou qualquer outro tipo de propriedade. E deveria caber a agentes privados decidir como e sob que condicoes suas propriedades serao usadas.
  • Fernando Chiocca  08/11/2011 19:52
    Só que o artigo não fala sobre regras de propriedades privadas, ele fala de justiça, de crimes, de ética.

    E segundo seu argumento, nada que o governo determine sobre as ruas pode ser considerado ilegítimo, já que se as ruas fossem privadas, os donos poderiam determinar qualquer regra de uso e de conduto para elas.
    Se o governo determina que todos os motoristas de todos os cantos do Brasil devem usar macacão, balaclava, luva e capacete e tomar um medicamento que aumenta a atençao antes de dirigir, e quem não fizer vai ser testado e vai ser punido, então tudo bem, afinal, o dono de uma rua privada poderia exigir o memso.

  • Eduardo  08/11/2011 19:55
    Gostei do seu comentario augusto.
  • Cleber  09/11/2011 03:54
    Você tentou falar bonito, mas esqueceu do estrago que a minoria que bebe alcoolizada causa.
    E no Brasil infelizmente muita coisa só funciona assim mesmo (se é que funciona), tem que ser criadas leis limitando a liberdade de todos, por que as pessoas não são capazes de cuidar de si e dos outros.
    Existem muitos acidentes causados por motoristas alcoolizados sim, e talvez não sejam maioria, mas são acidentes que poderiam ter sido evitados.
    Esses acidentes colocam em risco pessoas que não tem nada a ver com o infeliz que não soube se cuidar, e em ambos os casos, muitas vezes é o governo que acaba arcando com o custo do tratamento médico, do guincho, da perícia policial, é dinheiro do fundo de seguro social que tem que sair pra aposentar pessoas por invalidez.
    Isso tudo sem nem entrar no detalhe do lado pessoal das pessoas que são vítimas destes acidentes.
    Esse dinheiro todo sai do bolso do governo, ou com sorte de alguma seguradora, plano de saúde, seguro contra invalidez e etc. Ou seja, dinheiro de pessoas como eu e você, que pagamos impostos e seguros entre outros.
    É muito fácil criticar o governo "mal-caráter" que tenta "controlar a vida de todos" e citar um monte de referência esdrúxula. Mas escolher um na turma pra ser o motorista e não beber, ah, isso ninguém quer. Ir pro bar e voltar de taxi ninguém quer também, né?

    Enfim. Meu tio é paralítico há muitos anos, vítima de uma dessas pessoas que não sabia se cuidar, e estava dirigindo alcoolizado. Só quem acompanhou de perto sabe o que é isso.
    Espero que meu comentário ajude a te fazer pensar melhor nesse seu post, e talvez usar esse espaço pra convencer as pessoas a não beber e dirigir, ao invés de adotar uma postura infantil de que o governo isso, o governo aquilo, e acabar por convencer de que essa lei é uma bobeira.
    Dirigir sob efeitos do álcool é coisa séria em todo o lugar do mundo. Por favor não incentive esse comportamento.
  • Helio Souza  09/11/2011 15:41
    Ah, tava demorando para alguém vir com o argumento de "meu parente sofreu acidente por causa de um motorista embriagado".
    Meu caro, sinto muito pelo seu tio, e acho que o motorista deve sofrer pesadas penas pelo dano que causou, repito, PELO DANO QUE CAUSOU, não pelo simples fato de ter bebido e dirigido, ou você defende que se o motorista estivesse ébrio, a pena deveria ser mais branda ?
    E por favor, parem com esses argumentos de que "existem pessoas que não sabem se cuidar", isso é exatamente o que o governo quer que a população pense, para legitimar cada vez mais a intromissão do governo nas nossas vidas. Essas mesmas pessoas que "não sabem se cuidar", tem o direito(sic) de voto para escolher quem vai nos governar, olha que contradição!
    Não aceito de maneira alguma ter minha liberdade tolhida pelo erro dos outros. Cada um que arque com as consequências de suas ações.
    Pelo conteúdo inteiro do seu comentário, vejo que você caiu de pára-quedas aqui, leu (e não interpretou nem refletiu) o texto, não leu os comentários, que já refutaram todos os argumentos que você utilizou, aposto que também não leu as referências que você considerou a priori "esdrúxula" e foi direto para a caixa de comentários despejar sua sabedoria baseado nos seus conceitos, esses sim, esdrúxulos.
  • Matheus Polli  09/11/2011 08:12
    Este foi um artigo muito comentado e um termômetro para levantarmos qual vai ser a dificuldade de disseminar o pensamento libertário no Brasil. Através dos comentários contrários vemos quanto o brasileiro está envenenado pelo estado, quanto desconhece sobre o valor da propriedade privada e quanto custa a entender uma simples questão de moral - quanto não leu Bastiat, Ayn Rand ou o próprio Mises.\r
    \r
    Quando ouço os discursos do Ron Paul imagino o que diriam de um candidato assim por aqui.\r
    \r
    Uma pena.\r
    \r
    Abraços Chiocca, que eu vou guardar meu 38 em baixo do travesseiro (vai que o governo aparece!)
  • Victor  09/11/2011 11:10
    Acho que alguns não entendem que as leis servem para punir não só os prejuízos, mas a imprudência(dirigir embriagado, sem sinto de segurança, ou com lanternas queimadas, etc).\r
    Se somos contra esse princípio, então seremos contra a vigilância sanitária. Creio que todos concordam que é bom entrar em qualquer restaurante sem ter de se preocupar se o estabelecimento é higiênico ou não. Sem a fiscalização o "livre mercado" poderia se adequar às exigências dos clientes, sim; mas também poderia ocorrer de nenhum estabelecimento atender às expectativas e neste caso, a sociedade civil organiza-se para impor que todos os estabelecimento se adequem às condições mínimas de higiene, pois há um consenso que a falta de higiene prejudica a saúde.\r
    O que há de errado nisso?\r
    Ora, o que há de errado em nós exigirmos que seja proibido dirigir alcoolizado, se há um consenso que o álcool reduz a lucidez e o reflexo do motorista?
  • Paulo Sergio  09/11/2011 11:58
    'e neste caso, a sociedade civil organiza-se...'
    Não, não é a 'sociedade civil' que se organiza, é um bando de mentirosos parasitas do trabalho do pagador de impostos que achou um pretexto pra obrigar os outros a pagarem pelo serviço porco que eles fazem.
    Esse pessoal não está nem aí pra higiene nenhuma, isso é só uma desculpa.
  • Fernando Chiocca  09/11/2011 12:54
    O Vitor demonstra a total falta de noção e ética que possuem os que defendem este atentado contra os direitos individuais.

    Sim meu caro, somos contra as imposições violentas da vigilância sanitária.
    O livre-mercado pode criar , e de fato cria onde lhe é permitido, mecanismos de fiscalização próprios, que, não por acaso, são muito mais eficientes.
    Se você e uma maioria de consumidores não quiserem comer em estabelecimentos que não tenham sido fiscalizados por algum órgão sanitário, os próprios restaurantes irão se submeter voluntáriamente a algum inspetor privado para receber seu aval e assim receber todos estes clientes.

    Já você, no alto de sua obtusidade, por não querer comer em um restaurante que não tenha sido fiscalizado, propõe que homens armados vão a restaurantes e se eles não cumprirem com os seus padrões, que sejam fechados e presos.

    O jornal de hoje mostra o caso de dois chefs de cozinha que foram presos pela vigilância sanitária!

    De fato, já estamos vivendo sob um estado totalitário, onde um delegado prende um chef de cozinha internacional pq não identificou de onde veio um queijo tipo gruyre.

    E o jornal ainda diz que as alimentos com a arbitrária data de validade vencida são sinônimos de alimentos estragados.

    Como se comer um salsichão que está no frezer no dia 27 de novembro fosse okay, mas passou da meia-noite, estragou, e quem vender é um criminoso e vai pra cadeia!

    Os produtores de alimentos são obrigados a colocar estas datas, e tb para se livrar de qq possibilidade de processo eles colocam datas digamos 'bem conservadoras'. Eu consumo coisa com data vencida direta, e acredito que chef de cozinha experientes saibam bem melhor que um delegado ou um parasita público da vigilância o que serve e o que não serve para ser consumido.
    Ainda mais pq a reputação deles tá na reta.. se fizerem comida ruim pros clientes.. tão lascados..
  • Victor  10/11/2011 15:53
    Sem mais comentários, a argumentação pode até ser linda: "LIBERDADE,LIBERDADE, LIBERDADE!".\r
    Mas depois de tomar umas o discurso fica assim: www.youtube.com/watch?v=hwEsZ8orfns&feature=related\r
  • anônimo  10/11/2011 16:08
    Tudo certo na história principal deste vídeo. Um pedestre alertou a polícia de que havia um sujeito dirigindo perigosamente, pondo a vida dos outros em risco. A polícia parou o caminhão por causa do depoimento da testemunha e por causa dos claros sinais demonstrados pelo motorista de incapacidade ao volante. E o motorista foi autuado. Perfeito.

    Mas há uma enorme diferença entre essa história do vídeo e entre parar pessoas do nada, em uma blitz surpresa que infringe o direito de ir e vir, na mera esperança de o sujeito ter tomado dois goles de cerveja e com isso poder extrair dele dinheiro para estufar os cofres do estado.

    Isso é tão óbvio que eu realmente não entendo a azáfama que estão fazendo com as ideias contidas neste artigo.
  • Jota Queiroz  09/11/2011 16:51
    Gostaria de colocar um segundo aspecto além da violência aos direitos individuais. A absoluta e total INEFICÁCIA da legislação atual.
    1. Não reduziu significativamente os acidentes
    2. Criminalizou e penalizou cidadãos inocentes (enquanto àqueles que causam mortes a justiça não imputa qualquer responsabilidade civil ou criminal).
    3. Teve um custo gigantesco que vai desde a estrutura parlamentar ocupada pela lei à estrutura de coerção e aplicação das penalidade.

    Resumo da lei seca:
    Custos= de aprovação de uma lei inútil + custo de equipar e mobilizar policiamento para controle + custo de processos judiciais e administrativos
    Benefício = próximo de zero. (E não bastasse a ineficácia, senado propõem nova lei, que na prática não muda nada da anterior e que vai padecer da mesma inutilidade.)

    Enquanto não houver responsabilidade civil e criminal rigorosa, nada muda. E se houver, não precisamos de leis que restrinjam a substância a ou b, nem de um aparato gigantesco para fazê-la funcionar. O cidadão ordeiro paga multas e sofre penalidades, os criminosos como o jogador Edmundo e o Deputado Carli estão soltos rindo e sequer indenizam as vítimas.
  • Fernando Chiocca  09/11/2011 16:55
    Perfeito Jota.

    Sobre a ineficácia da lei veja também: Uma luz libertária sobre a Lei Seca
  • Carlos Araújo  09/11/2011 21:11
    "Em decisão unânime, 5 dos 11 ministros do Supremo reunidos..."

    hauhuauhauhahuaahu

    Esse Estadão é uma piada...
  • Leo  09/11/2011 22:12
    Fernando,

    Conversando com vários libertários, fiz a todos a mesma pergunta: se essa lei fosse aplicada a um condomínio fechado, você seria contra? Todos falaram que não. Dai me parece que o problema da lei não é lógico ou moral, mas sim a impossibilidade de escolhê-la.

    Pergunto a você também: se fosse em um condomínio privado, você criticaria a lei ou apenas a critica por ser imposta?

    Abs
  • anônimo  09/11/2011 23:24
    Ele já respondeu essa pergunta ali em cima:

    Só que o artigo não fala sobre regras de propriedades privadas, ele fala de justiça, de crimes, de ética.

    E segundo seu argumento, nada que o governo determine sobre as ruas pode ser considerado ilegítimo, já que se as ruas fossem privadas, os donos poderiam determinar qualquer regra de uso e de conduto para elas.
    Se o governo determina que todos os motoristas de todos os cantos do Brasil devem usar macacão, balaclava, luva e capacete e tomar um medicamento que aumenta a atençao antes de dirigir, e quem não fizer vai ser testado e vai ser punido, então tudo bem, afinal, o dono de uma rua privada poderia exigir o memso.


  • Leo  10/11/2011 00:44
    Aí não há a resposta. Ele (ou você) criticaria a lei caso fosse aplicada em um local privado? Sim ou não?
  • Catarinense  10/11/2011 01:33
    Leo, a questão, no caso do condomínio, não é se eu concordo ou não com a lei, mas sim o fato que tenho a liberdade de morar ou não naquele lugar. Eu seria livre para ir morar num condominio cujas regras me deixassem satisfeito. Os outros libertários com certeza concordam com a sua indagação justamente por ela expressar a liberdade da ptopriedade privada. Se eu concordo ou não com a lei imposta pelo condomínio ( com o aval dos moradores, espero ) só diz respeiyo a mim mesmo e as minhas prefências pessoais, sendo irrelevantes nesta questão. Abraços!
  • Leo  10/11/2011 09:33
    Não são irrelevantes, pois o questionamento não é quanto a coercitividade da lei e sim quanto às razões da lei. Não custa nada responder. Ou o problema da lei é apenas o fato de ser imposta? Se for, toda a argumentação sobre a irrazoabilidade da lei é mera retórica, pois na verdade não importa. Você, mesmo achando a questão irrelevante, criticaria uma lei deste tipo em uma propriedade particular?
  • Catarinense  10/11/2011 10:54
    Leo, não criticaria justamente pois ela se daria num ambiente privado cujo proprietário a estipulou! Entendeu a relação da liberdade/propriedade privada? Pessoalmente eu não concordaria com a lei, mas isso é uma preferência minha, eu não pretenderia nunca impor a outras pessoas ( exceto se fosse na minha propriedade ). O que eu faria neste caso, simplismente iria procurar um lugar onde eu concordasse com as leis! Esta é a maravilha da liberdade! Ninguém é obrigado a nada, e todos são soberanos em suas propriedades! Abraços!
  • Joao  10/11/2011 11:06
    Você, mesmo achando a questão irrelevante, criticaria uma lei deste tipo em uma propriedade particular?

    Eu não sou obrigado a pagar impostos para manter uma propriedade particular. Eu entro na propriedade particular se essa for a minha vontade, e o dono da propriedade permite a minha entrada se essa for a vontade dele. Se o dono da propriedade diz que eu não posso beber e dirigir, eu posso simplesmente sair da propriedade para beber e dirigir em outro lugar em que isso seja permitido.
  • Fernando Chiocca  10/11/2011 16:12
    Sim Leo, sua pergunta, conforme o Catarinense já demonstrou, é irrelevante, pois é a mesma coisa que perguntar se eu moraria em um condôminio em que todas as casas teriam que ser rosa choque, ou se eu permaneceria em um se esta regra fosse adotada.

    E como já respondido também, não estamos falando de regras de uso de propriedades privadas e sim de leis, de crimes.

    Nenhum condôminio faz leis. Nenhum condôminio pode prender ou agredir quem não respeita suas regras. Um condôminio poderia criar uma regra de proibir direção com álcool e poderia importunar os moradores com essas bizarras blitz, e multar ou até expulsar os infratores, mas não teria nada a dizer sobre crimes. E se quer tanto saber, obviamente que eu não concordaria com tamnha estupidez e me mudaria de um condominio bizarro e adotasse tal regra.
    Porém, de fato, ninguém "faz leis". Leis não são feitas, são descobertas. Dirigir com uma substância no sangue não é um crime. Definitivamente.
  • Leo  10/11/2011 17:38
    Não, Fernando, não é irrelevante.

    Será que você mudaria de um condomínio apenas por conta de uma regra? Dado que a quantidade de condomínios é finita, é improvável que você encontre um que tenha todas que lhe satisfaçam. Você poderia querer muito dirigir após beber, mas o condomínio que permite dirigir após beber te impede de fumar em qualquer área, seja aberta ou não. E assim por diante. Sua capacidade de escolha é limitada, uma hora você terá de se sujeitar a alguma regra que você não quer por falta de opção.

    Quando alguém responde: não, eu não me importaria com essa regra, pois quem é dono da propriedade que faça o que quiser acaba com todo o argumento que você desenvolveu.

    Se o seu argumento é universal, ele tem de valer em quaisquer circunstâncias, em qualquer propriedade - então, não, ninguém poderia proibir alguém de dirigir bêbado, seja onde for. Se não é universal, e o relativismo é valido, seu texto não passa de mera opinião, da expressão de como você gostaria que as coisas fossem.
  • Fernando Chiocca  10/11/2011 17:53
    Leo, que parte do "não estamos falando de regras de uso de propriedades privadas e sim de leis, de crimes" você não entendeu?

    Não é mera opinião minha que dirigir com alcool no sangue não é um crime. Isto é um fato. A ética não é subjetiva, ela é objetiva.

    E faltou você também responder sobre a implicação lógica do seu argumento. Segundo seu argumento, como você iria se opor à qualquer lei que o estado imponha? Se o estado determinar que quem estiver em suas ruas será esmurrado, o que você teria a dizer, já que donos de propriedade privadas podem criar essa regra?
  • Leo  10/11/2011 18:03
    Fernando, caso você tenha dificuldade de compreensão, leia duas vezes antes de responder.

    O que eu quis apontar é a incoerência de ser contra a lei apenas porque você não a pôde escolher. Vários jovens argumentam desta forma.

    Pelo que você argumentou agora, você não concorda com essa posição. Você acredita que existem princípios universais que devem ser aplicados a todos. Inclusive em locais que não sejam de sua propriedade. Se for isso mesmo, tudo bem, você está sendo coerente. Se não for, seu argumento seria relativista e não passaria de mera exposição de vontade.

  • M E N A U  10/11/2011 10:11
    Na república dos bananas vota-se e aprova-se lei seca mais rigorosa que a similar nórdica.\r
    Mas nessa mesma nação zumbi não existe bafômetro em número minimamente suficente para que a fiscalização seja geral e irrestrita, ou seja, apenas em alguns pontos de alguns grandes centros fazer-se-ia, hipotetiamente, a devida averiguação.\r
    Ou seja, a legislação erra:\r
    - quando estipula limites ínfimos para taxar um cidadão de drogado (sim o álcool é uma droga, lícita).\r
    - quando não fiscaliza todos ou a grande maioria.\r
    \r
    Na país dos gados mansos é tudo ou faz de conta, ou mais realista que o rei.\r
    Toca a barca.\r
    Só não consigo imaginar o brasileiro típico, gérson, agindo como cidadão, sem a coercitividade da lei no seu pescoço, afinal, mesmo com ela, dá-se um jeitinho, tupiniquim.\r
    Vou consultar minha filha de 7 anos... quiçá, acredite nesse hipotético cidadão, ou nem ela... lembrando que as crianças amadurecem cedo hoje em dia, azar o delas, tem marmanjo que acredita em papai-noel.\r
  • Joao  10/11/2011 11:09
    Só não consigo imaginar o brasileiro típico, gérson, agindo como cidadão, sem a coercitividade da lei no seu pescoço, afinal, mesmo com ela, dá-se um jeitinho, tupiniquim.

    Isso acontece porque o brasileiro tem uma visão ingênua do estado. Se ele precisar realmente se virar e precisar cuidar de si mesmo, garanto que em poucos anos a mentalidade mudaria radicalmente. Afinal, não há nada que incentive mais as pessoas do que o instinto de sobrevivência.
  • M E N A U  10/11/2011 11:29
    Sim João, sem querer parecer agressivo, mas minha cadela vira lata também sabe o que é instinto de sobrevivência, e a ela, animal dito irracional, é o que basta.\r
    A questão é que o brasileiro médio, típico, quer levar vantagem, nem que seja furando uma fila, e convenhamos... furar fila não é questão de vida ou morte, não na maioria das vezes.\r
    Talvez um processo de 50 anos, educando nossas crianças desde os primeiros passos e não só na escola, tenda a reverter essa herança maldita.\r
    Do jeito que está, nem o lar, muito menos nas ''instituições-formadores-de-aprovados-em-vestibular'', jamais conseguirão algo mais do que replicar gérsons às toneladas. \r
    Escusas se pareci rude.
  • mcmoraes  10/11/2011 12:09
    Menau, por favor me esclareça: como é que você faz para medir/identificar o "brasileiro médio"? Não dá pra discutir ou ao menos entender uma discussão que se fundamenta sobre uma (in)definição como essa.
  • M E N A U  10/11/2011 13:48
    Indefinição alguma. Mas se o termo logo em seguida anexado - típico - também não foi suficiente, substitua médio por comum.\r
    Já ouviu alguma vez o termo estatura média? Alguém precisou definir?\r
    \r
  • Joao  10/11/2011 14:05
    Já ouviu alguma vez o termo estatura média? Alguém precisou definir?

    Você está comparando algo facilmente mensurável - a altura de uma pessoa - com algo impossível de mensurar (o "brasileiro médio")?
  • mcmoraes  10/11/2011 14:08
    Errado, Menau. A estatura média é claramente definida de acordo com uma fórmula matemática, sobre a qual não resta a menor dúvida, pois a estatura de uma pessoa é uma medida objetiva e facilmente quantificável.

    Do seu comentário concluo que você acha que sabe o que é um "brasileiro médio/comum", embora não consiga defini-lo e, pior ainda, acha que os outros acham que "brasileiro médio/comum" significa o mesmo que você acha. Assim fica complicado.
  • M E N A U  10/11/2011 14:32
    Como disse, se o termo médio parecer impreciso, ainda que se opte por tal preciosismo, basta substituir por típico, comum.\r
    Se ainda assim estiver difícil, basta olhar ao lado, quando se defrontar com uma simples faixa de pedrestes, com algum semelhante a pé estiver tentando atravessar a rua, mas onde não haja nem câmeras de vigilância nem polícia ostensiva.\r
    Para não me prolongar com mais exemplos, peço o auxílio do filósofo e visionário, Gérson, o qual já definiu essa criatura nos anos 70.\r
    Eis o brasileiro médio, ops, típico ou coumum. \r
    Será deste cidadão que vamos esperar as boas práticas de mercado?\r
    Alguém conhece a fama do sr. CAOA?\r
    O difícil no aceitar essa realidade, é que uma dada ideologia política parte do pressuposto de que o mercado, por si só, é suficiente, porém, assim como o comunismo, ''esquece-se'' do fator humano, por detrás de camaradas ou magnatas.\r
    E por falar em médio, é possível que Confúcio e Aristóteles sempre estiveram certos, quando pregavam a ''Doutrina do Meio''. \r
    \r
  • mcmoraes  10/11/2011 14:46
    Você é brasileiro Menau? Se sim e eu for seguir seu conselho, acabarei atribuindo mais uma característica ao brasileiro médio/comum/típico: ele não sabe do que fala, mas acha que sabe e, pior ainda, acha que os outros sabem do que ele está falando e, por isso mesmo, acha que está abafando.
  • M E N A U  10/11/2011 15:20
    Essa do achar que está abafando eu não entendi!\r
    Você tem certeza de que sabe de algo quando abre a boca? Brinde-nos com vossa sabedoria, não seja egoísta.\r
    E também defina, por favor, o que é abafar, senão fica difícil prolongar uma discussão saudável.\r
    Se possível, e melhor seria, tente contra argumentar o que escrevo e não sobre quem acha que sou.\r
    Não há o menor sentido em criticar a pessoa em si, tente se lembrar que não nos conhecemos, mas ao contrário, a mensagem, essa assim está exposta, para críticas.\r
    Tente se concentrar na ideia não no autor.\r
    Tente argumentar sobre a compatibiliade da figura do ''levar vantagem em tudo'' com a auto-crítica necessária para a prática da cidadania, das boas práticas de mercado, para a auto-regulação.\r
    \r
    PS. não creio que mais de 2 pessoas estejam lendo o que escrevo, daí fica ainda mais difícil o tal ''abafando''.
  • mcmoraes  10/11/2011 15:56
    Menau, "abafar" vem do dicionário: "Bras. Gír. Dominar amplamente; sobressair-se a todos." Você me deu a impressão de que quis "abafar" quando você se referiu a Confúcio e Aristóteles. Mais alguma dúvida?
  • M E N A U  10/11/2011 16:22
    Consultar o dicionário, até infantes de 6 ou 7 anos já devem saber fazer.\r
    Na sua visão, então, quer dizer que, citar trecho de parte da filosofia das mais comuns, ainda que não acessível ao brasileiro comum, e perante menos que uma dezena de interlecutores, é achar que está abafando?\r
    Segundo sua colaboração, mesmo com auxílio do dicionário, ''amplamente'' e ''todos'' ficaram de repente bem pequenos... Que coisa.\r
    De novo, tente contra argumentar, peça ajuda se necessário, como compatibilizar a cidadania, as boas práticas de mercado e auto regulação, perante o ''gosto-de-levar-vantagem-em-tudo-certo?''.\r
    Ultrapassada essa dificuldade técnica, ficaria mais plausível deixar de achar que se fala em papai-noel, coelhinho da páscoa, saci-pererê, opa, este último ainda não está inserido no mercado consumista local, culpa talvez da concorrência do halloween. \r
    Não é caso de dúvida, caso de voltar ao assunto principal ao invés de fugir.\r
    Se beber, dirija? Não.\r
    E se dirijir e for pego? Assuma.\r
    O cidadão deveria ir além de mero expectador ou transgressor.\r
    Deveria cobrar que a lei fosse editada com parâmetros coerentes e imputável a todos, não a alguns locais de algumas metrópoles.\r
    De novo, a teoria do meio, nem omisso acomodado nem transgessor contumaz.\r
    Mas para que a coisa funcione minimamente algum Estado é necessário. Não é achando que a boa vontade por si só basta.\r
    Até a inocência pode ser prejudicial.\r
  • anônimo  10/11/2011 16:33
    "Consultar o dicionário, até infantes de 6 ou 7 anos já devem saber fazer."

    Presumo então, ante sua incapacidade de consultar um, que sua idade é menor do que as citadas.
  • anônimo  10/11/2011 17:32
    Pelo menos beber e digitar é menos perigoso do que beber e dirigir, veja este exemplo de agressão gratuita, totalmente inofensiva.
    Um sujeito anônimo tenta desqualificar um outro forista, o qual nunca viu nem virá pessoalmente, pelo fato de não conseguir, o anônimo, sequer argumentar. Tentativa fraca e inofensiva.
    O que as crianças da idade citada ainda não conseguem fazer, e isto é esperado, é saber a ''sutil'' diferença entre conotação e denotação. Infelizmente nem só crianças nesta idade levam tudo ao pé da letra.
    Lembrando que a questão do dicionário foi levantada por preciosismo de quem não consegue contra argumentar com ideias próprias, daí prende-se a trechos ou até mesmo palavras, ainda que a palavra leve consigo sinônimo para ajudar na compreensão.
  • anônimo  10/11/2011 16:36
    Menos pompa, amigo. Menos pompa.


    Pompa: s.f. Fausto, magnificência, suntuosidade.
  • anônimo  10/11/2011 16:29
    Alguém tem dificuldades em separar o concreto do abstrato. Tenho medo do que uma pessoa assim pode fazer.
  • Hay  10/11/2011 16:08
    Será deste cidadão que vamos esperar as boas práticas de mercado?

    Perceba a contradição no que você diz. Vamos esperar boas práticas quando esses mesmos cidadãos assumem cargos importantes no governo e podem decidir o que os outros podem ou não podem fazer? Ou os políticos estão em uma categoria superior, não sendo como o "brasileiro comum"?

    O difícil no aceitar essa realidade, é que uma dada ideologia política parte do pressuposto de que o mercado, por si só, é suficiente, porém, assim como o comunismo, ''esquece-se'' do fator humano, por detrás de camaradas ou magnatas.

    Eu não entendo. O mercado, por si só, não é suficiente, porque o brasileiro comum não é confiável. A solução é dar poder de regulação e o monopólio da força a um conjunto de... brasileiros comuns!
  • anônimo  10/11/2011 18:04
    Não há contradição. Por favor não distorça o que eu disse.
    A regulação deveria estar acima daqueles que ocupam cargos.
    De nada adianta agência reguladora se o critério de nomeação do alto escalão ou mesmo da fiscalização de ponta, não se adotarem critérios absolutamente técnicos.
    O mercado é soberano, e para a maioria das situações corriqueiras é suficiente que assim o seja.
    Mas nem tudo é futilidade, ou superflúo, programável ao longo do tempo.
    Há serviços que, por sua essencialidade, tornar-se-ia temerário lançar mão apenas da auto regulação.
    Precisamos lembrar que não estamos no melhor dos mundos posíveis, somente aguardando o sepultamento do Estado.
    O Estado dificilmente será descartado por completo, pior ainda no atual estágio de imaturidade em que esta quase nação se encontra.
    Como controlar o abuso do poder econômico, p.ex, no atual estágio de desenvolvimento local.
    Não sabemos votar, muito menos exigir um trabalho parlamentar eficaz.
    Não sabemos comprar, muito menos exigir o direito de fazer a melhor compra.
    Uma ideologia que pregar que o mercado por si só é suficiente deveria pensar em como resolver a questão do desenvolvimento, p.ex., de medicaamentos de altíssimo custo de desenvolvimento, mas de baixíssimo retorno de investimento, pois se tratam de doenças raras.
    Por outro lado o mercado está cheio de fornecedores de Viagra e similares, quando apenas 1 bastaria. Que bom, aqui a concorrência fará com que o impotente ou garanhão continue a ter relações sexuais a baixo custo.
    Mas seu contemporâneo, que sofre de doença rara, padecerá até a morte, pois seu caso não é rentável.
    Hoje, mesmo com mecanismos de alguma regulação tem-se o brasileiro extorquico por instituições financeiras, a juros absurdos, patéticos se não fossem trágicos.
    Hoje, temos uma tributação esdrúxula, sem a contrapartida necessária. E ainda assim, existem castas que pagam o que querem e não como qualquer assalariado tributado na fonte.
    Hoje temos a indústria de carroças nacional, blindada da concorrência por IPI e II de fazer corar o Rafinha Bastos.
    Então mal estamos preparados para lidar com a corja instalada tanto no poder público como na iniciativa privada, apesar da regulação.
    Não estamos preparados para nem para um Estado mínimo.
    Estaríamos preparados para o anarcocapitalismo?


  • Paulo Sergio  10/11/2011 18:20
    O Menau não está falando nada de novo.Se alguém duvida da moralidade do povo brasileiro é só ver as taxas de aprovação ao governo mais corrupto da história.
  • M E N A U  13/11/2011 22:38
    Infelizmente não só o brasileiro... e não só o contemporâneo:

    O Homem - Um Ser Egoísta
    O motor principal e fundamental no homem, bem como nos animais, é o egoísmo, ou seja, o impulso à existência e ao bem-estar. [...] Na verdade, tanto nos animais quanto nos seres humanos, o egoísmo chega a ser idêntico, pois em ambos une-se perfeitamente ao seu âmago e à sua essência.
    Desse modo, todas as ações dos homens e dos animais surgem, em regra, do egoísmo, e a ele também se atribui sempre a tentativa de explicar uma determinada ação.
    Nas suas ações baseia-se também, em geral, o cálculo de todos os meios pelos quais procura-se dirigir os seres humanos a um objectivo.
    Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite.
    Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo.
    Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: "Tudo para mim e nada para os outros" é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo.

    Arthur Schopenhauer(1788//1860), in "A Arte de Insultar"

    Se beber, dirija? Não, e não porque existe lei tipificando o crime. Um reflexo alterado pode ser a diferença entre um simples susto e uma tragédia, não consigo próprio, mas com um dos seus.
    Se for pego? Assuma, até porque não adianta querer disfarçar.
    Ignonar tal evidência é tão nefasto quanto estabelecer padrões rídicularmente baixos para a aptidão ou não para o volante.
    O índice extremamente baixo de tolerância peca pelo excesso de rigidez. A insistência em negar fatos biológicos peca pela estupidez. O primeiro pode causar aborrecimentos, o segundo pode causar tragédias.

    Um filho morto.
    Um filho morto por um motorista sóbrio.
    Um filho morto por um motorista bêbado.
    O filho morto pelo próprio pai bêbado ao volante.
    Só na última hipótese se está no comando e assume-se o risco.
    Por isso falei em egoísmo, pois ainda restará o discurso:
    "Não tenho filhos, esquecendo-se de que seus amigos e parentes poder ter, quando não, eles próprios, e não o condutor bêbado, serem as vítimas.

    Seja egoísta mas não seja hipócrita.
    Refute o rigor exagerado da lei mas não refute os efeitos incontestáveis do álcool no organismo.
  • Fernando Chiocca  14/11/2011 00:43
    Um reflexo alterado pode ser a diferença entre um simples susto e uma tragédia, não consigo próprio, mas com um dos seus.

    "Poder ser"... e pode não ser também.

    hhehehe, o cara fala como se dirigir um carro fosse algo que exige 100% dos reflexos (como se eu e minha vó, e todos os motoristas tivessemos os mesmos reflexos) 100% do tempo..
    Como se todos os passeios, toda locomoção de um ponto a outro fosse uma corrida de fórmula 1.
    QUer dizer, um cara desse não tem a menor noção sobre o que está falando.
    Resta a dúvida: Se não tem noção, porque insiste em falar? Freud explica..

    Refute o rigor exagerado da lei mas não refute os efeitos incontestáveis do álcool no organismo.

    Refuto sim.
    Quais os efeitos incontestáveis do álcool no organismo?
    Bebeu, matou?

    É cada uma...
  • Hay  14/11/2011 08:06
    Aliás, é importante ressaltar que a lei seca cria uma verdadeira aberração. O sujeito pode andar por aí com seu carro depois de tomar LSD, fumar um misto de maconha, haxixe, crack, skank e cocô de cavalo e injetar heroína. Porém, se tomar uma gotinha de álcool, aí ele passará automaticamente a ser um perigo no volante, um assassino, um atropelador, um irresponsável!
  • M E N A U  14/11/2011 10:25
    Quantas pessoas você conhece que usa drogas ilícitas e quantas você conhece que bebe álcool?
    Tente se lembrar da mega indústria de bebidas alcoólicas para facilitar essa comparação.
    Qual a probabilidade de um nóia se envolver em um acidente frente a de um bêbado?
    Só não existe ainda mecanismo para se medir o uso de psicotrópicos, mas isto não deve ser motivo para se ignorar e não punir os bêbados ao volante, afinal a falta desses aparelho não tornam os bêbados aptos ao volante.
    PS. o bêbado não é o que toma uma ''gotinha de álcool'', o principal erro da lei está aí. O segundo erro está na generalização quando na verdade cada organismo vivo reage de um jeito diverso. O terceiro erro está na aplicação não homogênea da lei.
    O Estado, como disse, errou além da definição do problema (nem todos ficam bêbados com a mesma graduação alcoólica) ou seja no projeto e como também erra na execução.
    Mas liberar tudo porque existem também nóias ao volante parece-me ainda mais irresponsável, e não seria essa talvez a atitude esperada de um cidadão.
    A lei pede reforma e não birra.

  • M E N A U  14/11/2011 09:32
    ''Resta a dúvida: Se não tem noção, porque insiste em falar? Freud explica..''

    Isso aí foi um autocrítica ou o máximo que você consegue argumentar? Como Freud explica seu caso, supondo que esse fórum é de/para ''psicoteraeutas''?

    ''... o cara fala como se dirigir um carro fosse algo que exige 100% dos reflexos (como se eu e minha vó, e todos os motoristas tivessemos os mesmos reflexos) 100% do tempo..
    Como se todos os passeios, toda locomoção de um ponto a outro fosse uma corrida de fórmula 1.''

    Uma, nem que medíocre, leitura e quiçá compreensão, do que escrevi, notaria que propus exatamente o contrário.
    Ou você confiaria à sua vó bêbada levar seu filho recém-nascido até o posto de saúde mais próximo? Acho que não, nem você faria isso com seu rebento.
    Ou seja, a velha deveria ter o bom senso de evitar uma roleta russa e assumir que está bêbada, independentemente da lei e de você a impedir, mas não vivemos nesse mundo encantado.
    Tente ler mais uma vez, mas com o mínimo de boa vontade e talvez compreenda que estou falando de bêbados e não de quem toma um ou 2 tragos.
    Poderia ao menos ter entendido que sou contra esse rigor exagerado da lei, mas também não concordo com bêbados ao volante.

    Não existe diferença em direito penal entre a tentativa e a consumação do delito, assim tipificado, o que varia é a graduação da pena, a consideração de atenuantes e agravantes e de quão longe chegou o infrator na consumação do delito.
    Na sua ''tese'', se um lacaio atira, mirando sua cabeça, mas erra o alvo, ele não cometeu crime.
    No caso concreto, dessa lei que discutimos, é a tipificação do crime em índices ridicularmente baixos e de modo não personalizado, e pior, uma lei que na prática só vale perante poucos, por completa incompetência do Estado.
    O Estado erra no projeto e erra na execução. Aqui está o erro da lei.

    Uma postura, a de que não seja apenas de criança mimada, deveria ser:
    1- exigir lei, mas lei que leve em consideração a particularidade de cada um a reagir ao álcool no organismo. Isso seria fácil com simples testes padronizados com resultados individualizados. Haveria até mercado para empresas que medissem o álcool no sangue, como fazem os diabéticos hoje em relação a sua glicemia. A volvo já vende carros que fazem algo similar, ''personal bafometer''.
    2- exigir lei, mas lei que valha perante todos, e não que atue apenas em alguns raros grandes centros em algumas raras blitz.
    3- exigir lei, que ataque não apenas a liberdade de ir e vir, mas que exija da indústria automobilística o fornecimento de carros seguros e acessíveis, a saber no mínimo com ABS, air-bag e controle de estabilidade. Isso poderia ser papel do mercado, mas no nosso caso não sabemos exercer o poder de consumidor boicotando produtos inseguros. Talvez um dia criemos vergonha na cara e alei somente ratifique o mercado já exige.

    A comodidade de apenas criticar essa violência do governo, lembra muito birra de moleque que não aceita ser contrariado, ainda que essa fase da infância tenha mesmo esse papel, testar limites.
    Já birra de adulto... ah é, Freud explica...segundo ''psicoterapeutas'' ''ensinam'' aqui.
  • Fernando Chiocca  14/11/2011 12:27
    MENAU, você é um moleque com birrinha contra a severidade da lei.

    Se o limite é baixo, então não beba nada. Se for pego, assuma.
  • M E N A U  14/11/2011 12:39
    Para menores e bebidas álcoolicas a lei é outra.
    Tente argumentar somente, sem ataques gratuitos.
    Ou um liberal só olha para o próprio umbigo e só sabe apelar quando acuado?
  • Fernando Chiocca  14/11/2011 12:49
    É sério que você não percebeu que eu apenas te imitei?
  • Carlos Araujo  14/11/2011 13:12
    Olha o projeto de lei do cara:

    1- Todo mundo deve andar com um bafômentro no porta luvas, devidamente regulado, para provar pro seu policia que não tá bêbado.

    2- Expandir a atuação da polícia para além dos grandes centros para que haja "lei para todos". Em última instância, isto levaria a ter um policia na porta de cada garagem.

    3- Violar a Constituição Federal em seu Artº5º/XV, que garante o direito de liberdade de locomoção no território nacional, e aumentar o controle estatal na fabricação de automóveis (o mesmo controle que impediu, ou que aumentou o preço, dos carros asíaticos que viriam com vários itens de segurança).

    Menau, me faz o favor de me avisar quanto for se candidatar à deputado para eu não votar em você.
  • M E N A U  14/11/2011 21:30
    Não vejo mal algum, pelo contrário vislumbro uma oportunidade de mercado tanto para entidades privadas certificadoras, fabricantes de bafômetros domésticos e unidades particulares de emissão de atestados individuais de tolerância alcoólica.

    1- Faria uso do serviço naturalmente, caso algum posto de atentimento, oficial ou privado, pudesse me fornecer atestado individual de tolerância alcoólica, para eu mesmo poder verificar se estou apto ou não a assumir o volante após ingerir bebidas.

    2- Compraria tranquilamente dispositivo que me indicasse eficientemente qual minha graduação alcoólica após ter ingerido bebida, quantas vezes fossem necessárias até atingir o patamar do meu atestado individual, as vezes algumas horas de espera resolve.

    3- Aceitaria de forma cidadã abordagem policial, apresentando minha situação de apto a dirigir. A autoridade investida teria que aceitar a minha prova, e caso rejeitasse estaria sujeito eu a receber indenização por recusa de documento idôneo.

    Paraleos:
    1- fazemos isto regularmente em relação a exames de sangue, de vista, psicotécnico, e ninguém se escandaliza.
    2- os diabéticos já fazem algo similar. A Volvo já disponibilza algo similar. Muitos fazem a medição de cloro e acidez da propria piscina de casa, e nínguém se escandaliza com isso.
    3- quando pedem um documento de identidade na compra com cartão de crédito a situação é similar, e ninguém se escandaliza com isso.

    Quanto ao assunto ''da fabricação de automóveis'':
    1- podemos debater o ''mundo encatado da CF'' mas em outro tópico;
    2- idem para o debate da realidade porca do mercado automobilístico nacional.

    Fiquemos ''só'' com a questão do ''Se beber, drija?'' ok?

  • Carlos Araujo  14/11/2011 23:36
    Não vejo mal algum, pelo contrário

    Esse é o problema, você não vê mal algum.

    "Dentre todas as tiranias, uma tirania exercida pelo bem de suas vítimas talvez seja a mais opressiva. Pode ser melhor viver sob um ditador desonesto do que sob onipotentes cruzadores da moralidade. A crueldade do ditador desonesto às vezes pode se acomodar, em algum ponto sua cobiça pode ser saciada; mas aqueles que nos atormentam para o nosso próprio bem irão nos atormentar indefinidamente, pois eles assim o fazem com a aprovação de suas próprias consciências." - C. S. Lewis

    Se tudo o que você expôs segue estas regras:

    1- A instalação de itens de segurança nos carros por parte das montadoras é uma atitude volutária. Aquelas que não quiserem instalar, não sofrerão sansões. E aquelas que instalarem não receberão quaisquer benefícios do estado.

    2- A adoção destes carros por parte dos compradores é voluntária. Aqueles que não quiserem comprar estes carros, não sofrerão sansões. E aqueles que comprarem, não receberão quaisquer benefícios do estado.

    3- O uso do bafômetro é uma atitude voluntária. Aqueles que se sentirem melhor assoprando-o antes de dirigir para conferir se estão aptos, que o façam. Aqueles que não quiserem fazer, não sofrerão sansões.

    Se as suas colocações seguem estas regras, todas elas já existem. É fruto da liberdade.

    Se não, ela é imoral, mas não me espanta.
    Não me espanta em um mundo onde cada vez mais as liberdades individuais são postas de lado em favor do "bem comum". Resta saber em que ponto nós chegaremos.
    Se depender do Sr. ao ponto em que para dirigir será necessário um processo administrativo iniciado com um requerimento em três vias e com pré-agendamento de um policial para garantir que o motorista esta apto a dirigir. Não bastasse toda a burocracia para tirar a carteira.

    Quanto a chamada ao debate sobre a indústria automobilística, acho que vou declinar.
    Se está difícil mostrar ao senhor pontos morais tão simples, que dirá então de economia. Algo que não é muito complexo, mas que requer muita boa vontade em aprender.

    Abraço.
  • Fernando Chiocca  15/11/2011 00:02
  • anônimo  06/02/2013 19:30
    'hhehehe, o cara fala como se dirigir um carro fosse algo que exige 100% dos reflexos (como se eu e minha vó, e todos os motoristas tivessemos os mesmos reflexos) 100% do tempo.. '

    Não mas no caso de um imprevisto, de um acidente, ter reflexos é fundamental.
    É um milésimo de segundo que pode salvar uma vida.
  • Fernando Chiocca  07/02/2013 14:01
    Papo furado.

    E se essa ladainha realmente procedesse, minha avó, minha mãe, meu pai e todas as pessoas mais velhas ou com menos reflexos deveriam ser pribidas de dirigir. Afinal, podem ser supreendidas por uma capivara na pista e não ter "os reflexos suficientes para reagir com segurança". (SIC)

    Mas isso é papo pra bestas engolirem. Reflexos rápidos podem até causar acidentes.
    Posso me desviar no reflexo instintivo de uma capivara e jogar meu carro em outro, matando todo munfo menos a capivara.
    Enquanto minha vó simplesmente passaria por cima do animal....

    "Reflexos".... "Milésimos de segundo" hahahahaha, é cada uma.. É rir pra não chorar...
  • Daniel Marchi  10/11/2011 12:05
    Agora sim! Os pobrema se acabaram-se!!! (sic)

    Um projeto aprovado no Senado muda o código brasileiro de trânsito e reduz a zero a tolerância a quantidade de álcool no sangue dos motoristas.
    g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/11/aprovada-medida-que-reduz-zero-tolerancia-para-alcool-na-direcao.html

    Notícia de 10/11/2011
  • Fernando Chiocca  10/11/2011 16:23
    É Daniel, o estado totalitário vai cada vez mais pervertendo a já pervertida noção de Lei, já mandou os direitos individuais de seus súditos pro espaço, e agora promete criar uma insegurança na vida de todos que lembrará a prática da Alemanha Nazista de denunciar vizinhos "anti-sociais":

    Testemunhas, fotos, imagens ou vídeos poderão substituir o teste do bafômetro para comprovar a embriaguez

    Prato cheio para pessoas armarem arapucas para seus desafetos ou uma arma a ser usada pelos invejosos.

    E se o bafômetro já nao servia para p.. nenhuma para comprovar se alguém apresenta ou não ameaça aos outros, o que dirá de um foto!
  • Luis Almeida  13/11/2011 20:15
    Confissões

    Gostaria de usar este espaço para aliviar minha alma.

    Ontem cometi um crime diabólico, e minha consciência já não me permite mais continuar escondendo tal fato -- tenho que desabafar... me confessar.

    Fui à casa de um amigo ontem à noite. Ele me convidará para assistir a luta do UFC. Outros amigos estavam presentes. Passamos horas juntos, conversando, assistindo as lutas e tomando cervejas. Ele é um grande apreciador de cervejas, e nos ofereceu cervejas importadas ótimas. A noite foi muito agradável.

    Só que foi lá pelas tantas que tudo aconteceu.

    Fui embora para minha casa.. e .. entrei no meu automóvel e fui dirigindo até minha casa!

    Estacionei o carro, subi ao meu apartamento e dormi.

    Acordei hoje com um sentimento horrível de culpa. Fiquei o dia inteiro sendo torturado pela minha consciência. Não aguento mais conviver com esta culpa. Após este relato, estou indo à delegacia de polícia me entregar. Vou solicitar ao juiz que me dê a pena máxima -- é o que mereçco -- para que eu possa refletir sobre o mal que causei. Depois de um tempo na prisão, espero que minha alma tenha sido absolvida e eu possa voltar a conviver comigo mesmo.

    Que Deus me perdoe.

    --------------------------

    ..... agora, voltando à sanidade... SERÉ QUE É ISSO QUE ESTA CORJA QUE ESTÁ CRITICANDO ESTE ARTIGO FARIA OU ACHA QUE DEVERIA SER FEITO!?!?

    Será que eles não percebem a atitude doentia que representa defender mais este abuso autoritário do estado brasileiro!?

    Não é possível.. parem o mundo que eu quero descer!
  • Carlos Araújo  13/11/2011 22:33
    Hehehe, gostei da confisão, mas, é exatamente isto que eles querem.
    E se fosse de verdade, não tenha dúvida que algum delegado ia querer mandar você para algum serviço comunitário.

    Abraço.
  • Arion  15/11/2011 01:39
    Muito engraçado....rolei de rir.

    É isso. Hipocresia. A palavra que melhor define o "cidadão de bem".

    "O cidadão de bem, personagem do filme "A indústria do medo", é trabalhador, tem uma família saudável e feliz.
    Seus filhos estudam nos melhores colégios tradicionais onde recebem uma formação religiosa da moral e dos bons costumes.
    Todo domingo, no conforto de seu lar, ele e sua família assistem ao Fantástico.
    O cidadão de bem é a favor da pena de morte, nunca abandona suas convicções de direita, chama pobre de vagabundo, acha que homosexualismo é doença e avança sinal vermelho porque é muito ocupado e tempo é dinheiro.
    Ele guarda sua arma ao alcance das mãos para defender sua família feliz do bandido que entrará de madrugada e com toda sua bravura o matará antes que o bandido exploda sua casa.
    Ele também acha aborto uma coisa muito ruim (até sua filha ficar adolescente, é claro).
    O cidadão de bem é fã do futebol e, enquanto assiste aos jogos e toma cerveja, sua alegre esposa cozinha a janta.
    O cidadão de bem é feliz e o será até que um bandido roube sua arma."

    Vamos regular mais não muito? Só pode ser: ou piada ou muita, mas realmente muita, hipocresia.
  • Carlos Araujo  15/11/2011 02:38
    Lendo seu comentário eu vejo um traço de ódio muito sutil.

    Quem te fez mal Arion?

    O "cidadão de bem" da sua história, é sim, de bem.
    Se ele tem convicções não lá muito "politicamente corretas", e daí? Ele agrediu o corpo ou atentou contra a vida de alguem desta forma? Danificou a propriedade de alguem?
    Ele não fez mal à ninguém, e apenas defendeu sua família de um bandido, quando este invadiu sua casa.

    Mas no mundo atual ele não é uma vítima. Vítima é o ladrão que invade a casa dele.
    "ele não faz isto porque quer, a sociedade o obriga a roubar."

    Me parece parece que você aversão à uma família tradicional e pacata, que leva sua vida tranquilamente, e que não admite que terceiros invadam e danifiquem sua paz e propriedade.
  • Observadordepirata  15/11/2011 13:01
    O brasileiro é tão ignorante, que não sabe nem o que significa liberdades civis. Deve achar que é o direito inalienável de ír à praia no verão!!! E em relação a esses direitos, estamos indo de mal a pior. Esse mesmo país cheio de regras e leis para quem as cumprem, é o mesmo que deixa milhares de assassinos, sequestradores e assaltantes em liberdade, porque não tem a mínima capacidade de os manter presos. Notem que 90% dos crimes cometidos, são de pessoas condenadas e que estão soltas, por conta da OMISSÃO do estado. A sociedade brasileira é patética!


    Desonestidade não tem patria!!! Mas impunidade tem. E mora no Brasil.
  • Arion  15/11/2011 13:20
    Carlos, desculpe mas tu não entendeu nada do que o texto quer dizer. Ele fala justamente daqueles que querem uma regulação na sua vida no modo como ele gostaria e se opõe a quem pensa diferente (como nós).

    O cidadão de bem acha a polícia o máximo e o estado policial a melhor coisa do mundo (desde que não acabe com as contravenções que ele comete). O fato de ser politicamente correto ou incorreto é irrelevante pra ele.

    A propósito, sou casado faz 7 anos com a minha namorada do 2º grau. Sou sócio de clube de tiro e colecionador. Então não me encaixo na versão de ter aversão a família...
  • Carlos Araujo  15/11/2011 14:08
    O texto fala de liberdade individual, e que a nova lei seca é uma afronta à ela. E que não existe crime sem vítima.

    Pessoas que dirigem embriagadas e que não cometem dano algum não devem ir para a cadeia.

    A Lei não deve ser subjetiva.

    Não entendi seu ponto. Você está contra ou a favor da lei seca?

    Abraço.
  • Eduardo  15/11/2011 18:54
    Fico contente por esse artigo ter tido tanta repercussão. mais de 200 posts... Parabéns Fernando.
  • Arion  15/11/2011 18:55
    Conta, totalmente contra.

    Contra filosoficamente por ser imposta e por criminalizar uma ação sem vítimas e contra do ponto de vista utilitarista já que ela é ineficaz.

    O "Cidadão de bem" acha que contrabandista é um contraventor e criminoso e deve ir preso mas compra seu CD pirata tranquilamente ou já comprou uma carretilha nos camelôs. Hipocresia - ou tu é contra o contrabando ou tu é a favor.

    O "Cidadão de bem" acha o máximo criminalizar a maconha e adora a repressão - se for violenta, melhor - a usuários mas a sua cerveja ele deve e pode beber. Hipocresia - ou tu é contra o uso de drogas ou tu é a favor.

    O "Cidadão de bem" acha que motoristas que dirigem a mais de 80km/h deveriam ir presos e aplaude as "medidas" do governo contra esses criminosos mas não exita em fazer ultrapassagens perigosas a mais de 120km/h ou andar no acostamento se ELE e sua família estiverem indo para a praia. Hipocresia - ou tu é contra qualquer atitude que viole o código de trânsito ou tu é a favor.

    O "Cidadão de bem" contrata empregados, não paga as horas-extras que eles fizeram, acha que está fazendo um "favor" aos pobres em lhes dar emprego e acha um absurdo que ele seja obrigado a pagar essas "verbas" pela justiça do trabalho mas aplaude as medidas para combater a invasão de produtos chineses baratos porque são a custo de mão-de-obra "escrava". Hipocresia - ou tu tu acredita que um contrato teu e do teu empregado diz respeito a vocês dois e apenas tem que cumprir o contrato ou tu acredita que o governo tem o poder de regular - inclusive os contratos no exterior via barreiras comerciais.

    Em fim, acho que me fiz entender.
    Abraço.
  • Carlos Araujo  15/11/2011 20:03
    Ah bom, então eu não tinha entendido o seu comentário anterior. :D

    Desculpa aí. Tamo junto.

    Abraço.
  • Ronaldo Quinto  15/11/2011 19:00
    Fernando,

    Parabéns pelo artigo, concordo totalmente.

    Criminalizar a direção sob o uso de alcool sem que tenha havido acidente é muito pior do que não indenizar a vítima e não punir exemplarmente o condutor embriagado que infligiu dano à vida ou à propriedade de terceiro.

    Se as indenizações fossem habituais e as penas severas, muita gente iria pensar bem antes de dirigir embriagado.

    Quanto à questão do fumo em bares e restaurantes, entendo que trata-se de questão afeta ao mercado, ou seja, liberado o consumo de tabaco, os proprietários dos estabelecimentos comerciais tratariam de restringir o consumo ou de tornar disponível um espaço para fumantes, se os consumidores assim demandassem.

    É a velha Lei de Say em ação.

    Att,

    Ronaldo
  • Adrian Dambrowski  18/11/2011 21:31
    Partindo do principio do autor do artigo, todos poderiam também ardar armados pelas ruas, pois somente se tornatia criminoso se atirasse em alguém.
  • Carlos Araujo  19/11/2011 00:05
    Mas é isso mesmo Adrian.
    O simples porte de arma não deve ser criminalizado.
    Apenas a ameaça ou o uso dela de forma não legitimada deve ser.
  • Rhyan  19/11/2011 12:13
    Só uma perguntinha:

    A maioria dos que dirigem depois de beber álcool causa acidentes, ou é a minoria?
  • Observadordepirata  19/11/2011 15:31
    O que acontece no Brasil, é que vivemos o pior dos mundos. Aqui criminalizam quem bebe um chopp ou um copo de vinho e está indo para casa na paz de Deus e com civilidade. Ao mesmo tempo, criminosos do trânsito, verdadeiros sociopatas com habilitação, pessoas que matam uma ou mais pessoas, por negligência e irresponsabilidade total, ( velocidade, bebida , avanço de sinal, etc), ficam por aí, TOTALMENTE IMPUNES. E pior: continuam dirigindo até matar mais um! Então o que temos?
    Um ESTADO que tutela a pessoa de bem, atropelando seus direitos civis e ao mesmo tempo é OMISSO com o marginal , o homicida. E tem gente que ainda defende a LEI SECA! Cinismo e máquina de arrecadar dinheiro! Aprendam com os Estados Unidos!!! Lá voce pode beber e voltar para casa de forma responsável,sem se importunado pela polícia, mas criminoso do volante, VAI PRESO de verdade. O Brasil precisa se civilizar!
  • Fernando Chiocca  19/11/2011 15:53
    Não é verdade. Nos EUA a coisa tá feia também, vide o artigo do Lew Rockwell linkado.

    A diferença é que lá eles ainda possuem uma constituição e o Bill of Rights que foram efeitos exatamente para proteger as pessoas do governo.
    Aqui ainda nos resta poucos direitos que não foram violados pelo estado, como o direito de não assoprar o bafômetro. Nos EUA eles possuem muitos outros ainda:

  • Golimar  19/11/2011 16:55
    Tú nunca pisou nos EUA, né?
    Lá na maioria dos estados você não pode nem carregar bebida na rua. (Nunca viu aqueles filmes que o cara esconde a bebida dentro de um saco de supermercado?)
    Existem baladas que fica policial na porta de saída só de olho em quem bebe e sai dirigindo.
  • Observadordepirata  19/11/2011 19:21
    Golimar.

    Nos Estados Unidos não existe esse radicalismo idiota daqui. Aqui eles querem é o seu $$$$$. Que país é esse que se diz "preocupado" com a vida humana e tem emergências que são verdadeiros açougues? Voce para ser parado pela polícia nos Estados Unidos, certamente cometeu alguma infração de trânsito. Se o policial desconfiar que voce está alcoolizado, vai te exigir o teste do bafômetro. Concordo plenamente com essa abordagem. Agora no Brasil é palhaçada pura! Criam enormes congestionamentos, exigem o teste, independente de sua postura no trânsito, com o único intuíto de arrecadar os milhões que arrecadam. Isso para mim se chama ESTELIONATO e FASCISMO. Voce é CULPADO até provar o contrário, para esses energúmenos. Uma insanidade , aplaudida por idiotas como eles! Outra coisa: me aponte um criminoso de trânsito que ficou mais de 20 dias preso, não importando se matou um ou dez? Esses estão por aí, entre nós, nas ruas e avenidas de nossas cidades. Prontos para vitimar mais um. Acorda cara!
  • Fernando Chiocca  19/11/2011 21:47
    Existe sim. Lá nos EUA eles também fazem blitz parando aleatoriamente motoristas que não cometeram nenhuma infração ou que tenham demonstrado estar sem condições de dirigir, apenas para averiguar se beberam ou não.

  • anônimo  28/11/2011 04:42
    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/motorista-de-onibus-e-linchado-apos-passar-mal-e-bater-veiculo-em-sp.html

    Olha aqui a consequência da propaganda midiática sobre bebida no trânsito. Sim, a culpa é da mídia mainstream que dá a entender que TODOS os acidentes são provocados por motoristas bêbados.
  • Pe. Marcelo Gabert Masi  10/12/2011 16:58
    Lamentavelmente, quando quis dar continuidade às respostas aos questionamentos de meus comentários, não conseguia acessar o site do Mises e só ele. Sem internet por vários dias, resolvi retornar para ver se o problema fora solucionado. Gostaria apenas de acrescentar que as leis devem ser interpretada na intenção do legislador. Se a intenção do legislador é de que se evite o álcool antes de dirigir, não se deve beber e não fazer o teste do bafômetro, pois será feita uma outra avaliação, o exame clínico (cf. jus.com.br/revista/texto/13177/bafometro-e-obrigatorio). Do contrário, buscar-se-ão sempre brechas que impedirão que se atinja a finalidade das mesmas. E a lei positiva deve ser subordinada à lei natural. Mas num mundo que nega a possibilidade de conceitos universais, cada qual quer fazer dos próprios caprichos e instintos a autêntica natureza humana. De qualquer forma, o texto gerou polêmica, o que já o tira do lugar comum. A não produção de prova contra si mesmo não pode estar a serviço da impunidade; mesmo que fosse o desejo dos legisladores, contrapõe-se à lei moral natural.
  • Jerry  17/12/2011 18:56
    Deem uma olhada nesse vídeo sobre a Lei Seca. Gostei desse cara: videolog.tv/video.php?id=726522
  • Paulo Sergio  18/12/2011 02:39
    Eu não gostei não.Esse moleque é muito fodão e muito burro, o problema não é a intenção, nem como é que ele não vai ser preso.
    Hora nenhuma passa na cabeça dele o sofrimento que ele pode causar nos outros.
    Um país 'livre' feito de gente assim seria uma grande porcaria.

  • Andre  03/01/2012 11:06
    Fernando, me corrija se entendi mal o seu texto (como comunicação por texto não envolve entonação e linguagem não verbal, às vezes enxerga-se ironia onde não existe - falo sem ironia ou provocação alguma, só quero debater )mas pelo o que entendi:\r
    uma pessoa que toma uma cerveja ou uma taça de vinho e volta para casa calmamente, de modo que nenhum observador externo poderia saber que este motorista bebeu, simplesmente não cometeu nada de errado.\r
    já um cachaceiro drogado irresponsável, que dirige loucamente, deve sofrer punições por colocar a vida dos outros em risco.\r
    \r
    Seria o mesmo que, numa via onde o limite é 60km/h, querer igualar alguém que anda a 180km/h com alguém que anda a 62km/h.\r
    Acredito que caímos no problema da arbitrariedade. É impossível chegarmos a um número onde todos concordarão que o cara que está indo a 60, 62, 80, 100, deixa de ser um cidadão comum e passa a ser um criminoso maluco irresponsável. Seria 10% acima do limite? 30%? 50?\r
    Isto ocorre também com quem utiliza alguma droga e resolve dirigir. Claro que o cara que toma UMA lata de cerveja e vai dirigir está elevando o risco de acidente, pois o alcool deprime o sistema nervoso e reduz os reflexos. Só que é como o cara que anda a 62km/h numa via onde o máximo é 60km/h. Ele está elevando o risco de acidente muito pouco e nenhum observador externo irá dizer que ele é um doido irresponsável atropelador de criancinhas. \r
    Imagine agora se pudéssemos recriar as situações em universos paralelos, um onde o cara está ébrio e outro ele tomou uma latinha de cerveja. Se o colocássemos em uma situação de risco, uma freada repentina ou caso parecido, acredito que em poucas situações ocorrerá o acidente em uma e não ocorrerá em outra. isso porque a diferença é mínima, como eu disse, como se estivesse indo a 62km/h e não a 60km/h.\r
    No entanto quem bebeu demoraria uma fração de segundo a mais para frear, e o acidente poderia ocorrer a 35km/h em um caso e 30km/h em outro. Não quero discutir a validade da minha afirmação, isto para mim é uma premissa, se existe uma droga que deprime o sistema nervoso e alguém utiliza um pouquinho, então necessariamente seus reflexos caem um pouquinho.\r
    De qualquer modo, o dano, a possibilidade de dano e o risco a outras pessoas aumenta conforme o uso da tal substância. No entanto existe sempre a arbitrariedade. Um grupo pode dizer que esta elevação no risco é mínima e desprezível, e que não vale a pena taxar todos de criminosos. outro pode achar que só quem bebeu 3 latinhas começa a ser criminoso etc...\r
    \r
    Acredito que a melhor forma de sairmos da arbitrariedade é criando gradações... da mesma forma que a multa vai crescendo conforme eu vou me distanciando do limite de velocidade. \r
    No entanto gostaria de saber sua opinião. Como deveria ser? Criminalizamos só quem causou dano? Ou quem elevou o risco também deve ser criminalizado? mas em que medida? Quem deveria determinar esta medida? Estado? Votação? Cada um determina a regra para si próprio? \r
    \r
    Creio que não seria uma boa partimos para uma situação hipotética de ruas privadas, pois desta forma escapamos do problema da determinação passando esta responsabilidade ao "dono da rua". Se quiser partir para um mundo utópico, vamos supor que as ruas não são de ninguém. Afinal, se as ruas fossem privatizadas, mesmo assim não haveria muitas opções para ir do ponto A ao ponto B. Seria economicamente inviável existir 40 estradas entre uma cidade e outra, uma onde podemos fumar e não beber, outra onde podemos beber só um pouco, outra onde tá tudo liberado etc...\r
    \r
    mais uma coisa Fernando, via de regra você fica hostil, ironiza e deixa a entender que o cara que comentou qualquer coisa diferente do mais puro ancap é uma anta. Entenda que a filosofia libertária é muito óbvia para quem já a entendeu, porém para quem está tentando entender não é tão óbvio. Principalmente aqui no Brasil onde as pessoas são doutrinadas pelo estado desde a tenra idade, seja nas escolas, seja pela televisão. Então fica um conselho: trabalhe mais a sua capacidade argumentativa e menos o seu jeito irritado. Desta forma você poderá convencer e espalhar mais suas idéias.
  • Daniel Marchi  05/01/2012 09:25
  • mcmoraes  05/01/2012 10:24
    Quanto tempo até aparecer uma ou mais aplicações Web de fontes desconhecidas que forneçam o mesmo serviço em servidores localizados em países que tão nem aí pro que diz a "justiça" brasileira?
  • Andre Cavalcante  05/01/2012 13:19
    Umas 48h, um pouco mais, um pouco menos... Um blog no blogspot.com, por exemplo, já seria suficiente e não custa mais que 10 min para montar.
    Essa é uma daquelas leis que mostram o quanto os políticos brasileiros entendem de internet!


    Abraços
  • mcmoraes  05/01/2012 15:09
    Essa me fez lembrar do Gary North: "...Os regimes locais estabeleceram sistemas de controle, inclusive controle de ideias, baseando-se no preço das comunicações na era da mídia impressa. Eles podem controlar o papel, a tinta e a distribuição. Mas eles não têm como controlar as comunicações via internet sem fecharem por completo a internet..."
  • anônimo  23/01/2012 20:32
    A era do Pré-Crime chegou.
    www.youtube.com/watch?v=aebHqLvYjM8&feature=player_embedded
  • Pedro  24/01/2012 05:07
    Se os defensores da "lei seca" estivessem mesmo preocupados com as vidas e o sofrimento de possiveis vitimas do transito, com certeza estariam ainda mais preocupados com o INDULTO para bandidos assassinos reincidentes visitarem seus parentes em certas ocasiões (qdo somem e praticam mais crimes, alguns até voltam após praticarem).
    Claro que a chance de um facinora retomar suas atividades criminosas é muitissimo maior do que alguém que bebeu umas cervezas ou uns taças de vinho produzir um acidente.
    Fosse essa a preocupação e se pediria que se proibisse de vez os v eiculos ou que pelo menos só pudessem sair de fabrica com o limite de velocidade para no maximo 40km/h. Certamente reduziria muito o numero de acidentes.

    Ora, como podem afirmar estarem defendendo a vida com a lei seca os mesmos legisladores e midiaticos que apóiam ostensivamente a liberação de bandidos, a redução de pena e tatos outras benesses concedidas a facinoras que SABIDAMENTE SAEM PARA PRATICAR MAIS CRIMES, MAIS ASSASSINATOS?
    É mais que evidente que nãop há qq preocupação com a vida, sendo apenas uma ostentação moral fajuta para pretensa auto valorização moral. Ora, se defendem penas menores, indultos, redução de pena e pérfidamente o apoio moral ostensivo a bandidos que repetidamente reincidem matando inocentes pais e mães de familia, não são pessoas que mereçam atenção e muito menos respeito. Afinal, deveriam preconizar prisão perpétua a todo bandido profissional quem tem a arma como ferramenta de "trabalho".
  • Daniel Marchi  31/01/2012 11:05
    Lei Seca poderá enquadrar motorista mesmo sem o bafômetro (notícia de 31/01/2012)
    oglobo.globo.com/pais/lei-seca-podera-enquadrar-motorista-mesmo-sem-bafometro-3807241

    Em breve, o condutor embriagado que for parado em uma blitz e se recusar a soprar o bafômetro poderá ser enquadrado na chamada "Lei Seca". Isto porque um projeto de lei substitutivo que está sendo analisado pela Câmara dos Deputados deixa de considerar a quantidade de álcool no sangue como a única prova válida contra uma pessoa alcoolizada. A partir da aprovação, a legislação permitirá que testemunhos, imagens, vídeos e exames clínicos sejam admitidos como evidências possíveis para a comprovação do estado de um condutor. Segundo o deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), que comanda a mudança do texto em parceria com o Ministério da Justiça, uma comissão mista no Congresso pode ser montada logo no início da volta do recesso legislativo, e a aprovação concluída em três meses.
  • João  01/02/2012 04:11
    A coisa é ainda pior. Agora querem transformar em crime absolutamente QUALQUER quantidade de álcool detectada. Ou seja, se você tomou uma dose minúscula de um aperitivo antes do almoço, você já será considerado um bêbado degenerado que ameaça a sociedade com seu comportamento destrutivo.
  • Fernando Chiocca  01/02/2012 13:20
    - Você bebeu!

    - Não, não bebi.

    - Então prove!

    - Ok.... Opa.. espera um pouco. Se você está me acusando de algo, não seria você que teria que provar esse algo?? E espera mais um pouquinho......Se eu tiver ou não tiver bebido algo, o que é que você tem a ver com isso mesmo?

    Antigamente era: "O ônus da prova cabe ao acusador".

    Depois mudaram para: "O acusado é obrigado a produzir provas contra si mesmo".

    E agora querem mudar para: "O ônus da prova cabe à vítima".

    Mas prova do que afinal?
    Prova de que você não merece ser uma vítima de um crime de sequestro e roubo (prisão e multa)

    Tipo, um assaltante aborda uma pessoa que está caminhando pela rua, ou dirigindo seu carro, aponta sua arma e diz: "Se você provar que é Corinthiano, ou se você provar que não comeu feijoada hoje no almoço, eu não assalto você".
  • Roberto  31/01/2012 13:06
    Sou contra a punição, mas o policia tem dever de deter(e levar ao posto de saúde mais próximo) um sujeito que ameaça a sociedade e ponto. Se não houve vitima, não há crime, só há um bom policial. O sujeito quando estiver apto para dirigir estará livre para ir.
  • Tiago RC  01/02/2012 03:04
    Roberto, acho que é consenso aqui que se as ações do indivíduo representam uma ameaça clara a inocentes (se a forma como ele está dirigindo é ameaçadora), então independente de teor alcoólico, ele deveria ser parado sim.
    A questão é quando o indivíduo segue tranquilamente em seu rumo, sem ameaçar ninguém.
  • JOSÉ PEREIRA IGNÁCIO  01/02/2012 12:48
    Somente um comentário. Pegaram a Constutuíção do Brasil fizerem um rolo de papel higiênico e já se sabe o que fizeram.
    Nós brasileiros estamos sendo vitima de vamos cobrar o que puder e que não puder através de impostos, taxas e multas.
    Até quando iremos tolerar isso tudo os governantes fazem o que bem entendem e nada acontece, cidades ficam alagadas com uma chuva mais forte, estradas se abrem como fosse papel, e por ai se vai.
    Cadê o Coordenador da Lei Seca que matou pedestre em Niterói, nada se fala é página virada e se fosse um humilde brasileiro aonde estaria agora com certeza num presídio de segurança máxima.
    Estou enojado com essa politicagem covarde que temos que engolir.
    Voto livre já, porque não fazer um plebiscito sobre a lei seca, mais pegar aquele humilde trabalhador que tomou uma cerveja e está indo para seu lar e tirar dele R$ 980,00 é fácil.
    BANDO DE GALHORDAS.
  • Nícolas  11/02/2012 18:21
    Fernando,

    Após ler o artigo fiquei pensando em outras punições que as pessoas sofrem por substâncias ilegais encontradas em seus corpos.

    Qual o teu ponto de vista sobre o antidoping em competições esportivas? Novamente temos um caso onde a pessoa é punida meramente por uma substância encontrada em seu sangue, e não pelas suas ações.

    Parabéns pelos artigos!

    n.
  • Fernando Chiocca  11/02/2012 20:10
    Valeu Nícolas.

    Aí a "punição" é privada. Os organizadores das competições fazem as regras e quem desrespeitar não pode competir nas competições deles. Normal. Tudo ok.

    Eu acharia bem mais legal um liga esportiva "No Limits", onde tudo vale. Seria mais honesta pelo menos, já que a mairia dos atletas toma alguma bomba.

    E mudando de assunto, uma Formula Livre, ao invés da Formula I, cheia de regulamentos bestas, que até baixam a potência e velocidade dos carros, fica igualando os carros etc.. ia ser muito mais legal.
  • anônimo  03/04/2012 18:51
    Se eu beber, não me dirija.
  • Observadordepirata  07/04/2012 06:23
    Vou provar de maneira simples que a Lei Seca só visa a ARRECADAÇÃO. Imagine um carro passando por um pardal a 180 km/h, numa via onde a velocidade é de 80 km/h. Vai ser multado e só. Ele pode a alguns kms a mais, causar um grave acidente com n vítimas. Mas o que vai acontecer? Nada! Não haverá um carro da polícia que perseguirá esse motorista para prende-lo. Preferem fazer pelas ruas os cercadinhos da Lei Seca, ganhar dinheiro facil e fingir que se preocupam com a integridade das pessoas. Esse é o Brasil, onde as liberdades civis estão indo pro ralo e os assassinos do trânsito continuam soltos.
  • josé ricardo das chagas monteiro  07/04/2012 07:58
    Saudações, observadorpirata, entendi, faz sentido, completando tua ideia, imagine que se por acaso esse mesmo carro, devido ao acidente, (1)hospitalize alguns súditos do estado, o (des)governo terá que usar o dinheiro tomado coercitivamente para prestar assistência, muito ruim por sinal, aos hospitalizados; também terá (2) interrupção parcial de produção de bens individual por cada hospitalização,portanto menos dinheiro espoliado; poderá haver saque parcial(3)do dinheiro roubado que faz parte do fundo de Resseguros do Brasil.
    Enfim, trata-se de muito prejuízo para os parasitas.
    Abraços, estamos juntos.
  • Paulo Sergio  01/05/2012 05:41
    'Suppose I decide to play Russian roulette, with one small innovation; after putting one cartridge in my revolver and spinning the cylinder, I point it at your head instead of at mine before pulling the trigger. Most people, libertarian or otherwise, would agree that you have every right to knock the gun out of my hand before I pull the trigger. If doing something to someone (in this case shooting him) is coercive, then so is an action that has some probability of doing that something to him.

    But what if the revolver has not six chambers but a thousand or a million? The right not to be coerced, stated as an absolute moral principle, should still apply. If libertarianism simply consists of working out the implications of that right, then it seems to imply that I may never do anything which results in some probability of injuring another person without his consent.

    (...)

    The longer I have thought about these issues, the more convinced I have become that arguments about fundamental moral principles do not provide answers to enough important questions. In particular, they provide no answer, and no way of getting an answer, to a whole range of questions about where to draw lines.

    www.daviddfriedman.com/Libertarian/Machinery_of_Freedom/MofF_Chapter_41.html
  • Helio Beltrao  01/05/2012 06:44
    Muito interessante o ponto do David. Mas o exemplo em questão, embora similar em vários aspectos, apresenta diferenças significativas com a questão de dirigir após ingerir-se álcool. Pois na roleta russa, David deliberadamente aponta a arma para o terceiro, constituindo uma ameaça formal direta, e não uma ameaça indireta e secundária, e que se tornará real apenas por negligência. Não há sombra de dúvida de que na roleta russa invertida, o objetivo primeiro do ato é a ameaça, enquanto no ato de dirigir, o objetivo é o deslocamento, e a ameaça é efeito apenas secundário. Como ao dirigir, embriagado ou não, há o risco secundário de agressão por negligência, parece que David implicitamente recomenda que não se deve jamais dirigir, o que seria um completo absurdo.

    Toda ação involve consequências, que podem em determinadas circunstâncias causar dano a terceiros. Nem por isso ações devem ser banidas por envolver risco de dano. O que é necessário é a assunção de responsabilidade pelo dano, e a imediata reparação após o devido processo legal.

    Mas como saber se o alegado agressor deliberadamente usou-se do artifício de alegar "causa secundária" quando de fato sua intenção era aumentar a chance de risco à uma certa vítima que ele gostaria de atingir (ainda que não tenha sido consumada a agressão)? Não deveria o agressor neste caso ser punido, mesmo antes da agressão ser consumada?

    A vida real é cheia de situações complicadas assim. Claro que na roleta russa invertida de David, tomando-se sua descrição da situação como se todo o contexto estivesse refletido, seria razoável supor justa a intervenção para sacar a arma antes do disparo, ou mesmo uma punição a posteriori.

    A forma mais correta de lidar com esses casos dúbios, complexos, de situações reais é através do devido processo legal, entendido como aquele que prevê júri independente, de preferência por corte escolhida mutuamente, com ampla possibilidade de defesa, com presunção de inocência até "prova" em contrário ("beyond reasonable doubt"), etc. O resultado de um processo deste tipo será tipicamente mais justo que regras pseudo-objetivas que pretendem valer para os casos mais diversos.

  • Paulo Sergio  02/06/2012 11:06
    Hélio, supondo o seguinte, o problema da democracia é que se vc morar perto de um monte de idiotas, vc vai ter que se submeter a leis idiotas etc
    Então quando o caso vira questão de tribunal, e se o juri, o juiz, etc, tb forem da amostra da maioria de idiotas? Vc vai estar ferrado, vai estar dependendo da opinião da maioria do mesmo jeito
  • Breno Almeida  01/05/2012 08:16
    Helio Beltrao,

    Eu não entendi porque você deslizou o argumento de probabilidade para ameaça. O argumento para coagir os motoristas alcoolizados é a maior probabilidade de danos a terceiro. Mesma lógica que segue para pneu careca, farol queimado, alta velocidade e etc.

    Entenda que no caso da roleta russa seria injusto coagir o não-agressor caso o mesmo esteja usando um revolver de 1 milhão de câmaras(afinal seria similar a sobrevoar sua casa de helicoptero). Porem justo caso tenha só seis.
  • Helio Beltrao  01/05/2012 10:07
    Breno, não "deslizei" o argumento. Meu ponto é que, no exemplo do David, ele aponta uma arma carregada como uma ameaça à vida. Ao contrário, quando você dirige um carro, seu objetivo é deslocamento, e não ameaçar a vida de terceiros. O próprio fato de que você dirige um objeto que pesa 2 toneladas de ferro constitui um risco probabilístico RELEVANTE a terceiros. Se você se deslocasse de bicicleta este risco basicamente desapareceria. Nem por isso o uso de automóveis deve ser proibido.

    Probabilidade não deve ser um guia automático para se punir ANTES de um dano. Cerca de 80% dos crimes são cometidos por jovens entre 15 e 25 anos, negros, do sexo masculino. O que você propõe que se faça com eles a priori?

    Finalmente, ao contrário de você, não acho injusto coagir (tirar a arma do) o alegado agressor na roleta russa invertida caso ele use um revólver com mais câmaras. Afinal, ele está ameaçando a vida do terceiro. A probabilidade é de categoria menos importante que o ato da agressão deliberada, formal e direta.

  • Fernando Chiocca  01/05/2012 11:18
    O conceito de probabilidade e de risco foi usado de forma obtusa pelo David Friedman.

    Não precisa nem imaginar uma arma com 1 milhão de câmaras... pode ser uma arma sem bala nenhuma, com risco zero ferir alguém, que mesmo assim, apontar uma arma para alguém já pode ser considerado uma ameaça e um crime.

    Sobre o conceito de probabilidade, vejam este artigo e sobre sua aplicação ao dirigir embriagado, vejam todos os artigos que postei no primeiro comentário dele.
  • Breno Almeida  01/05/2012 13:02
    Helio,

    Obrigado pela resposta.

    Eu insisto que você deslizou o argumento. Uma vez que você concluiu que um não-agressor que ameaça pode ser agredido. O argumento não era sobre o direito do não-agressor de ameaçar outro não-agressor, que como você corretamente concluiu: Não existe o direito de ameaçar inocentes.

    Você tambem conclui corretamente ao perceber o Reductio ad absurdum onde proibir uma ação que represente baixa probabilidade de dano a terceiros não faz sentido. Afinal até andar de bicicleta apresenta probabilidade de dano fatal a terceiro e teria que ser proibido. O argumento tambem não era em defesa da utilização de probabilidades como guia automático para punição de não-agressores.

    O argumento é se um não-agressor que tem o direito absoluto de usar a sua propriedade como bem entende, poderia usar a mesma em uma situação onde exista alta probabilidade de causar dano a terceiros? Ou eu posso agredir um não-agressor caso o mesmo esteja para realizar uma ação que tem alta probabilidade de causar dano a minha propriedade?

    Voltando a roleta russa invertida. Você se sentiria tão ameaçado por uma roleta russa invertida com 1 milhão de câmaras, quanto eu me sentiria ameaçado caso alguem aponte um botijão de gás lacrado para a minha direção. A probabilidade de um botijão de gás explodir naturalmente e me acertar é similar a da arma de 1 milhão de câmaras disparar.

    Não há logica em agredir quem me aponta um botijão lacrado ou uma roleta russa invertida de 1 milhão de câmaras. Obviamente um botijão preparado para explodir ou uma arma de 8 câmaras mudaria completamente a lógica.

    Tentando ser mais realista. Imagine que eu esconda a chave do carro do meu amigo, por considerar que ele bebeu de mais e não tem condições de dirigir sem colocar a própria propriedade e a de terceiros em alto risco. Obviamente eu não posso agredir um não-agressor (pegar chave que não é minha), mas esconder a chave me parece a decissão correta.
  • Helio Beltrao  01/05/2012 17:42
    Breno, não existe esse tal de "não-agressor que ameaça" a que você se refere. O sujeito que ameaça é um agressor. Um ladrão não precisa agredir a vítima para efetuar o roubo. Não precisa nem ao mesmo mostrar a arma. A mera ameaça de agressão constitui uma ameaça.

    Em momento algum argumentei que um evento de baixa probabilidade deva ser isento de intervenção ou que um evento de alta probabilidade seja passível de intervenção. Meu argumento não tem nada a ver com probabilidade, e sim com a presença (ou ausência) de ameaça ou perigo, desde que claros e presentes, mesmo antes do dano em si. Se houver ameaça clara e presente, é razoável admitir uma intervenção ainda que anterior ao dano. Se NÃO houver ameaça clara e presente, ainda que se argumente que seja um ato de probabilidade "alta" de causar dano, não se deve admitir intervenção, que se porventura ocorrer, configurará EM SI PRÓPRIA uma agressão.
  • Paulo Sergio  22/05/2012 02:01
    'vc não pode julgar ninguém baseado numa probabilidade' supondo que esse seja o princípio, imagine que vc é o dono de uma pedreira, seus empregados são trabalhadores braçais, gente sem muita educação, e trabalham numa coisa muito perigosa, que tem a ver com pedras e explosões e aonde cada detalhe é importante pra previnir acidentes que podem ser fatais
    Supondo que no caso de ter um trabalhador drogado as chances de acidente aumentam, e que o menor acidente pode matar muita gente e te levar a falência, está errado o empregador que toda semana bota os empregados pra fazerem um exame pra saber se eles usam drogas?
    E que demite um empregado que usou, quando o exame mostra?
    Eu faria exatamente a mesma coisa, e se o princípio é contra, isso só mostra como seguir qualquer coisa fanaticamente é sem sentido.

  • Tiago RC  22/05/2012 07:35
    Paulo Sérgio, o que "isso só mostra" é que você está com dificuldades para discernir acordos voluntários de imposições arbitrárias.
    Óbvio que o empregador pode testar seus empregados, como condição para continuar lhes empregando. E, salvo cláusula dizendo o contrário, óbvio que qualquer contrato de trabalho pode ser interrompido a qualquer momento, por qualquer uma das partes, sem necessidade de justificativas.

    Isso é completamente diferente de impor uma regra arbitrária a alguém que não concordou em acatá-la.