Você realmente sabe o que é roubo?

Imagine que você está em sua casa, sentado no seu sofá, assistindo à sua televisão.  De repente, uma quadrilha de ladrões invade sua casa e rouba esse seu aparelho.

O que você faz?

Dado que a função do governo é proteger os direitos de propriedade, você provavelmente chamará a polícia.  Se tiver muita sorte, você recupera sua televisão, os larápios vão para a cadeia e sua vida voltaria para o normal, na medida do possível.

Até que...

Três meses depois, os ladrões fogem da cadeia e, como esperado, roubam sua televisão novamente.  Só que desta vez eles agem de maneira mais perspicaz: eles contratam a máfia para fazer isso.

Você diria que há alguma diferença entre esses dois arranjos?  Dificilmente.  

Afinal, você ficou sem sua televisão e os ladrões continuam sendo os responsáveis pelo roubo — ainda que não tenha sido eles quem fisicamente roubou sua televisão.

Com muita sorte, você recuperaria novamente sua televisão, os larápios e a máfia iriam para a cadeia, e sua vida voltaria ao normal... Mas provavelmente nunca mais haveria um 'normal' após isso.

Mas o que aconteceria caso a máfia, impune, resolvesse doar sua televisão para uma família menos "financeiramente favorecida"?  Será que esse ato de "caridade" faz com que o roubo de sua propriedade pessoal passe a ser considerado algo aceitável?

Definitivamente não.

Sempre que alguém rouba sua propriedade, por qualquer motivo, com ou sem a ajuda da máfia, trata-se de um ato criminoso de agressão.

Pergunta: o que uma quadrilha de ladrões e a máfia têm em comum com Frédéric Bastiat?  Nada.  Porém, foi Bastiat quem certa vez disse:

O governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto.

Bastiat observou que, em vez de contratar a máfia, os larápios modernos — de todos os tipos e classes — simplesmente recorrem ao governo para conseguir o que querem.

Atos de agressão que são considerados criminosos quando cometidos por mim ou por você, repentinamente se tornam legítimos quando cometidos pelo governo — transmutação essa que é conhecida como a 'mágica da legislação'.

Essa mágica permite que indivíduos ou grupos de indivíduos estejam legitimamente autorizados a roubar a vida, a liberdade e a propriedade de outros — e tudo com a sanção, a proteção e a assistência do governo.

Bastiat rotulou esse fenômeno de "espoliação legitimada".

Como reconhecer uma espoliação legitimada?  Algumas vezes, tais espoliações são explícitas e fáceis de ser reconhecidas.  Quando bancos ou grandes empresas recebem ajuda financeira direta do governo, para sair de alguma dificuldade, isso é espoliação legitimada.

Quando uma legislação obriga você a sustentar autarquias, ministérios e empresas estatais, ou até mesmo a adquirir compulsoriamente bens ou serviços — como seguros obrigatórios para você ou para terceiros —, isso é espoliação legitimada.

Em outros casos, a espoliação legitimada é mais difícil de ser reconhecida, e pode até mesmo ser vista como algo benéfico para a sociedade.  Por exemplo, subsídios agrícolas ou previdência social.

Entretanto, a realidade é uma só: sempre que riqueza é forçosamente transferida de uma pessoa para outra, isso não é caridade.  Trata-se apenas de mais uma forma de espoliação legitimada.

Espoliação legitimada não se limita apenas a assuntos que envolvam dinheiro.  Uma coerção governamental que roube a vida ou a liberdade de alguém é apenas mais uma forma de espoliação — por exemplo, quando seus filhos são obrigados por lei a frequentar escolas públicas ou privadas, ou são recrutados compulsoriamente para o exército.

Bastiat concluiu que

Quando a espoliação se torna um meio de vida para um grupo de pessoas, elas criam para si próprias, ao longo do tempo, um sistema legal que autoriza este ato, e um código moral que o glorifica.

Em outras palavras, a espoliação legitimada transforma os cidadãos em quadrilhas concorrentes de ladrões, ao mesmo tempo em que transforma o governo em uma máfia extremamente poderosa e com autonomia para praticar atos típicos de crime organizado contra os mesmos direitos naturais que ele supostamente deveria proteger.

Nesse ciclo vicioso, é apenas uma questão de tempo para que um vizinho espoliador utilize o governo para espoliar o vizinho honesto.

Portanto, da próxima vez em que você vir um ato generoso do governo, faça a seguinte pergunta a si próprio: quem está sendo espoliado para que isso seja possível?

Não se surpreenda ao descobrir que a resposta é 'você'.

 

Esse texto é uma adaptação panfletária deste vídeo.


3 votos

SOBRE O AUTOR

The Foundation for a Free Society
é um grupo ativista libertário americano que busca conscientizar os indivíduos a entender seus direitos naturais para que possam realmente exercê-los.  Seu website.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Tiago  17/06/2011 09:18
    Muito bom, o vídeo é muito bem feito!
  • Fernando  17/06/2011 10:40
    Poxa, pelo jeito então o cara que fez esse vídeo é contra qualquer imposto! E como que fica o Estado de Direito nisso?
  • Angelo Noel  17/06/2011 11:39
    Ele fica assim.
  • Roberto Chiocca  17/06/2011 11:48
    Confusão de termos, estado de direito é um cenário e não uma instituição e estado de direito nada tem a ver com estado, muito pelo contrário, o estado é incompativel com estado de direito . Para se atingir tal cenário é preciso que todos estejam sujeitos às mesmas regras, logo, se eu não posso roubar meu vizinho, ninguém mais deveria poder.
  • Luis Almeida  17/06/2011 10:46
    O que é "Estado de Direito"? O que tamanha maravilha tem a ver com meter uma arma na cabeça de uma pessoa e obrigá-la a dar dinheiro para sustentar uma quadrilha de parasitas?

    Não entendi a ligação.
  • Fernando  17/06/2011 10:58
    "O governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto."

    Meio irresponsável dizer isso...
  • Luis Almeida  17/06/2011 11:23
    Por que é irresponsável dizer verdades?

    E por que seria responsável defender um sistema que depende inteiramente do roubo para se manter?

    Que tipo de pessoa pode defender tal imoralidade e ainda conseguir dormir em paz consigo mesma?
  • Fernando  17/06/2011 12:49
    Porque é irresponsável? Simples, porque faz com que a pessoa que concorde com a frase, negue qualquer sistema de governo, e por consequência apoie a anarquia e por consequência apoie o ateísmo que é Justamente o que qualquer líder Comunista quer!!!

    E esse é o ambiente PERFEITO para um ataque, por isso a frase é irresponsável.
  • Luis Almeida  17/06/2011 13:00
    Fernando, você demonstra desconhecimento dos 10 mandamentos. O sétimo mandamento, "Não roubarás", permite concessões? Ele pode ser interpretado com relativismo moral?

    Aliás, nem precisa recorrer aos 10 mandamentos. O próprio Jesus pregava seguidamente contra o roubo, até ser crucificado pelo governo.

    Não há a menor evidência nas palavras do Cristo de que ele defendesse governos, tampouco a exploração de uns por outros -- e ser roubado para sustentar governos é exploração.

    Jesus era contra o roubo e a favor da propriedade privada. Jesus era anarcocapitalista.
  • Cerqueira  17/06/2011 13:03
    'Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus'
  • Luis Almeida  17/06/2011 13:11
    Cerqueira disse: "Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

    Frase perfeita. Resta apenas saber se o Cerqueira realmente entende o contexto. Vou ensinar.

    Essa frase foi dita por Jesus aos Fariseus que estavam tentando encurralá-lo. Os Fariseus eram inimigos dos Herodianos, mas ambos haviam se aliado porque Jesus estava sobrepujando a autoridade deles. E então os Fariseus Lhe armaram uma cilada.

    Os Fariseus queriam que Jesus declarasse legítima a tirania romana, para que assim houvesse atrito entre Ele e os judeus. Por outro lado, se Ele negasse a legitimidade da tributação imposta por Roma, os Herodianos certamente iriam contar isso às autoridades romanas. Logo, "Ele estaria encurralado", pensaram.

    E assim ambos se livrariam Dele.

    E então Jesus pediu a eles que Lhe mostrassem uma moeda. Foi aí que Ele virou o jogo, pois a moeda era um denário, a moeda específica para se pagar impostos. E ela tinha uma imagem e uma inscrição de César. A linguagem invocava a divindade, coisa que os judeus consideravam idolatria. O que eles faziam com tal moeda?

    Ao aceitarem essa moeda, eles estavam aceitando a autoridade romana. Logo, dai a César o que é de César. (Obs: Jesus estava fazendo uma crítica aberta à hipocrisia dos fariseus. E ele deu a resposta de uma maneira que os fariseus não mais pudessem constrangê-lo.)
  • mcmoraes  17/06/2011 13:37
    @Cerqueira: "Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus."

    Essa frase é perfeita. É o respeito à propriedade privada em ação. Ora, alguém aqui discorda que César deve dispor livremente do que é dele? A questão passa a ser então: o que é de César? No cenário da discussão com Jesus, o Luis Almeida já explicou claramente. No cenário atual, é óbvio que o fruto do trabalho de alguém que não seja o César não pode ser considerado do César.

    Cerqueira, cai na real: o padre que te doutrinou usou Jesus pra justificar moralmente o que o artigo acima chamou de espoliação legitimada.
  • Felix  17/06/2011 13:07
    Vc tava indo bem até falar de ateísmo e comunismo
    a partir destas premissas colocadas não dá para inferir isto...
  • Diogo Siqueira  17/06/2011 19:03
    Fernando,

    Não confunda as instituições religiosas com a instituição estado. Estado e religião são entidades independentes. O fim do estado não demanda logicamente o fim de todas as religiões. Portanto, afirmar que demandar o fim do estado é defender o ateísmo é uma coisa sem qualquer sentido. Isto é puro "fear mongering"!

    Dou o meu testemunho: sou católico e anarcocapitalista. Sei distinguir muito bem o que é a "salvação da alma" e o que é o exercício de um poder ou um método de organização social. Embora acredite que o cristianismo seja uma peça angular nas interações sociais, creio que ele será melhor aceito não pela imposição, mas pela conversão: um ato voluntário daquele que crê. O mesmo deve ocorrer com todos os valores inscritos ou não nas sagradas escrituras. Vocês conservadores gostam mesmo é de pensar que podem corrigir o mundo e moldá-los "à sua imagem e semelhança", coisa típica dos ateus comunistas.

    E desde quando comunistas apoiam o anarquismo? Comunistas são defensores ferrenhos do estado, não podem subsistir sem ele. Qual o seu conceito de comunismo afinal? Comunismo é o estado TOTAL: onipresente e onisciente, ao ponto de que o estado, de tão presente, magicamente - segundo estes malucos assassinos - deixe de existir na vida dos indivíduos, e assim seja alcançado um estado de "anarquismo". Assim, trata-se apenas de um delírio! E o seu também de acreditar nestas coisas.
  • Gustavo Catania Ramos  17/06/2011 19:48
    Vocês conservadores gostam mesmo é de pensar que podem corrigir o mundo e moldá-los "à sua imagem e semelhança", coisa típica dos ateus comunistas.


    ______________________________________


    Eu sou conservador e não penso isso.
  • Caio Cesar  18/06/2011 12:16
    Só uma coisa... nós não somos conservadores, pois queremos mudar as coisas como estão hoje - como assim disse Milton Friedman.
  • Matheus Polli  22/06/2011 08:11
    Não ofenda os ateus, por favor! E não nos confunda com comunistas.
  • Cornelius  17/06/2011 14:17
    Ok. A moda agora é satanizar o Estado. Tudo bem que os governos esquerdistas tem transformado o Estado no "mais frio dos monstros frios". Mas essa coisa de igualar imposto à espoliação não passa de fanatismo liberal. Como se não houvesse nenhuma ideia de contrato por trás da ideia de Estado. Estado agora virou ladrão e pronto. Posso até admitir que um Estado intoxicado por ideologia esquerdista possa ser semelhante a um ladrão, mas essa seria a sua essência? É isso que caracteriza o Estado na sua intenção original? Quero ver os defensores desse liberalismo utópico, desvairado, entregues à própria sorte, para ver se algo iria funcionar minimamente. Lembrem-se de que um governo esquerdista, por mais equivocadas que sejam suas premissas políticas/econômicas, é chancelado por uma maioria democraticamente constituída. Se a sociedade toda se ACANALHOU e passou a instituir a espoliação como meio de subsistência, quem poderá pregar um comportamento diferente? Em nome de quê? Da moral? Dos bons costumes? Da liberdade? E se as pessoas preferirem a escravidão à liberdade? O que faremos? Existe aí um problema existencial (transcendental até) que os liberais preferem ignorar. Ficam fazendo essa pregação moralista em cima do valor da propriedade ao mesmo tempo em que -- curiosa contradição -- relativizam valores morais em nome de uma super liberdade. Onde pensam que vão parar, afinal?

    O liberalismo, quando levado ao radicalismo, beira o esquizofrênico. Precisamos de mais Von Mises e menos Ayn Rand.
  • mcmoraes  17/06/2011 14:36
    @Cornelius: "...A moda agora é satanizar o Estado..."

    Uma moda que já está por aí há aprox. 500 anos. Parece que chegou pra ficar.
  • Leandro  17/06/2011 14:43
    Aproveitando a deixa, temos esse texto indicado pelo mcmoraes traduzido:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=83
  • Adamastor  17/06/2011 14:38
    Ok. A moda agora é satanizar o Estado. Mas essa coisa de igualar imposto à espoliação não passa de fanatismo liberal.

    Chamar roubo de roubo agora é "fanatismo liberal"? Isso dá uma boa ideia do relativismo moral que nos acomete.

    Como se não houvesse nenhuma ideia de contrato por trás da ideia de Estado.

    Por favor, Cornelius, mostre-nos esse contrato. Eu não assinei nada. E nem arrumei procuração para que assinassem por mim. Se assinaram em meu nome, houve fraude. Cadê o estado para me proteger disso?!

    Estado agora virou ladrão e pronto.

    Agora, não. Sempre foi.

    Posso até admitir que um Estado intoxicado por ideologia esquerdista possa ser semelhante a um ladrão, mas essa seria a sua essência?

    Sim, o estado foi criado para isso, e sempre foi habitado por pessoas da mais baixa moral e com os mais altos instintos para a rapina. Você, como brasileiro, deveria saber perfeitamente disso.

    É isso que caracteriza o Estado na sua intenção original?

    É exatamente isso.

    Quero ver os defensores desse liberalismo utópico, desvairado, entregues à própria sorte, para ver se algo iria funcionar minimamente.

    É porque hoje tudo funciona por causa do estado, certo? Não fosse Sarney, como eu teria comido meu tomate hoje no almoço?

    Lembrem-se de que um governo esquerdista, por mais equivocadas que sejam suas premissas políticas/econômicas, é chancelado por uma maioria democraticamente constituída.

    Se a maioria democraticamente constituída votar que sua propriedade deve ser distribuída para todos, ou que sua geladeira deve ser dividida entre todos do seu prédio, o que seu conduto retal deve virar parque de diversões público, você vai defender a resolução, certo? Afinal, a maioria democrática escolheu isso.

    Se a sociedade toda se ACANALHOU e passou a instituir a espoliação como meio de subsistência, quem poderá pregar um comportamento diferente?

    Na sua opinião, deve ser o estado. A entidade espoliadora por definição, repentinamente passará a coibir a espoliação. Isso sim é que é desvario.

    E se as pessoas preferirem a escravidão à liberdade?

    Isso já ocorre hoje. Você é um bom exemplo desse fenômeno.

    O que faremos? Existe aí um problema existencial (transcendental até) que os liberais preferem ignorar. Ficam fazendo essa pregação moralista em cima do valor da propriedade ao mesmo tempo em que -- curiosa contradição -- relativizam valores morais em nome de uma super liberdade.

    Dê um exemplo de relativização de valores morais que fazemos. Quem relativiza valores morais é você, que diz que o roubo é perfeitamente aceitável para determinados fins -- no caso da democracia, para criar uma casta de privilegiados.

    Onde pensam que vão parar, afinal?

    Já estamos parados exatamente no sistema preconizado pelo senhor. E aparentemente não estamos indo a lugar nenhum -- exceto para a barbárie do relativismo moral.
  • Roberto Chiocca  17/06/2011 14:52
    "Como se não houvesse nenhuma ideia de contrato por trás da ideia de Estado."
    Veja que maravilha de "contrato"!
    www.youtube.com/watch?v=EfQdw2K59x4
  • Cornelius  17/06/2011 15:47
    O contrato é tácito, meu caro. Você tem todo o direito de viver fora da "Polis". Isole-se do mundo, se acha que pode se sair bem com seu "individualismo metodológico". Mas enquanto estiver vivendo em sociedade, terá que se submeter aos erros e acertos da maioria. Essa é a realidade inescapável, o que não significa dizer que é o melhor dos mundos possíveis. Estou falando de realidade, e não do que eu gostaria que fosse.
  • Anônimo  17/06/2011 15:59
    Mas enquanto estiver vivendo em sociedade, terá que se submeter aos erros e acertos da maioria.

    Traduzindo: enquanto estiver na democracia, trate de aceitar ser espoliado, pois essa é a norma.

    Bom, pelo menos já houve algum avanço. O Cornelius agora pelo menos admite que, para que a sociedade que ele defende funcione, é preciso aceitar que uma camarilha roube impunemente todo o resto. Aposto que ele faz parte da camarilha.
  • Fernando Chiocca  17/06/2011 16:04
    Hehehehehehehe, ou esse fake Cornelius não sabe inglês, ou ele não clicou no link do Roberto logo acima, que ridiculariza as asneiras que ele falou depois. Nem mesmo um fake faria um papel tão ridículo se tivesse assistido o vídeo de 1 minuto!
  • André Ramos  17/06/2011 18:48
    "Você tem todo o direito de viver fora da 'Pólis'".
    NÃO TENHO, NÃO!!!
    Ninguém tem como fugir do Estado hoje. Se tem, por favor, me digam como fazê-lo.
  • Cornelius  17/06/2011 15:43
    Então, você não é um liberal. Nunca foi. Você é um anarquista, um revolucionário, um fundamentalista político. Assuma-se logo como tal. Você está pleno daquelas utopias loucas, desvairadas.
    Note bem: eu sou a favor do Estado-mínimo, o que não implica em satanizar o Estado. Essa coisa de dizer que o Estado "sempre foi habitado por pessoas da mais baixa moral", é puro maniqueísmo sectário. É fanatismo, sim. Você fala isso como se a sociedade fosse um desfile de virtuoses. E os empresários canalhas? Vai dizer que não há abuso do poder econômico também? Vai dizer que a iniciativa privada é um conglomerado de anjos? Faça-me o favor! O seu discurso é paranóico, meu caro. Esse seu liberalismo é uma seita como outra qualquer. A sua mentalidade é igual a de um comunista, só que com sinal trocado.
  • Adamastor  17/06/2011 15:57
    Vou me limitar a responder apenas a parte respondível, dado que o resto foi um desfile de vituperações -- reação típica e previsível de pessoas pegas em flagrante contradição moral.

    Você fala isso como se a sociedade fosse um desfile de virtuoses. E os empresários canalhas? Vai dizer que não há abuso do poder econômico também? Vai dizer que a iniciativa privada é um conglomerado de anjos?

    O que são empresários canalhas? São os corruptos, certo? Diga-me: como é possível haver corrupção senão quando há dinheiro público em jogo?

    Meu caro Cornelius, corrupção no setor privado ocorre quase que unicamente quando empresas fazem conluio com governo (pense nas adoradas parcerias público-privadas). O dono da padaria da esquina, que não tem contratos com o governo e nem recebe favores dele, vai roubar como? Vai ser corrupto como?

    Portanto, caro Cornelius, como um defensor do estado, é você quem precisa explicar e justificar corrupção, dado que esta ocorre em estrita conexão com dinheiro público, o qual é controlado pelo estado.

    Sugestão: acalme-se, respire fundo, tenha mais humildade e pare de defender imoralidades ao mesmo tempo em que pretende se dizer preocupado com a moral.

    Abraços!


    P.S.: conheço de longa data discursos como o seu. Tenho certeza absoluta de que você é burocrata. E tenho certeza de que mora em Brasília. Seria bom você ter deixado isso claro desde o início, pela honestidade da discussão.
  • Cornelius  17/06/2011 16:12
    A corrupção é inerente ao ser humano, meu caro. Desde que o mundo é mundo é assim. Não foi o Estado moderno, burocrático, que inventou isso. Dizer que só existe corrupção porque existe iniciativa pública é pura baboseira, com o perdão da palavra.

    Quanto às suas especulações acerca do meu local de residência e sobre a minha profissão, eu poderia dizer o mesmo em relação a você, só que de modo inverso. Por exemplo, poderia dizer que vc defende essas idéias porque é um burguês. Enfim. Quando eu digo que sua mentalidade é igual a de um esquerdistas, só que com sinal trocado, eu não estou exagerando. Aprenda uma coisa: não importam as minhas motivações pessoas ou subjetivas, o que importa é o teor dos meus argumentos. Concorda? Não sou eu que estou em discussão aqui, mas o assunto que nos propomos a debater. Essa sua incapacidade de perceber isso numa discussão racional, mostra bem o ímpeto emocional com o qual se envolve nos debates.
  • Leandro  17/06/2011 16:24
    Perdoem-me a interrupção de tão elevado diálogo, mas depois que o Adamastor vaticinou com tanta certeza que o Cornelius é de Brasília, confesso que isso me deixou incontrolavelmente curioso.

    Fiquei à espera do Cornelius enviar um comentário para poder verificar o IP dele. E é fato! Ele é de Brasília.

    Aparentemente o Adamastor tem um bom faro para burocratas. Se bem que a retórica é quase sempre a mesma, o que facilita a identificação. Burocratas, logo de cara, demonizam violentamente quem questiona o estado. É como se questionar a moralidade da existência do estado fosse o suprassumo da heresia humana, algo cabível apenas em degenerados mentais.
  • Cornelius  17/06/2011 20:08
    Leandro,

    Eu não sou de Brasília. Eu estou em Brasília. Sou sim um servidor público, mas não um burocrata. Longe disso. Do serviço público, a minha atividade é uma das mais essenciais. E nunca vi um verdadeiro liberal, ao menos da escola austríaca, que são os melhores, defender a extinção do servi público no qual trabalho. A discussão sobre o Estado, portanto, pouco interfere na minha vida profissional. Por isso, não faz o menor sentido dizer que estou aqui advogando em causa própria. Só um idiota viria aqui discutir com vocês pretendendo defender a própria condição de funcionário público. Essa discussão sobre a importância do Estado é absolutamente marginal nas idéias políticas de hoje. Vamos lá, sejamos razoáveis...
  • Fernando  17/06/2011 14:48
    Você conseguiu escrever de um jeito muito elegante, essa questão de satanizar o Estado. Eu não entendo como que um libertário dos mais extremos não percebe que a ausência de Estado NÃO GARANTE PROPRIEDADE! E que aquilo que ele defende na verdade não é a liberdade, mas sim um Estado que defenda a propriedade, e que o imposto é um mal necessário a se pagar para ter esse arranjo!
  • Fernando Chiocca  17/06/2011 15:18
    Algumas pessoas, quando confrontadas sobre a contradição de seus pensamentos, dizem que é impossível não ser assim; dizem que para A se defender de B, ele deve necessariamente atacar C antes - outra declaração digna do Mundo Bizarro. Só parecem se esquecer de C; quem o protegerá de A? C trabalha, cria riqueza e quer evitar que esta seja espoliada por larápios. Então o larápio A diz para C:

    A - Para você evitar que B roube suas riquezas, entregue parte dela a mim.

    C - Eu não concordo.

    A - Você não está entendendo. Eu não pedi seu consentimento. Entregue a quantia que eu pedir, pois só assim vou lhe proteger de B. E se eu não lhe proteger de B, preencha um boletim de ocorrência.

    As filosofias políticas do mundo bizarro

    É sério xará, leia o artigo todo, assista o vídeo inteiro e, por favor, pare de envergonhar meu nome.
  • Cornelius  17/06/2011 15:58
    Chiocca,

    Vc simplifica a realidade para caber nessas equações estéreis. O Estado faz parte da divisão social do trabalho, que é um dos pilares da sociedade de mercado capitalista. Se as pessoas tivessem que se defender umas das outras, seria impossível um comerciante ou um empresário tocar o seu empreendimento. Se cada um inventasse a sua própria lei, de acordo com sua convicções e ideologias, viveríamos um mundo absurdo. O Estado é sim essa instância maior que "pacifica" essas dissenções naturais do ser humano. Cada um abdica de um pouco da sua liberdade em nome de um conforto necessário ao progresso individual. Idealmente, o Estado serve para isso. Se ele vem enveredando por caminhos tortuosos, isso é um sinal de que a própria sociedade está caminhando ladeira abaixo. O Estado é reflexo de uma dada sociedade, de uma dada cultura política, de um dado sistema de valores, etc etc etc. Ele não é um mal em si. Essa é a questão.
  • Fernando Chiocca  17/06/2011 16:24
    Vc simplifica a realidade para caber nessas equações estéreis.

    Se é tão simples, refute uma única linha do que eu falei...


    O Estado faz parte da divisão social do trabalho, que é um dos pilares da sociedade de mercado capitalista.

    O pilar da sociedade de mercado capitalista é a propriedade privada, e o estado é, por definição, um violador da propriedade privada. Dizer que o estado faz parte da divisão social do trabalho é tão absurdo quanto dizer que ladrões fazem parte também. É não ter noção do conceito de divisão do trabalho. Oras, roubar dá trabalho também... os ladrões também trabalham, mesmo que ninguém tenha solicitado seus serviços... O estado provê serviços não solicitados, obrigando que seus súditos o aceitem e ainda paguem por eles...

    Se as pessoas tivessem que se defender umas das outras, seria impossível um comerciante ou um empresário tocar o seu empreendimento.

    Se as pessoas tivessem que plantar sua própria comida e tecer suas próprias roupas, seria impossível um comerciante ou um empresário tocar o seu empreendimento. Será que o fake quer que o estado faça tudo? Deve querer já que se trata de um burocrata de Brasília por detrás deste fake...

    Se cada um inventasse a sua própria lei, de acordo com sua convicções e ideologias, viveríamos um mundo absurdo.

    Não tem a menor noção do que sejam leis..
    Leis não são inventadas por ninguém, são descobertas.
    Sua cabeça estatista, pelo jeito, enxerga as leis como algo horizontal, como imposições vindas de cima para baixo.
    De fato, já vivemos num mundo absurdo, onde minha avó é impedida por "lei" de ir jogar seu bingo..


    O Estado é sim essa instância maior que "pacifica" essas dissenções naturais do ser humano.

    Heheheh, só um detalhe, o estado é formado por... SERES HUMANOS.
    E não existe um governo mundial, os países estão em anarquia entre si.


    Cada um abdica de um pouco da sua liberdade em nome de um conforto necessário ao progresso individual.

    Eu sou "um" e não abdiquei de liberdade alguma.. e aí?

    Idealmente, o Estado serve para isso.

    O estado, desde sua origem, serve para espoliar uns em benefício de outros.

    Se ele vem enveredando por caminhos tortuosos, isso é um sinal de que a própria sociedade está caminhando ladeira abaixo.

    Heheheh, "vem enveredando" foi ótima... Só desde o tempo dos faraós.. mas vamos insistir mais alguns milênios...

    O Estado é reflexo de uma dada sociedade, de uma dada cultura política, de um dado sistema de valores, etc etc etc. Ele não é um mal em si. Essa é a questão.

    Putz.. até os mais estatitas admitem que o estado é um mal necessário. Agora, na opinião do agente do estado (que surpresa) o estado é um bem!! .


    Pronto, mais um conservador estatista destruído. Podem mandar outro.
  • Roberto Chiocca  17/06/2011 17:12
    Bastiat já previa esta reação dos defensores da espoliação legal em A Lei:

    "Tente levantar algumas dúvidas a respeito da moralidade destas instituições. "Você é - dir-lhe-ão - um inovador perigoso, um utópico, um teórico, um subversivo, você está abalando as bases sobre as quais repousa a sociedade.""

    Leitura recomendadissima para os que defendem a espoliação.
  • Cornelius  17/06/2011 18:22
    Eu sou "um" e não abdiquei de liberdade alguma.. e aí?

    Então faz como o Henry Thoreau e vai viver em Walden, jovem. Lá, vc vai viver sua utopia sem aporrinhações. Livre como um passarinho. Mas aqui é assim e pronto. Não adianta espernear não. Manda quem pode obedece quem tem juízo.
  • Fernando Chiocca  17/06/2011 18:27
    E nesse último comentário do "Cornelius", ele finalmente assume que defende a espoliação, no melhor estilo "Não gostou, vá embora."

    É como dizer que uma pessoa que more numa zona de alta criminalidade e é assaltada, não pode reclamar, pois ela que escolheu morar ali.. e se não gostou, que se mude...

    "Manda quem pode obedece quem tem juízo" é frase típica de altíssimo burocrata federal..

    Espero que aproveite bem o dinheiro que rouba de nós e durma tranquilo hoje.

    Abs
  • Cornelius  17/06/2011 19:58
    Amigos, eu não penso assim, mas estou tentando incutir na sua cabeça o dilema que envolve toda essa questão. É um reductio ad absurdum. Vc sataniza o Estado, mas bem ou mal, é ele que garante a sua propriedade, ainda que lhe tome uma parte dela. Sem o Estado, seria a guerra de todos contra todos, como nos tempos medievais. O Estado moderno foi que propiciou o surgimento da burguesia e do sistema capitalista.
  • void  18/06/2011 11:22
    "Amigos, eu não penso assim, mas estou tentando incutir na sua cabeça o dilema que envolve toda essa questão. É um reductio ad absurdum. Vc sataniza o Estado, mas bem ou mal, é ele que garante a sua propriedade, ainda que lhe tome uma parte dela. Sem o Estado, seria a guerra de todos contra todos, como nos tempos medievais. O Estado moderno foi que propiciou o surgimento da burguesia e do sistema capitalista."

    Esse comentário me fez rir. Verdade. Vou até colocar aqui de novo. Acho que ninguém mais comentou isso de dó, mas eu não tenho tanto sangue de barata, então...

    Deixa eu ver, A rouba B, mas A não rouba B. De novo. A é A, e A é diferente de A. Ao mesmo tempo. Espere, eu sei o nome disso... seria... duplipensar?
    Agora me diga uma coisa: se não houvesse estado, você roubaria, agrediria e mataria a todos?
  • Cornelius  17/06/2011 20:23
    Eu não roubo dinheiro de ninguém, jovem. Seja mais educado comigo. Eu trabalho duro, ganho salário e pago imposto como você.

    O grande problema reside precisamente na imaturidade com que certas pessoas se apropriam de certas teorias. Bastiat estava certo sob muitos aspectos. Mas tomar suas idéias dessa forma fundamentalista, sectária, maniqueísta é uma coisa lamentável. Não soma nada, só desagrega, porque generaliza, coloca um mundo complexo em formas simplistas. Essa é a receita das utopias revolucionárias. reduzir tudo a uma receitinha de bolo infalível. Esquecem que o fator humano é complexo.

    "O inferno são os outros", já dizia Sartre com razão. Para o comunista, o inferno são os burgueses. Para os ultraliberais, o inferno são o funcionários públicos. E por aí vai...

  • mcmoraes  17/06/2011 18:35
    @Cornelius: "...Então faz como o Henry Thoreau e vai viver em Walden, jovem. Lá, vc vai viver sua utopia sem aporrinhações. Livre como um passarinho. Mas aqui é assim e pronto. Não adianta espernear não. Manda quem pode obedece quem tem juízo."

    Não posso deixar de notar a honestidade intelectual do Cornelius. Se todos os conversadores fiados que aparecem por aqui, que dizem que a espoliação é para o próprio bem do espoliado, seguissem o exemplo do Cornelius, o nível da discussão aqui iria aumentar bastante. Bravo Cornelius, mantenha sempre seu discurso coerente com os seus princípios!
  • Cornelius  17/06/2011 20:42
    mcmoraes


    Não digo que a espoliação é pra o próprio bem do espoliado. É, digamos, um mal necessário. E é justamente isso que vc não conseguem entender. É melhor uma espoliação mais ou menos "racional", ainda que imperfeita sob muitos aspectos (e podemos discutir isso), do que uma espoliação baseada no "salve-se quem puder", que emergiria de um anarcocapitalismo... Ou melhor, de um capitalismo selvagem.

    O Estado é a contraposição natural ao poder econômico. Se não desejamos uma tecnocracia, tampouco queremos uma plutocracia.
  • mcmoraes  17/06/2011 21:38
    Retiro tudo o que eu disse no meu comentário imediatamente acima deste. Acho que me afobei.
  • Joel Pinheiro  19/06/2011 11:31
    Cornelius, não vou entrar no mérito da necessidade ou não do estado, mas o fato é que nós, hoje, NÃO temos a liberdade de ir morar isolados num lugar que não esteja sob o controle do estado.

    Não temos sequer o direito de cortar uma árvore sem autorização estatal, quanto menos construir uma moradia e viver lá. Se houvesse tais direitos, em pouco tempo novas sociedades poderiam surgir (descontentes que foram se isolar e fundaram sua própria comunidade longe do poder estatal). Não há tal possibilidade hoje em dia. A partir do momento que se entra no radar do estado, ele lá virá para cobrar seus impostos e impor suas regulamentações.
  • Caio Cesar  18/06/2011 12:38
    Primeiramente Chiocca, parabéns pelo comentário. De fato, quebrou com o estatista(tanto que mais tarde ele fica sem argumentos). rsrs

    Agora, sobre o que você falou:

    "Dizer que o estado faz parte da divisão social do trabalho é tão absurdo quanto dizer que ladrões fazem parte também."

    Olha, e tem até gente que concorda com isto que você falou - por acaso, fazem parte do poder judiciário.

    www.youtube.com/watch?v=LKcM0O61aXo
  • Diogo Siqueira  17/06/2011 18:20
    "E se as pessoas preferirem a escravidão à liberdade? "

    Escolham à vontade, mas não no meu nome!

    Isto está mais para o conceito de uma ditadura: a famigerada democracia.
  • Cornelius  17/06/2011 19:59
    Diogo Siqueira,

    Se democracia agora é ditadura, o que faremos? Dê-me uma solução.
  • Diogo Siqueira  18/06/2011 03:10
    Olá "Cornélius",

    Aqui quem fala é o "Roubadus" que paga a sua mordomia, tudo bem?

    Como demandado, dou-lhe a solução, mas é extensa e não caberia neste espaço, se resume ao livre mercado de leis (ou a completa privatização do estado), e pode ser encontrada, entre outros, neste livro de Hans-Hermann Hoppe:

    Economics and Ethics of Private Property

    Mas se ficar insatisfeito com o conteúdo do livro (o que é bem provável), não custa considerar a possibilidade de uma monarquia. Ela tem vários benefícios sobre uma democracia, sendo dois deles a estabilidade e um maior limite temporal na tomada de decisões. Além disso, a monarquia não seria tentada a espoliar tão descaradamente os seus súditos como ocorre atualmente: ela ficaria sobre os olhares atentos da população; ao contrário da situação atual onde é humanamente impossível acompanhar a ação de mais de 300 marginais no congresso, sem contar as outras centenas de patifes nos estados e municípios e demais burocratas espalhados por toda a parte, preocupados em roubar o máximo que podem nos 4 anos que tem à sua disposição para pilhar; e insuflados a isso pelo desejo de milhões de eleitores que também querem a sua parcela do bolo espoliatório; e todos eles acobertando ou acusando uns aos outros quando pegos com a "mão na botija". Pare agora e veja se este não é o retrato daquilo que Bastiat nos afirmou a anos!

    Não custa lembrar que a democracia é uma ditadura da maioria. A maioria elege. A maioria dá as cartas. Ou isto é o que supõem os que chegam ao poder pela maioria e os seus eleitores. E não me venha com a conversinha de que mandamentos constitucionais freiam a ação de pessoas má intencionadas que chegam ao poder pela maioria ou por qualquer outro meio. A história é testemunha deste lamentável fato. E não é preciso ir muito longe propondo, por exemplo, um estudo da história americana: basta abrir a nossa constituição. Veja a que ponto chegamos: Nela a pilhagem é institucionalizada, pode-se roubar à vontade seguindo os ditames constitucionais! Quer exemplo melhor que este? O roubo que já vem institucionalizado floreado de bordões socialistas?

    Entretanto não fique triste se desejo profundamente que o seu cargo ou função deixe de existir. Não é a minha intenção deixá-lo desempregado. Ao contrário! Tenho esperanças de que o mercado irá absorvê-lo e por uma boa remuneração. Mas tudo dependerá do seu empenho em servir e das suas especialidades; nada de escorar em ninguém, nada de ignorar as reclamações dos usuários dos seus serviços, nada de fazer greve e não ser demitido, nada da arrogância de dizer aos seus consumidores que "tem juízo quem lhe obedece"; pois tudo isto o levará à falência ou à fila dos desempregados! Pois é assim que as coisas funcionam em uma sociedade livre.
  • Cornelius  17/06/2011 20:27
    "Escolham à vontade, mas não no meu nome!"

    Diogo Siqueira,

    Repita comigo: "PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!"


    A decisão das outras pessoas sempre te afetarão. Não tem escapatória.
  • Cerqueira  18/06/2011 07:09
    Cornelius
    A solução pra defesa da propriedade sem governo vem das polícias privadas e de justiça privada
    Justiça privada que só funciona se todas as justiças estiverem VOLUNTARIAMENTE debaixo de uma justiça privada de instância superior.

    Como eles mesmos admitem nos comentários desse artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=987
    Felipe Andre disse:' A palavra chave é garantir, o anarco-capitalismo não garante os direitos naturais. Isso só é possível através de uma legislação que seja seguida por todas agências de justiça e segurança, uma legislação mantida por uma unidade central. '
    Chioca disse: 'Concordo Felipe. E isso não é um estado.
    MAS ISSO SÓ SERIA POSSIVEL SE UMA MAIORIA APOIASSE essa ideia.'

    Ora, isso é outra contradição, se numa anarquia eu só pago se quiser, se o anarquista admite que ninguém vai virar santo, porque é que todo mundo vai querer isso? É uma enrolada que vai até o fim do mundo e volta só pra chegar na mesma coisa, num poder de decisão único acima dos outros.

    Mas não adianta mostrar como essa história de justiça privada também é uma utopia porque o pessoal por aqui quando não tem argumentos, ou não publica o comentário, ou fica nessa besteira de 'troll troll', ou distorce o que o outro disse, como você lembrou bem, apelando pra falácia da redução ao absurdo.
  • Caio Cesar  18/06/2011 12:55
    Cornelius, eu vejo seus comentários e de todos aqui e me pergunto...
    Será que todos se esqueceram da Somália?

    O país vive numa anarquia há quase 20 anos e... quem diria! Hoje o país vive na melhor época de toda sua história! Como você explica isto, já que você mesmo disse que "o estado é um mal necessário"?!

    Ah, só queria dizer que a Somália, apesar de viver numa anarquia(e seguir o capitalismo), não é o exemplo mais perfeito de tudo que defendemos aqui, mas é um ótimo exemplo de que não precisamos de estado para sobreviver.
    E também, o país hoje é um lugar terrível, mas isto porque ANTES ELE JÁ ERA BEEEM MAIS TERRÍVEL - no período do governo.

    Dá uma olhadinha nisto e depois vê o estado é realmente necessário:

    pt.wikipedia.org/wiki/Anarquia_na_Som%C3%A1lia

    Boa sorte em tentar entender que você está errado. ^^
  • Cornelius  18/06/2011 21:10
    "Após o colapso do governo central, os serviços muito mais do sistema jurídico e das instituições educativas e sociais caíram sob o controle das instituições religiosas, que muitas vezes recebeu verbas significativas e apoio de instituições de caridade internacionais. Em 2005, algumas destas organizações clerical uniram para formar a União das Cortes Islâmicas"

    É claro que a Somália tem Estado. Esses tribunais seriam o quê??? Uma espécie de ONG? Francamente! A Somália só não tem um governo central! Mas só por enquanto, pois ela já caminha para uma teocracia islâmica. Aguardem!
  • Caio Cesar  20/06/2011 11:44
    Foi mal, não sabia que a igreja católica e o islamismo eram governos também. rsrs
  • Diogo Siqueira  18/06/2011 22:24
    Aprenda a interpretar textos meu caro... Analisá-los em um contexto...

    Você é capaz de pagar um bom curso de português/redação com o seu contra-cheque. Mexa as cadeiras e procure um!
  • Diogo Siqueira  17/06/2011 18:24
    Bastiat é genial!

    Não por menos, tenho um adesivo dele no meu carro!


  • Fernando  17/06/2011 21:19
    Olha até onde a situação chegou!!! Não se percebe o que é óbvio!

    Qualquer equipe só funciona melhor quando seus indivíduos se protegem entre si. Dizer que o individualismo é a finalidade, é de uma infantilidade que não consigo suportar. Olha, quando eu vejo uma pessoa falando: "Eu sou 'um' e não abdiquei de liberdade alguma.. e aí?", eu vejo essa pessoa como uma irresponsável. A questão vai muito além dos seus prazeres individuais, de eu gosto ou não gosto. É uma questão de segurança, de organização, de responsabilidade, de moral, de confiança, de garantia do amanhã e principalmente de independência.

    O que é NORMAL de se esperar de uma pessoa é que ela tenha intenção de ter o poder para garantia da ordem. Isso é o básico que se espera de qualquer pessoa!! Mas aqui não!!!

    Existem Grupos se reunindo todos dias discutindo como subverter a sociedade para a tomada de poder e o que vejo por aqui? Adultos parecendo crianças birrentas dizendo: "Isso não é problema meu! Não roube meu dinheiro!".

    AH! Qual é gente! Que que é isso! Se depender de vocês, qualquer grupinho desses de estudantes imbecis que leram um livro de Lênin, inventa uma revoltinha qualquer e toma o poder do país!!!!!!!!!!!!!
  • Cornelius  18/06/2011 11:58
    ferando,

    Pelo visto, vc é a única mente sã por aqui...

    abs
  • Joao  19/06/2011 10:46
    Uma mente sã acredita que o ser humano quer o poder para ajudar o próximo, porque isso é o normal? Se é nessa baboseira que um ser humano normal acredita, eu me declaro insano.
  • Joao  18/06/2011 14:42
    O que é NORMAL de se esperar de uma pessoa é que ela tenha intenção de ter o poder para garantia da ordem. Isso é o básico que se espera de qualquer pessoa!! Mas aqui não!!!

    HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
    HAHAHAHAHAHA
    HAHA
    HAHA
    HAHAH
    HA
    HA
    HA..

    Ok, eu parei de rir. Você vem acusar os outros de infantilidade, e me aparece com essa ideia infantil de que uma pessoa queira ter o poder para "garantir a ordem". É por isso que, na política, as pessoas que têm mais poder são sempre as mais honestas, é claro! É tão ridículo que chega a ser trágico.

    Existem Grupos se reunindo todos dias discutindo como subverter a sociedade para a tomada de poder e o que vejo por aqui? Adultos parecendo crianças birrentas dizendo: "Isso não é problema meu! Não roube meu dinheiro!".

    AH! Qual é gente! Que que é isso! Se depender de vocês, qualquer grupinho desses de estudantes imbecis que leram um livro de Lênin, inventa uma revoltinha qualquer e toma o poder do país!!!!!!!!!!!!!


    Ué, e quem disse que alguém aqui aceitaria isso? Só você, pelo jeito, aceitaria, desde que 50% + 1 pessoa dissesse que isso é bom.
  • anônimo  18/06/2011 16:31
    A coluna está diminuindo cada vez mais
  • Absolut  18/06/2011 17:53
    AH! Qual é gente! Que que é isso! Se depender de vocês, qualquer grupinho desses de estudantes imbecis que leram um livro de Lênin, inventa uma revoltinha qualquer e toma o poder do país!!!!!!!!!!!!!

    Tomar o poder do país deve ser o que você quer fazer, né?
    Ademais, somos plenamente a favor da irrestrição quanto à propriedade de armas de fogo, terror nº2 da comunalha.
  • Breno Almeida  22/06/2011 13:41
    Record de sub-post? Tá tão esprimido que daqui a pouco o comentário vira um anagrama.
  • Vitor  22/06/2011 14:34
    Acho que não, ele deve chegar a um limite de tamanho em breve.
  • Silvio  15/11/2014 00:52
    O espaço já está espremido, mas preciso fazer uma observação.

    O funcionário público (servidor uma ova, só se for considerado aquele indivíduo como o que se serve do dinheiro roubado) fica muito ofendido quando comparado ao ladrão. Há muita razão para se ficar ofendido, mas só cabe razão para o ultraje se ele partir do ladrão.

    O funcionário público é muito pior do que o ladrão. O ladrão sabe que é ladrão e sabe que faz mal às suas vítimas. O funcionário público, por outro lado, mesmo surrupiando dinheiro dos outros tal como o ladrão, se acha não só melhor do que o ladrão, na verdade, se acha numa categoria especial e superior aos demais seres humanos em geral.

    Mas o mais trágico é que o funcionário público pega parte desse dinheiro roubado e o usa justamente para tornar a vida dessas mesmas vítimas um verdadeiro inferno. E, horror dos horrores, quanto mais mal o funcionário faz às suas vítimas, mais ele se acha superior e encarregado de uma nobre função, tal como o Corneluis tristemente demonstrou. Pelo menos o ladrão, como já dizia Lysander Spooner, rouba o dinheiro e tem a decência de ir embora.
  • Emerson Luis  15/01/2015 17:13

    A espoliação é tão constante, gradual e onipresente que a maioria das pessoas está habituada a ela como parte normal da vida. E gostaria que o Típico Filósofo desse sua opinião sobre este debate que foi feito anticonstitucionalissimamente (pretexto para usar a maior palavra portuguesa neste espaço).

    * * *
  • Filósofo  17/06/2011 21:19
    O festival de falácias é impressionante. A discussão acabou sendo o cafézinho após o almoço (o texto).
  • Matheus  18/06/2011 05:23
    Muito bom o artigo. Mas percebo algumas contradicoes na ideia liberal. Um tempo atras houve um artigo excelente sobre a Suica e como o armamento consciente da populacao garante ha tempos a liberdade do pais, atraves do treinamento -compulsorio- dos homens do pais. Ja esse artigo em um trecho critica essa obrigacao de servir ao exercito, como uma interferencia do Estado na escolha individual. E ai?
  • Luis Almeida  18/06/2011 12:24
    Matheus, então vc não entendeu muito bem a ideia liberal. A ideia é, como o próprio nome já diz, de liberdade. O artigo da Suiça ressaltava a importância da liberdade de se armar, denunciando os perigos das políticas de desarmamento, como a ocorrida na Alemanha nazista. Infelizmente na Suiça isso se deu através de uma interferencia do estado na escolha individual, logicamente inadmissível para qualquer um que preze a liberdade, mas isso não quer dizer que seja a única maneira de se ter uma população armada, ainda mais em tempos de ameaça de invasão. O exemplo da França dado no artigo ilustra como não se preparar para defesa, mesmo lá tendo o serviço militar obrigatório.

    E veja que vc fala em "armamento consciente da populacao", e logo depois fala em "treinamento -compulsorio- dos homens do pais"; ai sim temos uma contradição, pois se o armamento se desse através de uma conscientização, não seria compulsório e vice-versa.

    "To compel a man to subsidize with his taxes the propagation of ideas which he disbelieves and abhors is sinful and tyrannical." - T.J.
  • Matheus  18/06/2011 21:14
    Eu acho que tu nao entendeu o caso suico. Minha frase pode ter sido um paradoxo, mas apenas retrata a situacao do pais. Pois a maioria concorda com o sistema, apesar dele ser obrigatorio. Entao e sim consciente (pois grande parte da populacao sabe da importancia dele), mesmo nao tendo escolha...
  • mcmoraes  18/06/2011 22:26
    Qualquer livro de lógica básica prova o Teorema Contra-recíproco, que diz que "se A então B" é equivalente a "se não-B então não-A". Por exemplo, se é verdade que "se É MEL então É DOCE" então é uma verdade irrefutável que "se NÃO É DOCE então NÃO É MEL". O que se pode questionar é a validade da primeira afirmação "se É MEL então É DOCE" por um motivo qualquer (talvez porque se pense conhecer um mel que não seja doce), mas isso são outros quinhentos.

    Partindo do princípio de que seja verdade que "se ALGUÉM QUER ALGUMA COISA então NÃO É PRECISO OBRIGAR ALGUÉM A TAL COISA" então é irrefutável a inferência de que "se É PRECISO OBRIGAR ALGUÉM A ALGUMA COISA então ESSE ALGUÉM NÃO QUER TAL COISA".
  • Fernando  19/06/2011 03:28
    "se ALGUÉM QUER ALGUMA COISA então NÃO É PRECISO OBRIGAR ALGUÉM A TAL COISA" então é irrefutável a inferência de que "se É PRECISO OBRIGAR ALGUÉM A ALGUMA COISA então ESSE ALGUÉM NÃO QUER TAL COISA".

    Será que você não entende, que de uma forma ou de outra o que você prega obrigatoriamente vai OBRIGAR alguém a ter determinadas condutas?

    É até uma piada pensar em uma sociedade onde ninguém é obrigado a nada! Da até vontade de rir!
  • void  18/06/2011 22:36
    Você é o procurador da "maioria" pra falar por ela? Aliás, quem é a "maioria"?
  • Matheus  19/06/2011 12:42
    Olha, o "a maioria" eu tirei por base pelo tempo que morei na Suica. Ja sobre o caso da logica, nao e possivel transpor dos livros de matematica pra essa realidade. E obrigatorio pra todo mundo e ponto final, pros que concordam e pros que nao concordam. Ou seja, nesse caso, e obrigatorio mesmo para os que nao vao por obrigacao.
  • mcmoraes  19/06/2011 17:56
    Matheus, já que nem mesmo a lógica consegue persuadi-lo, você poderia complementar o seu discurso da seguinte forma: "...não é possivel transpor dos livros de matemática pra essa realidade [estática, imutável, em cuja permanência eu tenho fé absoluta]..."
  • Luis Almeida  20/06/2011 12:24
    Matheus, e daí que uma maioria concorda com o sistema na Suíça?
    E não só na Suíça, como em qualquer outro lugar.
    E isso não poderia deixar de ser diferente, pois o poder dos governantes repousa na opinião de uma maioria.
    Sempre.

    Todos os governos, sejam eles DEMOcracias, ditaduras, monarquias; e todas as ações contínuas de governos, sejam elas alistamento militar obrigatório, proibição de álcool e impostos, contam com o apoio de uma maioria.
    E este apoio pode ser um apoio ativo ou mesmo uma concordância passiva, mas sempre por alguma maioria.

    E como já dito, se fosse consciente, não precisava ser obrigatório.. seria voluntário. mesmo que 99,9999% concordassem voluntariamente em ser obrigados e obrigar todos os outros a fazer algo, a existência de simplesmente um discordante (e ao menos um certamente existe) faz cair por terra a alegação de consciente.
  • Angelo Viacava  18/06/2011 19:35
    Para curtir-se uma vida liberal, no sentido econômico-financeiro, uma sociedade necessita de organizações conservadoras? A Suíça é armada porque seus cidadãos conservam suas tradições seculares de viver armados, defenderem-se a si próprios. São, portando, do ponto de vista filosófico tradicional, conservadores. Há confusão no termo "liberal" quando se muda de economia para a política. Ainda mais quando se traduz do inglês para o português. Governos norte-americanos ditos liberais (democratas) restringiram mais os negócios americanos com o Basil através de taxações e regulamentações do que governos republicanos conservadores. Um poder judiciário conservador observa os costumes da sociedade que julga, prevalecendo a manutenção destes costumes em oposição à adoção de novidades como Direito Alternativo e outros tais. Suíços conservam seus valores tradicionais, como religião, cultura, hábitos e costumes. Já sistemas liberais deixam ao sabor de governos toda a decisão sobre suas vidas: por isso o Brasil está como está. Toda novidade vira lei e toda tradição vira crime. A justiça não tem alicerces fortes em sua tradição, qualquer novidade é prontamente admitida, e tudo vai por espaço. A propriedade é relativizada, a liberdade para negócios é sufucada. Somos conservadores como povo, queremos as coisas certas como devem ser, mas não temos nas instituições o mesmo respaldo conservador esperado. Nossa economia é dirigida para o socialismo e o poder judiciário acompanha esta orientação distribuindo direitos a quem não tem.
  • vanderlei  03/09/2011 11:00
    Enquanto isso...na calada da noite...\r
    \r
    www.pampalivre.info/filho_do_presidente_brasileiro_virou_milionario.htm\r
    \r
    O filho do Lula tinha um salário de R$ 1500,00 Reais.\r
    agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) pela simples quantia de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais). O impressionante nesta trajetória de sucesso e rara inteligência é que de um salário de R$ 1.500,00 passou a proprietário, de uma vez só, de um patrimônio de 47 Milhões... \r
    \r
    Depois de comprar a referida fazenda, levou essa mesma fazenda a ser a primeira a receber o certificado de exportação de carne para Europa.\r
    \r
    No Pará comprou R$ 100 000 000,00 em fazendas com os sócios Duda Mendonça e Daniel Dantas.\r
    Mas esta genialidade nos negócios só iniciou com o pai na presidência. \r
  • Robson  21/02/2013 19:48
    Poxa, tem o vídeo traduzido no canal do L+, bem que podiam divulgá-lo ao invés do vídeo em inglês.
  • Eduardo R., Rio  01/03/2016 03:56


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