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O desarmamento e as lições sobre a violência europeia

As recentes eclosões de violência indiscriminada na Europa realçam uma perturbadora tendência que há muito vem sendo alertada por filósofos e estudiosos das civilizações: o retrocesso da civilização ocidental.  Palpiteiros e "especialistas" destilam na televisão e em artigos de jornais inúmeras teorias para tentar explicar o que está acontecendo.  Algumas soam suficientemente plausíveis, mas somente aqueles dentre nós que possuem um sólido conhecimento da teoria econômica têm as ferramentas necessárias para decifrar o significado destes atuais eventos. 

Aqueles que utilizarem essas ferramentas irão descobrir que o estado não apenas causou diretamente estes distúrbios de várias maneiras (via assistencialismo, militarismo, inflação monetária, escolas públicas e muito mais), como também impediu as pessoas de defenderem a si próprias e a sua propriedade.  Estou me referindo, é claro, às leis do desarmamento.

Inglaterra

Primeiro, consideremos os distúrbios que irromperam ao longo da Inglaterra na semana passada.  Vândalos e saqueadores, de maneira arbitrária e petulante, saíram destruindo propriedades, incendiando, roubando bens de lojas de família e assaltando transeuntes.  Pessoas inocentes ficaram compreensivelmente assustadas, temendo pelo seu bem-estar, especialmente quando viram que a polícia era evidentemente inepta para colocar fim às badernas.  Um repórter, após ser assaltado e espancado, chamou as autoridades, e ouviu delas apenas a seguinte frase: "vá pra casa".

Não deveria ser nada surpreendente o fato de estas pessoas serem tão indefesas.  Em 2007, no ranking de países listados de acordo com a posse de armas, Inglaterra, País de Gales e Escócia estavam abaixo de praticamente todos os outros países desenvolvidos.  As leis de desarmamento britânicas podem ser descritas, no mínimo, como draconianas.  O Decreto das Armas de Fogo, de 1997, baniu todas as armas do Reino Unido, inclusive revólveres e pistolas, permitindo no máximo o porte de pistolas a ar.  (Curiosamente, essa legislação não foi aplicada à Irlanda do Norte, onde a posse de armas é muito mais difundida.)

Todas as armas de fogo "legais" requerem licença estatal para serem adquiridas.  As pessoas que possuem licenças devem comunicar à polícia todas as suas compras de armas, além de serem obrigadas a enfrentar vários trâmites burocráticos para renovar suas licenças, sempre em um curto intervalo de tempo.  As delegacias de polícia locais podem impor restrições adicionais ao porte de armas dentro de suas jurisdições.  A polícia tem o poder de revogar a licença caso suspeite que o usuário violou uma regra dentre todo esse emaranhado.

Todas essas barreiras e burocracias elevam significativamente o custo de se comprar uma arma de fogo, mesmo que seja apenas para guardá-la em casa.  A ciência econômica ensina que, quando o custo e a burocracia de se obter algo aumentam, haverá menos desses bens nas mãos das pessoas comuns.  No caso inglês, o resultado foi menos armas nas mãos de cidadãos decentes e menos maneiras de pessoas inocentes defenderem a si próprias, suas famílias e suas propriedades.

Como resultado desse recente surto de violência, os britânicos que quiseram defender suas propriedades tiveram de recorrer a meios alternativos de autodefesa.  A Amazon.co.uk relatou que as vendas de porretes e de tacos de beisebol de alumínio dispararam mais de 5.000% na noite do terceiro dia de badernas.  Um cliente escreveu no site a seguinte crítica:

Este taco tem um peso perfeito, é bem equilibrado e vai servir otimamente a qualquer proprietário de loja no Reino Unido que queira proteger sua propriedade.  Graças ao seu cabo ergonômico, um simples movimento de tacada já deve ser o suficiente para destroçar rótulas, crânios ou qualquer outro osso que você queira estraçalhar no vândalo que está lhe atacando.  Pessoalmente, recomendaria também investir em algumas luvas sem dedos, apenas para melhor a aderência de sua mão ao taco.

Outra questão a ser mencionada sobre a débâcle da Inglaterra envolve o assassinato que desencadeou tudo isso.  Um rapaz de 29 anos, chamado Mark Duggan, foi morto a tiros por agentes do estado no dia 4 de agosto de 2011, em Tottenham, onde os tumultos começaram logo em seguida.  Os policiais rapidamente acusaram a vítima de disparar contra eles, mas a Comissão Independente de Queixas da Polícia relatou, no dia 10 agosto, que não há nenhuma evidência de que a arma da vítima encontrada no local do crime tenha sido disparada uma só vez.

Talvez a polícia estaria menos propensa a assassinar cidadãos a sangue frio caso ela estivesse lidando com uma população armada.

Noruega

Também nada surpreendentemente, a Noruega é também um bastião do fanatismo desarmamentista, embora a posse de armas seja mais prevalecente entre os noruegueses do que entre os britânicos.  (A posse de armas em ambos os países é bem mais baixa do que nos EUA).  As leis norueguesas baniram todas as armas automáticas.  Revólveres e pistolas só são permitidos caso sejam de um determinado calibre, e há restrições sobre os tipos e quantidades de munição que um indivíduo pode comprar.  Andar nas ruas portando armas ocultas é ilegal. (Nos EUA, isso é legal em vários estados, sendo que Alaska, Vermont, Arizona e Wyoming permitem que seus cidadãos carregam armas sem exigir qualquer registro).

Como lamentavelmente é a regra em nosso mundo, todos os pretensos proprietários de armas têm primeiro de requerer licenças, as quais normalmente são concedidas apenas a caçadores e a atiradores profissionais.  Se você for sortudo o suficiente para obter uma licença, a polícia automaticamente adquire o direito de inspecionar sua casa para averiguar se suas armas estão adequadamente armazenadas.

Como bem sabemos, essas rígidas leis de nada adiantaram para impedir Anders Behring Breivik de massacrar 69 pessoas na minúscula ilha de Utøya.  Com efeito, se apenas um orientador daquele acampamento possuísse uma arma de fogo, talvez a tragédia teria terminado de maneira diferente, certamente com muito menos sangue e mortes.

É incompreensível para mim o fato de os organizadores de um acampamento juvenil ocorrendo em um local deserto e descampado não terem planejado antecipadamente meios de defender as crianças.  Isso é o ápice da irresponsabilidade.  É realmente alguma surpresa que o acampamento tenha sido organizado pelo esquerdista Partido Trabalhista?

Mais uma vez, os agentes do estado comprovaram sua incompetência.  A polícia só chegou a Utøya uma hora depois de o maníaco ter começado sua carnificina.  É isso o que ocorre quando se dá a um grupo estatal — a polícia — o monopólio prático da propriedade de armas.

Aqueles de nós familiarizados com a teoria misesiana sabemos que o estado sempre reagirá às desastrosas consequências do intervencionismo com ainda mais intervencionismo.  Como se estivessem ansiosos para dar razão a Mises, políticos finlandeses rapidamente anunciaram, após os ataques na Noruega, que irão acelerar a imposição de políticas desarmamentistas muito mais rígidas na Finlândia.  Essas novas regras farão com que revólveres e pistolas passem a ser muito menos acessíveis, irão elevar a idade mínima para a posse de armas e irão impor aos requerentes de licenças que se submetam a "testes para averiguar sua adequação". 

Os políticos, sem dúvida, estão prometendo que tais leis deixarão as pessoas mais seguras.  Os seguidores da 'Lei de Rockwell', entretanto, já sabem exatamente o que esperar e como devem reagir: "Sempre acredite no oposto daquilo que o governo diz, e sempre faça o oposto daquilo que ele recomenda."

Conclusão

A sociedade ocidental está claramente se degradando.  À medida que as pessoas e os governos vão se afundando em dívidas, o crescimento econômico permanecerá, na melhor das hipóteses, estagnado.  As classes dependentes, que vivem do assistencialismo, verão seu padrão de vida se deteriorando rapidamente à medida que a crise vai se desdobrando.  Se a história nos serve de guia, ondas de crimes e inquietações sociais não estão muito longe no horizonte.  Já estamos testemunhando o início dessa tendência em países como Inglaterra e Noruega, onde restrições à posse de armas estimulam a violência, a destruição e a pilhagem, além de deixarem cidadãos de bem completamente desarmados, sem proteção policial e totalmente à mercê de vândalos. 

A principal lição a ser retirada de tudo isso é a importância de ser ter meios de se proteger a si próprio, a sua propriedade e a seus parentes amados nessas épocas vindouras de pânico e incerteza.  Se você confiar no governo, poderá perder tudo o que construiu.


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autor

Brian Foglia
é bacharel em Economia com honrarias, formado no Richard Stockton College.

Tradução de Leandro Roque



  • Daniel  16/08/2011 09:21
    Parabéns pela rápida tradução e pelo vídeo ilustrativo!
  • Joao Pedro Souza Matos  19/08/2011 14:37
    "Sempre acredite no oposto daquilo que o governo diz, e sempre faça o oposto daquilo que ele recomenda."

    GENIAL
  • Rodrigo  04/11/2015 17:27
    "Quanto mais corrupto um governo, maior o número de leis".

    Cornelius Tacitus, 116 D.C., historiador romano em 'Os Anais da Roma Imperial'
  • Filosofo  16/08/2011 09:52
    O Estado te assalta e chama isso de contribuição. Em tese, ele faz isso para te proteger de outros asaltantes. E quando chegam os outros assantantes, o Estado não te ajuda e ainda te proíbe de se proteger efetivamente. E ainda recomenda que voce se deixe ser assaltado, sem reagir.

    É como o Stefan Molineux diz, vivemos em fazenda de humanos. As fronteiras são cercas imaginárias entre as fazendas. Wake up! A polícia não existe para proteger o cidadão, e sim manter a "ordem pública" (sociedade estatizada). Pra te manter como gado.
  • Miguel  16/08/2011 10:51
    Não sei se o desarmamento foi a causa mais importante. Acho que ajudou, claro, mas para mim, o responsável são décadas de mentalidade "para quê um emprego 9 to 5 se posso viver do estado?" aliadas à gradual destruição da cultura européia (multiculturalismo, tolerância com intervenções à propriedade privada - aí sim, o desarmamento, ou achar que pichação no muro dos outros é arte, entre outros inúmeros exemplos), destruição patrocinada, é óbvio, direta e indiretamente pelo estado.
  • Marcio Vinhaes  16/08/2011 23:37
    Concordo, só não entendo como o multiculturalismo se encaixa no processo de destruição. Até onde eu saiba, leis anti-imigratórias ainda são intervenções estatais que além de penalizar os que estão em busca de trabalho, ainda atrapalha o desenvolvimento da economia por falta de mão de obra ( capital humano).
  • Augusto  20/08/2011 17:32
    Imagino que ele esteja falando de "multiculturalismo" como uma politica de estado - de uma tentativa de forcar pessoas que nao se gostam a viver juntas. E eh isso que essencialmente ocorre na Europa hoje.
  • Eduardo  16/08/2011 11:24
    Aqui no Brasil você não pode nem ter cerca elétrica...
  • Filosofo  16/08/2011 12:01
    Se matar um ladrão que te ameaçou, ainda se incomoda com o processo. É visto como criminoso! Logo o ladrão vai ter direito a te assaltar, e voce o dever de não reagir.
  • RAG  16/08/2011 12:13
    Não precisa matar. Se você tiver um cachorro e ele morder um criminoso que porventura invada sua propriedade, você pode ser processado por isto.
  • Micael Salton  16/08/2011 14:29
    A questão de armamentos em uma sociedade livre é complicada e sinceramente engloba muitos aspectos que nunca são mencionados nas discussões sobre este tema.
    Não tenho uma opinião decisiva sobre o tema, mas sei que prefiro ver carros e vidros quebrados a pessoas fatalmente feridas por atiradores aterrorizados. Quem acredita que matar alguém é preferível a perder um bem não é um libertário, é sim um louco raivoso.
  • Fernando Chiocca  16/08/2011 14:57
    Matar alguém é preferível a perder um bem?
    Meu caro, a discussão é a de se proteger um bem. O simples fato da revogação dos empecílios e proibições de portes de armas já desencorajaria a ação dos bandidos.

    Eu acredito que é preferível eu não entregar um bem frente a ameaça de um bandido, e que é preferível eu poder responder esta ameaça a altura e na hora. E se ele insistir em tentar tirar minha vida e levar o bem, é preferível que ele morra e não eu.
    Quem não acredita nisso não é libertário, é sim um demente sem valores e senso de justiça.
  • Bruno  17/08/2011 12:12
    Chiocca.

    A maior arma do bandido não é a pistola ou rifle, é o elemento surpresa.

    Não adianta ter arma na cintura se o bandido apontou a dele antes. Não haverá tempo de para reagir e ainda poderá por em risco a vida de sua família.

    É complexo. O maior desafio humano é mesmo a violência. É eliminar a violência de sua mentalidade. Seja violência do Estado sobre o indivíduo, seja a violência do indivíduo sobre o indivíduo. Eu não diferencio.
  • Joao  16/08/2011 14:57
    Não tenho uma opinião decisiva sobre o tema, mas sei que prefiro ver carros e vidros quebrados a pessoas fatalmente feridas por atiradores aterrorizados. Quem acredita que matar alguém é preferível a perder um bem não é um libertário, é sim um louco raivoso.

    Ou seja, é melhor que uma turba de pessoas revoltadas com o fato de que o estado-mamãe não vai poder sustentá-los indefinidamente possa sair por aí aterrorizando tudo e, se tudo continuar assim, matar, roubar, saquear e estuprar, do que uma pessoa ter o direito de se defender. É horrendo uma pessoa ter a possibilidade de acabar matando uma pessoa que tenta violentá-lo. Realmente, é melhor que essa pessoa não ofereça resistência e se deixe violentar de uma vez.
  • Micael Salton  16/08/2011 15:34
    A luta correta deve se dar no sentido de coibir a ação criminosa e o acesso criminoso a armas. Ou seja, critiquem a política absurda de proibições que geram a criminalidade e o estado que ganha com isso. Essa é a atitude libertária. E sim Fernando, eu nunca mataria alguém que quer roubar um bem meu. Você sim? se a resposta é positiva voce é mais um que entende muito da economia libertária mas coloca ela no mesmo saco do conservadorismo patético da direita religiosa e ai meu caro, se voce é desses, não passa de mais um "crente" e não existe discussão.

    Quanto a situação alguem ameaçando minha integridade física e eu tendo que matá-lo para salvar minha própria vida, a resposta é óbvia. Lutemos então por um sistema livre que não crie esse tipo de pessoa e principalmente que não arme o mesmo.
  • void  16/08/2011 16:04
    Você não é libertário. É só um hippie retardado. E já deixou implícito no seu post a sua preferência pela polícia estatal. Repito: você não é um libertário, não sei nem pq vem com esse papinho aí.

    mises.org.br/Article.aspx?id=284
  • Fernando Chiocca  16/08/2011 16:09
    Todo assaltante no ato do assalto está "ameaçando sua integridade física".

    Ele te dá uma escolha: "Me entregue sua carteira ou sua vida".

    Você opta por entregar a carteira.

    Mas isso não quer dizer que você só tem as escolhas que ele te dá. Quem é ele para determinar o que você deve fazer???

    Se tiver como me defender de ambas usurpações, posso responder: "Vou ficar com minha carteira e a minha vida".

    Ser libertário não é ser uma ovelha passiva.. muito pelo contrário.
  • George Reisman  16/08/2011 18:11
    O direito à vida, à liberdade e a não ter sua propriedade confiscada, o qual todos os homens possuem, carrega consigo o direito à autodefesa. O exercício do direito à autodefesa inclui matar aqueles que representam uma ameaça iminente à vida de uma pessoa. Inclui matar aqueles que são uma ameaça iminente à vida de um indivíduo que está apenas tentando defender sua propriedade. Ladrões armados querendo confiscar propriedades sempre representam essa ameaça.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=868
  • Peterson Mota  16/08/2011 19:03
    "A luta correta deve se dar no sentido de coibir a ação criminosa e o acesso criminoso a armas"

    Como até hoje ninguém conseguiu impedir um criminoso de ter armas, já temos aí um motivo para que qualquer pessoa possa ter sua arma e exercite sua própria defesa. Se você fosse um libertário entenderia que a responsabilidade por sua defesa é apenas sua! Mas ao contrário, precisa de uma pai e uma mãe(estado) que o defenda!

  • Tiago  17/08/2011 05:02
    Eu apontaria* uma arma pra um bandido que quer me roubar. E se ele avançar em minha direção, eu atiraria sim, mesma coisa se ele tentar sacar uma arma. Só não atiraria se ele fugisse, e concordo que nesse caso seria abuso de força - embora caso ele esteja fugindo com algo que te pertence, a questão fica mais complicada, já que não necessariamente você possui meio menos violento de pará-lo. Eu não atiraria nas costas de alguém fugindo, mas não sei se sempre dá pra condenar quem faz.

    Resumindo, matar alguém que tenta te roubar pode ser algo válido, dependendo das circunstâncias.

    E no mais, quanto ao texto, eu pensei a mesma coisa quando vi as notícias do vandalismo na Inglaterra: "coitados" desses vândalos se tentassem fazer a mesma coisa em lugares como Texas ou Suíça.

    * Isso tudo assumindo que eu tivesse uma arma, e que eu soubesse usar.
  • Pedro  17/08/2011 13:09
    Como já disseram, o bandido ao apontar uma arma a você está lhe dando duas opções: ou vc entrega sua propriedade, ou ele te mata. A vítima tem todo o direito de querer continuar com os dois, sua vida e propriedade, o bandido não tem o direito de ameaçar a vitima e lhe dizer o que fazer.

    Logo, se para continuar com sua vida e com sua propriedade for necessário matar o agressor, então a vitima tem o direito de o fazer. O agressor é o único culpado de qualquer desfecho que isso possa dar, pois ele quem iniciou o ato de violência.
  • Edson Carvalho  16/08/2011 15:46
    Joao esse bordao e da Marta Suplici. Relaxe e goze.Voce esta no lugar errado, vaquinha de presepio e nos sites do Governo e chupando as tetas dele. E nao escreva besteira aqui, que ja sabendo da sua atitude quando ameacado, negao por ai pode ate te procurar. Cuidado. E impossivel que voce nao entenda a opiniao pessoal do Chiocca, quanto ao assunto. Ter condicoes de se defender e um direito inalienavel de qaulquer ser humano. Direito esse que voce demonstra ter renunciado e aqui exposto.
  • Joao  16/08/2011 16:23
    Pô, Edson, eu estava sendo sarcástico :)
  • Gui  16/08/2011 21:03
    Senti vergonha pelo Edson agora...
  • Fernando Z  16/08/2011 20:18
    O que eu acho estranho é o texto apoia frases do tipo:
    " Graças ao seu cabo ergonômico, um simples movimento de tacada já deve ser o suficiente para destroçar rótulas, crânios ou qualquer outro osso que você queira estraçalhar no vândalo que está lhe atacando "

    Acredito que a tal decadência do ocidente tem base justamente na incapacidade de achar anormal quebrar o crânio de alguém!
  • mcmoraes  16/08/2011 20:43
    Releia a frase que você citou, Fernando Z. Ela fala: "Graças ao seu cabo ergonômico, um simples movimento de tacada já deve ser o suficiente para destroçar rótulas, crânios ou qualquer outro osso que você queira estraçalhar no vândalo que está lhe atacando".

    Seu raciocínio, para ser considerado completo deveria ser escrito da seguinte forma: "Acredito que a tal decadência do ocidente tem base justamente na incapacidade de achar anormal quebrar o crânio de alguém (um vândalo) que está lhe atacando!"

    Pronto, assim fica exposto o seu erro: você acha anormal alguém se defender por meio do contra-ataque. Talvez nos seu mundo dos sonhos as pessoas possam e devam apenas imobilizar os vândalos agressores com golpes de jiu-jitsu, tipo mata-leão, rsrs.
  • Filosofo  16/08/2011 23:19
    Concordo plenamente com o Chiocca. Não é o criminoso quem deve dar as cartas, mas o cidadão honesto e pacífico. Se o criminoso insiste em atentar contra sua vida, tens todo o direito de praticar a autodefesa. Se o criminoso atentar contra sua propriedade, o que significa te chantagear pela sua vida, não há absolutamente nada que te impeça de recusar a chantagem. Ser obrigado a aceitar a chantagem por algum senso de humanidade é o cúmulo da lavagem cerebral.
  • Fernando Z  17/08/2011 00:44
    Acho que o Micael quis dizer, e eu concordo com ele, que entre ser autor de assassinato e perder um bem, é menos angustiante perder o bem.
  • Raphael Noronha Auto De Souza Leao  17/08/2011 07:55
    Prefiro muito mais ser um autor de assassinato.
  • Joao  17/08/2011 08:12
    Você pelo jeito nunca foi assaltado e não sabe como pode ser violento e imprevisível um bandido. Parece até que ele é só um sujeito que quer roubar um bem enquanto faz cafuné na sua cabeça. O cara pode muito bem matá-lo porque não ficou satisfeito com que ele consegue roubar de você, ou pode matá-lo porque é o que ele faz e pronto.
  • Raphael Auto  18/08/2011 14:29
    João, se sua resposta foi destinada a minha pessoa você não entendeu a questão. Eu respondi qual possibilidade preferiria entre duas. No caso eu preferiria matar o bandito a ser roubado. Só isso. Eu não deixei meu comentário aberto para outras especulações.
  • mcmoraes  17/08/2011 08:35
    E se o bem que o bandido quiser tomar for a sua integridade física (sim, integridade física é um bem) ou a de alguém muito próximo a você? Por exemplo, se o bandido quiser estruprá-lo ou fazer o mesmo com sua mãe, irmã, esposa ou filha? Após o ato consumado, duvido que você pense: bom, poderia ter sido pior se eu o tivesse matado.
  • Aecio  17/08/2011 11:50
    "onde restrições à posse de armas estimulam a violência, a destruição e a pilhagem, além de deixarem cidadãos de bem completamente desarmados, sem proteção policial e totalmente à mercê de vândalos".

    Eu não vejo esse nexo de causalidade.

    Dizer isto após o acontecimento dos fatos torna tudo mais claro. Mas é impossível fazer previsões. Será que nos lugares onde armas são permitidas não há violência, destruição e pilhagem?

    Bocas de fumo não disputam o mercado entre si? Comandos de favelas não guerreiam?

  • Luis Almeida  17/08/2011 11:55
    Lugares onde armas são livremente permitidas: Suíça, New Hampshire, Alaska, Vermont, Arizona e Wyoming.

    Lugares onde não são: qualquer cidade do Brasil.

    Em qual destes lugares há mais destruição, violência e pilhagem? Em qual deles bocas de fumo disputam o mercado entre si? Comandos de favelas guerreiam?
  • Daniel  17/08/2011 12:06
    Ué, removeram o vídeo de LA?
  • Leandro  17/08/2011 12:14
    Prezado Daniel, preferimos retirar o vídeo para evitarmos interpretações maldosas e distorcidas. Entretanto, eis o link para ele:

    www.youtube.com/watch?v=CvaNJ0mF_JM&feature=
  • Pedro  17/08/2011 13:20
    Òtimo video.
  • Helio Souza  18/08/2011 10:09
    Lí um comentário muito sensato no youtube sobre o vídeo:

    Esses coreanos são loucos! Apenas um total psicopata iria atirar em baderneiros com uma arma de fogo como essa, como se fosse um xefife do velho oeste. Qualquer pessoa em sua sanidade mental sabe que nessa situação é muito mais efetivo usar um rifle moderno ou uma escopeta calibre 12
  • josricardo  17/08/2011 12:18
    Saudações, sem dúvida, estamos a caminho, passos largos, do impasse.
    Recomendo o livro "A Revolta de Atlas" Ayn Rand.
  • Aecio  17/08/2011 12:25
    Luis, o que eu quero dizer é que nas bocas de fumo as armas são praticamente livres, estão nas mãos dos traficantes. Mesmo assim há disputas entre eles. Eles sabem que do outro lado existem armas.

    A Alemanha invadiu diversos países sabendo que lá existia um exército. Não invadiu a Suíça por acreditar ser um preço alto a pagar.Ok.

    Na Inglaterra vários marginais desarmados invadiram e saquearam diversas lojas, casas e pessoas indefesas. Se estes marginais estivessem armados eles não invadiriam lojas e casas com pessoas armadas? Eles podem não invadir uma cidade pronta a defender-se, mas o dono da lojinha de bairro estaria protegido?

  • Fernando Chiocca  17/08/2011 17:00
    Se estes marginais estivessem armados eles não invadiriam lojas e casas com pessoas armadas? Eles podem não invadir uma cidade pronta a defender-se, mas o dono da lojinha de bairro estaria protegido?


    Sim, estaria. Não viu o vídeo dos coreanos não??
  • Peterson Mota  18/08/2011 11:47
    "Luis, o que eu quero dizer é que nas bocas de fumo as armas são praticamente livres, estão nas mãos dos traficantes. Mesmo assim há disputas entre eles"

    O problema não são as armas. Você tem visto donos de padaria lutando entre si com armas na mão pelo domínio da venda de pão francês no seu bairro? Não tente distorcer as coisas, o problema das drogas já foi discutido aqui:www.mises.org.br/Article.aspx?id=836 e aqui:www.mises.org.br/Article.aspx?id=1036 e a causa não tem nada haver com armas!
  • Fernando Chiocca  18/08/2011 11:52
    É.

    Na verdade tem a ver com as armas que estão nas mãos dos únicos bandidos dessa história, que é a polícia que impede criminosamente a ação legítima de comerciantes, assaltando-os, sequestrando-os, mantendo eles em cativeiro, na maioria das vezes exigindo o pagamento de um resgate para soltá-los, cobrando "taxas de proteção" para não incomodá-los etc..
  • Peterson Mota  22/08/2011 17:22
    Perfeito Fernando!
    É que no ponto em questão apenas me referi a origem do problema das drogas, que claro, levam ao uso de armas para proteção do mercado em questão(drogas).
  • Aecio  17/08/2011 13:02
    Acredito que restrição à posse de armas não esteja entre os principais estímulos da violência no caso europeu. Digo isto porque a violência se dá de forma gratuita (sem perdas) ou onerosa (com perdas), dependendo do objetivo que se busca, algumas perdas são aceitáveis. Um exemplo claro é a Alemanha na 2ª Guerra Mundial, este país invadiu e saqueou diversos países mesmo sabendo que estes países possuíam exércitos; em algumas batalhas não houve baixa do lado alemão. Entretanto, não invadiu a Suíça, pois esta se apresentava como um obstáculo difícil de ser superado.
    As gangues inglesas saquearam diversas lojas e pessoas indefesas. Será que tais gangues, se estivessem armadas não fariam a mesma coisa? Provavelmente algumas perdas seriam aceitáveis. 60 pessoas armadas talvez pilhem uma loja coreana defendida por 2 proprietários. Uma gangue com 10 pessoas desarmadas contra 1 pessoa desarmada não seria muito diferente de uma gangue com 10 pessoas armadas contra 1 pessoa armada. Principalmente se esta desproporção seja maior. 80x3, 150x3.

    O ponto é, os mais fortes sempre iram intimidar.

    P.s- Eu sou a favor do armamento civil e gosto de fazer o papel do advogado do diabo.
  • Marcos  17/08/2011 14:48
    As gangues inglesas não possuem armas por causa da "gloriosa" lei do desarmamento. Afinal a lei do Brasil não deve nada em matéria de rigor e ainda assim os bandidos aqui estão todos armados. A grande diferença é que a polícia lá é mais eficiente e menos corrupta. Não desvia tantas armas para os bandidos e não faz vista grossa para o contrabando. Ou seja, consegue controlar melhor o mercado negro de armas. Isso independe da questão do desarmamento.

    Já que estamos falando nos "e se?" vamos raciocinar: e se as armas fossem liberadas na Inglaterra? Para os bandidos não faria diferença, pois como estes tem a ficha suja e jamais teria direito ao porte de arma. Faria muita diferenças para os cidadãos honestos, que desejam proteger as suas vidas e propriedades.
  • Gustavo S.   17/08/2011 15:28
    Já diz o provérbio bem conhecido "a ocasião faz o ladrão".
    Se aqueles proprietários tivessem alguma força de proteção, não acredito que esses protestos teriam tomado essas dimensões. As pessoas sabem que vão sair impunes e aproveitam pra cometer tudo aquilo que não fariam normalmente...
  • Ari Castro  17/08/2011 16:37
    Acho que seria algo que poderia acontecer de fato,se os bandidos se juntarem para a pilhagem, eles poderiam obter sucesso provisório em alguns casos, mas não seria uma ação sustentada ou rotineira.

    A maioria das pessoas são consideradas "de bem" e não iriam concordar, a chance da pilhagem ser frustada é maior, como alguns bandidos também têm medo de morrer eles iriam pensar duas vezes antes de cometer qualquer coisa do gênero.

    A guerra pelas bocas de fumo acontecem apenas com os dois, ou mais grupos que possuem armas de fogo, e se houvesse um terceiro grupo formado por cidadãos de bem que não quisesse esse tipo de guerra? Lembrando que guerra por boca de fumo só ocorre justamento pq o estado proibi a venda, ninguém ver guerras com armas por mercadorias de livre concorrência.
  • Renato Martins  17/08/2011 18:04
    E os contra-exemplos que estão bem abaixo da Inglaterra e Noruega no ranking de posse de armas e não têm manifestações deste tipo?\r
    \r
    Inglaterra e País de Gales -> 88 no ranking\r
    Japão e Córeia do Norte -> 164\r
    \r
    Ou ainda países com grande índice de armas (Grécia -> 23) em que há conflitos como os que vimos recentemente, em protesto às políticas de austeridade exigidas pelo FMI?\r
    \r
    Não vejo realmente uma causa-efeito entre posse de armas e inquietação social...
  • Luis Almeida  17/08/2011 18:17
    Tá de zoação, só pode. Na Coréia do Norte não tem "conflitos sociais" por três motivos: a população tá morta de fome (logo, não tem força nem pra chutar porta de vidro), todo mundo é igualmente famélico (logo, não faz sentido um atacar o outro) e o governo fuzila qualquer um sem nenhum motivo.

    Já o Japão, historicamente, possui uma população extremamente disciplinada, ordeira e respeitadora das hierarquias sociais. Para esse tipo de população (a qual, repito, sempre foi assim), portar armas ou não é algo que não faria a menor diferença. Armas valem para impor respeito em bolsões baderneiros de uma população.

    Já na Grécia, a população fez protestos contra o governo, que quer aumentar impostos para salvar os bancos. Nada a ver com a baderna londrina, que foi realizada por vagabundos movidos pela inveja, pela desocupação e pelo ódio contra "os ricos".

    Fique mais atento.
  • Renato Martins  17/08/2011 19:39
    Opa Luis,\r
    \r
    não estou de zoação... me enganei com a Coreia, queria ter dito Coreia do Sul (149 no ranking). E quando você cita o ódio contra os ricos, acho que este ódio é estimulado pela associação entre posse e felicidade. Logo, os vagabundos vêm quem tem (carro, ipod, tv lcd) sendo felizes (afinal, é essa a mensagem com que somos bombardeados diariamente) e acham que o jeito mais fácil é levá-las na baderna.\r
    \r
    Concordo que o lojista, se armado, poderia se defender. Mas não se esqueça que o bandido estaria muito mais armado também.\r
    \r
    Não enxergo mesmo a associação entre posse de armas e o surto de violência.\r
    \r
    Por outro lado, a posse de armas (a não ser que todos as tivessem?) pode dar chance a banalidades terminarem em mortes (briga de trânsito, briga de vizinho, etc). Hoje, as que terminam assim são as exceções. \r
    \r
    Prometo ficar mais atento ;-)\r
    \r
    Abraço,\r
    Renato
  • Kelson  18/08/2011 23:06
    A civilização ocidental "não está em retrocesso". Isso é conversa mole pra boi dormir. Essas coisas sempre aconteceram e sempre acontecerão, ainda mais na Inglaterra - o país dos hooligans. O patético é usarem qualquer desculpa para justificar o armamento da população, como se isso resolvesse alguma coisa. Bastaria mais um ser morto e os distúrbios seriam ainda piores. E o pior é que os bandidos - que tem acesso a armamentos mais sofisticados - iriam reagir com ainda mais fúria.
  • Rodrigo  03/11/2015 19:43
    Patético é não conhecer os dados por preguiça e por vontade mesmo.
  • Ighor  19/08/2011 23:25
    Acho que esse assunto é uma faca de dois gumes, ambas das decisões -armamento ou desarmamento- tem seu lado bom e seu lado ruim. vamos criar algumas situações. 1 desarmamento total: não teríamos como ter um ato de defesa hipotético a altura. armamento parcial: teríamos armas com calibre controlado, provavelmente no máximo teríamos armas de funcionamento semi-automática, para defesa patrimonial serviria exceto por um detalhe: o elemento surpresa, quem dormiria atracado a sua arma como os soldados? Armamento total: Poderíamos ter um arsenal em casa -como ocorre em algumas casas americanas- mas se queremos defesa para que 9 mm? Para que um fuzil automático? Agora um ponto que recai nas ultimas duas situações: quem garante que um cidadão de bem, honesto em um momento de raiva não poderia proceder errado? Não poderia matar alguém por motivos fúteis? Tá teria sansões legais, mas elas reparariam a vida perdida? Quanto a primeira, você é um trabalhador honesto e tal, um meliante invade sua casa armado, que defesa você terá? Luta corporal? Duvido. O ideal todos sabemos qual seria: a população desarmada -exceto em casos especiais- e uma policia eficiente, mas digamos que a nossa realidade brasileira isso é um tanto utopia. E quanto a questão de cada um fazer sua própria segurança é uma logica pratica, mas não teórica. Pratica por causa da ineficiência do Estado, não teórica, pois em nossa sociedade é o Estado através da policia que deveria nos proteger.

    Ps: Se tiver alguém da area da psicologia e afins, peço que nos explique o porque da sensação de segurança que uma arma geralmente nos traz, isto é, se eu tiver uma arma nas mãos por que eu me sinto tão superior e protegido.
  • Absolut  19/08/2011 23:57
    Agora um ponto que recai nas ultimas duas situações: quem garante que um cidadão de bem, honesto em um momento de raiva não poderia proceder errado?
    Ninguém. Da mesma maneira que ninguém garante que um cidadão de bem usará as facas da cozinha sempre para cortar alimentos.
    O abuso não tolhe o uso.

    se eu tiver uma arma nas mãos por que eu me sinto tão superior e protegido
    Porque você pode explodir cérebros.
  • Fernando Chiocca  20/08/2011 03:20
    O ideal todos sabemos qual seria: a população desarmada -exceto em casos especiais- e uma policia eficiente
    Só na sua cabeça limitadíssima achar que quando se tem bandidos armados dentro de sua casa o ideal é discar um número de telefone para chamar funcionários públicos ao invés de ter uma arma para poder se defender.

    A população desarmada, sem dúvida, é o ideal para todos os bandidos (incluindo aí o governo).
  • Raphael Auto   20/08/2011 22:42
    Se todo bandido tivesse certeza absoluta de que todas residências possuiriam habitantes armados, o ataque à casas por parte dos bandidos ia aumentar ou diminuir? Eu já sei a resposta. Tomara que cheguem nela por intuição.
  • anônimo  21/08/2011 00:47
    É. Se eu fosse um bandido pensaria duas vezes antes de invadir uma casa onde uma Thompson me aguarda. Na verdade, acho que teria que pensar tanto, que teria que me especializar, e talvez o custo para tal não compensasse todos os riscos de assaltar/roubar pessoas comuns.
  • Peterson Mota  22/08/2011 17:33
    Bingo! E digo mais. Sabendo que o cara lá dentro além de armado, atira numa lata de cerveja a 200 mts de distância e mata o pinguin da esquerda do rótulo ;)

    Quem tem uma arma, é claro que vai procurar se especializar e treinar o seu tiro sempre, afinal...além de proteção, é uma atividade excelente para destreza!
  • Fred  06/02/2012 08:25
    Um dia desses minha namorada foi assalta as 5 da tarde numa rua movimenta aqui em São Paulo, perto da estação de metro. Tenho certeza que se passasse pela cabeça do bandido que alguém por perto tivesse uma arma, ele não faria isso. Detalhe: mesmo sabendo que dificilmente alguém teria uma arma, qdo o assalto começou demorar e a chamar a atenção das pessoas na rua e começou ficar nervoso e a olhar pro lado, certamente por medo de alguém reagir.
  • Felix  15/10/2011 21:48
    Dono de mercado mata bandido durante assalto
    www.correioweb.com.br/tvbrasilia/index.htm?id=7104
    interessante
  •   06/02/2012 07:20
    Não teremos nenhum artigo sobre a greve dos policias de Salvador?

    Poderia abordar esses temas:

    Monopólio da Segurança;
    Proibição do porte de armas;
    Numero de assassinatos.
  • Leandro  06/02/2012 07:31
    Prezado Zé, esse assunto já foi tão abordado por nós que não seria exagero algum dizer que ele já se esgotou. Eis alguns links:

    O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

    Desestatizando a polícia

    Serviços de defesa no livre mercado

    O direito de portar armas é um direito humano essencial

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

    Armas e liberdade

    O desarmamento e as lições sobre a violência europeia

    Greves e sindicatos criminosos

    No mais, vale a máxima: enquanto o porte de armas for direito exclusivo do estado e dos bandidos, são eles quem decidirão quais serão os direitos do cidadão honesto.
  • anônimo  15/09/2014 20:01
    Como explicar a queda nos homicidios da Austrália após a aplicação da lei proibindo armas?
  • Steve Lee  15/09/2014 22:37
    Informe-se melhor.

    Em primeiro lugar, a Austrália proibiu a posse apenas de rifles, metralhadoras e fuzis. Mesmo assim, aquelas pessoas que demonstrarem uma necessidade legítima de ter estas armas -- como caçadores e esportistas --, podem tê-las legalmente.

    No que mais, se você analisar as estatísticas, verá que o número de homicídios já vinha declinando continuamente desde antes dessa lei ser aprovada, e continuou declinaste (no mesmo ritmo), após essa lei. Óbvio. As armas que passaram a ser proibidas influem pouco. São raros os cuidados que possuem submetralhadoras e escopetas. A esmagadora maioria possui um simples revólver, que já dá perfeitamente conta do recado.

    Por últimos, o número de assaltos disparou no país.

    m.youtube.com/watch?v=SGq-VWQCEG4

    Foi bom?
  • Grã Bretanha  07/11/2015 19:17
    Como se explica que a Grã Bretanha tenha reduzido os homicídios pela metade? Como se explica que menos homicídios ocorrem em Londres do que na Cidade de Nova York (cidades globais com quase o mesmo número de habitantes)?
  • Guilherme  07/11/2015 21:53
    A taxa de crimes violentos do Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA. Em 2009, houve 2.034 crimes violentos para cada 100.000 habitantes do Reino Unido.

    Naquele mesmo ano, houve apenas 466 crimes violentos para cada 100.000 habitantes nos EUA.

    www.dailymail.co.uk/news/article-1196941/The-violent-country-Europe-Britain-worse-South-Africa-U-S.html#ixzz2HQDkC3re



    O Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

    www.nationmaster.com/graph/cri_rap_vic-crime-rape-victims



    Anualmente, o Reino Unido tem 133% mais vítimas de assaltos e de outras agressões físicas por 100.000 habitantes do que os EUA.

    www.nationmaster.com/graph/cri_ass_vic-crime-assault-victims



    O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia.

    www.infowars.com/ben-swann-destroys-piers-morgans-anti-gun-argument/



    O Reino Unido apresenta a segunda maior taxa de criminalidade d toda a União Europeia.

    www.infowars.com/ben-swann-destroys-piers-morgans-anti-gun-argument/


    Tá bom ou quer ainda mais desarmamento?
  • New York City e Londres  08/11/2015 00:03
    Vamos aos números:

    New York City
    População: 8.491.079
    Total de homicídios em 2014: 328

    Londres
    População: 8.416.500
    Total de homicídios em 2014: 93

    Veja que Londres e New York City têm praticamente a mesma população. Mas o número de homicídios em New York City é 3X maior que em Londres....
  • de Blasio  08/11/2015 04:02
    Oi?! Você não sabia que a cidade de Nova York possui as leis anti-armas mais estritas dos EUA?

    Informe-se minimamente.

    New York's strict gun laws are well known and often debated, but many are unaware that the gun regulations within New York City limits are stricter than the state's.

    www.newsmax.com/t/newsmax/article/601850


    Você acabou de dar ainda mais munição para os pro-guns.
  • anônimo  08/11/2015 13:47
    Prezado, não estou defendendo o desarmamento. Apenas fiz um questionamento. Qual a explicação para o número de homicídios ter diminuido na Grã-Bretanha nos últimos anos? Será que a população britânica passou a violar o rígido controle de armas que vigora no país?

    E a cidade de Nova York, devido à política de 'tolerância zero' do Rudy Giuliani (e do William Bratton) mantida pelos seus sucessores, tem diminuido bastante a criminalidade, os números de homicídios eram bem meiores há 20 anos atrás....
  • Rodrigo Magalhaes  08/11/2015 15:24
    Engraçado, kkk.
    A pesquisa é a primeira tarefa de qualquer debatedor honesto, inclusive debatedor de buteco. Pensam que todos os estados dos EUA permitem igualmente o acesso às armas.

    Só para constar, como já foi dito aqui pelo Misses, os massacres nas escolas dos EUA ocorreram em estados com leis bem restritas.
  • Emerson Luis  11/04/2016 10:25

    'Lei de Rockwell':

    "Sempre acredite no oposto daquilo que o governo diz,

    e sempre faça o oposto daquilo que ele recomenda."

    * * *
  • Jonatas  05/11/2016 02:05
    Não parece que a lei do desarmamento está aumentando a violência e a criminalidade na Noruega. Pois lá é e continua sendo(2016) um pais com índice quase zero de criminalidade. como se explica isso?
  • Martins  05/11/2016 12:26
    Pelo que li aqui, a posse de armas lá é tranquila. Muitíssimo mais liberal do que aqui no Brasil:

    en.wikipedia.org/wiki/Gun_laws_in_Norway

    Ou seja, lá a população é bem mais armada que a brasileira e tem muito menos criminalidade. Como você explica isso?


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